João Guimarães Rosa
Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG)
em 27 de junho de 1908, era o primeiro dos seis
filhos de D. Francisca (Chiquitinha).
“Joãozito”, como era chamado, com menos de
7 anos começou a estudar francês sozinho.
Somente com a chegada do Frei Canísio
Zoetmulder, frade franciscano holandês,
em março de 1917, pode iniciar-se no holandês
e prosseguir os estudos de francês, agora sob a
supervisão de Canísio.
Biografia
Terminou o primário no Grupo Escolar Afonso
Pena em BH, para onde se mudou antes dos anos
para morar com os avós. Em Cordisburgo foi aluno
da Escola Mestre Candinho. Iniciou o curso
secundário no Colégio Santo Antônio, em São João
del Rei, onde permaneceu por pouco tempo,
em regime de internato, visto não ter conseguido
adaptar-se
— não suportava a comida.
Terminou o primário no Grupo Escolar Afonso
Pena em BH, para onde se mudou antes dos anos
para morar com os avós. Em Cordisburgo foi aluno
da Escola Mestre Candinho. Iniciou o curso
secundário no Colégio Santo Antônio, em São João
del Rei, onde permaneceu por pouco tempo,
em regime de internato, visto não ter conseguido
adaptar-se
— não suportava a comida.
Em 1925, matriculou-se na então "Faculdade de
Medicina da Universidade de Minas Gerais", com
apenas 16 anos.
Em 27 de junho de 1930, casou-se com Lígia
Cabral Pena, de apenas 16 anos, com quem teve
duas filhas: Vilma e Agnes. Ainda nesse ano se
formou e passou a exercer a profissão em
Itaguara, então município de Itaúna (MG), onde
permaneceu cerca de dois anos. Foi nessa
localidade que passou a ter contato com os
elementos do sertão que serviram de referência
e inspiração a sua obra.
De volta a Itaguara, Guimarães serviu como médico
voluntário da Força Pública (atual PM), durante a
Rev. de 1932. Em 33 foi para Barbacena na qualidade
de Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria.
Aprovado em concurso para o Itamaraty, passou alguns
anos como diplomata na Europa e na América Latina.
No início da carreira diplomática, exerceu como primeira
função no exterior o cargo de Cônsul-adjunto do Brasil
na Alemanha, de 1938 a 1942. No contexto da 2ª
Guerra Mundial, emitiu, ao lado da segunda esposa, Aracy
de Carvalho Guimarães Rosa, mais vistos do que as cotas
legalmente estipuladas, para auxiliar judeus a fugir
para o Brasil, tendo ganhado, no pós-guerra, o
reconhecimento do Estado de Israel.
No Brasil, em sua segunda candidatura para a
Academia Brasileira de Letras, foi eleito por
unanimidade (1963). Temendo ser tomado por
uma forte emoção, adiou a cerimônia de posse
por quatro anos. Em seu discurso, quando enfim
decidiu assumir a cadeira da Academia, em 67,
chegou a afirmar sob tom sarcástico:
"…a gente morre é para provar que viveu.” ...
Faleceu três dias mais tarde na cidade do Rio de
Janeiro, em 19 de novembro. Seu laudo médico
atestou um infarto, mas sua morte permanece
um mistério inexplicável, ainda mais por estar
previamente anunciada em sua obra mais
marcante : Grande Sertão : Veredas.
Faleceu três dias mais tarde na cidade do Rio de
Janeiro, em 19 de novembro. Seu laudo médico
atestou um infarto, mas sua morte permanece
um mistério inexplicável, ainda mais por estar
previamente anunciada em sua obra mais
marcante : Grande Sertão : Veredas.
Contexto Literário
Realismo mágico, regionalismo, liberdades e
invenções linguísticas e neologismos são algumas
das características fundamentais da literatura de
Guimarães Rosa, mas não as suficientes para
explicar seu sucesso. Guimarães Rosa prova o quão
importante é ter a linguagem a serviço da temática,
e vice-versa, uma potencializando a outra. Nesse
sentido, o escritor mineiro inaugura uma
metamorfose no regionalismo brasileiro que o
traria de novo ao centro da ficção brasileira.
Obras
Magma
(1936)
Saragana
(1946)
Com o Vaqueiro
Mariano (1947)
Corpo de Baile
(1956)
Grande Sertão:
Veredas (1956)
Primeiras Estórias
(1962)
Noites do Sertão
(1965)
Tutaméia:
Terceiras Estórias
(1967)
Estas Estórias
(1969)
Ave Palavra
(1970)
Aracy, segunda esposa de Guimarães, é a única mulher
homenageada no Jardim dos Justos entre as Nações, no
Museu do Holocausto, em Israel.
