Farmacologia do
diabetes
mellitus
Nome: MSc. Karícia Lima de Freitas
Bonfim
Titulação: Farmacêutica clínica/Mestre em Ciências
Farmacêuticas UFPI
Professora MedSafe
Definição
Doença metabólica caracterizada por hiperglicemia decorrente de defeitos na
secreção e/ou ação da insulina.
Fisiopatologia DM 1 e DM 2
O DM pode ser causado por dois mecanismos principais: deficiência na produção ou ação da insulina,
sendo classificado em dois grupos principais de acordo com a causa, o tipo 1 e o tipo 2, respectivamente.
DM tipo 1: No DM tipo 1, a deficiência na produção da insulina possui dois mecanismos já estabelecidos:
Autoimune (1A): Possui autoanticorpos (Anti-Ilhota, anti-GAD, anti-IA-2) identificados como marcadores
da doença autoimune, que muitas vezes aparecem nos exames antes mesmo das manifestações clínicas.
Idiopática (1B): Não possui marcadores de doença autoimune, não sendo identificada a sua causa.
Fisiopatologia DM tipo 1:
• Ambos levam a destruição gradual das células β pancreáticas. Infecções virais e
exposição a antígenos vem sendo associadas, por mimetismo molecular, que em
indivíduos com predisposição genética, pode desencadear o processo autoimune.
• Devido a sua fisiopatologia, os pacientes que recebem o diagnóstico em sua maioria
são crianças e adolescentes, sendo uma quantidade muito inferior de adultos (Latent
Autoimmune Diabetes of Adults) que desenvolve o DM tipo 1.
Fisiopatologia DM tipo 2
•No DM tipo 2, há resistência à insulina nas células, que gera um aumento da demanda de síntese da insulina na tentativa de compensar o
déficit em sua ação. Inicialmente, por conta disso, há um hiperinsulinismo, sendo representada clinicamente pela acantose.
•A manutenção deste quadro, causa uma exaustão das células β pancreáticas, explicando parcialmente o déficit na secreção da insulina nestes
pacientes, quando a doença já está avançada.
•O hipoinsulinismo relativo, devido a produção insuficiente para a alta demanda sistêmica, não consegue manter os níveis glicêmicos normais
e, portanto, há uma hiperglicemia persistente.
• Outras causas de hipoinsulinismo são descritas, sendo elas a hipossensibilidade das células β pancreáticas à glicose, devido há baixa
expressão do GLUT2 e deficiência de incretinas, sendo a causa de ambas ainda desconhecida.
O que é Diabetes Mellitus e seus Tipos
Manifestações
clínicas
• Sintomas decorrentes da hiperglicemia:
Poliúria / polidipsia / polifagia/ perda de peso
• Sintomas decorrentes das complicações:
Neuropatia: dor, parestesias, úlceras de
MMII.
Nefropatia: edema, HAS;
Retinopatia: perda da acuidade visual
• Diabetes assintomático:
mais comum no DM2
Diagnóstico
• TOTG: teste oral de tolerância a glicose.
• Na ausência de sintomas inequívocos a confirmação será feita pela repetição dos
exames alterados, ou dois testes diferentes alterados.
Importância da Monitorização
Ajuda a entender como a alimentação, exercícios e medicamentos afetam a glicemia.
Metas de Controle
Glicemia em jejum: 70-130 mg/dL. Pós-prandial: abaixo de 180 mg/dL.
Importância da Monitorização
Ajuda a entender como a alimentação, exercícios e medicamentos afetam a glicemia.
Metas de Controle
Glicemia em jejum: 70-130 mg/dL. Pós-prandial: abaixo de 180 mg/dL.
Tipos de Monitorização
Glicosímetro. Monitorização Contínua de Glicose (MCG).Tipos de Monitorização
Glicosímetro. Monitorização Contínua de Glicose (MCG).
Objetivos do cuidado em diabetes
- Prevenir complicações
-Otimizar a qualidade de vida
Avaliação das características chaves do paciente;
Fatores que impactam na escolha do tratamento;
Fatores específicos compartilhados que criam um plano de gestão;
Acertar e acordar o plano de gestão;
Implementação do plano de ação;
Monitoramento e suporte;
Avaliar e revisar.
