Indicadores de Performance


INDICADORES DE PERFORMANCE % DE LOGÍSTICA


A utilização de Indicadores de Performance , não deve ficar apenas nos indicadores primários. Dois indicadores
que refletem as bases da Distribuição Física (Armazenagem, Transporte e Processamento de Pedidos) são
utilíssimos para avaliação interna ou própria, mas devem ser utilizados com critérios claros quando se compara a
empresa à outras empresas, ainda que atuantes no mesmo setor econômico.


Lembramos que muitas empresas tratam o valor de frete com sendo o valor do custo logístico. Obviamente, isto
não é correto, portanto isto não deve ser esquecido em comparações entre empresas. Primeiramente refletimos
sobre o indicador % de Frete/Valor das mercadorias. Os fatores que influem nesta avaliação são, basicamente:


 Receita Líquida (Valor das Mercadorias – Impostos): Importante subtrair o valor dos impostos visto que o
efeito da carga tributária sobre o valor vendido é diferente entre as empresas que atuam em um estado e outras
em diversos estados da federação. Vários regimes e situações especiais complexas também reforçam o critério
indicado.


 Valor das Mercadorias (Valor atual e de outros exercícios) : Se a empresa deseja comparar indicadores entre
períodos diferentes deve considerar ajustes, pois a variação de seus preços (inflação ou deflação) pode ser
diferente da variação dos custos dos elementos que formam o custo de transporte.


 Valor do Frete e da Administração: Geralmente o custo da Administração é desprezado ou ignorado.
Dependendo da dimensão do negócio, sua influência pode ser significativa. Além do indicador que estamos
comentando, o indicador de custo de transporte deve considerar estas despesas.


 Densidade Aparente das Mercadorias: Em transporte, uma tonelada de algodão pode pesar mais que uma
tonelada de aço. Evidentemente, este comentário humorístico, não é fisicamente real, mas o que queremos
evidenciar é o chamado “frete cubado” . Na prática é necessário utilizar uma carreta para transportar 27
toneladas de aço, e do outro lado, mais de uma carreta para transportar o mesmo peso em algodão. É
fundamental conhecer e considerar o efeito das mercadorias volumosas (baixa densidade aparente) em suas
operações.


 Tipo do percurso: No mínimo deve ser considerado o ambiente onde as operações ocorrem. A diferença entre
efetuar entregas no interior, em apenas uma cidade ou em diversas cidades, e a operação de entregas na região
metropolitana, especialmente na capital, é fator relevante para performance em avaliações comparativas.


Tipo da Carga: Para efeito de cobrança de frete, sempre se considera a diferença entre cargas de transferência
ou lotação (até 3 entregas) e carga fracionada. Os efeitos na composição dos custos (fixos e variáveis), são
diferentes. Na própria carga fracionada, o número de entregas é fator determinante de custo, principalmente
quando o veículo não é plenamente ocupado dado às características do itinerário e dos clientes.
Perfil da Frota: Há um princípio aplicado em transporte, verdadeiro em custo, mas nem sempre aplicado em
frete: “Quanto maior o volume transportado menor o custo unitário” . A representatividade dos tipos de veículos
versus o volume transportado (em m 3 e/ou t) deve ser considerado a partir do custo unitário (R$/ m 3 e/ou R$/t),
além das devidas ponderações.


A visão e compreensão do processo em que o transporte está inserido é fundamental. Outras influências como a
perecibilidade do produto, do jornal ao frigorífico, as dificuldades no ponto de entrega, índice e fatores de
devoluções (logística reversa), etc. Antes da utilização do indicador principal, não deixe de considerar o perfil da
carga e da operação, aqui indicados. Em caso de comparações avalie as bases e proceda às equalizações
necessárias para que você possa comparar, como se diz popularmente, ”laranja com laranja”.


O outro indicador básico diretamente relacionado com a formação do custo logístico é o giro de estoque ou
inversamente, a taxa de cobertura do estoque, que comentaremos em outra oportunidade.




