SlideShare uma empresa Scribd logo
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
O aço
Descrição do Material
O ferro existe abundantemente na natureza geralmente na forma de óxidos.
O minério de ferro, o coque e os fundentes são as matérias primas deste
processo que envolve a redução do óxido de ferro a ferro gusa no alto forno.
Seu refino acontece na aciaria, onde há a adição de Cobre, Níquel e
Cromo entre outros.
O controle do teor de carbono e de sua composição química permite a
obtenção de inúmeros tipos de aço, diferentes quanto à dureza, resistência
mecânica, ductilidade e resistência à corrosão.
O resultado é um dos materiais de maior resistência e menor
deformabilidade entre os materiais de uso estrutural.
O aço-carbono é aquele no qual a resistência se deve basicamente ao teor
de carbono e manganês. Ex.: ASTM A36.
O aço de baixa liga e alta resistência é aquele em que a adição de
elementos químicos como Nióbio, Vanádio, Titânio e outros promovem
grandes ganhos de propriedades mecânicas. Ex.: ASTM A572.
A adição de Cobre, Níquel, Cromo e outros elementos químicos a este aço
acabam criando um grupo conhecido como patinável, que tem maior
resistência frente à corrosão atmosférica. Ex.: ASTM A588.
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
Sustentabilidade
“O desenvolvimento sustentável significa atender as necessidades do
presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender
suas próprias necessidades” – (World Comission on Environment and
Development – WCED – 1987).
Cada nova edificação, impacta o meio, consumindo energia, recursos
naturais, esgoto e água tratada, aumentando a poluição.
Cabe aos arquitetos, engenheiros, empreendedores, construtores estudar as
conseqüências deste empreendimento em longo prazo:
− Fazendo bons projetos arquitetônicos
− Incentivando novas tecnologias
− Otimizando o uso de energia
− Diminuindo os desperdícios
− Utilizando materiais recicláveis
− INOVANDO
Um assunto muito discutido é o reaproveitamento das edificações após os 50
anos da longevidade prevista.
Nos edifícios de estruturas em aço as opções são:
− Reformar a edificação ao invés de demolir
− Desmontar e reutilizar os componentes
− Desmontar reciclando o material
Aço, a escolha natural da Sustentabilidade.
− É um dos materiais mais abundantes da Terra
− A energia consumida é co-gerada
− O processo é controlado e não lança poluentes na atmosfera
− Consome 41% menos de água no processo que o concreto
− Todos os componentes gerados pela produção são aproveitados
− A fabricação da estrutura elimina os desperdícios na obra, pois o
processo é industrializado
− O menor peso da estrutura requer fundações menores, diminuindo o
impacto das mesmas no solo
− A rapidez na montagem reduz o impacto na comunidade local
− Permite grandes vãos, fachadas abertas e coberturas que facilitam a
utilização da energia solar
− É um dos componentes da construção industrializada
− Sua sucata tem alto valor agregado
− O processo de reciclagem é simples e eficiente
O aço é um material 100% reciclável.
Metade da produção anual de aço é resultado de reciclagem.
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
Perfis de aço
Laminados de abas inclinadas
São os perfis tipo I, H, U, L, T segundo normas específicas, oriundos do
processo de laminação. As alturas variam de 75 a 150 mm.
Laminados de abas paralelas
São os perfis tipo I (W) e H (W e HP), laminados dentro de padrões rígidos no
que se refere às dimensões, forma e qualidade do aço.
Os Perfis Açominas seguem a norma ASTM/A6 e são produzidos através do
mais moderno processo de laminação com alturas variando de 150 à
610mm.
Nomenclatura de Perfis em aço:
Tipo de Perfil x altura nominal (mm) x peso por metro (kg/m)
Ex.: W 410x53 (Perfil tipo W, com altura de 410mm e peso 53 kg/m).
Aba
Alma
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
Extrudados
São os perfis tubulares de seção circular, quadrado e retangular.
Soldados
São perfis de seções variadas, compostos por chapas soldadas. Os mais
usados são os perfis tipo I (VS - Viga Soldada, CVS – Coluna / Viga
Soldada, CS - Coluna Soldada) soldados por processo automático, em
séries normalizadas.
vs cvs
cs
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
Chapas corrugadas e Perfis conformados a frio
São perfis dobrados a partir de chapas finas a frio (U, UE, Z, cartola, tubos
com costura, telhas, painéis, formas de lajes).
Cabos de aço
São perfis constituídos por vários arames trefilados de alta resistência,
apresentando excelente desempenho sob esforços de tração. Sua utilização
requer detalhes e complementos especiais para perfeita interação entre o
cabo e os demais elementos estruturais.
O Projeto em aço
É importante que o projeto de estrutura em aço já comece a ser pensado
com o conceito do material: o objeto formado pelo desenho das arestas,
das linhas, a permeabilidade do olhar, reticulados e clareza na intenção dos
detalhes.
A obra concebida sob conceitos de otimização de vãos, pé direito, grid,
tomando partido das pequenas alturas das vigas e colunas com seções
exíguas ampliando os espaços úteis.
A padronização das peças é um conceito muito importante, pois como todo
sistema industrializado, a repetitividade barateia o processo.
Decidir se a estrutura fica aparente ou revestida, leva o arquiteto a pensar
nos prós e contras de cada opção.
A estrutura aparente pode mostrar a plasticidade do aço, mas pode
demandar proteção do material (contra corrosão e fogo).
A estrutura revestida faz a estrutura cumprir seu papel de esqueleto e
minimiza custos com proteção.
Uma obra com parte contida e parte à mostra pode valorizar e diferenciar o
empreendimento.
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
Vantagens do uso do aço
- Organização do canteiro de obra
- Alívio nas fundações
- Vãos livres maiores
- Racionalização de material e de mão de obra
- Menor prazo de execução
- Retorno financeiro mais rápido
- Garantia de níveis e prumos
- Redução de acidentes
- Facilidade de montagem e desmontagem
- Otimização de ampliações e reformas
- Compatibilidade com diversos sistemas construtivos
Construção Industrializada
É a composição de uma obra com elementos pré-fabricados em indústrias
especializadas que garantem a qualidade dos componentes e transformam
o canteiro em um local de montagem.
Pensando na obra como um todo, a racionalização de materiais e mão de
obra, agilidade na execução com planejamento detalhado de entregas e
baixíssimos índices de desperdícios são vantagens importantes oferecidas
pela construção industrializada.
A estrutura é uma parte importante da obra, completada por painéis de
piso, vedações, elementos de definição de espaços, equipamentos,
instalações, caixilhos, etc.
O uso de lajes pré-moldadas, treliçadas, protendidas ou forma-laje (steel
deck), dispensam escoramentos, permitem um bom nivelamento, podem
eliminar a necessidade de forros e permitem o trabalho conjunto com as
vigas metálicas (vigas mistas).
Para fechamento, os painéis metálicos e de gesso acartonado permitem
rapidez de instalação, fácil embutimento de tubulações, boa qualidade de
acabamento e adaptação de lay-outs.
