Luiz Ramos
Fevereiro de 2024
Gestão do Esporte: Escola de Formação
Luiz Ramos
contato@gestaodesportiva.com.br
Gestão do Esporte
Luiz Ramos
Formação Acadêmica
Bacharel em Ciência do Esporte
Especialista em Futebol
Mestre em Gestão do Esporte
Doutorando em Educação Física e Desporto
Coordenador Geral de Futebol
Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
• Analisar os principais aspectos para a implantação e gestão de uma escola de formação.
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• Comparar e diferenciar as características da escola de formação para as categorias de
base dos clubes;
• Identificar os principais quesitos para implantar uma escola de formação;
• Reconhecer os principais tipos de condução administrativa possíveis para uma escola de
formação;
• Relacionar os aspectos críticos que fazem uma escola ter sucesso, em relação à
implantação, gestão, clientes, divulgação e método de aulas.
• Diferenciação entre escola de formação e categorias de base de clubes;
• Contratos, franquias e convênios de escolas de formação;
• Plano de implantação de uma escola;
• Análise sobre estruturas física, material e pessoal de uma Escola de Formação;
• Qualidade e método de desenvolvimento das aulas.
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Área de atuação
Escola de Futebol
Iniciação Esportiva;
Admissão aberta;
Infância (6 a 14 anos);
Mensalidades dos alunos;
Não gera direitos de formação.
Categoria de Base
Especialização Esportiva;
Seleção de talentos;
Adolescência (12 a 20 anos);
Investimento do clube;
Direitos de formação (comprovação).
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Lei Geral do Esporte – 14597 - 2023
Unifica: Lei Pelé, Estatuto do Torcedor e Bolsa Atleta;
• § 1º Considera-se formadora de atleta a organização esportiva que:
• b) comprove que o atleta em formação está inscrito em competições oficiais;
• c) garanta ao atleta em formação assistência educacional, psicológica, médica,
fisioterapêutica e odontológica, bem como alimentação, transporte e convivência familiar;
• d) mantenha, quando tiver alojamento de atletas, instalações de moradia adequadas,
sobretudo quanto a alimentação, higiene, segurança e salubridade;
• e) mantenha corpo de profissionais especializados em formação técnico-esportiva;
• g) assegure a formação gratuita do atleta, a expensas da organização esportiva
contratante;
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14597.htm
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Lei Geral do Esporte – 14597 - 2023
• h) comprove que participa anualmente de competições organizadas por organização
esportiva que administra e regula o esporte em, pelo menos, 2 (duas) categorias da
respectiva modalidade esportiva;
• k) proporcione ao atleta convivência familiar, com visitas regulares à sua família;
• m) qualifique os profissionais que atuam no treinamento esportivo para a atuação
preventiva e de proteção aos direitos da criança e do adolescente;
• p) apresente ao Ministério Público, anualmente, os laudos técnicos expedidos pelos
órgãos e pelas autoridades competentes pela vistoria das condições de segurança dos
alojamentos que mantenha para atletas em formação.
• § 2º A organização esportiva nacional que administra e regula o esporte certificará
como organização esportiva formadora aquela que, comprovadamente, por meio de
laudos de vistoria e de documentos, preencha os requisitos estabelecidos nesta Lei.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14597.htm
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Iniciação Esportiva
• 6 até 13 anos;
• Formação
multilateral;
• Vivência em todas
posições;
• Aulas lúdicas;
• Técnicas básicas;
• Princípios táticos;
• Festivais e jogos
amistosos;
• 2 a 3 horas / semana.
Especialização Esportiva
• 14 até 18 anos;
• Formação específica;
• Treinamentos de
aperfeiçoamento
técnico e tático;
• Início da preparação
física geral;
• Competições formais;
• 5 a 15 horas /
semana.
Alto Rendimento
(Profissional)
• 18 anos em diante;
• Excelência esportiva;
• Polimento técnico e
tático;
• Preparação física de
alta performance;
• Resultados
esportivos;
• Mais de 15 horas /
semana.
Formação esportiva em longo prazo
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Caminho do atleta (athlete pathway)
Alto
Nível
Especialização
Iniciação
• É maior a seleção de atletas ao progredir nas etapas de
formação;
• O maior gargalo ocorre no alto nível, em que jovens atletas
competem com adultos de todas idades;
• Apenas 0,08% dos atletas em idade escolar chegaram ao
profissional nos EUA (Malina, 2010);
• Apenas 4% dos atletas selecionados em fase de
especialização chegaram nos clubes da 1ª divisão na
Alemanha (Grossmann & Lames, 2015).
Malina, R. M. (2010). Early sport specialization: roots, effectiveness, risks. Current sports medicine reports, 9(6), 364-371.
Grossmann, B., & Lames, M. (2015). From talent to professional football – youthism in German football. International Journal of Sports Science & Coaching, 10(6), 1103-1113.
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Escola de Futebol
• Atende a demanda da iniciação esportiva (estrutura, urbanização, violência);
• Público: crianças e adolescentes em nível de iniciação;
• Manutenção financeira:
• Cobrança de mensalidades;
• Projetos sociais gratuitos (patrocínios públicos ou privados);
• Adequação as leis de prestação de serviços (direitos do consumidor);
• Constituição jurídica e contábil:
• Empresa privada;
• Entidade sem fins econômicos (projeto social);
• Pode pertencer a um clube (interno, franquia ou licenciamento);
• Competições não oficiais (ligas de escolas/torneios, fora da federação).
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Faça uma relação de tudo que será necessário para abrir uma escola de
futebol?
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Plano de implantação da escola
• Mercado;
• Localização;
• Exigências legais e específicas;
• Estrutura;
• Pessoal;
• Equipamentos;
• Matéria Prima/mercadoria;
• Organização/procedimentos;
• Investimentos;
Escola de Futebol - SEBRAE
https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_
CHRONUS/IDEIAS_DE_NEGOCIO/PDFS/169.pdf
• Capital de giro;
• Custos;
• Tributação e contabilidade;
• Diversificação/agregação de
valor;
• Divulgação;
• Eventos;
• Características específicas do
empreendedor;
• Modelo de negócio.
