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(Uso da fonte poppins)
Saúde Pública e
Epidemiologia
Profa. Lohanna Lopes
lohanna.lopes@pro.fecaf.com.br
Aula 3: Saúde Pública e Epidemiologia:
Desafios e Estratégias para a Saúde Coletiva
21 de agosto de 2025
CRONOGRAMA DA AULA 3
❖ Epidemia, endemia e pandemia
- Conceitos
- Estratégias de controle e prevenção
❖ Estratégias de controle e prevenção
❖ Doenças de notificação compulsória, doenças emergentes e doenças crônicas não
transmissíveis
❖ Sistemas da informação de saúde
❖ Geolocalização x Saúde
❖ Bancos de dados de saúde no Brasil
Epidemias, Endemias e Pandemias
❑ Abordam conceitos fundamentais
para a compreensão dos
fenômenos de distribuição de
doenças
❑ Essenciais para o planejamento e a
gestão de intervenções em saúde
EPIDEMIA
❑ Aumento inesperado no número de casos
de uma doença em uma região específica,
ultrapassando os índices normalmente
esperados para aquele período e local.
Essenciais para o planejamento e a gestão
de intervenções em saúde
EPIDEMIA
❑ Esse fenômeno pode ser observado em surtos
localizados
- ex.: aumento súbito de febre amarela
❑ Associadas a fatores como:
- novos patógenos
- mudanças climáticas
ENDEMIA
❑ Caracteriza-se pela presença constante e
regular de uma doença em uma
determinada região geográfica ou
população.
ENDEMIA
❑ Diferentemente das epidemias, as endemias
possuem uma prevalência mais estável ao
longo do tempo, embora possam
apresentar variações sazonais ou pontuais.
- ex.: malária: níveis relativamente
previsíveis em regiões tropicais devido a
fatores como o clima quente e a presença
do vetor (mosquito Anopheles)
PANDEMIA
❑ Disseminação de uma doença em escala
global, atravessando fronteiras e afetando
populações de diversos países e
continentes. As pandemias costumam surgir
quando um novo patógeno altamente
transmissível se espalha rapidamente
devido à ausência de imunidade prévia na
população humana.
PANDEMIA
❑ Fatores como globalização, alta mobilidade
populacional e mudanças nos ecossistemas
naturais frequentemente contribuem para o
surgimento e expansão de pandemias.
- ex.: gripe espanhola (1918); COVID-19 (2019)
IMPACTO NA SAÚDE PÚBLICA
❑ Saúde pública é o conjunto de ações e serviços, organizados pelo Estado e pela
sociedade civil, para promover e protegem a saúde da população
❑ Envolve prevenção de doenças, controle de riscos, promoção de saúde e garantia
do acesso a cuidados de saúde
IMPACTO SANITÁRIO NA SAÚDE PÚBLICA
❑ Epidemias, endemias e pandemias
exercem profundos impactos na saúde
pública
❑ Esses eventos resultam em pressão
sobre os sistemas de saúde
❑ Aumento da demanda por leitos
hospitalares, medicamentos e
profissionais qualificados
❑ Mortalidade e morbidade podem
chegar a níveis alarmantes (COVID-19)
IMPACTO ECONÔMICO NA SAÚDE PÚBLICA
❑ Afetam a economia envolta do sistema
de saúde
❑ Maior custo financeiro com tratamento,
controle e prevenção
❑ Maior impacto socioeconômico com
quarentena/lockdowns, fechamento de
fronteiras
❑ Ex. COVID-19 – interrupções nas cadeias
de suprimentos globais e no mercado de
trabalho, crise e morte em muitas regiões
IMPACTO POLÍTICO E GOVERNAMENTAL NA SAÚDE PÚBLICA
❑ Eventos epidemiológicos demandam respostas
rápidas e eficazes por parte dos governos
❑ Fortalecimento de sistemas de vigilância
epidemiológica
❑ Alocação de recursos emergenciais
❑ Implementação de medidas de controle – campanhas
de vacinação, restrições de deslocamento
❑ Organização Mundial da Saúde (OMS) – cooperação
internacional para melhor desempenho no
enfrentamento de pandemias
ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO
❑ A adoção de estratégias eficazes de controle e prevenção é fundamental para
mitigar os impactos de doenças em populações. Essas estratégias abrangem
diversas frentes que integram monitoramento, comunicação, imunização e
infraestrutura, formando uma abordagem abrangente para proteger a saúde
pública.
