Mulheres no MAI 
Um tributo por ocasião do Dia Internacional da Mulher 
Ministério da Administração Interna 
8 de Março de 2010
Ficha técnica 
Coordenação editorial 
Paulo Machado 
Autoria 
Carina Quaresma (DGAI) 
Colaboração 
Carla Pereira, Cristina Peixoto e Verónica Neves (DGAI) 
Carlos Fogaça (Brumas da Memória) 
Investigação e textos 
Direcção-Geral de Administração Interna (DGAI) 
Direcção para a Área do Planeamento Estratégico e Política Legislativa 
Colaboração especial 
Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna 
Direcção de Serviços de Documentação e Relações Públicas (DSDRP) 
Capa 
Picasseando, da série FEMINA, acrílico s/ cartão telado, 2006, Sofia Empis 
Digitalização, design gráfico, impressão e acabamento 
Madeira & Madeira, S.A. 
Edição 
©Direcção-Geral de Administração Interna 
Local e Data da edição 
Lisboa, Março de 2010 
Tiragem 
1000 Exemplares
3 
MULHERES NO MAI
4
PREÂMBULO 
O princípio da igualdade é, sem 
dúvida, um dos princípios funda-mentais 
da Constituição da 
República Portuguesa e resulta, 
imediatamente, da essencial 
dignidade da pessoa humana. 
Todos os cidadãos nascem 
iguais em direitos e deveres, 
não podendo, ao longo da sua 
vida, ser discriminados senão 
em razão dos seus merecimentos 
ou necessidades. Factores como 
o sexo são expressamente 
proscritos como fundamento de 
discriminações. 
A igualdade entre mulheres e 
homens conheceu um forte 
impulso com a instauração do 
regime democrático português. As desigualdades familiares, laborais, 
cívicas e jurídicas têm vindo a ser sistematicamente abolidas. 
Este movimento atingiu as áreas de soberania, onde as mulheres 
entraram de pleno direito. Hoje, desempenham funções públicas da 
maior responsabilidade nos Tribunais, nas Forças Armadas e nos 
Serviços e Forças de Segurança. 
A luta contra a discriminação corresponde a um imperativo ético e de 
cidadania. Qualquer discriminação destituída de fundamento racional 
se dirige contra a comunidade e cada um dos seus membros. Porém, 
para além disso, as discriminações amputam a sociedade de uma das 
suas partes – no caso das mulheres, superior a metade –, com óbvio 
prejuízo da sua coesão e da capacidade de se desenvolver 
harmoniosamente e renovar. 
No Ministério da Administração Interna, as mulheres exercem hoje 
funções a todos os níveis. Na presente legislatura, há, pela primeira 
vez, um membro do Governo na área específica da Administração 
Interna. Cinco mulheres desempenham as exigentes funções de 
Governador Civil. Muitas outras ocupam elevadas funções de direcção 
nos diversos órgãos e serviços ou desenvolvem actividade operacional 
nas polícias e nas corporações de bombeiros. 
Nesta data cheia de significado, quero saudar, através da presente 
iniciativa, todas as mulheres que, com dedicação e competência, 
desempenham a sua missão no Ministério da Administração Interna. 
Estou certo de que, sem o seu valioso contributo, o direito à segurança 
- envolvendo a manutenção da ordem e da tranquilidade públicas, a 
prevenção e a repressão da criminalidade e a protecção civil - ficaria 
irremediavelmente empobrecido. 
Lisboa, 8 de Março de 2010 
O Ministro da Administração Interna 
Rui Pereira 
5
6
Índice 
Preâmbulo 
Introdução 
Biografias no Feminino 
Factos e Imagens 
Testemunhos 
7
8
INTRODUÇÃO 
Promover a igualdade entre homens e mulheres é um dever do Estado (artº 9 da 
Constituição da República Portuguesa), consagrado também no Tratado de Lisboa 
(artº 2º), e é hoje um objectivo cada vez mais presente no dia-a-dia na 
Administração Pública, em virtude dos compromissos assumidos e das medidas 
adoptadas. 
Actualmente, encontra-se em vigor o III Plano Nacional para Igualdade - Cidadania 
e Género, mobilizado pelos compromissos assumidos por Portugal nas várias 
instâncias internacionais, entre os quais se destacam: a Carta das Nações Unidas; 
a Declaração Universal dos Direitos do Homem; a Convenção sobre a Eliminação 
de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) (ONU, 1981) 
e o seu Protocolo Opcional (ONU, 1999); a Declaração e Plataforma de Acção de 
Pequim (1995). O III Plano acolhe também um conjunto de orientações estratégicas 
e instrumentos que estabelecem normas e padrões pelos quais os Estados da União 
Europeia se devem reger, salientando-se a Estratégia de Lisboa (2000), o Roteiro 
para a Igualdade entre Homens e Mulheres (2006-2010), bem como o Pacto 
Europeu para a Igualdade de Género (2006). 
A Resolução do Conselho de Ministros 161/2008, de 22 de Outubro, estabelece 
o Estatuto das Conselheiras e dos Conselheiros para a Igualdade e dos Membros 
das Equipas Interdepartamentais para a Igualdade. Estipula ainda a elaboração de 
um diagnóstico da situação de homens e mulheres, nos diversos sectores da 
administração central do Estado, com base em indicadores para a igualdade, e a 
adopção de medidas de promoção da transversalidade da perspectiva de género 
na Administração Central. 
No âmbito do III Plano Nacional para a Igualdade - Cidadania e Género, foi criado 
no MAI, já em finais de 2007, o grupo intra-ministerial para a Igualdade, sendo 
constituído pelas conselheiras e pela equipa interdepartamental para a igualdade 
(constituída por representantes de cada serviço central) . 
Desde 2007 a DGAI, através das Conselheiras para a Igualdade, tem-se dedicado 
a esta temática, coordenando e dinamizando a implementação de medidas. Esta 
missão é absolutamente essencial, mas reconheça-se que tem havido no MAI uma 
crescente atenção e sensibilidade para a questão da igualdade entre homens e 
mulheres nas Forças e Serviços de Segurança, sendo, passo a passo, removidas 
barreiras que vedavam ou dificultavam a entrada e a integração das mulheres num 
mundo habitualmente “masculino”. Essa sensibilidade decorre, com efeito, de 
uma crescente consciência colectiva que entende a discriminação como um facto 
social contrário ao sentido das transformações sociais em curso. 
O Ministério da Administração Interna, constitui o terceiro maior ministério em 
termos de recursos humanos e, segundo os últimos dados comparativos 
disponíveis, constitui o departamento governamental que apresenta a taxa de 
feminização menos elevada (9,3%), pese embora os enormes progressos 
verificados. Essa taxa é, por exemplo, cerca de metade da taxa verificada no 
Ministério da Defesa (20,3%) e cerca de um sétimo da taxa globalmente registada 
na Administração Pública (61%) . Com efeito, e não obstante mais de 95% dos/as 
colaboradores/as do MAI pertencerem às Forças e Serviços de Segurança (GNR, 
PSP e SEF), estes apresentam taxas de feminização baixas, mesmo quando 
comparadas com as suas congéneres europeias. Se se considerarem apenas os 
efectivos que possuem funções operacionais/policiais, estas taxas de feminização 
tendem a diminuir ainda mais. 
Existem factores históricos, sócio-culturais, organizacionais e outros que ajudam a 
compreender estes números, mas que já não os justificam por inteiro. Há que 
lembrar que a entrada de mulheres na PSP só ocorreu de forma sistemática e 
numéricamente relevante nos anos 80 do século XX, e na GNR apenas nos anos 
90. Malgrado a crescente incorporação de efectivos femininos a que vimos 
assistindo na última década, em todas as carreiras, o desequilíbrio acentuado 
persiste… mas não é imutável. 
A este respeito, refira-se a adaptação, tendo em conta as diferenças entre a 
fisiologia masculina e feminina, dos requisitos de superação, em algumas provas 
físicas no âmbito dos processos de selecção de novos elementos; a adequação das 
instalações policiais ao efectivo feminino (ex: balneários e vestiários) ; a 
disponibilização de equipamentos adequados ao exercício de funções por parte 
das mulheres (ex: coletes anti-bala com formato específico); a adopção de medidas 
facilitadoras da conciliação da vida profissional e familiar; o crescente 
reconhecimento de que as mulheres estão presentes, e a desempenhar 
adequadamente as suas funções, em quase todos os domínios da segurança 
interna, e em diversos níveis hierárquicos; o reconhecimento de que a presença de 
mulheres contribui para a renovação da imagem e modernização dos serviços; e, 
9 
1Em 1979 a Assembleia das Nações Unidas adoptou a CEDAW; Portugal foi um dos primeiros países a ratificar 
a Convenção, que entrou em vigor a 3 de Setembro de 1981. Em Novembro de 2008 o MAI/DGAI integrou a 
delegação portuguesa que apresentou ao Comité de avaliação, em Genebra, o 6º e 7º Relatórios Nacionais. 
2Figuras então enquadradas pelo Decreto-Lei 164/2007 de 3 de Maio (Lei Orgânica da Comissão para a 
Cidadania e a Igualdade de Género). 
3Caracterização dos Recursos Humanos da Administração Pública. Dados de 31 de Dezembro de 2005. Base de 
Dados da Administração Pública. Direcção-Geral da Administração Pública.
por fim, mas não menos importante, a tomada de consciência de que as mulheres 
trazem uma sensibilidade às necessidades e solicitações da população, 
complementar à dos homens. 
Esta brochura confere visibilidade ao contributo das mulheres nas diversas áreas da 
Administração Interna, prestando simultaneamente homenagem ao seu esforço e 
dedicação para servir os cidadãos e as cidadãs, promovendo a sua segurança, 
tranquilidade e bem-estar. Impôs-se, para tanto, e como exigência de preservação 
da nossa memória, a apresentação de uma resenha biográfica das mulheres que 
até à actualidade desempenharam funções com elevadas responsabilidades 
políticas e técnicas. O seu esforço e competência são património intangível desta 
instituição. Infelizmente, e por manifesta dificuldade na recolha atempada de 
elementos biográficos, muitas outras mulheres não estão expressamente 
mencionadas nesta publicação, mas não foram esquecidas. 
Um agradecimento especial é devido a todas quantas desempenham 
presentemente funções no MAI e que deram o seu contributo para esta iniciativa, 
reflectindo sobre conceitos que associámos a esta comemoração, tais como 
Mudança, Unidade, Liberdade, Humanidade, Energia e Responsabilidade. 
Os factos estatísticos e as imagens contemporâneas sobre a actividade das 
mulheres no MAI ocupam um espaço relevante neste acervo informativo. A 
dimensão sociográfica impõe-se como exigência da análise sobre o significado real 
e presente do papel no feminino neste Ministério. 
A encerrar a brochura, os testemunhos em discurso directo de várias outras 
mulheres, em funções e categorias distintas, permitem partilhar com o leitor e a 
leitora as suas motivações para o desempenho profissional, as mais-valias 
percepcionadas sobre o feminino, os momentos inspiradores e gratificantes, mas 
também a sua visão de futuro a pensar numa melhor integração social e 
profissional. 
Cabe reconhecer publicamente a importância dos contributos dos diversos serviços 
do MAI, ficando aqui um agradecimento muito especial à Secretaria-Geral e aos 
membros da equipa intra-ministerial para Igualdade, sem os quais este trabalho 
teria sido impossível. 
A coordenação editorial assume a responsabilidade pelas falhas e omissões 
existentes, mas confidencia a todos e a todas que travarem conhecimento com 
esta edição que o risco de a executar foi largamente compensado pelo prazer de 
conhecer as MULHERES DO MAI. 
4Refira-se, a este propósito o significativo progresso obtido com a adopção das Recomendações Técnicas para 
as Instalações das Forças de Segurança (RTIFS), propostas pela DGIE e LNEC em 2007. 
10
11 
MMudança 
U Unidade 
L Liberdade 
H Humanidade 
E Energia 
R Responsabilidade 
Desvendamos a palavra mulher e descobrimos em cada letra que a 
compõe uma infinidade de conceitos, todos eles desejados, todos eles 
no feminino. 
Mudança, Unidade, Liberdade, Humanidade, Energia, Responsabili-dade, 
mais do que palavras, são expressões de um país em profunda 
alteração, que olha cada um dos seus cidadãos e cidadãs como ele-mentos 
fundamentais nas aspirações de um futuro mais justo que co-lectivamente 
desejamos. 
O MAI orgulha-se de ter sabido interpretar os sinais dos tempos e de 
ter sido, em todas as suas áreas funcionais de actividade, promotor de 
uma Mudança para uma sociedade mais igual, mais justa, dando a Mu-lheres 
e Homens iguais possibilidades de participação na vida colec-tiva. 
É potenciando a diversidade que melhor se consolida a Unidade, mais 
perfeita se assume a diferença. 
É expressão de uma Liberdade conquistada por uma sociedade que 
acredita que são os pequenos grandes gestos de Humanidade indivi-dual 
a principal fonte de Energia para quem deseja o futuro. 
É grande a Responsabilidade de desejar o futuro... de acreditar que 
dia-a-dia, em pequenos gestos, do futuro poderemos olhar o passado 
e dizer: “nós estivemos lá e ajudámos a construir um presente que a 
todos e a todas orgulha”. 
É das Mulheres do MAI que falamos!
Mudança 
Mudança 
s.f. Acção ou resultado de mudar ou de mudar-se5 . 
5Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. 
(2001). 
12 
A sensibilidade feminina promove e complementa a abordagem das 
diversas situações com que os colaboradores do SEF têm que lidar no seu 
dia-a-dia de trabalho, já que, no decurso da actividade exercida no 
âmbito das suas atribuições, o SEF contacta com um universo 
diferenciado, onde a diversidade de género e cultural assume particular 
relevância. 
Ermelinda Rodrigues - Inspectora Adjunta Principal do SEF 
A admissão das mulheres na Polícia é muito mais do que a eterna 
questão de igualdade de géneros, é uma questão de reconhecimento, 
dado que são excelentes profissionais, perfeitamente adequadas à 
actividade profissional, que com o seu trabalho e características próprias 
colaboram para uma maior eficácia e eficiência desta Força de Segurança. 
Um exemplo é o recente contributo para o Programa Integrado de 
Policiamento de Proximidade (PIPP), onde as suas peculiares 
características vêm enriquecer a valência preventiva em flagelos criminais 
como a violência doméstica ou o bullying. 
Sónia Henriques 
Subcomissária da PSP- Comandante da 11.ª Esquadra 
Adoro ser mulher mas também adoro ser uma mulher militar da Guarda 
Nacional Republicana. Foi a mudança da minha vida, que ocorreu aos 
meus vinte anos. O fascínio pela vertente militar e o desejo de singrar 
numa profissão onde a maioria é homem, transformou-se, para mim, 
num desafio que aceitei e que consegui ter sucesso. A entrada das 
mulheres nos quadros da G.N.R. foram uma mais-valia, quer para a 
instituição quer para a população. Desde o meu ingresso na Guarda que 
nunca me deparei com obstáculos por ser mulher, pelo contrário. 
Tenho muito orgulho em ser mulher, em pertencer à G.N.R., e dentro 
desta prestar serviço como investigadora na área da violência doméstica 
e maus-tratos, quer a crianças como a idosos. 
Catarina Maurício, Guarda infantaria da GNR. NIAVE - CTSantarém
13 
Unidade 
Unidade 
s.f. Característica do que é um, único ou uniforme; coesão, identidade, 
indivisibilidade6. 
6Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. (2001). 
A SGMAI é percepcionada pelos outros Serviços do MAI como uma 
organização aglutinadora e com capacidade de gerar consensos e de 
dinamizar projectos transversais. Este papel é reforçado, também, 
pelo facto da Organização ser uma prestadora de serviços comuns em 
áreas de apoio transversais, tais como, recursos humanos, orçamento 
e contabilidade, aprovisionamento e logística, documentação e 
arquivo, relações públicas e informação, modernização e qualificação 
e serviços jurídicos. 
Na direcção destas áreas encontram-se na grande maioria, mulheres 
que desta forma, para além de representarem a organização, são 
dinamizadoras do papel transversal que lhe é atribuído. Assim, na 
prossecução das suas tarefas, a SGMAI pauta-se pela promoção da 
Igualdade entre Mulheres e Homens como um princípio constitucional 
consagrado e, como uma das tarefas fundamentais do Estado 
Português que deve, não só garantir o Direito à Igualdade, mas 
também, assumir a sua promoção. Esta situação fica patente na 
distribuição dos seus activos, bem como, no número de mulheres que 
assumem cargos de Dirigentes. Refira-se, a propósito, que pela 
primeira vez, o cargo de Secretário-Geral é exercido por uma MULHER. 
Nelza Florêncio 
Secretária-Geral
Liberdade 
Liberdade 
s.f. Condição de um ser que está isento de constrangimento, actuando 
segundo as leis da sua natureza7. 
7Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. (2001). 
14 
Pela emancipação e liberdade, a mulher enfrentou um mundo na 
conquista de espaços nunca antes sonhados. Paulatinamente 
aprendeu que a liberdade não se manifesta só exteriormente mas é 
antes capacidade de sentir, de afirmação, de afirmação pessoal, de 
confiança na sua própria identidade. É um exercício de cidadania, que 
transporta maior responsabilidade na procura de um rumo. Amor, 
generosidade e compreensão fazem a diferença e transportam a sua 
liberdade de mulher para ser mulher pela liberdade. Assim se justifica 
o cargo que as mulheres desempenham no MAI, onde a luta pela 
segurança dos cidadãos é tida como um desígnio muito próprio, onde 
ousar é a palavra de ordem. 
Maria Alzira Serrasqueiro 
Governadora Civil de Castelo Branco
Foi-me pedido um texto sobre HUMANIDADE em 
poucas palavras. Ultrapassada a primeira 
tentação em utilizar Somerset Maugham in "A 
Servidão Humana" e responder ao desafio em 
apenas três: "Nasceram, sofreram, morreram”, 
parece-me de especial importância realçar a 
relação intrínseca entre o conceito de 
Humanidade e os Direitos Humanos, direitos e 
liberdades básicos de todos os seres humanos… mulheres inclusive… 
Nos dias de hoje, a par de grandes progressos em questões de 
igualdade de direitos e oportunidades, somos igualmente 
testemunhas de um aumento da feminização da pobreza, do ataque 
específico às mulheres e crianças em tempos de guerra como alvos a 
abater, com violações em massa, tortura, humilhação e destituição. 
Lutamos em pleno Séc. XXI contra a escravatura moderna que é o 
tráfico de seres humanos, em especial mulheres e meninas para redes 
de prostituição forçada, redes de pedofilia e pornografia, para 
serventia doméstica, para trabalhos forçados em fábricas e empresas 
agrícolas, para a venda de órgãos, etc. 
Carl Gustav Jung9, escreveu um dia que os problemas da humanidade 
nunca foram resolvidos por decretos colectivos, mas apenas pela 
renovação da atitude do indivíduo. Para que o tempo que permeia o 
“nascer” e o morrer” não se limite ao “sofrer”; para que a mulher 
deixe de ser o alvo predilecto, o elo mais fraco, mas assuma as suas 
responsabilidades enquanto goza em pleno os seus direitos, é 
importante trabalhar no desenvolvimento e progresso de uma 
cidadania informada, sensibilizada, participativa e activa na defesa 
dos Direitos Humanos de homens, mulheres e crianças por igual. 
Joana Daniel Wrabetz 
Chefe de Equipa do 
Observatório do Tráfico de Seres Humanos 
15 
Humanidade 
Humanidade 
s.f. O que é característico ou próprio do ser humano ou o que dele 
humana, por oposição aos outros animais; natureza humana8. 
8Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. (2001). 9JUNG Carl Gustav, Psicologia do Inconsciente, Prefácio à Primeira Edição
Numa primeira pesquisa, encontramos na 
wikipédia a definição de “energia” como sendo 
"o potencial inato para executar trabalho ou 
realizar uma acção". Já no dicionário da língua 
portuguesa, “energia” refere-se à “propriedade 
de um sistema que lhe permite realizar trabalho.” 
Como sinónimos de energia, encontramos ainda 
as palavras “força”, “vigor”, “firmeza”, “calor”. 
Numa pesquisa mais pormenorizada, surgem as fórmulas das 3 
modalidades de energia: 
Energia potencial (é a energia que um objecto possui pronta a ser 
convertida em energia cinética): E=MxV2 
Energia cinética (é a energia que um corpo em movimento possui 
devido à sua velocidade): 
e 
Energia de activação (é a energia inicial necessária para que uma 
reacção aconteça). 
Na verdade, é um lugar-comum ouvir-se, no quotidiano do universo 
feminino, a frase “onde vais buscar energia para tudo isso?” Para a 
maior parte das mulheres, o dia, que tem 24 horas, é repartido entre 
as tarefas da maternidade, da família e do trabalho. Aqui, não 
podemos deixar de fazer uma analogia a uma série dos anos 80, em 
que uma personagem do sexo feminino, conseguia ser 
simultaneamente uma boa dona de casa, mãe exemplar e uma 
excelente profissional. Tinha uma capa vermelha, é certo, mas era 
verdadeiramente a personificação da energia no feminino e com 
muita energia de activação. 
Curiosamente, a palavra “energia” é um nome feminino. Talvez não 
seja por acaso… 
Susana Pereira da Silva 
Directora Nacional de Bombeiros 
Energia 
Energia 
s.f. Força interior demonstrada; força moral; coragem, determinação, 
firmeza10. 
10Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. 
(2001). 
16 
Ec=_m___._v___ 2 
2
Dalila Araújo iniciou funções no Ministério da 
Administração Interna a 8 de Fevereiro de 2008 
como Governadora Civil do distrito de Lisboa. No 
âmbito destas funções, assumiu responsa-bilidades 
nas áreas da representação do Governo 
junto dos cidadãos do distrito de Lisboa, da 
Protecção Civil e do Socorro, da Segurança 
Pública e da Segurança e Prevenção Rodoviárias. 
A 31 de Outubro de 2009, Dalila Araújo torna-se a primeira mulher a 
assumir funções de tutela na área da segurança interna ao ser 
empossada Secretária de Estado da Administração Interna do XVIII 
Governo Constitucional. No âmbito destas funções detém a tutela do 
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e da Unidade de Tecnologias de 
Informação de Segurança. Possui ainda responsabilidades nas áreas 
da administração eleitoral, polícias municipais, contratos locais de 
segurança e guardas-nocturnos. Por último, dirige todas as 
actividades respeitantes à introdução e utilização das novas 
tecnologias de informação nos serviços do MAI, designadamente a 
RNSI, o SIRESP e o 112, e é a responsável pelo Plano Tecnológico, pelo 
Programa Nacional de Videovigilância e pela modernização 
administrativa dos serviços e organismos do MAI no âmbito do 
SIMPLEX. 
A responsabilidade é a palavra-chave com que tem abraçado todos 
os desafios que lhe têm sido confiados numa atitude de compromisso 
na construção de políticas que sirvam os cidadãos. 
Dalila Araújo 
Secretária de Estado da Administração Interna. 
17 
Responsabilidade 
Responsabilidade 
s.f. Qualidade de quem está apto a responder pelos seus actos; qualidade 
de quem é responsável11. 
11Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. 
(2001).
18
Biografias no Feminino 
19
20
Breve resenha biográfica de Mulheres com cargos políticos na 
Administração Interna 
(ordenação cronológica) 
1. MARIA LUÍS SALINAS DIAS MONTEIRO. Nasceu em 23 
de Julho de 1930. Foi Vice-Governadora Civil de Lisboa no 
período compreendido entre 30 de Agosto de 1974 e 23 de 
Setembro de 1976. Assistente Social do Curso do Instituto 
Superior de Serviço Social de Lisboa. 
2. MARIA ADELINA DE SÁ CARVALHO. Nasceu em 17 de 
Maio de 1942. Foi Directora-Geral da Função Pública no 
período compreendido entre Março de 1975 e Maio de 1981. 
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da 
Universidade de Lisboa, é Juíza Conselheira do Tribunal de 
Contas desde Dezembro de 1990, onde ingressou na 
sequência do primeiro concurso para juízes deste Órgão de 
Soberania. Tem desenvolvido uma vasta carreira profissional ligada à Administração 
Pública, no âmbito da qual desempenhou vários cargos de direcção superior e 
intermédia. Desempenha actualmente as funções de Secretária-Geral da 
Assembleia da República. Grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique desde 
Março de 1986, Grã-cruz da Ordem de Mérito desde Março de 2004, agraciada 
com a Ordem da Terra Mariana de 2.ª classe da República da Estónia e Grau de 
Cavaleiro-Fidalgo da Confraria Aquiliniana, 27 de Maio de 2007. 
Sem foto 
3. HELENA DE MELO TORRES MARQUES. Nasceu em 8 de 
Maio de 1941. Foi Directora-Geral de Acção Regional e Local 
em 1978 e Secretária de Estado da Administração Autárquica 
em 1983. Licenciada em Economia. Foi Deputada à Assembleia 
da República nas III, IV, V e VI legislaturas e Deputada do 
Parlamento Europeu. 
4. GABRIELA ALMERINDA GUEDES SALGUEIRO. Foi Secretária de Estado da 
Administração Pública em 1979, sob coordenação do Ministro Adjunto para a 
Administração Interna. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da 
Universidade de Lisboa, frequentou diversos cursos em Portugal e no estrangeiro 
e desenvolveu uma longa e significativa carreira na função pública, em serviços do 
Trabalho e do Emprego, da Previdência Social e da Reforma Administrativa, tendo 
participado, no exercício dessas funções em diversas reuniões internacionais, 
designadamente da OCDE e da OIT. 
Sem foto 
5. MARIANA SANTOS CALHAU PERDIGÃO. Foi a primeira mulher em Portugal 
nomeada Governadora Civil. Desempenhou as funções de Governadora Civil de Évora 
no período compreendido entre 21 de Fevereiro de 1980 e 11 de Julho de 1983. Foi 
Deputada à Assembleia da República durante a V legislatura. Foi também activista da 
Comissão Nacional “Justiça e Paz”, da qual foi Presidente na Diocese de Évora. 
Faleceu no dia 11 de Novembro de 2008, tendo sido agraciada a título póstumo pelo 
Município de Évora com a Medalha de Mérito Municipal ‘Classe Ouro’. 
Sem foto 
6. IRENE DO CARMO ALEIXO ROSA. Foi Governadora Civil 
de Setúbal no período compreendido entre 16 de Dezembro 
de 1985 e 18 de Junho de 1990. Desempenhou ainda os 
cargos de Presidente do Centro Regional de Segurança Social 
e de Comissária Regional da Luta Contra a Pobreza. Faleceu 
no dia 2 de Setembro de 2009, aos 88 anos de idade, em 
Lisboa. 
21
7. MARIA TERESA NÓBREGA E SILVA CAUPERS. Nasceu em 12 de Setembro de 
1950. Foi Subdirectora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no período 
compreendido entre 11 de Dezembro de 1987 e 15 de Julho de 1991, e Directora 
Nacional-Adjunta da Polícia de Segurança Pública (PSP), para a área de recursos 
humanos, entre 2004 e 2008. Licenciada em Direito, ingressou na função pública 
em 1973, como técnica superior, tendo exercido funções em vários serviços e 
organismos da Administração Pública. Para além dos cargos dirigentes já referidos, 
desempenhou ainda funções como subdirectora no Gabinete de Registos e 
Notariado e como subinspectora-geral no Ministério da Segurança Social e do 
Trabalho. 
Sem foto 
8. MARIA CÂNDIDA GUEDES MACHADO DE OLIVEIRA. 
Nasceu em 8 de Maio de 1961. Foi Vice-Governadora Civil do 
Porto no período compreendido entre 5 de Janeiro de 1988 e 
11 de Novembro de 1995. Licenciada em Direito pela 
Universidade Católica Portuguesa, jurista de profissão, 
desempenhou os cargos de Directora Regional da Economia e 
de Directora da Associação Comercial do Porto. Exerceu 
funções como docente no Instituto Superior de Contabilidade e Administração da 
Universidade de Aveiro. 
9. MARÍLIA DULCE COELHO PIRES MORGADO RAIMUNDO. 
Nasceu em 24 de Julho de 1945. Foi Governadora Civil da 
Guarda no período compreendido entre 5 de Janeiro de 1988 
e 26 de Julho de 1991. Licenciada em Filologia Germânica pela 
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desempenhou 
ainda outros cargos públicos, tendo igualmente exercido 
funções docentes como professora do ensino secundário. Foi 
Deputada à Assembleia da República entre 1980 e 1985 e entre 1987 e 1988. Foi 
ainda Secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário no X Governo da 
República. Desde 2008 que desempenha funções como Presidente do Conselho 
de Administração da Fundação Augusto César Ferreira Gil. 
10. MARIA ADELAIDE GONÇALVES CARVALHO PIRES 
LISBOA. Foi Governadora Civil de Lisboa no período 
compreendido entre 16 de Dezembro de 1991 e 16 de 
Novembro de 1995. Licenciada em Ciências Sociais e Políticas 
Ultramarinas, tem formação como Assistente Social ministrada 
pelo Instituto Superior de Serviço Social de Coimbra e o Curso 
de Ciências Pedagógicas da Faculdade de Letras da 
Universidade de Coimbra. Para além do referido, desempenhou ainda outros 
cargos públicos de relevo, nomeadamente como Provedora Adjunta da Santa Casa 
da Misericórdia de Lisboa para os Assuntos Sociais e Saúde e como Presidente da 
Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. Foi membro da Assembleia 
Municipal de Lisboa. 
11. FILOMENA MARIA BEIRÃO MORTÁGUA SALGADO DE 
FREITAS BORDALO. Nasceu a 28 de Fevereiro de 1947. Foi 
Vice-Governadora Civil de Braga no período compreendido 
entre 29 de Dezembro de 1992 e 31 de Agosto de 1993. 
Licenciada em Serviço Social, tem desenvolvido uma vasta 
carreira profissional ligada à Administração Pública. 
Desempenhou vários cargos públicos, nomeadamente de 
direcção, de entre os quais o de Presidente do Conselho Directivo do ex-Centro 
Regional de Segurança Social do Norte. Foi Deputada à Assembleia da República. 
É Vereadora da Câmara Municipal de Braga. 
12. LUCINDA DA CONCEIÇÃO ANDRADE FERREIRA DA 
SILVA DE MATOS ALMEIDA. Foi Directora-Geral do 
Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral 
(STAPE) entre 1993 e 1996. Licenciada em Direito pela 
Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, 
pertenceu ao quadro de funcionários do STAPE e, a partir de 
1991, ao quadro de funcionários da Assembleia da República. 
Tem desenvolvido uma vasta carreira profissional ligada à Administração Pública, 
no âmbito da qual exerceu vários cargos dirigentes. Como consultora da União 
Europeia e das Nações Unidas, realizou várias missões internacionais. Foi designada 
pelo Secretário-Geral das Nações Unidas como membro do “Electoral Certification 
Team”. Foi agraciada com o Grau de Oficial da Ordem de Mérito. 
22
13. MARIA DA GRAÇA LIMA DAS NEVES. Nasceu em 28 de 
Fevereiro de 1939. Foi Subdirectora e Directora-Geral Adjunta 
do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no período 
compreendido entre 4 de Maio de 1994 e 29 de Fevereiro de 
2004. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da 
Universidade de Lisboa, desenvolveu uma vasta carreira 
profissional ligada à Administração Pública, tendo 
desempenhado vários cargos dirigentes e de chefia em diferentes serviços e 
organismos, nomeadamente no próprio SEF, a cujo quadro pertencia desde 1989, 
na carreira e categoria de técnica superior. 
14. MARIA ISABEL CHARNECO BRITES. Nasceu em 3 de 
Março de 1952. Foi Subdirectora-Geral de Viação no período 
compreendido entre 1994 e 2001. Licenciada em Direito pela 
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tem 
desenvolvido uma vasta carreira profissional ligada à 
Administração Pública, tendo desempenhado vários cargos de 
direcção intermédia na própria Direcção-Geral de Viação, a 
cujo quadro pertencia, na carreira e categoria de técnica superior. Participou em 
diferentes grupos de trabalho, nacionais e internacionais, nas áreas da segurança 
e circulação rodoviárias. 
15. MARIA DE FÁTIMA HORTINS AMADO FERREIRA 
RIBEIRO MENDES. Nasceu em 1 de Abril de 1950. Foi 
Directora-Geral do Secretariado Técnico dos Assuntos para o 
Processo Eleitoral (STAPE) no período compreendido entre 
Fevereiro de 1996 e Julho de 2003 e Subdirectora daquele 
mesmo serviço entre Março de 1995 e Fevereiro de 1996. 
Exerceu ainda funções como dirigente intermédia (directora de 
serviços e chefe de divisão) na Direcção-Geral do Turismo. É desde Julho de 2003 
Secretária-Geral do Tribunal Constitucional. 
16. MARIA DE FÁTIMA CARVALHO. Foi Subinspectora-Geral da Inspecção Geral 
da Administração Interna entre Março de 1996 e Agosto de 2002. É Procuradora 
da República. 
Sem foto 
17. MARIA DO CÉU SOUSA FERNANDES. Foi Vice-Governadora Civil de Braga 
no período compreendido entre 10 de Março de 1997 e 11 de Novembro de 1999. 
Desempenhou ainda funções como professora do Ensino Secundário e foi 
Presidente da Comissão Instaladora da Escola Superior de Educação do Instituto 
Politécnico de Viana do Castelo. Presidente da Fundação Bracara Augusta. 
Sem foto 
18. MARIA TERESA SEABRA ROSMANINHO. Nascida no 
Porto em 25 de Abril de 1955. Foi, desde o início até ao seu 
termo, Chefe do Projecto INOVAR, criado pela Resolução do 
Conselho de Ministros n.º 6/99, de 8 de Fevereiro, com o 
objectivo de implementar e aplicar o projecto INOVAR, tendo 
em vista uma nova acção das polícias para um melhor 
relacionamento e proximidade com os cidadãos e um apoio 
adequado às vítimas de crime, em geral, e a protecção especial de grupos mais 
frágeis e de risco. Integrou, em representação do Ministério da Administração 
Interna, a Comissão Interministerial criada para proceder à avaliação da actividade 
desenvolvida no âmbito do protocolo assinado pelo Ministério da Administração 
Interna, Ministério da Justiça e Ministério da Solidariedade e a Associação 
Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) com vista a subsidiar um plano de apoio às 
vítimas de infracções penais. 
19. ANA MARÍLIA BARATA INFANTE. Nasceu em 13 de Março de 1962. Foi 
Vice-Presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil no período compreendido 
entre 1 de Setembro de 2001 e 30 de Março de 2003. Licenciada em Sociologia 
pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, exerceu funções de 
técnica superior de sociologia e de investigadora no Centro Cultural e Regional de 
Santarém entre 1986 e 1990. É diplomada em Administração Hospitalar, tendo 
exercido funções de administradora hospitalar e de administradora-delegada em 
diferentes unidades hospitalares, entre 1990 e 2001. Integrou diversos grupos de 
trabalho no âmbito da Saúde, tendo também publicado alguns artigos sobre temas 
ligados à gestão. 
Sem foto 
23
20. MARIA ALZIRA DE LIMA RODRIGUES SERRASQUEIRO. 
Nasceu em 23 de Abril de 1954. É Governadora Civil de 
Castelo Branco desde 5 de Abril de 2005, tendo 
desempenhado igualmente estas mesmas funções no período 
compreendido entre 18 de Setembro de 2001 e 1 de Maio de 
2002. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da 
Universidade Clássica de Lisboa, em 1976, exerceu a advocacia 
até 1981, altura em que ingressou em lugar dos ex-Serviços Médico-Sociais. Entre 
1976 e 1981 foi também professora provisória do ensino secundário. Foi Membro 
da Comissão de Acompanhamento e da Comissão Instaladora da Faculdade de 
Ciências da Saúde da Universidade da Beira Anterior. Foi Vereadora da Câmara 
Municipal de Castelo Branco no mandato de 1993/1997. Exerceu ainda as funções 
de Coordenadora da Sub-Região de Saúde de Castelo Branco, entre 1996 e 2001. 
21. MARIA ANTÓNIA CORREIA LOURENÇO. Nasceu em 21 de Março de 1971. 
Foi Governadora Civil de Santarém no período compreendido entre 8 de Fevereiro 
de 2002 e 14 de Maio de 2002. Licenciada e Mestre em Sociologia, exerceu 
funções como secretária do Gabinete de Apoio do Governador Civil entre 1 de 
Abril de 2000 e 8 de Fevereiro de 2001, data a partir da qual passou a exercer as 
funções de Adjunta do mesmo Gabinete. Em 9 de Janeiro de 2002, é nomeada 
Chefe do Gabinete do Governador Civil, funções que exerceu até 8 de Fevereiro 
de 2002. 
Sem foto 
22. MARIA DAS MERCÊS GOMES BORGES DA SILVA 
SOARES. Nasceu a 15 de Julho de 1957. Foi Governadora Civil 
de Setúbal no período compreendido entre 14 de Maio de 
2002 e 5 de Abril de 2005. Licenciada em História, pela 
Faculdade de Letras de Lisboa, Maria das Mercês Borges foi a 
segunda mulher a exercer o cargo de Governadora Civil do 
Distrito de Setúbal. Exerceu também funções dirigentes na 
Administração Pública: foi Directora de Serviços da Direcção de Serviços de Apoio 
ao Sistema de Certificação, Directora dos Centros de Emprego do Barreiro e do 
Montijo e Directora do Centro de Formação Profissional do Seixal. Foi também 
membro da Assembleia de Freguesia e da Assembleia Municipal do Montijo e 
presidente da Mesa da Assembleia Distrital dos Trabalhadores Social Democratas 
(TSD) de Setúbal, organização onde foi, também, membro do Secretariado 
Nacional e Conselheira Nacional. Exerceu, ainda, o cargo de Vice-Presidente do 
Centro Social e Paroquial Nossa Senhora da Anunciada, em Setúbal. Recebeu a 
medalha de Mérito da Cooperação do Instituto Luso-Árabe para a Cooperação e 
a medalha de Ouro da Liga de Bombeiros Portugueses. 
23. TERESA MARGARIDA FIGUEIREDO DE VASCONCELOS 
CAEIRO. Nasceu em 14 de Fevereiro de 1969. Foi 
Governadora Civil de Lisboa no período compreendido entre 
14 de Maio de 2002 e 12 de Setembro de 2003. Licenciada 
em Direito, exerceu a advocacia entre 1993 e 1995 e as 
funções de Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do CDS-PP 
na Assembleia da República entre 1999 e 2001. Foi 
Secretária de Estado da Segurança Social no XV Governo Constitucional e 
Secretária de Estado das Artes e dos Espectáculos do XVI Governo Constitucional. 
É actualmente deputada à Assembleia da República e é Vice-Presidente deste 
Órgão de Soberania (XI Legislatura). 
24. NELZA MARIA ALVES VARGAS FLORÊNCIO. Nasceu em 
10 de Junho de 1947. É Secretária-Geral do Ministério da 
Administração Interna (MAI) desde 26 de Outubro de 2005 e 
foi Directora do Gabinete de Estudos e Planeamento de 
Instalações (GEPI) do MAI no período compreendido entre 18 
de Junho de 2002 e 25 de Outubro de 2005. Licenciada em 
Economia, é oriunda da carreira técnica superior, na Direcção- 
Geral dos Impostos, tendo ingressado na Administração Pública em 1972. Exerceu, 
para além dos referidos, outros cargos de direcção superior, intermédia e de chefia, 
nomeadamente como Secretária-Geral do Ministério das Obras Públicas e como 
chefe de divisão e directora de serviços na Direcção-Geral dos Impostos. Foi ainda 
Presidente da Comissão de Fiscalização do “Metro – Metropolitano de Lisboa, EP”, 
Presidente do Conselho Fiscal da Comissão Liquidatária da “Air Atlantis”, SA e 
quadro do Banco Nacional Ultramarino. 
24
25. MARIA JOSÉ RAMINHOS LEITÃO NOGUEIRA. Foi Subinspectora-Geral da 
Inspecção Geral da Administração Interna entre Julho de 2002 e Novembro de 
2005. É Juíza de Direito. 
Sem foto 
26. ALBERTINA DE JESUS GOMES GUEDES. Nasceu a 30 de 
Dezembro de 1954. Foi Secretária-Geral Adjunta do Ministério 
da Administração Interna no período compreendido entre 28 
de Abril de 2003 e 28 de Julho de 2006. Exerceu ainda, em 
regime de substituição, as funções de Secretária-Geral do 
Ministério da Administração Interna entre 2 de Agosto de 
2005 e 26 de Outubro de 2005. Licenciada em Economia e 
bacharel em contabilidade e administração, desenvolveu grande parte da sua 
actividade profissional no sector privado, onde exerceu vários cargos de direcção 
e de chefia, em especial na área de recursos humanos. Na Secretaria-Geral da 
Administração Interna, enquanto Secretária-Geral Adjunta, foi responsável pela 
área financeira, patrimonial e de aprovisionamento. 
27. MARIA MANUEL CARMONA DE FIGUEIREDO RODRIGUES DA COSTA. 
Nasceu em 29 de Março de 1954. Foi Governadora Civil de Castelo Branco no 
período compreendido entre 23 de Junho de 2003 e 4 de Abril 2005. Licenciada 
em Línguas e Literatura Românicas. 
Sem foto 
28. MARIA ANA DE MATOS ROMBA. Foi Comissária Nacional Adjunta para os 
Refugiados, nomeada em 7 de Junho de 1999. É Procuradora da República. 
