Eucalyptus, ciclo de vida e usos.
Um dos plantios de Eucalyptus mais antigos do Brasil se encontra na
Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, Rio Claro, SP. Segundo
consta, foram introduzidos no Brasil em 1910, por Navarro de Andrade,
que difundiu o seu cultivo. Os Eucaliptos variam seu desenvolvimento de
acordo com as condições genéticas e do meio ambiente. Economicamente
o final do ciclo de produção de maneira geral é de 30 a 40 anos para
produção de madeira, onde se observa a diminuição do incremento de
crescimento. Fustal é a árvore que deve ingressar obrigatoriamente nos
planos de manejo e de corte, uma vez que seu crescimento atingiu os
maiores índices de produção madeireira. A partir desta fase observa-se
Idade de decrepitude, ou de declínio, ou de senescência, é quando as
árvores mostram sinais evidentes e visíveis de redução biológica do
crescimento, como resultado da diminuição das atividades fisiológicas e a
mortalidade de árvores aumenta, diminuindo a resistência a doenças,
pragas, incêndios, raios e principalmente os ventos.
Os Eucalyptus são praticamente quase só utilizados em florestamentos e
em sistemas de plantações industriais. As medidas silviculturais estão
obviamente também orientadas para estes objetivos. Podem indicar-se os
seguintes princípios gerais:
A aptidão especial do Eucalyptus para as plantações madeireiras decorre
especialmente do seguinte:
• Crescimento extremamente rápido de algumas espécies em sítios
apropriados.
• Caráter de árvore pioneira, isto é, baixa exigência de sítio.
• Simplicidade das culturas e do manejo.
• Reduzido teor de risco do empreendimento (também em
monoculturas)
• Os tratos culturais e a manutenção devem concentrar-se na fase
juvenil ao imprescindível combate às ervas daninhas ( concorrência,
risco de incêndios ), podendo realizar-se por processos manuais ou
mecanizados. Em plantações para produção de lenha e/ou madeiras
industriais ( rotação = 7 a 12 anos ) não se realizam geralmente
desbastes. Quando, porém, o objetivo do empreendimento é a
produção de madeira comercial, são necessária redução periódicas
do número de árvores ( em intervalos de 3 a 5 anos ). em rotações
de 15 a 20 anos, o povoamento final disporá ainda de 100 e 200
árvores por hectares. Em geral são desnecessárias podas artificiais,
quando o objeto for a produção de madeira.
• A exploração é executada por corte raso, quando o objetivo for
madeira para energia ou celulose.
• Na maioria dos casos, após a primeira e até a terceira exploração,
inclusive, ocorre regeneração vegetativa ( brotação das cepas). Os
cepos estão esgotados ao fim de cerca de três rotações, devendo
ser substituídos. Em cepos com boa qualidades de rebrotação
desenvolvem-se meia dúzia ou mais de brotos, que logo no primeiro
ano atingem alturas de 1 a 2 metros. Deve-se proceder então a uma
redução, deixando-se os 2 melhores brotos de cada cepo. Esta
operação é feita de 12 a 18 meses após o corte. Quando o objetivo
do plantio for exclusivamente madeira para processamento
mecânico, deve-se deixar somente um broto por cepa.
• As florestas de Eucalyptus de forma geral são constituídas por
dossel pouco fechado. Por esta razão, ocorre maior invasão por
vegetação daninha indesejada.
Genericamente o estudo da idade e crescimento da árvore, das florestas,
e suas implicações são tratados pela epidometria (Mackay, 1964).
Chama-se de povoamentos coetâneos ou maciços florestais equietâneos
ou equiâneos, quando as árvores neles existentes são da mesma idade.
Normalmente os plantios de reflorestamentos pertencem a essa
categoria. Florestas nativas são geralmente maciços multiâneos, também
chamadas de idades múltiplas e variadas.