1. Monitoramento e vigilância epidemiológica
2. Educação e Comunicação em Saúde
3. Vacinação e imunização
4. Infraestrutura em saúde
ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO
1. Monitoramento e vigilância epidemiológica
✓ Identificação precoce e controle de doenças
✓ Dados epidemiológicos fornecem base sólida para
tomada de decisão
✓ Direcionamento de políticas públicas e recursos para
áreas de maior necessidade
✓ Possibilita prever surtos e ajustar estratégias em
tempo real
ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO
2. Educação e comunicação em saúde
✓ Previne a disseminação de doenças
✓ Campanhas educativas com linguagem
acessível
✓ Durante crises sanitárias é muito
importante combater a desinformação
✓ Campanhas educacionais de higiene
pessoal, campanhas para uso de
preservativo
ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO
3. Vacinação e imunização
✓ Campanhas são intervenções muito
eficazes
✓ Imunização em massa protege
comunidades (Imunidade de rebanho)
✓ Desafios: logística, aceitação, barreiras
culturais e econômicas
✓ Capacitação de profissionais
ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO
4. Infraestrutura em saúde
✓ Fortalecimento dos sistemas de saúde é
importante para lidar com curtos de forma
eficiente
✓ Planejamento de respostas rápidas e
coordenadas
✓ Manutenção de estoques de insumos essenciais
✓ Capacidade de atendimento adequada
✓ Cooperação internacional é importante na troca
de conhecimentos, recursos e tecnologias
REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOS REAIS
✓ QUAL O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES FRENTE A
CRISES DE SAÚDE PÚBLICA?
- COVID-19: um vírus distante que se tornou um
pesadelo. Isolamento, máscaras, muita
desinformação, campanhas de vacinação e
uma corrida contra o tempo para evitar mortes.
- Olhando para trás, o que poderia ter sido
diferente? Como essa experiencia nos preparou
para algo do tipo no futuro?
REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOS REAIS
✓ QUAL O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES FRENTE A
CRISES DE SAÚDE PÚBLICA?
- DENGUE: Parece tão simples: eliminar água
parada, usar repelente, cuidar do ambiente.
Porém, todo ano surgem casos... O que podemos
fazer para melhorar? Será que campanhas
educativas são suficientes? Ou precisamos de
soluções mais tecnológicas, como os mosquitos
geneticamente modificados? Como balancear
isso com a realidade de muitas comunidades
que ainda não têm acesso ao básico, como
saneamento?
REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOS REAIS
✓ QUAL O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES FRENTE A
CRISES DE SAÚDE PÚBLICA?
- HIV/AIDS: Décadas atrás, era sinônimo de medo
e incerteza. Hoje, é uma doença tratável, com
qualidade de vida para quem adere ao
tratamento. Mas o que ainda impede muitas
pessoas de buscar ajuda? O preconceito? A falta
de informação? Como garantir que ninguém
fique para trás, especialmente quando já
sabemos o que funciona?
REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOS REAIS
✓ Saúde pública não é só sobre resolver
problemas; é sobre antecipá-los,
adaptá-los ao contexto e, acima de
tudo, agir com consciência e equidade.
✓ As lições aprendidas com as crises
passadas devem orientar melhorias
contínuas nas estratégias de controle e
prevenção, garantindo que a
sociedade esteja mais bem preparada
para enfrentar os desafios futuros.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA, DCNT
E EMERGENTES: IMPACTO E CONTROLE
➢ Notificação compulsória
➢ Doenças Crônicas Não Transmissíveis – DNCT
➢ Doenças Emergentes
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA, DCNT
E EMERGENTES: IMPACTO E CONTROLE
➢ Notificação compulsória
- Comunicação obrigatória às
autoridades de saúde da ocorrência de
determinados agravos, doenças ou
situações que representam risco à
saúde pública
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA, DCNT
E EMERGENTES: IMPACTO E CONTROLE
➢ Doenças Crônicas Não Transmissíveis - DCNT
- São condições de saúde de longa duração, com
progressão geralmente lenta, que não são
causadas por agentes infecciosos e, portanto, não
são transmitidas de pessoa para pessoa.
