PRO
JETO
G
EO
M
ÉTRICO
DE
RO
DO
VIAS
O
TRAÇADO
DE
UM
A
ESTRADA
PROFESSOR MARINALDO JUNIOR
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
Problema: Escolha do Traçado- Necessidade de ligação entre dois
locais.
Conceito: Estrada é um ente tridimensional que deve se ajustar de
forma harmônica à topografia da região, produzindo alterações á
topografia da região porém sem agredi-la.
Concepção: Um bom projeto deve atender às necessidades de tráfego,
respeitar as características técnicas de um bom traçado e de um bom
perfil, estar em harmonia com a região atravessada e, na medida do
possível, ter um baixo custo.
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TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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PERFIL DE UMA ESTRADA
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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Fatores que influenciam a escolha do traçado:
 Topografia: na maioria dos projetos é o fator preponderante para a
escolha da localização da estrada.
 Classificação da topografia da região:
o Terreno Plano – topografia suave; boa condição de visibilidade;
pequenos movimentos de terra e baixo custo.
o Terreno Ondulado – possui inclinações não muito fortes e/ou algumas
escarpas ocasionais que exigem um movimento de terra médio.
o Terreno Montanhoso – topografia com mudanças significativas nas
elevações do terreno; grandes movimentações de terra; obras de arte
(túneis e viadutos) para obtenção de um perfil aceitável para a estrada.
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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Fatores que influenciam a escolha do traçado:
 Condições geológicas e geotécnicas: Solos; dureza do material
escavado; estabilidade dos taludes; estabilização de aterros sobre
solos moles;
 Hidrologia: Evitar travessia de rios e córregos;
 Desapropriações: Benfeitorias no local escolhido aumentam o
custo das desapropriações.
 Interferências nos ecossistemas: A estrada é um agente agressivo
ao meio ambiente; divide a região em duas áreas isoladas; exige a
derrubada de vegetação; impacta na fauna e flora da região;
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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ANTEPROJETO
 Características:
o Deve ser precedido pelo levantamento e pela análise de dados da
região (Nortearão a definição dos possíveis locais por onde poderá
passar a estrada).
o Conhecer aspectos sociais e econômicos da região (produção
agrícola, industrial e necessidade de transporte).
o Levantamento de projetos de concessionárias de serviços públicos
ou de projetos particulares que futuramente possam interferir na
estrada.
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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ANTEPROJETO
 Características:
o Deve ser precedido pelo levantamento e pela análise de dados da
região (Nortearão a definição dos possíveis locais por onde poderá
passar a estrada).
o Conhecer aspectos sociais e econômicos da região (produção
agrícola, industrial e necessidade de transporte).
o Levantamento de projetos de concessionárias de serviços públicos
ou de projetos particulares que futuramente possam interferir na
estrada.
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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PROCEDIMENTO PARA ESCOLHA DE UM TRAÇADO
o A linha reta nem sempre é recomendada por questões de
segurança( traçados com longos trechos retos, causam monotonia e
sonolência, o que leva á desatenção dos motoristas).
o Identificação de problemas se o trecho fosse reto: Cortes e aterros
de volumes excessivos, travessias de rios, desapropriações caras,
ocorrência de material rochoso e de escavação cara.
o Esses problemas nos levam a escolher pontos por onde a estrada vai
passar, fora da “RETA DIRETRIZ”, acomodando melhor o traçado
á topografia e alongando o mínimo possível a extensão total. Esses
pontos são chamados de “PONTOS OBRIGADOS”, pois se nos
afastarmos dele , em direção a reta diretriz, voltamos a enfrentar os
problemas.
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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PROCEDIMENTO PARA ESCOLHA DE UM TRAÇADO
o Exemplo de “PONTOS OBRIGADOS”.
 Áreas de contorno em elevações íngremes
 Áreas a montante de grotas acentuadas
 Seções mais estreitas de rios
 Travessias adequadas de ferrovias
 Eventual aproveitamento de obras existentes
Soluções que melhoram as condições técnicas ou a redução de custo.
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IMPLANTAÇÃO DO ANTEPROJETO
o SEQUÊNCIA DO ANTEPROJETO
 Exame do terreno ao longo da diretriz;
 Identificação dos pontos obrigados;
 Escolha dos pontos de interseção das tangentes (PI);
 Definição das coordenadas dos PI’s;
 Cálculo dos comprimentos das tangentes e das deflexões (AC);
 Escolha dos raios mais convenientes pra as curvas circulares, de
forma a acomodar a estrada á topografia, evitando os obstáculos
conhecidos.
 Cálculo das coordenadas dos pontos notáveis das curvas: Ponto de
início da curva (PC) e Ponto final da curva (PT).