Sem foto 
29. MARIA MARGARIDA BLASCO MARTINS AUGUSTO 
TELLES DE ABREU. Nasceu em 25 de Julho de 1956. Foi 
Directora-Geral do SIS no período compreendido entre 30 de 
Janeiro de 2004 e 13 Outubro de 2005. Licenciada em Direito 
pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, ingressou 
no Centro de Estudos Judiciários em 1980, onde frequenta o 
estágio para a Magistratura Judicial. Exerceu funções de juiz 
de direito nas comarcas de Almada e Lisboa (Tribunal de Instrução Criminal de 
Almada e Lisboa, Tribunal de Polícia, Juízos Cíveis e Criminais e Tribunal Tributário 
de Lisboa). Em Setembro de 1998, foi nomeada Juíza Desembargadora e colocada 
no Tribunal da Relação de Lisboa. Desempenhou funções de Chefe de Gabinete 
do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça entre 1987 a 1991. Foi 
Secretária-Geral da Conferência dos Ministros da Justiça dos Países de Língua 
Oficial Portuguesa, entre 1993 a 1997. Foi vogal do Conselho Superior da 
Magistratura, eleita pela Assembleia da República, entre 1998 e 1999, e membro 
do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República, igualmente 
eleita pela Assembleia da República, entre 1999 e 2003. 
30. RITA FADEN DA SILVA MOREIRA ARAÚJO. Nasceu em 
18 de Março de 1965. Foi Directora-Geral da Administração 
Interna no período compreendido entre 15 de Janeiro de 2007 
e 16 de Dezembro de 2009 e Directora do Gabinete de 
Assuntos Europeus do Ministério da Administração Interna 
(MAI) no período compreendido entre 30 de Setembro de 
2004 e 14 de Janeiro de 2007. Licenciada em Direito pela 
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, detém uma vasta carreira 
profissional ligada à Administração Pública, tendo desempenhado, para além dos 
referidos, vários cargos dirigentes em diferentes serviços e organismos. Foi 
responsável pela coordenação interna dos serviços e forças de segurança do MAI 
no quadro das relações bilaterais com países terceiros, com organizações 
internacionais, política de cooperação e participação em missões de paz. No 
âmbito das funções que desempenhou no Gabinete do Coordenador Nacional 
para os Assuntos da Livre Circulação de Pessoas no Espaço Europeu, foi 
responsável pela preparação e coordenação da posição portuguesa nas instâncias 
do acordo de Schengen. Exerce actualmente as funções de Directora-Geral da 
Direcção-Geral da Política de Justiça. 
25
31. MARIA HELENA PEREIRA LOUREIRO CORREIA 
FAZENDA. Nasceu em 30 de Julho de 1956. Foi Directora- 
Geral Adjunta do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no 
período compreendido entre 1 de Novembro de 2004 e 10 de 
Maio de 2005. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito 
da Universidade Clássica de Lisboa, é Procuradora da 
República, tendo exercido funções como magistrada do 
Ministério Público em diferentes tribunais. Desempenhou funções como 
procuradora no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e foi 
membro da Unidade de Magistrados, Conselho e Acompanhamento Judiciário, 
do Organismo Europeu de Luta Anti-Fraude (OLAF), da Comissão Europeia. 
Desempenhou ainda as funções de directora-geral adjunta na Directoria-Geral da 
Polícia Judiciária. 
32. MARIA ISABEL RODRIGUES ALMEIDA OLIVEIRA FRAGOSO. Nasceu em 9 
de Maio de 1953. Foi nomeada Subdirectora-Geral de Viação em 7 de Dezembro 
de 2004. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica 
de Lisboa, desempenhou vários cargos e funções na Administração Pública, na 
qual ingressou como técnica superior em 1983. De Novembro de 1999 a Janeiro 
de 2001 prestou serviço na Delegação de Portugal junto da NATO em Bruxelas, 
onde foi responsável pelos seguintes comités: Comité Director das Relações com 
a Parceria para a Paz (PMSC); Grupo Ad-Hoc para a Manutenção da Paz (AHP); 
Comité Económico (EC); Comité Científico (SC); Comité dos Desafios da Sociedade 
Moderna (CCMS). 
Sem foto 
33. CARLA SOFIA BATISTA REIS SANTOS. Nasceu a 13 de Agosto de 1969. Foi 
Vice-Presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e de Protecção Civil no período 
compreendido entre 13 de Dezembro de 2004 e 6 de Fevereiro de 2006. 
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é 
Inspectora Superior de Finanças da Inspecção Geral de Finanças. Na qualidade de 
monitora, ministrou várias acções de formação, em especial na área da contratação 
pública. É actualmente directora de serviços da Direcção de Serviços Jurídicos e de 
Contencioso da Inspecção-Geral das Actividades Culturais. 
Sem foto. 
34. MARIA ADELAIDE TORRADINHAS ROCHA. Nasceu em 
23 de Setembro de 1949. Foi Governadora Civil de Lisboa no 
período compreendido entre 5 de Abril de 2005 e 26 de 
Fevereiro de 2008. Licenciada em Economia, desempenhou 
ainda outros cargos públicos de relevo, nomeadamente como 
Administradora Financeira da Empresa Lisboa 94 – Capital 
Europeia da Cultura, SA, entre 1992 e 1995, e como 
Administradora da Fundação das Descobertas/ Centro Cultural de Belém, entre 
1996 e 2004. Desde 2008 que exerce o cargo de Presidente do Conselho de 
Administração da “Docapesca, S.A.”. 
35. MARIA DO CARMO PIRES ALMEIDA BORGES. Nasceu 
a 30 de Dezembro de 1947. Foi Governadora Civil da Guarda 
no período compreendido entre Abril de 2005 e Novembro de 
2009. Conclui o curso de Magistério Primário e o Bacharelato 
de Educação Física, tendo desempenhado funções de docente 
de educação física entre 1967 e 1975. Exerceu vários cargos 
públicos: foi Directora da Casa da Cultura da Guarda, 
Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Deputada à Assembleia da República 
e Vogal da Direcção da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Detém 
ainda uma vasta experiência profissional em entidades empresariais. 
36. MARIA ISABEL SOLNADO PORTO ONETO. Nasceu em 
14 de Setembro de 1959. Foi Governadora Civil do Porto no 
período compreendido entre 5 de Abril de 2005 e 17 de Junho 
de 2009. Licenciada em Direito pela Universidade Moderna de 
Lisboa e Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade 
de Direito da Universidade de Coimbra, desenvolveu uma vasta 
actividade profissional, tendo exercido funções, nessa 
qualidade, em diferentes órgãos de comunicação social, com destaque para a 
imprensa escrita. Desempenhou ainda funções como docente na Universidade 
Moderna nos anos de 2000 a 2003. É actualmente Deputada à Assembleia da 
República. 
26
37. MARIA TERESA MOURÃO DE ALMEIDA. Nasceu em 15 
de Janeiro de 1954. Foi Governadora Civil de Setúbal no 
período compreendido entre 5 de Abril de 2005 e 2 de 
Outubro de 2007. Licenciada em Arquitectura, na Escola 
Superior de Belas Artes de Lisboa, iniciou o seu percurso 
profissional no Gabinete de Apoio Técnico (GAT) de Castro 
Verde. Desempenhou funções técnicas de gestão territorial e 
urbanística na Câmara Municipal de Setúbal e o cargo de Directora do 
Departamento de Habitação e Urbanismo daquela autarquia. Após as eleições 
autárquicas de 1997, desempenhou as funções de Vereadora, tendo a seu cargo 
os pelouros da Habitação, do Urbanismo e das Obras Municipais. Foi assessora do 
Instituto de Estradas de Portugal e da CCDR Lisboa e Vale do Tejo. Em Outubro de 
2007 foi dirigir o Departamento do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa. 
38. FERNANDA DE SOUSA GONÇALVES CARVALHO 
RAMOS. Tem 54 anos de idade. É Governadora Civil de Évora 
desde 26 de Outubro de 2005. Desempenhou vários cargos 
públicos como autarca em Évora e Reguengos de Monsaraz, 
tendo assumido pelouros na área da Educação, 
Desenvolvimento Socio-Económico, Cultura e Turismo. Foi 
membro fundador do CEDRA (Centro de Estudos e 
Desenvolvimento da Região Alentejo) e Presidente da Direcção da ANESPO, cargo 
para o qual foi reconduzida sucessivamente entre 1998 e 2005. Em 2001 foi eleita 
autarca da Câmara Municipal de Évora, sendo designada sua Vice-Presidente, 
cargo que desempenhou até Outubro de 2005. 
39. MARIA TERESA PINTO DE ALMEIDA CHAVES 
ALMEIDA. Nasceu em 5 de Maio de 1959. Foi Vice-Presidente 
do Serviço Nacional de Protecção Civil no período 
compreendido entre 7 de Fevereiro de 2006 e 15 de Fevereiro 
de 2006. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de 
Lisboa, exerceu funções de técnica superior em diversos 
serviços e organismos da Administração Pública. 
Desempenhou igualmente vários cargos de direcção intermédia e de chefia no 
Instituto de Acção Social de Macau e na Secretaria-geral do Ministério da Defesa 
Nacional. Ministrou acções de formação, nomeadamente nas áreas de gestão 
administrativa e financeira e de aquisição de bens e serviços. Foi membro do 
Núcleo de Apoio à reforma (NAR) do Ministério da Defesa Nacional. 
40. LEONOR MARIA DA CONCEIÇÃO CRUZ RODRIGUES. 
Nasceu a 8 de Dezembro de 1955. Foi Directora Nacional 
Adjunta do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no período 
compreendido entre 17 de Março de 2006 e 16 de Março de 
2009. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da 
Universidade de Lisboa, é Procuradora da República, tendo 
exercido funções como magistrada do Ministério Público em 
diferentes tribunais, nomeadamente nos juízos e varas criminais de Lisboa. Foi 
monitora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e administradora 
jurista no Secretariado da Comissão Europeia dos Direitos do Homem do Conselho 
da Europa. 
41. MARIA GABRIELA CERTÃ VENTURA. Foi Encarregada de 
Missão da Estrutura de Missão para a Gestão de Fundos 
Comunitários entre Novembro de 2006 e Agosto de 2008. 
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da 
Universidade Clássica de Lisboa, em 1987, foi Assistente 
Universitária até 1995. Entre 1992 e 1995 exerceu funções de 
Consultora da Agência Sueca para o Desenvolvimento. Entre 
1995 e 1997 foi Consultora do Banco Mundial. Exerceu funções de Chefe do 
Gabinete do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros no XIII 
Governo Constitucional. Entre 1999 e 2006 foi Conselheira na Representação 
Permanente de Portugal junto da União Europeia. Exerceu funções de Directora do 
Gabinete de Coordenação Internacional do Grupo Mota -Engil. Desempenha 
actualmente as funções de Directora do Gabinete de Planeamento e Políticas do 
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e é, por 
inerência, Gestora da Autoridade de Gestão do Programa de Desenvolvimento 
Rural do Continente. 
27
42. MARIANA SOTTO MAIOR JORGE DE AVILLEZ PEREIRA. 
Foi Directora da Direcção-Geral da Administração Interna no 
período compreendido entre 15 de Janeiro de 2007 e 16 de 
Dezembro de 2009. Licenciada em Direito pela Faculdade de 
Direito da Universidade de Lisboa, desempenhou funções 
dirigentes como Directora-Adjunta do Gabinete de Relações 
Internacionais, Europeias e de Cooperação (GRIEC) do 
Ministério da Justiça e de Directora de Serviços do Núcleo de Assuntos 
Comunitários do GRIEC. Participou, na qualidade de representante do Ministério, 
da Justiça, em vários grupos de trabalho da União Europeia na área da justiça e 
assuntos internos. Exerce actualmente funções de Directora na Direcção-Geral da 
Política de Justiça. 
43. AUSENDA MARIA AZEVEDO VIEIRA. Nasceu a 9 de 
Junho de 1949. Foi Directora da Direcção-Geral da 
Administração Interna no período compreendido entre 29 de 
Março de 2007 e 30 de Setembro de 2009 (Área do 
Planeamento Estratégico e Política Legislativa). Licenciada em 
História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 
desenvolveu uma vasta carreira profissional na Administração 
Pública. Integrou e coordenou vários grupos de trabalho, quer no âmbito do 
estudo e planeamento da formação das forças e serviços de segurança, quer em 
acções e projectos relacionados com grupos especialmente vulneráveis. Foi 
membro da Comissão Interministerial do II Plano Nacional de Acção para a 
Inclusão, em representação do Ministro da Administração Interna, e coordenadora 
operacional do Projecto CAIM/Cooperação, Acção, Investigação, Mundivisão – 
projecto piloto na área da prostituição e tráfico de mulheres em Portugal. Exerceu 
ainda funções de adjunta do Coordenador do Conselho Consultivo para a 
Formação das Forças e Serviços de Segurança. Foi Conselheira para a Igualdade no 
MAI entre 2006 e meados de 2009. 
44. SUSANA ISABEL NASCIMENTO PEREIRA DA SILVA. 
Nasceu em 3 de Maio de 1972. Foi Directora Nacional de 
Planeamento de Emergência da Autoridade Nacional de 
Protecção Civil de 1 de Abril de 2007 a 15 de Dezembro de 
2009. Desde 16 de Dezembro de 2009 ocupa o cargo de 
Directora Nacional de Bombeiros. Licenciada em Engenharia 
do Território pelo Instituto Superior Técnico da Universidade 
Técnica de Lisboa, desempenhou durante cinco anos, entre Janeiro de 2002 e 
Fevereiro de 2007, o cargo de Vogal da Direcção da Escola Nacional de Bombeiros, 
tendo sido responsável pelo sector de formação da Escola. Exerceu durante vários 
anos consultoria nas áreas viabilidade ambiental, análise e avaliação de risco, 
tendo, nesse âmbito, coordenado apoiado e implementado sistemas de gestão 
ambiental, bem como coordenado e desenvolvido estudos de impacte ambiental 
e avaliação de impactes ambientais. 
45. ISILDA MARIA PRAZERES DOS SANTOS VARGES 
GOMES. Nasceu em 16 de Setembro 1951. É Governadora 
Civil de Faro desde 19 de Novembro de 2009. Exerceu estas 
mesmas funções no período compreendido entre 1 de Junho 
de 2007 e 15 de Agosto de 2009. Licenciada em Ensino de 
Matemática e Ciências da Natureza pela Universidade do 
Algarve, exerceu funções como professora do 2.º e 3.º ciclo do 
ensino básico. Foi também Vice-presidente da Câmara Municipal de Portimão, 
Coordenadora Distrital do Projecto Vida no Algarve, Delegada Regional no Algarve 
do Instituto do Emprego e Formação Profissional e Presidente da Assembleia 
Municipal de Portimão. 
46. EURÍDICE MARIA DE SOUSA PEREIRA. Nasceu a 20 de 
Outubro de 1962. Foi Governadora Civil de Setúbal no período 
compreendido entre 19 de Setembro de 2007 e 13 de Agosto 
de 2009. Licenciada em Sociologia pela Faculdade de Ciências 
Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tem uma 
vasta carreira ligada à Administração Pública, onde ingressou 
em 1990. Desempenhou cargos de direcção superior e 
intermédia, nomeadamente Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e 
Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e Directora do Departamento 
de Modernização Administrativa da Câmara Municipal do Barreiro. Como autarca, 
28
foi membro da Assembleia Municipal da Moita, da Assembleia de Freguesia da 
Moita, da Assembleia Metropolitana de Lisboa e Vereadora da Câmara Municipal 
da Moita no mandato iniciado em Outubro de 2005 (renunciou a 19 de Setembro 
de 2007, data em que assume funções como Governadora Civil de Setúbal). É 
actualmente Deputada à Assembleia da República. 
47. MARIA DALILA CORREIA ARAÚJO TEIXEIRA. Nasceu 
em 1954. É Secretária de Estado da Administração Interna 
desde 31 de Outubro de 2009. Foi Governadora Civil de Lisboa 
no período compreendido entre 26 de Fevereiro de 2008 e 31 
de Agosto de 2009. Licenciada em Línguas e Literaturas 
Modernas e Mestre em Ciência Política e Relações 
Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa, exerceu, entre 
outros e para além dos referidos, o cargo de Secretária Geral da Área 
Metropolitana de Lisboa (2005/2008). É quadro superior da Portugal Telecom 
desde 1980 e Investigadora da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Foi directora 
da revista “Pessoas e Territórios” (2008/2009) e da revista “Metrópoles” 
(2003/2008). É autora de várias obras e publicações nas áreas de Segurança e 
Poder Local. Doutoranda em Ciência Política e Relações Internacionais. 
48. ANA BELA DIAS NOBRE. Nasceu a 30 de Novembro de 
1957. Foi Secretária-Geral Adjunta do Gabinete Coordenador 
de Segurança, em regime de substituição, no período 
compreendido entre 14 de Julho de 2008 e 8 de Outubro de 
2008. Licenciada em História pela Faculdade de Letras da 
Universidade de Lisboa, é Inspectora Superior da carreira de 
investigação e fiscalização do Serviço de Estrangeiros e 
Fronteiras, serviço no qual desempenhou vários cargos de direcção intermédia. Foi 
Conselheira para a Igualdade, em representação do Ministério da Administração 
Interna. Exerceu ainda funções de adjunta do Coordenador do Conselho 
Consultivo para a Formação das Forças e Serviços de Segurança. Exerce 
actualmente funções de Adjunta do Gabinete do Secretário-Geral do Sistema de 
Segurança Interna. 
49. MARIA ISABEL COELHO SANTOS. Nasceu em 12 de 
Fevereiro de 1962. É Governadora Civil do Porto desde 19 de 
Novembro de 2009. Licenciada em Relações e Cooperação 
Internacional, é da carreira técnica superior, área de relações 
internacionais. Exerceu diferentes cargos públicos e de 
direcção, foi deputada à Assembleia da República na X 
Legislatura, directora do Departamento de Recursos Humanos 
da Câmara Municipal de Matosinhos e Adjunta do Gabinete de Apoio ao 
Presidente da mesma autarquia. Foi membro da Assembleia de Freguesia de 
Gondomar (S. Cosme). 
50. SÓNIA ISABEL FERNANDES SANFONA CRUZ MENDES. 
Nasceu em 10 de Dezembro de 1971. É Governadora Civil de 
Santarém desde 19 de Novembro de 2009. Licenciada em 
Direito, exerceu a advocacia. Foi Deputada à Assembleia da 
República na X Legislatura e membro da Assembleia Municipal 
de Alpiarça. 
51. MARIA JOANA DE ARAÚJO TORRES DA SILVA DANIEL 
WRABETZ. Nasceu em 29 de Agosto de 1971. É Chefe de 
Equipa do Observatório do Tráfico de Seres Humanos desde 1 
de Janeiro de 2010. Licenciada em Português/Inglês pela 
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Mestre em 
Direitos Humanos e Democratização pelo Centro Europeu 
Inter-Universitário para os Direitos Humanos e Democratização 
(EIUC), começou a sua carreira de investigadora com uma tese premiada sobre os 
direitos das crianças que nasceram de mulheres violadas em tempo de guerra: “No 
Man´s Child: The War Rape Orphan e continuou o seu trabalho como investigadora 
para a UNICEF/Sarajevo, Bósnia, e o UNICEF Innocenti Research Centre em 
Florença, Itália. Em 2005, instala-se em Viena, tendo-se dedicado desde então ao 
estudo e acompanhamento de questões relacionadas com o Tráfico de Seres 
Humanos, colaborando com a Representação Portuguesa junto à OSCE como 
perita em tráfico de seres humanos até 2009. 
29
30
Factos e Imagens 
31
32
Os factos 
É conhecido o aforismo, segundo o qual contra factos não existem argumentos. 
Numa sociedade com um projecto de mudança, este determinismo proverbial deve 
ser combatido. E o argumento é, muito apropriadamente, o da transformação 
desejada de um certo estado das coisas. 
Relativamente à presença de mulheres no MAI, o facto da sua proporção no 
conjunto dos funcionários (taxa de feminização) ser a mais baixa de entre toda a 
Administração Pública sugere que se argumente com a necessidade de se 
continuar a promover, sobretudo nas Forças e Serviços de Segurança, esforços 
para que as diferenças hoje existentes não se fiquem a dever a velhos preconceitos. 
Cabe, no entanto, reafirmar que o percurso observado nas duas últimas décadas 
é notável. As mulheres do MAI são hoje bastante mais do que eram, 
nomeadamente em termos de técnicas superiores. Mas não só. Atente-se nos 
seguintes números: 16 mulheres na GNR em 1995; mais de 1.000 em 2009. Na 
PSP, evolução igualmente muito considerável: pouco mais de meio milhar em 
1995; quase 1.500 em 2009.Em termos absolutos e globais (GNR e PSP), a 
progressão desta taxa de feminização foi notável: de menos de 1% em 1985 para 
um pouco mais de 3% em 1999, sendo hoje de quase 7%. 
Também a proporção daquelas que ocupam cargos de Chefia e Direcção cresceu 
exponencialmente em todos os Serviços do MAI, incluindo as Forças de Segurança. 
O conceito de chefia deixou, definitivamente, de ser sinónimo de masculino. 
De acordo com a (pouca) informação disponível, a tendência para o desequilíbrio 
entre homens e mulheres em funções policiais é uma tendência universal. Na 
Europa, contudo, alguns países apresentam taxas de feminização entre os 10 e 
20% (Irlanda, Lituânia, Letónia, Holanda, Eslovénia, Suécia, Reino Unido). No caso 
da Estónia, esse valor atingiu os 37% em 2007! 
Estes e outros factos, que o leitor e a leitora podem captar nas páginas seguintes, 
exprimem afinal a sociedade que somos, de onde viemos, e o sentido em que 
caminha a nossa transformação. 
Taxas de feminização 
Ano de 200712 
Gráfico 1: Nº de colaboradores/as - Serviços centrais 
Gráfico 2: Nº de colaboradores/as -Governos Civis 
12Todos os gráficos apresentados relativamente a 2007 têm como Fonte: Balanço Social Consolidado do 
Ministério da Administração Interna de 2007 (SGMAI), sendo os cálculos apresentados da responsabilidade da 
DGAI. 
33 
91 
25.072 
23.299 
254 
1.457 
55 65 59 
SGMAI GNR PSP ANPC SEF IGAI DGIE DGAI 
24 
14 
33 
16 
14 
22 
14 
27 
12 
Aveiro Beja Braga Bragança Cast. Branco Coimbra Évora Faro Guarda
Gráfico 3: Nº de colaboradores/as - Governos Civis (cont.) 
Tal como referido no Balanço Social consolidado do MAI relativo ao ano de 200713, 
o Ministério possuía um total de 50 829 colaboradores e destes, 95% (n=48371) 
pertenciam às Forças de Segurança do MAI (Guarda Nacional Republicana - GNR 
e a Polícia de Segurança Pública – PSP). O peso dos colaboradores dos governos 
civis representava 0,9% do total. 
Gráfico 4: Taxa de feminização (%) - MAI 
Os serviços que apresentam a mais elevada taxa de feminização são os governos 
civis (71,3%). Nos serviços centrais (excluindo as Forças de Segurança) 48% dos/as 
colaboradores/as são mulheres e nas Forças e Serviços de Segurança as mulheres 
constituem apenas 6,9% dos recursos humanos. 
Gráfico 5: Taxa de feminização (%) - Serviços centrais 
Conforme se observa pelo Gráfico 5, a mais elevada taxa de feminização encontra-se 
na SGMAI (76%), seguindo-se a DGAI (69%) e os menores valores situam-se 
na GNR (4%) e na PSP (10%). Nos restantes serviços, com excepção da GNR e da 
PSP, a taxa de feminização geral situa-se acima dos 45%. 
Em termos de taxa de feminização ao nível dos cargos de direcção/chefia, 
salientam-se os casos da PSP, em que esta taxa é superior à taxa de feminização 
global (19%)14, e a ANPC e a DGIE, em que se passa o inverso, ou seja, a taxa de 
feminização global é nitidamente mais elevada do que a verificada nos cargos de 
direcção/chefia (46% vs. 10% e 49% vs 27%, ANPC e DGIE respectivamente). 
Gráfico 6: Taxa de feminização (%) - Governos Civis15 
13Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (16/3/2009). Estes valores não incluem a ANSR. 14O nº total de dirigentes /cargos de chefia considerado é de 110. 
34 
15Salienta-se que em alguns governos civis o número de colaboradores é “diminuto” pelo que as percentagens 
reflectem números absolutos correspondentes a essa dimensão. 
40 
72 
16 
65 
23 
30 
18 17 
20 
Leiria Lisboa Portalegre Porto Santarém Setúbal Viana do Castelo Vila Real Viseu 
76 
4 
10 
46 46 
51 49 
69 
67 
19 
10 
41 
50 
27 
62 
SGMAI GNR PSP ANPC SEF IGAI DGIE DGAI 
taxa de feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia 
67 64 67 
63 64 
59 
86 
74 75 
20 
40 
33 
40 
57 
25 
100 
50 
67 
Aveiro Beja Braga Bragança Castelo Branco Coimbra Évora Faro Guarda 
taxa de feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia
Gráfico 7: Taxa de feminização (%) - Governos Civis (cont.) 
Nos governos civis, a taxa de feminização global situa-se em todos os casos igual 
ou acima de 55%, sendo que o valor mais baixo se situa no Governo Civil de Viseu 
(55%) e a mais alta em Évora (86%). 
Com excepção dos casos de Évora e de Lisboa, a taxa de feminização ao nível dos 
cargos de direcção/chefia situa-se abaixo do valor da taxa de feminização global 
respectiva. Essa diferença surge mais acentuada nos governos civis de Aveiro, 
Braga, Leiria e Santarém cuja diferença assume valores acima de 30 pontos 
percentuais. 
Ano de 200816 
Gráfico 8: Nº de colaboradores/as - Serviços centrais 
No gráfico 8 constam os dados mais recentes sobre o número de colaborares/as 
dos serviços centrais, incluindo-se o número relativo à ANSR. Em 2008, existiam 
50394 colaboradores/as no MAI. 
Gráfico 9: Taxa de feminização (%) - Serviços centrais 
16Os dados apresentados relativamente a 2008 nos gráficos 8 a 11 têm como Fonte o Balanço Social Consolidado do 
Ministério da Administração Interna de 2008 (SGMAI). Os cálculos apresentados são da responsabilidade da DGAI. 
Estes dados devem ser ainda considerados provisórios. 
35 
78 
75 
63 
74 
70 
80 
78 
71 
55 
20 
80 
60 
67 
17 
67 
75 
40 
50 
Leiria Lisboa Portalegre Porto Santarém Setúbal Viana do Castelo Vila Real Viseu 
taxa de feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia 
98 
25704 
22143 
233 80 
1478 
54 66 64 
SGMAI GNR PSP ANPC ANSR SEF IGAI DGIE DGAI 
73 
6 10 
41 
69 
47 50 52 
69 
58 
11 
67 
42 
50 
22 
57 
SGMAI GNR PSP ANPC ANSR SEF IGAI DGIE DGAI 
taxa feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia
Nos governos civis, a taxa de feminização global continuou a situar-se em todos 
os casos igual ou acima de 55%, sendo que o valor mais baixo se situa no Governo 
Civil de Bragança (56%) e a mais alta em Vila Real (78%). 
Com excepção dos casos de Évora e do Porto, a taxa de feminização ao nível dos 
cargos de direcção/chefia situa-se abaixo do valor da taxa de feminização global 
respectiva. Essa diferença surge mais acentuada nos governos civis de Braga, Leiria, 
Santarém e Viana do Castelo, cuja diferença assume valores acima de 30 pontos 
percentuais. 
Gráfico 12: Número de colaboradores/as nas Forças e Serviços de Segurança 
em funções operacionais/policiais - 2008 
Fonte: GNR, PSP e SEF 
Em termos de taxa de feminização, verifica-se que, à semelhança dos dados de 
2007, a mais elevada taxa de feminização nos serviços centrais encontra-se na 
SGMAI (73%). Em seguida situa-se a ANSR (69%) e a DGAI (69%). Nos restantes 
serviços, com excepção da GNR e da PSP, a taxa de feminização geral situa-se 
acima dos 40%. 
Gráfico 10: Taxa de feminização (%) – Governos Civis 
64 69 67 
Gráfico 11: Taxa de feminização (%) – Governos Civis (cont.) 
36 
56 
64 
57 
75 76 75 
38 
50 
33 33 
57 
50 
83 
60 
67 
taxa feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia 
68 
77 
57 
76 
68 
75 
61 
78 76 
17 
50 
60 
83 
17 
67 
29 
75 75 
Leiria Lisboa Portalegre Porto Santarém Setúbal Viana do 
Castelo 
Vila Real Viseu 
taxa feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia 
661 1.488 144 
2.293 
17.330 
20.922 
720 
38.972 
GNR PSP SEF GNR+PSP+SEF 
Mulheres 
Total
Tabela 1: Taxa de feminização nas Forças e Serviços de Segurança do MAI em 
funções policiais/operacionais, entre 2006 e 2008 
Taxa de feminização em funções 
policiais/operacionais (%) 
Ano GNR PSP SEF 
2006 * 6,8 20 
2007 * 7 19,97 
2008 3,81 7,11 20 
Fonte: Cálculos da DGAI, com base dos dados disponibilizados pela GNR, PSP e SEF. *Dados não 
disponíveis. 
A taxa de feminização no SEF em funções policiais/operacionais é claramente 
superior à verificada na PSP e esta superior à da GNR. 
Refere-se de modo a contextualizar estes números que a GNR foi constituída em 
1911, a PSP em 1927 e o SEF em 198617, no entanto o ingresso das primeiras 
mulheres na GNR ocorreu vários anos mais tarde do que na PSP e no SEF. 
Na PSP a inclusão de mulheres começou a efectuar-se de forma sistemática na 
década de 80 (século XX), tendo sido abertos três concurso limitados a mulheres 
para agentes (anteriormente designado por guardas), um na década de 50 e dois 
na de setenta. A inclusão enquanto oficiais, ocorreu em 198418. 
A entrada das primeiras mulheres na GNR ocorreu em 1993-1994. 
O número de candidatas ao Curso de Formação de Guardas tem vindo a aumentar 
desde 1994, desde 115 candidatas em 1994 até 3063 em 2008. No último 
concurso de admissão de oficiais da GNR (2008/2009), a taxa de feminização entre 
os/as 57 alunos/as foi 17,5%. 
No caso do SEF, considerando-se a carreira de investigação e fiscalização (CIF), a 
entrada de mulheres ocorreu em 1990, desde a criação do primeiro estágio com 
vista ao ingresso nesta carreira. 
37 
17As origens do SEF remontam a 1974, ocasião em a Direcção de Serviço de Estrangeiros estava integrada na 
PSP. 
18Durão, S. (2004). Quando as mulheres concorrem e entram na polícia: a óptica etnográfica. Etnográfica, vol. 
VII (1), pp. 57-78. 
Nos cinco estágios que decorreram de ingresso na CIF do SEF, a taxa de 
feminização entre estagiários/as foi de 21%, sendo de 24% no último realizado 
(2004). 
Gráfico 13: Taxa de feminização (%) – Forças e Serviços de Segurança – 
funções operacionais- 2008 
3,8 
7,1 
20,0 
5,88 
1,5 
7,2 
32,9 
5,22 
GNR PSP SEF GNR+PSP+SEF 
tx de feminização global- f. operacionais tx feminização- cargos de direcção/chefia- f. operacionais 
Fonte: Cálculos da DGAI, com base dos dados disponibilizados pela GNR, PSP e SEF 
Em 2008 a taxa de feminização em cargos de chefia (funções operacionais) na 
GNR era de 1,5%, na PSP de 7,2% e no SEF de 32,9%. 
Analisando as Forças e Serviços de Segurança no seu conjunto, verifica-se que a 
taxa de feminização global em termos de funções operacionais é de cerca de 6%, 
sendo esta taxa ligeiramente superior à taxa de feminização relativamente a 
colaboradores/as que desempenhando funções operacionais se encontram em 
cargos de chefia (5%).
Autoridade Nacional de Protecção civil 
Tabela 2: Taxa de feminização 
Ano 
2008 40,8 3,92 
Fonte: ANPC 
Actualmente existem duas mulheres a desempenhar funções de chefia no âmbito 
do comando de operações de socorro, uma ao nível do Comando Nacional de 
Operações de Socorro (CNOS, adjunta de operações nacional, e uma outra ao 
nível do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), adjunta de operações 
distrital. 
Tratam-se de estruturas que asseguram o comando operacional das operações de 
socorro e ainda o comando operacional integrado de todos os agentes de 
protecção civil, no respeito pela sua autonomia própria. 
Ao nível do CNOS, existem três adjuntos de operações nacional que desempenham 
funções operacionais e técnicas nomeadamente ao nível do planeamento, 
organização, formação, operações, logística, comunicações e novas tecnologias, 
garantindo a chefia, organização e funcionamento das células do CNOS sob a sua 
responsabilidade. 
No âmbito dos CDOS, existentes em cada distrito, os adjuntos de operações 
distritais devem, nomeadamente, manter actualizados todos os planos gerais e 
especiais para cada tipo de risco na área de jurisdição do seu distrito, bem como 
todos os planos operacionais. 
38 
Taxa de feminização global (%) 
Taxa de feminização em funções 
operacionais (%)
AS MULHERES E OS ASSUNTOS EUROPEUS 
Um testemunho: “O balanço que faço até aqui é muito positivo. As Relações 
Internacionais exigem, em regra, espírito de sacrifício, na defesa de causas 
(interesse nacional), com uma preocupação de longo 
prazo e estabilidade. O pragmatismo perante a 
complexidade, a capacidade de nos colocarmos no 
“lugar” do outro (intuição), antecipando e solucionado 
conflitos, têm sido uma constante nas mulheres com 
quem me tenho cruzado neste trabalho, muito em 
especial na DGAI e seus interlocutores. Estas 
características, tendencialmente femininas, não são 
exclusivas das Mulheres, muito embora a vivência activa 
das mulheres possa potenciar a universalização destes valores”. 
Raquel D’Orey, Directora de Serviços dos Assuntos Europeus (DGAI) 
Constança Urbano de Sousa, Conselheira Técnica Principal na Representação 
Permanente de Portugal junto da União Europeia desde 2006, onde coordena o 
núcleo Justiça e Assuntos Internos, escreve: 
“Quando assumi funções na REPER verifiquei que, 
também na Europa, este era e continua a ser um mundo 
de homens. Sendo mulher e oriunda de um Estado- 
Membro médio, a minha afirmação como interlocutor 
credível nesta área dominada por actores masculinos teve 
necessariamente de se basear num elevado nível de 
qualidade técnica da intervenção da representação 
nacional”. 
REPRESENTAÇÃO A NÍVEL INTERNACIONAL 
AS MISSÕES INTERNACIONAIS E O ELEMENTO FEMININO 
FORÇAS DE SEGURANÇA 
Militares da GNR têm participado em missões internacionais, nomeadamente em 
Timor, Bósnia e Iraque. As funções desempenhadas podem ir desde a investigação 
criminal ao apoio directo às populações e às acções humanitárias. Muitas vezes a 
proximidade com as populações é muito grande, apoiando as organizações que se 
ocupam de feridos, que desenvolvem encontros para promover regras de higiene 
e saúde e na distribuição de brinquedos. Ao nível da investigação criminal, muitas 
vezes elementos da GNR integram as equipas de investigação da ONU, 
nomeadamente as unidades de vítimas vulneráveis. 
39
Diversos elementos da PSP têm também participado nas missões internacionais, 
integrados na Polícia da ONU (ex: Kosovo, Bósnia, Congo, Moçambique, e 
Guatemala). Nestas acções é, nomeadamente prestado apoio a acções 
humanitárias direccionadas para grupos de risco (mulheres, crianças, idosos, 
minorias étnicas, etc.); são investigadas violações dos direitos humanos cometidos 
contra mulheres por militares/guerrilheiros/milicianos durante o conflito; e são 
investigados criminalmente abusos sexuais, violência doméstica durante o conflito 
e situação pós-conflito. 
Em 2008 existiam 263 elementos em missões internacionais, dos quais 3 eram 
mulheres e em 2009 existiam 275 elementos nesse tipo de missões, dos quais 10 
eram mulheres19. Nos últimos dois anos, nenhuma mulher ocupou cargos de chefia 
nestas missões. 
Actualmente as missões internacionais decorrem na Bósnia, Kosovo, Rafah, 
Geórgia, Guiné-bissau, Congo, Timor Leste e Chade. 
40 
19Fonte: DGAI/Área de Relações Internacionais.
Elementos da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF (CIF), participaram no 
decurso de 2009 em várias missões internacionais, sendo de destacar as operações 
organizadas pela Agência Europeia para a Gestão das Fronteiras Externas 
(FRONTEX), em sede de controlo das fronteiras externas da União Europeia. 
Neste âmbito, participou-se em 11 operações, distribuídas por fronteiras aéreas, 
marítimas e terrestres, com um total de 78 elementos, dos quais 11 do sexo 
feminino. 
Em sede de acções de formação específica para Guardas de Fronteira, estruturadas 
e organizadas pela Frontex, o SEF participou com um total de 28 elementos, tendo 
sido 13 do sexo feminino. Aqui importa realçar o facto de que a participação do 
SEF se estende também à qualidade de formadores, em determinadas áreas 
específicas, especificamente na área de Avaliação Schengen, com duas 
Formadoras. 
Em termos permanentes21 o SEF tem 04 Peritos Nacionais Destacados na Sede de 
Frontex em Varsóvia, um dos quais do sexo feminino a desempenharem diversas 
funções que vão desde o apoio jurídico, à análise de informação e organização de 
operações no terreno, de acordo com as necessidades apresentadas por cada 
Estado Membro. 
Ainda no que se reporta à área de análise de informação, em 2009 o SEF, teve 
dois elementos da CIF, um dos quais feminino, nomeados como FISO (Frontex 
Intelligence Support Officer), em projectos de intelligence específicos. 
SERVIÇO DE ESTRANGEIROS E FRONTEIRAS20 
“Quando a Carreira de Investigação e Fiscalização foi criada no Serviço de 
Estrangeiros e Fronteiras (SEF), as mulheres ingressaram em número significativo, 
introduzindo uma ética da igualdade com respeito pela diferença que se reflecte 
no desempenho das funções que pautam a actividade e a conduta de todos os 
elementos do SEF. No exercício das competências do SEF, numa época em que a 
face humana da globalização são as migrações, como refere Ban Ki Moon, cada 
vez mais as protagonistas das mesmas são também as mulheres. Assim, a par da 
integração dos imigrantes que o SEF prossegue, urge combater com eficácia os 
fenómenos nocivos que põem em causa esta realidade, como o tráfico de seres 
humanos, em que os grupos mais vulneráveis são as mulheres e as crianças. Neste 
contexto ser mulher e dirigente no SEF implica que não se pergunte por quem os 
sinos dobram sabendo de antemão que eles dobram por todas nós. E, esta 
percepção, manifesta-se pela rapidez com que são identificados os problemas 
ligados a esta área e pelas respostas múltiplas com respeito pelos direitos humanos 
que lhes é dada. Hoje, ao ver as mulheres que integram as forças e Serviços de 
Segurança, Camões certamente escreveria ainda com mais convicção... 
“… E folgarás de veres a polícia Portuguesa na paz e na milícia” Canto VII “Os 
Lusíadas”“ 
Luísa Maia Gonçalves 
Inspectora Superior 
Directora da Direcção Central de Investigação Pesquisa 
e Análise de Informação ( DCIPAI) 
41 
20Fonte: SEF. 21Por períodos de 02 anos.
AUTORIDADE NACIONAL DE PROTECÇÃO CIVIL23 
Situações de emergência 
A ANPC participa em missões internacionais, enquadrando-se na assistência 
internacional todas as missões despoletadas e mobilizadas pela ANPC perante 
situações de emergência de protecção civil, seja de natureza bilateral, seja no 
âmbito das organizações internacionais em que a Autoridade se encontra 
representada. 
As missões internacionais, em sede de Protecção Civil, tiveram reflexo nos 
seguintes momentos: 
-Grécia (Julho e Agosto de 2007) 
Apoio ao combate a incêndios florestais com meios aéreos e apoio técnico 
especializado, onde participou um perito em incêndios florestais e um oficial de 
ligação, ambos do sexo masculino; 
-Peru (Agosto 2007) 
Missão de reconhecimento e avaliação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil 
da União Europeia, accionado em situações de catástrofes como o sismo ocorrido 
em Pisco (Perú) e que, nesta ocasião, contou com a participação da Adjunta de 
Operações de Socorro, Patrícia Gaspar. 
A participação internacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, também se 
tem estendido a outras áreas do globo, embora não com a participação (até ao 
momento) de mulheres. É o caso da participação na UNMIT em Timor-Leste da 
ONU, e da EUBAM na fronteira da Moldávia com a Ucrânia no âmbito da União 
Europeia. 
Finalmente, e decorrente, da estreita colaboração entre o Serviço e a Organização 
Internacional para as Migrações (OIM) também existem dois elementos destacados 
em Timor-Leste. 
OFICIAIS DE LIGAÇÃO /OFICIAIS DE IMIGRAÇÃO22 
Adicionalmente refere-se que existem 15 Oficiais de Ligação/ Oficiais de Imigração, 
dos quais quatro são do sexo feminino (26,7%). 
As quatro mulheres são todas oficias de imigração da Carreira de Investigação e 
Fiscalização (CIF) do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Encontram-se a exercer 
funções nas representações diplomáticas portuguesas nos seguintes Estados 
terceiros: República de Cabo-Verde e S. Tomé e Príncipe; República Federativa do 
Brasil; Guiné-Bissau e Senegal; e Angola. 
A missão do Oficial de Ligação de Imigração, enquadra, para além da usual 
cooperação policial e troca de informações (inclusive de apoio em sede de 
investigação criminal), à emissão de pareceres a requerimentos de vistos para 
estada em Portugal e ao apoio ao retorno voluntário ao país de origem em sede 
do Programa SURRIA, entre o SEF e a OIM. 
22Fonte: DGAI/Área de Relações Internacionais e SEF. 23Fonte: ANPC. 
42
Profissões reguladas pelo MAI 
CORPOS DE BOMBEIROS E EQUIPAS ESPECIAIS 
FORÇA ESPECIAL DE BOMBEIROS: “CANARINHOS”24 
A Força Especial de Bombeiros Canarinhos (FEB) é uma força especial de protecção 
civil, dotada de estrutura e comando próprio, organizada e inserida no dispositivo 
operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), tendo sido criada 
ao abrigo do disposto no artigo 19º do Decreto-Lei n.º 247/2007, de 27 de Junho. 
A origem da FEB remonta a 2005, tendo na sua base a constituição de Grupos 
Especiais Helitransportados, que mais tarde deram origem à FEB. 
Esta Força tem por missão responder, com elevado grau de prontidão, às 
solicitações de emergência de protecção e socorro, a acções de prevenção e 
combate em cenários de incêndios, acidentes graves e catástrofes, em qualquer 
local no território nacional ou fora do país e em outras missões de protecção civil 
e ainda ministrar formação especializada nas valências em que venha a estar 
credenciada pelas entidades competentes. 
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24Fonte: ANPC. 
- Espanha (2009) 
Apoio ao combate a incêndios florestais com meios aéreos, onde participou um 
oficial de ligação, do sexo masculino; 
- Itália (Junho 2009) 
Na sequência do sismo ocorrido em Itália, deslocou-se a L’Aquila para visita aos 
locais afectados pelo sismo e recolha de informação sobre a organização da 
Protecção Civil italiana em caso de eventos sísmicos, a Eng.ª Patrícia Pires. 
Assistência Técnica 
No âmbito do programa EuroMed, a ANPC participou na missão de assistência 
técnica que decorreu em 2007 na Jordânia, conjuntamente com representantes do 
Luxemburgo e Hungria, que teve como objectivo providenciar a este país 
aconselhamento técnico para implementação de acções de Protecção Civil no 
âmbito dos riscos químicos. Esta missão contou com a participação da Eng.ª 
Patrícia Pires, tendo sido a primeira vez que participou um elemento do sexo 
feminino uma missão de assistência técnica EuroMed.
Tabela 3: Taxa de feminização nos corpos de bombeiros e equipas especiais 
Ano 
2008 16 1,5 4,3 
2009 16 1,6 3,42 7,26 
Fonte: ANPC 
Segurança Privada 
Segundo as informações disponibilizadas pela PSP, em 2008, encontravam-se 
registados 42238 vigilantes, 7,5% dos quais eram do sexo feminino (n=3166). 
Este valor situa-se próximo da taxa de feminização verificada na PSP (funções 
policiais: 7,1%). 
EQUIPAS DE INTERVENÇÃO PERMANENTE25 
As equipas de intervenção permanente (EIP) são compostas por cinco elementos, 
tendo um chefe de equipa e quatro bombeiros. O programa do Governo prevê a 
criação destas equipas nos concelhos de maior risco sendo a sua área de actuação 
no respectivo corpo de bombeiros. 
Têm como missão assegurar, em permanência, o socorro às populações, 
designadamente nos casos de combate a incêndios; socorro às populações em 
caso de incêndios, inundações, desabamentos, abalroamentos e em todos os 
acidentes ou catástrofes; socorro a náufragos; socorro complementar, em segunda 
intervenção, desencarceramento ou apoio a sinistrados no âmbito da urgência 
pré-hospitalar, não podendo substituir-se aos acordos com a autoridade nacional 
de emergência médica; minimização de riscos em situação de previsão ou 
ocorrência de acidente grave; colaboração em outras actividades de protecção 
civil, no âmbito do exercício das funções específicas que são cometidas aos corpos 
de bombeiros. 
Os elementos que constituem as EIP desempenham, ainda, outras tarefas de 
âmbito operacional, incluindo planeamento, formação, reconhecimento dos locais 
de risco e das zonas críticas, preparação física e desportos, limpeza e manutenção 
de equipamentos, viaturas e instalações, sem prejuízo da prontidão e socorro. 
Actualmente existem 116 equipas das quais três delas têm como chefes de equipa 
elementos do sexo feminino. 
25Fonte: ANPC. 
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Taxa de 
feminização 
global (%) 
Taxa de 
feminização 
em estruturas 
de comando 
(%) 
Taxa de 
feminização na 
Força Especial 
de Bombeiros – 
“Canarinhos” - 
FEB (%) 
Taxa de 
feminização 
nas Equipas de 
Intervenção 
Permanente – 
EIP’S (%)
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AS IMAGENS
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Testemunhos 
Mulheres no MAI em discurso directo 
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As testemunhas 
Ana Coimbra Governo Civil do Porto 
Ana José Ferrenha da Cruz Soares DGAI 
Ana Paula Ribeiro Campos DGAI 
Ana Sofia de Sousa Guedes Vaz GNR 
Ana Teresa Ferreira Santos DGIE 
Andreia Alexandra Fernandes Coelho ANPC- Equipa de Intervenção 
Permanente - Associação 
Humanitária dos Bombeiros 
Voluntários de Constância 
Carla Duarte PSP 
Catarina Isabel Duarte Maurício GNR 
Celeste Margarida dos Santos Cavaleiro Silva Governo Civil de Coimbra 
Cipriana Felismina Cardoso Martins da Costa SG 
Cristina Gatões SEF 
Cristina Peixoto DGAI 
Fernanda Beatriz da Silva Castelo Caleço SG 
Fernanda de Sousa Faria Mendes DGAI 
Guadalupe Mègre Pires SEF 
Helena Maria Pires Coelho Navalho DGIE 
Helena Maria Vaz da Silva Marques Governo Civil de Coimbra 
Luisa Carrajola IGAI 
Lurdes Conceição Monteiro da Fonseca ANPC 
Lurdes Manuela da Silva Piçarreira ANPC 
Força Especial de Bombeiros 
Maria Alexandra Santos Teixeira de Gois SEF 
Maria Beatriz Gonçalves Dias Ribeiro de Almeida SG 
Maria da Graça Soromenho Marques DGAI 
Miragaia Archer 
Maria de Fátima Conceição dos Santos Silva SEF 
Maria de Jesus Lopes Gaio Lucas ANSR 
Maria de Lurdes Simões Conde DGIE 
Maria dos Remédios Dias de Sousa Carvalho ANPC- Equipa de Intervenção 
Permanente - Bombeiros 
Voluntários de Sátão 
Maria Fernanda Pais Correia Sampaio Governo Civil de Viseu 
Sobral Amaral 
Maria João Antunes Mendes Miranda ANSR 
Mónica Patrícia Pinto da Costa Governo Civil de Viseu 
Olga Maria Macedo Calixto Morais ANPC 
Patrícia Alexandra Costa Gaspar ANPC 
Patricia Carla Mendes Pires ANPC 
Paula Alexandra Gonçalves Fernandes Rodrigues GNR 
Preciosa de Fátima Pereira Machado GNR 
Sílvia Maria de Sousa Fernandes Lima PSP 
Sílvia Rute de Freitas Félix ANPC - Bombeiros de Nisa 
Sónia Cristina Folha dos Santos Gomes Governo Civil do Porto 
Sónia Isabel Carvalhinho Henriques PSP 
Susana Isabel Nascimento Pereira da Silva ANPC 
Virgínia Lúcia Regateiro da Cruz PSP
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IDENTIDADE PROFISSIONAL
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Exercício do cargo de Secretário do Governo Civil, com funções de 
direcção, sob as ordens do Governador Civil e em conformidade 
com o regulamento interno, do expediente e dos trabalhos dos 
vários serviços prestados pelo Governo Civil. 
Ana Coimbra 
Governo Civil do Porto 
Desde 1989 na DGAI (ex-STAPE). Tarefas de apoio elementares, 
indispensáveis ao funcionamento dos órgãos e serviços. 
Ana José Soares 
DGAI 
Telefonista desde 2002. 
Ana Paula Campos 
DGAI 
Comandante de um Pelotão de Ordem Pública, desde JAN08. 
Ana Vaz 
GNR 
Em funções desde Agosto de 2009, exercendo a coordenação da equipa de 
investimento e programação da Direcção Geral de Infra-estruturas e Equipamento. 
A esta equipa compete a elaboração dos planos plurianuais de equipamento em 
articulação com as forças de segurança e restantes serviços do ministério, bem 
como promover a execução dos investimentos previstos na Lei da Programação 
de Instalações e Equipamentos das Forças de Segurança. Para além destes, 
compete-lhe a promoção da execução de outros investimentos com 
enquadramento no PIDDAC. A concretização destas atribuições envolve uma 
interactividade entre diversas equipas da DGIE, serviços e forças de segurança do 
MAI. 
Ana Santos 
DGIE 
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Exerço funções de Chefe da Equipa de Intervenção Permanente, 
desde 01 de Abril de 2009, na Associação Humanitária dos 
Bombeiros Voluntários de Constância, tendo a missão de assegurar 
actividades operacionais e de socorro às populações, 
nomeadamente: - Combate a incêndios, socorro complementar 
desencarceramento, apoio a sinistros, minimização de riscos em 
situações de ocorrência de incidentes graves.- Colaboração em actividades de 
protecção civil, no âmbito do exercício das funções que são cometidas aos Corpos 
de bombeiros. 
Andreia Coelho 
ANPC- EIP- Bombeiros Voluntários de Constância 
Actualmente sou a Chefe do Núcleo de Imprensa e Relações 
Públicas do Comando Metropolitano de Lisboa, tendo iniciado as 
minhas funções em 25 de Novembro de 2008. 
Carla Duarte 
PSP 
Em Outubro de 2004 aceitei um convite para ingressar no NMUME do extinto 
GruTer Loures, tendo em Janeiro de 2005 frequentado o 14.º Curso de 
Investigação Criminal – Investigadores e em Março do mesmo ano ter frequentado 
o 2.º Curso NMUME. Desde essa data até à presente, apesar da mudança de 
núcleo (de Loures para Santarém) e de nome (NMUME para NIAVE), tenho-me 
mantido como investigadora na área de violência doméstica e maus-tratos. As 
minhas funções para além de fazer a investigação de um eventual ilícito criminal, 
passa também por um acompanhamento e encaminhamento das vítimas deste 
tipo de crime que recorrem a este NIAVE. 
Catarina Maurício 
GNR 
Técnica Superior desde 29/06/2007. Responsável pela área 
financeira, contabilidade e gestão dos Recursos Humanos. 
Celeste Silva 
Governo Civil de Coimbra 
Desde 1995, exerço funções na Secção de Património e 
Aprovisionamento, procedendo à manutenção das diversas 
instalações de edifícios onde se encontram instalados serviços 
pertencentes à Secretaria-Geral do MAI, bem como a aquisição de 
bens e serviços, para satisfazer os diversos pedidos que são 
solicitados, tanto pelos Gabinetes, como pelos respectivos serviços. 
Sendo necessário o contacto directo, telefónico ou por e-mail, com os serviços 
que fazem as solicitações das suas necessidades, como com os diversos 
fornecedores, afim de poder satisfazer os mesmos, dentro da maior brevidade 
possível de resposta. 
Cipriana Costa 
SG 
Directora Regional do Centro do Serviço de Estrangeiros e 
Fronteiras desde 1 de Julho de 2007. 
Cristina Gatões 
SEF 
Exerço, desde 1 de Novembro de 2007, o cargo de directora dos 
Serviços de Planeamento Estratégico da Direcção-Geral de 
Administração Interna. Funções técnicas, e de desenvolvimento, 
coordenação e controlo no âmbito das áreas de actuação da 
referida unidade orgânica, nomeadamente no que respeita ao 
sistema de avaliação de serviços no âmbito do Ministério, ao 
aperfeiçoamento das técnicas de planificação na gestão 
administrativa e à promoção da sua utilização pelos serviços do Ministério da 
Administração Interna e ao desenvolvimento de modelos de análise e planificação 
que permitam prever e acompanhar o impacto das alterações sociais, económicas 
e normativas na caracterização do ambiente social em que operam os diversos 
serviços do sistema de segurança interna. Em Fevereiro de 2009 fui nomeada 
conselheira para a igualdade, continuando a assumir estas funções até à presente 
data. 
Cristina Peixoto 
DGAI 
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Iniciei funções na SGMAI em 1 de Setembro de 2002. Funções 
actuais: Emissão de Passaportes Especiais; Elaboração de processos 
para autorização de angariação de fundos; Elaboração de processos 
para atribuição de cartões de identidade a funcionários de firmas 
e empresas; Envio de actos para publicação em Diário da República; 
Elaboração de processos para concessão de medalhas às Forças de 
Segurança; Encaminhamento de correio que mal direccionado para a SGMAI e 
Entradas e Saídas de correspondência. 
Fernanda Caleço 
SG 
Coordenação técnica do Núcleo de Apoio de Administração na área 
de aprovisionamento e financeira, desde 1MAR2006. 
Fernanda Mendes 
DGAI 
Oficial de Ligação (OL) do SEF em Dakar/Bissau desde 2005. 
Prevenção de imigração ilegal, cooperação com autoridades locais 
e outros OL colocados no mesmo país. Análise de fluxos 
migratórios, redes de tráfico, rotas e modus operandi. Recolha de 
informação. Como única OL acreditada como tal na região, 
representa Portugal na Plataforma Europeia de Dakar, que reúne 
todos os OL de Polícia dos Estados Europeus acreditados em Dakar e tem como 
objectivo o tratamento operacional e recolha de informação relacionados com 
tráfico de pessoas, de estupefacientes, armas, com imigração ilegal e terrorismo. 
Guadalupe Pires 
SEF 
Desde 1 de Março de 2001 exerço funções no Gabinete Jurídico da 
Direcção-Geral de Infra-Estruturas e Equipamentos do MAI, no 
âmbito da assessoria jurídica à Direcção-Geral. As áreas que 
desenvolvo são designadamente empreitadas de obras públicas, 
contencioso administrativo, fazer parte da constituição de júris de 
concursos, mas a área que desenvolvo com maior acuidade é a de 
fornecimentos para as forças de segurança, onde se inclui, nomeadamente, a 
elaboração de programas de concursos e caderno de encargos e o 
acompanhamento da execução contratual, a título de exemplo posso nomear 
aquisição de lanchas rápidas, de pistolas Glock 19, de coldres e de coletes de 
protecção balística. 
Helena Navalho 
DGIE 
Secretária do Governo Civil de Coimbra, direcção intermédia de 1º grau, desde 
18 de Maio de 2009. Elaboração do QUAR, aplicação do SIADAP I, II e III dado 
que o QUAR é da Secretaria do Governo Civil, Plano de Actividades e Orçamento, 
mapa de pessoal, plano de formação, gestão de recursos humanos, libertação de 
créditos, elaboração de decisões no âmbito de processos de contra ordenação 
(estabelecimentos com espaços de dança, desporto, alarmes, estupefacientes e 
substâncias psicotrópicas, etc.) gestão dos procedimentos de aquisições de bens 
e serviços, apoio administrativo e instrumental ao exercício de funções do 
Governador Civil (Gabinete Coordenador de Segurança Distrital e Comissão 
Distrital de Protecção Civil) juntas médicas da ADSE de cinco distritos, processos 
da ANSR, ajuramentação de guardas florestais e de trabalhadores de 
concessionárias de transportes públicos, assegurar as funções de fiscalização, em 
representação da Inspecção-Geral das Actividades Culturais, de recintos de 
espectáculos, formação dos trabalhadores, gestão de actos eleitorais. 
Helena Marques 
Governo Civil de Coimbra 
Inspectora Superior Principal na Inspecção Geral da Administração 
Interna, nomeada em comissão de serviço no dia 20.02.2006. 
Funções principais: instrução de processos de natureza disciplinar, 
realização de auditorias e inspecções temáticas em cumprimento 
do plano de actividades, realização de inspecções sem aviso prévio 
às forças policiais e demais organismos que se encontram na 
dependência desta inspecção-geral. 
Luisa Carrajola 
IGAI
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Adjunta de Operações Distrital de Santarém, desde 01-06-2008, 
com desempenho das seguintes funções: Planeamento e 
organização das acções de sensibilização no âmbito da protecção 
civil; Incentivo e apresentação de propostas às escolas fomentando 
o funcionamento dos Clubes de Protecção Civil; Apoio aos Serviços 
Municipais de Protecção Civil no âmbito da sensibilização e planos 
de emergência; Apoio na elaboração e actualização dos Planos de Emergência e 
Planos Prévios de Intervenção; Participar em teatro de operações, como COS, em 
ocorrências de maior envergadura, por determinação do CODIS. 
Lurdes Fonseca 
ANPC 
Actualmente estou integrada na Força Especial de Bombeiros com 
a categoria de Bombeira, iniciei funções em Junho de 2005 e nessa 
altura esta especialidade era denominada Brigadas 
Helitransportadas. Em 2007 a especialidade foi enquadrada na 
mesma estrutura mas com outro tipo de organização à qual foi 
dada o nome de Força Especial de Bombeiros. A minha principal 
função é combate a incêndios florestais mas também podemos participar em outro 
tipo de acções de socorro que consistem em garantir a segurança de pessoas e 
bens em caso de acidentes naturais. 
Lurdes Piçarreira 
ANPC- Força Especial de Bombeiros 
Desde o início de 2010 que me encontro a exercer funções no 
Departamento de Análise de Informação da DCIPAI. 
Maria Gois 
SEF 
Ingresso na Administração Pública em 1989.Exerce funções ao nível 
da selecção, análise e tratamento documental de informação 
veiculada pela imprensa e do apoio ao Protocolo, organização de 
eventos e exposições. 
Maria Almeida 
SG 
Ingressei no então STAPE, faz em Abril próximo 26 anos, como 
técnica superior da carreira de Sociólogo na Divisão de Estudos. 
Não obstante as alterações orgânicas entretanto ocorridas, 
mantive-me sempre na área de estudos, exercendo hoje, desde 
2000, o cargo de Directora de Serviços da Direcção de Serviços 
Jurídicos e de Estudos Eleitorais, onde desempenho funções no 
âmbito da coordenação da elaboração de estudos jurídicos e de sociologia 
eleitoral, do apoio a todos os intervenientes nos processos de recenseamento e 
eleitorais/referendários, assegurando ainda a execução de cooperação em matéria 
eleitoral, nomeadamente com os Países Lusófonos. 
Maria da Graça Archer 
DGAI 
Responsável pela área de Analise e Recolha de Informação na Direcção Central de 
Investigação, Pesquisa e Análise de Informação do SEF. Nesta sede, para além da 
gestão diária, da área específica que coordeno, represento o SEF em sede de vários 
grupos de trabalho correlacionados com esta matéria e que trabalhem as temáticas 
da imigração. 
Maria de Fátima Silva 
SEF 
Desde Fevereiro de 2009, assegura o secretariado da Presidência 
da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Nesse âmbito, 
para além das tarefas que a função prevê, faz a gestão de todos os 
documentos que dão entrada no Gabinete da Presidência e 
providencia a sua pronta expedição, fazendo a sua pré selecção 
para submissão a despacho. Assegura igualmente o controlo do 
fluxo de chamadas telefónicas. 
Maria de Jesus Lucas 
ANSR 
Engenheira Civil em funções na Direcção Geral de Infra-estruturas do MAI, na 
Divisão de Obras, desde 2005, com função de coordenação e fiscalização de 
empreendimentos para a instalação das forças de segurança. 
Maria de Lurdes Conde 
DGIE
Desde o dia 1 de Junho de 2008 desempenho as funções de chefe de equipa de 
intervenção permanente nos Bombeiros Voluntários de Sátão. Facto único no 
distrito de Viseu. 
Maria Carvalho 
ANPC- EIP - Bombeiros Voluntários de Sátão 
Iniciei funções em 15 de Abril de 2001 como Secretária do Governo 
Civil do Distrito de Viseu, nomeada em comissão de serviço, com 
as competências próprias inerentes ao cargo constantes do art.º 
10.º Decreto-Lei n.º 252/92, de 19 de Novembro, bem como as 
legalmente estabelecidas para o dirigente intermédio de primeiro 
grau no estatuto do pessoal dirigente e as resultantes de 
delegações de competências efectuadas por parte do Governador 
Civil, designadamente de autorização de despesas, instrução e decisão de 
processos contra-ordenacionais, ajuramentações, licenciamentos e representação. 
Maria Amaral 
Governo Civil de Viseu 
Chefe de Divisão do Núcleo de Coordenação de Arquivo, Registo 
e Notificações da Unidade de Gestão de Contra-Ordenações, desde 
Agosto de 2007 à qual compete: Assegurar a gestão centralizada 
dos dados dos autos no respectivo sistema de gestão; Assegurar a 
gestão do arquivo documental dos processos de contra-ordenação; 
Promover a consulta dos processos por quem para tal tiver 
legitimidade; Emissão e controle das notificações iniciais; A emissão e controlo das 
notificações das decisões administrativas. 
Maria João Miranda 
ANSR 
Exerço, neste momento, as funções de Chefe do Gabinete de 
Apoio ao Governador Civil do Distrito de Viseu, com início a 27 de 
Novembro de 2009. Compete-me coordenar o gabinete de apoio 
ao Governador e acompanhar a execução das tarefas de carácter 
organizativo, técnico e protocolar, garantindo o cumprimento e a 
monitorização das decisões do Governador Civil. Tenho 
responsabilidades acrescidas em áreas como a Protecção Civil e 
Segurança Pública, bem como em dossiers específicos como o Contrato Local de 
Segurança, Núcleo de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica, Apoio a 
Empresas, entre outro 
Mónica Costa 
Governo Civil de Viseu 
Exerço as funções de Chefe do Núcleo de Organização e Recursos 
Humanos, na Autoridade Nacional de Protecção Civil desde 26 de 
Setembro de 2006. Sou responsável pela: - Gestão de pessoal e 
gestão de vencimentos; Formação dos trabalhadores da ANPC; - 
Avaliação de desempenho de dirigentes e trabalhadores; - Área da 
documentação e arquivo. 
Olga Morais 
ANPC 
Abril 2007 – Adjunta de Operações Nacional no Comando Nacional 
de Operações de Socorro, sendo as principais funções: - Coadjuvar 
o Comandante Operacional Nacional nas suas funções; - Prestar 
apoio técnico na componente do planeamento operacional e na 
gestão de ocorrências que mereçam um acompanhamento 
nacional; - Apoiar o funcionamento das células em que se organiza 
o Comando Nacional, nomeadamente na área das operações, planeamento, 
logística e sistemas de comunicações. 
Patrícia Gaspar 
ANPC 
Chefe do Núcleo de Riscos e Alerta da Autoridade Nacional de Protecção Civil 
desde 01-ABR-2007, com desempenho de actividades na área da prevenção de 
riscos naturais e tecnológicos, nomeadamente na coordenação de estudos para 
caracterização de riscos e ligação com entidades técnico-científicas para avaliação 
de riscos e vulnerabilidades e acompanhamento e monitorização de situações de 
risco. 
Patricia Pires 
ANPC 
Desempenho funções na Investigação Criminal, como Investigadora desde o dia 26 
de Fevereiro de 2002. 
Paula Rodrigues 
GNR 
Desde Abril de 2008 que desempenho funções de Adjunta de Comando da Base 
de Reserva do GIPS em Alcaria. 
Preciosa Machado 
GNR 
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Comandante da 11.ª Esquadra – Penha de França, do Comando 
Metropolitano de Lisboa, com início a 21 de Julho de 2009. 
Sónia Henriques 
PSP 
Desde o dia 10 de Setembro de 2009,que estou colocada no Núcleo de Doutrina 
e Formação Conjunta na Unidade Especial de Polícia, apesar de ser um Núcleo 
criado recentemente é uma área voltada para a formação. Está englobado na Área 
Operacional desta Unidade e tem como finalidade, a ligação e coordenação entre 
as cinco Subunidades Operacionais assim como Área de Apoio. Para mim é uma 
função nova diferente do que estava habituada, a qual abraço com todo o carinho 
e entusiasmo. 
Sílvia Lima 
PSP 
Assumi o cargo de Comandante, em regime de voluntariado, em 31 de Julho de 
2008. Passando a assumir a partir desta data a gestão operacional a todos os níveis 
do Corpo de Bombeiros. 
Sílvia Félix 
ANPC - Bombeiros de Nisa 
Responsável pela unidade funcional do Arquivo do Governo Civil 
do Porto, desde Setembro de 2005, integrando projectos 
específicos no âmbito da arquivística, liderados pela Secretaria- 
Geral do Ministério da Administração Interna. 
Sónia Gomes 
Governo Civil Porto 
Directora Nacional de Planeamento de Emergência de Abril de 
2007 a Dezembro de 2009; Directora Nacional de Bombeiros desde 
16 de Dezembro de 2009; Principais funções: Regular e fiscalizar a 
actividade dos corpos de bombeiros; Supervisionar a rede de infra-estruturas 
e equipamentos dos corpos de bombeiros; Desenvolver, 
implementar e manter os programas de Formação e treino 
operacional dos bombeiros; Promover a prevenção sanitária, 
higiene e segurança do pessoal dos corpos de bombeiros; Promover programas de 
incentivo e de participação das populações no voluntariado. 
Susana Silva 
ANPC 
Até 1MAR2010 – Chefe da Divisão de Prevenção Pública e Proximidade do 
Departamento de Operações da Direcção Nacional da PSP; A partir de 1MAR2010 
– Inspectora da Inspecção Nacional da PSP 
Virgínia Cruz 
PSP 
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MOTIVAÇÕES 
Desafio associado ao exercício de funções com alguma complexidade: conteúdo 
funcional equiparado a Director de Serviços, associado a uma forte componente 
jurídica inerente ao cargo de Secretário do Governo Civil, para o qual é exigida 
uma licenciatura em Direito; - Aquisição de conhecimentos e competências de 
carácter transversal num organismo multidisciplinar: O Governo Civil, como 
representante do governo na área do distrito. Lida com um conjunto diversificado 
de matérias, às quais tem que dar resposta não só como órgão de coordenação, 
como na aproximação ao cidadão para a resolução dos problemas que nos são 
colocados. 
Ana Coimbra 
Governo Civil do Porto 
Necessidade de mudança. 
Ana José Soares 
DGAI 
Gosto pela comunicação. 
Ana Paula Campos 
DGAI 
As motivações foram várias, mas a principal, foi pela missão que esta Unidade e 
Grupo de Intervenção de Ordem Pública têm, no que concerne ao 
restabelecimento da ordem pública. 
Ana Vaz 
GNR 
A profissão que exerço permite-me trabalhar numa base de estabilidade e num 
meio que tem conotação de não discriminação e de igualdade de oportunidades. 
Para além desta motivação, devo salientar que me tem sido possível manter uma 
distribuição relativamente equilibrada entre a família e a recompensa recolhida 
pelo desempenho profissional. 
Ana Santos 
DGIE 
Gosto de ajudar o próximo e de apoiar as pessoas mais vulneráveis e carentes aos 
mais variados níveis. Às vezes basta uma palavra de solidariedade e de 
compreensão para fazer toda a diferença. Sinto também, que as pessoas de uma 
maneira geral, confiam nos bombeiros e sentem que eles existem para ajudar. A 
profissão de bombeiro é uma das que merece mais confiança da parte das pessoas. 
Andreia Coelho 
ANPC- EIP- Bombeiros Voluntários de Constância 
A principal motivação teve a ver com o querer ajudar o cidadão… 
Carla Duarte 
PSP 
Apesar de ser uma área onde a problemática é quase sempre a mesma, a ajuda 
que dispomos para dar às vítimas, quando estas aceitam, leva a que as mesmas 
mudem e terminem um ciclo de vida marcado por agressões, tornando-se assim 
a nossa resposta muito importante para as vidas das vítimas. Podemos marcar a 
diferença. 
Catarina Maurício 
GNR 
No mercado de trabalho nem sempre se consegue actuar nas áreas desejadas, por 
isso, aqui reside a minha principal motivação, desenvolvo tarefas que estão 
relacionadas com as minhas aptidões e conhecimentos, levando ao maior 
rendimento e qualidade do trabalho apresentado. 
Celeste Silva 
Governo Civil de Coimbra 
As principais motivações, são o gosto pessoal pelo que faço, a dedicação e a 
adrenalina que sinto sempre que estou a tentar que tudo corra o melhor possível 
e dentro do prazo estabelecido, bem como ver o resultado do trabalho final. 
Cipriana Costa 
SG 
61
Começou, no já longínquo ano de 1991, como uma possibilidade profissional, 
desconhecendo na altura e em absoluto quais os conteúdos da profissão. Com o 
desempenho e com o alargar de conhecimentos, a motivação é “paixão”. O 
tempo e a experiência têm-me permitido descobrir inúmeras e interessantes faces 
das problemáticas associadas ao fenómeno migratório, a difícil mas desafiante 
tarefa da gestão de recursos e a sempre estimulante procura de novas perspectivas 
e soluções, sempre orientada pela rigorosa prossecução do interesse público. Esta 
profissão deixou de ser uma opção, uma vez que ela é, neste momento, uma 
fundamental parte da minha vida e indissociável de mim, enquanto pessoa. 
Cristina Gatões 
SEF 
No desempenho enquanto titular deste cargo de direcção intermédia antecipei a 
possibilidade concreta de integrar um organismo recentemente criado que teria a 
responsabilidade de implementar o novo modelo de gestão e avaliação de 
desempenho nos serviços do Ministério da Administração Interna. A atracção 
baseou-se na possibilidade de poder marcar a diferença na mudança de 
paradigma, nomeadamente a nível gestionário, que este modelo trouxe para uma 
administração pública que se quer produtiva e eficiente, onde os serviços tenham 
um papel pró-activo na definição de uma estratégia que os obrigará a acrescentar 
valor público no cumprimento das suas obrigações e competências. Paralelamente 
e em reforço, existia a vontade exercer funções numa área profissional temática 
diferente da que havia norteado, até então o meu percurso profissional (finanças 
e contabilidade pública e gestão de recursos humanos). 
Cristina Peixoto 
DGAI 
Ingresso nos quadros da Administração Pública, integração num grupo de pessoas, 
obter novos conhecimentos, criatividade, vencimento mensal, reconhecimento do 
desempenho, sensação de ser útil, ser ouvida e ter orgulho no próprio trabalho. 
Fernanda Caleço 
SG 
Entrei nestas áreas em 1996 por mero acaso na sequência de colocação noutro 
organismo. A procura de novos conhecimentos de realização pessoal e todo o 
apoio que me foi prestado e conhecimentos que me foram transmitidos, 
motivaram-me a desenvolver estas áreas. 
Fernanda Mendes 
DGAI 
Carreira aliciante; Realização profissional, contribuindo activamente para a 
segurança e interesse nacionais, para além de me proporcionar também uma 
vivência diferente no estrangeiro, contactando com realidades, pessoas e métodos 
de trabalho completamente distintos dos europeus. 
Guadalupe Pires 
SEF 
Direito sempre foi uma paixão para mim. O meu primeiro curso superior foi de 
História, mas o gosto por Direito levou-me, ao fim de dois anos, novamente à 
Universidade, de Direito de Lisboa. Deste curso aliciou-me a área de Direito 
Administrativo. Em Março de 2001 surgiu a oportunidade de trabalhar na DGIE (na 
altura GEPI) e de dar corpo ao gosto por Direito Administrativo, a possibilidade de 
colocar o meu saber e dedicação ao serviço do bem público, que no fundo somos 
todos nós. 
Helena Navalho 
DGIE 
A possibilidade de integrar o topo de uma equipa pluridisciplinar, que se encontra 
integrada no MAI, onde se exercem funções transversais a quase todas as áreas de 
actuação do Ministério, mas também onde é possível exercer todas as 
competências de direcção (gestão de recursos humanos, contratação pública, 
gestão financeira, e funções jurídicas que abarcam vários ramos do direito). Para 
este desafio foi decisivo ter concluído em 2005 o Curso de Auditores de Defesa 
Nacional, do IDN. Trata-se da sequência natural de quem exerceu durante 9 anos 
funções de jurista da Câmara Municipal de Coimbra, e 10 anos como a única 
consultora jurídica do ex. IPPAR, Coimbra, e mais recentemente, Direcção Regional 
de Cultura do Centro, tendo efectuado toda a tramitação jurídico funcional da 
fusão dos serviços regionais do MC, incluindo Castelo Branco, na sequência do 
PRACE. 
Helena Marques 
Governo Civil de Coimbra 
Possibilidade de enriquecimento dos conhecimentos na área do direito 
administrativo e do direito disciplinar; conhecimento da actividade policial, na 
perspectiva organizacional e prática do exercício da função. 
Luísa Carrajola 
IGAI 
62
Iniciei a minha carreira em 1994, altura em que ingressei como cadete no Corpo 
de Bombeiros Municipais de Coruche. No primeiro dia que enverguei a farda, tive 
o pensamento “isto é um sonho tornado realidade”, pois existiu a oportunidade 
de, numa vertente de voluntariado, actuar em prol da sociedade que encarava 
esta profissão como essencialmente masculina, tornando-se de imediato um 
desafio. Ao ser nomeada para as actuais funções, fruto da experiência dos 14 anos 
como bombeira, senti que este seria o maior desafio que poderia ter. O facto de 
estar numa posição que me permite ter uma perspectiva totalmente diferente (a 
do comando, coordenação e controlo) daquela que tinha tido até aqui, é sem 
dúvida uma mais-valia indescritível. Fascina-me acima de tudo, o poder dizer que 
em cada dia existe um desafio diferente e, cada desafio exige uma dedicação 
diferente, obrigando a uma constante adaptação para o desempenho de funções. 
Lurdes Fonseca 
ANPC 
A principal motivação que tenho para esta profissão surge no âmbito da minha 
vocação como Bombeira Voluntária. Sou Bombeira Voluntária desde 2000 e foi 
neste seio que descobri que tinha competência e capacidade para exercer as 
funções que exerço actualmente. A opção por esta profissão foi uma circunstância 
rara de associar a minha verdadeira vocação com a oportunidade de evoluir 
profissionalmente numa área que me dá prazer exercer. 
Lurdes Piçarreira 
ANPC- Força Especial de Bombeiros 
Antes de ingressar no SEF trabalhei vários anos numa ONG, o que incutiu em mim 
o gosto pelo contacto com outras culturas e o contacto com cidadãos do Mundo. 
Maria Gois 
SEF 
Interesse pelo exercício e pelo cumprimento da missão do SERVIÇO PÚBLICO. 
Gosto pela área da Comunicação e das Relações Públicas 
Maria Almeida 
SG 
A circunstância do meu ingresso na área eleitoral foi meramente casual, o que 
não impediu que ao longo dos anos fosse desenvolvendo um crescente interesse 
e verdadeira paixão pelas matérias abrangidas por esta área, razão pela qual 
termino na área eleitoral da DGAI a minha carreira profissional. 
Maria da Graça Archer 
DGAI 
Quando concorri ao SEF em 1989 para o 1º curso da Carreira de Investigação e 
Fiscalização desconhecia por completo as funções que iria desempenhar. Contudo, 
rapidamente me identifiquei com o que era pretendido em termos de exigências 
de uma carreira policial e de segurança nacional. Devo admitir que o forte 
sentimento de grupo ou corpo que sempre senti existir nos colegas com quem 
exerci funções desde os primeiros momentos, foi preponderante na aquisição deste 
sentimento de pertença que ainda hoje perdura. 
Maria de Fátima Silva 
SEF 
Em primeiro lugar não posso deixar de salientar a segurança que o trabalho na 
administração pública dá. Gosto especialmente desta tarefa porquanto a mesma 
contém alguma possibilidade de tomada decisões e gestão com autonomia do 
seu trabalho, pautada pelo elevado sentido de responsabilidade que essa 
autonomia prevê. 
Maria de Jesus Lucas 
ANSR 
Embora possa parecer paradoxal, a minha formação iniciou-se com o curso de 
formação feminina, nos anos 60’, não sendo nessa altura muito vulgar as raparigas 
optarem por um curso técnico da área das engenharias. Foi pelo facto de gostar 
de fazer cálculos, e de desenhar, que me "atrevi" a ser engenheira civil, o que 
me permitiu alcançar uma realização profissional. 
Maria de Lurdes Conde 
DGIE 
As principais motivações que me levaram a optar por esta profissão são em 
primeiro lugar o facto de desde 1989 ser bombeira voluntária, e tendo surgido 
esta oportunidade, optei por concorrer e fazer deste hobby profissão. 
Maria Carvalho 
ANPC- EIP - Bombeiros Voluntários de Sátão 
A abrangência das temáticas e áreas que este cargo implica, uma vez que um 
Secretário do Governo Civil tem competências nas diversas problemáticas que um 
serviço público abarca, designadamente gestão dos recursos (humanos, materiais 
e financeiros), bem como a generalidade de assuntos tratados por um organismo 
periférico cujo dirigente máximo é representante do Governo, numa área 
geográfica que cobre um distrito com 24 concelhos, foi um dos principais motivos, 
após ter trabalhado em diversos serviços públicos de competência específica em 
determinados sectores, que me levou a optar por este cargo. 
Maria Amaral 
Governo Civil de Viseu 
63
Desafio de um novo projeto e integrar a equipa motivada para fazer crescer uma 
jovem entidade administrativa que é a ANSR. 
Maria João Miranda 
ANSR 
Ao longo dos últimos quatro anos e meio, integrei a equipa de apoio aos anteriores 
Governadores, embora em funções diferentes das que exerço actualmente. A 
experiência foi muito gratificante e, portanto, não hesitei em abraçar de novo o 
projecto e aceitar o convite. O Governador Civil é percepcionado como o Provedor 
do Cidadão. Não raras vezes o cidadão procura-nos em situação de desespero, 
quando aparentemente, todas as outras portas se antevêem fechadas. É 
estimulante sentirmos que temos a possibilidade de diligenciar de forma a 
encontrar soluções para os problemas e anseios do cidadão. Muitas vezes as 
respostas existem, são efectivas, e a simples mediação entre serviços permite abrir 
portas. A alegoria da ponte entre o cidadão e as estruturas públicas, embora a 
meu ver redutora, espelha um dos desígnios do Governador Civil que acaba, 
muitas vezes, por ser gratificante para toda a equipa, pese embora, atendendo à 
limitação de competências, nos sintamos, por vezes, impotentes face aos 
problemas apresentados. É uma aprendizagem constante. Julgo que quase 
alucinante. São desafios diários, sem rotinas, ao contrário do que possa parecer. 
Mónica Costa 
Governo Civil de Viseu 
A principal motivação que me levou a aceitar este cargo foi sem dúvida o desafio 
que iria encontrar. Assumi o cargo numa altura em que começaram as grandes 
alterações legislativas em termos de política de recursos humanos na 
Administração Pública, como foi o caso do PRACE. Houve necessidade de as 
implementar na ANPC com todas as consequências que daí resultaram. 
Olga Morais 
ANPC 
Na realidade não foi uma opção. Foi uma oportunidade que surgiu numa fase em 
que precisava de reorientar a vida profissional. Quando ingressei nos quadros do 
ex-SNPC nem sabia bem o que era a Protecção Civil. Com o passar do tempo 
aprende-se o que é, começa-se a gostar e transforma-se num desafio diário e 
permanente. 
Patrícia Gaspar 
ANPC 
A interdisciplinaridade dos domínios de acção que coexistem no âmbito da 
Protecção Civil, que vão desde a realização de estudos técnico-científicos à 
organização da cadeia de comando e operações logísticas em teatros de operações 
em cenários de acidentes grave e calamidade. 
Patricia Pires 
ANPC 
É aliciante trabalhar na Investigação criminal, em virtude de se lidar com diversas 
situações e criminalidade onde temos que dar vários passos até chegar a quem 
praticou o crime. 
Paula Rodrigues 
GNR 
Desde sempre o fascínio pela disciplina da postura militar. O espírito de corpo e 
camaradagem, Sendo uma profissão na sua essência ainda “masculina”, o grande 
desafio de desenvolver uma carreira militar; O gosto pela farda e pelo que ela 
representa; A possibilidade de poder ajudar o próximo; 
Preciosa Machado 
GNR 
Progressão na carreira profissional; Auto-realização pessoal; Profissão aliciante e 
diversificada; Através do nosso trabalho contribuir para uma sociedade melhor. 
Sónia Henriques 
PSP 
Principais motivações, em 1988 pareceu-me a melhor opção, era uma profissão 
diferente, não havia muitas mulheres no ramo. Em 1991 entrei para o Curso de 
Segurança Pessoal, onde permaneci 18 anos, foi muito gratificante tanto 
profissional como pessoalmente. Agora numa área totalmente diferente continuo 
empenhada no bom desempenho da missão . 
Sílvia Lima 
PSP 
As principais motivações que me levam a desempenhar estas funções em regime 
de voluntariado são a possibilidade de poder prestar todo o apoio possível à causa 
dos Bombeiros Portugueses, desenvolvendo uma actividade de socorro e prestação 
de serviços às populações que servimos, factores que considero gratificantes de 
minha formação enquanto ser humano. 
Sílvia Félix 
ANPC - Bombeiros de Nisa 
64
A circunstância de me encontrar a desempenhar estas funções foi por mero acaso, 
aconteceu de forma inesperada. A principal motivação, não se prende com o facto 
de eu pertencer ao género masculino ou ao género feminino, o segredo está em 
poder desenvolver a minha actividade profissional, numa área em que me sinto 
particularmente motivada e em que as rotinas são caracterizadas pelos constantes 
desafios. Outro dos aspectos que considero essencial é o facto de ao longo da 
minha vida profissional ter tido o privilégio de trabalhar com pessoas com elevada 
qualidade técnica e humana, que permitem que o trabalho em equipa se torne 
mais aliciante e um constante desafio. 
Susana Silva 
ANPC 
Interesse na gestão documental institucional e sistemas de arquivo; Desafios 
impostos pelas novas tecnologias; Fascínio pela descoberta que os documentos 
mais antigos proporcionam; Capacidade de ajudar na obtenção de informação e 
consequente satisfação do cidadão. 
Sónia Gomes 
Governo Civil do Porto 
Há mais de duas décadas atrás, com a Escola Superior de Polícia no início da sua 
actividade (O 1º Curso de Formação de Oficiais teve lugar em 1994), constituía um 
grande desafio para qualquer jovem (em especial, uma mulher), concorrer e 
frequentar o Curso. Complementarmente, a formação de base universitária 
possibilitava uma diversidade de matérias e que tornava o Curso muito atraente e 
diferente dos demais. Também a possibilidade de desempenhar um leque 
diversificado de funções numa instituição que estava em fase de grande mutação, 
aliado à estabilidade que a mesma proporcionava pesaram na decisão. 
Virgínia Cruz 
PSP 
65
SER MULHER NA ADMINISTRAÇÃO INTERNA 
Multidisciplinaridade; Método de trabalho; Sensibilidade 
Ana Coimbra 
Governo Civil do Porto 
Maior cordialidade pelo facto de ser mulher. 
Ana José Soares 
Pela sensibilidade, voz mais suave. 
Ana Paula Campos 
Como profissional feminina, considero que é uma mais-valia a capacidade de 
gestão de situações de desempenho de multitarefas, tão frequente no dia-a-dia 
dos profissionais actuais. Em termos de gestão de recursos humanos, a 
sensibilidade feminina e o bom senso constituem factores determinantes para o 
sucesso de uma equipa. 
Ana Santos 
DGIE 
Acho que é importante, para todas as mulheres, verificarem que na sociedade 
actual a mulher tem cada vez mais a capacidade de realizar as mesmas tarefas que 
o homem e que a diferença homem/mulher deverá ser apenas fisiológica. Penso 
que a única mais valia é demonstrar exactamente este aspecto. 
Andreia Coelho 
ANPC- EIP- Bombeiros Voluntários de Constância 
Sinto que consigo entender com maior facilidade os problemas e inseguranças do 
cidadão, bem como aconselhá-los melhor, passando-se o mesmo com os 
elementos policiais, tendo sido útil para detectar e encaminhar situações críticas. 
Carla Duarte 
PSP 
Trabalhar nesta área sendo mulher, deixa as vítimas mulheres mais à vontade, a 
criação de empatia entre as duas pode ser mais rápida, tornando assim a recolha 
de informação da nossa parte, para ajudar as mesmas, mais acertada. Quando as 
vítimas são crianças ou idosos passa-se exactamente o mesmo, a facilidade com 
que se cria uma aproximação é mais rápida. Relativamente às vítimas do sexo 
masculino, o facto de ser mulher, também sempre me ajudou, a facilitar um 
contacto com os mesmos, nunca eu tendo denotado nenhum constrangimento da 
parte dos mesmos. 
Catarina Maurício 
GNR 
Realização pessoal, não ser necessário abdicar da vida familiar em prol da minha 
profissão. 
Celeste Silva 
Governo Civil de Coimbra 
O facto de aprender variadíssimas coisas e os termos técnicos, usados pelas 
diversas profissões com que tenho que colaborar para satisfazer as solicitações o 
melhor possível. Quando são solicitadas mudanças, como qualquer mulher que 
se preza ser um pouco teimosa e até mesmo “chata”, mudo muitas vezes de 
opinião e de ideia, até conseguir que as coisas fiquem como pretendo, mas a 
equipa de pessoas que trabalha comigo nas mudanças são pessoas impecáveis e 
que estão sempre prontas a ajudarem-me e a colaborarem. 
Cipriana Costa 
SG 
O facto de ser mulher é uma mais-valia! Ser mulher nesta profissão é uma mais-valia 
acrescida! A sensibilidade, a capacidade de decisão, a determinação, o rigor, 
a isenção, a capacidade de gerir situações de tensão, a capacidade de trabalhar 
bem várias situações em simultâneo, a gestão de conflitos, o gosto pelo 
planeamento e, naturalmente que não podemos negar a emotividade… Estas 
características, não sendo exclusivas das mulheres, são, na sua maioria, 
determinantes na conduta e desempenho profissional das mulheres. Todos os dias, 
no desempenho profissional, sou confrontada com situações em que estas “mais-valias” 
são determinantes para a acção. 
Cristina Gatões 
SEF 
66
Considero que a competência, independentemente do género, constitui a mais-valia 
fundamental para o desempenho de qualquer profissão. No caso concreto de 
ser mulher acrescerá uma sensibilidade reforçada no que respeita à vertente social 
dos problemas, uma maior capacidade de comunicação e de empatia no terreno 
e na gestão de conflitos. 
Cristina Peixoto 
DGAI 
Independência no rendimento mensal; Realização profissional; Igualdade de 
oportunidades; Capacidade de Organização e dinamismo, pelo facto de ser mulher 
e estar habituada a desenvolverem várias actividades ao mesmo tempo. 
Fernanda Caleço 
SG 
Não considero que o facto de ser mulher seja uma mais-valia para a profissão, mas 
também nunca me senti discriminada. 
Fernanda Mendes 
DGAI 
Globalmente não existem vantagens ou desvantagens em ser mulher mas no 
contexto actual em que me encontro (o africano) é um grande desafio exercer 
estas funções uma vez que continuam, tradicionalmente, a ser desempenhadas 
por homens. No entanto, na recolha de informação, a mulher tem a vantagem de 
ser considerada mais ingénua e mais frágil do que o homem, o que se revela uma 
mais valia. 
Guadalupe Pires 
SEF 
Regra geral a mulher, talvez dada a dádiva simples e natural de poder gerar e dar 
vida, é por natureza mais sensata, tantas vezes mais consensual, prática, 
determinada e paciente. Acho que comungo um pouco dessa regra geral que me 
permite aceder ao bom senso que muitas vezes me habilita a gerir situações 
urgentes, complicadas e complexas e, às vezes, até conflituosas, em que em 
grande parte delas consigo obter a colaboração e o reconhecimento de colegas. 
Helena Navalho 
DGIE 
A capacidade de gerar consensos, de promover o diálogo, mas tomar decisões 
firmes e sem hesitações, sempre que necessário. Assumir, as responsabilidades em 
quaisquer circunstâncias. A capacidade de bem interpretar, mesmo antecipando, 
as questões mais importantes. Ser capaz de fazer, bem, várias coisas ao mesmo 
tempo. A equidade e o bom senso. 
Helena Marques 
Governo Civil de Coimbra 
Nenhumas. 
Luísa Carrajola 
IGAI 
No mundo que era praticamente só reservado aos homens, o facto de ser mulher 
veio trazer para o meio uma apreciação global diferente, permitindo uma visão 
mais sensitiva e emocional. Por outro lado, pelo facto de desempenhar a minha 
função num meio essencialmente masculino, permite encorajar outras mulheres a 
escolherem a profissão na área dos bombeiros e protecção civil, no sentido em 
que o socorro à população atinja também o necessário sexo feminino. 
Lurdes Fonseca 
ANPC 
A mais-valia que encontro no desempenho da minha profissão refere-se 
concretamente nas tarefas de manutenção que por vezes temos de assegurar, 
estas acções por vezes têm de ser específicas e perfeitas. Em algumas destas 
tarefas os homens não são muito bons a executá-las e é nestas alturas em que 
uma mulher tem de intervir dando algumas sugestões e indicações. O respeito 
que os meus colegas têm por eu ser mulher leva-os a respeitar e a aceitar as 
minhas sugestões e no final atingimos sempre o sucesso. 
Lurdes Piçarreira 
ANPC- Força Especial de Bombeiros 
Existem muitas, desde todas as mais-valias operacionais, até todas as características 
intrínsecas que uma mulher consegue acrescentar num departamento policial. 
Sensibilidade, sensatez, bom senso. 
Maria Gois 
SEF 
67
Até hoje não encontrei mais-valias. O facto de ser mulher não me trouxe prejuízos 
nem privilégios no exercício das minhas funções enquanto trabalhadora da AP. 
Maria Almeida 
SG 
O facto de ser mulher não me parece ter sido, por si só, uma mais-valia ao longo 
da minha vida profissional. Admito no entanto que, tendo ingressado na 
Administração Pública numa época em que os seus funcionários eram 
maioritariamente do sexo masculino, tenha sido para mim um desafio quer no 
exercício das funções de técnica superior quer na assunção de cargos dirigentes ao 
longo do tempo. Um outro aspecto que pode ter constituído uma mais-valia, reside 
no facto de os meus colaboradores terem passado a ser maioritariamente 
mulheres, o que pode eventualmente ter contribuído para um ambiente de 
trabalho mais igualitário e consequentemente mais motivador, sendo certo que, 
pessoalmente, raramente senti qualquer atitude discriminatória por ser mulher. 
Talvez ao nível da cooperação eleitoral, a circunstância de ser mulher e 
essencialmente “mais velha” terá sido um factor gerador de confiança, maior 
credibilidade e respeito, tendo mesmo atingido o estatuto de “Mulher Grande” e 
“Mãe”. 
Maria da Graça Archer 
DGAI 
Creio que a principal “mais valia” que decorre é o contribuir com uma 
perspectiva/visão, por vezes diferente, quer na realização de tarefas quer na 
concretização de objectivos inclusos nas competências na área onde exerço 
funções. Contudo, chamar-lhe mais-valia é talvez um pouco abusivo. Ao longo da 
vida tenho aprendido que as mais-valias que adquirimos têm sobretudo a ver com 
vivências passadas e não com características intrínsecas. 
Maria de Fátima Silva 
SEF 
O desempenho desta tarefa comporta a necessidade de muitas vezes ter de fazer 
muita coisa em simultâneo, o que considera ser mais fácil para as mulheres, uma 
vez que estão habituadas à organização, gestão e conciliação da sua vida familiar 
com a sua vida profissional. 
Maria de Jesus Lucas 
ANSR 
Considero que o bom senso e a capacidade para encontrar soluções de consenso, 
são características, mais acentuadas pelo facto de ser mulher, e que têm sido 
relevantes no desenvolvimento da minha profissão, quer nos aspectos técnicos 
como nos aspectos de relações interpessoais a que dou muita importância. 
Maria de Lurdes Conde 
DGIE 
Sinto que o facto de ser mulher e chefe de quatro homens faz com que exista no 
meu grupo um maior respeito pela minha pessoa, um maior cuidado no que diz 
respeito à forma de agir e mesmo na linguagem usada. 
Maria Carvalho 
ANPC- EIP - Bombeiros Voluntários de Sátão 
Considero que há três mais-valias importantes: Abordagem de algumas 
problemáticas sociais com uma sensibilidade menos racional, como violência, 
igualdade de géneros, conflito de gerações, minorias, por exemplo. Apetência 
para áreas específicas, tal como protocolos, recepções, actos de representação. 
Capacidade de trabalho organizado, priorizado e em quantidade. 
Maria Amaral 
Governo Civil de Viseu 
O facto de ser mulher na minha opinião não constitui uma mais-valia, mas sim as 
competências, motivação e capacidade de abarcar uma multiplicidade de tarefas, 
sem descurar a qualidade e a eficácia na execução das mesmas. 
Maria João Miranda 
ANSR 
Não sou uma adepta e muito menos fundamentalista da “guerra dos sexos”. Julgo 
que o homem e a mulher se complementam. A todos os níveis, entenda-se. E 
quanto às diferenças, são de salutar. Contudo, atendendo à minha experiência 
profissional e familiar, comprovada ao que parece por estudos científicos, 
considero que a mulher terá uma maior capacidade de conciliação de tarefas, uma 
maior apetência para a gestão de problemas e uma visível capacidade para 
priorizar assuntos, o que facilita muito o trabalho de uma equipa. Somos boas 
ouvintes. Não desistimos facilmente. A firmeza e a determinação, distintas da 
teimosia, integram fortemente a composição do DNA feminino. Somos, em 
síntese, estóicas corredoras de fundo. 
Mónica Costa 
Governo Civil de Viseu 
68
Talvez o facto de ser mulher aliada a alguma sensibilidade tenha contribuído para 
uma maior abertura no contacto com os (as) trabalhadores (as). O diálogo é mais 
fácil e a resolução de alguns problemas é notória. 
Olga Morais 
ANPC 
Não consigo perspectivar esta profissão do ponto de vista do género. Julgo que as 
mais-valias para o desempenho destas funções prendem-se sobretudo com o 
empenho, a dedicação, o profissionalismo e até talvez com a vocação. 
Definitivamente não é uma questão de género. 
Patrícia Gaspar 
ANPC 
Boa capacidade de relacionamento interpessoal, mas creio que as mais-valias 
associadas ao desempenho das diversas actividades profissionais assentam acima 
de tudo nas capacidades individuais, e não nas capacidades associadas ao género 
feminino ou masculino. 
Patricia Pires 
ANPC 
Somos tratados de igual forma, não existem mais-valias pelo facto de ser mulher. 
Paula Rodrigues 
GNR 
A profissão em si e para um bom desempenho em todas as suas vertentes exige 
conhecimentos técnicos que são comuns a todos os militares, independentemente 
do factor género. Contudo, e como tudo o que se faz na vida, o nosso cunho 
pessoal faz a diferença. Nesta profissão o factor “mulher”imprime mais 
sensibilidade a situações e circunstâncias que por si só são complicadas e duras, o 
que na generalidade se traduz num apoio eficaz. 
Preciosa Machado 
GNR 
Uma maior sensibilidade e facilidade para abordar e tratar algumas 
questões/ocorrências; - Maior compreensão dos problemas e dificuldades do 
efectivo que permite uma melhor gestão do pessoal e resolução deste tipo de 
situações. 
Sónia Henriques 
PSP 
Não posso dizer que encontro mais-valias , só pelo facto de ser mulher, somos 
tratadas de igual forma. 
Sílvia Lima 
PSP 
Embora a prestação e o desempenho da actividade a nível técnico operacional 
devam ser indistintos pelo sexo que os desempenham, a abordagem que procuro 
fazer enquanto mulher das pessoas e situações, tenderá a ser feita de uma forma 
menos agressiva procurando trata-las de forma o mais humana possível, factor 
que considero característicos das mulheres. 
Sílvia Félix 
ANPC - Bombeiros de Nisa 
Penso que as mulheres conseguem melhor rentabilizar o trabalho em equipa, uma 
vez que conseguem ouvir, avaliar e adaptar as orientações estratégicas, à evolução 
dos projectos de forma objectiva. Por último penso que as mulheres, de uma 
maneira geral, conseguem de forma bastante ágil desenvolver diversas tarefas em 
simultâneo, o que no actual mercado de trabalho, constitui sem dúvida, uma mais-valia. 
Susana Silva 
ANPC 
Sensibilidade na análise e resolução de diversas situações. 
Sónia Gomes 
Governo Civil do Porto 
Desempenho diariamente as missões que me são confiadas tendo em conta as 
especificações inerentes às mesmas e não pensando que se poderão tratar de 
missões mais ou menos “femininas”. 
Virgínia Cruz 
PSP 
69
MOMENTOS PARA RECORDAR 
Reconhecimento a nível nacional pelo MAI (através da distribuição pelas forças de 
segurança e demais Governos Civis), da interpretação jurídica vertida num parecer 
emitido no exercício das minhas funções no Governo Civil do Porto 
Ana Coimbra 
Governo Civil do Porto 
Comecei a minha carreira de telefonista num hospital, dando informações do 
estado dos doentes pelo telefone aos familiares. Foi muito gratificante para mim 
ajudar aquelas pessoas muito exaustas, dando-lhes algum conforto de palavras, 
carinho, tentando minimizar o seu sofrimento através das boas notícias. 
Ana Paula Campos 
DGAI 
A convivência com a população, o conhecimento de novas culturas. 
Ana Vaz 
GNR 
Em determinado ano, ao ver entregue na AR o Orçamento de Estado tive 
consciência da valia do desempenho da missão que me tinha sido confiada. Tinha 
sido efectivamente difícil a preparação do contributo do serviço que então 
integrava, para a realização do qual tinha trabalhado a equipa que então 
coordenava. Trabalhava-se num contexto de grande instabilidade, em que todos 
levaram ao limite o seu esforço para a prossecução da atribuição que nos unia. 
Ana Santos 
DGIE 
Na minha perspectiva todos os momentos são inspiradores e gratificantes, saliento 
principalmente a coragem, que muitas vítimas e doentes têm, que são uma 
verdadeira fonte de inspiração para todos nós e nos ajudam a apoiar e a socorrer 
ainda com mais alento e determinação. 
Andreia Coelho 
ANPC- EIP- Bombeiros Voluntários de Constância 
Passou-se numa passagem de ano quando não paravam de “cair” chamadas por 
excesso de ruído que provinha de um Bairro, considerado como Zona Urbana 
Sensível, sendo que os moradores faziam a festa na rua com a música em volume 
consideravelmente alto, perturbando os moradores vizinhos, externos ao Bairro. 
Foram feitas algumas tentativas pelos elementos do Carro Patrulha para fazerem 
cessar o ruído (durante 1 dia e 1 noite), dando ordens para que os mesmos 
desligassem o aparelho, o que só acontecia no momento, enquanto os elementos 
ali permaneciam. Já no segundo dia de chamadas consecutivas, desloquei-me ao 
local, e deparando-me com a situação, expliquei aos moradores que compreendia 
que eles gostassem de ouvir música, e festejar daquela forma, contudo os restantes 
vizinhos não eram obrigados a partilhar da mesma opinião, solicitando-lhes que 
baixassem o volume, o que veio a acontecer, sem retrocesso, e não voltaram a 
existir mais chamadas. A situação podia ter terminado com uma desordem, devido 
à desobediência às ordens, especialmente porque já era um local de bastante 
conflito entre moradores e PSP. 
Carla Duarte 
PSP 
Em certa altura foi recebido uma denúncia anónima, onde era relatado que uma 
senhora de nacionalidade brasileira, estaria retida em casa do companheiro, cidadão 
português, de onde ele não permitia que ela saísse, fornecendo apenas o n.º de 
telefone fixo. Encetadas diversas diligências, no sentido de apurar a morada referente 
àquele n.º de telefone, e com apoio e orientações do meu Comandante e Chefe da 
SIC, à tardinha desloquei-me até à referida residência, acompanhada de um outro 
militar do núcleo, verificando que a referida senhora estava lá, com as malas feitas, 
prontas para sair de casa, tendo a mesma solicitado ajuda para tal. De volta às nossas 
instalações, trouxemos a senhora e as malas dela, onde tinha um bilhete de avião 
escondido numa perna de um par de calças. Para além do Auto de Noticia da 
situação, foi providenciado uma casa para a mesma pernoitar, conseguiu-se a 
mudança da data do bilhete de avião para o dia seguinte, colocando a hipótese dos 
militares irem com a mesma para o aeroporto e lá ficarem até ela embarcar. Tudo 
funcionou, todas as entidades funcionaram no apoio a esta vítima, fazendo-me sentir 
extremamente orgulhosa de integrar uma equipa NMUME, actualmente NIAVE. 
Catarina Maurício 
GNR 
70
Dar formação sobre o novo Regime de recenseamento eleitoral, a Lei n.º 47/2008 
de 27 de Agosto, a todas as Autarquias do Distrito de Coimbra. Foi um desafio 
muito gratificante, pois, apesar do limite de tempo e de não se inserir nas minhas 
funções, demonstrou que tinha que estar preparada para dar resposta a qualquer 
tipo de solicitações. 
Celeste Silva 
Governo Civil de Coimbra 
Um dos momentos mais inspirador, foi quando houve a necessidade da primeira 
mudança dos Gabinetes do MAI, para o Edifício das Finanças, situado na Ala 
Oriental, houve a necessidade de se fazer várias obras de construção civil e outras, 
nas instalações que estavam degradadas e que era necessário ficarem 
minimamente confortáveis para receber os Gabinetes que se iriam lá instalar. 
Desde pinturas de tetos, paredes e portas, reparação e afagamento de chão, 
montagem de estores, instalação eléctrica, instalação de rede informática, 
instalação para TV e telefones, canalização, ar condicionado, passadeira da 
escadaria, reparação de elevador, montagem de código de acesso na porta com 
acesso ao elevador do M. F., mudanças de mobiliário de um lado para o outro, 
aquisição e montagem de novo mobiliário, limpeza de todas as instalações, 
etc…Gratificante foi terem-me solicitado e confiado em mim, para acompanhar e 
supervisionar todas as tarefas necessárias, mesmo tendo que abdicar de estar com 
a família alguns Sábados, empenhei-me e dediquei-me sempre o melhor que pude 
e que sabia. Foi também, o reconhecimento e o carinho de todos os meus 
superiores e de todos os intervenientes que fizeram parte desta equipa, para que 
no final o resultado obtido por todos, fosse o melhor possível. 
Cipriana Costa 
SG 
Todos aqueles em que generosamente a competência é reconhecida pelos meus 
superiores hierárquicos e por todos aqueles com quem tenho tido o privilégio de 
trabalhar. Todos aqueles em que sou convidada e desafiada pelos superiores 
hierárquicos para integrar equipas com o objectivo de desenvolver projectos que 
permitam ao SEF apresentar soluções inovadoras no âmbito das missões que nos 
estão definidas. Todos aqueles em que possa ter contribuído para o 
reconhecimento do SEF como serviço de excelência. Todos aqueles em que a minha 
família generosamente manifesta o profundo orgulho e respeito que tem pelo 
meu desempenho profissional. 
Cristina Gatões 
SEF 
Não posso, nem quero, dar relevância a um único momento já que, ao longo da 
minha carreira, tive a felicidade e o privilégio de poder acompanhar uma série de 
projectos que reforçaram a positividade que tento associar quer à minha vida 
profissional, quer à pessoal. Saliento apenas que os relacionamentos amigáveis 
entre os colegas de trabalho são, provavelmente, os impulsionadores de todos os 
instantes em que me sinto deveras satisfeita pelo desempenho das minhas 
funções. 
Cristina Peixoto 
DGAI 
Após ter tido um primogénito, nado-morto, o Serviço ajudou-me a ultrapassar 
melhor a situação, fiquei bastante mal e tinha que me apresentar ao serviço, ao 
final de 1 mês. O meu superior hierárquico, conversou comigo e deu-me o tempo 
necessário para me recompor, não aceitando o atestado médico e justificando a 
minha ausência. 
Fernanda Caleço 
SG 
Reconhecimento do meu desempenho por parte do superior hierárquico. 
Fernanda Mendes 
DGAI 
“Salvamento” da excisão de duas crianças da etnia fula na Guiné-Bissau. 
Guadalupe Pires 
SEF 
Vi um momento especialmente inspirador e gratificante para mim num 
procedimento de concurso público para aquisição de coldres, em que participei na 
elaboração das peças do concurso, como membro do júri do mesmo, na 
elaboração do respectivo contrato. E este procedimento foi objecto de uma acção 
contenciosa com a instauração de uma providência cautelar, para as quais contribui 
com o saber e experiência acumulados neste procedimento. Foi inspirador e 
gratificante, porque vi premiado o meu esforço, dedicação e empenho e que de 
algum modo foram reconhecidos imparcialmente pela justiça dita séria. Outro 
momento a referir é que num procedimento recém publicitado, aquisição de 
coletes de protecção balística para as forças de segurança, contemplou-se a 
diferença na igualdade: foram incluídas placas anti-trauma para elementos 
femininos pela primeira. 
Helena Navalho 
DGIE 
71
Após ter implementado um sistema de reuniões bimensais com todos 
trabalhadores, para lhes dar a conhecer o modo como a gestão está a ser 
efectuada, e obter os seus contributos, nas mais diversas áreas (QUAR, SIADAP, 
metodologias de tratamento processual, atendimento, alteração de horário de 
trabalho, etc.) obter, de todos, o maior reconhecimento, que teve várias formas de 
se manifestar, desde um trabalhador que referiu ter voltado a sentir que era 
importante para a organização, até à confecção e oferta de arroz doce, por 
saberem ser um dos doces que os meus filhos mais gostam. 
Helena Marques 
Governo Civil de Coimbra 
Elogio/reconhecimento, por parte dos mandatários dos arguidos, no âmbito de 
dois processos de natureza disciplinar, sobre a seriedade e ponderação 
evidenciadas na instrução dos processos. As críticas e censuras são, porém, 
recorrentes, daí que se tenha registado, com agrado, o reconhecimento 
manifestado. 
Luísa Carrajola 
IGAI 
Uma das tarefas que me está atribuída é no âmbito da sensibilização em 
estabelecimentos de ensino e população em geral. Uma das acções realizadas, 
subordinada ao tema “Risco Sísmico – Medidas de Autoprotecção” foi num Centro 
de Recuperação Infantil, cujo público-alvo tem limitações psíquicas e motoras. Esta 
acção foi particularmente gratificante pelo facto de como estas crianças viram um 
“mulher fardada” e do entusiasmo com que assistiram, da forma como colocaram 
as dúvidas, e também do que é que eu fazia no dia-a-dia. No final da acção 
encheram-me de beijos e abraços, momento que jamais esquecerei. 
Lurdes Fonseca 
ANPC 
Ao longo da minha função como Bombeira da Força Especial de Bombeiros tenho 
tido vários momentos inspiradores e gratificantes associados à nossa intervenção 
no combate a incêndios Florestais. De uma forma geral todos estes momentos 
estão associados a situações em que existem habitações ameaçadas pelo incêndio. 
Em todas as situações deste género em que estive envolvida temos tido sempre 
sucesso, é nesta altura que me sinto extremamente realizada e grata por ter um 
trabalho que me dá a oportunidade directa de fazer algo por alguém. 
Lurdes Piçarreira 
ANPC- Força Especial de Bombeiros 
Foram muitos os momentos gratificantes, pelo que estaria a ser injusta ao destacar 
apenas um. Mas todos passam por uma mistura de sensação de dever público 
cumprido, com a sensação de ter feito a diferença na melhoria da vida de um 
cidadão estrangeiro, que porventura tenha sido vítima de um crime. A sensação 
de Justiça e de que o País que o acolhe se preocupa com a sua segurança é 
também para o cidadão estrangeiro uma vertente muito importante na sua 
integração em Portugal. 
Maria Gois 
SEF 
A colaboração prestada ao nível da pesquisa e elaboração de informação de 
suporte em dois momentos de grande relevância para a AP e para os cidadãos: a 
Expo 98 e a introdução da moeda única em Portugal na viragem do século e do 
milénio. 
Maria Almeida 
SG 
O momento mais motivador e gratificante da minha actividade profissional na 
administração eleitoral foi a reforma do regime jurídico do recenseamento eleitoral 
introduzida em 2008. Na verdade, tratou-se de um projecto que veio ao encontro 
do que preconizava para o recenseamento eleitoral em Portugal, desde o 
momento em que tive consciência das vulnerabilidades do regime anterior, motivo 
pelo qual, em 1996, tive a oportunidade de propor um projecto idêntico, no 
âmbito da cooperação eleitoral, para um PALOP. 
Maria da Graça Archer 
DGAI 
Não recordo um momento mais inspirador ou gratificante em particular. Recordo 
sim, uma aprendizagem contínua e gratificante ao longo de perto de 20 anos de 
carreira que me têm permitido tomar decisões de consciência tranquila e manter 
a inalterável a auto motivação. 
Maria de Fátima Silva 
SEF 
Começou a sua vida profissional como ajudante de cozinha e tem tido uma 
enorme força de vontade e feito um grande esforço que lhe permitiu progredir na 
sua carreira, até às funções que actualmente desempenha. 
Maria de Jesus Lucas 
ANSR 
72
Estou há relativamente pouco tempo em funções na DGIE, não encontrando 
nenhum momento que em especial considere de relevar como inspirador, mas 
considero que é sempre gratificante quando, em resultado do empenho que se 
coloca na execução de todas as tarefas do nosso dia-a-dia, se concretiza a entrega 
de uma instalação para uma força de segurança. 
Maria de Lurdes Conde 
DGIE 
Na profissão de bombeiro existe uma constante de momentos inspiradores e 
gratificantes, por isso é difícil escolher um. Posso referir algumas situações 
nomeadamente uma situação especial que foi o parto de uma menina que ocorreu 
na ambulância a caminho do hospital o qual assisti e até fui posteriormente 
convidada a apadrinhar. 
Maria Carvalho 
ANPC- EIP - Bombeiros Voluntários de Sátão 
Não existe um em especial. São sempre igualmente inspiradores e gratificantes 
para mim os momentos, e tenho tido muitos, em que o superior hierárquico, o 
Governador Civil neste caso, nos transmite o reconhecimento, verbal e atempado 
do apreço pela nossa colaboração em momentos de grande stress ou quantidade 
de trabalho, bem como aqueles em que solicitam opiniões ou dados de 
experiências já vividas. Isto é, no fundo, os momentos em que a nossa entrega ao 
serviço foi objecto da atenção e da avaliação dos nossos directos dirigentes. 
Maria Amaral 
Governo Civil de Viseu 
Não obstante a escassez de recursos humanos e o elevado número de tarefas é 
inspirador e gratificante ultrapassar os obstáculos e superar as metas a que nos 
propomos atingir. 
Maria João Miranda 
ANSR 
Foram muitos. Os mais inspiradores foram momentos simples, envolvendo pessoas 
especiais. Enquadrados nas Comemorações do Dia Internacional da Pessoa com 
Deficiência, e tendo o Natal de 2009 como pano de fundo, foram momentos 
solidários e fraternos, envolvendo, crianças portadoras de deficiência e crianças 
desfavorecidas. Um simples gesto nosso, parece capaz de alterar a dura realidade 
destas crianças e em troca desse gesto, mais simbólico que efectivo, recebemos o 
contagiante sorriso de uma criança. Este contacto faz-nos descer à realidade da 
condição humana da qual muitas vezes, pelos afazeres do dia-a-dia, nos 
distanciamos. O Natal de 2009 foi particularmente recheado desses momentos. 
Quanto aos gratificantes, prendem-se com o acompanhamento de empresas em 
situações complicadas, sempre que desse acompanhamento resulta uma solução. 
Atendendo ao ciclo económico que atravessamos e aos problemas sociais que se 
colocam sempre que uma empresa ameaça fechar portas e colocar no desemprego 
trabalhadores, é sempre gratificante sentirmos que contribuímos para evitar esse 
problema. 
Mónica Costa 
Governo Civil de Viseu 
Nesta área não consigo precisar nenhum momento em que o possa classificar 
como inspirador ou gratificante. No entanto, considero que sempre que solicitam 
a minha ajuda, enquanto responsável pelo departamento de recursos humanos, e 
eu consigo ajudar nem que seja só com palavras para mim já é gratificante e 
compensador. 
Olga Morais 
ANPC 
Todos os dias na ANPC acabam por ser gratificantes e, em certa medida, até 
inspiradores! Não há dois dias iguais e em cada um deles acabamos por participar 
em processos que mexem directamente com a vida das pessoas, do país e até do 
Mundo e é a sensação de, todos os dias, podermos contribuir para a segurança e, 
consequentemente, para o bem-estar de Todos que transforma esta profissão num 
verdadeiro privilégio! 
Patrícia Gaspar 
ANPC 
A deslocação a teatros de operações no estrangeiro, onde tive oportunidade de 
comparar in loco a organização dos diferentes países em caso de emergência e 
verificar que as actividades desenvolvidas em Portugal se aproximam e por vezes 
superam as boas práticas internacionais 
Patricia Pires 
ANPC 
73
São vários os momentos inspiradores e gratificantes que temos no âmbito da 
Investigação Criminal, como por exemplo quando passamos meses a trabalhar 
num processo, onde acabamos por passar para segundo plano a vida familiar, 
vimos o nosso trabalho valorizado e com resultados positivos. 
Paula Rodrigues 
GNR 
Recebemos na Base o pedido de apoio para auxiliarmos na busca de um homem 
desaparecido. Chegamos ao local e já se encontravam forças a trabalhar. Já havia 
sido percorrida toda a área que as testemunhas apontaram como sendo o último 
local onde o “desaparecido “havia sido visto. Resolvi, e muito provavelmente por 
uma questão de sensibilidade, procurar em locais menos óbvios, como tanques, 
poços. Juntamente com a minha equipa (constituída por 5 homens) iniciámos a 
procura nesses locais, e foi o palpite certo, pois encontrámos infelizmente já sem 
vida, o senhor desaparecido. Um final triste, não fosse perceber a” tranquilidade 
de espírito” que foi para os familiares o facto de puderem ter o seu ente querido 
de novo consigo, e poder dar-lhe condignamente o último adeus. Foi sem dúvida 
um momento gratificante. 
Preciosa Machado 
GNR 
Para além do sentimento de dever cumprido e de que estamos a fazer o nosso 
trabalho, um momento inspirador e motivador foi a gratificação e o 
reconhecimento de familiares relativamente ao trabalho desenvolvido, empenho 
e dedicação no acompanhamento e nas diligências efectuadas no âmbito de uma 
violência doméstica relativa a um menor. 
Sónia Henriques 
PSP 
Tenho muitos e bons momentos que foram muito gratificantes ao longo da minha 
carreira mas os que mais me marcaram foram sem qualquer margem de dúvida 
a visita a Portugal de Sua Santidade João Paulo II em 1991 e os 18 meses que 
passei numa missão de Paz da ONU no Kosovo entre o ano de 2002/2004 , vivi 
momentos muito intensos que dificilmente irei esquecer. 
Sílvia Lima 
PSP 
É particularmente gratificante quando acabamos uma missão receber o Obrigado 
de quem socorremos, especialmente se esse obrigado vier da boca de uma criança. 
Sílvia Félix 
ANPC - Bombeiros de Nisa 
Não consigo eleger um momento em particular, mas sinto satisfação quando o 
trabalho das equipas, onde eu me encontro inserida, contribui para a melhoria do 
Sistema de Protecção Civil e para a implementação no terreno, da dita Cultura de 
Segurança. 
Susana Silva 
ANPC 
Visita da Directora de Serviços de Documentação e Relações Públicas do MAI, Dra. 
Angélica Jorge e Chefe da Divisão de Documentação, Dra. Madalena Bobone, às 
instalações do Arquivo do Governo Civil do Porto, após o esforço de mudança de 
instalações da documentação e reconhecimento pelo bom trabalho e apoio 
prestado no âmbito dos projectos da Secretaria-Geral do MAI de elaboração do 
plano de classificação e portaria de gestão de documentos. Esta visita deu força e 
alento ao desempenho das minhas funções. 
Sónia Gomes 
Governo Civil do Porto 
Todos os momentos em que se fica com o espírito de “missão cumprida” têm algo 
de inspirador e gratificante. São igualmente gratificantes os múltiplos 
reconhecimentos, a nível interno e externo, do trabalho realizado e da importância 
da instituição PSP na sociedade actual. 
Virgínia Cruz 
PSP 
74
O FUTURO… A TODOS/AS NÓS PERTENCE 
Possibilidade de Teletrabalho para cargos dirigentes: por vezes as solicitações 
permanentes no local de trabalho obrigam-nos a estar horas no serviço, que 
acabam por não ser tão produtivas como desejaríamos. A possibilidade de gestão 
do trabalho à distância numa lógica de resultados e não de horas no local do 
trabalho podia permitir uma melhor conciliação da vida familiar com a profissional. 
Ana Coimbra 
Governo Civil do Porto 
Um horário compatível. Sempre que houver necessidade contactar através do 
telefone. 
Ana Paula Campos 
DGAI 
Tem que se gostar da função que se irá desempenhar, porque quando se gosta do 
que se faz todos os obstáculos se conseguem ultrapassar. 
Ana Vaz 
GNR 
Actualmente já há práticas implementadas cuja generalização pode ser 
equacionada num contexto de promoção de conciliação da vida familiar e 
profissional. Apenas como apontamento, referiria a possibilidade de exercer 
teletrabalho, a flexibilização da ausência de uma plataforma horária semanal através 
de compensação horária e a marcação de reuniões para além das 16.30 h. 
Ana Santos 
DGIE 
Acredito que qualquer um pode apoiar e ajudar nas mais diversas perspectivas e 
das mais diversas formas, o apoio e a ajuda não são qualidades e faculdades 
apenas do sexo masculino, todos possuímos essa capacidade, até porque nesta 
profissão a missão é a mesma apoiar e ajudar. Qualquer pessoa pode ajudar 
independentemente do sexo. 
Andreia Coelho 
ANPC- EIP- Bombeiros Voluntários de Constância 
Desde que a mulher saiba o que quer, não existe nada que a impeça de prosseguir, 
nesta e em qualquer função/profissão. 
Carla Duarte 
PSP 
O facto de ser mulher nunca poderá ser levado como factor desprestigiante, pelo 
contrário, é necessária a presença de mulheres na G.N.R. no geral, bem como 
nestas equipas que diariamente lidam com a problemática da violência doméstica 
e maus-tratos, necessitando assim de militares despertos para este tema, com 
sensibilidade e receptividade, para acolher/receber, informar e encaminhar as 
vítimas. Aquilo que podemos fazer pelos outros, e que está dentro do nosso 
alcance, pode mudar vidas, pelo que torna gratificante trabalhar no NIAVE. 
Catarina Maurício 
GNR 
Promover Seminários e encontros familiares que possibilitem a participação de 
todos os elementos do agregado familiar. 
Celeste Silva 
Governo Civil de Coimbra 
Definir objectivos familiares e profissionais; haver compreensão de ambas as 
partes; dividir tarefas tanto em família como na profissão; saber respeitar uns aos 
outros, bem como o espaço de cada um. 
Cipriana Costa 
SG 
É-me difícil fazer sugestões pois nunca senti qualquer tipo de dificuldade de 
integração ou dificuldade de adesão…Contudo sempre poderei salientar aquilo 
que os meus superiores fizeram e que sempre considerei “Boas Práticas”: 
flexibilidade - permitindo dar assistência à família sempre que tal é o mais 
importante no momento -, reconhecimento da competência – não há melhor e 
maior estímulo -, responsabilidade – percepção de que importamos e podemos 
fazer a diferença -, espaço – permite criatividade -, proximidade – estar atento a 
tudo e todos e ser sensível às suas necessidades, anseios, angústias e aspirações. 
Cristina Gatões 
SEF 
75
A necessidade de encontrar um equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal faz-me 
acentuar a utilidade e importância da adopção do teletrabalho, seja por recurso a 
uma simples caixa de e-mail ou por via do acesso remoto ao computador do 
serviço. Esta modalidade de trabalho permite a presença assídua da mãe e do pai 
em casa, favorecendo, por isso, o acompanhamento da criança. A criação de 
serviços direccionados às crianças e idosos dependentes das mulheres 
trabalhadoras e a flexibilidade dos horários de trabalho são outras medidas a tomar 
para a conciliação entre responsabilidades familiares e responsabilidades 
profissionais. 
Cristina Peixoto 
DGAI 
Criação de creches no Serviço para filhos de colaboradores; Ao encargo dos 
colaboradores estão também familiares idosos, seria necessário criar condições de 
benefícios no regime de trabalho que facilitem apoio aos familiares idosos. 
Fornecer seguro de saúde aos próprios colaboradores e extensível a cônjuge, 
descendentes e ascendentes idosos. 
Fernanda Caleço 
SG 
Maior apoio na profissão da consolidação da vida de trabalho com a vida familiar. 
Fernanda Mendes 
DGAI 
No Serviço a que pertenço, não há qualquer discriminação entre homens e 
mulheres no exercício de funções. A adesão ou não das mulheres a este tipo de 
funções prende-se com factores culturais diversos como por exemplo o casamento 
e a maternidade que são considerados incompatíveis para uma mulher que exerça 
funções de polícia, especialmente quando deslocada no estrangeiro. 
Guadalupe Pires 
SEF 
Algumas das minhas sugestões passam por exemplo, para profissões onde isso 
seja possível, em premiar o rendimento apresentado pelo profissional, os 
resultados, e não tanto a obrigatoriedade de cumprir impreterivelmente X horas 
no serviço, além de que isso não significa invariavelmente produtividade. Tal 
atitude possibilitaria um agilizar e concertar das obrigações familiares, 
nomeadamente as que concernem a filhos menores para não falar em crianças 
pequenas. 
Helena Navalho 
DGIE 
A possibilidade de à noite, e aos fins-de-semana, conseguir, por via do 
teletrabalho, estar em contacto, sempre que necessário com outros trabalhadores 
e membros do Gabinete, e o acesso ao e-mail em permanência, podendo dar 
continuidade à gestão dos serviços, apoiar os filhos com os trabalhos de casa, a 
conversa em família. Ter estacionamento perto do local de trabalho que permita, 
ir buscar os filhos e leva-los a actividades, ou para casa, e voltar ao local de trabalho 
sem perdas de tempo. Poder ter condições físicas no local de trabalho para ter os 
filhos mais pequenos, durante alguns períodos do dia, especialmente ao fim do 
dia. Ter horário flexível. 
Helena Marques 
Governo Civil de Coimbra 
O cumprimento de horários, ou permanência no local de trabalho, nem sempre é 
sinónimo de produtividade, para determinadas pessoas. Seria de ponderar a 
possibilidade de flexibilização do tempo de permanência no local de trabalho, 
adequando-o ao tipo de funções e à pessoa que as exerce. 
Luísa Carrajola 
IGAI 
Deve ser dada maior visibilidade em termos de imagem pública e órgãos de 
comunicação social à imagem da mulher no desempenho de determinas funções. 
Lurdes Fonseca 
ANPC 
Não alteraria absolutamente nada, qualquer mulher com vocação e determinação 
suficiente poderá perfeitamente exercer este tipo de profissão. 
Lurdes Piçarreira 
ANPC- Força Especial de Bombeiros 
76
Eu julgo que as mulheres no SEF, estão plenamente integradas. Os níveis de adesão 
aos concursos têm sido muito bons e têm passado aos quadros elementos 
femininos muito competentes e que têm contribuído para os sucessos do SEF. 
Aliás, numa linha de continuidade com a mais-valia que têm sido todos os quadros 
dirigentes e quadros dirigentes intermédios do sexo feminino actualmente em 
funções. 
Maria Gois 
SEF 
1 - Maior flexibilidade na regulamentação dos horários de trabalho das 
organizações; 2 – As organizações da AP adoptarem algumas das boas práticas de 
grandes empresas e de algumas escolas, como a criação de valências para apoio 
da vida familiar dentro da própria organização (ex. creches) 3 – Fomento do 
teletrabalho. 