Adaptado de American Diabetes Association Clin Diabetes 2019]
Tratamento farmacológico do DM1
• A dose diária de insulina varia de acordo com a duração e a fase do diabetes, sendo preconizada para a doença
já estabelecida valores entre 0,5 a 1 U/kg/dia. As medidas diárias podem não ser fixas, sendo alterada pela
demanda de cada paciente e o período da vida em que ele se encontra.
Insulinoterapia no DM1. Diretriz de Diabete da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2024.
Tratamento farmacológico do DM2
• 1. Sensibilizadores de insulina
Biguanidas (metformina) e tiazolinedionas (pioglitazona);
• 2. Secretagogos de insulina
Sulfoniuréias (glibenclamida e glicazida) e glinidas
• 3. Incretínicos
IDPPIV e análogos do GLP-1
• 4. Glicosúricos
ISGLT2: dapaglifozina, canaglifozina, empaglifozina.
• 5. Insulinas
Sensibilizadores de insulina
• 1. Biguanidas: METFORMINA
• ▪ Dose máxima 3 de 850, dose máxima
EFETIVA: 2 G
Peso: neutro ou perda
Não provoca hipoglicemia
Efeito colateral TGI
Uso APÓS as refeições (café e almoço)
Formulação XR
EA:
Acidose lática
Deficiência vitamina B12
Diarréia, dispepsia
DRC (Cl cr< 30) - contraindicada
Contrastes iodados: suspender 2 dias antes.
Sensibilizadores de insulina
• 2. Tiazolinedionas
• Pioglitazona
• Cps de 15,30 e 45 mg
- atua no tecido adiposo
• Benefícios: esteatose hepática, DAC.
• EA: ganho de peso (subcutâneo, não
é visceral), edema
• CI: fraturas, osteoporose, IC.
Secretagogos de insulina (sulfonilureias)
Mecanismo de Ação:
Estimulam a liberação de insulina pelas células β do
pâncreas.
Atuam bloqueando os canais de K⁺ ATP-dependentes →
despolarização da membrana → entrada de Ca²⁺ →
exocitose de insulina.
Efeito independente da glicose (podem causar
hipoglicemia).
⚠️Efeitos Adversos (EA):
Hipoglicemia (principal risco)
Ganho de peso
Risco cardiovascular (controverso)
Raras reações: rash, distúrbios GI, alterações hepáticas
Incretínicos: IDPPIV e AGLP1
IDPPIV
1. Inibidores do DPPIV (GLIPTINAS): vildagliptina 50 mg, sitagliptina 50 e 100 mg,
saxaglipyina 5 mg, linagliptina 5 mg, alogliptina 12,5 e 25 mg.
Neutros no peso
Poucos EA
Ajuste na DRC
Inibição da DPP-IV aumenta a disposição
de GLP-1 no plasma
AGLP-1
• 2. Análogos do GLP1: exenatida, lixisenatida, dulaglutida, liraglutida, semaglutida,
tiryepatida.
- Ideais no tratamento da obesidade
- O Análogo de GLP-1 é uma ótima medicação. Tem uma alta eficácia, não ocasiona
hipoglicemia e faz perder peso. Contudo entre as desvantagens é injetável e tem alto
custo.
Insulinas: terapia basal x bolus
Perfil basal:
• regula a glicemia no jejum e no período entre as refeições
• insulina de ação intermediária (NPH), ou análogos de ação
prolongada (glargina, detemmir e degludeca)
Perfil bolus
• insulina de ação rápida (regular) ou pelos análogos de
ultrarrápida (asparte, glulisina e lispro).
Tentativa de reproduzir a secreção fisiológica da insulina.
O que difere uma insulina da outra?
Tempo que atinge o pico de ação
- pode variar de 1 a 3 horas
Tempo de ação:
-Pode variar de 2 a 42 horas
Perfil de ação das diferentes insulinas e análogos de insulinas
Representação gráfica relativa do perfil de ação das
insulinas disponíveis no Brasil
Rodízio de locais de aplicação de insulina
Devem-se realizar o rodízio dos locais
de aplicação de forma sistemática, de
tal maneira que eles fiquem separados
um do outro por, pelo menos, 1 cm, a
fim de evitar repetição do local de
trauma ao tecido.
