- NR – 31 -
NORMA REGULAMENTADORA DE
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
NA AGRICULTURA, PECUÁRIA,
SILVICULTURA, EXPLORAÇÃO
FLORESTAL E AQÜICULTURA
- NR – 31 -
NORMA
REGULAMENTADORA
DEFINIÇÕES GERAIS
Agricultura
 Agricultura natural - suas práticas
estão baseadas em conceitos ecológicos e
trata de manter os sistemas de produção
iguais aos encontrados na natureza.
 Agricultura biológica - destaca-se pelo
controle biológico, do Manejo Integrado
de pragas e doenças e pela Teoria da
Trofobiose (efeito dos agroquímicos na
resistência das plantas).
 Permacultura - pode ser definida como
uma agricultura integrada com o
ambiente, que envolve plantas semi-
permanentes e permanentes, incluindo a
atividade produtiva dos animais. Ela se
diferencia das demais atividades
produtivas porque no planejamento leva-
se em conta os aspectos paisagísticos e
energéticos.
 Agricultura atual - agricultura
convencional. Adota-se o emprego de
sementes manipuladas geneticamente
para o aumento da produtividade,
associado ao emprego de agroquímicos
(agrotóxicos e fertilizantes) e da
maquinaria agrícola. O agricultor é
dependente por tecnologias / recursos /
capital do setor industrial, que devido seu
fluxo unidirecional leva à degradação do
ambiente e à descapitalização, criando
uma situação insustentável à longo prazo.
 Agricultura orgânica - é um sistema de
gerenciamento total da produção agrícola com
vistas a promover e realçar a saúde do meio
ambiente, preservar a biodiversidade, os ciclos e
as atividades biológicas do solo. Nesse sentido,
a agricultura orgânica enfatiza o uso de práticas
de manejo em oposição ao uso de elementos
estranhos ao meio rural. Isso abrange, sempre
que possível, a administração de conhecimentos
agronômicos, biológicos e até mesmo
mecânicos. Mas exclui a adoção de substâncias
químicas ou outros materiais sintéticos que
desempenhem no solo funções estranhas às
desempenhadas pelo ecossistema.
Pecuária
Pecuária é a arte ou o conjunto de
processos técnicos usados na
domesticação e produção de animais com
objetivos econômicos, feita no campo.
Assim, a pecuária é uma parte específica da
agricultura. Também conhecida com
criação animal, a prática de produzir e
reproduzir gado é uma habilidade vital
para muitos agricultores.
Tipos:
 Pecuária de Corte: criação de bovinos
para fornecimento de carne.
 Pecuária de Leite: criação de bovinos
para fornecimento de leite.
Silvicultura
 Ato de criar e desenvolver povoamentos
florestais, satisfazendo as necessidades de
mercado. A silvicultura brasileira pode ser
considerada uma das mais ricas em todo
o planeta, tendo em vista a biodiversidade
encontrada, as variações dos fatores
climáticos e a boa adaptação de materiais
genéticos introduzidos.
Exploração florestal
 Conjunto de trabalhos executados para a
colheita da madeira, compreendendo o
corte ou a derrubada, a extração, o
desgalhamento, o descascamento, o
carregamento e o conseqüente transporte.
 Pela necessidade de um número
significativo de pessoas na operação e
pelo alto custo, que chega a 70% dos
custos da madeira no pátio das empresas,
a exploração e o transporte florestal
tornam-se grandes beneficiados no
processo da evolução tecnológica.
Aqüicultura
A aquacultura (também se usa aqüicultura)
é parte da zootecnia especial que trata do
estudo e da criação ou cultivo controlado
de produtos aquáticos tais como: peixes,
moluscos e plantas aquáticas.
A Maricultura refere-se especificamente à
aquacultura marinha e é, assim, um
subconjunto especializado da aquacultura.
A Piscicultura refere-se ao cultivo de
peixes.
Alguns exemplos de aquacultura incluem a
criação de dourado em charcos de água
doce , o cultivo de ostras perlíferas e a
criação de salmão em redes oceânicas
fechadas.
Objetivo da NR-31
 estabelecer os preceitos a serem
observados na organização e no ambiente
de trabalho, de forma a tornar compatível
o planejamento e o desenvolvimento das
atividades com a segurança e saúde e
meio ambiente do trabalho.
Campo de Aplicação
 quaisquer atividades da agricultura,
pecuária, silvicultura, exploração florestal
e aqüicultura, verificadas as formas de
relações de trabalho e emprego e o local
das atividades, e também às atividades de
exploração industrial desenvolvidas em
estabelecimentos agrários.
Responsabilidades
 Compete à Secretaria de Inspeção do
Trabalho – SIT, através do Departamento
de Segurança e Saúde no Trabalho –
DSST, definir, coordenar, orientar e
implementar a política nacional em
segurança e saúde no trabalho rural.
Cabe ao empregador rural:
a) garantir adequadas condições de
trabalho, higiene e conforto, para todos
os trabalhadores;
b) realizar avaliações dos riscos, adotar
medidas de prevenção e proteção;
c) Elaboração, revisão periódica e
divulgação de instruções gerais e ordens
de serviço específicas sobre segurança e
saúde;
d) Coleta de assinaturas em ficha de
controle de treinamento, comprovando
que as informações adequadas sobre
segurança e saúde foram transmitidas
aos trabalhadores, etc.
 Na hipótese de não cumprimento das
regras estabelecidas ou acidentes de
trabalho envolvendo terceiros em
atividade “intra muro” ou em empresas do
mesmo grupo econômico, responderão
solidariamente o infrator e o
contratante, ou líder do grupo.
 Prestadores de Serviço devem adotar em
favor de seus empregados as mesmas
medidas de segurança praticadas em
benefício dos trabalhadores do
estabelecimento do tomador de serviço,
mediante prática de intercâmbio de
informação, por exemplo.
Cabe ao trabalhador:
a) cumprir as determinações sobre as
formas seguras de desenvolver suas
atividades, especialmente quanto às
Ordens de Serviço para esse fim;
b) adotar as medidas de proteção
determinadas pelo empregador, em
conformidade com esta Norma
Regulamentadora, sob pena de constituir
ato faltoso a recusa injustificada;
Comissões Permanentes de
Segurança e Saúde no Trabalho Rural
Composição paritária mínima:
 três representantes do governo;
 três representantes dos trabalhadores;
 três representantes dos empregadores.
A CPRR (Comissão Permanente Regional
Rural) deve ser entendida como a
instância mais próxima dos atingidos pela
NR 31. Assim, sempre que os
Empregadores ou os Trabalhadores
entenderem ser oportuno opinar, sugerir
ajustes ou mudanças necessárias à
correção de problemas decorrentes da
aplicação da Norma, deverão encaminhar
suas reivindicações à CPRR através de
suas representações de classe.
Serviço Especializado em Segurança
e Saúde no Trabalho Rural – SESTR
 Composto por profissionais especializados;
 Tem como principal objetivo tornar o
ambiente de trabalho compatível com a
promoção da segurança e saúde e a
preservação da integridade física do
trabalhador rural.
Modalidades do SESTR:
 Próprio – quando os profissionais
especializados mantiverem vínculo;
 Externo – quando o empregador rural ou
equiparado contar com consultoria
especializados;
 Coletivo – quando um segmento
empresarial ou econômico coletivizar
especializados.
O número de profissionais do SESTR é
determinado pelo número de
empregados existente no
estabelecimento, independente de o
contrato ser por tempo determinado ou
indeterminado. Pode ser:
Dimensionamento do SESTR:
 Até 9 trabalhadores: Dispensada a
obrigatoriedade de constituir o SESTR;
 De 10 a 50 trabalhadores: Dispensada
a obrigatoriedade de constituir o SESTR,
porém exigida uma das duas alternativas:
a) O Empregador ou preposto tem a
formação exigida, ou;
b) O empregador contrata 1 Técnico de
Segurança ou SESTR Externo;
 De 51 trabalhadores em diante:
Obrigatória a constituição do SESTR, na
proporção do Quadro I, se Próprio, ou
Quadro II, se Externo ou Coletivo.
Quadro I
Quadro II
 Como o número de profissionais exigido
para o caso de SESTR Externo ou Coletivo
é fixo até 500 trabalhadores, está claro
que para o caso de um estabelecimento
com até 50 trabalhadores é mais
vantajosa a contratação de um Técnico de
Segurança.
 Comparativamente, na tabela a seguir, é
apresentado o número de profissionais
exigido para as duas opções - SESTR
PRÓPRIO ou EXTERNO E COLETIVO.
Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes do Trabalho Rural –
CIPATR
Obrigatoriedade:
 O empregador rural ou equiparado que
mantenha vinte ou mais empregados
contratados por prazo indeterminado,
fica obrigado a manter em funcionamento,
por estabelecimento, uma CIPATR.
O dimensionamento da CIPATR é definido
na Tabela 1 e é feito com base no número
de empregados contratados por prazo
indeterminado.
Quadro 1
 Nos estabelecimentos com número de
onze a dezenove empregados, nos
períodos de safra ou de elevada
concentração de empregados por prazo
determinado, a assistência em matéria
de segurança e saúde no trabalho será
garantida pelo empregador:
 Até 10 trabalhadores: Dispensada a
obrigatoriedade de constituir CIPATR;
 De 11 a 19 trabalhadores: Dispensada
a obrigatoriedade de constituir a CIPATR,
porém exigida uma das duas alternativas:
a) O Empregador ou preposto tem a
formação exigida, ou;
b) O empregador contrata 1 Técnico de
Segurança ou SESTR Externo;
 De 20 trabalhadores em diante:
Obrigatória a constituição da CIPATR, de
acordo com a tabela 1.
 O coordenador da CIPATR será escolhido
pela representação do empregador, no
primeiro ano do mandato, e pela
representação dos trabalhadores, no
segundo ano do mandato, dentre seus
membros.
 O mandato dos membros da CIPATR terá
duração de dois anos, permitida uma
recondução.
 Quando o empregador rural ou
equiparado contratar empreiteiras, a
CIPATR da empresa contratante deve, em
conjunto com a contratada, definir
mecanismos de integração e participação
de todos os trabalhadores em relação às
decisões da referida comissão.