O tamanho das árvores é uma função do período de tempo em que elas se
desenvolveram. Sobre este período de tempo, o tamanho do indivíduo
será o resultado das interações da capacidade genética inerente do
crescimento e do ambiente no qual está habitando. Anualmente o período
durante o qual os fatores climáticos, tais como temperatura, umidade do
ar, duração e intensidade de luz, e outros fatores como a fertilidade do
solo, se modificam e tornam-se elementos decisivos no crescimento das
árvores.
Fustal é a árvore que deve ingressar obrigatoriamente nos planos de
manejo e de corte, uma vez que seu crescimento atingiu os maiores
índices de produção madeireira.
Idade de decrepitude, ou de declínio, ou de senescência, é quando as
árvores mostram sinais evidentes e visíveis de redução biológica do
crescimento, como resultado da diminuição das atividades fisiológicas.
Consequentemente entende-se por crescimento de uma árvore o
aumento gradual do valor das variáveis que dela se mede.
Fitofisionomia
E. camaldulensis, a forte rebrota é aproveitada para 2 a 3 rotações, sendo
porém, necessário observar que somente os cepos de árvores jovens
rebrotam vigorosamente. A capacidade de rebrota e de crescimento dos
brotos dependem acentuadamente da procedência. É decisiva, para o
bom sucesso das culturas de E. camaldulensis, a adequada seleção da
procedência. A árvore atinge alturas médias entre 25 e 30 m com DAP de
1 m, podendo, no entanto, atingir alturas de até 50 m e DAP de até 2 m.
E. grandis atinge alturas de 45 a 55m e DAP de 120 a 180 cm. A árvore
possui um tronco de excelente forma ( retilínea e livre de ramos até 2/3
da altura total ), formando uma copa muito ampla.
E. grandis é uma das mais importantes espécies de plantação dos trópicos.
Até 1979 foram plantados mais de 0.5 milhões de hectares fora da
Austrália, especialmente na África do Sul ( 275.000 ha), Angola,
Zimbabwe, África oriental, Índia, Brasil, Argentina e Uruguai.
E. grandis é freqüentemente confundido com E. saligna. Além das diversas
características exteriores na casca, botões, flores e das diferentes épocas
de floração, as duas espécies distinguem-se pelo fato de E. saligna, ao
contrário de E. grandis, formar um lignotúber. Nos locais onde as duas
espécies ocorrem em conjunto, ocorre normalmente cruzamentos,
formando hídricos.
E. grandis é atacada por uma grande série de pragas florestais. Na América
do sul, o fungo Diaporthe cubensis pode dar origem ao cancro. E. grandis
é pouco resistente ao fogo e não sobrevive a repetidas queimadas.
E. saligna, apresenta com muita freqüência troncos retilíneos, atinge
alturas de 30 a 35m e DAP entre 120 e 150 cm.
E. saligna revelou ser uma espécie muito apropriada para plantações
madeireiras com curtas rotações em regiões montanhosa dos trópicos,
assim como em áreas entre os paralelos 25º e 35º ( FAD, 1979).
Esta árvore heliófila de rápido crescimento é nos dois primeiros anos
notoriamente sensível à concorrência de ervas daninhas. Em sua área de
ocorrência natural é de fácil regeneração natural, sendo fora dela - como
espécie de plantação madeireira quase exclusivamente de regeneração
artificial.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
EMBRAPA - Zoneamento Ecológico para Plantios Florestais no Estado
de Santa Catarina. Série Documentos nº 21. Colombo, 1988.
LAMPRECHT, H. Silvicultura nos Trópicos. GTZ, Eschborn, 1990.
MARCHIORI, J. N. & SOBRAL, M. Dendrologia das Angiospermas -
Myrtales. Editora UFSM, Santa Maria, 1997.
ENCINAS, JOSÉ IMAÑA; SILVA,GILSON FERNANDES DA; PINTO, JOSÉ
ROBERTO RODRIGUES. Idade e crescimento dás árvores. –
Brasília: Universidade de Brasília. Departamento de Engenharia
Florestal, 2005. 43p. : il. – (Comunicações técnicas florestais; ISSN
1517-1922; v.7, n.1).