Maria Almeida 
SG 
Os níveis de exigência da vida profissional que hoje impendem também sobre as 
mulheres nem sempre são facilmente conciliáveis com a vida familiar. Numa área 
como a eleitoral, em que a calendarização dos actos eleitorais por si só condiciona 
não apenas a vida familiar mas também o direito ao descanso, exemplo disso são 
as restrições na escolha dos períodos de férias, parece-me de elementar justiça a 
adopção de horários flexíveis ou desfasados, conquanto naturalmente estejam 
asseguradas as obrigações com o trabalho. 
Maria da Graça Archer 
DGAI 
Sendo que a gestão da minha carreira no SEF teve sempre em conta o facto de ser 
mãe e sempre me senti plenamente integrada nos vários sítios por onde tenho 
passado e funções que tenho exercido, tenham elas sido mais administrativas ou 
mais operacionais como é de momento a situação, não tenho sugestões neste 
âmbito a apresentar. 
Maria de Fátima Silva 
SEF 
Haver uma maior flexibilidade de horários por forma a melhor conciliar a vida 
familiar com a vida profissional. 
Maria de Jesus Lucas 
ANSR 
Considero que a conciliação da vida familiar com a profissional tem muito a ver 
com a fase da vida, sendo que quando está em causa a o acompanhamento de 
filhos menores se torna mais difícil. Penso que a legislação já prevê algumas regras, 
em termos de horário de trabalho, para salvaguardar essa conciliação, contudo 
tal pratica não é muito comum e nem em todos os serviços é bem aceite. 
Maria de Lurdes Conde 
DGIE 
Na actualidade existe um número crescente de mulheres bombeiras, no entanto 
ainda contínua a ser uma profissão na maioria das vezes desempenhada por 
homens. Acho que não serão precisas medidas específicas pois com as 
modificações que têm ocorrido na sociedade este facto pode-se reverter e no 
futuro poderão existir mais mulheres bombeiras. Essencialmente será apenas 
preciso uma maior abertura das corporações de bombeiros para a sociedade e um 
maior esclarecimento das populações sobre as funções desempenhadas pelos 
bombeiros. 
Maria Carvalho 
ANPC- EIP - Bombeiros Voluntários de Sátão 
Considero que a flexibilidade de horário e o trabalho em casa são as formas mais 
importantes de conciliar a vida familiar e profissional. As situações que mais 
preocupam, quanto a mim, uma mulher, não é ter muito trabalho, mas sim a 
impossibilidade de estar em dois locais simultaneamente no trabalho e em casa. 
Poder gerir uma parte do tempo do seu trabalho no exercício da actividade 
profissional constitui um passo relevante para a conciliação das tarefas sem elevado 
sacrifício. 
Maria Amaral 
Governo Civil de Viseu 
77
Promover um serviço de apoio social aos filhos dos trabalhadores em exercício de 
funções públicas, bem como incrementar uma maior flexibilidade no horário de 
trabalho. 
Maria João Miranda 
ANSR 
Julgo que a flexibilidade do horário de trabalho é um factor decisivo, a par, 
naturalmente, da entreajuda e da divisão de tarefas familiares, que creio já ter 
conquistado simpatizantes no género masculino. 
Mónica Costa 
Governo Civil de Viseu 
É difícil indicar sugestões para esta conciliação nos dias de hoje. As solicitações e 
as exigências são inúmeras e a mulher tem ainda a necessidade de marcar a sua 
posição num mundo onde o elemento masculino predomina. No meu caso 
concreto a conciliação dependeu de alguma organização pessoal e de um bom 
suporte familiar. 
Olga Morais 
ANPC 
O mais difícil de mudar nas Sociedades é a mentalidade colectiva. A integração das 
mulheres em áreas profissionais que até há pouco tempo eram exclusivas dos 
homens depende, em grande parte, das próprias mulheres, no trabalho e 
sobretudo em casa, pois as condições jurídicas, na maioria dos casos, estão já 
reunidas. Contudo, importa não perder de perspectiva que de facto nem todas as 
mulheres e nem todos os homens têm vocação para a área operacional! 
Patrícia Gaspar 
ANPC 
O Estado enquanto empregador deverá promover a igualdade de género de modo 
a conciliar a vida familiar e profissional, de modo a que os colaboradores, 
independentemente de género feminino ou masculino, não sintam que são 
discriminados de forma positiva ou negativa. 
Patricia Pires 
ANPC 
Torna-se complicado o trabalho na Investigação Criminal para quem tem uma vida 
familiar com filhos menores, devido mão facto de não termos horários e devido ao 
aglomerado de horas que são efectuadas neste tipo de serviço. 
Paula Rodrigues 
GNR 
Penso que muito tem evoluído o meio militar na integração das mulheres. 
Contudo, há ainda a fazer como o que passo a sugerir: Permitir a integração em 
todas as especialidades e áreas às militares; Criar infra-estruturas básicas para o 
sexo feminino, pois ainda existem locais onde não se colocam mulheres por falta 
de “casernas femininas”; Não estereotipar o serviço em função do género, pois tal 
como o s homens, as mulheres têm um leque variado de “aptidões.” E 
fundamentalmente as próprias mulheres, que devem mostrar sempre por que 
motivo merecem desempenhar determinada função, baseando-se no 
profissionalismo, no empenho e na dedicação, porque num meio que ainda é 
“masculino”, às militares, tal como à mulher de César”não basta sê-lo há que 
parecê-lo.!” 
Preciosa Machado 
GNR 
Enquanto mulher sinto perfeitamente enquadrada, o mais importante para além 
do género é ser bom profissional, com vontade de apreender e trabalhar. Para 
promover a adesão das mulheres a este tipo de funções, basta dizer que é uma 
profissão bastante aliciante, diversificada, podendo trabalhar em diversas vertentes 
prevenção/investigação criminal/informações policiais/trânsito e com possibilidades 
de progredir na carreira. 
Sónia Henriques 
PSP 
Desde a minha entrada para a Polícia de Segurança Pública em 1988, tudo evoluiu 
de uma forma muito positiva, está ao alcance de todos, sejam eles elementos 
masculinos ou femininos, é apenas uma questão de concorrerem, as 
oportunidades são iguais, há que saber aproveitá-las. 
Sílvia Lima 
PSP 
78
Com os actuais padrões de vida em sociedade, entendo que abraçar uma causa 
desta natureza em regime de voluntariado, implicará a criação de valências junto 
destas Instituições que permitam às mulheres e homens que desempenham estas 
funções garantir na medida do possível que os seus familiares, especialmente 
crianças estejam salvaguardados quando se encontrem em missão. Por outro lado 
a sociedade a nível nacional e local deverá arranjar mecanismos legais que 
permitam a quem abrace esta causa ver reconhecidos os seus méritos no seu 
desempenho em prol dos outros, nomeadamente através da criação de benefícios 
práticos e exequíveis que nos beneficiem. 
Sílvia Félix 
ANPC - Bombeiros de Nisa 
Acredito que o estado pode contribuir de forma decisiva, para o desígnio nacional 
de conciliar a vida familiar e profissional, promovendo medidas que permitam que 
todas as mulheres, possam ter as mesmas oportunidades e condições de base para 
desenvolver a sua actividade profissional respeitando o direito à igualdade de 
tratamento. 
Susana Silva 
ANPC 
Em minha opinião, o teletrabalho facilitaria bastante esta conciliação da vida 
familiar com a vida profissional. 
Sónia Gomes 
Governo Civil do Porto 
A Polícia de Segurança Pública integra os seus profissionais nas funções que 
correspondem à sua categoria, independentemente de se tratarem de homens ou 
mulheres. Não considero que, neste campo, seja necessária alguma alteração. 
Verifica-se que a adesão de mulheres para desempenhar funções policiais 
(encarada em termos de candidaturas aos estabelecimentos de ensino policiais) 
tem níveis muito elevados. O rigor e exigência dos requisitos bem como das provas 
de admissão requerem que qualquer candidato se apresente bem preparado, quer 
física quer intelectualmente. 
Virgínia Cruz 
PSP 
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FINAL_DiaDaMulher_(1)

FINAL_DiaDaMulher_(1)

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    Mulheres no MAI Um tributo por ocasião do Dia Internacional da Mulher Ministério da Administração Interna 8 de Março de 2010
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    Ficha técnica Coordenaçãoeditorial Paulo Machado Autoria Carina Quaresma (DGAI) Colaboração Carla Pereira, Cristina Peixoto e Verónica Neves (DGAI) Carlos Fogaça (Brumas da Memória) Investigação e textos Direcção-Geral de Administração Interna (DGAI) Direcção para a Área do Planeamento Estratégico e Política Legislativa Colaboração especial Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna Direcção de Serviços de Documentação e Relações Públicas (DSDRP) Capa Picasseando, da série FEMINA, acrílico s/ cartão telado, 2006, Sofia Empis Digitalização, design gráfico, impressão e acabamento Madeira & Madeira, S.A. Edição ©Direcção-Geral de Administração Interna Local e Data da edição Lisboa, Março de 2010 Tiragem 1000 Exemplares
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    PREÂMBULO O princípioda igualdade é, sem dúvida, um dos princípios funda-mentais da Constituição da República Portuguesa e resulta, imediatamente, da essencial dignidade da pessoa humana. Todos os cidadãos nascem iguais em direitos e deveres, não podendo, ao longo da sua vida, ser discriminados senão em razão dos seus merecimentos ou necessidades. Factores como o sexo são expressamente proscritos como fundamento de discriminações. A igualdade entre mulheres e homens conheceu um forte impulso com a instauração do regime democrático português. As desigualdades familiares, laborais, cívicas e jurídicas têm vindo a ser sistematicamente abolidas. Este movimento atingiu as áreas de soberania, onde as mulheres entraram de pleno direito. Hoje, desempenham funções públicas da maior responsabilidade nos Tribunais, nas Forças Armadas e nos Serviços e Forças de Segurança. A luta contra a discriminação corresponde a um imperativo ético e de cidadania. Qualquer discriminação destituída de fundamento racional se dirige contra a comunidade e cada um dos seus membros. Porém, para além disso, as discriminações amputam a sociedade de uma das suas partes – no caso das mulheres, superior a metade –, com óbvio prejuízo da sua coesão e da capacidade de se desenvolver harmoniosamente e renovar. No Ministério da Administração Interna, as mulheres exercem hoje funções a todos os níveis. Na presente legislatura, há, pela primeira vez, um membro do Governo na área específica da Administração Interna. Cinco mulheres desempenham as exigentes funções de Governador Civil. Muitas outras ocupam elevadas funções de direcção nos diversos órgãos e serviços ou desenvolvem actividade operacional nas polícias e nas corporações de bombeiros. Nesta data cheia de significado, quero saudar, através da presente iniciativa, todas as mulheres que, com dedicação e competência, desempenham a sua missão no Ministério da Administração Interna. Estou certo de que, sem o seu valioso contributo, o direito à segurança - envolvendo a manutenção da ordem e da tranquilidade públicas, a prevenção e a repressão da criminalidade e a protecção civil - ficaria irremediavelmente empobrecido. Lisboa, 8 de Março de 2010 O Ministro da Administração Interna Rui Pereira 5
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    Índice Preâmbulo Introdução Biografias no Feminino Factos e Imagens Testemunhos 7
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    INTRODUÇÃO Promover aigualdade entre homens e mulheres é um dever do Estado (artº 9 da Constituição da República Portuguesa), consagrado também no Tratado de Lisboa (artº 2º), e é hoje um objectivo cada vez mais presente no dia-a-dia na Administração Pública, em virtude dos compromissos assumidos e das medidas adoptadas. Actualmente, encontra-se em vigor o III Plano Nacional para Igualdade - Cidadania e Género, mobilizado pelos compromissos assumidos por Portugal nas várias instâncias internacionais, entre os quais se destacam: a Carta das Nações Unidas; a Declaração Universal dos Direitos do Homem; a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) (ONU, 1981) e o seu Protocolo Opcional (ONU, 1999); a Declaração e Plataforma de Acção de Pequim (1995). O III Plano acolhe também um conjunto de orientações estratégicas e instrumentos que estabelecem normas e padrões pelos quais os Estados da União Europeia se devem reger, salientando-se a Estratégia de Lisboa (2000), o Roteiro para a Igualdade entre Homens e Mulheres (2006-2010), bem como o Pacto Europeu para a Igualdade de Género (2006). A Resolução do Conselho de Ministros 161/2008, de 22 de Outubro, estabelece o Estatuto das Conselheiras e dos Conselheiros para a Igualdade e dos Membros das Equipas Interdepartamentais para a Igualdade. Estipula ainda a elaboração de um diagnóstico da situação de homens e mulheres, nos diversos sectores da administração central do Estado, com base em indicadores para a igualdade, e a adopção de medidas de promoção da transversalidade da perspectiva de género na Administração Central. No âmbito do III Plano Nacional para a Igualdade - Cidadania e Género, foi criado no MAI, já em finais de 2007, o grupo intra-ministerial para a Igualdade, sendo constituído pelas conselheiras e pela equipa interdepartamental para a igualdade (constituída por representantes de cada serviço central) . Desde 2007 a DGAI, através das Conselheiras para a Igualdade, tem-se dedicado a esta temática, coordenando e dinamizando a implementação de medidas. Esta missão é absolutamente essencial, mas reconheça-se que tem havido no MAI uma crescente atenção e sensibilidade para a questão da igualdade entre homens e mulheres nas Forças e Serviços de Segurança, sendo, passo a passo, removidas barreiras que vedavam ou dificultavam a entrada e a integração das mulheres num mundo habitualmente “masculino”. Essa sensibilidade decorre, com efeito, de uma crescente consciência colectiva que entende a discriminação como um facto social contrário ao sentido das transformações sociais em curso. O Ministério da Administração Interna, constitui o terceiro maior ministério em termos de recursos humanos e, segundo os últimos dados comparativos disponíveis, constitui o departamento governamental que apresenta a taxa de feminização menos elevada (9,3%), pese embora os enormes progressos verificados. Essa taxa é, por exemplo, cerca de metade da taxa verificada no Ministério da Defesa (20,3%) e cerca de um sétimo da taxa globalmente registada na Administração Pública (61%) . Com efeito, e não obstante mais de 95% dos/as colaboradores/as do MAI pertencerem às Forças e Serviços de Segurança (GNR, PSP e SEF), estes apresentam taxas de feminização baixas, mesmo quando comparadas com as suas congéneres europeias. Se se considerarem apenas os efectivos que possuem funções operacionais/policiais, estas taxas de feminização tendem a diminuir ainda mais. Existem factores históricos, sócio-culturais, organizacionais e outros que ajudam a compreender estes números, mas que já não os justificam por inteiro. Há que lembrar que a entrada de mulheres na PSP só ocorreu de forma sistemática e numéricamente relevante nos anos 80 do século XX, e na GNR apenas nos anos 90. Malgrado a crescente incorporação de efectivos femininos a que vimos assistindo na última década, em todas as carreiras, o desequilíbrio acentuado persiste… mas não é imutável. A este respeito, refira-se a adaptação, tendo em conta as diferenças entre a fisiologia masculina e feminina, dos requisitos de superação, em algumas provas físicas no âmbito dos processos de selecção de novos elementos; a adequação das instalações policiais ao efectivo feminino (ex: balneários e vestiários) ; a disponibilização de equipamentos adequados ao exercício de funções por parte das mulheres (ex: coletes anti-bala com formato específico); a adopção de medidas facilitadoras da conciliação da vida profissional e familiar; o crescente reconhecimento de que as mulheres estão presentes, e a desempenhar adequadamente as suas funções, em quase todos os domínios da segurança interna, e em diversos níveis hierárquicos; o reconhecimento de que a presença de mulheres contribui para a renovação da imagem e modernização dos serviços; e, 9 1Em 1979 a Assembleia das Nações Unidas adoptou a CEDAW; Portugal foi um dos primeiros países a ratificar a Convenção, que entrou em vigor a 3 de Setembro de 1981. Em Novembro de 2008 o MAI/DGAI integrou a delegação portuguesa que apresentou ao Comité de avaliação, em Genebra, o 6º e 7º Relatórios Nacionais. 2Figuras então enquadradas pelo Decreto-Lei 164/2007 de 3 de Maio (Lei Orgânica da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género). 3Caracterização dos Recursos Humanos da Administração Pública. Dados de 31 de Dezembro de 2005. Base de Dados da Administração Pública. Direcção-Geral da Administração Pública.
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    por fim, masnão menos importante, a tomada de consciência de que as mulheres trazem uma sensibilidade às necessidades e solicitações da população, complementar à dos homens. Esta brochura confere visibilidade ao contributo das mulheres nas diversas áreas da Administração Interna, prestando simultaneamente homenagem ao seu esforço e dedicação para servir os cidadãos e as cidadãs, promovendo a sua segurança, tranquilidade e bem-estar. Impôs-se, para tanto, e como exigência de preservação da nossa memória, a apresentação de uma resenha biográfica das mulheres que até à actualidade desempenharam funções com elevadas responsabilidades políticas e técnicas. O seu esforço e competência são património intangível desta instituição. Infelizmente, e por manifesta dificuldade na recolha atempada de elementos biográficos, muitas outras mulheres não estão expressamente mencionadas nesta publicação, mas não foram esquecidas. Um agradecimento especial é devido a todas quantas desempenham presentemente funções no MAI e que deram o seu contributo para esta iniciativa, reflectindo sobre conceitos que associámos a esta comemoração, tais como Mudança, Unidade, Liberdade, Humanidade, Energia e Responsabilidade. Os factos estatísticos e as imagens contemporâneas sobre a actividade das mulheres no MAI ocupam um espaço relevante neste acervo informativo. A dimensão sociográfica impõe-se como exigência da análise sobre o significado real e presente do papel no feminino neste Ministério. A encerrar a brochura, os testemunhos em discurso directo de várias outras mulheres, em funções e categorias distintas, permitem partilhar com o leitor e a leitora as suas motivações para o desempenho profissional, as mais-valias percepcionadas sobre o feminino, os momentos inspiradores e gratificantes, mas também a sua visão de futuro a pensar numa melhor integração social e profissional. Cabe reconhecer publicamente a importância dos contributos dos diversos serviços do MAI, ficando aqui um agradecimento muito especial à Secretaria-Geral e aos membros da equipa intra-ministerial para Igualdade, sem os quais este trabalho teria sido impossível. A coordenação editorial assume a responsabilidade pelas falhas e omissões existentes, mas confidencia a todos e a todas que travarem conhecimento com esta edição que o risco de a executar foi largamente compensado pelo prazer de conhecer as MULHERES DO MAI. 4Refira-se, a este propósito o significativo progresso obtido com a adopção das Recomendações Técnicas para as Instalações das Forças de Segurança (RTIFS), propostas pela DGIE e LNEC em 2007. 10
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    11 MMudança UUnidade L Liberdade H Humanidade E Energia R Responsabilidade Desvendamos a palavra mulher e descobrimos em cada letra que a compõe uma infinidade de conceitos, todos eles desejados, todos eles no feminino. Mudança, Unidade, Liberdade, Humanidade, Energia, Responsabili-dade, mais do que palavras, são expressões de um país em profunda alteração, que olha cada um dos seus cidadãos e cidadãs como ele-mentos fundamentais nas aspirações de um futuro mais justo que co-lectivamente desejamos. O MAI orgulha-se de ter sabido interpretar os sinais dos tempos e de ter sido, em todas as suas áreas funcionais de actividade, promotor de uma Mudança para uma sociedade mais igual, mais justa, dando a Mu-lheres e Homens iguais possibilidades de participação na vida colec-tiva. É potenciando a diversidade que melhor se consolida a Unidade, mais perfeita se assume a diferença. É expressão de uma Liberdade conquistada por uma sociedade que acredita que são os pequenos grandes gestos de Humanidade indivi-dual a principal fonte de Energia para quem deseja o futuro. É grande a Responsabilidade de desejar o futuro... de acreditar que dia-a-dia, em pequenos gestos, do futuro poderemos olhar o passado e dizer: “nós estivemos lá e ajudámos a construir um presente que a todos e a todas orgulha”. É das Mulheres do MAI que falamos!
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    Mudança Mudança s.f.Acção ou resultado de mudar ou de mudar-se5 . 5Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. (2001). 12 A sensibilidade feminina promove e complementa a abordagem das diversas situações com que os colaboradores do SEF têm que lidar no seu dia-a-dia de trabalho, já que, no decurso da actividade exercida no âmbito das suas atribuições, o SEF contacta com um universo diferenciado, onde a diversidade de género e cultural assume particular relevância. Ermelinda Rodrigues - Inspectora Adjunta Principal do SEF A admissão das mulheres na Polícia é muito mais do que a eterna questão de igualdade de géneros, é uma questão de reconhecimento, dado que são excelentes profissionais, perfeitamente adequadas à actividade profissional, que com o seu trabalho e características próprias colaboram para uma maior eficácia e eficiência desta Força de Segurança. Um exemplo é o recente contributo para o Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPP), onde as suas peculiares características vêm enriquecer a valência preventiva em flagelos criminais como a violência doméstica ou o bullying. Sónia Henriques Subcomissária da PSP- Comandante da 11.ª Esquadra Adoro ser mulher mas também adoro ser uma mulher militar da Guarda Nacional Republicana. Foi a mudança da minha vida, que ocorreu aos meus vinte anos. O fascínio pela vertente militar e o desejo de singrar numa profissão onde a maioria é homem, transformou-se, para mim, num desafio que aceitei e que consegui ter sucesso. A entrada das mulheres nos quadros da G.N.R. foram uma mais-valia, quer para a instituição quer para a população. Desde o meu ingresso na Guarda que nunca me deparei com obstáculos por ser mulher, pelo contrário. Tenho muito orgulho em ser mulher, em pertencer à G.N.R., e dentro desta prestar serviço como investigadora na área da violência doméstica e maus-tratos, quer a crianças como a idosos. Catarina Maurício, Guarda infantaria da GNR. NIAVE - CTSantarém
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    13 Unidade Unidade s.f. Característica do que é um, único ou uniforme; coesão, identidade, indivisibilidade6. 6Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. (2001). A SGMAI é percepcionada pelos outros Serviços do MAI como uma organização aglutinadora e com capacidade de gerar consensos e de dinamizar projectos transversais. Este papel é reforçado, também, pelo facto da Organização ser uma prestadora de serviços comuns em áreas de apoio transversais, tais como, recursos humanos, orçamento e contabilidade, aprovisionamento e logística, documentação e arquivo, relações públicas e informação, modernização e qualificação e serviços jurídicos. Na direcção destas áreas encontram-se na grande maioria, mulheres que desta forma, para além de representarem a organização, são dinamizadoras do papel transversal que lhe é atribuído. Assim, na prossecução das suas tarefas, a SGMAI pauta-se pela promoção da Igualdade entre Mulheres e Homens como um princípio constitucional consagrado e, como uma das tarefas fundamentais do Estado Português que deve, não só garantir o Direito à Igualdade, mas também, assumir a sua promoção. Esta situação fica patente na distribuição dos seus activos, bem como, no número de mulheres que assumem cargos de Dirigentes. Refira-se, a propósito, que pela primeira vez, o cargo de Secretário-Geral é exercido por uma MULHER. Nelza Florêncio Secretária-Geral
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    Liberdade Liberdade s.f.Condição de um ser que está isento de constrangimento, actuando segundo as leis da sua natureza7. 7Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. (2001). 14 Pela emancipação e liberdade, a mulher enfrentou um mundo na conquista de espaços nunca antes sonhados. Paulatinamente aprendeu que a liberdade não se manifesta só exteriormente mas é antes capacidade de sentir, de afirmação, de afirmação pessoal, de confiança na sua própria identidade. É um exercício de cidadania, que transporta maior responsabilidade na procura de um rumo. Amor, generosidade e compreensão fazem a diferença e transportam a sua liberdade de mulher para ser mulher pela liberdade. Assim se justifica o cargo que as mulheres desempenham no MAI, onde a luta pela segurança dos cidadãos é tida como um desígnio muito próprio, onde ousar é a palavra de ordem. Maria Alzira Serrasqueiro Governadora Civil de Castelo Branco
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    Foi-me pedido umtexto sobre HUMANIDADE em poucas palavras. Ultrapassada a primeira tentação em utilizar Somerset Maugham in "A Servidão Humana" e responder ao desafio em apenas três: "Nasceram, sofreram, morreram”, parece-me de especial importância realçar a relação intrínseca entre o conceito de Humanidade e os Direitos Humanos, direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos… mulheres inclusive… Nos dias de hoje, a par de grandes progressos em questões de igualdade de direitos e oportunidades, somos igualmente testemunhas de um aumento da feminização da pobreza, do ataque específico às mulheres e crianças em tempos de guerra como alvos a abater, com violações em massa, tortura, humilhação e destituição. Lutamos em pleno Séc. XXI contra a escravatura moderna que é o tráfico de seres humanos, em especial mulheres e meninas para redes de prostituição forçada, redes de pedofilia e pornografia, para serventia doméstica, para trabalhos forçados em fábricas e empresas agrícolas, para a venda de órgãos, etc. Carl Gustav Jung9, escreveu um dia que os problemas da humanidade nunca foram resolvidos por decretos colectivos, mas apenas pela renovação da atitude do indivíduo. Para que o tempo que permeia o “nascer” e o morrer” não se limite ao “sofrer”; para que a mulher deixe de ser o alvo predilecto, o elo mais fraco, mas assuma as suas responsabilidades enquanto goza em pleno os seus direitos, é importante trabalhar no desenvolvimento e progresso de uma cidadania informada, sensibilizada, participativa e activa na defesa dos Direitos Humanos de homens, mulheres e crianças por igual. Joana Daniel Wrabetz Chefe de Equipa do Observatório do Tráfico de Seres Humanos 15 Humanidade Humanidade s.f. O que é característico ou próprio do ser humano ou o que dele humana, por oposição aos outros animais; natureza humana8. 8Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. (2001). 9JUNG Carl Gustav, Psicologia do Inconsciente, Prefácio à Primeira Edição
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    Numa primeira pesquisa,encontramos na wikipédia a definição de “energia” como sendo "o potencial inato para executar trabalho ou realizar uma acção". Já no dicionário da língua portuguesa, “energia” refere-se à “propriedade de um sistema que lhe permite realizar trabalho.” Como sinónimos de energia, encontramos ainda as palavras “força”, “vigor”, “firmeza”, “calor”. Numa pesquisa mais pormenorizada, surgem as fórmulas das 3 modalidades de energia: Energia potencial (é a energia que um objecto possui pronta a ser convertida em energia cinética): E=MxV2 Energia cinética (é a energia que um corpo em movimento possui devido à sua velocidade): e Energia de activação (é a energia inicial necessária para que uma reacção aconteça). Na verdade, é um lugar-comum ouvir-se, no quotidiano do universo feminino, a frase “onde vais buscar energia para tudo isso?” Para a maior parte das mulheres, o dia, que tem 24 horas, é repartido entre as tarefas da maternidade, da família e do trabalho. Aqui, não podemos deixar de fazer uma analogia a uma série dos anos 80, em que uma personagem do sexo feminino, conseguia ser simultaneamente uma boa dona de casa, mãe exemplar e uma excelente profissional. Tinha uma capa vermelha, é certo, mas era verdadeiramente a personificação da energia no feminino e com muita energia de activação. Curiosamente, a palavra “energia” é um nome feminino. Talvez não seja por acaso… Susana Pereira da Silva Directora Nacional de Bombeiros Energia Energia s.f. Força interior demonstrada; força moral; coragem, determinação, firmeza10. 10Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. (2001). 16 Ec=_m___._v___ 2 2
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    Dalila Araújo inicioufunções no Ministério da Administração Interna a 8 de Fevereiro de 2008 como Governadora Civil do distrito de Lisboa. No âmbito destas funções, assumiu responsa-bilidades nas áreas da representação do Governo junto dos cidadãos do distrito de Lisboa, da Protecção Civil e do Socorro, da Segurança Pública e da Segurança e Prevenção Rodoviárias. A 31 de Outubro de 2009, Dalila Araújo torna-se a primeira mulher a assumir funções de tutela na área da segurança interna ao ser empossada Secretária de Estado da Administração Interna do XVIII Governo Constitucional. No âmbito destas funções detém a tutela do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e da Unidade de Tecnologias de Informação de Segurança. Possui ainda responsabilidades nas áreas da administração eleitoral, polícias municipais, contratos locais de segurança e guardas-nocturnos. Por último, dirige todas as actividades respeitantes à introdução e utilização das novas tecnologias de informação nos serviços do MAI, designadamente a RNSI, o SIRESP e o 112, e é a responsável pelo Plano Tecnológico, pelo Programa Nacional de Videovigilância e pela modernização administrativa dos serviços e organismos do MAI no âmbito do SIMPLEX. A responsabilidade é a palavra-chave com que tem abraçado todos os desafios que lhe têm sido confiados numa atitude de compromisso na construção de políticas que sirvam os cidadãos. Dalila Araújo Secretária de Estado da Administração Interna. 17 Responsabilidade Responsabilidade s.f. Qualidade de quem está apto a responder pelos seus actos; qualidade de quem é responsável11. 11Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa e Editorial Verbo. (2001).
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    Breve resenha biográficade Mulheres com cargos políticos na Administração Interna (ordenação cronológica) 1. MARIA LUÍS SALINAS DIAS MONTEIRO. Nasceu em 23 de Julho de 1930. Foi Vice-Governadora Civil de Lisboa no período compreendido entre 30 de Agosto de 1974 e 23 de Setembro de 1976. Assistente Social do Curso do Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa. 2. MARIA ADELINA DE SÁ CARVALHO. Nasceu em 17 de Maio de 1942. Foi Directora-Geral da Função Pública no período compreendido entre Março de 1975 e Maio de 1981. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é Juíza Conselheira do Tribunal de Contas desde Dezembro de 1990, onde ingressou na sequência do primeiro concurso para juízes deste Órgão de Soberania. Tem desenvolvido uma vasta carreira profissional ligada à Administração Pública, no âmbito da qual desempenhou vários cargos de direcção superior e intermédia. Desempenha actualmente as funções de Secretária-Geral da Assembleia da República. Grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique desde Março de 1986, Grã-cruz da Ordem de Mérito desde Março de 2004, agraciada com a Ordem da Terra Mariana de 2.ª classe da República da Estónia e Grau de Cavaleiro-Fidalgo da Confraria Aquiliniana, 27 de Maio de 2007. Sem foto 3. HELENA DE MELO TORRES MARQUES. Nasceu em 8 de Maio de 1941. Foi Directora-Geral de Acção Regional e Local em 1978 e Secretária de Estado da Administração Autárquica em 1983. Licenciada em Economia. Foi Deputada à Assembleia da República nas III, IV, V e VI legislaturas e Deputada do Parlamento Europeu. 4. GABRIELA ALMERINDA GUEDES SALGUEIRO. Foi Secretária de Estado da Administração Pública em 1979, sob coordenação do Ministro Adjunto para a Administração Interna. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, frequentou diversos cursos em Portugal e no estrangeiro e desenvolveu uma longa e significativa carreira na função pública, em serviços do Trabalho e do Emprego, da Previdência Social e da Reforma Administrativa, tendo participado, no exercício dessas funções em diversas reuniões internacionais, designadamente da OCDE e da OIT. Sem foto 5. MARIANA SANTOS CALHAU PERDIGÃO. Foi a primeira mulher em Portugal nomeada Governadora Civil. Desempenhou as funções de Governadora Civil de Évora no período compreendido entre 21 de Fevereiro de 1980 e 11 de Julho de 1983. Foi Deputada à Assembleia da República durante a V legislatura. Foi também activista da Comissão Nacional “Justiça e Paz”, da qual foi Presidente na Diocese de Évora. Faleceu no dia 11 de Novembro de 2008, tendo sido agraciada a título póstumo pelo Município de Évora com a Medalha de Mérito Municipal ‘Classe Ouro’. Sem foto 6. IRENE DO CARMO ALEIXO ROSA. Foi Governadora Civil de Setúbal no período compreendido entre 16 de Dezembro de 1985 e 18 de Junho de 1990. Desempenhou ainda os cargos de Presidente do Centro Regional de Segurança Social e de Comissária Regional da Luta Contra a Pobreza. Faleceu no dia 2 de Setembro de 2009, aos 88 anos de idade, em Lisboa. 21
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    7. MARIA TERESANÓBREGA E SILVA CAUPERS. Nasceu em 12 de Setembro de 1950. Foi Subdirectora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no período compreendido entre 11 de Dezembro de 1987 e 15 de Julho de 1991, e Directora Nacional-Adjunta da Polícia de Segurança Pública (PSP), para a área de recursos humanos, entre 2004 e 2008. Licenciada em Direito, ingressou na função pública em 1973, como técnica superior, tendo exercido funções em vários serviços e organismos da Administração Pública. Para além dos cargos dirigentes já referidos, desempenhou ainda funções como subdirectora no Gabinete de Registos e Notariado e como subinspectora-geral no Ministério da Segurança Social e do Trabalho. Sem foto 8. MARIA CÂNDIDA GUEDES MACHADO DE OLIVEIRA. Nasceu em 8 de Maio de 1961. Foi Vice-Governadora Civil do Porto no período compreendido entre 5 de Janeiro de 1988 e 11 de Novembro de 1995. Licenciada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, jurista de profissão, desempenhou os cargos de Directora Regional da Economia e de Directora da Associação Comercial do Porto. Exerceu funções como docente no Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro. 9. MARÍLIA DULCE COELHO PIRES MORGADO RAIMUNDO. Nasceu em 24 de Julho de 1945. Foi Governadora Civil da Guarda no período compreendido entre 5 de Janeiro de 1988 e 26 de Julho de 1991. Licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desempenhou ainda outros cargos públicos, tendo igualmente exercido funções docentes como professora do ensino secundário. Foi Deputada à Assembleia da República entre 1980 e 1985 e entre 1987 e 1988. Foi ainda Secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário no X Governo da República. Desde 2008 que desempenha funções como Presidente do Conselho de Administração da Fundação Augusto César Ferreira Gil. 10. MARIA ADELAIDE GONÇALVES CARVALHO PIRES LISBOA. Foi Governadora Civil de Lisboa no período compreendido entre 16 de Dezembro de 1991 e 16 de Novembro de 1995. Licenciada em Ciências Sociais e Políticas Ultramarinas, tem formação como Assistente Social ministrada pelo Instituto Superior de Serviço Social de Coimbra e o Curso de Ciências Pedagógicas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Para além do referido, desempenhou ainda outros cargos públicos de relevo, nomeadamente como Provedora Adjunta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para os Assuntos Sociais e Saúde e como Presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. Foi membro da Assembleia Municipal de Lisboa. 11. FILOMENA MARIA BEIRÃO MORTÁGUA SALGADO DE FREITAS BORDALO. Nasceu a 28 de Fevereiro de 1947. Foi Vice-Governadora Civil de Braga no período compreendido entre 29 de Dezembro de 1992 e 31 de Agosto de 1993. Licenciada em Serviço Social, tem desenvolvido uma vasta carreira profissional ligada à Administração Pública. Desempenhou vários cargos públicos, nomeadamente de direcção, de entre os quais o de Presidente do Conselho Directivo do ex-Centro Regional de Segurança Social do Norte. Foi Deputada à Assembleia da República. É Vereadora da Câmara Municipal de Braga. 12. LUCINDA DA CONCEIÇÃO ANDRADE FERREIRA DA SILVA DE MATOS ALMEIDA. Foi Directora-Geral do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE) entre 1993 e 1996. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, pertenceu ao quadro de funcionários do STAPE e, a partir de 1991, ao quadro de funcionários da Assembleia da República. Tem desenvolvido uma vasta carreira profissional ligada à Administração Pública, no âmbito da qual exerceu vários cargos dirigentes. Como consultora da União Europeia e das Nações Unidas, realizou várias missões internacionais. Foi designada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas como membro do “Electoral Certification Team”. Foi agraciada com o Grau de Oficial da Ordem de Mérito. 22
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    13. MARIA DAGRAÇA LIMA DAS NEVES. Nasceu em 28 de Fevereiro de 1939. Foi Subdirectora e Directora-Geral Adjunta do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no período compreendido entre 4 de Maio de 1994 e 29 de Fevereiro de 2004. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, desenvolveu uma vasta carreira profissional ligada à Administração Pública, tendo desempenhado vários cargos dirigentes e de chefia em diferentes serviços e organismos, nomeadamente no próprio SEF, a cujo quadro pertencia desde 1989, na carreira e categoria de técnica superior. 14. MARIA ISABEL CHARNECO BRITES. Nasceu em 3 de Março de 1952. Foi Subdirectora-Geral de Viação no período compreendido entre 1994 e 2001. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tem desenvolvido uma vasta carreira profissional ligada à Administração Pública, tendo desempenhado vários cargos de direcção intermédia na própria Direcção-Geral de Viação, a cujo quadro pertencia, na carreira e categoria de técnica superior. Participou em diferentes grupos de trabalho, nacionais e internacionais, nas áreas da segurança e circulação rodoviárias. 15. MARIA DE FÁTIMA HORTINS AMADO FERREIRA RIBEIRO MENDES. Nasceu em 1 de Abril de 1950. Foi Directora-Geral do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE) no período compreendido entre Fevereiro de 1996 e Julho de 2003 e Subdirectora daquele mesmo serviço entre Março de 1995 e Fevereiro de 1996. Exerceu ainda funções como dirigente intermédia (directora de serviços e chefe de divisão) na Direcção-Geral do Turismo. É desde Julho de 2003 Secretária-Geral do Tribunal Constitucional. 16. MARIA DE FÁTIMA CARVALHO. Foi Subinspectora-Geral da Inspecção Geral da Administração Interna entre Março de 1996 e Agosto de 2002. É Procuradora da República. Sem foto 17. MARIA DO CÉU SOUSA FERNANDES. Foi Vice-Governadora Civil de Braga no período compreendido entre 10 de Março de 1997 e 11 de Novembro de 1999. Desempenhou ainda funções como professora do Ensino Secundário e foi Presidente da Comissão Instaladora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Presidente da Fundação Bracara Augusta. Sem foto 18. MARIA TERESA SEABRA ROSMANINHO. Nascida no Porto em 25 de Abril de 1955. Foi, desde o início até ao seu termo, Chefe do Projecto INOVAR, criado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 6/99, de 8 de Fevereiro, com o objectivo de implementar e aplicar o projecto INOVAR, tendo em vista uma nova acção das polícias para um melhor relacionamento e proximidade com os cidadãos e um apoio adequado às vítimas de crime, em geral, e a protecção especial de grupos mais frágeis e de risco. Integrou, em representação do Ministério da Administração Interna, a Comissão Interministerial criada para proceder à avaliação da actividade desenvolvida no âmbito do protocolo assinado pelo Ministério da Administração Interna, Ministério da Justiça e Ministério da Solidariedade e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) com vista a subsidiar um plano de apoio às vítimas de infracções penais. 19. ANA MARÍLIA BARATA INFANTE. Nasceu em 13 de Março de 1962. Foi Vice-Presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil no período compreendido entre 1 de Setembro de 2001 e 30 de Março de 2003. Licenciada em Sociologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, exerceu funções de técnica superior de sociologia e de investigadora no Centro Cultural e Regional de Santarém entre 1986 e 1990. É diplomada em Administração Hospitalar, tendo exercido funções de administradora hospitalar e de administradora-delegada em diferentes unidades hospitalares, entre 1990 e 2001. Integrou diversos grupos de trabalho no âmbito da Saúde, tendo também publicado alguns artigos sobre temas ligados à gestão. Sem foto 23
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    20. MARIA ALZIRADE LIMA RODRIGUES SERRASQUEIRO. Nasceu em 23 de Abril de 1954. É Governadora Civil de Castelo Branco desde 5 de Abril de 2005, tendo desempenhado igualmente estas mesmas funções no período compreendido entre 18 de Setembro de 2001 e 1 de Maio de 2002. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, em 1976, exerceu a advocacia até 1981, altura em que ingressou em lugar dos ex-Serviços Médico-Sociais. Entre 1976 e 1981 foi também professora provisória do ensino secundário. Foi Membro da Comissão de Acompanhamento e da Comissão Instaladora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Anterior. Foi Vereadora da Câmara Municipal de Castelo Branco no mandato de 1993/1997. Exerceu ainda as funções de Coordenadora da Sub-Região de Saúde de Castelo Branco, entre 1996 e 2001. 21. MARIA ANTÓNIA CORREIA LOURENÇO. Nasceu em 21 de Março de 1971. Foi Governadora Civil de Santarém no período compreendido entre 8 de Fevereiro de 2002 e 14 de Maio de 2002. Licenciada e Mestre em Sociologia, exerceu funções como secretária do Gabinete de Apoio do Governador Civil entre 1 de Abril de 2000 e 8 de Fevereiro de 2001, data a partir da qual passou a exercer as funções de Adjunta do mesmo Gabinete. Em 9 de Janeiro de 2002, é nomeada Chefe do Gabinete do Governador Civil, funções que exerceu até 8 de Fevereiro de 2002. Sem foto 22. MARIA DAS MERCÊS GOMES BORGES DA SILVA SOARES. Nasceu a 15 de Julho de 1957. Foi Governadora Civil de Setúbal no período compreendido entre 14 de Maio de 2002 e 5 de Abril de 2005. Licenciada em História, pela Faculdade de Letras de Lisboa, Maria das Mercês Borges foi a segunda mulher a exercer o cargo de Governadora Civil do Distrito de Setúbal. Exerceu também funções dirigentes na Administração Pública: foi Directora de Serviços da Direcção de Serviços de Apoio ao Sistema de Certificação, Directora dos Centros de Emprego do Barreiro e do Montijo e Directora do Centro de Formação Profissional do Seixal. Foi também membro da Assembleia de Freguesia e da Assembleia Municipal do Montijo e presidente da Mesa da Assembleia Distrital dos Trabalhadores Social Democratas (TSD) de Setúbal, organização onde foi, também, membro do Secretariado Nacional e Conselheira Nacional. Exerceu, ainda, o cargo de Vice-Presidente do Centro Social e Paroquial Nossa Senhora da Anunciada, em Setúbal. Recebeu a medalha de Mérito da Cooperação do Instituto Luso-Árabe para a Cooperação e a medalha de Ouro da Liga de Bombeiros Portugueses. 23. TERESA MARGARIDA FIGUEIREDO DE VASCONCELOS CAEIRO. Nasceu em 14 de Fevereiro de 1969. Foi Governadora Civil de Lisboa no período compreendido entre 14 de Maio de 2002 e 12 de Setembro de 2003. Licenciada em Direito, exerceu a advocacia entre 1993 e 1995 e as funções de Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do CDS-PP na Assembleia da República entre 1999 e 2001. Foi Secretária de Estado da Segurança Social no XV Governo Constitucional e Secretária de Estado das Artes e dos Espectáculos do XVI Governo Constitucional. É actualmente deputada à Assembleia da República e é Vice-Presidente deste Órgão de Soberania (XI Legislatura). 24. NELZA MARIA ALVES VARGAS FLORÊNCIO. Nasceu em 10 de Junho de 1947. É Secretária-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI) desde 26 de Outubro de 2005 e foi Directora do Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações (GEPI) do MAI no período compreendido entre 18 de Junho de 2002 e 25 de Outubro de 2005. Licenciada em Economia, é oriunda da carreira técnica superior, na Direcção- Geral dos Impostos, tendo ingressado na Administração Pública em 1972. Exerceu, para além dos referidos, outros cargos de direcção superior, intermédia e de chefia, nomeadamente como Secretária-Geral do Ministério das Obras Públicas e como chefe de divisão e directora de serviços na Direcção-Geral dos Impostos. Foi ainda Presidente da Comissão de Fiscalização do “Metro – Metropolitano de Lisboa, EP”, Presidente do Conselho Fiscal da Comissão Liquidatária da “Air Atlantis”, SA e quadro do Banco Nacional Ultramarino. 24
