Filo Arthropoda
Subfilo Crustácea
Daniel Pereira
Lavinia Lima
Yara Vanessa
Caxias-MA
2016
Universidade Estadual do Maranhão
Campus Caxias
Curso: Ciências Biológicas-Licenciatura
Disciplina: Invertebrados Celomados
Prof. Dr. : Francisco Limeira
Introdução
• Arthropoda (do grego arthros, articulação, e podos, pé,
perna);
• Grupo mais diversificado do planeta, com mais de 1 milhão
de espécies catalogadas;
• Triblásticos;
• Celomados;
• Simetria bilateral;
• Metameria;
2
Hickman, et al, 2009
CRUSTÁCEA
Introdução
• Exoesqueleto de Quitina
- Proteção
- Impermeabilização
• Crescimento por muda ou ecdise
• Apêndices articulados: locomoção, alimentação, percepção
sensorial, defesa.
• Sistema muscular complexo (músculos estriados)
3
Hickman, et al, 2009
CRUSTÁCEA
Características Gerais
• Latim: crusta = pele grossa ou crosta;
• Predominantemente marinhos;
• 42.000 espécies conhecidas;
• Maioria predadores -filtradores planctônicos (cerdas finas nos
apêndices);
• Herbívoros;
CRUSTÁCEA
Hickman, et al, 2009
4
Características Gerais
CRUSTÁCEA
Grande variedade morfológica:
• Há crustáceos sésseis
(Cracas)
• Outros, como o paguro (ou
bernardo-eremita),
apresentam a porção posterior
do corpo desprovida de
exoesqueleto, e ocupam a
concha deixada por moluscos
mortos.
a
b
Fig. 1 Em (a) Craca presa ao substrato e em
(b) um Ermitão.
Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd
=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCNgQjRwIBw
&url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceos%2F&psig=AF
QjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=1466170999065529
5
a
c
e
b
d
f
Fig. 2 a- Camarão; b- Caranguejo; c- Siri; d- Limulus; e- Cracas; f- Tatuíras;
CRUSTÁCEA
6
Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd
=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCNgQjRwIBw
&url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceos%2F&psig=AF
QjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=1466170999065529
CRUSTÁCEA
7
Fig. 3 Tatuzinho de jardim (crustáceo terrestre)
Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd
=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCNgQjRwIBw
&url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceos%2F&psig=AF
QjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=1466170999065529
Características Gerais
• Característica distintiva do subfilo: dois pares de antenas;
• Na cabeça: além dos dois pares de antenas, apresentam um par de
mandíbulas e dois pares de maxilas.
• Outros apêndices torácicos e abdominais altamente
diversificados.
• Simetria bilateral. Formato do corpo varia de alongado a esférico;
• Corpo com órgãos e sistemas;
CRUSTÁCEA
Hickman, et al, 2009
8
Características Gerais
• Possuem diferenças quanto divisão corporal entre os grupos.
• Principais tagmas são: cabeça, tórax e abdômen, mas a fusão de
somitos é frequente. P. ex. cefalotórax + abdome. (Fig 4)
CRUSTÁCEA
Hickman, et al, 2009
9
Fig. 4 Plano arquetípico dos Malacostraca. As duas maxilas e os três maxilipedes
foram separados no diagrama para ilustrar o plano geral.
Fonte:Hickman,etal2009
CRUSTÁCEA
10
Hickman, et al, 2009
Sustentação e Locomoção
– Camadas musculares não funcionam na presença de
exoesqueleto;
– Músculos estão organizados em feixes curtos que se
estendem entre um segmento do corpo e outro ou através
das articulações dos apêndices.