Eucalyptus

  • 1.
    Eucalyptus, ciclo devida e usos. Um dos plantios de Eucalyptus mais antigos do Brasil se encontra na Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, Rio Claro, SP. Segundo consta, foram introduzidos no Brasil em 1910, por Navarro de Andrade, que difundiu o seu cultivo. Os Eucaliptos variam seu desenvolvimento de acordo com as condições genéticas e do meio ambiente. Economicamente o final do ciclo de produção de maneira geral é de 30 a 40 anos para produção de madeira, onde se observa a diminuição do incremento de crescimento. Fustal é a árvore que deve ingressar obrigatoriamente nos planos de manejo e de corte, uma vez que seu crescimento atingiu os maiores índices de produção madeireira. A partir desta fase observa-se Idade de decrepitude, ou de declínio, ou de senescência, é quando as árvores mostram sinais evidentes e visíveis de redução biológica do crescimento, como resultado da diminuição das atividades fisiológicas e a mortalidade de árvores aumenta, diminuindo a resistência a doenças, pragas, incêndios, raios e principalmente os ventos. Os Eucalyptus são praticamente quase só utilizados em florestamentos e em sistemas de plantações industriais. As medidas silviculturais estão obviamente também orientadas para estes objetivos. Podem indicar-se os seguintes princípios gerais: A aptidão especial do Eucalyptus para as plantações madeireiras decorre especialmente do seguinte: • Crescimento extremamente rápido de algumas espécies em sítios apropriados. • Caráter de árvore pioneira, isto é, baixa exigência de sítio. • Simplicidade das culturas e do manejo. • Reduzido teor de risco do empreendimento (também em monoculturas) • Os tratos culturais e a manutenção devem concentrar-se na fase
  • 2.
    juvenil ao imprescindívelcombate às ervas daninhas ( concorrência, risco de incêndios ), podendo realizar-se por processos manuais ou mecanizados. Em plantações para produção de lenha e/ou madeiras industriais ( rotação = 7 a 12 anos ) não se realizam geralmente desbastes. Quando, porém, o objetivo do empreendimento é a produção de madeira comercial, são necessária redução periódicas do número de árvores ( em intervalos de 3 a 5 anos ). em rotações de 15 a 20 anos, o povoamento final disporá ainda de 100 e 200 árvores por hectares. Em geral são desnecessárias podas artificiais, quando o objeto for a produção de madeira. • A exploração é executada por corte raso, quando o objetivo for madeira para energia ou celulose. • Na maioria dos casos, após a primeira e até a terceira exploração, inclusive, ocorre regeneração vegetativa ( brotação das cepas). Os cepos estão esgotados ao fim de cerca de três rotações, devendo ser substituídos. Em cepos com boa qualidades de rebrotação desenvolvem-se meia dúzia ou mais de brotos, que logo no primeiro ano atingem alturas de 1 a 2 metros. Deve-se proceder então a uma redução, deixando-se os 2 melhores brotos de cada cepo. Esta operação é feita de 12 a 18 meses após o corte. Quando o objetivo do plantio for exclusivamente madeira para processamento mecânico, deve-se deixar somente um broto por cepa. • As florestas de Eucalyptus de forma geral são constituídas por dossel pouco fechado. Por esta razão, ocorre maior invasão por vegetação daninha indesejada. Genericamente o estudo da idade e crescimento da árvore, das florestas, e suas implicações são tratados pela epidometria (Mackay, 1964). Chama-se de povoamentos coetâneos ou maciços florestais equietâneos ou equiâneos, quando as árvores neles existentes são da mesma idade. Normalmente os plantios de reflorestamentos pertencem a essa categoria. Florestas nativas são geralmente maciços multiâneos, também chamadas de idades múltiplas e variadas.
  • 3.