PRINCIPAIS PRODUTOS
QUÍMICOS UTILIZADOS E OS
CUIDADOS À SUA EXPOSIÇÃO
Agrotóxicos, Adjuvantes e Produtos
Afins
Trabalhadores em exposição direta:
 os que manipulam os agrotóxicos e
produtos afins, em qualquer uma das
etapas de armazenamento, transporte,
preparo, aplicação, descarte, e
descontaminação de equipamentos e
vestimentas.
Trabalhadores em exposição indireta:
 os que não manipulam diretamente os
agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins,
mas circulam e desempenham suas
atividade de trabalho em áreas vizinhas
aos locais onde se faz a manipulação dos
agrotóxicos em qualquer uma de suas
etapas e, ou ainda os que desempenham
atividades de trabalho em áreas recém-
tratadas.
 É vedada a manipulação de quaisquer
agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins
que não estejam registrados e autorizados
pelos órgãos governamentais
competentes.
 Para saber se o produto é registrado e
tem seu uso autorizado, pode ser
consultada a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária - ANVISA no seguinte
endereço:
www.anvisa.gov.br/toxicologia/sia.htm
 É vedada a manipulação de quaisquer
agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins
por menores de dezoito anos, maiores
de sessenta anos e por gestantes.
 É obrigatória a obtenção de “Receita
Agronômica”, cuja cópia deve ficar
arquivada, de preferência, junto com a
nota fiscal de compra do produto. A
receita é emitida por profissional
habilitado, normalmente Engenheiro
Agrônomo.
 É vedada a entrada e permanência de
qualquer pessoa na área a ser tratada
durante a pulverização aérea.
Geralmente utiliza-se uma pessoa no solo
para “balizar” a faixa em que a aeronave
deve pulverizar.
O empregador rural ou equiparado deve
disponibilizar a todos os trabalhadores
informações sobre o uso de agrotóxicos
no estabelecimento, abordando os
seguintes aspectos:
 área tratada: descrição das
características gerais da área da
localização, e do tipo de aplicação a ser
feita, incluindo o equipamento a ser
utilizado;
 nome comercial do produto utilizado;
 classificação toxicológica;
 data e hora da aplicação;
 intervalo de reentrada;
 intervalo de segurança / período de
carência;
 medidas de proteção necessárias aos
trabalhadores em exposição direta e
indireta;
 medidas a serem adotadas em caso de
intoxicação.
 A limpeza dos equipamentos de aplicação
dos agrotóxicos será executada de forma
a não contaminar poços, rios, córregos
e quaisquer outras coleções de água.
 Os produtos devem ser mantidos em suas
embalagens originais, com seus
rótulos e bulas, sendo vedada a
reutilização das embalagens após o
término do produto.
 As embalagens retornáveis, como
“bulks”, devem receber o tratamento
especificado pelo fabricante ou
fornecedor.
 As não-retornáveis devem ser lavadas
imediatamente depois de esvaziadas,
para evitar o ressecamento do produto.
Após a lavagem, as embalagens devem
ser inutilizadas e guardadas.
 Quando o número de embalagens lavadas
e inutilizadas atingir volume significativo,
deve ser feita a remessa para uma das
entidades credenciadas para o
recebimento na região.
www.abnt.org.br
 É vedada a armazenagem de agrotóxicos,
adjuvantes e produtos afins a céu aberto.
O transporte de agrotóxicos deve
obedecer as regras aplicáveis ao
transporte de produtos perigosos
contidas no Decreto Federal Nº 96.044,
de 18 de maio de 1.988 e Resolução Nº
420/04 da Agência Nacional de
Transportes Terrestres – ANTT.
Meio Ambiente e resíduos
 Cada resíduo deve ter a destinação
estabelecida em legislações e regras
próprias de meio ambiente em níveis
federal e estadual.
 Especialmente para o caso de emissões de
queimadas, cada região possui regras
próprias que devem ser observadas –
comunicação, publicação de editas,
tomada de providências preliminares etc.
 Para o caso dos resíduos orgânicos, como
alimentos, palha, dejetos de animais etc,
onde é comum a formação de gases
combustíveis e/ou asfixiantes, devem ser
tomados cuidados especiais contra
incêndio, explosão e asfixia de pessoas.
Ergonomia
 Deve ser exigido do médico que realiza os
exames admissional e periódicos que
ateste a aptidão do trabalhador para
levantamento e transporte manual de
cargas, nos pesos especificados.
 Todo trabalhador designado para o
transporte manual regular de cargas deve
receber treinamento ou instruções quanto
aos métodos de trabalho que deverá
utilizar.
OBS.: Embora não sendo mandatório para o
meio rural, o roteiro do “Manual de
Aplicação da Norma Regulamentadora Nº
17”, é um bom guia.
Ferramentas Manuais
 O empregador deve disponibilizar,
gratuitamente, ferramentas adequadas
ao trabalho e às características físicas do
trabalhador, seguras e em bom estado de
uso, substituindo-as sempre que
necessário gerando, ainda, documentos
contendo a descrição do material
fornecido, datas e assinaturas dos
usuários, similar ao sistema de controle de
EPI.
Máquinas, equipamentos e
implementos
As máquinas, equipamentos e implementos,
devem atender aos seguintes requisitos:
 utilizados unicamente para os fins
concebidos, segundo as especificações
técnicas do fabricante;
 operados somente por trabalhadores
capacitados e qualificados para tais
funções;
 utilizados dentro dos limites operacionais e
restrições indicados pelos fabricantes.
 Só devem ser utilizadas máquinas e
equipamentos móveis motorizados que
tenham estrutura de proteção do operador
em caso de tombamento e dispor de cinto
de segurança.
As cabines podem aparecer com as
seguintes denominações:
 ROPS = Rollover Protective Structure
(estrutura protetora contra acidentes na
capotagem - EPCC);
 FOPS = Falling Object Protective Structure
(estrutura protetora contra objetos
cadentes);
 OPS = Operator protective structure
(estrutura protetora do operador);
 TOPS = Tip-over protective structure
(estrutura protetora contra tombamento);
 FOG = Falling Object Guard (guarda de
proteção contra objetos cadentes);
 OROPS = Omited ROPS (Não tem a
Estrutura protetora contra acidentes na
capotagem).
Secadores
 Os secadores devem possuir
revestimentos com material refratário e
anteparos adequados de forma a não
gerar riscos à segurança e saúde dos
trabalhadores.
 O processo de secagem é utilizado para
reduzir o teor de umidade de produtos
agrícolas.
 Para as condições brasileiras, o teor de
umidade ideal para a armazenagem de
grãos e sementes é de 13%. Este valor
inviabiliza o desenvolvimento de fungos e
bactérias.
Modalidades de secagem:
 Secagem natural: radiação solar (café,
cacau, milho e feijão – pequenos
agricultores);
 Secagem artificial: uso de secadores. Em
baixas temperaturas (ar natural ou
levemente aquecido), em altas
temperaturas (provocados por fluxos de
aquecimentos artificiais)
Secadores artificiais:
 Sistemas de aquecimento do ar: fornalhas
à lenha ou queimadores de gás.
 Sistema de movimentação do ar:
ventiladores.
 Sistema de movimentação dos grãos:
elevadores de caçamba, transportadores
helicoidais.
Secagem a baixa temperatura
Características:
 Fundo perfurado;
 Capacidade estática máxima de 300 t ou
5.000 sacas;
 Altura de cilindro máxima de 6 metros.
A secagem pode durar de 15 a 30 dias. O ar
é aquecido em, no máximo, 10 graus
acima da temp. ambiente. Usada
principalmente na secagem de arroz.
Tipos de secagem à alta temperatura:
 Secadores de Leito fixo: a carga de
grãos permanece estática durante a
secagem; revolvimento dos grãos a cada 3
horas; tempo de secagem estimado em 5
horas; secagem de milho em espigas, café
em ramas, café e arroz.
Secador de leito fixo
Sistema de revolvimento de grãos
Figura:
 fornalha à lenha;
 Ventilador e;
 Câmara de secagem com capacidade
estática para 5 t.
Conjunto secador e silo armazenador
 Secadores de fluxos cruzados: os
fluxos de grão e ar de secagem cruzam
sob um ângulo de 90 graus na câmara de
secagem. É o mais difundido
mundialmente.
 Secador de fluxos mistos ou Secador
do tipo Cascata: modelo mais utilizado
no Brasil. Capacidade horária de secagem
de 15 a 250 t/horas. Estruturalmente
esses secadores possuem uma torre
central montada pela superposição vertical
de caixas dutos. Uma caixa dutos é
formada por dutos montados em uma
fileira horizontal. Temperatura do ar entre
80 e 100 graus.
Silos
 É obrigatória a prevenção dos riscos de
explosões, incêndios, acidentes
mecânicos, asfixia e dos decorrentes da
exposição a agentes químicos, físicos e
biológicos em todas as fases da operação
do silo.
 Não deve ser permitida a entrada de
trabalhadores no silo durante a sua
operação, se não houver meios seguros
de saída ou resgate.
 Nos silos hermeticamente fechados, só
será permitida a entrada de trabalhadores
após renovação do ar ou com proteção
respiratória adequada.
 Antes da entrada de trabalhadores na fase de
abertura dos silos deve ser medida a
concentração de oxigênio e o limite de
explosividade relacionado ao tipo de material
estocado.
 Os trabalhos em silos devem ser realizados com
no mínimo dois trabalhadores, devendo um
deles permanecer no exterior e, com a utilização
de cinto de segurança e cabo vida. (Trabalhos
em Espaços Confinados)
 Todas as instalações elétricas e de
iluminação no interior dos silos devem ser
apropriados à área classificada.
 Serviços de manutenção por processos de
soldagem, operações de corte ou que
gerem eletricidade estática devem ser
precedidas de uma permissão especial
onde serão analisados os riscos e os
controles necessários.
Riscos no trabalho em silos e armazéns
Por serem os silos locais fechados,
enclausurados e perigosos, são
conhecidos como espaços confinados.
Na Agricultura, existem ainda os chamados
espaços confinados móveis: os tanques
que são levados para o campo, onde são
armazenados os agrotóxicos usados na
lavoura; e os caminhões-tanque
transportadores de combustível ou de
água (carros-pipa).
