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infiniteD, sem óculos
*uma apresentação sobre transmedia ou como criar experiências
quando nos atrevemos a fundir bits, átomos e pessoas... e marcas, vá.

por Jorge Oliveira, Business Designer na Active Media
jorge oliveira
*Business Designer na Active Media



escrevedor, fotografador nas horas vagas, caminhante, biciclista, amante
das cidades, urbano, taxista em Lisboa, convergente, mixador, encoder/
decoder, convergente… divergente sempre que possível, e se possível com
companhia, apoiante, neto desempregado, filho nas horas vagas e pai a
tempo inteiro.

Já fui Marketeer, Editor de Vídeo, Produtor, Realizador, Argumentista,
Designer, ... amanhã logo se vê...
3d? a sério? Uau!
*Boring Fancaria Electrónica Junk Shit




                      É tudo o que o cinema tem para nos oferecer? Filmes a 3D e a necessidade
                      duns óculos que nos dão este ar manhoso? Ainda me lembro de ir ao cinema
                      e de aproveitar a oportunidade para namorar. Desconfio que com estes
                      óculos a coisa não corra lá muito bem.
why so serious?
*hello joker




               Mas há outras formas de melhorar a nossa experiência de entretenimento,
               promovidas pela indústria do cinema ou pelas marcas. “Why so
               serious” (http://bit.ly/OKwQme) é um exemplo, entre muitos, do que pode
               ser feito quando juntamos criatividade, meios diversificados e colocamos
               a audiência no centro das nossas atenções.

               Recomendo também a visita ao Conspiracy for Good http://bit.ly/RL3Wil
why so serious?
*isto é transmedia?



                 Uma realidade paralela
               Real fake ou um fake real?
            Analógico e Digital (isso importa?)
                 Imersão e envolvimento
                       Experiência
                       Participação
                    Bolos e telefones
convergence culture
*welcome
                                         Bem-vindos à cultura de
                                         convergência. Henry Jenkins é
                                         um dos autores de referência
                                         nesta área e a leitura da sua obra
                                         recomenda-se como um ponto de
                                         partida fundamental http://bit.ly/
                                         OdNcCh. Outra obra que
                                         recomendo é The Art of
                                         Immersion, com exemplos mais
                                         recentes de boas experiências
                                         transmedia http://bit.ly/SEBam7.




“where old and new media collide,
where grassroots and corporate media intersect, where
the power of the media producer and the power of the
media consumer interact in unpredictable ways”
“Convergence Culture” by Henry Jenkins
transmedia
*video kill the radio star?


                      A evolução dos vários meios,
                      dos analógicos passivos,
                      tradicionais, para os novos
                      media, interactivos,

                    Old Media
                      participativos, faz-se muitas
                      vezes em ruturas com o
                      passado. Uma espécie de
                                                      New Media
                      generation gap, de afirmação
                      do novo contra o
                      estabelecido, pela rutura.




 “(...) traditional means of                          “(...) New media does not include
 communication and expression that                    television programs, feature films,
 have existed since before the advent of              magazines, books, or paper-based
 the new medium of the Internet.(...)”                publications – unless they contain
                                                      technologies that enable digital
                                                      interactivity. (...)”

Wikipedia on Old Media e New Media
tragam as pipocas
*pronto... já temos miudas de bikini




                                 Numa luta de lama, não me parece que os velhos media tenham alguma hipótese.
                                 Aliás parece-me que já devem estar afogados em aflição. Mas há esperança :)
transmedia
*uma definição


                                           Numa cultura de convergência, a
                                           importância não é dada ao meio em si,
                                           mas à sua função num trabalho maior,
                                           num propósito mais alargado: contar
                                           uma história, construir um mundo; e

           Old Media Transmedia New Media  cada meio dará a sua contribuição
                                           sem que um se possa achar superior
                                           ao outro. Depende da audiência e da
                                           sua experiência, da sua forma de
                                           consumirem os media, da forma como
                                           querem descobrir este mundo e
                                           participar na experiência que está a
                                           ser oferecida.




“Transmedia is the art of telling ONE story through MULTIPLE MEDIA, such
that each medium is making a UNIQUE CONTRIBUTION to the whole story”
Andrea Philips - “A Creators Guide to Transmedia Storytelling”


“Transmedia is the ART OF WORLD MAKING.”
Henry Jenkins - “Convergence Culture”
transmedia
*actividades da audiência
                                        Gaming



                      Contributing                                   Socializing



                                       Audience



                            Voting                                     Creating


                                     E é sobre as actividades da audiência que vamos construir o novo mundo e a forma
                                     Consuming
                                     de participação. A cada uma destas actividades corresponderá um meio ou vários.
soma das partes
*todas independentes



                  Transmedia é também uma
                  viagem ou uma descoberta que
                  a audiência só faz se
                  quiser. Cada meio terá que
                  ser autónomo e independente,

                          print
                  para que a experiência
                  individual seja perceptivel
                                                           filme
                  e compreensivel. É um puzzle
                  onde cada peça não tem que
                  ser forçosamente ligada com
                                                 outdoor
                  a peça seguinte nem sequer
                  tem uma ordem estabelecida.



