Inversão e interpretação
sísmica
Rodrigo S. Portugal
Universidade Estadual de Campinas
(UNICAMP)
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 2
Processamento dos dados
Dados
de ponto
médio
comum
Empilhamento
NMO
Traços empilhados
Seção
empilhada
Migração
Imageamento
Inversão
Interpretação
Processamento sísmico:
Interpretação e inversão
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 4
Interpretação e inversão
• Objetivo: construir o modelo geológico em
subsuperfície
• Identificação das interfaces principais
• Estimar as propriedades petrofísicas
• Diminuir as incertezas no modelo geológico
• O produto final: estrutura geológica 3D,
recheada de propriedades petrofísicas
• Ajudar na tomada de decisão: furar ou não
um poço de petróleo (US$10 mi);
4
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 5
Modelo convolucional
• Modelo convolucional
• Coeficiente de reflexão - refletividade
• convolução
• resolução vertical
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 6
Modelo convolucional
Z1
Z2
Z3
R1
R2
Hipótese: meio horizontalizado em
multicamadas
O sinal sísmico é o resultado da convolução da função
refletividade com o pulso mais a adição de ruídos
S(t) = R(t)*w(t) + ruído(t)
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 7
Fontes de ruído
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 8
Coeficiente de Reflexão
R =
V2 ρ2 - V1 ρ1
V2 ρ2 + V1 ρ1
A refletividade é obtida considerando-se incidência
normal. Ela expressa a fração da energia que é refletida
na interface.
Onde : Vn = Velocidade do meio
ρn = Densidade do meio
Vn . ρn = Impedância acústica
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 9
Modelo convolucional: exemplo
geologia impedância refletividade
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 10
Exercício
Calcule o coeficiente de reflexão para cada interface abaixo.
Interface Camada anterior Camada posterior
Veloc. Dens. Veloc. Dens.
Arenito para Calcáreo 2000 2,4 3000 2,4
Fundo do mar transicional 1500 1,0 1500 2,0
Superfície do mar para ar 1500 1,0 360 0,0012
Folhelho para arenito c/ gás 2500 2,5 2250 1,75
Folhelho para arenito c/ óleo 2500 2,5 2550 2,04
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 11
Convolução
• É uma operação que produz uma função (w)
que é a “mistura” (sobreposição) de duas
funções dadas (f e g)
• Notação
w(t) = f(t) * g(t)
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 12
Convolução: exemplo
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
-0.5
0
0.5
1
Wa ve le t
0 50 100 150 200 250 300 350 400
-2
-1
0
1
2
Re fle tivida de
0 50 100 150 200 250 300 350 400
-2
-1
0
1
2
Convoluçã o
f(t)
g(t)
f(t) * g(t)
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 13
Convolução: exemplo
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
-0.5
0
0.5
1
W a ve le t
0 50 100 150 200 250 300 350 400
-1
0
1
2
Re fle tivida de
0 50 100 150 200 250 300 350 400
-2
0
2
4
Convoluçã o
f(t)
g(t)
f(t) * g(t)
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 14
Convolução: exemplo
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
-0.5
0
0.5
1
W a ve le t
0 50 100 150 200 250 300 350 400
-2
-1
0
1
2
R e fle tivida de
0 50 100 150 200 250 300 350 400
-10
-5
0
5
C onvoluçã o
f(t)
g(t)
f(t) * g(t)
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 15
Convolução: exemplo
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
-0.5
0
0.5
1
Wa ve le t
0 50 100 150 200 250 300 350 400
-4
-2
0
2
4
Re fle tivida de
0 50 100 150 200 250 300 350 400
-10
-5
0
5
Convoluçã o
f(t)
g(t)
f(t) * g(t)
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 16
Convolução: exemplo
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
-0.5
0
0.5
1
W a ve le t
0 50 100 150 200 250 300 350 400
-4
-2
0
2
4
Re fle tivida de
0 50 100 150 200 250 300 350 400
-5
0
5
Convoluçã o
f(t)
g(t)
f(t) * g(t)
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 17
Modelo convolucional: resumo
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 18
Resolução sísmica
• Resolução é a capacidade de separar dois
eventos que estão muito próximos. A
resolução sísmica se torna especialmente
importante no mapeamento de pequenas
feições estruturais, como por exemplo
pequenas falhas selantes, e no
delineamento de feições estruturais finas,
que podem ter limitada extensão lateral
(Yilmaz, S.D.P.).
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 19
Resolução sísmica
Resolução
vertical (m)
Laboratório
Perfis sônicos
Ferramentas sísmicas de
investigação
VSP Tomografia
Sísmica de superfície
10-2
102
10-2
Raio de investigação ou
extensão do método (m)
104
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 20
Resolução sísmica
• Ambas as resoluções vertical e lateral são
controladas pelo conteúdo de freqüências do
sinal.
– Para a resolução vertical o parâmetro mais importante é
o comprimento de onda dominante, que é a velocidade
da onda dividida pela freqüência dominante. O processo
de deconvolução tenta aumentar a resolução vertical
alargando o espectro e conseqüentemente comprimindo
a wavelet.