– Extensão e flexão – contração muscular e cutícula agem
juntas – sistema de alavanca;
11
Fig. 5 Ilustração mostrando o processo de movimento dos apendices
Ruppert, et al, 2005
Fonte:Ruppert,etal,2005
CRUSTÁCEA
Sustentação e Locomoção
• Articulações entre o corpo e os apêndices dos segmentos
ocorrem através de pontes formadas por:
–áreas de cutícula muito fina e flexível, a procuticula é muito
reduzida e não-endurecida = membranas artrodiais ou
articulares
–Esqueleto cuticular dos apêndices e do corpo dividido
12
Fig . 6 Ilustração da procuticula
Fonte:Ruppert,etal,2005
Ruppert, et al, 2005
CRUSTÁCEA
Sistema Muscular
• Os músculos são arranjados usualmente em grupos antagônicos:
 Flexores
 Extensores
• O abdômen de um lagostim tem flexores poderosos. (Fig. 7)
CRUSTÁCEA
13
Hickman, et al, 2009
CRUSTÁCEA
14
Fig. 7 Estrutura interna de um lagostin macho
Fonte:Hickman,etal2009
Hickman, et al, 2009
Exoesqueleto problema durante crescimento
• Solução evoluída – eliminação periódica do esqueleto –
MUDA ou ECDISE ;
• Estágio entre as mudas INSTARES;
• Animal mais velho - comprimento instares maior ;
• Lagostas e camarões mudam toda vida;
• Copépodes e caranguejos crescimento cessa num
determinado ponto;
• Inseto muda está associada a metamorfose – adultos não
sofrem mudas;
• Aranhas – n.º instares fixo – último atingido na maturidade
sexual .
15
Ruppert, et al, 2005
CRUSTÁCEA
CRUSTÁCEA
Crescimento tecido animal preenche envoltório do
exoesqueleto animal entra estado de PRÉ-MUDA;
Glândulas da epiderme secretam ENZIMAS que
digerem a ENDOCUTÍCULA antiga  separando
exoesqueleto da epiderme;
Crustáceos parte cálcio é removida e armazenada
para ser redepositada;
Cutícula mais solta e fina  epiderme começa
secretar NOVA CUTÍCULA.
Animal descarta a velha  que se abre na linhas do
corpo;
Ruppert, et al, 2005
16
Ecdise
CRUSTÁCEA
Fig. 8 Ilustração mostrando o processo de muda do exoesqueleto
Fonte:Ruppert,etal,2005
Ruppert, et al, 2005
17
Sistema respiratório
• Em pequenos crustáceos áreas finas da cutícula como
apêndices, ou em todas as partes do corpo;
• Ausentes estruturas especializadas;
• Em crustáceos de grande porte brânquias = similares a
pluma;
• As brânquias podem projetar-se da parede pleural para a cavidade
branquial;
• Escafognatito cria uma pressão negativa na câmara branquial.
CRUSTÁCEA
Hickman, et al, 2009
18
19
Fig. 9 Diagram de uma secção transversal através de um lagostin,
mostrando o processo de trocas gasosas.
Fonte:Hickman,etal2009
Hickman, et al, 2009
CRUSTÁCEA
• Inclui as porções anterior, mediana e posterior;
• Porção anterior o estômago frequentemente apresenta
câmaras ou regiões especializadas;
• Porção mediana forma um intestino curto ou longo e
apresenta cecos digestivos;
• Porção posterior é geralmente curta e o ânus esta
associado ao somito anal, ou télson.
Sistema digestivo
CRUSTÁCEA
20
Brusca & Brusca, 2007
Brusca & Brusca, 2007
Fig. 10 O estômago de um lagostim
Fonte:Brusca&Brusca,2007
21
Sistema Circulatório
• Aberto ou lacunar;
• A hemolinfa deixa o coração através das artérias;
• Um coração dorsal é o órgão propulsor principal;
• A hemolinfa coração artérias hemocele
seio pericárdio seio external.
CRUSTÁCEA
22
Hickman, et al, 2009
23
Fig. 11 Diagrama de uma secção transversal através de um lagostin,
mostrando a direção do fluxo sanguíneo neste sistema circulatório
aberto.
Fonte:Hickman,etal2009
Hickman, et al, 2009
Sistema excretor
• Glândulas antenais ou glândulas verdes;
• Amônia;
• Possuem nefrócitos.
