Manejo Integrado
de Pragas (MIP)
do Cacaueiro
Edson França
Engº Agrônomo
•São organismos que competem direta ou
indiretamente com o homem por alimento,
matéria prima ou prejudicam a saúde e o
bem estar do homem e animais.
•Organismos que reduzem a produção
das culturas.
•Podem ser transmissores de doenças.
•Reduzem a qualidade dos produtos agrícolas.
CONCEITO DE PRAGA
Tripes
Monalônio
Vaquinha
(C. K. Sacramento).
Stenoma decora
Cigarrinha do Ramo (Hoplophorion pertusum): Sugam a seiva através de pequenas incisões, provocando ecorticação, hipertrofia e
emponteiramento dos ramos. Quando o ataque é intenso e aliado a altas densidades populacionais, podem causar a morte do ramo
atacado.
Pulgão (Toxoptera aurantii): Sugam a seiva e impedem o desenvolvimento satisfatório de ramos novos, folhas, pedúnculos florais e brotações;
provocando dano direto à renovação foliar.
Podridão parda
Ciclo da doença
UR >85 %
Respingo
de chuva
Temperatura
baixa
Fonte de
inóculo
UR >85 %
Inóculo
Vassoura de bruxa
CICLO DA DOENÇA
Disseminação
por ação do
homem
Sobrevivência: na
planta ou no solo
Alternância de
período úmido com
período seco
Disseminação por
ação do vento:
umidade relativa
de 80 a 85 % e
temperatura de
20 a 25 oC
Ácaro da Gema (Aceria reyesi)
Cochonilha rosada (Maconellicoccus hirsutus): Provoca deformação de ramos e folhas, encurtamento de entrenós e morte do ápice dos ramos.
Injetam toxina que atrofia o crescimento de folhas, inflorescências e frutos novos.
Lagarta mede palmo
(Peosina mexicana):
Raspa os tecidos das
folhas novas e perfuram os
frutos, principalmente os
mais novos.
Lagarta enrola folha (Sylepta
prorogata): Rendilham as folhas de
forma bastante irregular deixando as
nervuras principais expostas.
Auxiliadas por fios de seda,
provocam enrolamento, nas
extremidades das folhas, que serve
como proteção e abrigo durante o
dia.
Broca do fruto (Carmenta
foraseminis): Lagartas penetram na base
do pedúnculo dos frutos, depois atingem a
cibirra e as sementes.
Steirastoma breve (manhoso)
Murcha de ceratocystis ou mal do facão
CICLO DA DOENÇA
Vento, chuva
e inseto
Sobrevivência
Roçagem, poda
e profilaxia
Pó-de-
serra
Planta doente
Planta sadia
Inseto
Cancro de Lasiodiplodia
Galha da almofada ou galha floral
Antracnose
Mal rosado
Monilíase
ÁGUA
46
SODRÉ, G. A. Cultivo do cacaueiro no estado da Bahia. Ilhéus, BA,
MAPA/Ceplac/Cepec. 126. ed. 2017.
SÁNCHEZ, Saúl E. M. Cacau e graviola: descrição e danos das
principais pragas-de-insetos. Ilhéus, Editus, 2011. 147p.
QUEIROZ, R. B. Manejo Integrado de Pragas do Cacaueiro -
Incaper/ Laboratório de Entomologia/CPDI Norte/Linhares-ES
REFERÊNCIAS
Catarina Cotrim de Mattos Sobrinho
Engenheira Agrônoma – MSc
Fiscal Estadual Agropecuário – ADAB
Projeto Prevenção à Monilíase – DDSV/ADAB
Setembro - 2023
EQUIPES DE VIGILÂNCIA A MONILÍASE DO CACAUEIRO
VÍRUS DO MOSAICO MODERADO DO CACAU
CAMMV
CAMMV
• Vírus do Mosaico Moderado do Cacaueiro – Cocoa Mild Mosaic Virus
• Relatos de ocorrência no Brasil, Porto Rico, Indonésia, Trinidad Tobago.
• Forma sintomática e ou assintomática.
• Transmissão se dá por meio de vetor (pulgões, cochonilhas, insetos
sugadores), mudas/hastes infectados e ferramentas contaminadas.
SINTOMAS - FOLHAS
Fotos: SOBRINHO, C. C. M., 2013.
SINTOMAS - FOLHAS
Fotos: SOBRINHO, C. C. M., 2013.
SINTOMAS – LANÇAMENTOS
Fotos: SOBRINHO, C. C. M., 2013.
SINTOMAS - FRUTOS
Fotos: SOBRINHO, C. C. M., 2013.
PRODUTOR - O QUE FAZER:
• Adquirir material propagativo (sementes, mudas e hastes),
somente de viveiros inscritos e com produção homologada no
RENASEM/MAPA.
• Trânsito de material propagativo deve estar acompanhado de
nota fiscal e termo de conformidade.
• Realizar o manejo cultural e fitossanitário das lavouras, com
ênfase nos insetos sugadores.
• Monitorar suas áreas de produção, notificando a ADAB, a
ocorrência dos sintomas.
• Intensificar os protocolos de biossegurança de suas
instalações.
• Realizar rotineiramente a inspeção das plantas
matriz e dos locais onde retiram material
propagativo para produção das mudas, suspendendo
a retirada no caso de suspeição.
• Realizar o controle fitossanitário sistemático, com
ênfase nos insetos vetores.
• Fazer o monitoramento das mudas em viveiro,
eliminando plântulas com sintomas
suspeitos.
• Notificar a ADAB no caso de suspeição.
VIVEIRISTA - O QUE FAZER:

MIP CACAU pragas e doenças do cacaueiro.

