O Modelo de Auto- Avaliação. Problemáticas e conceitos
                            implicados


Tarefa 3

A implementação do Modelo de Auto-Avaliação requer uma liderança forte e
uma mudança de atitude e de práticas por parte do professor bibliotecário e da
escola.

Exponha num texto que contenha citações das leituras obrigatórias sugeridas
os aspectos que considera ser essenciais a essa mudança.



   • Aspectos essenciais a essa mudança:



Se pararmos para repensar a avaliação, podemos perceber que na escola
tradicional, a auto-avaliação não existia. Com o passar do tempo e com a
reformulação dos conceitos relacionados com o conhecimento, auto-avaliar-se
passou a impor-se como um importante instrumento de ponderação do nosso
próprio desempenho, reflectindo o         trabalho desenvolvido, verificando
procedimentos e reestruturando práticas.
Acredita-se actualmente que a auto-avaliação constitui um instrumento
essencial, que possibilita a aquisição de conhecimentos, assim como a
formação de atitudes e valores que permite a reavaliação de métodos e a
criação de novos caminhos.
O Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar surge como um momento de
reflexão e de acção, destinado a:

   •   identificar pontos fortes e fracos da BE;
   •   consciencializar e valorizar o papel da BE a nível da escola;
   •   estabelecer e construir estratégias de melhoria da biblioteca.

Este modelo assenta na análise interna e reflexão sobre 4 domínios que
representam as áreas essenciais para que a BE cumpra, de forma efectiva, os
pressupostos e objectivos que suportam a sua acção no processo educativo:

   •   A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular;
   •   B. Leitura e Literacias;
   •   C. Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à
       Comunidade;
   •   D. Gestão da Biblioteca Escolar.

A recolha e análise está a cargo do professor-bibliotecário e da sua equipa e
subentende o envolvimento da escola/ agrupamento desde o seu planeamento,
recolha de evidência e elaboração de estratégias de melhoria. Pretende-se
avaliar a qualidade e eficácia da BE e não o desempenho individual do
professor bibliotecário ou de elementos da equipa da biblioteca, devendo a
auto-avaliação ser encarada como um processo pedagógico e regulador,
inerente à gestão e procura de uma melhoria contínua da BE. Neste sentido, a
escola deverá encarar este processo como uma necessidade própria e não
como algo que lhe é imposto do exterior, pois de facto todos irão beneficiar
com a análise e reflexão realizadas. Espera-se que o processo de auto-
avaliação mobilize toda a escola, melhorando através da acção colectiva as
possibilidades oferecidas pela BE.

A avaliação não constitui um fim, devendo ser entendida como um
processo que deverá conduzir à reflexão e deverá originar mudanças
concretas na prática.

Até há bem pouco tempo, o trabalho desenvolvido na Biblioteca Escolar era
avaliado de forma muito concreta, com base em evidencias numéricas de
gastos, presenças de alunos, requisições de livros, entre outros. Esta forma
redutora de avaliar o papel da BE na escola é hoje descabida verificando-se
uma mudança ao nível das mentalidades. A biblioteca escolar assume agora
uma função maioritariamente formadora, ao invés da sua anterior vertente
puramente informadora:

O que verdadeiramente interessa e justifica a acção e a existência da
biblioteca escolar não são os processos, as acções e intenções que colocamos
no seu funcionamento ou os processos implicados, mas sim o resultado, o
valor que eles acrescentam nas atitudes e nas competências dos utilizadores.


O professor bibliotecário, outrora presença passiva e fiscalizadora de
comportamentos e hábitos, assume agora uma função a tempo inteiro que
deve desenvolver estratégias e políticas que garantam a rentabilização de
recursos e investimentos e as coloquem ao serviço da escola, do processo
formativo e das aprendizagens dos alunos. A BE passa a ser um espaço que
interage com a escola através da participação em projectos e actividades em
desenvolvimento na escola, e do trabalho articulado com os docentes. E é ao
professor bibliotecário que cabe sugerir, dinamizar e coordenar o modo como
tudo se operacionaliza, sendo que a sua presença em estruturas de
coordenação e supervisão pedagógica da escola/ agrupamento se afigura
como condição chave para o pôr em prática.


Deste modo se diz que a implementação do Modelo de Auto-Avaliação para a
BE requer, antes de mais, uma liderança forte da parte do professor
bibliotecário. Esta postura está de acordo com o perfil específico definido pelo
Ministério de Educação que pretende salvaguardar a sua gestão pelas
direcções e conselhos executivos e assegurar, do ponto de vista da aplicação
diária, um exercício correcto das suas funções para que possa constituir uma
mais valia para a concretização do Projecto Educativo.

