Técnico em
Enfermagem
Módulo III
SAÚDE COLETIVA
Introdução
⮚Esta disciplina visa promover a capacitação
técnica e senso crítico ao aluno em relação à
realidade de saúde e seus serviços,
estimulando sua participação efetiva na
prestação de assistência de enfermagem e no
planejamento de saúde, compatíveis com as
necessidades de saúde da população.
Doenças Transmissíveis
⮚ Na década de 30, as doenças
transmissíveis eram a principal causa
de morte nas capitais brasileiras,
respondendo por mais de um terço
dos óbitos registrados nestes locais,
percentual provavelmente muito
inferior ao que ocorria na área rural,
da qual não se tem registros
adequados.
As melhorias sanitárias, o
desenvolvimento de novas tecnologias
como as vacinas e os antibióticos, a
ampliação do acesso aos serviços de
saúde e as medidas de controle,
fizeram com que este quadro se
alterasse significativamente.
Doenças Transmissíveis
⮚A partir da década de 60 as doenças do aparelho
circulatório passaram a ser a principal causa de
morte no Brasil, superando a mortalidade por
doenças transmissíveis, que passou a ocupar o
quinto grupo de doenças responsáveis pelo óbito.
⮚Todavia, apesar desta considerável redução, as
doenças transmissíveis ainda tem um impacto
importante sobre a morbidade, principalmente por
aquelas doenças para as quais não se dispõe de
mecanismos eficazes de prevenção e/ou que
apresentam uma estreita associação com causas
ambientais, sociais e econômicas.
Doenças Transmissíveis
⮚A alteração do quadro de morbimortalidade, com a
perda de importância relativa das doenças transmissíveis,
dá a impressão de que essas doenças estariam todas
extintas ou próximas a isso. Contudo, essa não é a
realidade no Brasil nem mesmo em países mais
desenvolvidos.
⮚Nos Estados Unidos, por exemplo, no ano de 2023,
observou-se o registro de um total de 1.588 casos de
doença meningocócica. As meningites assépticas
(geralmente causadas por vírus) registraram uma média
anual de 10 mil casos no início da década passada,
quando ainda eram de notificação compulsória.
Doenças Transmissíveis
⮚ A doença de Lyme, transmitida por um tipo de
carrapato, acometeu 18.387 pessoas no ano de
2018. A coqueluche apresentou uma tendência de
crescimento desde o início da década de 80,
chegando ao patamar de 8.483 casos em 2018, e
a varicela (catapora) apresentou um registro de
13.474 neste mesmo ano.
⮚ Agregando-se à ocorrência destas doenças
infecciosas que já vinham sendo registradas no
país, nas últimas décadas, novas doenças
infecciosas têm sido introduzidas e disseminadas
em todo seu território.
Doenças Transmissíveis
⮚ O HIV tem sido uma das infecções*
mais emblemáticas deste processo
denominado de "emergência das
doenças infecciosas", a partir do seu
surgimento no início da década de 80
naquele país.
⮚ Somente no último ano foram
registrados 46.495 casos.
Doenças Transmissíveis
⮚ Mesmo doenças que já estão sendo eliminadas em todo
o continente americano, como o sarampo, apresenta
transmissão ainda em vários países do continente
europeu, representando um risco constante para sua
disseminação para os países que conseguiram a sua
eliminação.
*Pelo Decreto nº 8.901/2016 publicado no Diário Oficial da
União em 11.11.2016, o Departamento de Vigilância,
Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites
Virais passou a usar a nomenclatura “IST” (infecções
sexualmente transmissíveis) no lugar de “DST” (doenças
sexualmente transmissíveis).
Doenças Transmissíveis
⮚Tais dados ajudam na compreensão do verdadeiro
momento em que se encontram as doenças
transmissíveis.
⮚O enorme êxito alcançado na prevenção e
controle de várias destas doenças, que hoje
ocorrem em proporção ínfima quando em
comparação com algumas décadas atrás, não
significa que foram todas erradicadas.
⮚Essa é uma falsa percepção e uma expectativa
irrealizável, pelo menos em curto prazo e com os
meios tecnológicos atualmente disponíveis.
Doenças Transmissíveis
⮚Por causa das diferenças associadas às
condições sociais, sanitárias e ambientais, as
doenças transmissíveis ainda se constituem em
um dos principais problemas de saúde pública
no mundo.
⮚Doenças antigas ressurgem com outras
características e doenças novas se disseminam
com uma velocidade impensável há algumas
décadas. A varíola, ainda é o único do produto
de anos e décadas de esforços contínuos dos
governos e sociedade.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Difteria:
– A difteria é uma doença
transmissível aguda, toxiinfecciosa,
causada por bacilo toxigênico que
frequentemente se aloja nas
amígdalas, na faringe, na laringe,
no nariz e, ocasionalmente, em
outras mucosas e na pele.
– O número de casos de difteria
notificados no Brasil vem
decrescendo progressivamente,
provavelmente em decorrência do
aumento da utilização da vacina
tríplice bacteriana (DTP).
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Coqueluche:
– No início da década de 1980, eram notificados
mais de 40 mil casos anuais, e o coeficiente de
incidência era superior a 30/100.000 habitantes.
Este número caiu abruptamente a partir de 1983,
mantendo desde então, uma tendência
decrescente.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Coqueluche:
– Com o Programa Nacional de Imunizações, em 1973, a
vacina tríplice bacteriana (DTP) passou a ser recomendada
para crianças menores de 7 anos, observando-se a partir
disso o decréscimo na incidência da coqueluche.
– A partir dos anos 90, a cobertura foi se elevando,
principalmente a partir de 1998, resultando em uma
modificação importante no perfil epidemiológico desta
doença.
– Entretanto, nos últimos anos, surtos de coqueluche vêm
sendo registrados em populações com baixa cobertura
vacinal, principalmente em populações indígenas.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Tétano:
– O tétano é uma doença transmissível, não contagiosa, que
apresenta duas formas de ocorrência: acidental e neonatal.
– A primeira forma geralmente acomete pessoas que entram
em contato com o bacilo tetânico ao manusearem o solo
ou através de ferimentos ou lesões ocorridas por materiais
contaminados, em ferimentos na pele ou mucosa.
– O tétano neonatal é causado pela contaminação durante a
secção do cordão umbilical pelo uso de instrumentos
esterilizados inadequadamente; pelo uso de substâncias
contaminadas no coto umbilical como teia de aranha, pó de
café, fumo, esterco.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Tétano:
– As mortes pelo tétano acidental acompanham uma tendência
declinante, das 713 ocorrências anuais registradas em 1982, para
menos de 300 desde 1998. Tal enfermidade apresenta uma
letalidade média de 70%, o que implica em um impacto
importante na mortalidade infantil neonatal.
– O tétano acidental pode ser evitado pelo uso da vacina DPT na
infância e com a vacina dupla adulto (dT) em adultos, além dos
reforços a cada dez anos para quem já tem o esquema completo.
Outra medida importante é a adoção de procedimentos
adequados de limpeza e desinfecção de ferimentos ou lesão
suspeita para tétano, nas unidades de saúde. Com relação ao
tétano neonatal pode ser evitado principalmente por meio da
vacinação das gestantes durante o pré-natal.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Poliomielite:
– A poliomielite responsável pela paralisia infantil,
doença que pode deixar sequelas graves e levar ao
óbito, chegou a acometer 3.596 crianças no ano de
1975.
– A intensificação da vigilância e ações de controle,
particularmente a ampliação da vacinação de rotina e
a introdução das Campanhas Nacionais de Vacinação
diminuíram o número de casos confirmados nos anos
de 1987 e 1988, sendo em 1989 notificado o último
caso com isolamento do polivírus selvagem no país,
sendo erradicado em 1994 no Brasil.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Poliomielite:
– O alcance da erradicação foi possível devido às
estratégias de coberturas vacinal adequada de
forma homogênea em todo o território nacional e
cumprimento de metas adequadas dos indicadores
de vigilância epidemiológica.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Sarampo:
– Em 1980, essa doença provocou aproximadamente 3.236
mortes. O sarampo é uma doença transmissível e
contagiosa, que acometeu de 2 a 3 milhões de crianças nos
anos epidêmicos na década de 70.
– Apresentando redução em 1991 a 2000, sendo que em
2001 alcançou-se a eliminação da circulação do vírus
autóctone, apesar do surto ocorrido em 1997.
– O Ministério da Saúde implantou o Plano de Erradicação do
Sarampo em 1999 com o intuito de intensificar as ações de
vigilância epidemiológica objetivando detectar e investigar
de forma oportuna todos os casos suspeitos de sarampo e
rubéola.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Sarampo:
– Com isso, realizar de forma oportuna o bloqueio
vacinal diante de todos os casos suspeitos e garantir
que todos os municípios atinjam a cobertura vacinal
adequada na rotina, de 95% nas crianças de um ano de
idade.
– Em 2001 e 2002, apenas 1 caso foi confirmado de
sarampo importado do Japão. Em 2003 mais dois casos
importados foram confirmados, sendo o caso índice
procedente da Alemanha.
– Esse quadro reforça a expectativa de garantir a
execução do objetivo de erradicar a doença no Brasil.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Rubéola:
– Introduzida na lista de doenças de notificação
compulsória no Brasil na segunda metade da década
de 90.
– Em 1997, ano em que o País enfrentou a última
epidemia de sarampo, foram notificados cerca de
30.000 casos de rubéola.
– No período de 1999/2001 ocorreram surtos desta
doença em vários estados do Brasil.
– Em 2001, a rubéola chegou a 5/105 mulheres na faixa
etária de 15 a 19 anos e de 6,3/105 mulheres na faixa
etária de 20-29 anos.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Rubéola:
– A partir do Plano de Erradicação do Sarampo no País,
em 1999, houve um aumento na vigilância e controle
dos casos.
– Em 2002, ocorreram 443 casos de rubéola no Brasil,
representando uma diminuição de 90% se comparado
à incidência de 1997.
– Consequência da realização de uma campanha de
vacinação em massa dirigida às mulheres em idade
fértil em todo o País com uma cobertura média de
95,68% e introdução da vacina dupla ou tríplice viral
no calendário básico de imunização.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Rubéola:
– A partir do Plano de Erradicação do Sarampo no
país, em 1999,
– Atualmente a vacinação de mulheres em idade
fértil tem possibilitado uma importante redução
dos casos de SRC, alcançando a ocorrência de 13
casos registrados em todo o país, o que indica a
possibilidade de interrupção na sua transmissão.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Raiva humana:
– Doença infecciosa aguda, de etiologia viral, transmitida
por mamíferos, que apresenta dois ciclos principais de
transmissão: urbano e silvestre.
– Apresenta letalidade de 100% e é passível eliminação
no ciclo urbano por meio de medidas eficientes de
prevenção tanto em relação ao homem quanto à fonte
de infecção, cão e gato por exemplo.
– No Brasil, o morcego hematófago é o principal
responsável pela manutenção da cadeia silvestre.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Raiva humana:
– Doença infecciosa aguda, de etiologia viral,
transmitida por mamíferos, que apresenta dois
ciclos principais de transmissão: urbano e silvestre.
– Apresenta letalidade de 100% e é passível
eliminação no ciclo urbano por meio de medidas
eficientes de prevenção tanto em relação ao
homem quanto à fonte de infecção, cão e gato por
exemplo.
– No Brasil, o morcego hematófago é o principal
responsável pela manutenção da cadeia silvestre.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Raiva humana:
– Atualmente esses casos estão concentrados
principalmente na Região Norte e Nordeste.
– Desde 2003 todas as Unidades da Federação
disponibilizam, na rede de serviços de saúde,
vacina de alta qualidade para a profilaxia da Raiva
Humana, a vacina de cultivo celular.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Doença de Chagas:
– Transmitida, principalmente por um inseto que se
alimentam de sangue (hematófago), o barbeiros,
apresentava uma elevada incidência no Brasil no fim
da década de 70, em cerca de 100 mil casos novos por
ano.