Um esquema com eficácia comprovada
envolve a divisão do local da injeção em
quadrantes (ou metades, ao utilizar
áreas de aplicação as coxas ou as
nádegas, usando-se um quadrante por
semana e mudando para outro
quadrante em uma direção consistente
(por exemplo, no sentido horário).
Locais recomendados para aplicação de
insulina
Locais mais apropriados para a injeção de insulina (A).
Detalhamento da recomendação de rozídio sequencial em diferentes
quadrantes de superfície cutânea (B).
A B
Sociedade Brasileira de Diabetes. Posicionamento Oficial SBD nº 01/2017 - Recomendações sobre o tratamento injetável do diabetes: insulinas e incretinas.
Metas glicêmicas
Plano Alimentar e
Exercício Físico no Controle do Diabetes
Mudança do estilo de vida (MEV)
Complicações Crônicas do Diabetes e Prevenção
1 Neuropatia
Danos aos nervos. Causa dor, dormência e formi
2 Nefropatia
Doença renal. Pode levar à insuficiência renal.
3 Retinopatia
Danos aos vasos sanguíneos da retina. Risco de
Adesão ao Tratamento: Estratégias para o
professional de saúde
Obrigada !
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Medsafbrpi@gmail.com
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Farmacologia do diabetes mellitus, uma abordagem farmacológica sobre diabetes

  • 1.
    Farmacologia do diabetes mellitus Nome: MSc.Karícia Lima de Freitas Bonfim Titulação: Farmacêutica clínica/Mestre em Ciências Farmacêuticas UFPI Professora MedSafe
  • 2.
    Definição Doença metabólica caracterizadapor hiperglicemia decorrente de defeitos na secreção e/ou ação da insulina.
  • 3.
    Fisiopatologia DM 1e DM 2 O DM pode ser causado por dois mecanismos principais: deficiência na produção ou ação da insulina, sendo classificado em dois grupos principais de acordo com a causa, o tipo 1 e o tipo 2, respectivamente. DM tipo 1: No DM tipo 1, a deficiência na produção da insulina possui dois mecanismos já estabelecidos: Autoimune (1A): Possui autoanticorpos (Anti-Ilhota, anti-GAD, anti-IA-2) identificados como marcadores da doença autoimune, que muitas vezes aparecem nos exames antes mesmo das manifestações clínicas. Idiopática (1B): Não possui marcadores de doença autoimune, não sendo identificada a sua causa.
  • 4.
    Fisiopatologia DM tipo1: • Ambos levam a destruição gradual das células β pancreáticas. Infecções virais e exposição a antígenos vem sendo associadas, por mimetismo molecular, que em indivíduos com predisposição genética, pode desencadear o processo autoimune. • Devido a sua fisiopatologia, os pacientes que recebem o diagnóstico em sua maioria são crianças e adolescentes, sendo uma quantidade muito inferior de adultos (Latent Autoimmune Diabetes of Adults) que desenvolve o DM tipo 1.
  • 5.
    Fisiopatologia DM tipo2 •No DM tipo 2, há resistência à insulina nas células, que gera um aumento da demanda de síntese da insulina na tentativa de compensar o déficit em sua ação. Inicialmente, por conta disso, há um hiperinsulinismo, sendo representada clinicamente pela acantose. •A manutenção deste quadro, causa uma exaustão das células β pancreáticas, explicando parcialmente o déficit na secreção da insulina nestes pacientes, quando a doença já está avançada. •O hipoinsulinismo relativo, devido a produção insuficiente para a alta demanda sistêmica, não consegue manter os níveis glicêmicos normais e, portanto, há uma hiperglicemia persistente. • Outras causas de hipoinsulinismo são descritas, sendo elas a hipossensibilidade das células β pancreáticas à glicose, devido há baixa expressão do GLUT2 e deficiência de incretinas, sendo a causa de ambas ainda desconhecida.
  • 6.
    O que éDiabetes Mellitus e seus Tipos
  • 7.
    Manifestações clínicas • Sintomas decorrentesda hiperglicemia: Poliúria / polidipsia / polifagia/ perda de peso • Sintomas decorrentes das complicações: Neuropatia: dor, parestesias, úlceras de MMII. Nefropatia: edema, HAS; Retinopatia: perda da acuidade visual • Diabetes assintomático: mais comum no DM2
  • 8.