Painéis de fachada permitem melhor previsão de detalhes na interface com
estrutura e caixilhos, na estanqueidade e na padronização dos
acabamentos.
Banheiros prontos resolvem problemas de acabamento, instalações e
impermeabilização.
A utilização de tubos flexíveis para instalações elimina problemas de
conexão e caminhamento das tubulações.
A composição destes elementos proporciona muito mais rapidez na
conclusão da obra e retorno financeiro mais rápido.
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
Fechamentos
Os fechamentos podem ser em painéis pré-moldados, placas, alvenarias
vinculadas ou não às estruturas.
A escolha do sistema de vedação impacta na estrutura, tanto no
dimensionamento quanto na definição de juntas de movimento.
Coberturas
Grande parte do conforto térmico e acústico está ligada ao projeto de
cobertura.
A “respiração” de um telhado se faz através das telhas.
Telhados com inclinação muito pequena exigem total vedação, impedindo
a saída do ar aquecido através das frestas das telhas.
Além das alternativas formais, lanternim ou Shed, pequenas aberturas junto
às cumeeiras permitem a saída do ar sem risco de infiltração.
O caimento do telhado, além das recomendações em função do tipo de
telha, deve levar em conta o tamanho das águas da cobertura.
As calhas podem ser pré-dimensionadas por uma fórmula empírica: para
cada 10m2 de cobertura 15 cm2 de calha.
Para os tubos de descida de água pluvial 1cm2 para cada m2 de área
drenada.
Placas de piso
chapas – (vãos de 70 a 100cm), a relação entre espessura da chapa e vão
entre apoios deve estar entre 40 e 300.
Podem ser perfuradas para eliminar contenção de água, lisas ou xadrez
(antiderrapantes). Para eliminação dos problemas de acústica, as chapas
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
podem ser revestidas com argamassa armadas com telas “deploies” para
controle de fissuração. Estas argamassas devem ter seu traço enriquecido
com aditivos para aumento da aderência a superfície da chapa.
1. grades metálicas vencem vãos de 300mm(h=20mm-30kgf/m2) a
1600mm(h=60mm-136kgf/m2) para cargas de até 40tf/m2
2. painéis
• concreto celular –vãos até 3 m
• concreto pré moldado –vãos de 2 a 11m
• madeira laminada –comprimento até 2,75m com
apoio a cada 1,25m
nota: estes três tipos de painéis não funcionam como elementos de
travamento para as vigas metálicas, para isso é necessário um sistema
adicional.
• forma-laje –vãos até 4m, com alturas que variam de 130 a 200mm
(altura da forma 75mm- espessuras de 0,8 a 1,25mm), Se vinculadas as mesas
das vigas através de conectores, podem ser utilizadas como travamento
lateral e mesa colaborante (vigas mistas). Podem ser usados como armadura
positiva desde que não haja cargas dinâmicas, neste caso, devem receber
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
armadura nos “vales” da forma. Apoios extremos devem ser de no mínimo
75mm, apoios internos e 150mm
• pré-laje –vãos até 5m, com alturas que variam de 8 a 15cm, Se
vinculadas as mesas das vigas através de conectores, podem ser utilizadas
como travamento lateral e mesa colaborante (vigas mistas)
•
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
Corrosão
Os metais raramente são encontrados no estado puro. Grandes quantidades
de energia são fornecidas aos minérios para reduzi-los aos metais e ligas.
A corrosão pode ser definida, de modo bastante simplificado, como sendo a
tendência espontânea do metal retornar à sua forma original (óxidos,
sulfetos, etc.).
Todos os metais e ligas comumente utilizados em estruturas estão sujeitos à
corrosão, e a intensidade deste ataque depende, entre outros, das
condições ambientais e da composição química da liga.
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
A corrosão atmosférica do aço carbono é um processo eletroquímico que
depende basicamente de três parâmetros: água, oxigênio e corrente
elétrica, que flui da liberação de elétrons.
Limpeza de superfície, aplicação de tintas de cobertura e acabamento
corretamente especificados retardam e evitam o processo.
Um programa de manutenção consistente permite que as estruturas estejam
em perfeito estado “ad eterno”.
Tratamento de Superfície
Antes de receber qualquer sistema de proteção, o aço deve passar por uma
limpeza que remova de sua superfície óleos, graxas, poeiras, ferrugem solta e
carepa.
Normalmente esta limpeza é feita por jato abrasivo (areia ou granalha) ou
por processo manual.
Os principais tipos de revestimentos são:
- Contra corrosão: pintura e galvanização
- Contra fogo: materiais projetados, placas de gesso acartonado, lã de
rocha e tinta intumescente.
Estruturas mistas
É a associação do aço (que resiste bem à tração) com o concreto (que
resiste bem à compressão) obtendo uma peça composta, com a melhor
performance de cada um.
Cumprem, porém, etapas diferentes de comportamento ao longo de seu
processo de consolidação.
O aço já tem, desde a produção, forma e resistência definidas, o que não
acontece com o concreto que precisa do processo de cura para que sua
forma e resistência fiquem definidas. Sua capacidade também depende da
armadura, tanto para aumentar sua resistência quanto para limitação de
fissuras de retração.
O projeto de estruturas mistas deve, portanto ser elaborado considerando
três fases:
1. Montagem e lançamento do concreto situação em que o aço
trabalha sozinho, sendo responsável pelo peso próprio da estrutura e
cargas de obra
2. Resistência da estrutura mista situação em que trabalham juntos o
aço e o concreto
3. Deformação da estrutura mista para cargas de longa duração
situação em que se leva em conta o efeito da perda de elasticidade
do concreto ao longo do tempo.
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
Vigas mistas
É a associação de uma parcela da laje, como a aba colaborante, e a aba
superior da viga de aço.
Haverá um sensível aumento na capacidade da viga, e correspondente
redução nas deformações, resultando numa economia do peso das vigas
de aço de até 30%.
Além disto a viga estará travada lateralmente na face comprimida, o que
impede a sua perda de estabilidade.
A vinculação entre a laje de concreto e a viga é feita por conectores,
peças metálicas soldadas à aba superior com um espaçamento pequeno
(da ordem de 20 a 50cm), que impedem o escorregamento do concreto em
relação ao aço, obrigando-os a trabalharem em conjunto.
Pilares mistos
São peças compostas de maneira a utilizar as qualidades do concreto à
compressão associada à capacidade e esbeltez do aço. Este trabalho é
garantido pela utilização de conectores que eliminam o escorregamento
nas superfícies de contacto.
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV
Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas
Ligações mistas
A necessidade de armadura de tração nas lajes de concreto leva à
possibilidade de outros tipos de associação aço-concreto, como na adoção
de ligações mistas.
Neste tipo de ligação a laje participa da transmissão de esforços dos
momentos fletores das vigas permitindo a sua continuidade sobre os apoios.
Neste caso a armadura da laje é reforçada, de maneira a absorver as
tensões de tração.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