Outros exemplos de espaços confinados que
podem ser encontrados nas diversas
atividades ligadas à agroindústria são:
 tonéis (de vinho / aguardente),
 reatores,
 colunas de destilação,
 vasos, cubas, tinas,
 misturadores, secadores, moinhos,
depósitos e outros.
Um espaço confinado apresenta sérios riscos
com danos à saúde, seqüelas e morte.
Alguns dos riscos dos acidentes em Silos e
Armazéns agrícolas:
 explosões;
 problemas ergonômicos;
 lesões do trato respiratório (poeiras) e do
globo ocular;
 riscos físicos (ruído, iluminação, umidade,
vibrações, etc.); e
 acidentes em geral (quedas,
sufocamento, etc.).
1. Risco de explosões:
A decomposição de grãos pode gerar
vapores inflamáveis. Se a umidade
do grão for superior a 20%, poderá
gerar metanol (álcool metílico:
líquido inflamável e muito venenoso;
quando queima, não emite chamas),
Propanol (álcool: líquido
inflamável) ou Butanol (álcool:
líquido inflamável).
Os gases metano (gás inodoro e
incolor e, quando adicionado ao ar se
transforma em mistura de alto teor
explosivo) e etano (gás sem cor e
sem cheiro), também são produzidos
pela decomposição de grãos e são
igualmente inflamáveis, podendo
gerar explosões.
No caso de explosões, a maior parte dos
acidentes ocorre nas regiões em que a
umidade relativa do ar atinge valores
inferiores a 50% (ar mais seco), e onde se
armazenam produtos de risco como:
trigo, milho e soja, ricos em óleos
inflamáveis.
2. Problemas ergonômicos
Os problemas ergonômicos, normalmente,
estão associados às reduzidas dimensões
do acesso ao espaço confinado (exigindo
contorsões do corpo, o uso das mãos e
dificultando o resgate em caso de
acidente) e ao transporte de grãos
ensacados. São eles:
 portinhola de acesso;
 agressões à coluna vertebral;
 lombalgias;
 torções; e
 esmagamento de discos da vértebra.
 A figura abaixo mostra um operário
entrando num espaço confinado.
Observe que ele leva, pendurado no
pescoço, um instrumento para
verificar a existência e a concentração
de gases perigosos no interior do
recinto. O aparelhinho é mostrado em
detalhes, à direita. Porta, também, o
indispensável capacete e luvas.
3. Problemas com os pulmões e os
olhos
Alguns grãos armazenados, como o
arroz em casca, desprendem uma
poeira que pode causar lesão aos
olhos ou dificuldades respiratórias.
 A soja, por ser uma planta de porte
baixo, ao ser colhida com
colheitadeira, leva consigo muita
terra. Assim, ao ser armazenada, ao
movimentar-se, desprende essa
poeira, que pode provocar uma
doença terrível chamada silicose ou o
empedramento dos pulmões.
Os Equipamentos de Proteção
Individual - EPI's recomendados
são:
a) máscaras contra poeiras; e
b) óculos de segurança.
4. Riscos físicos
Além dos riscos físicos já relacionados
anteriormente, juntam-se: a falta de
aterramento de motores, o uso de
lâmpadas inadequadas e a temível
eletricidade estática.
Os EPI's recomendados são:
a) protetores auriculares;
b) óculos ray-ban (para raios
ultravioletas) nas fornalhas à lenha;
e
c) capacete de segurança.
Eletricidade estática:
 A eletricidade estática é a carga
elétrica num corpo cujos átomos
apresentam um desequilíbrio em sua
neutralidade. O fenômeno da
eletricidade estática ocorre quando a
quantidade de elétrons gera cargas
positivas ou negativas em relação à
carga elétrica dos núcleos dos
átomos.
 Quando existe um excesso de elétrons em
relação aos prótons, diz-se que o corpo
está carregado negativamente.
 Quando existem menos elétrons que
prótons, o corpo está carregado
positivamente.
 Se o número total de prótons e elétrons é
equivalente, o corpo está num estado
eletricamente neutro.
 A eletrização pode ocorrer por indução,
contato e posterior separação entre
dois materiais, ou atrito.
 Casualmente podemos gerar eletricidade
estática ao atritar um cobertor, roupa de
lã, etc ao nosso corpo, também no
caminhar, sendo que o contato e
separação da sola de nossos calçados com
o piso gera eletricidade estática.
Tipos:
 Eletrização por Atrito: Pode-se eletrizar
um corpo atritando-o à outro. Um
exemplo é quando passamos um pente
várias vezes no cabelo.
 Eletrização por Contato: na eletrização
por contato, basta apenas um corpo
eletrizado tocar em outro neutro, por
exemplo, e parte de sua carga elétrica
passa para ele.
 Eletrização por Indução: Aproximando
um corpo eletrizado de um corpo neutro,
as cargas de mesmo sinal na área
eletrizada se afastarão e o corpo ficará
com suas cargas separadas pela sua área.
O corpo fica neutro, porém se analisada
cada área separadamente elas estarão
com predominância de uma carga
enquanto o corpo eletrizado estiver
próximo.
Geração da eletricidade estática
 Um exemplo típico de geração casual de
eletricidade estática em nosso corpo
ocorre quando vestimos roupas de lã, etc.
Um fator importante na geração de
eletricidade estática é a umidade, pois
quanto mais seco estiver o ar, mais
facilmente a carga se desenvolve.
Influência em máquinas e equipamentos:
 Na aviação, a eletricidade estática é fator
relevante à segurança das aeronaves. Um
avião, por exemplo, após aterrissar
necessita ser descarregado estaticamente,
pois a tensão desenvolvida pode
facilmente ultrapassar 250.000 Volts.
 Nos automóveis também ocorre a
eletrização quando estes são submetidos a
grandes velocidades ao ar seco, podendo
seus ocupantes ao sair ou entrar no
veículo tomarem uma descarga elétrica.
5. Acidentes em geral
 Vários tipos de acidentes podem acontecer
com os trabalhadores de silos e armazéns.
Nos silos grandes, como o do croqui
abaixo, quando o operário entrar sozinho
no seu interior e tentar andar sem o cinto
de segurança sobre a superfície dos grãos,
aparentemente firmes.
Antes de entrar num silo para executar
qualquer tarefa, recomenda-se que:
 O operário nunca entre sozinho num silo;
 Use equipamento de descida;
 Tenha permissão prévia do seu superior;
 Verifique se há gases e poeiras perigosas;
Sempre que houver necessidade, pode-
se lançar mão de aparelhos de
comunicação, seja para transmitir
orientações por alguém que esteja do
lado de fora do silo, como quando
obstáculos físicos impeçam a
sinalização visual entre parceiros.
Tipos de silos
 Silos horizontais: são grandes depósitos
horizontais cobertos de formato cônico. O
depósito de material é realizado ao longo
do cume da cobertura e os grãos são
acumulados em forma de pirâmide. A
descarga do silo é feita por um sistema de
transportadores situados ao nível do piso.
Silos Cúpula
 Silos semi-esféricos: são grandes
depósitos horizontais cobertos no formato
de calota. O piso e a parte da construção
lateral situa-se abaixo do nível do solo
para aproveitar o talude como reforço.
Proporciona uma capacidade de
estocagem de 45000 toneladas de soja.
Silos Horizontais
“Graneleiros”
 Silos verticais: são silos cilíndricos,
construídos em concreto ou em chapas de
aço. A área ocupada é relativamente
pequena porque as dimensões de altura
são muitas vezes maiores que as de seu
diâmetro. Possuem capacidade de
armazenar de 4 a 6 mil toneladas de
grãos. São recomendados para grãos de
soja que escoam facilmente e sementes
de algodão ou amendoim são
adequadamente estocadas em silos
verticais.
Transporte de cargas
 Baseado na lei nº 9.503, de 23 de
setembro de 1.997 – Código de Trânsito
Brasileiro – artigos 105, 117 e 140 a
160.
 Resolução CONTRAN Nº 91/99, que
dispõe sobre “Cursos de Treinamento
Específico e Complementar para
Condutores de Veículos Rodoviários
Transportadores de Produtos Perigosos”.
 Nos caminhões graneleiros abertos
deve ser proibido que os
trabalhadores subam sobre a carga
em descarregamento.
Trabalho com Animais
 As doenças mais comumente
transmitidas por animais e seus
fluidos corpóreos ou insetos comuns
nos locais de trato destes animais são
a brucelose, tuberculose,
histoplasmose, leishmaniose, doença
de lyme e raiva.
 Para as doenças para as quais existem
vacinas para humanos, o empregador
deve encaminhar os trabalhadores para
vacinação e manter documentação de
comprovação.
 No transporte com tração animal devem
ser utilizados animais adestrados e
treinados por trabalhador preparado para
este fim. (curso de “doma racional”
promovido pelo SENAR)
Medidas de Proteção Pessoal
 É obrigatório o fornecimento aos
trabalhadores, gratuitamente, de
equipamentos de proteção individual
(EPI), adequados aos riscos e
mantidos em perfeito estado de
conservação e funcionamento.
Proteção da cabeça, olhos e face:
 chapéu ou outra proteção contra o sol,
chuva e salpicos;
 protetores impermeáveis e resistentes
para trabalhos com produtos químicos;
 óculos contra a ação da poeira e do pólen;
 óculos contra a ação de líquidos
agressivos.
Proteção auditiva:
 protetores auriculares
Proteção das vias respiratórias:
 respiradores com filtros mecânicos para
trabalhos com exposição a poeira
orgânica;
 respiradores com filtros químicos, para
trabalhos com produtos químicos;
Proteção dos membros superiores:
 luvas e mangas de proteção contra:
produtos químicos tóxicos, picadas de
animais peçonhentos.
Proteção dos membros inferiores:
 botas impermeáveis e antiderrapantes
para trabalhos em terrenos úmidos,
lamacentos, encharcados ou com dejetos
de animais;
 calçados impermeáveis e resistentes em
trabalhos com produtos químicos.
Proteção do corpo inteiro nos
trabalhos que haja perigo de lesões
provocadas por agentes de origem
térmica, biológica, mecânica,
meteorológica e química:
 aventais;
 jaquetas e capas;
 Macacões.