    Diagnóstico • TOTG: testeoral de tolerância a glicose. • Na ausência de sintomas inequívocos a confirmação será feita pela repetição dos exames alterados, ou dois testes diferentes alterados.
  • 9.
    Importância da Monitorização Ajudaa entender como a alimentação, exercícios e medicamentos afetam a glicemia. Metas de Controle Glicemia em jejum: 70-130 mg/dL. Pós-prandial: abaixo de 180 mg/dL. Importância da Monitorização Ajuda a entender como a alimentação, exercícios e medicamentos afetam a glicemia. Metas de Controle Glicemia em jejum: 70-130 mg/dL. Pós-prandial: abaixo de 180 mg/dL. Tipos de Monitorização Glicosímetro. Monitorização Contínua de Glicose (MCG).Tipos de Monitorização Glicosímetro. Monitorização Contínua de Glicose (MCG).
  • 10.
    Objetivos do cuidadoem diabetes - Prevenir complicações -Otimizar a qualidade de vida Avaliação das características chaves do paciente; Fatores que impactam na escolha do tratamento; Fatores específicos compartilhados que criam um plano de gestão; Acertar e acordar o plano de gestão; Implementação do plano de ação; Monitoramento e suporte; Avaliar e revisar. Adaptado de American Diabetes Association Clin Diabetes 2019]
  • 11.
    Tratamento farmacológico doDM1 • A dose diária de insulina varia de acordo com a duração e a fase do diabetes, sendo preconizada para a doença já estabelecida valores entre 0,5 a 1 U/kg/dia. As medidas diárias podem não ser fixas, sendo alterada pela demanda de cada paciente e o período da vida em que ele se encontra.
  • 12.
    Insulinoterapia no DM1.Diretriz de Diabete da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2024.
  • 13.
    Tratamento farmacológico doDM2 • 1. Sensibilizadores de insulina Biguanidas (metformina) e tiazolinedionas (pioglitazona); • 2. Secretagogos de insulina Sulfoniuréias (glibenclamida e glicazida) e glinidas • 3. Incretínicos IDPPIV e análogos do GLP-1 • 4. Glicosúricos ISGLT2: dapaglifozina, canaglifozina, empaglifozina. • 5. Insulinas
  • 14.
    Sensibilizadores de insulina •1. Biguanidas: METFORMINA • ▪ Dose máxima 3 de 850, dose máxima EFETIVA: 2 G Peso: neutro ou perda Não provoca hipoglicemia Efeito colateral TGI Uso APÓS as refeições (café e almoço) Formulação XR EA: Acidose lática Deficiência vitamina B12 Diarréia, dispepsia DRC (Cl cr< 30) - contraindicada Contrastes iodados: suspender 2 dias antes.
  • 15.
    Sensibilizadores de insulina •2. Tiazolinedionas • Pioglitazona • Cps de 15,30 e 45 mg - atua no tecido adiposo • Benefícios: esteatose hepática, DAC. • EA: ganho de peso (subcutâneo, não é visceral), edema • CI: fraturas, osteoporose, IC.
  • 16.
    Secretagogos de insulina(sulfonilureias) Mecanismo de Ação: Estimulam a liberação de insulina pelas células β do pâncreas. Atuam bloqueando os canais de K⁺ ATP-dependentes → despolarização da membrana → entrada de Ca²⁺ → exocitose de insulina. Efeito independente da glicose (podem causar hipoglicemia). ⚠️Efeitos Adversos (EA): Hipoglicemia (principal risco) Ganho de peso Risco cardiovascular (controverso) Raras reações: rash, distúrbios GI, alterações hepáticas
  • 17.
  • 18.
    IDPPIV 1. Inibidores doDPPIV (GLIPTINAS): vildagliptina 50 mg, sitagliptina 50 e 100 mg, saxaglipyina 5 mg, linagliptina 5 mg, alogliptina 12,5 e 25 mg. Neutros no peso Poucos EA Ajuste na DRC Inibição da DPP-IV aumenta a disposição de GLP-1 no plasma
  • 19.
