FILOSOFIA
10º Ano
Prof. Luís Rafael Gomes
QUEM SÃO OS FILÓSOFOS?
• São pessoas que permanecem serenas perante as adversidades?
• São pessoas sonhadoras, que “vivem nas nuvens”?
• São pessoas que questionam tudo e todos?
• São pessoas que exprimem opiniões originais acerca da realidade?
NÃO…
Nem todo o
pensamento acerca
da realidade é
filosófico
Filósofos…
… são pessoas que tentam investigar
as questões mais gerais acerca da
realidade, fundamentando (de
modo argumentativo) as suas
posições.
FILOSOFIA: SIGNIFICADOS
• Modo de vida;
• Ideias e princípios básicos de alguém (filosofia de vida);
• Modo de pensar;
• Ideias e princípios básicos de uma empresa ou atividade;
• Estudo das ideias e princípios básicos de modos de vida,
modos de pensar, de uma empresa ou atividade;
• Estudo das ideias, conceitos, leis e princípios básicos e
gerais da realidade (natureza, sociedade e pensamento);
• Estudo da relação entre o ser e a consciência.
SENSO COMUM E FILOSOFIA
• O senso comum é o conjunto de opiniões e valores que são
correntes numa dada sociedade, o conjunto de “ideias feitas”
transmitidas pela educação ou às quais chegamos pela nossa
experiência imediata de vida, sem investigação.
• O senso comum é um nível de conhecimento baseado nas
aparências, um nível de conhecimento espontâneo,
subjectivo, muito superficial, pouco crítico e não sistemático.
• A Ciência e a filosofia surgiram como uma tentativa de
superação do senso comum. A filosofia ocidental surge na
Grécia, na antiguidade, na passagem do século VII a.n.e. para
o século VI a.n.e.
A FILOSOFIA COMEÇA COM O
ESPANTO, A ADMIRAÇÃO
PERANTE AQUILO QUE PARECE
ÓBVIO E BANAL
O QUE É A FILOSOFIA?
• Não existe uma definição consensual de filosofia.
• No entanto, ela pode ser entendida como uma atividade
intelectual que procura compreender a relação entre a
consciência e a realidade e encontrar respostas para as
questões mais gerais acerca da realidade.
• A filosofia é uma atividade reflexiva, crítica (antidogmática),
argumentativa e radical (vai à raiz das questões).
DA…
PASSÁMOS
À…
ORIGEM ETIMOLÓGICA DA PALAVRA
“FILOSOFIA”
• A palavra “Filosofia” significa “amor à
sabedoria”. É formada pelas palavras "philos"
e "sophia".
• Foi Pitágoras que (no século VI a.n.e.) a
utilizou pela primeira vez, para designar os
homens que procuravam a sabedoria,
distinguindo-os dos deuses, que já a
possuíam.
MITO E FILOSOFIA
• Os primeiros filósofos substituíram as narrações mítico-
religiosas do cosmos, por explicações racionais, partindo
de um conjunto de ideias que farão parte da tradição
filosófica:
– A convicção de que na natureza as coisas não acontecem por
acaso, por capricho dos deuses ou devido ao destino.
– A convicção que o ser humano possui uma faculdade, a razão,
que lhe permite aceder à verdade, ultrapassando as
aparências e as ideias correntes.
A FILOSOFIA E AS CIÊNCIAS PARTICULARES
• Na antiguidade, as “ciências particulares” faziam parte
da filosofia.
• Ao longo da história, as ciências particulares foram-se
autonomizando por esta ordem:
• Matemática
• Física
• Química
• Biologia
• Sociologia
• Psicologia
A IMPORTÂNCIA DA ARGUMENTAÇÃO PARA A
FILOSOFIA
• A filosofia não pode recorrer, para responder a estas
questões, a meros métodos formais de prova (como a
matemática) nem à mera observação ou
experimentação (como as ciências empíricas: física,
química, biologia, sociologia, psicologia, etc.).
