SlideShare uma empresa Scribd logo
“espero que encontrem 
soluções para a saúde de 
nossa cidade também” 
entrevista com dr. gilberto Página 10 
registros de 
acidentes 
caem pela 
metade 
após 
instalação 
de quebra-molas 
Página 27 
Vereadores 
de Samonte 
rejeitam 
criação 
de novo 
loteamento mudança de local do 
portão do cemitério 
gera impasse em 
lagoa da Prata Página 03 
cidadeS cUlTUra 
lagopratense 
transforma 
pichação em 
arte 
Página 13 Página 08 
Página 12 
Página 06 
Página 40 
caderno eSPecial 
SaÚde e bem eSTar 
Páginas 24 e 25 
PROGRAMA USOU GANHOU! 
INFORMAMOS QUE A PROMOÇÃO USOU GANHOU ENCERRARÁ NO DIA 19/09/2014, OU 
ENQUANTO DURAREM OS ESTOQUES. 
PORTANTO, PROCURE NOSSOS ATENDENTES PARA TROCAR OS PONTOS ADQUIRIDOS COM 
AS SUAS COMPRAS NO CARTÃO SICOOB CARD CABAL, POR BRINDES. 
Sinal da Vivo 
continua com 
problemas 
em Samonte 
justiça expede liminar 
contra demolição do centro 
de eventos em moema 
Sicoob crediprata promove 
eventos para comemorar os 
seus 25 anos
2 PUABCILÇÕES OFACIIIS www.jornalcidademg.com.br 
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
facebook.com/jornalcidademg CIDADES 3 
Mudança de local do portão do 
cemitério gera impasse entre os 
moradores da rua Manoel Pena 
ll A mudança de local 
do portão do Cemitério 
da Saudade, no centro de 
Lagoa da Prata, tem gera-do 
um impasse entre os 
moradores da rua Mano-el 
Pena, que não aceitam a 
instalação do portão, que 
é utilizado para o mane-jo 
de resíduos de constru-ção 
e demolição de túmu-los, 
restos de cabelos e ur-nas. 
Hoje, o acesso está lo-calizado 
na rua José Ber-nardes 
Lobato. 
Buscando uma manei-ra 
de solucionar o proble-ma, 
a Secretaria de Meio 
Ambiente argumenta que 
a mudança de local pos-sibilitará 
a criação de es-paço 
dentro do cemitério 
para receber os resíduos, 
que hoje são depositados 
em caçambas na rua José 
Bernardes Lobato. 
De acordo com o apo-sentado 
Horácio Moraes, 
moradora da Manoel Pe-na, 
o que se busca é uma 
solução que agrade a to-dos. 
“Ninguém é obrigado 
a ter uma caçamba com 
entulhos em frente à sua 
casa. Eu entendo os mora-dores 
da outra rua não me-recem 
abrir a porta de casa 
e ver restos mortais e res-tos 
de caixões. No meu en-tendimento, 
o correto se-ria 
VIA DE ACESSO DENTRO DO CEMITÉRIO AO PORTÃO DA RUA JOSÉ BERNARDES LOBATO 
abrir um local ao lado 
do velório ou no local onde 
hoje existe um reservató-rio 
de água inutilizado, ou 
seja, deixando isto dentro 
do próprio cemitério. Tem 
jeito de fazer este serviço e 
não prejudicar ninguém”, 
afirmou. 
Em entrevista ao Jor-nal 
Cidade, o Secretário de 
Meio Ambiente, Lessan-dro 
Gabriel afirmou que 
a mudança do portão do 
cemitério para a rua Ma-noel 
Pena já está decidi-da. 
“Não será necessária 
a remoção de nenhum tú-mulo, 
respeitando o direi-to 
de todos. O benefício da 
mudança está relaciona-do 
com a retirada do re-cipiente 
que armazena 
os resíduos provenientes 
das limpezas de túmulos 
da via pública, colocando 
todo esse material junta-mente 
como a terra, areia 
e brita que são usados dia-riamente 
para constru-ções 
e reforma de túmulos. 
Material este, que há anos 
tem ocupado parte do pas-seio 
público. Vale salien-tar 
que esse portão só fica-rá 
aberto quando houver a 
retirada da caçamba”, des-tacou. 
O Secretário ainda fri-sou 
que a solicitou alguns 
representantes da própria 
secretaria para ir ao local e 
explicar aos moradores os 
motivos da mudança. 
Em relação à colocação 
da caçamba no lugar do re-servatório, 
Lessandro des-tacou 
que a possibilidade 
foi estudada. “Na verdade 
é inviável, pois a caçamba 
não cabe no local e o mate-rial 
de construção ocupa-ria 
uma passarela que dá 
acesso aos túmulos e difi-cultaria 
a manobra no ca-minhão 
que recolhe a ca-çamba”, 
enfatizou. 
Lessandro destacou 
que o objetivo da mudan-ça 
é retirar da via pública o 
material que oferece risco 
para a população, respei-tando 
os próprios morado-res 
e evitando que eles fi-quem 
em contato com es-se 
material, que por ventu-ra 
possa estar contamina-do. 
HORÁCIO MORAIS, MORADOR 
DA RUA mANIEL pENA 
FOTO: arquivo pessoal 
SECRETÁRIO DO MEIO 
AMBIENTE , LESSANDRO 
OS ERSÍDUOS DO CEIMTÉIOR AEMR ADGJOOS ENSTE ACLLO ABEGILR
4 OPIINÃO www.jornalcidademg.com.br 
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
CARTA AO LEITOR Juliano Rossi 
contato@jornalcidademg.com.br 
Manual do eleitor consciente 
l l A partir da próxima 
semana, você, eleitor, se-rá 
bombardeado com inú-meras 
propagandas políti-cas 
que terão o objetivo de 
conquistar o seu voto. Ire-mos 
eleger deputados es-taduais, 
senadores, gover-nador, 
deputados federais 
e presidente da república. 
Antes de fazer a sua esco-lha, 
lembre-se que as suas 
decisões hoje irão produ-zir 
algum resultado no fu-turo. 
E esse resultado pode 
ser bom ou ruim. Depen-de 
das suas escolhas. A vi-da 
é assim. Se você plan-ta 
amor, irá receber amor. 
Se você irradia ódio, atrai-rá 
para si o ódio. É como se 
fosse um eco. 
Dito isto, os políticos 
que temos hoje e o resulta-do 
por eles produzido, são 
frutos das escolhas que fi-zemos 
nas últimas elei-ções. 
Os políticos são, exa-tamente, 
o reflexo da socie-dade. 
Pelas recentes mani-festações, 
pelas inúme-ras 
denúncias de corrup-ção, 
desvios de dinheiro, 
em todos os partidos, em 
todas as instâncias polí-ticas, 
pela ineficiência do 
setor público de nosso pa-ís, 
pelos protestos nas re-des 
sociais, o povo dá a en-tender 
que não está satis-feito 
com a estrutura polí-tica 
que aí está. 
Se é chegada a hora da 
mudança ou de reafirma-ção 
daqueles que estão no 
poder, é preciso votar de 
forma consciente. Exami-ne 
as propostas dos can-didatos 
e procure debatê- 
-las em sua comunidade. 
Conheça a história do seu 
candidato e se informe se 
ele realmente tem com-promisso 
com a sua cida-de. 
Não vote em candida-to 
que ofereça presentes 
ou favores em troca de vo-to. 
Escolham para os pode-res 
legislativos aqueles que 
saibam ouvir os anseios da 
população e que fiscalizem 
a atuação dos governantes. 
Nestas eleições, os de-putados 
são os represen-tantes 
mais próximos da 
comunidade. Para o can-didato 
que busca a reelei-ção, 
procurem também se 
informar sobre os benefí-cios 
que ele trouxe para a 
cidade nos últimos quatro 
anos. E analisem se, pela 
quantidade de votos que 
ele recebeu no município, 
deveria ter se empenha-do 
mais. Em 99% dos ca-sos, 
será algum cabo elei-toral 
desse candidato que 
irá pedir o seu voto. Veri-fique 
também se esse ci-dadão 
tem compromisso 
com a cidade. Faça-o as-sumir 
um compromisso, 
registrado em cartório, em 
nome do deputado para o 
qual ele está trabalhando 
e cobre dele (do cabo elei-toral) 
as ações do candida-to 
em prol da cidade. Geral-mente, 
políticos só funcio-nam 
sobre pressão. É pre-ciso 
pressionar e cobrar. 
Para os candidatos que 
estão se aventurando pela 
primeira vez, faça-o assu-mir, 
por escrito e registrado 
em cartório, o que ele pre-tende 
fazer pelo seu muni-cípio. 
Essa regra vale tam-bém 
para o cabo eleitoral 
dele. 
Em todos os casos, pes-quise 
na internet se o can-didato 
é pessoa idônea ou 
se está envolvido em al-gum 
caso de corrupção. 
Para finalizar, não vote em 
vão. Vote consciente. 
VOCÊ SERÁ MESÁRIO NAS 
ELEIÇÕES? 
Atenção eleitores de 
Lagoa da Prata, Santo An-tônio 
do Monte, Japaraíba 
e Pedra do Indaiá. A Justi-ça 
Eleitoral divulgou a lis-ta 
dos convocados a mesá-rio. 
Para conferir a relação 
dos nomes, acesse o site 
www.jornalcidademg.com. 
br . Clique na lupa, no can-to 
superior direito da tela 
e digite “Justiça Eleitoral”. 
Você será direcionado pa-ra 
as páginas com as infor-mações. 
GUIA COMERCIAL 
OFICIAL 
Qual foi a última vez em 
que você usou a antiga lista 
telefônica impressa? Mui-tas 
pessoas nem se lem-bram 
quando isso ocorreu. 
A tradicional lista está em 
desuso e tende a se tornar 
obsoleta, porque as infor-mações 
(número de tele-fone 
e endereço) estão dis-poníveis 
na internet, prin-cipalmente 
àquelas que se 
referem às empresas. 
Pensando nisso, o Jor-nal 
Cidade irá lançar nos 
próximos dias o guia co-mercial 
oficial de Lagoa 
da Prata e Santo Antônio 
do Monte. Aguardem. 
WHATSAPP 
O Jornal Cidade tem 
mais novo canal de intera-ção 
com os leitores. Ago-ra 
estamos conectados no 
Whatsapp pelo número 
37 9195-1978. Se você viu 
uma cena inusitada, regis-trou 
um acontecimento re-levante, 
envie o conteúdo 
para a nossa redação. A sua 
sugestão de matéria tam-bém 
pode ser enviada pe-lo 
“zap zap”. 
Com esse novo canal, 
o Jornal Cidade reforça o 
seu posicionamento co-mo 
o veículo com a maior 
presença na web no inte-rior 
de Minas Gerais. Além 
do portal de notícias, esta-mos 
também no Facebook, 
Twitter, Google Plus e Pin-terest. 
Estamos estudan-do 
a viabilidade de reati-var 
o projeto da TV Cidade 
na web e um canal de notí-cias 
em áudio. 
LIQUIDA LAGOA 
Nos próximos meses, 
uma campanha publici-tária 
coordenada pelo jor-nalista 
e publicitário Gra-ziano 
Silva, da Rádio Vere-das 
FM, promete aquecer 
as vendas no comércio de 
Lagoa da Prata. É a “Liqui-da 
Lagoa”, que terá a parti-cipação 
de dezenas de lo-jas 
que irão oferecer megas 
descontos durante a cam-panha. 
O Jornal Cidade é 
parceiro desta iniciativa e 
também o veículo impres-so 
de divulgação “Liquida 
Lagoa”. 
DESTAK EMPRESARIAL 
A 8ª edição do Prêmio 
Destak Empresarial, reali-zada 
pelo publicitário Ale-xandro 
Silva, foi um suces-so, 
com a participação de 
57 empresas que se desta-caram, 
escolhidas por vo-to 
popular. O Jornal Cida-de 
foi premiado como o de 
destaque em Lagoa da Pra-ta.
6 ACDDEIS www.jornalcidademg.com.br 
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
Fotógrafo de Moema participa 
de exposição na Alemanha 
Alisson Gontijo já trabalhou em grandes veículos 
de comunicação e teve fotografias publicadas pela 
revista Veja e jornais Folha de São Paulo e Estadão 
ll O jornalista e fotógra-fo 
Alison Gontijo partici-pou 
de uma exposição de 
fotografias na Alemanha. 
Nascido em Moema, Ali-son 
é filho de Fernando 
José Cardoso e Maria Cé-lia 
Gontijo Cardoso. 
De acordo com o fotó-grafo, 
a sua paixão por foto-grafia 
começou desde pe-queno. 
Começou a traba-lhar 
vídeos em 2005 e após 
a conclusão do curso de 
FOTOS: arquivo pessoal 
a oportunidade de falar na 
abertura da exposição so-bre 
nossa cultura, nossas 
belezas e também dos nos-sos 
problemas”, afirmou. 
Justiça expede liminar contra demolição 
do centro de eventos em Moema 
ll A Prefeitura de Moema 
pretende construir uma es-cola 
no terreno onde hoje 
está instalada a praça de 
eventos, na região central 
da cidade. A administração 
jornalismo dedicou-se ao 
fotojornalismo. “Após ga-nhar 
meu primeiro prêmio 
de fotografia do então go-vernador 
de Minas, Aécio 
Neves, no prêmio Comuni-cador 
do Futuro, entrei pa-ra 
equipe de repórteres fo-tográficos 
da Sempre Edi-tora, 
que edita os jornais O 
Tempo, Super Notícias e 
Pampulha. Por lá tive tra-balhos 
publicados em vá-rias 
revistas e jornais co-municipal 
argumenta que 
os galpões serão transferi-dos 
para o parque de expo-sição 
e que a área é utiliza-da 
poucas vezes durante o 
ano. A iniciativa não con- 
mo Veja, Contigo, Folha de 
São Paulo, O Dia, Estadão e 
vários outros de todo país”, 
afirmou Gontijo. 
A oportunidade de se-guir 
a carreira solo surgiu 
em 2013. “Fiz parte dessa 
equipe por três anos, po-rém, 
em 2013, decidi se-guir 
apenas com meus pro-jetos 
de trabalhos autorais. 
Na primeira oportunidade, 
que ocorreu no mesmo ano, 
fiz um trabalho sobre capo-eira, 
no qual fui premiado 
pela Getty Images, que é o 
maior banco de imagens 
do mundo. Em seguida fui 
premiado em um concurso 
da Canon sobre futebol, no 
qual fiquei em 1º lugar no 
Brasil e fui premiado com 
uma viagem a Nova York”, 
destacou Alisson. 
De acordo com o fotó-grafo, 
a exposição na Ale-manha 
surgiu após um 
venceu quatro vereadores, 
que fizeram um abaixo-as-sinado 
entre os moradores 
e conseguiram na justiça, 
no dia 14, uma liminar im-pedindo 
a demolição da es- 
exposicao nas ruas de vila madalena em SP 
ALISON GONTIJO, JORNALISTA E FOTÓGRAFO 
concurso seletivo da fun-dação 
Neumann, que bus-cava 
trabalhos sobre a Co-pa 
do Mundo no Brasil. O 
moemense se classificou 
em primeiro lugar. “Estou 
muito feliz, pois foram rea-lizadas 
três exposições si-multâneas 
com fotos mi-nhas: 
uma em São Paulo, 
na Vila Madalena, através 
da DOC Galeria; outra em 
Belo Horizonte, na casa do 
jornalista; e em Potsman, 
na Alemanha”, destacou. 
“Foi muito gratificante, 
trutura no centro de even-tos. 
Os parlamentares Fer-nando 
José Cardoso, Célio 
Vieira da Silva, Rafael Bár-bara 
Filho e Adriana Apa-recida 
Gontijo posiciona-ram 
contrários à iniciativa 
do governo e afirmam que 
o município possui outros 
terrenos para construir a 
escola, não sendo necessá-rio 
acabar com a praça de 
eventos, construída na ad-ministração 
anterior. Caso 
ocorra o descumprimento 
da decisão expedida pelo 
juiz João Batista Simeão 
da Silva, o valor fixado da 
multa diária de R$ 10 mil. 
O vereador Fernando 
José Cardoso alegou estar 
sendo cobrado pela popu-lação 
e procurou a redação 
do Jornal Cidade para es-clarecer 
o que tem aconte-cido 
no município. De acor-todo 
fotógrafo quer ter seu 
trabalho reconhecido e ter 
oportunidade de uma ex-posição 
na Europa é muito 
legal. Outro ponto legal foi 
do com Cardoso, o projeto 
de implantação da escola 
foi aprovado por unanimi-dade, 
porém, o local é que 
gerou a polêmica. “Quando 
a administração nos apre-sentou 
o projeto, ele foi 
muito bem vindo, só que 
não apresentaram o local. 
Até aí tudo bem. Mas de-pois, 
quando vimos, eu e 
mais três vereadores fica-mos 
contra”, destacou o ve-reador. 
Fernando ainda desta-cou 
que a obra que a pra-ça 
de eventos custou pa-ra 
o município cerca de R$ 
300 mil e que não seria jus-to 
se desfazer desse valor. 
“Não se pode simplesmen-te 
destruir uma obra nova 
para construir outra, a não 
ser que se tenha bons mo-tivos. 
Nós sugerimos al-guns 
locais para o prefei-to, 
vereador Fernando 
José Cardoso 
porém foi em vão. Não 
somos contra a constru-ção 
da escola, nós quere-mos 
é que não se derrube 
uma obra recém inaugura-da 
para construir uma no-va, 
a menos que se tenha 
uma justificativa plausí-vel”, 
afirmou. 
A prefeitura tenta re-verter 
a decisão judicial 
em terceira instância.
8 CULTUAR www.jornalcidademg.com.br 
Lagopratense transforma pichação em arte 
llHá cinco anos lagopra-tense 
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
Silas Rossi Cândido 
Franco, filho de Sebastião 
Reis Franco e Maria Amá-lia 
Cândido, conheceu a 
arte de desenhar e grafi-tar 
no projeto Futura, onde 
hoje atua como professor 
voluntário de grafitismo. 
Silas contou ao Jornal 
Cidade que antes de se tor-nar 
um desenhista e gra-fiteiro 
era pichador. “Sem-pre 
me identifiquei com a 
arte de desenhar, mas ain-da 
jovem eu não tinha is-so 
como uma arte, porém 
tive a oportunidade de me 
transformar de pichador 
a artista. Atualmente pi-char 
é crime, e foi aí que 
me perguntei, por que não 
me tornar um artista?”, co-menta 
orgulhoso. 
Além de trabalhar com 
o grafite, Silas ainda cria 
personagens. “Criei três 
personagens, ambos nor-destinos, 
mas cada um 
com a sua personalidade. 
Tem a Bela, que é a minha 
primeira criação; a Nina, 
que é irmã da Bela e o Ca-lango 
Tião”, afirmou. 
Cada personagem tem 
uma personalidade. A Be-la 
é a moderna da histó-ria, 
a Nina é a intelectu-al 
e o Tião, o “calango in-vocado”. 
Segundo Silas, o 
objetivo é transformar su-as 
histórias em um proje-to 
de cunho social. “Quero 
que as crianças e jovens 
se transformem por meio 
do meu trabalho, o meu 
desejo é que eles modifi-quem 
um dom oculto em 
arte”, afirmou. 
Silas ainda enfati-za 
que o seu sonho é lan-çar 
uma cartilha com ba-se 
educativa para jovens 
e adolescentes, abordan-do 
temas sociais. 
De acordo com o artis-ta, 
quem quiser conhecer 
mais do seu trabalho pode 
ir até a Estação Ferroviá-ria 
de Lagoa da Prata, on-de 
estão expostos alguns 
dos seus trabalhos. 
FUNDAÇÃO FUTURA 
A Fundação Futura foi 
criada em 1999 com o ob-jetivo 
de cuidar apenas do 
antigo museu e da esta-ção 
ferroviária, mas o en-sejo 
de propiciar uma for-mação 
cultural para crian-ças 
e jovens fazia parte 
dos desejos da direção da 
Fundação. 
De acordo com o presi-dente 
da entidade, Lucas 
Guadalupe, as funções e 
objetivos atuais da funda-ção 
abrangem o cuidado 
com o patrimônio históri-co 
e social. “Nosso projeto 
é bem interessante, o fato 
de tentar tirar as crianças 
e os jovens da rua através 
da arte é maravilhoso, e é 
isso que queremos sem-pre”, 
afirmou Lucas. 
O projeto atende crian-ças 
acima de cinco anos 
até idosos, oferecendo di-versos 
cursos com valo-res 
acessíveis para ape-nas 
manter os materiais 
(variando de R$10 a R$40). 
“Oferecemos cursos que 
trabalham o cognitivo da 
pessoa, bem como o la-do 
social. O projeto con-ta 
com professores que 
ensinam artes integra-das, 
pintura em tela, de-senho, 
crochê, karatê, jiu 
jitsu, violão, viola, guitar-ra, 
teclado, saxofone, bai-xo, 
balé, jazz, breakdan-ce 
e slackline”, afirmou o 
presidente. 
Lucas ainda salien-ta 
que o projeto também 
conta a Fundação Futu-ra 
Itinerante, atendendo 
a Apae, Amavi e Apac. 
Os interessados em fa-zer 
parte do projeto – co-mo 
aluno ou voluntário – 
deverá se dirigir à Esta-ção 
Ferroviária, próximo 
à praia municipal. 
Quero que as 
crianças e jovens 
se transformem 
por meio do meu 
trabalho, o meu 
desejo é que eles 
modifiquem um 
dom oculto em 
arte. 
Silas e a sua sobrinha Isabela que INSPIROU A personagem 
Bela 
duas das Personagens do Silas: A Bela é a moderna da história, a Nina é a intelectual 
FOTO: ARQUIVO FUNDAÇÃO FUTURA 
FOTOS: arquivo pessoal
10 PLOÍTACI www.jornalcidademg.com.br 
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
“Espero que encontrem 
soluções para a saúde de 
nossa cidade também”, 
avalia presidente da Santa Casa de Samonte 
ll O médico Gilberto Bra-sil 
de Souza, diretor pre-sidente 
da Santa Casa e 
Fundação Hospitalar Pe-dro 
Henrique, em entrevis-ta 
gravada na última ter-ça- 
feira, falou ao Jornal 
Cidade sobre o seu posi-cionamento 
com relação 
à intervenção do Minis-tério 
Público na saúde de 
Santo Antônio do Monte. 
De acordo com Dr. Gilberto, 
como o médico é conheci-do, 
a Santa Casa passa por 
dificuldades financeiras 
e baixa taxa de ocupação 
dos leitos. Confira a entre-vista: 
Jornal Cidade: Qual a sua 
avaliação sobre a reunião 
de mediação sanitária 
promovida pelo Ministé-rio 
Público em Santo An-tônio 
do Monte? 
Dr. Gilberto: Essa reunião 
foi uma boa proposta do 
governo do estado, por 
meio dos promotores Dr. 
Gilmar e Dr. Ubiratan, pa-ra 
que resolva os impas-ses 
nos municípios que 
geralmente existem en-tre 
as prefeituras e os hos-pitais. 
Eles tentam encon-trar 
uma solução ideal pa-ra 
que a saúde funcione e 
o povo não seja prejudica-do. 
Achei de grande valia. 
Espero que encontrem as 
soluções para a saúde de 
nossa cidade também. Já 
realizaram 69 reuniões de 
mediação em várias cida-des 
de Minas Gerais. 
JC: Como o senhor avalia 
a produtividade e a reso-lubilidade 
da Santa Casa 
atualmente? 
Dr. Gilberto: A Santa Casa 
é um hospital filantrópico. 
Foi construído pelo padre 
Paulo. Era um hospital pe-queno 
e com o tempo foi 
ficando desatualizado. 
Há 18 anos assumi a pre-sidência. 
Mas antes disso 
o Dr. Júlio já havia inicia-do 
a obra de construção do 
novo prédio da Santa Ca-sa. 
E com a ajuda dos polí-ticos 
da região consegui-mos 
construir um prédio 
de seis andares, equipar 
esse prédio e reformar o 
prédio antigo. Com isso, 
a capacidade de leito au-mentou 
muito. Hoje te-mos 
60 leitos. Por sermos 
uma instituição filantró-pica, 
temos que destinar o 
mínimo de 60% para o SUS 
(Sistema Único de Saúde). 
Os outros 40% podem ser 
destinados para clientes 
particulares e convênios. 
O SUS considera como 
ideal a taxa de ocupação 
de 70% dos leitos. Em San-to 
Antônio do Monte, nos-sa 
taxa de ocupação é de 
30% dos leitos, por falta de 
demanda da população. O 
hospital ficou grande pa-ra 
essa população. Temos 
que otimizar esse preen-chimento. 
No Brasil e em 
Minas Gerais faltam lei-tos 
para o SUS. Em Santo 
Antônio do Monte sobram 
leitos. Gostaríamos que os 
prefeitos de nossa micror-região 
encaminhassem os 
pacientes para serem in-ternados 
aqui, para otimi-zarmos 
com cirurgias de 
outras cidades e interna-mentos 
clínicos. 
JC: Quais as maiores difi-culdades 
enfrentadas pe-la 
Santa Casa? 
Dr. Gilberto: A primeira 
é a dificuldade financei-ra. 
O pronto atendimen-to 
ficou na Santa Casa 
por quase 18 anos. Então, 
quando os prefeitos en-travam 
nós renovávamos 
essa parceria. A Santa Ca-sa 
quando se viu sem esse 
pronto atendimento tive-mos 
assumir um passivo 
trabalhista muito grande 
dos funcionários que fo-ram 
demitidos. Isso deu 
muito prejuízo para a ins-tituição. 
E também outra 
dificuldade é manter um 
hospital com plantões 24 
horas sem ter uma ajuda 
para pagar esses profis-sionais. 
JC: Quer dizer que esse é 
o primeiro momento em 
que a Santa Casa deixou 
de prestar o serviço de 
pronto atendimento? 
Dr. Gilberto: Sim. Isso foi 
uma decisão pessoal do 
prefeito. Ele disse que não 
tinha dotação orçamentá-ria 
para a proposta que fi-zemos, 
que era de 225 mil 
reais mensais, incluindo 
os plantões de obstetrícia, 
anestesia e pediatria. 
JC: Quais os serviços ofe-recidos 
pela instituição 
aos usuários? 
Dr. Gilberto: Oferecemos 
todos os atendimentos do 
SUS, cirurgias eletivas, ci- 
rurgias programadas, ci-rurgias 
de urgência. To-das 
as cirurgias de urgên-cia 
de média complexida-de 
Santo Antônio do Mon-te 
são realizadas aqui na 
Santa Casa. Um dos nos-sos 
planos futuros é fazer 
cirurgias ortopédicas. 
JC: Qual era a estrutura 
oferecida pela Santa Casa 
para a prestação do servi-ço? 
(número de médicos, 
enfermeiros, leitos, equi-pamentos 
etc) durante o 
período em que prestou o 
serviço de pronto atendi-mento 
ao município? 
Dr. Gilberto: A gente sem-pre 
pensa que um pronto 
atendimento em um hos-pital 
é vantajoso para a po-pulação 
porque tem uma 
estrutura pronta. Normal-mente, 
ficavam dois mé-dicos 
de plantão aos fi-nais 
de semana e um mé-dico 
durante 24 horas. Mas 
na retaguarda tinha uma 
equipe com anestesista, 
obstetra, cirurgião, para 
dar uma retaguarda. 
JC: Por que o Pronto Aten-dimento 
Médico foi tirado 
da Santa Casa? Foi por di-vergência 
política? 
Dr. Gilberto: Isso eu não sei 
responder. Foi uma deci-são 
do prefeito. Ele alegou 
que era falta de dotação or-çamentária. 
JC: Hoje a Santa Casa pos-sui 
infraestrutura para 
oferecer o serviço de pron-to 
atendimento? 
Dr. Gilberto: Claro. A es-trutura 
continua a mes-ma. 
Até melhoramos com 
novos equipamentos que 
chegaram. Continuamos 
a manter o pronto aten-dimento 
para convênios 
e particulares. Só não fa-zemos 
atendimentos do 
SUS, embora temos aten-dido 
em vários casos de 
acidentes, pessoas que le-varam 
tiro, facada... Não 
omitimos socorro. O hos-pital 
tem as portas abertas 
24 horas. 
JC: De acordo com o Mi-nistério 
Público, a Santa 
Casa recebia uma subven-ção 
mensal de 225 mil re-ais 
para prestar o serviço 
(sendo 150 mil reais para o 
atendimento geral e 75 mil 
reais para o atendimento 
DR GILBERTO É PRESIDENTE DA SANTA CASA 
de obstetrícia). A prefeitu-ra 
repassou o pronto aten-dimento 
para a Fundação 
Dr. José Maria dos Mares 
Guia e aumentou o repas-se 
para 300 mil reais. Ho-je, 
se lhe fosse concedida 
a possibilidade de uma ne-gociação 
para a continui-dade 
da prestação do ser-viço 
na Santa Casa, a ins-tituição 
aceitaria? Se sim, 
por qual valor? 
Dr. Gilberto: Não posso res-ponder 
de imediato. Pre-cisamos 
de uma negocia-ção 
mais profunda. Já se 
passaram quase 18 me-ses 
que o pronto atendi-mento 
saiu daqui e os va-lores 
são outros. O maior 
problema seria na obste-trícia. 
Hoje, as cidades vi-zinhas, 
estão pagando de 
R$ 1.800 a R$ 2.000 por dia 
ao médico obstetra, como 
Nova Serrana, Bom Des-pacho 
e Formiga. Isso cria 
uma concorrência muito 
forte, pois os nossos pro-fissionais 
vão atender em 
outras cidades porque re-muneram 
melhor. Hoje 
não conseguimos manter 
esse valor da obstetrícia, 
pois pagávamos R$ 1.200 
ao médico. 
JC: Em que medida o Pron-to 
Atendimento Médico 
funcionando na própria 
Santa Casa é importan-te 
para a manutenção da 
mesma? 
Dr. Gilberto: A importân-cia 
seria na parte financei-ra 
mesmo. O hospital tra-balha 
basicamente com o 
SUS. Temos 40% dos leitos 
para atendimentos parti-culares 
e utilizamos para 
fazer cirurgias estéticas, 
de Unimed e outros convê-nios 
que ajudam a manter 
o hospital. Se dependêsse-mos 
apenas dos SUS não 
conseguiríamos nem co-brir 
a folha de pagamen-to 
do hospital. Quando o 
pronto atendimento esta-va 
no hospital, tínhamos 
uma ajuda para pagar os 
médicos que ficavam de 
plantão. 
Caso o governo munici-pal 
venha a assumir defi-nitivamente 
a UPA, como 
o senhor vislumbra o futu-ro 
da Santa Casa? 
Dr. Gilberto: Acho que a 
UPA será uma boa insti-tuição. 
O governo hoje es-tá 
com plano de fazer uma 
rede de urgência e emer-gência 
em todas as cida-des 
que são referências de 
polo e microrregiões. Se o 
município realmente for 
contemplado em ser uma 
rede de urgência e emer-gência, 
daremos muito 
suporte para a UPA, por-que 
os atendimentos mais 
complexo da UPA viriam 
para o hospital. Os casos 
mais graves seriam enca-minhados 
para cá. 
O espaço está aberto pa-ra 
as suas considerações 
finais. 
Dr. Gilberto: Essa media-ção 
sanitária tende a ser 
muito boa para o muni-cípio. 
Temos que entro-sar 
e trabalhar junto com 
prefeitura, com UPA, com 
rede de urgência e emer-gência 
e Samu. Queremos 
otimizar os leitos da San-ta 
Casa para o SUS, pois so-mos 
um dos poucos hospi-tais 
que têm leitos sobran-do. 
Queremos que a popu-lação 
de Santo Antônio do 
Monte seja a cada dia mais 
bem servida.
12 PLOÍTACI www.jornalcidademg.com.br 
Vereadores de Samonte rejeitam 
criação de novo loteamento 
llO A Câmara Municipal 
de Santo Antônio do Mon-te 
rejeitou na sessão de se-gunda- 
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
feira (25/08), em pri-meira 
votação, o projeto de 
lei que autorizava a criação 
de um loteamento popular, 
localizado a um quilôme-tro 
de distância do córre-go 
Gandú, principal fonte 
de abastecimento de água 
da cidade. Populares con-trários 
à iniciativa se mobi-lizaram 
e participaram da 
reunião e pressionaram os 
vereadores a reprovarem o 
projeto, com o argumento 
de que o empreendimento 
poderia causar danos am-bientais 
ao manancial. A 
estratégia deu certo. 
Fizeram uso da tribuna 
a engenheira Miriam Basí-lio 
de Castro, representan-te 
do Grupo V8 Empreendi-mentos, 
e o delegado An-derson 
Vicente de Sousa, 
que criticou o projeto. Após 
os pronunciamentos, os 
parlamentares não apro-varam 
a criação do lotea-mento. 
LOTES A PREÇOS 
POPULARES 
Miriam disse que o Gru-po 
V8 Empreendimentos 
está presente em 28 cida-des 
de Minas Gerais e as 
negociações e ajustes do 
projeto para a aprovação 
do futuro bairro residen-cial 
Maria José Cardoso 
de Oliveira (Dona Dedé) ti-veram 
início há três anos, 
no mandato do ex-prefeito 
Leonardo Lacerda Camilo. 
A engenheira desta-cou 
que as pessoas de bai-xa 
renda não têm condi-ções 
de adquirir o seu imó-vel 
devido ao preço eleva-do 
dos lotes praticados no 
município. “Fizemos uma 
pesquisa de mercado. Lo-tes 
populares não existem 
na cidade. Nossa propos-ta 
é vender terrenos a par-tir 
de 29 mil reais e parce-las 
de R$ 374. Hoje, o cida-dão 
que tem uma renda 
familiar de dois mil reais 
em Santo Antônio do Mon-te, 
vai nascer e morrer sem 
ter condição de comprar o 
seu lote. Infelizmente es-sa 
é a realidade que encon-tramos”. 
Miriam acrescentou 
que o loteamento foi apro-vado 
pelos engenheiros da 
prefeitura e pelo Conselho 
Municipal de Meio Am-biente 
(Codema). “Também 
temos a licença estadual e 
a manifestação da Copasa 
e da Cemig. O que nos foi 
pedido foi prontamente 
atendido em cem por cen-to. 
Não ficou nenhum pe-dido 
que não pudesse ser 
cumprido. Até agora não 
vi nenhum laudo contrá-rio 
ao loteamento, a não ser 
falácias. Tem muita gente 
que critica sem saber o que 
está acontecendo”. 
A engenheira afirmou 
que o loteamento não afe-tará 
o córrego Gandú. “O 
que corre para o córrego? 
A água da chuva. Ela cor-re 
independentemente de 
ter loteamento ou não. O 
que vamos fazer é corrigir 
essa água através de dre-nagem 
pluvial subterrâ-nea 
para que não chegue 
com uma velocidade mui-to 
grande ao córrego, já que 
as ruas serão pavimenta-das”, 
garante. 
O OUTRO LADO 
Natural de Santo An-tônio 
do Monte, Anderson 
Vicente de Sousa é funcio-nário 
público há 19 anos e 
delegado em Belo Hori-zonte. 
Ele fez uso da tribu-na 
após o pronunciamen-to 
da engenheira e criticou 
a iniciativa do empreendi-mento. 
Anderson argumen-tou 
que o córrego Gandú já 
não consegue atender a de-manda 
de água do municí-pio. 
“É, no momento, a nos-sa 
única fonte de água. A 
Copasa precisa retirar 120 
litros de água por segundo 
para nos abastecer com se-gurança. 
Devido à seca, fal-ta 
de chuva e falta de res-peito 
às nascentes, a Copa-sa 
está conseguindo reti-rar 
só 72 litros de água por 
segundo. Nosso abasteci-mento 
já está comprome-tido. 
A Copasa terá que fa-zer 
poços artesianos pa-ra 
complementar o nosso 
abastecimento de água”, 
garante. 
O delegado afirma que 
a empresa pretende cons-truir 
um dissipador de 
água pluvial com capa-cidade 
de 3.000 litros de 
água por segundo. “O dis-sipador 
vai ser instalado 
às margens da nascen-te. 
E quando encher? Pa-ra 
onde a água vai? Para 
o nosso córrego. Está no 
projeto. E quando forem 
fazer as obras para a cap-tação 
pluvial, quando en-contrarem 
o lençol freáti-co, 
eles vão drenar a água 
com uma bomba, colocar 
terra e compactar, no mo-mento 
em que vamos pre-cisar 
fazer poços artesia-nos 
para garantir o abas-tecimento 
de água da po-pulação!”, 
esbraveja. 
Outra falha apontada 
pelo santantoniense é a 
falta de um projeto de es-goto. 
“Como querem fazer 
um loteamento próximo ao 
córrego que abastece à ci-dade, 
próximo à nascente, 
e não apresentam um pro-jeto 
de esgoto? Eles que-rem 
pegar o esgoto e jogar 
no ‘penicão’ do Pedro La-cerda. 
Olha que loucura! 
Se nós não temos garan-tias 
que ele vai suportar o 
esgoto das casinhas, va-mos 
jogar esse lá dentro? 
No dia que der problemas, 
esse esgoto vai para a água 
que a gente bebe”, critica. 
Após os pronuncia-mentos, 
os vereadores de-cidiram, 
por unanimidade, 
rejeitar o projeto. A segun-da 
votação acontecerá na 
próxima sessão, segunda- 
-feira (01/09). 
mÍRIAN BASÍLIO DE CASTRO 
populares contrários ao projeto pressionaram os vereadores 
ANDERSON VICENTE DE SOUSA
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
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Sinal da Vivo continua com problemas em Samonte 
 