Autor: CBMarra | Acessado em: 27/04/2011 às 17:45hs
Site: http://www.vantine.com.br/logistica.asp?chamada=pontodevista070

Indicadores de performance

  • 1.
    Indicadores de Performance INDICADORESDE PERFORMANCE % DE LOGÍSTICA A utilização de Indicadores de Performance , não deve ficar apenas nos indicadores primários. Dois indicadores que refletem as bases da Distribuição Física (Armazenagem, Transporte e Processamento de Pedidos) são utilíssimos para avaliação interna ou própria, mas devem ser utilizados com critérios claros quando se compara a empresa à outras empresas, ainda que atuantes no mesmo setor econômico. Lembramos que muitas empresas tratam o valor de frete com sendo o valor do custo logístico. Obviamente, isto não é correto, portanto isto não deve ser esquecido em comparações entre empresas. Primeiramente refletimos sobre o indicador % de Frete/Valor das mercadorias. Os fatores que influem nesta avaliação são, basicamente: Receita Líquida (Valor das Mercadorias – Impostos): Importante subtrair o valor dos impostos visto que o efeito da carga tributária sobre o valor vendido é diferente entre as empresas que atuam em um estado e outras em diversos estados da federação. Vários regimes e situações especiais complexas também reforçam o critério indicado. Valor das Mercadorias (Valor atual e de outros exercícios) : Se a empresa deseja comparar indicadores entre períodos diferentes deve considerar ajustes, pois a variação de seus preços (inflação ou deflação) pode ser diferente da variação dos custos dos elementos que formam o custo de transporte. Valor do Frete e da Administração: Geralmente o custo da Administração é desprezado ou ignorado. Dependendo da dimensão do negócio, sua influência pode ser significativa. Além do indicador que estamos comentando, o indicador de custo de transporte deve considerar estas despesas. Densidade Aparente das Mercadorias: Em transporte, uma tonelada de algodão pode pesar mais que uma tonelada de aço. Evidentemente, este comentário humorístico, não é fisicamente real, mas o que queremos evidenciar é o chamado “frete cubado” . Na prática é necessário utilizar uma carreta para transportar 27 toneladas de aço, e do outro lado, mais de uma carreta para transportar o mesmo peso em algodão. É fundamental conhecer e considerar o efeito das mercadorias volumosas (baixa densidade aparente) em suas operações. Tipo do percurso: No mínimo deve ser considerado o ambiente onde as operações ocorrem. A diferença entre efetuar entregas no interior, em apenas uma cidade ou em diversas cidades, e a operação de entregas na região metropolitana, especialmente na capital, é fator relevante para performance em avaliações comparativas. Tipo da Carga: Para efeito de cobrança de frete, sempre se considera a diferença entre cargas de transferência ou lotação (até 3 entregas) e carga fracionada. Os efeitos na composição dos custos (fixos e variáveis), são diferentes. Na própria carga fracionada, o número de entregas é fator determinante de custo, principalmente quando o veículo não é plenamente ocupado dado às características do itinerário e dos clientes.
  • 2.
    Perfil da Frota:Há um princípio aplicado em transporte, verdadeiro em custo, mas nem sempre aplicado em frete: “Quanto maior o volume transportado menor o custo unitário” . A representatividade dos tipos de veículos versus o volume transportado (em m 3 e/ou t) deve ser considerado a partir do custo unitário (R$/ m 3 e/ou R$/t), além das devidas ponderações. A visão e compreensão do processo em que o transporte está inserido é fundamental. Outras influências como a perecibilidade do produto, do jornal ao frigorífico, as dificuldades no ponto de entrega, índice e fatores de devoluções (logística reversa), etc. Antes da utilização do indicador principal, não deixe de considerar o perfil da carga e da operação, aqui indicados. Em caso de comparações avalie as bases e proceda às equalizações necessárias para que você possa comparar, como se diz popularmente, ”laranja com laranja”. O outro indicador básico diretamente relacionado com a formação do custo logístico é o giro de estoque ou inversamente, a taxa de cobertura do estoque, que comentaremos em outra oportunidade. Autor: CBMarra | Acessado em: 27/04/2011 às 17:45hs Site: http://www.vantine.com.br/logistica.asp?chamada=pontodevista070