• A argumentação é, portanto, muito importante para o
filosofar. A investigação filosófica exige rigor e
capacidade argumentativa, capacidade de argumentar
e analisar os contra-argumentos possíveis.
A FILOSOFIA EXIGE:
–que os fenómenos sejam vistos na sua
totalidade e no seu desenvolvimento.
–que se leve em conta as diversas
perspectivas possíveis e não apenas a
nossa.
MÉTODO FILOSÓFICO
• Não há consenso quanto ao método a seguir em
filosofia. No entanto, há elementos presentes em todos
os métodos filosóficos.
• Num discurso filosófico podemos encontrar os
seguintes elementos: problema, tese, teoria,
argumentação, contra-argumentos.
• A filosofia argumenta para fundamentar as posições
em sólidas bases racionais (e não apenas na mera
opinião).
O QUE É UM ARGUMENTO?
 Eis um exemplo de um argumento:
A B
Todas as árvores são plantas.
B C
Todas as plantas são seres vivos.
A C
Logo, todas as árvores são seres vivos
A ARGUMENTAÇÃO FILOSÓFICA
• Os argumentos são compostos por termos e proposições. Vejamos o que
isto significa:
• Conceito - Representação intelectual abstracta e geral (uma ideia) do que
há de essencial num objecto. Termo designa a expressão verbal do
conceito.
• Juízo - Operação pela qual se afirma ou nega uma relação de conveniência
entre duas ideias. Proposição é a sua expressão verbal. As proposições
podem ser verdadeiras ou falsas.
• Raciocínio - Operação pela qual a partir de um ou mais juízos chegamos a
uma conclusão que dele(s) deriva. Argumento é a sua expressão verbal. É
uma sequência de enunciados, um dos quais é a conclusão e o(s) outro(s)
a(s) premissa(s), que sustenta(m) a conclusão.
NEXO LÓGICO ENTRE PREMISSA(S) E CONCLUSÃO
Premissa
Premissa
Premissa Antecedente
Premissa
Premissa
__________________________________
Conclusão Consequente
Indicadores típicos de
premissa
Porque... Qualquer frase colocada
a seguir a estes indicadores é uma premissa.
Ex.: O animal que tenho lá em casa é um cão, visto que
é
um animal que ladra.
A proposição antes do indicador
visto que é a conclusão. Implícita está a outra premissa:
Todos os animais que ladram são cães.
Todos os animais que ladram são cães.
Tenho em casa um animal que ladra.
Logo, tenho em casa um cão.
Ora...
Por causa de…
Devido a…
Pode inferir-se disto…
Considerando que…
Assumindo que…
Como…
Em virtude de…
Visto que…
Uma vez que…
Pois…
Indicadores típicos de
premissa
۰ Detectar premissas omitidas é uma parte importante
da análise de argumentos.
Em muitos argumentos não estão explicitamente presentes
todas as razões ou premissas que visam apoiar certa
conclusão. Aos argumentos em que uma ou mais premissas
não foram explicitamente apresentadas dá-se o nome
de entimemas.
Indicadores típicos de
conclusão
E por essa razão… Qualquer frase colocada a seguir a estes indicadores é a
conclusão.
Ex.: Todos os animais que ladram são cães e por isso o
animal que tenho em casa é um cão.
A proposição antes do indicador
por isso é uma premissa.
A proposição a seguir é a conclusão.
Implícita está a outra premissa: Tenho em casa um animal
que ladra.
Argumento:
Todos os animais que ladram são cães. Tenho em casa um
animal que ladra.
Logo, o animal que tenho em casa é um cão.
Segue-se que…
Portanto…
Por isso…
Assim sendo…
Por conseguinte…
Daí que…
Consequentemente….
Assim…
O que mostra que…
Então...
TERMOS, PROPOSIÇÕES E ARGUMENTOS
• Os termos (conceitos) têm uma extensão e uma
compreensão.