  • 1.
    Manejo Integrado de Pragas(MIP) do Cacaueiro Edson França Engº Agrônomo
  • 2.
    •São organismos quecompetem direta ou indiretamente com o homem por alimento, matéria prima ou prejudicam a saúde e o bem estar do homem e animais. •Organismos que reduzem a produção das culturas. •Podem ser transmissores de doenças. •Reduzem a qualidade dos produtos agrícolas. CONCEITO DE PRAGA
  • 6.
  • 8.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 18.
    Cigarrinha do Ramo(Hoplophorion pertusum): Sugam a seiva através de pequenas incisões, provocando ecorticação, hipertrofia e emponteiramento dos ramos. Quando o ataque é intenso e aliado a altas densidades populacionais, podem causar a morte do ramo atacado.
  • 19.
    Pulgão (Toxoptera aurantii):Sugam a seiva e impedem o desenvolvimento satisfatório de ramos novos, folhas, pedúnculos florais e brotações; provocando dano direto à renovação foliar.
  • 20.
  • 21.
    Ciclo da doença UR>85 % Respingo de chuva Temperatura baixa Fonte de inóculo UR >85 % Inóculo
  • 22.
  • 23.
    CICLO DA DOENÇA Disseminação poração do homem Sobrevivência: na planta ou no solo Alternância de período úmido com período seco Disseminação por ação do vento: umidade relativa de 80 a 85 % e temperatura de 20 a 25 oC
  • 25.
    Ácaro da Gema(Aceria reyesi)
  • 31.
    Cochonilha rosada (Maconellicoccushirsutus): Provoca deformação de ramos e folhas, encurtamento de entrenós e morte do ápice dos ramos. Injetam toxina que atrofia o crescimento de folhas, inflorescências e frutos novos.
  • 33.
    Lagarta mede palmo (Peosinamexicana): Raspa os tecidos das folhas novas e perfuram os frutos, principalmente os mais novos.
  • 34.
    Lagarta enrola folha(Sylepta prorogata): Rendilham as folhas de forma bastante irregular deixando as nervuras principais expostas. Auxiliadas por fios de seda, provocam enrolamento, nas extremidades das folhas, que serve como proteção e abrigo durante o dia.
  • 35.
    Broca do fruto(Carmenta foraseminis): Lagartas penetram na base do pedúnculo dos frutos, depois atingem a cibirra e as sementes.
  • 36.
  • 37.
    Murcha de ceratocystisou mal do facão
  • 39.
    CICLO DA DOENÇA Vento,chuva e inseto Sobrevivência Roçagem, poda e profilaxia Pó-de- serra Planta doente Planta sadia Inseto
  • 40.
  • 42.
    Galha da almofadaou galha floral
  • 43.
  • 44.
  • 45.
  • 46.
  • 47.
    SODRÉ, G. A.Cultivo do cacaueiro no estado da Bahia. Ilhéus, BA, MAPA/Ceplac/Cepec. 126. ed. 2017. SÁNCHEZ, Saúl E. M. Cacau e graviola: descrição e danos das principais pragas-de-insetos. Ilhéus, Editus, 2011. 147p. QUEIROZ, R. B. Manejo Integrado de Pragas do Cacaueiro - Incaper/ Laboratório de Entomologia/CPDI Norte/Linhares-ES REFERÊNCIAS
  • 48.
    Catarina Cotrim deMattos Sobrinho Engenheira Agrônoma – MSc Fiscal Estadual Agropecuário – ADAB Projeto Prevenção à Monilíase – DDSV/ADAB Setembro - 2023 EQUIPES DE VIGILÂNCIA A MONILÍASE DO CACAUEIRO VÍRUS DO MOSAICO MODERADO DO CACAU CAMMV
  • 49.
    CAMMV • Vírus doMosaico Moderado do Cacaueiro – Cocoa Mild Mosaic Virus • Relatos de ocorrência no Brasil, Porto Rico, Indonésia, Trinidad Tobago. • Forma sintomática e ou assintomática. • Transmissão se dá por meio de vetor (pulgões, cochonilhas, insetos sugadores), mudas/hastes infectados e ferramentas contaminadas.
  • 50.
    SINTOMAS - FOLHAS Fotos:SOBRINHO, C. C. M., 2013.
  • 51.
    SINTOMAS - FOLHAS Fotos:SOBRINHO, C. C. M., 2013.
  • 52.
    SINTOMAS – LANÇAMENTOS Fotos:SOBRINHO, C. C. M., 2013.
  • 53.
    SINTOMAS - FRUTOS Fotos:SOBRINHO, C. C. M., 2013.
  • 54.
    PRODUTOR - OQUE FAZER: • Adquirir material propagativo (sementes, mudas e hastes), somente de viveiros inscritos e com produção homologada no RENASEM/MAPA. • Trânsito de material propagativo deve estar acompanhado de nota fiscal e termo de conformidade. • Realizar o manejo cultural e fitossanitário das lavouras, com ênfase nos insetos sugadores. • Monitorar suas áreas de produção, notificando a ADAB, a ocorrência dos sintomas.
  • 55.
    • Intensificar osprotocolos de biossegurança de suas instalações. • Realizar rotineiramente a inspeção das plantas matriz e dos locais onde retiram material propagativo para produção das mudas, suspendendo a retirada no caso de suspeição. • Realizar o controle fitossanitário sistemático, com ênfase nos insetos vetores. • Fazer o monitoramento das mudas em viveiro, eliminando plântulas com sintomas suspeitos. • Notificar a ADAB no caso de suspeição. VIVEIRISTA - O QUE FAZER: