CARTOGRAFIA TEMÁTICA
QUANTITATIVA
INTRODUÇÃO
• A Cartografia temática quantitativa, ela é que mostra o quanto de
alguma coisa existe em lugares diferentes, podendo estas características
ser combinadas.
• Trazem relações de proporção (quantas vezes A é maior que B) que
contribuem para o processo de cognição do indivíduo, estas relações de
proporção estão muitas vezes ligadas, a aspectos variados de sua cultura
e realidade socioeconômica.
• É a intensidade dos dados representados. EX: Mapa de capitais com
maior população.
CARACTERISTICAS
• Representação de Fenômenos Quantitativos por Símbolos Proporcionais.
• A vantagem deste método é fornecer informações sobre a localização
espacial do fenômeno bem dar uma idéia com razoável precisão de sua
quantificação.
Representação por Círculos.
• A área do círculo representa a informação, logo a proporção é dada em
termos de área e não do raio do círculo.
• A escolha do tamanho dos círculos tem que ser bastante criteriosa, para
não acontecer que uma ocorrência fique muito grande ou que alguma
não possa ser representada por ter ficado muito pequena.
Fonte: Google
EXEMPLO DE REPRESENTAÇÕES POR
CÍRCULOS
Representação por outras figuras.
• Também serão as mais simples (triângulos e quadrados). São
de desenho um pouco mais difícil, porém as relações
quantitativas são mais fácil de serem estabelecidas, pelo
fato de haver uma referência linear.
Modernamente, todos os softwares cartográficos
permitem a representação isarítma de fenômenos.
Método das figuras geométricas
proporcionais
• O tamanho de uma forma escolhida (o círculo, por exemplo) é
proporcional à intensidade da ocorrência em valores absolutos.
Para resolver esta representação aplica-se o Método das Figuras
Geométricas Proporcionais.
•
As áreas das figuras serão proporcionais às quantidades a serem
representadas.
Método das Figuras Geométricas
Proporcionais:
.
 Considera o tamanho de uma figura geométrica proporcional
à quantidade a ser representada, que será colocada no centro
da área de ocorrência. Este método é ideal para a
representação de valores absolutos, como a população dos
Estados Brasileiros
Método das figuras geométricas proporcionais
Método das Figuras Geométricas
Proporcionais:
• A Representação Quantitativa em mapas é empregada para
evidenciar a relação de proporcionalidade entre objetos,
junto à realidade sendo entendida como de quantidades.
• Martinelli (2003a) considera que tal relação deve ser
transcrita por uma relação visual de mesma natureza. A
única variável visual que transcreve fielmente esta noção é a
tamanho.
Leitura Quantitativa
Método isarítmico
• A origem
• Exemplo
 Metade do século XVI
 Edmond Halley
 Século XVI
 Humboldt
Representações Quantitativas
Mapas Coropléticos
Mapas Coropléticos Quantitativos
 Foi introduzido no início do século XIX, tendo sido, desde então,
amplamente empregado por cartógrafos, po resultar de fácil assimilição
para o usuário (Martinelli,2003)
 A técnica coroplética é um método de representação cartográfica que
tem como finalidade traduzir valores para as áreas.
 Os valores a serem representados devem ser transformados em valores
relativos como razões ou proporções. Valores absolutos devem ser
representados com outro método.
Mapas
Coropléticos
Quantitativos
 O método usa
valores aproximados
dos dados. Para
dados preciso deve-
se usar tabelas ou
diagramas
juntamente com o
mapa.
Fonte: http://humanabrasil.org
Mapas
Coropléticos
Quantitativos
 Em dados
quantitativos o
método faz uso da
variável visual
luminosidade e
saturação da cor,
de forma que as
diferenças são
ordenadas em
classes distintas
Mapas Coropléticos Quantitativos
Tipos: Densidade e Porcentagem
1- Mapas de Densidade : Indicam Razão, como número de pessoas por Km²
BRASIL Densidade Demográfica (2000)
Mapas Coropléticos Quantitativos
2- Mapas de porcentagem: que ilustram razões, como
percentagem de habitante sobre o total da população.
Taxa de crescimento da população, segundo os municípios - Brasil – 2000 – 2010. Fonte: IBGE, Censo
Demográfico 2000/2010.div> (Acesso em: 13/07/2014)
Mapas Coropléticos Quantitativos
Mapas Coropléticos Quantitativos
CARTE FIGURATIVE DE L’INSTRUCTION POPULAIRE DE LA FRANCE
FONTE: Friendly (2005)
Primeiro mapa de coroplético quantitativo de abordagem zonal , aplicada na
França
Método Coroplético
 Martinelli (2003) indicou que o seu uso seria mais adequado para
valores relativos como, por exemplo, as densidades, as porcentagens ou
proporções, do que para valores absolutos, esse método é uma forma
comum de mapeamento e é uma opção disponível em grande parte dos
sistemas de informações geográficas.
• Raisz (1969) : O Método Coroplético não deveria se limitar a divisões
administrativas
Método Coroplético
Clássificação dos dados
a) Quantil : Inclui o mesmo número de valores de dado em cada classe
• Nunca terá classes vazias, ou classes com poucos ou muitos valores.
Método Coroplético
Clássificação dos dados
b) Intervalo Igual: A diferença entre o valor superior e o inferior de cada
classe é praticamente o mesmo
• Facilmente interpretado pelos leitores. Úteis para a comparação entre
uma série de mapas.
Classificação dos dados
• c) Quebra natural : Busca minimizar, em cada classe, as diferenças entre
os valores e maximizar a diferença entre os valores de classes diferentes.
Pode servir como um esquema de classificação padrão, pois trata com
cuidado a distribuição de dado.
Classificação dos dados Coropléticos
• d) Personalizada: As classes são definidas de acordo com um critério
estabelecido. Bom resultado para estudos específicos. Pode ser um
critério de classificação pobre.
Limite das Classes Coropléticas
• SELEÇÃO DE INTERVALOS DE CLASSES (REGRAS)
As classes não podem se sobrepor:
• 0 – 20
• 18 – 30
• 28 – 40
(Errado)
• Obs: Os limites das classes devem ser bem definidos
• Os intervalos selecionados devem cobrir todos os dados, do mais baixo
até o mais alto.
• Nenhum valor deve começar com o valor que é igual ao maior valor da
classe precedente. Exemplo:
Limite das Classes Coropléticas
• Há um limite quanto ao número de classes a serem representados no
mapa coroplético. O olho humano consegue distinguir um número
limitado de tons de cinza entre o branco e preto na escala cinza –
acromática e de cores cromáticas (cerca de oito cores ou tons de cinza).
00 – 05
05 – 10
10 – 15
(Errado)
00 – 04
05 – 09
10 – 14
(Certo)
Mapas Coropléticos
Distribuição territorial dos municípios brasileiros segundo participação nos grupos ocupacionais e
econômicos (Empregadores)
Fonte: Google
Representações Quantitativas
Dinâmicas
 Refere-se especificamente à manifestação interativa da informação
espacial, com a respectiva visualização, possível em tempo real, fruto dos
grandes avanços tecnológicos, envolvendo a geomática, a animação
onde possibilitam a apreciação do dinamismos dos fenômenos.
 Variações no tempo e no espaço
Fonte: Google
Mapas Dinâmicos
Carta Sinótica
Representação
Dinâmica onde as
variáveis quantitativas
no mapa retratam
fenômenos no espaço
e em curto tempo
Fonte: Google
Mapa analítico - círculos proporcionais sobrepostos ao coroplético,
representando aspectos de um único fenômeno.
Número de Pessoas empregadas no Brasil
FONTE: IBGE, Censo Agropecuário, 1996
Mapas Dinâmicos
Mapa indicando as ISÓBARAS
(linhas que unem mesmo valor
de Pressão atmosférica em
dado ponto de referencia
espacial, e ISOIETAS (linhas de
mesmo índice pluviométrico)
em determinado período.
Representações Quantitativas Dinâmicas
Mapas de Fluxos
Fluxos econômicos circulantes no Estado de São Paulo. Fonte: PDT-Vivo 2000-2020.
Mapas de Fluxos
• Minard, em 1840, propõe uma cartografia econômica, abordando a
dinâmica espacial e temporal dos fenômenos através da representação de
movimentos no espaço por meio de Fluxos. Ela Evoluiu a partir dos
gráficos, tendo, nas abcissas, as distâncias entre lugares ao longo de uma
determinada via de transporte, e, nas ordenadas, a quantidade
transportada. O Mapa de Fluxo resultou da transferência desta
representação para uma rede de vias de circulação.
Fonte: Google
Mapas de Fluxos
Mapas de Fluxo Bovino na Amazônia Legal (2006)
dados socioeconômico representando Pontos e Fluxos.
Mapas de Fluxos
 Os mapas de fluxo são representações que tentam simular o movimento
linear do objeto alvo de um lugar para o outro. Representam o
deslocamento no espaço e indicam a direção e/ou a rota do movimento.
 Para representar dados quantitativos em mapas de fluxos, considerando-se
valores absolutos ou derivados e nível
de medida ordenado, intervalar ou de razão.
Exemplo: mapas de fluxo de tráfego e mapas de
transportes que ilustram interações sociais ou
econômicas entre pontos de origem e destino.
Mapas de Fluxos
Mundo - principais fluxos petrolíferos em 2004 - MAPAS
QUANTITATIVOS-DINÂMICOS
Fonte: Google
Mapas de Fluxos
Mapa locais produção e mercados Toyota - DURAND_MF._Atlas da mundialização
compreender o espaço mundial contemporâneo (2005) Fonte: Google
Mapas de Fluxos
Mapa dos fluxos do comércio mundial de mercadorias - COMÉRCIO
TRIPOLAR (2007) Fonte: Google
 A organização de um
mapa de fluxos
necessita dos dados
que significam as
quantidades
deslocadas e uma base
cartográfica, com
registro e identificação
de pontos de partida,
chegada e percurso,
bem como os
respetivos pontos de
coleta dos dados
Mapas de Fluxos
 O mapa resulta em
uma articulação de
flechas seguindo
roteiros
estipulados. A
Intensidade do
fenômeno será
transcrita pela
espessura do corpo
da flecha, numa
escala de
proporcionalidade
tal que 1 mm.
Mapa Linear das Grandes Rotas Marítimas e
Aéreas (1996) Fonte: Google
Mapas de
Fluxos  Fenômenos
diversificados
Migrações,
propagações de
epidemias,
intercâmbios
comerciais, tráfego,
rodoviário,
movimento de
dinheiro e valores,
fluxo de informações,
transporte de ideias,
circulação de energia,
movimento das
massas de ar , etc.
Deslocam-se
elementos materiais
(toneladas de
minério), não
materiais e subjetivos.
Fluxo econômico por trecho rodoviário no Estado de São Paulo, em 2002.
Fonte: ICHIHARA, 2007.
Mapas de Fluxos
 Podem dar a ideia de relacionamento entre pares de terminais de fluxos,
que podem ser cidades, colocando-as na categoria dominantes
 Trata- se, portanto, da mobilização da variável tamanho em implantação
linear. A direção é dada pela trajetória de apoio. O Sentido é fornecido
pela indicação origem- destino, inerente à própria flecha.
 A espessura das flechas e Fluxos aceita subdivisões proporcionais ao
componentes do total movimentado
Mapas de Fluxos
América do Sul, esquema Básico de Regionalização a partir
dos Fluxos. FONTE: _____________ . Políticas territoriais brasileiras no
contexto da integração sul americana. Revista Território. Rio de Janeiro, ano IV,
n°7, p.25-41, jul./dez.1999.
Avaliação de fluxo de entrega de um distribuidor, RM
Curitiba/PR Fonte: Google
Mapas de Fluxos
Dessa forma o mapa de
fluxo, por trabalhar com
a variável visual de
tamanho possibilita uma
resposta fácil e rápida
para o leitor. Além de
responder às seguintes
questões: “qual a
intensidade do fluxo?”,
“onde estão os maiores
fluxos?”, “como se
agrupam os fluxos?” e
“como os fluxos se
articulam no espaço.”
(MARTINELLI, 2003). Mapa de fluxo de passageiros no Brasil, 2007
Fonte:http://confins.revues.org/image.php?source=docannexe/image/3483/img-
10.png&titlepos=up
Representações Quantitativas
Mapas de Pontos
 São utilizados quando se necessita apresentar, de forma visualmente
mais agradável, quantidades de determinados pontos.
 Demonstram detalhes de localização muito mais claros e as vezes
precisos, possibilitando uma visão geral de concentração ou densidade
relativa dos dados em função dos pontos representados.
Mapas de Ponto
Técnicas de Execução
 Atribuir um valor para ponto a ser representado.
 Determina um numero de pontos a serem desenhados pela visão do
valor do total da área pelo valor atribuído a cada ponto.
 Inserir os pontos nos locais determinados.
Mapas de linha
 São fundamentais para a construção de modelos que normalmente são
associados a terrenos, como no caso de curvas de nível.
 Mostra claramente em que direções os valores ou intensidades de um
fenômeno crescem ou decrescem. Como ocorre com os mapas de
temperatura , precipitação , umidade.
Fonte: Google
Fonte: Google
Mapas de linha
Técnicas de execução
 Fazer um levantamento de dados pontuais com coordenadas conhecidas.
 Transferir os dados coletados para um mapa.
 Estabelecer uma amplitude máxima entre os valores dos dados.
 Determinar as classes a serem representadas.
 Traçar por algum método de interpolação, uma isolinha estabelecida
pela classe calculada.
Mapas de Linhas
 Mapa mostrando o
numero de carros por
dias nas rodovias no
Estado de Goiás.
Fonte: Google
Gráficos Quantitativos
Cartografia de Sintese Triangular
 Para Le Sann (1991) e Martinelli (1998), o gráfico triangular é um dos
exemplos de gráfico composto, usado somente para três variáveis,
necessitando que as mesmas sejam complementares, ou seja, que façam
parte do mesmo conjunto. Em outras palavras, a soma das três deve
totalizar 100%, é um gráfico de dados relativos. O gráfico é formado por
um triângulo equilátero. Cada um dos lados recebe a graduação de 0 a
100% de maneira que cada vértice tenha a ao mesmo tempo, o valor 0 de
uma classe e o valor 100 da outra. A leitura é feita pelo encontro das três
linhas num ponto dentro do triângulo.
Cartografia de Sintese Triangular
Gráfico triangular
Fonte: MARTINELLI, 1998, p.60 e 62.
Cartografia de Sintese Triangular
 Permite sintetizar em uma única notação (um ponto no interior do
triângulo) uma estrutura ternária específica.
 Mostra conteúdos globais integrados
 Três componentes de estrutura (I, II, II) : Segmentos de retas que ligam
cada vértice ao meio do lado oposto
Cartografia Quantitativa de Representações Triangulares
Distribuição da população por faixas etárias de 1-14 anos, 15-64 anos e 65 anos e mais no Brasil e na Europa – 2007
Fonte dos dados : IBGE. Contagem da população 2007. EUROSTAT. Population by sex and age on 1. January of each year
2008.
Cartografia Quantitativa de Representações
Triangulares
Ex: Piramides etárias por sexo
Fonte: Google
Referências
• CUENIN, R.. CARTOGRAPHIE GÉNÉRALE (tome 1), Eyrolles, Paris, 1972
• FRIENDLY, Michael; DENIS, Daniel J. Milestones in the History of Thematic Cartography, statistical
graphics and data visualization : an illustrated chronology of innovations. York Univesity, 2005.
• ICHIHARA, S.M. O impacto do crescimento econômico sobre as rodovias de São Paulo: uma aplicação do
modelo de insumo produto combinado ao geoprocessamento. In: Anais do 35o Encontro Nacional de
Economia da ANPC. Recife, 2007.
• INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Contagem da população 2007. 63 Serv. Soc.
Soc., São Paulo, n. 101, p. 40-64, jan./mar. 2010
• IBGE. Censo agropecuário. Rio de Janeiro, 1996. 1 CD-ROM.
• LE SANN J. Os gráficos básicos no ensino de geografia: tipos, construção, análise, interpretação e crítica.
Geografia e Ensino , v. 11/12, p. 42-57. IGC/UFMG, 1991.
• MARTINELLI.M. L. Uma abordagem sócio educacional. In: MARTINELLI, Maria Lúcia; RODRIGUES, Maria
Lucia; MUCHAIL, Salma Tannus (Orgs.). O uno e o múltiplo nas relações entre as áreas do saber. 2. ed.
São Paulo: Cortez, 1998 a. p. 139-151
Referências
• MARTINELLI.M. L. 2003, Cartografia temática:caderno de mapas. EDUS P, São Paulo.
• _____________ . Políticas territoriais brasileiras no contexto da integração sul americana.
Revista Território. Rio de Janeiro, ano IV, n°7, p.25-41, jul./dez.1999
• Raisz, Erw in (1969). Cartografia Geral. Editora Científica, Rio de Janeiro. Tradução de
“General Carto graphy”, 1938, Ed. McGraw Hill

Mapas temáticos quantitativos

  • 1.
  • 2.
    INTRODUÇÃO • A Cartografiatemática quantitativa, ela é que mostra o quanto de alguma coisa existe em lugares diferentes, podendo estas características ser combinadas. • Trazem relações de proporção (quantas vezes A é maior que B) que contribuem para o processo de cognição do indivíduo, estas relações de proporção estão muitas vezes ligadas, a aspectos variados de sua cultura e realidade socioeconômica. • É a intensidade dos dados representados. EX: Mapa de capitais com maior população.
  • 3.
    CARACTERISTICAS • Representação deFenômenos Quantitativos por Símbolos Proporcionais. • A vantagem deste método é fornecer informações sobre a localização espacial do fenômeno bem dar uma idéia com razoável precisão de sua quantificação.
  • 4.
    Representação por Círculos. •A área do círculo representa a informação, logo a proporção é dada em termos de área e não do raio do círculo. • A escolha do tamanho dos círculos tem que ser bastante criteriosa, para não acontecer que uma ocorrência fique muito grande ou que alguma não possa ser representada por ter ficado muito pequena.
  • 5.
    Fonte: Google EXEMPLO DEREPRESENTAÇÕES POR CÍRCULOS
  • 6.
    Representação por outrasfiguras. • Também serão as mais simples (triângulos e quadrados). São de desenho um pouco mais difícil, porém as relações quantitativas são mais fácil de serem estabelecidas, pelo fato de haver uma referência linear.
  • 7.
    Modernamente, todos ossoftwares cartográficos permitem a representação isarítma de fenômenos.
  • 8.
    Método das figurasgeométricas proporcionais • O tamanho de uma forma escolhida (o círculo, por exemplo) é proporcional à intensidade da ocorrência em valores absolutos. Para resolver esta representação aplica-se o Método das Figuras Geométricas Proporcionais. • As áreas das figuras serão proporcionais às quantidades a serem representadas.
  • 9.
    Método das FigurasGeométricas Proporcionais: .  Considera o tamanho de uma figura geométrica proporcional à quantidade a ser representada, que será colocada no centro da área de ocorrência. Este método é ideal para a representação de valores absolutos, como a população dos Estados Brasileiros
  • 10.
    Método das figurasgeométricas proporcionais
  • 11.
    Método das FigurasGeométricas Proporcionais: • A Representação Quantitativa em mapas é empregada para evidenciar a relação de proporcionalidade entre objetos, junto à realidade sendo entendida como de quantidades. • Martinelli (2003a) considera que tal relação deve ser transcrita por uma relação visual de mesma natureza. A única variável visual que transcreve fielmente esta noção é a tamanho.
  • 12.
  • 13.
    Método isarítmico • Aorigem • Exemplo  Metade do século XVI  Edmond Halley  Século XVI  Humboldt
  • 14.
  • 15.
    Mapas Coropléticos Quantitativos Foi introduzido no início do século XIX, tendo sido, desde então, amplamente empregado por cartógrafos, po resultar de fácil assimilição para o usuário (Martinelli,2003)  A técnica coroplética é um método de representação cartográfica que tem como finalidade traduzir valores para as áreas.  Os valores a serem representados devem ser transformados em valores relativos como razões ou proporções. Valores absolutos devem ser representados com outro método.
  • 16.
    Mapas Coropléticos Quantitativos  O métodousa valores aproximados dos dados. Para dados preciso deve- se usar tabelas ou diagramas juntamente com o mapa. Fonte: http://humanabrasil.org
  • 17.
    Mapas Coropléticos Quantitativos  Em dados quantitativoso método faz uso da variável visual luminosidade e saturação da cor, de forma que as diferenças são ordenadas em classes distintas
  • 18.
    Mapas Coropléticos Quantitativos Tipos:Densidade e Porcentagem 1- Mapas de Densidade : Indicam Razão, como número de pessoas por Km² BRASIL Densidade Demográfica (2000)
  • 19.
    Mapas Coropléticos Quantitativos 2-Mapas de porcentagem: que ilustram razões, como percentagem de habitante sobre o total da população. Taxa de crescimento da população, segundo os municípios - Brasil – 2000 – 2010. Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000/2010.div> (Acesso em: 13/07/2014)
  • 20.
  • 21.
    Mapas Coropléticos Quantitativos CARTEFIGURATIVE DE L’INSTRUCTION POPULAIRE DE LA FRANCE FONTE: Friendly (2005) Primeiro mapa de coroplético quantitativo de abordagem zonal , aplicada na França
  • 22.
    Método Coroplético  Martinelli(2003) indicou que o seu uso seria mais adequado para valores relativos como, por exemplo, as densidades, as porcentagens ou proporções, do que para valores absolutos, esse método é uma forma comum de mapeamento e é uma opção disponível em grande parte dos sistemas de informações geográficas. • Raisz (1969) : O Método Coroplético não deveria se limitar a divisões administrativas
  • 23.
    Método Coroplético Clássificação dosdados a) Quantil : Inclui o mesmo número de valores de dado em cada classe • Nunca terá classes vazias, ou classes com poucos ou muitos valores.
  • 24.
    Método Coroplético Clássificação dosdados b) Intervalo Igual: A diferença entre o valor superior e o inferior de cada classe é praticamente o mesmo • Facilmente interpretado pelos leitores. Úteis para a comparação entre uma série de mapas.
  • 25.
    Classificação dos dados •c) Quebra natural : Busca minimizar, em cada classe, as diferenças entre os valores e maximizar a diferença entre os valores de classes diferentes. Pode servir como um esquema de classificação padrão, pois trata com cuidado a distribuição de dado.
  • 26.
    Classificação dos dadosCoropléticos • d) Personalizada: As classes são definidas de acordo com um critério estabelecido. Bom resultado para estudos específicos. Pode ser um critério de classificação pobre.
  • 27.
    Limite das ClassesCoropléticas • SELEÇÃO DE INTERVALOS DE CLASSES (REGRAS) As classes não podem se sobrepor: • 0 – 20 • 18 – 30 • 28 – 40 (Errado) • Obs: Os limites das classes devem ser bem definidos • Os intervalos selecionados devem cobrir todos os dados, do mais baixo até o mais alto. • Nenhum valor deve começar com o valor que é igual ao maior valor da classe precedente. Exemplo:
  • 28.
    Limite das ClassesCoropléticas • Há um limite quanto ao número de classes a serem representados no mapa coroplético. O olho humano consegue distinguir um número limitado de tons de cinza entre o branco e preto na escala cinza – acromática e de cores cromáticas (cerca de oito cores ou tons de cinza). 00 – 05 05 – 10 10 – 15 (Errado) 00 – 04 05 – 09 10 – 14 (Certo)
  • 29.
    Mapas Coropléticos Distribuição territorialdos municípios brasileiros segundo participação nos grupos ocupacionais e econômicos (Empregadores) Fonte: Google
  • 30.
    Representações Quantitativas Dinâmicas  Refere-seespecificamente à manifestação interativa da informação espacial, com a respectiva visualização, possível em tempo real, fruto dos grandes avanços tecnológicos, envolvendo a geomática, a animação onde possibilitam a apreciação do dinamismos dos fenômenos.  Variações no tempo e no espaço Fonte: Google
  • 31.
    Mapas Dinâmicos Carta Sinótica Representação Dinâmicaonde as variáveis quantitativas no mapa retratam fenômenos no espaço e em curto tempo Fonte: Google
  • 32.
    Mapa analítico -círculos proporcionais sobrepostos ao coroplético, representando aspectos de um único fenômeno. Número de Pessoas empregadas no Brasil FONTE: IBGE, Censo Agropecuário, 1996
  • 33.
    Mapas Dinâmicos Mapa indicandoas ISÓBARAS (linhas que unem mesmo valor de Pressão atmosférica em dado ponto de referencia espacial, e ISOIETAS (linhas de mesmo índice pluviométrico) em determinado período.
  • 34.
    Representações Quantitativas Dinâmicas Mapasde Fluxos Fluxos econômicos circulantes no Estado de São Paulo. Fonte: PDT-Vivo 2000-2020.
  • 35.
    Mapas de Fluxos •Minard, em 1840, propõe uma cartografia econômica, abordando a dinâmica espacial e temporal dos fenômenos através da representação de movimentos no espaço por meio de Fluxos. Ela Evoluiu a partir dos gráficos, tendo, nas abcissas, as distâncias entre lugares ao longo de uma determinada via de transporte, e, nas ordenadas, a quantidade transportada. O Mapa de Fluxo resultou da transferência desta representação para uma rede de vias de circulação. Fonte: Google
  • 36.
    Mapas de Fluxos Mapasde Fluxo Bovino na Amazônia Legal (2006) dados socioeconômico representando Pontos e Fluxos.
  • 37.
    Mapas de Fluxos Os mapas de fluxo são representações que tentam simular o movimento linear do objeto alvo de um lugar para o outro. Representam o deslocamento no espaço e indicam a direção e/ou a rota do movimento.  Para representar dados quantitativos em mapas de fluxos, considerando-se valores absolutos ou derivados e nível de medida ordenado, intervalar ou de razão. Exemplo: mapas de fluxo de tráfego e mapas de transportes que ilustram interações sociais ou econômicas entre pontos de origem e destino.
  • 38.
    Mapas de Fluxos Mundo- principais fluxos petrolíferos em 2004 - MAPAS QUANTITATIVOS-DINÂMICOS Fonte: Google
  • 39.
    Mapas de Fluxos Mapalocais produção e mercados Toyota - DURAND_MF._Atlas da mundialização compreender o espaço mundial contemporâneo (2005) Fonte: Google
  • 40.
    Mapas de Fluxos Mapados fluxos do comércio mundial de mercadorias - COMÉRCIO TRIPOLAR (2007) Fonte: Google  A organização de um mapa de fluxos necessita dos dados que significam as quantidades deslocadas e uma base cartográfica, com registro e identificação de pontos de partida, chegada e percurso, bem como os respetivos pontos de coleta dos dados
  • 41.
    Mapas de Fluxos O mapa resulta em uma articulação de flechas seguindo roteiros estipulados. A Intensidade do fenômeno será transcrita pela espessura do corpo da flecha, numa escala de proporcionalidade tal que 1 mm. Mapa Linear das Grandes Rotas Marítimas e Aéreas (1996) Fonte: Google
  • 42.
    Mapas de Fluxos Fenômenos diversificados Migrações, propagações de epidemias, intercâmbios comerciais, tráfego, rodoviário, movimento de dinheiro e valores, fluxo de informações, transporte de ideias, circulação de energia, movimento das massas de ar , etc. Deslocam-se elementos materiais (toneladas de minério), não materiais e subjetivos. Fluxo econômico por trecho rodoviário no Estado de São Paulo, em 2002. Fonte: ICHIHARA, 2007.
  • 43.
    Mapas de Fluxos Podem dar a ideia de relacionamento entre pares de terminais de fluxos, que podem ser cidades, colocando-as na categoria dominantes  Trata- se, portanto, da mobilização da variável tamanho em implantação linear. A direção é dada pela trajetória de apoio. O Sentido é fornecido pela indicação origem- destino, inerente à própria flecha.  A espessura das flechas e Fluxos aceita subdivisões proporcionais ao componentes do total movimentado
  • 44.
    Mapas de Fluxos Américado Sul, esquema Básico de Regionalização a partir dos Fluxos. FONTE: _____________ . Políticas territoriais brasileiras no contexto da integração sul americana. Revista Território. Rio de Janeiro, ano IV, n°7, p.25-41, jul./dez.1999. Avaliação de fluxo de entrega de um distribuidor, RM Curitiba/PR Fonte: Google
  • 45.
    Mapas de Fluxos Dessaforma o mapa de fluxo, por trabalhar com a variável visual de tamanho possibilita uma resposta fácil e rápida para o leitor. Além de responder às seguintes questões: “qual a intensidade do fluxo?”, “onde estão os maiores fluxos?”, “como se agrupam os fluxos?” e “como os fluxos se articulam no espaço.” (MARTINELLI, 2003). Mapa de fluxo de passageiros no Brasil, 2007 Fonte:http://confins.revues.org/image.php?source=docannexe/image/3483/img- 10.png&titlepos=up
  • 46.
    Representações Quantitativas Mapas dePontos  São utilizados quando se necessita apresentar, de forma visualmente mais agradável, quantidades de determinados pontos.  Demonstram detalhes de localização muito mais claros e as vezes precisos, possibilitando uma visão geral de concentração ou densidade relativa dos dados em função dos pontos representados.
  • 48.
    Mapas de Ponto Técnicasde Execução  Atribuir um valor para ponto a ser representado.  Determina um numero de pontos a serem desenhados pela visão do valor do total da área pelo valor atribuído a cada ponto.  Inserir os pontos nos locais determinados.
  • 49.
    Mapas de linha São fundamentais para a construção de modelos que normalmente são associados a terrenos, como no caso de curvas de nível.  Mostra claramente em que direções os valores ou intensidades de um fenômeno crescem ou decrescem. Como ocorre com os mapas de temperatura , precipitação , umidade.
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    Mapas de linha Técnicasde execução  Fazer um levantamento de dados pontuais com coordenadas conhecidas.  Transferir os dados coletados para um mapa.  Estabelecer uma amplitude máxima entre os valores dos dados.  Determinar as classes a serem representadas.  Traçar por algum método de interpolação, uma isolinha estabelecida pela classe calculada.
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    Mapas de Linhas Mapa mostrando o numero de carros por dias nas rodovias no Estado de Goiás. Fonte: Google
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    Gráficos Quantitativos Cartografia deSintese Triangular  Para Le Sann (1991) e Martinelli (1998), o gráfico triangular é um dos exemplos de gráfico composto, usado somente para três variáveis, necessitando que as mesmas sejam complementares, ou seja, que façam parte do mesmo conjunto. Em outras palavras, a soma das três deve totalizar 100%, é um gráfico de dados relativos. O gráfico é formado por um triângulo equilátero. Cada um dos lados recebe a graduação de 0 a 100% de maneira que cada vértice tenha a ao mesmo tempo, o valor 0 de uma classe e o valor 100 da outra. A leitura é feita pelo encontro das três linhas num ponto dentro do triângulo.
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    Cartografia de SinteseTriangular Gráfico triangular Fonte: MARTINELLI, 1998, p.60 e 62.
  • 56.
    Cartografia de SinteseTriangular  Permite sintetizar em uma única notação (um ponto no interior do triângulo) uma estrutura ternária específica.  Mostra conteúdos globais integrados  Três componentes de estrutura (I, II, II) : Segmentos de retas que ligam cada vértice ao meio do lado oposto
  • 57.
    Cartografia Quantitativa deRepresentações Triangulares Distribuição da população por faixas etárias de 1-14 anos, 15-64 anos e 65 anos e mais no Brasil e na Europa – 2007 Fonte dos dados : IBGE. Contagem da população 2007. EUROSTAT. Population by sex and age on 1. January of each year 2008.
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    Cartografia Quantitativa deRepresentações Triangulares Ex: Piramides etárias por sexo Fonte: Google
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    Referências • CUENIN, R..CARTOGRAPHIE GÉNÉRALE (tome 1), Eyrolles, Paris, 1972 • FRIENDLY, Michael; DENIS, Daniel J. Milestones in the History of Thematic Cartography, statistical graphics and data visualization : an illustrated chronology of innovations. York Univesity, 2005. • ICHIHARA, S.M. O impacto do crescimento econômico sobre as rodovias de São Paulo: uma aplicação do modelo de insumo produto combinado ao geoprocessamento. In: Anais do 35o Encontro Nacional de Economia da ANPC. Recife, 2007. • INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Contagem da população 2007. 63 Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 101, p. 40-64, jan./mar. 2010 • IBGE. Censo agropecuário. Rio de Janeiro, 1996. 1 CD-ROM. • LE SANN J. Os gráficos básicos no ensino de geografia: tipos, construção, análise, interpretação e crítica. Geografia e Ensino , v. 11/12, p. 42-57. IGC/UFMG, 1991. • MARTINELLI.M. L. Uma abordagem sócio educacional. In: MARTINELLI, Maria Lúcia; RODRIGUES, Maria Lucia; MUCHAIL, Salma Tannus (Orgs.). O uno e o múltiplo nas relações entre as áreas do saber. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1998 a. p. 139-151
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    Referências • MARTINELLI.M. L.2003, Cartografia temática:caderno de mapas. EDUS P, São Paulo. • _____________ . Políticas territoriais brasileiras no contexto da integração sul americana. Revista Território. Rio de Janeiro, ano IV, n°7, p.25-41, jul./dez.1999 • Raisz, Erw in (1969). Cartografia Geral. Editora Científica, Rio de Janeiro. Tradução de “General Carto graphy”, 1938, Ed. McGraw Hill