– Atualmente, devido à estratégia de monitoramento
para identificação do vetor e as ações de combate com
inseticidas específicos, melhorias habitacionais
realizadas nas áreas endêmicas, há um controle sobre
a doença com uma prevalência de média geral de
0,13% de acordo com pesquisas realizadas.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Doença de Chagas:
– Transmitida, principalmente por um inseto que se
alimentam de sangue (hematófago), o barbeiros,
apresentava uma elevada incidência no Brasil no fim
da década de 70, em cerca de 100 mil casos novos por
ano.
– Atualmente, devido à estratégia de monitoramento
para identificação do vetor e as ações de combate com
inseticidas específicos, melhorias habitacionais
realizadas nas áreas endêmicas, há um controle sobre
a doença com uma prevalência de média geral de
0,13% de acordo com pesquisas realizadas.
Doenças Transmissíveis
⮚ Doença de Chagas:
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Hanseníase:
– É uma doença infecciosa crônica causada pelo
Mycobacterium leprae.
– A preferência por nervos periféricos confere
características peculiares à bactéria, tornando o
seu diagnóstico simples.
– A hanseníase tem apresentado uma redução
significativa de sua prevalência, de 16,4 por 10.000
habitantes em 1985 para 4,52 por 10.000
habitantes em 2003.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Hanseníase:
– É uma doença infecciosa crônica causada pelo
Mycobacterium leprae.
– A preferência por nervos periféricos confere
características peculiares à bactéria, tornando o
seu diagnóstico simples.
– A hanseníase tem apresentado uma redução
significativa de sua prevalência, de 16,4 por 10.000
habitantes em 1985 para 4,52 por 10.000
habitantes em 2003.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Hanseníase:
– Mesmo assim, o Brasil continua sendo o segundo
maior número de pacientes de hanseníase do
mundo, excedido apenas pela Índia em relação ao
total de casos, encontrando-se também entre os
seis países que não atingiram a eliminação da
hanseníase em 2005.
– Consequentemente, ainda é um problema de
saúde pública no Brasil, exigindo esforços para um
plano de intensificação das ações de eliminação e
de vigilância.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Hanseníase:
– O estado de Pernambuco por sua vez é
considerado endêmico para hanseníase, com mais
de 3.000 novos pacientes por ano e taxas de
detecção por volta de 4 para cada 10.000.
– O maior número dos pacientes é encontrado na
área metropolitana do Recife. Sendo que em 2023,
de acordo com o Sinan, foram registrados 3.067
casos em PE e no Recife 994, ou seja, 32,4% dos
números de casos do estado, demonstrando com
isso que a doença se encontra propagada em
diferentes áreas do Pernambuco.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Hanseníase:
– Com isso, os resultados encontrados demonstram
a necessidade de continuar à execução das
atividades que produzam efeito negativo quanto à
transmissão da doença.
– O objetivo de acordo com o Plano de Eliminação da
Hanseníase no Brasil estabelecido pelo Ministério
da Saúde, é atingir a prevalência inferior a 1
caso/10.000 habitantes em cada município de
acordo.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Filariose:
– É causada por um nematódeo, a Wucheceria
bancrofti, e transmitida por mosquitos, Culex.
– No Brasil já foi muito prevalente, sendo que
atualmente está localizada em focos endêmicos na
região metropolitana do Recife e, em menor escala,
em Maceió, cidades onde as condições ambientais
e de drenagem favorecem a permanência de alto
índice de população vetorial.
– Em Belém, onde a eliminação encontra-se próxima,
a infecção ocorre de forma residual.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Filariose:
– É causada por um nematódeo, a Wucheceria
bancrofti, e transmitida por mosquitos, Culex.
– No Brasil já foi muito prevalente, sendo que
atualmente está localizada em focos endêmicos na
região metropolitana do Recife e, em menor escala,
em Maceió, cidades onde as condições ambientais
e de drenagem favorecem a permanência de alto
índice de população vetorial.
– Em Belém, onde a eliminação encontra-se próxima,
a infecção ocorre de forma residual.
Algumas Doenças Transmissíveis com
Tendência Descendente
⮚Filariose:
– Nos últimos anos o combate à filariose está
apoiado no tratamento com Dietilcarbamazina da
população que vive em área de foco.
– No Brasil a primeira experiência com esta forma de
abordagem foi realizada em Recife em novembro
de 2003.
– Faz-se também o controle do vetor, visando
reduzir a densidade populacional do mosquito
transmissor, atividades de educação em saúde,
visando à eliminação dos criadouros.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Malária:
– Acometia cerca de seis milhões de brasileiros por ano na
década de 40, em todas as regiões.
– As mudanças sociais ocorridas e o intenso trabalho de
controle desenvolvido por meio da Campanha de
Erradicação da Malária possibilitaram o relativo controle da
doença, que passou a apresentar uma ocorrência de menos
de 100 mil casos anuais e restringindo-se a Amazônia Legal
que responde por mais de 99% dos casos registrados no
País.
– Com os projetos de desenvolvimento da Amazônia houve
dispersão da malária pelas regiões Norte e Centro-Oeste,
com um aumento significativo do número de casos,
passando-se a alcançar níveis de 450 a 500 mil casos anuais.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Malária:
– Acometia cerca de seis milhões de brasileiros por ano na
década de 40, em todas as regiões.
– As mudanças sociais ocorridas e o intenso trabalho de
controle desenvolvido por meio da Campanha de
Erradicação da Malária possibilitaram o relativo controle da
doença, que passou a apresentar uma ocorrência de menos
de 100 mil casos anuais e restringindo-se a Amazônia Legal
que responde por mais de 99% dos casos registrados no
País.
– Com os projetos de desenvolvimento da Amazônia houve
dispersão da malária pelas regiões Norte e Centro-Oeste,
com um aumento significativo do número de casos,
passando-se a alcançar níveis de 450 a 500 mil casos anuais.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Tuberculose:
– A tuberculose (TB) é uma das enfermidades mais antigas e
conhecidas do mundo, porém não é uma doença do passado,
visto que foi decretada pela Organização Mundial de Saúde
(OMS) como enfermidade reemergente desde 1993.
– Ainda de acordo com a OMS, a doença possui atualmente como
principais causas para a gravidade da situação no mundo os
seguintes fatores: desigualdade social, advento da AIDS,
envelhecimento da população, grandes movimentos migratórios.
– O Brasil ocupa a 18ª posição entre os 22 países responsáveis por
80% dos casos de TB no mundo e contempla 35% dos casos
notificados na Região das Américas de acordo com a Organização
Mundial de Saúde em 2009.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Tuberculose:
– Dentre as doenças infecciosas e
parasitárias, a tuberculose de vias
respiratórias é a maior causa de
morte entre os idosos recifenses.
– Em 2020, PE apresentou 5.048
casos, Recife 2.506 (49,6% dos
casos de PE). Caracterizando-se
assim, como uma doença
negligenciada.
– A tuberculose tem sido objeto de
ações e investimentos recentes do
Ministério da Saúde e demais
instâncias do Sistema Único de
Saúde - SUS, com o intuito de
garantir a continuidade do
tratamento e ampliar a capacidade
de detecção de novos casos e
aumentar o percentual de cura.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Meningite:
– Caracterizada por processos inflamatórios das meninges
que podem estar relacionados com uma grande variedade
de agentes infecciosos como: vírus, bactérias, fungos e
protozoários.
– Para a saúde pública são relevantes as meningites
infecciosas, causadas por agentes etiológicos transmissíveis.
O quadro clínico da doença pode variar de acordo com a
etiologia, mas em geral a doença é grave e pode evoluir
para óbito.
– A meningite constitui um problema complexo e
multifacetado, por ser uma doença com diferentes
etiologias, possui distintos impactos sobre a saúde pública
e estratégias de prevenção e controle diversas.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Meningite:
– Caracterizada por processos inflamatórios das meninges
que podem estar relacionados com uma grande variedade
de agentes infecciosos como: vírus, bactérias, fungos e
protozoários.
– Para a saúde pública são relevantes as meningites
infecciosas, causadas por agentes etiológicos transmissíveis.
O quadro clínico da doença pode variar de acordo com a
etiologia, mas em geral a doença é grave e pode evoluir
para óbito.
– A meningite constitui um problema complexo e
multifacetado, por ser uma doença com diferentes
etiologias, possui distintos impactos sobre a saúde pública
e estratégias de prevenção e controle diversas.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Meningite:
– Durante a primeira metade da década de 90 observou-se um
aumento no número de casos notificados de doença
meningocócica, atingindo o pico em 1996, com o registro de
7.321 casos.
– Esse aumento decorreu, em grande parte, de surtos localizados
em municípios com grande contingente populacional, como São
Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
– A partir de 1996 há uma tendência de redução constante no
número de casos, de 7.321 casos, neste ano, para 2.923 casos
em 2003.
– Alguns fatores podem ter colaborado com esta redução, dentre
eles destacam-se a adoção oportuna das medidas de controle
(quimioprofilaxia e vacinação de bloqueio), decorrente da
ampliação da assistência à saúde da população.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Hepatites:
– As hepatites virais apresentam distribuição universal e
magnitude variável de acordo com a região do País.
– As hepatites A e E apresentam alta prevalência nos
países em desenvolvimento, onde as condições
sanitárias e socioeconômicas são precárias.
– A prevalência de hepatite B tem sido reduzida em
países onde a vacinação foi implementada, contudo
ainda possui uma alta prevalência em populações de
risco acrescido e em países onde a transmissão vertical
e horizontal intradomiciliar não é controlada.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Hepatites:
– As hepatites virais apresentam distribuição
universal e magnitude variável de acordo com a
região do País.
– As hepatites A e E apresentam alta prevalência nos
países em desenvolvimento, onde as condições
sanitárias e socioeconômicas são precárias.
– A prevalência de hepatite B tem sido reduzida em
países onde a vacinação foi implementada,
contudo ainda possui uma alta prevalência em
populações de risco acrescido e em países onde a
transmissão vertical e horizontal intradomiciliar
não é controlada.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Hepatites:
– A Organização Mundial de Saúde estima que cerca
de dois bilhões de pessoas já tiveram contato com
o vírus da hepatite B, tornando 325 milhões de
portadores crônicos.
– O Brasil, por sua vez, segundo a Organização Pan-
Americana de Saúde (Opas) possui estimativa de
infecção pelo HAV de aproximadamente 130 casos
novos por 100.000 habitantes ao ano e de que
mais de 90% da população maior de 20 anos tenha
tido exposição ao vírus.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Hepatites:
– De acordo com o Ministério da Saúde, ainda não
existem estudos capazes de estabelecer sua real
prevalência no país, com relação a hepatite C.
– Com base em dados da rede de hemocentros de
pré-doadores de sangue, em 2002, a distribuição
variou entre as regiões brasileiras: 0,62% no Norte,
0,55% no Nordeste, 0,28% no Centro-Oeste, 0,43%
no Sudeste e 0,46% no Sul.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Hepatites:
– Contudo, a vigilância epidemiológica das hepatites
virais no país utiliza o sistema universal e passivo,
baseado na notificação de casos suspeitos.
– O número de notificações não reflete a real
incidência da infecção, pois a maioria dos
acometidos possuem formas assintomáticas ou
oligossintomáticas.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Leptospirose:
– A Leptospirose é uma zoonose de distribuição
mundial e notificação obrigatória no Brasil,
apresentando grande incidência em algumas
regiões, alto custo em internações hospitalares e
alta taxa de letalidade.
– É causada por um agente etiológico uma bactéria
do gênero Leptospira, encontrada na urina de
roedores e outros mamíferos infectados, que pode
cursar de forma leve, moderada ou grave.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Leptospirose:
– A Leptospirose é uma zoonose de distribuição
mundial e notificação obrigatória no Brasil,
apresentando grande incidência em algumas
regiões, alto custo em internações hospitalares e
alta taxa de letalidade.
