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A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA NO ECOTURISMO DE BONITO, MATO
GROSSO DO SUL, BRASIL
THE IMPORTANCE OF WATER IN THE ECOTURISMO OF BONITO, MATO GROSSO DO
SUL, BRAZIL
Lilian Brandão de Oliveira Jornada¹ - lbojornada@hotmail.com
Marcela Paiva da Silva¹ - marcela_margarida@hotmail.com
Taciany Ferreira de Souza¹ - tacyferreira@hotmail.com
Suellem Petilim Gomes¹ - suellemg@hotmail.com
¹Mestres em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional
Universidade Anhanguera/Uniderp
Resumo: Bonito destaca-se no cenário nacional como uns dos destinos mais procurados quando
o assunto é ecoturismo. Segundo a Prefeitura do município, a região chega a receber cerca de 100
mil turistas por ano, além de acumular prêmios significativos quanto a atividade turística, como
por exemplo, o melhor destino de ecoturismo no Brasil em 2007, pela revista Viagem e Turismo,
melhor projeto sustentável do Brasil e melhor atração turística - Rio da Prata em 2008 pelo Guia
Quatro Rodas. Para entender a importância da paisagem no Planalto da Bodoquena foram
escolhidos locais para visitações. Os locais escolhidos para conhecimento e visitação foram o
Buraco das Araras, Gruta do Lago Azul; Rio Formoso, onde foi realizada a descida de bote até a
Ilha do Padre; Nascente do Rio Baía Bonita e o Balneário Municipal. Após realização das visitas,
foi efetuado levantamento bibliográfico, onde o enfoque foi a relação entre o papel da água e o
ecoturismo de Bonito-MS, bem como a descrição dos pontos visitados. A prática da visitação
deve estar relacionada ao conjunto de facilidades de interpretação do ambiente associado ao
programa de educação ambiental, visando transmitir conhecimentos, instruindo e cativando as
pessoas para conservação desses ambientes e só assim serão minimizadas as alterações causadas
por influência antrópica.
Palavras-chaves: Água, Pontos Turísticos, Visitações, Turismo.
Abstract: Bonito City stands out on the national scene as one of the most popular destinations
when it comes to ecotourism. According to the prefecture of the county, the region receives up to
about 100 thousand tourists per year, besides accumulating awards as a significant tourist
activity, such as the best ecotourism destination in Brazil in 2007, by the magazine Travel and
Tourism, best Brazil's sustainable design and best tourist attraction – Silver River in 2008 by
Guide all Four Wheels. To understand the importance of landscape in Bodoquena Plateau sites
were chosen some places for visitation. The places chosen for knowledge and visitation were the
Hole Macaws, the Blue Lake Cave, the Formoso River, where was held the raft down to Padre
Island, East River and Bay Bonita Spa City. After completion of the visits was made literature,
where the focus was the relationship between the role of water and the ecotourism in Bonito-MS,
as well as the description of the points visited. The practice of visitation should be related to the
set of facilities interpretation of the environment associated with the environmental education
program, aimed at imparting knowledge, teaching and captivating people to conserve these
environments are minimized and only then the changes caused by human influence.
Key-words: Water, Landmarks, Visitations, Tourism.
1. Introdução
Atualmente o ecoturismo é um grande consumidor da natureza, nas últimas décadas essa
prática foi intensificada devido a “fuga” dos centros urbanos pelas pessoas que procuram
recuperar o equilíbrio psicofísico em contato com ambientes naturais durante o seu tempo de
lazer. O princípio da utilização de forma sustentável, a conservação do ambiente e os aspectos
sócio-culturais do local foram os principais fatores responsáveis pelo crescimento do ecoturismo,
sendo assim fatores primordiais para o desenvolvimento do ecoturismo (VASCONCELOS,
2009).
Conforme Tundisi (2003) o ecoturismo desenvolve-se em rios e represas do interior do
Brasil, pois o acesso é mais fácil e a logística é adequada. Entretanto, para a consolidação do
turismo é necessário água de excelente qualidade. Entre os inúmeros atrativos naturais que se
destacam no Brasil, podemos citar o uso da água como o principal atrativo. O Estado de Mato
Grosso do Sul possui uma diversidade de belezas naturais, o que atrai milhares de pessoas todo
ano. A demanda crescente favoreceu um rápido desenvolvimento do setor turístico e também
colocou este potencial natural e paisagístico sob risco de degradação ambiental.
A cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, possui diversas belezas naturais e são
utilizados principalmente para práticas esportivas nos rios (flutuação, canionismo, passeio de
bote, entre outros). É visitado por aproximadamente 70.000 pessoas por ano, sendo o turismo o
responsável por aproximadamente 56% dos empregos gerados, movimentando aproximadamente
17 milhões de reais em 2002 (VASCONCELOS, 2009).
Segundo Barbosa e Zamboni (2000) cerca de 80% dos atrativos procurados pelos turistas
são da modalidade do ecoturismo, seguido de 25% da modalidade de turismo de aventura e 5%
da modalidade de turismo de lazer.
2. Revisão Bibliográfica
Dentre os fatores que apresentam o principal atrativo turístico de Bonito e região é
observado na sua hidrográfica do rio Paraguai, sub-bacia do Miranda e Aquidauana, rede de
drenagem que está inserida na Bacia, sendo seus principais cursos d’água o Rio Miranda, Rio
Formoso e Rio da Prata. Os rios que nascem no município são o rio do Peixe, rio Formoso, rio
Perdido e Sucuri, que têm grande importância para o desenvolvimento do turismo no município
(TRETIN, 2006).
As águas transparentes e alcalinas dessa região, as quais nos remetem, muitas vezes, ao
azul brilhante do cobalto, mas também a diversidade de peixes e plantas torna o ambiente ainda
mais exuberante. Essa região possui diversas belezas naturais, sendo utilizada para práticas
esportivas, visitação às cavernas surgidas pela formação geológica do Planalto da Bodoquena,
cujo subsolo é formado por rochas calcárias. As inúmeras belezas da região, tão procuradas por
turistas, são decorrentes dessas rochas (BOGGIANI, 1999; BRASIL, 2002).
O carste da Província Espeleológica da Serra da Bodoquena possui base carbonática e é o
responsável pela existência de rios de águas cristalinas e cachoeiras que mudam de tamanho
constantemente pela deposição de tufas calcárias e cavidades naturais subterrâneas. Isso ocorre
porque o calcário apresenta minerais solúveis, que se dissolvem sob a ação de águas aciduladas.
A dissolução do calcário na forma de bicabornato de cálcio dá a água o gosto salobro, sendo
denominada “água dura”, por também apresentar características que dificulta a formação de
espuma e o endurecimento do cabelo. Os calcários ali presentes são muito puros, e ao se
dissolverem possibilitam que as águas transpareçam límpidas, sendo, portanto, transparentes por
não existir nada que as turvem (BOGGIANI, 1999; BRASIL, 2002).
As plantas aquáticas (algas, musgos, samambaias e plantas com flores) são um dos
componentes mais importantes para a determinação da paisagem subaquática, contribuindo para a
beleza cênica na região. Esses organismos desempenham papel fundamental na manutenção do
ecossistema aquático, por serem essenciais na cadeia alimentar, do qual os peixes são a parte
mais visível e admirada (POTT, 1999). A presença de plantas aquáticas permite o aumento da
diversidade de comunidade de animais do que em locais, pois aumentam a complexidade
estrutural do ambiente, permitindo maior diversidade de modos de vida (FROEHLICH, 1999).
Dentre as espécies pertencentes dessa comunidade aquática destacam-se os peixes por
serem espécies de animais facilmente encontrados entre as plantas aquáticas, podendo se
alimentar diretamente destas, como Leporinus spp. e Schizodon spp. As partes aéreas dessas
plantas também servem de abrigo, alimento e local para reprodução de algumas espécies como
Brycon microlepis, Ludwigia e Echinodorus. Além deles, nos bancos de plantas aquáticas ao
redor da Serra da Bodoquena, são abundantes muitas espécies de peixes como Hyphessobrycon
eques, Aphyocharax, Odontostilbe, Corydoras spp., Crenicichla spp., Laetacara dorsigera, entre
outros. Essas espécies também se alimentam de outros organismos que estão nesse local
(FROEHLICH, 1999).
A água de Bonito é de extrema importância econômica e social para o município, o que
nos leva a estabelecer uma possível conexão entre os recursos hídricos disponíveis e sua
valoração. Valorar economicamente um recurso ambiental significa determinar quanto melhor ou
pior ficará o bem estar das pessoas em função da mudança na quantidade e qualidade de bens ou
serviços (SILVA, 2001). Assim, Completa Motta (2000 apud Silva, 2001):
O valor econômico de um recurso natural, não mensurado pela
teoria econômica tradicional, assume papel importante como medida
protecionista do uso sustentável dos recursos, como mecanismo de
mensuração monetária de externalidades oriundas de projetos de
investimentos, como método de indenizações judiciais, como forma de
defesa ética do meio ambiente e ainda como função estratégica dos
recursos naturais para o desenvolvimento dos países.
O custo da má utilização de um determinado recurso acaba gerando prejuízos às
comunidades que dele se utilizam ou a outras que, embora não se beneficiem de sua exploração,
direta o indiretamente, também contabilizam os custos de sua recuperação, quer seja pelo
pagamento de impostos quer seja pela perda da qualidade ambiental (Silva & Weiss, 2000).
Até o início dos anos 90, a economia de Bonito era sustentada por atividades do setor
primário, como a pecuária de corte e no plantio de soja. Contudo, o turismo, uma atividade
recente até então, expandiu-se a ponto de tornar-se um dos principais focos de da economia local
nos dias de hoje. Mesmo a pecuária apresentando um faturamento superior ao do ‘trade’ turístico,
seu impacto na economia local é menor do que os das atividades turísticas (Barbosa e Zamboni,
2000).
Devido à decadência da atividade econômica agropecuária, no final do século passado, o
ecoturismo foi indicado como solução econômica. Segundo Alho et al. (2007) a economia da
região é a pecuária bovina e a mineração de calcário. Como opção econômica as fazendas que
possuem atrativos naturais, como rios de águas claras, mudaram seu enfoque econômico da
pecuária para o ecoturismo.
3. Justificativa
A água é de fundamental importância para o turismo desenvolvido em Bonito/MS. Por
meio do uso desse recurso natural o município oferece inúmeros passeios e atrativos, por meio
dos quais, o desenvolvimento econômico-social cresceu significativamente. A região da
Bodoquena tem sido apontada com uma área importante de fluxo e armazenamento de água
subterrâneas do Complexo Guarani (ANA, 2004 apud ALHO et. al. 2006).
Bonito destaca-se no cenário nacional como uns dos destinos mais procurados quando o
assunto é ecoturismo. Segundo a Prefeitura do município, a região chega a receber cerca de 100
mil turistas por ano, além de acumular prêmios significativos quanto a atividade turística, como
por exemplo, o melhor destino de ecoturismo no Brasil em 2007, pela revista Viagem e Turismo,
melhor projeto sustentável do Brasil e melhor atração turística - Rio da Prata em 2008 pelo Guia
Quatro Rodas.
Conforme a Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR) em 2007 os principais
destinos no Brasil foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. Já o estado de
Mato Grosso do Sul, ocupa a 10ª colocação no ranking brasileiro, recebeu 55.209 turistas em
2007 (VASCONCELOS, 2009).
4. Material e Métodos
Para entender a importância da paisagem no Planalto da Bodoquena foram escolhidos
locais para visitações. Foi estabelecida uma programação, onde os mestrandos do Programa de
Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade
Anhanguera/Uniderp, turma de 2009, pela disciplina Prática de Campo, realizaram visitas aos
locais estabelecidos. Foram visitados pontos turísticos localizados no município de Bonito,
estado de Mato Grosso do Sul, Brasil, onde a cidade de Bonito esta sob as coordenadas
geográficas 21º 15' 48'' S e 56º 33' 36'' W.
Os locais escolhidos para conhecimento e visitação foram o Buraco das Araras, a Gruta
do Lago Azul; Rio Formoso, onde foi realizada a descida de bote até a Ilha do Padre; Nascente da
Baía Bonita e Balneário Municipal (Figura 1).
Após realização das visitas, foi efetuado levantamento bibliográfico, onde o enfoque foi a
relação entre o papel da água e o ecoturismo de Bonito-MS, bem como a descrição dos pontos
visitados.
Figura 1. Imagem do município de Bonito-MS. Pontos visitados 1- Gruta do Lago Azul; 2 – Ilha do Padre; 3
– Descida de Bote no Rio Formoso; 4 – Nascente Rio Baía Bonita; 5 – Balneário Municipal; 6 – Buraco das Araras.
5. Resultados e Discussão
Caso o recurso natural sofrer, de alguma forma, com impactos advindos de
comportamentos inadequados e agressivos ao ecossistema visitado, impõem aos rios e bacias da
região interferências na paisagem, perturbação dos ritmos naturais da flora e da fauna,
contribuindo com a redução da diversidade biológica a tal ponto que a sua recuperação poderá vir
a ficar comprometida. Porém, um planejamento adequado da visitação turística pode minimizar
alguns desses problemas. Dentre outros, esse é um dos principais objetivos do planejamento da
atividade turística (RUSCHMANN,1997 apud Silva & Weiss, 2000).
a. Buraco das Araras
O Buraco das Araras possui forma elíptica com aproximadamente 100 metros de
profundidade. A dolina localiza-se a aproximadamente 2,5 km da margem esquerda do rio Verde
e a aproximadamente 7 km da margem direita do rio da Prata, possuindo drenagem dentrítica dos
rios (PIVATTO; SAMPAIO, 2008). No ano de 2007, 29 hectares da Fazenda Alegria foram
transformados em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), devido a sua beleza singular
e grande relevância ecológica.
Possui em seu interior um lago que não sofre mudança sazonal. A região denota possuir
uma drenagem subterrânea bem desenvolvida e a área em questão é uma zona de recarga de
aqüífero cárstico muito suscetível a contaminação por agentes poluidores e a água passa
livremente pelo calcário por não existir processos de filtragem. Para que seja mantida a
integridade desse ambiente extremamente frágil, a vegetação arbórea possui um papel importante
devido a sua proteção contra a poluição em áreas de recarga, e evitando a infiltração excessiva da
água da chuva entre as fissuras da rocha (PIVATTO; SAMPAIO, 2008).