1 
Relatório da Administração 
Senhores Associados, 
Submetemos à apreciação de V.S.as as Demonstrações Contábeis do semestre 
findo em 30/06/2014 da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da 
Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, na forma da Legislação 
em vigor. 
1. Política Operacional 
Em 2014 o SICOOB LAGOACRED GERAIS completou 17 anos mantendo sua 
vocação de instituição voltada para fomentar o crédito para seu público alvo, os 
cooperados. A atuação junto aos seus cooperados se dá principalmente através 
da concessão de empréstimos e captação de depósitos. 
2. Avaliação de Resultados 
No primeiro semestre de 2014, o SICOOB LAGOACRED GERAIS obteve um 
resultado de R$ 830.261,67, representando um retorno sobre o Patrimônio 
Líquido de 6,84%. 
3. Ativos 
Os recursos depositados na Centralização Financeira somaram R$ 
14.608.195,24. Por sua vez a carteira de créditos representava R$ 48.176.521,11. 
A carteira de crédito encontrava-se assim distribuída: 
Empréstimos R$ 27.982.762,46 58,08% 
Financiamentos R$ 1.223.838,56 2,54% 
Títulos descontados R$ 12.179.264,05 25,28% 
Cartão Lagoacred Card R$ 6.790.656,04 14,10% 
Total 48.176.521,11 100,00% 
Os Vinte Maiores Devedores representavam na data-base de 30/06/2014 o 
percentual de 15,01% da carteira, no montante de R$ 7.234.608,47. 
4. Captação 
As captações, no total de R$ 43.621.551,41, apresentaram uma evolução em 
relação ao mesmo período do exercício anterior de 28,51%. 
As captações encontravam-se assim distribuídas: 
Depósitos à Vista R$ 14.067.275,97 32,25% 
Depósito à prazo R$ 29.554.275,44 67,75% 
 
Os Vinte Maiores Depositantes representavam na data-base de 30/06/2014 o 
percentual de 21,84% da captação, no montante de R$ 9.522.378,74. 
5. Patrimônio de Referência 
O Patrimônio de Referência do SICOOB LAGOACRED GERAIS era de 
R$12.373.213,12. O quadro de associados era composto por 17.647 Cooperados, 
havendo um acréscimo de 4,38% em relação ao mesmo período do exercício 
anterior. 
6. Política de Crédito 
A concessão de crédito está pautada em prévia análise do propenso tomador, 
havendo limites de alçadas pré-estabelecidos a serem observados e cumpridos, 
cercando ainda a Singular de todas as consultas cadastrais e com análise do 
Associado através do “RATING” (avaliação por pontos), buscando assim garantir 
ao máximo a liquidez das operações. 
O SICOOB LAGOACRED GERAIS adota a política de classificação de crédito de 
sua carteira de acordo com as diretrizes estabelecidas na Resolução CMN nº 
2.682/99, havendo uma concentração de 94,03% nos níveis de “A” a “C”. 
7. Governança Corporativa 
Governança corporativa é o conjunto de mecanismos e controles, internos e 
externos, que permitem aos associados definir e assegurar a execução dos 
objetivos da cooperativa, garantindo a sua continuidade, os princípios 
cooperativistas ou, simplesmente, a adoção de boas práticas de gestão. 
Nesse sentido, a administração da Cooperativa tem na assembleia geral, que é a 
reunião de todos os associados, o poder maior de decisão. 
A gestão da Cooperativa está alicerçada em papéis definidos, com clara 
separação de funções. Cabem ao Conselho de Administração as decisões 
estratégicas e à Diretoria Executiva, a gestão dos negócios da Cooperativa no 
seu dia a dia. 
A Cooperativa possui ainda um Agente de Controles Internos, supervisionado 
diretamente pelo SICOOB LAGOACRED GERAIS, que, por sua vez, faz as 
auditorias internas. 
Os balanços da Cooperativa são auditados por auditor externo, que emite 
relatórios, levados ao conhecimento dos Conselhos e da Diretoria. Todos esses 
processos são acompanhados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil, órgão 
ao qual cabe a competência de fiscalizar a Cooperativa. 
2 
ll Clientes da operado-ra 
Vivo estão indignados 
com o serviço prestado (ou 
a falta de serviço presta-do) 
em Santo Antônio do 
Monte. Reclamações co-mo 
estas acima são cons-tantes 
nas redes sociais, 
principalmente no grupo 
“Associação Acorda Sa-monte”, 
no Facebook, que 
possui mais de 2.600 usu-ários. 
Após cobrança da Câ-mara 
Municipal, a opera-dora 
enviou no mês de ju-lho 
um ofício aos verea-dores 
informando que as 
melhorias na prestação do 
serviço deveriam ser im-plantadas 
a partir de agos-to. 
Mas até a última quar-ta- 
feira, a situação conti-nuava 
a mesma: dificulda-de 
para fazer e receber li-gações 
em vários momen-tos 
durante o dia. Os usu-ários 
apenas ouvem o to-que 
de telefone ocupado. 
“Desde o começo do ano 
a prestação de serviço 
da Vivo piorou muito. Em 
Santo Antônio do Monte a 
internet móvel nunca fun-cionou. 
Eu pago 230 re-ais 
de um pacote que não 
consigo utilizar os servi-ços 
contratados. Preten-do 
entrar com uma ação 
na justiça contra a Vivo 
pedindo danos materiais 
e morais. Vários clientes 
já me reclamaram que não 
conseguem falar comigo, 
pois o telefone está sem-pre 
ocupado”, desabafa o 
advogado Antônio Bolina 
Neto. 
Na última quarta-feira 
a Câmara Municipal, por 
meio do presidente Luis 
Antônio Resende, enviou 
outro ofício à operado-ra, 
solicitando “providên-cias 
urgentes” no sentido 
de melhorar o sinal de te-lefonia 
móvel no municí-pio. 
“A Vivo informou que 
a partir de agosto iria fazer 
a expansão. Mas nada mu-dou”, 
lamenta o vereador. 
O Jornal Cidade entrou 
em contato com a opera-dora, 
mas não conseguiu 
falar com o atendente. O 
repórter desligou a liga-ção 
depois de esperar 6 
minutos e 43 segundos. 
Depoimentos de clientes postados no Facebook: 
Raquel Elton: “Isso está uma vergonha. 
Eu dependo do meu celular para colocar 
comida em casa, mas com esta situação 
está difícil trabalhar”. 
Pedro Sousa: “Nossa! A Vivo aqui 
em Samonte está uma m.... se fosse 
caso de morte e precisássemos 
ligar, todos iriam morrer”. 
Sara Silva: “Não sei pra que tem torre 
da Vivo nessa cidade, porque ela 
nunca pega”. 
Gianny Guedes: “Tá uma pouca vergo-nha. 
Pra colocar antena demora, mas 
as contas mensais chegam na data 
certinha”. 
Mudanças anunciadas pela operadora ainda não ocorreram 
CIDADES 13
14 PUABCILÇÕES OFACIIIS www.jornalcidademg.com.br 
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30/08/2014 a 13/09/2014 
Tendo em vista o risco que envolve a intermediação financeira, a Cooperativa 
adota ferramentas de gestão. Para exemplificar, na concessão de crédito, a 
Cooperativa adota o Manual de Crédito, aprovado, como muitos outros manuais, 
pelo Sicoob Confederação e homologado pela Central. 
Além do Estatuto Social, são adotados regimentos e regulamentos, entre os quais 
destacamos o Regimento Interno, o Regimento do Conselho de Administração, o 
Regimento do Conselho Fiscal, o Regulamento Eleitoral. 
A Cooperativa adota procedimentos para cumprir todas as normas contábeis e 
fiscais, além de ter uma política de remuneração de seus empregados e 
estagiários dentro de um plano de cargos e salários que contempla a 
remuneração adequada, a separação de funções e o gerenciamento do 
desempenho de todo o seu quadro funcional. 
Todos esses mecanismos de controle, além de necessários, são fundamentais 
para levar aos associados e à sociedade em geral a transparência da gestão e de 
todas as atividades desenvolvidas pela instituição. 
8. Conselho Fiscal 
Eleito a cada 2 anos na AGO, com mandato até a AGO de 2015, o Conselho 
Fiscal tem função complementar à do Conselho de Administração. Sua 
responsabilidade é verificar de forma sistemática os atos da administração da 
Cooperativa, bem como validar seus balancetes mensais e seu balanço 
patrimonial anual. 
Todos os membros efetivos e suplentes do Conselho Fiscal participaram de um 
curso de formação ministrado pelo SICOOB CENTRAL CECREMGE, com o 
objetivo de detalhar as responsabilidades dos conselheiros fiscais e as formas de 
exercê-las. 
9. Código de Ética 
Todos os integrantes da equipe do SICOOB LAGOACRED GERAIS aderiram, 
por meio de compromisso firmado, ao Código de Ética e de Conduta Profissional 
proposto pela Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB 
CONFEDERAÇÃO. A partir de então, todos os novos funcionários, ao ingressar 
na Cooperativa, assumem o mesmo compromisso. 
10. Sistema de Ouvidoria 
A Ouvidoria, constituída em 2007 representou um importante avanço a serviço 
dos cooperados, dispõe de diretor responsável pela área e de um Ouvidor. 
Atende às manifestações recebidas por meio do Sistema de Ouvidoria do 
SICOOB, composto por sistema tecnológico específico, atendimento via DDG 
0800 e sítio na internet integrado com o sistema informatizado de ouvidoria tendo 
 