    AGLP-1 • 2. Análogosdo GLP1: exenatida, lixisenatida, dulaglutida, liraglutida, semaglutida, tiryepatida. - Ideais no tratamento da obesidade - O Análogo de GLP-1 é uma ótima medicação. Tem uma alta eficácia, não ocasiona hipoglicemia e faz perder peso. Contudo entre as desvantagens é injetável e tem alto custo.
  • 20.
    Insulinas: terapia basalx bolus Perfil basal: • regula a glicemia no jejum e no período entre as refeições • insulina de ação intermediária (NPH), ou análogos de ação prolongada (glargina, detemmir e degludeca) Perfil bolus • insulina de ação rápida (regular) ou pelos análogos de ultrarrápida (asparte, glulisina e lispro). Tentativa de reproduzir a secreção fisiológica da insulina.
  • 21.
    O que difereuma insulina da outra? Tempo que atinge o pico de ação - pode variar de 1 a 3 horas Tempo de ação: -Pode variar de 2 a 42 horas
  • 22.
    Perfil de açãodas diferentes insulinas e análogos de insulinas Representação gráfica relativa do perfil de ação das insulinas disponíveis no Brasil
  • 23.
    Rodízio de locaisde aplicação de insulina Devem-se realizar o rodízio dos locais de aplicação de forma sistemática, de tal maneira que eles fiquem separados um do outro por, pelo menos, 1 cm, a fim de evitar repetição do local de trauma ao tecido. Um esquema com eficácia comprovada envolve a divisão do local da injeção em quadrantes (ou metades, ao utilizar áreas de aplicação as coxas ou as nádegas, usando-se um quadrante por semana e mudando para outro quadrante em uma direção consistente (por exemplo, no sentido horário).
  • 24.
    Locais recomendados paraaplicação de insulina Locais mais apropriados para a injeção de insulina (A). Detalhamento da recomendação de rozídio sequencial em diferentes quadrantes de superfície cutânea (B). A B Sociedade Brasileira de Diabetes. Posicionamento Oficial SBD nº 01/2017 - Recomendações sobre o tratamento injetável do diabetes: insulinas e incretinas.
  • 25.
  • 26.
    Plano Alimentar e ExercícioFísico no Controle do Diabetes
  • 27.
    Mudança do estilode vida (MEV)
  • 28.
    Complicações Crônicas doDiabetes e Prevenção 1 Neuropatia Danos aos nervos. Causa dor, dormência e formi 2 Nefropatia Doença renal. Pode levar à insuficiência renal. 3 Retinopatia Danos aos vasos sanguíneos da retina. Risco de
  • 29.
    Adesão ao Tratamento:Estratégias para o professional de saúde
  • 30.

Notas do Editor

  • #2 "Doença metabólica caracterizada por hiperglicemia decorrente de defeitos na secreção e/ou ação da insulina. Vamos traduzir isso: Doença metabólica: Está relacionada ao metabolismo, principalmente da glicose (açúcar no sangue). Hiperglicemia: Significa nível elevado de glicose no sangue. Defeitos na secreção e/ou ação da insulina: Secreção: o pâncreas não produz insulina suficiente. Ação: o corpo não responde bem à insulina (resistência à insulina), mesmo que ela esteja presente. Essas alterações causam o acúmulo de glicose no sangue, ou seja, diabetes. RESUMO DA IMAGEM: O fígado produz glicose → a glicose aumenta no sangue → o pâncreas tenta liberar insulina → mas o corpo não responde bem ou não há insulina suficiente → os músculos não utilizam a glicose → a glicose se acumula no sangue = hiperglicemia → diabetes. DOENÇA CRÔNICA, PROGRESSIVA, ASSOCIADA MUITAS VEZES A OUTRAS COMORBIDADES. OBESIDADE, HAS, DOENÇAS CARDIOVASCULARES, SÍNDROME METABÓLICA.
  • #3 Dm1 – PRESENTE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES DIAGNÓSTICO MAIS PRECOCE, SÓ SE UTILIZA INSULINA, NÃO SE LANÇA MÃO DO USO DE ANTIDIABÉTICOS ORAIS.