Para que essa área seja protegida, a Resolução CONAMA 347 de 2004, cita que “a área
de influência das cavidades naturais subterrâneas será a projeção horizontal da caverna acrescida
de um entorno de duzentas e cinqüenta metros em forma de poligonal convexa”. A área em torno
abriga outras propriedades que possuem atividade de criação de gado. Como conseqüência, a
vegetação em torno da dolina não está sendo preservada, devido a invasão de espécies de
gramíneas exóticas, como a Braquiária (Brachiaria sp.) que compete com a vegetação local,
impedindo que a vegetação do cerrado sobreviva a competição e ao pisoteio do gado. A portaria
do IBAMA 887, de 1990, proíbe o desmatamento dentro dessa área (PIVATTO; SAMPAIO,
2008).
b. Gruta do Lago Azul
Além dos rios e córregos em rochas calcárias, as feições geológicas com porosidade e
permeabilidade do subsolo facilitam a percolação da água subterrânea e polarizam os processos
de dissolução e precipitação de carbonatos de cálcio e carbonatos de magnésio na formação de
estalagmites e estalactites, que também constituem atrativos de ecoturismo nas grutas da região.
Grutas com lagos submersos e cachoeiras são muito procuradas pelos turistas (ALHO et. al.,
2006)
De propriedade do governo do Estado de Mato Grosso do Sul, tem a visitação
administrada pela Prefeitura Municipal. É a gruta mais conhecida, constituída por um salão de
piso inclinado com lago subterrâneo situado a mais de 50 m da superfície. Apresenta entrada
circular com aproximadamente 40 m de diâmetro, o que permite, nos meses de setembro a
fevereiro, a incidência direta de raios solares sobre a superfície do lago, que adquire uma
coloração azul intensa. Existem ainda galerias superiores e laterais de acesso difícil, e ainda,
vedadas à visitação. No fundo de seu lago foram encontradas ossadas de mamíferos
pleistocênicos.
A proposta foi a observação da formação de Grutas da Serra da Bodoquena, na
compreensão de unidades de paisagem e a prática do turismo com uso de normas internacionais.
A visitação é sempre guiada, com prévio agendamento pelas agências de turismo credenciadas, e
a trilha é percorrida com contemplação do lago azul. A infra-estrutura disponível atualmente é
composta por receptivo com lanchonete e loja de souvenirs (terceirizado) e sanitários.
Os recursos ambientais da Gruta são extremamente frágeis. Como impactos negativos
pode observar: O material orgânico e inorgânico levado para dentro das cavernas nas roupas,
cabelos, corpo e sapato dos turistas podem alterar a biocenose local, porque muitos esporos de
fungos que não fazem parte do habitat da gruta podem ser levados juntamente com os turistas;
danificação ou destruição das formações do meio físico; alterações no habito e comportamento da
fauna cavernícola, como peixes, insetos, entre outros e as alterações nas taxas de gás carbônico
(CO2), umidade e temperatura;
Autores como Oliveira e Spoladore (2009), atestaram que apenas a respiração dos turistas
já altera a quantidade de gás carbônico dos ambientes cavernícolas, principalmente nos salões e
galerias das grutas e essa alteração pode causar a dissolução dos espeleotemas. Existem impactos
também em decorrência da construção dos degraus, que mudam a paisagem e também o toque
dos turistas na rocha e no solo. A compactação do solo gerado pelas trilhas não permite que os
organismos do local sobrevivam.
Toda a área no entorno da gruta está conservada e em 2001 foi transformada numa
Unidade de Conservação de Proteção Integral, por meio do Decreto n° 10.394, de 11 de junho de
2001(LOBOS; CUNHA, 2009).
c. Rio Formoso
A oferta de atrativos turísticos do município de Bonito proporciona uma grande variedade
em beleza cênica, beleza essa atribuída as características da água existente na região. São várias
as opções de lazer advindas dos recursos hídricos, entre eles citam-se a contemplação paisagística
da natureza, a observação da fauna, especialmente de peixes e alguns mamíferos, e ainda todas as
opções de passeios como a prática de mergulho no rio Sucuri, descida de bote pelo rio Formoso, a
prática do bóia-cróss, entre outros.
Os passeios são realizados em botes de borracha com capacidade para até 14 pessoas;
percorrem um trecho de cerca de 7 km ao longo do Rio Formoso, descendo algumas quedas
d’água. A descida de bote pelo rio Formoso teve como objetivo o reconhecimento de formações
de tufas calcárias e abordagem sobre a importância e fragilidade do local para a prática do
ecoturismo. No percurso, é possível a observação de pássaros e macacos e, ocasionalmente,
cobras sucuris enroladas em troncos de árvores.
Como impactos, pode-se notar que sem limite de carga estabelecido, o volumoso trânsito
de botes, principalmente em período de alta temporada, tem sido motivo de preocupação.
Ademais, nos períodos de estiagem, quando o nível das águas é mais baixo, botes que não tem
restringido a lotação têm provocado problemas de erosão. Além de que no receptivo foi retirada a
mata ciliar, sendo que essa área é uma área de APP (Área de Preservação Permanente), onde a
vegetação deve ser preservada em um raio de 5 metros. As degradações das matas ciliares têm
levado à erosão das margens dos rios ocasionando em períodos de chuva a carreação de
sedimentos para os rios, provocando turbidez e modificando a transparência da água (ALHO et.
al., 2006).
d. Nascente Baía Bonita
O calcário dissolvido na água absorve e decanta as impurezas deixando a água cristalina.
O contraste das águas cristalinas, com o verde da vegetação e a riqueza de peixes atendem a
expectativa do visitante tornando a região um dos principais destinos do ecoturismo do país
(ALHO et. al. 2006). Em alguns pontos de visitação e mergulho turístico a visibilidade na água
pode alcançar 50 a 60 metros (Sabino & Andrade, 2003 apud Alho et. al. 2006).
Um dos locais mais visitados entre os muitos atrativos de Bonito, a Baía Bonita é também
chamada de “Aquário Natural”, pela quantidade de peixes que ficam próximos aos turistas que ali
mergulham. Desses, a piraputanga (Brycon microlepis), é o mais comum. Como na maioria dos
rios e lagos da região, a Baía Bonita também possui águas transparentes, que afloram do fundo
por meio das surgências. As águas dessa nascente fluem para o rio Formoso por um pequeno
curso, por isso denominado rio Baía Bonita (FROEHLICH, 1999).
A nascente do rio Baía Bonita oferece uma rara oportunidade de snorkeling num lago
cristalino como pode ser visto na figura 1, que possibilita a visão de peixes ornamentais e plantas
aquáticas. A flutuação é feita num percurso de 900 metros com barco de apoio. O passeio
continua por uma trilha na mata ciliar, piscinas naturais, cachoeiras, cama elástica e carretilha.