- Ex.: Doenças cardiovasculares, cânceres, doenças
respiratórias crônicas, diabetes mellitus
PANORAMA ATUAL DAS DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO
COMPULSÓRIA, DCNT E EMERGENTES
➢ Cada uma dessas categorias possui
características específicas e impacta a
saúde da população de forma única,
exigindo diferentes abordagens de
prevenção, controle e tratamento.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
➢ A notificação compulsória é uma
ferramenta essencial para a vigilância em
saúde pública
➢ Mecanismo para monitorar e responder
rapidamente a surtos de doenças
➢ Objetivo de promover vigilância
epidemiológica para controlar surtos e
prevenir novas transmissões
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
➢ No Brasil, a notificação compulsória é
regulamentada pela Lei nº6.259/1975 e a
Portaria nº204/2016 – fala sobre a
vigilância em notificar e define as doenças
e agravos que devem ser notificados
➢ Regulamento Sanitário Internacional (RSI)
– orienta práticas de notificações globais
➢ Omissão na notificação de doenças pode
gerar penalidades administrativas e legais
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
➢ Lista Nacional de Notificação Compulsória:
- COVID-19
- Dengue
- Tuberculose
- Eventos adversos graves pós-vacinação
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
➢ A lista é dinâmica e atualizada conforme
situação epidemiológica
➢ Critérios para inclusão de uma doença:
- Transmissibilidade
- Gravidade
- Potencial para surto
- Disponibilidade de medidas de controle
- Disponibilidade de tratamento
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
➢ No Brasil, o fluxo da informação ocorre por meio do
SINAN – Sistema de Informação de Agravos de
Notificação e do e-SUS
➢ Etapas:
1. Identificação do caso
2. Preenchimento da ficha de notificação
3. Envio de dados aos níveis municipal, estadual e federal
para análise e resposta
➢ Essas etapas garantem integração nos níveis de
sistema de saúde e fortalece a vigilância
epidemiológica
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
➢ Exemplos de sucesso no papel da notificação
compulsória:
- Erradicação da varíola
- Redução significativa da poliomielite
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
➢ Desafios no sistema de notificação compulsória:
- Subnotificações (falta de conhecimento,
deficiência em infraestrutura, sobrecarga dos
serviços)
- Barreiras operacionais
- Questões éticas
DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS - DCNT
➢ Principal causa de mortalidade global –
70% dos óbitos
➢ Doenças cardiovasculares, diabetes,
cânce4r e doenças respiratórias crônicas
➢ Não são transmitidas de pessoa para
pessoa
➢ Compartilham fatores de risco em comum
(tabagismo, alimentação inadequada,
sedentarismo)
DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS - DCNT
➢ Impacto além da morbidade e
mortalidade – economia e qualidade
de vida
➢ Custo do tratamento e perda da
produtividade
➢ Prevenção e manejo mana minimizar
fatores de risco
DOENÇAS EMERGENTES
➢ São aquelas que surgiram recentemente
em uma população ou teve sua
incidência/distribuição geográfica
aumentada
➢ Inclui tanto novas doenças causadas por
agentes infecciosos previamente
desconhecidos, quanto aquelas
previamente controladas que reemergem
devido a mudanças ambientais, sociais ou
comportamentais.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Exemplos:
- HIV/AIDS: Identificada na década de
1980, teve impacto global devido à sua
alta taxa de mortalidade inicial e à
ausência de tratamentos eficazes na
época. Atualmente, avanços no
tratamento antirretroviral transformaram
a infecção em uma condição controlável.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Exemplos:
- COVID-19: Causada pelo coronavírus
SARS-CoV-2, foi identificada em 2019 e
rapidamente se espalhou, levando a uma
pandemia global. Seu impacto evidenciou
a importância da vigilância
epidemiológica e do desenvolvimento
rápido de vacinas.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Exemplos:
- EBOLA: Apesar de ser conhecido desde a
década de 1970, surtos recentes em
regiões densamente povoadas da África
aumentaram sua notoriedade global.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Fatores que influenciam no surgimento:
MUDANÇAS
AMBIENTAIS
O desmatamento
e a urbanização
podem levar à
exposição a
patógenos
previamente
confinados a
áreas selvagens.
GLOBALIZAÇÃO
Aumento do
comércio
internacional e do
turismo facilita a
disseminação de
agentes
infecciosos entre
continentes.
MUDANÇAS
CLIMÁTICAS
Alterações na
temperatura e nos
padrões de chuva
podem expandir o
habitat de vetores
RESISTÊNCIA
MICROBIANA
Uso inadequado
de antibióticos e
outros
medicamentos
favorece o
surgimento de
cepas resistentes
de bactérias e
vírus.
CONFLITOS E
CRISES
HUMANITÁRIAS
Podem
sobrecarregar os
sistemas de
saúde e facilitar a
propagação de
doenças
infecciosas.
DOENÇAS EMERGENTES
➢ Estratégias de prevenção e controle:
1. Vigilância epidemiológica
2. Desenvolvimento de vacinas e tratamentos
3. Educação e conscientização
4. Colaboração Internacional
5. Sustentabilidade ambiental
DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA SAÚDE COLETIVA
➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública:
- Sistema de Informação Geográfica (SIG):
❑ É uma ferramenta tecnológica que permite coletar,
armazenar, analisar e apresentar dados
georreferenciados, ou seja, informações associadas a
localizações específicas.
❑ Na saúde pública e epidemiologia, o SIG é
amplamente utilizado para mapear a distribuição de
doenças, identificar áreas de risco, monitorar vetores e
planejar intervenções estratégicas, como campanhas
de vacinação ou controle de surtos.
DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA SAÚDE COLETIVA
➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública:
Compreender as medidas de controle
de doenças e o papel da geografia na
epidemiologia é fundamental para
atuar em diferentes contextos
populacionais e regionais.
DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA SAÚDE COLETIVA
➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública:
❖ Medidas de controle de surtos:
1. Identificação e Contenção Rápida
- Isolamento
- Controle de vetores
2. Intervenções Clínicas e Sanitárias
- Vacinação em massa
- Tratamento dos casos
- Medidas de saneamento básico
3. Educação e Comunicação em saúde
- Informar riscos, modos de transmissão e prevenção
- Campanhas educativas
IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIA NA
EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS
➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública:
❖ Endemias são caracterizadas por uma doença
contínua em uma região específica
❖ Influencia ambiental, social e econômica
❖ Geografia é um elemento-chave para entender
a dinâmica das doenças endêmicas e planejar
intervenções efetivas
IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIA NA
EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS
➢ Fatores ambientais e climáticos
❖ Clima e vegetação X Vetores
❖ Doenças como a dengue, a malária e a febre
amarela são mais prevalentes em áreas
quentes e úmidas, que favorecem a
reprodução do vetor.
IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIA NA
EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS
➢ Dinâmica Populacional e Urbanização
❖ Densidade populacional, os padrões de
mobilidade e as condições de moradia afetam
diretamente a propagação de doenças
❖ Áreas urbanas com saneamento precário, são
mais vulneráveis a endemias de doenças
infecciosas
IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIA NA
EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS
➢ Uso de Tecnologias Geoespaciais
❖ Ferramentas como o geoprocessamento e os
sistemas de informação geográfica (SIG)
permitem mapear a ocorrência de doenças,
identificar áreas de maior risco e direcionar
recursos de forma mais eficiente
❖ Abordagem essencial para monitorar doenças
endêmicas e planejar estratégias preventivas.
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- Pilar do sistema de saúde pública brasileiro
- Base integrada para coletar dados sobre
atendimentos e indicadores de saúde
- Serviços organizados em sistemas específicos
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- Sistema de Informações Hospitalares
(SIH)
- Registro de internações hospitalares no
SUS
- Coleta diagnóstico, procedimentos e
tempo de permanência
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- Sistema de Informação de Agravos de
Notificação (SINAN)
- Registro de agravos
- Doenças infecciosas, acidentes de
trabalho e violência
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- E-SUS Atenção Primária
- Registro da atenção primaria
- Dados de consulta, procedimentos,
vacinas e acompanhamento de
pacientes
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- Sistema de Informação de Nascidos Vivos
(SINASC)
- Coleta dados sobre nascimento,
características maternas, condições do parto
e informações do recém nascido
- Indicadores como mortalidade infantil, baixo
peso ao nascer e acesso ao pré-natal
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil
❖ Sistema único de Saúde
- DATASUS: base de dados do SUS
- Organiza e disponibiliza informações
- Ferramentas como TabNet e TabWin que
permitem a análise de dados em diferentes
níveis de agregação (local, estadual e
nacional). Promove acessibilidade e
transparencia
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Avaliação da qualidade dos dados
❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa qualidade:
1. Completude
2. Consistência
3. Tempestividade
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Avaliação da qualidade dos dados
❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa qualidade:
1. Completude
- Refere-se ao grau em que todos os campos obrigatórios de um
banco de dados estão preenchidos. Dados incompletos podem
gerar interpretações enviesadas e comprometer análises
detalhadas.
- Ex.: Em investigações de surtos, um registro com informações
faltantes pode atrasar a identificação da fonte da infecção,
prejudicando ações rápidas.
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Avaliação da qualidade dos dados
❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa
qualidade:
2. Consistência
- Trata da coerência dos dados, garantindo que as
informações não apresentem contradições internas.
Dados inconsistentes dificultam a comparabilidade e a
detecção de padrões.
- Ex.: Um modelo clássico de inconsistência é a
identificação de uma pessoa com "data de óbito"
anterior à "data de internação".
SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: DADOS
QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL
➢ Avaliação da qualidade dos dados
❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa
qualidade:
3. Tempestividade
- Representa a rapidez com que os dados são coletados,
analisados e disponibilizados para uso. Quanto mais
tempestivos os dados, mais eficaz é a resposta a
problemas emergentes de saúde pública.
- Ex.: Durante a pandemia de COVID-19, a tempestividade
foi essencial para prever picos de casos e planejar
intervenções como restrições e campanhas de vacinação.
O que vamos ver na próxima aula?
(Conteúdos aqui)
28/08/2025 Unidade 4
• Vigilância e Inovação em Saúde
OBRIGADA ☺

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  • 1.
    TEMA AQUI (Uso dafonte poppins)
  • 2.
    Saúde Pública e Epidemiologia Profa.Lohanna Lopes lohanna.lopes@pro.fecaf.com.br Aula 3: Saúde Pública e Epidemiologia: Desafios e Estratégias para a Saúde Coletiva 21 de agosto de 2025
  • 3.
    CRONOGRAMA DA AULA3 ❖ Epidemia, endemia e pandemia - Conceitos - Estratégias de controle e prevenção ❖ Estratégias de controle e prevenção ❖ Doenças de notificação compulsória, doenças emergentes e doenças crônicas não transmissíveis ❖ Sistemas da informação de saúde ❖ Geolocalização x Saúde ❖ Bancos de dados de saúde no Brasil
  • 4.