4 Ps do Marketing:
• Product (produto)
• Place (local)
• Price (preço)
• Promotion (promoção)
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Produto (modelo de negócio)
Marca Própria
• Desconhecida do público;
• Demora para conquistar
alunos;
• Depende de identificação
com professor/local;
• Baixo custo de implantação;
• Metodologia a ser
desenvolvida;
• Requer contatos e parcerias
para encaminhar atletas.
Franquia
• Uso de marca famosa;
• Credibilidade e aderência;
• Influência da marca na
região (+ ou -);
• Alto custo (implantação,
royalties e supervisão);
• Rigidez de procedimentos;
• Metodologia do clube
(treina professores);
• Relação direta com a marca
(eventos e testes).
Licenciamento
• Uso de marca famosa;
• Credibilidade e aderência;
• Influência da marca na
região (+ ou -);
• Custo reduzido de
implantação e manutenção
(condições mínimas);
• Metodologia básica;
• Procedimentos livres;
• Relação frágil com a marca.
Indicação de Filme:
Fome de Poder (McDonald’s)
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Cidades Grandes x Pequenas
Poder aquisitivo da população;
Tamanho da população;
Influência sobre a população;
Concorrência com outras escolas
(futsal, society, clubes);
Despesas (aluguel, divulgação...);
Boa localização.
Cidades
Grandes
Cidades
Pequenas
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Localização e Estrutura
• Bairro ou centro?
• Campo comunitário ou particular?
• Alambrado ao redor?
• Grama natural ou sintética?
• Local seguro?
• Vizinhança (o que tem ao lado)?
• Estacionamento?
• Acessos: rua asfaltada? Ponto de ônibus ou metrô próximo?
• Vestiários? Banheiro para o público?
• Local seguro para guardar materiais de treino?
• Custos de locação e manutenção (corte, pintura, irrigação)?
• Secretaria (recepção, financeiro, telefone)?
• Lavanderia (coletes)?
Escola CAP em Londrina-PR (2005):
• Marca não teve resistência;
• Melhor campo da cidade, grama
natural, medidas oficiais;
• Grama não aguentou, investimento
em irrigação, tinta para pintura;
• Custo de aluguel do campo (fixo ou
variável);
• Contrato em dias da semana. Jogos
aos finais de semana? Prioridade dos
sócios.
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Divulgação
• Previsão de recursos necessários;
• Mídias tradicionais: TV, jornais, rádios, outdoors, busdoors, panfletos;
• Mídias digitais: redes sociais, Google Ads, influencers...;
• Melhor custo benefício? Não adianta ser econômico se não trouxer
resultados;
• Locais de divulgação: conhecer o público-alvo é essencial (panfletos CAP);
• Experimento gratuito (boca a boca).
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Divulgação
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Preço, capacidade e meta de alunos
Variáveis para definir o preço:
• Valor da marca (tangível e intangível);
• Valores da concorrência local (outras escolas, outros esportes);
• Custo do material (oficial da marca ou produção local);
• Custo das instalações e RH;
• Capacidade (nº de alunos, horários disponíveis, manhã, tarde e noite);
• Público-alvo (potencial aquisitivo, demanda por futebol);
• Promoções (planos de fidelização, sazonalidade);
• Quantidade de alunos necessários (meta, tempo necessário e giro positivo).
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Simulações
Cenários Capacidade Turmas Total Alunos Valor Receita total Despesa Resultado
Otimista 25 6 150 R$ 150 R$ 22.500 R$ 10.000 R$ 12.500
Pessimista 18 3 54 R$ 150 R$ 8.100 R$ 10.000 R$ - 1.900
Meta (ajustes) 22 3 66 R$ 160 R$ 10.560 R$ 10.000 R$ 560
1 – Seg – Qui
8h – 9h30
2 – Ter – Sex
8h – 9h30
3 – Seg – Qui
9h30 – 11h
4 – Ter – Sex
9h30 – 11h
5 – Seg – Qui
14h – 15h30
6 – Ter – Sex
14h – 15h30
7 – Seg – Qui
15h30 – 17h
8 – Ter – Sex
15h30 – 17h
9 – Seg – Qui
18h – 19h30
10 – Ter – Sex
18h – 19h30
11 – Seg – Qui
19h30 – 21h
12 – Ter – Sex
19h30 – 21h
Pesquisa e experiência nos ajuda a projetar
a realidade:
Otimismo em excesso irá atrapalhar a gestão
do negócio (superestimar o faturamento);
Aspectos decisivos:
• Despesas variáveis (nº prof., luz...);
• Capital de giro (até estabilizar).
Manhã
Tarde
Noite
Capacidade máxima – Número de turmas
12 turmas x 25 alunos:
300 alunos
Será que é realista???
Quantos
meses?
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Plano Financeiro
1 – Implantação da Escola
• Formalização (CNPJ, taxas, alvarás,
contabilidade);
• Adequação do local (adesivagem, pintura,
bebedouro...);
• Licenciamento ou criação de marca
própria?
• Compra de materiais de treino (bolas,
coletes, cones, uniforme de jogo,
uniformes dos professores);
• Divulgação (criação e veiculação);
• Capital de giro (até que a escola consiga se
autossustentar + reserva emergencial).
2 – Manutenção da Escola
• Impostos (DAS, contabilidade);
• Arrendamento do local (fixo ou variável?);
• Telefone, internet, site, corte e pintura de campo...
• Royalties de licenciamento (carência?);
• Salários: professores e secretária (fixo + comissão);
• Pró-labore (quantos sócios? divisão de lucros?);
• Divulgação (manutenção);
• Custos com jogos e torneios (transporte, arbitragem,
inscrições);
• Planos promocionais (semestrais, pagamentos antecipados);
• Inadimplência (%).
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Plano Financeiro
Retorno do investimento
• Quanto tempo a escola levará para se tornar autossustentável? Ponto de equilíbrio;
• Quanto tempo a escola levará para dar lucro mensal? Lucratividade;
• Quanto tempo a escola levará para te devolver tudo que foi investido (implantação +
manutenção nos meses iniciais)? Rentabilidade;
• Avaliação do risco do negócio x rentistas (aplicações financeiras).
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Parcerias estratégicas (baixar custos)
• Quais parceiros estratégicos das escolas de futebol?
• Local:
• Sede no Clube: descontos para sócios, aluguel mínimo +
variável sobre nº de alunos;
• Sede no Condomínio: sem aluguel, apenas residentes;
• Serviços com descontos: psicologia, nutricionista, academia,
personal trainer...
• Empresa de transporte: ônibus/van (permutas na divulgação);
• Empresa de marketing: criação de artes e divulgação;
• Empresa de material esportivo: preço de lojista;
• Clube com categoria de base: amistosos, indicação de atletas
e visita de observadores (Guilherme e LEC).
Escola
Patrocínio
Apoio
Parceria
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Eventos
• Escolha adequada do nível técnico dos eventos (Escola Fla; Foguetório);
• Instrução aos pais sobre os métodos de trabalho da escola (todos
participam – gêmeos);
• Obrigatoriedade da participação de todos os alunos no regulamento;
• Torneio de escolas CAP (ônibus com 1 vaga);
• Festivais ao invés de rígidas competições:
• Cada aluno pode trazer 2 convidados;
• Misturar as categorias (mais velhos e mais novos, ou misto);
• Eventos com ídolos do clube.
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Conscientização dos pais
• Palestra para os pais;
• Pais assinam um termo de
comportamento em treinos e jogos,
sob pena de exclusão da criança da
equipe;
• Campanha para as demais equipes
também fazerem (FPF).
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https://futebolpaulista.com.br/Repositorio/Competicao/Regulamento/1232/1232_638278065065879385.pdf
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Regulamento do Campeonato Paulista Sub 14
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• Alunos de diferentes faixas etárias possuem
necessidades distintas;
• Conduta dos professores deverá ser semelhante
(prof. preferido, respeito);
• Garantia que as aulas terão bom nível,
independentemente do professor;
• Método de ensino e formação no futebol (conteúdos
obrigatórios);
• Previsão de procedimentos (formas como ensinar,
exercícios);
• Diferenciação das “antigas” escolas de futebol, que
justifique o valor investido pelos pais (longas filas,
baixa qualidade de estrutura, de material e de
instruções do professor).
Padronização do Método
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Responsabilidades do professor
1. Chegar com 30 minutos de antecedência (arrumar coletes, encher bolas, preparar o
campo e etc.);
2. Contar o número de bolas, coletes e cones que irá levar para o campo, e recontar
após o final do treino. Bolas: recolher logo ao final do treino técnico, antes do coletivo,
com a ajuda dos alunos e com maior tempo para procurar, caso alguma esteja perdida;
3. Guardar materiais na sala, estender os coletes para secar;
4. Ter apito e relógio para coordenar a aula e marcar tempo de atividades;
5. Estar uniformizado, com calçado adequado para ensinar futebol;
6. Quando precisar faltar no treinamento, em caso extremo, avisar a diretoria com
antecedência (estagiário sem carro).
Exemplo de Manual Metodológico
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Matrículas novas e pagamentos de mensalidades
Encaminhar o aluno/pai para a secretaria;
Anotar os dados (nome, telefone e data de
nascimento) numa folha separada e entregar
depois;
Aluno novos: aula experimental com as próprias
roupas (se realmente gosta);
Mensalidades: caso não tenha ninguém na
secretaria, pegar o dinheiro e anotar o nome do
aluno, o valor e a data.
Exemplo de Manual Metodológico
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Instruções Técnicas
1. Racionalizar a aula e usar da melhor forma os goleiros e os espaços de todo campo.
“Quanto mais tempo os alunos ficarem parados esperando, mais falhas tem a aula”;
2. Incentivar os alunos a fazerem todos os exercícios com os dois pés;
3. Dar liberdade para a criatividade no treino, sem ficar “corrigindo todos os detalhes”;
4. Evitar palavras como “não faça isto”. A instrução deve ser: “faça assim” (e demonstrar);
5. Sempre chamar os alunos pelo nome e nunca por apelidos;
6. Quando for necessário corrigir sobre algo mais sério, como por exemplo, questões
disciplinares, fazer de forma reservada, sem expor o aluno na frente do grupo. Evitar
“broncas e gritos”;
7. A cada nova instrução no treino, deve-se apitar uma vez, para que todos os alunos
prestem atenção no professor e facilite a audição do grupo.
Exemplo de Manual Metodológico
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Exemplo de Manual Metodológico
• 1ª parte: Aquecimento - de 10 a 20
minutos:
• Sempre com bolas, com maior enfoque
nos fundamentos básicos;
• Pode ser atividades em duplas ou não;
• Evitar longas corridas sem bola.
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• 2ª parte: Treinamento Técnico - 30 a 40 minutos:
• Dois exercícios simultâneos (dois grupos menores). Inverte na metade do tempo;
• Um exercício deve ser puramente de fundamento técnico. Para as idades maiores, aumentar o
nível do exercício, colocando oponentes e maior velocidade de execução (progressão
pedagógica);
• O outro exercício deverá ser um jogo específico com objetivo técnico ou tático;
• Mesmo que o professor esteja dando o treino sozinho, devem ser feitos dois exercícios
simultâneos. Ficar no meio do campo, cuidando um pouco de cada um;
• Antes da 3ª parte: tomar água e aproveitar a ajuda deles para recolher todos materiais e bolas.
E para que não fiquem fazendo grandes filas para tomar água, é certo acabar um exercício
antes que o outro e liberar um grupo primeiro.
Exemplo de Manual Metodológico
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• 3ª parte: Jogo coletivo - 30 a 40 minutos: é a parte mais importante para os alunos.