6. materiais ceramicos grad
6. materiais ceramicos grad6. materiais ceramicos grad
6. materiais ceramicos grad
Renatu Vivas
 
O aço. ideias para o seu trabalho podem copiar!!
O aço. ideias para o seu trabalho podem copiar!!O aço. ideias para o seu trabalho podem copiar!!
O aço. ideias para o seu trabalho podem copiar!!
Alexandre Henriques
 
Todo o processo de Fabricação de Aço e Ferro
Todo o processo de Fabricação de Aço e FerroTodo o processo de Fabricação de Aço e Ferro
Todo o processo de Fabricação de Aço e Ferro
ABIFA - Associação Brasileira de Fundição
 
Aula 9 formas-escoras
Aula 9   formas-escorasAula 9   formas-escoras
Aula 9 formas-escoras
Alex_123456
 
Processo de obtenção de aço e ferro fundido
Processo de obtenção de aço e ferro fundidoProcesso de obtenção de aço e ferro fundido
Processo de obtenção de aço e ferro fundido
Juan Carlos Garcia Urrutia
 
Materiais cerâmicos
Materiais cerâmicosMateriais cerâmicos
Materiais cerâmicos
Lívio Bruno
 
Lajes
LajesLajes
Aula 01 classificação dos materiais
Aula 01 classificação dos materiaisAula 01 classificação dos materiais
Aula 01 classificação dos materiais
Wilton Batista
 
Estruturas de aço_aula1
Estruturas de aço_aula1Estruturas de aço_aula1
Estruturas de aço_aula1
Clenilton Lima Ximenes
 
Materiais metálicos
Materiais metálicosMateriais metálicos
Materiais metálicos
welton
 
Madeira
MadeiraMadeira
Madeira
celizgeo
 
Alvenarias
AlvenariasAlvenarias
Ciências dos Materiais - Aula 6 - Imperfeições Cristalinas
Ciências dos Materiais - Aula 6 - Imperfeições CristalinasCiências dos Materiais - Aula 6 - Imperfeições Cristalinas
Ciências dos Materiais - Aula 6 - Imperfeições Cristalinas
Felipe Machado
 
Aula 6 propriedades mecânicas , emgenharia
Aula 6 propriedades mecânicas  , emgenhariaAula 6 propriedades mecânicas  , emgenharia
Aula 6 propriedades mecânicas , emgenharia
Felipe Rosa
 
1 metais não ferrosos
1   metais não ferrosos1   metais não ferrosos
1 metais não ferrosos
KLELTON BENETÃO
 
Ceramica
CeramicaCeramica
Ceramica
Mayara Marques
 
Tratamentos térmicos
Tratamentos térmicosTratamentos térmicos
Tratamentos térmicos
Hertz Oliveira
 
Produção do concreto
Produção do concreto Produção do concreto
Produção do concreto
Anderson Carvalho
 
Pontes i aula1 [modo de compatibilidade]
Pontes i  aula1 [modo de compatibilidade]Pontes i  aula1 [modo de compatibilidade]
Pontes i aula1 [modo de compatibilidade]
Lucas Costa
 
- Propriedades - Ligas metálicas - Metais
- Propriedades - Ligas metálicas - Metais - Propriedades - Ligas metálicas - Metais
- Propriedades - Ligas metálicas - Metais
Giullyanno Felisberto
 

Mais procurados (20)

6. materiais ceramicos grad
6. materiais ceramicos grad6. materiais ceramicos grad
6. materiais ceramicos grad
 
O aço. ideias para o seu trabalho podem copiar!!
O aço. ideias para o seu trabalho podem copiar!!O aço. ideias para o seu trabalho podem copiar!!
O aço. ideias para o seu trabalho podem copiar!!
 