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    25. MARIA JOSÉRAMINHOS LEITÃO NOGUEIRA. Foi Subinspectora-Geral da Inspecção Geral da Administração Interna entre Julho de 2002 e Novembro de 2005. É Juíza de Direito. Sem foto 26. ALBERTINA DE JESUS GOMES GUEDES. Nasceu a 30 de Dezembro de 1954. Foi Secretária-Geral Adjunta do Ministério da Administração Interna no período compreendido entre 28 de Abril de 2003 e 28 de Julho de 2006. Exerceu ainda, em regime de substituição, as funções de Secretária-Geral do Ministério da Administração Interna entre 2 de Agosto de 2005 e 26 de Outubro de 2005. Licenciada em Economia e bacharel em contabilidade e administração, desenvolveu grande parte da sua actividade profissional no sector privado, onde exerceu vários cargos de direcção e de chefia, em especial na área de recursos humanos. Na Secretaria-Geral da Administração Interna, enquanto Secretária-Geral Adjunta, foi responsável pela área financeira, patrimonial e de aprovisionamento. 27. MARIA MANUEL CARMONA DE FIGUEIREDO RODRIGUES DA COSTA. Nasceu em 29 de Março de 1954. Foi Governadora Civil de Castelo Branco no período compreendido entre 23 de Junho de 2003 e 4 de Abril 2005. Licenciada em Línguas e Literatura Românicas. Sem foto 28. MARIA ANA DE MATOS ROMBA. Foi Comissária Nacional Adjunta para os Refugiados, nomeada em 7 de Junho de 1999. É Procuradora da República. Sem foto 29. MARIA MARGARIDA BLASCO MARTINS AUGUSTO TELLES DE ABREU. Nasceu em 25 de Julho de 1956. Foi Directora-Geral do SIS no período compreendido entre 30 de Janeiro de 2004 e 13 Outubro de 2005. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, ingressou no Centro de Estudos Judiciários em 1980, onde frequenta o estágio para a Magistratura Judicial. Exerceu funções de juiz de direito nas comarcas de Almada e Lisboa (Tribunal de Instrução Criminal de Almada e Lisboa, Tribunal de Polícia, Juízos Cíveis e Criminais e Tribunal Tributário de Lisboa). Em Setembro de 1998, foi nomeada Juíza Desembargadora e colocada no Tribunal da Relação de Lisboa. Desempenhou funções de Chefe de Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça entre 1987 a 1991. Foi Secretária-Geral da Conferência dos Ministros da Justiça dos Países de Língua Oficial Portuguesa, entre 1993 a 1997. Foi vogal do Conselho Superior da Magistratura, eleita pela Assembleia da República, entre 1998 e 1999, e membro do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República, igualmente eleita pela Assembleia da República, entre 1999 e 2003. 30. RITA FADEN DA SILVA MOREIRA ARAÚJO. Nasceu em 18 de Março de 1965. Foi Directora-Geral da Administração Interna no período compreendido entre 15 de Janeiro de 2007 e 16 de Dezembro de 2009 e Directora do Gabinete de Assuntos Europeus do Ministério da Administração Interna (MAI) no período compreendido entre 30 de Setembro de 2004 e 14 de Janeiro de 2007. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, detém uma vasta carreira profissional ligada à Administração Pública, tendo desempenhado, para além dos referidos, vários cargos dirigentes em diferentes serviços e organismos. Foi responsável pela coordenação interna dos serviços e forças de segurança do MAI no quadro das relações bilaterais com países terceiros, com organizações internacionais, política de cooperação e participação em missões de paz. No âmbito das funções que desempenhou no Gabinete do Coordenador Nacional para os Assuntos da Livre Circulação de Pessoas no Espaço Europeu, foi responsável pela preparação e coordenação da posição portuguesa nas instâncias do acordo de Schengen. Exerce actualmente as funções de Directora-Geral da Direcção-Geral da Política de Justiça. 25
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    31. MARIA HELENAPEREIRA LOUREIRO CORREIA FAZENDA. Nasceu em 30 de Julho de 1956. Foi Directora- Geral Adjunta do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no período compreendido entre 1 de Novembro de 2004 e 10 de Maio de 2005. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, é Procuradora da República, tendo exercido funções como magistrada do Ministério Público em diferentes tribunais. Desempenhou funções como procuradora no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e foi membro da Unidade de Magistrados, Conselho e Acompanhamento Judiciário, do Organismo Europeu de Luta Anti-Fraude (OLAF), da Comissão Europeia. Desempenhou ainda as funções de directora-geral adjunta na Directoria-Geral da Polícia Judiciária. 32. MARIA ISABEL RODRIGUES ALMEIDA OLIVEIRA FRAGOSO. Nasceu em 9 de Maio de 1953. Foi nomeada Subdirectora-Geral de Viação em 7 de Dezembro de 2004. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, desempenhou vários cargos e funções na Administração Pública, na qual ingressou como técnica superior em 1983. De Novembro de 1999 a Janeiro de 2001 prestou serviço na Delegação de Portugal junto da NATO em Bruxelas, onde foi responsável pelos seguintes comités: Comité Director das Relações com a Parceria para a Paz (PMSC); Grupo Ad-Hoc para a Manutenção da Paz (AHP); Comité Económico (EC); Comité Científico (SC); Comité dos Desafios da Sociedade Moderna (CCMS). Sem foto 33. CARLA SOFIA BATISTA REIS SANTOS. Nasceu a 13 de Agosto de 1969. Foi Vice-Presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e de Protecção Civil no período compreendido entre 13 de Dezembro de 2004 e 6 de Fevereiro de 2006. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é Inspectora Superior de Finanças da Inspecção Geral de Finanças. Na qualidade de monitora, ministrou várias acções de formação, em especial na área da contratação pública. É actualmente directora de serviços da Direcção de Serviços Jurídicos e de Contencioso da Inspecção-Geral das Actividades Culturais. Sem foto. 34. MARIA ADELAIDE TORRADINHAS ROCHA. Nasceu em 23 de Setembro de 1949. Foi Governadora Civil de Lisboa no período compreendido entre 5 de Abril de 2005 e 26 de Fevereiro de 2008. Licenciada em Economia, desempenhou ainda outros cargos públicos de relevo, nomeadamente como Administradora Financeira da Empresa Lisboa 94 – Capital Europeia da Cultura, SA, entre 1992 e 1995, e como Administradora da Fundação das Descobertas/ Centro Cultural de Belém, entre 1996 e 2004. Desde 2008 que exerce o cargo de Presidente do Conselho de Administração da “Docapesca, S.A.”. 35. MARIA DO CARMO PIRES ALMEIDA BORGES. Nasceu a 30 de Dezembro de 1947. Foi Governadora Civil da Guarda no período compreendido entre Abril de 2005 e Novembro de 2009. Conclui o curso de Magistério Primário e o Bacharelato de Educação Física, tendo desempenhado funções de docente de educação física entre 1967 e 1975. Exerceu vários cargos públicos: foi Directora da Casa da Cultura da Guarda, Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Deputada à Assembleia da República e Vogal da Direcção da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Detém ainda uma vasta experiência profissional em entidades empresariais. 36. MARIA ISABEL SOLNADO PORTO ONETO. Nasceu em 14 de Setembro de 1959. Foi Governadora Civil do Porto no período compreendido entre 5 de Abril de 2005 e 17 de Junho de 2009. Licenciada em Direito pela Universidade Moderna de Lisboa e Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, desenvolveu uma vasta actividade profissional, tendo exercido funções, nessa qualidade, em diferentes órgãos de comunicação social, com destaque para a imprensa escrita. Desempenhou ainda funções como docente na Universidade Moderna nos anos de 2000 a 2003. É actualmente Deputada à Assembleia da República. 26
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    37. MARIA TERESAMOURÃO DE ALMEIDA. Nasceu em 15 de Janeiro de 1954. Foi Governadora Civil de Setúbal no período compreendido entre 5 de Abril de 2005 e 2 de Outubro de 2007. Licenciada em Arquitectura, na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, iniciou o seu percurso profissional no Gabinete de Apoio Técnico (GAT) de Castro Verde. Desempenhou funções técnicas de gestão territorial e urbanística na Câmara Municipal de Setúbal e o cargo de Directora do Departamento de Habitação e Urbanismo daquela autarquia. Após as eleições autárquicas de 1997, desempenhou as funções de Vereadora, tendo a seu cargo os pelouros da Habitação, do Urbanismo e das Obras Municipais. Foi assessora do Instituto de Estradas de Portugal e da CCDR Lisboa e Vale do Tejo. Em Outubro de 2007 foi dirigir o Departamento do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa. 38. FERNANDA DE SOUSA GONÇALVES CARVALHO RAMOS. Tem 54 anos de idade. É Governadora Civil de Évora desde 26 de Outubro de 2005. Desempenhou vários cargos públicos como autarca em Évora e Reguengos de Monsaraz, tendo assumido pelouros na área da Educação, Desenvolvimento Socio-Económico, Cultura e Turismo. Foi membro fundador do CEDRA (Centro de Estudos e Desenvolvimento da Região Alentejo) e Presidente da Direcção da ANESPO, cargo para o qual foi reconduzida sucessivamente entre 1998 e 2005. Em 2001 foi eleita autarca da Câmara Municipal de Évora, sendo designada sua Vice-Presidente, cargo que desempenhou até Outubro de 2005. 39. MARIA TERESA PINTO DE ALMEIDA CHAVES ALMEIDA. Nasceu em 5 de Maio de 1959. Foi Vice-Presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil no período compreendido entre 7 de Fevereiro de 2006 e 15 de Fevereiro de 2006. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, exerceu funções de técnica superior em diversos serviços e organismos da Administração Pública. Desempenhou igualmente vários cargos de direcção intermédia e de chefia no Instituto de Acção Social de Macau e na Secretaria-geral do Ministério da Defesa Nacional. Ministrou acções de formação, nomeadamente nas áreas de gestão administrativa e financeira e de aquisição de bens e serviços. Foi membro do Núcleo de Apoio à reforma (NAR) do Ministério da Defesa Nacional. 40. LEONOR MARIA DA CONCEIÇÃO CRUZ RODRIGUES. Nasceu a 8 de Dezembro de 1955. Foi Directora Nacional Adjunta do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no período compreendido entre 17 de Março de 2006 e 16 de Março de 2009. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é Procuradora da República, tendo exercido funções como magistrada do Ministério Público em diferentes tribunais, nomeadamente nos juízos e varas criminais de Lisboa. Foi monitora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e administradora jurista no Secretariado da Comissão Europeia dos Direitos do Homem do Conselho da Europa. 41. MARIA GABRIELA CERTÃ VENTURA. Foi Encarregada de Missão da Estrutura de Missão para a Gestão de Fundos Comunitários entre Novembro de 2006 e Agosto de 2008. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, em 1987, foi Assistente Universitária até 1995. Entre 1992 e 1995 exerceu funções de Consultora da Agência Sueca para o Desenvolvimento. Entre 1995 e 1997 foi Consultora do Banco Mundial. Exerceu funções de Chefe do Gabinete do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros no XIII Governo Constitucional. Entre 1999 e 2006 foi Conselheira na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia. Exerceu funções de Directora do Gabinete de Coordenação Internacional do Grupo Mota -Engil. Desempenha actualmente as funções de Directora do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e é, por inerência, Gestora da Autoridade de Gestão do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente. 27
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    42. MARIANA SOTTOMAIOR JORGE DE AVILLEZ PEREIRA. Foi Directora da Direcção-Geral da Administração Interna no período compreendido entre 15 de Janeiro de 2007 e 16 de Dezembro de 2009. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, desempenhou funções dirigentes como Directora-Adjunta do Gabinete de Relações Internacionais, Europeias e de Cooperação (GRIEC) do Ministério da Justiça e de Directora de Serviços do Núcleo de Assuntos Comunitários do GRIEC. Participou, na qualidade de representante do Ministério, da Justiça, em vários grupos de trabalho da União Europeia na área da justiça e assuntos internos. Exerce actualmente funções de Directora na Direcção-Geral da Política de Justiça. 43. AUSENDA MARIA AZEVEDO VIEIRA. Nasceu a 9 de Junho de 1949. Foi Directora da Direcção-Geral da Administração Interna no período compreendido entre 29 de Março de 2007 e 30 de Setembro de 2009 (Área do Planeamento Estratégico e Política Legislativa). Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, desenvolveu uma vasta carreira profissional na Administração Pública. Integrou e coordenou vários grupos de trabalho, quer no âmbito do estudo e planeamento da formação das forças e serviços de segurança, quer em acções e projectos relacionados com grupos especialmente vulneráveis. Foi membro da Comissão Interministerial do II Plano Nacional de Acção para a Inclusão, em representação do Ministro da Administração Interna, e coordenadora operacional do Projecto CAIM/Cooperação, Acção, Investigação, Mundivisão – projecto piloto na área da prostituição e tráfico de mulheres em Portugal. Exerceu ainda funções de adjunta do Coordenador do Conselho Consultivo para a Formação das Forças e Serviços de Segurança. Foi Conselheira para a Igualdade no MAI entre 2006 e meados de 2009. 44. SUSANA ISABEL NASCIMENTO PEREIRA DA SILVA. Nasceu em 3 de Maio de 1972. Foi Directora Nacional de Planeamento de Emergência da Autoridade Nacional de Protecção Civil de 1 de Abril de 2007 a 15 de Dezembro de 2009. Desde 16 de Dezembro de 2009 ocupa o cargo de Directora Nacional de Bombeiros. Licenciada em Engenharia do Território pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, desempenhou durante cinco anos, entre Janeiro de 2002 e Fevereiro de 2007, o cargo de Vogal da Direcção da Escola Nacional de Bombeiros, tendo sido responsável pelo sector de formação da Escola. Exerceu durante vários anos consultoria nas áreas viabilidade ambiental, análise e avaliação de risco, tendo, nesse âmbito, coordenado apoiado e implementado sistemas de gestão ambiental, bem como coordenado e desenvolvido estudos de impacte ambiental e avaliação de impactes ambientais. 45. ISILDA MARIA PRAZERES DOS SANTOS VARGES GOMES. Nasceu em 16 de Setembro 1951. É Governadora Civil de Faro desde 19 de Novembro de 2009. Exerceu estas mesmas funções no período compreendido entre 1 de Junho de 2007 e 15 de Agosto de 2009. Licenciada em Ensino de Matemática e Ciências da Natureza pela Universidade do Algarve, exerceu funções como professora do 2.º e 3.º ciclo do ensino básico. Foi também Vice-presidente da Câmara Municipal de Portimão, Coordenadora Distrital do Projecto Vida no Algarve, Delegada Regional no Algarve do Instituto do Emprego e Formação Profissional e Presidente da Assembleia Municipal de Portimão. 46. EURÍDICE MARIA DE SOUSA PEREIRA. Nasceu a 20 de Outubro de 1962. Foi Governadora Civil de Setúbal no período compreendido entre 19 de Setembro de 2007 e 13 de Agosto de 2009. Licenciada em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tem uma vasta carreira ligada à Administração Pública, onde ingressou em 1990. Desempenhou cargos de direcção superior e intermédia, nomeadamente Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e Directora do Departamento de Modernização Administrativa da Câmara Municipal do Barreiro. Como autarca, 28
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    foi membro daAssembleia Municipal da Moita, da Assembleia de Freguesia da Moita, da Assembleia Metropolitana de Lisboa e Vereadora da Câmara Municipal da Moita no mandato iniciado em Outubro de 2005 (renunciou a 19 de Setembro de 2007, data em que assume funções como Governadora Civil de Setúbal). É actualmente Deputada à Assembleia da República. 47. MARIA DALILA CORREIA ARAÚJO TEIXEIRA. Nasceu em 1954. É Secretária de Estado da Administração Interna desde 31 de Outubro de 2009. Foi Governadora Civil de Lisboa no período compreendido entre 26 de Fevereiro de 2008 e 31 de Agosto de 2009. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa, exerceu, entre outros e para além dos referidos, o cargo de Secretária Geral da Área Metropolitana de Lisboa (2005/2008). É quadro superior da Portugal Telecom desde 1980 e Investigadora da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Foi directora da revista “Pessoas e Territórios” (2008/2009) e da revista “Metrópoles” (2003/2008). É autora de várias obras e publicações nas áreas de Segurança e Poder Local. Doutoranda em Ciência Política e Relações Internacionais. 48. ANA BELA DIAS NOBRE. Nasceu a 30 de Novembro de 1957. Foi Secretária-Geral Adjunta do Gabinete Coordenador de Segurança, em regime de substituição, no período compreendido entre 14 de Julho de 2008 e 8 de Outubro de 2008. Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é Inspectora Superior da carreira de investigação e fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, serviço no qual desempenhou vários cargos de direcção intermédia. Foi Conselheira para a Igualdade, em representação do Ministério da Administração Interna. Exerceu ainda funções de adjunta do Coordenador do Conselho Consultivo para a Formação das Forças e Serviços de Segurança. Exerce actualmente funções de Adjunta do Gabinete do Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna. 49. MARIA ISABEL COELHO SANTOS. Nasceu em 12 de Fevereiro de 1962. É Governadora Civil do Porto desde 19 de Novembro de 2009. Licenciada em Relações e Cooperação Internacional, é da carreira técnica superior, área de relações internacionais. Exerceu diferentes cargos públicos e de direcção, foi deputada à Assembleia da República na X Legislatura, directora do Departamento de Recursos Humanos da Câmara Municipal de Matosinhos e Adjunta do Gabinete de Apoio ao Presidente da mesma autarquia. Foi membro da Assembleia de Freguesia de Gondomar (S. Cosme). 50. SÓNIA ISABEL FERNANDES SANFONA CRUZ MENDES. Nasceu em 10 de Dezembro de 1971. É Governadora Civil de Santarém desde 19 de Novembro de 2009. Licenciada em Direito, exerceu a advocacia. Foi Deputada à Assembleia da República na X Legislatura e membro da Assembleia Municipal de Alpiarça. 51. MARIA JOANA DE ARAÚJO TORRES DA SILVA DANIEL WRABETZ. Nasceu em 29 de Agosto de 1971. É Chefe de Equipa do Observatório do Tráfico de Seres Humanos desde 1 de Janeiro de 2010. Licenciada em Português/Inglês pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Mestre em Direitos Humanos e Democratização pelo Centro Europeu Inter-Universitário para os Direitos Humanos e Democratização (EIUC), começou a sua carreira de investigadora com uma tese premiada sobre os direitos das crianças que nasceram de mulheres violadas em tempo de guerra: “No Man´s Child: The War Rape Orphan e continuou o seu trabalho como investigadora para a UNICEF/Sarajevo, Bósnia, e o UNICEF Innocenti Research Centre em Florença, Itália. Em 2005, instala-se em Viena, tendo-se dedicado desde então ao estudo e acompanhamento de questões relacionadas com o Tráfico de Seres Humanos, colaborando com a Representação Portuguesa junto à OSCE como perita em tráfico de seres humanos até 2009. 29
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    Os factos Éconhecido o aforismo, segundo o qual contra factos não existem argumentos. Numa sociedade com um projecto de mudança, este determinismo proverbial deve ser combatido. E o argumento é, muito apropriadamente, o da transformação desejada de um certo estado das coisas. Relativamente à presença de mulheres no MAI, o facto da sua proporção no conjunto dos funcionários (taxa de feminização) ser a mais baixa de entre toda a Administração Pública sugere que se argumente com a necessidade de se continuar a promover, sobretudo nas Forças e Serviços de Segurança, esforços para que as diferenças hoje existentes não se fiquem a dever a velhos preconceitos. Cabe, no entanto, reafirmar que o percurso observado nas duas últimas décadas é notável. As mulheres do MAI são hoje bastante mais do que eram, nomeadamente em termos de técnicas superiores. Mas não só. Atente-se nos seguintes números: 16 mulheres na GNR em 1995; mais de 1.000 em 2009. Na PSP, evolução igualmente muito considerável: pouco mais de meio milhar em 1995; quase 1.500 em 2009.Em termos absolutos e globais (GNR e PSP), a progressão desta taxa de feminização foi notável: de menos de 1% em 1985 para um pouco mais de 3% em 1999, sendo hoje de quase 7%. Também a proporção daquelas que ocupam cargos de Chefia e Direcção cresceu exponencialmente em todos os Serviços do MAI, incluindo as Forças de Segurança. O conceito de chefia deixou, definitivamente, de ser sinónimo de masculino. De acordo com a (pouca) informação disponível, a tendência para o desequilíbrio entre homens e mulheres em funções policiais é uma tendência universal. Na Europa, contudo, alguns países apresentam taxas de feminização entre os 10 e 20% (Irlanda, Lituânia, Letónia, Holanda, Eslovénia, Suécia, Reino Unido). No caso da Estónia, esse valor atingiu os 37% em 2007! Estes e outros factos, que o leitor e a leitora podem captar nas páginas seguintes, exprimem afinal a sociedade que somos, de onde viemos, e o sentido em que caminha a nossa transformação. Taxas de feminização Ano de 200712 Gráfico 1: Nº de colaboradores/as - Serviços centrais Gráfico 2: Nº de colaboradores/as -Governos Civis 12Todos os gráficos apresentados relativamente a 2007 têm como Fonte: Balanço Social Consolidado do Ministério da Administração Interna de 2007 (SGMAI), sendo os cálculos apresentados da responsabilidade da DGAI. 33 91 25.072 23.299 254 1.457 55 65 59 SGMAI GNR PSP ANPC SEF IGAI DGIE DGAI 24 14 33 16 14 22 14 27 12 Aveiro Beja Braga Bragança Cast. Branco Coimbra Évora Faro Guarda
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    Gráfico 3: Nºde colaboradores/as - Governos Civis (cont.) Tal como referido no Balanço Social consolidado do MAI relativo ao ano de 200713, o Ministério possuía um total de 50 829 colaboradores e destes, 95% (n=48371) pertenciam às Forças de Segurança do MAI (Guarda Nacional Republicana - GNR e a Polícia de Segurança Pública – PSP). O peso dos colaboradores dos governos civis representava 0,9% do total. Gráfico 4: Taxa de feminização (%) - MAI Os serviços que apresentam a mais elevada taxa de feminização são os governos civis (71,3%). Nos serviços centrais (excluindo as Forças de Segurança) 48% dos/as colaboradores/as são mulheres e nas Forças e Serviços de Segurança as mulheres constituem apenas 6,9% dos recursos humanos. Gráfico 5: Taxa de feminização (%) - Serviços centrais Conforme se observa pelo Gráfico 5, a mais elevada taxa de feminização encontra-se na SGMAI (76%), seguindo-se a DGAI (69%) e os menores valores situam-se na GNR (4%) e na PSP (10%). Nos restantes serviços, com excepção da GNR e da PSP, a taxa de feminização geral situa-se acima dos 45%. Em termos de taxa de feminização ao nível dos cargos de direcção/chefia, salientam-se os casos da PSP, em que esta taxa é superior à taxa de feminização global (19%)14, e a ANPC e a DGIE, em que se passa o inverso, ou seja, a taxa de feminização global é nitidamente mais elevada do que a verificada nos cargos de direcção/chefia (46% vs. 10% e 49% vs 27%, ANPC e DGIE respectivamente). Gráfico 6: Taxa de feminização (%) - Governos Civis15 13Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (16/3/2009). Estes valores não incluem a ANSR. 14O nº total de dirigentes /cargos de chefia considerado é de 110. 34 15Salienta-se que em alguns governos civis o número de colaboradores é “diminuto” pelo que as percentagens reflectem números absolutos correspondentes a essa dimensão. 40 72 16 65 23 30 18 17 20 Leiria Lisboa Portalegre Porto Santarém Setúbal Viana do Castelo Vila Real Viseu 76 4 10 46 46 51 49 69 67 19 10 41 50 27 62 SGMAI GNR PSP ANPC SEF IGAI DGIE DGAI taxa de feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia 67 64 67 63 64 59 86 74 75 20 40 33 40 57 25 100 50 67 Aveiro Beja Braga Bragança Castelo Branco Coimbra Évora Faro Guarda taxa de feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia
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    Gráfico 7: Taxade feminização (%) - Governos Civis (cont.) Nos governos civis, a taxa de feminização global situa-se em todos os casos igual ou acima de 55%, sendo que o valor mais baixo se situa no Governo Civil de Viseu (55%) e a mais alta em Évora (86%). Com excepção dos casos de Évora e de Lisboa, a taxa de feminização ao nível dos cargos de direcção/chefia situa-se abaixo do valor da taxa de feminização global respectiva. Essa diferença surge mais acentuada nos governos civis de Aveiro, Braga, Leiria e Santarém cuja diferença assume valores acima de 30 pontos percentuais. Ano de 200816 Gráfico 8: Nº de colaboradores/as - Serviços centrais No gráfico 8 constam os dados mais recentes sobre o número de colaborares/as dos serviços centrais, incluindo-se o número relativo à ANSR. Em 2008, existiam 50394 colaboradores/as no MAI. Gráfico 9: Taxa de feminização (%) - Serviços centrais 16Os dados apresentados relativamente a 2008 nos gráficos 8 a 11 têm como Fonte o Balanço Social Consolidado do Ministério da Administração Interna de 2008 (SGMAI). Os cálculos apresentados são da responsabilidade da DGAI. Estes dados devem ser ainda considerados provisórios. 35 78 75 63 74 70 80 78 71 55 20 80 60 67 17 67 75 40 50 Leiria Lisboa Portalegre Porto Santarém Setúbal Viana do Castelo Vila Real Viseu taxa de feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia 98 25704 22143 233 80 1478 54 66 64 SGMAI GNR PSP ANPC ANSR SEF IGAI DGIE DGAI 73 6 10 41 69 47 50 52 69 58 11 67 42 50 22 57 SGMAI GNR PSP ANPC ANSR SEF IGAI DGIE DGAI taxa feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia
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    Nos governos civis,a taxa de feminização global continuou a situar-se em todos os casos igual ou acima de 55%, sendo que o valor mais baixo se situa no Governo Civil de Bragança (56%) e a mais alta em Vila Real (78%). Com excepção dos casos de Évora e do Porto, a taxa de feminização ao nível dos cargos de direcção/chefia situa-se abaixo do valor da taxa de feminização global respectiva. Essa diferença surge mais acentuada nos governos civis de Braga, Leiria, Santarém e Viana do Castelo, cuja diferença assume valores acima de 30 pontos percentuais. Gráfico 12: Número de colaboradores/as nas Forças e Serviços de Segurança em funções operacionais/policiais - 2008 Fonte: GNR, PSP e SEF Em termos de taxa de feminização, verifica-se que, à semelhança dos dados de 2007, a mais elevada taxa de feminização nos serviços centrais encontra-se na SGMAI (73%). Em seguida situa-se a ANSR (69%) e a DGAI (69%). Nos restantes serviços, com excepção da GNR e da PSP, a taxa de feminização geral situa-se acima dos 40%. Gráfico 10: Taxa de feminização (%) – Governos Civis 64 69 67 Gráfico 11: Taxa de feminização (%) – Governos Civis (cont.) 36 56 64 57 75 76 75 38 50 33 33 57 50 83 60 67 taxa feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia 68 77 57 76 68 75 61 78 76 17 50 60 83 17 67 29 75 75 Leiria Lisboa Portalegre Porto Santarém Setúbal Viana do Castelo Vila Real Viseu taxa feminização global taxa de feminização- cargos de direcção/chefia 661 1.488 144 2.293 17.330 20.922 720 38.972 GNR PSP SEF GNR+PSP+SEF Mulheres Total
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    Tabela 1: Taxade feminização nas Forças e Serviços de Segurança do MAI em funções policiais/operacionais, entre 2006 e 2008 Taxa de feminização em funções policiais/operacionais (%) Ano GNR PSP SEF 2006 * 6,8 20 2007 * 7 19,97 2008 3,81 7,11 20 Fonte: Cálculos da DGAI, com base dos dados disponibilizados pela GNR, PSP e SEF. *Dados não disponíveis. A taxa de feminização no SEF em funções policiais/operacionais é claramente superior à verificada na PSP e esta superior à da GNR. Refere-se de modo a contextualizar estes números que a GNR foi constituída em 1911, a PSP em 1927 e o SEF em 198617, no entanto o ingresso das primeiras mulheres na GNR ocorreu vários anos mais tarde do que na PSP e no SEF. Na PSP a inclusão de mulheres começou a efectuar-se de forma sistemática na década de 80 (século XX), tendo sido abertos três concurso limitados a mulheres para agentes (anteriormente designado por guardas), um na década de 50 e dois na de setenta. A inclusão enquanto oficiais, ocorreu em 198418. A entrada das primeiras mulheres na GNR ocorreu em 1993-1994. O número de candidatas ao Curso de Formação de Guardas tem vindo a aumentar desde 1994, desde 115 candidatas em 1994 até 3063 em 2008. No último concurso de admissão de oficiais da GNR (2008/2009), a taxa de feminização entre os/as 57 alunos/as foi 17,5%. No caso do SEF, considerando-se a carreira de investigação e fiscalização (CIF), a entrada de mulheres ocorreu em 1990, desde a criação do primeiro estágio com vista ao ingresso nesta carreira. 37 17As origens do SEF remontam a 1974, ocasião em a Direcção de Serviço de Estrangeiros estava integrada na PSP. 18Durão, S. (2004). Quando as mulheres concorrem e entram na polícia: a óptica etnográfica. Etnográfica, vol. VII (1), pp. 57-78. Nos cinco estágios que decorreram de ingresso na CIF do SEF, a taxa de feminização entre estagiários/as foi de 21%, sendo de 24% no último realizado (2004). Gráfico 13: Taxa de feminização (%) – Forças e Serviços de Segurança – funções operacionais- 2008 3,8 7,1 20,0 5,88 1,5 7,2 32,9 5,22 GNR PSP SEF GNR+PSP+SEF tx de feminização global- f. operacionais tx feminização- cargos de direcção/chefia- f. operacionais Fonte: Cálculos da DGAI, com base dos dados disponibilizados pela GNR, PSP e SEF Em 2008 a taxa de feminização em cargos de chefia (funções operacionais) na GNR era de 1,5%, na PSP de 7,2% e no SEF de 32,9%. Analisando as Forças e Serviços de Segurança no seu conjunto, verifica-se que a taxa de feminização global em termos de funções operacionais é de cerca de 6%, sendo esta taxa ligeiramente superior à taxa de feminização relativamente a colaboradores/as que desempenhando funções operacionais se encontram em cargos de chefia (5%).
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    Autoridade Nacional deProtecção civil Tabela 2: Taxa de feminização Ano 2008 40,8 3,92 Fonte: ANPC Actualmente existem duas mulheres a desempenhar funções de chefia no âmbito do comando de operações de socorro, uma ao nível do Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS, adjunta de operações nacional, e uma outra ao nível do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), adjunta de operações distrital. Tratam-se de estruturas que asseguram o comando operacional das operações de socorro e ainda o comando operacional integrado de todos os agentes de protecção civil, no respeito pela sua autonomia própria. Ao nível do CNOS, existem três adjuntos de operações nacional que desempenham funções operacionais e técnicas nomeadamente ao nível do planeamento, organização, formação, operações, logística, comunicações e novas tecnologias, garantindo a chefia, organização e funcionamento das células do CNOS sob a sua responsabilidade. No âmbito dos CDOS, existentes em cada distrito, os adjuntos de operações distritais devem, nomeadamente, manter actualizados todos os planos gerais e especiais para cada tipo de risco na área de jurisdição do seu distrito, bem como todos os planos operacionais. 38 Taxa de feminização global (%) Taxa de feminização em funções operacionais (%)
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    AS MULHERES EOS ASSUNTOS EUROPEUS Um testemunho: “O balanço que faço até aqui é muito positivo. As Relações Internacionais exigem, em regra, espírito de sacrifício, na defesa de causas (interesse nacional), com uma preocupação de longo prazo e estabilidade. O pragmatismo perante a complexidade, a capacidade de nos colocarmos no “lugar” do outro (intuição), antecipando e solucionado conflitos, têm sido uma constante nas mulheres com quem me tenho cruzado neste trabalho, muito em especial na DGAI e seus interlocutores. Estas características, tendencialmente femininas, não são exclusivas das Mulheres, muito embora a vivência activa das mulheres possa potenciar a universalização destes valores”. Raquel D’Orey, Directora de Serviços dos Assuntos Europeus (DGAI) Constança Urbano de Sousa, Conselheira Técnica Principal na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia desde 2006, onde coordena o núcleo Justiça e Assuntos Internos, escreve: “Quando assumi funções na REPER verifiquei que, também na Europa, este era e continua a ser um mundo de homens. Sendo mulher e oriunda de um Estado- Membro médio, a minha afirmação como interlocutor credível nesta área dominada por actores masculinos teve necessariamente de se basear num elevado nível de qualidade técnica da intervenção da representação nacional”. REPRESENTAÇÃO A NÍVEL INTERNACIONAL AS MISSÕES INTERNACIONAIS E O ELEMENTO FEMININO FORÇAS DE SEGURANÇA Militares da GNR têm participado em missões internacionais, nomeadamente em Timor, Bósnia e Iraque. As funções desempenhadas podem ir desde a investigação criminal ao apoio directo às populações e às acções humanitárias. Muitas vezes a proximidade com as populações é muito grande, apoiando as organizações que se ocupam de feridos, que desenvolvem encontros para promover regras de higiene e saúde e na distribuição de brinquedos. Ao nível da investigação criminal, muitas vezes elementos da GNR integram as equipas de investigação da ONU, nomeadamente as unidades de vítimas vulneráveis. 39
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    Diversos elementos daPSP têm também participado nas missões internacionais, integrados na Polícia da ONU (ex: Kosovo, Bósnia, Congo, Moçambique, e Guatemala). Nestas acções é, nomeadamente prestado apoio a acções humanitárias direccionadas para grupos de risco (mulheres, crianças, idosos, minorias étnicas, etc.); são investigadas violações dos direitos humanos cometidos contra mulheres por militares/guerrilheiros/milicianos durante o conflito; e são investigados criminalmente abusos sexuais, violência doméstica durante o conflito e situação pós-conflito. Em 2008 existiam 263 elementos em missões internacionais, dos quais 3 eram mulheres e em 2009 existiam 275 elementos nesse tipo de missões, dos quais 10 eram mulheres19. Nos últimos dois anos, nenhuma mulher ocupou cargos de chefia nestas missões. Actualmente as missões internacionais decorrem na Bósnia, Kosovo, Rafah, Geórgia, Guiné-bissau, Congo, Timor Leste e Chade. 40 19Fonte: DGAI/Área de Relações Internacionais.
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    Elementos da Carreirade Investigação e Fiscalização do SEF (CIF), participaram no decurso de 2009 em várias missões internacionais, sendo de destacar as operações organizadas pela Agência Europeia para a Gestão das Fronteiras Externas (FRONTEX), em sede de controlo das fronteiras externas da União Europeia. Neste âmbito, participou-se em 11 operações, distribuídas por fronteiras aéreas, marítimas e terrestres, com um total de 78 elementos, dos quais 11 do sexo feminino. Em sede de acções de formação específica para Guardas de Fronteira, estruturadas e organizadas pela Frontex, o SEF participou com um total de 28 elementos, tendo sido 13 do sexo feminino. Aqui importa realçar o facto de que a participação do SEF se estende também à qualidade de formadores, em determinadas áreas específicas, especificamente na área de Avaliação Schengen, com duas Formadoras. Em termos permanentes21 o SEF tem 04 Peritos Nacionais Destacados na Sede de Frontex em Varsóvia, um dos quais do sexo feminino a desempenharem diversas funções que vão desde o apoio jurídico, à análise de informação e organização de operações no terreno, de acordo com as necessidades apresentadas por cada Estado Membro. Ainda no que se reporta à área de análise de informação, em 2009 o SEF, teve dois elementos da CIF, um dos quais feminino, nomeados como FISO (Frontex Intelligence Support Officer), em projectos de intelligence específicos. SERVIÇO DE ESTRANGEIROS E FRONTEIRAS20 “Quando a Carreira de Investigação e Fiscalização foi criada no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), as mulheres ingressaram em número significativo, introduzindo uma ética da igualdade com respeito pela diferença que se reflecte no desempenho das funções que pautam a actividade e a conduta de todos os elementos do SEF. No exercício das competências do SEF, numa época em que a face humana da globalização são as migrações, como refere Ban Ki Moon, cada vez mais as protagonistas das mesmas são também as mulheres. Assim, a par da integração dos imigrantes que o SEF prossegue, urge combater com eficácia os fenómenos nocivos que põem em causa esta realidade, como o tráfico de seres humanos, em que os grupos mais vulneráveis são as mulheres e as crianças. Neste contexto ser mulher e dirigente no SEF implica que não se pergunte por quem os sinos dobram sabendo de antemão que eles dobram por todas nós. E, esta percepção, manifesta-se pela rapidez com que são identificados os problemas ligados a esta área e pelas respostas múltiplas com respeito pelos direitos humanos que lhes é dada. Hoje, ao ver as mulheres que integram as forças e Serviços de Segurança, Camões certamente escreveria ainda com mais convicção... “… E folgarás de veres a polícia Portuguesa na paz e na milícia” Canto VII “Os Lusíadas”“ Luísa Maia Gonçalves Inspectora Superior Directora da Direcção Central de Investigação Pesquisa e Análise de Informação ( DCIPAI) 41 20Fonte: SEF. 21Por períodos de 02 anos.
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    AUTORIDADE NACIONAL DEPROTECÇÃO CIVIL23 Situações de emergência A ANPC participa em missões internacionais, enquadrando-se na assistência internacional todas as missões despoletadas e mobilizadas pela ANPC perante situações de emergência de protecção civil, seja de natureza bilateral, seja no âmbito das organizações internacionais em que a Autoridade se encontra representada. As missões internacionais, em sede de Protecção Civil, tiveram reflexo nos seguintes momentos: -Grécia (Julho e Agosto de 2007) Apoio ao combate a incêndios florestais com meios aéreos e apoio técnico especializado, onde participou um perito em incêndios florestais e um oficial de ligação, ambos do sexo masculino; -Peru (Agosto 2007) Missão de reconhecimento e avaliação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil da União Europeia, accionado em situações de catástrofes como o sismo ocorrido em Pisco (Perú) e que, nesta ocasião, contou com a participação da Adjunta de Operações de Socorro, Patrícia Gaspar. A participação internacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, também se tem estendido a outras áreas do globo, embora não com a participação (até ao momento) de mulheres. É o caso da participação na UNMIT em Timor-Leste da ONU, e da EUBAM na fronteira da Moldávia com a Ucrânia no âmbito da União Europeia. Finalmente, e decorrente, da estreita colaboração entre o Serviço e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) também existem dois elementos destacados em Timor-Leste. OFICIAIS DE LIGAÇÃO /OFICIAIS DE IMIGRAÇÃO22 Adicionalmente refere-se que existem 15 Oficiais de Ligação/ Oficiais de Imigração, dos quais quatro são do sexo feminino (26,7%). As quatro mulheres são todas oficias de imigração da Carreira de Investigação e Fiscalização (CIF) do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Encontram-se a exercer funções nas representações diplomáticas portuguesas nos seguintes Estados terceiros: República de Cabo-Verde e S. Tomé e Príncipe; República Federativa do Brasil; Guiné-Bissau e Senegal; e Angola. A missão do Oficial de Ligação de Imigração, enquadra, para além da usual cooperação policial e troca de informações (inclusive de apoio em sede de investigação criminal), à emissão de pareceres a requerimentos de vistos para estada em Portugal e ao apoio ao retorno voluntário ao país de origem em sede do Programa SURRIA, entre o SEF e a OIM. 22Fonte: DGAI/Área de Relações Internacionais e SEF. 23Fonte: ANPC. 42
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    Profissões reguladas peloMAI CORPOS DE BOMBEIROS E EQUIPAS ESPECIAIS FORÇA ESPECIAL DE BOMBEIROS: “CANARINHOS”24 A Força Especial de Bombeiros Canarinhos (FEB) é uma força especial de protecção civil, dotada de estrutura e comando próprio, organizada e inserida no dispositivo operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), tendo sido criada ao abrigo do disposto no artigo 19º do Decreto-Lei n.º 247/2007, de 27 de Junho. A origem da FEB remonta a 2005, tendo na sua base a constituição de Grupos Especiais Helitransportados, que mais tarde deram origem à FEB. Esta Força tem por missão responder, com elevado grau de prontidão, às solicitações de emergência de protecção e socorro, a acções de prevenção e combate em cenários de incêndios, acidentes graves e catástrofes, em qualquer local no território nacional ou fora do país e em outras missões de protecção civil e ainda ministrar formação especializada nas valências em que venha a estar credenciada pelas entidades competentes. 43 24Fonte: ANPC. - Espanha (2009) Apoio ao combate a incêndios florestais com meios aéreos, onde participou um oficial de ligação, do sexo masculino; - Itália (Junho 2009) Na sequência do sismo ocorrido em Itália, deslocou-se a L’Aquila para visita aos locais afectados pelo sismo e recolha de informação sobre a organização da Protecção Civil italiana em caso de eventos sísmicos, a Eng.ª Patrícia Pires. Assistência Técnica No âmbito do programa EuroMed, a ANPC participou na missão de assistência técnica que decorreu em 2007 na Jordânia, conjuntamente com representantes do Luxemburgo e Hungria, que teve como objectivo providenciar a este país aconselhamento técnico para implementação de acções de Protecção Civil no âmbito dos riscos químicos. Esta missão contou com a participação da Eng.ª Patrícia Pires, tendo sido a primeira vez que participou um elemento do sexo feminino uma missão de assistência técnica EuroMed.
