ESCOLA SECUNDÁRIA/3 JOAQUIM DE ARAÚJO

                                         Disciplina de Biologia/Geologia
                                                Ano Lectivo 2009-2010



ASSUNTO: Elaboração de um Relatório em Biologia/Geologia.


Sempre que realizar uma actividade de laboratório deverá elaborar um relatório. Este servir-lhe-á como auxílio ao
seu estudo, já que permite recordar o trabalho que efectuou na aula prática, retirando conclusões sobre ele.


1. O que é um relatório
Um relatório de uma aula prática é uma exposição por escrito de uma experiência laboratorial, narrada pelo(s)
seu(s) autor(es).
Um relatório de um trabalho laboratorial não é uma mera descrição do modo de proceder, isto é, não é uma
descrição minuciosa das técnicas, reagentes e respectivas quantidades, material, cuidados especiais, etc. A tal
conjunto de informações dá-se o nome de protocolo.
Um relatório é sim o conjunto da descrição da realização experimental dos resultados obtidos, assim como das
ideias associadas, de modo a constituir uma compilação completa e resumida. Nesse sentido deverá conter tudo o
que diga respeito a essa tarefa e que possa vir a ser usado futuramente como instrumento de trabalho.
Para integrar os resultados obtidos de uma experiência, nos conceitos gerais existentes sobre um assunto, o aluno
terá necessidade de ler não só as notas de que dispõe, mas também livros e revistas. Isto não é todavia suficiente.
Ele terá acima de tudo de pensar. Necessitará de pensar logicamente e até mesmo de uma forma criativa, porque
frequentemente verificará que ainda não existe explicação adequada que integre os resultados obtidos.


2. Linguagem a utilizar nos relatórios
A linguagem científica é clara, simples e objectiva. Evitar o estilo literário e as grandes frases cheias de
subjectividade.
O trabalho científico deve ter carácter impessoal, sendo redigido na 3ª pessoa e evitando referências pessoais (ex:
“o meu trabalho”, “vou executar”).
Deve também evitar-se a introdução de aspectos “decorativos” desnecessários à apresentação do trabalho.



3. Principais itens em que se divide um relatório
    3.1. CAPA
        A 1ª página de um relatório deverá incluir:
                - Nome da Escola
                - Nome da Disciplina
                - Título completo do trabalho
                - Identificação do(s) autor(es), nome, turma e número
                - Localização da área de realização
                - Ano Lectivo



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3.2. ÍNDICE
   Na página a seguir à capa apresenta-se o índice, onde figuram os títulos das diferentes partes do relatório,
   segundo a ordem pela qual aparecem ao longo do mesmo.
   Todas as folhas que se seguem ao índice devem ser numeradas e, assumindo que a capa corresponde ao
   nº 1 e o índice ao nº 2 (apesar destes ficarem omissos), o ponto nº 1 – Introdução, será escrito na página
   nº 3 e assim sucessivamente.


3.3. INTRODUÇÃO
   De uma maneira sumária, deverá ser feita uma exposição da teoria subjacente à actividade experimental.
   É na introdução que se relata o modo como surgiu o problema em estudo.
   3.3.1 O(s) objectivo(s) da investigação deve(m) ser colocado(s) em seguida, por tópicos e os verbos
   conjugados no infinitivo.


3.4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

   3.4.a.MATERIAL: Deverá constar uma lista de material e equipamento utilizado.


   3.4.b.PROCEDIMENTO/MÉTODOS: Descrição de todos os passos seguidos no decurso da experiência.
        (O verbo deve redigir-se na terceira pessoa do pretérito perfeito)


3.5. RESULTADOS
   Apresentação das observações e/ou dos resultados obtidos.
   Consoante o tipo de trabalho e o tipo de resultados a obter, assim também poderá variar a sua forma de
   apresentação num relatório, tais como desenhos, gráficos, tabelas, etc.


3.6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
   Análise e interpretação das observações e/ou dos resultados obtidos, tendo em vista o(s) objectivo(s) do
   trabalho. Aqui o relatório pode perder o carácter impessoal, podendo reflectir a opinião do autor.


3.7. CONCLUSÃO
   Faz-se uma apreciação dos resultados, verificando se estão ou não de acordo com os objectivos iniciais.
   Refira-se que, por vezes, poderão sugerir-se novas investigações necessárias à resolução do problema.


3.8. BIBLIOGRAFIA
   A apresentação da bibliografia deve seguir determinadas regras internacionais.


   3.8.a.Livros
   Autor ( apelido em MAIÚSCULAS, seguido do nome próprio) e outros ( no caso dos autores serem mais do
   que um ), título ( em itálico ou sublinhado quando manuscrito ), nº da edição, nº do volume, página ( sendo
   só uma ) ou a primeira seguida de um ífen e a última página, editor, local e ano de publicação.
   Ex: LEHNINGUER, A. L.; Bioquímica. Pp. 27-34, Editores Ómega, Barcelona, 1979.

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3.8 BIBLIOGRAFIA (Continuação)


   3.8.b.Artigos de Jornais e Revistas periódicas
   Autor ( apelido em MAIÚSCULAS, seguido do nome próprio ), título do artigo ( em itálico ou “entre aspas” ),
   título da publicação em série ( jornal ) e rubrica eventual, nº da publicação, página(s), local, dia, mês e ano
   da publicação.
   Ex: Tabac, Economie et Santé das les Pays Africains, Chornique OMS, 39, p. 112, Geneve, 1985.
   Quando o autor não é conhecido a referência inicia-se com o título do artigo.