Procedimentos para manter a ordem e melhorar o rendimento:
• Reunir todos os alunos e coloca-los sentados no chão (acalmam e concentram);
• Explicar o objetivo tático e as funções de cada um no sistema tático mostrando na prancheta.
Isto facilita muito a compreensão dos alunos, tornando mais concreta as instruções do professor;
• Explicar quais são as atitudes da equipe quando estiver sem a posse da bola (defendendo) e quais
as atitudes, quando estiver com posse da bola (atacando);
• Citar cada posição no sistema tático e identificar os interessados. Quase sempre é necessário
improvisar alguns jogadores meio tempo e depois colocar nas posições preferidas;
• Caso alguns fiquem de fora, marcar tempo (de 10 a 15 minutos) para eles entrarem depois;
• Deve-se evitar formar sempre as mesmas equipes, evitando “panelas” no grupo.
Exemplo de Manual Metodológico
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• Preferência para alunos matriculados, mas alunos em aula experimental devem jogar depois;
• Formar equipes de força equilibrada (melhores e piores joguem juntos);
• Uma ou duas vezes por mês é bom fazer o treino todo só coletivo;
• Instruir em voz alta mesmo com a bola em movimento, pois os alunos escutam mesmo sem
estar olhando para o professor. Quando ocorrer alguma jogada errada que deve ser corrigida,
parar o treino e falar claramente como deve ser e se possível, mostra-la;
• No final de cada aula, conversar com os alunos sobre tudo que foi feito no treino e deixá-los
darem opiniões, para que reflitam sobre o treino;
• Terminar o treino 5 minutos antes para fazer pênaltis (única cobrança e após bater o pênalti,
poderá ir embora).
Exemplo de Manual Metodológico
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Conteúdos de formação
Fundamentos Técnicos
1. Domínio, recepção e controle;
2. Condução de bola;
3. Passe;
4. Chute;
5. Drible;
6. Marcação e Desmarcação;
7. Cabeceio;
8. Jogo do goleiro.
(todas as variações dos fundamentos)
Fundamentos Táticos
1. Princípios táticos ofensivos e defensivos;
2. Diferença numérica ofensiva e defensiva;
3. Tipos de marcação: individual, zona e
mista; Pressão, meia-pressão e recuada;
Defesa em linha e com sobra;
4. Atuação em no mínimo duas posições
táticas;
5. Diferentes sistemas táticos;
6. Bolas paradas: faltas, escanteios, laterais,
tiro de metas.
Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
Fundamento Fevereiro Março Abril Maio
Domínio e controle X X x X X X x X
Condução de bola X X X X
Passe X X X X X X X X
Chute X X X X X X X X
Drible X X X X X X
Marcação / Desmarcação X X X X X X X X
Cabeceio X X X X X X
Princípios Táticos X X X X X X X X
Super. / Inferioridade X X X X X X X X
Defesa Individual X X X X X X X X
Defesa Zona e mista X X X X X X X X
Pressão e recuada X X X X x X x X
Sistema 4-3-3 X X X X X X X X
Sistema 3-5-2 X X X X X X X X
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Planejamento de conteúdos de formação
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Exemplo de Manual Metodológico
Sugestão de plano de treino (90’)
• Ex: fundamentos em duplas, futevôlei, roda de bobinho
1 – Aquecimento (10’)
• Ex: dribles de ataque contra defesa (filas)
2 – Treino técnico “Parcial” (20’)
• Ex: jogo com objetivo técnico e/ou tático
3 – Jogo reduzido “Situacional” (20’)
• Ex: titulares x reservas, ou misturados (11x11)
4 – Jogo coletivo “Global” (30’)
Margem de 10’
Água e recolhe materiais
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Falta de método de formação
• Cada treinador faz o que quer;
• Não há previsão de conteúdo a serem treinados;
• Aulas repetitivas e com pouco conteúdo;
• O foco poderá ser apenas em ganhar títulos,
priorizando os melhores;
• Descontentamento dos pais;
• Especialização precoce;
• Abandono da escola (caso Henrique).
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Exemplos de Franquias e Licenciamentos
• Pesquisem muito: investimento inicial, royalties, distância, benefícios...
• Se forem nas marcas famosas, liguem nas unidades de outras cidades;
• Investiguem os concorrentes locais: preços, formas de pagamento, instalações...
• Aderência ou rejeição da marca (CAP em Londrina, FLA em Curitiba).
https://interacademybrazil.com.br/e
scolinha-de-futebol-guia-completo/
https://www.athletico.com.br
/escola-furacao/
https://escolaflamengo.com.br
/franqueado/
https://chuteinicial.corinthians.
com.br/licenciados
Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
• Ferreira, M. (2021). Um golaço de gestão: administrando clubes de futebol. Curitiba: Appris.
• Grossmann, B., & Lames, M. (2015). From talent to professional football – youthism in German football. International Journal of
Sports Science & Coaching, 10(6), 1103-1113.
• Lei Geral do Esporte (14.597 – 2023) - https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14597.htm
• Malina, R. M. (2010). Early sport specialization: roots, effectiveness, risks. Current sports medicine reports, 9(6), 364-371.
• Martins, P., Paganella, M. (2023). Escola de futebol: organização, estruturação, gestão e administração. Curitiba: CRV, 234p.
• Oliveira, A. (2008). Escola de Futebol: dicas administrativas e pedagógicas para alcançar o sucesso. Curitiba: Lisegraff.
• Rigolin, L. (2022). Manual de gestão de escolas de futebol: dicas para proprietários. eBook Kindle.
• Santana, W. (2004). Futsal: apontamentos pedagógicos na iniciação e na especialização. Campinas: Autores Associados, 158p.
• Sebrae. Escola de Futebol - https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/IDEIAS_DE_NEGOCIO/PDFS/169.pdf
• Vance, P.; Nassif, V.; Masteralexis, L. (2015). Gestão do Esporte: casos brasileiros e internacionais. Rio de Janeiro: LTC.