  • #4 DIABETES MELLITUS DO TIPO LADA – PODE SER DESENVOLVIDA EM ADULTOS. O DM1 ocorre porque o sistema imunológico ataca essas células, causando sua destruição progressiva → isso leva à deficiência total de insulina. Mimetismo molecular: significa que certas partes do vírus (ou antígenos) se parecem com estruturas do próprio corpo (ex: das células beta), e o sistema imune se confunde, atacando essas células como se fossem invasores. Em adultos, o DM1 também pode aparecer, mas mais lentamente. Isso é chamado de LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults) — ou seja, um tipo de diabetes autoimune com início tardio e progressivo. Esses adultos às vezes são diagnosticados erroneamente com diabetes tipo 2, mas o quadro evolui rapidamente para necessidade de insulina.
  • #5 Acantose – escurecimento em algumas regiões do corpo, pescoço, axilas, virilhas...MAIS ESPECIFICADAMENTE EM DOBRAS DO CORPO – res. Insulina, obesidade e síndrome metabólica. GLUT 2 – Receptor que transporta glicose para dentro/fora das células do fígado e pâncreas. O que é: Um tipo de proteína transportadora de glicose presente na membrana de algumas células. Deficiência de incretinas: Principais incretinas: GLP-1 (Peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) GIP (Peptídeo inibidor gástrico) - Estimulam o pâncreas a produzir insulina de forma glucose-dependente (ou seja, só quando a glicose está alta). Associados a mecanismos de ação de fármacos atuais pra tratar DM2. Hormônios intestinais liberados após a ingestão de alimentos, especialmente carboidratos.
  • #7 Poliúria – aumento da freq. Urinária Polidipsia – aumento da sede Polifagia – aumento da fome; PARESTESIAS OU FORMIGAMENTOS.
  • #11 A dose diária de insulina varia conforme: Duração da doença; Fase do diabetes (ex: diagnóstico recente, puberdade, etc.); Demanda individual do paciente; Fase da vida (ex: infância, adolescência, fase adulta). Valores de referência: Entre 0,5 a 1 U/kg/dia. Ou seja, um paciente de 60 kg pode usar entre 30 e 60 unidades por dia. Essas doses não são fixas, pois variam com as necessidades metabólicas e o estilo de vida da pessoa. Ultrarapida Muito usada antes das refeições por sua ação rápida. Rápida: Pode ser usada também antes das refeições, mas exige mais tempo de espera. Intermediária: Usada como insulina basal (de fundo). Prolongada: Usada para manter a glicemia estável ao longo do dia e da noite. Combinada: Útil para simplificar esquemas terapêuticos em algumas situações.
  • #12 ✅ 3. Estratégia de uso da insulina: A insulina é geralmente usada em dois formatos: ▪️ Basal: Mantém a glicose controlada entre as refeições e durante a noite; Usada com insulinas intermediárias ou prolongadas. ▪️ Bolus (de refeição ou correção): Antes das refeições (com insulinas ultrarrápidas ou rápidas) para cobrir os picos glicêmicos; Correção de hiperglicemias também é feita com insulinas de ação rápida. RESUMINDO: A insulina basal imita a liberação constante de insulina pelo pâncreas. As doses devem ser personalizadas com base nos exames, alimentação, atividade física e resposta individual. Um bom controle depende de monitoramento frequente da glicose, contagem de carboidratos e ajuste adequado das doses.
  • #14 SENS DE INSULINA? ou seja, medicamentos que ajudam o corpo a usar melhor a insulina. Dose máxima efetiva: 2 g por dia (acima disso, não há benefício adicional significativo). Falar da diferenëa entre formulaëa entre formulacao comum e XR – diminui EA de TGI. Acidose latica (rara, mas grave) e def. de vitamina B12 – uso prolongado Diarreia e dispepsia – ma digestao Explicar a imagem - Tudo isso contribui para reduzir os níveis de glicose no sangue. Contrastes iodados – angiotomografia de coronarias para evitar riscos de acidose latica.
  • #15 Estimula receptores nucleares chamados PPAR-γ (peroxisome proliferator-activated receptor gamma). Redução dos ácidos graxos livres (FFA) no plasma → melhora a sensibilidade à insulina e reduz a hiperglicemia. A imagem (esquema da Medscape): Mostra como a pioglitazona age em três tecidos: Músculo esquelético: ↑ captação de glicose. Tecido adiposo: ↑ formação de adipócitos, ↑ captação de ácidos graxos e glicose. Fígado: ↓ gliconeogênese. Com isso, há ↓ FFA no plasma, o que ajuda no controle da glicemia. Beneficios – tem efeitos protetores cardiovasculares em alguns casos.