24
CRUSTÁCEA
Hickman, et al, 2009
Hickman, et al, 2009
Fig. 12 Esquema de glândula antenal dos lagostins
Fonte:Hickman,etal2009
CRUSTÁCEA
25
Sistema nervoso e sensorial
• Alto grau de fusão ganglionar;
• Ganglios supraesofágicos;
• Um par de conectivos periesofágicos;
• Fusão de dois ou três pares(neurômeros).
Ruppert, et al, 2005
26
• Tripartido:
• Protocerebro;
• Deuterócerebro;
• Tretocérebro ;
• Cerdas táteis.
Fig. 13 Protocérebro: fotorrecepção e movimentos dos olhos;
Deutorecérebro: recepção dos estímulos das antenas;
Tritocérebro: 2º pr de ntenas, nervos da boca e do trato
digestivo.
Fonte:Ruppert,etal,2005
Ruppert, et al, 2005
27
Alimentação
• A mandíbula e maxilas;
• Os maxilípedes;
• Comedores de partículas em suspensão plânctons e
detritos de bactéria;
• Os predadores larvas, vermes, moluscos;
• Detritivos animais e vegetais mortos.
28
CRUSTÁCEA
Hickman, et al, 2009
29
Fig. 14 estômago de um lagostin
Fonte:Hickman,etal2009
CRUSTÁCEA
Hickman, et al, 2009
Reprodução e desenvolvimento
• Sexuada;
• São dioicos;
• Fecundação externa, na maioria das espécies;
• Desenvolvimento indireto
• Ovos encubados junto da face ventral do abdômen das fêmeas;
• Ao eclodirem liberam uma larva chamada náuplio.
30
Reprodução e desenvolvimento
31
Fig. 15 Ilustração mostrando três tipos de larvas de crustáceos
Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=image
s&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCN
gQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceo
s%2F&psig=AFQjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=14661709
99065529
CRUSTÁCEA
Reprodução e desenvolvimento
32
Fig. 16 Imagem mostrando em (a) a forma zoea, (b) esquizopoda e em (c) a forma
Protozoé.
Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=image
s&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCN
gQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceo
s%2F&psig=AFQjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=14661709
99065529
CRUSTÁCEA
a
b
c
Organização estrutural
• Reprodução
- Larva náupilo:
nadante e de vida livre;
Apresenta um olho naupiliano mediano e apenas 3 pares de
apêndices;
Eventualmente, em uma mesma espécie há passagem por até
cinco estágios larvais diferentes.
34
CRUSTÁCEA
olho naupliano
2ª antena (antenula)
mandíbula
Fig. 17 Estruturas da larva Nauplius
1ª antena
Fonte:Ruppert,etal,2005
Hickman, et al, 2009
Reprodução e desenvolvimento
34
Ciclo de Vida
35Fig. 18 Ciclo de vida de um siri
Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd
=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCNgQjRwIBw
&url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceos%2F&psig=AF
QjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=1466170999065529
CRUSTÁCEA
Apêndices
CRUSTÁCEA
• Os apêndices cilindros ou foliáceos são primitivamente
birremes(dois ramos), com forma diferente;
• A porção basal do apêndice (protopodito) apresenta um
exopodito(lateral) e um endopodito(medial).
• O protopoditoéconstituído por um ou dois artículos (basipoditoe
coxopodito)
Hickman, et al, 2009
36
37
Fig. 19 Partes de um apêndice birreme de um crustaceo (terceiro
maxilipede de um lagostin).
Fonte:Hickman,etal2009
CRUSTÁCEA
Hickman, et al, 2009
Apêndices –Homologia seriada
38
Fig. 20 Exopodito–amarelo, Endopodito–púrpura, Protopodito-rosa
Fonte:Hickman,etal2009
Hickman, et al, 2009
CRUSTÁCEA
Tipos de apêndices:
• Pleópodos: funções variadas respiração, natação, cópula,
armazenamento de ovos;
• Pereópodos pernas locomotoras;
• Maxilípedes pereópodos adaptados para alimentação;
• Quelípodes – pereópodos adaptados em pinça.
