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GLOBALIZAÇÃO: TEXTO E ATIVIDADES/ E.J.A MÉDIO... 
A GLOBALIZAÇÃO 
A globalização é um fenômeno sócio-político-econômico que permeia 
todas as classes de poder. Este se encontra presente nas mais diversas 
esferas (econômica, política, social, ambiental, religiosa, cultural etc.), afetando 
constantemente o desenvolvimento da sociedade. 
O Brasil passou ao longo das últimas décadas por um aumento 
significativo no grau de globalização, sendo lamentável a situação de como o 
fenômeno atingiu a população, tendo este se manifestado através de suas vias 
mais perversas. Assim, é possível perceber que o desemprego crescente 
tornou-se crônico, o que ocasionou o aumento da pobreza e a perda da 
qualidade de vida das classes médias, sendo que somente as classes 
detentoras do poder foram beneficiadas. 
O processo globalitário não é um elemento estático e permanente, mas 
sim, um estágio de desenvolvimento do modelo capitalista de produção. Sua 
solução não depende somente de medidas governamentais, mas também de 
iniciativas individuais e coletivas. 
As questões 1,2 e 3 são referentes ao texto acima e aos conhecimentos 
que você já possui: 
1 – O que é globalização? 
2 – De que maneira podemos ver e sentir o processo da globalização no 
Brasil? Exemplifique. 
3 – De qual dos lados da globalização o texto se refere? O lado bom ou ruim? 
Por quê? 
4 – Associe a primeira coluna de acordo com a segunda: 
a- (1) É o ato de comprar ou adquirir produtos ou serviços sem haver 
necessidade ou ter real consciência do que está fazendo. 
b- (2) São empresas com sedes em países ricos, que espalham suas filias pelo 
mundo. 
c- (3) Produto da ciência e da engenharia que envolve um conjunto de 
instrumentos, métodos e técnicas que visam à resolução de problemas. 
d- (4) União de países com interesses mútuos de crescimento econômico e, 
em alguns casos, se estende também á integração social desses países. 
e- (5) Estado da pessoa que se submete cegamente aos valores e instituições 
dadas, perdendo assim a consciência de suas verdadeiras consequências. 
( ) Alienação 
( ) Blocos Econômicos 
( ) Tecnologia 
( ) Consumismo 
( ) Multinacionais
6 – Assinale V (se Verdadeiro) ou F (se Falso) nas afirmativas abaixo: 5 – 
Marque com um X a alternativa correta. Apenas uma alternativa está correta: 
a- A globalização está provocando melhoras nas condições de vida de todas as 
pessoas do planeta. 
b- As formas de produzir e informar ocorre numa velocidade lenta nos dias de 
hoje. 
c- As distâncias entre os lugares no atual período técnico e científico 
aumentaram relativamente. 
d- Os problemas ambientais se acentuaram na atual sociedade do consumo ou 
sociedade globalizada. 
( ) O Brasil faz parte de um bloco econômico chamado Mercosul (Mercado 
Comum do Sul). 
( ) A eliminação da tarifas alfandegárias entre os países-membros é uma 
desvantagem da formação dos blocos econômicos. 
( ) A formação de um bloco econômico pode resultar na livre circulação de 
mercadorias, pessoas e até na adoção de uma moeda única. 
( ) A União Europeia (EU) é o bloco que contém o maior número de países. 
Profº: Marciano Vieira.
UM POUCO DOS BLOCOS ECONÔMICOS 
Com o fenômeno da globalização, o mercado internacional tornou-se bastante 
competitivo, diante disso, somente os mais fortes prevalecem. O que acontece é uma 
disputa por mercados em âmbito global. Muitos países, com o intuito de se fortalecer 
economicamente, unem-se para alcançar mercados e verticalizar a sua participação e 
influência comercial no mundo. Essa união denomina-se blocos econômicos – os quais 
estreitaram as relações econômicas, financeiras e comerciais entre os países que os 
compõem. Atualmente existem muitos blocos econômicos, formados há décadas como a 
União Europeia, o Mercosul, o NAFTA, Pacto Andino, Apec, etc. Tais blocos têm se 
fortalecido cada vez mais, e chegam até a se relacionar entre si. Com isso, cada país, ao 
se tornar integrante de um bloco econômico, obtém mais força nas relações comerciais 
internacionais. 
Conclui-se que o instituir de um bloco econômico apresenta pontos positivos e 
negativos. Como princípio geral, um bloco, dependendo de seu grau de integração, 
tende a fortalecer os países membros desse mesmo bloco, pois a limitação de fatores de 
produção de um dos países membros pode ser complementada pela abundância 
encontrada no outro país parceiro. Além disso, possibilita a circulação de mercadorias, 
pessoas, à redução de tarifas, entre outras vantagens. 
Como fatore negativo fica evidente a perda de soberania do país que não fizer 
parte de um determinado grupo, sendo capaz de ser excluído do concorrente mercado 
econômico-financeiro que se apresenta hoje no mundo aumentando assim o desnível 
entre as economias e sociedades. 
1) a ) Explique os motivos que levaram os países a formarem os Blocos 
Econômicos atuais. 
b) Cite o nome de 3 blocos econômicos e dê exemplos de países que os 
compõem. 
c) A formação desses blocos gera vantagens ou desvantagens? Explique. 
2) Sobre as organizações internacionais resolva: 
a) Organização que tem como objetivos principais a defesa da paz e da 
segurança mundiais e a cooperação econômica, cultural e social entre seus membros. 
a) OMC b) ONU c) OMS d) FAO 
b) Organização que atua na ciência, cultura e educação, prioriza a difusão do 
conhecimento, preservação das culturas e qualificação da comunicação entre os países e 
entre as pessoas: 
a) OIT b) ONU c) OMS d) UNESCO
3) Mecanismo formado por países chamados “emergentes”, o BRICS ( Brasil, 
Rússia, Índia, China e África do Sul ) possui um grande peso econômico e político e 
pode desafiar as grandes potências mundiais. Sobre esses países, é correto afirmar que: 
a) formam um bloco econômico que, a exemplo do Mercosul e da União 
Europeia, estão estabelecendo um conjunto de tratados e acordos visando a integração 
da economia. 
b) são considerados países emergentes, embora possuam diferenças expressivas 
entre si, no que diz respeito à população, território, recursos naturais e industrialização. 
c) sua importância como bloco econômico e político tem reformulado a 
geopolítica mundial e rivalizado com outras entidades supranacionais, a exemplo da 
ONU. 
d) Uma das suas características é a semelhança no regime político adotado, 
mostrando que o mundo ainda se divide por questões de natureza ideológica. 
e) sua emergência como bloco foi consequência da alta capacidade em articular 
necessidades globais com interesses regionais, acima dos interesses econômicos e 
políticos. 
4) Considerando as discussões já feitas, assinale a alternativa correta: 
a) Os países da União Europeia, diferentemente dos Estados Unidos e do Japão, 
são os mais dinâmicos economicamente, porque são os únicos a se organizar em blocos 
regionais. 
b) Não são somente os países que se organizam em blocos regionais que atuam 
no comércio em escala mundial. Esse é o caso da China, que de forma independente é 
uma potência comercial. 
c) Com a constituição do Mercosul, a América do Sul está se isolando do 
processo de globalização, visto que essa organização restringe as relações com a escala 
mundial. 
d) Os países que estão se organizando em blocos regionais veem diminuir os 
investimentos internacionais em seus territórios. Isso se dá inclusive na Europa. 
e) Não é correto se falar em mundo multipolar tendo como referência os blocos 
regionais, visto que eles não são suficientes para concorrer com o polo dos Estados 
Unidos, o verdadeiro e único polo da ordem mundial atual. 
6) A iniciativa para as Américas, lançada pelo presidente George Bush em junho de 
1990, se inseria na orientação reformista: a sua meta consistia na formação de uma zona 
de livre comércio em todo o continente americano, com a exclusão de Cuba. Essa zona 
de integração econômica é conhecida como: 
a) Mercado Comum do Sul (Mercosul). 
b) União Europeia. 
c) Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). 
d) Zona da Bacia do Pacífico. 
e) Novos Países Industrializados (NPIs).
Os Estados nacionais frente à globalização 
Há quinze anos o mundo parecia haver alcançado um ponto de estabilização para 
Estados, nações e fronteiras por causa do duplo efeito da Guerra Fria e uma 
descolonização que estava terminando. Mas a queda do Muro de Berlim, com o 
desmoronamento do Império Soviético, e os processos de globalização e 
regionalização em curso mudaram radicalmente a situação. 