– É causada por um agente etiológico uma bactéria
do gênero Leptospira, encontrada na urina de
roedores e outros mamíferos infectados, que pode
cursar de forma leve, moderada ou grave.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Leptospirose:
– Pernambuco apresentou em 2010 o equivalente a
252 casos e a sua capital foi responsável por 178
(70,6%) desses casos o que pode estar associado
ao alto índice de moradia subnormal, as condições
socioambientais, interligados de forma
convergentes com a ausência da
corresponsabilidade da limpeza pública.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Esquistossomose:
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Esquistossomose:
– A esquistossomose mansônica tem ampla
distribuição geográfica no Brasil, com maior
intensidade de transmissão na região Nordeste do
país e norte de Minas Gerais.
– Desde o início da década de 1950 até o presente
ano tem sido observada redução nas prevalências
de infecção.
Algumas Doenças Transmissíveis com Quadro
de Persistência
⮚Esquistossomose:
– Nos últimos 20 anos o percentual tem situado entre
5,5 a 11,6% da população examinada. Os Estados de
Alagoas, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Paraíba e Minas
Gerais, possuem os maiores percentuais da doença.
– A tendência histórica para estes indicadores aponta
para uma redução na morbidade e mortalidade por
formas graves pela doença, para o País como um todo.
– Entretanto, nas áreas endêmicas da região Nordeste
do Brasil, a ocorrência da forma hepatoesplênica, que
pode levar ao óbito por hemorragia digestiva, ainda
representa um importante problema de saúde.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Antes de tratarmos das doenças transmissíveis, é
importante observar que a partir de novembro de
2016 o Departamento de Vigilância, Prevenção e
Controle das DST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
passou a utilizar nomenclatura “IST” no lugar de “DST”.
⮚Ou seja, o que antes tínhamos por Doenças
Sexualmente Transmissíveis (DST), passou a ser
Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).
⮚Tal medida se deu em função da atualização da
estrutura regimental do Ministério da Saúde,
mediante Decreto nº 8.901/2016, publicado no Diário
Oficial da União em 11.11.2016, Seção I, páginas 03 a
17.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚HIV:
– Identificada no Brasil em 1980, apresentou um
crescimento na incidência até 1998, quando foram
registrados 25.732 casos novos, com um coeficiente de
incidência de 15,9 casos/100.000 hab.
– Posteriormente, observou-se uma desaceleração nas
taxas de incidência de HIV no Brasil, a despeito da
manutenção das principais tendências da epidemia:
heterossexualização, feminização, envelhecimento e
pauperização do paciente, aproximando-o cada vez
mais do perfil socioeconômico do brasileiro médio.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚HIV:
– Desde o início da década de 1980 até setembro de 2003, o
Ministério da Saúde notificou 277.154 casos de HIV no Brasil.
– Deste total, 197.340 foram verificados em homens e 79.814 em
mulheres.
– Em 2003, foram notificados 5.762 novos casos da epidemia e,
destes, 3.693 foram verificados em homens e 2.069 em mulheres,
evidenciando o aumento entra as mulheres.
– Até 2016 verifica-se também o crescimento da HIV em
adolescentes do sexo feminino cuja faixa etária é de 13 a 19 anos.
– Tal crescimento pode estar relacionado com o início precoce da
atividade sexual em relação aos adolescentes do sexo masculino,
normalmente os homens com maior experiência sexual são mais
expostos aos riscos de contaminação por Infecções sexualmente
transmissíveis (IST) e HIV.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚HIV:
– As principais categorias de transmissão do HIV entre os
homens e mulheres se dão através das relações
sexuais correspondendo a 58% e 86,7%
respectivamente dos casos positivos.
– Segundo a UNAIDS (agência da ONU especializada na
epidemia de HIV), entre os anos de 2010 e 2018 o
Brasil andou na contramão da tendência mundial de
queda em relação ao número de novas infecções por
HIV que chegou a 16% o que daria aproximadamente
1,7 milhões de infecções no mundo todo em 2018.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚HIV:
– Enquanto isso, no mesmo ano, o Brasil registrou 53 mil
novos casos, perdendo apenas para Chile e Bolívia que
tiveram dados mais preocupantes que o Brasil, mas
ainda assim por diferença mínima.
– O risco de infecção por HIV até 2019, ainda segundo a
UNAIDS, é:
• 26 vezes maior entre homens que praticam sexo com outros
homens;
• 29 vezes maior entre pessoas que utilizam drogas injetáveis;
• 30 vezes maior em trabalhadoras do sexo;
• 13 vezes maior para transexuais.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Cólera:
– Apesar de todo o conhecimento acumulado durante 30
anos, esta doença continua sendo um desafio não
somente em função das características do agente, mas
principalmente pela vulnerabilidade de grande parcela
da população mundial, sobrevivendo em condições de
pobreza extrema.
– No Brasil, os primeiros casos foram detectados em
abril de 1991, no Estado do Amazonas, de onde se
alastrou progressivamente pela região Norte. No final
do ano atingiu o município de São Luiz do Maranhão e
em 1992 todos os Estados do Nordeste.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Cólera:
– Entre 1991 e 2001 foram registrados no Brasil um total
de 168.598 casos e 2.035 óbitos, com registro de
grandes epidemias na região nordeste.
– O coeficiente de incidência de cólera em 1993, ano em
que ocorreu o maior número de casos, foi de
39,81/100.000 habitantes, com 670 óbitos e letalidade
de 1,11%.
– Estudos evidenciam a complexidade do processo de
determinação da cólera e a importância dos
determinantes sociais, do ambiente natural ou
modificado.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Cólera:
– As condições ambientais precárias, abastecimento de
água insuficiente e sistemas de esgoto inadequados
são obstáculos para o controle do desenvolvimento de
surtos e epidemias por cólera.
– Com os esforços do sistema de saúde de reduzir de
maneira drástica estes valores a partir de 1995, em
2001 registrou-se sete casos confirmados (quatro
casos no Ceará e um caso em Pernambuco, Alagoas e
Sergipe).
– Em 2002 e 2003, não foram detectados casos
confirmados de cólera no Brasil.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Cólera:
– Contudo, o risco de sua reintrodução em áreas já
atingidas ou ainda indenes continua presente tendo
em vista que persistem as baixas coberturas de
saneamento.
– As equipes técnicas de vigilância epidemiológica e
ambiental dos três níveis de governo têm desenvolvido
atividades de prevenção, com a realização de
investigação de casos suspeitos, envolvendo a coleta
de amostras clínicas e de amostras de água e de meio
ambiente, principalmente nos mananciais que
abastecem os sistemas de captação da água para
consumo humano.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Dengue:
– É uma arbovirose, transmitida pelo mosquito
Aedes aegypti, que se tornou um grave problema
de saúde pública no Brasil, e em outras regiões
tropicais do mundo.
– Sua transmissão essencialmente urbana, ambiente
no qual se localizam fatores ideais para o seu
desenvolvimento como o homem, o vírus, o vetor
e principalmente as condições políticas,
econômicas e culturais que formam a estrutura
que permite o estabelecimento da cadeia de
transmissão.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Dengue:
– Tal doença é responsável por uma das maiores
campanhas de saúde pública realizadas no País.
– O mosquito transmissor da doença que havia sido
erradicado de diversos países do continente
americano nas décadas de 50 e 60, retornou na
década de 70, devido aos erros da vigilância
epidemiológica, mudanças sociais e ambientais
consequência de uma urbanização acelerada da
época.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Dengue:
– Atualmente, o mosquito transmissor é encontrado
numa larga faixa do continente americano, que se
estende desde o Uruguai até o sul dos Estados Unidos,
com registro de surtos importantes de dengue em
vários países como Venezuela, Cuba, Brasil e Paraguai.
– De acordo com o Ministério da Saúde as dificuldades
de erradicar um mosquito domiciliado têm exigido um
esforço enorme da esfera da saúde, com um gasto
estimado de quase R$ 1 bilhão por ano, quando
computados todos os custos dos dez componentes do
Programa Nacional de Controle da Dengue.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Dengue:
– Entre 1999 e 2002 foi registrado um aumento na
incidência de dengue, alcançando 794.219 casos
notificados em 2002.
– Em 2003, verificou-se uma redução de 56,6% no
total de casos notificados em relação a 2002, o que
este relacionado com o fortalecimento das ações
para controlar a doença.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Dengue:
– Outro fator, contudo, poderá piorar esse cenário com a
entrada em circulação de um novo tipo do vírus da dengue,
o DENV-4.
– Com isso, o Ministério da Saúde, através da Secretaria de
Vigilância em Saúde junto com as Secretarias Estaduais e
Municipais de Saúde vem executando um conjunto de
ações com o aumento da intensificação das ações de
combate ao vetor, fortalecimento das ações de vigilância
epidemiológica , integração das ações de vigilância e de
educação sanitária com o Programa de Saúde da Família e
de Agentes Comunitários de Saúde e uma forte campanha
de mobilização social e de informação para garantir a
efetiva participação da população.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Hantavirose:
– Doença emergente com duas formas clínicas: renal
e cardiopulmonar. Sendo a primeira de maior
frequência na Europa e na Ásia, e a segunda possui
presença maior no continente americano.
– A doença se faz presente em quase todos os países
da América do Norte e da América do Sul.
– A infecção humana ocorre frequentemente, pela
inalação de aerossóis formados a partir de
secreções e excreções dos reservatórios, que são
roedores silvestres.
Algumas Doenças Transmissíveis Emergentes e
Reemergentes
⮚Hantavirose:
– No Brasil, os primeiros casos foram detectados em 1993 na
cidade de São Paulo, nos dias atuais a doença tem sido
detectada principalmente na região Sul, além dos estados
de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.
– De 1993 a 2003 foram registrados 338 casos em 11 estados
brasileiros com uma letalidade média de 44,5%.
– O Ministério da Saúde implantou da vigilância
epidemiológica dessa doença, o desenvolvimento da
capacidade laboratorial para realizar diagnóstico, a
divulgação das medidas adequadas de tratamento com o
intuito de reduzir a letalidade, e aumentar o conhecimento
da situação de circulação de alguns hantavírus nos
roedores silvestres brasileiros, objetivando o controle e a
prevenção da doença.
Programa Nacional de Imunização
⮚O Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi criado em
1973, com o objetivo de promover a vacinação da
população brasileira e consequentemente diminuir ou
erradicar, várias doenças no território brasileiro. O PNI é
mantido pelo Ministério da Saúde, através da Secretaria
de Vigilância em Saúde, e contribuiu de modo expressivo
para erradicar a febre amarela urbana e varíola no país.
⮚Destacando-se também, a ausência de registros da
paralisia infantil há 14 anos e do sarampo há três. Além da
imunização de crianças, o PNI também prevê a vacinação
de adultos, principalmente de mulheres em idade fértil e
de idosos a partir de 60 anos de idade.
Programa Nacional de Imunização
⮚A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)
coordena o Programa Nacional de Imunizações
(PNI).
⮚Define normas e procedimentos técnicos,
mediante ações estratégicas sistemáticas de
vacinação da população, com base na vigilância
epidemiológica de doenças imunopreveníveis e
no conhecimento técnico e científico da área.
⮚Estando também sobre sua responsabilidade a
aquisição, conservação e distribuição dos
imunobiológicos que integram o PNI.
Programa Nacional de Imunização
⮚O Ministério da Saúde, por intermédio do PNI, em atenção
a Constituição da República Federativa do Brasil e a Lei
Orgânica da Saúde, com vistas ao atendimento equitativo
da população brasileira, oferece os chamados
imunobiológicos especiais, disponibilizados nos Centros de
Referência para Imunobiológicos Especiais – CRIE estes
destinados à vacinação de grupos portadores de quadros
clínicos especiais, ou seja, portadores de
imunodeficiências, seus comunicantes, usuários que
apresentaram evento adverso pós-vacinação aos
imunobiológicos disponibilizados pelo Ministério e
profilaxia pré e pós-exposição aos agentes
imunopreveníveis.
