Saúde Pública e
Epidemiologia
Profa.Lohanna Lopes
lohanna.lopes@pro.fecaf.com.br
Aula 3: Saúde Pública e Epidemiologia:
Desafios e Estratégias para a Saúde Coletiva
21 de agosto de 2025
3.
CRONOGRAMA DA AULA3
❖ Epidemia, endemia e pandemia
- Conceitos
- Estratégias de controle e prevenção
❖ Estratégias de controle e prevenção
❖ Doenças de notificação compulsória, doenças emergentes e doenças crônicas não
transmissíveis
❖ Sistemas da informação de saúde
❖ Geolocalização x Saúde
❖ Bancos de dados de saúde no Brasil
4.
Epidemias, Endemias ePandemias
❑ Abordam conceitos fundamentais
para a compreensão dos
fenômenos de distribuição de
doenças
❑ Essenciais para o planejamento e a
gestão de intervenções em saúde
5.
EPIDEMIA
❑ Aumento inesperadono número de casos
de uma doença em uma região específica,
ultrapassando os índices normalmente
esperados para aquele período e local.
Essenciais para o planejamento e a gestão
de intervenções em saúde
6.
EPIDEMIA
❑ Esse fenômenopode ser observado em surtos
localizados
- ex.: aumento súbito de febre amarela
❑ Associadas a fatores como:
- novos patógenos
- mudanças climáticas
7.
ENDEMIA
❑ Caracteriza-se pelapresença constante e
regular de uma doença em uma
determinada região geográfica ou
população.
8.
ENDEMIA
❑ Diferentemente dasepidemias, as endemias
possuem uma prevalência mais estável ao
longo do tempo, embora possam
apresentar variações sazonais ou pontuais.
- ex.: malária: níveis relativamente
previsíveis em regiões tropicais devido a
fatores como o clima quente e a presença
do vetor (mosquito Anopheles)
9.
PANDEMIA
❑ Disseminação deuma doença em escala
global, atravessando fronteiras e afetando
populações de diversos países e
continentes. As pandemias costumam surgir
quando um novo patógeno altamente
transmissível se espalha rapidamente
devido à ausência de imunidade prévia na
população humana.
10.
PANDEMIA
❑ Fatores comoglobalização, alta mobilidade
populacional e mudanças nos ecossistemas
naturais frequentemente contribuem para o
surgimento e expansão de pandemias.
- ex.: gripe espanhola (1918); COVID-19 (2019)
11.
IMPACTO NA SAÚDEPÚBLICA
❑ Saúde pública é o conjunto de ações e serviços, organizados pelo Estado e pela
sociedade civil, para promover e protegem a saúde da população
❑ Envolve prevenção de doenças, controle de riscos, promoção de saúde e garantia
do acesso a cuidados de saúde
12.
IMPACTO SANITÁRIO NASAÚDE PÚBLICA
❑ Epidemias, endemias e pandemias
exercem profundos impactos na saúde
pública
❑ Esses eventos resultam em pressão
sobre os sistemas de saúde
❑ Aumento da demanda por leitos
hospitalares, medicamentos e
profissionais qualificados
❑ Mortalidade e morbidade podem
chegar a níveis alarmantes (COVID-19)
13.
IMPACTO ECONÔMICO NASAÚDE PÚBLICA
❑ Afetam a economia envolta do sistema
de saúde
❑ Maior custo financeiro com tratamento,
controle e prevenção
❑ Maior impacto socioeconômico com
quarentena/lockdowns, fechamento de
fronteiras
❑ Ex. COVID-19 – interrupções nas cadeias
de suprimentos globais e no mercado de
trabalho, crise e morte em muitas regiões
14.
IMPACTO POLÍTICO EGOVERNAMENTAL NA SAÚDE PÚBLICA
❑ Eventos epidemiológicos demandam respostas
rápidas e eficazes por parte dos governos
❑ Fortalecimento de sistemas de vigilância
epidemiológica
❑ Alocação de recursos emergenciais
❑ Implementação de medidas de controle – campanhas
de vacinação, restrições de deslocamento
❑ Organização Mundial da Saúde (OMS) – cooperação
internacional para melhor desempenho no
enfrentamento de pandemias
15.