e mantidas em cada entidade do Sicoob, Sob a supervisão da respectiva entidade 
auditora (se cooperativa singular, da cooperativa central; se cooperativa central e 
Bancoob, do Sicoob Confederação). 
g) Para situações de risco identificadas são estabelecidas planos de ação, 
com a aprovação da Diretoria Executiva, que são registrados em sistema próprio 
para acompanhamento pelo Agente de controles Internos e Riscos(ACIR) 
h) Não obstante a centralização do gerenciamento do risco operacional, 
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – 
SICOOB LAGOACRED GERAIS, possui estrutura compatível com a natureza das 
operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à 
dimensão da exposição ao risco operacional. 
11.2 Risco de mercado 
a) O gerenciamento do risco de mercado da Cooperativa de Crédito de Livre 
Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, 
objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco de mercado, 
por meio das boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na Resolução 
CMN nº 3.464/2007. 
b) Conforme preceitua o art. 11 da Resolução CMN nº 3.721/2009, a 
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – 
SICOOB LAGOACRED GERAIS, aderiu à estrutura única de gestão do risco de 
mercado do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), 
a qual se encontra evidenciada em relatório disponível no sítio 
www.sicoob.com.br. 
c) No gerenciamento do risco de mercado são adotados procedimentos 
padronizados de identificação de fatores de risco, de classificação da carteira de 
negociação (trading) e não negociação (banking), de mensuração do risco de 
mercado, de estabelecimento de limites de risco, de testes de estresse e de 
aderência do modelo de mensuração de risco (backtesting). 
d) Não obstante a centralização do gerenciamento do risco de mercado e de 
liquidez, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região 
Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS possui estrutura compatível com a 
natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos, 
sendo proporcional à dimensão da exposição ao risco de mercado da Entidade. 
11.3 Risco de crédito 
a) O gerenciamento de risco de crédito da Cooperativa de Crédito de Livre 
Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, 
objetiva garantir a aderência às normas vigentes, maximizar o uso do capital e 
5 
a atribuição de assegurar o cumprimento das normas relacionadas aos direitos 
dos usuários de nossos produtos, além de atuar como canal de comunicação com 
os nossos associados e integrantes das comunidades onde estamos presentes. 
No primeiro semestre de 2014, a Ouvidoria do SICOOB LAGOACRED GERAIS 
registrou 01 manifestações de cooperados sobre a qualidade dos produtos e 
serviços oferecidos pela Cooperativa. Dentre elas, havia reclamações, pedidos de 
esclarecimento de dúvidas e solicitações de providências relacionadas 
principalmente a atendimento, conta corrente, cartão de crédito e operações de 
crédito. 
Desta 01 reclamação, 01 foi considerada procedente e resolvida dentro dos 
prazos legais, de maneira satisfatória para as partes envolvidas, em perfeito 
acordo com o previsto na legislação vigente. 
11. Gerenciamento de Risco e de Capital 
11.1 Risco operacional 
a) O gerenciamento do risco operacional da Cooperativa de Crédito de Livre 
Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, 
objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco operacional, 
por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na 
Resolução CMN nº 3.380/2006. 
b) Conforme preceitua o art. 11 da Resolução CMN nº 3.721/2009, a 
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – 
SICOOB LAGOACRED GERAIS, aderiu à estrutura única de gestão do risco 
operacional do Sicoob, centralizada na Confederação Nacional das Cooperativas 
do Sicoob Ltda. - Sicoob Confederação, a qual se encontra evidenciada em 
relatório disponível no sítio www.sicoob.com.br. 
c) O processo de gerenciamento do risco operacional do Sicoob Consiste na 
avaliação qualitativa dos riscos objetivando a melhoria continua dos processos. 
d) O uso da lista de verificação de conformidade (LVC) tem por objetividade 
identificar situações de risco de não conformidade, que após identificadas são 
cadastradas no sistema de Controles Internos de Riscos Operacionais (Scir) 
e) As informações cadastradas no sistema de Controles Internos e Riscos 
Operacionais (Scir) são mantidas em banco de dados fornecidos pelo Sicoob 
Confederação. 
f) A documentação que evidencia a efetividade, a tempestividade e a 
conformidade das ações para tratamento dos riscos operacionais, bem como as 
informações referentes as perdas associadas ao risco operacional são registradas 
 
minimizar os riscos envolvidos nos negócios de crédito por meio das boas 
práticas de gestão de riscos. 
b) Conforme preceitua o art. 10 da Resolução CMN nº 3.721/2009, a 
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – 
SICOOB LAGOACRED GERAIS aderiu à estrutura única de gestão do risco de 
crédito do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), a 
qual se encontra evidenciada em relatório disponível no sítio www.sicoob.com.br. 
c) Compete ao gestor a padronização de processos, de metodologias de 
análises de risco de clientes e de operações, de criação e de manutenção de 
política única de risco de crédito para o Sicoob, além do monitoramento das 
carteiras de crédito das cooperativas. 
d) Não obstante a centralização do gerenciamento de risco de crédito, a 
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – 
SICOOB LAGOACRED GERAIS possui estrutura compatível com a natureza das 
operações e com a complexidade dos produtos e serviços oferecidos sendo 
proporcional à dimensão da exposição ao risco de crédito da entidade. 
11.4 Gerenciamento de capital 
a) A estrutura de gerenciamento de capital da Cooperativa de Crédito de Livre 
Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, 
objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco de 
insuficiência de capital para fazer face aos riscos em que a entidade está exposta, 
por meio das boas práticas de gestão de capital, na forma instruída da Resolução 
CMN 3.988/2011. 
b) Conforme preceitua o artigo 9 da Resolução CMN 3.988/2011, a 
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – 
SICOOB LAGOACRED GERAIS, aderiu à estrutura única de gerenciamento de 
capital do Sicoob, centralizada na Confederação Nacional das Cooperativas do 
Sicoob Ltda. (Sicoob Confederação), a qual se encontra evidenciada em relatório 
disponível no sítio www.sicoob.com.br. 
c) O gerenciamento de capital centralizado consiste em um processo continuo 
de monitoramento do capital, e é realizado pelas entidades do Sicoob com 
objetivo de: 
I. Avaliar a necessidade de capital para fazer face aos riscos a que as 
entidades do Sicoob estão sujeitas; 
II. Planejar metas e necessidades de capital, considerando os objetivos 
estratégicos das entidades do Sicoob. 
III. Adotar postura prospectiva, antecipando a necessidade de capital 
decorrente de possíveis mudanças nas condições de mercado. 
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ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
facebook.com/jornalcidademg PUBLICAÇÕES OFICIAIS 15 
d) Adicionalmente, são realizadas também simulações de eventos severos em 
condições extremas de mercado, com a conseqüente avaliação de seus impactos 
no capital das entidades do Sicoob. 
Agradecimentos 
Agradecemos aos nossos associados pela preferência e confiança e aos 
funcionários e colaboradores pela dedicação. 
COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. 
Em Reais 
SICOOB LAGOACRED GERAIS 
BALANÇOS PATRIMONIAIS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 JUNHO DE 2014 E 2013 
P A S S I V O 30/06/2014 30/06/2013 
Circulante 51.963.989,04 40.141.695,29 
Depósitos (Nota 12) 43.621.551,41 35.342.879,00 
Depósitos à Vista 14.067.275,97 9.646.678,95 
Depósitos a Prazo 29.554.275,44 25.696.200,05 
Relações Interdependências 16.130,84 12.325,23 
Recursos em Trânsito de Terceiros 16.130,84 12.325,23 
Obrigações Por Empréstimos (Nota 13) 2.012.562,28 - 
Empréstimos no País - Outras Instituições 2.012.562,28 - 
Obrigações Por Repasses do País - Instituições Oficiais (Nota 13) 1.030.684,62 379.844,67 
Outras Instituições 1.030.684,62 379.844,67 
Outras Obrigações (Nota 14) 5.283.059,89 4.406.646,39 
Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados 48.187,83 24.223,17 
Sociais e Estatutárias 399.420,13 325.589,00 
Fiscais e Previdenciárias 245.506,58 139.684,85 
Diversas 4.589.945,35 3.917.149,37 
Exigível a Longo Prazo 971.549,87 1.121.562,91 
Obrigações Por Empréstimos (Nota 13) 499.999,95 - 
Empréstimos no País - Outras Instituições 499.999,95 - 
Obrigações Por Repasses do País - Instituições Oficiais (Nota 13) 361.111,06 958.333,33 
Outras Instituições 361.111,06 958.333,33 
Outras Obrigações (Nota 14) 110.438,86 163.229,58 
Diversas 110.438,86 163.229,58 
Patrimônio Líquido (Nota 16) 12.976.127,26 10.564.322,59 
Capital Social 9.178.037,63 7.520.460,22 
De Domiciliados no País 9.226.561,05 7.528.542,09 
(Capital a Realizar) (48.523,42) (8.081,87) 
Reserva de Lucros 2.967.827,96 2.161.981,11 
Sobras Acumuladas 830.261,67 881.881,26 
TOTAL 65.911.666,17 51.827.580,79 
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 
COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. 
SICOOB LAGOACRED GERAIS 
BALANÇOS PATRIMONIAIS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 JUNHO DE 2014 E 2013 
COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. 
SICOOB LAGOACRED GERAIS 
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2014 E 2013 
Em Reais 
Atividades Operacionais 
30/06/2014 30/06/2013 
DESCRIÇÃO 
Sobras/Perdas do Semestre 1.269.733,85 1.098.052,75 
IRPJ / CSLL (14.799,90) (5.914,04) 
Provisão para Operações de Crédito 442.172,63 319.450,52 
Provisão de Juros ao Capital (424.672,28) (210.257,45) 
Depreciações e Amortizações 109.930,69 103.266,32 
1.382.364,99 1.304.598,10 
Aumento (redução) em ativos operacionais 
Operações de Crédito (5.525.558,23) (7.487.838,54) 
Outros Créditos (775.874,43) (526.006,87) 
Outros Valores e Bens (37.368,29) (185.439,74) 
Aumento (redução) em passivos operacionais 
Depósitos a Vista 2.723.374,22 1.166.328,93 
Depósitos a Prazo 6.953.135,17 8.194.512,43 
Outras Obrigações (5.170.750,15) (3.542.109,69) 
Relações Interdependências 10.807,34 (2.118,48) 
Obrigações por Empréstimos e Repasses (855.292,95) 326.550,74 
Caixa Líquido Aplicado em Atividades Operacionais (1.295.162,33) (751.523,12) 
Atividades de Investimentos 
Inversões em Imobilizado de Uso (313.678,20) (93.110,63) 
Inversões em Investimentos (428.276,44) (231.982,73) 
Outros Ajustes 194,67 - 
Caixa Líquido Aplicado / Originado em Investimentos (741.759,97) (325.093,36) 
Atividades de Financiamentos 
Aumento por novos aportes de Capital 480.014,89 753.315,85 
Devolução de Capital à Cooperados (124.141,81) (58.787,39) 
Estorno de Capital (156.285,69) - 
Destinação de Sobras Exercício Anterior Cotas de Capital à Pagar (1.296,39) (4.414,69) 
Destinação de Sobras Exercício Anterior Ao FATES (178.489,89) (68.436,25) 
Caixa Líquido Aplicado / Originado em Financiamentos 19.801,11 621.677,52 
Aumento / Redução Líquida das Disponibilidades (2.017.121,19) (454.938,96) 
Modificações em Disponibilidades Líquida 
No Ínicio do Período 17.485.484,90 9.095.493,05 
No Fim do Período (Nota 3 - c) 15.468.363,71 8.640.554,09 
Variação Líquida das Disponibilidades (2.017.121,19) (454.938,96) 
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Lagoa da Prata, 06 de Agosto de 2014. 
Conselho de Administração e Diretoria 
Em Reais 
A T I V O 30/06/2014 30/06/2013 
Circulante 51.785.203,43 39.201.252,87 
Disponibilidades 688.928,16 267.685,11 
Relações Interfinanceiras (Nota 4) 14.779.435,55 8.372.868,98 
Correspondentes 171.240,31 100.209,30 
Centralização Financeira - Cooperativas 14.608.195,24 8.272.659,68 
Operações de Crédito (Nota 5) 28.475.264,49 23.277.011,31 
Operações de Crédito 30.098.409,74 23.946.301,86 
(Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa) (1.623.145,25) (669.290,55) 
Outros Créditos (Nota 6) 7.692.973,75 7.010.468,35 
Rendas a Receber 173.219,95 94.456,84 
Diversos 7.670.511,88 7.355.408,83 
(Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (150.758,08) (439.397,32) 
Outros Valores e Bens (Nota 7) 148.601,48 273.219,12 
Outros Valores e Bens 97.150,35 239.487,16 
(Provisões para Desvalorizações) (27.631,49) (27.631,49) 
Despesas Antecipadas 79.082,62 61.363,45 
Realizável a Longo Prazo 11.921.331,54 11.095.998,31 
Operações de Crédito (Nota 5) 11.741.793,99 10.932.804,35 
Operações de Crédito 11.741.793,99 10.932.804,35 
Outros Créditos (Nota 6) 179.537,55 163.193,96 
Diversos 179.537,55 163.193,96 
Permanente 2.205.131,20 1.530.329,61 
Investimentos (Nota 8) 1.195.084,65 761.796,58 
Participações em Cooperativas 1.195.084,65 761.796,58 
Imobilizado em Uso (Nota 9) 965.058,53 709.619,76 
Outras Imobilizações de Uso 2.188.757,60 1.734.677,67 
(Depreciações Acumuladas) (1.223.699,07) (1.025.057,91) 
Intangível (Nota 10) 34.295,52 42.920,54 
Ativos Intangíveis 164.697,25 159.697,25 
(Amortização Acumulada) (130.401,73) (116.776,71) 
Diferido (Nota 11) 10.692,50 15.992,73 
Gastos de Organização e Expansão 60.401,94 60.401,94 
(Amortização Acumulada) (49.709,44) (44.409,21) 
TOTAL DO ATIVO 65.911.666,17 51.827.580,79 
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
16 PUABCILÇÕES OFACIIIS www.jornalcidademg.com.br 
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
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1 
COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. 
SICOOB LAGOACRED GERAIS 
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2014 E 2013 
Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – 
SICOOB LAGOACRED GERAIS 
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA OS 
SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2014 E 2013 
1. Contexto operacional 
A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB 
LAGOACRED GERAIS é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, 
fundada em 20 de Outubro de 1996, filiada à Central das Cooperativas de Economia e Crédito de 
Minas Gerais Ltda. – SICOOB CENTRAL CECREMGE e componente da Confederação Nacional 
das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO, em conjunto com outras 
cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela 
Lei nº 4.595/64, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, 
pela Lei nº 5.764/71, que define a Política Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar nº 
130/09, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e pela Resolução CMN nº 
3.859/10, do Conselho Monetário Nacional, que dispõe sobre a constituição e funcionamento de 
cooperativas de crédito. 
A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB 
LAGOACRED GERAIS possui Posto de Atendimento (PA) na cidade de Santo Antonio do Monte. 
O SICOOB LAGOACRED GERAIS tem como atividade preponderante a operação na área 
creditícia, tendo como finalidade: 
(i) Proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados; 
(ii) A formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através 
da ajuda mútua da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e 
(iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação 
de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização 
de convênios com outras instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, 
inclusive depósitos a prazo com ou sem emissão de certificado, visando preservar o poder de 
compra da moeda e remunerar os recursos. 
Em 12 de Março de 2010 ocorreu a transformação do SICOOB LAGOACRED GERAIS para 
entidade de "Livre Admissão de Associados"; aprovada junto ao Banco Central do Brasil - BACEN 
em 12 de Maio de 2010. 
2. Apresentação das demonstrações contábeis 
As demonstrações contábeis são de responsabilidades da Administração da Cooperativa e foram 
elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, consideradas as alterações 
exigidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, adaptadas às peculiaridades da legislação 
cooperativista e às normas e instruções do Banco Central do Brasil – BACEN, bem como 
apresentadas conforme o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – 
COSIF. Consideram ainda, no que forem julgados pertinente e relevante, os pronunciamentos, 
orientações e as interpretações técnicas emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – 
CPC. Desta forma, as demonstrações contábeis foram revisadas e aprovadas pela administração, 
em sua reunião datada de 06/08/2014. 
Em aderência ao processo de convergência às normas internacionais de Contabilidade, algumas 
Normas e suas Interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), 
as quais serão aplicadas às instituições financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do 
DEMONSTRAÇÕES DE SOBRAS OU PERDAS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2014 E 30 DE JUNHO DE 2013 
 
COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. 
SICOOB LAGOACRED GERAIS 
Brasil. Nesse sentido, os Pronunciamentos contábeis já aprovados pelo Banco Central do Brasil 
são: CPC Conceitual Básico (R1) - Resolução CMN nº4.144/12; CPC 01(R1) - Redução ao Valor 
Recuperável de Ativos - Resolução CMN nº 3.566/08; CPC 03 (R2) - Demonstrações do Fluxo de 
Caixa - Resolução CMN nº 3.604/08; CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas - 
Resolução CMN nº 3.750/09; CPC 10 (R1) - Pagamento Baseado em Ações - Resolução CMN nº 
3.989/11; CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. – 
Resolução CMN nº 4.007/11; CPC 24 - Evento Subsequente - Resolução CMN nº 3.973/11; e CPC 
25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes – Resolução CMN nº 3.823/09. 
2 
3. Resumo das principais práticas contábeis 
a) Apuração do resultado 
Os ingressos e dispêndios são registrados de acordo com o regime de competência. As operações 
de crédito com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate, e os ingressos e 
dispêndios correspondentes ao período futuro são apresentados em conta redutora dos 
respectivos ativos e passivos. Os ingressos e dispêndios de natureza financeira são contabilizados 
pelo critério "pro-rata temporis" e calculados com base no método exponencial, exceto aquelas 
relativas a títulos descontados, que são calculadas com base no método linear. As operações de 
crédito com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço. 
As receitas e despesas são reconhecidas na demonstração de sobras em conformidade com o 
regime de competência. As receitas com prestação de serviços são reconhecidas na 
demonstração de sobras ou perdas quando da prestação de serviços a terceiros, 
substancialmente serviços bancários. Os dispêndios e as despesas e os ingressos e receitas 
operacionais, são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato 
cooperativo e da receita bruta de ato não cooperativo, quando não identificados com cada 
atividade. 
b) Estimativas contábeis 
Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para 
contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações contábeis da 
Cooperativa incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação 
duvidosa, à seleção das vidas úteis dos bens do ativo imobilizado, provisões necessárias para 
passivos contingentes, entre outros. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às 
estimativas utilizadas. A Cooperativa revisa as estimativas e premissas, no mínimo, 
semestralmente. 
c) Caixa e equivalentes de caixa 
Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, incluem as rubricas caixa, 
depósitos bancários e as relações interfinanceiras de curto prazo e de alta liquidez, com risco 
insignificante de mudança de valores e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 
dias. 
O caixa e equivalente de caixa compreendem: 
30/06/2014 30/06/2013 
Caixa e depósitos bancários 688.928,16 267.685,11 
Relações interfinanceiras – centralização financeira 14.779.435,55 8.372.868,98 
Total 15.468.363,71 8.640.554,09 
Em Reais 
Capital Subscrito 
Capital a 
Realizar 
Legal Contingências 
Saldos em 31/12/2012 5.630.877,20 (10.055,26) 1.966.949,32 82.763,40 1.390.229,15 9.060.763,81 
Destinação de Sobras Exercício Anterior 
Ao FATES (68.436,25) (68.436,25) 
Constituição de Reservas 195.031,79 (195.031,79) 
Ao Capital 1.205.109,82 (1.205.109,82) 
Cotas de Capital à Pagar - Ex associados (4.414,69) (4.414,69) 
Movimentação de Capital: - 
Por Subscrição/Realização 751.342,46 1.973,39 7 53.315,85 
Por Devolução ( - ) ( 58.787,39) ( 58.787,39) 
Reversões de Reservas ( 82.763,40) 82.763,40 - 
Sobras ou Perdas Líquidas 1.092.138,71 1 .092.138,71 
Provisão de Juros ao Capital (210.257,45) ( 210.257,45) 
Saldos em 30/06/2013 7.528.542,09 (8.081,87) 2.161.981,11 - 881.881,26 10.564.322,59 
Saldos em 31/12/2013 8.206.774,75 (9.637,62) 2.555.928,22 195.031,79 1.177.967,34 12.126.064,48 
Destinação de Sobras Exercício Anterior (Nota 16) 
Ao FATES (178.489,89) (178.489,89) 
Constituição de Reservas 137.299,91 274.599,83 (411.899,74) 
Ao Capital 781.313,11 (781.313,11) 
Cotas de Capital à Pagar - Ex associados (1.296,39) (1.296,39) 
Movimentação de Capital: - 
Por Subscrição/Realização 518.900,69 (38.885,80) 4 80.014,89 
Por Devolução ( - ) ( 124.141,81) ( 124.141,81) 
Estorno de Capital ( 156.285,69) ( 156.285,69) 
Reversões de Reservas (Nota 16) ( 195.031,79) 195.031,79 - 
Sobras ou Perdas Líquidas 1.254.933,95 1 .254.933,95 
Provisão de Juros ao Capital (Nota 17) (424.672,28) ( 424.672,28) 
Saldos em 30/06/2014 9.226.561,05 (48.523,42) 2.693.228,13 274.599,83 830.261,67 12.976.127,26 
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 
Totais 
Sobras ou Perdas 
Acumuladas 
Reservas de Sobras 
Eventos 
Capital 
Em Reais 
Descriminação 30/06/2014 30/06/2013 
RECEITAS(INGRESSOS) DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 4 .597.989,75 3.666.583,23 
Operações de Crédito 4 .597.989,75 3.666.583,23 
DESPESAS(DISPÊNDIOS) DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA (2.416.865,70) (1.488.202,66) 
Operações de Captação no Mercado (1.540.967,26) (818.722,60) 
Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses (196.800,15) (42.668,96) 
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (679.098,29) (626.811,10) 
RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 2 .181.124,05 2.178.380,57 
OUTRAS RECEITAS/DESPESAS (INGRESSOS/DISPÊNDIOS) OPERACIONAIS (941.478,37) (1.080.702,16) 
Receitas(Ingressos) de Prestação de Serviços 1 .149.931,40 1.036.586,88 
Rendas(Ingressos) de Tarifas Bancárias 838.186,65 746.363,58 
Despesas(Dispêndios) de Pessoal (2.356.274,17) (1.777.789,69) 
Outras Despesas(Dispêndios) Administrativas (1.384.717,00) (1.284.255,50) 
Despesas(Dispêndios) Tributárias (41.834,89) (31.111,58) 
Outras Receitas(Ingressos) Operacionais (Nota 18) 50.195,38 448,68 
Ingressos de Depósitos Intercooperativos 844.725,03 297.896,98 
Outras Despesas(Dispêndios) Operacionais (Nota 19) (41.690,77) (68.841,51) 
RESULTADO OPERACIONAL 1 .239.645,68 1.097.678,41 
RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 20) 30.088,17 374,34 
RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO E PARTICIPAÇÕES 1 .269.733,85 1.098.052,75 
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (14.799,90) (5.914,04) 
Provisão para Imposto de Renda (7.399,95) (2.957,02) 
Provisão para Contribuição Social (7.399,95) (2.957,02) 
LUCRO/PREJUÍZO(SOBRA/PERDA) LÍQUIDO 1 .254.933,95 1.092.138,71 
JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO (Nota 17) (424.672,28) (210.257,45) 
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
facebook.com/jornalcidademg PUBLICAÇÕES OFICIAIS 17 
 