Hickman, et al, 2009
39
Classificação
CRUSTÁCEA
Subfilo Crustacea
• Classe Remipedia (10 Especies)
• Classe Cephalocarida (9 Especies)
• Classe Anostraca (200 Especies)
• Classe Phyllopoda (800 Especies)
• Classe Malacostraca (23000 Especies) (camarões, tatuzinhos-de-jardim, “krill”,
lagostas e outros)
• Classe Copepoda
• Classe Mystacocarida
• Classe Tantulocarida,
• Classe Ascothoracica,
• Classe Cirripedia (cracas)
• Classe Ostracoda,
• Classe Branchiura e
• Classe Pentastomida.
Ruppert, et al, 2005
40
Classe Malacostraca
Ordem Decapoda
• Possuem cinco pares de pernas;
• 10.000 espécies decápodes;
• camarões, lagostas, siris e caranguejos;
• Aquáticos (marinhos e dulcícolas);
• Cabeça, tórax e abdome ou Cefalotórax e abdome;
Hickman, et al, 2009
41
Classe Malacostraca
Ordem Decapoda
• Possuem uma carapaça recobrindo todos os segmentos;
• Possuem um par de antenas;
• Possuem mandíbulas e maxilas;
•
• O primeiro par de pernas é modificado em quelípodes;
• Na frente das pernas tem três pares de apêndices denominados
em maxilípede;
Hickman, et al, 2009
42
Fig. 21 Ilustração mostrando o corpo de uma lagosta
Fonte:Hickman,etal2009
Hickman, et al, 2009
43
Classe Malacostraca
Ordem Decapoda
• Seu tamanho varia em milímetros;
• Siris e caranguejos possuem o abdômen reduzido que se
encaixa no cefalotórax;
• Lagostas e Caranguejos: possuem pleópodos com funções
retidas para reprodução;
• A grande maioria dos decápodos são bentônicos, mas existem
espécies pelágicas;
Hickman, et al, 2009
44
Classe Malacostraca
Ordem Decapoda
• Sist. Nervoso: Nos camarões e lagostas –cordão nervoso
ventral – há gânglios separados para cada segmento torácico;
• Estetos;
• Reprodução: Formação de espermatóforos, transferidos a
fêmea pelo par de pleópodos modificados para a reprodução;
Hickman, et al, 2009
45
Classe Malacostraca
Ordem Decapoda
• Alimentação;
• Intestino anterior ;
• Hepatopâncreas
• Trocas gasosas
• Hemocianina;
• Excreção;
Hickman, et al, 2009
46
Fig. 22 Estrutura interna de um decápode
Fonte:Hickman,etal2009
Importância Econômica:
CRUSTÁCEA
• Alimentação Humana.
• Cultivos Intensivos.
• Algumas espécies são parasitas.
• ocupam vários níveis tróficos – elos.
• Algumas espécies são utilizadas em estudos ecotoxicológicos.
• Indicadores ecológicos.
Importância: Ecológica:
Hickman, et al, 2009
47
Referências
CRUSTÁCEA
• HICKMAN, C. P.; LARSON, A; ROBERTS, L. S. Princípios
Integrados de Zoologia, 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2009.
• BRUSCA, R. C. & Brusca, G. J. Invertebrados. 2 ed. Editora
Guanabara Koogan. p. 2007.
• RUPPERT, E. E., FOX, R. S. & BARNES, R. D. Zoologia dos
Invertebrados: Uma Abordagem Funcional-evolutiva. 7a. Edição,
Editora Roca Ltda., São Paulo. 2005.
48

Filo Arthropoda Subfilo Crustácea

  • 1.