Uma das principais questões que economistas e cientistas políticos e sociais 
discutem atualmente é a do "debilitamento" ou possível "desaparecimento" do 
Estado-Nação, baseados na idéia de que até o fim da bipolaridade teria dominado, 
no cenário internacional, o "paradigma" do Estado-Nação soberano e autárquico. 
Com o triunfo do capitalismo liberal e a globalização econômica, estaríamos 
presenciando um processo de diminuição progressiva da esfera de ação dos 
Estados, fato em relação ao qual concordam tanto apologistas quanto críticos do 
neoliberalismo. 
Por exemplo, Richard Falk e Gilles Breton desenvolveram o conceito de "evasões do 
Estado" para mostrar como dentro e fora das fronteiras de um Estado-Nação 
existem forças internas e externas que estabelecem redes ou efetuam ações que, 
sem inserir-se necessariamente em uma lógica de oposição aos Estados, 
prescindem de seus marcos ou normas institucionais. Mencionam, assim, as redes 
que atuam "por sobre os Estados" (grupos, empresas ou movimentos internos que 
procuram modificar políticas em um sentido transnacional), "através das fronteiras" 
(grupos externos que se apoiam sobre princípios transnacionais para pressionar os 
Estados) ou "ainda mais além das fronteiras" (grupos que se dedicam a resolver 
políticas globais ou têm aspirações globais: direitos humanos, movimentos 
ecológicos, fundamentalismos diversos, tráfico de drogas, etc.)1. 
Isso é certo em grande medida. Ninguém pode negar a existência desses 
fenômenos de transnacionalização (desde empresas multinacionais e organizações 
não-governamentais de cooperação até máfias ou organizações terroristas) que 
colocam em questão o papel dos Estados-Nações ou debilitam suas soberanias. É 
preciso, entretanto, incorporar à análise certos elementos que relativizam essas 
visões. Antes de tudo, deve-se evitar uma assimilação mecânica entre o conceito 
de Nação e o de Estado, o que freqüentemente resulta de uma perspectiva 
eurocêntrica baseada no processo histórico de formação de alguns países da Europa 
Ocidental, cujo paradigma seria a França. Como definir, por exemplo, no âmbito da 
própria Europa, países como Suíça e Bélgica, onde coincidem um Estado e uma 
sociedade plurinacional? Isso é mais evidente ainda em outras partes do mundo, 
como na Índia ou no Canadá. Em sentido oposto, existem nações que não puderam 
transformar-se em Estados. 
A Nação, do latim natus, é uma categoria histórica vinculada a processos materiais 
e culturais que permitem constituir uma comunidade distinta em relação a outras 
(ou, dito de outro modo, com uma identidade própria). Está ligada, ademais, às 
formas de evolução social que caracterizaram o desenvolvimento do capitalismo 
desde seu início. Ao mesmo tempo, as nações, com maior ou menor êxito, 
procuraram estabelecer-se como Estados, quer dizer, possuir um aparato de poder 
(órgão de ação e coerção) com soberania sobre o território dessa nação e com o 
objetivo de regular as relações dentro da sociedade nacional e com as outras 
comunidades. No mundo moderno, esses processos resultaram num sistema 
mundial formado por povos que possuem Estados juridicamente reconhecidos2.
Com base nestas premissas, podemos nos perguntar se existe hoje um 
debilitamento generalizado do Estado-Nação como conseqüência do processo de 
globalização e qual o sentido do mesmo. 
Em princípio, confunde-se muitas vezes o "debilitamento" do Estado com um 
fenômeno distinto, ainda que fortemente associado ao processo internacional e ao 
pensamento que o acompanha: o processo de mudança das políticas econômicas 
predominantes, marcadas pela crise do modo de regulação keynesiano e pela 
aplicação, em seu lugar, de políticas neoliberais de ajuste estrutural (re-estruturaçao 
produtiva, reforma do Estado, abertura econômica, privatizações, 
abandono de políticas de proteção social). Isso pode implicar um Estado menor, 
com menos burocracia, mas não por isso menos "forte", quer seja no interior da 
sociedade nacional como em suas relações externas. No caso dos países 
desenvolvidos, é particularmente notável seu papel como instrumento para garantir 
maior competitividade de cada um deles. Nos países periféricos, por seu turno, 
ainda é preciso analisar se as políticas de ajuste estrutural, os efeitos do 
endividamento externo e a redução das áreas de capitalismo do Estado podem ou 
não incrementar os níveis de competitividade. Em todo caso, como assinala um 
autor, no plano econômico a regulação estatal subsiste, ainda que seja no sentido 
de retomar os objetivos que tinha "em um período mais recuado do capitalismo 
ocidental, visando à competitividade, à supremacia e ao elitismo" no lugar dos 
traços predominantes no chamado "Estado do bem-estar" surgido no pós-guerra, 
vinculando-se a políticas de crescimento, equilíbrio social e universalidade. Hoje "a 
soberania do Estado, que não é juridicamente posta em questão pela afirmação das 
tendências em curso, reduz-se de fato, para os governos, a determinar 
soberanamente até onde irá sua adequação aos (movimentos externos de) 
capitais."3 
Outro aspecto, que distorce o enfoque deste problema, é que se parte de um 
pressuposto falso ao conceber o cenário das relações internacionais anterior como 
regido pela ação exclusiva dos Estados. Precisamente ao longo dos últimos cem 
anos fizeram-se fortemente visíveis os fenômenos e estruturas que Pierre Renouvin 
chamou de "forças profundas" na vida internacional, que transcendem os Estados 
como atores exclusivos e dão às nações uma "porosidade" em relação a processos 
transnacionais. Desde as últimas três décadas do século XIX, o mundo tem 
assistido à expansão das empresas multinacionais, a crises econômicas e 
financeiras de alcance universal, a escândalos internacionais, a processos de 
intensificação e difusão de práticas culturais e científicas e de correntes ideológicas 
e políticas de caráter mundial (socialismo, comunismo, fascismo, liberalismo, 
diversos tipos de movimentos religiosos e de organizações internacionais). Destaca-se, 
por sua peculiar importância na política mundial, a Internacional Comunista. 
Entretanto, essas tendências não anularam a ação estatal e, pelo contrário, em 
certas conjunturas potencializaram-na: as guerras entre as grandes potências 
chegaram a ter, assim, um alcance universal4. Também é preciso recordar que, ao 
iniciar-se o século XX, grande parte da população do mundo não vivia sob a 
jurisdição de Estados soberanos, mas inseriam-se no marco de diversas formas de 
dominação colonial e semicolonial. Um resultado visível das últimas cinco décadas 
é, por isso, a multiplicação de Estados independentes no cenário internacional. 
Na realidade, o peso ainda vigente dos Estados nacionais, particularmente o das 
grandes potências, faz-se mais visível no plano político, estratégico e militar, como 
mostram a Guerra do Golfo e o processo posterior de negociações e conflitos entre 
os países líderes em relação a diversos pontos "quentes" da agenda internacional (o 
caso da ex-Iugoslávia, Somália, Cuba, Irã e Líbia, etc), assim como as 
discrepâncias a respeito do controle e desenvolvimento de armas nucleares dentro 
do ainda vigente monopólio atômico. Tudo isso tem-se refletido na visível "crise" 
dos organismos internacionais, como as Nações Unidas, cuja influência como ente
supra-estatal parecia afirmar-se progressivamente ao final dos anos 80 e início dos 
90. O processo atual não marca, assim, o fim do sistema interestatal, pois 
intensifica-se o papel dos Estados, considerando várias grandes potências no 
cenário internacional5. Ao mesmo tempo, ainda que visivelmente haja uma 
considerável diminuição da presença e poder de decisão do Estado no que concerne 
aos países periféricos, muitos dos quais lograram desempenhar no passado um 
papel significativo por meio do movimento de países "não-alinhados": sua maior 
dependência dos mercados mundiais e as políticas de ajuste estrutural reduziram 
neles a capacidade de forças locais de utilizar o aparato do Estado na busca de 
maior poder interno e autonomia internacional. 
Por estas razões, o processo de reformulação da força e debilidade dos diversos 
Estados tem sua base não na extinção, mas na estruturação/desestruturação dos 
espaços nacionais, tendo em conta o poder econômico e político de cada um deles e 
a diversidade das sociedades, culturas e histórias. 