• Waltricke, D. (2023). Como montar uma escolinha de futebol? Do projeto à gestão! - https://blog.nextfit.com.br/como-montar-
escolinha-futebol
41
Agradeço pela atenção!
Prof. Me. Luiz Ramos
contato@gestaodesportiva.com.br
gestaodesportiva.com.br
Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
Gestao Esporte - Luiz Ramos - CBF Academy 2024.pdf

Gestao Esporte - Luiz Ramos - CBF Academy 2024.pdf

  • 1.
  • 2.
    Gestão do Esporte:Escola de Formação Luiz Ramos contato@gestaodesportiva.com.br Gestão do Esporte
  • 3.
    Luiz Ramos Formação Acadêmica Bacharelem Ciência do Esporte Especialista em Futebol Mestre em Gestão do Esporte Doutorando em Educação Física e Desporto Coordenador Geral de Futebol Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 4.
    • Analisar osprincipais aspectos para a implantação e gestão de uma escola de formação. Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos • Comparar e diferenciar as características da escola de formação para as categorias de base dos clubes; • Identificar os principais quesitos para implantar uma escola de formação; • Reconhecer os principais tipos de condução administrativa possíveis para uma escola de formação; • Relacionar os aspectos críticos que fazem uma escola ter sucesso, em relação à implantação, gestão, clientes, divulgação e método de aulas.
  • 5.
    • Diferenciação entreescola de formação e categorias de base de clubes; • Contratos, franquias e convênios de escolas de formação; • Plano de implantação de uma escola; • Análise sobre estruturas física, material e pessoal de uma Escola de Formação; • Qualidade e método de desenvolvimento das aulas. Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 6.
    6 Área de atuação Escolade Futebol Iniciação Esportiva; Admissão aberta; Infância (6 a 14 anos); Mensalidades dos alunos; Não gera direitos de formação. Categoria de Base Especialização Esportiva; Seleção de talentos; Adolescência (12 a 20 anos); Investimento do clube; Direitos de formação (comprovação). Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 7.
    7 Lei Geral doEsporte – 14597 - 2023 Unifica: Lei Pelé, Estatuto do Torcedor e Bolsa Atleta; • § 1º Considera-se formadora de atleta a organização esportiva que: • b) comprove que o atleta em formação está inscrito em competições oficiais; • c) garanta ao atleta em formação assistência educacional, psicológica, médica, fisioterapêutica e odontológica, bem como alimentação, transporte e convivência familiar; • d) mantenha, quando tiver alojamento de atletas, instalações de moradia adequadas, sobretudo quanto a alimentação, higiene, segurança e salubridade; • e) mantenha corpo de profissionais especializados em formação técnico-esportiva; • g) assegure a formação gratuita do atleta, a expensas da organização esportiva contratante; https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14597.htm Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 8.
    8 Lei Geral doEsporte – 14597 - 2023 • h) comprove que participa anualmente de competições organizadas por organização esportiva que administra e regula o esporte em, pelo menos, 2 (duas) categorias da respectiva modalidade esportiva; • k) proporcione ao atleta convivência familiar, com visitas regulares à sua família; • m) qualifique os profissionais que atuam no treinamento esportivo para a atuação preventiva e de proteção aos direitos da criança e do adolescente; • p) apresente ao Ministério Público, anualmente, os laudos técnicos expedidos pelos órgãos e pelas autoridades competentes pela vistoria das condições de segurança dos alojamentos que mantenha para atletas em formação. • § 2º A organização esportiva nacional que administra e regula o esporte certificará como organização esportiva formadora aquela que, comprovadamente, por meio de laudos de vistoria e de documentos, preencha os requisitos estabelecidos nesta Lei. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14597.htm Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 9.
    Iniciação Esportiva • 6até 13 anos; • Formação multilateral; • Vivência em todas posições; • Aulas lúdicas; • Técnicas básicas; • Princípios táticos; • Festivais e jogos amistosos; • 2 a 3 horas / semana. Especialização Esportiva • 14 até 18 anos; • Formação específica; • Treinamentos de aperfeiçoamento técnico e tático; • Início da preparação física geral; • Competições formais; • 5 a 15 horas / semana. Alto Rendimento (Profissional) • 18 anos em diante; • Excelência esportiva; • Polimento técnico e tático; • Preparação física de alta performance; • Resultados esportivos; • Mais de 15 horas / semana. Formação esportiva em longo prazo 9 Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 10.
    Caminho do atleta(athlete pathway) Alto Nível Especialização Iniciação • É maior a seleção de atletas ao progredir nas etapas de formação; • O maior gargalo ocorre no alto nível, em que jovens atletas competem com adultos de todas idades; • Apenas 0,08% dos atletas em idade escolar chegaram ao profissional nos EUA (Malina, 2010); • Apenas 4% dos atletas selecionados em fase de especialização chegaram nos clubes da 1ª divisão na Alemanha (Grossmann & Lames, 2015). Malina, R. M. (2010). Early sport specialization: roots, effectiveness, risks. Current sports medicine reports, 9(6), 364-371. Grossmann, B., & Lames, M. (2015). From talent to professional football – youthism in German football. International Journal of Sports Science & Coaching, 10(6), 1103-1113. 10 Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 11.
    11 Escola de Futebol •Atende a demanda da iniciação esportiva (estrutura, urbanização, violência); • Público: crianças e adolescentes em nível de iniciação; • Manutenção financeira: • Cobrança de mensalidades; • Projetos sociais gratuitos (patrocínios públicos ou privados); • Adequação as leis de prestação de serviços (direitos do consumidor); • Constituição jurídica e contábil: • Empresa privada; • Entidade sem fins econômicos (projeto social); • Pode pertencer a um clube (interno, franquia ou licenciamento); • Competições não oficiais (ligas de escolas/torneios, fora da federação). Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 12.
    Faça uma relaçãode tudo que será necessário para abrir uma escola de futebol? Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 13.