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    Tabela 3: Taxade feminização nos corpos de bombeiros e equipas especiais Ano 2008 16 1,5 4,3 2009 16 1,6 3,42 7,26 Fonte: ANPC Segurança Privada Segundo as informações disponibilizadas pela PSP, em 2008, encontravam-se registados 42238 vigilantes, 7,5% dos quais eram do sexo feminino (n=3166). Este valor situa-se próximo da taxa de feminização verificada na PSP (funções policiais: 7,1%). EQUIPAS DE INTERVENÇÃO PERMANENTE25 As equipas de intervenção permanente (EIP) são compostas por cinco elementos, tendo um chefe de equipa e quatro bombeiros. O programa do Governo prevê a criação destas equipas nos concelhos de maior risco sendo a sua área de actuação no respectivo corpo de bombeiros. Têm como missão assegurar, em permanência, o socorro às populações, designadamente nos casos de combate a incêndios; socorro às populações em caso de incêndios, inundações, desabamentos, abalroamentos e em todos os acidentes ou catástrofes; socorro a náufragos; socorro complementar, em segunda intervenção, desencarceramento ou apoio a sinistrados no âmbito da urgência pré-hospitalar, não podendo substituir-se aos acordos com a autoridade nacional de emergência médica; minimização de riscos em situação de previsão ou ocorrência de acidente grave; colaboração em outras actividades de protecção civil, no âmbito do exercício das funções específicas que são cometidas aos corpos de bombeiros. Os elementos que constituem as EIP desempenham, ainda, outras tarefas de âmbito operacional, incluindo planeamento, formação, reconhecimento dos locais de risco e das zonas críticas, preparação física e desportos, limpeza e manutenção de equipamentos, viaturas e instalações, sem prejuízo da prontidão e socorro. Actualmente existem 116 equipas das quais três delas têm como chefes de equipa elementos do sexo feminino. 25Fonte: ANPC. 44 Taxa de feminização global (%) Taxa de feminização em estruturas de comando (%) Taxa de feminização na Força Especial de Bombeiros – “Canarinhos” - FEB (%) Taxa de feminização nas Equipas de Intervenção Permanente – EIP’S (%)
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    Testemunhos Mulheres noMAI em discurso directo 49
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    51 As testemunhas Ana Coimbra Governo Civil do Porto Ana José Ferrenha da Cruz Soares DGAI Ana Paula Ribeiro Campos DGAI Ana Sofia de Sousa Guedes Vaz GNR Ana Teresa Ferreira Santos DGIE Andreia Alexandra Fernandes Coelho ANPC- Equipa de Intervenção Permanente - Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Constância Carla Duarte PSP Catarina Isabel Duarte Maurício GNR Celeste Margarida dos Santos Cavaleiro Silva Governo Civil de Coimbra Cipriana Felismina Cardoso Martins da Costa SG Cristina Gatões SEF Cristina Peixoto DGAI Fernanda Beatriz da Silva Castelo Caleço SG Fernanda de Sousa Faria Mendes DGAI Guadalupe Mègre Pires SEF Helena Maria Pires Coelho Navalho DGIE Helena Maria Vaz da Silva Marques Governo Civil de Coimbra Luisa Carrajola IGAI Lurdes Conceição Monteiro da Fonseca ANPC Lurdes Manuela da Silva Piçarreira ANPC Força Especial de Bombeiros Maria Alexandra Santos Teixeira de Gois SEF Maria Beatriz Gonçalves Dias Ribeiro de Almeida SG Maria da Graça Soromenho Marques DGAI Miragaia Archer Maria de Fátima Conceição dos Santos Silva SEF Maria de Jesus Lopes Gaio Lucas ANSR Maria de Lurdes Simões Conde DGIE Maria dos Remédios Dias de Sousa Carvalho ANPC- Equipa de Intervenção Permanente - Bombeiros Voluntários de Sátão Maria Fernanda Pais Correia Sampaio Governo Civil de Viseu Sobral Amaral Maria João Antunes Mendes Miranda ANSR Mónica Patrícia Pinto da Costa Governo Civil de Viseu Olga Maria Macedo Calixto Morais ANPC Patrícia Alexandra Costa Gaspar ANPC Patricia Carla Mendes Pires ANPC Paula Alexandra Gonçalves Fernandes Rodrigues GNR Preciosa de Fátima Pereira Machado GNR Sílvia Maria de Sousa Fernandes Lima PSP Sílvia Rute de Freitas Félix ANPC - Bombeiros de Nisa Sónia Cristina Folha dos Santos Gomes Governo Civil do Porto Sónia Isabel Carvalhinho Henriques PSP Susana Isabel Nascimento Pereira da Silva ANPC Virgínia Lúcia Regateiro da Cruz PSP
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    Exercício do cargode Secretário do Governo Civil, com funções de direcção, sob as ordens do Governador Civil e em conformidade com o regulamento interno, do expediente e dos trabalhos dos vários serviços prestados pelo Governo Civil. Ana Coimbra Governo Civil do Porto Desde 1989 na DGAI (ex-STAPE). Tarefas de apoio elementares, indispensáveis ao funcionamento dos órgãos e serviços. Ana José Soares DGAI Telefonista desde 2002. Ana Paula Campos DGAI Comandante de um Pelotão de Ordem Pública, desde JAN08. Ana Vaz GNR Em funções desde Agosto de 2009, exercendo a coordenação da equipa de investimento e programação da Direcção Geral de Infra-estruturas e Equipamento. A esta equipa compete a elaboração dos planos plurianuais de equipamento em articulação com as forças de segurança e restantes serviços do ministério, bem como promover a execução dos investimentos previstos na Lei da Programação de Instalações e Equipamentos das Forças de Segurança. Para além destes, compete-lhe a promoção da execução de outros investimentos com enquadramento no PIDDAC. A concretização destas atribuições envolve uma interactividade entre diversas equipas da DGIE, serviços e forças de segurança do MAI. Ana Santos DGIE 55
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    Exerço funções deChefe da Equipa de Intervenção Permanente, desde 01 de Abril de 2009, na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Constância, tendo a missão de assegurar actividades operacionais e de socorro às populações, nomeadamente: - Combate a incêndios, socorro complementar desencarceramento, apoio a sinistros, minimização de riscos em situações de ocorrência de incidentes graves.- Colaboração em actividades de protecção civil, no âmbito do exercício das funções que são cometidas aos Corpos de bombeiros. Andreia Coelho ANPC- EIP- Bombeiros Voluntários de Constância Actualmente sou a Chefe do Núcleo de Imprensa e Relações Públicas do Comando Metropolitano de Lisboa, tendo iniciado as minhas funções em 25 de Novembro de 2008. Carla Duarte PSP Em Outubro de 2004 aceitei um convite para ingressar no NMUME do extinto GruTer Loures, tendo em Janeiro de 2005 frequentado o 14.º Curso de Investigação Criminal – Investigadores e em Março do mesmo ano ter frequentado o 2.º Curso NMUME. Desde essa data até à presente, apesar da mudança de núcleo (de Loures para Santarém) e de nome (NMUME para NIAVE), tenho-me mantido como investigadora na área de violência doméstica e maus-tratos. As minhas funções para além de fazer a investigação de um eventual ilícito criminal, passa também por um acompanhamento e encaminhamento das vítimas deste tipo de crime que recorrem a este NIAVE. Catarina Maurício GNR Técnica Superior desde 29/06/2007. Responsável pela área financeira, contabilidade e gestão dos Recursos Humanos. Celeste Silva Governo Civil de Coimbra Desde 1995, exerço funções na Secção de Património e Aprovisionamento, procedendo à manutenção das diversas instalações de edifícios onde se encontram instalados serviços pertencentes à Secretaria-Geral do MAI, bem como a aquisição de bens e serviços, para satisfazer os diversos pedidos que são solicitados, tanto pelos Gabinetes, como pelos respectivos serviços. Sendo necessário o contacto directo, telefónico ou por e-mail, com os serviços que fazem as solicitações das suas necessidades, como com os diversos fornecedores, afim de poder satisfazer os mesmos, dentro da maior brevidade possível de resposta. Cipriana Costa SG Directora Regional do Centro do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras desde 1 de Julho de 2007. Cristina Gatões SEF Exerço, desde 1 de Novembro de 2007, o cargo de directora dos Serviços de Planeamento Estratégico da Direcção-Geral de Administração Interna. Funções técnicas, e de desenvolvimento, coordenação e controlo no âmbito das áreas de actuação da referida unidade orgânica, nomeadamente no que respeita ao sistema de avaliação de serviços no âmbito do Ministério, ao aperfeiçoamento das técnicas de planificação na gestão administrativa e à promoção da sua utilização pelos serviços do Ministério da Administração Interna e ao desenvolvimento de modelos de análise e planificação que permitam prever e acompanhar o impacto das alterações sociais, económicas e normativas na caracterização do ambiente social em que operam os diversos serviços do sistema de segurança interna. Em Fevereiro de 2009 fui nomeada conselheira para a igualdade, continuando a assumir estas funções até à presente data. Cristina Peixoto DGAI 56
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    57 Iniciei funçõesna SGMAI em 1 de Setembro de 2002. Funções actuais: Emissão de Passaportes Especiais; Elaboração de processos para autorização de angariação de fundos; Elaboração de processos para atribuição de cartões de identidade a funcionários de firmas e empresas; Envio de actos para publicação em Diário da República; Elaboração de processos para concessão de medalhas às Forças de Segurança; Encaminhamento de correio que mal direccionado para a SGMAI e Entradas e Saídas de correspondência. Fernanda Caleço SG Coordenação técnica do Núcleo de Apoio de Administração na área de aprovisionamento e financeira, desde 1MAR2006. Fernanda Mendes DGAI Oficial de Ligação (OL) do SEF em Dakar/Bissau desde 2005. Prevenção de imigração ilegal, cooperação com autoridades locais e outros OL colocados no mesmo país. Análise de fluxos migratórios, redes de tráfico, rotas e modus operandi. Recolha de informação. Como única OL acreditada como tal na região, representa Portugal na Plataforma Europeia de Dakar, que reúne todos os OL de Polícia dos Estados Europeus acreditados em Dakar e tem como objectivo o tratamento operacional e recolha de informação relacionados com tráfico de pessoas, de estupefacientes, armas, com imigração ilegal e terrorismo. Guadalupe Pires SEF Desde 1 de Março de 2001 exerço funções no Gabinete Jurídico da Direcção-Geral de Infra-Estruturas e Equipamentos do MAI, no âmbito da assessoria jurídica à Direcção-Geral. As áreas que desenvolvo são designadamente empreitadas de obras públicas, contencioso administrativo, fazer parte da constituição de júris de concursos, mas a área que desenvolvo com maior acuidade é a de fornecimentos para as forças de segurança, onde se inclui, nomeadamente, a elaboração de programas de concursos e caderno de encargos e o acompanhamento da execução contratual, a título de exemplo posso nomear aquisição de lanchas rápidas, de pistolas Glock 19, de coldres e de coletes de protecção balística. Helena Navalho DGIE Secretária do Governo Civil de Coimbra, direcção intermédia de 1º grau, desde 18 de Maio de 2009. Elaboração do QUAR, aplicação do SIADAP I, II e III dado que o QUAR é da Secretaria do Governo Civil, Plano de Actividades e Orçamento, mapa de pessoal, plano de formação, gestão de recursos humanos, libertação de créditos, elaboração de decisões no âmbito de processos de contra ordenação (estabelecimentos com espaços de dança, desporto, alarmes, estupefacientes e substâncias psicotrópicas, etc.) gestão dos procedimentos de aquisições de bens e serviços, apoio administrativo e instrumental ao exercício de funções do Governador Civil (Gabinete Coordenador de Segurança Distrital e Comissão Distrital de Protecção Civil) juntas médicas da ADSE de cinco distritos, processos da ANSR, ajuramentação de guardas florestais e de trabalhadores de concessionárias de transportes públicos, assegurar as funções de fiscalização, em representação da Inspecção-Geral das Actividades Culturais, de recintos de espectáculos, formação dos trabalhadores, gestão de actos eleitorais. Helena Marques Governo Civil de Coimbra Inspectora Superior Principal na Inspecção Geral da Administração Interna, nomeada em comissão de serviço no dia 20.02.2006. Funções principais: instrução de processos de natureza disciplinar, realização de auditorias e inspecções temáticas em cumprimento do plano de actividades, realização de inspecções sem aviso prévio às forças policiais e demais organismos que se encontram na dependência desta inspecção-geral. Luisa Carrajola IGAI
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    58 Adjunta deOperações Distrital de Santarém, desde 01-06-2008, com desempenho das seguintes funções: Planeamento e organização das acções de sensibilização no âmbito da protecção civil; Incentivo e apresentação de propostas às escolas fomentando o funcionamento dos Clubes de Protecção Civil; Apoio aos Serviços Municipais de Protecção Civil no âmbito da sensibilização e planos de emergência; Apoio na elaboração e actualização dos Planos de Emergência e Planos Prévios de Intervenção; Participar em teatro de operações, como COS, em ocorrências de maior envergadura, por determinação do CODIS. Lurdes Fonseca ANPC Actualmente estou integrada na Força Especial de Bombeiros com a categoria de Bombeira, iniciei funções em Junho de 2005 e nessa altura esta especialidade era denominada Brigadas Helitransportadas. Em 2007 a especialidade foi enquadrada na mesma estrutura mas com outro tipo de organização à qual foi dada o nome de Força Especial de Bombeiros. A minha principal função é combate a incêndios florestais mas também podemos participar em outro tipo de acções de socorro que consistem em garantir a segurança de pessoas e bens em caso de acidentes naturais. Lurdes Piçarreira ANPC- Força Especial de Bombeiros Desde o início de 2010 que me encontro a exercer funções no Departamento de Análise de Informação da DCIPAI. Maria Gois SEF Ingresso na Administração Pública em 1989.Exerce funções ao nível da selecção, análise e tratamento documental de informação veiculada pela imprensa e do apoio ao Protocolo, organização de eventos e exposições. Maria Almeida SG Ingressei no então STAPE, faz em Abril próximo 26 anos, como técnica superior da carreira de Sociólogo na Divisão de Estudos. Não obstante as alterações orgânicas entretanto ocorridas, mantive-me sempre na área de estudos, exercendo hoje, desde 2000, o cargo de Directora de Serviços da Direcção de Serviços Jurídicos e de Estudos Eleitorais, onde desempenho funções no âmbito da coordenação da elaboração de estudos jurídicos e de sociologia eleitoral, do apoio a todos os intervenientes nos processos de recenseamento e eleitorais/referendários, assegurando ainda a execução de cooperação em matéria eleitoral, nomeadamente com os Países Lusófonos. Maria da Graça Archer DGAI Responsável pela área de Analise e Recolha de Informação na Direcção Central de Investigação, Pesquisa e Análise de Informação do SEF. Nesta sede, para além da gestão diária, da área específica que coordeno, represento o SEF em sede de vários grupos de trabalho correlacionados com esta matéria e que trabalhem as temáticas da imigração. Maria de Fátima Silva SEF Desde Fevereiro de 2009, assegura o secretariado da Presidência da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Nesse âmbito, para além das tarefas que a função prevê, faz a gestão de todos os documentos que dão entrada no Gabinete da Presidência e providencia a sua pronta expedição, fazendo a sua pré selecção para submissão a despacho. Assegura igualmente o controlo do fluxo de chamadas telefónicas. Maria de Jesus Lucas ANSR Engenheira Civil em funções na Direcção Geral de Infra-estruturas do MAI, na Divisão de Obras, desde 2005, com função de coordenação e fiscalização de empreendimentos para a instalação das forças de segurança. Maria de Lurdes Conde DGIE
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    Desde o dia1 de Junho de 2008 desempenho as funções de chefe de equipa de intervenção permanente nos Bombeiros Voluntários de Sátão. Facto único no distrito de Viseu. Maria Carvalho ANPC- EIP - Bombeiros Voluntários de Sátão Iniciei funções em 15 de Abril de 2001 como Secretária do Governo Civil do Distrito de Viseu, nomeada em comissão de serviço, com as competências próprias inerentes ao cargo constantes do art.º 10.º Decreto-Lei n.º 252/92, de 19 de Novembro, bem como as legalmente estabelecidas para o dirigente intermédio de primeiro grau no estatuto do pessoal dirigente e as resultantes de delegações de competências efectuadas por parte do Governador Civil, designadamente de autorização de despesas, instrução e decisão de processos contra-ordenacionais, ajuramentações, licenciamentos e representação. Maria Amaral Governo Civil de Viseu Chefe de Divisão do Núcleo de Coordenação de Arquivo, Registo e Notificações da Unidade de Gestão de Contra-Ordenações, desde Agosto de 2007 à qual compete: Assegurar a gestão centralizada dos dados dos autos no respectivo sistema de gestão; Assegurar a gestão do arquivo documental dos processos de contra-ordenação; Promover a consulta dos processos por quem para tal tiver legitimidade; Emissão e controle das notificações iniciais; A emissão e controlo das notificações das decisões administrativas. Maria João Miranda ANSR Exerço, neste momento, as funções de Chefe do Gabinete de Apoio ao Governador Civil do Distrito de Viseu, com início a 27 de Novembro de 2009. Compete-me coordenar o gabinete de apoio ao Governador e acompanhar a execução das tarefas de carácter organizativo, técnico e protocolar, garantindo o cumprimento e a monitorização das decisões do Governador Civil. Tenho responsabilidades acrescidas em áreas como a Protecção Civil e Segurança Pública, bem como em dossiers específicos como o Contrato Local de Segurança, Núcleo de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica, Apoio a Empresas, entre outro Mónica Costa Governo Civil de Viseu Exerço as funções de Chefe do Núcleo de Organização e Recursos Humanos, na Autoridade Nacional de Protecção Civil desde 26 de Setembro de 2006. Sou responsável pela: - Gestão de pessoal e gestão de vencimentos; Formação dos trabalhadores da ANPC; - Avaliação de desempenho de dirigentes e trabalhadores; - Área da documentação e arquivo. Olga Morais ANPC Abril 2007 – Adjunta de Operações Nacional no Comando Nacional de Operações de Socorro, sendo as principais funções: - Coadjuvar o Comandante Operacional Nacional nas suas funções; - Prestar apoio técnico na componente do planeamento operacional e na gestão de ocorrências que mereçam um acompanhamento nacional; - Apoiar o funcionamento das células em que se organiza o Comando Nacional, nomeadamente na área das operações, planeamento, logística e sistemas de comunicações. Patrícia Gaspar ANPC Chefe do Núcleo de Riscos e Alerta da Autoridade Nacional de Protecção Civil desde 01-ABR-2007, com desempenho de actividades na área da prevenção de riscos naturais e tecnológicos, nomeadamente na coordenação de estudos para caracterização de riscos e ligação com entidades técnico-científicas para avaliação de riscos e vulnerabilidades e acompanhamento e monitorização de situações de risco. Patricia Pires ANPC Desempenho funções na Investigação Criminal, como Investigadora desde o dia 26 de Fevereiro de 2002. Paula Rodrigues GNR Desde Abril de 2008 que desempenho funções de Adjunta de Comando da Base de Reserva do GIPS em Alcaria. Preciosa Machado GNR 59
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    Comandante da 11.ªEsquadra – Penha de França, do Comando Metropolitano de Lisboa, com início a 21 de Julho de 2009. Sónia Henriques PSP Desde o dia 10 de Setembro de 2009,que estou colocada no Núcleo de Doutrina e Formação Conjunta na Unidade Especial de Polícia, apesar de ser um Núcleo criado recentemente é uma área voltada para a formação. Está englobado na Área Operacional desta Unidade e tem como finalidade, a ligação e coordenação entre as cinco Subunidades Operacionais assim como Área de Apoio. Para mim é uma função nova diferente do que estava habituada, a qual abraço com todo o carinho e entusiasmo. Sílvia Lima PSP Assumi o cargo de Comandante, em regime de voluntariado, em 31 de Julho de 2008. Passando a assumir a partir desta data a gestão operacional a todos os níveis do Corpo de Bombeiros. Sílvia Félix ANPC - Bombeiros de Nisa Responsável pela unidade funcional do Arquivo do Governo Civil do Porto, desde Setembro de 2005, integrando projectos específicos no âmbito da arquivística, liderados pela Secretaria- Geral do Ministério da Administração Interna. Sónia Gomes Governo Civil Porto Directora Nacional de Planeamento de Emergência de Abril de 2007 a Dezembro de 2009; Directora Nacional de Bombeiros desde 16 de Dezembro de 2009; Principais funções: Regular e fiscalizar a actividade dos corpos de bombeiros; Supervisionar a rede de infra-estruturas e equipamentos dos corpos de bombeiros; Desenvolver, implementar e manter os programas de Formação e treino operacional dos bombeiros; Promover a prevenção sanitária, higiene e segurança do pessoal dos corpos de bombeiros; Promover programas de incentivo e de participação das populações no voluntariado. Susana Silva ANPC Até 1MAR2010 – Chefe da Divisão de Prevenção Pública e Proximidade do Departamento de Operações da Direcção Nacional da PSP; A partir de 1MAR2010 – Inspectora da Inspecção Nacional da PSP Virgínia Cruz PSP 60
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    MOTIVAÇÕES Desafio associadoao exercício de funções com alguma complexidade: conteúdo funcional equiparado a Director de Serviços, associado a uma forte componente jurídica inerente ao cargo de Secretário do Governo Civil, para o qual é exigida uma licenciatura em Direito; - Aquisição de conhecimentos e competências de carácter transversal num organismo multidisciplinar: O Governo Civil, como representante do governo na área do distrito. Lida com um conjunto diversificado de matérias, às quais tem que dar resposta não só como órgão de coordenação, como na aproximação ao cidadão para a resolução dos problemas que nos são colocados. Ana Coimbra Governo Civil do Porto Necessidade de mudança. Ana José Soares DGAI Gosto pela comunicação. Ana Paula Campos DGAI As motivações foram várias, mas a principal, foi pela missão que esta Unidade e Grupo de Intervenção de Ordem Pública têm, no que concerne ao restabelecimento da ordem pública. Ana Vaz GNR A profissão que exerço permite-me trabalhar numa base de estabilidade e num meio que tem conotação de não discriminação e de igualdade de oportunidades. Para além desta motivação, devo salientar que me tem sido possível manter uma distribuição relativamente equilibrada entre a família e a recompensa recolhida pelo desempenho profissional. Ana Santos DGIE Gosto de ajudar o próximo e de apoiar as pessoas mais vulneráveis e carentes aos mais variados níveis. Às vezes basta uma palavra de solidariedade e de compreensão para fazer toda a diferença. Sinto também, que as pessoas de uma maneira geral, confiam nos bombeiros e sentem que eles existem para ajudar. A profissão de bombeiro é uma das que merece mais confiança da parte das pessoas. Andreia Coelho ANPC- EIP- Bombeiros Voluntários de Constância A principal motivação teve a ver com o querer ajudar o cidadão… Carla Duarte PSP Apesar de ser uma área onde a problemática é quase sempre a mesma, a ajuda que dispomos para dar às vítimas, quando estas aceitam, leva a que as mesmas mudem e terminem um ciclo de vida marcado por agressões, tornando-se assim a nossa resposta muito importante para as vidas das vítimas. Podemos marcar a diferença. Catarina Maurício GNR No mercado de trabalho nem sempre se consegue actuar nas áreas desejadas, por isso, aqui reside a minha principal motivação, desenvolvo tarefas que estão relacionadas com as minhas aptidões e conhecimentos, levando ao maior rendimento e qualidade do trabalho apresentado. Celeste Silva Governo Civil de Coimbra As principais motivações, são o gosto pessoal pelo que faço, a dedicação e a adrenalina que sinto sempre que estou a tentar que tudo corra o melhor possível e dentro do prazo estabelecido, bem como ver o resultado do trabalho final. Cipriana Costa SG 61
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    Começou, no jálongínquo ano de 1991, como uma possibilidade profissional, desconhecendo na altura e em absoluto quais os conteúdos da profissão. Com o desempenho e com o alargar de conhecimentos, a motivação é “paixão”. O tempo e a experiência têm-me permitido descobrir inúmeras e interessantes faces das problemáticas associadas ao fenómeno migratório, a difícil mas desafiante tarefa da gestão de recursos e a sempre estimulante procura de novas perspectivas e soluções, sempre orientada pela rigorosa prossecução do interesse público. Esta profissão deixou de ser uma opção, uma vez que ela é, neste momento, uma fundamental parte da minha vida e indissociável de mim, enquanto pessoa. Cristina Gatões SEF No desempenho enquanto titular deste cargo de direcção intermédia antecipei a possibilidade concreta de integrar um organismo recentemente criado que teria a responsabilidade de implementar o novo modelo de gestão e avaliação de desempenho nos serviços do Ministério da Administração Interna. A atracção baseou-se na possibilidade de poder marcar a diferença na mudança de paradigma, nomeadamente a nível gestionário, que este modelo trouxe para uma administração pública que se quer produtiva e eficiente, onde os serviços tenham um papel pró-activo na definição de uma estratégia que os obrigará a acrescentar valor público no cumprimento das suas obrigações e competências. Paralelamente e em reforço, existia a vontade exercer funções numa área profissional temática diferente da que havia norteado, até então o meu percurso profissional (finanças e contabilidade pública e gestão de recursos humanos). Cristina Peixoto DGAI Ingresso nos quadros da Administração Pública, integração num grupo de pessoas, obter novos conhecimentos, criatividade, vencimento mensal, reconhecimento do desempenho, sensação de ser útil, ser ouvida e ter orgulho no próprio trabalho. Fernanda Caleço SG Entrei nestas áreas em 1996 por mero acaso na sequência de colocação noutro organismo. A procura de novos conhecimentos de realização pessoal e todo o apoio que me foi prestado e conhecimentos que me foram transmitidos, motivaram-me a desenvolver estas áreas. Fernanda Mendes DGAI Carreira aliciante; Realização profissional, contribuindo activamente para a segurança e interesse nacionais, para além de me proporcionar também uma vivência diferente no estrangeiro, contactando com realidades, pessoas e métodos de trabalho completamente distintos dos europeus. Guadalupe Pires SEF Direito sempre foi uma paixão para mim. O meu primeiro curso superior foi de História, mas o gosto por Direito levou-me, ao fim de dois anos, novamente à Universidade, de Direito de Lisboa. Deste curso aliciou-me a área de Direito Administrativo. Em Março de 2001 surgiu a oportunidade de trabalhar na DGIE (na altura GEPI) e de dar corpo ao gosto por Direito Administrativo, a possibilidade de colocar o meu saber e dedicação ao serviço do bem público, que no fundo somos todos nós. Helena Navalho DGIE A possibilidade de integrar o topo de uma equipa pluridisciplinar, que se encontra integrada no MAI, onde se exercem funções transversais a quase todas as áreas de actuação do Ministério, mas também onde é possível exercer todas as competências de direcção (gestão de recursos humanos, contratação pública, gestão financeira, e funções jurídicas que abarcam vários ramos do direito). Para este desafio foi decisivo ter concluído em 2005 o Curso de Auditores de Defesa Nacional, do IDN. Trata-se da sequência natural de quem exerceu durante 9 anos funções de jurista da Câmara Municipal de Coimbra, e 10 anos como a única consultora jurídica do ex. IPPAR, Coimbra, e mais recentemente, Direcção Regional de Cultura do Centro, tendo efectuado toda a tramitação jurídico funcional da fusão dos serviços regionais do MC, incluindo Castelo Branco, na sequência do PRACE. Helena Marques Governo Civil de Coimbra Possibilidade de enriquecimento dos conhecimentos na área do direito administrativo e do direito disciplinar; conhecimento da actividade policial, na perspectiva organizacional e prática do exercício da função. Luísa Carrajola IGAI 62
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    Iniciei a minhacarreira em 1994, altura em que ingressei como cadete no Corpo de Bombeiros Municipais de Coruche. No primeiro dia que enverguei a farda, tive o pensamento “isto é um sonho tornado realidade”, pois existiu a oportunidade de, numa vertente de voluntariado, actuar em prol da sociedade que encarava esta profissão como essencialmente masculina, tornando-se de imediato um desafio. Ao ser nomeada para as actuais funções, fruto da experiência dos 14 anos como bombeira, senti que este seria o maior desafio que poderia ter. O facto de estar numa posição que me permite ter uma perspectiva totalmente diferente (a do comando, coordenação e controlo) daquela que tinha tido até aqui, é sem dúvida uma mais-valia indescritível. Fascina-me acima de tudo, o poder dizer que em cada dia existe um desafio diferente e, cada desafio exige uma dedicação diferente, obrigando a uma constante adaptação para o desempenho de funções. Lurdes Fonseca ANPC A principal motivação que tenho para esta profissão surge no âmbito da minha vocação como Bombeira Voluntária. Sou Bombeira Voluntária desde 2000 e foi neste seio que descobri que tinha competência e capacidade para exercer as funções que exerço actualmente. A opção por esta profissão foi uma circunstância rara de associar a minha verdadeira vocação com a oportunidade de evoluir profissionalmente numa área que me dá prazer exercer. Lurdes Piçarreira ANPC- Força Especial de Bombeiros Antes de ingressar no SEF trabalhei vários anos numa ONG, o que incutiu em mim o gosto pelo contacto com outras culturas e o contacto com cidadãos do Mundo. Maria Gois SEF Interesse pelo exercício e pelo cumprimento da missão do SERVIÇO PÚBLICO. Gosto pela área da Comunicação e das Relações Públicas Maria Almeida SG A circunstância do meu ingresso na área eleitoral foi meramente casual, o que não impediu que ao longo dos anos fosse desenvolvendo um crescente interesse e verdadeira paixão pelas matérias abrangidas por esta área, razão pela qual termino na área eleitoral da DGAI a minha carreira profissional. Maria da Graça Archer DGAI Quando concorri ao SEF em 1989 para o 1º curso da Carreira de Investigação e Fiscalização desconhecia por completo as funções que iria desempenhar. Contudo, rapidamente me identifiquei com o que era pretendido em termos de exigências de uma carreira policial e de segurança nacional. Devo admitir que o forte sentimento de grupo ou corpo que sempre senti existir nos colegas com quem exerci funções desde os primeiros momentos, foi preponderante na aquisição deste sentimento de pertença que ainda hoje perdura. Maria de Fátima Silva SEF Em primeiro lugar não posso deixar de salientar a segurança que o trabalho na administração pública dá. Gosto especialmente desta tarefa porquanto a mesma contém alguma possibilidade de tomada decisões e gestão com autonomia do seu trabalho, pautada pelo elevado sentido de responsabilidade que essa autonomia prevê. Maria de Jesus Lucas ANSR Embora possa parecer paradoxal, a minha formação iniciou-se com o curso de formação feminina, nos anos 60’, não sendo nessa altura muito vulgar as raparigas optarem por um curso técnico da área das engenharias. Foi pelo facto de gostar de fazer cálculos, e de desenhar, que me "atrevi" a ser engenheira civil, o que me permitiu alcançar uma realização profissional. Maria de Lurdes Conde DGIE As principais motivações que me levaram a optar por esta profissão são em primeiro lugar o facto de desde 1989 ser bombeira voluntária, e tendo surgido esta oportunidade, optei por concorrer e fazer deste hobby profissão. Maria Carvalho ANPC- EIP - Bombeiros Voluntários de Sátão A abrangência das temáticas e áreas que este cargo implica, uma vez que um Secretário do Governo Civil tem competências nas diversas problemáticas que um serviço público abarca, designadamente gestão dos recursos (humanos, materiais e financeiros), bem como a generalidade de assuntos tratados por um organismo periférico cujo dirigente máximo é representante do Governo, numa área geográfica que cobre um distrito com 24 concelhos, foi um dos principais motivos, após ter trabalhado em diversos serviços públicos de competência específica em determinados sectores, que me levou a optar por este cargo. Maria Amaral Governo Civil de Viseu 63
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    Desafio de umnovo projeto e integrar a equipa motivada para fazer crescer uma jovem entidade administrativa que é a ANSR. Maria João Miranda ANSR Ao longo dos últimos quatro anos e meio, integrei a equipa de apoio aos anteriores Governadores, embora em funções diferentes das que exerço actualmente. A experiência foi muito gratificante e, portanto, não hesitei em abraçar de novo o projecto e aceitar o convite. O Governador Civil é percepcionado como o Provedor do Cidadão. Não raras vezes o cidadão procura-nos em situação de desespero, quando aparentemente, todas as outras portas se antevêem fechadas. É estimulante sentirmos que temos a possibilidade de diligenciar de forma a encontrar soluções para os problemas e anseios do cidadão. Muitas vezes as respostas existem, são efectivas, e a simples mediação entre serviços permite abrir portas. A alegoria da ponte entre o cidadão e as estruturas públicas, embora a meu ver redutora, espelha um dos desígnios do Governador Civil que acaba, muitas vezes, por ser gratificante para toda a equipa, pese embora, atendendo à limitação de competências, nos sintamos, por vezes, impotentes face aos problemas apresentados. É uma aprendizagem constante. Julgo que quase alucinante. São desafios diários, sem rotinas, ao contrário do que possa parecer. Mónica Costa Governo Civil de Viseu A principal motivação que me levou a aceitar este cargo foi sem dúvida o desafio que iria encontrar. Assumi o cargo numa altura em que começaram as grandes alterações legislativas em termos de política de recursos humanos na Administração Pública, como foi o caso do PRACE. Houve necessidade de as implementar na ANPC com todas as consequências que daí resultaram. Olga Morais ANPC Na realidade não foi uma opção. Foi uma oportunidade que surgiu numa fase em que precisava de reorientar a vida profissional. Quando ingressei nos quadros do ex-SNPC nem sabia bem o que era a Protecção Civil. Com o passar do tempo aprende-se o que é, começa-se a gostar e transforma-se num desafio diário e permanente. Patrícia Gaspar ANPC A interdisciplinaridade dos domínios de acção que coexistem no âmbito da Protecção Civil, que vão desde a realização de estudos técnico-científicos à organização da cadeia de comando e operações logísticas em teatros de operações em cenários de acidentes grave e calamidade. Patricia Pires ANPC É aliciante trabalhar na Investigação criminal, em virtude de se lidar com diversas situações e criminalidade onde temos que dar vários passos até chegar a quem praticou o crime. Paula Rodrigues GNR Desde sempre o fascínio pela disciplina da postura militar. O espírito de corpo e camaradagem, Sendo uma profissão na sua essência ainda “masculina”, o grande desafio de desenvolver uma carreira militar; O gosto pela farda e pelo que ela representa; A possibilidade de poder ajudar o próximo; Preciosa Machado GNR Progressão na carreira profissional; Auto-realização pessoal; Profissão aliciante e diversificada; Através do nosso trabalho contribuir para uma sociedade melhor. Sónia Henriques PSP Principais motivações, em 1988 pareceu-me a melhor opção, era uma profissão diferente, não havia muitas mulheres no ramo. Em 1991 entrei para o Curso de Segurança Pessoal, onde permaneci 18 anos, foi muito gratificante tanto profissional como pessoalmente. Agora numa área totalmente diferente continuo empenhada no bom desempenho da missão . Sílvia Lima PSP As principais motivações que me levam a desempenhar estas funções em regime de voluntariado são a possibilidade de poder prestar todo o apoio possível à causa dos Bombeiros Portugueses, desenvolvendo uma actividade de socorro e prestação de serviços às populações que servimos, factores que considero gratificantes de minha formação enquanto ser humano. Sílvia Félix ANPC - Bombeiros de Nisa 64
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    A circunstância deme encontrar a desempenhar estas funções foi por mero acaso, aconteceu de forma inesperada. A principal motivação, não se prende com o facto de eu pertencer ao género masculino ou ao género feminino, o segredo está em poder desenvolver a minha actividade profissional, numa área em que me sinto particularmente motivada e em que as rotinas são caracterizadas pelos constantes desafios. Outro dos aspectos que considero essencial é o facto de ao longo da minha vida profissional ter tido o privilégio de trabalhar com pessoas com elevada qualidade técnica e humana, que permitem que o trabalho em equipa se torne mais aliciante e um constante desafio. Susana Silva ANPC Interesse na gestão documental institucional e sistemas de arquivo; Desafios impostos pelas novas tecnologias; Fascínio pela descoberta que os documentos mais antigos proporcionam; Capacidade de ajudar na obtenção de informação e consequente satisfação do cidadão. Sónia Gomes Governo Civil do Porto Há mais de duas décadas atrás, com a Escola Superior de Polícia no início da sua actividade (O 1º Curso de Formação de Oficiais teve lugar em 1994), constituía um grande desafio para qualquer jovem (em especial, uma mulher), concorrer e frequentar o Curso. Complementarmente, a formação de base universitária possibilitava uma diversidade de matérias e que tornava o Curso muito atraente e diferente dos demais. Também a possibilidade de desempenhar um leque diversificado de funções numa instituição que estava em fase de grande mutação, aliado à estabilidade que a mesma proporcionava pesaram na decisão. Virgínia Cruz PSP 65
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    SER MULHER NAADMINISTRAÇÃO INTERNA Multidisciplinaridade; Método de trabalho; Sensibilidade Ana Coimbra Governo Civil do Porto Maior cordialidade pelo facto de ser mulher. Ana José Soares Pela sensibilidade, voz mais suave. Ana Paula Campos Como profissional feminina, considero que é uma mais-valia a capacidade de gestão de situações de desempenho de multitarefas, tão frequente no dia-a-dia dos profissionais actuais. Em termos de gestão de recursos humanos, a sensibilidade feminina e o bom senso constituem factores determinantes para o sucesso de uma equipa. Ana Santos DGIE Acho que é importante, para todas as mulheres, verificarem que na sociedade actual a mulher tem cada vez mais a capacidade de realizar as mesmas tarefas que o homem e que a diferença homem/mulher deverá ser apenas fisiológica. Penso que a única mais valia é demonstrar exactamente este aspecto. Andreia Coelho ANPC- EIP- Bombeiros Voluntários de Constância Sinto que consigo entender com maior facilidade os problemas e inseguranças do cidadão, bem como aconselhá-los melhor, passando-se o mesmo com os elementos policiais, tendo sido útil para detectar e encaminhar situações críticas. Carla Duarte PSP Trabalhar nesta área sendo mulher, deixa as vítimas mulheres mais à vontade, a criação de empatia entre as duas pode ser mais rápida, tornando assim a recolha de informação da nossa parte, para ajudar as mesmas, mais acertada. Quando as vítimas são crianças ou idosos passa-se exactamente o mesmo, a facilidade com que se cria uma aproximação é mais rápida. Relativamente às vítimas do sexo masculino, o facto de ser mulher, também sempre me ajudou, a facilitar um contacto com os mesmos, nunca eu tendo denotado nenhum constrangimento da parte dos mesmos. Catarina Maurício GNR Realização pessoal, não ser necessário abdicar da vida familiar em prol da minha profissão. Celeste Silva Governo Civil de Coimbra O facto de aprender variadíssimas coisas e os termos técnicos, usados pelas diversas profissões com que tenho que colaborar para satisfazer as solicitações o melhor possível. Quando são solicitadas mudanças, como qualquer mulher que se preza ser um pouco teimosa e até mesmo “chata”, mudo muitas vezes de opinião e de ideia, até conseguir que as coisas fiquem como pretendo, mas a equipa de pessoas que trabalha comigo nas mudanças são pessoas impecáveis e que estão sempre prontas a ajudarem-me e a colaborarem. Cipriana Costa SG O facto de ser mulher é uma mais-valia! Ser mulher nesta profissão é uma mais-valia acrescida! A sensibilidade, a capacidade de decisão, a determinação, o rigor, a isenção, a capacidade de gerir situações de tensão, a capacidade de trabalhar bem várias situações em simultâneo, a gestão de conflitos, o gosto pelo planeamento e, naturalmente que não podemos negar a emotividade… Estas características, não sendo exclusivas das mulheres, são, na sua maioria, determinantes na conduta e desempenho profissional das mulheres. Todos os dias, no desempenho profissional, sou confrontada com situações em que estas “mais-valias” são determinantes para a acção. Cristina Gatões SEF 66
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    Considero que acompetência, independentemente do género, constitui a mais-valia fundamental para o desempenho de qualquer profissão. No caso concreto de ser mulher acrescerá uma sensibilidade reforçada no que respeita à vertente social dos problemas, uma maior capacidade de comunicação e de empatia no terreno e na gestão de conflitos. Cristina Peixoto DGAI Independência no rendimento mensal; Realização profissional; Igualdade de oportunidades; Capacidade de Organização e dinamismo, pelo facto de ser mulher e estar habituada a desenvolverem várias actividades ao mesmo tempo. Fernanda Caleço SG Não considero que o facto de ser mulher seja uma mais-valia para a profissão, mas também nunca me senti discriminada. Fernanda Mendes DGAI Globalmente não existem vantagens ou desvantagens em ser mulher mas no contexto actual em que me encontro (o africano) é um grande desafio exercer estas funções uma vez que continuam, tradicionalmente, a ser desempenhadas por homens. No entanto, na recolha de informação, a mulher tem a vantagem de ser considerada mais ingénua e mais frágil do que o homem, o que se revela uma mais valia. Guadalupe Pires SEF Regra geral a mulher, talvez dada a dádiva simples e natural de poder gerar e dar vida, é por natureza mais sensata, tantas vezes mais consensual, prática, determinada e paciente. Acho que comungo um pouco dessa regra geral que me permite aceder ao bom senso que muitas vezes me habilita a gerir situações urgentes, complicadas e complexas e, às vezes, até conflituosas, em que em grande parte delas consigo obter a colaboração e o reconhecimento de colegas. Helena Navalho DGIE A capacidade de gerar consensos, de promover o diálogo, mas tomar decisões firmes e sem hesitações, sempre que necessário. Assumir, as responsabilidades em quaisquer circunstâncias. A capacidade de bem interpretar, mesmo antecipando, as questões mais importantes. Ser capaz de fazer, bem, várias coisas ao mesmo tempo. A equidade e o bom senso. Helena Marques Governo Civil de Coimbra Nenhumas. Luísa Carrajola IGAI No mundo que era praticamente só reservado aos homens, o facto de ser mulher veio trazer para o meio uma apreciação global diferente, permitindo uma visão mais sensitiva e emocional. Por outro lado, pelo facto de desempenhar a minha função num meio essencialmente masculino, permite encorajar outras mulheres a escolherem a profissão na área dos bombeiros e protecção civil, no sentido em que o socorro à população atinja também o necessário sexo feminino. Lurdes Fonseca ANPC A mais-valia que encontro no desempenho da minha profissão refere-se concretamente nas tarefas de manutenção que por vezes temos de assegurar, estas acções por vezes têm de ser específicas e perfeitas. Em algumas destas tarefas os homens não são muito bons a executá-las e é nestas alturas em que uma mulher tem de intervir dando algumas sugestões e indicações. O respeito que os meus colegas têm por eu ser mulher leva-os a respeitar e a aceitar as minhas sugestões e no final atingimos sempre o sucesso. Lurdes Piçarreira ANPC- Força Especial de Bombeiros Existem muitas, desde todas as mais-valias operacionais, até todas as características intrínsecas que uma mulher consegue acrescentar num departamento policial. Sensibilidade, sensatez, bom senso. Maria Gois SEF 67