5 
s) Valor recuperável de ativos – impairment 
A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como 
perda, quando o valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do 
que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por “impairment”, quando aplicável, são 
registradas no resultado do período em que foram identificadas. 
Em 30 de junho de 2014 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável 
dos ativos não financeiros. 
t) Eventos subsequentes 
Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de 
autorização para a sua emissão. São compostos por: 
• Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na 
data-base das demonstrações contábeis; e 
• Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não 
existiam na data-base das demonstrações contábeis. 
Não houve qualquer evento subsequente para as demonstrações contábeis encerradas em 30 de 
junho de 2014. 
4. Relações interfinanceiras 
Em 30 de junho de 2014 e 2013, as aplicações em Relações Interfinanceiras estavam assim 
compostas: 
Descrição 30/06/2014 30/06/2013 
Correspondentes 171.240,31 100.209,30 
Centralização Financeira – Cooperativas (a) 14.608.195,24 8.272.659,68 
Total 14.779.435,55 8.372.868,98 
(a) Referem-se à centralização financeira das disponibilidades líquidas da Cooperativa, 
depositadas junto ao SICOOB CENTRAL CECREMGE conforme determinado no art. 37, da 
Resolução CMN nº 3.859/10. 
5. Operações de crédito 
a) Composição da carteira de crédito por modalidade: 
Modalidade 
30/06/2014 
30/06/2013 
Circulante Não Circulante Total 
Adiantamento a Depositante 454.338,66 0,00 454.338,66 213.292,26 
Cheque Especial / Conta Garantida 1.576.963,95 0,00 1.576.963,95 1.417.898,88 
Empréstimos 15.166.273,62 11.239.524,89 26.405.798,51 22.048.391,07 
Financiamentos 721.569,46 502.269,10 1.223.838,56 1.602.535,09 
Títulos Descontados 12.179.264,05 0,00 12.179.264,05 9.596.988,91 
( - ) Provisão para Perda com Operações 
(1.623.145,25) (669.290,55) 
de Crédito 
Total 30.098.409,74 11.741.793,99 40.217.058,48 34.209.815,66 
 
benefício econômico. Os ativos intangíveis compreendem softwares adquiridos de terceiros e são 
amortizados ao longo de sua vida útil estimada. 
b) Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a 
6 
Resolução CMN nº 2.682/1999: 
Nível / Percentual de 
Risco / Situação 
Total em 
30/06/2014 
Provisões 
30/06/2014 
Total em 
30/06/2013 
Provisões 
30/06/2013 
A 0,50% Normal 31.495.436,30 157.479,04 29.259.840,48 146.299,70 
B 1% Normal 5.313.721,91 53.137,22 2.669.817,62 26.698,60 
B 1% Vencidas 624.550,02 6.245,50 392.334,08 3.923,34 
C 3% Normal 1.374.094,40 41.222,83 921.622,93 27.648,69 
C 3% Vencidas 338.902,07 10.167,02 449.998,32 13.499,95 
D 10% Normal 418.693,89 41.869,39 338.782,62 33.878,26 
D 10% Vencidas 322.749,40 32.274,94 195.073,40 19.507,34 
E 30% Normal 455.645,06 136.693,52 182.169,12 54.650,74 
E 30% Vencidas 150.661,61 45.198,48 74.202,81 22.260,84 
F 50% Normal 126.602,81 63.301,40 64.811,36 32.405,68 
F 50% Vencidas 197.330,55 98.665,27 31.296,07 15.648,04 
G 70% Normal 44.965,72 31.476,00 20.477,32 14.334,12 
G 70% Vencidas 238.117,84 166.682,49 67.149,42 47.004,59 
H 100% Normal 181.400,01 181.400,01 94.532,75 94.532,75 
H 100% Vencidas 557.332,14 557.332,14 116.997,91 116.997,91 
Total Normal 39.410.560,10 706.579,41 33.552.054,20 430.448,54 
Total Vencido 2.429.643,63 916.565,84 1.327.052,01 238.842,01 
Total Geral 41.840.203,73 1.623.145,25 34.879.106,21 669.290,55 
Provisões (1.623.145,25) (669.290,55) 
Total Líquido 40.217.058,48 34.209.815,66 
c) Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento: 
Descrição Até 90 De 91 a 360 Acima de 360 Total 
Empréstimos 4.840.226,24 10.326.047,38 11.239.524,89 26.405.798,51 
Títulos Descontados 10.800.836,10 1.378.427,95 0,00 12.179.264,05 
Financiamentos 185.677,26 535.892,20 502.269,10 1.223.838,56 
Total 15.826.739,60 12.240.367,53 11.741.793,99 39.808.901,12 
Obs.: Não inclui Adiantamento a Depositantes, Cheque Especial e Conta Garantida. 
d) Composição da carteira de crédito por tipo de produto, cliente e atividade econômica: 
Descrição 30/06/2014 % da 
carteira 
Setor Privado – Comércio 3.087,64 0,01% 
Setor Privado – Indústria 25.739,75 0,06% 
Setor Privado – Serviços 9.908.500,01 24,89% 
Setor Privado – Outros Serviços 3.108.960,69 7,81% 
Pessoa Física 26.762.613,03 67,23% 
Total 39.808.901,12 100,00% 
e) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa de operações de crédito: 
Descrição 30/06/2014 30/06/2013 
Saldo Inicial 1.180.972,62 349.840,03 
Constituições / Reversões no período 
630.339,71 
Transferência para Prejuízo no período 
(188.167,08) 
425.504,40 
(106.053,88) 
Total 1.623.145,25 669.290,55 
 
3 
d) Operações de crédito 
As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, 
retificadas por conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pós-fixadas são registradas 
a valor presente, calculadas "pro rata temporis", com base na variação dos respectivos 
indexadores pactuados. 
e) Provisão para operações de crédito 
Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na 
realização dos valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em 
aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do 
tomador do crédito e os riscos específicos apresentados em cada operação, além da conjuntura 
econômica. 
A Resolução CMN nº 2.682 introduziu os critérios para classificação das operações de crédito 
definindo regras para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem 
nove níveis de risco, de AA (risco mínimo) a H (risco máximo). 
f) Depósitos em garantia 
Existem situações em que a cooperativa questiona a legitimidade de determinados passivos ou 
ações movidas contra si. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia 
da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a 
caracterização da liquidação do passivo. 
g) Investimentos 
Representados substancialmente por quotas do SICOOB CENTRAL CECREMGE e ações do 
Bancoob, avaliadas pelo método de custo de aquisição. 
h) Imobilizado 
Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, 
instalações, veículos, benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo 
custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método 
linear para baixar o custo de cada ativo a seus valores residuais de acordo com as taxas 
divulgadas em nota específica abaixo, que levam em consideração a vida útil econômica dos 
bens. 
i) Diferido 
O ativo diferido foi constituído pelas benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, e pelos 
softwares adquiridos, registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de 
aquisição, respectivamente, e classificados nessa conta conforme determinação do COSIF. Esses 
gastos estão sendo amortizados pelo método linear no período de 05 anos. 
Conforme determinado pela Resolução CMN nº 3.617/08, devem ser registrados no ativo diferido, 
exclusivamente, os gastos que contribuirão para o aumento do resultado de mais de um exercício 
social. Os saldos existentes em setembro de 2008 são mantidos até a sua efetiva realização. 
j) Intangível 
Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à 
manutenção da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil 
definida são geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período estimado de 
 
4 
k) Ativos contingentes 
Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da 
situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem 
mais recursos contrários, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes 
com probabilidade de êxito provável, quando aplicável, são apenas divulgados em notas 
explicativas às demonstrações contábeis. 
l) Obrigações por empréstimos e repasses 
As obrigações por empréstimos e repasses são reconhecidas inicialmente no recebimento dos 
recursos, líquidos dos custos da transação. Em seguida, os saldos dos empréstimos tomados são 
acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido, assim como das despesas a 
apropriar referente aos encargos contratados até o final do contrato, quando calculáveis. 
m) Demais ativos e passivos 
São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, 
incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas, até a data do 
balanço. Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, 
acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias 
incorridas. 
n) Provisões 
São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como 
resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para 
saldar uma obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as melhores 
estimativas do risco envolvido. 
o) Passivos contingentes 
São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for 
considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma 
provável saída no futuro de recursos para liquidação das ações, e quando os montantes 
envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações com chance de perda possível 
são apenas divulgadas em nota explicativa às demonstrações contábeis e as ações com chance 
remota de perda não são divulgadas. 
p) Obrigações legais 
São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei 
ou outro instrumento fundamentado em lei, aos quais a Cooperativa tem por diretriz. 
q) Imposto de renda e contribuição social 
O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são calculados sobre o resultado apurado 
em operações consideradas como atos não-cooperativos. O resultado apurado em operações 
realizadas com cooperados é isento de tributação. 
r) Segregação em circulante e não circulante 
Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores a 360 dias estão classificados no 
circulante, e os prazos superiores, no longo prazo (não circulante).
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ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
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9 
11. Diferido 
Nesta rubrica registram-se as benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, 
substancialmente, instalações e reforma de PAs. 
12. Depósitos 
Os depósitos à vista não são remunerados. Os depósitos a prazo recebem encargos financeiros 
contratados. 
Os depósitos, até o limite de R$ 250 mil (duzentos e cinquenta mil) por CPF/CNPJ, estão 
garantidos pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), constituído conforme 
Resoluções CMN n° 4.150/12 e 4.284/13. 
13. Relações interfinanceiras / Obrigações por empréstimos e repasses 
São demonstradas pelo valor principal acrescido de encargos financeiros e registram os recursos 
captados junto a outras instituições financeiras para repasse aos associados em diversas 
modalidades e Capital de Giro. As garantias oferecidas são a caução dos títulos de créditos dos 
associados beneficiados. 
Instituições Taxa Vencimento 30/06/2014 30/06/2013 
Cecremge 110% CDI 14/09/2016 2.512.562,23 0,00 
BDMG TJLP + 1,5% a.a 15/02/2017 1.391.795,68 1.338.178,00 
Total 3.904.357,91 1.338.178,00 
14. Outras Obrigações 
14.1 Sociais e Estatutárias 
Descrição 30/06/2014 30/06/2013 
FATES - Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (a) 146.546,24 197.015,90 
Cotas de capital a pagar (b) 67.838,79 11.627,84 
Gratificações a pagar Dirigentes e Funcionário (c) 185.035,10 116.945,26 
Total 399.420,13 325.589,00 
(a) O FATES é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos 
cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa, sendo constituído pelo 
resultado dos atos não cooperativos e 10% das sobras líquidas, conforme determinação 
estatutária. A classificação desses valores em contas passivas segue determinação do 
Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. 
(b) Capital Social à ser devolvido para cooperados que vieram à agência e pediram demissão 
no ano de 2013. 
(c) Provisão para pagamento de 14º Salário aos funcionários da Cooperativa no caso de 
cumprimento da meta anual aprovada no inicio do ano pelo Conselho de Administração e 
provisão para o fundo destinado aos diretores a ser pago aos mesmos no fim de seus 
mandatos, conforme aprovação em Assembleia Geral no Ano de 2011, letra “D”, item “7”. 
14.2 Diversas 
Descrição 30/06/2014 30/06/2013 
Cheques Depositados (1) 468.388,49 140.363,45 
Credores Diversos (2) 3.226.889,63 3.062.853,69 
 
processada apenas dia 01/07/2014 (R$ 519.465,70), Adiantamento para despesas de 
viagens (R$ 800,00), Fundo Fixo para pagamento (R$ 6.384,18) e Plano de Saúde à 
repassar (R$ 391,58) 
Provisão Passivos Contingentes (3) 110.438,86 163.229,58 
Provisão Para Pagamentos à efetuar (4) 874.391,55 545.850,76 
Outros (5) 20.275,68 168.081,47 
Total 4.700.384,21 4.080.378,95 
(1) Refere-se a cheques depositados relativos a descontos enviados a compensação, porém 
10 
não baixados até a data-base de 30/06/2014. 
(2) A Rubrica em sua maioria está composta por valores a repassar a lojistas que efetuaram 
vendas com o Cartão Lagoacred Card. 
(3) Quando do advento da lei no. 9.718/98, a cooperativa entrou com ação judicial 
questionando a legalidade da inclusão de seus ingressos decorrentes de atos cooperados 
na base de cálculo do PIS e COFINS (R$ 107.759,55) está também provisionado valores 
para cobrir demandas Trabalhistas (R$ 2.679,31). 
(4) Provisões Trabalhistas, como férias, 13º salario, e encargos (R$ 343.833,20), provisões 
pagamentos de despesas Administrativas (R$ 99.056,69), Juros ao Capital (R$ 
424.672,28) e Outros pagamentos (R$ 6.829,38). 
(5) Saldo composto por Obrigações por prestação de serviço, Conta Salário (R$ 20.275,68). 
15. Instrumentos financeiros 
O SICOOB LAGOACRED GERAIS opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque 
para disponibilidades, aplicações interfinanceiras de liquidez, relações interfinanceiras, operações 
de crédito, depósitos a vista e a prazo, empréstimos e repasses. 
Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no balanço patrimonial a valores 
contábeis, os quais se aproximam dos valores justos. 
16. Patrimônio líquido 
a) Capital Social 
O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de R$ 1,00 cada e integralizado 
por seus cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem direito em um voto, 
independente do número de suas cotas-partes. 
b) Reserva Legal 
Representada pelas destinações estatutárias das sobras, no percentual de 30%, utilizada para 
reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades. 
c) Reserva de Contingências 
Reserva criada pelas assembleias ordinárias de 2011 e 2014. O saldo anterior de R$ 195.031,79 
foi revertido, sendo incorporado às sobras do ano 2013 e efetuado uma nova destinação à 
Reserva de Contingências no valor de R$ 274.599,83 e ratificada suas destinação que é a de 
cobrir eventuais contingências fiscais, trabalhistas e previdenciárias. 
d) Sobras Acumuladas 
As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social, normas do Banco Central do 
Brasil e posterior deliberação da Assembleia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do 
BACEN, por meio da Carta Circular nº 3.224/06, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e 
Social – FATES é registrado como exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, 
conforme a Lei nº 5.764/71. 
Em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 11 de Abril de 2014, os cooperados deliberaram 
pelo aumento do capital social com sobra do exercício findo em 31 de dezembro de 2013, no valor 
 
7 
f) Concentração dos Principais Devedores: 
Descrição 30/06/2014 % Carteira 
Total 
30/06/2013 % Carteira 
Total 
Maior Devedor 600.181,71 1,43% 544.105,87 1,56% 
10 Maiores Devedores 
4.236.641,53 
10,08% 
4.457.438,12 
12,74% 
50 Maiores Devedores 
13.379.179,67 
31,85% 
12.084.627,54 
34,55% 
g) Movimentação de Créditos Baixados Como Prejuízo: 
Descrição 30/06/2014 30/06/2013 
Saldo inicial 1.400.502,18 1.140.215,74 
Valor das operações transferidas no período 
188.167,08 
Valor das operações recuperadas no período 
(28.869,77) 
106.053,88 
(67.319,37) 
Total 1.559.799,49 1.178.950,25 
6. Outros créditos 
Valores referentes às importâncias devidas a Cooperativa por pessoas físicas ou jurídicas 
domiciliadas no país, conforme demonstrado: 
Descrição 30/06/2014 30/06/2013 
Rendas a Receber 173.219,95 94.456,84 
Serviços Prestados a Receber 13.602,23 18.503,24 
Outras Rendas a Receber 159.617,72 75.953,60 
Diversos 7.850.049,43 7.518.602,79 
Adiantamentos e Antecipações Salariais 67.193,63 46.288,56 
Adiantamentos por Conta de Imobilizações (a) 248.151,12 1.200,00 
Devedores por Depósitos em Garantia (b) 179.537,55 163.193,96 
Impostos e Contribuições a Compensar 5.837,95 5.837,95 
Títulos e Créditos a Receber (c) 6.803.709,67 7.146.280,97 
Devedores Diversos – País (d) 545.619,51 155.801,35 
(-)Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa (150.758,08) (439.397,32) 
Total 7.872.511,30 7.173.662,31 
(a) A Cooperativa está ampliando suas instalações e este Adiantamento por Conta de 
Imobilizações refere-se a adiantamentos feitos para compra de novas máquinas, 
ampliação de sistema de segurança, e também, a instalação de 02 elevadores que serão 
necessários para atendimento ao público no 2º pavimento. 
(b) Em Devedores por Depósito em Garantia estão registrados depósitos judiciais para: 
Interposições Trabalhistas (R$140.209,43) e Cheques Caução Garantia Junto à Central 
Cecremge, liquidados aguardando recebimento do crédito pela Central (R$ 39.328,12). 
(c) A rubrica Títulos e Créditos à Receber está composta em sua maioria por valores à 
receber de Clientes Cartão Lagoacred Card, referente a compras efetuadas pelos mesmos 
(R$ 6.790.656,04) e composta também por tarifas à receber de cooperados (R$ 
13.053,63) 
(d) A rubrica em sua maioria está composta por pendências de compensação referente a 
valores a serem processados pelo Bancoob, valores que a cooperativa tem que receber 
(R$ 18.578,05), Transferência para Centralização financeira efetuada em 06/2014, porém 
 
8 
7. Outros valores e bens 
Descrição 30/06/2014 30/06/2013 
Outros Valores e Bens 69.518,86 211.855,67 
Bens Não de Uso Próprio 97.150,35 239.487,16 
(-)Provisão Bens não de Uso Próprio (27.631,49) (27.631,49) 
Despesas Antecipadas 79.082,62 61.363,45 
Total 148.601,48 273.219,12 
Em Bens Não de Uso Próprio está registrado o valor referente a bens recebidos como dação em 
pagamento de dívidas, não estando sujeitos a depreciação ou correção. 
Registram-se ainda no grupo, as despesas antecipadas, referentes a prêmios de seguros, 
aluguéis, processamento de dados, contribuição cooperativista, e IPTU. 
8. Investimentos 
O saldo é, substancialmente, representado por quotas do SICOOB CENTRAL CECREMGE e 
ações do BANCOOB. 
9. Imobilizado de uso 
Demonstrado pelo custo de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são 
calculadas pelo método linear, com base em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado 
conforme abaixo: 
Descrição Taxa de 
Depreciação 30/06/2014 30/06/2013 
Móveis e Equipamentos 10% 611.045,50 511.638,73 
Sistemas de Comunicação 20% 103.534,71 54.615,39 
Sistema de Processamento de Dados 20% 1.242.697,68 1.004.221,18 
Sistemas de Segurança 10% 123.205,11 76.927,77 
Sistemas de Transportes 20% 108.274,60 87.274,60 
TOTAL 2.188.757,60 1.734.677,67 
Depreciação acumulada (1.223.699,07) (1.025.057,91) 
TOTAL 965.058,53 709.619,76 
10. Intangível 
Nesta rubrica registram-se os direitos que tenham por objeto os bens incorpóreos, destinados à 
manutenção da companhia, como as licenças de uso de softwares. 
O valor registrado na rubrica “Intangível” refere-se a licenças de uso do Sistema de Informática do 
Sicoob - SISBR, adquirida em 2009, da Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. 
- Sicoob Confederação. Na mesma data, a Central cedeu exclusivamente às suas filiadas 
(cooperativas singulares associadas), devidamente autorizado pelo Sicoob Confederação, com 
prazo de até 31 de maio de 2019, o direito de uso do SISBR.
ANO ii • Edição 32 
30/08/2014 a 13/09/2014 
facebook.com/jornalcidademg PUBLICAÇÕES OFICIAIS 19 
de R$ 782.609,50, aumento do FATES em R$ 178.489,89, aumento da Reserva Legal em R$ 
137.299,91 e constituição da Reserva de Contingência pelo montante de R$ 274.599,83. 
 