Arquitetura orgânica, restaurante, piscinas e hidromassagem no local. Está localizada a sete km
de Bonito. A proposta foi avaliar o turismo nos aspectos de formação de ambientes de nascentes,
surgência, ressurgência e dissolução de rochas calcárias – contextualização sobre a riqueza e
importância da icitofauna, fragilidade para a prática do turismo ao longo do roteiro do rio Baía
Bonita.
Figura 1- Transparência da água da Baía Bonita, Bonito, MS.
Segundo Sabino e Andrade (2003), dependendo do comportamento do visitante os
impactos podem variar sua magnitude. Na Nascente Baía Bonita, os visitantes treinam antes a
flutuação para se obter um mínimo impacto ao Aquário Natural. O uso obrigatório de roupa de
neoprene, juntamente com colete salva-vidas e sandálias de borracha, aumenta a flutuabilidade do
visitante e amplia os cuidados com o delicado sedimento do leito do rio e das macrófitas
aquáticas. A implantação de calçamento de madeira das trilhas promove a redução da
compactação do solo, o transporte de sedimento para dentro da água e o desbarrancamento nas
margens do rio, além de aumentar a segurança do turista. Entretanto, esses mesmos autores
apresentam evidencias de impactos nas comunidades aquáticas em função do aumento na
visitação pública.
e. Balneário Municipal
Os balneários são, em geral, mais associados ao lazer e à recreação de massa do que à
prática do ecoturismo. Bonito dispõe de cinco balneários – Municipal, Ilha do Padre, Rincão dos
Sonhos, Tarumã e do Sol. Além de área verde, quadras de esportes, restaurantes ou lanchonetes,
os balneários possibilitam banhos em rios de águas límpidas; em alguns, há cachoeiras. Desse
conjunto de balneários, dois não possuem limite de carga definida (Municipal e Ilha do Padre),
enquanto os demais estão autorizados a receber entre 150 e 300 turistas por dia. Em 1999, foram
vendidos 9 579 ingressos para os balneários. Destes, 8 364 (87%) destinaram-se ao Balneário
Municipal. Esse número, todavia, não representa o total de pessoas que visitaram o balneário,
pois não conta os ingressos de bonitenses, dos quais o acesso é franqueado. Ainda em relação ao
Balneário Municipal, cabe destacar a elevada concentração de visitantes que ocorre em feriados,
particularmente no carnaval. Tal fato tem trazido preocupação para as lideranças locais
comprometidas com a preservação ambiental. A mata ciliar está “preservada” apenas na margem
esquerda do rio, sendo que a margem direita é reservada aos banhistas, onde costumam acampar e
alimentar os cardumes de piraputanga.
O balneário possui pouca variedade e quantidade de plantas aquáticas, sendo marcante a
presença de Chara rusbyana e Nitella furcatta. Por conta da menor transparência, em
comparação com outros trechos do rio formoso, é possível mergulho com observação de espécies.
O Balneário Municipal é um exemplo da fragilidade das turfas calcárias pela ação do homem,
pois após dez anos de intensa e desordenada atividade turística, verifica-se uma redução
considerável dessas formações. Este é o único dos atrativos visitados que não dispõe de
orientações de guias de turismo especializado A proposta da visitação se baseou no modelo de
turismo aplicado no Município para a sustentabilidade local e preservação do rio Formoso.
Os balneários envolvem atividades que promovem o maior grau de movimentação na
água e contato com o fundo do ambiente por parte do visitante. Isso resulta num maior aumento
dos sólidos suspensos e redução na transparência da água. Medina-Jr, (2007), verificou que o alto
grau de interferência do visitante sobre o fundo do leito do Rio Formoso, no Balneário Municipal,
tem ocasionado a desagregação do sedimento e a ressuspensão e carreamento dos sólidos.
6. Considerações finais
A crescente demanda do ecoturismo tem como conseqüências dois aspectos potenciais:
um positivo e outro negativo. O positivo é a ampliação do setor, com incremento de atividades
associadas à conservação e eventuais benefícios comunitários. O negativo − e preocupante − é
devido à velocidade de sua disseminação e crescimento como negócio: se a atividade não for
realizada dentro de princípios de mínimo impacto, há riscos potenciais aos sistemas naturais, com
sérias ameaças às culturas locais e conseqüentes perdas de biodiversidade. Não existe visitação
em ambientes naturais que não interfira em seu ambiente. A prática da visitação deve estar
relacionada ao conjunto de facilidades de interpretação do ambiente associado ao programa de
educação ambiental, visando transmitir conhecimentos, instruindo e cativando as pessoas para
conservação desses ambientes e só assim serão minimizadas as alterações causadas por influência
antrópica.
7. Referências Bibliográficas
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https://egal2009.easyplanners.info/area08/8200_Vasconcelos_Laura_Cristina_da_Silva.pdf
Acesso em: 12 ago. 2010.
WESTERN. D. in KREG. L. Ecoturismo: um guia para planejamento e gestão. São Paulo:
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Disciplina Gestao Publica (IFSP Campus Cubatao) (aula 08)
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A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA NO ECOTURISMO DE BONITO, MATO GROSSO DO SUL, BRASIL - LILIAN BRANDÃO DE OLIVEIRA JORNADA, MARCELA PAIVA DA SILVA, TACIANY FERREIRA DE SOUZA, SUELLEM PETILIM GOMES

  • 1. A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA NO ECOTURISMO DE BONITO, MATO GROSSO DO SUL, BRASIL THE IMPORTANCE OF WATER IN THE ECOTURISMO OF BONITO, MATO GROSSO DO SUL, BRAZIL Lilian Brandão de Oliveira Jornada¹ - lbojornada@hotmail.com Marcela Paiva da Silva¹ - marcela_margarida@hotmail.com Taciany Ferreira de Souza¹ - tacyferreira@hotmail.com Suellem Petilim Gomes¹ - suellemg@hotmail.com ¹Mestres em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional Universidade Anhanguera/Uniderp Resumo: Bonito destaca-se no cenário nacional como uns dos destinos mais procurados quando o assunto é ecoturismo. Segundo a Prefeitura do município, a região chega a receber cerca de 100 mil turistas por ano, além de acumular prêmios significativos quanto a atividade turística, como por exemplo, o melhor destino de ecoturismo no Brasil em 2007, pela revista Viagem e Turismo, melhor projeto sustentável do Brasil e melhor atração turística - Rio da Prata em 2008 pelo Guia Quatro Rodas. Para entender a importância da paisagem no Planalto da Bodoquena foram escolhidos locais para visitações. Os locais escolhidos para conhecimento e visitação foram o Buraco das Araras, Gruta do Lago Azul; Rio Formoso, onde foi realizada a descida de bote até a Ilha do Padre; Nascente do Rio Baía Bonita e o Balneário Municipal. Após realização das visitas, foi efetuado levantamento bibliográfico, onde o enfoque foi a relação entre o papel da água e o ecoturismo de Bonito-MS, bem como a descrição dos pontos visitados. A prática da visitação deve estar relacionada ao conjunto de facilidades de interpretação do ambiente associado ao programa de educação ambiental, visando transmitir conhecimentos, instruindo e cativando as pessoas para conservação desses ambientes e só assim serão minimizadas as alterações causadas por influência antrópica. Palavras-chaves: Água, Pontos Turísticos, Visitações, Turismo. Abstract: Bonito City stands out on the national scene as one of the most popular destinations when it comes to ecotourism. According to the prefecture of the county, the region receives up to about 100 thousand tourists per year, besides accumulating awards as a significant tourist activity, such as the best ecotourism destination in Brazil in 2007, by the magazine Travel and Tourism, best Brazil's sustainable design and best tourist attraction – Silver River in 2008 by Guide all Four Wheels. To understand the importance of landscape in Bodoquena Plateau sites were chosen some places for visitation. The places chosen for knowledge and visitation were the Hole Macaws, the Blue Lake Cave, the Formoso River, where was held the raft down to Padre Island, East River and Bay Bonita Spa City. After completion of the visits was made literature, where the focus was the relationship between the role of water and the ecotourism in Bonito-MS, as well as the description of the points visited. The practice of visitation should be related to the set of facilities interpretation of the environment associated with the environmental education program, aimed at imparting knowledge, teaching and captivating people to conserve these environments are minimized and only then the changes caused by human influence. Key-words: Water, Landmarks, Visitations, Tourism.
