Industrialização
Brasileira
Olá!
Iremos falar
Sobre:
I. Processo de industrialização
II. Tipos de industrias
III. Concentração e dispersão
industrial
IV. Industrialização e problemas
do século 21
1.Processo de
industrialização
Diversos países, como Argentina, México e Brasil,
iniciaram o processo de industrialização efetiva a
partir da segunda metade do século XX, no entanto, o
embrião desse processo no Brasil ocorreu ainda nas
primeiras décadas de 30, momentos depois da crise
de 29. Crise essa que ocasionou a falência de muitos
produtores de café, com isso, a produção cafeeira
entrou em declínio.
“A industrialização brasileira nesse período estava vinculada à
produção cafeeira e aos capitais derivados dela. Entre o final do
século XIX e as primeiras décadas do século XX, o café exerceu
uma grande importância para a economia do país, até porque era
praticamente o único produto brasileiro de exportação. O cultivo
dessa cultura era desenvolvido especialmente nos estados de São
Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e algumas áreas de Minas
Gerais.
“
2.Tipos de industrias
A atividade industrial consiste no processo de produção que visa
transformar matérias-primas em mercadoria através do trabalho
humano e, de forma cada vez mais comum, utilizando-se de
máquinas. Essa atividade é classificada conforme seu foco de
atuação, sendo ramificada em três grandes conjuntos: indústrias de
bens de produção, indústrias de bens intermediários e indústrias de
bens de consumo.
o Industria de bens de produção
As indústrias de bens de produção, também
chamadas de indústrias de base ou pesadas, são
responsáveis pela transformação de matérias-
primas brutas em matérias-primas processadas,
sendo a base para outros ramos industriais. As
indústrias de bens de produção são divididas em
duas vertentes: as extrativas e as de bens de
capital.
Indústrias extrativas – são as que
extraem matéria-prima da natureza
(vegetal, animal ou mineral) sem que
ocorra alteração significativa nas suas
propriedades elementares. Exemplos:
indústria madeireira, produção mineral,
extração de petróleo e carvão mineral.
Indústrias de equipamentos – são
responsáveis pela transformação de
bens naturais ou
semidasmanufaturados para a
estruturação indústrias de bens
intermediários e de bens de consumo.
Exemplos: siderurgia, petroquímica, etc.
Indústrias de bens intermediários
As indústrias de bens intermediários caracterizam-se pelo
fornecimento de produtos beneficiados. Elas produzem
máquinas e equipamentos que serão utilizados nos diversos
segmentos das indústrias de bens de consumo. Exemplos:
mecânica (máquinas industriais, tratores, motores
automotivos, etc.); autopeças (rodas, pneus, etc.)
Indústrias de bens de consumo
As indústrias de bens de consumo têm sua produção
direcionada diretamente para o mercado consumidor, ou seja,
para a população em geral. Também ocorre a divisão desse
tipo de indústria conforme sua atuação no mercado, elas são
ramificadas em indústrias de bens duráveis e de bens não
duráveis.
Indústrias de bens duráveis – são as que
fabricam mercadorias não perecíveis. São
exemplos desse tipo de indústria:
automobilística, móveis comerciais, material
elétrico, eletroeletrônicos, etc.
Indústrias de bens não duráveis – produzem mercadorias de
primeira necessidade e de consumo generalizado, ou seja,
produtos perecíveis. Exemplos: indústria alimentícia, têxtil, de
vestuário, remédios, cosméticos, etc.
CONCETRAÇÃO E
DISPERSÃO
INDUSTRIAL
CONCETRAÇÃO INDUSTRIAL
Quanto à distribuição espacial da indústria, o que se verifica é uma
grande concentração de estabelecimentos na região Sudeste. A
concentração industrial na região Sudeste e, sobretudo, no Estado de
São Paulo, deve-se a fatores históricos que já conhecemos. Esses
fatores, como a concentração das lavouras de café, orientaram o
surgimento da atividade industrial nessa região. Mas outro fator que
também explica essa concentração espacial é a interdependência que
se estabelece entre as várias empresas industriais. Por exemplo, a
indústria automobilística está ligada às metalúrgicas, às indústrias de
autopeças, de tintas, de vidros etc.
DISPERSÃO INDUSTRIAL
No fim da década de 1980, já eram nítidos os sinais da dispersão industrial no
Brasil. Esse processo ocorreu em duas escalas:
1 No Brasil (escala nacional), buscando se expandir para outras regiões;
2 Dentro da região Sudeste (escala regional), procurando fugir de áreas já
muito industrializadas.
No primeiro caso, os planos do
governo federal procuraram
instalar polos industriais em
outras regiões, como a Norte
(Zona Franca de Manaus) e o
Nordeste (Recôncavo Baiano).
No segundo caso, a dispersão das indústrias foi
marcada pelo congestionamento da área
metropolitana de São Paulo. As empresas estão
fugindo da poluição, dos altos preços dos terrenos,
de sindicatos fortes, e procurando cidades
menores, que oferecem, entre muitas facilidades,
uma excelente qualidade de vida. Outras vantagens
são boa estrutura de transportes, mão-de-obra
mais barata e mercado consumidor. Muitas dessas
cidades possuem centros de pesquisa e
universidades que permitem a instalação de
tecnopólos.