O fim do império Soviético, por exemplo, caracterizou o período como de 
emergência de nações outrora apagadas no Leste que reivindicaram seus direitos 
de constituir-se como Estados. Em alguns casos, como o iugoslavo – em que 
inicialmente houve desacordos entre as potências ocidentais –, assiste-se ao 
retorno de nacionalismos "fundamentalistas", a exemplo do que acontece no 
Oriente Médio e Afeganistão, ao mesmo tempo em que crescem as correntes 
neofascistas e nacionalistas retrógradas na Europa e nos Estados Unidos. Esses 
fenômenos ligam-se a fatores históricos ou constituem uma resposta à globalização 
como signos de resistência de valores culturais ameaçados, mas também 
expressam uma tendência contraditória inerente ao próprio processo econômico e 
político em curso na ordem mundial. Assim, as forças internacionais têm 
engendrado no establishment norte-americano disjuntivas nacionalistas (como as 
de vários candidatos a eleições presidenciais), diante da necessidade de afirmar a 
presença dos Estados Unidos no cenário internacional. 
Tanto diplomatas, como Kissinger, quanto economistas, como Thurow e Reich, são 
representativos dessa tendência. Para Kissinger, por exemplo, o fim da bipolaridade 
mostrou uma crise de hegemonia no sistema internacional, tornando visível no 
plano político a já existente multipolaridade econômica e os "graus de liberdade" 
para as potências emergentes que oferecia a ausência de um inimigo único 
juntamente com o notório debilitamento norte-americano. "A inexistência de uma 
ameaça ideológica ou estratégica – assinala Kissinger – deixa as nações livres para 
seguirem uma política exterior sustentada em seu interesse nacional imediato" em 
um sistema internacional "caracterizado por 5 ou 6 grandes potências e uma 
multiplicidade de Estados menores"6. Não haverá pax americana ou alemã ou 
japonesa, "a hegemonia do sistema capitalista não corresponde a de nenhuma 
potência ou nação capitalista individual"7. 
De um ponto de vista econômico, Thurow chega a conclusões parecidas procurando 
encontrar as vantagens competitivas dos Estados Unidos, em um livro com um 
subtítulo sugestivo: A batalha econômica entre Japão, Europa e América. Robert 
Reich, parafraseando Adam Smith, fala, por seu turno, do "trabalho das nações", e 
Paul Krugman, criticando ambos os autores, parte de um ponto de vista distinto, a 
denúncia da "falsa competitividade" das economias nacionais, para chegar a uma 
conclusão parecida: os Estados-Nações gozam de boa saúde nos países 
desenvolvidos porque o núcleo de suas economias não depende dos mercados 
externos8. 
Um recente artigo da The Economist, cujo ideário liberal não se pode questionar, 
assinalava de forma alarmada que, ainda que os mercados tendam a ser cada vez
mais globais, nos Estados industrializados os gastos públicos aumentaram 
notavelmente nos últimos anos. Uma análise histórica mostra que esses gastos com 
relação ao PIB tiveram um incremento médio, para o conjunto desses países, de 
27.9% em 1960 para 42.6% em 1980 e 45.9% em 1996. Estados Unidos e Grã- 
Bretanha, paradigmas das novas políticas econômicas, não viram diminuir 
significativamente seus gastos públicos nos últimos 20 anos9. 
Portanto parece prematuro imaginar que os espaços nacionais tendam a 
desaparecer, dissolvendo-se em um contexto mundial global. Enquanto certos 
países mantêm ou reforçam seus aparatos estatais e outros desestruturam-se ou 
fragmentam-se, emerge o nacionalismo em várias regiões do globo e diversas 
comunidades reivindicam um Estado próprio para afirmar processos de 
consolidação nacional. 
Finalmente, é necessário ressaltar que os próprios projetos de integração regional, 
ao mesmo tempo em que tendem a comprometer as soberanias nacionais, 
expressam uma tendência à constituição de supra-soberanias que contradizem 
também os pressupostos da "aldeia global". Com todas as críticas que é possível 
apontar em relação a sua dificultosa institucionalização, a União Européia, que já 
tem instituições políticas em funcionamento (o Parlamento Europeu) e uma densa 
burocracia em Bruxelas e Estrasburgo, é o exemplo que mais caminha nessa 
direção. A futura moeda única européia participa igualmente de ambos os 
fenômenos: vai comprometer as soberanias estatais no manejo de um dos pilares 
do Estado moderno, o instrumento monetário, mas vai criar também um padrão de 
medida de valor exclusivamente europeu, representando essa exclusividade um 
desafio econômico frente ao resto do mundo. 
O Mercosul está ainda longe da realidade européia. Carece de instituições estáveis 
e, sobretudo, de mecanismos políticos. Mas as discussões a respeito de uma ampla 
agenda de temas comuns – ALCA, Conselho de Segurança das Nações Unidas, 
OTAN – transformam cada vez mais o espaço comercial em um espaço de 
negociação política e econômica em relação aos demais países e regiões. Da 
coordenação das políticas macroeconômicas e comerciais até a das políticas 
exteriores, um amplo espectro de questões que podem comprometer a soberania 
de cada um dos Estados participantes vislumbra-se num horizonte próximo. No 
entanto, e mais ainda no caso do Mercosul, integrado exclusivamente por países 
em desenvolvimento, a unidade regional incrementa o poder negociador de cada 
nação separadamente. Como aconteceu com os devastados países da Europa 
Ocidental no segundo pós-guerra, as sociedades devastadas da década perdida do 
nosso Cone Sul latino-americano podem reforçar sua posição internacional 
construindo uma aliança regional que fortalecerá sua presença no mundo. Os 
Estados-Nações, longe de desaparecerem, descobrem novos meios de persistir em 
um mundo globalizado.
E.j.a provas globalização
Atividade de Sala 05/09/14 
1ª) (UNICENTRO) Sobre a ação do Estado na política econômica e social de 
um país e suas repercussões nas sociedades contemporâneas, assinale a 
alternativa correta. 
a) Nos regimes socialistas derivados do antigo bloco soviético o Estado 
apresenta-se pouco atuante, sendo que as comunas populares controlam o 
sistema produtivo e o poder. 
b) A social democracia caracteriza-se pela valorização da iniciativa privada e 
pela ausência de seguridade social do Estado. Os serviços de saúde, 
educação e seguridade social são privados. 
c) No capitalismo neoliberal o Estado não é controlador do mercado, 
favorecendo a livre iniciativa e a livre competição entre as empresas. Não 
prioriza o protecionismo da produção industrial nacional. 
d)O Estado laico caracteriza-se pela ingerência religiosa nos assuntos de 
Estado. O Irã é um exemplo de Estado laico. 
e) O Parlamentarismo é a forma de representação própria das monarquias e 
dos regimes totalitários; o Presidencialismo é próprio das democracias 
socialistas. 
2ª) (MACK) Segundo Wallerstein (1991), o capitalismo “... foi, desde o início, 
um elemento da economia mundial e não dos estados-nação. O capital nunca 
permitiu que suas aspirações fossem determinadas por fronteiras nacionais.” 
Considere as afirmações a respeito do modo de produção capitalista abaixo. 
I. O capitalismo comercial marca o período dos estados absolutos e do 
intervencionismo estatal na economia, o que denominamos de mercantilismo. 
II. O capitalismo financeiro globalizado acelera a concentração de capitais, 
gerando grandes conglomerados econômicos; mas, em contrapartida ao 
avanço capitalista mundial, ampliou-se a exclusão social e a marginalização 
dos países periféricos. 
III. Tanto o capitalismo comercial quanto o capitalismo financeiro aplicam as 
diretrizes do liberalismo econômico, especialmente no que diz respeito ao livre 
comércio e ao fim dos monopólios comerciais. 
É correto assinalar que 
a) somente a afirmativa I está correta. 
b) somente a afirmativa III está correta. 
c) somente as afirmativas II e III estão corretas. 
d) somente as afirmativas I e III estão corretas. 
e) somente as afirmativas I e II estão corretas.
3ª) (FUVEST) Com base em seus conhecimentos, assinale a alternativa 
correta. 
a) Apesar da grave crise econômica que atingiu alguns países da Zona do 
Euro, entre os quais a Grécia, outras nações ainda pleiteiam sua entrada nesse 
Bloco. 
b) A ajuda financeira dirigida aos países da Zona do Euro e, em especial à 
Grécia, visou evitar o espalhamento, pelo mundo, dos efeitos da bolha 
imobiliária grega. 
c) Por causa de exigências dos credores responsáveis pela ajuda financeira à 
Zona do Euro, a Grécia foi temporariamente suspensa desse Bloco. 
d) Com a crise econômica na Zona do Euro, houve uma sensível diminuição 
dos fluxos turísticos internacionais para a Europa, causando desemprego em 
massa, sobretudo na Grécia. 
e) Graças à rápida intervenção dos países membros, a grave crise econômica 
que atingiu a Zona do Euro restringiu-se à Grécia, França e Reino Unido. 
4ª) (CEFET-MG) Esta questão questão refere-se ao trecho abaixo. 