O SICOOB LAGOACRED GERAIS em conjunto com outras cooperativas singulares, é filiada à 
Central das Cooperativas de Economia e Crédito de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CENTRAL 
CECREMGE, que representa o grupo formado por suas afiliadas perante as autoridades 
monetárias, organismos governamentais e entidades privadas. 
O SICOOB CENTRAL CECREMGE é uma sociedade cooperativista que tem por objetivo a 
organização em comum em maior escala dos serviços econômico-financeiros e assistenciais de 
suas filiadas (cooperativas singulares), integrando e orientando suas atividades, de forma 
autônoma e independente, através dos instrumentos previstos na legislação pertinente e normas 
exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem como facilitando a utilização recíproca dos serviços, 
para consecução de seus objetivos. 
Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB CENTRAL CECREMGE a 
coordenação das atividades de suas filiadas, a difusão e fomento do cooperativismo de crédito, a 
orientação e aplicação dos recursos captados, a implantação e implementação de controles 
internos voltados para os sistemas que acompanhem informações econômico-financeiras, 
operacionais e gerenciais, entre outras. 
O SICOOB LAGOACRED GERAIS responde solidariamente pelas obrigações contraídas pelo 
SICOOB CENTRAL CECREMGE perante terceiros, até o limite do valor das cotas-partes do 
capital que subscrever, proporcionalmente à sua participação nessas operações. 
As demonstrações contábeis do SICOOB CENTRAL CECREMGE em 31 de dezembro de 2013, 
foram auditadas por outros auditores independentes que emitiram relatório de auditoria sobre as 
demonstrações contábeis, datado de 01 de Fevereiro de 2014, com opinião sem modificação. O 
relatório de auditoria das demonstrações contábeis de 30 de junho de 2014 encontra-se em 
processo de emissão. 
13 
23. Seguros contratados – Não auditado 
A Cooperativa adota política de contratar seguros de diversas modalidades, cuja cobertura é 
considerada suficiente pela Administração e agentes seguradores para fazer face à ocorrência de 
sinistros. As premissas de riscos adotados, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de 
auditoria das demonstrações contábeis, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos 
auditores independentes. 
24. Índice de Basiléia 
O Patrimônio de Referência (PR) da Cooperativa encontra-se compatível com o grau de risco da 
estrutura dos ativos, apresentando margem para o limite de compatibilização de R$ 6.699.430,81 
em 30 de junho de 2014. 
25. Contingências Passivas 
Segundo a assessoria jurídica do SICOOB LAGOACRED GERAIS, dos processos judiciais em 
que figura como pólo passivo, foram classificadas como perdas possíveis 03 processos, 
totalizando R$ 53.120,00. 
Lagoa da Prata, 06 de Agosto de 2014 
Nilson Antonio Bessas Júlio César Vaz 
Presidente Conselho de Administração Diretor Geral 
José Tavares de Rezende Helenno Vidal Oliveira 
Diretor Administrativo Contador – CRC 0769440-8/MG 
BENEFÍCIOS MONETÁRIOS (R$) 
Honorários 311.815,08 
Plano de Saúde 1.659,30 
RELATÓRIO DE AUDITORIA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
Ao Conselho de Administração e Cooperados da 
COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO 
LTDA. 
SICOOB LAGOACRED GERAIS 
Lagoa da Prata - MG 
Prezados Senhores: 
Examinamos as demonstrações contábeis da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de 
Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, que compreendem o 
balanço patrimonial em 30 de junho de 2014 e as respectivas demonstrações de sobras ou 
perdas, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo 
naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas 
explicativas. 
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis 
A administração da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região 
Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS é responsável pela elaboração e adequada 
apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas 
no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a 
elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se 
causada por fraude ou erro. 
Responsabilidade dos auditores independentes 
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis 
com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais 
de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e 
que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que 
as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a 
execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e 
divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados 
dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante 
nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa 
avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e 
adequada apresentação das demonstrações contábeis da Cooperativa para planejar os 
procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de 
expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Cooperativa. Uma 
auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a 
razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da 
apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a 
evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. 
Opinião 
Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, 
em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cooperativa de Crédito 
de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS em 30 
de junho de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o 
semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, 
aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. 
Belo Horizonte, 26 de agosto de 2014. 
Antonio Alberto Sica 
Contador CRC/MG 080.030/O-0 
CNAI 1845 
 
12 
Montante das operações ativas e passivas liberadas no primeiro semestre de 2014: 
MONTANTE DAS OPERAÇÕES ATIVAS % em relação à carteira total 
R$ 949.730,68 1,92% 
MONTANTE DAS OPERAÇÕES PASSIVAS % em relação à carteira total 
R$ 100.080,48 0,37% 
Operações ativas e passivas – saldo em 30/06/2014: 
OPERAÇÕES ATIVAS 
NATUREZA DA 
OPERAÇÃO DE 
CRÉDITO 
VALOR DA 
OPERAÇÃO DE 
CRÉDITO 
PCLD (PROVISÃO 
PARA CRÉDITO 
DE LIQUIDAÇÃO 
DUVIDOSA) 
% DA OPERAÇÃO DE 
CRÉDITO EM 
RELAÇÃO À 
CARTEIRA TOTAL 
Cheque Especial E 
Conta Garantida 47.144,87 266,29 2,99% 
Empréstimo 275.161,64 2.321,78 1,03% 
Títulos Descontados 193.917,08 1.162,17 1,59% 
OPERAÇÕES PASSIVAS 
Aplicações Financeiras % em relação à carteira total Taxa Média - % 
432.137,41 1,46% 102% CDI 
Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de: depósito a prazo, cheque 
especial, conta garantida, cheques descontados, crédito rural – RPL, crédito rural – repasses, 
empréstimos, dentre outras, à taxa/remuneração relacionada no quadro abaixo, por modalidade: 
NATUREZA DAS OPERAÇÕES 
ATIVAS E PASSIVAS 
TAXAS APLICADAS 
EM RELAÇÃO ÀS 
PARTES 
RELACIONADAS 
TAXA APROVADA PELO 
CONSELHO DE 
ADMINISTRAÇÃO / 
DIRETORIA EXECUTIVA 
Cheque Especial 1,54% à 5,81% 1,54% à 8,69% 
Conta Garantida 1,97% à 5,81% 1,54% à 8,69% 
Desconto de Cheques 1,39% à 1,82% 1,39% à 2,47% 
Empréstimos 1,23% à 2,67% 1,16% à 3,99% 
Aplicação Financeira 102%CDI 102% CDI 
No primeiro semestre de 2014, os benefícios monetários destinados às partes relacionadas foram 
representados por honorários e custeio parcial de plano de saúde, apresentando-se da seguinte 
forma: 
22. Cooperativa Central Sicoob Central Cecremge 
 
11 
17. Provisão de Juros ao Capital 
A Cooperativa provisionou juros ao capital próprio, visando remunerar o capital do associado. Os 
critérios para a provisão obedeceram a Lei Complementar 130, artigo 7º, de 17 de abril de 2009. A 
remuneração foi limitada ao valor da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de 
Custódia – SELIC. A referida provisão foi demonstrada na Demonstração de Sobras ou Perdas – 
DSP e na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL, conforme Circular BACEN 
nº 2.739/1997. 
18. Outros ingressos/rendas operacionais 
Descrição 30/06/2014 30/06/2013 
Receita com Recuperação de Despesas 6.525,00 448,68 
Atualização Depósitos Judiciais 7.616,80 0,00 
Rateio Sobras Central 36.053,58 0,00 
Total 50.195,38 448,68 
19. Outros dispêndios/despesas operacionais 
Descrição 2014 2013 
Despesa consultas, saques Cirrus/Cabal 766,40 351,90 
Despesas c/descontos concedidos operações de crédito 31.843,77 9.574,39 
Despesas c/ Fundo Garantidor do Sicoob 0,00 51.886,03 
Despesas c/ Cancelamento de Tarifas Passiveis de Cobrança 6.746,46 5.589,93 
Despesa atualização monetária ações discutidas judicialmente 2.334,14 1.439,26 
Total 41.690,77 68.841,51 
20. Resultado não operacional 
Descrição 2014 2013 
Ganhos de Capitas 32.007,09 374,34 
( - ) Perdas de Capital (1.918,92) 0,00 
Resultado líquido 30.088,17 374,34 
21. Partes Relacionadas 
As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade 
de planejar, dirigir e controlar as atividades da cooperativa e membros próximos da família de tais 
pessoas. 
As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais da Cooperativa e de suas 
atribuições estabelecidas em regulamentação específica. 
As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações 
da cooperativa, e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de 
operações, com observância irrestrita das limitações impostas pelas normas do Banco Central, 
tais como movimentação de contas correntes, aplicações e resgates de RDC e operações de 
crédito. 
As garantias oferecidas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, 
caução e alienação fiduciária.
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Jornal Cidade - Lagoa da Prata e região - Nº 91 - 27/04/2017Jornal Cidade - Lagoa da Prata e região - Nº 91 - 27/04/2017
Jornal Cidade - Lagoa da Prata e região - Nº 91 - 27/04/2017
 