• As proposições (juízos) podem ser verdadeiras ou
falsas.
• Os argumentos (inferências, raciocínios) podem ser
válidos ou inválidos, fortes ou fracos.
TIPOS DE ARGUMENTO
A) Todos os alunos do 10º ano são filósofos. O Carlos é um aluno
do 10º ano. Logo, o Carlos é filósofo.
A) Este aluno do 10º ano é filósofo. Aquele aluno do 10º ano
também é filósofo. Aquele outro aluno do 10º ano também é
filósofo. Logo, todos os alunos do 10º ano são filósofos.
A) Este aluno do 10º ano tem dois olhos, um nariz, dois irmãos e
é filósofo. Aquele aluno também tem dois olhos, um nariz e
dois irmãos. Logo, aquele aluno também é filósofo.
TIPOS DE ARGUMENTO
• Argumentos dedutivos: a própria estrutura formal garante-nos a veracidade da conclusão.
Todos os homens são mortais/ Os gregos são homens/ Logo, os gregos são mortais.
• Argumentos indutivos: de premissas particulares induzimos uma conclusão mais geral que se
apresenta como provável mas não necessária. Devem ser avaliados pela sua estrutura formal mas
também pelo seu conteúdo material.
A Helena pertence a uma associação de defesa do meio ambiente/ A maioria das pessoas que
pertencem a tal associação opõe-se à destruição de um jardim em Alvalade/ Logo, Helena opor-se-
á, certamente, à destruição deste jardim em Alvalade.
• Argumentos por analogia: Com base numa comparação, procuramos extrair uma conclusão que se
apresenta como logicamente possível, provável mas não necessária. Estes argumentos também
devem ser avaliados pela sua estrutura formal mas também pelo seu conteúdo material.
Colhe-se o que se semeia. Se plantarmos amoras, colhemos amoras. Se plantarmos cebolas obtemos
cebolas. Do mesmo modo quem semeia a guerra não pode esperar obter paz, justiça e
fraternidade.
Por que razão
a adolescência é
considerada
“a idade filosófica”?
ALGUMAS DISCIPLINAS FILOSÓFICAS
• Ontologia (Teoria acerca do Real/da Realidade)
• Gnosiologia (Teoria do Conhecimento)
• Epistemologia (Teoria do Conhecimento Científico)
• Antropologia filosófica (estudo filosófico do Ser Humano)
• Ética (Estudo da Moral)
• Filosofia Política
• Estética (Estudo da Beleza/da Arte)
• Filosofia da Religião
• Filosofia da Linguagem
• Lógica (Estudo da validade/correcção do pensamento)
QUESTÕES ONTOLÓGICAS
• O que é o Ser?
• O que é o Nada?
• Por que existe o a realidade?
• Qual será a origem do Ser?
• Quais as características do Ser?
• Como se caracteriza a existência do nada?
• Há uma só realidade ou várias?
• Na origem de tudo está algo material ou espiritual?
• Deus existe?
• A alma existe?
• Em que sentido poderia o universo ser considerado infinito?
Voltar
QUESTÕES GNOSIOLÓGICAS
• O que significa conhecer?
• É possível conhecer?
• È possível conhecer toda a realidade, de modo absoluto?
• O que é a consciência?
• De onde vêm as nossas ideias?
• O que é a verdade?
• Como saber se um conhecimento é verdadeiro?
• Que tipos de lógica há e qual a sua importância para o conhecer?
• O que é a ciência?
• Quais as características de um método verdadeiramente científico?
• Qual é o papel do erro no processo do conhecimento?
• Qual é a diferença entre o abstracto e o concreto?
• Qual é a diferença entre sensibilidade, entendimento e razão? Voltar
QUESTÕES …
• Como devemos agir?
• Temos deveres enquanto Seres
Humanos?
• O que é o Dever?
• Como distinguir o Bem do Mal?
Voltar
QUESTÕES…
•O que é um valor?