  • 2. 1. Introdução Atualmente o ecoturismo é um grande consumidor da natureza, nas últimas décadas essa prática foi intensificada devido a “fuga” dos centros urbanos pelas pessoas que procuram recuperar o equilíbrio psicofísico em contato com ambientes naturais durante o seu tempo de lazer. O princípio da utilização de forma sustentável, a conservação do ambiente e os aspectos sócio-culturais do local foram os principais fatores responsáveis pelo crescimento do ecoturismo, sendo assim fatores primordiais para o desenvolvimento do ecoturismo (VASCONCELOS, 2009). Conforme Tundisi (2003) o ecoturismo desenvolve-se em rios e represas do interior do Brasil, pois o acesso é mais fácil e a logística é adequada. Entretanto, para a consolidação do turismo é necessário água de excelente qualidade. Entre os inúmeros atrativos naturais que se destacam no Brasil, podemos citar o uso da água como o principal atrativo. O Estado de Mato Grosso do Sul possui uma diversidade de belezas naturais, o que atrai milhares de pessoas todo ano. A demanda crescente favoreceu um rápido desenvolvimento do setor turístico e também colocou este potencial natural e paisagístico sob risco de degradação ambiental. A cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, possui diversas belezas naturais e são utilizados principalmente para práticas esportivas nos rios (flutuação, canionismo, passeio de bote, entre outros). É visitado por aproximadamente 70.000 pessoas por ano, sendo o turismo o responsável por aproximadamente 56% dos empregos gerados, movimentando aproximadamente 17 milhões de reais em 2002 (VASCONCELOS, 2009). Segundo Barbosa e Zamboni (2000) cerca de 80% dos atrativos procurados pelos turistas são da modalidade do ecoturismo, seguido de 25% da modalidade de turismo de aventura e 5% da modalidade de turismo de lazer. 2. Revisão Bibliográfica Dentre os fatores que apresentam o principal atrativo turístico de Bonito e região é observado na sua hidrográfica do rio Paraguai, sub-bacia do Miranda e Aquidauana, rede de drenagem que está inserida na Bacia, sendo seus principais cursos d’água o Rio Miranda, Rio Formoso e Rio da Prata. Os rios que nascem no município são o rio do Peixe, rio Formoso, rio Perdido e Sucuri, que têm grande importância para o desenvolvimento do turismo no município (TRETIN, 2006). As águas transparentes e alcalinas dessa região, as quais nos remetem, muitas vezes, ao azul brilhante do cobalto, mas também a diversidade de peixes e plantas torna o ambiente ainda mais exuberante. Essa região possui diversas belezas naturais, sendo utilizada para práticas esportivas, visitação às cavernas surgidas pela formação geológica do Planalto da Bodoquena, cujo subsolo é formado por rochas calcárias. As inúmeras belezas da região, tão procuradas por turistas, são decorrentes dessas rochas (BOGGIANI, 1999; BRASIL, 2002). O carste da Província Espeleológica da Serra da Bodoquena possui base carbonática e é o responsável pela existência de rios de águas cristalinas e cachoeiras que mudam de tamanho constantemente pela deposição de tufas calcárias e cavidades naturais subterrâneas. Isso ocorre porque o calcário apresenta minerais solúveis, que se dissolvem sob a ação de águas aciduladas. A dissolução do calcário na forma de bicabornato de cálcio dá a água o gosto salobro, sendo denominada “água dura”, por também apresentar características que dificulta a formação de espuma e o endurecimento do cabelo. Os calcários ali presentes são muito puros, e ao se
  • 3. dissolverem possibilitam que as águas transpareçam límpidas, sendo, portanto, transparentes por não existir nada que as turvem (BOGGIANI, 1999; BRASIL, 2002). As plantas aquáticas (algas, musgos, samambaias e plantas com flores) são um dos componentes mais importantes para a determinação da paisagem subaquática, contribuindo para a beleza cênica na região. Esses organismos desempenham papel fundamental na manutenção do ecossistema aquático, por serem essenciais na cadeia alimentar, do qual os peixes são a parte mais visível e admirada (POTT, 1999). A presença de plantas aquáticas permite o aumento da diversidade de comunidade de animais do que em locais, pois aumentam a complexidade estrutural do ambiente, permitindo maior diversidade de modos de vida (FROEHLICH, 1999). Dentre as espécies pertencentes dessa comunidade aquática destacam-se os peixes por serem espécies de animais facilmente encontrados entre as plantas aquáticas, podendo se alimentar diretamente destas, como Leporinus spp. e Schizodon spp. As partes aéreas dessas plantas também servem de abrigo, alimento e local para reprodução de algumas espécies como Brycon microlepis, Ludwigia e Echinodorus. Além deles, nos bancos de plantas aquáticas ao redor da Serra da Bodoquena, são abundantes muitas espécies de peixes como Hyphessobrycon eques, Aphyocharax, Odontostilbe, Corydoras spp., Crenicichla spp., Laetacara dorsigera, entre outros. Essas espécies também se alimentam de outros organismos que estão nesse local (FROEHLICH, 1999). A água de Bonito é de extrema importância econômica e social para o município, o que nos leva a estabelecer uma possível conexão entre os recursos hídricos disponíveis e sua valoração. Valorar economicamente um recurso ambiental significa determinar quanto melhor ou pior ficará o bem estar das pessoas em função da mudança na quantidade e qualidade de bens ou serviços (SILVA, 2001). Assim, Completa Motta (2000 apud Silva, 2001): O valor econômico de um recurso natural, não mensurado pela teoria econômica tradicional, assume papel importante como medida protecionista do uso sustentável dos recursos, como mecanismo de mensuração monetária de externalidades oriundas de projetos de investimentos, como método de indenizações judiciais, como forma de defesa ética do meio ambiente e ainda como função estratégica dos recursos naturais para o desenvolvimento dos países. O custo da má utilização de um determinado recurso acaba gerando prejuízos às comunidades que dele se utilizam ou a outras que, embora não se beneficiem de sua exploração, direta o indiretamente, também contabilizam os custos de sua recuperação, quer seja pelo pagamento de impostos quer seja pela perda da qualidade ambiental (Silva & Weiss, 2000). Até o início dos anos 90, a economia de Bonito era sustentada por atividades do setor primário, como a pecuária de corte e no plantio de soja. Contudo, o turismo, uma atividade recente até então, expandiu-se a ponto de tornar-se um dos principais focos de da economia local nos dias de hoje. Mesmo a pecuária apresentando um faturamento superior ao do ‘trade’ turístico, seu impacto na economia local é menor do que os das atividades turísticas (Barbosa e Zamboni, 2000). Devido à decadência da atividade econômica agropecuária, no final do século passado, o ecoturismo foi indicado como solução econômica. Segundo Alho et al. (2007) a economia da região é a pecuária bovina e a mineração de calcário. Como opção econômica as fazendas que possuem atrativos naturais, como rios de águas claras, mudaram seu enfoque econômico da pecuária para o ecoturismo.