    13 Plano de implantaçãoda escola • Mercado; • Localização; • Exigências legais e específicas; • Estrutura; • Pessoal; • Equipamentos; • Matéria Prima/mercadoria; • Organização/procedimentos; • Investimentos; Escola de Futebol - SEBRAE https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_ CHRONUS/IDEIAS_DE_NEGOCIO/PDFS/169.pdf • Capital de giro; • Custos; • Tributação e contabilidade; • Diversificação/agregação de valor; • Divulgação; • Eventos; • Características específicas do empreendedor; • Modelo de negócio. 4 Ps do Marketing: • Product (produto) • Place (local) • Price (preço) • Promotion (promoção) Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    14 Produto (modelo denegócio) Marca Própria • Desconhecida do público; • Demora para conquistar alunos; • Depende de identificação com professor/local; • Baixo custo de implantação; • Metodologia a ser desenvolvida; • Requer contatos e parcerias para encaminhar atletas. Franquia • Uso de marca famosa; • Credibilidade e aderência; • Influência da marca na região (+ ou -); • Alto custo (implantação, royalties e supervisão); • Rigidez de procedimentos; • Metodologia do clube (treina professores); • Relação direta com a marca (eventos e testes). Licenciamento • Uso de marca famosa; • Credibilidade e aderência; • Influência da marca na região (+ ou -); • Custo reduzido de implantação e manutenção (condições mínimas); • Metodologia básica; • Procedimentos livres; • Relação frágil com a marca. Indicação de Filme: Fome de Poder (McDonald’s) Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 15.
    15 Cidades Grandes xPequenas Poder aquisitivo da população; Tamanho da população; Influência sobre a população; Concorrência com outras escolas (futsal, society, clubes); Despesas (aluguel, divulgação...); Boa localização. Cidades Grandes Cidades Pequenas Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 16.
    16 Localização e Estrutura •Bairro ou centro? • Campo comunitário ou particular? • Alambrado ao redor? • Grama natural ou sintética? • Local seguro? • Vizinhança (o que tem ao lado)? • Estacionamento? • Acessos: rua asfaltada? Ponto de ônibus ou metrô próximo? • Vestiários? Banheiro para o público? • Local seguro para guardar materiais de treino? • Custos de locação e manutenção (corte, pintura, irrigação)? • Secretaria (recepção, financeiro, telefone)? • Lavanderia (coletes)? Escola CAP em Londrina-PR (2005): • Marca não teve resistência; • Melhor campo da cidade, grama natural, medidas oficiais; • Grama não aguentou, investimento em irrigação, tinta para pintura; • Custo de aluguel do campo (fixo ou variável); • Contrato em dias da semana. Jogos aos finais de semana? Prioridade dos sócios. Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 17.
    17 Divulgação • Previsão derecursos necessários; • Mídias tradicionais: TV, jornais, rádios, outdoors, busdoors, panfletos; • Mídias digitais: redes sociais, Google Ads, influencers...; • Melhor custo benefício? Não adianta ser econômico se não trouxer resultados; • Locais de divulgação: conhecer o público-alvo é essencial (panfletos CAP); • Experimento gratuito (boca a boca). Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 18.
    18 Divulgação Gestão do Esporte:Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 19.
    19 Preço, capacidade emeta de alunos Variáveis para definir o preço: • Valor da marca (tangível e intangível); • Valores da concorrência local (outras escolas, outros esportes); • Custo do material (oficial da marca ou produção local); • Custo das instalações e RH; • Capacidade (nº de alunos, horários disponíveis, manhã, tarde e noite); • Público-alvo (potencial aquisitivo, demanda por futebol); • Promoções (planos de fidelização, sazonalidade); • Quantidade de alunos necessários (meta, tempo necessário e giro positivo). Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    20 Simulações Cenários Capacidade TurmasTotal Alunos Valor Receita total Despesa Resultado Otimista 25 6 150 R$ 150 R$ 22.500 R$ 10.000 R$ 12.500 Pessimista 18 3 54 R$ 150 R$ 8.100 R$ 10.000 R$ - 1.900 Meta (ajustes) 22 3 66 R$ 160 R$ 10.560 R$ 10.000 R$ 560 1 – Seg – Qui 8h – 9h30 2 – Ter – Sex 8h – 9h30 3 – Seg – Qui 9h30 – 11h 4 – Ter – Sex 9h30 – 11h 5 – Seg – Qui 14h – 15h30 6 – Ter – Sex 14h – 15h30 7 – Seg – Qui 15h30 – 17h 8 – Ter – Sex 15h30 – 17h 9 – Seg – Qui 18h – 19h30 10 – Ter – Sex 18h – 19h30 11 – Seg – Qui 19h30 – 21h 12 – Ter – Sex 19h30 – 21h Pesquisa e experiência nos ajuda a projetar a realidade: Otimismo em excesso irá atrapalhar a gestão do negócio (superestimar o faturamento); Aspectos decisivos: • Despesas variáveis (nº prof., luz...); • Capital de giro (até estabilizar). Manhã Tarde Noite Capacidade máxima – Número de turmas 12 turmas x 25 alunos: 300 alunos Será que é realista??? Quantos meses? Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 21.