•Qual a verdadeira origem
dos valores?
•Os valores são absolutos
ou relativos?
Voltar
QUESTÕES…
•O que é a arte?
•Haverá arte sem
beleza?
Voltar
QUESTÕES…
•O que é a religião?
•O que significa ser religioso?
•Qual é a relação entre o
sagrado e o profano?
Voltar
POSIÇÕES FILOSÓFICAS GERAIS
IDEALISMO
1. O espírito é eterno, infinito, primeiro; a matéria deriva dele.
2. Os fenómenos do universo resultam da intervenção de forças imateriais.
3. A vida espiritual da sociedade determina a vida material.
MATERIALISMO
1. A matéria é eterna, infinita, primeira; o espiritual (o pensamento) deriva
dela.
2. Todos os fenómenos do universo têm uma base material.
3. As ideias sociais resultam do desenvolvimento material objectivo da
O TEXTO FILOSÓFICO COMO TEXTO
ARGUMENTATIVO
• Argumentar é apresentar razões a favor de uma conclusão, de uma
tese.
• NUM TEXTO:
Tema,
Tese,
Noções filosóficas,
Premissas admitidas ou negadas,
Questões/ problemas,
Articulações,
Exemplos,
Validade dos argumentos,
Etc.
COMENTAR UM TEXTO
•Explicação do texto
•Diálogo com o autor
•Diálogo com a tradição
•Reflexão pessoal
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http://www.youtube.com/results?search_query=filosofia&search_type=&aq=f

Introdução-à-Filosofia.pptx

  • 1.
  • 4.
    QUEM SÃO OSFILÓSOFOS? • São pessoas que permanecem serenas perante as adversidades? • São pessoas sonhadoras, que “vivem nas nuvens”? • São pessoas que questionam tudo e todos? • São pessoas que exprimem opiniões originais acerca da realidade? NÃO…
  • 5.
    Nem todo o pensamentoacerca da realidade é filosófico
  • 6.
    Filósofos… … são pessoasque tentam investigar as questões mais gerais acerca da realidade, fundamentando (de modo argumentativo) as suas posições.
  • 7.
    FILOSOFIA: SIGNIFICADOS • Modode vida; • Ideias e princípios básicos de alguém (filosofia de vida); • Modo de pensar; • Ideias e princípios básicos de uma empresa ou atividade; • Estudo das ideias e princípios básicos de modos de vida, modos de pensar, de uma empresa ou atividade; • Estudo das ideias, conceitos, leis e princípios básicos e gerais da realidade (natureza, sociedade e pensamento); • Estudo da relação entre o ser e a consciência.
  • 8.
    SENSO COMUM EFILOSOFIA • O senso comum é o conjunto de opiniões e valores que são correntes numa dada sociedade, o conjunto de “ideias feitas” transmitidas pela educação ou às quais chegamos pela nossa experiência imediata de vida, sem investigação. • O senso comum é um nível de conhecimento baseado nas aparências, um nível de conhecimento espontâneo, subjectivo, muito superficial, pouco crítico e não sistemático. • A Ciência e a filosofia surgiram como uma tentativa de superação do senso comum. A filosofia ocidental surge na Grécia, na antiguidade, na passagem do século VII a.n.e. para o século VI a.n.e.
  • 10.
    A FILOSOFIA COMEÇACOM O ESPANTO, A ADMIRAÇÃO PERANTE AQUILO QUE PARECE ÓBVIO E BANAL
  • 11.
    O QUE ÉA FILOSOFIA? • Não existe uma definição consensual de filosofia. • No entanto, ela pode ser entendida como uma atividade intelectual que procura compreender a relação entre a consciência e a realidade e encontrar respostas para as questões mais gerais acerca da realidade. • A filosofia é uma atividade reflexiva, crítica (antidogmática), argumentativa e radical (vai à raiz das questões).
  • 14.
  • 16.
  • 18.