                                                           mobile

                                                             tv
              jogo
                                                  web
soma das partes
*mas juntas aumentam a riqueza da experiência




                           web

                                                                          print
                                               tv




                                                                                              mobile
                    Mas se a audiência se deparar com um mundo que apela à sua curiosidade,
                    então a descoberta faz-se, a experiência começa, e a cada peça que se
                    junta, essa experiência melhora e aumenta.




                      jogo
                                            outdoor                      filme
transmedia
*história, experiência e participação




  Sabemos onde começa
                                                Várias linhas narrativas
      Por outro lado, sabemos onde começam as
      histórias, mas não sabemos onde vão
      acabar ou que rumo podem vir a tomar.
                                                Camadas de descoberta
      Depende dos dados e das pistas e dos
      meios que dermos à audiência para fazer
      essa viagem e essa descoberta. Sabendo
      que ao longo da viagem ela também irá
                                                Imersão na história
      colaborar entre si.
                                                Participação e experiência
                                                Colaboração entre audiência
                                                Interacção
the witness
*realidade alternativa




                         Gosto muito deste exemplo pela boa utilização que faz da tecnologia de realidade
                         aumentada num jogo que se desenrola em cenários reais. Gosto destas experiências
                         em que a determinada altura a audiência se sente imersa na história, no jogo, onde
                         começa a haver um blur entre a realidade e a ficção.
californication
*saídos da ficção




          Uma serie que nos traz para a realidade o livro supostamente escrito pelo
          personagem, as musicas da suposta banda onde está outra das personagens,
          os twitts que existiram a preencher o vazio entre episósios. Gosto da
          vida-real que as personagens tomam e que nos levam a fazer outras
          viagens. E mais uma vez a confundir realidade e ficção.
barney stinson
*as pontas soltas da narrativa principal




          Num episódio do How I Meet Your Mother, Barney Stinson descreve aos
          amigos um dos seus esquemas de engate e até apresenta o suposto video que
          fez para passar na tv. Nesse vídeo há a indicação de dois sites. Fui
          espreitar e existem. O numero de telefone que passava nesse anuncio
          supostamente funcionava, ou ainda funcionará, experimentem. :) Descubram
          também o blog do Barney, onde poderão comprar livros, os posters do
          escritório e etc.
the blind man
*um livro dentro do livro




                      Um livro dentro do livro. E gostei tanto dum como doutro mas a meio dei
                      por mim muito mais interessado nos diários do pai do detective do que na
                      história principal. E o autor disponibilizou-os porque de alguma forma
                      teve que os escrever. Uma ponta solta que ganha autonomia e se torna uma
                      descoberta paralela neste mundo que estamos a construir.
                      Uma prova de que os conteúdos podem sempre ganhar outra vida para além da
                      que inicialmente se pensou. Os conteúdos de facto não morrem, adaptam-se
                      aos meios.
community
*as pontas soltas




     Uma serie cheia de pontas soltas. Aliás, uma serie que é mais do que
     isso, tem sido um verdadeiro laboratório de experiências. As reviews de
     comida congelada desta personagem já tem seguidores que agora exigem que
     outras reviews se tornem públicas. Explorem as pontas soltas e deixem-nas
     à mercê da audiência.

     Já agora, reparem no frame cor-de-rosa que aparece mesmo no fim desta
     peça. Outra ponta solta?
community
*as pontas soltas




     Uma serie cheia de pontas soltas. Aliás, uma serie que é mais do que
     isso, tem sido um verdadeiro laboratório de experiências. As reviews de
     comida congelada desta personagem já tem seguidores que agora exigem que
     outras reviews se tornem públicas. Explorem as pontas soltas e deixem-nas
     à mercê da audiência.

     Já agora, reparem no frame cor-de-rosa que aparece mesmo no fim desta
     peça. Outra ponta solta?
community
*histórias escondidas na história principal




                      Hum... uma história escondida dentro doutra história. Reparem no que se
                      passa no background de todas as cenas.
dry the river
*ouvir um poster




                   E se um poster tocar música na via pública? Olha para os media com olhos
                   frescos e criativos é essencial numa abordagem transmedia. Nem tudo é o
                   que parece ou tem que ser linear na sua utilização.
maiores de 18
*nsfw ou talvez sim




                      Mais um exemplo de criatividade com os meios atendendo ao público-alvo.
transmedia as a service
*que faço agora?




                   Podem as histórias orientar a nossa forma de relacionamento no espaço
                   público? Podemos usar a abordagem transmedia, misturá-la com o design e
                   conseguir melhorar as nossas experiências no mundo real?
transmedia
*diy




       Old Media Transmedia New Media
transmedia
*um rápido DIY




  1      As histórias são o ponto de
         partida.
         As pontas soltas diamantes
         em bruto. Não deve haver melhor altura para se ser copy, escritor, argumentista... agora as pontas soltas,
                   as indecisões sobre a evolução da obra, como dar mais textura às personagens secundárias... tudo
                   pode ser explorado em favor da experiência que queremos proporcionar. Não há obrigação de
                   fecharmos a história.
transmedia
* um rápido DIY




   2     Qualquer meio é relevante,
         até uma cassete VHS... ou
         uma diskete...
          E repito... sejam criativos com eles. Ouvi falar duma campanha que se baseou em pens usb
          abandonadas à curiosidade de quem as encontrava. :)
transmedia
* um rápido DIY




   3     O digital não é feito com
         tecnologia... é feito com
         pessoas!
         Por isso dou mais importância ao termo audiência, em vez de cliente ou consumidor ou utilizador. Toda a experiência deve ser
         construida para as pessoas e em função delas. A tecnologia pretende-se invisivel, é um suporte e um facilitador.
transmedia
* um rápido DIY




   4     Go with the flow.

         E deixa correr...
          Não criem fricções e não tentem controlar demasiado a experiência. A audiência fará o seu percurso natural. Deixem-se ir com eles,
          usufruam, divirtam-se, acompanhem, adaptem-se com o decorrer da experiência.
transmedia
* um rápido DIY




   5     All life is an experiment.
         The more experiments you
         make, the better.
         Ralph Waldo Emerson
         Inventem novas formas, façam experiências, tentem coisas que podem começar pequeno mas que possam fazer a diferença. Usem
         os exemplos como pontos de partida. Criem Culturematics http://bit.ly/QFOEfm como bem nos descreve este autor. Dont ask for
         permission, just forgiveness. :) E depois partilhem, documentem e enviem-me as vossas ideias para as poder usar como exemplos
         nas próximas apresentações.
Obrigado! :) Explorem os links e façam as vossas próprias descobertas. Isso é
                    transmedia.




                                                     obrigado*
*links e referências aqui :)
@jorgeoliveira / about.me/jorgeoliveira / www.activemedia.pt / jorge@activemedia.pt
                                                                         29

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"InfiniteD, sem óculos" Transmedia por Jorge Oliveira // Upload Lisboa 2012