   NOTA: Quando forem indicadas várias obras, estas devem ser ordenadas alfabeticamente pelo apelido do
   nome do autor.




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Elaborar Um Relatorio

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    ESCOLA SECUNDÁRIA/3 JOAQUIMDE ARAÚJO Disciplina de Biologia/Geologia Ano Lectivo 2009-2010 ASSUNTO: Elaboração de um Relatório em Biologia/Geologia. Sempre que realizar uma actividade de laboratório deverá elaborar um relatório. Este servir-lhe-á como auxílio ao seu estudo, já que permite recordar o trabalho que efectuou na aula prática, retirando conclusões sobre ele. 1. O que é um relatório Um relatório de uma aula prática é uma exposição por escrito de uma experiência laboratorial, narrada pelo(s) seu(s) autor(es). Um relatório de um trabalho laboratorial não é uma mera descrição do modo de proceder, isto é, não é uma descrição minuciosa das técnicas, reagentes e respectivas quantidades, material, cuidados especiais, etc. A tal conjunto de informações dá-se o nome de protocolo. Um relatório é sim o conjunto da descrição da realização experimental dos resultados obtidos, assim como das ideias associadas, de modo a constituir uma compilação completa e resumida. Nesse sentido deverá conter tudo o que diga respeito a essa tarefa e que possa vir a ser usado futuramente como instrumento de trabalho. Para integrar os resultados obtidos de uma experiência, nos conceitos gerais existentes sobre um assunto, o aluno terá necessidade de ler não só as notas de que dispõe, mas também livros e revistas. Isto não é todavia suficiente. Ele terá acima de tudo de pensar. Necessitará de pensar logicamente e até mesmo de uma forma criativa, porque frequentemente verificará que ainda não existe explicação adequada que integre os resultados obtidos. 2. Linguagem a utilizar nos relatórios A linguagem científica é clara, simples e objectiva. Evitar o estilo literário e as grandes frases cheias de subjectividade. O trabalho científico deve ter carácter impessoal, sendo redigido na 3ª pessoa e evitando referências pessoais (ex: “o meu trabalho”, “vou executar”). Deve também evitar-se a introdução de aspectos “decorativos” desnecessários à apresentação do trabalho. 3. Principais itens em que se divide um relatório 3.1. CAPA A 1ª página de um relatório deverá incluir: - Nome da Escola - Nome da Disciplina - Título completo do trabalho - Identificação do(s) autor(es), nome, turma e número - Localização da área de realização - Ano Lectivo Página 1 de 3
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    3.2. ÍNDICE Na página a seguir à capa apresenta-se o índice, onde figuram os títulos das diferentes partes do relatório, segundo a ordem pela qual aparecem ao longo do mesmo. Todas as folhas que se seguem ao índice devem ser numeradas e, assumindo que a capa corresponde ao nº 1 e o índice ao nº 2 (apesar destes ficarem omissos), o ponto nº 1 – Introdução, será escrito na página nº 3 e assim sucessivamente. 3.3. INTRODUÇÃO De uma maneira sumária, deverá ser feita uma exposição da teoria subjacente à actividade experimental. É na introdução que se relata o modo como surgiu o problema em estudo. 3.3.1 O(s) objectivo(s) da investigação deve(m) ser colocado(s) em seguida, por tópicos e os verbos conjugados no infinitivo. 3.4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 3.4.a.MATERIAL: Deverá constar uma lista de material e equipamento utilizado. 3.4.b.PROCEDIMENTO/MÉTODOS: Descrição de todos os passos seguidos no decurso da experiência. (O verbo deve redigir-se na terceira pessoa do pretérito perfeito) 3.5. RESULTADOS Apresentação das observações e/ou dos resultados obtidos. Consoante o tipo de trabalho e o tipo de resultados a obter, assim também poderá variar a sua forma de apresentação num relatório, tais como desenhos, gráficos, tabelas, etc. 3.6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Análise e interpretação das observações e/ou dos resultados obtidos, tendo em vista o(s) objectivo(s) do trabalho. Aqui o relatório pode perder o carácter impessoal, podendo reflectir a opinião do autor. 3.7. CONCLUSÃO Faz-se uma apreciação dos resultados, verificando se estão ou não de acordo com os objectivos iniciais. Refira-se que, por vezes, poderão sugerir-se novas investigações necessárias à resolução do problema. 3.8. BIBLIOGRAFIA A apresentação da bibliografia deve seguir determinadas regras internacionais. 3.8.a.Livros Autor ( apelido em MAIÚSCULAS, seguido do nome próprio) e outros ( no caso dos autores serem mais do que um ), título ( em itálico ou sublinhado quando manuscrito ), nº da edição, nº do volume, página ( sendo só uma ) ou a primeira seguida de um ífen e a última página, editor, local e ano de publicação. Ex: LEHNINGUER, A. L.; Bioquímica. Pp. 27-34, Editores Ómega, Barcelona, 1979. Página 2 de 3
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    3.8 BIBLIOGRAFIA (Continuação) 3.8.b.Artigos de Jornais e Revistas periódicas Autor ( apelido em MAIÚSCULAS, seguido do nome próprio ), título do artigo ( em itálico ou “entre aspas” ), título da publicação em série ( jornal ) e rubrica eventual, nº da publicação, página(s), local, dia, mês e ano da publicação. Ex: Tabac, Economie et Santé das les Pays Africains, Chornique OMS, 39, p. 112, Geneve, 1985. Quando o autor não é conhecido a referência inicia-se com o título do artigo. NOTA: Quando forem indicadas várias obras, estas devem ser ordenadas alfabeticamente pelo apelido do nome do autor. Página 3 de 3