Todo o processo de Fabricação de Aço e Ferro
Todo o processo de Fabricação de Aço e FerroTodo o processo de Fabricação de Aço e Ferro
Todo o processo de Fabricação de Aço e Ferro
 
Aula 9 formas-escoras
Aula 9   formas-escorasAula 9   formas-escoras
Aula 9 formas-escoras
 
Processo de obtenção de aço e ferro fundido
Processo de obtenção de aço e ferro fundidoProcesso de obtenção de aço e ferro fundido
Processo de obtenção de aço e ferro fundido
 
Materiais cerâmicos
Materiais cerâmicosMateriais cerâmicos
Materiais cerâmicos
 
Lajes
LajesLajes
Lajes
 
Aula 01 classificação dos materiais
Aula 01 classificação dos materiaisAula 01 classificação dos materiais
Aula 01 classificação dos materiais
 
Estruturas de aço_aula1
Estruturas de aço_aula1Estruturas de aço_aula1
Estruturas de aço_aula1
 
Materiais metálicos
Materiais metálicosMateriais metálicos
Materiais metálicos
 
Madeira
MadeiraMadeira
Madeira
 
Alvenarias
AlvenariasAlvenarias
Alvenarias
 
Ciências dos Materiais - Aula 6 - Imperfeições Cristalinas
Ciências dos Materiais - Aula 6 - Imperfeições CristalinasCiências dos Materiais - Aula 6 - Imperfeições Cristalinas
Ciências dos Materiais - Aula 6 - Imperfeições Cristalinas
 
Aula 6 propriedades mecânicas , emgenharia
Aula 6 propriedades mecânicas  , emgenhariaAula 6 propriedades mecânicas  , emgenharia
Aula 6 propriedades mecânicas , emgenharia
 
1 metais não ferrosos
1   metais não ferrosos1   metais não ferrosos
1 metais não ferrosos
 
Ceramica
CeramicaCeramica
Ceramica
 
Tratamentos térmicos
Tratamentos térmicosTratamentos térmicos
Tratamentos térmicos
 
Produção do concreto
Produção do concreto Produção do concreto
Produção do concreto
 
Pontes i aula1 [modo de compatibilidade]
Pontes i  aula1 [modo de compatibilidade]Pontes i  aula1 [modo de compatibilidade]
Pontes i aula1 [modo de compatibilidade]
 
- Propriedades - Ligas metálicas - Metais
- Propriedades - Ligas metálicas - Metais - Propriedades - Ligas metálicas - Metais
- Propriedades - Ligas metálicas - Metais
 

Semelhante a O aço

Trabalho da cida ii
Trabalho da cida iiTrabalho da cida ii
Trabalho da cida ii
Cida Freitas
 
01 introducao
01 introducao01 introducao
01 introducao
gabioa
 
Palestra viabilidade nas construções análise dos sistemas construtivos em con...
Palestra viabilidade nas construções análise dos sistemas construtivos em con...Palestra viabilidade nas construções análise dos sistemas construtivos em con...
Palestra viabilidade nas construções análise dos sistemas construtivos em con...
Edson Fernando Leite Filho
 
Apostila concreto armado_libanio_reduzida
Apostila concreto armado_libanio_reduzidaApostila concreto armado_libanio_reduzida
Apostila concreto armado_libanio_reduzida
Alef Rayan
 
Construção metálica
Construção metálicaConstrução metálica
Construção metálica
Juliana Silva
 
Pilares mistos curtos de aco e concreto
Pilares mistos curtos de aco e concretoPilares mistos curtos de aco e concreto
Pilares mistos curtos de aco e concreto
José Mateus Tavares Dantas
 
Pilares mistos curtos de aco e concreto
Pilares mistos curtos de aco e concretoPilares mistos curtos de aco e concreto
Pilares mistos curtos de aco e concreto
José Mateus Tavares Dantas
 
Paineis de aço pré-pintado
Paineis de aço pré-pintadoPaineis de aço pré-pintado
Paineis de aço pré-pintado
Tiago Junior
 
10 projeto-de-producao-para-construcao-metalica-aplicado-em-lajes-mistas-stee...
10 projeto-de-producao-para-construcao-metalica-aplicado-em-lajes-mistas-stee...10 projeto-de-producao-para-construcao-metalica-aplicado-em-lajes-mistas-stee...
10 projeto-de-producao-para-construcao-metalica-aplicado-em-lajes-mistas-stee...
cristina resende
 
Estrutura de aço para telhados
Estrutura de aço para telhadosEstrutura de aço para telhados
Estrutura de aço para telhados
Arquiteta Luciana Moterani
 
25509717 cap-1-propriedades-dos-materiais
25509717 cap-1-propriedades-dos-materiais25509717 cap-1-propriedades-dos-materiais
25509717 cap-1-propriedades-dos-materiais
Julyanne Rodrigues
 
Apresentação boppré construtora
Apresentação boppré construtoraApresentação boppré construtora
Apresentação boppré construtora
marvinnanet
 
Gb2011 silvia scalzo_arcelormittal
Gb2011 silvia scalzo_arcelormittalGb2011 silvia scalzo_arcelormittal
Gb2011 silvia scalzo_arcelormittal
Galvabrasil
 
Patologia das Estruturas de Betão
Patologia das Estruturas de BetãoPatologia das Estruturas de Betão
Patologia das Estruturas de Betão
engenhariacivil91
 
sistemas de vedação vertical
sistemas de vedação verticalsistemas de vedação vertical
sistemas de vedação vertical
Lucas Ferreira
 
sistema construtivo inovador (drywall)
sistema construtivo inovador (drywall)sistema construtivo inovador (drywall)
sistema construtivo inovador (drywall)
JulioHerysonSilva
 
Estruturas Metálicas - Teoria_parte III.ppt
Estruturas Metálicas - Teoria_parte III.pptEstruturas Metálicas - Teoria_parte III.ppt
Estruturas Metálicas - Teoria_parte III.ppt
DanielBorges40054
 
Tcc uso do steel deck na construçao civil-16.11.2016
Tcc uso do steel deck na construçao civil-16.11.2016Tcc uso do steel deck na construçao civil-16.11.2016
Tcc uso do steel deck na construçao civil-16.11.2016
MARCIO PINTO DA SILVA
 
Coletânea manuais uso do aço 1
Coletânea manuais uso do aço 1Coletânea manuais uso do aço 1
Coletânea manuais uso do aço 1
SERGIOBOUTY
 
Catalogo concreto protendido-site
Catalogo concreto protendido-siteCatalogo concreto protendido-site
Catalogo concreto protendido-site
Newton Munhoz
 

Semelhante a O aço (20)

Trabalho da cida ii
Trabalho da cida iiTrabalho da cida ii
Trabalho da cida ii
 
01 introducao
01 introducao01 introducao
01 introducao
 
Palestra viabilidade nas construções análise dos sistemas construtivos em con...
Palestra viabilidade nas construções análise dos sistemas construtivos em con...Palestra viabilidade nas construções análise dos sistemas construtivos em con...
Palestra viabilidade nas construções análise dos sistemas construtivos em con...
 