ESTUDOS
COMPLEMENTARES
PRINCIPAIS ATIVIDADES RURAIS POR
REGIÃO
REGIÃO NORTE
REGIÃO NORDESTE
REGIÃO SUDESTE
REGIÃO SUL
REGIÃO CENTRO-OESTE
CULTURA DA CANA-DE-AÇÚCAR
FASES DA CULTURA
1. Preparo do solo;
2. Calagem, nutrição e adubação;
3. Preparo das mudas;
4. Plantio;
5. Controle de plantas daninhas;
6. Controle de pragas;
7. Aplicação de maturadores;
8. Colheita;
9. Readubação;
10. Destruição das soqueiras.
1. PREPARO DO SOLO
 Período: janeiro (plantio de dezoito
meses).
 Descrição: Fase basicamente mecanizada
com utilização de pouca mão-de-obra.
Consiste em aração (revolvimento do
solo), gradação (quebra de blocos de
terra), confecção de terraços,
demarcação de curvas de nível e de
carreadores.
 Riscos: ergonômicos, acidentes com
máquinas e equipamentos, exposição
solar, ruído, gases, vibração e poeiras.
 Máquinas e equipamentos: tratores,
arados, grades, sulcadores,
motoniveladoras.
2. CALAGEM, NUTRIÇÃO E ADUBAÇÃO
 Período: realizado imediatamente após a
primeira fase
 Descrição: Fase basicamente
mecanizada. Consiste na correção da
acidez do solo (calagem) e adubação do
seu estado nutricional. São utilizados
produtos ricos em cálcio, magnésio,
fósforo, nitrogênio e potássio.
 Riscos: além dos citados anteriormente,
exposição a esses produtos químicos.
 Máquinas e equipamentos: trator, grade,
adubadeira
3. PREPARO DAS MUDAS
 Período: concomitantemente ao período de
preparo do solo. Fase de grande utilização de
mão de obra.
 Descrição: é feito o corte manual da cana em
uma área já plantada. O trabalhador vai
formando feixes de cana, amarrando-os com a
própria palha. Os feixes são colocados em cima
do caminhão adaptado para o plantio e
encaminhado para as áreas já preparadas.
 Riscos: cortes nas mãos e nos membros
inferiores, acidentes com animais
peçonhentos, ferimentos nos olhos e pele
com a palha da cana, exposição solar,
poeiras, ergonômicos e quedas.
 Máquinas e equipamentos: trator,
carregadeira, facão (machete).
4. PLANTIO
 Período: janeiro a abril. Fase de grande
utilização de mão de obra.
 Descrição: com um trator, são feitos os sulcos
em que serão jogados os feixes de cana.
Concomitantemente à abertura dos sulcos é
feita a adubação com produtos a base de NPK.
Os trabalhadores vão em cima dos caminhões
desfazendo os feixes de cana e atirando-as nas
trilhas sulcadas. Outros trabalhadores vão a pé,
atrás dos caminhões, ajeitando as canas nos
sulcos e cortando-as em pedaços com o facão.
Logo após, vem um outro trator para
realizar o processo denominado de
cobertura e que consiste em jogar a terra
que está em torno do sulco por cima das
mudas, enterrando-as. Neste processo, ao
mesmo tempo, são colocados mais
fertilizantes e inseticidas,
principalmente a base de Fipronil. Atrás
deste trator vai um grupo de
trabalhadores com enxada para enterrar
as mudas que, porventura tenham ficado
descobertas (recobertura manual).
 Riscos: quedas, intoxicação com produtos
químicos, acidentes com máquinas e
equipamentos, ergonômicos, poeiras,
ruído, vibração, animais peçonhentos,
exposição solar.
 Máquinas e equipamentos: trator,
plantadeiras, facão (machete), enxadas,
caminhões.
5. CONTROLE DAS PLANTAS
DANINHAS
 Período: 10 a 15 dias após o plantio.
 Descrição: aplicação de herbicidas
(manual e mecanizada) de pré e pós
emergência (Combire, Velper, Gesapax,
entre outros) para erradicação de
plantas que possam competir com a
cana.
 Riscos: máquinas e equipamentos,
intoxicações por agrotóxicos.
 Máquinas e equipamentos: trator,
pulverizador.
6. CONTROLE DE PRAGAS
 Período: toda a fase da cultura após o
plantio
 Descrição: combate à broca da cana com
malathion ou através de controle
biológico com a vespa Cotesia flavips
que são introduzidas na cultura.
Também se faz o combate de formigas com
formicidas granulados (iscas) a base de
sulfuramidas.
 Riscos: intoxicações, exposição solar,
animais peçonhentos.
7. APLICAÇÃO DE MATURADORES
 Período: um a dois meses antes da
colheita
 Descrição: aplicação de produtos para
anteciparem e facilitarem a colheita. É
feita através de pulverizações por aviões
agrícolas. Produtos mais usados: Ethel,
Modus, Randap e Curavial.
 Riscos: intoxicações do trabalhador
(bandeirinha) que sinaliza o local de
aplicação de agrotóxico pelo avião e no
caso de trabalhadores que entram na área
no período de carência.
8. COLHEITA
 Período: de abril a novembro. Fase de
grande utilização de mão-de-obra.
 Descrição: pode ser totalmente
mecanizada ou manual. Na colheita
manual, cerca de 24 a 48 horas antes, é
feita a queimada do canavial, para
reduzir a folhagem e diminuir o risco de
acidente com animais peçonhentos.
 A partir daí, os trabalhadores cortam a
cana com facões e vão fazendo feixes
para a medição da produtividade. Na
colheita mecanizada, são utilizadas
máquinas específicas para o corte da
cana. Em seguida, são utilizadas máquinas
para o carregamento de caminhões
transportadores.
 Riscos: cortes nas mãos e nos membros
inferiores, acidentes com animais
peçonhentos, ferimentos nos olhos e pele
com a palha da cana, exposição solar,
poeiras, ergonômicos e quedas.
 Máquinas e equipamentos: colheitadeiras,
carregadeiras, caminhões, facões.
9. READUBAÇÃO
 Período: logo após a colheita.
 Descrição: após a primeira colheita faz-
se a adubação das linhas com produtos a
base de NPK e aplicação de herbicida
nas entrelinhas, preparando para a
próxima safra. É uma fase mecanizada.
 Riscos: acidentes com máquinas e
equipamentos e intoxicações.
 Máquinas e equipamentos: trator,
pulverizador.
10. DESTRUIÇÃO DAS SOQUEIRAS
 Período: após a colheita.
 Descrição: após 4 a 5 colheitas, é feita a
reforma da área com escarificação do
solo e gradeação para a destruição das
soqueiras de cana, fazendo-se também a
adubação, visando um novo plantio. É
uma fase mecanizada.
 Riscos: acidentes com máquinas e
equipamentos e intoxicações.
AGROTÓXICOS
O termo agrotóxico, segundo a Lei Federal
no. 7.802, de 11/07/1989, é definido
como:
 O conjunto dos produtos e agentes de
processos físicos, químicos ou biológicos
destinados ao uso nos setores de
produção, armazenamento,
beneficiamento de produtos agrícolas, nas
pastagens, na proteção de florestas
nativas ou implantadas e de outros
ecossistemas.
 Os pesticidas ou praguicidas são
substâncias químicas destinadas a matar,
repelir, atrair, regular ou interromper o
crescimento de pragas, que são
organismos incluindo insetos, fungos,
ervas, pássaros, mamíferos, peixes,
micróbios, nematóides, que competem
com os humanos pela obtenção de
alimentos, destruindo as semeaduras e
propagando enfermidades. Os pesticidas
não são necessariamente venenos, porém
quase sempre são tóxicos.
 Os pesticidas são classificados de acordo
com a praga que eles atacam:
 Inseticidas: insetos.
 Fungicidas: fungos.
 Herbicidas: ervas.
 Raticidas: ratos.
 Bactericidas: bactérias.
 Acaricidas: ácaros.
 Nematicidas: nematóides.
 Vermífugos: vermes.
 Diante da diversidade de agrotóxicos e
estudo em questão, vamos no ater
apenas aos seguintes pesticidas:
1. Inseticidas;
2. Herbicidas;
3. Fungicidas.
1. Inseticidas: são agentes, ou
formulações, destinados a destruir os
insetos. Podem ser aplicados como
névoa, se forem líquidos, ou em
suspensão, como uma poeira, ou na
forma de gás.
Riscos à saúde: Os organofosforados são os
mais utilizados na agricultura. Por serem
altamente lipossolúveis, são absorvidos
rapidamente por vias dérmica, respiratória
e trato digestivo, quando da aplicação por
técnica de pulverização.
2. Herbicidas: utilizado na agricultura
para o controle de ervas classificadas
como daninhas. As vantagens da
utilização deste produto é a rapidez de
ação, custo reduzido, efeito residual e
não revolvimento do solo.
Riscos à saúde: Os problemas decorrentes
da utilização de herbicidas são a
contaminação ambiental e o surgimento
de ervas resistentes. Todos os herbicidas
são tóxicos para os seres humanos em
alguma medida. Existem também
herbicidas naturais.
Herbicidas mais usados atualmente:
 Imazetapir
 Imazapic
 glifosato
 paraquat
 2,4D
 clopiralida
 metolacloro
 dicamba
 picloram
 atrazina
3. Fungicidas: a maioria das culturas é
susceptível a sérias doenças causadas
por fungos. Um dos primeiros fungicidas
foi a "mistura de Bordeaux", à base de
cobre, que foi primeiramente usada no
século XIX, principalmente para o
controle de fungo felpudo de videiras. A
primeira geração de fungicidas exercia
apenas um efeito protetor, em vez de
reparador.
Entretanto, no início dos anos 70,
apareceram os primeiros fungicidas
sistêmicos, ou seja, compostos como
carboxina, etirimol, ebenomil, que são
transportados dentro da planta e
exercem efeito curativo.
 Definição: Fungicida é um pesticida que
destrói ou inibe a ação dos fungos que
geralmente atacam as plantas. A utilização
de fungicidas sintéticos é muito comum na
agricultura convencional, e representa um
sério risco ao homem e ao meio-ambiente,
por se tratar de um produto muito tóxico e
perigoso.
 No caso da agricultura alternativa, mais
conhecida como agricultura orgânica, o
controle dos fungos é realizado com
produtos naturais e com técnicas de
manejo alternativas.