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 21
Resolução vertical
• Entender como a sísmica pode contribuir no processo de
caracterização de reservatórios, definidos como delgados e
heterogêneos, muito presentes no Brasil;
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 22
Resolução vertical
• É a capacidade de distinção entre o topo e a base
de uma camada. Critério de Widess ( 1973 ) :
R =
λ
4
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 23
Resolução vertical
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 24
Resolução vertical
Critério de Widess ( 1973 ) :
λ/4 = v/4f
v (m/s) F(Hz) λ/4 (m)
2000 50 10
3000 40 18
4000 30 33
5000 20 62
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 25
O problema da resolução
Resposta
sísmica
Modelo
geológico
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 26
O Problema da resolução
Seção sísmica NAPC, detalhe da região do reservatório.
2626
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 27
Interpretação sísmica
Domo de sal no Golfo do México.
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 28
Interpretação sísmica
Superfícies
refletoras
Domo de sal no Golfo do México.
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 29
Inversão
• Requisitos
– Conteúdo de baixas frequências
– Conhecimento da wavelet
– Baixo nível de ruído
– Ausência de múltiplas
– Preservação de amplitudes
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 30
Inversão “model-based”
Dados de poço, de
geofísica engenharia.
Interpretação de dados
sísmicos.
Modelo do reservatório:
(estrutural, estratigrafia,
velocidade, densidade,
litologia, porosidade,
permeabilidade, etc)
Simulador sísmico
Dados sintéticos
de amplitude
Comparação entre
dados sintéticos e
dados sísmicos reais
Update dos dados
honrando as
restrições dos dados
sísmicos
RUIMBOM
Modelo é
consistente
com os dados
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 31
Interpretação e Inversão
Dado sísmico
Inversão recursiva:
31
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 32
Interpretação e Inversão
Inversão sparse spike:
Impedância original:
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 33
Visualização 3D
• Dados sísmicos com refletores interpretados e
caracterizados através de correlações com os poços vão
constituir superfícies dentro de um cubo de dados.
• Visualização de diversas formas.
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 34
Visualização 3D
Imagem do reservatório
em subsuperfície
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 35
Visualização 3D
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 36
Visualização 3D
• Integração de dados de poços com dado sísmicos;
• Vantagem da interpretação 3-D.
Time slice
Poços
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 37
Visualização 3D
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 38
25/04/2006 DGRN - UNICAMP 39
Visualização 3D
Interpretação de Time Slices. Canal: rocha reservatório
potencial
Introdução ao processamento sísmico pt4 (inversão e interpretação)

Introdução ao processamento sísmico pt4 (inversão e interpretação)

  • 1.
    Inversão e interpretação sísmica RodrigoS. Portugal Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
  • 2.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 2 Processamento dos dados Dados de ponto médio comum Empilhamento NMO Traços empilhados Seção empilhada Migração Imageamento Inversão Interpretação
  • 3.
  • 4.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 4 Interpretação e inversão • Objetivo: construir o modelo geológico em subsuperfície • Identificação das interfaces principais • Estimar as propriedades petrofísicas • Diminuir as incertezas no modelo geológico • O produto final: estrutura geológica 3D, recheada de propriedades petrofísicas • Ajudar na tomada de decisão: furar ou não um poço de petróleo (US$10 mi); 4
  • 5.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 5 Modelo convolucional • Modelo convolucional • Coeficiente de reflexão - refletividade • convolução • resolução vertical
  • 6.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 6 Modelo convolucional Z1 Z2 Z3 R1 R2 Hipótese: meio horizontalizado em multicamadas O sinal sísmico é o resultado da convolução da função refletividade com o pulso mais a adição de ruídos S(t) = R(t)*w(t) + ruído(t)
  • 7.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 7 Fontes de ruído
  • 8.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 8 Coeficiente de Reflexão R = V2 ρ2 - V1 ρ1 V2 ρ2 + V1 ρ1 A refletividade é obtida considerando-se incidência normal. Ela expressa a fração da energia que é refletida na interface. Onde : Vn = Velocidade do meio ρn = Densidade do meio Vn . ρn = Impedância acústica
  • 9.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 9 Modelo convolucional: exemplo geologia impedância refletividade
  • 10.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 10 Exercício Calcule o coeficiente de reflexão para cada interface abaixo. Interface Camada anterior Camada posterior Veloc. Dens. Veloc. Dens. Arenito para Calcáreo 2000 2,4 3000 2,4 Fundo do mar transicional 1500 1,0 1500 2,0 Superfície do mar para ar 1500 1,0 360 0,0012 Folhelho para arenito c/ gás 2500 2,5 2250 1,75 Folhelho para arenito c/ óleo 2500 2,5 2550 2,04
  • 11.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 11 Convolução • É uma operação que produz uma função (w) que é a “mistura” (sobreposição) de duas funções dadas (f e g) • Notação w(t) = f(t) * g(t)