⮚Além disso, grupos, como a população indígena.
Programa Nacional de Imunização
Ano Histórico da vacinação
1804 Instituída a primeira vacinação no País - contra a varíola
1885 Introdução da primeira geração da vacina antirrábica
1897 Primeira geração da contra a peste
1904 Decreto da obrigatoriedade da vacinação contra varíola
1937 Produção e introdução da vacina contra a Febre Amarela
Início da década de 1950 - implantação do toxoide tetânico (TT) e a
vacina DTP, em alguns estados
1961
Primeira campanha contra a poliomielite, projeto experimental em
Petrópolis – RJ e Santo André – SP
1962 Primeira campanha nacional conta a varíola
Programa Nacional de Imunização
Ano Histórico da vacinação
1967
Introdução da vacina contra o sarampo para as crianças de oito
meses a quatro anos de idade
1968 Inicia-se a vacinação com a vacina BCG
1970
Registros oficiais do Ministério da Saúde sobre casos de doenças
preveníveis por vacinação:
▪ 11.545 casos – poliomielite
▪ 1.771 casos – varíola
▪ 10.496 casos – difteria
▪ 81.014 casos – coqueluche
▪ 109.125 casos – sarampo
▪ 111.945 casos – tuberculose
Programa Nacional de Imunização
Ano Histórico da vacinação
1971 Ocorrência no Brasil do último caso de varíola
1973 Criado o Programa Nacional de Imunizações – PNI
1975
Instituição do Programa Nacional de Imunizações - PNI e do
Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (Lei 6.259)
1976 Regulamentado o PNI
1977
Instituído em Portaria nº 452 o primeiro Calendário Básico e o
Cartão de Vacinas com as vacinas obrigatórias para os menores de 1
ano de idade
1992 a 2002
Implantação gradativa nos estados da vacina dupla (sarampo e
rubéola) ou tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
Programa Nacional de Imunização
Ano Histórico da vacinação
1996
Redefinição das estratégias de vacinação contra Hepatite B em menores de 1
ano de idade em todo o país e ampliação da faixa etária para 15 anos na
Amazônia Legal, SC, ES, PR e DF
1999
Substituição da vacina TT pela dupla tipo adulto (difteria e Tétano) no
calendário básico para a faixa etária de 7 anos e mais
2002 Introdução da vacina Tetravalente para os menores de 1 ano
2003 Atualização do calendário na faixa etária de 12 meses a 11 anos de idade
2004 Instituído o Calendário Básico de Vacinação em Portaria de nº 597
2004 Campanha de Vacinação de Seguimento contra Sarampo
Caxumba e Rubéola para as crianças de 12 meses a 4 anos, na qual foram
vacinadas 12.777.709 crianças, 92.80% de cobertura vacinal
2006
Inclusão da vacina contra o rotavírus humano para os menores de 6 meses de
idade.
Programa Nacional de Imunização
Ano Histórico da vacinação
2008 Campanha de vacinação para eliminação da Rubéola
2010 Instituição do calendário de vacinação para os povos indígenas
2011 Campanha nacional de vacinação contra influenza
2012
Introdução da vacina Pentavalente (DTP, Hib e Hepatite B) e da VIP (Pólio com
vírus inativo) substituindo a VOP, que foi mantida como dose de reforço no
calendário da criança
2013 Inclusão da varicela (catapora) na vacina tetraviral (tríplice viral + varicela)
2014
Introdução de 3 vacinas: Hepatite A para crianças; contra HPV para meninas de
9 a 13 anos e dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) para gestantes
2018 Vacina de HPV é ampliada para meninos de 11 a 15 anos
Programa Nacional de Imunização
⮚Eventualmente, o calendário vacinal sofre
alterações, que são divulgadas pelo
calendário do PNI. Por isso, para ter acesso à
integra do calendário mais atualizado faça
uma busca nas páginas oficiais do Ministério
da Saúde e do PNI
Programa de Hanseníase e Tuberculose
⮚A hanseníase é uma das mais antigas doenças que
acomete o homem, caracterizando-se como crônica
granulomatosa, proveniente de infecção causada pelo
Mycobacterium leprae, que tem a capacidade de infectar
grande número de indivíduos o que lhe confere uma alta
infectividade, porém poucos adoecem demonstrando uma
baixa patogenicidade, pois a manifestação da doença está
relacionada com o grau de imunidade do hospedeiro e o
nível de endemicidade do meio, somatizados com outros
aspectos.
⮚Acomete principalmente nervos periféricos, mas também
pode se manifestar como doença sistêmica
comprometendo articulações, olhos, testículos, gânglios,
entre outros órgãos.
Hanseníase
⮚O alto potencial incapacitante da hanseníase está
diretamente relacionado à capacidade do bacilo de
Hansen penetrar a célula nervosa e também ao seu poder
imunogênico.
⮚Diante disso, considera-se a doença como um grande
problema de saúde pública que atinge principalmente as
pessoas em faixa etária economicamente ativa
comprometendo seu desenvolvimento profissional e/ou
social.
⮚O domicílio do indivíduo é um importante espaço de
transmissão da doença, embora ainda existam lacunas de
conhecimento quanto aos prováveis fatores de risco
implicados, especialmente aqueles relacionados ao
ambiente social.
Hanseníase
⮚No Brasil, cerca de 47.000 casos novos são
detectados a cada ano, sendo 8% deles em
menores de 15 anos.
⮚A melhoria das condições de vida e o avanço
do conhecimento científico modificaram
significativamente o quadro da hanseníase,
que atualmente tem tratamento e cura,
contudo ainda há uma necessidade de
esforços para um plano de intensificação das
ações de eliminação e de vigilância.
Hanseníase
⮚Agente Etiológico:
– O Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que
é um parasita intracelular obrigatório com forma
de bastonete, possui afinidade por células
cutâneas e por células dos nervos periféricos, que
se instala no organismo da pessoa infectada,
podendo se multiplicar.
– Seu tempo de multiplicação é lento e pode durar,
em média, de 11 a 16 dias.
Hanseníase
⮚Modo de Transmissão:
– O homem é considerado a única fonte de infecção da
hanseníase. A transmissão se dá por meio de uma pessoa
doente (forma infectante da doença-MB), sem tratamento
elimina o bacilo para
o meio externo contagiando pessoas susceptíveis.
– A principal via de eliminação do bacilo, pelo indivíduo
doente de hanseníase, e a mais provável via de entrada
deste no organismo são as vias aéreas.
– O aparecimento da doença na pessoa infectada pelo bacilo,
e suas diferentes manifestações clínicas, dependem dentre
outros fatores, da relação parasita/hospedeiro e pode
ocorrer após um longo período de incubação, de 2 a 7 anos.
Hanseníase
⮚ Aspectos Clínicos:
⮚ Principais sinais e sintomas da doença são: manchas esbranquiçadas,
avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com
perda ou alteração de sensibilidade; área de pele seca e com falta
de suor; área da pele com queda de pelos, especialmente nas
sobrancelhas; perda ou ausência de sensibilidade local ao calor, dor
e tato; sensação de formigamento (Parestesias); dor e sensação de
choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das
pernas, edema (inchaço) de mãos e pés; diminuição da força dos
músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos,
úlceras de pernas e pés; caroços (nódulos) no corpo; febre e dor nas
juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz;
ressecamento nos olhos.
Hanseníase
⮚ Os locais do corpo com maior predisposição para o surgimento
das manchas são as mãos, pés, face, costas, nádegas e pernas.
Vale ressaltar que de acordo com o Ministério da Saúde em
alguns casos, a hanseníase pode ocorrer sem manchas.
Hanseníase
⮚ Diagnóstico:
⮚ Um caso de hanseníase é uma pessoa que apresenta uma ou
mais de uma das seguintes características e que requer
quimioterapia: lesão (ões) de pele com alteração de
sensibilidade; acometimento de nervo(s) com espessamento
neural; baciloscopia positiva.
⮚ O diagnóstico precoce da hanseníase e o seu tratamento
adequado evitam a evolução da doença, consequentemente
impedem a instalação das incapacidades físicas por ela
provocadas..
Hanseníase
⮚ Classificação Operacional para Fins de Tratamento
Quimioterápico:
⮚ O diagnóstico, portanto, baseia-se na identificação desses sinais
e sintomas, e uma vez diagnosticado, o caso de hanseníase deve
ser classificado, operacionalmente, para fins de tratamento.
Esta classificação também é feita com base nos sinais e
sintomas da doença:
▪ Paucibacilares (PB): casos com até 5 lesões de pele;
▪ Multibacilares (MB): casos com mais de 5 lesões de pele.
Hanseníase
⮚ O diagnóstico da doença e a classificação operacional do
paciente em Pauci ou em Multibacilar são importantes para que
possa ser selecionado o esquema de tratamento quimioterápico
adequado ao caso.
Hanseníase
⮚ Tratamento Poliquimioterápico – PQT:
⮚ O tratamento específico é encontrado nos serviços públicos de
saúde e é chamado de poliquimioterapia (PQT), por utilizar a
combinação de três medicamentos. Os medicamentos utilizados
consistem na associação de antibióticos, conforme a
classificação operacional, sendo:
▪ Paucibacilares: rifampicina, dapsona - 6 doses em até 9 meses;
▪ Multibacilares: rifampicina, dapsona e clofazimina – 12 doses
em até 18 meses;
Hanseníase
⮚ O paciente vai ao serviço mensalmente tomar a dose
supervisionada pela equipe de saúde, e pegar a medicação para
as doses que ele toma diariamente em casa.
⮚ Para crianças com hanseníase, a dose dos medicamentos do
esquema-padrão é ajustada, de acordo com a sua idade. No
caso de pessoas com intolerância a um dos medicamentos do
esquema-padrão, são indicados esquemas alternativos.
⮚ Com relação a alta por cura, essa é dada após a administração
do número de doses preconizadas pelo esquema terapêutico.
Ressaltando que regularidade do tratamento somatizado com
início mais precoce do mesmo, levariam a cura da hanseníase de
modo mais rápido e seguro.
Tuberculose
⮚ Tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada por uma
bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de
Koch (BK) que afeta principalmente os pulmões, podendo
ocorrer em outros órgãos do corpo como ossos, rins e meninges
(membranas que envolvem o cérebro).
⮚ De acordo com a Organização Mundial de Saúde - OMS, dois
bilhões de pessoas correspondendo a um terço da população
mundial, está infectada por esta bactéria. Destes, 8 milhões
desenvolverão a doença e 2 milhões morrerão a cada ano.
Tuberculose
⮚ Com relação ao Brasil, este ocupa o 15º lugar entre os 22 países
responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no
mundo. De acordo com os dados do Sistema de Informação de
Agravos de Notificação (Sinan/ MS), são verificados cerca de 6
mil óbitos por ano em decorrência da doença.
⮚ Estudos demonstram que a tuberculose ainda é um sério
problema de saúde pública e o elevado número de casos esta
interligado com a pobreza e à má distribuição de renda, além do
estigma que implica na não adesão dos portadores e/ou
familiares/contactantes. Com o advento da AIDS e o
aparecimento de focos de tuberculose multirresistente, o
problema tem se agravado ainda mais no mundo.
Tuberculose
⮚ Agente Etiológico:
⮚ Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK). Outras
espécies de micobactérias também podem causar a tuberculose.
São elas: Mycobacterium bovis, africanum e microti.
Tuberculose
⮚ Modo de Transmissão:
⮚ A transmissão ocorre de modo direto (pessoa a pessoa) por
meio de gotículas contendo os bacilos expelidos por um doente
com tuberculose pulmonar ao tossir, espirrar ou falar. Somente
5% a 10% dos infectados pelo Bacilo de Koch adquirem a doença.