Maabe tarefa 3ª sessão

  • 1.
    O Modelo deAuto- Avaliação. Problemáticas e conceitos implicados Tarefa 3 A implementação do Modelo de Auto-Avaliação requer uma liderança forte e uma mudança de atitude e de práticas por parte do professor bibliotecário e da escola. Exponha num texto que contenha citações das leituras obrigatórias sugeridas os aspectos que considera ser essenciais a essa mudança. • Aspectos essenciais a essa mudança: Se pararmos para repensar a avaliação, podemos perceber que na escola tradicional, a auto-avaliação não existia. Com o passar do tempo e com a reformulação dos conceitos relacionados com o conhecimento, auto-avaliar-se passou a impor-se como um importante instrumento de ponderação do nosso próprio desempenho, reflectindo o trabalho desenvolvido, verificando procedimentos e reestruturando práticas. Acredita-se actualmente que a auto-avaliação constitui um instrumento essencial, que possibilita a aquisição de conhecimentos, assim como a formação de atitudes e valores que permite a reavaliação de métodos e a criação de novos caminhos. O Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar surge como um momento de reflexão e de acção, destinado a: • identificar pontos fortes e fracos da BE; • consciencializar e valorizar o papel da BE a nível da escola; • estabelecer e construir estratégias de melhoria da biblioteca. Este modelo assenta na análise interna e reflexão sobre 4 domínios que representam as áreas essenciais para que a BE cumpra, de forma efectiva, os pressupostos e objectivos que suportam a sua acção no processo educativo: • A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular; • B. Leitura e Literacias; • C. Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à Comunidade; • D. Gestão da Biblioteca Escolar. A recolha e análise está a cargo do professor-bibliotecário e da sua equipa e subentende o envolvimento da escola/ agrupamento desde o seu planeamento,
  • 2.
    recolha de evidênciae elaboração de estratégias de melhoria. Pretende-se avaliar a qualidade e eficácia da BE e não o desempenho individual do professor bibliotecário ou de elementos da equipa da biblioteca, devendo a auto-avaliação ser encarada como um processo pedagógico e regulador, inerente à gestão e procura de uma melhoria contínua da BE. Neste sentido, a escola deverá encarar este processo como uma necessidade própria e não como algo que lhe é imposto do exterior, pois de facto todos irão beneficiar com a análise e reflexão realizadas. Espera-se que o processo de auto- avaliação mobilize toda a escola, melhorando através da acção colectiva as possibilidades oferecidas pela BE. A avaliação não constitui um fim, devendo ser entendida como um processo que deverá conduzir à reflexão e deverá originar mudanças concretas na prática. Até há bem pouco tempo, o trabalho desenvolvido na Biblioteca Escolar era avaliado de forma muito concreta, com base em evidencias numéricas de gastos, presenças de alunos, requisições de livros, entre outros. Esta forma redutora de avaliar o papel da BE na escola é hoje descabida verificando-se uma mudança ao nível das mentalidades. A biblioteca escolar assume agora uma função maioritariamente formadora, ao invés da sua anterior vertente puramente informadora: O que verdadeiramente interessa e justifica a acção e a existência da biblioteca escolar não são os processos, as acções e intenções que colocamos no seu funcionamento ou os processos implicados, mas sim o resultado, o valor que eles acrescentam nas atitudes e nas competências dos utilizadores. O professor bibliotecário, outrora presença passiva e fiscalizadora de comportamentos e hábitos, assume agora uma função a tempo inteiro que deve desenvolver estratégias e políticas que garantam a rentabilização de recursos e investimentos e as coloquem ao serviço da escola, do processo formativo e das aprendizagens dos alunos. A BE passa a ser um espaço que interage com a escola através da participação em projectos e actividades em desenvolvimento na escola, e do trabalho articulado com os docentes. E é ao professor bibliotecário que cabe sugerir, dinamizar e coordenar o modo como tudo se operacionaliza, sendo que a sua presença em estruturas de coordenação e supervisão pedagógica da escola/ agrupamento se afigura como condição chave para o pôr em prática. Deste modo se diz que a implementação do Modelo de Auto-Avaliação para a BE requer, antes de mais, uma liderança forte da parte do professor bibliotecário. Esta postura está de acordo com o perfil específico definido pelo Ministério de Educação que pretende salvaguardar a sua gestão pelas direcções e conselhos executivos e assegurar, do ponto de vista da aplicação diária, um exercício correcto das suas funções para que possa constituir uma mais valia para a concretização do Projecto Educativo.