"As grandes oportunidades de
ajudar os outros raramente
acontecem,
mas as pequenas surgem todos os
dias."
"Comece fazendo o que é
necessário, depois o que é
possível, e de repente você
estará fazendo o impossível ."
(São Francisco de Assis)
 Elaboração: Everaldo Mota
 Engenheiro Mecânico/Pós-Graduação em
Engenharia de Segurança do Trabalho e
Gestão Ambiental.
 Email: everaldomota@yahoo.com.br

NR-31-TREINAMENTOS.pdf

  • 1.
    - NR –31 - NORMA REGULAMENTADORA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA AGRICULTURA, PECUÁRIA, SILVICULTURA, EXPLORAÇÃO FLORESTAL E AQÜICULTURA
  • 2.
    - NR –31 - NORMA REGULAMENTADORA
  • 3.
  • 4.
    Agricultura  Agricultura natural- suas práticas estão baseadas em conceitos ecológicos e trata de manter os sistemas de produção iguais aos encontrados na natureza.  Agricultura biológica - destaca-se pelo controle biológico, do Manejo Integrado de pragas e doenças e pela Teoria da Trofobiose (efeito dos agroquímicos na resistência das plantas).
  • 5.
     Permacultura -pode ser definida como uma agricultura integrada com o ambiente, que envolve plantas semi- permanentes e permanentes, incluindo a atividade produtiva dos animais. Ela se diferencia das demais atividades produtivas porque no planejamento leva- se em conta os aspectos paisagísticos e energéticos.
  • 6.
     Agricultura atual- agricultura convencional. Adota-se o emprego de sementes manipuladas geneticamente para o aumento da produtividade, associado ao emprego de agroquímicos (agrotóxicos e fertilizantes) e da maquinaria agrícola. O agricultor é dependente por tecnologias / recursos / capital do setor industrial, que devido seu fluxo unidirecional leva à degradação do ambiente e à descapitalização, criando uma situação insustentável à longo prazo.
  • 7.
     Agricultura orgânica- é um sistema de gerenciamento total da produção agrícola com vistas a promover e realçar a saúde do meio ambiente, preservar a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo. Nesse sentido, a agricultura orgânica enfatiza o uso de práticas de manejo em oposição ao uso de elementos estranhos ao meio rural. Isso abrange, sempre que possível, a administração de conhecimentos agronômicos, biológicos e até mesmo mecânicos. Mas exclui a adoção de substâncias químicas ou outros materiais sintéticos que desempenhem no solo funções estranhas às desempenhadas pelo ecossistema.
  • 8.
    Pecuária Pecuária é aarte ou o conjunto de processos técnicos usados na domesticação e produção de animais com objetivos econômicos, feita no campo. Assim, a pecuária é uma parte específica da agricultura. Também conhecida com criação animal, a prática de produzir e reproduzir gado é uma habilidade vital para muitos agricultores.
  • 9.
    Tipos:  Pecuária deCorte: criação de bovinos para fornecimento de carne.  Pecuária de Leite: criação de bovinos para fornecimento de leite.
  • 10.
    Silvicultura  Ato decriar e desenvolver povoamentos florestais, satisfazendo as necessidades de mercado. A silvicultura brasileira pode ser considerada uma das mais ricas em todo o planeta, tendo em vista a biodiversidade encontrada, as variações dos fatores climáticos e a boa adaptação de materiais genéticos introduzidos.
  • 11.
    Exploração florestal  Conjuntode trabalhos executados para a colheita da madeira, compreendendo o corte ou a derrubada, a extração, o desgalhamento, o descascamento, o carregamento e o conseqüente transporte.
  • 12.
     Pela necessidadede um número significativo de pessoas na operação e pelo alto custo, que chega a 70% dos custos da madeira no pátio das empresas, a exploração e o transporte florestal tornam-se grandes beneficiados no processo da evolução tecnológica.
  • 13.
    Aqüicultura A aquacultura (tambémse usa aqüicultura) é parte da zootecnia especial que trata do estudo e da criação ou cultivo controlado de produtos aquáticos tais como: peixes, moluscos e plantas aquáticas. A Maricultura refere-se especificamente à aquacultura marinha e é, assim, um subconjunto especializado da aquacultura. A Piscicultura refere-se ao cultivo de peixes.
  • 14.
    Alguns exemplos deaquacultura incluem a criação de dourado em charcos de água doce , o cultivo de ostras perlíferas e a criação de salmão em redes oceânicas fechadas.
  • 15.
    Objetivo da NR-31 estabelecer os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho.
  • 16.
    Campo de Aplicação quaisquer atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura, verificadas as formas de relações de trabalho e emprego e o local das atividades, e também às atividades de exploração industrial desenvolvidas em estabelecimentos agrários.
  • 17.
    Responsabilidades  Compete àSecretaria de Inspeção do Trabalho – SIT, através do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho – DSST, definir, coordenar, orientar e implementar a política nacional em segurança e saúde no trabalho rural.
  • 18.
    Cabe ao empregadorrural: a) garantir adequadas condições de trabalho, higiene e conforto, para todos os trabalhadores; b) realizar avaliações dos riscos, adotar medidas de prevenção e proteção;
  • 19.
    c) Elaboração, revisãoperiódica e divulgação de instruções gerais e ordens de serviço específicas sobre segurança e saúde; d) Coleta de assinaturas em ficha de controle de treinamento, comprovando que as informações adequadas sobre segurança e saúde foram transmitidas aos trabalhadores, etc.
  • 20.
     Na hipótesede não cumprimento das regras estabelecidas ou acidentes de trabalho envolvendo terceiros em atividade “intra muro” ou em empresas do mesmo grupo econômico, responderão solidariamente o infrator e o contratante, ou líder do grupo.
  • 21.
     Prestadores deServiço devem adotar em favor de seus empregados as mesmas medidas de segurança praticadas em benefício dos trabalhadores do estabelecimento do tomador de serviço, mediante prática de intercâmbio de informação, por exemplo.
  • 22.
    Cabe ao trabalhador: a)cumprir as determinações sobre as formas seguras de desenvolver suas atividades, especialmente quanto às Ordens de Serviço para esse fim; b) adotar as medidas de proteção determinadas pelo empregador, em conformidade com esta Norma Regulamentadora, sob pena de constituir ato faltoso a recusa injustificada;
  • 23.
    Comissões Permanentes de Segurançae Saúde no Trabalho Rural Composição paritária mínima:  três representantes do governo;  três representantes dos trabalhadores;  três representantes dos empregadores.
  • 24.
    A CPRR (ComissãoPermanente Regional Rural) deve ser entendida como a instância mais próxima dos atingidos pela NR 31. Assim, sempre que os Empregadores ou os Trabalhadores entenderem ser oportuno opinar, sugerir ajustes ou mudanças necessárias à correção de problemas decorrentes da aplicação da Norma, deverão encaminhar suas reivindicações à CPRR através de suas representações de classe.
  • 25.
    Serviço Especializado emSegurança e Saúde no Trabalho Rural – SESTR  Composto por profissionais especializados;  Tem como principal objetivo tornar o ambiente de trabalho compatível com a promoção da segurança e saúde e a preservação da integridade física do trabalhador rural.
  • 26.
    Modalidades do SESTR: Próprio – quando os profissionais especializados mantiverem vínculo;  Externo – quando o empregador rural ou equiparado contar com consultoria especializados;  Coletivo – quando um segmento empresarial ou econômico coletivizar especializados.
  • 27.
    O número deprofissionais do SESTR é determinado pelo número de empregados existente no estabelecimento, independente de o contrato ser por tempo determinado ou indeterminado. Pode ser:
  • 28.
    Dimensionamento do SESTR: Até 9 trabalhadores: Dispensada a obrigatoriedade de constituir o SESTR;  De 10 a 50 trabalhadores: Dispensada a obrigatoriedade de constituir o SESTR, porém exigida uma das duas alternativas:
  • 29.
    a) O Empregadorou preposto tem a formação exigida, ou; b) O empregador contrata 1 Técnico de Segurança ou SESTR Externo;
  • 30.
     De 51trabalhadores em diante: Obrigatória a constituição do SESTR, na proporção do Quadro I, se Próprio, ou Quadro II, se Externo ou Coletivo.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
     Como onúmero de profissionais exigido para o caso de SESTR Externo ou Coletivo é fixo até 500 trabalhadores, está claro que para o caso de um estabelecimento com até 50 trabalhadores é mais vantajosa a contratação de um Técnico de Segurança.
  • 34.
     Comparativamente, natabela a seguir, é apresentado o número de profissionais exigido para as duas opções - SESTR PRÓPRIO ou EXTERNO E COLETIVO.
  • 36.
    Comissão Interna dePrevenção de Acidentes do Trabalho Rural – CIPATR Obrigatoriedade:  O empregador rural ou equiparado que mantenha vinte ou mais empregados contratados por prazo indeterminado, fica obrigado a manter em funcionamento, por estabelecimento, uma CIPATR.
  • 37.
    O dimensionamento daCIPATR é definido na Tabela 1 e é feito com base no número de empregados contratados por prazo indeterminado.
  • 38.
  • 39.
     Nos estabelecimentoscom número de onze a dezenove empregados, nos períodos de safra ou de elevada concentração de empregados por prazo determinado, a assistência em matéria de segurança e saúde no trabalho será garantida pelo empregador:
  • 40.
     Até 10trabalhadores: Dispensada a obrigatoriedade de constituir CIPATR;  De 11 a 19 trabalhadores: Dispensada a obrigatoriedade de constituir a CIPATR, porém exigida uma das duas alternativas:
  • 41.
    a) O Empregadorou preposto tem a formação exigida, ou; b) O empregador contrata 1 Técnico de Segurança ou SESTR Externo;  De 20 trabalhadores em diante: Obrigatória a constituição da CIPATR, de acordo com a tabela 1.
  • 42.
     O coordenadorda CIPATR será escolhido pela representação do empregador, no primeiro ano do mandato, e pela representação dos trabalhadores, no segundo ano do mandato, dentre seus membros.  O mandato dos membros da CIPATR terá duração de dois anos, permitida uma recondução.
  • 43.