    ORIGEM ETIMOLÓGICA DAPALAVRA “FILOSOFIA” • A palavra “Filosofia” significa “amor à sabedoria”. É formada pelas palavras "philos" e "sophia". • Foi Pitágoras que (no século VI a.n.e.) a utilizou pela primeira vez, para designar os homens que procuravam a sabedoria, distinguindo-os dos deuses, que já a possuíam.
  • 19.
    MITO E FILOSOFIA •Os primeiros filósofos substituíram as narrações mítico- religiosas do cosmos, por explicações racionais, partindo de um conjunto de ideias que farão parte da tradição filosófica: – A convicção de que na natureza as coisas não acontecem por acaso, por capricho dos deuses ou devido ao destino. – A convicção que o ser humano possui uma faculdade, a razão, que lhe permite aceder à verdade, ultrapassando as aparências e as ideias correntes.
  • 20.
    A FILOSOFIA EAS CIÊNCIAS PARTICULARES • Na antiguidade, as “ciências particulares” faziam parte da filosofia. • Ao longo da história, as ciências particulares foram-se autonomizando por esta ordem: • Matemática • Física • Química • Biologia • Sociologia • Psicologia
  • 21.
    A IMPORTÂNCIA DAARGUMENTAÇÃO PARA A FILOSOFIA • A filosofia não pode recorrer, para responder a estas questões, a meros métodos formais de prova (como a matemática) nem à mera observação ou experimentação (como as ciências empíricas: física, química, biologia, sociologia, psicologia, etc.). • A argumentação é, portanto, muito importante para o filosofar. A investigação filosófica exige rigor e capacidade argumentativa, capacidade de argumentar e analisar os contra-argumentos possíveis.
  • 22.
    A FILOSOFIA EXIGE: –queos fenómenos sejam vistos na sua totalidade e no seu desenvolvimento. –que se leve em conta as diversas perspectivas possíveis e não apenas a nossa.
  • 23.
    MÉTODO FILOSÓFICO • Nãohá consenso quanto ao método a seguir em filosofia. No entanto, há elementos presentes em todos os métodos filosóficos. • Num discurso filosófico podemos encontrar os seguintes elementos: problema, tese, teoria, argumentação, contra-argumentos. • A filosofia argumenta para fundamentar as posições em sólidas bases racionais (e não apenas na mera opinião).
  • 24.
    O QUE ÉUM ARGUMENTO?  Eis um exemplo de um argumento: A B Todas as árvores são plantas. B C Todas as plantas são seres vivos. A C Logo, todas as árvores são seres vivos
  • 25.
    A ARGUMENTAÇÃO FILOSÓFICA •Os argumentos são compostos por termos e proposições. Vejamos o que isto significa: • Conceito - Representação intelectual abstracta e geral (uma ideia) do que há de essencial num objecto. Termo designa a expressão verbal do conceito. • Juízo - Operação pela qual se afirma ou nega uma relação de conveniência entre duas ideias. Proposição é a sua expressão verbal. As proposições podem ser verdadeiras ou falsas. • Raciocínio - Operação pela qual a partir de um ou mais juízos chegamos a uma conclusão que dele(s) deriva. Argumento é a sua expressão verbal. É uma sequência de enunciados, um dos quais é a conclusão e o(s) outro(s) a(s) premissa(s), que sustenta(m) a conclusão.
  • 26.
    NEXO LÓGICO ENTREPREMISSA(S) E CONCLUSÃO Premissa Premissa Premissa Antecedente Premissa Premissa __________________________________ Conclusão Consequente
  • 27.
    Indicadores típicos de premissa Porque...Qualquer frase colocada a seguir a estes indicadores é uma premissa. Ex.: O animal que tenho lá em casa é um cão, visto que é um animal que ladra. A proposição antes do indicador visto que é a conclusão. Implícita está a outra premissa: Todos os animais que ladram são cães. Todos os animais que ladram são cães. Tenho em casa um animal que ladra. Logo, tenho em casa um cão. Ora... Por causa de… Devido a… Pode inferir-se disto… Considerando que… Assumindo que… Como… Em virtude de… Visto que… Uma vez que… Pois…
  • 28.