  • 12.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 12 Convolução: exemplo 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 -0.5 0 0.5 1 Wa ve le t 0 50 100 150 200 250 300 350 400 -2 -1 0 1 2 Re fle tivida de 0 50 100 150 200 250 300 350 400 -2 -1 0 1 2 Convoluçã o f(t) g(t) f(t) * g(t)
  • 13.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 13 Convolução: exemplo 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 -0.5 0 0.5 1 W a ve le t 0 50 100 150 200 250 300 350 400 -1 0 1 2 Re fle tivida de 0 50 100 150 200 250 300 350 400 -2 0 2 4 Convoluçã o f(t) g(t) f(t) * g(t)
  • 14.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 14 Convolução: exemplo 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 -0.5 0 0.5 1 W a ve le t 0 50 100 150 200 250 300 350 400 -2 -1 0 1 2 R e fle tivida de 0 50 100 150 200 250 300 350 400 -10 -5 0 5 C onvoluçã o f(t) g(t) f(t) * g(t)
  • 15.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 15 Convolução: exemplo 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 -0.5 0 0.5 1 Wa ve le t 0 50 100 150 200 250 300 350 400 -4 -2 0 2 4 Re fle tivida de 0 50 100 150 200 250 300 350 400 -10 -5 0 5 Convoluçã o f(t) g(t) f(t) * g(t)
  • 16.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 16 Convolução: exemplo 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 -0.5 0 0.5 1 W a ve le t 0 50 100 150 200 250 300 350 400 -4 -2 0 2 4 Re fle tivida de 0 50 100 150 200 250 300 350 400 -5 0 5 Convoluçã o f(t) g(t) f(t) * g(t)
  • 17.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 17 Modelo convolucional: resumo
  • 18.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 18 Resolução sísmica • Resolução é a capacidade de separar dois eventos que estão muito próximos. A resolução sísmica se torna especialmente importante no mapeamento de pequenas feições estruturais, como por exemplo pequenas falhas selantes, e no delineamento de feições estruturais finas, que podem ter limitada extensão lateral (Yilmaz, S.D.P.).
  • 19.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 19 Resolução sísmica Resolução vertical (m) Laboratório Perfis sônicos Ferramentas sísmicas de investigação VSP Tomografia Sísmica de superfície 10-2 102 10-2 Raio de investigação ou extensão do método (m) 104
  • 20.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 20 Resolução sísmica • Ambas as resoluções vertical e lateral são controladas pelo conteúdo de freqüências do sinal. – Para a resolução vertical o parâmetro mais importante é o comprimento de onda dominante, que é a velocidade da onda dividida pela freqüência dominante. O processo de deconvolução tenta aumentar a resolução vertical alargando o espectro e conseqüentemente comprimindo a wavelet.
  • 21.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 21 Resolução vertical • Entender como a sísmica pode contribuir no processo de caracterização de reservatórios, definidos como delgados e heterogêneos, muito presentes no Brasil;
  • 22.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 22 Resolução vertical • É a capacidade de distinção entre o topo e a base de uma camada. Critério de Widess ( 1973 ) : R = λ 4
  • 23.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 23 Resolução vertical
  • 24.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 24 Resolução vertical Critério de Widess ( 1973 ) : λ/4 = v/4f v (m/s) F(Hz) λ/4 (m) 2000 50 10 3000 40 18 4000 30 33 5000 20 62
  • 25.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 25 O problema da resolução Resposta sísmica Modelo geológico
  • 26.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 26 O Problema da resolução Seção sísmica NAPC, detalhe da região do reservatório. 2626
  • 27.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 27 Interpretação sísmica Domo de sal no Golfo do México.
  • 28.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 28 Interpretação sísmica Superfícies refletoras Domo de sal no Golfo do México.
  • 29.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 29 Inversão • Requisitos – Conteúdo de baixas frequências – Conhecimento da wavelet – Baixo nível de ruído – Ausência de múltiplas – Preservação de amplitudes
  • 30.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 30 Inversão “model-based” Dados de poço, de geofísica engenharia. Interpretação de dados sísmicos. Modelo do reservatório: (estrutural, estratigrafia, velocidade, densidade, litologia, porosidade, permeabilidade, etc) Simulador sísmico Dados sintéticos de amplitude Comparação entre dados sintéticos e dados sísmicos reais Update dos dados honrando as restrições dos dados sísmicos RUIMBOM Modelo é consistente com os dados
  • 31.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 31 Interpretação e Inversão Dado sísmico Inversão recursiva: 31
  • 32.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 32 Interpretação e Inversão Inversão sparse spike: Impedância original:
  • 33.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 33 Visualização 3D • Dados sísmicos com refletores interpretados e caracterizados através de correlações com os poços vão constituir superfícies dentro de um cubo de dados. • Visualização de diversas formas.
  • 34.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 34 Visualização 3D Imagem do reservatório em subsuperfície
  • 35.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 35 Visualização 3D
  • 36.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 36 Visualização 3D • Integração de dados de poços com dado sísmicos; • Vantagem da interpretação 3-D. Time slice Poços
  • 37.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 37 Visualização 3D
  • 38.
  • 39.
    25/04/2006 DGRN -UNICAMP 39 Visualização 3D Interpretação de Time Slices. Canal: rocha reservatório potencial