⮚ Pessoas com AIDS, diabetes, insuficiência renal crônica (IRA),
desnutridas, idosos doentes, alcoólatras, viciados em drogas e
fumantes possuem uma maior predisposição para contrair a
tuberculose.
Tuberculose
⮚ Aspectos Clínicos:
⮚ Os sinais e sintomas mais frequentemente descritos são tosse
seca contínua no início, depois com presença de secreção por
mais de três semanas, transformando-se, na maioria das vezes,
em uma tosse com pus ou sangue; cansaço excessivo; febre
baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite;
palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão; fraqueza; e
prostração.
Tuberculose
⮚ Aspectos Clínicos:
⮚ Os casos graves apresentam dificuldade na respiração;
eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão
e acumulo de pus na membrana que reveste o pulmão (pleura).
Caso haja um comprometimento dessa membrana, pode
ocorrer dor torácica. Porém, alguns pacientes não exibem
indício da doença ou apresentam sintomas aparentemente
simples que são ignorados durante alguns meses.

ENFERMAGEM - MÓDULO III - SAUDE COLETIVA (2)[1].pdf

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Introdução ⮚Esta disciplina visapromover a capacitação técnica e senso crítico ao aluno em relação à realidade de saúde e seus serviços, estimulando sua participação efetiva na prestação de assistência de enfermagem e no planejamento de saúde, compatíveis com as necessidades de saúde da população.
  • 4.
    Doenças Transmissíveis ⮚ Nadécada de 30, as doenças transmissíveis eram a principal causa de morte nas capitais brasileiras, respondendo por mais de um terço dos óbitos registrados nestes locais, percentual provavelmente muito inferior ao que ocorria na área rural, da qual não se tem registros adequados. As melhorias sanitárias, o desenvolvimento de novas tecnologias como as vacinas e os antibióticos, a ampliação do acesso aos serviços de saúde e as medidas de controle, fizeram com que este quadro se alterasse significativamente.
  • 5.
    Doenças Transmissíveis ⮚A partirda década de 60 as doenças do aparelho circulatório passaram a ser a principal causa de morte no Brasil, superando a mortalidade por doenças transmissíveis, que passou a ocupar o quinto grupo de doenças responsáveis pelo óbito. ⮚Todavia, apesar desta considerável redução, as doenças transmissíveis ainda tem um impacto importante sobre a morbidade, principalmente por aquelas doenças para as quais não se dispõe de mecanismos eficazes de prevenção e/ou que apresentam uma estreita associação com causas ambientais, sociais e econômicas.
  • 6.
    Doenças Transmissíveis ⮚A alteraçãodo quadro de morbimortalidade, com a perda de importância relativa das doenças transmissíveis, dá a impressão de que essas doenças estariam todas extintas ou próximas a isso. Contudo, essa não é a realidade no Brasil nem mesmo em países mais desenvolvidos. ⮚Nos Estados Unidos, por exemplo, no ano de 2023, observou-se o registro de um total de 1.588 casos de doença meningocócica. As meningites assépticas (geralmente causadas por vírus) registraram uma média anual de 10 mil casos no início da década passada, quando ainda eram de notificação compulsória.
  • 7.
    Doenças Transmissíveis ⮚ Adoença de Lyme, transmitida por um tipo de carrapato, acometeu 18.387 pessoas no ano de 2018. A coqueluche apresentou uma tendência de crescimento desde o início da década de 80, chegando ao patamar de 8.483 casos em 2018, e a varicela (catapora) apresentou um registro de 13.474 neste mesmo ano. ⮚ Agregando-se à ocorrência destas doenças infecciosas que já vinham sendo registradas no país, nas últimas décadas, novas doenças infecciosas têm sido introduzidas e disseminadas em todo seu território.
  • 9.
    Doenças Transmissíveis ⮚ OHIV tem sido uma das infecções* mais emblemáticas deste processo denominado de "emergência das doenças infecciosas", a partir do seu surgimento no início da década de 80 naquele país. ⮚ Somente no último ano foram registrados 46.495 casos.
  • 10.
    Doenças Transmissíveis ⮚ Mesmodoenças que já estão sendo eliminadas em todo o continente americano, como o sarampo, apresenta transmissão ainda em vários países do continente europeu, representando um risco constante para sua disseminação para os países que conseguiram a sua eliminação. *Pelo Decreto nº 8.901/2016 publicado no Diário Oficial da União em 11.11.2016, o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais passou a usar a nomenclatura “IST” (infecções sexualmente transmissíveis) no lugar de “DST” (doenças sexualmente transmissíveis).
  • 11.
    Doenças Transmissíveis ⮚Tais dadosajudam na compreensão do verdadeiro momento em que se encontram as doenças transmissíveis. ⮚O enorme êxito alcançado na prevenção e controle de várias destas doenças, que hoje ocorrem em proporção ínfima quando em comparação com algumas décadas atrás, não significa que foram todas erradicadas. ⮚Essa é uma falsa percepção e uma expectativa irrealizável, pelo menos em curto prazo e com os meios tecnológicos atualmente disponíveis.
  • 12.
    Doenças Transmissíveis ⮚Por causadas diferenças associadas às condições sociais, sanitárias e ambientais, as doenças transmissíveis ainda se constituem em um dos principais problemas de saúde pública no mundo. ⮚Doenças antigas ressurgem com outras características e doenças novas se disseminam com uma velocidade impensável há algumas décadas. A varíola, ainda é o único do produto de anos e décadas de esforços contínuos dos governos e sociedade.
  • 13.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Difteria: – A difteria é uma doença transmissível aguda, toxiinfecciosa, causada por bacilo toxigênico que frequentemente se aloja nas amígdalas, na faringe, na laringe, no nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. – O número de casos de difteria notificados no Brasil vem decrescendo progressivamente, provavelmente em decorrência do aumento da utilização da vacina tríplice bacteriana (DTP).
  • 15.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Coqueluche: – No início da década de 1980, eram notificados mais de 40 mil casos anuais, e o coeficiente de incidência era superior a 30/100.000 habitantes. Este número caiu abruptamente a partir de 1983, mantendo desde então, uma tendência decrescente.
  • 16.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Coqueluche: – Com o Programa Nacional de Imunizações, em 1973, a vacina tríplice bacteriana (DTP) passou a ser recomendada para crianças menores de 7 anos, observando-se a partir disso o decréscimo na incidência da coqueluche. – A partir dos anos 90, a cobertura foi se elevando, principalmente a partir de 1998, resultando em uma modificação importante no perfil epidemiológico desta doença. – Entretanto, nos últimos anos, surtos de coqueluche vêm sendo registrados em populações com baixa cobertura vacinal, principalmente em populações indígenas.
  • 17.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Tétano: – O tétano é uma doença transmissível, não contagiosa, que apresenta duas formas de ocorrência: acidental e neonatal. – A primeira forma geralmente acomete pessoas que entram em contato com o bacilo tetânico ao manusearem o solo ou através de ferimentos ou lesões ocorridas por materiais contaminados, em ferimentos na pele ou mucosa. – O tétano neonatal é causado pela contaminação durante a secção do cordão umbilical pelo uso de instrumentos esterilizados inadequadamente; pelo uso de substâncias contaminadas no coto umbilical como teia de aranha, pó de café, fumo, esterco.
  • 18.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Tétano: – As mortes pelo tétano acidental acompanham uma tendência declinante, das 713 ocorrências anuais registradas em 1982, para menos de 300 desde 1998. Tal enfermidade apresenta uma letalidade média de 70%, o que implica em um impacto importante na mortalidade infantil neonatal. – O tétano acidental pode ser evitado pelo uso da vacina DPT na infância e com a vacina dupla adulto (dT) em adultos, além dos reforços a cada dez anos para quem já tem o esquema completo. Outra medida importante é a adoção de procedimentos adequados de limpeza e desinfecção de ferimentos ou lesão suspeita para tétano, nas unidades de saúde. Com relação ao tétano neonatal pode ser evitado principalmente por meio da vacinação das gestantes durante o pré-natal.
  • 19.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Poliomielite: – A poliomielite responsável pela paralisia infantil, doença que pode deixar sequelas graves e levar ao óbito, chegou a acometer 3.596 crianças no ano de 1975. – A intensificação da vigilância e ações de controle, particularmente a ampliação da vacinação de rotina e a introdução das Campanhas Nacionais de Vacinação diminuíram o número de casos confirmados nos anos de 1987 e 1988, sendo em 1989 notificado o último caso com isolamento do polivírus selvagem no país, sendo erradicado em 1994 no Brasil.
  • 20.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Poliomielite: – O alcance da erradicação foi possível devido às estratégias de coberturas vacinal adequada de forma homogênea em todo o território nacional e cumprimento de metas adequadas dos indicadores de vigilância epidemiológica.
  • 21.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Sarampo: – Em 1980, essa doença provocou aproximadamente 3.236 mortes. O sarampo é uma doença transmissível e contagiosa, que acometeu de 2 a 3 milhões de crianças nos anos epidêmicos na década de 70. – Apresentando redução em 1991 a 2000, sendo que em 2001 alcançou-se a eliminação da circulação do vírus autóctone, apesar do surto ocorrido em 1997. – O Ministério da Saúde implantou o Plano de Erradicação do Sarampo em 1999 com o intuito de intensificar as ações de vigilância epidemiológica objetivando detectar e investigar de forma oportuna todos os casos suspeitos de sarampo e rubéola.
  • 22.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Sarampo: – Com isso, realizar de forma oportuna o bloqueio vacinal diante de todos os casos suspeitos e garantir que todos os municípios atinjam a cobertura vacinal adequada na rotina, de 95% nas crianças de um ano de idade. – Em 2001 e 2002, apenas 1 caso foi confirmado de sarampo importado do Japão. Em 2003 mais dois casos importados foram confirmados, sendo o caso índice procedente da Alemanha. – Esse quadro reforça a expectativa de garantir a execução do objetivo de erradicar a doença no Brasil.
  • 23.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Rubéola: – Introduzida na lista de doenças de notificação compulsória no Brasil na segunda metade da década de 90. – Em 1997, ano em que o País enfrentou a última epidemia de sarampo, foram notificados cerca de 30.000 casos de rubéola. – No período de 1999/2001 ocorreram surtos desta doença em vários estados do Brasil. – Em 2001, a rubéola chegou a 5/105 mulheres na faixa etária de 15 a 19 anos e de 6,3/105 mulheres na faixa etária de 20-29 anos.
  • 24.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Rubéola: – A partir do Plano de Erradicação do Sarampo no País, em 1999, houve um aumento na vigilância e controle dos casos. – Em 2002, ocorreram 443 casos de rubéola no Brasil, representando uma diminuição de 90% se comparado à incidência de 1997. – Consequência da realização de uma campanha de vacinação em massa dirigida às mulheres em idade fértil em todo o País com uma cobertura média de 95,68% e introdução da vacina dupla ou tríplice viral no calendário básico de imunização.
  • 25.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Rubéola: – A partir do Plano de Erradicação do Sarampo no país, em 1999, – Atualmente a vacinação de mulheres em idade fértil tem possibilitado uma importante redução dos casos de SRC, alcançando a ocorrência de 13 casos registrados em todo o país, o que indica a possibilidade de interrupção na sua transmissão.
  • 26.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Raiva humana: – Doença infecciosa aguda, de etiologia viral, transmitida por mamíferos, que apresenta dois ciclos principais de transmissão: urbano e silvestre. – Apresenta letalidade de 100% e é passível eliminação no ciclo urbano por meio de medidas eficientes de prevenção tanto em relação ao homem quanto à fonte de infecção, cão e gato por exemplo. – No Brasil, o morcego hematófago é o principal responsável pela manutenção da cadeia silvestre.
  • 27.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Raiva humana: – Doença infecciosa aguda, de etiologia viral, transmitida por mamíferos, que apresenta dois ciclos principais de transmissão: urbano e silvestre. – Apresenta letalidade de 100% e é passível eliminação no ciclo urbano por meio de medidas eficientes de prevenção tanto em relação ao homem quanto à fonte de infecção, cão e gato por exemplo. – No Brasil, o morcego hematófago é o principal responsável pela manutenção da cadeia silvestre.