  • #16 Rash cutaneo e parecido com o EA do medicamento DISSULFIRAM utiliyado Para tratamento do etilismo 🧬 Resumo do Perfil: 💡 Rápido início de ação 🧪 Eficaz na redução de HbA1c (↓ 1–2%) ⚠️ Causa hipoglicemia 🏋️‍♂️ Aumenta o peso 💰 Barato, amplamente disponível
  • #17 Essa imagem mostra de forma esquemática e didática os efeitos do GLP-1 (glucagon-like peptide-1) nos tecidos periféricos do corpo. GLP1 e um hormonio produyido pelo instestino/ 🧬 O que é GLP-1? GLP-1 é um incretino, um hormônio produzido no intestino após a ingestão de alimentos, que potencializa a ação da insulina, ajudando no controle da glicemia. GLP-1 é a base dos análogos do GLP-1, como liraglutida, semaglutida e dulaglutida e tiryepatida — usados no tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade.
  • #18 Vamos entender esse slide, que fala sobre os IDPP-4 (Inibidores da Dipeptidil Peptidase-4), também conhecidos como gliptinas. 🧬 O que é a DPP-IV? A DPP-4 é uma enzima que degrada o GLP-1 (um hormônio incretina que estimula a liberação de insulina e inibe o glucagon). Ao inibir essa enzima, os níveis de GLP-1 aumentam no sangue, prolongando sua ação benéfica no controle da glicemia.
  • #19 Os análogos do GLP-1 (agonistas do receptor de GLP-1) são medicamentos que imitam a ação do hormônio GLP-1 (glucagon-like peptide-1), uma incretina liberada após a ingestão de alimentos. Esse hormônio atua principalmente em: Estimular a secreção de insulina de forma glicose-dependente Inibir o glucagon Retardar o esvaziamento gástrico Reduzir o apetite Promover perda de peso Melhorar a função das células beta pancreáticas Vantagens destacadas no slide: Alta eficácia no controle glicêmico Baixo risco de hipoglicemia Promove perda de peso significativa Melhora metabólica ampla Desvantagens – via injetavel e custo elevado e nauseas (no inicio do tto).
  • #22 A imagem mostra o tempo de ação e duração das principais insulinas disponíveis no Brasil, com base em um gráfico de concentração plasmática ao longo das horas após a aplicação. Eixo Y (vertical): Nível de insulina no plasma (concentração) Eixo X (horizontal): Tempo em horas após a administração Quanto mais alta a curva → maior a concentração no sangue Quanto mais longa a curva → maior a duração de ação Insulinas ultrarrápidas Aspártica / Lispro / Glulisina (linha preta) Início rápido (10–20 min), pico em 1–2 h, duração curta (3–5 h) Usadas antes das refeições Insulina Regular (linha azul escura) Início em 30–60 min, pico em 2–4 h, duração de 6–8 h É uma insulina de ação curta, menos prática que as ultrarrápidas Insulina NPH (linha lilás) Início em 1–2 h, pico em 4–12 h, duração total de 12–18 h Insulina de ação intermediária Muito usada no SUS no Brasil Insulina Detemir (linha verde) Início em 1–2 h, sem pico claro, duração de até 20 h É um análogo de ação prolongada, usada 1–2x ao dia 🔹 Insulina Glargina (linha vermelha horizontal) Início em 1–2 h, ação plana (sem pico), duração de 24 h Insulina basal estável, aplicada 1x ao dia 🔹 Insulina Degludeca (em vermelho no texto) Perfil mais plano e prolongado que a glargina Duração de até 42 horas Ação ultralonga → ideal para controle basal mais flexível Pode ter menos risco de hipoglicemia noturna
  • #26 Mudança do estilo de vida é melhor do que somente o tto farmacológico. Trata a causa e não somente os sintomas Melhora a qualidade de vida e diminui a progressão da doença e a piora dos desfechos negativos em relação a saúde.