  • 1. infiniteD, sem óculos *uma apresentação sobre transmedia ou como criar experiências quando nos atrevemos a fundir bits, átomos e pessoas... e marcas, vá. por Jorge Oliveira, Business Designer na Active Media
  • 2. jorge oliveira *Business Designer na Active Media escrevedor, fotografador nas horas vagas, caminhante, biciclista, amante das cidades, urbano, taxista em Lisboa, convergente, mixador, encoder/ decoder, convergente… divergente sempre que possível, e se possível com companhia, apoiante, neto desempregado, filho nas horas vagas e pai a tempo inteiro. Já fui Marketeer, Editor de Vídeo, Produtor, Realizador, Argumentista, Designer, ... amanhã logo se vê...
  • 3. 3d? a sério? Uau! *Boring Fancaria Electrónica Junk Shit É tudo o que o cinema tem para nos oferecer? Filmes a 3D e a necessidade duns óculos que nos dão este ar manhoso? Ainda me lembro de ir ao cinema e de aproveitar a oportunidade para namorar. Desconfio que com estes óculos a coisa não corra lá muito bem.
  • 4. why so serious? *hello joker Mas há outras formas de melhorar a nossa experiência de entretenimento, promovidas pela indústria do cinema ou pelas marcas. “Why so serious” (http://bit.ly/OKwQme) é um exemplo, entre muitos, do que pode ser feito quando juntamos criatividade, meios diversificados e colocamos a audiência no centro das nossas atenções. Recomendo também a visita ao Conspiracy for Good http://bit.ly/RL3Wil
  • 5. why so serious? *isto é transmedia? Uma realidade paralela Real fake ou um fake real? Analógico e Digital (isso importa?) Imersão e envolvimento Experiência Participação Bolos e telefones
  • 6. convergence culture *welcome Bem-vindos à cultura de convergência. Henry Jenkins é um dos autores de referência nesta área e a leitura da sua obra recomenda-se como um ponto de partida fundamental http://bit.ly/ OdNcCh. Outra obra que recomendo é The Art of Immersion, com exemplos mais recentes de boas experiências transmedia http://bit.ly/SEBam7. “where old and new media collide, where grassroots and corporate media intersect, where the power of the media producer and the power of the media consumer interact in unpredictable ways” “Convergence Culture” by Henry Jenkins
  • 7. transmedia *video kill the radio star? A evolução dos vários meios, dos analógicos passivos, tradicionais, para os novos media, interactivos, Old Media participativos, faz-se muitas vezes em ruturas com o passado. Uma espécie de New Media generation gap, de afirmação do novo contra o estabelecido, pela rutura. “(...) traditional means of “(...) New media does not include communication and expression that television programs, feature films, have existed since before the advent of magazines, books, or paper-based the new medium of the Internet.(...)” publications – unless they contain technologies that enable digital interactivity. (...)” Wikipedia on Old Media e New Media
  • 8. tragam as pipocas *pronto... já temos miudas de bikini Numa luta de lama, não me parece que os velhos media tenham alguma hipótese. Aliás parece-me que já devem estar afogados em aflição. Mas há esperança :)
  • 9. transmedia *uma definição Numa cultura de convergência, a importância não é dada ao meio em si, mas à sua função num trabalho maior, num propósito mais alargado: contar uma história, construir um mundo; e Old Media Transmedia New Media cada meio dará a sua contribuição sem que um se possa achar superior ao outro. Depende da audiência e da sua experiência, da sua forma de consumirem os media, da forma como querem descobrir este mundo e participar na experiência que está a ser oferecida. “Transmedia is the art of telling ONE story through MULTIPLE MEDIA, such that each medium is making a UNIQUE CONTRIBUTION to the whole story” Andrea Philips - “A Creators Guide to Transmedia Storytelling” “Transmedia is the ART OF WORLD MAKING.” Henry Jenkins - “Convergence Culture”
  • 10. transmedia *actividades da audiência Gaming Contributing Socializing Audience Voting Creating E é sobre as actividades da audiência que vamos construir o novo mundo e a forma Consuming de participação. A cada uma destas actividades corresponderá um meio ou vários.
  • 11. soma das partes *todas independentes Transmedia é também uma viagem ou uma descoberta que a audiência só faz se quiser. Cada meio terá que ser autónomo e independente, print para que a experiência individual seja perceptivel filme e compreensivel. É um puzzle onde cada peça não tem que ser forçosamente ligada com outdoor a peça seguinte nem sequer tem uma ordem estabelecida. mobile tv jogo web
  • 12. soma das partes *mas juntas aumentam a riqueza da experiência web print tv mobile Mas se a audiência se deparar com um mundo que apela à sua curiosidade, então a descoberta faz-se, a experiência começa, e a cada peça que se junta, essa experiência melhora e aumenta. jogo outdoor filme
  • 13. transmedia *história, experiência e participação Sabemos onde começa Várias linhas narrativas Por outro lado, sabemos onde começam as histórias, mas não sabemos onde vão acabar ou que rumo podem vir a tomar. Camadas de descoberta Depende dos dados e das pistas e dos meios que dermos à audiência para fazer essa viagem e essa descoberta. Sabendo que ao longo da viagem ela também irá Imersão na história colaborar entre si. Participação e experiência Colaboração entre audiência Interacção
