TIPOS DE
NARRADOR
Projeto TRAVESSIA Fundamental
O que um narrador faz?
● Como e o que contar depende do narrador. É o narrador que ‘pinta’
o cenário, nos apresenta as personagens, descortina o enredo, dá
vida a um universo mágico.
● É o narrador que dá a versão dos fatos, imprimindo aos
acontecimentos, sejam eles reais ou fictícios, a sua visão de mundo.
Assim, a narração pressupõe obrigatoriamente a presença de um
narrador.
O foco narrativo!
• Há três tipos de narrador, o que
permite que os acontecimentos possam
ser contados sob ângulos diversos, que
também podem ser chamados de focos
narrativos.
• Se o narrador está dentro da
história, o foco é de primeira
pessoa; se, ao contrário, está
fora da história, o foco é de
terceira pessoa.
• Cada um dos focos apresenta
simultaneamente vantagens e
desvantagens para os
ficcionistas, porque favorecem
ou limitam a possibilidade de
nos mostrar a visão global
onde transcorre a história.
● É uma das personagens, principal (protagonista ou antagonista) ou
secundária da sua história; ele está ‘dentro’ da história e vê os
acontecimentos de dentro para fora.
● Esse tipo de narrativa tende a ser autobiográfica, memorialista ou
confessional.
● Nesse caso, a narrativa é feita em primeira pessoa, isto é, os verbos
deverão estar na primeira pessoa do singular (eu). O narrador
protagonista é o centro da narrativa.
Narrador participante
ou personagem:
• Podemos encontrar um bom exemplo de
narrador participante na série ‘Todo
mundo odeia o Chris’, de Chris Rock e Ali
Le Roi.
● Ele não participa da história, ele simplesmente conta a história, o que as
personagens disseram e, principalmente, as ações e os acontecimentos.
● Nesse caso, a narrativa é feita em terceira pessoa e, os verbos,
geralmente, estão no passado porque o narrador conta o que já
aconteceu.
Narrador observador:
O cavalo e o burro
“Cavalo e burro seguiam juntos para a cidade. O cavalo, contente da
vida, folgado com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro – coitado!
gemendo sob o peso de oito. Em certo ponto, o burro parou e disse:
- Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças e o remédio é
repartirmos o peso irmanamente, seis arrobas cada um.
- Ingênuo! Que então que eu arque com seis arrobas quando posso bem
continuar com as quatro? Tenho cara de tolo?
O burro gemeu:
- Egoísta! Lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga
das quatro arrobas mais a minha.
O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso. Logo adiante, porém,
o burro tropica, vem ao chão e rebenta.
Chegam os tropeiros, maldizem da sorte e sem demora arrumam as oito
arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta. E como o cavalo refuga,
dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade.
- Bem feito! – exclamou um papagaio. Quem o mandou ser mais burro
que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo
da carga em excesso? Tome! Gema dobrado agora...”
● Ele também não participa da história, mas sabe de tudo e de todos os
acontecimentos e sobre as ações das personagens. O foco narrativo é de
terceira pessoa.
● Ele não apenas nos conta o que as personagens fazem e falam, ele
também nos revela o que elas sentem e pensam.
● O narrador onisciente parece uma testemunha invisível da história, ele
desvenda os sentimentos, as sensações, as emoções e os pensamentos de
todas as personagens
Narrador onisciente:
“Clarissa fica ali parada com uma sensação de culpa,
com as flores no braço, torcendo para que a estrela
apareça de novo, constrangida com seu interesse. Ela
não é dada a bajular celebridades, não mais do que a
maioria das pessoas, mas não consegue evitar a
atração exercida pela aura da fama — mais do que
fama, imortalidade mesmo — [...]. Clarissa se deixa
ficar parada ali, tola como qualquer fã, por mais alguns
minutos, na esperança de ver a estrela surgir. Sim, só
mais alguns minutos, antes que a humilhação se torne
simplesmente demais. [...]. Depois de alguns minutos
(quase dez, embora deteste admiti-lo), parte de
supetão, indignada, [...].”
Relembrando…
Compreenderam como podemos construir um
narrador para qualquer que seja a história?
Temos três tipos de narrador ( foco narrativo):
● De primeira pessoa (narrador participante ou
narrador personagem)
● De terceira pessoa (narrador observador)
● De terceira pessoa (narrador onisciente).