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    Até hoje nãoencontrei mais-valias. O facto de ser mulher não me trouxe prejuízos nem privilégios no exercício das minhas funções enquanto trabalhadora da AP. Maria Almeida SG O facto de ser mulher não me parece ter sido, por si só, uma mais-valia ao longo da minha vida profissional. Admito no entanto que, tendo ingressado na Administração Pública numa época em que os seus funcionários eram maioritariamente do sexo masculino, tenha sido para mim um desafio quer no exercício das funções de técnica superior quer na assunção de cargos dirigentes ao longo do tempo. Um outro aspecto que pode ter constituído uma mais-valia, reside no facto de os meus colaboradores terem passado a ser maioritariamente mulheres, o que pode eventualmente ter contribuído para um ambiente de trabalho mais igualitário e consequentemente mais motivador, sendo certo que, pessoalmente, raramente senti qualquer atitude discriminatória por ser mulher. Talvez ao nível da cooperação eleitoral, a circunstância de ser mulher e essencialmente “mais velha” terá sido um factor gerador de confiança, maior credibilidade e respeito, tendo mesmo atingido o estatuto de “Mulher Grande” e “Mãe”. Maria da Graça Archer DGAI Creio que a principal “mais valia” que decorre é o contribuir com uma perspectiva/visão, por vezes diferente, quer na realização de tarefas quer na concretização de objectivos inclusos nas competências na área onde exerço funções. Contudo, chamar-lhe mais-valia é talvez um pouco abusivo. Ao longo da vida tenho aprendido que as mais-valias que adquirimos têm sobretudo a ver com vivências passadas e não com características intrínsecas. Maria de Fátima Silva SEF O desempenho desta tarefa comporta a necessidade de muitas vezes ter de fazer muita coisa em simultâneo, o que considera ser mais fácil para as mulheres, uma vez que estão habituadas à organização, gestão e conciliação da sua vida familiar com a sua vida profissional. Maria de Jesus Lucas ANSR Considero que o bom senso e a capacidade para encontrar soluções de consenso, são características, mais acentuadas pelo facto de ser mulher, e que têm sido relevantes no desenvolvimento da minha profissão, quer nos aspectos técnicos como nos aspectos de relações interpessoais a que dou muita importância. Maria de Lurdes Conde DGIE Sinto que o facto de ser mulher e chefe de quatro homens faz com que exista no meu grupo um maior respeito pela minha pessoa, um maior cuidado no que diz respeito à forma de agir e mesmo na linguagem usada. Maria Carvalho ANPC- EIP - Bombeiros Voluntários de Sátão Considero que há três mais-valias importantes: Abordagem de algumas problemáticas sociais com uma sensibilidade menos racional, como violência, igualdade de géneros, conflito de gerações, minorias, por exemplo. Apetência para áreas específicas, tal como protocolos, recepções, actos de representação. Capacidade de trabalho organizado, priorizado e em quantidade. Maria Amaral Governo Civil de Viseu O facto de ser mulher na minha opinião não constitui uma mais-valia, mas sim as competências, motivação e capacidade de abarcar uma multiplicidade de tarefas, sem descurar a qualidade e a eficácia na execução das mesmas. Maria João Miranda ANSR Não sou uma adepta e muito menos fundamentalista da “guerra dos sexos”. Julgo que o homem e a mulher se complementam. A todos os níveis, entenda-se. E quanto às diferenças, são de salutar. Contudo, atendendo à minha experiência profissional e familiar, comprovada ao que parece por estudos científicos, considero que a mulher terá uma maior capacidade de conciliação de tarefas, uma maior apetência para a gestão de problemas e uma visível capacidade para priorizar assuntos, o que facilita muito o trabalho de uma equipa. Somos boas ouvintes. Não desistimos facilmente. A firmeza e a determinação, distintas da teimosia, integram fortemente a composição do DNA feminino. Somos, em síntese, estóicas corredoras de fundo. Mónica Costa Governo Civil de Viseu 68
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    Talvez o factode ser mulher aliada a alguma sensibilidade tenha contribuído para uma maior abertura no contacto com os (as) trabalhadores (as). O diálogo é mais fácil e a resolução de alguns problemas é notória. Olga Morais ANPC Não consigo perspectivar esta profissão do ponto de vista do género. Julgo que as mais-valias para o desempenho destas funções prendem-se sobretudo com o empenho, a dedicação, o profissionalismo e até talvez com a vocação. Definitivamente não é uma questão de género. Patrícia Gaspar ANPC Boa capacidade de relacionamento interpessoal, mas creio que as mais-valias associadas ao desempenho das diversas actividades profissionais assentam acima de tudo nas capacidades individuais, e não nas capacidades associadas ao género feminino ou masculino. Patricia Pires ANPC Somos tratados de igual forma, não existem mais-valias pelo facto de ser mulher. Paula Rodrigues GNR A profissão em si e para um bom desempenho em todas as suas vertentes exige conhecimentos técnicos que são comuns a todos os militares, independentemente do factor género. Contudo, e como tudo o que se faz na vida, o nosso cunho pessoal faz a diferença. Nesta profissão o factor “mulher”imprime mais sensibilidade a situações e circunstâncias que por si só são complicadas e duras, o que na generalidade se traduz num apoio eficaz. Preciosa Machado GNR Uma maior sensibilidade e facilidade para abordar e tratar algumas questões/ocorrências; - Maior compreensão dos problemas e dificuldades do efectivo que permite uma melhor gestão do pessoal e resolução deste tipo de situações. Sónia Henriques PSP Não posso dizer que encontro mais-valias , só pelo facto de ser mulher, somos tratadas de igual forma. Sílvia Lima PSP Embora a prestação e o desempenho da actividade a nível técnico operacional devam ser indistintos pelo sexo que os desempenham, a abordagem que procuro fazer enquanto mulher das pessoas e situações, tenderá a ser feita de uma forma menos agressiva procurando trata-las de forma o mais humana possível, factor que considero característicos das mulheres. Sílvia Félix ANPC - Bombeiros de Nisa Penso que as mulheres conseguem melhor rentabilizar o trabalho em equipa, uma vez que conseguem ouvir, avaliar e adaptar as orientações estratégicas, à evolução dos projectos de forma objectiva. Por último penso que as mulheres, de uma maneira geral, conseguem de forma bastante ágil desenvolver diversas tarefas em simultâneo, o que no actual mercado de trabalho, constitui sem dúvida, uma mais-valia. Susana Silva ANPC Sensibilidade na análise e resolução de diversas situações. Sónia Gomes Governo Civil do Porto Desempenho diariamente as missões que me são confiadas tendo em conta as especificações inerentes às mesmas e não pensando que se poderão tratar de missões mais ou menos “femininas”. Virgínia Cruz PSP 69
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    MOMENTOS PARA RECORDAR Reconhecimento a nível nacional pelo MAI (através da distribuição pelas forças de segurança e demais Governos Civis), da interpretação jurídica vertida num parecer emitido no exercício das minhas funções no Governo Civil do Porto Ana Coimbra Governo Civil do Porto Comecei a minha carreira de telefonista num hospital, dando informações do estado dos doentes pelo telefone aos familiares. Foi muito gratificante para mim ajudar aquelas pessoas muito exaustas, dando-lhes algum conforto de palavras, carinho, tentando minimizar o seu sofrimento através das boas notícias. Ana Paula Campos DGAI A convivência com a população, o conhecimento de novas culturas. Ana Vaz GNR Em determinado ano, ao ver entregue na AR o Orçamento de Estado tive consciência da valia do desempenho da missão que me tinha sido confiada. Tinha sido efectivamente difícil a preparação do contributo do serviço que então integrava, para a realização do qual tinha trabalhado a equipa que então coordenava. Trabalhava-se num contexto de grande instabilidade, em que todos levaram ao limite o seu esforço para a prossecução da atribuição que nos unia. Ana Santos DGIE Na minha perspectiva todos os momentos são inspiradores e gratificantes, saliento principalmente a coragem, que muitas vítimas e doentes têm, que são uma verdadeira fonte de inspiração para todos nós e nos ajudam a apoiar e a socorrer ainda com mais alento e determinação. Andreia Coelho ANPC- EIP- Bombeiros Voluntários de Constância Passou-se numa passagem de ano quando não paravam de “cair” chamadas por excesso de ruído que provinha de um Bairro, considerado como Zona Urbana Sensível, sendo que os moradores faziam a festa na rua com a música em volume consideravelmente alto, perturbando os moradores vizinhos, externos ao Bairro. Foram feitas algumas tentativas pelos elementos do Carro Patrulha para fazerem cessar o ruído (durante 1 dia e 1 noite), dando ordens para que os mesmos desligassem o aparelho, o que só acontecia no momento, enquanto os elementos ali permaneciam. Já no segundo dia de chamadas consecutivas, desloquei-me ao local, e deparando-me com a situação, expliquei aos moradores que compreendia que eles gostassem de ouvir música, e festejar daquela forma, contudo os restantes vizinhos não eram obrigados a partilhar da mesma opinião, solicitando-lhes que baixassem o volume, o que veio a acontecer, sem retrocesso, e não voltaram a existir mais chamadas. A situação podia ter terminado com uma desordem, devido à desobediência às ordens, especialmente porque já era um local de bastante conflito entre moradores e PSP. Carla Duarte PSP Em certa altura foi recebido uma denúncia anónima, onde era relatado que uma senhora de nacionalidade brasileira, estaria retida em casa do companheiro, cidadão português, de onde ele não permitia que ela saísse, fornecendo apenas o n.º de telefone fixo. Encetadas diversas diligências, no sentido de apurar a morada referente àquele n.º de telefone, e com apoio e orientações do meu Comandante e Chefe da SIC, à tardinha desloquei-me até à referida residência, acompanhada de um outro militar do núcleo, verificando que a referida senhora estava lá, com as malas feitas, prontas para sair de casa, tendo a mesma solicitado ajuda para tal. De volta às nossas instalações, trouxemos a senhora e as malas dela, onde tinha um bilhete de avião escondido numa perna de um par de calças. Para além do Auto de Noticia da situação, foi providenciado uma casa para a mesma pernoitar, conseguiu-se a mudança da data do bilhete de avião para o dia seguinte, colocando a hipótese dos militares irem com a mesma para o aeroporto e lá ficarem até ela embarcar. Tudo funcionou, todas as entidades funcionaram no apoio a esta vítima, fazendo-me sentir extremamente orgulhosa de integrar uma equipa NMUME, actualmente NIAVE. Catarina Maurício GNR 70
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    Dar formação sobreo novo Regime de recenseamento eleitoral, a Lei n.º 47/2008 de 27 de Agosto, a todas as Autarquias do Distrito de Coimbra. Foi um desafio muito gratificante, pois, apesar do limite de tempo e de não se inserir nas minhas funções, demonstrou que tinha que estar preparada para dar resposta a qualquer tipo de solicitações. Celeste Silva Governo Civil de Coimbra Um dos momentos mais inspirador, foi quando houve a necessidade da primeira mudança dos Gabinetes do MAI, para o Edifício das Finanças, situado na Ala Oriental, houve a necessidade de se fazer várias obras de construção civil e outras, nas instalações que estavam degradadas e que era necessário ficarem minimamente confortáveis para receber os Gabinetes que se iriam lá instalar. Desde pinturas de tetos, paredes e portas, reparação e afagamento de chão, montagem de estores, instalação eléctrica, instalação de rede informática, instalação para TV e telefones, canalização, ar condicionado, passadeira da escadaria, reparação de elevador, montagem de código de acesso na porta com acesso ao elevador do M. F., mudanças de mobiliário de um lado para o outro, aquisição e montagem de novo mobiliário, limpeza de todas as instalações, etc…Gratificante foi terem-me solicitado e confiado em mim, para acompanhar e supervisionar todas as tarefas necessárias, mesmo tendo que abdicar de estar com a família alguns Sábados, empenhei-me e dediquei-me sempre o melhor que pude e que sabia. Foi também, o reconhecimento e o carinho de todos os meus superiores e de todos os intervenientes que fizeram parte desta equipa, para que no final o resultado obtido por todos, fosse o melhor possível. Cipriana Costa SG Todos aqueles em que generosamente a competência é reconhecida pelos meus superiores hierárquicos e por todos aqueles com quem tenho tido o privilégio de trabalhar. Todos aqueles em que sou convidada e desafiada pelos superiores hierárquicos para integrar equipas com o objectivo de desenvolver projectos que permitam ao SEF apresentar soluções inovadoras no âmbito das missões que nos estão definidas. Todos aqueles em que possa ter contribuído para o reconhecimento do SEF como serviço de excelência. Todos aqueles em que a minha família generosamente manifesta o profundo orgulho e respeito que tem pelo meu desempenho profissional. Cristina Gatões SEF Não posso, nem quero, dar relevância a um único momento já que, ao longo da minha carreira, tive a felicidade e o privilégio de poder acompanhar uma série de projectos que reforçaram a positividade que tento associar quer à minha vida profissional, quer à pessoal. Saliento apenas que os relacionamentos amigáveis entre os colegas de trabalho são, provavelmente, os impulsionadores de todos os instantes em que me sinto deveras satisfeita pelo desempenho das minhas funções. Cristina Peixoto DGAI Após ter tido um primogénito, nado-morto, o Serviço ajudou-me a ultrapassar melhor a situação, fiquei bastante mal e tinha que me apresentar ao serviço, ao final de 1 mês. O meu superior hierárquico, conversou comigo e deu-me o tempo necessário para me recompor, não aceitando o atestado médico e justificando a minha ausência. Fernanda Caleço SG Reconhecimento do meu desempenho por parte do superior hierárquico. Fernanda Mendes DGAI “Salvamento” da excisão de duas crianças da etnia fula na Guiné-Bissau. Guadalupe Pires SEF Vi um momento especialmente inspirador e gratificante para mim num procedimento de concurso público para aquisição de coldres, em que participei na elaboração das peças do concurso, como membro do júri do mesmo, na elaboração do respectivo contrato. E este procedimento foi objecto de uma acção contenciosa com a instauração de uma providência cautelar, para as quais contribui com o saber e experiência acumulados neste procedimento. Foi inspirador e gratificante, porque vi premiado o meu esforço, dedicação e empenho e que de algum modo foram reconhecidos imparcialmente pela justiça dita séria. Outro momento a referir é que num procedimento recém publicitado, aquisição de coletes de protecção balística para as forças de segurança, contemplou-se a diferença na igualdade: foram incluídas placas anti-trauma para elementos femininos pela primeira. Helena Navalho DGIE 71
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    Após ter implementadoum sistema de reuniões bimensais com todos trabalhadores, para lhes dar a conhecer o modo como a gestão está a ser efectuada, e obter os seus contributos, nas mais diversas áreas (QUAR, SIADAP, metodologias de tratamento processual, atendimento, alteração de horário de trabalho, etc.) obter, de todos, o maior reconhecimento, que teve várias formas de se manifestar, desde um trabalhador que referiu ter voltado a sentir que era importante para a organização, até à confecção e oferta de arroz doce, por saberem ser um dos doces que os meus filhos mais gostam. Helena Marques Governo Civil de Coimbra Elogio/reconhecimento, por parte dos mandatários dos arguidos, no âmbito de dois processos de natureza disciplinar, sobre a seriedade e ponderação evidenciadas na instrução dos processos. As críticas e censuras são, porém, recorrentes, daí que se tenha registado, com agrado, o reconhecimento manifestado. Luísa Carrajola IGAI Uma das tarefas que me está atribuída é no âmbito da sensibilização em estabelecimentos de ensino e população em geral. Uma das acções realizadas, subordinada ao tema “Risco Sísmico – Medidas de Autoprotecção” foi num Centro de Recuperação Infantil, cujo público-alvo tem limitações psíquicas e motoras. Esta acção foi particularmente gratificante pelo facto de como estas crianças viram um “mulher fardada” e do entusiasmo com que assistiram, da forma como colocaram as dúvidas, e também do que é que eu fazia no dia-a-dia. No final da acção encheram-me de beijos e abraços, momento que jamais esquecerei. Lurdes Fonseca ANPC Ao longo da minha função como Bombeira da Força Especial de Bombeiros tenho tido vários momentos inspiradores e gratificantes associados à nossa intervenção no combate a incêndios Florestais. De uma forma geral todos estes momentos estão associados a situações em que existem habitações ameaçadas pelo incêndio. Em todas as situações deste género em que estive envolvida temos tido sempre sucesso, é nesta altura que me sinto extremamente realizada e grata por ter um trabalho que me dá a oportunidade directa de fazer algo por alguém. Lurdes Piçarreira ANPC- Força Especial de Bombeiros Foram muitos os momentos gratificantes, pelo que estaria a ser injusta ao destacar apenas um. Mas todos passam por uma mistura de sensação de dever público cumprido, com a sensação de ter feito a diferença na melhoria da vida de um cidadão estrangeiro, que porventura tenha sido vítima de um crime. A sensação de Justiça e de que o País que o acolhe se preocupa com a sua segurança é também para o cidadão estrangeiro uma vertente muito importante na sua integração em Portugal. Maria Gois SEF A colaboração prestada ao nível da pesquisa e elaboração de informação de suporte em dois momentos de grande relevância para a AP e para os cidadãos: a Expo 98 e a introdução da moeda única em Portugal na viragem do século e do milénio. Maria Almeida SG O momento mais motivador e gratificante da minha actividade profissional na administração eleitoral foi a reforma do regime jurídico do recenseamento eleitoral introduzida em 2008. Na verdade, tratou-se de um projecto que veio ao encontro do que preconizava para o recenseamento eleitoral em Portugal, desde o momento em que tive consciência das vulnerabilidades do regime anterior, motivo pelo qual, em 1996, tive a oportunidade de propor um projecto idêntico, no âmbito da cooperação eleitoral, para um PALOP. Maria da Graça Archer DGAI Não recordo um momento mais inspirador ou gratificante em particular. Recordo sim, uma aprendizagem contínua e gratificante ao longo de perto de 20 anos de carreira que me têm permitido tomar decisões de consciência tranquila e manter a inalterável a auto motivação. Maria de Fátima Silva SEF Começou a sua vida profissional como ajudante de cozinha e tem tido uma enorme força de vontade e feito um grande esforço que lhe permitiu progredir na sua carreira, até às funções que actualmente desempenha. Maria de Jesus Lucas ANSR 72
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    Estou há relativamentepouco tempo em funções na DGIE, não encontrando nenhum momento que em especial considere de relevar como inspirador, mas considero que é sempre gratificante quando, em resultado do empenho que se coloca na execução de todas as tarefas do nosso dia-a-dia, se concretiza a entrega de uma instalação para uma força de segurança. Maria de Lurdes Conde DGIE Na profissão de bombeiro existe uma constante de momentos inspiradores e gratificantes, por isso é difícil escolher um. Posso referir algumas situações nomeadamente uma situação especial que foi o parto de uma menina que ocorreu na ambulância a caminho do hospital o qual assisti e até fui posteriormente convidada a apadrinhar. Maria Carvalho ANPC- EIP - Bombeiros Voluntários de Sátão Não existe um em especial. São sempre igualmente inspiradores e gratificantes para mim os momentos, e tenho tido muitos, em que o superior hierárquico, o Governador Civil neste caso, nos transmite o reconhecimento, verbal e atempado do apreço pela nossa colaboração em momentos de grande stress ou quantidade de trabalho, bem como aqueles em que solicitam opiniões ou dados de experiências já vividas. Isto é, no fundo, os momentos em que a nossa entrega ao serviço foi objecto da atenção e da avaliação dos nossos directos dirigentes. Maria Amaral Governo Civil de Viseu Não obstante a escassez de recursos humanos e o elevado número de tarefas é inspirador e gratificante ultrapassar os obstáculos e superar as metas a que nos propomos atingir. Maria João Miranda ANSR Foram muitos. Os mais inspiradores foram momentos simples, envolvendo pessoas especiais. Enquadrados nas Comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, e tendo o Natal de 2009 como pano de fundo, foram momentos solidários e fraternos, envolvendo, crianças portadoras de deficiência e crianças desfavorecidas. Um simples gesto nosso, parece capaz de alterar a dura realidade destas crianças e em troca desse gesto, mais simbólico que efectivo, recebemos o contagiante sorriso de uma criança. Este contacto faz-nos descer à realidade da condição humana da qual muitas vezes, pelos afazeres do dia-a-dia, nos distanciamos. O Natal de 2009 foi particularmente recheado desses momentos. Quanto aos gratificantes, prendem-se com o acompanhamento de empresas em situações complicadas, sempre que desse acompanhamento resulta uma solução. Atendendo ao ciclo económico que atravessamos e aos problemas sociais que se colocam sempre que uma empresa ameaça fechar portas e colocar no desemprego trabalhadores, é sempre gratificante sentirmos que contribuímos para evitar esse problema. Mónica Costa Governo Civil de Viseu Nesta área não consigo precisar nenhum momento em que o possa classificar como inspirador ou gratificante. No entanto, considero que sempre que solicitam a minha ajuda, enquanto responsável pelo departamento de recursos humanos, e eu consigo ajudar nem que seja só com palavras para mim já é gratificante e compensador. Olga Morais ANPC Todos os dias na ANPC acabam por ser gratificantes e, em certa medida, até inspiradores! Não há dois dias iguais e em cada um deles acabamos por participar em processos que mexem directamente com a vida das pessoas, do país e até do Mundo e é a sensação de, todos os dias, podermos contribuir para a segurança e, consequentemente, para o bem-estar de Todos que transforma esta profissão num verdadeiro privilégio! Patrícia Gaspar ANPC A deslocação a teatros de operações no estrangeiro, onde tive oportunidade de comparar in loco a organização dos diferentes países em caso de emergência e verificar que as actividades desenvolvidas em Portugal se aproximam e por vezes superam as boas práticas internacionais Patricia Pires ANPC 73
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    São vários osmomentos inspiradores e gratificantes que temos no âmbito da Investigação Criminal, como por exemplo quando passamos meses a trabalhar num processo, onde acabamos por passar para segundo plano a vida familiar, vimos o nosso trabalho valorizado e com resultados positivos. Paula Rodrigues GNR Recebemos na Base o pedido de apoio para auxiliarmos na busca de um homem desaparecido. Chegamos ao local e já se encontravam forças a trabalhar. Já havia sido percorrida toda a área que as testemunhas apontaram como sendo o último local onde o “desaparecido “havia sido visto. Resolvi, e muito provavelmente por uma questão de sensibilidade, procurar em locais menos óbvios, como tanques, poços. Juntamente com a minha equipa (constituída por 5 homens) iniciámos a procura nesses locais, e foi o palpite certo, pois encontrámos infelizmente já sem vida, o senhor desaparecido. Um final triste, não fosse perceber a” tranquilidade de espírito” que foi para os familiares o facto de puderem ter o seu ente querido de novo consigo, e poder dar-lhe condignamente o último adeus. Foi sem dúvida um momento gratificante. Preciosa Machado GNR Para além do sentimento de dever cumprido e de que estamos a fazer o nosso trabalho, um momento inspirador e motivador foi a gratificação e o reconhecimento de familiares relativamente ao trabalho desenvolvido, empenho e dedicação no acompanhamento e nas diligências efectuadas no âmbito de uma violência doméstica relativa a um menor. Sónia Henriques PSP Tenho muitos e bons momentos que foram muito gratificantes ao longo da minha carreira mas os que mais me marcaram foram sem qualquer margem de dúvida a visita a Portugal de Sua Santidade João Paulo II em 1991 e os 18 meses que passei numa missão de Paz da ONU no Kosovo entre o ano de 2002/2004 , vivi momentos muito intensos que dificilmente irei esquecer. Sílvia Lima PSP É particularmente gratificante quando acabamos uma missão receber o Obrigado de quem socorremos, especialmente se esse obrigado vier da boca de uma criança. Sílvia Félix ANPC - Bombeiros de Nisa Não consigo eleger um momento em particular, mas sinto satisfação quando o trabalho das equipas, onde eu me encontro inserida, contribui para a melhoria do Sistema de Protecção Civil e para a implementação no terreno, da dita Cultura de Segurança. Susana Silva ANPC Visita da Directora de Serviços de Documentação e Relações Públicas do MAI, Dra. Angélica Jorge e Chefe da Divisão de Documentação, Dra. Madalena Bobone, às instalações do Arquivo do Governo Civil do Porto, após o esforço de mudança de instalações da documentação e reconhecimento pelo bom trabalho e apoio prestado no âmbito dos projectos da Secretaria-Geral do MAI de elaboração do plano de classificação e portaria de gestão de documentos. Esta visita deu força e alento ao desempenho das minhas funções. Sónia Gomes Governo Civil do Porto Todos os momentos em que se fica com o espírito de “missão cumprida” têm algo de inspirador e gratificante. São igualmente gratificantes os múltiplos reconhecimentos, a nível interno e externo, do trabalho realizado e da importância da instituição PSP na sociedade actual. Virgínia Cruz PSP 74
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    O FUTURO… ATODOS/AS NÓS PERTENCE Possibilidade de Teletrabalho para cargos dirigentes: por vezes as solicitações permanentes no local de trabalho obrigam-nos a estar horas no serviço, que acabam por não ser tão produtivas como desejaríamos. A possibilidade de gestão do trabalho à distância numa lógica de resultados e não de horas no local do trabalho podia permitir uma melhor conciliação da vida familiar com a profissional. Ana Coimbra Governo Civil do Porto Um horário compatível. Sempre que houver necessidade contactar através do telefone. Ana Paula Campos DGAI Tem que se gostar da função que se irá desempenhar, porque quando se gosta do que se faz todos os obstáculos se conseguem ultrapassar. Ana Vaz GNR Actualmente já há práticas implementadas cuja generalização pode ser equacionada num contexto de promoção de conciliação da vida familiar e profissional. Apenas como apontamento, referiria a possibilidade de exercer teletrabalho, a flexibilização da ausência de uma plataforma horária semanal através de compensação horária e a marcação de reuniões para além das 16.30 h. Ana Santos DGIE Acredito que qualquer um pode apoiar e ajudar nas mais diversas perspectivas e das mais diversas formas, o apoio e a ajuda não são qualidades e faculdades apenas do sexo masculino, todos possuímos essa capacidade, até porque nesta profissão a missão é a mesma apoiar e ajudar. Qualquer pessoa pode ajudar independentemente do sexo. Andreia Coelho ANPC- EIP- Bombeiros Voluntários de Constância Desde que a mulher saiba o que quer, não existe nada que a impeça de prosseguir, nesta e em qualquer função/profissão. Carla Duarte PSP O facto de ser mulher nunca poderá ser levado como factor desprestigiante, pelo contrário, é necessária a presença de mulheres na G.N.R. no geral, bem como nestas equipas que diariamente lidam com a problemática da violência doméstica e maus-tratos, necessitando assim de militares despertos para este tema, com sensibilidade e receptividade, para acolher/receber, informar e encaminhar as vítimas. Aquilo que podemos fazer pelos outros, e que está dentro do nosso alcance, pode mudar vidas, pelo que torna gratificante trabalhar no NIAVE. Catarina Maurício GNR Promover Seminários e encontros familiares que possibilitem a participação de todos os elementos do agregado familiar. Celeste Silva Governo Civil de Coimbra Definir objectivos familiares e profissionais; haver compreensão de ambas as partes; dividir tarefas tanto em família como na profissão; saber respeitar uns aos outros, bem como o espaço de cada um. Cipriana Costa SG É-me difícil fazer sugestões pois nunca senti qualquer tipo de dificuldade de integração ou dificuldade de adesão…Contudo sempre poderei salientar aquilo que os meus superiores fizeram e que sempre considerei “Boas Práticas”: flexibilidade - permitindo dar assistência à família sempre que tal é o mais importante no momento -, reconhecimento da competência – não há melhor e maior estímulo -, responsabilidade – percepção de que importamos e podemos fazer a diferença -, espaço – permite criatividade -, proximidade – estar atento a tudo e todos e ser sensível às suas necessidades, anseios, angústias e aspirações. Cristina Gatões SEF 75
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    A necessidade deencontrar um equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal faz-me acentuar a utilidade e importância da adopção do teletrabalho, seja por recurso a uma simples caixa de e-mail ou por via do acesso remoto ao computador do serviço. Esta modalidade de trabalho permite a presença assídua da mãe e do pai em casa, favorecendo, por isso, o acompanhamento da criança. A criação de serviços direccionados às crianças e idosos dependentes das mulheres trabalhadoras e a flexibilidade dos horários de trabalho são outras medidas a tomar para a conciliação entre responsabilidades familiares e responsabilidades profissionais. Cristina Peixoto DGAI Criação de creches no Serviço para filhos de colaboradores; Ao encargo dos colaboradores estão também familiares idosos, seria necessário criar condições de benefícios no regime de trabalho que facilitem apoio aos familiares idosos. Fornecer seguro de saúde aos próprios colaboradores e extensível a cônjuge, descendentes e ascendentes idosos. Fernanda Caleço SG Maior apoio na profissão da consolidação da vida de trabalho com a vida familiar. Fernanda Mendes DGAI No Serviço a que pertenço, não há qualquer discriminação entre homens e mulheres no exercício de funções. A adesão ou não das mulheres a este tipo de funções prende-se com factores culturais diversos como por exemplo o casamento e a maternidade que são considerados incompatíveis para uma mulher que exerça funções de polícia, especialmente quando deslocada no estrangeiro. Guadalupe Pires SEF Algumas das minhas sugestões passam por exemplo, para profissões onde isso seja possível, em premiar o rendimento apresentado pelo profissional, os resultados, e não tanto a obrigatoriedade de cumprir impreterivelmente X horas no serviço, além de que isso não significa invariavelmente produtividade. Tal atitude possibilitaria um agilizar e concertar das obrigações familiares, nomeadamente as que concernem a filhos menores para não falar em crianças pequenas. Helena Navalho DGIE A possibilidade de à noite, e aos fins-de-semana, conseguir, por via do teletrabalho, estar em contacto, sempre que necessário com outros trabalhadores e membros do Gabinete, e o acesso ao e-mail em permanência, podendo dar continuidade à gestão dos serviços, apoiar os filhos com os trabalhos de casa, a conversa em família. Ter estacionamento perto do local de trabalho que permita, ir buscar os filhos e leva-los a actividades, ou para casa, e voltar ao local de trabalho sem perdas de tempo. Poder ter condições físicas no local de trabalho para ter os filhos mais pequenos, durante alguns períodos do dia, especialmente ao fim do dia. Ter horário flexível. Helena Marques Governo Civil de Coimbra O cumprimento de horários, ou permanência no local de trabalho, nem sempre é sinónimo de produtividade, para determinadas pessoas. Seria de ponderar a possibilidade de flexibilização do tempo de permanência no local de trabalho, adequando-o ao tipo de funções e à pessoa que as exerce. Luísa Carrajola IGAI Deve ser dada maior visibilidade em termos de imagem pública e órgãos de comunicação social à imagem da mulher no desempenho de determinas funções. Lurdes Fonseca ANPC Não alteraria absolutamente nada, qualquer mulher com vocação e determinação suficiente poderá perfeitamente exercer este tipo de profissão. Lurdes Piçarreira ANPC- Força Especial de Bombeiros 76
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    Eu julgo queas mulheres no SEF, estão plenamente integradas. Os níveis de adesão aos concursos têm sido muito bons e têm passado aos quadros elementos femininos muito competentes e que têm contribuído para os sucessos do SEF. Aliás, numa linha de continuidade com a mais-valia que têm sido todos os quadros dirigentes e quadros dirigentes intermédios do sexo feminino actualmente em funções. Maria Gois SEF 1 - Maior flexibilidade na regulamentação dos horários de trabalho das organizações; 2 – As organizações da AP adoptarem algumas das boas práticas de grandes empresas e de algumas escolas, como a criação de valências para apoio da vida familiar dentro da própria organização (ex. creches) 3 – Fomento do teletrabalho. Maria Almeida SG Os níveis de exigência da vida profissional que hoje impendem também sobre as mulheres nem sempre são facilmente conciliáveis com a vida familiar. Numa área como a eleitoral, em que a calendarização dos actos eleitorais por si só condiciona não apenas a vida familiar mas também o direito ao descanso, exemplo disso são as restrições na escolha dos períodos de férias, parece-me de elementar justiça a adopção de horários flexíveis ou desfasados, conquanto naturalmente estejam asseguradas as obrigações com o trabalho. Maria da Graça Archer DGAI Sendo que a gestão da minha carreira no SEF teve sempre em conta o facto de ser mãe e sempre me senti plenamente integrada nos vários sítios por onde tenho passado e funções que tenho exercido, tenham elas sido mais administrativas ou mais operacionais como é de momento a situação, não tenho sugestões neste âmbito a apresentar. Maria de Fátima Silva SEF Haver uma maior flexibilidade de horários por forma a melhor conciliar a vida familiar com a vida profissional. Maria de Jesus Lucas ANSR Considero que a conciliação da vida familiar com a profissional tem muito a ver com a fase da vida, sendo que quando está em causa a o acompanhamento de filhos menores se torna mais difícil. Penso que a legislação já prevê algumas regras, em termos de horário de trabalho, para salvaguardar essa conciliação, contudo tal pratica não é muito comum e nem em todos os serviços é bem aceite. Maria de Lurdes Conde DGIE Na actualidade existe um número crescente de mulheres bombeiras, no entanto ainda contínua a ser uma profissão na maioria das vezes desempenhada por homens. Acho que não serão precisas medidas específicas pois com as modificações que têm ocorrido na sociedade este facto pode-se reverter e no futuro poderão existir mais mulheres bombeiras. Essencialmente será apenas preciso uma maior abertura das corporações de bombeiros para a sociedade e um maior esclarecimento das populações sobre as funções desempenhadas pelos bombeiros. Maria Carvalho ANPC- EIP - Bombeiros Voluntários de Sátão Considero que a flexibilidade de horário e o trabalho em casa são as formas mais importantes de conciliar a vida familiar e profissional. As situações que mais preocupam, quanto a mim, uma mulher, não é ter muito trabalho, mas sim a impossibilidade de estar em dois locais simultaneamente no trabalho e em casa. Poder gerir uma parte do tempo do seu trabalho no exercício da actividade profissional constitui um passo relevante para a conciliação das tarefas sem elevado sacrifício. Maria Amaral Governo Civil de Viseu 77
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    Promover um serviçode apoio social aos filhos dos trabalhadores em exercício de funções públicas, bem como incrementar uma maior flexibilidade no horário de trabalho. Maria João Miranda ANSR Julgo que a flexibilidade do horário de trabalho é um factor decisivo, a par, naturalmente, da entreajuda e da divisão de tarefas familiares, que creio já ter conquistado simpatizantes no género masculino. Mónica Costa Governo Civil de Viseu É difícil indicar sugestões para esta conciliação nos dias de hoje. As solicitações e as exigências são inúmeras e a mulher tem ainda a necessidade de marcar a sua posição num mundo onde o elemento masculino predomina. No meu caso concreto a conciliação dependeu de alguma organização pessoal e de um bom suporte familiar. Olga Morais ANPC O mais difícil de mudar nas Sociedades é a mentalidade colectiva. A integração das mulheres em áreas profissionais que até há pouco tempo eram exclusivas dos homens depende, em grande parte, das próprias mulheres, no trabalho e sobretudo em casa, pois as condições jurídicas, na maioria dos casos, estão já reunidas. Contudo, importa não perder de perspectiva que de facto nem todas as mulheres e nem todos os homens têm vocação para a área operacional! Patrícia Gaspar ANPC O Estado enquanto empregador deverá promover a igualdade de género de modo a conciliar a vida familiar e profissional, de modo a que os colaboradores, independentemente de género feminino ou masculino, não sintam que são discriminados de forma positiva ou negativa. Patricia Pires ANPC Torna-se complicado o trabalho na Investigação Criminal para quem tem uma vida familiar com filhos menores, devido mão facto de não termos horários e devido ao aglomerado de horas que são efectuadas neste tipo de serviço. Paula Rodrigues GNR Penso que muito tem evoluído o meio militar na integração das mulheres. Contudo, há ainda a fazer como o que passo a sugerir: Permitir a integração em todas as especialidades e áreas às militares; Criar infra-estruturas básicas para o sexo feminino, pois ainda existem locais onde não se colocam mulheres por falta de “casernas femininas”; Não estereotipar o serviço em função do género, pois tal como o s homens, as mulheres têm um leque variado de “aptidões.” E fundamentalmente as próprias mulheres, que devem mostrar sempre por que motivo merecem desempenhar determinada função, baseando-se no profissionalismo, no empenho e na dedicação, porque num meio que ainda é “masculino”, às militares, tal como à mulher de César”não basta sê-lo há que parecê-lo.!” Preciosa Machado GNR Enquanto mulher sinto perfeitamente enquadrada, o mais importante para além do género é ser bom profissional, com vontade de apreender e trabalhar. Para promover a adesão das mulheres a este tipo de funções, basta dizer que é uma profissão bastante aliciante, diversificada, podendo trabalhar em diversas vertentes prevenção/investigação criminal/informações policiais/trânsito e com possibilidades de progredir na carreira. Sónia Henriques PSP Desde a minha entrada para a Polícia de Segurança Pública em 1988, tudo evoluiu de uma forma muito positiva, está ao alcance de todos, sejam eles elementos masculinos ou femininos, é apenas uma questão de concorrerem, as oportunidades são iguais, há que saber aproveitá-las. Sílvia Lima PSP 78
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    Com os actuaispadrões de vida em sociedade, entendo que abraçar uma causa desta natureza em regime de voluntariado, implicará a criação de valências junto destas Instituições que permitam às mulheres e homens que desempenham estas funções garantir na medida do possível que os seus familiares, especialmente crianças estejam salvaguardados quando se encontrem em missão. Por outro lado a sociedade a nível nacional e local deverá arranjar mecanismos legais que permitam a quem abrace esta causa ver reconhecidos os seus méritos no seu desempenho em prol dos outros, nomeadamente através da criação de benefícios práticos e exequíveis que nos beneficiem. Sílvia Félix ANPC - Bombeiros de Nisa Acredito que o estado pode contribuir de forma decisiva, para o desígnio nacional de conciliar a vida familiar e profissional, promovendo medidas que permitam que todas as mulheres, possam ter as mesmas oportunidades e condições de base para desenvolver a sua actividade profissional respeitando o direito à igualdade de tratamento. Susana Silva ANPC Em minha opinião, o teletrabalho facilitaria bastante esta conciliação da vida familiar com a vida profissional. Sónia Gomes Governo Civil do Porto A Polícia de Segurança Pública integra os seus profissionais nas funções que correspondem à sua categoria, independentemente de se tratarem de homens ou mulheres. Não considero que, neste campo, seja necessária alguma alteração. Verifica-se que a adesão de mulheres para desempenhar funções policiais (encarada em termos de candidaturas aos estabelecimentos de ensino policiais) tem níveis muito elevados. O rigor e exigência dos requisitos bem como das provas de admissão requerem que qualquer candidato se apresente bem preparado, quer física quer intelectualmente. Virgínia Cruz PSP 79
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