     Quando oempregador rural ou equiparado contratar empreiteiras, a CIPATR da empresa contratante deve, em conjunto com a contratada, definir mecanismos de integração e participação de todos os trabalhadores em relação às decisões da referida comissão.
  • 44.
    PRINCIPAIS PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOSE OS CUIDADOS À SUA EXPOSIÇÃO
  • 45.
    Agrotóxicos, Adjuvantes eProdutos Afins Trabalhadores em exposição direta:  os que manipulam os agrotóxicos e produtos afins, em qualquer uma das etapas de armazenamento, transporte, preparo, aplicação, descarte, e descontaminação de equipamentos e vestimentas.
  • 46.
    Trabalhadores em exposiçãoindireta:  os que não manipulam diretamente os agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, mas circulam e desempenham suas atividade de trabalho em áreas vizinhas aos locais onde se faz a manipulação dos agrotóxicos em qualquer uma de suas etapas e, ou ainda os que desempenham atividades de trabalho em áreas recém- tratadas.
  • 47.
     É vedadaa manipulação de quaisquer agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins que não estejam registrados e autorizados pelos órgãos governamentais competentes.  Para saber se o produto é registrado e tem seu uso autorizado, pode ser consultada a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA no seguinte endereço: www.anvisa.gov.br/toxicologia/sia.htm
  • 48.
     É vedadaa manipulação de quaisquer agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins por menores de dezoito anos, maiores de sessenta anos e por gestantes.  É obrigatória a obtenção de “Receita Agronômica”, cuja cópia deve ficar arquivada, de preferência, junto com a nota fiscal de compra do produto. A receita é emitida por profissional habilitado, normalmente Engenheiro Agrônomo.
  • 49.
     É vedadaa entrada e permanência de qualquer pessoa na área a ser tratada durante a pulverização aérea. Geralmente utiliza-se uma pessoa no solo para “balizar” a faixa em que a aeronave deve pulverizar.
  • 50.
    O empregador ruralou equiparado deve disponibilizar a todos os trabalhadores informações sobre o uso de agrotóxicos no estabelecimento, abordando os seguintes aspectos:  área tratada: descrição das características gerais da área da localização, e do tipo de aplicação a ser feita, incluindo o equipamento a ser utilizado;
  • 51.
     nome comercialdo produto utilizado;  classificação toxicológica;  data e hora da aplicação;  intervalo de reentrada;
  • 52.
     intervalo desegurança / período de carência;  medidas de proteção necessárias aos trabalhadores em exposição direta e indireta;  medidas a serem adotadas em caso de intoxicação.
  • 53.
     A limpezados equipamentos de aplicação dos agrotóxicos será executada de forma a não contaminar poços, rios, córregos e quaisquer outras coleções de água.  Os produtos devem ser mantidos em suas embalagens originais, com seus rótulos e bulas, sendo vedada a reutilização das embalagens após o término do produto.
  • 54.
     As embalagensretornáveis, como “bulks”, devem receber o tratamento especificado pelo fabricante ou fornecedor.  As não-retornáveis devem ser lavadas imediatamente depois de esvaziadas, para evitar o ressecamento do produto. Após a lavagem, as embalagens devem ser inutilizadas e guardadas.
  • 55.
     Quando onúmero de embalagens lavadas e inutilizadas atingir volume significativo, deve ser feita a remessa para uma das entidades credenciadas para o recebimento na região. www.abnt.org.br  É vedada a armazenagem de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins a céu aberto.
  • 56.
    O transporte deagrotóxicos deve obedecer as regras aplicáveis ao transporte de produtos perigosos contidas no Decreto Federal Nº 96.044, de 18 de maio de 1.988 e Resolução Nº 420/04 da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT.
  • 57.
    Meio Ambiente eresíduos  Cada resíduo deve ter a destinação estabelecida em legislações e regras próprias de meio ambiente em níveis federal e estadual.
  • 58.
     Especialmente parao caso de emissões de queimadas, cada região possui regras próprias que devem ser observadas – comunicação, publicação de editas, tomada de providências preliminares etc.
  • 59.
     Para ocaso dos resíduos orgânicos, como alimentos, palha, dejetos de animais etc, onde é comum a formação de gases combustíveis e/ou asfixiantes, devem ser tomados cuidados especiais contra incêndio, explosão e asfixia de pessoas.
  • 60.
    Ergonomia  Deve serexigido do médico que realiza os exames admissional e periódicos que ateste a aptidão do trabalhador para levantamento e transporte manual de cargas, nos pesos especificados.
  • 61.
     Todo trabalhadordesignado para o transporte manual regular de cargas deve receber treinamento ou instruções quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar. OBS.: Embora não sendo mandatório para o meio rural, o roteiro do “Manual de Aplicação da Norma Regulamentadora Nº 17”, é um bom guia.
  • 62.
    Ferramentas Manuais  Oempregador deve disponibilizar, gratuitamente, ferramentas adequadas ao trabalho e às características físicas do trabalhador, seguras e em bom estado de uso, substituindo-as sempre que necessário gerando, ainda, documentos contendo a descrição do material fornecido, datas e assinaturas dos usuários, similar ao sistema de controle de EPI.
  • 63.
    Máquinas, equipamentos e implementos Asmáquinas, equipamentos e implementos, devem atender aos seguintes requisitos:  utilizados unicamente para os fins concebidos, segundo as especificações técnicas do fabricante;
  • 64.
     operados somentepor trabalhadores capacitados e qualificados para tais funções;  utilizados dentro dos limites operacionais e restrições indicados pelos fabricantes.
  • 65.
     Só devemser utilizadas máquinas e equipamentos móveis motorizados que tenham estrutura de proteção do operador em caso de tombamento e dispor de cinto de segurança.
  • 66.
    As cabines podemaparecer com as seguintes denominações:  ROPS = Rollover Protective Structure (estrutura protetora contra acidentes na capotagem - EPCC);  FOPS = Falling Object Protective Structure (estrutura protetora contra objetos cadentes);
  • 67.
     OPS =Operator protective structure (estrutura protetora do operador);  TOPS = Tip-over protective structure (estrutura protetora contra tombamento);  FOG = Falling Object Guard (guarda de proteção contra objetos cadentes);  OROPS = Omited ROPS (Não tem a Estrutura protetora contra acidentes na capotagem).
  • 68.
    Secadores  Os secadoresdevem possuir revestimentos com material refratário e anteparos adequados de forma a não gerar riscos à segurança e saúde dos trabalhadores.
  • 69.
     O processode secagem é utilizado para reduzir o teor de umidade de produtos agrícolas.  Para as condições brasileiras, o teor de umidade ideal para a armazenagem de grãos e sementes é de 13%. Este valor inviabiliza o desenvolvimento de fungos e bactérias.
  • 70.
    Modalidades de secagem: Secagem natural: radiação solar (café, cacau, milho e feijão – pequenos agricultores);  Secagem artificial: uso de secadores. Em baixas temperaturas (ar natural ou levemente aquecido), em altas temperaturas (provocados por fluxos de aquecimentos artificiais)
  • 71.
    Secadores artificiais:  Sistemasde aquecimento do ar: fornalhas à lenha ou queimadores de gás.  Sistema de movimentação do ar: ventiladores.  Sistema de movimentação dos grãos: elevadores de caçamba, transportadores helicoidais.
  • 72.
    Secagem a baixatemperatura
  • 73.
    Características:  Fundo perfurado; Capacidade estática máxima de 300 t ou 5.000 sacas;  Altura de cilindro máxima de 6 metros. A secagem pode durar de 15 a 30 dias. O ar é aquecido em, no máximo, 10 graus acima da temp. ambiente. Usada principalmente na secagem de arroz.
  • 74.
    Tipos de secagemà alta temperatura:  Secadores de Leito fixo: a carga de grãos permanece estática durante a secagem; revolvimento dos grãos a cada 3 horas; tempo de secagem estimado em 5 horas; secagem de milho em espigas, café em ramas, café e arroz.
  • 75.
  • 76.
  • 77.
    Figura:  fornalha àlenha;  Ventilador e;  Câmara de secagem com capacidade estática para 5 t.
  • 78.
    Conjunto secador esilo armazenador
  • 79.
     Secadores defluxos cruzados: os fluxos de grão e ar de secagem cruzam sob um ângulo de 90 graus na câmara de secagem. É o mais difundido mundialmente.
  • 82.
     Secador defluxos mistos ou Secador do tipo Cascata: modelo mais utilizado no Brasil. Capacidade horária de secagem de 15 a 250 t/horas. Estruturalmente esses secadores possuem uma torre central montada pela superposição vertical de caixas dutos. Uma caixa dutos é formada por dutos montados em uma fileira horizontal. Temperatura do ar entre 80 e 100 graus.
  • 84.
    Silos  É obrigatóriaa prevenção dos riscos de explosões, incêndios, acidentes mecânicos, asfixia e dos decorrentes da exposição a agentes químicos, físicos e biológicos em todas as fases da operação do silo.
  • 85.
     Não deveser permitida a entrada de trabalhadores no silo durante a sua operação, se não houver meios seguros de saída ou resgate.  Nos silos hermeticamente fechados, só será permitida a entrada de trabalhadores após renovação do ar ou com proteção respiratória adequada.
  • 86.
     Antes daentrada de trabalhadores na fase de abertura dos silos deve ser medida a concentração de oxigênio e o limite de explosividade relacionado ao tipo de material estocado.  Os trabalhos em silos devem ser realizados com no mínimo dois trabalhadores, devendo um deles permanecer no exterior e, com a utilização de cinto de segurança e cabo vida. (Trabalhos em Espaços Confinados)
  • 87.
     Todas asinstalações elétricas e de iluminação no interior dos silos devem ser apropriados à área classificada.  Serviços de manutenção por processos de soldagem, operações de corte ou que gerem eletricidade estática devem ser precedidas de uma permissão especial onde serão analisados os riscos e os controles necessários.
  • 88.
    Riscos no trabalhoem silos e armazéns Por serem os silos locais fechados, enclausurados e perigosos, são conhecidos como espaços confinados. Na Agricultura, existem ainda os chamados espaços confinados móveis: os tanques que são levados para o campo, onde são armazenados os agrotóxicos usados na lavoura; e os caminhões-tanque transportadores de combustível ou de água (carros-pipa).
  • 89.