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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IMPLANTAÇÃO DO ANTEPROJETO
o SEQUÊNCIA DO ANTEPROJETO
 Exame do terreno ao longo da diretriz;
 Identificação dos pontos obrigados;
 Escolha dos pontos de interseção das tangentes (PI);
 Definição das coordenadas dos PI’s;
 Cálculo dos comprimentos das tangentes e das deflexões (AC);
 Escolha dos raios mais convenientes pra as curvas circulares, de
forma a acomodar a estrada á topografia, evitando os obstáculos
conhecidos.
 Cálculo das coordenadas dos pontos notáveis das curvas: Ponto de
início da curva (PC) e Ponto final da curva (PT).
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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IMPLANTAÇÃO DO ANTEPROJETO
o SEQUÊNCIA DO ANTEPROJETO
 Cálculo do estaqueamento do traçado;
 Levantamento do perfil do terreno sobre o traçado escolhido;
 Escolha dos pontos de interseção das rampas (PIV) em perfil;
 Determinação de cotas e estacas dos PIVs escolhidos;
 Cálculo das rampas resultantes: Inclinação e extensão;
 Escolha das curvas verticais: Cálculo de cotas e estacas dos pontos
de início (PCV) e fim das curvas (PTV);
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PROJETO FINAL
o É o produto do detalhamento e da eventual modificação do
anteprojeto escolhido.
o Nele serão escolhidos e calculados todos os elementos necessários
para a perfeita definição do traçado, do perfil longitudinal e das
seções que mostram o desenvolvimento transversal da estrada.
o São elaborados em paralelo ao projeto geométrico: Projetos de
terraplenagem, drenagem, superestrutura, obras civis, paisagismo,
sinalização, serviços complementares,etc.
o PROJETO FINAL= Projetos parciais + Memórias de cálculos+
Justificativas de soluções adotadas + Quantificação de serviços +
Especificações de materiais + Métodos executivos + Orçamentos.
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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS
o Conjunto de desenhos: Planta, perfil longitudinal e seçoes
transversais.
 Planta: é a representação, em escala conveniente, da projeção da
estrada sobre um plano horizontal;
 Perfil Longitudinal: é a representação, em escala conveniente, da
interseção da estrada com a superfície cilindrica vertical que contém
o eixo da estrada.
 Seções Transversais: são representações, em escala conveniente, de
cortes da estrada feitos por planos verticais, perpendiculares ao eixo
da estrada.
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS
o PLANTA
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS
o PERFIL LONGITUDINAL:
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS
o PERFIL LONGITUDINAL:
TRAÇADO DE UMA ESTRADA
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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS
o SEÇOES TRANSVERSAIS:
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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS
o SEÇOES TRANSVERSAIS:
fim
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Estradas aula 03

  • 1.
  • 2.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA Problema: Escolha do Traçado- Necessidade de ligação entre dois locais. Conceito: Estrada é um ente tridimensional que deve se ajustar de forma harmônica à topografia da região, produzindo alterações á topografia da região porém sem agredi-la. Concepção: Um bom projeto deve atender às necessidades de tráfego, respeitar as características técnicas de um bom traçado e de um bom perfil, estar em harmonia com a região atravessada e, na medida do possível, ter um baixo custo. PROFESSOR MARINALDO JUNIOR
  • 3.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR
  • 4.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR PERFIL DE UMA ESTRADA
  • 5.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR Fatores que influenciam a escolha do traçado:  Topografia: na maioria dos projetos é o fator preponderante para a escolha da localização da estrada.  Classificação da topografia da região: o Terreno Plano – topografia suave; boa condição de visibilidade; pequenos movimentos de terra e baixo custo. o Terreno Ondulado – possui inclinações não muito fortes e/ou algumas escarpas ocasionais que exigem um movimento de terra médio. o Terreno Montanhoso – topografia com mudanças significativas nas elevações do terreno; grandes movimentações de terra; obras de arte (túneis e viadutos) para obtenção de um perfil aceitável para a estrada.
  • 6.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR Fatores que influenciam a escolha do traçado:  Condições geológicas e geotécnicas: Solos; dureza do material escavado; estabilidade dos taludes; estabilização de aterros sobre solos moles;  Hidrologia: Evitar travessia de rios e córregos;  Desapropriações: Benfeitorias no local escolhido aumentam o custo das desapropriações.  Interferências nos ecossistemas: A estrada é um agente agressivo ao meio ambiente; divide a região em duas áreas isoladas; exige a derrubada de vegetação; impacta na fauna e flora da região;
  • 7.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR ANTEPROJETO  Características: o Deve ser precedido pelo levantamento e pela análise de dados da região (Nortearão a definição dos possíveis locais por onde poderá passar a estrada). o Conhecer aspectos sociais e econômicos da região (produção agrícola, industrial e necessidade de transporte). o Levantamento de projetos de concessionárias de serviços públicos ou de projetos particulares que futuramente possam interferir na estrada.