Apostila concreto armado_libanio_reduzida
Apostila concreto armado_libanio_reduzidaApostila concreto armado_libanio_reduzida
Apostila concreto armado_libanio_reduzida
 
Construção metálica
Construção metálicaConstrução metálica
Construção metálica
 
Pilares mistos curtos de aco e concreto
Pilares mistos curtos de aco e concretoPilares mistos curtos de aco e concreto
Pilares mistos curtos de aco e concreto
 
Pilares mistos curtos de aco e concreto
Pilares mistos curtos de aco e concretoPilares mistos curtos de aco e concreto
Pilares mistos curtos de aco e concreto
 
Paineis de aço pré-pintado
Paineis de aço pré-pintadoPaineis de aço pré-pintado
Paineis de aço pré-pintado
 
10 projeto-de-producao-para-construcao-metalica-aplicado-em-lajes-mistas-stee...
10 projeto-de-producao-para-construcao-metalica-aplicado-em-lajes-mistas-stee...10 projeto-de-producao-para-construcao-metalica-aplicado-em-lajes-mistas-stee...
10 projeto-de-producao-para-construcao-metalica-aplicado-em-lajes-mistas-stee...
 
Estrutura de aço para telhados
Estrutura de aço para telhadosEstrutura de aço para telhados
Estrutura de aço para telhados
 
25509717 cap-1-propriedades-dos-materiais
25509717 cap-1-propriedades-dos-materiais25509717 cap-1-propriedades-dos-materiais
25509717 cap-1-propriedades-dos-materiais
 
Apresentação boppré construtora
Apresentação boppré construtoraApresentação boppré construtora
Apresentação boppré construtora
 
Gb2011 silvia scalzo_arcelormittal
Gb2011 silvia scalzo_arcelormittalGb2011 silvia scalzo_arcelormittal
Gb2011 silvia scalzo_arcelormittal
 
Patologia das Estruturas de Betão
Patologia das Estruturas de BetãoPatologia das Estruturas de Betão
Patologia das Estruturas de Betão
 
sistemas de vedação vertical
sistemas de vedação verticalsistemas de vedação vertical
sistemas de vedação vertical
 
sistema construtivo inovador (drywall)
sistema construtivo inovador (drywall)sistema construtivo inovador (drywall)
sistema construtivo inovador (drywall)
 
Estruturas Metálicas - Teoria_parte III.ppt
Estruturas Metálicas - Teoria_parte III.pptEstruturas Metálicas - Teoria_parte III.ppt
Estruturas Metálicas - Teoria_parte III.ppt
 
Tcc uso do steel deck na construçao civil-16.11.2016
Tcc uso do steel deck na construçao civil-16.11.2016Tcc uso do steel deck na construçao civil-16.11.2016
Tcc uso do steel deck na construçao civil-16.11.2016
 
Coletânea manuais uso do aço 1
Coletânea manuais uso do aço 1Coletânea manuais uso do aço 1
Coletânea manuais uso do aço 1
 
Catalogo concreto protendido-site
Catalogo concreto protendido-siteCatalogo concreto protendido-site
Catalogo concreto protendido-site
 

Mais de Carlos Elson Cunha

Wittgenstein, ludwig. tractatus logico philosophicus (1968)
Wittgenstein, ludwig. tractatus logico philosophicus (1968)Wittgenstein, ludwig. tractatus logico philosophicus (1968)
Wittgenstein, ludwig. tractatus logico philosophicus (1968)
Carlos Elson Cunha
 
Westlund, olle. s(t)imulating a social psychology mead and the reality of t...
Westlund, olle. s(t)imulating a social psychology   mead and the reality of t...Westlund, olle. s(t)imulating a social psychology   mead and the reality of t...
Westlund, olle. s(t)imulating a social psychology mead and the reality of t...
Carlos Elson Cunha
 
Alexandria sem muros monografia 2016
Alexandria sem muros   monografia 2016Alexandria sem muros   monografia 2016
Alexandria sem muros monografia 2016
Carlos Elson Cunha
 
Shopping das artes
Shopping das artesShopping das artes
Shopping das artes
Carlos Elson Cunha
 
Atitude mental correta para falar em público
Atitude mental correta para falar em públicoAtitude mental correta para falar em público
Atitude mental correta para falar em público
Carlos Elson Cunha
 
Introduções para falar em público
Introduções para falar em públicoIntroduções para falar em público
Introduções para falar em público
Carlos Elson Cunha
 
O temor de falar em público
O temor de falar em públicoO temor de falar em público
O temor de falar em público
Carlos Elson Cunha
 
Mec solo ms
Mec solo msMec solo ms
Mec solo ms
Carlos Elson Cunha
 
Xadrez é fácil com o aluno eterno
Xadrez é fácil   com o aluno eternoXadrez é fácil   com o aluno eterno
Xadrez é fácil com o aluno eterno
Carlos Elson Cunha
 
Canvas do Carlão - Exemplo do modelo Canvas
Canvas do Carlão - Exemplo do modelo Canvas Canvas do Carlão - Exemplo do modelo Canvas
Canvas do Carlão - Exemplo do modelo Canvas
Carlos Elson Cunha
 