ESTRATÉGIAS DE CONTROLEE PREVENÇÃO
❑ A adoção de estratégias eficazes de controle e prevenção é fundamental para
mitigar os impactos de doenças em populações. Essas estratégias abrangem
diversas frentes que integram monitoramento, comunicação, imunização e
infraestrutura, formando uma abordagem abrangente para proteger a saúde
pública.
1. Monitoramento e vigilância epidemiológica
2. Educação e Comunicação em Saúde
3. Vacinação e imunização
4. Infraestrutura em saúde
16.
ESTRATÉGIAS DE CONTROLEE PREVENÇÃO
1. Monitoramento e vigilância epidemiológica
✓ Identificação precoce e controle de doenças
✓ Dados epidemiológicos fornecem base sólida para
tomada de decisão
✓ Direcionamento de políticas públicas e recursos para
áreas de maior necessidade
✓ Possibilita prever surtos e ajustar estratégias em
tempo real
17.
ESTRATÉGIAS DE CONTROLEE PREVENÇÃO
2. Educação e comunicação em saúde
✓ Previne a disseminação de doenças
✓ Campanhas educativas com linguagem
acessível
✓ Durante crises sanitárias é muito
importante combater a desinformação
✓ Campanhas educacionais de higiene
pessoal, campanhas para uso de
preservativo
18.
ESTRATÉGIAS DE CONTROLEE PREVENÇÃO
3. Vacinação e imunização
✓ Campanhas são intervenções muito
eficazes
✓ Imunização em massa protege
comunidades (Imunidade de rebanho)
✓ Desafios: logística, aceitação, barreiras
culturais e econômicas
✓ Capacitação de profissionais
19.
ESTRATÉGIAS DE CONTROLEE PREVENÇÃO
4. Infraestrutura em saúde
✓ Fortalecimento dos sistemas de saúde é
importante para lidar com curtos de forma
eficiente
✓ Planejamento de respostas rápidas e
coordenadas
✓ Manutenção de estoques de insumos essenciais
✓ Capacidade de atendimento adequada
✓ Cooperação internacional é importante na troca
de conhecimentos, recursos e tecnologias
20.
REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOSREAIS
✓ QUAL O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES FRENTE A
CRISES DE SAÚDE PÚBLICA?
- COVID-19: um vírus distante que se tornou um
pesadelo. Isolamento, máscaras, muita
desinformação, campanhas de vacinação e
uma corrida contra o tempo para evitar mortes.
- Olhando para trás, o que poderia ter sido
diferente? Como essa experiencia nos preparou
para algo do tipo no futuro?
21.
REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOSREAIS
✓ QUAL O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES FRENTE A
CRISES DE SAÚDE PÚBLICA?
- DENGUE: Parece tão simples: eliminar água
parada, usar repelente, cuidar do ambiente.
Porém, todo ano surgem casos... O que podemos
fazer para melhorar? Será que campanhas
educativas são suficientes? Ou precisamos de
soluções mais tecnológicas, como os mosquitos
geneticamente modificados? Como balancear
isso com a realidade de muitas comunidades
que ainda não têm acesso ao básico, como
saneamento?
22.
REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOSREAIS
✓ QUAL O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES FRENTE A
CRISES DE SAÚDE PÚBLICA?
- HIV/AIDS: Décadas atrás, era sinônimo de medo
e incerteza. Hoje, é uma doença tratável, com
qualidade de vida para quem adere ao
tratamento. Mas o que ainda impede muitas
pessoas de buscar ajuda? O preconceito? A falta
de informação? Como garantir que ninguém
fique para trás, especialmente quando já
sabemos o que funciona?
23.
REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOSREAIS
✓ Saúde pública não é só sobre resolver
problemas; é sobre antecipá-los,
adaptá-los ao contexto e, acima de
tudo, agir com consciência e equidade.
✓ As lições aprendidas com as crises
passadas devem orientar melhorias
contínuas nas estratégias de controle e
prevenção, garantindo que a
sociedade esteja mais bem preparada
para enfrentar os desafios futuros.
24.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA, DCNT
E EMERGENTES: IMPACTO E CONTROLE
➢ Notificação compulsória
➢ Doenças Crônicas Não Transmissíveis – DNCT
➢ Doenças Emergentes
25.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA, DCNT
E EMERGENTES: IMPACTO E CONTROLE
➢ Notificação compulsória
- Comunicação obrigatória às
autoridades de saúde da ocorrência de
determinados agravos, doenças ou
situações que representam risco à
saúde pública
26.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA, DCNT
E EMERGENTES: IMPACTO E CONTROLE
➢ Doenças Crônicas Não Transmissíveis - DCNT
- São condições de saúde de longa duração, com
progressão geralmente lenta, que não são
causadas por agentes infecciosos e, portanto, não
são transmitidas de pessoa para pessoa.
- Ex.: Doenças cardiovasculares, cânceres, doenças
respiratórias crônicas, diabetes mellitus
27.
PANORAMA ATUAL DASDOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO
COMPULSÓRIA, DCNT E EMERGENTES
➢ Cada uma dessas categorias possui
características específicas e impacta a
saúde da população de forma única,
exigindo diferentes abordagens de
prevenção, controle e tratamento.
28.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA
➢ A notificação compulsória é uma
ferramenta essencial para a vigilância em
saúde pública
➢ Mecanismo para monitorar e responder
rapidamente a surtos de doenças
➢ Objetivo de promover vigilância
epidemiológica para controlar surtos e
prevenir novas transmissões
29.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA
➢ No Brasil, a notificação compulsória é
regulamentada pela Lei nº6.259/1975 e a
Portaria nº204/2016 – fala sobre a
vigilância em notificar e define as doenças
e agravos que devem ser notificados
➢ Regulamento Sanitário Internacional (RSI)
– orienta práticas de notificações globais
➢ Omissão na notificação de doenças pode
gerar penalidades administrativas e legais
30.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA
➢ Lista Nacional de Notificação Compulsória:
- COVID-19
- Dengue
- Tuberculose
- Eventos adversos graves pós-vacinação
31.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA
➢ A lista é dinâmica e atualizada conforme
situação epidemiológica
➢ Critérios para inclusão de uma doença:
- Transmissibilidade
- Gravidade
- Potencial para surto
- Disponibilidade de medidas de controle
- Disponibilidade de tratamento
32.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA
➢ No Brasil, o fluxo da informação ocorre por meio do
SINAN – Sistema de Informação de Agravos de
Notificação e do e-SUS
➢ Etapas:
1. Identificação do caso
2. Preenchimento da ficha de notificação
3. Envio de dados aos níveis municipal, estadual e federal
para análise e resposta
➢ Essas etapas garantem integração nos níveis de
sistema de saúde e fortalece a vigilância
epidemiológica
33.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA
➢ Exemplos de sucesso no papel da notificação
compulsória:
- Erradicação da varíola
- Redução significativa da poliomielite
34.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA
➢ Desafios no sistema de notificação compulsória:
- Subnotificações (falta de conhecimento,
deficiência em infraestrutura, sobrecarga dos
serviços)
- Barreiras operacionais
- Questões éticas
35.
DOENÇAS CRÔNICAS NÃOTRANSMISSÍVEIS - DCNT
➢ Principal causa de mortalidade global –
70% dos óbitos
➢ Doenças cardiovasculares, diabetes,
cânce4r e doenças respiratórias crônicas
➢ Não são transmitidas de pessoa para
pessoa
➢ Compartilham fatores de risco em comum
(tabagismo, alimentação inadequada,
sedentarismo)
36.