A rede, um meio que, por sua vocação e natureza técnica, é uma espécie de 
ágora, candidata-se a contribuir para a modelagem do novo espaço urbano e 
metropolitano, mediando o local e o global, o material e o digital, o passado e o 
futuro, a memória e o projeto. GUIDI, Leda. Democracia eletrônica em 
Bolonha: A rede Iperbole e a construção de uma comunidade participativa on-line. 
In: CEPIK, Marco e EISENBERG, José. Internet e Política. Belo Horizonte: 
Editora UFMG, 2002. 
O uso dos sistemas técnicos em rede no planejamento urbano participativo 
pode ser verificado na (no). 
a) implementação de programas de inclusão social em escala global. 
b) disseminação de informações governamentais de domínio público. 
c) formulação de pareceres técnicos para gerenciamento de áreas de risco. 
d) deliberação sobre código de posturas para a organização do município. 
e) tratamento de dados espaciais para a gestão turística de áreas conturbadas. 
5ª)(URCA) O espaço industrial brasileiro, vem apresentando uma dinamicidade 
provocada pela mundialização da economia, pela revolução técnico - científica 
informacional e por outros fatores que permitem caracterizá-lo, atualmente, da 
seguinte forma: 
a) Armazenamento, transmissão sem rede de informação e segmentação da 
produção localizada. 
b) Meio técnico informacional, que permite a secundarização, segmentação da 
produção mundializada e organização do setor primário pré - capitalista.
c) Produção de novos materiais ligados somente ao setor terciário, inclusão do 
meio técnico na produção de bens não duráveis e não utilização de fonte de 
energia. 
d) Desarticulação entre a pesquisa e a tecnologia, o processo de seleção de 
sementes e busca de mão-de-obra qualificada local. 
e) Informatização, segmentação da produção de bens, articulação entre a 
pesquisa e a tecnologia e a produção de novos materiais. 
6ª) (IFBA) Disponível em: . Acesso em 01 jul. 2013. O desenvolvimento 
tecnológico vem sendo um elemento definidor do espaço na globalização, em 
suas múltiplas escalas e dimensões geográficas. Nesse sentido, pode-se 
afirmar que: 
a) as empresas multinacionais impulsionam a uniformização dos padrões de 
estética e consumo nas periferias capitalistas, induzindo assim o 
desenvolvimento econômico local. 
b) a revolução tecnológica possibilitou a articulação da sociedade global em 
rede, definindo novos significados para as fronteiras espaciais que convergem 
para a integração política do espaço geográfico mundial. 
c) o espaço globalizado é marcado pela descentralização espacial da indústria 
e por profundas transformações técnicas na produção industrial, sendo, 
contudo, preservados os direitos sociais da classe trabalhadora. 
d) a utilização intensiva da tecnologia na produção industrial também vem 
impactando o mercado de trabalho, sendo reduzida de forma significativa a 
participação do setor de serviços na economia capitalista. 
e) a técnosfera é a expressão geográfica da esfera técnica que repercute 
diretamente na prática econômica, política e social, constituindo-se numa nova 
base nova para o entendimento da regionalização mundial. 
7ª) (UNCISAL) Com base no texto abaixo e nos conhecimentos sobre a 
temática globalização, 
A Globalização não apaga nem as desigualdades nem as condições que 
constituem uma parte importante do tecido da vida social nacional e mundial. 
Ao contrário, desenvolve umas e outras, recriando-se em outros níveis, com 
novos ingredientes. As mesmas condições que alimentam a interdependência e 
a integração, as desigualdades e contradições, em âmbito tribal, regional, 
nacional, continental e global. 
É correto afirmar que, 
a) a importação do cinema norte-americano e da literatura europeia configura-se 
em um dos aspectos da globalização que afeta positivamente o Terceiro 
Mundo.
b) a revolução tecnológica constitui-se na grande conquista da era da 
globalização, pois ela garante o estabelecimento de regimes democráticos no 
mundo. 
c) num mundo globalizado, a desigualdade, que é parte integrante das 
sociedades, desaparece em função do desenvolvimento igualitário da relação 
de produção material e cultural. 
d) a globalização constitui-se em um fenômeno de abertura das economias 
rumo a uma integração mundial e é, ao mesmo tempo, seletiva, pois não 
envolve todas as regiões, atividades e segmentos sociais. 
e) a globalização caracteriza-se pela valorização das culturas locais visando à 
criação e à implantação de democracias multiculturais nas Américas e na Ásia. 
8ª) (UDESC) O início do século XXI vem sendo marcado por uma grave crise 
financeira e econômica mundial, culminada por diferentes eventos. Alguns 
analistas comparam parte de seus efeitos com aqueles decorrentes da crise da 
primeira metade do século XX marcada pela _____________. Ao contrário da 
precedente, a atual crise não pode ser marcada por um único evento, mas sim 
eventos, como, por exemplo, o estouro da “bolha da internet” (Índice Nasdaq), 
em 2001, a quebra de bancos de investimentos importantes nos EUA, em 
2008, dentre outros. Em suas diferenças e especificidades, porém, pode-se 
afirmar que ambas as crises são _____________ e geraram _____________. 
Igualmente que afetaram, sem precedentes, a economia de diferentes países, 
sendo grande parte por causa da ______________. 
Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços em branco, na 
sequência estabelecida, com as respectivas informações que se integram ao 
contexto. 
a) crise dos suprimes – nacionais – superinflação – crise das moedas como 
dólar e o euro. 
b) quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929 – mundiais – recessão 
– interdependência entre os mercados. 
c) Primeira Guerra Mundial, em 1914 – mundiais – guerra – indústria 
armamentista. 
d) crise do café no Brasil, em 1929 – regionais – crescimento – comodities. 
e) quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, 1929 – diferentes, pois uma era 
local e outra mundial – medo do comunismo e agora medo do esfacelamento 
da União Européia – crise política e econômica na Europa e EUA.
VESTIBULAR 2012 
1-(UDESC) Na década de 1980, Ronald Reagan (nos Estados Unidos) e Margareth 
Thatcher (na Inglaterra) levaram a cabo políticas formuladas com base nas ideias 
econômicas desenvolvidas em meados dos anos 1970, que defendiam transformações 
substanciais no capitalismo, a fim de superar a crise da década. Esse conjunto de ideias 
e medidas – adotado pela maioria dos países desenvolvidos no período – pode ser 
explicado, de modo geral, (1) ...................................... e ficou conhecido como (2) 
............................................. 
Assinale a alternativa correta que preenche os espaços (1) e (2) na sequência 
estabelecida, com as respectivas definições. 
a) (1) pela intervenção direta do Estado na economia nacional, política econômica 
baseada na teoria do economista inglês John Keynes (2) New Deal. 
b) (1)pelo aumento da produção industria le pela participação no comércio 
internacional,bem como políticas de valorização da moeda por parte do Estado, com o 
objetivo de fortalecer a economia nacional (2) capitalismo monopolista. 
c) (1) pela não intervenção do Estado na economia; ao Estado cabia apenas a gerência 
sobre a formação dos trustes e cartéis (2) mão invisível do mercado. 
d) (1) pela não intervenção do Estado na economia, o que incluía deixar de defender a 
manutenção dos empregos, e o corte significativo de gastos públicos na área social (2) 
neoliberalismo. 
e) (1) pela intervenção estatal na economia; para proteger o mercado interno, o governo 
armazenou a produção do setor agrícola, a fim de aumentar os preços no mercado 
interno e a elevação de taxas de importação, etc. (2) neoliberalismo. 
2-(UNIFOR) A crise econômica atual nos países mais desenvolvidos vem dando origens 
a manifestações e movimentos populares destinados a questionar os fundamentos e o 
funcionamento dos sistemas político e econômico nesses países. Exemplo desses 
movimentos populares contestatórios, o movimento “Ocupe Wall Street” vem ganhando 
rapidamente adeptos em várias outras cidades norte-americanas, bem como europeias e 
asiáticas. Sobre tal assunto, assinale a alternativa correta. 
a) O “Ocupe Wall Street” é um movimento popular caracterizado pela ausência de uma 
liderança individual e por sua composição por pessoas de várias cores, gêneros e 
orientações políticas contrárias às decisões políticas favoráveis ao sistema financeiro. 
b) Nos Estados Unidos, o “Ocupe Wall Street” tem grande semelhança com o 
movimento “Tea Party”, pois, ambos defendem forte atuação do governo com o 
objetivo de defender a classe trabalhadora americana. 
c) O movimento “Ocupe Wall Street” resultou do grande interesse, nos Estados Unidos, 
pelo debate político levantado pela eleição do Presidente Barak Obama em 2008 e de 
sua grande popularidade. 
d) Os participantes do movimento “Ocupe Wall Street” são contrários à utilização de 
redes sociais disponíveis na rede mundial de computadores (Internet), como forma de 
divulgação de suas ideias, pois as consideram comprometidas com o sistema financeiro 
internacional. 
e) Os movimentos populares semelhantes ao “Ocupe Wall Street” são, de modo geral, 
ligados a partidos políticos tradicionais, vistos pelos participantes de tais movimentos 
como representativos de seus interesses junto aos governos de seus países. 