    Indicadores típicos de premissa ۰Detectar premissas omitidas é uma parte importante da análise de argumentos. Em muitos argumentos não estão explicitamente presentes todas as razões ou premissas que visam apoiar certa conclusão. Aos argumentos em que uma ou mais premissas não foram explicitamente apresentadas dá-se o nome de entimemas.
  • 29.
    Indicadores típicos de conclusão Epor essa razão… Qualquer frase colocada a seguir a estes indicadores é a conclusão. Ex.: Todos os animais que ladram são cães e por isso o animal que tenho em casa é um cão. A proposição antes do indicador por isso é uma premissa. A proposição a seguir é a conclusão. Implícita está a outra premissa: Tenho em casa um animal que ladra. Argumento: Todos os animais que ladram são cães. Tenho em casa um animal que ladra. Logo, o animal que tenho em casa é um cão. Segue-se que… Portanto… Por isso… Assim sendo… Por conseguinte… Daí que… Consequentemente…. Assim… O que mostra que… Então...
  • 30.
    TERMOS, PROPOSIÇÕES EARGUMENTOS • Os termos (conceitos) têm uma extensão e uma compreensão. • As proposições (juízos) podem ser verdadeiras ou falsas. • Os argumentos (inferências, raciocínios) podem ser válidos ou inválidos, fortes ou fracos.
  • 31.
    TIPOS DE ARGUMENTO A)Todos os alunos do 10º ano são filósofos. O Carlos é um aluno do 10º ano. Logo, o Carlos é filósofo. A) Este aluno do 10º ano é filósofo. Aquele aluno do 10º ano também é filósofo. Aquele outro aluno do 10º ano também é filósofo. Logo, todos os alunos do 10º ano são filósofos. A) Este aluno do 10º ano tem dois olhos, um nariz, dois irmãos e é filósofo. Aquele aluno também tem dois olhos, um nariz e dois irmãos. Logo, aquele aluno também é filósofo.
  • 32.
    TIPOS DE ARGUMENTO •Argumentos dedutivos: a própria estrutura formal garante-nos a veracidade da conclusão. Todos os homens são mortais/ Os gregos são homens/ Logo, os gregos são mortais. • Argumentos indutivos: de premissas particulares induzimos uma conclusão mais geral que se apresenta como provável mas não necessária. Devem ser avaliados pela sua estrutura formal mas também pelo seu conteúdo material. A Helena pertence a uma associação de defesa do meio ambiente/ A maioria das pessoas que pertencem a tal associação opõe-se à destruição de um jardim em Alvalade/ Logo, Helena opor-se- á, certamente, à destruição deste jardim em Alvalade. • Argumentos por analogia: Com base numa comparação, procuramos extrair uma conclusão que se apresenta como logicamente possível, provável mas não necessária. Estes argumentos também devem ser avaliados pela sua estrutura formal mas também pelo seu conteúdo material. Colhe-se o que se semeia. Se plantarmos amoras, colhemos amoras. Se plantarmos cebolas obtemos cebolas. Do mesmo modo quem semeia a guerra não pode esperar obter paz, justiça e fraternidade.
  • 33.
    Por que razão aadolescência é considerada “a idade filosófica”?
  • 39.
    ALGUMAS DISCIPLINAS FILOSÓFICAS •Ontologia (Teoria acerca do Real/da Realidade) • Gnosiologia (Teoria do Conhecimento) • Epistemologia (Teoria do Conhecimento Científico) • Antropologia filosófica (estudo filosófico do Ser Humano) • Ética (Estudo da Moral) • Filosofia Política • Estética (Estudo da Beleza/da Arte) • Filosofia da Religião • Filosofia da Linguagem • Lógica (Estudo da validade/correcção do pensamento)
  • 40.