DOENÇAS CRÔNICAS NÃOTRANSMISSÍVEIS - DCNT
➢ Impacto além da morbidade e
mortalidade – economia e qualidade
de vida
➢ Custo do tratamento e perda da
produtividade
➢ Prevenção e manejo mana minimizar
fatores de risco
37.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Sãoaquelas que surgiram recentemente
em uma população ou teve sua
incidência/distribuição geográfica
aumentada
➢ Inclui tanto novas doenças causadas por
agentes infecciosos previamente
desconhecidos, quanto aquelas
previamente controladas que reemergem
devido a mudanças ambientais, sociais ou
comportamentais.
38.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Exemplos:
-HIV/AIDS: Identificada na década de
1980, teve impacto global devido à sua
alta taxa de mortalidade inicial e à
ausência de tratamentos eficazes na
época. Atualmente, avanços no
tratamento antirretroviral transformaram
a infecção em uma condição controlável.
39.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Exemplos:
-COVID-19: Causada pelo coronavírus
SARS-CoV-2, foi identificada em 2019 e
rapidamente se espalhou, levando a uma
pandemia global. Seu impacto evidenciou
a importância da vigilância
epidemiológica e do desenvolvimento
rápido de vacinas.
40.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Exemplos:
-EBOLA: Apesar de ser conhecido desde a
década de 1970, surtos recentes em
regiões densamente povoadas da África
aumentaram sua notoriedade global.
41.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Fatoresque influenciam no surgimento:
MUDANÇAS
AMBIENTAIS
O desmatamento
e a urbanização
podem levar à
exposição a
patógenos
previamente
confinados a
áreas selvagens.
GLOBALIZAÇÃO
Aumento do
comércio
internacional e do
turismo facilita a
disseminação de
agentes
infecciosos entre
continentes.
MUDANÇAS
CLIMÁTICAS
Alterações na
temperatura e nos
padrões de chuva
podem expandir o
habitat de vetores
RESISTÊNCIA
MICROBIANA
Uso inadequado
de antibióticos e
outros
medicamentos
favorece o
surgimento de
cepas resistentes
de bactérias e
vírus.
CONFLITOS E
CRISES
HUMANITÁRIAS
Podem
sobrecarregar os
sistemas de
saúde e facilitar a
propagação de
doenças
infecciosas.
42.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Estratégiasde prevenção e controle:
1. Vigilância epidemiológica
2. Desenvolvimento de vacinas e tratamentos
3. Educação e conscientização
4. Colaboração Internacional
5. Sustentabilidade ambiental
43.
DESAFIOS E ESTRATÉGIASPARA SAÚDE COLETIVA
➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública:
- Sistema de Informação Geográfica (SIG):
❑ É uma ferramenta tecnológica que permite coletar,
armazenar, analisar e apresentar dados
georreferenciados, ou seja, informações associadas a
localizações específicas.
❑ Na saúde pública e epidemiologia, o SIG é
amplamente utilizado para mapear a distribuição de
doenças, identificar áreas de risco, monitorar vetores e
planejar intervenções estratégicas, como campanhas
de vacinação ou controle de surtos.
44.
DESAFIOS E ESTRATÉGIASPARA SAÚDE COLETIVA
➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública:
Compreender as medidas de controle
de doenças e o papel da geografia na
epidemiologia é fundamental para
atuar em diferentes contextos
populacionais e regionais.
45.
DESAFIOS E ESTRATÉGIASPARA SAÚDE COLETIVA
➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública:
❖ Medidas de controle de surtos:
1. Identificação e Contenção Rápida
- Isolamento
- Controle de vetores
2. Intervenções Clínicas e Sanitárias
- Vacinação em massa
- Tratamento dos casos
- Medidas de saneamento básico
3. Educação e Comunicação em saúde
- Informar riscos, modos de transmissão e prevenção
- Campanhas educativas
46.
IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIANA
EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS
➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública:
❖ Endemias são caracterizadas por uma doença
contínua em uma região específica
❖ Influencia ambiental, social e econômica
❖ Geografia é um elemento-chave para entender
a dinâmica das doenças endêmicas e planejar
intervenções efetivas
47.
IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIANA
EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS
➢ Fatores ambientais e climáticos
❖ Clima e vegetação X Vetores
❖ Doenças como a dengue, a malária e a febre
amarela são mais prevalentes em áreas
quentes e úmidas, que favorecem a
reprodução do vetor.
48.
IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIANA
EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS
➢ Dinâmica Populacional e Urbanização
❖ Densidade populacional, os padrões de
mobilidade e as condições de moradia afetam
diretamente a propagação de doenças
❖ Áreas urbanas com saneamento precário, são
mais vulneráveis a endemias de doenças
infecciosas
49.
IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIANA
EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS
➢ Uso de Tecnologias Geoespaciais
❖ Ferramentas como o geoprocessamento e os
sistemas de informação geográfica (SIG)
permitem mapear a ocorrência de doenças,
identificar áreas de maior risco e direcionar
recursos de forma mais eficiente
❖ Abordagem essencial para monitorar doenças
endêmicas e planejar estratégias preventivas.
50.
SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- Pilar do sistema de saúde pública brasileiro
- Base integrada para coletar dados sobre
atendimentos e indicadores de saúde
- Serviços organizados em sistemas específicos
51.
SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- Sistema de Informações Hospitalares
(SIH)
- Registro de internações hospitalares no
SUS
- Coleta diagnóstico, procedimentos e
tempo de permanência
52.
SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- Sistema de Informação de Agravos de
Notificação (SINAN)
- Registro de agravos
- Doenças infecciosas, acidentes de
trabalho e violência
53.
SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- E-SUS Atenção Primária
- Registro da atenção primaria
- Dados de consulta, procedimentos,
vacinas e acompanhamento de
pacientes
54.
SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- Sistema de Informação de Nascidos Vivos
(SINASC)
- Coleta dados sobre nascimento,
características maternas, condições do parto
e informações do recém nascido
- Indicadores como mortalidade infantil, baixo
peso ao nascer e acesso ao pré-natal
55.
SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- DATASUS: base de dados do SUS
- Organiza e disponibiliza informações
- Ferramentas como TabNet e TabWin que
permitem a análise de dados em diferentes
níveis de agregação (local, estadual e
nacional). Promove acessibilidade e
transparencia
56.
SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Avaliação da qualidade dos dados
❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa qualidade:
1. Completude
2. Consistência
3. Tempestividade
57.
SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Avaliação da qualidade dos dados
❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa qualidade:
1. Completude
- Refere-se ao grau em que todos os campos obrigatórios de um
banco de dados estão preenchidos. Dados incompletos podem
gerar interpretações enviesadas e comprometer análises
detalhadas.
- Ex.: Em investigações de surtos, um registro com informações
faltantes pode atrasar a identificação da fonte da infecção,
prejudicando ações rápidas.
58.
SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Avaliação da qualidade dos dados
❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa
qualidade:
2. Consistência
- Trata da coerência dos dados, garantindo que as
informações não apresentem contradições internas.
Dados inconsistentes dificultam a comparabilidade e a
detecção de padrões.
- Ex.: Um modelo clássico de inconsistência é a
identificação de uma pessoa com "data de óbito"
anterior à "data de internação".
59.
SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Avaliação da qualidade dos dados
❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa
qualidade:
3. Tempestividade
- Representa a rapidez com que os dados são coletados,
analisados e disponibilizados para uso. Quanto mais
tempestivos os dados, mais eficaz é a resposta a
problemas emergentes de saúde pública.
- Ex.: Durante a pandemia de COVID-19, a tempestividade
foi essencial para prever picos de casos e planejar
intervenções como restrições e campanhas de vacinação.
60.
O que vamosver na próxima aula?
(Conteúdos aqui)
28/08/2025 Unidade 4
• Vigilância e Inovação em Saúde
OBRIGADA ☺