  • 4. 3. Justificativa A água é de fundamental importância para o turismo desenvolvido em Bonito/MS. Por meio do uso desse recurso natural o município oferece inúmeros passeios e atrativos, por meio dos quais, o desenvolvimento econômico-social cresceu significativamente. A região da Bodoquena tem sido apontada com uma área importante de fluxo e armazenamento de água subterrâneas do Complexo Guarani (ANA, 2004 apud ALHO et. al. 2006). Bonito destaca-se no cenário nacional como uns dos destinos mais procurados quando o assunto é ecoturismo. Segundo a Prefeitura do município, a região chega a receber cerca de 100 mil turistas por ano, além de acumular prêmios significativos quanto a atividade turística, como por exemplo, o melhor destino de ecoturismo no Brasil em 2007, pela revista Viagem e Turismo, melhor projeto sustentável do Brasil e melhor atração turística - Rio da Prata em 2008 pelo Guia Quatro Rodas. Conforme a Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR) em 2007 os principais destinos no Brasil foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. Já o estado de Mato Grosso do Sul, ocupa a 10ª colocação no ranking brasileiro, recebeu 55.209 turistas em 2007 (VASCONCELOS, 2009). 4. Material e Métodos Para entender a importância da paisagem no Planalto da Bodoquena foram escolhidos locais para visitações. Foi estabelecida uma programação, onde os mestrandos do Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Anhanguera/Uniderp, turma de 2009, pela disciplina Prática de Campo, realizaram visitas aos locais estabelecidos. Foram visitados pontos turísticos localizados no município de Bonito, estado de Mato Grosso do Sul, Brasil, onde a cidade de Bonito esta sob as coordenadas geográficas 21º 15' 48'' S e 56º 33' 36'' W. Os locais escolhidos para conhecimento e visitação foram o Buraco das Araras, a Gruta do Lago Azul; Rio Formoso, onde foi realizada a descida de bote até a Ilha do Padre; Nascente da Baía Bonita e Balneário Municipal (Figura 1). Após realização das visitas, foi efetuado levantamento bibliográfico, onde o enfoque foi a relação entre o papel da água e o ecoturismo de Bonito-MS, bem como a descrição dos pontos visitados.
  • 5. Figura 1. Imagem do município de Bonito-MS. Pontos visitados 1- Gruta do Lago Azul; 2 – Ilha do Padre; 3 – Descida de Bote no Rio Formoso; 4 – Nascente Rio Baía Bonita; 5 – Balneário Municipal; 6 – Buraco das Araras. 5. Resultados e Discussão Caso o recurso natural sofrer, de alguma forma, com impactos advindos de comportamentos inadequados e agressivos ao ecossistema visitado, impõem aos rios e bacias da região interferências na paisagem, perturbação dos ritmos naturais da flora e da fauna, contribuindo com a redução da diversidade biológica a tal ponto que a sua recuperação poderá vir a ficar comprometida. Porém, um planejamento adequado da visitação turística pode minimizar alguns desses problemas. Dentre outros, esse é um dos principais objetivos do planejamento da atividade turística (RUSCHMANN,1997 apud Silva & Weiss, 2000). a. Buraco das Araras O Buraco das Araras possui forma elíptica com aproximadamente 100 metros de profundidade. A dolina localiza-se a aproximadamente 2,5 km da margem esquerda do rio Verde
  • 6. e a aproximadamente 7 km da margem direita do rio da Prata, possuindo drenagem dentrítica dos rios (PIVATTO; SAMPAIO, 2008). No ano de 2007, 29 hectares da Fazenda Alegria foram transformados em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), devido a sua beleza singular e grande relevância ecológica. Possui em seu interior um lago que não sofre mudança sazonal. A região denota possuir uma drenagem subterrânea bem desenvolvida e a área em questão é uma zona de recarga de aqüífero cárstico muito suscetível a contaminação por agentes poluidores e a água passa livremente pelo calcário por não existir processos de filtragem. Para que seja mantida a integridade desse ambiente extremamente frágil, a vegetação arbórea possui um papel importante devido a sua proteção contra a poluição em áreas de recarga, e evitando a infiltração excessiva da água da chuva entre as fissuras da rocha (PIVATTO; SAMPAIO, 2008). Para que essa área seja protegida, a Resolução CONAMA 347 de 2004, cita que “a área de influência das cavidades naturais subterrâneas será a projeção horizontal da caverna acrescida de um entorno de duzentas e cinqüenta metros em forma de poligonal convexa”. A área em torno abriga outras propriedades que possuem atividade de criação de gado. Como conseqüência, a vegetação em torno da dolina não está sendo preservada, devido a invasão de espécies de gramíneas exóticas, como a Braquiária (Brachiaria sp.) que compete com a vegetação local, impedindo que a vegetação do cerrado sobreviva a competição e ao pisoteio do gado. A portaria do IBAMA 887, de 1990, proíbe o desmatamento dentro dessa área (PIVATTO; SAMPAIO, 2008). b. Gruta do Lago Azul Além dos rios e córregos em rochas calcárias, as feições geológicas com porosidade e permeabilidade do subsolo facilitam a percolação da água subterrânea e polarizam os processos de dissolução e precipitação de carbonatos de cálcio e carbonatos de magnésio na formação de estalagmites e estalactites, que também constituem atrativos de ecoturismo nas grutas da região. Grutas com lagos submersos e cachoeiras são muito procuradas pelos turistas (ALHO et. al., 2006) De propriedade do governo do Estado de Mato Grosso do Sul, tem a visitação administrada pela Prefeitura Municipal. É a gruta mais conhecida, constituída por um salão de piso inclinado com lago subterrâneo situado a mais de 50 m da superfície. Apresenta entrada circular com aproximadamente 40 m de diâmetro, o que permite, nos meses de setembro a fevereiro, a incidência direta de raios solares sobre a superfície do lago, que adquire uma coloração azul intensa. Existem ainda galerias superiores e laterais de acesso difícil, e ainda, vedadas à visitação. No fundo de seu lago foram encontradas ossadas de mamíferos pleistocênicos. A proposta foi a observação da formação de Grutas da Serra da Bodoquena, na compreensão de unidades de paisagem e a prática do turismo com uso de normas internacionais. A visitação é sempre guiada, com prévio agendamento pelas agências de turismo credenciadas, e a trilha é percorrida com contemplação do lago azul. A infra-estrutura disponível atualmente é composta por receptivo com lanchonete e loja de souvenirs (terceirizado) e sanitários. Os recursos ambientais da Gruta são extremamente frágeis. Como impactos negativos pode observar: O material orgânico e inorgânico levado para dentro das cavernas nas roupas, cabelos, corpo e sapato dos turistas podem alterar a biocenose local, porque muitos esporos de fungos que não fazem parte do habitat da gruta podem ser levados juntamente com os turistas; danificação ou destruição das formações do meio físico; alterações no habito e comportamento da