Jornal Cidade - Ano II - Nº 32

  • 1. “espero que encontrem soluções para a saúde de nossa cidade também” entrevista com dr. gilberto Página 10 registros de acidentes caem pela metade após instalação de quebra-molas Página 27 Vereadores de Samonte rejeitam criação de novo loteamento mudança de local do portão do cemitério gera impasse em lagoa da Prata Página 03 cidadeS cUlTUra lagopratense transforma pichação em arte Página 13 Página 08 Página 12 Página 06 Página 40 caderno eSPecial SaÚde e bem eSTar Páginas 24 e 25 PROGRAMA USOU GANHOU! INFORMAMOS QUE A PROMOÇÃO USOU GANHOU ENCERRARÁ NO DIA 19/09/2014, OU ENQUANTO DURAREM OS ESTOQUES. PORTANTO, PROCURE NOSSOS ATENDENTES PARA TROCAR OS PONTOS ADQUIRIDOS COM AS SUAS COMPRAS NO CARTÃO SICOOB CARD CABAL, POR BRINDES. Sinal da Vivo continua com problemas em Samonte justiça expede liminar contra demolição do centro de eventos em moema Sicoob crediprata promove eventos para comemorar os seus 25 anos
  • 2. 2 PUABCILÇÕES OFACIIIS www.jornalcidademg.com.br ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014
  • 3. ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 facebook.com/jornalcidademg CIDADES 3 Mudança de local do portão do cemitério gera impasse entre os moradores da rua Manoel Pena ll A mudança de local do portão do Cemitério da Saudade, no centro de Lagoa da Prata, tem gera-do um impasse entre os moradores da rua Mano-el Pena, que não aceitam a instalação do portão, que é utilizado para o mane-jo de resíduos de constru-ção e demolição de túmu-los, restos de cabelos e ur-nas. Hoje, o acesso está lo-calizado na rua José Ber-nardes Lobato. Buscando uma manei-ra de solucionar o proble-ma, a Secretaria de Meio Ambiente argumenta que a mudança de local pos-sibilitará a criação de es-paço dentro do cemitério para receber os resíduos, que hoje são depositados em caçambas na rua José Bernardes Lobato. De acordo com o apo-sentado Horácio Moraes, moradora da Manoel Pe-na, o que se busca é uma solução que agrade a to-dos. “Ninguém é obrigado a ter uma caçamba com entulhos em frente à sua casa. Eu entendo os mora-dores da outra rua não me-recem abrir a porta de casa e ver restos mortais e res-tos de caixões. No meu en-tendimento, o correto se-ria VIA DE ACESSO DENTRO DO CEMITÉRIO AO PORTÃO DA RUA JOSÉ BERNARDES LOBATO abrir um local ao lado do velório ou no local onde hoje existe um reservató-rio de água inutilizado, ou seja, deixando isto dentro do próprio cemitério. Tem jeito de fazer este serviço e não prejudicar ninguém”, afirmou. Em entrevista ao Jor-nal Cidade, o Secretário de Meio Ambiente, Lessan-dro Gabriel afirmou que a mudança do portão do cemitério para a rua Ma-noel Pena já está decidi-da. “Não será necessária a remoção de nenhum tú-mulo, respeitando o direi-to de todos. O benefício da mudança está relaciona-do com a retirada do re-cipiente que armazena os resíduos provenientes das limpezas de túmulos da via pública, colocando todo esse material junta-mente como a terra, areia e brita que são usados dia-riamente para constru-ções e reforma de túmulos. Material este, que há anos tem ocupado parte do pas-seio público. Vale salien-tar que esse portão só fica-rá aberto quando houver a retirada da caçamba”, des-tacou. O Secretário ainda fri-sou que a solicitou alguns representantes da própria secretaria para ir ao local e explicar aos moradores os motivos da mudança. Em relação à colocação da caçamba no lugar do re-servatório, Lessandro des-tacou que a possibilidade foi estudada. “Na verdade é inviável, pois a caçamba não cabe no local e o mate-rial de construção ocupa-ria uma passarela que dá acesso aos túmulos e difi-cultaria a manobra no ca-minhão que recolhe a ca-çamba”, enfatizou. Lessandro destacou que o objetivo da mudan-ça é retirar da via pública o material que oferece risco para a população, respei-tando os próprios morado-res e evitando que eles fi-quem em contato com es-se material, que por ventu-ra possa estar contamina-do. HORÁCIO MORAIS, MORADOR DA RUA mANIEL pENA FOTO: arquivo pessoal SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE , LESSANDRO OS ERSÍDUOS DO CEIMTÉIOR AEMR ADGJOOS ENSTE ACLLO ABEGILR
  • 4. 4 OPIINÃO www.jornalcidademg.com.br ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 CARTA AO LEITOR Juliano Rossi contato@jornalcidademg.com.br Manual do eleitor consciente l l A partir da próxima semana, você, eleitor, se-rá bombardeado com inú-meras propagandas políti-cas que terão o objetivo de conquistar o seu voto. Ire-mos eleger deputados es-taduais, senadores, gover-nador, deputados federais e presidente da república. Antes de fazer a sua esco-lha, lembre-se que as suas decisões hoje irão produ-zir algum resultado no fu-turo. E esse resultado pode ser bom ou ruim. Depen-de das suas escolhas. A vi-da é assim. Se você plan-ta amor, irá receber amor. Se você irradia ódio, atrai-rá para si o ódio. É como se fosse um eco. Dito isto, os políticos que temos hoje e o resulta-do por eles produzido, são frutos das escolhas que fi-zemos nas últimas elei-ções. Os políticos são, exa-tamente, o reflexo da socie-dade. Pelas recentes mani-festações, pelas inúme-ras denúncias de corrup-ção, desvios de dinheiro, em todos os partidos, em todas as instâncias polí-ticas, pela ineficiência do setor público de nosso pa-ís, pelos protestos nas re-des sociais, o povo dá a en-tender que não está satis-feito com a estrutura polí-tica que aí está. Se é chegada a hora da mudança ou de reafirma-ção daqueles que estão no poder, é preciso votar de forma consciente. Exami-ne as propostas dos can-didatos e procure debatê- -las em sua comunidade. Conheça a história do seu candidato e se informe se ele realmente tem com-promisso com a sua cida-de. Não vote em candida-to que ofereça presentes ou favores em troca de vo-to. Escolham para os pode-res legislativos aqueles que saibam ouvir os anseios da população e que fiscalizem a atuação dos governantes. Nestas eleições, os de-putados são os represen-tantes mais próximos da comunidade. Para o can-didato que busca a reelei-ção, procurem também se informar sobre os benefí-cios que ele trouxe para a cidade nos últimos quatro anos. E analisem se, pela quantidade de votos que ele recebeu no município, deveria ter se empenha-do mais. Em 99% dos ca-sos, será algum cabo elei-toral desse candidato que irá pedir o seu voto. Veri-fique também se esse ci-dadão tem compromisso com a cidade. Faça-o as-sumir um compromisso, registrado em cartório, em nome do deputado para o qual ele está trabalhando e cobre dele (do cabo elei-toral) as ações do candida-to em prol da cidade. Geral-mente, políticos só funcio-nam sobre pressão. É pre-ciso pressionar e cobrar. Para os candidatos que estão se aventurando pela primeira vez, faça-o assu-mir, por escrito e registrado em cartório, o que ele pre-tende fazer pelo seu muni-cípio. Essa regra vale tam-bém para o cabo eleitoral dele. Em todos os casos, pes-quise na internet se o can-didato é pessoa idônea ou se está envolvido em al-gum caso de corrupção. Para finalizar, não vote em vão. Vote consciente. VOCÊ SERÁ MESÁRIO NAS ELEIÇÕES? Atenção eleitores de Lagoa da Prata, Santo An-tônio do Monte, Japaraíba e Pedra do Indaiá. A Justi-ça Eleitoral divulgou a lis-ta dos convocados a mesá-rio. Para conferir a relação dos nomes, acesse o site www.jornalcidademg.com. br . Clique na lupa, no can-to superior direito da tela e digite “Justiça Eleitoral”. Você será direcionado pa-ra as páginas com as infor-mações. GUIA COMERCIAL OFICIAL Qual foi a última vez em que você usou a antiga lista telefônica impressa? Mui-tas pessoas nem se lem-bram quando isso ocorreu. A tradicional lista está em desuso e tende a se tornar obsoleta, porque as infor-mações (número de tele-fone e endereço) estão dis-poníveis na internet, prin-cipalmente àquelas que se referem às empresas. Pensando nisso, o Jor-nal Cidade irá lançar nos próximos dias o guia co-mercial oficial de Lagoa da Prata e Santo Antônio do Monte. Aguardem. WHATSAPP O Jornal Cidade tem mais novo canal de intera-ção com os leitores. Ago-ra estamos conectados no Whatsapp pelo número 37 9195-1978. Se você viu uma cena inusitada, regis-trou um acontecimento re-levante, envie o conteúdo para a nossa redação. A sua sugestão de matéria tam-bém pode ser enviada pe-lo “zap zap”. Com esse novo canal, o Jornal Cidade reforça o seu posicionamento co-mo o veículo com a maior presença na web no inte-rior de Minas Gerais. Além do portal de notícias, esta-mos também no Facebook, Twitter, Google Plus e Pin-terest. Estamos estudan-do a viabilidade de reati-var o projeto da TV Cidade na web e um canal de notí-cias em áudio. LIQUIDA LAGOA Nos próximos meses, uma campanha publici-tária coordenada pelo jor-nalista e publicitário Gra-ziano Silva, da Rádio Vere-das FM, promete aquecer as vendas no comércio de Lagoa da Prata. É a “Liqui-da Lagoa”, que terá a parti-cipação de dezenas de lo-jas que irão oferecer megas descontos durante a cam-panha. O Jornal Cidade é parceiro desta iniciativa e também o veículo impres-so de divulgação “Liquida Lagoa”. DESTAK EMPRESARIAL A 8ª edição do Prêmio Destak Empresarial, reali-zada pelo publicitário Ale-xandro Silva, foi um suces-so, com a participação de 57 empresas que se desta-caram, escolhidas por vo-to popular. O Jornal Cida-de foi premiado como o de destaque em Lagoa da Pra-ta.
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  • 6. 6 ACDDEIS www.jornalcidademg.com.br ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 Fotógrafo de Moema participa de exposição na Alemanha Alisson Gontijo já trabalhou em grandes veículos de comunicação e teve fotografias publicadas pela revista Veja e jornais Folha de São Paulo e Estadão ll O jornalista e fotógra-fo Alison Gontijo partici-pou de uma exposição de fotografias na Alemanha. Nascido em Moema, Ali-son é filho de Fernando José Cardoso e Maria Cé-lia Gontijo Cardoso. De acordo com o fotó-grafo, a sua paixão por foto-grafia começou desde pe-queno. Começou a traba-lhar vídeos em 2005 e após a conclusão do curso de FOTOS: arquivo pessoal a oportunidade de falar na abertura da exposição so-bre nossa cultura, nossas belezas e também dos nos-sos problemas”, afirmou. Justiça expede liminar contra demolição do centro de eventos em Moema ll A Prefeitura de Moema pretende construir uma es-cola no terreno onde hoje está instalada a praça de eventos, na região central da cidade. A administração jornalismo dedicou-se ao fotojornalismo. “Após ga-nhar meu primeiro prêmio de fotografia do então go-vernador de Minas, Aécio Neves, no prêmio Comuni-cador do Futuro, entrei pa-ra equipe de repórteres fo-tográficos da Sempre Edi-tora, que edita os jornais O Tempo, Super Notícias e Pampulha. Por lá tive tra-balhos publicados em vá-rias revistas e jornais co-municipal argumenta que os galpões serão transferi-dos para o parque de expo-sição e que a área é utiliza-da poucas vezes durante o ano. A iniciativa não con- mo Veja, Contigo, Folha de São Paulo, O Dia, Estadão e vários outros de todo país”, afirmou Gontijo. A oportunidade de se-guir a carreira solo surgiu em 2013. “Fiz parte dessa equipe por três anos, po-rém, em 2013, decidi se-guir apenas com meus pro-jetos de trabalhos autorais. Na primeira oportunidade, que ocorreu no mesmo ano, fiz um trabalho sobre capo-eira, no qual fui premiado pela Getty Images, que é o maior banco de imagens do mundo. Em seguida fui premiado em um concurso da Canon sobre futebol, no qual fiquei em 1º lugar no Brasil e fui premiado com uma viagem a Nova York”, destacou Alisson. De acordo com o fotó-grafo, a exposição na Ale-manha surgiu após um venceu quatro vereadores, que fizeram um abaixo-as-sinado entre os moradores e conseguiram na justiça, no dia 14, uma liminar im-pedindo a demolição da es- exposicao nas ruas de vila madalena em SP ALISON GONTIJO, JORNALISTA E FOTÓGRAFO concurso seletivo da fun-dação Neumann, que bus-cava trabalhos sobre a Co-pa do Mundo no Brasil. O moemense se classificou em primeiro lugar. “Estou muito feliz, pois foram rea-lizadas três exposições si-multâneas com fotos mi-nhas: uma em São Paulo, na Vila Madalena, através da DOC Galeria; outra em Belo Horizonte, na casa do jornalista; e em Potsman, na Alemanha”, destacou. “Foi muito gratificante, trutura no centro de even-tos. Os parlamentares Fer-nando José Cardoso, Célio Vieira da Silva, Rafael Bár-bara Filho e Adriana Apa-recida Gontijo posiciona-ram contrários à iniciativa do governo e afirmam que o município possui outros terrenos para construir a escola, não sendo necessá-rio acabar com a praça de eventos, construída na ad-ministração anterior. Caso ocorra o descumprimento da decisão expedida pelo juiz João Batista Simeão da Silva, o valor fixado da multa diária de R$ 10 mil. O vereador Fernando José Cardoso alegou estar sendo cobrado pela popu-lação e procurou a redação do Jornal Cidade para es-clarecer o que tem aconte-cido no município. De acor-todo fotógrafo quer ter seu trabalho reconhecido e ter oportunidade de uma ex-posição na Europa é muito legal. Outro ponto legal foi do com Cardoso, o projeto de implantação da escola foi aprovado por unanimi-dade, porém, o local é que gerou a polêmica. “Quando a administração nos apre-sentou o projeto, ele foi muito bem vindo, só que não apresentaram o local. Até aí tudo bem. Mas de-pois, quando vimos, eu e mais três vereadores fica-mos contra”, destacou o ve-reador. Fernando ainda desta-cou que a obra que a pra-ça de eventos custou pa-ra o município cerca de R$ 300 mil e que não seria jus-to se desfazer desse valor. “Não se pode simplesmen-te destruir uma obra nova para construir outra, a não ser que se tenha bons mo-tivos. Nós sugerimos al-guns locais para o prefei-to, vereador Fernando José Cardoso porém foi em vão. Não somos contra a constru-ção da escola, nós quere-mos é que não se derrube uma obra recém inaugura-da para construir uma no-va, a menos que se tenha uma justificativa plausí-vel”, afirmou. A prefeitura tenta re-verter a decisão judicial em terceira instância.
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  • 8. 8 CULTUAR www.jornalcidademg.com.br Lagopratense transforma pichação em arte llHá cinco anos lagopra-tense ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 Silas Rossi Cândido Franco, filho de Sebastião Reis Franco e Maria Amá-lia Cândido, conheceu a arte de desenhar e grafi-tar no projeto Futura, onde hoje atua como professor voluntário de grafitismo. Silas contou ao Jornal Cidade que antes de se tor-nar um desenhista e gra-fiteiro era pichador. “Sem-pre me identifiquei com a arte de desenhar, mas ain-da jovem eu não tinha is-so como uma arte, porém tive a oportunidade de me transformar de pichador a artista. Atualmente pi-char é crime, e foi aí que me perguntei, por que não me tornar um artista?”, co-menta orgulhoso. Além de trabalhar com o grafite, Silas ainda cria personagens. “Criei três personagens, ambos nor-destinos, mas cada um com a sua personalidade. Tem a Bela, que é a minha primeira criação; a Nina, que é irmã da Bela e o Ca-lango Tião”, afirmou. Cada personagem tem uma personalidade. A Be-la é a moderna da histó-ria, a Nina é a intelectu-al e o Tião, o “calango in-vocado”. Segundo Silas, o objetivo é transformar su-as histórias em um proje-to de cunho social. “Quero que as crianças e jovens se transformem por meio do meu trabalho, o meu desejo é que eles modifi-quem um dom oculto em arte”, afirmou. Silas ainda enfati-za que o seu sonho é lan-çar uma cartilha com ba-se educativa para jovens e adolescentes, abordan-do temas sociais. De acordo com o artis-ta, quem quiser conhecer mais do seu trabalho pode ir até a Estação Ferroviá-ria de Lagoa da Prata, on-de estão expostos alguns dos seus trabalhos. FUNDAÇÃO FUTURA A Fundação Futura foi criada em 1999 com o ob-jetivo de cuidar apenas do antigo museu e da esta-ção ferroviária, mas o en-sejo de propiciar uma for-mação cultural para crian-ças e jovens fazia parte dos desejos da direção da Fundação. De acordo com o presi-dente da entidade, Lucas Guadalupe, as funções e objetivos atuais da funda-ção abrangem o cuidado com o patrimônio históri-co e social. “Nosso projeto é bem interessante, o fato de tentar tirar as crianças e os jovens da rua através da arte é maravilhoso, e é isso que queremos sem-pre”, afirmou Lucas. O projeto atende crian-ças acima de cinco anos até idosos, oferecendo di-versos cursos com valo-res acessíveis para ape-nas manter os materiais (variando de R$10 a R$40). “Oferecemos cursos que trabalham o cognitivo da pessoa, bem como o la-do social. O projeto con-ta com professores que ensinam artes integra-das, pintura em tela, de-senho, crochê, karatê, jiu jitsu, violão, viola, guitar-ra, teclado, saxofone, bai-xo, balé, jazz, breakdan-ce e slackline”, afirmou o presidente. Lucas ainda salien-ta que o projeto também conta a Fundação Futu-ra Itinerante, atendendo a Apae, Amavi e Apac. Os interessados em fa-zer parte do projeto – co-mo aluno ou voluntário – deverá se dirigir à Esta-ção Ferroviária, próximo à praia municipal. Quero que as crianças e jovens se transformem por meio do meu trabalho, o meu desejo é que eles modifiquem um dom oculto em arte. Silas e a sua sobrinha Isabela que INSPIROU A personagem Bela duas das Personagens do Silas: A Bela é a moderna da história, a Nina é a intelectual FOTO: ARQUIVO FUNDAÇÃO FUTURA FOTOS: arquivo pessoal
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  • 10. 10 PLOÍTACI www.jornalcidademg.com.br ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 “Espero que encontrem soluções para a saúde de nossa cidade também”, avalia presidente da Santa Casa de Samonte ll O médico Gilberto Bra-sil de Souza, diretor pre-sidente da Santa Casa e Fundação Hospitalar Pe-dro Henrique, em entrevis-ta gravada na última ter-ça- feira, falou ao Jornal Cidade sobre o seu posi-cionamento com relação à intervenção do Minis-tério Público na saúde de Santo Antônio do Monte. De acordo com Dr. Gilberto, como o médico é conheci-do, a Santa Casa passa por dificuldades financeiras e baixa taxa de ocupação dos leitos. Confira a entre-vista: Jornal Cidade: Qual a sua avaliação sobre a reunião de mediação sanitária promovida pelo Ministé-rio Público em Santo An-tônio do Monte? Dr. Gilberto: Essa reunião foi uma boa proposta do governo do estado, por meio dos promotores Dr. Gilmar e Dr. Ubiratan, pa-ra que resolva os impas-ses nos municípios que geralmente existem en-tre as prefeituras e os hos-pitais. Eles tentam encon-trar uma solução ideal pa-ra que a saúde funcione e o povo não seja prejudica-do. Achei de grande valia. Espero que encontrem as soluções para a saúde de nossa cidade também. Já realizaram 69 reuniões de mediação em várias cida-des de Minas Gerais. JC: Como o senhor avalia a produtividade e a reso-lubilidade da Santa Casa atualmente? Dr. Gilberto: A Santa Casa é um hospital filantrópico. Foi construído pelo padre Paulo. Era um hospital pe-queno e com o tempo foi ficando desatualizado. Há 18 anos assumi a pre-sidência. Mas antes disso o Dr. Júlio já havia inicia-do a obra de construção do novo prédio da Santa Ca-sa. E com a ajuda dos polí-ticos da região consegui-mos construir um prédio de seis andares, equipar esse prédio e reformar o prédio antigo. Com isso, a capacidade de leito au-mentou muito. Hoje te-mos 60 leitos. Por sermos uma instituição filantró-pica, temos que destinar o mínimo de 60% para o SUS (Sistema Único de Saúde). Os outros 40% podem ser destinados para clientes particulares e convênios. O SUS considera como ideal a taxa de ocupação de 70% dos leitos. Em San-to Antônio do Monte, nos-sa taxa de ocupação é de 30% dos leitos, por falta de demanda da população. O hospital ficou grande pa-ra essa população. Temos que otimizar esse preen-chimento. No Brasil e em Minas Gerais faltam lei-tos para o SUS. Em Santo Antônio do Monte sobram leitos. Gostaríamos que os prefeitos de nossa micror-região encaminhassem os pacientes para serem in-ternados aqui, para otimi-zarmos com cirurgias de outras cidades e interna-mentos clínicos. JC: Quais as maiores difi-culdades enfrentadas pe-la Santa Casa? Dr. Gilberto: A primeira é a dificuldade financei-ra. O pronto atendimen-to ficou na Santa Casa por quase 18 anos. Então, quando os prefeitos en-travam nós renovávamos essa parceria. A Santa Ca-sa quando se viu sem esse pronto atendimento tive-mos assumir um passivo trabalhista muito grande dos funcionários que fo-ram demitidos. Isso deu muito prejuízo para a ins-tituição. E também outra dificuldade é manter um hospital com plantões 24 horas sem ter uma ajuda para pagar esses profis-sionais. JC: Quer dizer que esse é o primeiro momento em que a Santa Casa deixou de prestar o serviço de pronto atendimento? Dr. Gilberto: Sim. Isso foi uma decisão pessoal do prefeito. Ele disse que não tinha dotação orçamentá-ria para a proposta que fi-zemos, que era de 225 mil reais mensais, incluindo os plantões de obstetrícia, anestesia e pediatria. JC: Quais os serviços ofe-recidos pela instituição aos usuários? Dr. Gilberto: Oferecemos todos os atendimentos do SUS, cirurgias eletivas, ci- rurgias programadas, ci-rurgias de urgência. To-das as cirurgias de urgên-cia de média complexida-de Santo Antônio do Mon-te são realizadas aqui na Santa Casa. Um dos nos-sos planos futuros é fazer cirurgias ortopédicas. JC: Qual era a estrutura oferecida pela Santa Casa para a prestação do servi-ço? (número de médicos, enfermeiros, leitos, equi-pamentos etc) durante o período em que prestou o serviço de pronto atendi-mento ao município? Dr. Gilberto: A gente sem-pre pensa que um pronto atendimento em um hos-pital é vantajoso para a po-pulação porque tem uma estrutura pronta. Normal-mente, ficavam dois mé-dicos de plantão aos fi-nais de semana e um mé-dico durante 24 horas. Mas na retaguarda tinha uma equipe com anestesista, obstetra, cirurgião, para dar uma retaguarda. JC: Por que o Pronto Aten-dimento Médico foi tirado da Santa Casa? Foi por di-vergência política? Dr. Gilberto: Isso eu não sei responder. Foi uma deci-são do prefeito. Ele alegou que era falta de dotação or-çamentária. JC: Hoje a Santa Casa pos-sui infraestrutura para oferecer o serviço de pron-to atendimento? Dr. Gilberto: Claro. A es-trutura continua a mes-ma. Até melhoramos com novos equipamentos que chegaram. Continuamos a manter o pronto aten-dimento para convênios e particulares. Só não fa-zemos atendimentos do SUS, embora temos aten-dido em vários casos de acidentes, pessoas que le-varam tiro, facada... Não omitimos socorro. O hos-pital tem as portas abertas 24 horas. JC: De acordo com o Mi-nistério Público, a Santa Casa recebia uma subven-ção mensal de 225 mil re-ais para prestar o serviço (sendo 150 mil reais para o atendimento geral e 75 mil reais para o atendimento DR GILBERTO É PRESIDENTE DA SANTA CASA de obstetrícia). A prefeitu-ra repassou o pronto aten-dimento para a Fundação Dr. José Maria dos Mares Guia e aumentou o repas-se para 300 mil reais. Ho-je, se lhe fosse concedida a possibilidade de uma ne-gociação para a continui-dade da prestação do ser-viço na Santa Casa, a ins-tituição aceitaria? Se sim, por qual valor? Dr. Gilberto: Não posso res-ponder de imediato. Pre-cisamos de uma negocia-ção mais profunda. Já se passaram quase 18 me-ses que o pronto atendi-mento saiu daqui e os va-lores são outros. O maior problema seria na obste-trícia. Hoje, as cidades vi-zinhas, estão pagando de R$ 1.800 a R$ 2.000 por dia ao médico obstetra, como Nova Serrana, Bom Des-pacho e Formiga. Isso cria uma concorrência muito forte, pois os nossos pro-fissionais vão atender em outras cidades porque re-muneram melhor. Hoje não conseguimos manter esse valor da obstetrícia, pois pagávamos R$ 1.200 ao médico. JC: Em que medida o Pron-to Atendimento Médico funcionando na própria Santa Casa é importan-te para a manutenção da mesma? Dr. Gilberto: A importân-cia seria na parte financei-ra mesmo. O hospital tra-balha basicamente com o SUS. Temos 40% dos leitos para atendimentos parti-culares e utilizamos para fazer cirurgias estéticas, de Unimed e outros convê-nios que ajudam a manter o hospital. Se dependêsse-mos apenas dos SUS não conseguiríamos nem co-brir a folha de pagamen-to do hospital. Quando o pronto atendimento esta-va no hospital, tínhamos uma ajuda para pagar os médicos que ficavam de plantão. Caso o governo munici-pal venha a assumir defi-nitivamente a UPA, como o senhor vislumbra o futu-ro da Santa Casa? Dr. Gilberto: Acho que a UPA será uma boa insti-tuição. O governo hoje es-tá com plano de fazer uma rede de urgência e emer-gência em todas as cida-des que são referências de polo e microrregiões. Se o município realmente for contemplado em ser uma rede de urgência e emer-gência, daremos muito suporte para a UPA, por-que os atendimentos mais complexo da UPA viriam para o hospital. Os casos mais graves seriam enca-minhados para cá. O espaço está aberto pa-ra as suas considerações finais. Dr. Gilberto: Essa media-ção sanitária tende a ser muito boa para o muni-cípio. Temos que entro-sar e trabalhar junto com prefeitura, com UPA, com rede de urgência e emer-gência e Samu. Queremos otimizar os leitos da San-ta Casa para o SUS, pois so-mos um dos poucos hospi-tais que têm leitos sobran-do. Queremos que a popu-lação de Santo Antônio do Monte seja a cada dia mais bem servida.
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  • 12. 12 PLOÍTACI www.jornalcidademg.com.br Vereadores de Samonte rejeitam criação de novo loteamento llO A Câmara Municipal de Santo Antônio do Mon-te rejeitou na sessão de se-gunda- ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 feira (25/08), em pri-meira votação, o projeto de lei que autorizava a criação de um loteamento popular, localizado a um quilôme-tro de distância do córre-go Gandú, principal fonte de abastecimento de água da cidade. Populares con-trários à iniciativa se mobi-lizaram e participaram da reunião e pressionaram os vereadores a reprovarem o projeto, com o argumento de que o empreendimento poderia causar danos am-bientais ao manancial. A estratégia deu certo. Fizeram uso da tribuna a engenheira Miriam Basí-lio de Castro, representan-te do Grupo V8 Empreendi-mentos, e o delegado An-derson Vicente de Sousa, que criticou o projeto. Após os pronunciamentos, os parlamentares não apro-varam a criação do lotea-mento. LOTES A PREÇOS POPULARES Miriam disse que o Gru-po V8 Empreendimentos está presente em 28 cida-des de Minas Gerais e as negociações e ajustes do projeto para a aprovação do futuro bairro residen-cial Maria José Cardoso de Oliveira (Dona Dedé) ti-veram início há três anos, no mandato do ex-prefeito Leonardo Lacerda Camilo. A engenheira desta-cou que as pessoas de bai-xa renda não têm condi-ções de adquirir o seu imó-vel devido ao preço eleva-do dos lotes praticados no município. “Fizemos uma pesquisa de mercado. Lo-tes populares não existem na cidade. Nossa propos-ta é vender terrenos a par-tir de 29 mil reais e parce-las de R$ 374. Hoje, o cida-dão que tem uma renda familiar de dois mil reais em Santo Antônio do Mon-te, vai nascer e morrer sem ter condição de comprar o seu lote. Infelizmente es-sa é a realidade que encon-tramos”. Miriam acrescentou que o loteamento foi apro-vado pelos engenheiros da prefeitura e pelo Conselho Municipal de Meio Am-biente (Codema). “Também temos a licença estadual e a manifestação da Copasa e da Cemig. O que nos foi pedido foi prontamente atendido em cem por cen-to. Não ficou nenhum pe-dido que não pudesse ser cumprido. Até agora não vi nenhum laudo contrá-rio ao loteamento, a não ser falácias. Tem muita gente que critica sem saber o que está acontecendo”. A engenheira afirmou que o loteamento não afe-tará o córrego Gandú. “O que corre para o córrego? A água da chuva. Ela cor-re independentemente de ter loteamento ou não. O que vamos fazer é corrigir essa água através de dre-nagem pluvial subterrâ-nea para que não chegue com uma velocidade mui-to grande ao córrego, já que as ruas serão pavimenta-das”, garante. O OUTRO LADO Natural de Santo An-tônio do Monte, Anderson Vicente de Sousa é funcio-nário público há 19 anos e delegado em Belo Hori-zonte. Ele fez uso da tribu-na após o pronunciamen-to da engenheira e criticou a iniciativa do empreendi-mento. Anderson argumen-tou que o córrego Gandú já não consegue atender a de-manda de água do municí-pio. “É, no momento, a nos-sa única fonte de água. A Copasa precisa retirar 120 litros de água por segundo para nos abastecer com se-gurança. Devido à seca, fal-ta de chuva e falta de res-peito às nascentes, a Copa-sa está conseguindo reti-rar só 72 litros de água por segundo. Nosso abasteci-mento já está comprome-tido. A Copasa terá que fa-zer poços artesianos pa-ra complementar o nosso abastecimento de água”, garante. O delegado afirma que a empresa pretende cons-truir um dissipador de água pluvial com capa-cidade de 3.000 litros de água por segundo. “O dis-sipador vai ser instalado às margens da nascen-te. E quando encher? Pa-ra onde a água vai? Para o nosso córrego. Está no projeto. E quando forem fazer as obras para a cap-tação pluvial, quando en-contrarem o lençol freáti-co, eles vão drenar a água com uma bomba, colocar terra e compactar, no mo-mento em que vamos pre-cisar fazer poços artesia-nos para garantir o abas-tecimento de água da po-pulação!”, esbraveja. Outra falha apontada pelo santantoniense é a falta de um projeto de es-goto. “Como querem fazer um loteamento próximo ao córrego que abastece à ci-dade, próximo à nascente, e não apresentam um pro-jeto de esgoto? Eles que-rem pegar o esgoto e jogar no ‘penicão’ do Pedro La-cerda. Olha que loucura! Se nós não temos garan-tias que ele vai suportar o esgoto das casinhas, va-mos jogar esse lá dentro? No dia que der problemas, esse esgoto vai para a água que a gente bebe”, critica. Após os pronuncia-mentos, os vereadores de-cidiram, por unanimidade, rejeitar o projeto. A segun-da votação acontecerá na próxima sessão, segunda- -feira (01/09). mÍRIAN BASÍLIO DE CASTRO populares contrários ao projeto pressionaram os vereadores ANDERSON VICENTE DE SOUSA