    Outros exemplos deespaços confinados que podem ser encontrados nas diversas atividades ligadas à agroindústria são:  tonéis (de vinho / aguardente),  reatores,  colunas de destilação,  vasos, cubas, tinas,  misturadores, secadores, moinhos, depósitos e outros.
  • 90.
    Um espaço confinadoapresenta sérios riscos com danos à saúde, seqüelas e morte. Alguns dos riscos dos acidentes em Silos e Armazéns agrícolas:  explosões;  problemas ergonômicos;  lesões do trato respiratório (poeiras) e do globo ocular;  riscos físicos (ruído, iluminação, umidade, vibrações, etc.); e  acidentes em geral (quedas, sufocamento, etc.).
  • 91.
    1. Risco deexplosões: A decomposição de grãos pode gerar vapores inflamáveis. Se a umidade do grão for superior a 20%, poderá gerar metanol (álcool metílico: líquido inflamável e muito venenoso; quando queima, não emite chamas), Propanol (álcool: líquido inflamável) ou Butanol (álcool: líquido inflamável).
  • 92.
    Os gases metano(gás inodoro e incolor e, quando adicionado ao ar se transforma em mistura de alto teor explosivo) e etano (gás sem cor e sem cheiro), também são produzidos pela decomposição de grãos e são igualmente inflamáveis, podendo gerar explosões.
  • 94.
    No caso deexplosões, a maior parte dos acidentes ocorre nas regiões em que a umidade relativa do ar atinge valores inferiores a 50% (ar mais seco), e onde se armazenam produtos de risco como: trigo, milho e soja, ricos em óleos inflamáveis.
  • 95.
    2. Problemas ergonômicos Osproblemas ergonômicos, normalmente, estão associados às reduzidas dimensões do acesso ao espaço confinado (exigindo contorsões do corpo, o uso das mãos e dificultando o resgate em caso de acidente) e ao transporte de grãos ensacados. São eles:
  • 96.
     portinhola deacesso;  agressões à coluna vertebral;  lombalgias;  torções; e  esmagamento de discos da vértebra.
  • 97.
     A figuraabaixo mostra um operário entrando num espaço confinado. Observe que ele leva, pendurado no pescoço, um instrumento para verificar a existência e a concentração de gases perigosos no interior do recinto. O aparelhinho é mostrado em detalhes, à direita. Porta, também, o indispensável capacete e luvas.
  • 99.
    3. Problemas comos pulmões e os olhos Alguns grãos armazenados, como o arroz em casca, desprendem uma poeira que pode causar lesão aos olhos ou dificuldades respiratórias.
  • 100.
     A soja,por ser uma planta de porte baixo, ao ser colhida com colheitadeira, leva consigo muita terra. Assim, ao ser armazenada, ao movimentar-se, desprende essa poeira, que pode provocar uma doença terrível chamada silicose ou o empedramento dos pulmões.
  • 101.
    Os Equipamentos deProteção Individual - EPI's recomendados são: a) máscaras contra poeiras; e b) óculos de segurança.
  • 102.
    4. Riscos físicos Alémdos riscos físicos já relacionados anteriormente, juntam-se: a falta de aterramento de motores, o uso de lâmpadas inadequadas e a temível eletricidade estática.
  • 103.
    Os EPI's recomendadossão: a) protetores auriculares; b) óculos ray-ban (para raios ultravioletas) nas fornalhas à lenha; e c) capacete de segurança.
  • 104.
    Eletricidade estática:  Aeletricidade estática é a carga elétrica num corpo cujos átomos apresentam um desequilíbrio em sua neutralidade. O fenômeno da eletricidade estática ocorre quando a quantidade de elétrons gera cargas positivas ou negativas em relação à carga elétrica dos núcleos dos átomos.
  • 105.
     Quando existeum excesso de elétrons em relação aos prótons, diz-se que o corpo está carregado negativamente.  Quando existem menos elétrons que prótons, o corpo está carregado positivamente.  Se o número total de prótons e elétrons é equivalente, o corpo está num estado eletricamente neutro.
  • 106.
     A eletrizaçãopode ocorrer por indução, contato e posterior separação entre dois materiais, ou atrito.  Casualmente podemos gerar eletricidade estática ao atritar um cobertor, roupa de lã, etc ao nosso corpo, também no caminhar, sendo que o contato e separação da sola de nossos calçados com o piso gera eletricidade estática.
  • 107.
    Tipos:  Eletrização porAtrito: Pode-se eletrizar um corpo atritando-o à outro. Um exemplo é quando passamos um pente várias vezes no cabelo.  Eletrização por Contato: na eletrização por contato, basta apenas um corpo eletrizado tocar em outro neutro, por exemplo, e parte de sua carga elétrica passa para ele.
  • 108.
     Eletrização porIndução: Aproximando um corpo eletrizado de um corpo neutro, as cargas de mesmo sinal na área eletrizada se afastarão e o corpo ficará com suas cargas separadas pela sua área. O corpo fica neutro, porém se analisada cada área separadamente elas estarão com predominância de uma carga enquanto o corpo eletrizado estiver próximo.
  • 109.
    Geração da eletricidadeestática  Um exemplo típico de geração casual de eletricidade estática em nosso corpo ocorre quando vestimos roupas de lã, etc. Um fator importante na geração de eletricidade estática é a umidade, pois quanto mais seco estiver o ar, mais facilmente a carga se desenvolve.
  • 110.
    Influência em máquinase equipamentos:  Na aviação, a eletricidade estática é fator relevante à segurança das aeronaves. Um avião, por exemplo, após aterrissar necessita ser descarregado estaticamente, pois a tensão desenvolvida pode facilmente ultrapassar 250.000 Volts.
  • 111.
     Nos automóveistambém ocorre a eletrização quando estes são submetidos a grandes velocidades ao ar seco, podendo seus ocupantes ao sair ou entrar no veículo tomarem uma descarga elétrica.
  • 112.
  • 113.
     Vários tiposde acidentes podem acontecer com os trabalhadores de silos e armazéns. Nos silos grandes, como o do croqui abaixo, quando o operário entrar sozinho no seu interior e tentar andar sem o cinto de segurança sobre a superfície dos grãos, aparentemente firmes.
  • 115.
    Antes de entrarnum silo para executar qualquer tarefa, recomenda-se que:  O operário nunca entre sozinho num silo;  Use equipamento de descida;  Tenha permissão prévia do seu superior;  Verifique se há gases e poeiras perigosas;
  • 116.
    Sempre que houvernecessidade, pode- se lançar mão de aparelhos de comunicação, seja para transmitir orientações por alguém que esteja do lado de fora do silo, como quando obstáculos físicos impeçam a sinalização visual entre parceiros.
  • 117.
    Tipos de silos Silos horizontais: são grandes depósitos horizontais cobertos de formato cônico. O depósito de material é realizado ao longo do cume da cobertura e os grãos são acumulados em forma de pirâmide. A descarga do silo é feita por um sistema de transportadores situados ao nível do piso.
  • 118.
  • 119.
     Silos semi-esféricos:são grandes depósitos horizontais cobertos no formato de calota. O piso e a parte da construção lateral situa-se abaixo do nível do solo para aproveitar o talude como reforço. Proporciona uma capacidade de estocagem de 45000 toneladas de soja.
  • 120.
  • 121.
     Silos verticais:são silos cilíndricos, construídos em concreto ou em chapas de aço. A área ocupada é relativamente pequena porque as dimensões de altura são muitas vezes maiores que as de seu diâmetro. Possuem capacidade de armazenar de 4 a 6 mil toneladas de grãos. São recomendados para grãos de soja que escoam facilmente e sementes de algodão ou amendoim são adequadamente estocadas em silos verticais.
  • 123.
    Transporte de cargas Baseado na lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1.997 – Código de Trânsito Brasileiro – artigos 105, 117 e 140 a 160.  Resolução CONTRAN Nº 91/99, que dispõe sobre “Cursos de Treinamento Específico e Complementar para Condutores de Veículos Rodoviários Transportadores de Produtos Perigosos”.
  • 124.
     Nos caminhõesgraneleiros abertos deve ser proibido que os trabalhadores subam sobre a carga em descarregamento.
  • 125.
    Trabalho com Animais As doenças mais comumente transmitidas por animais e seus fluidos corpóreos ou insetos comuns nos locais de trato destes animais são a brucelose, tuberculose, histoplasmose, leishmaniose, doença de lyme e raiva.
  • 126.
     Para asdoenças para as quais existem vacinas para humanos, o empregador deve encaminhar os trabalhadores para vacinação e manter documentação de comprovação.  No transporte com tração animal devem ser utilizados animais adestrados e treinados por trabalhador preparado para este fim. (curso de “doma racional” promovido pelo SENAR)
  • 127.
    Medidas de ProteçãoPessoal  É obrigatório o fornecimento aos trabalhadores, gratuitamente, de equipamentos de proteção individual (EPI), adequados aos riscos e mantidos em perfeito estado de conservação e funcionamento.
  • 128.
    Proteção da cabeça,olhos e face:  chapéu ou outra proteção contra o sol, chuva e salpicos;  protetores impermeáveis e resistentes para trabalhos com produtos químicos;  óculos contra a ação da poeira e do pólen;  óculos contra a ação de líquidos agressivos.
  • 129.
    Proteção auditiva:  protetoresauriculares Proteção das vias respiratórias:  respiradores com filtros mecânicos para trabalhos com exposição a poeira orgânica;
  • 130.
     respiradores comfiltros químicos, para trabalhos com produtos químicos; Proteção dos membros superiores:  luvas e mangas de proteção contra: produtos químicos tóxicos, picadas de animais peçonhentos.
  • 131.
    Proteção dos membrosinferiores:  botas impermeáveis e antiderrapantes para trabalhos em terrenos úmidos, lamacentos, encharcados ou com dejetos de animais;  calçados impermeáveis e resistentes em trabalhos com produtos químicos.
  • 132.
    Proteção do corpointeiro nos trabalhos que haja perigo de lesões provocadas por agentes de origem térmica, biológica, mecânica, meteorológica e química:  aventais;  jaquetas e capas;  Macacões.
  • 133.
  • 134.
  • 135.
  • 136.
  • 137.
  • 138.
  • 139.
  • 140.