  • 7. fauna cavernícola, como peixes, insetos, entre outros e as alterações nas taxas de gás carbônico (CO2), umidade e temperatura; Autores como Oliveira e Spoladore (2009), atestaram que apenas a respiração dos turistas já altera a quantidade de gás carbônico dos ambientes cavernícolas, principalmente nos salões e galerias das grutas e essa alteração pode causar a dissolução dos espeleotemas. Existem impactos também em decorrência da construção dos degraus, que mudam a paisagem e também o toque dos turistas na rocha e no solo. A compactação do solo gerado pelas trilhas não permite que os organismos do local sobrevivam. Toda a área no entorno da gruta está conservada e em 2001 foi transformada numa Unidade de Conservação de Proteção Integral, por meio do Decreto n° 10.394, de 11 de junho de 2001(LOBOS; CUNHA, 2009). c. Rio Formoso A oferta de atrativos turísticos do município de Bonito proporciona uma grande variedade em beleza cênica, beleza essa atribuída as características da água existente na região. São várias as opções de lazer advindas dos recursos hídricos, entre eles citam-se a contemplação paisagística da natureza, a observação da fauna, especialmente de peixes e alguns mamíferos, e ainda todas as opções de passeios como a prática de mergulho no rio Sucuri, descida de bote pelo rio Formoso, a prática do bóia-cróss, entre outros. Os passeios são realizados em botes de borracha com capacidade para até 14 pessoas; percorrem um trecho de cerca de 7 km ao longo do Rio Formoso, descendo algumas quedas d’água. A descida de bote pelo rio Formoso teve como objetivo o reconhecimento de formações de tufas calcárias e abordagem sobre a importância e fragilidade do local para a prática do ecoturismo. No percurso, é possível a observação de pássaros e macacos e, ocasionalmente, cobras sucuris enroladas em troncos de árvores. Como impactos, pode-se notar que sem limite de carga estabelecido, o volumoso trânsito de botes, principalmente em período de alta temporada, tem sido motivo de preocupação. Ademais, nos períodos de estiagem, quando o nível das águas é mais baixo, botes que não tem restringido a lotação têm provocado problemas de erosão. Além de que no receptivo foi retirada a mata ciliar, sendo que essa área é uma área de APP (Área de Preservação Permanente), onde a vegetação deve ser preservada em um raio de 5 metros. As degradações das matas ciliares têm levado à erosão das margens dos rios ocasionando em períodos de chuva a carreação de sedimentos para os rios, provocando turbidez e modificando a transparência da água (ALHO et. al., 2006). d. Nascente Baía Bonita O calcário dissolvido na água absorve e decanta as impurezas deixando a água cristalina. O contraste das águas cristalinas, com o verde da vegetação e a riqueza de peixes atendem a expectativa do visitante tornando a região um dos principais destinos do ecoturismo do país (ALHO et. al. 2006). Em alguns pontos de visitação e mergulho turístico a visibilidade na água pode alcançar 50 a 60 metros (Sabino & Andrade, 2003 apud Alho et. al. 2006). Um dos locais mais visitados entre os muitos atrativos de Bonito, a Baía Bonita é também chamada de “Aquário Natural”, pela quantidade de peixes que ficam próximos aos turistas que ali mergulham. Desses, a piraputanga (Brycon microlepis), é o mais comum. Como na maioria dos rios e lagos da região, a Baía Bonita também possui águas transparentes, que afloram do fundo
  • 8. por meio das surgências. As águas dessa nascente fluem para o rio Formoso por um pequeno curso, por isso denominado rio Baía Bonita (FROEHLICH, 1999). A nascente do rio Baía Bonita oferece uma rara oportunidade de snorkeling num lago cristalino como pode ser visto na figura 1, que possibilita a visão de peixes ornamentais e plantas aquáticas. A flutuação é feita num percurso de 900 metros com barco de apoio. O passeio continua por uma trilha na mata ciliar, piscinas naturais, cachoeiras, cama elástica e carretilha. Arquitetura orgânica, restaurante, piscinas e hidromassagem no local. Está localizada a sete km de Bonito. A proposta foi avaliar o turismo nos aspectos de formação de ambientes de nascentes, surgência, ressurgência e dissolução de rochas calcárias – contextualização sobre a riqueza e importância da icitofauna, fragilidade para a prática do turismo ao longo do roteiro do rio Baía Bonita. Figura 1- Transparência da água da Baía Bonita, Bonito, MS. Segundo Sabino e Andrade (2003), dependendo do comportamento do visitante os impactos podem variar sua magnitude. Na Nascente Baía Bonita, os visitantes treinam antes a flutuação para se obter um mínimo impacto ao Aquário Natural. O uso obrigatório de roupa de neoprene, juntamente com colete salva-vidas e sandálias de borracha, aumenta a flutuabilidade do visitante e amplia os cuidados com o delicado sedimento do leito do rio e das macrófitas aquáticas. A implantação de calçamento de madeira das trilhas promove a redução da compactação do solo, o transporte de sedimento para dentro da água e o desbarrancamento nas margens do rio, além de aumentar a segurança do turista. Entretanto, esses mesmos autores apresentam evidencias de impactos nas comunidades aquáticas em função do aumento na visitação pública. e. Balneário Municipal