  • 13. ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 facebook.com/jornalcidademg Sinal da Vivo continua com problemas em Samonte  1 Relatório da Administração Senhores Associados, Submetemos à apreciação de V.S.as as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30/06/2014 da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, na forma da Legislação em vigor. 1. Política Operacional Em 2014 o SICOOB LAGOACRED GERAIS completou 17 anos mantendo sua vocação de instituição voltada para fomentar o crédito para seu público alvo, os cooperados. A atuação junto aos seus cooperados se dá principalmente através da concessão de empréstimos e captação de depósitos. 2. Avaliação de Resultados No primeiro semestre de 2014, o SICOOB LAGOACRED GERAIS obteve um resultado de R$ 830.261,67, representando um retorno sobre o Patrimônio Líquido de 6,84%. 3. Ativos Os recursos depositados na Centralização Financeira somaram R$ 14.608.195,24. Por sua vez a carteira de créditos representava R$ 48.176.521,11. A carteira de crédito encontrava-se assim distribuída: Empréstimos R$ 27.982.762,46 58,08% Financiamentos R$ 1.223.838,56 2,54% Títulos descontados R$ 12.179.264,05 25,28% Cartão Lagoacred Card R$ 6.790.656,04 14,10% Total 48.176.521,11 100,00% Os Vinte Maiores Devedores representavam na data-base de 30/06/2014 o percentual de 15,01% da carteira, no montante de R$ 7.234.608,47. 4. Captação As captações, no total de R$ 43.621.551,41, apresentaram uma evolução em relação ao mesmo período do exercício anterior de 28,51%. As captações encontravam-se assim distribuídas: Depósitos à Vista R$ 14.067.275,97 32,25% Depósito à prazo R$ 29.554.275,44 67,75%  Os Vinte Maiores Depositantes representavam na data-base de 30/06/2014 o percentual de 21,84% da captação, no montante de R$ 9.522.378,74. 5. Patrimônio de Referência O Patrimônio de Referência do SICOOB LAGOACRED GERAIS era de R$12.373.213,12. O quadro de associados era composto por 17.647 Cooperados, havendo um acréscimo de 4,38% em relação ao mesmo período do exercício anterior. 6. Política de Crédito A concessão de crédito está pautada em prévia análise do propenso tomador, havendo limites de alçadas pré-estabelecidos a serem observados e cumpridos, cercando ainda a Singular de todas as consultas cadastrais e com análise do Associado através do “RATING” (avaliação por pontos), buscando assim garantir ao máximo a liquidez das operações. O SICOOB LAGOACRED GERAIS adota a política de classificação de crédito de sua carteira de acordo com as diretrizes estabelecidas na Resolução CMN nº 2.682/99, havendo uma concentração de 94,03% nos níveis de “A” a “C”. 7. Governança Corporativa Governança corporativa é o conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permitem aos associados definir e assegurar a execução dos objetivos da cooperativa, garantindo a sua continuidade, os princípios cooperativistas ou, simplesmente, a adoção de boas práticas de gestão. Nesse sentido, a administração da Cooperativa tem na assembleia geral, que é a reunião de todos os associados, o poder maior de decisão. A gestão da Cooperativa está alicerçada em papéis definidos, com clara separação de funções. Cabem ao Conselho de Administração as decisões estratégicas e à Diretoria Executiva, a gestão dos negócios da Cooperativa no seu dia a dia. A Cooperativa possui ainda um Agente de Controles Internos, supervisionado diretamente pelo SICOOB LAGOACRED GERAIS, que, por sua vez, faz as auditorias internas. Os balanços da Cooperativa são auditados por auditor externo, que emite relatórios, levados ao conhecimento dos Conselhos e da Diretoria. Todos esses processos são acompanhados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil, órgão ao qual cabe a competência de fiscalizar a Cooperativa. 2 ll Clientes da operado-ra Vivo estão indignados com o serviço prestado (ou a falta de serviço presta-do) em Santo Antônio do Monte. Reclamações co-mo estas acima são cons-tantes nas redes sociais, principalmente no grupo “Associação Acorda Sa-monte”, no Facebook, que possui mais de 2.600 usu-ários. Após cobrança da Câ-mara Municipal, a opera-dora enviou no mês de ju-lho um ofício aos verea-dores informando que as melhorias na prestação do serviço deveriam ser im-plantadas a partir de agos-to. Mas até a última quar-ta- feira, a situação conti-nuava a mesma: dificulda-de para fazer e receber li-gações em vários momen-tos durante o dia. Os usu-ários apenas ouvem o to-que de telefone ocupado. “Desde o começo do ano a prestação de serviço da Vivo piorou muito. Em Santo Antônio do Monte a internet móvel nunca fun-cionou. Eu pago 230 re-ais de um pacote que não consigo utilizar os servi-ços contratados. Preten-do entrar com uma ação na justiça contra a Vivo pedindo danos materiais e morais. Vários clientes já me reclamaram que não conseguem falar comigo, pois o telefone está sem-pre ocupado”, desabafa o advogado Antônio Bolina Neto. Na última quarta-feira a Câmara Municipal, por meio do presidente Luis Antônio Resende, enviou outro ofício à operado-ra, solicitando “providên-cias urgentes” no sentido de melhorar o sinal de te-lefonia móvel no municí-pio. “A Vivo informou que a partir de agosto iria fazer a expansão. Mas nada mu-dou”, lamenta o vereador. O Jornal Cidade entrou em contato com a opera-dora, mas não conseguiu falar com o atendente. O repórter desligou a liga-ção depois de esperar 6 minutos e 43 segundos. Depoimentos de clientes postados no Facebook: Raquel Elton: “Isso está uma vergonha. Eu dependo do meu celular para colocar comida em casa, mas com esta situação está difícil trabalhar”. Pedro Sousa: “Nossa! A Vivo aqui em Samonte está uma m.... se fosse caso de morte e precisássemos ligar, todos iriam morrer”. Sara Silva: “Não sei pra que tem torre da Vivo nessa cidade, porque ela nunca pega”. Gianny Guedes: “Tá uma pouca vergo-nha. Pra colocar antena demora, mas as contas mensais chegam na data certinha”. Mudanças anunciadas pela operadora ainda não ocorreram CIDADES 13
  • 14. 14 PUABCILÇÕES OFACIIIS www.jornalcidademg.com.br ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 Tendo em vista o risco que envolve a intermediação financeira, a Cooperativa adota ferramentas de gestão. Para exemplificar, na concessão de crédito, a Cooperativa adota o Manual de Crédito, aprovado, como muitos outros manuais, pelo Sicoob Confederação e homologado pela Central. Além do Estatuto Social, são adotados regimentos e regulamentos, entre os quais destacamos o Regimento Interno, o Regimento do Conselho de Administração, o Regimento do Conselho Fiscal, o Regulamento Eleitoral. A Cooperativa adota procedimentos para cumprir todas as normas contábeis e fiscais, além de ter uma política de remuneração de seus empregados e estagiários dentro de um plano de cargos e salários que contempla a remuneração adequada, a separação de funções e o gerenciamento do desempenho de todo o seu quadro funcional. Todos esses mecanismos de controle, além de necessários, são fundamentais para levar aos associados e à sociedade em geral a transparência da gestão e de todas as atividades desenvolvidas pela instituição. 8. Conselho Fiscal Eleito a cada 2 anos na AGO, com mandato até a AGO de 2015, o Conselho Fiscal tem função complementar à do Conselho de Administração. Sua responsabilidade é verificar de forma sistemática os atos da administração da Cooperativa, bem como validar seus balancetes mensais e seu balanço patrimonial anual. Todos os membros efetivos e suplentes do Conselho Fiscal participaram de um curso de formação ministrado pelo SICOOB CENTRAL CECREMGE, com o objetivo de detalhar as responsabilidades dos conselheiros fiscais e as formas de exercê-las. 9. Código de Ética Todos os integrantes da equipe do SICOOB LAGOACRED GERAIS aderiram, por meio de compromisso firmado, ao Código de Ética e de Conduta Profissional proposto pela Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO. A partir de então, todos os novos funcionários, ao ingressar na Cooperativa, assumem o mesmo compromisso. 10. Sistema de Ouvidoria A Ouvidoria, constituída em 2007 representou um importante avanço a serviço dos cooperados, dispõe de diretor responsável pela área e de um Ouvidor. Atende às manifestações recebidas por meio do Sistema de Ouvidoria do SICOOB, composto por sistema tecnológico específico, atendimento via DDG 0800 e sítio na internet integrado com o sistema informatizado de ouvidoria tendo  e mantidas em cada entidade do Sicoob, Sob a supervisão da respectiva entidade auditora (se cooperativa singular, da cooperativa central; se cooperativa central e Bancoob, do Sicoob Confederação). g) Para situações de risco identificadas são estabelecidas planos de ação, com a aprovação da Diretoria Executiva, que são registrados em sistema próprio para acompanhamento pelo Agente de controles Internos e Riscos(ACIR) h) Não obstante a centralização do gerenciamento do risco operacional, Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, possui estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição ao risco operacional. 11.2 Risco de mercado a) O gerenciamento do risco de mercado da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco de mercado, por meio das boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na Resolução CMN nº 3.464/2007. b) Conforme preceitua o art. 11 da Resolução CMN nº 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, aderiu à estrutura única de gestão do risco de mercado do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), a qual se encontra evidenciada em relatório disponível no sítio www.sicoob.com.br. c) No gerenciamento do risco de mercado são adotados procedimentos padronizados de identificação de fatores de risco, de classificação da carteira de negociação (trading) e não negociação (banking), de mensuração do risco de mercado, de estabelecimento de limites de risco, de testes de estresse e de aderência do modelo de mensuração de risco (backtesting). d) Não obstante a centralização do gerenciamento do risco de mercado e de liquidez, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS possui estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos, sendo proporcional à dimensão da exposição ao risco de mercado da Entidade. 11.3 Risco de crédito a) O gerenciamento de risco de crédito da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, objetiva garantir a aderência às normas vigentes, maximizar o uso do capital e 5 a atribuição de assegurar o cumprimento das normas relacionadas aos direitos dos usuários de nossos produtos, além de atuar como canal de comunicação com os nossos associados e integrantes das comunidades onde estamos presentes. No primeiro semestre de 2014, a Ouvidoria do SICOOB LAGOACRED GERAIS registrou 01 manifestações de cooperados sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Cooperativa. Dentre elas, havia reclamações, pedidos de esclarecimento de dúvidas e solicitações de providências relacionadas principalmente a atendimento, conta corrente, cartão de crédito e operações de crédito. Desta 01 reclamação, 01 foi considerada procedente e resolvida dentro dos prazos legais, de maneira satisfatória para as partes envolvidas, em perfeito acordo com o previsto na legislação vigente. 11. Gerenciamento de Risco e de Capital 11.1 Risco operacional a) O gerenciamento do risco operacional da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco operacional, por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na Resolução CMN nº 3.380/2006. b) Conforme preceitua o art. 11 da Resolução CMN nº 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, aderiu à estrutura única de gestão do risco operacional do Sicoob, centralizada na Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. - Sicoob Confederação, a qual se encontra evidenciada em relatório disponível no sítio www.sicoob.com.br. c) O processo de gerenciamento do risco operacional do Sicoob Consiste na avaliação qualitativa dos riscos objetivando a melhoria continua dos processos. d) O uso da lista de verificação de conformidade (LVC) tem por objetividade identificar situações de risco de não conformidade, que após identificadas são cadastradas no sistema de Controles Internos de Riscos Operacionais (Scir) e) As informações cadastradas no sistema de Controles Internos e Riscos Operacionais (Scir) são mantidas em banco de dados fornecidos pelo Sicoob Confederação. f) A documentação que evidencia a efetividade, a tempestividade e a conformidade das ações para tratamento dos riscos operacionais, bem como as informações referentes as perdas associadas ao risco operacional são registradas  minimizar os riscos envolvidos nos negócios de crédito por meio das boas práticas de gestão de riscos. b) Conforme preceitua o art. 10 da Resolução CMN nº 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS aderiu à estrutura única de gestão do risco de crédito do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), a qual se encontra evidenciada em relatório disponível no sítio www.sicoob.com.br. c) Compete ao gestor a padronização de processos, de metodologias de análises de risco de clientes e de operações, de criação e de manutenção de política única de risco de crédito para o Sicoob, além do monitoramento das carteiras de crédito das cooperativas. d) Não obstante a centralização do gerenciamento de risco de crédito, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS possui estrutura compatível com a natureza das operações e com a complexidade dos produtos e serviços oferecidos sendo proporcional à dimensão da exposição ao risco de crédito da entidade. 11.4 Gerenciamento de capital a) A estrutura de gerenciamento de capital da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco de insuficiência de capital para fazer face aos riscos em que a entidade está exposta, por meio das boas práticas de gestão de capital, na forma instruída da Resolução CMN 3.988/2011. b) Conforme preceitua o artigo 9 da Resolução CMN 3.988/2011, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, aderiu à estrutura única de gerenciamento de capital do Sicoob, centralizada na Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. (Sicoob Confederação), a qual se encontra evidenciada em relatório disponível no sítio www.sicoob.com.br. c) O gerenciamento de capital centralizado consiste em um processo continuo de monitoramento do capital, e é realizado pelas entidades do Sicoob com objetivo de: I. Avaliar a necessidade de capital para fazer face aos riscos a que as entidades do Sicoob estão sujeitas; II. Planejar metas e necessidades de capital, considerando os objetivos estratégicos das entidades do Sicoob. III. Adotar postura prospectiva, antecipando a necessidade de capital decorrente de possíveis mudanças nas condições de mercado. 6  3  4
  • 15. ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 facebook.com/jornalcidademg PUBLICAÇÕES OFICIAIS 15 d) Adicionalmente, são realizadas também simulações de eventos severos em condições extremas de mercado, com a conseqüente avaliação de seus impactos no capital das entidades do Sicoob. Agradecimentos Agradecemos aos nossos associados pela preferência e confiança e aos funcionários e colaboradores pela dedicação. COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. Em Reais SICOOB LAGOACRED GERAIS BALANÇOS PATRIMONIAIS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 JUNHO DE 2014 E 2013 P A S S I V O 30/06/2014 30/06/2013 Circulante 51.963.989,04 40.141.695,29 Depósitos (Nota 12) 43.621.551,41 35.342.879,00 Depósitos à Vista 14.067.275,97 9.646.678,95 Depósitos a Prazo 29.554.275,44 25.696.200,05 Relações Interdependências 16.130,84 12.325,23 Recursos em Trânsito de Terceiros 16.130,84 12.325,23 Obrigações Por Empréstimos (Nota 13) 2.012.562,28 - Empréstimos no País - Outras Instituições 2.012.562,28 - Obrigações Por Repasses do País - Instituições Oficiais (Nota 13) 1.030.684,62 379.844,67 Outras Instituições 1.030.684,62 379.844,67 Outras Obrigações (Nota 14) 5.283.059,89 4.406.646,39 Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados 48.187,83 24.223,17 Sociais e Estatutárias 399.420,13 325.589,00 Fiscais e Previdenciárias 245.506,58 139.684,85 Diversas 4.589.945,35 3.917.149,37 Exigível a Longo Prazo 971.549,87 1.121.562,91 Obrigações Por Empréstimos (Nota 13) 499.999,95 - Empréstimos no País - Outras Instituições 499.999,95 - Obrigações Por Repasses do País - Instituições Oficiais (Nota 13) 361.111,06 958.333,33 Outras Instituições 361.111,06 958.333,33 Outras Obrigações (Nota 14) 110.438,86 163.229,58 Diversas 110.438,86 163.229,58 Patrimônio Líquido (Nota 16) 12.976.127,26 10.564.322,59 Capital Social 9.178.037,63 7.520.460,22 De Domiciliados no País 9.226.561,05 7.528.542,09 (Capital a Realizar) (48.523,42) (8.081,87) Reserva de Lucros 2.967.827,96 2.161.981,11 Sobras Acumuladas 830.261,67 881.881,26 TOTAL 65.911.666,17 51.827.580,79 As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. SICOOB LAGOACRED GERAIS BALANÇOS PATRIMONIAIS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 JUNHO DE 2014 E 2013 COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. SICOOB LAGOACRED GERAIS DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2014 E 2013 Em Reais Atividades Operacionais 30/06/2014 30/06/2013 DESCRIÇÃO Sobras/Perdas do Semestre 1.269.733,85 1.098.052,75 IRPJ / CSLL (14.799,90) (5.914,04) Provisão para Operações de Crédito 442.172,63 319.450,52 Provisão de Juros ao Capital (424.672,28) (210.257,45) Depreciações e Amortizações 109.930,69 103.266,32 1.382.364,99 1.304.598,10 Aumento (redução) em ativos operacionais Operações de Crédito (5.525.558,23) (7.487.838,54) Outros Créditos (775.874,43) (526.006,87) Outros Valores e Bens (37.368,29) (185.439,74) Aumento (redução) em passivos operacionais Depósitos a Vista 2.723.374,22 1.166.328,93 Depósitos a Prazo 6.953.135,17 8.194.512,43 Outras Obrigações (5.170.750,15) (3.542.109,69) Relações Interdependências 10.807,34 (2.118,48) Obrigações por Empréstimos e Repasses (855.292,95) 326.550,74 Caixa Líquido Aplicado em Atividades Operacionais (1.295.162,33) (751.523,12) Atividades de Investimentos Inversões em Imobilizado de Uso (313.678,20) (93.110,63) Inversões em Investimentos (428.276,44) (231.982,73) Outros Ajustes 194,67 - Caixa Líquido Aplicado / Originado em Investimentos (741.759,97) (325.093,36) Atividades de Financiamentos Aumento por novos aportes de Capital 480.014,89 753.315,85 Devolução de Capital à Cooperados (124.141,81) (58.787,39) Estorno de Capital (156.285,69) - Destinação de Sobras Exercício Anterior Cotas de Capital à Pagar (1.296,39) (4.414,69) Destinação de Sobras Exercício Anterior Ao FATES (178.489,89) (68.436,25) Caixa Líquido Aplicado / Originado em Financiamentos 19.801,11 621.677,52 Aumento / Redução Líquida das Disponibilidades (2.017.121,19) (454.938,96) Modificações em Disponibilidades Líquida No Ínicio do Período 17.485.484,90 9.095.493,05 No Fim do Período (Nota 3 - c) 15.468.363,71 8.640.554,09 Variação Líquida das Disponibilidades (2.017.121,19) (454.938,96)  7 Lagoa da Prata, 06 de Agosto de 2014. Conselho de Administração e Diretoria Em Reais A T I V O 30/06/2014 30/06/2013 Circulante 51.785.203,43 39.201.252,87 Disponibilidades 688.928,16 267.685,11 Relações Interfinanceiras (Nota 4) 14.779.435,55 8.372.868,98 Correspondentes 171.240,31 100.209,30 Centralização Financeira - Cooperativas 14.608.195,24 8.272.659,68 Operações de Crédito (Nota 5) 28.475.264,49 23.277.011,31 Operações de Crédito 30.098.409,74 23.946.301,86 (Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa) (1.623.145,25) (669.290,55) Outros Créditos (Nota 6) 7.692.973,75 7.010.468,35 Rendas a Receber 173.219,95 94.456,84 Diversos 7.670.511,88 7.355.408,83 (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (150.758,08) (439.397,32) Outros Valores e Bens (Nota 7) 148.601,48 273.219,12 Outros Valores e Bens 97.150,35 239.487,16 (Provisões para Desvalorizações) (27.631,49) (27.631,49) Despesas Antecipadas 79.082,62 61.363,45 Realizável a Longo Prazo 11.921.331,54 11.095.998,31 Operações de Crédito (Nota 5) 11.741.793,99 10.932.804,35 Operações de Crédito 11.741.793,99 10.932.804,35 Outros Créditos (Nota 6) 179.537,55 163.193,96 Diversos 179.537,55 163.193,96 Permanente 2.205.131,20 1.530.329,61 Investimentos (Nota 8) 1.195.084,65 761.796,58 Participações em Cooperativas 1.195.084,65 761.796,58 Imobilizado em Uso (Nota 9) 965.058,53 709.619,76 Outras Imobilizações de Uso 2.188.757,60 1.734.677,67 (Depreciações Acumuladas) (1.223.699,07) (1.025.057,91) Intangível (Nota 10) 34.295,52 42.920,54 Ativos Intangíveis 164.697,25 159.697,25 (Amortização Acumulada) (130.401,73) (116.776,71) Diferido (Nota 11) 10.692,50 15.992,73 Gastos de Organização e Expansão 60.401,94 60.401,94 (Amortização Acumulada) (49.709,44) (44.409,21) TOTAL DO ATIVO 65.911.666,17 51.827.580,79 As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
  • 16. 16 PUABCILÇÕES OFACIIIS www.jornalcidademg.com.br ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014  1 COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. SICOOB LAGOACRED GERAIS DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2014 E 2013 Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2014 E 2013 1. Contexto operacional A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, fundada em 20 de Outubro de 1996, filiada à Central das Cooperativas de Economia e Crédito de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CENTRAL CECREMGE e componente da Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Lei nº 4.595/64, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, pela Lei nº 5.764/71, que define a Política Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar nº 130/09, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e pela Resolução CMN nº 3.859/10, do Conselho Monetário Nacional, que dispõe sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito. A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS possui Posto de Atendimento (PA) na cidade de Santo Antonio do Monte. O SICOOB LAGOACRED GERAIS tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como finalidade: (i) Proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados; (ii) A formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda mútua da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e (iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização de convênios com outras instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo com ou sem emissão de certificado, visando preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos. Em 12 de Março de 2010 ocorreu a transformação do SICOOB LAGOACRED GERAIS para entidade de "Livre Admissão de Associados"; aprovada junto ao Banco Central do Brasil - BACEN em 12 de Maio de 2010. 2. Apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis são de responsabilidades da Administração da Cooperativa e foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, consideradas as alterações exigidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, adaptadas às peculiaridades da legislação cooperativista e às normas e instruções do Banco Central do Brasil – BACEN, bem como apresentadas conforme o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. Consideram ainda, no que forem julgados pertinente e relevante, os pronunciamentos, orientações e as interpretações técnicas emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC. Desta forma, as demonstrações contábeis foram revisadas e aprovadas pela administração, em sua reunião datada de 06/08/2014. Em aderência ao processo de convergência às normas internacionais de Contabilidade, algumas Normas e suas Interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicadas às instituições financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do DEMONSTRAÇÕES DE SOBRAS OU PERDAS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2014 E 30 DE JUNHO DE 2013  COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. SICOOB LAGOACRED GERAIS Brasil. Nesse sentido, os Pronunciamentos contábeis já aprovados pelo Banco Central do Brasil são: CPC Conceitual Básico (R1) - Resolução CMN nº4.144/12; CPC 01(R1) - Redução ao Valor Recuperável de Ativos - Resolução CMN nº 3.566/08; CPC 03 (R2) - Demonstrações do Fluxo de Caixa - Resolução CMN nº 3.604/08; CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas - Resolução CMN nº 3.750/09; CPC 10 (R1) - Pagamento Baseado em Ações - Resolução CMN nº 3.989/11; CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. – Resolução CMN nº 4.007/11; CPC 24 - Evento Subsequente - Resolução CMN nº 3.973/11; e CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes – Resolução CMN nº 3.823/09. 2 3. Resumo das principais práticas contábeis a) Apuração do resultado Os ingressos e dispêndios são registrados de acordo com o regime de competência. As operações de crédito com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate, e os ingressos e dispêndios correspondentes ao período futuro são apresentados em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. Os ingressos e dispêndios de natureza financeira são contabilizados pelo critério "pro-rata temporis" e calculados com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados, que são calculadas com base no método linear. As operações de crédito com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço. As receitas e despesas são reconhecidas na demonstração de sobras em conformidade com o regime de competência. As receitas com prestação de serviços são reconhecidas na demonstração de sobras ou perdas quando da prestação de serviços a terceiros, substancialmente serviços bancários. Os dispêndios e as despesas e os ingressos e receitas operacionais, são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de ato não cooperativo, quando não identificados com cada atividade. b) Estimativas contábeis Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações contábeis da Cooperativa incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à seleção das vidas úteis dos bens do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, entre outros. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. A Cooperativa revisa as estimativas e premissas, no mínimo, semestralmente. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, incluem as rubricas caixa, depósitos bancários e as relações interfinanceiras de curto prazo e de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valores e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. O caixa e equivalente de caixa compreendem: 30/06/2014 30/06/2013 Caixa e depósitos bancários 688.928,16 267.685,11 Relações interfinanceiras – centralização financeira 14.779.435,55 8.372.868,98 Total 15.468.363,71 8.640.554,09 Em Reais Capital Subscrito Capital a Realizar Legal Contingências Saldos em 31/12/2012 5.630.877,20 (10.055,26) 1.966.949,32 82.763,40 1.390.229,15 9.060.763,81 Destinação de Sobras Exercício Anterior Ao FATES (68.436,25) (68.436,25) Constituição de Reservas 195.031,79 (195.031,79) Ao Capital 1.205.109,82 (1.205.109,82) Cotas de Capital à Pagar - Ex associados (4.414,69) (4.414,69) Movimentação de Capital: - Por Subscrição/Realização 751.342,46 1.973,39 7 53.315,85 Por Devolução ( - ) ( 58.787,39) ( 58.787,39) Reversões de Reservas ( 82.763,40) 82.763,40 - Sobras ou Perdas Líquidas 1.092.138,71 1 .092.138,71 Provisão de Juros ao Capital (210.257,45) ( 210.257,45) Saldos em 30/06/2013 7.528.542,09 (8.081,87) 2.161.981,11 - 881.881,26 10.564.322,59 Saldos em 31/12/2013 8.206.774,75 (9.637,62) 2.555.928,22 195.031,79 1.177.967,34 12.126.064,48 Destinação de Sobras Exercício Anterior (Nota 16) Ao FATES (178.489,89) (178.489,89) Constituição de Reservas 137.299,91 274.599,83 (411.899,74) Ao Capital 781.313,11 (781.313,11) Cotas de Capital à Pagar - Ex associados (1.296,39) (1.296,39) Movimentação de Capital: - Por Subscrição/Realização 518.900,69 (38.885,80) 4 80.014,89 Por Devolução ( - ) ( 124.141,81) ( 124.141,81) Estorno de Capital ( 156.285,69) ( 156.285,69) Reversões de Reservas (Nota 16) ( 195.031,79) 195.031,79 - Sobras ou Perdas Líquidas 1.254.933,95 1 .254.933,95 Provisão de Juros ao Capital (Nota 17) (424.672,28) ( 424.672,28) Saldos em 30/06/2014 9.226.561,05 (48.523,42) 2.693.228,13 274.599,83 830.261,67 12.976.127,26 As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Totais Sobras ou Perdas Acumuladas Reservas de Sobras Eventos Capital Em Reais Descriminação 30/06/2014 30/06/2013 RECEITAS(INGRESSOS) DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 4 .597.989,75 3.666.583,23 Operações de Crédito 4 .597.989,75 3.666.583,23 DESPESAS(DISPÊNDIOS) DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA (2.416.865,70) (1.488.202,66) Operações de Captação no Mercado (1.540.967,26) (818.722,60) Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses (196.800,15) (42.668,96) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (679.098,29) (626.811,10) RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 2 .181.124,05 2.178.380,57 OUTRAS RECEITAS/DESPESAS (INGRESSOS/DISPÊNDIOS) OPERACIONAIS (941.478,37) (1.080.702,16) Receitas(Ingressos) de Prestação de Serviços 1 .149.931,40 1.036.586,88 Rendas(Ingressos) de Tarifas Bancárias 838.186,65 746.363,58 Despesas(Dispêndios) de Pessoal (2.356.274,17) (1.777.789,69) Outras Despesas(Dispêndios) Administrativas (1.384.717,00) (1.284.255,50) Despesas(Dispêndios) Tributárias (41.834,89) (31.111,58) Outras Receitas(Ingressos) Operacionais (Nota 18) 50.195,38 448,68 Ingressos de Depósitos Intercooperativos 844.725,03 297.896,98 Outras Despesas(Dispêndios) Operacionais (Nota 19) (41.690,77) (68.841,51) RESULTADO OPERACIONAL 1 .239.645,68 1.097.678,41 RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 20) 30.088,17 374,34 RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO E PARTICIPAÇÕES 1 .269.733,85 1.098.052,75 IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (14.799,90) (5.914,04) Provisão para Imposto de Renda (7.399,95) (2.957,02) Provisão para Contribuição Social (7.399,95) (2.957,02) LUCRO/PREJUÍZO(SOBRA/PERDA) LÍQUIDO 1 .254.933,95 1.092.138,71 JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO (Nota 17) (424.672,28) (210.257,45) As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