Aracy ao lado de Guimarães Rosa
Observações
Disciplina: Língua Portuguesa
Alunos:
João Vitor Franco
Lucas Camargo
Fagner Cardoso

João Guimarães Rosa

  • 1.
  • 2.
    Guimarães Rosa nasceuem Cordisburgo (MG) em 27 de junho de 1908, era o primeiro dos seis filhos de D. Francisca (Chiquitinha). “Joãozito”, como era chamado, com menos de 7 anos começou a estudar francês sozinho. Somente com a chegada do Frei Canísio Zoetmulder, frade franciscano holandês, em março de 1917, pode iniciar-se no holandês e prosseguir os estudos de francês, agora sob a supervisão de Canísio. Biografia
  • 3.
    Terminou o primáriono Grupo Escolar Afonso Pena em BH, para onde se mudou antes dos anos para morar com os avós. Em Cordisburgo foi aluno da Escola Mestre Candinho. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João del Rei, onde permaneceu por pouco tempo, em regime de internato, visto não ter conseguido adaptar-se — não suportava a comida.
  • 4.
    Terminou o primáriono Grupo Escolar Afonso Pena em BH, para onde se mudou antes dos anos para morar com os avós. Em Cordisburgo foi aluno da Escola Mestre Candinho. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João del Rei, onde permaneceu por pouco tempo, em regime de internato, visto não ter conseguido adaptar-se — não suportava a comida.
  • 5.
    Em 1925, matriculou-sena então "Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais", com apenas 16 anos. Em 27 de junho de 1930, casou-se com Lígia Cabral Pena, de apenas 16 anos, com quem teve duas filhas: Vilma e Agnes. Ainda nesse ano se formou e passou a exercer a profissão em Itaguara, então município de Itaúna (MG), onde permaneceu cerca de dois anos. Foi nessa localidade que passou a ter contato com os elementos do sertão que serviram de referência e inspiração a sua obra.
  • 6.
    De volta aItaguara, Guimarães serviu como médico voluntário da Força Pública (atual PM), durante a Rev. de 1932. Em 33 foi para Barbacena na qualidade de Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria. Aprovado em concurso para o Itamaraty, passou alguns anos como diplomata na Europa e na América Latina. No início da carreira diplomática, exerceu como primeira função no exterior o cargo de Cônsul-adjunto do Brasil na Alemanha, de 1938 a 1942. No contexto da 2ª Guerra Mundial, emitiu, ao lado da segunda esposa, Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, mais vistos do que as cotas legalmente estipuladas, para auxiliar judeus a fugir para o Brasil, tendo ganhado, no pós-guerra, o reconhecimento do Estado de Israel.
  • 7.
    No Brasil, emsua segunda candidatura para a Academia Brasileira de Letras, foi eleito por unanimidade (1963). Temendo ser tomado por uma forte emoção, adiou a cerimônia de posse por quatro anos. Em seu discurso, quando enfim decidiu assumir a cadeira da Academia, em 67, chegou a afirmar sob tom sarcástico: "…a gente morre é para provar que viveu.” ...
  • 8.
    Faleceu três diasmais tarde na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de novembro. Seu laudo médico atestou um infarto, mas sua morte permanece um mistério inexplicável, ainda mais por estar previamente anunciada em sua obra mais marcante : Grande Sertão : Veredas.
  • 9.
    Faleceu três diasmais tarde na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de novembro. Seu laudo médico atestou um infarto, mas sua morte permanece um mistério inexplicável, ainda mais por estar previamente anunciada em sua obra mais marcante : Grande Sertão : Veredas.
  • 10.
    Contexto Literário Realismo mágico,regionalismo, liberdades e invenções linguísticas e neologismos são algumas das características fundamentais da literatura de Guimarães Rosa, mas não as suficientes para explicar seu sucesso. Guimarães Rosa prova o quão importante é ter a linguagem a serviço da temática, e vice-versa, uma potencializando a outra. Nesse sentido, o escritor mineiro inaugura uma metamorfose no regionalismo brasileiro que o traria de novo ao centro da ficção brasileira.
  • 11.
    Obras Magma (1936) Saragana (1946) Com o Vaqueiro Mariano(1947) Corpo de Baile (1956) Grande Sertão: Veredas (1956) Primeiras Estórias (1962) Noites do Sertão (1965) Tutaméia: Terceiras Estórias (1967) Estas Estórias (1969) Ave Palavra (1970)
  • 12.
    Aracy, segunda esposade Guimarães, é a única mulher homenageada no Jardim dos Justos entre as Nações, no Museu do Holocausto, em Israel. Aracy ao lado de Guimarães Rosa Observações
  • 15.
    Disciplina: Língua Portuguesa Alunos: JoãoVitor Franco Lucas Camargo Fagner Cardoso