    Filo Arthropoda Subfilo Crustácea DanielPereira Lavinia Lima Yara Vanessa Caxias-MA 2016 Universidade Estadual do Maranhão Campus Caxias Curso: Ciências Biológicas-Licenciatura Disciplina: Invertebrados Celomados Prof. Dr. : Francisco Limeira
  • 2.
    Introdução • Arthropoda (dogrego arthros, articulação, e podos, pé, perna); • Grupo mais diversificado do planeta, com mais de 1 milhão de espécies catalogadas; • Triblásticos; • Celomados; • Simetria bilateral; • Metameria; 2 Hickman, et al, 2009 CRUSTÁCEA
  • 3.
    Introdução • Exoesqueleto deQuitina - Proteção - Impermeabilização • Crescimento por muda ou ecdise • Apêndices articulados: locomoção, alimentação, percepção sensorial, defesa. • Sistema muscular complexo (músculos estriados) 3 Hickman, et al, 2009 CRUSTÁCEA
  • 4.
    Características Gerais • Latim:crusta = pele grossa ou crosta; • Predominantemente marinhos; • 42.000 espécies conhecidas; • Maioria predadores -filtradores planctônicos (cerdas finas nos apêndices); • Herbívoros; CRUSTÁCEA Hickman, et al, 2009 4
  • 5.
    Características Gerais CRUSTÁCEA Grande variedademorfológica: • Há crustáceos sésseis (Cracas) • Outros, como o paguro (ou bernardo-eremita), apresentam a porção posterior do corpo desprovida de exoesqueleto, e ocupam a concha deixada por moluscos mortos. a b Fig. 1 Em (a) Craca presa ao substrato e em (b) um Ermitão. Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd =&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCNgQjRwIBw &url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceos%2F&psig=AF QjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=1466170999065529 5
  • 6.
    a c e b d f Fig. 2 a-Camarão; b- Caranguejo; c- Siri; d- Limulus; e- Cracas; f- Tatuíras; CRUSTÁCEA 6 Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd =&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCNgQjRwIBw &url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceos%2F&psig=AF QjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=1466170999065529
  • 7.
    CRUSTÁCEA 7 Fig. 3 Tatuzinhode jardim (crustáceo terrestre) Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd =&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCNgQjRwIBw &url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceos%2F&psig=AF QjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=1466170999065529
  • 8.
    Características Gerais • Característicadistintiva do subfilo: dois pares de antenas; • Na cabeça: além dos dois pares de antenas, apresentam um par de mandíbulas e dois pares de maxilas. • Outros apêndices torácicos e abdominais altamente diversificados. • Simetria bilateral. Formato do corpo varia de alongado a esférico; • Corpo com órgãos e sistemas; CRUSTÁCEA Hickman, et al, 2009 8
  • 9.
    Características Gerais • Possuemdiferenças quanto divisão corporal entre os grupos. • Principais tagmas são: cabeça, tórax e abdômen, mas a fusão de somitos é frequente. P. ex. cefalotórax + abdome. (Fig 4) CRUSTÁCEA Hickman, et al, 2009 9
  • 10.
    Fig. 4 Planoarquetípico dos Malacostraca. As duas maxilas e os três maxilipedes foram separados no diagrama para ilustrar o plano geral. Fonte:Hickman,etal2009 CRUSTÁCEA 10 Hickman, et al, 2009
  • 11.
    Sustentação e Locomoção –Camadas musculares não funcionam na presença de exoesqueleto; – Músculos estão organizados em feixes curtos que se estendem entre um segmento do corpo e outro ou através das articulações dos apêndices. – Extensão e flexão – contração muscular e cutícula agem juntas – sistema de alavanca; 11 Fig. 5 Ilustração mostrando o processo de movimento dos apendices Ruppert, et al, 2005 Fonte:Ruppert,etal,2005 CRUSTÁCEA
  • 12.