    Epidemias, Endemias ePandemias ❑ Abordam conceitos fundamentais para a compreensão dos fenômenos de distribuição de doenças ❑ Essenciais para o planejamento e a gestão de intervenções em saúde
  • 5.
    EPIDEMIA ❑ Aumento inesperadono número de casos de uma doença em uma região específica, ultrapassando os índices normalmente esperados para aquele período e local. Essenciais para o planejamento e a gestão de intervenções em saúde
  • 6.
    EPIDEMIA ❑ Esse fenômenopode ser observado em surtos localizados - ex.: aumento súbito de febre amarela ❑ Associadas a fatores como: - novos patógenos - mudanças climáticas
  • 7.
    ENDEMIA ❑ Caracteriza-se pelapresença constante e regular de uma doença em uma determinada região geográfica ou população.
  • 8.
    ENDEMIA ❑ Diferentemente dasepidemias, as endemias possuem uma prevalência mais estável ao longo do tempo, embora possam apresentar variações sazonais ou pontuais. - ex.: malária: níveis relativamente previsíveis em regiões tropicais devido a fatores como o clima quente e a presença do vetor (mosquito Anopheles)
  • 9.
    PANDEMIA ❑ Disseminação deuma doença em escala global, atravessando fronteiras e afetando populações de diversos países e continentes. As pandemias costumam surgir quando um novo patógeno altamente transmissível se espalha rapidamente devido à ausência de imunidade prévia na população humana.
  • 10.
    PANDEMIA ❑ Fatores comoglobalização, alta mobilidade populacional e mudanças nos ecossistemas naturais frequentemente contribuem para o surgimento e expansão de pandemias. - ex.: gripe espanhola (1918); COVID-19 (2019)
  • 11.
    IMPACTO NA SAÚDEPÚBLICA ❑ Saúde pública é o conjunto de ações e serviços, organizados pelo Estado e pela sociedade civil, para promover e protegem a saúde da população ❑ Envolve prevenção de doenças, controle de riscos, promoção de saúde e garantia do acesso a cuidados de saúde
  • 12.
    IMPACTO SANITÁRIO NASAÚDE PÚBLICA ❑ Epidemias, endemias e pandemias exercem profundos impactos na saúde pública ❑ Esses eventos resultam em pressão sobre os sistemas de saúde ❑ Aumento da demanda por leitos hospitalares, medicamentos e profissionais qualificados ❑ Mortalidade e morbidade podem chegar a níveis alarmantes (COVID-19)
  • 13.
    IMPACTO ECONÔMICO NASAÚDE PÚBLICA ❑ Afetam a economia envolta do sistema de saúde ❑ Maior custo financeiro com tratamento, controle e prevenção ❑ Maior impacto socioeconômico com quarentena/lockdowns, fechamento de fronteiras ❑ Ex. COVID-19 – interrupções nas cadeias de suprimentos globais e no mercado de trabalho, crise e morte em muitas regiões
  • 14.
    IMPACTO POLÍTICO EGOVERNAMENTAL NA SAÚDE PÚBLICA ❑ Eventos epidemiológicos demandam respostas rápidas e eficazes por parte dos governos ❑ Fortalecimento de sistemas de vigilância epidemiológica ❑ Alocação de recursos emergenciais ❑ Implementação de medidas de controle – campanhas de vacinação, restrições de deslocamento ❑ Organização Mundial da Saúde (OMS) – cooperação internacional para melhor desempenho no enfrentamento de pandemias
  • 15.
    ESTRATÉGIAS DE CONTROLEE PREVENÇÃO ❑ A adoção de estratégias eficazes de controle e prevenção é fundamental para mitigar os impactos de doenças em populações. Essas estratégias abrangem diversas frentes que integram monitoramento, comunicação, imunização e infraestrutura, formando uma abordagem abrangente para proteger a saúde pública. 1. Monitoramento e vigilância epidemiológica 2. Educação e Comunicação em Saúde 3. Vacinação e imunização 4. Infraestrutura em saúde
  • 16.
    ESTRATÉGIAS DE CONTROLEE PREVENÇÃO 1. Monitoramento e vigilância epidemiológica ✓ Identificação precoce e controle de doenças ✓ Dados epidemiológicos fornecem base sólida para tomada de decisão ✓ Direcionamento de políticas públicas e recursos para áreas de maior necessidade ✓ Possibilita prever surtos e ajustar estratégias em tempo real
  • 17.
    ESTRATÉGIAS DE CONTROLEE PREVENÇÃO 2. Educação e comunicação em saúde ✓ Previne a disseminação de doenças ✓ Campanhas educativas com linguagem acessível ✓ Durante crises sanitárias é muito importante combater a desinformação ✓ Campanhas educacionais de higiene pessoal, campanhas para uso de preservativo
  • 18.