B n
B nB n
Guindaste de palitos de picolé
Guindaste de palitos de picoléGuindaste de palitos de picolé
Guindaste de palitos de picolé
Carlos Elson Cunha
 
Atribuições arquiteto
Atribuições arquitetoAtribuições arquiteto
Atribuições arquiteto
Carlos Elson Cunha
 
Todas as árvores do largo da concórdia
Todas as árvores do largo da concórdiaTodas as árvores do largo da concórdia
Todas as árvores do largo da concórdia
Carlos Elson Cunha
 
R caetano pinto
R caetano pintoR caetano pinto
R caetano pinto
Carlos Elson Cunha
 
Levantamento fotográfico v oprr bras
Levantamento fotográfico v oprr brasLevantamento fotográfico v oprr bras
Levantamento fotográfico v oprr bras
Carlos Elson Cunha
 
Lançamento de livros enanparq
Lançamento de livros enanparqLançamento de livros enanparq
Lançamento de livros enanparq
Carlos Elson Cunha
 
Drenagem urbana.2007
Drenagem urbana.2007Drenagem urbana.2007
Drenagem urbana.2007
Carlos Elson Cunha
 
Domótica em bibliotecas
Domótica em bibliotecasDomótica em bibliotecas
Domótica em bibliotecas
Carlos Elson Cunha
 
Cdhu principais programas e tipologias
Cdhu principais programas e tipologiasCdhu principais programas e tipologias
Cdhu principais programas e tipologias
Carlos Elson Cunha
 

Mais de Carlos Elson Cunha (20)

Wittgenstein, ludwig. tractatus logico philosophicus (1968)
Wittgenstein, ludwig. tractatus logico philosophicus (1968)Wittgenstein, ludwig. tractatus logico philosophicus (1968)
Wittgenstein, ludwig. tractatus logico philosophicus (1968)
 
Westlund, olle. s(t)imulating a social psychology mead and the reality of t...
Westlund, olle. s(t)imulating a social psychology   mead and the reality of t...Westlund, olle. s(t)imulating a social psychology   mead and the reality of t...
Westlund, olle. s(t)imulating a social psychology mead and the reality of t...
 
Alexandria sem muros monografia 2016
Alexandria sem muros   monografia 2016Alexandria sem muros   monografia 2016
Alexandria sem muros monografia 2016
 
Shopping das artes
Shopping das artesShopping das artes
Shopping das artes
 
Atitude mental correta para falar em público
Atitude mental correta para falar em públicoAtitude mental correta para falar em público
Atitude mental correta para falar em público
 
Introduções para falar em público
Introduções para falar em públicoIntroduções para falar em público
Introduções para falar em público
 
O temor de falar em público
O temor de falar em públicoO temor de falar em público
O temor de falar em público
 
Mec solo ms
Mec solo msMec solo ms
Mec solo ms
 
Xadrez é fácil com o aluno eterno
Xadrez é fácil   com o aluno eternoXadrez é fácil   com o aluno eterno
Xadrez é fácil com o aluno eterno
 
Canvas do Carlão - Exemplo do modelo Canvas
Canvas do Carlão - Exemplo do modelo Canvas Canvas do Carlão - Exemplo do modelo Canvas
Canvas do Carlão - Exemplo do modelo Canvas
 
B n
B nB n
B n
 
Guindaste de palitos de picolé
Guindaste de palitos de picoléGuindaste de palitos de picolé
Guindaste de palitos de picolé
 
Atribuições arquiteto
Atribuições arquitetoAtribuições arquiteto
Atribuições arquiteto
 
Todas as árvores do largo da concórdia
Todas as árvores do largo da concórdiaTodas as árvores do largo da concórdia
Todas as árvores do largo da concórdia
 
R caetano pinto
R caetano pintoR caetano pinto
R caetano pinto
 
Levantamento fotográfico v oprr bras
Levantamento fotográfico v oprr brasLevantamento fotográfico v oprr bras
Levantamento fotográfico v oprr bras
 
Lançamento de livros enanparq
Lançamento de livros enanparqLançamento de livros enanparq
Lançamento de livros enanparq
 
Drenagem urbana.2007
Drenagem urbana.2007Drenagem urbana.2007
Drenagem urbana.2007
 
Domótica em bibliotecas
Domótica em bibliotecasDomótica em bibliotecas
Domótica em bibliotecas
 
Cdhu principais programas e tipologias
Cdhu principais programas e tipologiasCdhu principais programas e tipologias
Cdhu principais programas e tipologias
 