    Sustentação e Locomoção •Articulações entre o corpo e os apêndices dos segmentos ocorrem através de pontes formadas por: –áreas de cutícula muito fina e flexível, a procuticula é muito reduzida e não-endurecida = membranas artrodiais ou articulares –Esqueleto cuticular dos apêndices e do corpo dividido 12 Fig . 6 Ilustração da procuticula Fonte:Ruppert,etal,2005 Ruppert, et al, 2005 CRUSTÁCEA
  • 13.
    Sistema Muscular • Osmúsculos são arranjados usualmente em grupos antagônicos:  Flexores  Extensores • O abdômen de um lagostim tem flexores poderosos. (Fig. 7) CRUSTÁCEA 13 Hickman, et al, 2009
  • 14.
    CRUSTÁCEA 14 Fig. 7 Estruturainterna de um lagostin macho Fonte:Hickman,etal2009 Hickman, et al, 2009
  • 15.
    Exoesqueleto problema durantecrescimento • Solução evoluída – eliminação periódica do esqueleto – MUDA ou ECDISE ; • Estágio entre as mudas INSTARES; • Animal mais velho - comprimento instares maior ; • Lagostas e camarões mudam toda vida; • Copépodes e caranguejos crescimento cessa num determinado ponto; • Inseto muda está associada a metamorfose – adultos não sofrem mudas; • Aranhas – n.º instares fixo – último atingido na maturidade sexual . 15 Ruppert, et al, 2005 CRUSTÁCEA
  • 16.
    CRUSTÁCEA Crescimento tecido animalpreenche envoltório do exoesqueleto animal entra estado de PRÉ-MUDA; Glândulas da epiderme secretam ENZIMAS que digerem a ENDOCUTÍCULA antiga  separando exoesqueleto da epiderme; Crustáceos parte cálcio é removida e armazenada para ser redepositada; Cutícula mais solta e fina  epiderme começa secretar NOVA CUTÍCULA. Animal descarta a velha  que se abre na linhas do corpo; Ruppert, et al, 2005 16
  • 17.
    Ecdise CRUSTÁCEA Fig. 8 Ilustraçãomostrando o processo de muda do exoesqueleto Fonte:Ruppert,etal,2005 Ruppert, et al, 2005 17
  • 18.
    Sistema respiratório • Empequenos crustáceos áreas finas da cutícula como apêndices, ou em todas as partes do corpo; • Ausentes estruturas especializadas; • Em crustáceos de grande porte brânquias = similares a pluma; • As brânquias podem projetar-se da parede pleural para a cavidade branquial; • Escafognatito cria uma pressão negativa na câmara branquial. CRUSTÁCEA Hickman, et al, 2009 18
  • 19.
    19 Fig. 9 Diagramde uma secção transversal através de um lagostin, mostrando o processo de trocas gasosas. Fonte:Hickman,etal2009 Hickman, et al, 2009 CRUSTÁCEA
  • 20.
    • Inclui asporções anterior, mediana e posterior; • Porção anterior o estômago frequentemente apresenta câmaras ou regiões especializadas; • Porção mediana forma um intestino curto ou longo e apresenta cecos digestivos; • Porção posterior é geralmente curta e o ânus esta associado ao somito anal, ou télson. Sistema digestivo CRUSTÁCEA 20 Brusca & Brusca, 2007
  • 21.
    Brusca & Brusca,2007 Fig. 10 O estômago de um lagostim Fonte:Brusca&Brusca,2007 21
  • 22.
    Sistema Circulatório • Abertoou lacunar; • A hemolinfa deixa o coração através das artérias; • Um coração dorsal é o órgão propulsor principal; • A hemolinfa coração artérias hemocele seio pericárdio seio external. CRUSTÁCEA 22 Hickman, et al, 2009
  • 23.
    23 Fig. 11 Diagramade uma secção transversal através de um lagostin, mostrando a direção do fluxo sanguíneo neste sistema circulatório aberto. Fonte:Hickman,etal2009 Hickman, et al, 2009
  • 24.
    Sistema excretor • Glândulasantenais ou glândulas verdes; • Amônia; • Possuem nefrócitos. 24 CRUSTÁCEA Hickman, et al, 2009
  • 25.