3-(UNIFOR) A Grécia vem enfrentando, notadamente a partir de 2008, uma forte crise 
econômica, a qual, em 2011, ganhou um novo impulso, afetando não apenas a economia 
local, mas a economia europeia como um todo e, em especial, os países integrantes da 
chamada “zona do euro”. Sobre tal assunto, assinale a alternativa correta.
a) O previsto déficit das contas públicas na Grécia em 2011 decorre do fato de que o 
governo desse país terá receitas superiores a suas despesas ao longo desse ano. 
b) A Grécia deixou de utilizar sua antiga moeda nacional, denominada dracma, 
passando a utilizar somente o euro como sua moeda, a partir de 1o de janeiro de 2001. 
c) Os governos dos principais países europeus, tais como França e Alemanha, têm 
evitado maior envolvimento na busca por uma solução para a crise econômica grega. 
d) A “zona do euro” (também conhecida como eurozona ou ainda Eurolândia) refere-se 
à união monetária dentro da União Europeia, na qual todos os estados-membros 
adotaram oficialmente o euro como moeda comum. 
e) A população grega tem realizado várias demonstrações de apoio às medidas 
econômicas voltadas para a superação da crise, implementadas pelo governo de seu 
país. 
4- (MACK) “Para funcionar, o mercado precisa realmente de um agente catalizador, 
que é invisível, que é a confiança. Sem esse agente, o mercado não funciona. Durante 
esses anos todos, os governos foram permitindo que a imaginação ampliasse os 
negócios, que se criassem derivativos, se criassem novas instituições. Em algum 
momento, ocorreu um problema, que foi a crise do subprime. Na verdade, essa crise 
era uma coisa restrita, inicialmente.” 
(...) 
“Sobre isso não há dúvida. O mais grave, no entanto, é que ele (o Fed) continuou com 
a ideia de que não precisava regular, de que os agentes do mercado teriam aquilo que 
Adam Smith (economista inglês do século 18) chamou de o observador imparcial. Ou 
seja, acreditaram na hipótese de que os agentes não fariam sacanagem nenhuma. Mas 
ficou visível que esse mercado, com essa imaginação e com os incentivos perversos que 
ele estabeleceu, como aquele sistema de bônus absurdo, construiu isso que está aí. Em 
minha opinião, o Fed errou duas vezes. Errou porque manteve a taxa de juros muito 
baixa durante muito tempo. Ela foi permissiva, foi laxista e permitiu que tudo isso 
acontecesse. O mais grave, no entanto, é que não houve o menor controle da qualidade 
das operações.” 
Delfim Neto 
No trecho da entrevista acima, a respeito da crise financeira de 2008, é correto afirmar 
que o economista Delfim Neto 
a) indica a liberdade irrestrita dos agentes financeiros como a solução para os problemas 
que dela resultaram. 
b) aponta que o problema central da crise foi o excesso de regulação das atividades 
financeiras e o desvio dos governos em relação às práticas neoliberais. 
c) entende que o problema se restringia ao subprime, pois os agentes econômicos se 
autoregulariam. 
d) acredita que a falta de confiança, ou seja, uma crise de crédito foi o fator 
preponderante da crise deflagrada com o problema do subprime. 
e) critica as práticas socialistas de controle e defende explicitamente a ampla liberdade 
dos agentes financeiros. 
5-(UERJ) 
Os Investimentos Estrangeiros Diretos nos países incluem todo tipo de capital investido, 
à exceção daqueles para fins especulativos no setor financeiro. No atual momento do 
capitalismo, a posição ocupada pelos países emergentes indicados no gráfico reflete, 
principalmente, a seguinte característica de suas economias: 
a) crescimento potencial do mercado consumidor 
b) perspectiva de produção agrícola de exportação
c) industrialização tardia baseada em energia limpa 
d) desenvolvimento expressivo de bens de alta tecnologia 
6- (G1-CFTMG)) 
Mapa do mundo econômico 
A partir da análise do mapa, não é correto inferir que o(s) 
a) fluxos financeiros concentram-se entre os integrantes do grupo dos países centrais. 
b) principais nós da rede encontram-se na interligação meridional das diversas bolsas de 
valores. 
c) laços evidenciam a existência de uma periferia semi-integrada aos principais polos 
econômicos. 
d) cinturões confirmam o predomínio da dinâmica de deslocamento populacional 
temporário no norte. 
7- (UEC) As recentes projeções sobre o crescimento global da economia apontam para 
um cenário de redução em 2011 e 2012. O FMI também alerta que a estabilidade da 
economia mundial pode ser ameaçada 
a) pelo agravamento da crise da dívida na economia europeia. 
b) pela redução dos gastos públicos nos países do MERCOSUL. 
c) pelo impacto econômico da super safra de soja e milho nos EUA em 2011. 
d) pela redução da dívida nas economias americana e japonesa. 
8- (UPE) Observe com atenção o organograma a seguir: 
O organograma acima exibe duas versões distintas do sistema capitalista, planejadas em 
diferentes épocas, intrínsecas à economia de mercado, contudo diferenciadas por 
características marcadas por oposições conjuntas. Sobre elas, analise os itens a seguir: 
I. O Keynesianismo defende a ampla intervenção do Estado na economia, enquanto o 
Neoliberalismo aceita uma intervenção mínima do Estado na economia. 
II. O Keynesianismo é favorável ao aumento de gastos públicos, enquanto o 
Neoliberalismo estimula o Estado de bem-estar social. 
III. O Keynesianismo propõe a geração de empregos por intermédio da receita pública, 
enquanto o Neoliberalismo defende a abertura econômica dos países. 
IV. O Keynesianismo critica o pensamento econômico clássico, enquanto o 
Neoliberalismo busca aplicar os princípios do liberalismo clássico. 
V. O Keynesianismo critica o princípio da “mão invisível”, enquanto o Neoliberalismo 
critica a privatização de estatais. 
Apenas está CORRETO o que se afirma em 
a) I. 
b) III. 
c) I e II. 
d) I, III e IV. 
e) I, II, III e V. 
9- (UNICAMP) Faz cerca de vinte anos que “globalização” se tornou uma palavra-chave 
para a organização de nossos pensamentos no que respeita ao funcionamento do 
mundo. A palavra “globalização” entrou recentemente em nossos discursos e, mesmo 
entre muitos “progressistas” e “esquerdistas” do mundo capitalista avançado, palavras 
mais carregadas politicamente passaram a ter um papel secundário diante de 
“globalização”. A globalização pode ser vista como um processo, uma condição ou um 
tipo específico de projeto político. 
(Adaptado de David Harvey, Espaços de Esperança. São Paulo: Edições Loyola, 2006. 
p. 79.)
a) Identifique uma característica política e uma cultural do processo de globalização. 
b) Quais as principais críticas econômicas dos movimentos antiglobalização? 
Resposta: 
a) Dentre as características políticas do processo de globalização, podem ser 
indentificados a diminuição dos poderes dos Estados Nacionais como entidades 
autônomas diante de blocos regionais (União Européia, MERCOSUL, entre outros) e 
organismos como a ONU; em vários países, houve a adoção de princípios liberais 
democráticos e neoliberais – sobretudo com o fim da Guerra Fria, simbolizado na queda 
do Muro de Berlim em 1989. Como características culturais, poderiam indicar os 
processos de homogeneização e integração de culturas sintetizadas pela “aldeia global”, 
ao mesmo tempo em que há a valorização de identidades locais, expressas naquilo que 
se denominou “multiculturalismo”. Todos esses processos foram facilitados com a 
revolução tecnológica da informação, como as formas de comunicação em massa 
propiciadas pela internet, pelas redes sociais etc. 
b) Como principais bandeiras dos movimentos antiglobalização, estão as críticas ao 
modelo neoliberal; a geração de desigualdade entre as economias; a interdependência e 
vulnerabilidade dos mercados, gerando crises mundiais; o desmantelamento das formas 
de produção tradicionais em vários países; a precarização do trabalho com o aumento do 
desemprego e da informalidade. Outro alvo de críticas é a degradação ambiental e a 
ausência de políticas de sustentabilidade diante da aceleração dos processos de 
produção. 