O aço

  • 1. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas O aço Descrição do Material O ferro existe abundantemente na natureza geralmente na forma de óxidos. O minério de ferro, o coque e os fundentes são as matérias primas deste processo que envolve a redução do óxido de ferro a ferro gusa no alto forno. Seu refino acontece na aciaria, onde há a adição de Cobre, Níquel e Cromo entre outros. O controle do teor de carbono e de sua composição química permite a obtenção de inúmeros tipos de aço, diferentes quanto à dureza, resistência mecânica, ductilidade e resistência à corrosão. O resultado é um dos materiais de maior resistência e menor deformabilidade entre os materiais de uso estrutural. O aço-carbono é aquele no qual a resistência se deve basicamente ao teor de carbono e manganês. Ex.: ASTM A36. O aço de baixa liga e alta resistência é aquele em que a adição de elementos químicos como Nióbio, Vanádio, Titânio e outros promovem grandes ganhos de propriedades mecânicas. Ex.: ASTM A572. A adição de Cobre, Níquel, Cromo e outros elementos químicos a este aço acabam criando um grupo conhecido como patinável, que tem maior resistência frente à corrosão atmosférica. Ex.: ASTM A588.
  • 2. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas Sustentabilidade “O desenvolvimento sustentável significa atender as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender suas próprias necessidades” – (World Comission on Environment and Development – WCED – 1987). Cada nova edificação, impacta o meio, consumindo energia, recursos naturais, esgoto e água tratada, aumentando a poluição. Cabe aos arquitetos, engenheiros, empreendedores, construtores estudar as conseqüências deste empreendimento em longo prazo: − Fazendo bons projetos arquitetônicos − Incentivando novas tecnologias − Otimizando o uso de energia − Diminuindo os desperdícios − Utilizando materiais recicláveis − INOVANDO Um assunto muito discutido é o reaproveitamento das edificações após os 50 anos da longevidade prevista. Nos edifícios de estruturas em aço as opções são: − Reformar a edificação ao invés de demolir − Desmontar e reutilizar os componentes − Desmontar reciclando o material Aço, a escolha natural da Sustentabilidade. − É um dos materiais mais abundantes da Terra − A energia consumida é co-gerada − O processo é controlado e não lança poluentes na atmosfera − Consome 41% menos de água no processo que o concreto − Todos os componentes gerados pela produção são aproveitados − A fabricação da estrutura elimina os desperdícios na obra, pois o processo é industrializado − O menor peso da estrutura requer fundações menores, diminuindo o impacto das mesmas no solo − A rapidez na montagem reduz o impacto na comunidade local − Permite grandes vãos, fachadas abertas e coberturas que facilitam a utilização da energia solar − É um dos componentes da construção industrializada − Sua sucata tem alto valor agregado − O processo de reciclagem é simples e eficiente O aço é um material 100% reciclável. Metade da produção anual de aço é resultado de reciclagem.
  • 3. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas Perfis de aço Laminados de abas inclinadas São os perfis tipo I, H, U, L, T segundo normas específicas, oriundos do processo de laminação. As alturas variam de 75 a 150 mm. Laminados de abas paralelas São os perfis tipo I (W) e H (W e HP), laminados dentro de padrões rígidos no que se refere às dimensões, forma e qualidade do aço. Os Perfis Açominas seguem a norma ASTM/A6 e são produzidos através do mais moderno processo de laminação com alturas variando de 150 à 610mm. Nomenclatura de Perfis em aço: Tipo de Perfil x altura nominal (mm) x peso por metro (kg/m) Ex.: W 410x53 (Perfil tipo W, com altura de 410mm e peso 53 kg/m). Aba Alma
  • 4. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas Extrudados São os perfis tubulares de seção circular, quadrado e retangular. Soldados São perfis de seções variadas, compostos por chapas soldadas. Os mais usados são os perfis tipo I (VS - Viga Soldada, CVS – Coluna / Viga Soldada, CS - Coluna Soldada) soldados por processo automático, em séries normalizadas. vs cvs cs
  • 5. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas Chapas corrugadas e Perfis conformados a frio São perfis dobrados a partir de chapas finas a frio (U, UE, Z, cartola, tubos com costura, telhas, painéis, formas de lajes). Cabos de aço São perfis constituídos por vários arames trefilados de alta resistência, apresentando excelente desempenho sob esforços de tração. Sua utilização requer detalhes e complementos especiais para perfeita interação entre o cabo e os demais elementos estruturais. O Projeto em aço É importante que o projeto de estrutura em aço já comece a ser pensado com o conceito do material: o objeto formado pelo desenho das arestas, das linhas, a permeabilidade do olhar, reticulados e clareza na intenção dos detalhes. A obra concebida sob conceitos de otimização de vãos, pé direito, grid, tomando partido das pequenas alturas das vigas e colunas com seções exíguas ampliando os espaços úteis. A padronização das peças é um conceito muito importante, pois como todo sistema industrializado, a repetitividade barateia o processo. Decidir se a estrutura fica aparente ou revestida, leva o arquiteto a pensar nos prós e contras de cada opção. A estrutura aparente pode mostrar a plasticidade do aço, mas pode demandar proteção do material (contra corrosão e fogo). A estrutura revestida faz a estrutura cumprir seu papel de esqueleto e minimiza custos com proteção. Uma obra com parte contida e parte à mostra pode valorizar e diferenciar o empreendimento.
  • 6. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas Vantagens do uso do aço - Organização do canteiro de obra - Alívio nas fundações - Vãos livres maiores - Racionalização de material e de mão de obra - Menor prazo de execução - Retorno financeiro mais rápido - Garantia de níveis e prumos - Redução de acidentes - Facilidade de montagem e desmontagem - Otimização de ampliações e reformas - Compatibilidade com diversos sistemas construtivos Construção Industrializada É a composição de uma obra com elementos pré-fabricados em indústrias especializadas que garantem a qualidade dos componentes e transformam o canteiro em um local de montagem. Pensando na obra como um todo, a racionalização de materiais e mão de obra, agilidade na execução com planejamento detalhado de entregas e baixíssimos índices de desperdícios são vantagens importantes oferecidas pela construção industrializada. A estrutura é uma parte importante da obra, completada por painéis de piso, vedações, elementos de definição de espaços, equipamentos, instalações, caixilhos, etc. O uso de lajes pré-moldadas, treliçadas, protendidas ou forma-laje (steel deck), dispensam escoramentos, permitem um bom nivelamento, podem eliminar a necessidade de forros e permitem o trabalho conjunto com as vigas metálicas (vigas mistas). Para fechamento, os painéis metálicos e de gesso acartonado permitem rapidez de instalação, fácil embutimento de tubulações, boa qualidade de acabamento e adaptação de lay-outs. Painéis de fachada permitem melhor previsão de detalhes na interface com estrutura e caixilhos, na estanqueidade e na padronização dos acabamentos. Banheiros prontos resolvem problemas de acabamento, instalações e impermeabilização. A utilização de tubos flexíveis para instalações elimina problemas de conexão e caminhamento das tubulações. A composição destes elementos proporciona muito mais rapidez na conclusão da obra e retorno financeiro mais rápido.