    Hickman, et al,2009 Fig. 12 Esquema de glândula antenal dos lagostins Fonte:Hickman,etal2009 CRUSTÁCEA 25
  • 26.
    Sistema nervoso esensorial • Alto grau de fusão ganglionar; • Ganglios supraesofágicos; • Um par de conectivos periesofágicos; • Fusão de dois ou três pares(neurômeros). Ruppert, et al, 2005 26
  • 27.
    • Tripartido: • Protocerebro; •Deuterócerebro; • Tretocérebro ; • Cerdas táteis. Fig. 13 Protocérebro: fotorrecepção e movimentos dos olhos; Deutorecérebro: recepção dos estímulos das antenas; Tritocérebro: 2º pr de ntenas, nervos da boca e do trato digestivo. Fonte:Ruppert,etal,2005 Ruppert, et al, 2005 27
  • 28.
    Alimentação • A mandíbulae maxilas; • Os maxilípedes; • Comedores de partículas em suspensão plânctons e detritos de bactéria; • Os predadores larvas, vermes, moluscos; • Detritivos animais e vegetais mortos. 28 CRUSTÁCEA Hickman, et al, 2009
  • 29.
    29 Fig. 14 estômagode um lagostin Fonte:Hickman,etal2009 CRUSTÁCEA Hickman, et al, 2009
  • 30.
    Reprodução e desenvolvimento •Sexuada; • São dioicos; • Fecundação externa, na maioria das espécies; • Desenvolvimento indireto • Ovos encubados junto da face ventral do abdômen das fêmeas; • Ao eclodirem liberam uma larva chamada náuplio. 30
  • 31.
    Reprodução e desenvolvimento 31 Fig.15 Ilustração mostrando três tipos de larvas de crustáceos Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=image s&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCN gQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceo s%2F&psig=AFQjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=14661709 99065529 CRUSTÁCEA
  • 32.
    Reprodução e desenvolvimento 32 Fig.16 Imagem mostrando em (a) a forma zoea, (b) esquizopoda e em (c) a forma Protozoé. Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=image s&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCN gQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceo s%2F&psig=AFQjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=14661709 99065529 CRUSTÁCEA a b c
  • 33.
    Organização estrutural • Reprodução -Larva náupilo: nadante e de vida livre; Apresenta um olho naupiliano mediano e apenas 3 pares de apêndices; Eventualmente, em uma mesma espécie há passagem por até cinco estágios larvais diferentes. 34
  • 34.
    CRUSTÁCEA olho naupliano 2ª antena(antenula) mandíbula Fig. 17 Estruturas da larva Nauplius 1ª antena Fonte:Ruppert,etal,2005 Hickman, et al, 2009 Reprodução e desenvolvimento 34
  • 35.
    Ciclo de Vida 35Fig.18 Ciclo de vida de um siri Fonte:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd =&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiQmfjo1qzNAhWCfZAKHc2BCNgQjRwIBw &url=http%3A%2F%2Fwww.trabalhosescolares.net%2Fcrustaceos%2F&psig=AF QjCNGY2m0UVT23Ioaavczj9SAnKczqRQ&ust=1466170999065529 CRUSTÁCEA
  • 36.
    Apêndices CRUSTÁCEA • Os apêndicescilindros ou foliáceos são primitivamente birremes(dois ramos), com forma diferente; • A porção basal do apêndice (protopodito) apresenta um exopodito(lateral) e um endopodito(medial). • O protopoditoéconstituído por um ou dois artículos (basipoditoe coxopodito) Hickman, et al, 2009 36
  • 37.
    37 Fig. 19 Partesde um apêndice birreme de um crustaceo (terceiro maxilipede de um lagostin). Fonte:Hickman,etal2009 CRUSTÁCEA Hickman, et al, 2009
  • 38.