    O tamanho dasárvores é uma função do período de tempo em que elas se desenvolveram. Sobre este período de tempo, o tamanho do indivíduo será o resultado das interações da capacidade genética inerente do crescimento e do ambiente no qual está habitando. Anualmente o período durante o qual os fatores climáticos, tais como temperatura, umidade do ar, duração e intensidade de luz, e outros fatores como a fertilidade do solo, se modificam e tornam-se elementos decisivos no crescimento das árvores. Fustal é a árvore que deve ingressar obrigatoriamente nos planos de manejo e de corte, uma vez que seu crescimento atingiu os maiores índices de produção madeireira. Idade de decrepitude, ou de declínio, ou de senescência, é quando as árvores mostram sinais evidentes e visíveis de redução biológica do crescimento, como resultado da diminuição das atividades fisiológicas. Consequentemente entende-se por crescimento de uma árvore o aumento gradual do valor das variáveis que dela se mede. Fitofisionomia E. camaldulensis, a forte rebrota é aproveitada para 2 a 3 rotações, sendo porém, necessário observar que somente os cepos de árvores jovens rebrotam vigorosamente. A capacidade de rebrota e de crescimento dos brotos dependem acentuadamente da procedência. É decisiva, para o bom sucesso das culturas de E. camaldulensis, a adequada seleção da procedência. A árvore atinge alturas médias entre 25 e 30 m com DAP de 1 m, podendo, no entanto, atingir alturas de até 50 m e DAP de até 2 m. E. grandis atinge alturas de 45 a 55m e DAP de 120 a 180 cm. A árvore possui um tronco de excelente forma ( retilínea e livre de ramos até 2/3 da altura total ), formando uma copa muito ampla. E. grandis é uma das mais importantes espécies de plantação dos trópicos. Até 1979 foram plantados mais de 0.5 milhões de hectares fora da Austrália, especialmente na África do Sul ( 275.000 ha), Angola, Zimbabwe, África oriental, Índia, Brasil, Argentina e Uruguai. E. grandis é freqüentemente confundido com E. saligna. Além das diversas
  • 4.
    características exteriores nacasca, botões, flores e das diferentes épocas de floração, as duas espécies distinguem-se pelo fato de E. saligna, ao contrário de E. grandis, formar um lignotúber. Nos locais onde as duas espécies ocorrem em conjunto, ocorre normalmente cruzamentos, formando hídricos. E. grandis é atacada por uma grande série de pragas florestais. Na América do sul, o fungo Diaporthe cubensis pode dar origem ao cancro. E. grandis é pouco resistente ao fogo e não sobrevive a repetidas queimadas. E. saligna, apresenta com muita freqüência troncos retilíneos, atinge alturas de 30 a 35m e DAP entre 120 e 150 cm. E. saligna revelou ser uma espécie muito apropriada para plantações madeireiras com curtas rotações em regiões montanhosa dos trópicos, assim como em áreas entre os paralelos 25º e 35º ( FAD, 1979). Esta árvore heliófila de rápido crescimento é nos dois primeiros anos notoriamente sensível à concorrência de ervas daninhas. Em sua área de ocorrência natural é de fácil regeneração natural, sendo fora dela - como espécie de plantação madeireira quase exclusivamente de regeneração artificial. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA EMBRAPA - Zoneamento Ecológico para Plantios Florestais no Estado de Santa Catarina. Série Documentos nº 21. Colombo, 1988. LAMPRECHT, H. Silvicultura nos Trópicos. GTZ, Eschborn, 1990. MARCHIORI, J. N. & SOBRAL, M. Dendrologia das Angiospermas - Myrtales. Editora UFSM, Santa Maria, 1997. ENCINAS, JOSÉ IMAÑA; SILVA,GILSON FERNANDES DA; PINTO, JOSÉ ROBERTO RODRIGUES. Idade e crescimento dás árvores. – Brasília: Universidade de Brasília. Departamento de Engenharia Florestal, 2005. 43p. : il. – (Comunicações técnicas florestais; ISSN 1517-1922; v.7, n.1).