  • 28.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Raiva humana: – Atualmente esses casos estão concentrados principalmente na Região Norte e Nordeste. – Desde 2003 todas as Unidades da Federação disponibilizam, na rede de serviços de saúde, vacina de alta qualidade para a profilaxia da Raiva Humana, a vacina de cultivo celular.
  • 29.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Doença de Chagas: – Transmitida, principalmente por um inseto que se alimentam de sangue (hematófago), o barbeiros, apresentava uma elevada incidência no Brasil no fim da década de 70, em cerca de 100 mil casos novos por ano. – Atualmente, devido à estratégia de monitoramento para identificação do vetor e as ações de combate com inseticidas específicos, melhorias habitacionais realizadas nas áreas endêmicas, há um controle sobre a doença com uma prevalência de média geral de 0,13% de acordo com pesquisas realizadas.
  • 30.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Doença de Chagas: – Transmitida, principalmente por um inseto que se alimentam de sangue (hematófago), o barbeiros, apresentava uma elevada incidência no Brasil no fim da década de 70, em cerca de 100 mil casos novos por ano. – Atualmente, devido à estratégia de monitoramento para identificação do vetor e as ações de combate com inseticidas específicos, melhorias habitacionais realizadas nas áreas endêmicas, há um controle sobre a doença com uma prevalência de média geral de 0,13% de acordo com pesquisas realizadas.
  • 31.
  • 32.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Hanseníase: – É uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. – A preferência por nervos periféricos confere características peculiares à bactéria, tornando o seu diagnóstico simples. – A hanseníase tem apresentado uma redução significativa de sua prevalência, de 16,4 por 10.000 habitantes em 1985 para 4,52 por 10.000 habitantes em 2003.
  • 33.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Hanseníase: – É uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. – A preferência por nervos periféricos confere características peculiares à bactéria, tornando o seu diagnóstico simples. – A hanseníase tem apresentado uma redução significativa de sua prevalência, de 16,4 por 10.000 habitantes em 1985 para 4,52 por 10.000 habitantes em 2003.
  • 34.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Hanseníase: – Mesmo assim, o Brasil continua sendo o segundo maior número de pacientes de hanseníase do mundo, excedido apenas pela Índia em relação ao total de casos, encontrando-se também entre os seis países que não atingiram a eliminação da hanseníase em 2005. – Consequentemente, ainda é um problema de saúde pública no Brasil, exigindo esforços para um plano de intensificação das ações de eliminação e de vigilância.
  • 35.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Hanseníase: – O estado de Pernambuco por sua vez é considerado endêmico para hanseníase, com mais de 3.000 novos pacientes por ano e taxas de detecção por volta de 4 para cada 10.000. – O maior número dos pacientes é encontrado na área metropolitana do Recife. Sendo que em 2023, de acordo com o Sinan, foram registrados 3.067 casos em PE e no Recife 994, ou seja, 32,4% dos números de casos do estado, demonstrando com isso que a doença se encontra propagada em diferentes áreas do Pernambuco.
  • 36.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Hanseníase: – Com isso, os resultados encontrados demonstram a necessidade de continuar à execução das atividades que produzam efeito negativo quanto à transmissão da doença. – O objetivo de acordo com o Plano de Eliminação da Hanseníase no Brasil estabelecido pelo Ministério da Saúde, é atingir a prevalência inferior a 1 caso/10.000 habitantes em cada município de acordo.
  • 37.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Filariose: – É causada por um nematódeo, a Wucheceria bancrofti, e transmitida por mosquitos, Culex. – No Brasil já foi muito prevalente, sendo que atualmente está localizada em focos endêmicos na região metropolitana do Recife e, em menor escala, em Maceió, cidades onde as condições ambientais e de drenagem favorecem a permanência de alto índice de população vetorial. – Em Belém, onde a eliminação encontra-se próxima, a infecção ocorre de forma residual.
  • 38.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Filariose: – É causada por um nematódeo, a Wucheceria bancrofti, e transmitida por mosquitos, Culex. – No Brasil já foi muito prevalente, sendo que atualmente está localizada em focos endêmicos na região metropolitana do Recife e, em menor escala, em Maceió, cidades onde as condições ambientais e de drenagem favorecem a permanência de alto índice de população vetorial. – Em Belém, onde a eliminação encontra-se próxima, a infecção ocorre de forma residual.
  • 39.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Tendência Descendente ⮚Filariose: – Nos últimos anos o combate à filariose está apoiado no tratamento com Dietilcarbamazina da população que vive em área de foco. – No Brasil a primeira experiência com esta forma de abordagem foi realizada em Recife em novembro de 2003. – Faz-se também o controle do vetor, visando reduzir a densidade populacional do mosquito transmissor, atividades de educação em saúde, visando à eliminação dos criadouros.
  • 40.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Malária: – Acometia cerca de seis milhões de brasileiros por ano na década de 40, em todas as regiões. – As mudanças sociais ocorridas e o intenso trabalho de controle desenvolvido por meio da Campanha de Erradicação da Malária possibilitaram o relativo controle da doença, que passou a apresentar uma ocorrência de menos de 100 mil casos anuais e restringindo-se a Amazônia Legal que responde por mais de 99% dos casos registrados no País. – Com os projetos de desenvolvimento da Amazônia houve dispersão da malária pelas regiões Norte e Centro-Oeste, com um aumento significativo do número de casos, passando-se a alcançar níveis de 450 a 500 mil casos anuais.
  • 41.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Malária: – Acometia cerca de seis milhões de brasileiros por ano na década de 40, em todas as regiões. – As mudanças sociais ocorridas e o intenso trabalho de controle desenvolvido por meio da Campanha de Erradicação da Malária possibilitaram o relativo controle da doença, que passou a apresentar uma ocorrência de menos de 100 mil casos anuais e restringindo-se a Amazônia Legal que responde por mais de 99% dos casos registrados no País. – Com os projetos de desenvolvimento da Amazônia houve dispersão da malária pelas regiões Norte e Centro-Oeste, com um aumento significativo do número de casos, passando-se a alcançar níveis de 450 a 500 mil casos anuais.
  • 42.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Tuberculose: – A tuberculose (TB) é uma das enfermidades mais antigas e conhecidas do mundo, porém não é uma doença do passado, visto que foi decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como enfermidade reemergente desde 1993. – Ainda de acordo com a OMS, a doença possui atualmente como principais causas para a gravidade da situação no mundo os seguintes fatores: desigualdade social, advento da AIDS, envelhecimento da população, grandes movimentos migratórios. – O Brasil ocupa a 18ª posição entre os 22 países responsáveis por 80% dos casos de TB no mundo e contempla 35% dos casos notificados na Região das Américas de acordo com a Organização Mundial de Saúde em 2009.
  • 43.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Tuberculose: – Dentre as doenças infecciosas e parasitárias, a tuberculose de vias respiratórias é a maior causa de morte entre os idosos recifenses. – Em 2020, PE apresentou 5.048 casos, Recife 2.506 (49,6% dos casos de PE). Caracterizando-se assim, como uma doença negligenciada. – A tuberculose tem sido objeto de ações e investimentos recentes do Ministério da Saúde e demais instâncias do Sistema Único de Saúde - SUS, com o intuito de garantir a continuidade do tratamento e ampliar a capacidade de detecção de novos casos e aumentar o percentual de cura.
  • 44.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Meningite: – Caracterizada por processos inflamatórios das meninges que podem estar relacionados com uma grande variedade de agentes infecciosos como: vírus, bactérias, fungos e protozoários. – Para a saúde pública são relevantes as meningites infecciosas, causadas por agentes etiológicos transmissíveis. O quadro clínico da doença pode variar de acordo com a etiologia, mas em geral a doença é grave e pode evoluir para óbito. – A meningite constitui um problema complexo e multifacetado, por ser uma doença com diferentes etiologias, possui distintos impactos sobre a saúde pública e estratégias de prevenção e controle diversas.
  • 45.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Meningite: – Caracterizada por processos inflamatórios das meninges que podem estar relacionados com uma grande variedade de agentes infecciosos como: vírus, bactérias, fungos e protozoários. – Para a saúde pública são relevantes as meningites infecciosas, causadas por agentes etiológicos transmissíveis. O quadro clínico da doença pode variar de acordo com a etiologia, mas em geral a doença é grave e pode evoluir para óbito. – A meningite constitui um problema complexo e multifacetado, por ser uma doença com diferentes etiologias, possui distintos impactos sobre a saúde pública e estratégias de prevenção e controle diversas.
  • 46.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Meningite: – Durante a primeira metade da década de 90 observou-se um aumento no número de casos notificados de doença meningocócica, atingindo o pico em 1996, com o registro de 7.321 casos. – Esse aumento decorreu, em grande parte, de surtos localizados em municípios com grande contingente populacional, como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. – A partir de 1996 há uma tendência de redução constante no número de casos, de 7.321 casos, neste ano, para 2.923 casos em 2003. – Alguns fatores podem ter colaborado com esta redução, dentre eles destacam-se a adoção oportuna das medidas de controle (quimioprofilaxia e vacinação de bloqueio), decorrente da ampliação da assistência à saúde da população.
  • 47.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Hepatites: – As hepatites virais apresentam distribuição universal e magnitude variável de acordo com a região do País. – As hepatites A e E apresentam alta prevalência nos países em desenvolvimento, onde as condições sanitárias e socioeconômicas são precárias. – A prevalência de hepatite B tem sido reduzida em países onde a vacinação foi implementada, contudo ainda possui uma alta prevalência em populações de risco acrescido e em países onde a transmissão vertical e horizontal intradomiciliar não é controlada.
  • 48.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Hepatites: – As hepatites virais apresentam distribuição universal e magnitude variável de acordo com a região do País. – As hepatites A e E apresentam alta prevalência nos países em desenvolvimento, onde as condições sanitárias e socioeconômicas são precárias. – A prevalência de hepatite B tem sido reduzida em países onde a vacinação foi implementada, contudo ainda possui uma alta prevalência em populações de risco acrescido e em países onde a transmissão vertical e horizontal intradomiciliar não é controlada.
  • 49.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Hepatites: – A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de dois bilhões de pessoas já tiveram contato com o vírus da hepatite B, tornando 325 milhões de portadores crônicos. – O Brasil, por sua vez, segundo a Organização Pan- Americana de Saúde (Opas) possui estimativa de infecção pelo HAV de aproximadamente 130 casos novos por 100.000 habitantes ao ano e de que mais de 90% da população maior de 20 anos tenha tido exposição ao vírus.
  • 50.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Hepatites: – De acordo com o Ministério da Saúde, ainda não existem estudos capazes de estabelecer sua real prevalência no país, com relação a hepatite C. – Com base em dados da rede de hemocentros de pré-doadores de sangue, em 2002, a distribuição variou entre as regiões brasileiras: 0,62% no Norte, 0,55% no Nordeste, 0,28% no Centro-Oeste, 0,43% no Sudeste e 0,46% no Sul.
  • 51.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Hepatites: – Contudo, a vigilância epidemiológica das hepatites virais no país utiliza o sistema universal e passivo, baseado na notificação de casos suspeitos. – O número de notificações não reflete a real incidência da infecção, pois a maioria dos acometidos possuem formas assintomáticas ou oligossintomáticas.
  • 52.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Leptospirose: – A Leptospirose é uma zoonose de distribuição mundial e notificação obrigatória no Brasil, apresentando grande incidência em algumas regiões, alto custo em internações hospitalares e alta taxa de letalidade. – É causada por um agente etiológico uma bactéria do gênero Leptospira, encontrada na urina de roedores e outros mamíferos infectados, que pode cursar de forma leve, moderada ou grave.