  • #27 A imagem mostra um organograma sobre a Mudança do Estilo de Vida (MEV), um conceito frequentemente usado em contextos de saúde, especialmente no tratamento e prevenção de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade. Vamos entender o diagrama passo a passo: 🔶 1. MEV (Mudança do Estilo de Vida) Este é o conceito central. A MEV envolve adotar hábitos saudáveis com o objetivo de melhorar a saúde geral e prevenir doenças. A imagem mostra que a MEV se divide em dois pilares principais: 🔸 2. Alimentação A alimentação é uma parte fundamental da mudança do estilo de vida. Ela aparece como um dos ramos do MEV. Abaixo dela, há dois aspectos importantes: 🔹 Fibras As fibras alimentares são importantes porque ajudam no controle da glicemia (nível de açúcar no sangue), melhoram o trânsito intestinal e proporcionam maior saciedade (reduzindo a fome). Estão presentes em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico). 🔹 Índice Glicêmico O índice glicêmico (IG) mede a velocidade com que os carboidratos dos alimentos elevam a glicose no sangue. Alimentos com baixo IG (como aveia, lentilhas, maçã) são preferíveis porque ajudam no controle do açúcar no sangue, evitando picos de glicemia. Já alimentos com alto IG (como pão branco, arroz branco, açúcar) elevam rapidamente a glicose. 🔸 3. Atividade Física O segundo pilar da MEV é a prática de exercícios. A imagem destaca uma recomendação básica: 🔹 150 min/sem (150 minutos por semana) Essa é a recomendação mínima da OMS (Organização Mundial da Saúde) para adultos. Pode ser dividida em 30 minutos, 5 vezes por semana. Atividades recomendadas incluem caminhada, corrida, natação, bicicleta, dança, musculação, entre outras. A atividade física ajuda no controle do peso, melhora a sensibilidade à insulina, fortalece o coração e promove bem-estar geral.
  • #28 Claro! A imagem trata de um tema muito importante: as complicações crônicas do diabetes e a necessidade de prevenção. Ela mostra, de forma visual e textual, as principais consequências que o diabetes mal controlado pode causar ao longo do tempo. Vamos entender cada parte com detalhes: 🩺 Título: Complicações Crônicas do Diabetes e Prevenção O diabetes, principalmente quando mal controlado (com níveis elevados de glicose no sangue por muito tempo), pode causar danos a vários órgãos e sistemas do corpo. Essas complicações são chamadas de crônicas porque se desenvolvem lentamente, ao longo dos anos. 📊 A imagem está dividida em 4 principais complicações: 1️⃣ Neuropatia O que é: Danos aos nervos causados pela glicose alta. Sintomas comuns: Dor, queimação, dormência, formigamento, especialmente nas pernas e pés. Consequência grave: Pode afetar o equilíbrio, causar úlceras nos pés e levar à amputação em casos extremos. 2️⃣ Nefropatia O que é: Doença renal causada pelo diabetes. O que acontece: Os rins começam a perder a capacidade de filtrar o sangue adequadamente. Consequência grave: Pode evoluir para insuficiência renal crônica, exigindo diálise ou transplante renal. 3️⃣ Retinopatia O que é: Danos aos vasos sanguíneos da retina (parte do olho responsável pela visão). Sintomas: No início pode ser assintomática, mas pode causar visão embaçada, manchas ou até cegueira total se não tratada. Prevenção: Exames oftalmológicos regulares e controle da glicemia e da pressão arterial. 4️⃣ Doenças Cardiovasculares (não descritas no texto, mas mencionadas na imagem) O que são: Problemas no coração e nos vasos sanguíneos, como infarto, AVC (derrame), hipertensão arterial. Por quê acontece: O diabetes acelera o processo de aterosclerose (entupimento das artérias). Riscos: Pessoas com diabetes têm risco 2 a 4 vezes maior de eventos cardiovasculares.
  • #29 ✅ Como prevenir essas complicações? A prevenção envolve controle rigoroso do diabetes e adoção de um estilo de vida saudável, como: Manter a glicemia dentro dos valores recomendados Controlar a pressão arterial e o colesterol Praticar atividade física regularmente (como vimos na imagem anterior) Ter uma alimentação saudável Não fumar Realizar exames de rotina (olhos, rins, pés)