10-(FGV-SP) O rebaixamento da nota de classificação de risco dos Estados Unidos, 
pela Standard e Poor’s, gerou uma nova onda de pânico no mercado global. A segunda-feira 
8 [de agosto] abriu com queda nas bolsas de valores do mundo inteiro – a Bovespa 
foi uma das mais prejudicadas, com queda de 8,08% – e o Banco Central Europeu tratou 
de fortalecer os países do bloco para evitar novos rebaixamentos, por meio da injeção de 
capital e controle de taxas cambiais. 
http://www.cartacapital.com.br/economia/a-decada-perdida-para-a-europa 
O rebaixamento da nota de classificação mencionado na reportagem ocorreu no 
contexto: 
a) da crise da dívida pública estadunidense, que atualmente equivale a mais que 100% 
do PIB do país. 
b) da disputa entre republicanos e democratas, que inviabilizou o acordo que ampliaria o 
teto de endividamento dos Estados Unidos. 
c) da adoção de medidas de regulamentação do setor financeiro, o que produziu a 
desvalorização dos títulos emitidos pelo Tesouro estadunidense. 
d) da crise da zona do euro, que já provocou o rebaixamento da nota de classificação da 
França e da Alemanha. 
e) de um erro de cálculo da Standard e Poor’s, já assumido publicamente pela agência. 
11- (UNICAMP) Importantes transformações produtivas e na forma de organização do 
trabalho têm ocorrido nas últimas décadas em todo o mundo e também no Brasil. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Em todo o mundo vêm sendo observadas mudanças em relação ao assalariamento e 
ao desemprego, como a precarização das relações de trabalho para desoneração da 
produção, e o crescimento da informalidade. 
b) Acordos e tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, tratam da questão 
do trabalho escravo e proíbem a escravidão por dívida, razão pela qual esse tipo de
trabalho forçado não é registrado no país desde 1888. 
c) Considerando a oferta de trabalho no Brasil, observa-se uma mudança de tendência, 
com a diminuição de oferta de emprego no setor primário e terciário, e efetivo aumento 
da oferta de emprego no setor secundário da economia. 
d) Uma característica marcante das relações de trabalho na etapa atual do modo de 
produção é a maior organização sindical. 
VESTIBULAR 2011 
1-(UNIOESTE) O fenômeno da Globalização, constituído por processos diversos, 
marca a experiência do tempo e do espaço vivenciada atualmente. Sobre este tema 
considere as afirmações a seguir: 
I. Com a globalização as relações de intercâmbio se intensificaram, levando a um 
acirramento da concorrência entre lugares, cidades e países que disputam os 
investimentos estrangeiros. 
II. Os fluxos de mercadorias, capitais e informações cresceram no mundo 
globalizado, intensificando o poder dos Estados sobre as suas economias nacionais. 
III. O processo de globalização não é somente caracterizado pela intensificação das 
relacões transfronteiricas e globais, mas também pelo aumento das disparidades 
entre lugares e países, por novos processos de exclusão socioeconômica. 
IV. Caracterizam a globalização, entre outros fatores, a maior dificuldade do 
estabelecimento dos fluxos transfronteiricos de capitais e mercadorias. 
V. As redes que sustentam os fluxos transnacionais também podem dar suporte aos 
circuitos informais de lavagem de dinheiro em paraisos fiscais e de atuação do 
narcotráfico internacional. 
Assinale a alternativa que indica as afirmações INCORRETAS. 
a) I, II e III. 
b) IV e V. 
c) II, III e V. 
d) III e IV. 
e) II e IV. 
2-(UNIR) As imagens abaixo mostram a localização de dois eventos mundiais 
ocorridos em 2009, simultaneamente. 
Sobre esses dois importantes fóruns mundiais, pode-se afirmar:
a) Em Davos, reuniram-se representantes da riqueza do planeta com objetivo 
principal de elaborar políticas sociais para tirar da pobreza os excluídos da 
globalização. 
b) Em Davos, no Fórum Econômico Mundial, os chefes de Estado dos países mais 
ricos do mundo exibiram seu otimismo com os bons resultados econômicos, 
consequência direta da adoção de políticas neoliberais em seus países. 
c) No Fórum Econômico Mundial, os países ricos se comprometeram a reduzir 
drasticamente os subsídios agrícolas como forma de melhorar a concorrência na 
Organização Mundial do Comércio. 
d) A cidade de Belém recepcionou a vanguarda do movimento social e político do 
mundo que luta contra a exclusão social provocada pela globalização da economia. 
e) No Fórum Social Mundial, a notícia do fim do protecionismo anunciada pelos 
países ricos foi dada como verdade e vista como um gesto positivo na luta contra as 
desigualdades mundiais. 
3-(UNEAL) Leia a frase para responder à questão. 
Fenômeno decorrente da implementação de novas tecnologias de comunicação e 
informação, isto é, de novas redes técnicas, que permitem a circulação de ideias, 
mensagens, pessoas e mercadorias num ritmo acelerado, e que acabaram por criar 
a interconexão entre os lugares em tempo simultâneo. 
PCN Geografia. Adaptado 
A descrição revela o fenômeno da 
a) conurbação. 
b) metropolização. 
c) globalização. 
d) revolução industrial. 
e) favelização. 
4-(UFBA) A contextualização do momento histórico compreendido nas últimas 
quatro décadas do século XX explica a divulgação de duas teorias político-econômicas 
— o neoliberalismo e a globalização capitalista —, que passaram a 
exercer grande influência nas relações internas e externas do mundo atual. 
Apresente o conceito de neoliberalismo e indique uma prática resultante da sua 
aplicação. 
Reposta: 
Conceito: 
Teoria política e econômica que se fundamenta na crença do poder de livre 
regulamentação do mercado; assim sendo, o mercado deve funcionar sem 
nenhuma restrição, e a liberdade econômica deve ser absoluta. 
Princípios de economia defendidos, desde 1944, por Friedrich von Hayek, 
austríaco naturalizado inglês, autor do livro “O Caminho da Servidão”. A teoria 
preconiza ainda que a desigualdade social é benéfica, pois tem a função de 
estimular a concorrência capitalista.
Prática: 
― Inglaterra – Margareth Tatcher (1979-1990) – Cortou os gastos sociais, 
aumentou o desemprego, derrotou sindicatos, privatizou empresas estatais e 
baixou os impostos dos ricos. 
― Estados Unidos – Ronald Reagan (1980-1988) – pôs em prática a política de 
valorização do dólar. 
― República Federal da Alemanha – Herbert Kohl – desagregação do estado do 
bem estar social. 
― Brasil – Fernando Collor de Melo e Fernando Henrique Cardoso – abriram o 
mercado à livre concorrência e puseram em prática as privatizações. 
5-(UFPR) A globalização é um fenômeno que tem como uma de suas 
características fundamentais a crescente abertura econômica e política entre os 
países. Sobre esse fenômeno, é correto afirmar: 
a) Sua emergência tornou obsoletos os blocos econômicos regionais, pois facilitou o 
comércio direto de país para país. 
b) Uma das consequências políticas do fortalecimento desse fenômeno foi a 
transferência da soberania nacional para organismos supranacionais, a exemplo 
da ONU. 
c) As fronteiras nacionais perderam suas funções legais de controle de fluxos. 
d) A causa da globalização foi a queda do muro de Berlim, dando fim à divisão do 
mundo conhecida como bipolaridade e iniciando uma nova fase, a multipolaridade. 
e) O desenvolvimento tecnológico associado às condições políticas mundiais das 
últimas décadas do século XX intensificou o processo de globalização 
6-(UNEAL) 
A primeira eleição de Ronald Reagan para a presidência dos Estados Unidos 
(1980) coincidiu com o início do governo de Margaret Thatcher, líder do Partido 
Conservador, na Inglaterra. Orientados por uma mesma concepção de governo, 
dariam dimensão internacional ao neoliberalismo (...) 
Alceu L. Pazzinato e Maria Helena V. Senise, História Moderna e Contemporânea 
A doutrina econômica a que o texto se refere defende 
a) o Estado de Bem Estar Social nas nações subdesenvolvidas. 
b) a prática da estatização dos recursos naturais. 
c) a intervenção mínima do Estado da economia. 
d) o desestímulo à livre circulação de capitais internacionais. 
e) a criação de rígida legislação de proteção ao trabalho. 
7-(UEL)
(RUGGI, L. ; RESENDE, R.; 
CARNIEL, F. Em campo com passaporte: notas sobre as transferências 
internacionais de jogadores de futebol brasileiros. Disponível em: . Acesso em: 27 
jun. de 2010.) 