  • 9. Os balneários são, em geral, mais associados ao lazer e à recreação de massa do que à prática do ecoturismo. Bonito dispõe de cinco balneários – Municipal, Ilha do Padre, Rincão dos Sonhos, Tarumã e do Sol. Além de área verde, quadras de esportes, restaurantes ou lanchonetes, os balneários possibilitam banhos em rios de águas límpidas; em alguns, há cachoeiras. Desse conjunto de balneários, dois não possuem limite de carga definida (Municipal e Ilha do Padre), enquanto os demais estão autorizados a receber entre 150 e 300 turistas por dia. Em 1999, foram vendidos 9 579 ingressos para os balneários. Destes, 8 364 (87%) destinaram-se ao Balneário Municipal. Esse número, todavia, não representa o total de pessoas que visitaram o balneário, pois não conta os ingressos de bonitenses, dos quais o acesso é franqueado. Ainda em relação ao Balneário Municipal, cabe destacar a elevada concentração de visitantes que ocorre em feriados, particularmente no carnaval. Tal fato tem trazido preocupação para as lideranças locais comprometidas com a preservação ambiental. A mata ciliar está “preservada” apenas na margem esquerda do rio, sendo que a margem direita é reservada aos banhistas, onde costumam acampar e alimentar os cardumes de piraputanga. O balneário possui pouca variedade e quantidade de plantas aquáticas, sendo marcante a presença de Chara rusbyana e Nitella furcatta. Por conta da menor transparência, em comparação com outros trechos do rio formoso, é possível mergulho com observação de espécies. O Balneário Municipal é um exemplo da fragilidade das turfas calcárias pela ação do homem, pois após dez anos de intensa e desordenada atividade turística, verifica-se uma redução considerável dessas formações. Este é o único dos atrativos visitados que não dispõe de orientações de guias de turismo especializado A proposta da visitação se baseou no modelo de turismo aplicado no Município para a sustentabilidade local e preservação do rio Formoso. Os balneários envolvem atividades que promovem o maior grau de movimentação na água e contato com o fundo do ambiente por parte do visitante. Isso resulta num maior aumento dos sólidos suspensos e redução na transparência da água. Medina-Jr, (2007), verificou que o alto grau de interferência do visitante sobre o fundo do leito do Rio Formoso, no Balneário Municipal, tem ocasionado a desagregação do sedimento e a ressuspensão e carreamento dos sólidos. 6. Considerações finais A crescente demanda do ecoturismo tem como conseqüências dois aspectos potenciais: um positivo e outro negativo. O positivo é a ampliação do setor, com incremento de atividades associadas à conservação e eventuais benefícios comunitários. O negativo − e preocupante − é devido à velocidade de sua disseminação e crescimento como negócio: se a atividade não for realizada dentro de princípios de mínimo impacto, há riscos potenciais aos sistemas naturais, com sérias ameaças às culturas locais e conseqüentes perdas de biodiversidade. Não existe visitação em ambientes naturais que não interfira em seu ambiente. A prática da visitação deve estar relacionada ao conjunto de facilidades de interpretação do ambiente associado ao programa de educação ambiental, visando transmitir conhecimentos, instruindo e cativando as pessoas para conservação desses ambientes e só assim serão minimizadas as alterações causadas por influência antrópica. 7. Referências Bibliográficas
  • 10. ALHO, C. R. J.; SABINO, J. & ANDRADE, L. P. O Papel do Turismo para a Conservação de Recursos Hídricos: O caso de Bonito, em Mato Grosso do Sul. Artigo apresentado no XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, 2007. ALMEIDA. N. de P. Segmentação do Turismo no Pantanal Brasileiro. Campo Grande. Ed: UFMS, 2007. BARBOSA, M. A. C.; ZAMBONI, R. A. Formação de um Cluster em Torno do Turismo de Natureza Sustentável em Bonito – MS. Brasília: IPEA e CEPAL, 2000. BOGGIANI, P. C. Por que Bonito é bonito? In: DIAS, E. S.; POTT, V. J.; HORA, R. C.; SOUZA, P. R. Nos jardins submersos da Bodoquena: guia para identificação de plantas aquáticas de Bonito e região. Campo Grande: UFMS, 1999. p.11-23. COMTUR.Conselho Municipal de Turismo de Bonito/MS. PALESTRA DE BONITO/MS. Disponível em: http://www.bonito-ms.com.br/index.php?p=home&&cat=11&&id=1BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Bacia Hidrográfica do Rio Formoso. Campo Grande, MS, 2002. DIAS, E. S.; POTT, V. J.; HORA, R. C.; SOUZA, P. R. Nos jardins submersos da Bodoquena: guia para identificação de plantas aquáticas de Bonito e região. Campo Grande, MS: Ed:UFMS, 1999. FROEHLICH, O. Muito mais que alimento. In: DIAS, E. S.; POTT, V. J.; HORA, R. C.; SOUZA, P. R. Nos jardins submersos da Bodoquena: guia para identificação de plantas aquáticas de Bonito e região. Campo Grande:UFMS, 1999. p. 95-109. LOBO, H.A.S; CUNHA, F. M. Perfil dos turistas e percepção de impactos ambientais na gruta do Lago Azul, Bonito-MS. Revista Hospitalidade. São Paulo, ano VI, n. 1, p. 34-49, jan.- jun. 2009. MEDINA-JR, P.B. Avaliação dos Impactos da Visitação Pública no Rio Formoso, Bonito, MS, Brasil: Subsídios a Gestão Ambiental do Turismo em Areas Naturais. Tese doutorado. Escola de Engenharia de São Carlos (USP). São Carlos, SP. 2007. OLIVEIRA, A. N.; SPOLADORE, A. Impactos ambientais decorrentes do turismo em cavernas de Ribeirão Claro/PR. Anais. XXX Congresso Brasileiro de Espeleologia. Montes Claros, MG. 2009. PIVATTO, M. A. C.; SAMPAIO, R. R. Plano de Manejo da Reserva Particular do Patrimônio Natural Buraco das Araras – Jardim - MS. Conservação Internacional Brasil, Associação dos Proprietários das RPPNs de MS, Buraco das Araras. Jardim, MS, 2008. POTT, V. J. Riqueza verde em meio azul. In: DIAS, E. S.; POTT, V. J.; HORA, R. C.; SOUZA, P. R. Nos jardins submersos da Bodoquena: guia para identificação de plantas aquáticas de Bonito e região. Campo Grande: UFMS, 1999. p. 59-93.
  • 11. REYS, P.; GALETTI, M.; MORELLATO, L. P. C.; SABINO, J. Fenologia reprodutiva e disponibilidade de frutos de espécies arbóreas em mata ciliar no rio Formoso, Mato Grosso do Sul. Biota Neotrop. [online]. 2005, vol.5, n.2, pp. 309-318. ISSN 1676-0603. SABINO, J.; ANDRADE, L. P. Uso e conservação da ictiofauna no ecoturismo da região de Bonito, Mato Grosso do Sul: o mito da sustentabilidade ecológica no rio Baía Bonita (Aquário Natural de bonito). Biota Neotropica, v3 (n2). 2003. SILVA, L.F.; WEISS, J. Valoração Econômica de Benefícios Ambientais como Suporte a Formulação de Políticas Públicas: Um Estudo de Caso no Balneário Municipal de Bonito – MS. Universidade de Brasília, 2000. SILVA, L. F.; TOMONAGA, L. V. & FERRAZ, M. Valoração Econômica de Recursos Naturais como Subsídio ao Planejamento Ecoturístico: Um estudo de caso da nascente do Rio Sucuri em Bonito/MS. UEMS, 2001. TRETIN, F. Políticas públicas de turismo e indicadores de sustentabilidade ambiental: um estudo sobre Bonito – MS. Turismo - Visão e Ação, São Paulo, v. 8, n.1, p. 61 - 74. 2006. TUNDISI, José Galizia. Situação Atual dos Recursos Hídricos no Brasil. In: ÁGUA NO SÉCULO XXI:ENFRENTANDO A ESCASSEZ. São Paulo: Rima, IIE, 2003. VASCONCELOS, L. C. S. O uso da água e o ecoturismo em Mato Grosso do Sul, Brasil. 2009. Disponível em: https://egal2009.easyplanners.info/area08/8200_Vasconcelos_Laura_Cristina_da_Silva.pdf Acesso em: 12 ago. 2010. WESTERN. D. in KREG. L. Ecoturismo: um guia para planejamento e gestão. São Paulo: SENAC, 2002.