    QUESTÕES ONTOLÓGICAS • Oque é o Ser? • O que é o Nada? • Por que existe o a realidade? • Qual será a origem do Ser? • Quais as características do Ser? • Como se caracteriza a existência do nada? • Há uma só realidade ou várias? • Na origem de tudo está algo material ou espiritual? • Deus existe? • A alma existe? • Em que sentido poderia o universo ser considerado infinito? Voltar
  • 41.
    QUESTÕES GNOSIOLÓGICAS • Oque significa conhecer? • É possível conhecer? • È possível conhecer toda a realidade, de modo absoluto? • O que é a consciência? • De onde vêm as nossas ideias? • O que é a verdade? • Como saber se um conhecimento é verdadeiro? • Que tipos de lógica há e qual a sua importância para o conhecer? • O que é a ciência? • Quais as características de um método verdadeiramente científico? • Qual é o papel do erro no processo do conhecimento? • Qual é a diferença entre o abstracto e o concreto? • Qual é a diferença entre sensibilidade, entendimento e razão? Voltar
  • 42.
    QUESTÕES … • Comodevemos agir? • Temos deveres enquanto Seres Humanos? • O que é o Dever? • Como distinguir o Bem do Mal? Voltar
  • 43.
    QUESTÕES… •O que éum valor? •Qual a verdadeira origem dos valores? •Os valores são absolutos ou relativos? Voltar
  • 44.
    QUESTÕES… •O que éa arte? •Haverá arte sem beleza? Voltar
  • 45.
    QUESTÕES… •O que éa religião? •O que significa ser religioso? •Qual é a relação entre o sagrado e o profano? Voltar
  • 46.
    POSIÇÕES FILOSÓFICAS GERAIS IDEALISMO 1.O espírito é eterno, infinito, primeiro; a matéria deriva dele. 2. Os fenómenos do universo resultam da intervenção de forças imateriais. 3. A vida espiritual da sociedade determina a vida material. MATERIALISMO 1. A matéria é eterna, infinita, primeira; o espiritual (o pensamento) deriva dela. 2. Todos os fenómenos do universo têm uma base material. 3. As ideias sociais resultam do desenvolvimento material objectivo da
  • 47.
    O TEXTO FILOSÓFICOCOMO TEXTO ARGUMENTATIVO • Argumentar é apresentar razões a favor de uma conclusão, de uma tese. • NUM TEXTO: Tema, Tese, Noções filosóficas, Premissas admitidas ou negadas, Questões/ problemas, Articulações, Exemplos, Validade dos argumentos, Etc.
  • 48.
    COMENTAR UM TEXTO •Explicaçãodo texto •Diálogo com o autor •Diálogo com a tradição •Reflexão pessoal
  • 49.
    VER MAIS EM… http://jyotigomes.wordpress.com/ http://pt.slideshare.net/professormarcelohistoria/introduo-filosofia http://alfafilos.blogspot.com/ http://www.apfilosofia.org/ http://aartedepensar.com/leituras.html http://afilosofia.no.sapo.pt/programas.htm http://www.cef-spf.org/ http://criticanarede.com/ http://duvida-metodica.blogspot.com/ http://www.defnarede.com/ http://www.discursus.hpg.com.br/html/convite.html http://estudantedefilosofia.com.br/conceitos/origemdoestado.php http://www.filedu.com/filosofia10.html http://filosofar.blogs.sapo.pt/ http://www.filosofia.com.pt/ http://filosofiaes.blogspot.com/ http://ghiraldelli.ning.com/page/page/show?id=2430272%3APage%3A1428 http://video.google.pt/videosearch?q=filosofia&emb=0&aq=f# http://jorgeferrorosa.blogspot.com/ http://paginasdefilosofia.blogspot.com/ http://www.spfil.pt/ http://www.youtube.com/results?search_query=filosofia&search_type=&aq=f