  • 8.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR ANTEPROJETO  Características: o Deve ser precedido pelo levantamento e pela análise de dados da região (Nortearão a definição dos possíveis locais por onde poderá passar a estrada). o Conhecer aspectos sociais e econômicos da região (produção agrícola, industrial e necessidade de transporte). o Levantamento de projetos de concessionárias de serviços públicos ou de projetos particulares que futuramente possam interferir na estrada.
  • 9.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR PROCEDIMENTO PARA ESCOLHA DE UM TRAÇADO o A linha reta nem sempre é recomendada por questões de segurança( traçados com longos trechos retos, causam monotonia e sonolência, o que leva á desatenção dos motoristas). o Identificação de problemas se o trecho fosse reto: Cortes e aterros de volumes excessivos, travessias de rios, desapropriações caras, ocorrência de material rochoso e de escavação cara. o Esses problemas nos levam a escolher pontos por onde a estrada vai passar, fora da “RETA DIRETRIZ”, acomodando melhor o traçado á topografia e alongando o mínimo possível a extensão total. Esses pontos são chamados de “PONTOS OBRIGADOS”, pois se nos afastarmos dele , em direção a reta diretriz, voltamos a enfrentar os problemas.
  • 10.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR PROCEDIMENTO PARA ESCOLHA DE UM TRAÇADO o Exemplo de “PONTOS OBRIGADOS”.  Áreas de contorno em elevações íngremes  Áreas a montante de grotas acentuadas  Seções mais estreitas de rios  Travessias adequadas de ferrovias  Eventual aproveitamento de obras existentes Soluções que melhoram as condições técnicas ou a redução de custo.
  • 11.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR IMPLANTAÇÃO DO ANTEPROJETO o SEQUÊNCIA DO ANTEPROJETO  Exame do terreno ao longo da diretriz;  Identificação dos pontos obrigados;  Escolha dos pontos de interseção das tangentes (PI);  Definição das coordenadas dos PI’s;  Cálculo dos comprimentos das tangentes e das deflexões (AC);  Escolha dos raios mais convenientes pra as curvas circulares, de forma a acomodar a estrada á topografia, evitando os obstáculos conhecidos.  Cálculo das coordenadas dos pontos notáveis das curvas: Ponto de início da curva (PC) e Ponto final da curva (PT).
  • 12.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR IMPLANTAÇÃO DO ANTEPROJETO o SEQUÊNCIA DO ANTEPROJETO  Exame do terreno ao longo da diretriz;  Identificação dos pontos obrigados;  Escolha dos pontos de interseção das tangentes (PI);  Definição das coordenadas dos PI’s;  Cálculo dos comprimentos das tangentes e das deflexões (AC);  Escolha dos raios mais convenientes pra as curvas circulares, de forma a acomodar a estrada á topografia, evitando os obstáculos conhecidos.  Cálculo das coordenadas dos pontos notáveis das curvas: Ponto de início da curva (PC) e Ponto final da curva (PT).
  • 13.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR IMPLANTAÇÃO DO ANTEPROJETO o SEQUÊNCIA DO ANTEPROJETO  Cálculo do estaqueamento do traçado;  Levantamento do perfil do terreno sobre o traçado escolhido;  Escolha dos pontos de interseção das rampas (PIV) em perfil;  Determinação de cotas e estacas dos PIVs escolhidos;  Cálculo das rampas resultantes: Inclinação e extensão;  Escolha das curvas verticais: Cálculo de cotas e estacas dos pontos de início (PCV) e fim das curvas (PTV);
  • 14.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR PROJETO FINAL o É o produto do detalhamento e da eventual modificação do anteprojeto escolhido. o Nele serão escolhidos e calculados todos os elementos necessários para a perfeita definição do traçado, do perfil longitudinal e das seções que mostram o desenvolvimento transversal da estrada. o São elaborados em paralelo ao projeto geométrico: Projetos de terraplenagem, drenagem, superestrutura, obras civis, paisagismo, sinalização, serviços complementares,etc. o PROJETO FINAL= Projetos parciais + Memórias de cálculos+ Justificativas de soluções adotadas + Quantificação de serviços + Especificações de materiais + Métodos executivos + Orçamentos.
  • 15.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS o Conjunto de desenhos: Planta, perfil longitudinal e seçoes transversais.  Planta: é a representação, em escala conveniente, da projeção da estrada sobre um plano horizontal;  Perfil Longitudinal: é a representação, em escala conveniente, da interseção da estrada com a superfície cilindrica vertical que contém o eixo da estrada.  Seções Transversais: são representações, em escala conveniente, de cortes da estrada feitos por planos verticais, perpendiculares ao eixo da estrada.
  • 16.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS o PLANTA
  • 17.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS o PERFIL LONGITUDINAL:
  • 18.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS o PERFIL LONGITUDINAL:
  • 19.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS o SEÇOES TRANSVERSAIS:
  • 20.
    TRAÇADO DE UMAESTRADA PROFESSOR MARINALDO JUNIOR REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PROJETOS o SEÇOES TRANSVERSAIS:
  • 21.