Com base na tabela e nos conhecimentos sobre as desigualdades geoeconômicas no 
mundo, assinale a alternativa correta. 
a) A concentração das transações financeiras futebolísticas reflete o poder desigual 
de atração das diversas regiões de destino sobre o principal país fornecedor desses 
atletas no contexto do processo de globalização. 
b) Os dados indicam que, entre 2007 e 2008, houve um crescimento da migração de 
jogadores brasileiros para cada uma das regiões consideradas. 
c) A proximidade cultural do Brasil com os demais países das Américas explica o 
fato de haver mais transferências de jogadores para essas regiões 
comparativamente aos mercados europeus. 
d) Entre 2007 e 2008, a África foi o continente que, percentualmente, apresentou o 
maior crescimento como mercado receptor de jogadores brasileiros, tendo em vista 
a realização de sua primeira Copa do Mundo. 
e) A substituição do continente europeu pelo asiático como destino principal de 
jogadores brasileiros entre 2007 e 2008 pode ser explicada pela crise financeira de 
2008, iniciada em solo europeu. 
8-(UNIR) Analise os dois trechos de notícias abaixo. 
Espanha, Portugal e Grécia devem reduzir salários. 
Espanha, Portugal e Grécia terão que assumir sacrifícios como uma redução de 
salários para recuperar competitividade, afirmou o economista-chefe do FMI 
(Fundo Monetário Internacional), Olivier Blanchard, em entrevista publicada 
nesta terça-feira (2) pelo diário econômico francês Les Echos. Para o FMI, o 
restabelecimento de competitividade pode exigir grandes sacrifícios, como uma 
baixa dos salários. Essa será a maneira encontrada pelos governos para sanar a 
dívida pública.
(Disponível em http://noticias.r7.com/economia/noticias. Acesso em 10/10/2010.) 
Trabalhadores alemães e italianos ocupam as ruas contra arrocho. 
Dezenas de milhares de alemães protestaram neste sábado (12) contra o que está 
sendo considerado como o maior pacote de austeridade da Alemanha desde a 
Segunda Guerra Mundial. O governo da coalizão direitista e cada vez mais 
impopular da chanceler Angela Merkel acertou, na última segunda-feira, um 
pacote de cortes orçamentários para trazer o déficit federal de volta aos limites 
estabelecidos pela União Europeia até 2013. 
(Disponível em www.vermelho.org.br. Acesso em 13/06/2010.) 
Pode-se afirmar corretamente que os trechos acima 
a) são excludentes uma vez que tratam de questões distintas. 
b) não fazem parte de um mesmo contexto, uma vez que o primeiro trata do FMI e 
o segundo, da Alemanha. 
c) relacionam-se porque mostram as políticas adotadas por governos europeus na 
condução da crise econômica iniciada em 2008 nos Estados Unidos. 
d) completam-se porque abordam aspectos da criação da União Europeia. 
e) não se relacionam uma vez que tratam de aspectos divergentes quanto à 
resolução da crise econômica provocada pela União Europeia. 
9-(PUC-PR-CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA) Em abril de 2010 um 
vulcão entrou em erupção na Islândia. Apesar da sua localização geográfica, as 
fumaças lançadas na atmosfera levaram ao fechamento de vários aeroportos da 
Europa, provocando atrasos e cancelamentos de viagens em escala mundial. Essa 
situação demonstra que: 
a) No mundo globalizado a dependência dos transportes aéreos e a necessidade da 
rapidez nos deslocamentos de pessoas e no transporte de cargas são tamanhas, que 
mesmo os trens de alta velocidade, existentes em vários países europeus, não 
conseguem suportar o volume a ser transportado, o que pode causar um 
verdadeiro “caos aéreo”. 
b) Os aeroportos do norte da Europa foram fechados para servir de alojamento à 
população que precisou ser evacuada das áreas de risco nas imediações do vulcão, 
afetando, dessa forma, o transporte aéreo mundial. 
c) O conhecimento científico e a tecnologia sísmica foram capazes de prever a 
atividade vulcânica com bastante antecedência. Assim foi possível evacuar a 
população das áreas de risco, fator que causou o congestionamento dos principais 
aeroportos da Europa. 
d) O verdadeiro caos no transporte aéreo decorreu do intenso movimento de 
passageiros nos aeroportos da Europa, pois o derrame das lavas vulcânicas 
comprometeu a estrutura das principais rodovias do continente e fechou as
estações de trens. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores é correta. 
10-(UFAL) O Capitalismo Moderno é um sistema político e econômico que ainda 
predomina no mundo atual. Ele apresenta uma série de características, como as 
que são mencionadas a seguir, exceto: 
a) a globalização do capital financeiro. 
b) a intensificação dos monopólios. 
c) a redução considerável do direito à propriedade privada dos meios de produção. 
d) o aumento da produtividade do trabalho. 
e) a competição de oligopólios no mercado internacional. 
11-(UFRN) O ano de 2008 foi marcado por uma crise econômica que se abateu 
sobre os Estados Unidos. Nesse País, os efeitos da crise puderam ser observados 
por meio do fechamento de bancos, da queda de ações em Bolsas de Valores, da 
falência no Setor Imobiliário, do aumento do desemprego. As informações sobre a 
referida crise circularam, simultaneamente, em diferentes partes do Mundo. 
a) Justifique por que as informações sobre a crise dos EUA puderam ser 
acompanhadas, simultaneamente, em diferentes partes do Mundo. 
b) Levando em consideração a globalização econômica, explique por que a crise 
que atingiu os Estados Unidos em 2008 afetou a Economia Mundial. 
Resposta: 
a) Porque a sociedade atual vive a Revolução Técnico-científica-informacional, ou 
Terceira Revolução Industrial, que se caracteriza pelo avanço nas técnicas de 
armazenamento, processamento e difusão de informações, utilizando redes digitais, 
como a internet, os cabos de fibra ótica e os satélites de comunicação, com 
capacidade de transmissão, em tempo real, de fatos ocorridos em escala mundial. 
b) A globalização econômica se caracteriza pela intensificação dos fluxos de 
mercadorias, serviços, capitais e informações, que interligam o espaço planetário 
por meio de redes, que funcionam praticamente em tempo real, gerando a 
interdependência entre os mercados no âmbito da economia mundial. Nesse 
contexto, por ser os EUA um país que integra a rede do capitalismo mundial, cuja 
economia está densamente articulada ao sistema econômico e financeiro, a crise 
que lá se instalou provocou impactos nas demais economias do mundo. 
12-(UFRN) Brasil, Rússia, Índia e China, constituem um grupo de economias 
emergentes, que assumiram importância no mercado global. Esses países 
contribuíram nos últimos cinco anos com mais da metade do crescimento do 
produto global, ou seja, a soma do que foi produzido nos diferentes setores da 
economia, ampliando significativamente a participação destes no comércio
mundial. 
Sobre a participação desse grupo de países na economia mundial, pode-se afirmar 
que: 
a) A Rússia se destaca ofertando alimentos e matérias-primas para suprir as 
demandas de consumo da sociedade indiana. 
b) A China se destaca pela elevada qualificação de sua mão-de-obra e pelo 
desenvolvimento industrial com rígido controle ambiental. 
c) A Índia se destaca no setor de serviços de informática pela capacidade para 
formar profissionais nas áreas tecnológicas. 
d) O Brasil se destaca como fornecedor de petróleo e gás natural, atendendo as 
demandas de consumo de energia da produção chinesa. 
13-(UEPB) A globalização que marca a nova fase do desenvolvimento capitalista se 
caracteriza pela mundialização da produção, da circulação e do consumo. Processo 
este que foi viabilizado pelo avanço técnico acelerado. As transformações rápidas 
que ocorrem na economia e na sociedade têm hoje a finalidade de intensificar a 
competitividade, que é mola propulsora do processo de globalização. 
Podemos identificar como estratégias competitivas do capitalismo globalizado: 
I - A produção de transgênicos que, embora polêmica, é mais produtiva, aumenta a 
resistência às pragas e cria a dependência dos produtores junto às empresas que 
controlam as sementes geneticamente modificadas. 
II - A customização, ou seja, a fabricação de produtos sob encomenda para atender 
às especificações do consumidor final, em substituição à produção padronizada em 
série e com grandes estoques. 
III - A flexibilização da produção através da adoção de um mesmo padrão 
produtivo das linhas de montagem, distribuídas pelos vários países do mundo, o 
que reduz custos e retira a identificação de um produto como sendo de uma 
nacionalidade. 
IV - A adoção do protecionismo às empresas nacionais através dos subsídios e das 
cotas para dificultar a concorrência dos produtos estrangeiros dentro dos 
territórios nacionais. 