    21 Plano Financeiro 1 –Implantação da Escola • Formalização (CNPJ, taxas, alvarás, contabilidade); • Adequação do local (adesivagem, pintura, bebedouro...); • Licenciamento ou criação de marca própria? • Compra de materiais de treino (bolas, coletes, cones, uniforme de jogo, uniformes dos professores); • Divulgação (criação e veiculação); • Capital de giro (até que a escola consiga se autossustentar + reserva emergencial). 2 – Manutenção da Escola • Impostos (DAS, contabilidade); • Arrendamento do local (fixo ou variável?); • Telefone, internet, site, corte e pintura de campo... • Royalties de licenciamento (carência?); • Salários: professores e secretária (fixo + comissão); • Pró-labore (quantos sócios? divisão de lucros?); • Divulgação (manutenção); • Custos com jogos e torneios (transporte, arbitragem, inscrições); • Planos promocionais (semestrais, pagamentos antecipados); • Inadimplência (%). Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    22 Plano Financeiro Retorno doinvestimento • Quanto tempo a escola levará para se tornar autossustentável? Ponto de equilíbrio; • Quanto tempo a escola levará para dar lucro mensal? Lucratividade; • Quanto tempo a escola levará para te devolver tudo que foi investido (implantação + manutenção nos meses iniciais)? Rentabilidade; • Avaliação do risco do negócio x rentistas (aplicações financeiras). Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    23 Parcerias estratégicas (baixarcustos) • Quais parceiros estratégicos das escolas de futebol? • Local: • Sede no Clube: descontos para sócios, aluguel mínimo + variável sobre nº de alunos; • Sede no Condomínio: sem aluguel, apenas residentes; • Serviços com descontos: psicologia, nutricionista, academia, personal trainer... • Empresa de transporte: ônibus/van (permutas na divulgação); • Empresa de marketing: criação de artes e divulgação; • Empresa de material esportivo: preço de lojista; • Clube com categoria de base: amistosos, indicação de atletas e visita de observadores (Guilherme e LEC). Escola Patrocínio Apoio Parceria Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 24.
    24 Eventos • Escolha adequadado nível técnico dos eventos (Escola Fla; Foguetório); • Instrução aos pais sobre os métodos de trabalho da escola (todos participam – gêmeos); • Obrigatoriedade da participação de todos os alunos no regulamento; • Torneio de escolas CAP (ônibus com 1 vaga); • Festivais ao invés de rígidas competições: • Cada aluno pode trazer 2 convidados; • Misturar as categorias (mais velhos e mais novos, ou misto); • Eventos com ídolos do clube. Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 25.
    25 Conscientização dos pais •Palestra para os pais; • Pais assinam um termo de comportamento em treinos e jogos, sob pena de exclusão da criança da equipe; • Campanha para as demais equipes também fazerem (FPF). Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    27 • Alunos dediferentes faixas etárias possuem necessidades distintas; • Conduta dos professores deverá ser semelhante (prof. preferido, respeito); • Garantia que as aulas terão bom nível, independentemente do professor; • Método de ensino e formação no futebol (conteúdos obrigatórios); • Previsão de procedimentos (formas como ensinar, exercícios); • Diferenciação das “antigas” escolas de futebol, que justifique o valor investido pelos pais (longas filas, baixa qualidade de estrutura, de material e de instruções do professor). Padronização do Método Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 28.
    28 Responsabilidades do professor 1.Chegar com 30 minutos de antecedência (arrumar coletes, encher bolas, preparar o campo e etc.); 2. Contar o número de bolas, coletes e cones que irá levar para o campo, e recontar após o final do treino. Bolas: recolher logo ao final do treino técnico, antes do coletivo, com a ajuda dos alunos e com maior tempo para procurar, caso alguma esteja perdida; 3. Guardar materiais na sala, estender os coletes para secar; 4. Ter apito e relógio para coordenar a aula e marcar tempo de atividades; 5. Estar uniformizado, com calçado adequado para ensinar futebol; 6. Quando precisar faltar no treinamento, em caso extremo, avisar a diretoria com antecedência (estagiário sem carro). Exemplo de Manual Metodológico Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    29 Matrículas novas epagamentos de mensalidades Encaminhar o aluno/pai para a secretaria; Anotar os dados (nome, telefone e data de nascimento) numa folha separada e entregar depois; Aluno novos: aula experimental com as próprias roupas (se realmente gosta); Mensalidades: caso não tenha ninguém na secretaria, pegar o dinheiro e anotar o nome do aluno, o valor e a data. Exemplo de Manual Metodológico Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
  • 30.
    30 Instruções Técnicas 1. Racionalizara aula e usar da melhor forma os goleiros e os espaços de todo campo. “Quanto mais tempo os alunos ficarem parados esperando, mais falhas tem a aula”; 2. Incentivar os alunos a fazerem todos os exercícios com os dois pés; 3. Dar liberdade para a criatividade no treino, sem ficar “corrigindo todos os detalhes”; 4. Evitar palavras como “não faça isto”. A instrução deve ser: “faça assim” (e demonstrar); 5. Sempre chamar os alunos pelo nome e nunca por apelidos; 6. Quando for necessário corrigir sobre algo mais sério, como por exemplo, questões disciplinares, fazer de forma reservada, sem expor o aluno na frente do grupo. Evitar “broncas e gritos”; 7. A cada nova instrução no treino, deve-se apitar uma vez, para que todos os alunos prestem atenção no professor e facilite a audição do grupo. Exemplo de Manual Metodológico Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    31 Exemplo de ManualMetodológico • 1ª parte: Aquecimento - de 10 a 20 minutos: • Sempre com bolas, com maior enfoque nos fundamentos básicos; • Pode ser atividades em duplas ou não; • Evitar longas corridas sem bola. Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    32 • 2ª parte:Treinamento Técnico - 30 a 40 minutos: • Dois exercícios simultâneos (dois grupos menores). Inverte na metade do tempo; • Um exercício deve ser puramente de fundamento técnico. Para as idades maiores, aumentar o nível do exercício, colocando oponentes e maior velocidade de execução (progressão pedagógica); • O outro exercício deverá ser um jogo específico com objetivo técnico ou tático; • Mesmo que o professor esteja dando o treino sozinho, devem ser feitos dois exercícios simultâneos. Ficar no meio do campo, cuidando um pouco de cada um; • Antes da 3ª parte: tomar água e aproveitar a ajuda deles para recolher todos materiais e bolas. E para que não fiquem fazendo grandes filas para tomar água, é certo acabar um exercício antes que o outro e liberar um grupo primeiro. Exemplo de Manual Metodológico Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    33 • 3ª parte:Jogo coletivo - 30 a 40 minutos: é a parte mais importante para os alunos. Procedimentos para manter a ordem e melhorar o rendimento: • Reunir todos os alunos e coloca-los sentados no chão (acalmam e concentram); • Explicar o objetivo tático e as funções de cada um no sistema tático mostrando na prancheta. Isto facilita muito a compreensão dos alunos, tornando mais concreta as instruções do professor; • Explicar quais são as atitudes da equipe quando estiver sem a posse da bola (defendendo) e quais as atitudes, quando estiver com posse da bola (atacando); • Citar cada posição no sistema tático e identificar os interessados. Quase sempre é necessário improvisar alguns jogadores meio tempo e depois colocar nas posições preferidas; • Caso alguns fiquem de fora, marcar tempo (de 10 a 15 minutos) para eles entrarem depois; • Deve-se evitar formar sempre as mesmas equipes, evitando “panelas” no grupo. Exemplo de Manual Metodológico Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    34 • Preferência paraalunos matriculados, mas alunos em aula experimental devem jogar depois; • Formar equipes de força equilibrada (melhores e piores joguem juntos); • Uma ou duas vezes por mês é bom fazer o treino todo só coletivo; • Instruir em voz alta mesmo com a bola em movimento, pois os alunos escutam mesmo sem estar olhando para o professor. Quando ocorrer alguma jogada errada que deve ser corrigida, parar o treino e falar claramente como deve ser e se possível, mostra-la; • No final de cada aula, conversar com os alunos sobre tudo que foi feito no treino e deixá-los darem opiniões, para que reflitam sobre o treino; • Terminar o treino 5 minutos antes para fazer pênaltis (única cobrança e após bater o pênalti, poderá ir embora). Exemplo de Manual Metodológico Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    35 Conteúdos de formação FundamentosTécnicos 1. Domínio, recepção e controle; 2. Condução de bola; 3. Passe; 4. Chute; 5. Drible; 6. Marcação e Desmarcação; 7. Cabeceio; 8. Jogo do goleiro. (todas as variações dos fundamentos) Fundamentos Táticos 1. Princípios táticos ofensivos e defensivos; 2. Diferença numérica ofensiva e defensiva; 3. Tipos de marcação: individual, zona e mista; Pressão, meia-pressão e recuada; Defesa em linha e com sobra; 4. Atuação em no mínimo duas posições táticas; 5. Diferentes sistemas táticos; 6. Bolas paradas: faltas, escanteios, laterais, tiro de metas. Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    Fundamento Fevereiro MarçoAbril Maio Domínio e controle X X x X X X x X Condução de bola X X X X Passe X X X X X X X X Chute X X X X X X X X Drible X X X X X X Marcação / Desmarcação X X X X X X X X Cabeceio X X X X X X Princípios Táticos X X X X X X X X Super. / Inferioridade X X X X X X X X Defesa Individual X X X X X X X X Defesa Zona e mista X X X X X X X X Pressão e recuada X X X X x X x X Sistema 4-3-3 X X X X X X X X Sistema 3-5-2 X X X X X X X X 36 Planejamento de conteúdos de formação Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    37 Exemplo de ManualMetodológico Sugestão de plano de treino (90’) • Ex: fundamentos em duplas, futevôlei, roda de bobinho 1 – Aquecimento (10’) • Ex: dribles de ataque contra defesa (filas) 2 – Treino técnico “Parcial” (20’) • Ex: jogo com objetivo técnico e/ou tático 3 – Jogo reduzido “Situacional” (20’) • Ex: titulares x reservas, ou misturados (11x11) 4 – Jogo coletivo “Global” (30’) Margem de 10’ Água e recolhe materiais Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    38 Falta de métodode formação • Cada treinador faz o que quer; • Não há previsão de conteúdo a serem treinados; • Aulas repetitivas e com pouco conteúdo; • O foco poderá ser apenas em ganhar títulos, priorizando os melhores; • Descontentamento dos pais; • Especialização precoce; • Abandono da escola (caso Henrique). Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    39 Exemplos de Franquiase Licenciamentos • Pesquisem muito: investimento inicial, royalties, distância, benefícios... • Se forem nas marcas famosas, liguem nas unidades de outras cidades; • Investiguem os concorrentes locais: preços, formas de pagamento, instalações... • Aderência ou rejeição da marca (CAP em Londrina, FLA em Curitiba). https://interacademybrazil.com.br/e scolinha-de-futebol-guia-completo/ https://www.athletico.com.br /escola-furacao/ https://escolaflamengo.com.br /franqueado/ https://chuteinicial.corinthians. com.br/licenciados Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos
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    • Ferreira, M.(2021). Um golaço de gestão: administrando clubes de futebol. Curitiba: Appris. • Grossmann, B., & Lames, M. (2015). From talent to professional football – youthism in German football. International Journal of Sports Science & Coaching, 10(6), 1103-1113. • Lei Geral do Esporte (14.597 – 2023) - https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14597.htm • Malina, R. M. (2010). Early sport specialization: roots, effectiveness, risks. Current sports medicine reports, 9(6), 364-371. • Martins, P., Paganella, M. (2023). Escola de futebol: organização, estruturação, gestão e administração. Curitiba: CRV, 234p. • Oliveira, A. (2008). Escola de Futebol: dicas administrativas e pedagógicas para alcançar o sucesso. Curitiba: Lisegraff. • Rigolin, L. (2022). Manual de gestão de escolas de futebol: dicas para proprietários. eBook Kindle. • Santana, W. (2004). Futsal: apontamentos pedagógicos na iniciação e na especialização. Campinas: Autores Associados, 158p. • Sebrae. Escola de Futebol - https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/IDEIAS_DE_NEGOCIO/PDFS/169.pdf • Vance, P.; Nassif, V.; Masteralexis, L. (2015). Gestão do Esporte: casos brasileiros e internacionais. Rio de Janeiro: LTC. • Waltricke, D. (2023). Como montar uma escolinha de futebol? Do projeto à gestão! - https://blog.nextfit.com.br/como-montar- escolinha-futebol
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    41 Agradeço pela atenção! Prof.Me. Luiz Ramos contato@gestaodesportiva.com.br gestaodesportiva.com.br Gestão do Esporte: Escola de Formação – Luiz Ramos