  • 17. ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 facebook.com/jornalcidademg PUBLICAÇÕES OFICIAIS 17  5 s) Valor recuperável de ativos – impairment A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por “impairment”, quando aplicável, são registradas no resultado do período em que foram identificadas. Em 30 de junho de 2014 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável dos ativos não financeiros. t) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para a sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para as demonstrações contábeis encerradas em 30 de junho de 2014. 4. Relações interfinanceiras Em 30 de junho de 2014 e 2013, as aplicações em Relações Interfinanceiras estavam assim compostas: Descrição 30/06/2014 30/06/2013 Correspondentes 171.240,31 100.209,30 Centralização Financeira – Cooperativas (a) 14.608.195,24 8.272.659,68 Total 14.779.435,55 8.372.868,98 (a) Referem-se à centralização financeira das disponibilidades líquidas da Cooperativa, depositadas junto ao SICOOB CENTRAL CECREMGE conforme determinado no art. 37, da Resolução CMN nº 3.859/10. 5. Operações de crédito a) Composição da carteira de crédito por modalidade: Modalidade 30/06/2014 30/06/2013 Circulante Não Circulante Total Adiantamento a Depositante 454.338,66 0,00 454.338,66 213.292,26 Cheque Especial / Conta Garantida 1.576.963,95 0,00 1.576.963,95 1.417.898,88 Empréstimos 15.166.273,62 11.239.524,89 26.405.798,51 22.048.391,07 Financiamentos 721.569,46 502.269,10 1.223.838,56 1.602.535,09 Títulos Descontados 12.179.264,05 0,00 12.179.264,05 9.596.988,91 ( - ) Provisão para Perda com Operações (1.623.145,25) (669.290,55) de Crédito Total 30.098.409,74 11.741.793,99 40.217.058,48 34.209.815,66  benefício econômico. Os ativos intangíveis compreendem softwares adquiridos de terceiros e são amortizados ao longo de sua vida útil estimada. b) Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a 6 Resolução CMN nº 2.682/1999: Nível / Percentual de Risco / Situação Total em 30/06/2014 Provisões 30/06/2014 Total em 30/06/2013 Provisões 30/06/2013 A 0,50% Normal 31.495.436,30 157.479,04 29.259.840,48 146.299,70 B 1% Normal 5.313.721,91 53.137,22 2.669.817,62 26.698,60 B 1% Vencidas 624.550,02 6.245,50 392.334,08 3.923,34 C 3% Normal 1.374.094,40 41.222,83 921.622,93 27.648,69 C 3% Vencidas 338.902,07 10.167,02 449.998,32 13.499,95 D 10% Normal 418.693,89 41.869,39 338.782,62 33.878,26 D 10% Vencidas 322.749,40 32.274,94 195.073,40 19.507,34 E 30% Normal 455.645,06 136.693,52 182.169,12 54.650,74 E 30% Vencidas 150.661,61 45.198,48 74.202,81 22.260,84 F 50% Normal 126.602,81 63.301,40 64.811,36 32.405,68 F 50% Vencidas 197.330,55 98.665,27 31.296,07 15.648,04 G 70% Normal 44.965,72 31.476,00 20.477,32 14.334,12 G 70% Vencidas 238.117,84 166.682,49 67.149,42 47.004,59 H 100% Normal 181.400,01 181.400,01 94.532,75 94.532,75 H 100% Vencidas 557.332,14 557.332,14 116.997,91 116.997,91 Total Normal 39.410.560,10 706.579,41 33.552.054,20 430.448,54 Total Vencido 2.429.643,63 916.565,84 1.327.052,01 238.842,01 Total Geral 41.840.203,73 1.623.145,25 34.879.106,21 669.290,55 Provisões (1.623.145,25) (669.290,55) Total Líquido 40.217.058,48 34.209.815,66 c) Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento: Descrição Até 90 De 91 a 360 Acima de 360 Total Empréstimos 4.840.226,24 10.326.047,38 11.239.524,89 26.405.798,51 Títulos Descontados 10.800.836,10 1.378.427,95 0,00 12.179.264,05 Financiamentos 185.677,26 535.892,20 502.269,10 1.223.838,56 Total 15.826.739,60 12.240.367,53 11.741.793,99 39.808.901,12 Obs.: Não inclui Adiantamento a Depositantes, Cheque Especial e Conta Garantida. d) Composição da carteira de crédito por tipo de produto, cliente e atividade econômica: Descrição 30/06/2014 % da carteira Setor Privado – Comércio 3.087,64 0,01% Setor Privado – Indústria 25.739,75 0,06% Setor Privado – Serviços 9.908.500,01 24,89% Setor Privado – Outros Serviços 3.108.960,69 7,81% Pessoa Física 26.762.613,03 67,23% Total 39.808.901,12 100,00% e) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa de operações de crédito: Descrição 30/06/2014 30/06/2013 Saldo Inicial 1.180.972,62 349.840,03 Constituições / Reversões no período 630.339,71 Transferência para Prejuízo no período (188.167,08) 425.504,40 (106.053,88) Total 1.623.145,25 669.290,55  3 d) Operações de crédito As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, retificadas por conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pós-fixadas são registradas a valor presente, calculadas "pro rata temporis", com base na variação dos respectivos indexadores pactuados. e) Provisão para operações de crédito Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos específicos apresentados em cada operação, além da conjuntura econômica. A Resolução CMN nº 2.682 introduziu os critérios para classificação das operações de crédito definindo regras para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco, de AA (risco mínimo) a H (risco máximo). f) Depósitos em garantia Existem situações em que a cooperativa questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações movidas contra si. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. g) Investimentos Representados substancialmente por quotas do SICOOB CENTRAL CECREMGE e ações do Bancoob, avaliadas pelo método de custo de aquisição. h) Imobilizado Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, veículos, benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para baixar o custo de cada ativo a seus valores residuais de acordo com as taxas divulgadas em nota específica abaixo, que levam em consideração a vida útil econômica dos bens. i) Diferido O ativo diferido foi constituído pelas benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, e pelos softwares adquiridos, registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de aquisição, respectivamente, e classificados nessa conta conforme determinação do COSIF. Esses gastos estão sendo amortizados pelo método linear no período de 05 anos. Conforme determinado pela Resolução CMN nº 3.617/08, devem ser registrados no ativo diferido, exclusivamente, os gastos que contribuirão para o aumento do resultado de mais de um exercício social. Os saldos existentes em setembro de 2008 são mantidos até a sua efetiva realização. j) Intangível Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período estimado de  4 k) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem mais recursos contrários, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável, quando aplicável, são apenas divulgados em notas explicativas às demonstrações contábeis. l) Obrigações por empréstimos e repasses As obrigações por empréstimos e repasses são reconhecidas inicialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos da transação. Em seguida, os saldos dos empréstimos tomados são acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido, assim como das despesas a apropriar referente aos encargos contratados até o final do contrato, quando calculáveis. m) Demais ativos e passivos São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas, até a data do balanço. Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridas. n) Provisões São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. o) Passivos contingentes São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída no futuro de recursos para liquidação das ações, e quando os montantes envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações com chance de perda possível são apenas divulgadas em nota explicativa às demonstrações contábeis e as ações com chance remota de perda não são divulgadas. p) Obrigações legais São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro instrumento fundamentado em lei, aos quais a Cooperativa tem por diretriz. q) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são calculados sobre o resultado apurado em operações consideradas como atos não-cooperativos. O resultado apurado em operações realizadas com cooperados é isento de tributação. r) Segregação em circulante e não circulante Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores a 360 dias estão classificados no circulante, e os prazos superiores, no longo prazo (não circulante).
  • 18. 18 PUABCILÇÕES OFACIIIS www.jornalcidademg.com.br ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014  9 11. Diferido Nesta rubrica registram-se as benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, substancialmente, instalações e reforma de PAs. 12. Depósitos Os depósitos à vista não são remunerados. Os depósitos a prazo recebem encargos financeiros contratados. Os depósitos, até o limite de R$ 250 mil (duzentos e cinquenta mil) por CPF/CNPJ, estão garantidos pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), constituído conforme Resoluções CMN n° 4.150/12 e 4.284/13. 13. Relações interfinanceiras / Obrigações por empréstimos e repasses São demonstradas pelo valor principal acrescido de encargos financeiros e registram os recursos captados junto a outras instituições financeiras para repasse aos associados em diversas modalidades e Capital de Giro. As garantias oferecidas são a caução dos títulos de créditos dos associados beneficiados. Instituições Taxa Vencimento 30/06/2014 30/06/2013 Cecremge 110% CDI 14/09/2016 2.512.562,23 0,00 BDMG TJLP + 1,5% a.a 15/02/2017 1.391.795,68 1.338.178,00 Total 3.904.357,91 1.338.178,00 14. Outras Obrigações 14.1 Sociais e Estatutárias Descrição 30/06/2014 30/06/2013 FATES - Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (a) 146.546,24 197.015,90 Cotas de capital a pagar (b) 67.838,79 11.627,84 Gratificações a pagar Dirigentes e Funcionário (c) 185.035,10 116.945,26 Total 399.420,13 325.589,00 (a) O FATES é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa, sendo constituído pelo resultado dos atos não cooperativos e 10% das sobras líquidas, conforme determinação estatutária. A classificação desses valores em contas passivas segue determinação do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. (b) Capital Social à ser devolvido para cooperados que vieram à agência e pediram demissão no ano de 2013. (c) Provisão para pagamento de 14º Salário aos funcionários da Cooperativa no caso de cumprimento da meta anual aprovada no inicio do ano pelo Conselho de Administração e provisão para o fundo destinado aos diretores a ser pago aos mesmos no fim de seus mandatos, conforme aprovação em Assembleia Geral no Ano de 2011, letra “D”, item “7”. 14.2 Diversas Descrição 30/06/2014 30/06/2013 Cheques Depositados (1) 468.388,49 140.363,45 Credores Diversos (2) 3.226.889,63 3.062.853,69  processada apenas dia 01/07/2014 (R$ 519.465,70), Adiantamento para despesas de viagens (R$ 800,00), Fundo Fixo para pagamento (R$ 6.384,18) e Plano de Saúde à repassar (R$ 391,58) Provisão Passivos Contingentes (3) 110.438,86 163.229,58 Provisão Para Pagamentos à efetuar (4) 874.391,55 545.850,76 Outros (5) 20.275,68 168.081,47 Total 4.700.384,21 4.080.378,95 (1) Refere-se a cheques depositados relativos a descontos enviados a compensação, porém 10 não baixados até a data-base de 30/06/2014. (2) A Rubrica em sua maioria está composta por valores a repassar a lojistas que efetuaram vendas com o Cartão Lagoacred Card. (3) Quando do advento da lei no. 9.718/98, a cooperativa entrou com ação judicial questionando a legalidade da inclusão de seus ingressos decorrentes de atos cooperados na base de cálculo do PIS e COFINS (R$ 107.759,55) está também provisionado valores para cobrir demandas Trabalhistas (R$ 2.679,31). (4) Provisões Trabalhistas, como férias, 13º salario, e encargos (R$ 343.833,20), provisões pagamentos de despesas Administrativas (R$ 99.056,69), Juros ao Capital (R$ 424.672,28) e Outros pagamentos (R$ 6.829,38). (5) Saldo composto por Obrigações por prestação de serviço, Conta Salário (R$ 20.275,68). 15. Instrumentos financeiros O SICOOB LAGOACRED GERAIS opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, aplicações interfinanceiras de liquidez, relações interfinanceiras, operações de crédito, depósitos a vista e a prazo, empréstimos e repasses. Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no balanço patrimonial a valores contábeis, os quais se aproximam dos valores justos. 16. Patrimônio líquido a) Capital Social O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de R$ 1,00 cada e integralizado por seus cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem direito em um voto, independente do número de suas cotas-partes. b) Reserva Legal Representada pelas destinações estatutárias das sobras, no percentual de 30%, utilizada para reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades. c) Reserva de Contingências Reserva criada pelas assembleias ordinárias de 2011 e 2014. O saldo anterior de R$ 195.031,79 foi revertido, sendo incorporado às sobras do ano 2013 e efetuado uma nova destinação à Reserva de Contingências no valor de R$ 274.599,83 e ratificada suas destinação que é a de cobrir eventuais contingências fiscais, trabalhistas e previdenciárias. d) Sobras Acumuladas As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social, normas do Banco Central do Brasil e posterior deliberação da Assembleia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do BACEN, por meio da Carta Circular nº 3.224/06, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES é registrado como exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei nº 5.764/71. Em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 11 de Abril de 2014, os cooperados deliberaram pelo aumento do capital social com sobra do exercício findo em 31 de dezembro de 2013, no valor  7 f) Concentração dos Principais Devedores: Descrição 30/06/2014 % Carteira Total 30/06/2013 % Carteira Total Maior Devedor 600.181,71 1,43% 544.105,87 1,56% 10 Maiores Devedores 4.236.641,53 10,08% 4.457.438,12 12,74% 50 Maiores Devedores 13.379.179,67 31,85% 12.084.627,54 34,55% g) Movimentação de Créditos Baixados Como Prejuízo: Descrição 30/06/2014 30/06/2013 Saldo inicial 1.400.502,18 1.140.215,74 Valor das operações transferidas no período 188.167,08 Valor das operações recuperadas no período (28.869,77) 106.053,88 (67.319,37) Total 1.559.799,49 1.178.950,25 6. Outros créditos Valores referentes às importâncias devidas a Cooperativa por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no país, conforme demonstrado: Descrição 30/06/2014 30/06/2013 Rendas a Receber 173.219,95 94.456,84 Serviços Prestados a Receber 13.602,23 18.503,24 Outras Rendas a Receber 159.617,72 75.953,60 Diversos 7.850.049,43 7.518.602,79 Adiantamentos e Antecipações Salariais 67.193,63 46.288,56 Adiantamentos por Conta de Imobilizações (a) 248.151,12 1.200,00 Devedores por Depósitos em Garantia (b) 179.537,55 163.193,96 Impostos e Contribuições a Compensar 5.837,95 5.837,95 Títulos e Créditos a Receber (c) 6.803.709,67 7.146.280,97 Devedores Diversos – País (d) 545.619,51 155.801,35 (-)Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa (150.758,08) (439.397,32) Total 7.872.511,30 7.173.662,31 (a) A Cooperativa está ampliando suas instalações e este Adiantamento por Conta de Imobilizações refere-se a adiantamentos feitos para compra de novas máquinas, ampliação de sistema de segurança, e também, a instalação de 02 elevadores que serão necessários para atendimento ao público no 2º pavimento. (b) Em Devedores por Depósito em Garantia estão registrados depósitos judiciais para: Interposições Trabalhistas (R$140.209,43) e Cheques Caução Garantia Junto à Central Cecremge, liquidados aguardando recebimento do crédito pela Central (R$ 39.328,12). (c) A rubrica Títulos e Créditos à Receber está composta em sua maioria por valores à receber de Clientes Cartão Lagoacred Card, referente a compras efetuadas pelos mesmos (R$ 6.790.656,04) e composta também por tarifas à receber de cooperados (R$ 13.053,63) (d) A rubrica em sua maioria está composta por pendências de compensação referente a valores a serem processados pelo Bancoob, valores que a cooperativa tem que receber (R$ 18.578,05), Transferência para Centralização financeira efetuada em 06/2014, porém  8 7. Outros valores e bens Descrição 30/06/2014 30/06/2013 Outros Valores e Bens 69.518,86 211.855,67 Bens Não de Uso Próprio 97.150,35 239.487,16 (-)Provisão Bens não de Uso Próprio (27.631,49) (27.631,49) Despesas Antecipadas 79.082,62 61.363,45 Total 148.601,48 273.219,12 Em Bens Não de Uso Próprio está registrado o valor referente a bens recebidos como dação em pagamento de dívidas, não estando sujeitos a depreciação ou correção. Registram-se ainda no grupo, as despesas antecipadas, referentes a prêmios de seguros, aluguéis, processamento de dados, contribuição cooperativista, e IPTU. 8. Investimentos O saldo é, substancialmente, representado por quotas do SICOOB CENTRAL CECREMGE e ações do BANCOOB. 9. Imobilizado de uso Demonstrado pelo custo de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado conforme abaixo: Descrição Taxa de Depreciação 30/06/2014 30/06/2013 Móveis e Equipamentos 10% 611.045,50 511.638,73 Sistemas de Comunicação 20% 103.534,71 54.615,39 Sistema de Processamento de Dados 20% 1.242.697,68 1.004.221,18 Sistemas de Segurança 10% 123.205,11 76.927,77 Sistemas de Transportes 20% 108.274,60 87.274,60 TOTAL 2.188.757,60 1.734.677,67 Depreciação acumulada (1.223.699,07) (1.025.057,91) TOTAL 965.058,53 709.619,76 10. Intangível Nesta rubrica registram-se os direitos que tenham por objeto os bens incorpóreos, destinados à manutenção da companhia, como as licenças de uso de softwares. O valor registrado na rubrica “Intangível” refere-se a licenças de uso do Sistema de Informática do Sicoob - SISBR, adquirida em 2009, da Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. - Sicoob Confederação. Na mesma data, a Central cedeu exclusivamente às suas filiadas (cooperativas singulares associadas), devidamente autorizado pelo Sicoob Confederação, com prazo de até 31 de maio de 2019, o direito de uso do SISBR.
  • 19. ANO ii • Edição 32 30/08/2014 a 13/09/2014 facebook.com/jornalcidademg PUBLICAÇÕES OFICIAIS 19 de R$ 782.609,50, aumento do FATES em R$ 178.489,89, aumento da Reserva Legal em R$ 137.299,91 e constituição da Reserva de Contingência pelo montante de R$ 274.599,83.  O SICOOB LAGOACRED GERAIS em conjunto com outras cooperativas singulares, é filiada à Central das Cooperativas de Economia e Crédito de Minas Gerais Ltda. – SICOOB CENTRAL CECREMGE, que representa o grupo formado por suas afiliadas perante as autoridades monetárias, organismos governamentais e entidades privadas. O SICOOB CENTRAL CECREMGE é uma sociedade cooperativista que tem por objetivo a organização em comum em maior escala dos serviços econômico-financeiros e assistenciais de suas filiadas (cooperativas singulares), integrando e orientando suas atividades, de forma autônoma e independente, através dos instrumentos previstos na legislação pertinente e normas exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem como facilitando a utilização recíproca dos serviços, para consecução de seus objetivos. Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB CENTRAL CECREMGE a coordenação das atividades de suas filiadas, a difusão e fomento do cooperativismo de crédito, a orientação e aplicação dos recursos captados, a implantação e implementação de controles internos voltados para os sistemas que acompanhem informações econômico-financeiras, operacionais e gerenciais, entre outras. O SICOOB LAGOACRED GERAIS responde solidariamente pelas obrigações contraídas pelo SICOOB CENTRAL CECREMGE perante terceiros, até o limite do valor das cotas-partes do capital que subscrever, proporcionalmente à sua participação nessas operações. As demonstrações contábeis do SICOOB CENTRAL CECREMGE em 31 de dezembro de 2013, foram auditadas por outros auditores independentes que emitiram relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis, datado de 01 de Fevereiro de 2014, com opinião sem modificação. O relatório de auditoria das demonstrações contábeis de 30 de junho de 2014 encontra-se em processo de emissão. 13 23. Seguros contratados – Não auditado A Cooperativa adota política de contratar seguros de diversas modalidades, cuja cobertura é considerada suficiente pela Administração e agentes seguradores para fazer face à ocorrência de sinistros. As premissas de riscos adotados, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de auditoria das demonstrações contábeis, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 24. Índice de Basiléia O Patrimônio de Referência (PR) da Cooperativa encontra-se compatível com o grau de risco da estrutura dos ativos, apresentando margem para o limite de compatibilização de R$ 6.699.430,81 em 30 de junho de 2014. 25. Contingências Passivas Segundo a assessoria jurídica do SICOOB LAGOACRED GERAIS, dos processos judiciais em que figura como pólo passivo, foram classificadas como perdas possíveis 03 processos, totalizando R$ 53.120,00. Lagoa da Prata, 06 de Agosto de 2014 Nilson Antonio Bessas Júlio César Vaz Presidente Conselho de Administração Diretor Geral José Tavares de Rezende Helenno Vidal Oliveira Diretor Administrativo Contador – CRC 0769440-8/MG BENEFÍCIOS MONETÁRIOS (R$) Honorários 311.815,08 Plano de Saúde 1.659,30 RELATÓRIO DE AUDITORIA SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Ao Conselho de Administração e Cooperados da COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DE LAGOA DA PRATA E REGIÃO LTDA. SICOOB LAGOACRED GERAIS Lagoa da Prata - MG Prezados Senhores: Examinamos as demonstrações contábeis da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS, que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2014 e as respectivas demonstrações de sobras ou perdas, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Cooperativa para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Cooperativa. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Lagoa da Prata e Região Ltda. – SICOOB LAGOACRED GERAIS em 30 de junho de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Belo Horizonte, 26 de agosto de 2014. Antonio Alberto Sica Contador CRC/MG 080.030/O-0 CNAI 1845  12 Montante das operações ativas e passivas liberadas no primeiro semestre de 2014: MONTANTE DAS OPERAÇÕES ATIVAS % em relação à carteira total R$ 949.730,68 1,92% MONTANTE DAS OPERAÇÕES PASSIVAS % em relação à carteira total R$ 100.080,48 0,37% Operações ativas e passivas – saldo em 30/06/2014: OPERAÇÕES ATIVAS NATUREZA DA OPERAÇÃO DE CRÉDITO VALOR DA OPERAÇÃO DE CRÉDITO PCLD (PROVISÃO PARA CRÉDITO DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA) % DA OPERAÇÃO DE CRÉDITO EM RELAÇÃO À CARTEIRA TOTAL Cheque Especial E Conta Garantida 47.144,87 266,29 2,99% Empréstimo 275.161,64 2.321,78 1,03% Títulos Descontados 193.917,08 1.162,17 1,59% OPERAÇÕES PASSIVAS Aplicações Financeiras % em relação à carteira total Taxa Média - % 432.137,41 1,46% 102% CDI Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de: depósito a prazo, cheque especial, conta garantida, cheques descontados, crédito rural – RPL, crédito rural – repasses, empréstimos, dentre outras, à taxa/remuneração relacionada no quadro abaixo, por modalidade: NATUREZA DAS OPERAÇÕES ATIVAS E PASSIVAS TAXAS APLICADAS EM RELAÇÃO ÀS PARTES RELACIONADAS TAXA APROVADA PELO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO / DIRETORIA EXECUTIVA Cheque Especial 1,54% à 5,81% 1,54% à 8,69% Conta Garantida 1,97% à 5,81% 1,54% à 8,69% Desconto de Cheques 1,39% à 1,82% 1,39% à 2,47% Empréstimos 1,23% à 2,67% 1,16% à 3,99% Aplicação Financeira 102%CDI 102% CDI No primeiro semestre de 2014, os benefícios monetários destinados às partes relacionadas foram representados por honorários e custeio parcial de plano de saúde, apresentando-se da seguinte forma: 22. Cooperativa Central Sicoob Central Cecremge  11 17. Provisão de Juros ao Capital A Cooperativa provisionou juros ao capital próprio, visando remunerar o capital do associado. Os critérios para a provisão obedeceram a Lei Complementar 130, artigo 7º, de 17 de abril de 2009. A remuneração foi limitada ao valor da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – SELIC. A referida provisão foi demonstrada na Demonstração de Sobras ou Perdas – DSP e na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL, conforme Circular BACEN nº 2.739/1997. 18. Outros ingressos/rendas operacionais Descrição 30/06/2014 30/06/2013 Receita com Recuperação de Despesas 6.525,00 448,68 Atualização Depósitos Judiciais 7.616,80 0,00 Rateio Sobras Central 36.053,58 0,00 Total 50.195,38 448,68 19. Outros dispêndios/despesas operacionais Descrição 2014 2013 Despesa consultas, saques Cirrus/Cabal 766,40 351,90 Despesas c/descontos concedidos operações de crédito 31.843,77 9.574,39 Despesas c/ Fundo Garantidor do Sicoob 0,00 51.886,03 Despesas c/ Cancelamento de Tarifas Passiveis de Cobrança 6.746,46 5.589,93 Despesa atualização monetária ações discutidas judicialmente 2.334,14 1.439,26 Total 41.690,77 68.841,51 20. Resultado não operacional Descrição 2014 2013 Ganhos de Capitas 32.007,09 374,34 ( - ) Perdas de Capital (1.918,92) 0,00 Resultado líquido 30.088,17 374,34 21. Partes Relacionadas As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar, dirigir e controlar as atividades da cooperativa e membros próximos da família de tais pessoas. As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais da Cooperativa e de suas atribuições estabelecidas em regulamentação específica. As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações da cooperativa, e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de operações, com observância irrestrita das limitações impostas pelas normas do Banco Central, tais como movimentação de contas correntes, aplicações e resgates de RDC e operações de crédito. As garantias oferecidas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, caução e alienação fiduciária.