    Apêndices –Homologia seriada 38 Fig.20 Exopodito–amarelo, Endopodito–púrpura, Protopodito-rosa Fonte:Hickman,etal2009 Hickman, et al, 2009
  • 39.
    CRUSTÁCEA Tipos de apêndices: •Pleópodos: funções variadas respiração, natação, cópula, armazenamento de ovos; • Pereópodos pernas locomotoras; • Maxilípedes pereópodos adaptados para alimentação; • Quelípodes – pereópodos adaptados em pinça. Hickman, et al, 2009 39
  • 40.
    Classificação CRUSTÁCEA Subfilo Crustacea • ClasseRemipedia (10 Especies) • Classe Cephalocarida (9 Especies) • Classe Anostraca (200 Especies) • Classe Phyllopoda (800 Especies) • Classe Malacostraca (23000 Especies) (camarões, tatuzinhos-de-jardim, “krill”, lagostas e outros) • Classe Copepoda • Classe Mystacocarida • Classe Tantulocarida, • Classe Ascothoracica, • Classe Cirripedia (cracas) • Classe Ostracoda, • Classe Branchiura e • Classe Pentastomida. Ruppert, et al, 2005 40
  • 41.
    Classe Malacostraca Ordem Decapoda •Possuem cinco pares de pernas; • 10.000 espécies decápodes; • camarões, lagostas, siris e caranguejos; • Aquáticos (marinhos e dulcícolas); • Cabeça, tórax e abdome ou Cefalotórax e abdome; Hickman, et al, 2009 41
  • 42.
    Classe Malacostraca Ordem Decapoda •Possuem uma carapaça recobrindo todos os segmentos; • Possuem um par de antenas; • Possuem mandíbulas e maxilas; • • O primeiro par de pernas é modificado em quelípodes; • Na frente das pernas tem três pares de apêndices denominados em maxilípede; Hickman, et al, 2009 42
  • 43.
    Fig. 21 Ilustraçãomostrando o corpo de uma lagosta Fonte:Hickman,etal2009 Hickman, et al, 2009 43
  • 44.
    Classe Malacostraca Ordem Decapoda •Seu tamanho varia em milímetros; • Siris e caranguejos possuem o abdômen reduzido que se encaixa no cefalotórax; • Lagostas e Caranguejos: possuem pleópodos com funções retidas para reprodução; • A grande maioria dos decápodos são bentônicos, mas existem espécies pelágicas; Hickman, et al, 2009 44
  • 45.
    Classe Malacostraca Ordem Decapoda •Sist. Nervoso: Nos camarões e lagostas –cordão nervoso ventral – há gânglios separados para cada segmento torácico; • Estetos; • Reprodução: Formação de espermatóforos, transferidos a fêmea pelo par de pleópodos modificados para a reprodução; Hickman, et al, 2009 45
  • 46.
    Classe Malacostraca Ordem Decapoda •Alimentação; • Intestino anterior ; • Hepatopâncreas • Trocas gasosas • Hemocianina; • Excreção; Hickman, et al, 2009 46 Fig. 22 Estrutura interna de um decápode Fonte:Hickman,etal2009
  • 47.
    Importância Econômica: CRUSTÁCEA • AlimentaçãoHumana. • Cultivos Intensivos. • Algumas espécies são parasitas. • ocupam vários níveis tróficos – elos. • Algumas espécies são utilizadas em estudos ecotoxicológicos. • Indicadores ecológicos. Importância: Ecológica: Hickman, et al, 2009 47
  • 48.
    Referências CRUSTÁCEA • HICKMAN, C.P.; LARSON, A; ROBERTS, L. S. Princípios Integrados de Zoologia, 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. • BRUSCA, R. C. & Brusca, G. J. Invertebrados. 2 ed. Editora Guanabara Koogan. p. 2007. • RUPPERT, E. E., FOX, R. S. & BARNES, R. D. Zoologia dos Invertebrados: Uma Abordagem Funcional-evolutiva. 7a. Edição, Editora Roca Ltda., São Paulo. 2005. 48