  • 7. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas Fechamentos Os fechamentos podem ser em painéis pré-moldados, placas, alvenarias vinculadas ou não às estruturas. A escolha do sistema de vedação impacta na estrutura, tanto no dimensionamento quanto na definição de juntas de movimento. Coberturas Grande parte do conforto térmico e acústico está ligada ao projeto de cobertura. A “respiração” de um telhado se faz através das telhas. Telhados com inclinação muito pequena exigem total vedação, impedindo a saída do ar aquecido através das frestas das telhas. Além das alternativas formais, lanternim ou Shed, pequenas aberturas junto às cumeeiras permitem a saída do ar sem risco de infiltração. O caimento do telhado, além das recomendações em função do tipo de telha, deve levar em conta o tamanho das águas da cobertura. As calhas podem ser pré-dimensionadas por uma fórmula empírica: para cada 10m2 de cobertura 15 cm2 de calha. Para os tubos de descida de água pluvial 1cm2 para cada m2 de área drenada. Placas de piso chapas – (vãos de 70 a 100cm), a relação entre espessura da chapa e vão entre apoios deve estar entre 40 e 300. Podem ser perfuradas para eliminar contenção de água, lisas ou xadrez (antiderrapantes). Para eliminação dos problemas de acústica, as chapas
  • 8. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas podem ser revestidas com argamassa armadas com telas “deploies” para controle de fissuração. Estas argamassas devem ter seu traço enriquecido com aditivos para aumento da aderência a superfície da chapa. 1. grades metálicas vencem vãos de 300mm(h=20mm-30kgf/m2) a 1600mm(h=60mm-136kgf/m2) para cargas de até 40tf/m2 2. painéis • concreto celular –vãos até 3 m • concreto pré moldado –vãos de 2 a 11m • madeira laminada –comprimento até 2,75m com apoio a cada 1,25m nota: estes três tipos de painéis não funcionam como elementos de travamento para as vigas metálicas, para isso é necessário um sistema adicional. • forma-laje –vãos até 4m, com alturas que variam de 130 a 200mm (altura da forma 75mm- espessuras de 0,8 a 1,25mm), Se vinculadas as mesas das vigas através de conectores, podem ser utilizadas como travamento lateral e mesa colaborante (vigas mistas). Podem ser usados como armadura positiva desde que não haja cargas dinâmicas, neste caso, devem receber
  • 9. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas armadura nos “vales” da forma. Apoios extremos devem ser de no mínimo 75mm, apoios internos e 150mm • pré-laje –vãos até 5m, com alturas que variam de 8 a 15cm, Se vinculadas as mesas das vigas através de conectores, podem ser utilizadas como travamento lateral e mesa colaborante (vigas mistas) •
  • 10. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas Corrosão Os metais raramente são encontrados no estado puro. Grandes quantidades de energia são fornecidas aos minérios para reduzi-los aos metais e ligas. A corrosão pode ser definida, de modo bastante simplificado, como sendo a tendência espontânea do metal retornar à sua forma original (óxidos, sulfetos, etc.). Todos os metais e ligas comumente utilizados em estruturas estão sujeitos à corrosão, e a intensidade deste ataque depende, entre outros, das condições ambientais e da composição química da liga.
  • 11. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas A corrosão atmosférica do aço carbono é um processo eletroquímico que depende basicamente de três parâmetros: água, oxigênio e corrente elétrica, que flui da liberação de elétrons. Limpeza de superfície, aplicação de tintas de cobertura e acabamento corretamente especificados retardam e evitam o processo. Um programa de manutenção consistente permite que as estruturas estejam em perfeito estado “ad eterno”. Tratamento de Superfície Antes de receber qualquer sistema de proteção, o aço deve passar por uma limpeza que remova de sua superfície óleos, graxas, poeiras, ferrugem solta e carepa. Normalmente esta limpeza é feita por jato abrasivo (areia ou granalha) ou por processo manual. Os principais tipos de revestimentos são: - Contra corrosão: pintura e galvanização - Contra fogo: materiais projetados, placas de gesso acartonado, lã de rocha e tinta intumescente. Estruturas mistas É a associação do aço (que resiste bem à tração) com o concreto (que resiste bem à compressão) obtendo uma peça composta, com a melhor performance de cada um. Cumprem, porém, etapas diferentes de comportamento ao longo de seu processo de consolidação. O aço já tem, desde a produção, forma e resistência definidas, o que não acontece com o concreto que precisa do processo de cura para que sua forma e resistência fiquem definidas. Sua capacidade também depende da armadura, tanto para aumentar sua resistência quanto para limitação de fissuras de retração. O projeto de estruturas mistas deve, portanto ser elaborado considerando três fases: 1. Montagem e lançamento do concreto situação em que o aço trabalha sozinho, sendo responsável pelo peso próprio da estrutura e cargas de obra 2. Resistência da estrutura mista situação em que trabalham juntos o aço e o concreto 3. Deformação da estrutura mista para cargas de longa duração situação em que se leva em conta o efeito da perda de elasticidade do concreto ao longo do tempo.
  • 12. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas Vigas mistas É a associação de uma parcela da laje, como a aba colaborante, e a aba superior da viga de aço. Haverá um sensível aumento na capacidade da viga, e correspondente redução nas deformações, resultando numa economia do peso das vigas de aço de até 30%. Além disto a viga estará travada lateralmente na face comprimida, o que impede a sua perda de estabilidade. A vinculação entre a laje de concreto e a viga é feita por conectores, peças metálicas soldadas à aba superior com um espaçamento pequeno (da ordem de 20 a 50cm), que impedem o escorregamento do concreto em relação ao aço, obrigando-os a trabalharem em conjunto. Pilares mistos São peças compostas de maneira a utilizar as qualidades do concreto à compressão associada à capacidade e esbeltez do aço. Este trabalho é garantido pela utilização de conectores que eliminam o escorregamento nas superfícies de contacto.
  • 13. UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Planejamento de Aulas de Materiais e Técnicas de Construção IV Professor Arquiteto Julio Camargo Artigas Ligações mistas A necessidade de armadura de tração nas lajes de concreto leva à possibilidade de outros tipos de associação aço-concreto, como na adoção de ligações mistas. Neste tipo de ligação a laje participa da transmissão de esforços dos momentos fletores das vigas permitindo a sua continuidade sobre os apoios. Neste caso a armadura da laje é reforçada, de maneira a absorver as tensões de tração.