    CULTURA DA CANA-DE-AÇÚCAR FASESDA CULTURA 1. Preparo do solo; 2. Calagem, nutrição e adubação; 3. Preparo das mudas; 4. Plantio; 5. Controle de plantas daninhas; 6. Controle de pragas; 7. Aplicação de maturadores; 8. Colheita; 9. Readubação; 10. Destruição das soqueiras.
  • 141.
    1. PREPARO DOSOLO  Período: janeiro (plantio de dezoito meses).  Descrição: Fase basicamente mecanizada com utilização de pouca mão-de-obra. Consiste em aração (revolvimento do solo), gradação (quebra de blocos de terra), confecção de terraços, demarcação de curvas de nível e de carreadores.
  • 142.
     Riscos: ergonômicos,acidentes com máquinas e equipamentos, exposição solar, ruído, gases, vibração e poeiras.  Máquinas e equipamentos: tratores, arados, grades, sulcadores, motoniveladoras.
  • 143.
    2. CALAGEM, NUTRIÇÃOE ADUBAÇÃO  Período: realizado imediatamente após a primeira fase  Descrição: Fase basicamente mecanizada. Consiste na correção da acidez do solo (calagem) e adubação do seu estado nutricional. São utilizados produtos ricos em cálcio, magnésio, fósforo, nitrogênio e potássio.
  • 144.
     Riscos: alémdos citados anteriormente, exposição a esses produtos químicos.  Máquinas e equipamentos: trator, grade, adubadeira
  • 146.
    3. PREPARO DASMUDAS  Período: concomitantemente ao período de preparo do solo. Fase de grande utilização de mão de obra.  Descrição: é feito o corte manual da cana em uma área já plantada. O trabalhador vai formando feixes de cana, amarrando-os com a própria palha. Os feixes são colocados em cima do caminhão adaptado para o plantio e encaminhado para as áreas já preparadas.
  • 147.
     Riscos: cortesnas mãos e nos membros inferiores, acidentes com animais peçonhentos, ferimentos nos olhos e pele com a palha da cana, exposição solar, poeiras, ergonômicos e quedas.  Máquinas e equipamentos: trator, carregadeira, facão (machete).
  • 149.
    4. PLANTIO  Período:janeiro a abril. Fase de grande utilização de mão de obra.  Descrição: com um trator, são feitos os sulcos em que serão jogados os feixes de cana. Concomitantemente à abertura dos sulcos é feita a adubação com produtos a base de NPK. Os trabalhadores vão em cima dos caminhões desfazendo os feixes de cana e atirando-as nas trilhas sulcadas. Outros trabalhadores vão a pé, atrás dos caminhões, ajeitando as canas nos sulcos e cortando-as em pedaços com o facão.
  • 150.
    Logo após, vemum outro trator para realizar o processo denominado de cobertura e que consiste em jogar a terra que está em torno do sulco por cima das mudas, enterrando-as. Neste processo, ao mesmo tempo, são colocados mais fertilizantes e inseticidas, principalmente a base de Fipronil. Atrás deste trator vai um grupo de trabalhadores com enxada para enterrar as mudas que, porventura tenham ficado descobertas (recobertura manual).
  • 151.
     Riscos: quedas,intoxicação com produtos químicos, acidentes com máquinas e equipamentos, ergonômicos, poeiras, ruído, vibração, animais peçonhentos, exposição solar.  Máquinas e equipamentos: trator, plantadeiras, facão (machete), enxadas, caminhões.
  • 153.
    5. CONTROLE DASPLANTAS DANINHAS  Período: 10 a 15 dias após o plantio.  Descrição: aplicação de herbicidas (manual e mecanizada) de pré e pós emergência (Combire, Velper, Gesapax, entre outros) para erradicação de plantas que possam competir com a cana.
  • 154.
     Riscos: máquinase equipamentos, intoxicações por agrotóxicos.  Máquinas e equipamentos: trator, pulverizador.
  • 155.
    6. CONTROLE DEPRAGAS  Período: toda a fase da cultura após o plantio  Descrição: combate à broca da cana com malathion ou através de controle biológico com a vespa Cotesia flavips que são introduzidas na cultura.
  • 156.
    Também se fazo combate de formigas com formicidas granulados (iscas) a base de sulfuramidas.  Riscos: intoxicações, exposição solar, animais peçonhentos.
  • 157.
    7. APLICAÇÃO DEMATURADORES  Período: um a dois meses antes da colheita  Descrição: aplicação de produtos para anteciparem e facilitarem a colheita. É feita através de pulverizações por aviões agrícolas. Produtos mais usados: Ethel, Modus, Randap e Curavial.
  • 158.
     Riscos: intoxicaçõesdo trabalhador (bandeirinha) que sinaliza o local de aplicação de agrotóxico pelo avião e no caso de trabalhadores que entram na área no período de carência.
  • 159.
    8. COLHEITA  Período:de abril a novembro. Fase de grande utilização de mão-de-obra.  Descrição: pode ser totalmente mecanizada ou manual. Na colheita manual, cerca de 24 a 48 horas antes, é feita a queimada do canavial, para reduzir a folhagem e diminuir o risco de acidente com animais peçonhentos.
  • 160.
     A partirdaí, os trabalhadores cortam a cana com facões e vão fazendo feixes para a medição da produtividade. Na colheita mecanizada, são utilizadas máquinas específicas para o corte da cana. Em seguida, são utilizadas máquinas para o carregamento de caminhões transportadores.
  • 161.
     Riscos: cortesnas mãos e nos membros inferiores, acidentes com animais peçonhentos, ferimentos nos olhos e pele com a palha da cana, exposição solar, poeiras, ergonômicos e quedas.  Máquinas e equipamentos: colheitadeiras, carregadeiras, caminhões, facões.
  • 163.
    9. READUBAÇÃO  Período:logo após a colheita.  Descrição: após a primeira colheita faz- se a adubação das linhas com produtos a base de NPK e aplicação de herbicida nas entrelinhas, preparando para a próxima safra. É uma fase mecanizada.
  • 164.
     Riscos: acidentescom máquinas e equipamentos e intoxicações.  Máquinas e equipamentos: trator, pulverizador.
  • 165.
    10. DESTRUIÇÃO DASSOQUEIRAS  Período: após a colheita.  Descrição: após 4 a 5 colheitas, é feita a reforma da área com escarificação do solo e gradeação para a destruição das soqueiras de cana, fazendo-se também a adubação, visando um novo plantio. É uma fase mecanizada.
  • 166.
     Riscos: acidentescom máquinas e equipamentos e intoxicações.
  • 167.
    AGROTÓXICOS O termo agrotóxico,segundo a Lei Federal no. 7.802, de 11/07/1989, é definido como:  O conjunto dos produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos destinados ao uso nos setores de produção, armazenamento, beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas nativas ou implantadas e de outros ecossistemas.
  • 168.
     Os pesticidasou praguicidas são substâncias químicas destinadas a matar, repelir, atrair, regular ou interromper o crescimento de pragas, que são organismos incluindo insetos, fungos, ervas, pássaros, mamíferos, peixes, micróbios, nematóides, que competem com os humanos pela obtenção de alimentos, destruindo as semeaduras e propagando enfermidades. Os pesticidas não são necessariamente venenos, porém quase sempre são tóxicos.
  • 169.
     Os pesticidassão classificados de acordo com a praga que eles atacam:  Inseticidas: insetos.  Fungicidas: fungos.  Herbicidas: ervas.  Raticidas: ratos.  Bactericidas: bactérias.  Acaricidas: ácaros.  Nematicidas: nematóides.  Vermífugos: vermes.
  • 170.
     Diante dadiversidade de agrotóxicos e estudo em questão, vamos no ater apenas aos seguintes pesticidas: 1. Inseticidas; 2. Herbicidas; 3. Fungicidas.
  • 171.
    1. Inseticidas: sãoagentes, ou formulações, destinados a destruir os insetos. Podem ser aplicados como névoa, se forem líquidos, ou em suspensão, como uma poeira, ou na forma de gás.
  • 172.
    Riscos à saúde:Os organofosforados são os mais utilizados na agricultura. Por serem altamente lipossolúveis, são absorvidos rapidamente por vias dérmica, respiratória e trato digestivo, quando da aplicação por técnica de pulverização.
  • 173.
    2. Herbicidas: utilizadona agricultura para o controle de ervas classificadas como daninhas. As vantagens da utilização deste produto é a rapidez de ação, custo reduzido, efeito residual e não revolvimento do solo.
  • 174.
    Riscos à saúde:Os problemas decorrentes da utilização de herbicidas são a contaminação ambiental e o surgimento de ervas resistentes. Todos os herbicidas são tóxicos para os seres humanos em alguma medida. Existem também herbicidas naturais.
  • 175.
    Herbicidas mais usadosatualmente:  Imazetapir  Imazapic  glifosato  paraquat  2,4D  clopiralida  metolacloro  dicamba  picloram  atrazina
  • 176.
    3. Fungicidas: amaioria das culturas é susceptível a sérias doenças causadas por fungos. Um dos primeiros fungicidas foi a "mistura de Bordeaux", à base de cobre, que foi primeiramente usada no século XIX, principalmente para o controle de fungo felpudo de videiras. A primeira geração de fungicidas exercia apenas um efeito protetor, em vez de reparador.
  • 177.
    Entretanto, no iníciodos anos 70, apareceram os primeiros fungicidas sistêmicos, ou seja, compostos como carboxina, etirimol, ebenomil, que são transportados dentro da planta e exercem efeito curativo.
  • 178.
     Definição: Fungicidaé um pesticida que destrói ou inibe a ação dos fungos que geralmente atacam as plantas. A utilização de fungicidas sintéticos é muito comum na agricultura convencional, e representa um sério risco ao homem e ao meio-ambiente, por se tratar de um produto muito tóxico e perigoso.
  • 179.
     No casoda agricultura alternativa, mais conhecida como agricultura orgânica, o controle dos fungos é realizado com produtos naturais e com técnicas de manejo alternativas.
  • 180.
    "As grandes oportunidadesde ajudar os outros raramente acontecem, mas as pequenas surgem todos os dias." "Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível ." (São Francisco de Assis)
  • 181.
     Elaboração: EveraldoMota  Engenheiro Mecânico/Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental.  Email: everaldomota@yahoo.com.br