ELEMENTOS DA NARRATIVA - TIPOS DE NARRADOR

ELEMENTOS DA NARRATIVA - TIPOS DE NARRADOR

  • 1.
  • 2.
    O que umnarrador faz? ● Como e o que contar depende do narrador. É o narrador que ‘pinta’ o cenário, nos apresenta as personagens, descortina o enredo, dá vida a um universo mágico. ● É o narrador que dá a versão dos fatos, imprimindo aos acontecimentos, sejam eles reais ou fictícios, a sua visão de mundo. Assim, a narração pressupõe obrigatoriamente a presença de um narrador.
  • 3.
    O foco narrativo! •Há três tipos de narrador, o que permite que os acontecimentos possam ser contados sob ângulos diversos, que também podem ser chamados de focos narrativos. • Se o narrador está dentro da história, o foco é de primeira pessoa; se, ao contrário, está fora da história, o foco é de terceira pessoa. • Cada um dos focos apresenta simultaneamente vantagens e desvantagens para os ficcionistas, porque favorecem ou limitam a possibilidade de nos mostrar a visão global onde transcorre a história.
  • 4.
    ● É umadas personagens, principal (protagonista ou antagonista) ou secundária da sua história; ele está ‘dentro’ da história e vê os acontecimentos de dentro para fora. ● Esse tipo de narrativa tende a ser autobiográfica, memorialista ou confessional. ● Nesse caso, a narrativa é feita em primeira pessoa, isto é, os verbos deverão estar na primeira pessoa do singular (eu). O narrador protagonista é o centro da narrativa. Narrador participante ou personagem:
  • 5.
    • Podemos encontrarum bom exemplo de narrador participante na série ‘Todo mundo odeia o Chris’, de Chris Rock e Ali Le Roi.
  • 6.
    ● Ele nãoparticipa da história, ele simplesmente conta a história, o que as personagens disseram e, principalmente, as ações e os acontecimentos. ● Nesse caso, a narrativa é feita em terceira pessoa e, os verbos, geralmente, estão no passado porque o narrador conta o que já aconteceu. Narrador observador:
  • 7.
    O cavalo eo burro “Cavalo e burro seguiam juntos para a cidade. O cavalo, contente da vida, folgado com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro – coitado! gemendo sob o peso de oito. Em certo ponto, o burro parou e disse: - Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmanamente, seis arrobas cada um. - Ingênuo! Que então que eu arque com seis arrobas quando posso bem continuar com as quatro? Tenho cara de tolo? O burro gemeu: - Egoísta! Lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga das quatro arrobas mais a minha. O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso. Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta. Chegam os tropeiros, maldizem da sorte e sem demora arrumam as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta. E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade. - Bem feito! – exclamou um papagaio. Quem o mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso? Tome! Gema dobrado agora...”
  • 8.
    ● Ele tambémnão participa da história, mas sabe de tudo e de todos os acontecimentos e sobre as ações das personagens. O foco narrativo é de terceira pessoa. ● Ele não apenas nos conta o que as personagens fazem e falam, ele também nos revela o que elas sentem e pensam. ● O narrador onisciente parece uma testemunha invisível da história, ele desvenda os sentimentos, as sensações, as emoções e os pensamentos de todas as personagens Narrador onisciente:
  • 9.
    “Clarissa fica aliparada com uma sensação de culpa, com as flores no braço, torcendo para que a estrela apareça de novo, constrangida com seu interesse. Ela não é dada a bajular celebridades, não mais do que a maioria das pessoas, mas não consegue evitar a atração exercida pela aura da fama — mais do que fama, imortalidade mesmo — [...]. Clarissa se deixa ficar parada ali, tola como qualquer fã, por mais alguns minutos, na esperança de ver a estrela surgir. Sim, só mais alguns minutos, antes que a humilhação se torne simplesmente demais. [...]. Depois de alguns minutos (quase dez, embora deteste admiti-lo), parte de supetão, indignada, [...].”
  • 10.
    Relembrando… Compreenderam como podemosconstruir um narrador para qualquer que seja a história? Temos três tipos de narrador ( foco narrativo): ● De primeira pessoa (narrador participante ou narrador personagem) ● De terceira pessoa (narrador observador) ● De terceira pessoa (narrador onisciente).