  • 14. the witness *realidade alternativa Gosto muito deste exemplo pela boa utilização que faz da tecnologia de realidade aumentada num jogo que se desenrola em cenários reais. Gosto destas experiências em que a determinada altura a audiência se sente imersa na história, no jogo, onde começa a haver um blur entre a realidade e a ficção.
  • 15. californication *saídos da ficção Uma serie que nos traz para a realidade o livro supostamente escrito pelo personagem, as musicas da suposta banda onde está outra das personagens, os twitts que existiram a preencher o vazio entre episósios. Gosto da vida-real que as personagens tomam e que nos levam a fazer outras viagens. E mais uma vez a confundir realidade e ficção.
  • 16. barney stinson *as pontas soltas da narrativa principal Num episódio do How I Meet Your Mother, Barney Stinson descreve aos amigos um dos seus esquemas de engate e até apresenta o suposto video que fez para passar na tv. Nesse vídeo há a indicação de dois sites. Fui espreitar e existem. O numero de telefone que passava nesse anuncio supostamente funcionava, ou ainda funcionará, experimentem. :) Descubram também o blog do Barney, onde poderão comprar livros, os posters do escritório e etc.
  • 17. the blind man *um livro dentro do livro Um livro dentro do livro. E gostei tanto dum como doutro mas a meio dei por mim muito mais interessado nos diários do pai do detective do que na história principal. E o autor disponibilizou-os porque de alguma forma teve que os escrever. Uma ponta solta que ganha autonomia e se torna uma descoberta paralela neste mundo que estamos a construir. Uma prova de que os conteúdos podem sempre ganhar outra vida para além da que inicialmente se pensou. Os conteúdos de facto não morrem, adaptam-se aos meios.
  • 18. community *as pontas soltas Uma serie cheia de pontas soltas. Aliás, uma serie que é mais do que isso, tem sido um verdadeiro laboratório de experiências. As reviews de comida congelada desta personagem já tem seguidores que agora exigem que outras reviews se tornem públicas. Explorem as pontas soltas e deixem-nas à mercê da audiência. Já agora, reparem no frame cor-de-rosa que aparece mesmo no fim desta peça. Outra ponta solta?
  • 19. community *as pontas soltas Uma serie cheia de pontas soltas. Aliás, uma serie que é mais do que isso, tem sido um verdadeiro laboratório de experiências. As reviews de comida congelada desta personagem já tem seguidores que agora exigem que outras reviews se tornem públicas. Explorem as pontas soltas e deixem-nas à mercê da audiência. Já agora, reparem no frame cor-de-rosa que aparece mesmo no fim desta peça. Outra ponta solta?
  • 20. community *histórias escondidas na história principal Hum... uma história escondida dentro doutra história. Reparem no que se passa no background de todas as cenas.
  • 21. dry the river *ouvir um poster E se um poster tocar música na via pública? Olha para os media com olhos frescos e criativos é essencial numa abordagem transmedia. Nem tudo é o que parece ou tem que ser linear na sua utilização.
  • 22. maiores de 18 *nsfw ou talvez sim Mais um exemplo de criatividade com os meios atendendo ao público-alvo.
  • 23. transmedia as a service *que faço agora? Podem as histórias orientar a nossa forma de relacionamento no espaço público? Podemos usar a abordagem transmedia, misturá-la com o design e conseguir melhorar as nossas experiências no mundo real?
  • 24. transmedia *diy Old Media Transmedia New Media
  • 25. transmedia *um rápido DIY 1 As histórias são o ponto de partida. As pontas soltas diamantes em bruto. Não deve haver melhor altura para se ser copy, escritor, argumentista... agora as pontas soltas, as indecisões sobre a evolução da obra, como dar mais textura às personagens secundárias... tudo pode ser explorado em favor da experiência que queremos proporcionar. Não há obrigação de fecharmos a história.
  • 26. transmedia * um rápido DIY 2 Qualquer meio é relevante, até uma cassete VHS... ou uma diskete... E repito... sejam criativos com eles. Ouvi falar duma campanha que se baseou em pens usb abandonadas à curiosidade de quem as encontrava. :)
  • 27. transmedia * um rápido DIY 3 O digital não é feito com tecnologia... é feito com pessoas! Por isso dou mais importância ao termo audiência, em vez de cliente ou consumidor ou utilizador. Toda a experiência deve ser construida para as pessoas e em função delas. A tecnologia pretende-se invisivel, é um suporte e um facilitador.
  • 28. transmedia * um rápido DIY 4 Go with the flow. E deixa correr... Não criem fricções e não tentem controlar demasiado a experiência. A audiência fará o seu percurso natural. Deixem-se ir com eles, usufruam, divirtam-se, acompanhem, adaptem-se com o decorrer da experiência.
  • 29. transmedia * um rápido DIY 5 All life is an experiment. The more experiments you make, the better. Ralph Waldo Emerson Inventem novas formas, façam experiências, tentem coisas que podem começar pequeno mas que possam fazer a diferença. Usem os exemplos como pontos de partida. Criem Culturematics http://bit.ly/QFOEfm como bem nos descreve este autor. Dont ask for permission, just forgiveness. :) E depois partilhem, documentem e enviem-me as vossas ideias para as poder usar como exemplos nas próximas apresentações.
  • 30. Obrigado! :) Explorem os links e façam as vossas próprias descobertas. Isso é transmedia. obrigado* *links e referências aqui :) @jorgeoliveira / about.me/jorgeoliveira / www.activemedia.pt / jorge@activemedia.pt 29