    ESTRATÉGIAS DE CONTROLEE PREVENÇÃO 3. Vacinação e imunização ✓ Campanhas são intervenções muito eficazes ✓ Imunização em massa protege comunidades (Imunidade de rebanho) ✓ Desafios: logística, aceitação, barreiras culturais e econômicas ✓ Capacitação de profissionais
  • 19.
    ESTRATÉGIAS DE CONTROLEE PREVENÇÃO 4. Infraestrutura em saúde ✓ Fortalecimento dos sistemas de saúde é importante para lidar com curtos de forma eficiente ✓ Planejamento de respostas rápidas e coordenadas ✓ Manutenção de estoques de insumos essenciais ✓ Capacidade de atendimento adequada ✓ Cooperação internacional é importante na troca de conhecimentos, recursos e tecnologias
  • 20.
    REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOSREAIS ✓ QUAL O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES FRENTE A CRISES DE SAÚDE PÚBLICA? - COVID-19: um vírus distante que se tornou um pesadelo. Isolamento, máscaras, muita desinformação, campanhas de vacinação e uma corrida contra o tempo para evitar mortes. - Olhando para trás, o que poderia ter sido diferente? Como essa experiencia nos preparou para algo do tipo no futuro?
  • 21.
    REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOSREAIS ✓ QUAL O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES FRENTE A CRISES DE SAÚDE PÚBLICA? - DENGUE: Parece tão simples: eliminar água parada, usar repelente, cuidar do ambiente. Porém, todo ano surgem casos... O que podemos fazer para melhorar? Será que campanhas educativas são suficientes? Ou precisamos de soluções mais tecnológicas, como os mosquitos geneticamente modificados? Como balancear isso com a realidade de muitas comunidades que ainda não têm acesso ao básico, como saneamento?
  • 22.
    REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOSREAIS ✓ QUAL O IMPACTO DAS NOSSAS AÇÕES FRENTE A CRISES DE SAÚDE PÚBLICA? - HIV/AIDS: Décadas atrás, era sinônimo de medo e incerteza. Hoje, é uma doença tratável, com qualidade de vida para quem adere ao tratamento. Mas o que ainda impede muitas pessoas de buscar ajuda? O preconceito? A falta de informação? Como garantir que ninguém fique para trás, especialmente quando já sabemos o que funciona?
  • 23.
    REFLEXÕES SOBRE CONTEXTOSREAIS ✓ Saúde pública não é só sobre resolver problemas; é sobre antecipá-los, adaptá-los ao contexto e, acima de tudo, agir com consciência e equidade. ✓ As lições aprendidas com as crises passadas devem orientar melhorias contínuas nas estratégias de controle e prevenção, garantindo que a sociedade esteja mais bem preparada para enfrentar os desafios futuros.
  • 24.
    DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA, DCNT E EMERGENTES: IMPACTO E CONTROLE ➢ Notificação compulsória ➢ Doenças Crônicas Não Transmissíveis – DNCT ➢ Doenças Emergentes
  • 25.
    DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA, DCNT E EMERGENTES: IMPACTO E CONTROLE ➢ Notificação compulsória - Comunicação obrigatória às autoridades de saúde da ocorrência de determinados agravos, doenças ou situações que representam risco à saúde pública
  • 26.
    DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA, DCNT E EMERGENTES: IMPACTO E CONTROLE ➢ Doenças Crônicas Não Transmissíveis - DCNT - São condições de saúde de longa duração, com progressão geralmente lenta, que não são causadas por agentes infecciosos e, portanto, não são transmitidas de pessoa para pessoa. - Ex.: Doenças cardiovasculares, cânceres, doenças respiratórias crônicas, diabetes mellitus
  • 27.
    PANORAMA ATUAL DASDOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA, DCNT E EMERGENTES ➢ Cada uma dessas categorias possui características específicas e impacta a saúde da população de forma única, exigindo diferentes abordagens de prevenção, controle e tratamento.
  • 28.
    DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA ➢ A notificação compulsória é uma ferramenta essencial para a vigilância em saúde pública ➢ Mecanismo para monitorar e responder rapidamente a surtos de doenças ➢ Objetivo de promover vigilância epidemiológica para controlar surtos e prevenir novas transmissões
  • 29.
    DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA ➢ No Brasil, a notificação compulsória é regulamentada pela Lei nº6.259/1975 e a Portaria nº204/2016 – fala sobre a vigilância em notificar e define as doenças e agravos que devem ser notificados ➢ Regulamento Sanitário Internacional (RSI) – orienta práticas de notificações globais ➢ Omissão na notificação de doenças pode gerar penalidades administrativas e legais
  • 30.
    DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA ➢ Lista Nacional de Notificação Compulsória: - COVID-19 - Dengue - Tuberculose - Eventos adversos graves pós-vacinação
  • 31.
    DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA ➢ A lista é dinâmica e atualizada conforme situação epidemiológica ➢ Critérios para inclusão de uma doença: - Transmissibilidade - Gravidade - Potencial para surto - Disponibilidade de medidas de controle - Disponibilidade de tratamento
  • 32.
    DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA ➢ No Brasil, o fluxo da informação ocorre por meio do SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação e do e-SUS ➢ Etapas: 1. Identificação do caso 2. Preenchimento da ficha de notificação 3. Envio de dados aos níveis municipal, estadual e federal para análise e resposta ➢ Essas etapas garantem integração nos níveis de sistema de saúde e fortalece a vigilância epidemiológica
  • 33.
    DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA ➢ Exemplos de sucesso no papel da notificação compulsória: - Erradicação da varíola - Redução significativa da poliomielite
  • 34.
    DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃOCOMPULSÓRIA ➢ Desafios no sistema de notificação compulsória: - Subnotificações (falta de conhecimento, deficiência em infraestrutura, sobrecarga dos serviços) - Barreiras operacionais - Questões éticas
  • 35.
    DOENÇAS CRÔNICAS NÃOTRANSMISSÍVEIS - DCNT ➢ Principal causa de mortalidade global – 70% dos óbitos ➢ Doenças cardiovasculares, diabetes, cânce4r e doenças respiratórias crônicas ➢ Não são transmitidas de pessoa para pessoa ➢ Compartilham fatores de risco em comum (tabagismo, alimentação inadequada, sedentarismo)
  • 36.
    DOENÇAS CRÔNICAS NÃOTRANSMISSÍVEIS - DCNT ➢ Impacto além da morbidade e mortalidade – economia e qualidade de vida ➢ Custo do tratamento e perda da produtividade ➢ Prevenção e manejo mana minimizar fatores de risco
  • 37.
    DOENÇAS EMERGENTES ➢ Sãoaquelas que surgiram recentemente em uma população ou teve sua incidência/distribuição geográfica aumentada ➢ Inclui tanto novas doenças causadas por agentes infecciosos previamente desconhecidos, quanto aquelas previamente controladas que reemergem devido a mudanças ambientais, sociais ou comportamentais.
  • 38.
    DOENÇAS EMERGENTES ➢ Exemplos: -HIV/AIDS: Identificada na década de 1980, teve impacto global devido à sua alta taxa de mortalidade inicial e à ausência de tratamentos eficazes na época. Atualmente, avanços no tratamento antirretroviral transformaram a infecção em uma condição controlável.
  • 39.
    DOENÇAS EMERGENTES ➢ Exemplos: -COVID-19: Causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, foi identificada em 2019 e rapidamente se espalhou, levando a uma pandemia global. Seu impacto evidenciou a importância da vigilância epidemiológica e do desenvolvimento rápido de vacinas.
  • 40.
    DOENÇAS EMERGENTES ➢ Exemplos: -EBOLA: Apesar de ser conhecido desde a década de 1970, surtos recentes em regiões densamente povoadas da África aumentaram sua notoriedade global.
  • 41.
    DOENÇAS EMERGENTES ➢ Fatoresque influenciam no surgimento: MUDANÇAS AMBIENTAIS O desmatamento e a urbanização podem levar à exposição a patógenos previamente confinados a áreas selvagens. GLOBALIZAÇÃO Aumento do comércio internacional e do turismo facilita a disseminação de agentes infecciosos entre continentes. MUDANÇAS CLIMÁTICAS Alterações na temperatura e nos padrões de chuva podem expandir o habitat de vetores RESISTÊNCIA MICROBIANA Uso inadequado de antibióticos e outros medicamentos favorece o surgimento de cepas resistentes de bactérias e vírus. CONFLITOS E CRISES HUMANITÁRIAS Podem sobrecarregar os sistemas de saúde e facilitar a propagação de doenças infecciosas.
  • 42.
    DOENÇAS EMERGENTES ➢ Estratégiasde prevenção e controle: 1. Vigilância epidemiológica 2. Desenvolvimento de vacinas e tratamentos 3. Educação e conscientização 4. Colaboração Internacional 5. Sustentabilidade ambiental
  • 43.
    DESAFIOS E ESTRATÉGIASPARA SAÚDE COLETIVA ➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública: - Sistema de Informação Geográfica (SIG): ❑ É uma ferramenta tecnológica que permite coletar, armazenar, analisar e apresentar dados georreferenciados, ou seja, informações associadas a localizações específicas. ❑ Na saúde pública e epidemiologia, o SIG é amplamente utilizado para mapear a distribuição de doenças, identificar áreas de risco, monitorar vetores e planejar intervenções estratégicas, como campanhas de vacinação ou controle de surtos.
  • 44.
    DESAFIOS E ESTRATÉGIASPARA SAÚDE COLETIVA ➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública: Compreender as medidas de controle de doenças e o papel da geografia na epidemiologia é fundamental para atuar em diferentes contextos populacionais e regionais.
  • 45.