Finalizando!

  • 1.
  • 2.
    Olá! Iremos falar Sobre: I. Processode industrialização II. Tipos de industrias III. Concentração e dispersão industrial IV. Industrialização e problemas do século 21
  • 3.
    1.Processo de industrialização Diversos países,como Argentina, México e Brasil, iniciaram o processo de industrialização efetiva a partir da segunda metade do século XX, no entanto, o embrião desse processo no Brasil ocorreu ainda nas primeiras décadas de 30, momentos depois da crise de 29. Crise essa que ocasionou a falência de muitos produtores de café, com isso, a produção cafeeira entrou em declínio.
  • 4.
    “A industrialização brasileiranesse período estava vinculada à produção cafeeira e aos capitais derivados dela. Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, o café exerceu uma grande importância para a economia do país, até porque era praticamente o único produto brasileiro de exportação. O cultivo dessa cultura era desenvolvido especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e algumas áreas de Minas Gerais. “
  • 5.
    2.Tipos de industrias Aatividade industrial consiste no processo de produção que visa transformar matérias-primas em mercadoria através do trabalho humano e, de forma cada vez mais comum, utilizando-se de máquinas. Essa atividade é classificada conforme seu foco de atuação, sendo ramificada em três grandes conjuntos: indústrias de bens de produção, indústrias de bens intermediários e indústrias de bens de consumo.
  • 6.
    o Industria debens de produção As indústrias de bens de produção, também chamadas de indústrias de base ou pesadas, são responsáveis pela transformação de matérias- primas brutas em matérias-primas processadas, sendo a base para outros ramos industriais. As indústrias de bens de produção são divididas em duas vertentes: as extrativas e as de bens de capital. Indústrias extrativas – são as que extraem matéria-prima da natureza (vegetal, animal ou mineral) sem que ocorra alteração significativa nas suas propriedades elementares. Exemplos: indústria madeireira, produção mineral, extração de petróleo e carvão mineral. Indústrias de equipamentos – são responsáveis pela transformação de bens naturais ou semidasmanufaturados para a estruturação indústrias de bens intermediários e de bens de consumo. Exemplos: siderurgia, petroquímica, etc.
  • 7.
    Indústrias de bensintermediários As indústrias de bens intermediários caracterizam-se pelo fornecimento de produtos beneficiados. Elas produzem máquinas e equipamentos que serão utilizados nos diversos segmentos das indústrias de bens de consumo. Exemplos: mecânica (máquinas industriais, tratores, motores automotivos, etc.); autopeças (rodas, pneus, etc.)
  • 8.
    Indústrias de bensde consumo As indústrias de bens de consumo têm sua produção direcionada diretamente para o mercado consumidor, ou seja, para a população em geral. Também ocorre a divisão desse tipo de indústria conforme sua atuação no mercado, elas são ramificadas em indústrias de bens duráveis e de bens não duráveis. Indústrias de bens duráveis – são as que fabricam mercadorias não perecíveis. São exemplos desse tipo de indústria: automobilística, móveis comerciais, material elétrico, eletroeletrônicos, etc. Indústrias de bens não duráveis – produzem mercadorias de primeira necessidade e de consumo generalizado, ou seja, produtos perecíveis. Exemplos: indústria alimentícia, têxtil, de vestuário, remédios, cosméticos, etc.
  • 9.
  • 10.
    CONCETRAÇÃO INDUSTRIAL Quanto àdistribuição espacial da indústria, o que se verifica é uma grande concentração de estabelecimentos na região Sudeste. A concentração industrial na região Sudeste e, sobretudo, no Estado de São Paulo, deve-se a fatores históricos que já conhecemos. Esses fatores, como a concentração das lavouras de café, orientaram o surgimento da atividade industrial nessa região. Mas outro fator que também explica essa concentração espacial é a interdependência que se estabelece entre as várias empresas industriais. Por exemplo, a indústria automobilística está ligada às metalúrgicas, às indústrias de autopeças, de tintas, de vidros etc.
  • 11.
    DISPERSÃO INDUSTRIAL No fimda década de 1980, já eram nítidos os sinais da dispersão industrial no Brasil. Esse processo ocorreu em duas escalas: 1 No Brasil (escala nacional), buscando se expandir para outras regiões; 2 Dentro da região Sudeste (escala regional), procurando fugir de áreas já muito industrializadas. No primeiro caso, os planos do governo federal procuraram instalar polos industriais em outras regiões, como a Norte (Zona Franca de Manaus) e o Nordeste (Recôncavo Baiano). No segundo caso, a dispersão das indústrias foi marcada pelo congestionamento da área metropolitana de São Paulo. As empresas estão fugindo da poluição, dos altos preços dos terrenos, de sindicatos fortes, e procurando cidades menores, que oferecem, entre muitas facilidades, uma excelente qualidade de vida. Outras vantagens são boa estrutura de transportes, mão-de-obra mais barata e mercado consumidor. Muitas dessas cidades possuem centros de pesquisa e universidades que permitem a instalação de tecnopólos.