  • 53.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Leptospirose: – A Leptospirose é uma zoonose de distribuição mundial e notificação obrigatória no Brasil, apresentando grande incidência em algumas regiões, alto custo em internações hospitalares e alta taxa de letalidade. – É causada por um agente etiológico uma bactéria do gênero Leptospira, encontrada na urina de roedores e outros mamíferos infectados, que pode cursar de forma leve, moderada ou grave.
  • 54.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Leptospirose: – Pernambuco apresentou em 2010 o equivalente a 252 casos e a sua capital foi responsável por 178 (70,6%) desses casos o que pode estar associado ao alto índice de moradia subnormal, as condições socioambientais, interligados de forma convergentes com a ausência da corresponsabilidade da limpeza pública.
  • 55.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Esquistossomose:
  • 56.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Esquistossomose: – A esquistossomose mansônica tem ampla distribuição geográfica no Brasil, com maior intensidade de transmissão na região Nordeste do país e norte de Minas Gerais. – Desde o início da década de 1950 até o presente ano tem sido observada redução nas prevalências de infecção.
  • 57.
    Algumas Doenças Transmissíveiscom Quadro de Persistência ⮚Esquistossomose: – Nos últimos 20 anos o percentual tem situado entre 5,5 a 11,6% da população examinada. Os Estados de Alagoas, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Paraíba e Minas Gerais, possuem os maiores percentuais da doença. – A tendência histórica para estes indicadores aponta para uma redução na morbidade e mortalidade por formas graves pela doença, para o País como um todo. – Entretanto, nas áreas endêmicas da região Nordeste do Brasil, a ocorrência da forma hepatoesplênica, que pode levar ao óbito por hemorragia digestiva, ainda representa um importante problema de saúde.
  • 58.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Antes de tratarmos das doenças transmissíveis, é importante observar que a partir de novembro de 2016 o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das DST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais passou a utilizar nomenclatura “IST” no lugar de “DST”. ⮚Ou seja, o que antes tínhamos por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), passou a ser Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). ⮚Tal medida se deu em função da atualização da estrutura regimental do Ministério da Saúde, mediante Decreto nº 8.901/2016, publicado no Diário Oficial da União em 11.11.2016, Seção I, páginas 03 a 17.
  • 59.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚HIV: – Identificada no Brasil em 1980, apresentou um crescimento na incidência até 1998, quando foram registrados 25.732 casos novos, com um coeficiente de incidência de 15,9 casos/100.000 hab. – Posteriormente, observou-se uma desaceleração nas taxas de incidência de HIV no Brasil, a despeito da manutenção das principais tendências da epidemia: heterossexualização, feminização, envelhecimento e pauperização do paciente, aproximando-o cada vez mais do perfil socioeconômico do brasileiro médio.
  • 60.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚HIV: – Desde o início da década de 1980 até setembro de 2003, o Ministério da Saúde notificou 277.154 casos de HIV no Brasil. – Deste total, 197.340 foram verificados em homens e 79.814 em mulheres. – Em 2003, foram notificados 5.762 novos casos da epidemia e, destes, 3.693 foram verificados em homens e 2.069 em mulheres, evidenciando o aumento entra as mulheres. – Até 2016 verifica-se também o crescimento da HIV em adolescentes do sexo feminino cuja faixa etária é de 13 a 19 anos. – Tal crescimento pode estar relacionado com o início precoce da atividade sexual em relação aos adolescentes do sexo masculino, normalmente os homens com maior experiência sexual são mais expostos aos riscos de contaminação por Infecções sexualmente transmissíveis (IST) e HIV.
  • 61.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚HIV: – As principais categorias de transmissão do HIV entre os homens e mulheres se dão através das relações sexuais correspondendo a 58% e 86,7% respectivamente dos casos positivos. – Segundo a UNAIDS (agência da ONU especializada na epidemia de HIV), entre os anos de 2010 e 2018 o Brasil andou na contramão da tendência mundial de queda em relação ao número de novas infecções por HIV que chegou a 16% o que daria aproximadamente 1,7 milhões de infecções no mundo todo em 2018.
  • 62.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚HIV: – Enquanto isso, no mesmo ano, o Brasil registrou 53 mil novos casos, perdendo apenas para Chile e Bolívia que tiveram dados mais preocupantes que o Brasil, mas ainda assim por diferença mínima. – O risco de infecção por HIV até 2019, ainda segundo a UNAIDS, é: • 26 vezes maior entre homens que praticam sexo com outros homens; • 29 vezes maior entre pessoas que utilizam drogas injetáveis; • 30 vezes maior em trabalhadoras do sexo; • 13 vezes maior para transexuais.
  • 63.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Cólera: – Apesar de todo o conhecimento acumulado durante 30 anos, esta doença continua sendo um desafio não somente em função das características do agente, mas principalmente pela vulnerabilidade de grande parcela da população mundial, sobrevivendo em condições de pobreza extrema. – No Brasil, os primeiros casos foram detectados em abril de 1991, no Estado do Amazonas, de onde se alastrou progressivamente pela região Norte. No final do ano atingiu o município de São Luiz do Maranhão e em 1992 todos os Estados do Nordeste.
  • 64.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Cólera: – Entre 1991 e 2001 foram registrados no Brasil um total de 168.598 casos e 2.035 óbitos, com registro de grandes epidemias na região nordeste. – O coeficiente de incidência de cólera em 1993, ano em que ocorreu o maior número de casos, foi de 39,81/100.000 habitantes, com 670 óbitos e letalidade de 1,11%. – Estudos evidenciam a complexidade do processo de determinação da cólera e a importância dos determinantes sociais, do ambiente natural ou modificado.
  • 65.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Cólera: – As condições ambientais precárias, abastecimento de água insuficiente e sistemas de esgoto inadequados são obstáculos para o controle do desenvolvimento de surtos e epidemias por cólera. – Com os esforços do sistema de saúde de reduzir de maneira drástica estes valores a partir de 1995, em 2001 registrou-se sete casos confirmados (quatro casos no Ceará e um caso em Pernambuco, Alagoas e Sergipe). – Em 2002 e 2003, não foram detectados casos confirmados de cólera no Brasil.
  • 66.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Cólera: – Contudo, o risco de sua reintrodução em áreas já atingidas ou ainda indenes continua presente tendo em vista que persistem as baixas coberturas de saneamento. – As equipes técnicas de vigilância epidemiológica e ambiental dos três níveis de governo têm desenvolvido atividades de prevenção, com a realização de investigação de casos suspeitos, envolvendo a coleta de amostras clínicas e de amostras de água e de meio ambiente, principalmente nos mananciais que abastecem os sistemas de captação da água para consumo humano.
  • 67.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Dengue: – É uma arbovirose, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se tornou um grave problema de saúde pública no Brasil, e em outras regiões tropicais do mundo. – Sua transmissão essencialmente urbana, ambiente no qual se localizam fatores ideais para o seu desenvolvimento como o homem, o vírus, o vetor e principalmente as condições políticas, econômicas e culturais que formam a estrutura que permite o estabelecimento da cadeia de transmissão.
  • 68.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Dengue: – Tal doença é responsável por uma das maiores campanhas de saúde pública realizadas no País. – O mosquito transmissor da doença que havia sido erradicado de diversos países do continente americano nas décadas de 50 e 60, retornou na década de 70, devido aos erros da vigilância epidemiológica, mudanças sociais e ambientais consequência de uma urbanização acelerada da época.
  • 69.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Dengue: – Atualmente, o mosquito transmissor é encontrado numa larga faixa do continente americano, que se estende desde o Uruguai até o sul dos Estados Unidos, com registro de surtos importantes de dengue em vários países como Venezuela, Cuba, Brasil e Paraguai. – De acordo com o Ministério da Saúde as dificuldades de erradicar um mosquito domiciliado têm exigido um esforço enorme da esfera da saúde, com um gasto estimado de quase R$ 1 bilhão por ano, quando computados todos os custos dos dez componentes do Programa Nacional de Controle da Dengue.
  • 70.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Dengue: – Entre 1999 e 2002 foi registrado um aumento na incidência de dengue, alcançando 794.219 casos notificados em 2002. – Em 2003, verificou-se uma redução de 56,6% no total de casos notificados em relação a 2002, o que este relacionado com o fortalecimento das ações para controlar a doença.
  • 71.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Dengue: – Outro fator, contudo, poderá piorar esse cenário com a entrada em circulação de um novo tipo do vírus da dengue, o DENV-4. – Com isso, o Ministério da Saúde, através da Secretaria de Vigilância em Saúde junto com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde vem executando um conjunto de ações com o aumento da intensificação das ações de combate ao vetor, fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica , integração das ações de vigilância e de educação sanitária com o Programa de Saúde da Família e de Agentes Comunitários de Saúde e uma forte campanha de mobilização social e de informação para garantir a efetiva participação da população.
  • 72.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Hantavirose: – Doença emergente com duas formas clínicas: renal e cardiopulmonar. Sendo a primeira de maior frequência na Europa e na Ásia, e a segunda possui presença maior no continente americano. – A doença se faz presente em quase todos os países da América do Norte e da América do Sul. – A infecção humana ocorre frequentemente, pela inalação de aerossóis formados a partir de secreções e excreções dos reservatórios, que são roedores silvestres.
  • 73.
    Algumas Doenças TransmissíveisEmergentes e Reemergentes ⮚Hantavirose: – No Brasil, os primeiros casos foram detectados em 1993 na cidade de São Paulo, nos dias atuais a doença tem sido detectada principalmente na região Sul, além dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. – De 1993 a 2003 foram registrados 338 casos em 11 estados brasileiros com uma letalidade média de 44,5%. – O Ministério da Saúde implantou da vigilância epidemiológica dessa doença, o desenvolvimento da capacidade laboratorial para realizar diagnóstico, a divulgação das medidas adequadas de tratamento com o intuito de reduzir a letalidade, e aumentar o conhecimento da situação de circulação de alguns hantavírus nos roedores silvestres brasileiros, objetivando o controle e a prevenção da doença.
  • 74.
    Programa Nacional deImunização ⮚O Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi criado em 1973, com o objetivo de promover a vacinação da população brasileira e consequentemente diminuir ou erradicar, várias doenças no território brasileiro. O PNI é mantido pelo Ministério da Saúde, através da Secretaria de Vigilância em Saúde, e contribuiu de modo expressivo para erradicar a febre amarela urbana e varíola no país. ⮚Destacando-se também, a ausência de registros da paralisia infantil há 14 anos e do sarampo há três. Além da imunização de crianças, o PNI também prevê a vacinação de adultos, principalmente de mulheres em idade fértil e de idosos a partir de 60 anos de idade.
  • 75.
    Programa Nacional deImunização ⮚A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) coordena o Programa Nacional de Imunizações (PNI). ⮚Define normas e procedimentos técnicos, mediante ações estratégicas sistemáticas de vacinação da população, com base na vigilância epidemiológica de doenças imunopreveníveis e no conhecimento técnico e científico da área. ⮚Estando também sobre sua responsabilidade a aquisição, conservação e distribuição dos imunobiológicos que integram o PNI.
  • 76.
    Programa Nacional deImunização ⮚O Ministério da Saúde, por intermédio do PNI, em atenção a Constituição da República Federativa do Brasil e a Lei Orgânica da Saúde, com vistas ao atendimento equitativo da população brasileira, oferece os chamados imunobiológicos especiais, disponibilizados nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais – CRIE estes destinados à vacinação de grupos portadores de quadros clínicos especiais, ou seja, portadores de imunodeficiências, seus comunicantes, usuários que apresentaram evento adverso pós-vacinação aos imunobiológicos disponibilizados pelo Ministério e profilaxia pré e pós-exposição aos agentes imunopreveníveis. ⮚Além disso, grupos, como a população indígena.
  • 77.