    DESAFIOS E ESTRATÉGIASPARA SAÚDE COLETIVA ➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública: ❖ Medidas de controle de surtos: 1. Identificação e Contenção Rápida - Isolamento - Controle de vetores 2. Intervenções Clínicas e Sanitárias - Vacinação em massa - Tratamento dos casos - Medidas de saneamento básico 3. Educação e Comunicação em saúde - Informar riscos, modos de transmissão e prevenção - Campanhas educativas
  • 46.
    IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIANA EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS ➢ Controle de surtos: como o SIG revoluciona a saúde pública: ❖ Endemias são caracterizadas por uma doença contínua em uma região específica ❖ Influencia ambiental, social e econômica ❖ Geografia é um elemento-chave para entender a dinâmica das doenças endêmicas e planejar intervenções efetivas
  • 47.
    IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIANA EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS ➢ Fatores ambientais e climáticos ❖ Clima e vegetação X Vetores ❖ Doenças como a dengue, a malária e a febre amarela são mais prevalentes em áreas quentes e úmidas, que favorecem a reprodução do vetor.
  • 48.
    IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIANA EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS ➢ Dinâmica Populacional e Urbanização ❖ Densidade populacional, os padrões de mobilidade e as condições de moradia afetam diretamente a propagação de doenças ❖ Áreas urbanas com saneamento precário, são mais vulneráveis a endemias de doenças infecciosas
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    IMPORTÂNCIA DA GEOGRAFIANA EPIDEMIOLOGIA DE ENDEMIAS ➢ Uso de Tecnologias Geoespaciais ❖ Ferramentas como o geoprocessamento e os sistemas de informação geográfica (SIG) permitem mapear a ocorrência de doenças, identificar áreas de maior risco e direcionar recursos de forma mais eficiente ❖ Abordagem essencial para monitorar doenças endêmicas e planejar estratégias preventivas.
  • 50.
    SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL ➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil ❖ Sistema único de Saúde - Pilar do sistema de saúde pública brasileiro - Base integrada para coletar dados sobre atendimentos e indicadores de saúde - Serviços organizados em sistemas específicos
  • 51.
    SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL ➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil ❖ Sistema único de Saúde - Sistema de Informações Hospitalares (SIH) - Registro de internações hospitalares no SUS - Coleta diagnóstico, procedimentos e tempo de permanência
  • 52.
    SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL ➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil ❖ Sistema único de Saúde - Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) - Registro de agravos - Doenças infecciosas, acidentes de trabalho e violência
  • 53.
    SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL ➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil ❖ Sistema único de Saúde - E-SUS Atenção Primária - Registro da atenção primaria - Dados de consulta, procedimentos, vacinas e acompanhamento de pacientes
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    SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL ➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil ❖ Sistema único de Saúde - Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC) - Coleta dados sobre nascimento, características maternas, condições do parto e informações do recém nascido - Indicadores como mortalidade infantil, baixo peso ao nascer e acesso ao pré-natal
  • 55.
    SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL ➢ Fontes de Dados e Sistema de Informação no Brasil ❖ Sistema único de Saúde - DATASUS: base de dados do SUS - Organiza e disponibiliza informações - Ferramentas como TabNet e TabWin que permitem a análise de dados em diferentes níveis de agregação (local, estadual e nacional). Promove acessibilidade e transparencia
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    SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL ➢ Avaliação da qualidade dos dados ❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa qualidade: 1. Completude 2. Consistência 3. Tempestividade
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    SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL ➢ Avaliação da qualidade dos dados ❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa qualidade: 1. Completude - Refere-se ao grau em que todos os campos obrigatórios de um banco de dados estão preenchidos. Dados incompletos podem gerar interpretações enviesadas e comprometer análises detalhadas. - Ex.: Em investigações de surtos, um registro com informações faltantes pode atrasar a identificação da fonte da infecção, prejudicando ações rápidas.
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    SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL ➢ Avaliação da qualidade dos dados ❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa qualidade: 2. Consistência - Trata da coerência dos dados, garantindo que as informações não apresentem contradições internas. Dados inconsistentes dificultam a comparabilidade e a detecção de padrões. - Ex.: Um modelo clássico de inconsistência é a identificação de uma pessoa com "data de óbito" anterior à "data de internação".
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    SISTEMA DE INFORMAÇÃOEM SAÚDE: DADOS QUE SALVAM VIDAS NO BRASIL ➢ Avaliação da qualidade dos dados ❖ 3 dimensões principais ajudam a avaliar essa qualidade: 3. Tempestividade - Representa a rapidez com que os dados são coletados, analisados e disponibilizados para uso. Quanto mais tempestivos os dados, mais eficaz é a resposta a problemas emergentes de saúde pública. - Ex.: Durante a pandemia de COVID-19, a tempestividade foi essencial para prever picos de casos e planejar intervenções como restrições e campanhas de vacinação.
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    O que vamosver na próxima aula? (Conteúdos aqui) 28/08/2025 Unidade 4 • Vigilância e Inovação em Saúde OBRIGADA ☺