RELIGIÃO
            D. José Policarpo
            “A maior parte das pessoas não percebe as
            leituras da missa”
            A Igreja precisa de melhorar a forma de transmitir a       não percebe as leituras”.
            sua mensagem. O apelo do presidente da Conferencia         O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa
            Episcopal Portuguesa foi deixado, hoje, em Fátima,         afirmou, ainda, que, mesmo nas questões fracturan-
            onde os bispos estão reunidos para reflectir sobre o        tes, como as relacionadas com os conceitos de família
            impacto do Concílio Vaticano II, 50 anos depois.           e sacerdócio, o Concílio Vaticano II está actual, 50
            Para D. José Policarpo, o Concílio Vaticano II levou a     anos depois: “[há quem pense] que a Igreja tem a
            várias mudanças que a sociedade assimilou cultural-        obrigação de mudar ao ritmo das mudanças culturais,
            mente, mas há ainda que cumprir um grande desafio :         políticas, jurídicas. Não, isso não”.
            o de tornar a mensagem mais perceptível.                   Neste contexto, D. José Policarpo criticou os chama-
            “Temos ainda grandes progressos a fazer. Quando pen-       dos “novos modelos de família, como essas moderni-
            so nas homilias de domingo... Algumas, belíssimas,         ces, agora, de pessoas do mesmo sexo poderem cons-
            e outras que não têm em conta a mensagem nem o             tituir família”, e referiu que, também nesse aspecto,
PÁG.        destinatário”, disse D. José, prosseguindo: “Quando
            penso na maneira como a Palavra de Deus é proclama-
                                                                       “o Concílio tem uma mensagem que ajuda a corrigir e
                                                                       a denunciar os exageros antropológicos da civilização


12          da nas assembleias dominicais... Raramente são bem
            lidas. Penso que a maior parte das pessoas na missa
                                                                       ocidental, que acabará por ser vítima das mudanças
                                                                       que fez”.



            Nova evangelização
            Vaticano divulga documento de trabalho para o Sínodo
            » Aura Miguel
                                                                       com o fundamentalismo, o secularismo, o papel da
            O documento de trabalho para o Sínodo sobre nova           família e a crise económica, a par de novos desafios
            evangelização, marcado para Outubro, alerta para           como a indiferença religiosa, o consumismo e a dilui-
            problemas como a indiferença religiosa, o consumis-        ção do sentido de Deus e do pecado.
            mo e a diluição do sentido de Deus e do pecado.            Estas questões são agravadas quando, no seio da pró-
            O documento refere também que há burocracia a mais         pria Igreja, a fé é vivida como um mero costume e de
            na Igreja e que as estruturas eclesiais estão distantes    modo dualista em relação à vida de todos os dias.
            do homem comum e das suas preocupações.                    Estas preocupações vão ser analisadas no Sínodo com
            Neste instrumento de trabalho, apresentado ontem,          os bispos dos cinco continentes, que decorre entre 7
            no Vaticano, é manifestada preocupação em relação          e 28 de Outubro, subordinado ao tema “A nova evan-
            ao pouco entusiasmo nas comunidades, ao “fenóme-           gelização para a transmissão da fé cristã”.
            no do distanciamento da fé” e um reduzido impulso          A iniciativa coincidirá, também, com o arranque do
            missionário.                                               Ano da Fé, os 50 anos do Concílio Vaticano II e os 20
            São apontados problemas actuais, como o confronto          anos do Catecismo da Igreja Católica.



            Audiência Geral
            Papa condena violência na Nigéria
            O Papa manifestou hoje “profunda preocupação” pe-          tutelado plenamente o direito de professar livremente
            rante os atentados terroristas, “dirigidos, sobretudo,     a própria fé”.
            contra fiéis cristãos”, que têm provocado dezenas de        Cinco igrejas cristãs do Estado de Kaduna, no norte da
            mortes na Nigéria.                                         Nigéria, foram alvo, este domingo, de atentados reivin-
            “Apelo aos responsáveis pela violência para que cesse      dicados pelo grupo fundamentalista islâmico ‘Boko Ha-
            imediatamente o derramamento de sangue de tantos           ram’, o que acontece pela terceira semana consecutiva.
            inocentes”, disse Bento XVI, na sala Paulo VI do Vatica-   Os ataques foram seguidos por acções de represálias le-
            no, durante a Audiência Geral desta quarta-feira.          vadas a cabo por grupos armados contra a comunidade
            O Papa assegurou as suas orações “pelas vítimas e por      muçulmana, provocando, pelo menos, 48 mortes.
            quantos sofrem”, pedindo a “plena colaboração de to-       O ‘Boko Haram’ – nome em língua hausa que significa
            das as partes da sociedade da Nigéria, para que não        ‘a educação ocidental é pecaminosa’ – pretende a im-
            se persiga o caminho da vingança”. Segundo Bento XVI,      plementação da lei islâmica, a sharia, e é considerado
            todos os cidadãos devem cooperar “para a edificação         responsável pela morte de 580 pessoas este ano, se-
            de uma sociedade pacífica e reconciliada, na qual seja      gundo a Rádio Vaticano.