    Programa Nacional deImunização Ano Histórico da vacinação 1804 Instituída a primeira vacinação no País - contra a varíola 1885 Introdução da primeira geração da vacina antirrábica 1897 Primeira geração da contra a peste 1904 Decreto da obrigatoriedade da vacinação contra varíola 1937 Produção e introdução da vacina contra a Febre Amarela Início da década de 1950 - implantação do toxoide tetânico (TT) e a vacina DTP, em alguns estados 1961 Primeira campanha contra a poliomielite, projeto experimental em Petrópolis – RJ e Santo André – SP 1962 Primeira campanha nacional conta a varíola
  • 78.
    Programa Nacional deImunização Ano Histórico da vacinação 1967 Introdução da vacina contra o sarampo para as crianças de oito meses a quatro anos de idade 1968 Inicia-se a vacinação com a vacina BCG 1970 Registros oficiais do Ministério da Saúde sobre casos de doenças preveníveis por vacinação: ▪ 11.545 casos – poliomielite ▪ 1.771 casos – varíola ▪ 10.496 casos – difteria ▪ 81.014 casos – coqueluche ▪ 109.125 casos – sarampo ▪ 111.945 casos – tuberculose
  • 79.
    Programa Nacional deImunização Ano Histórico da vacinação 1971 Ocorrência no Brasil do último caso de varíola 1973 Criado o Programa Nacional de Imunizações – PNI 1975 Instituição do Programa Nacional de Imunizações - PNI e do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (Lei 6.259) 1976 Regulamentado o PNI 1977 Instituído em Portaria nº 452 o primeiro Calendário Básico e o Cartão de Vacinas com as vacinas obrigatórias para os menores de 1 ano de idade 1992 a 2002 Implantação gradativa nos estados da vacina dupla (sarampo e rubéola) ou tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
  • 80.
    Programa Nacional deImunização Ano Histórico da vacinação 1996 Redefinição das estratégias de vacinação contra Hepatite B em menores de 1 ano de idade em todo o país e ampliação da faixa etária para 15 anos na Amazônia Legal, SC, ES, PR e DF 1999 Substituição da vacina TT pela dupla tipo adulto (difteria e Tétano) no calendário básico para a faixa etária de 7 anos e mais 2002 Introdução da vacina Tetravalente para os menores de 1 ano 2003 Atualização do calendário na faixa etária de 12 meses a 11 anos de idade 2004 Instituído o Calendário Básico de Vacinação em Portaria de nº 597 2004 Campanha de Vacinação de Seguimento contra Sarampo Caxumba e Rubéola para as crianças de 12 meses a 4 anos, na qual foram vacinadas 12.777.709 crianças, 92.80% de cobertura vacinal 2006 Inclusão da vacina contra o rotavírus humano para os menores de 6 meses de idade.
  • 81.
    Programa Nacional deImunização Ano Histórico da vacinação 2008 Campanha de vacinação para eliminação da Rubéola 2010 Instituição do calendário de vacinação para os povos indígenas 2011 Campanha nacional de vacinação contra influenza 2012 Introdução da vacina Pentavalente (DTP, Hib e Hepatite B) e da VIP (Pólio com vírus inativo) substituindo a VOP, que foi mantida como dose de reforço no calendário da criança 2013 Inclusão da varicela (catapora) na vacina tetraviral (tríplice viral + varicela) 2014 Introdução de 3 vacinas: Hepatite A para crianças; contra HPV para meninas de 9 a 13 anos e dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) para gestantes 2018 Vacina de HPV é ampliada para meninos de 11 a 15 anos
  • 82.
    Programa Nacional deImunização ⮚Eventualmente, o calendário vacinal sofre alterações, que são divulgadas pelo calendário do PNI. Por isso, para ter acesso à integra do calendário mais atualizado faça uma busca nas páginas oficiais do Ministério da Saúde e do PNI
  • 83.
    Programa de Hanseníasee Tuberculose ⮚A hanseníase é uma das mais antigas doenças que acomete o homem, caracterizando-se como crônica granulomatosa, proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae, que tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos o que lhe confere uma alta infectividade, porém poucos adoecem demonstrando uma baixa patogenicidade, pois a manifestação da doença está relacionada com o grau de imunidade do hospedeiro e o nível de endemicidade do meio, somatizados com outros aspectos. ⮚Acomete principalmente nervos periféricos, mas também pode se manifestar como doença sistêmica comprometendo articulações, olhos, testículos, gânglios, entre outros órgãos.
  • 84.
    Hanseníase ⮚O alto potencialincapacitante da hanseníase está diretamente relacionado à capacidade do bacilo de Hansen penetrar a célula nervosa e também ao seu poder imunogênico. ⮚Diante disso, considera-se a doença como um grande problema de saúde pública que atinge principalmente as pessoas em faixa etária economicamente ativa comprometendo seu desenvolvimento profissional e/ou social. ⮚O domicílio do indivíduo é um importante espaço de transmissão da doença, embora ainda existam lacunas de conhecimento quanto aos prováveis fatores de risco implicados, especialmente aqueles relacionados ao ambiente social.
  • 85.
    Hanseníase ⮚No Brasil, cercade 47.000 casos novos são detectados a cada ano, sendo 8% deles em menores de 15 anos. ⮚A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento científico modificaram significativamente o quadro da hanseníase, que atualmente tem tratamento e cura, contudo ainda há uma necessidade de esforços para um plano de intensificação das ações de eliminação e de vigilância.
  • 86.
    Hanseníase ⮚Agente Etiológico: – OMycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que é um parasita intracelular obrigatório com forma de bastonete, possui afinidade por células cutâneas e por células dos nervos periféricos, que se instala no organismo da pessoa infectada, podendo se multiplicar. – Seu tempo de multiplicação é lento e pode durar, em média, de 11 a 16 dias.
  • 87.
    Hanseníase ⮚Modo de Transmissão: –O homem é considerado a única fonte de infecção da hanseníase. A transmissão se dá por meio de uma pessoa doente (forma infectante da doença-MB), sem tratamento elimina o bacilo para o meio externo contagiando pessoas susceptíveis. – A principal via de eliminação do bacilo, pelo indivíduo doente de hanseníase, e a mais provável via de entrada deste no organismo são as vias aéreas. – O aparecimento da doença na pessoa infectada pelo bacilo, e suas diferentes manifestações clínicas, dependem dentre outros fatores, da relação parasita/hospedeiro e pode ocorrer após um longo período de incubação, de 2 a 7 anos.
  • 88.
    Hanseníase ⮚ Aspectos Clínicos: ⮚Principais sinais e sintomas da doença são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade; área de pele seca e com falta de suor; área da pele com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; perda ou ausência de sensibilidade local ao calor, dor e tato; sensação de formigamento (Parestesias); dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, edema (inchaço) de mãos e pés; diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, úlceras de pernas e pés; caroços (nódulos) no corpo; febre e dor nas juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; ressecamento nos olhos.
  • 89.
    Hanseníase ⮚ Os locaisdo corpo com maior predisposição para o surgimento das manchas são as mãos, pés, face, costas, nádegas e pernas. Vale ressaltar que de acordo com o Ministério da Saúde em alguns casos, a hanseníase pode ocorrer sem manchas.
  • 90.
    Hanseníase ⮚ Diagnóstico: ⮚ Umcaso de hanseníase é uma pessoa que apresenta uma ou mais de uma das seguintes características e que requer quimioterapia: lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade; acometimento de nervo(s) com espessamento neural; baciloscopia positiva. ⮚ O diagnóstico precoce da hanseníase e o seu tratamento adequado evitam a evolução da doença, consequentemente impedem a instalação das incapacidades físicas por ela provocadas..
  • 91.
    Hanseníase ⮚ Classificação Operacionalpara Fins de Tratamento Quimioterápico: ⮚ O diagnóstico, portanto, baseia-se na identificação desses sinais e sintomas, e uma vez diagnosticado, o caso de hanseníase deve ser classificado, operacionalmente, para fins de tratamento. Esta classificação também é feita com base nos sinais e sintomas da doença: ▪ Paucibacilares (PB): casos com até 5 lesões de pele; ▪ Multibacilares (MB): casos com mais de 5 lesões de pele.
  • 92.
    Hanseníase ⮚ O diagnósticoda doença e a classificação operacional do paciente em Pauci ou em Multibacilar são importantes para que possa ser selecionado o esquema de tratamento quimioterápico adequado ao caso.
  • 93.
    Hanseníase ⮚ Tratamento Poliquimioterápico– PQT: ⮚ O tratamento específico é encontrado nos serviços públicos de saúde e é chamado de poliquimioterapia (PQT), por utilizar a combinação de três medicamentos. Os medicamentos utilizados consistem na associação de antibióticos, conforme a classificação operacional, sendo: ▪ Paucibacilares: rifampicina, dapsona - 6 doses em até 9 meses; ▪ Multibacilares: rifampicina, dapsona e clofazimina – 12 doses em até 18 meses;
  • 94.
    Hanseníase ⮚ O pacientevai ao serviço mensalmente tomar a dose supervisionada pela equipe de saúde, e pegar a medicação para as doses que ele toma diariamente em casa. ⮚ Para crianças com hanseníase, a dose dos medicamentos do esquema-padrão é ajustada, de acordo com a sua idade. No caso de pessoas com intolerância a um dos medicamentos do esquema-padrão, são indicados esquemas alternativos. ⮚ Com relação a alta por cura, essa é dada após a administração do número de doses preconizadas pelo esquema terapêutico. Ressaltando que regularidade do tratamento somatizado com início mais precoce do mesmo, levariam a cura da hanseníase de modo mais rápido e seguro.
  • 95.
    Tuberculose ⮚ Tuberculose éuma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK) que afeta principalmente os pulmões, podendo ocorrer em outros órgãos do corpo como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). ⮚ De acordo com a Organização Mundial de Saúde - OMS, dois bilhões de pessoas correspondendo a um terço da população mundial, está infectada por esta bactéria. Destes, 8 milhões desenvolverão a doença e 2 milhões morrerão a cada ano.
  • 96.
    Tuberculose ⮚ Com relaçãoao Brasil, este ocupa o 15º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo. De acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan/ MS), são verificados cerca de 6 mil óbitos por ano em decorrência da doença. ⮚ Estudos demonstram que a tuberculose ainda é um sério problema de saúde pública e o elevado número de casos esta interligado com a pobreza e à má distribuição de renda, além do estigma que implica na não adesão dos portadores e/ou familiares/contactantes. Com o advento da AIDS e o aparecimento de focos de tuberculose multirresistente, o problema tem se agravado ainda mais no mundo.
  • 97.
    Tuberculose ⮚ Agente Etiológico: ⮚Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK). Outras espécies de micobactérias também podem causar a tuberculose. São elas: Mycobacterium bovis, africanum e microti.
  • 98.
    Tuberculose ⮚ Modo deTransmissão: ⮚ A transmissão ocorre de modo direto (pessoa a pessoa) por meio de gotículas contendo os bacilos expelidos por um doente com tuberculose pulmonar ao tossir, espirrar ou falar. Somente 5% a 10% dos infectados pelo Bacilo de Koch adquirem a doença. ⮚ Pessoas com AIDS, diabetes, insuficiência renal crônica (IRA), desnutridas, idosos doentes, alcoólatras, viciados em drogas e fumantes possuem uma maior predisposição para contrair a tuberculose.
  • 99.
    Tuberculose ⮚ Aspectos Clínicos: ⮚Os sinais e sintomas mais frequentemente descritos são tosse seca contínua no início, depois com presença de secreção por mais de três semanas, transformando-se, na maioria das vezes, em uma tosse com pus ou sangue; cansaço excessivo; febre baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite; palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão; fraqueza; e prostração.
  • 100.
    Tuberculose ⮚ Aspectos Clínicos: ⮚Os casos graves apresentam dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acumulo de pus na membrana que reveste o pulmão (pleura). Caso haja um comprometimento dessa membrana, pode ocorrer dor torácica. Porém, alguns pacientes não exibem indício da doença ou apresentam sintomas aparentemente simples que são ignorados durante alguns meses.