                                                                                     r/com renascença comunicação multimédia, 2012

Leituras & missa

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    RELIGIÃO D. José Policarpo “A maior parte das pessoas não percebe as leituras da missa” A Igreja precisa de melhorar a forma de transmitir a não percebe as leituras”. sua mensagem. O apelo do presidente da Conferencia O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa Episcopal Portuguesa foi deixado, hoje, em Fátima, afirmou, ainda, que, mesmo nas questões fracturan- onde os bispos estão reunidos para reflectir sobre o tes, como as relacionadas com os conceitos de família impacto do Concílio Vaticano II, 50 anos depois. e sacerdócio, o Concílio Vaticano II está actual, 50 Para D. José Policarpo, o Concílio Vaticano II levou a anos depois: “[há quem pense] que a Igreja tem a várias mudanças que a sociedade assimilou cultural- obrigação de mudar ao ritmo das mudanças culturais, mente, mas há ainda que cumprir um grande desafio : políticas, jurídicas. Não, isso não”. o de tornar a mensagem mais perceptível. Neste contexto, D. José Policarpo criticou os chama- “Temos ainda grandes progressos a fazer. Quando pen- dos “novos modelos de família, como essas moderni- so nas homilias de domingo... Algumas, belíssimas, ces, agora, de pessoas do mesmo sexo poderem cons- e outras que não têm em conta a mensagem nem o tituir família”, e referiu que, também nesse aspecto, PÁG. destinatário”, disse D. José, prosseguindo: “Quando penso na maneira como a Palavra de Deus é proclama- “o Concílio tem uma mensagem que ajuda a corrigir e a denunciar os exageros antropológicos da civilização 12 da nas assembleias dominicais... Raramente são bem lidas. Penso que a maior parte das pessoas na missa ocidental, que acabará por ser vítima das mudanças que fez”. Nova evangelização Vaticano divulga documento de trabalho para o Sínodo » Aura Miguel com o fundamentalismo, o secularismo, o papel da O documento de trabalho para o Sínodo sobre nova família e a crise económica, a par de novos desafios evangelização, marcado para Outubro, alerta para como a indiferença religiosa, o consumismo e a dilui- problemas como a indiferença religiosa, o consumis- ção do sentido de Deus e do pecado. mo e a diluição do sentido de Deus e do pecado. Estas questões são agravadas quando, no seio da pró- O documento refere também que há burocracia a mais pria Igreja, a fé é vivida como um mero costume e de na Igreja e que as estruturas eclesiais estão distantes modo dualista em relação à vida de todos os dias. do homem comum e das suas preocupações. Estas preocupações vão ser analisadas no Sínodo com Neste instrumento de trabalho, apresentado ontem, os bispos dos cinco continentes, que decorre entre 7 no Vaticano, é manifestada preocupação em relação e 28 de Outubro, subordinado ao tema “A nova evan- ao pouco entusiasmo nas comunidades, ao “fenóme- gelização para a transmissão da fé cristã”. no do distanciamento da fé” e um reduzido impulso A iniciativa coincidirá, também, com o arranque do missionário. Ano da Fé, os 50 anos do Concílio Vaticano II e os 20 São apontados problemas actuais, como o confronto anos do Catecismo da Igreja Católica. Audiência Geral Papa condena violência na Nigéria O Papa manifestou hoje “profunda preocupação” pe- tutelado plenamente o direito de professar livremente rante os atentados terroristas, “dirigidos, sobretudo, a própria fé”. contra fiéis cristãos”, que têm provocado dezenas de Cinco igrejas cristãs do Estado de Kaduna, no norte da mortes na Nigéria. Nigéria, foram alvo, este domingo, de atentados reivin- “Apelo aos responsáveis pela violência para que cesse dicados pelo grupo fundamentalista islâmico ‘Boko Ha- imediatamente o derramamento de sangue de tantos ram’, o que acontece pela terceira semana consecutiva. inocentes”, disse Bento XVI, na sala Paulo VI do Vatica- Os ataques foram seguidos por acções de represálias le- no, durante a Audiência Geral desta quarta-feira. vadas a cabo por grupos armados contra a comunidade O Papa assegurou as suas orações “pelas vítimas e por muçulmana, provocando, pelo menos, 48 mortes. quantos sofrem”, pedindo a “plena colaboração de to- O ‘Boko Haram’ – nome em língua hausa que significa das as partes da sociedade da Nigéria, para que não ‘a educação ocidental é pecaminosa’ – pretende a im- se persiga o caminho da vingança”. Segundo Bento XVI, plementação da lei islâmica, a sharia, e é considerado todos os cidadãos devem cooperar “para a edificação responsável pela morte de 580 pessoas este ano, se- de uma sociedade pacífica e reconciliada, na qual seja gundo a Rádio Vaticano. r/com renascença comunicação multimédia, 2012