Estão corretas apenas as alternativas 
a) I, II e III 
b) I, III e IV 
c) I e IV 
d) II, III e IV 
e) II e III 
14-(UFRR) A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) é a divisão produtiva em 
âmbito internacional. Ela passou por três grandes fases, sendo que, na atualidade, 
ela se caracteriza: 
a) Pelos países europeus serem conquistadores de novas terras em várias partes do 
mundo, onde passaram a impor um domínio econômico;
b) Por ser conhecida como fase do capitalismo financeiro, em que os países 
detentores de capital liberavam empréstimos aos países subdesenvolvidos para que 
os mesmos pudessem implantar as filiais das empresas dos países ricos, 
transformando estes países subdesenvolvidos em exportadores de produtos 
industrializados; 
c) Pelo desenvolvimento de grandes oligopólios transnacionais, que deslocam sua 
capacidade produtiva para regiões em desenvolvimento, atrás de ofertas atrativas 
que possibilitem redução dos custos de produção; 
d) Pela divisão do mundo em dois grupos: os fornecedores de matéria-prima e os 
exportadores de produtos manufaturados; 
e) Pela divisão dos países do mundo nos blocos econômicos cristãos (comandados 
pelos Estados Unidos da América) e muçulmanos (comandados pelo Irã). 
VESTIBULAR 2010 
15-(UERJ) 
Description: uerj2010_1f_ciencias-humanas-p1_geo_50.wmf 
Pela leitura do gráfico, podem-se inferir as seguintes características do momento 
atual do capitalismo: 
a) livre-concorrência e fragmentação do setor bancário 
b) concentração econômica e formação de oligopólios financeiros 
c) nacionalização da economia e associação dos capitais industrial e bancário 
d) desregulamentação do mercado financeiro e predomínio dos bancos globais 
16-(UERJ) 
O ex-presidente do Banco Central americano disse ontem que “um tsunami do 
crédito que ocorre uma vez por século” tragou os mercados financeiros. Em 
audiência na Câmara dos Representantes dos EUA, frisou que as instituições não 
protegeram os investidores e aplicações tão bem como ele previa. 
Adaptado de O Globo, 24/10/2008 
A crise financeira que se intensificou no mundo a partir do mês de outubro de 2008 
colocou em xeque as políticas neoliberais, adotadas por muitos países a partir da 
década de 1980. 
A principal crítica ao neoliberalismo, como causador dessa crise, está relacionada
com: 
a) diminuição das garantias trabalhistas 
b) estímulo à competição entre as empresas 
c) reforço da livre circulação de mercadorias 
d) redução da regulação estatal da economia 
17-(UNESP) Observe o mapa. 
(Armand Colin. L’ Atlas 
Du Monde Diplomatique, 2006. Adaptado.) 
Após a observação dos fluxos comerciais mundiais, representados no mapa, aponte 
as características que explicam a dinâmica do comércio mundial. 
I. Os fluxos de mercadorias se repartem igualmente em todo o mundo, os fluxos 
concentram-se entre as áreas do Norte com o Sul (EUA, UE, Japão). 
II. Os principais fluxos comerciais são realizados entre os EUA (América do Norte) 
e Ásia; entre EUA (América do Norte) e Europa Ocidental e entre Europa 
Ocidental e Ásia. 
III. As áreas em desenvolvimento e subdesenvolvidas (Sul) têm expressiva 
participação no comércio mundial, portanto, não são consideradas marginalizadas. 
IV. Na Europa, a maior parcela do comércio é no interior da zona econômica, 
enquanto nos EUA (América do Norte) o comércio está voltado para outras regiões 
do mundo. 
V. Os países do Golfo Pérsico têm predomínio de exportações para fora da região, 
devido às exportações do petróleo.
Estão corretas apenas as afirmações 
a) I, II e IV. 
b) I, III e V. 
c) I, II, III e V. 
d) II, IV e V. 
e) III e IV. 
18-(UFT) No atual estágio do processo de globalização, a cultura e suas respectivas 
formas de manifestação têm ganhado um papel de destaque nas relações 
internacionais. Em diversos países tem-se constatado manifestações que reforçam 
as identidades locais e regionais em detrimento de um processo de homogeneização 
e padronização cultural impulsionado e estimulado, sobretudo, por grandes 
empresas transnacionais. Para Hall (2009), “juntamente com as tendências 
homogeneizantes da globalização, existe a „proliferação subalterna da diferença‟”. 
A partir do que foi apresentado, podemos considerar INCORRETA a alternativa 
que diz 
a) que a globalização contemporânea possibilita a formação de uma tendência 
cultural homogeneizante por meio das técnicas de informação, ciência e 
comunicação que ela coloca à disposição de atores políticos globais, que atuam 
no sentido de erradicar as manifestações culturais em escalas local e regional que 
reivindicam seus direitos a diferença. 
b) que a globalização contemporânea, a partir das técnicas, da ciência e da 
informação disponíveis para a atuação em escala global de empresas 
transnacionais, apresenta uma tendência à homogeneização cultural que é 
contestada, pois, em diversos países tem surgidos movimentos culturais que 
implicam na manifestação da diferença a essa tendência homogeneizante global. 
c) que na globalização contemporânea as mesmas técnicas de informação e de 
produção do conhecimento científico utilizadas por atores políticos para 
construírem uma tendência cultural global homogeneizante são utilizadas por 
movimentos políticos em suas manifestações culturais reivindicando seu direito à 
diferença. 
d) que a globalização contemporânea apresenta-se como um paradoxo, pois do 
ponto de vista cultural, ao mesmo tempo em que ela trabalha para que as coisas 
pareçam semelhantes entre si, contraditoriamente, ela constrói possibilidades de 
proliferação de diferenças. 
e) que na globalização contemporânea identificamos um movimento dialético no 
sentido de que ao mesmo tempo em que ela estrutura uma tendência cultural 
homogeneizante, possibilita que se manifestem movimentos de enfrentamento e 
reivindicação que proliferam seus direitos à diferença. 
19-(UFSM) '' Em seu livro Jihad vs. McWorld, Benjamin Barber foi incrivelmente 
profético ao descrever nosso mundo complicado, em que dois cenários 
aparentemente contraditórios desenrolam-se simultaneamente: um, onde 'cultura 
é lançada contra cultura, pessoas contra pessoas, tribos contra tribos' e outro, onde
'ímpeto de forças econômicas, tecnológicas e ecológicas (...) exigem integração e 
uniformidade e (...) hipnotizam as pessoas em todo o planeta com o universo fast de 
música, computador, comida (...), um McMundo unido pela comunicação, 
informação, entretenimento, comércio'.'' 
WORLDWATCH INSTITUTE. Estado do mundo. 2004. Salvador: Uma, 2004. p. 
179. 
O texto e a figura compõem um 
quadro que aponta para uma das contradições socioeconômicas mais marcantes da 
globalização. São elementos constituintes dessa contradição: 
a) intensa homogeneização do espaço - eliminação de culturas tradicionais. 
b) democracia nos países ricos - autoritarismo e desorganização da sociedade civil 
nas nações subdesenvolvidas. 
c) incentivo à integração econômica - fragmentação política pelo nacionalismo. 
d) poder das empresas globais - popularização dos sistemas de transportes em 
massa. 
e) universalização de produtos e facilidade de circulação de riqueza - diferenciação 
de ritmo e intensidade dos países e das populações na globalização. 
20-(FEI) Assinale a alternativa incorreta em relação à configuração do espaço 
econômico mundial nas últimas décadas. 
a) Há uma intensificação do comércio internacional de bens e serviços. 
b) Ocorre um aumento da interdependência econômica entre as nações do mundo. 
c) Graças ao aumento dos fluxos de capitais e do avanço tecnológico, as 
disparidades regionais têm diminuído em todo o mundo. 
d) Grande parte das transações internacionais ocorre entre filiais e empresas do 
mesmo grupo espalhadas pelo mundo. 
e) Predomina uma grande flexibilidade na produção, com o uso de tecnologias que 
possibilitam rápidas mudanças tanto nos produtos oferecidos, quanto no local de 
produção, sendo comum a presença de produtos com componentes fabricados em 
diversas partes do mundo.
21-(UNESP) A fábrica global instala-se além de toda e qualquer fronteira, 
articulando capital, tecnologia, força de trabalho, divisão do trabalho social e 
outras forças produtivas. Acompanhada pela publicidade, a mídia impressa e 
eletrônica, a indústria cultural, misturadas em jornais, revistas, livros, programas 
de rádio, emissões de televisão, videoclipes, fax, redes de computadores e outros 
meios de comunicação, informação e fabulação, dissolve fronteiras, agiliza os 
mercados, generaliza o consumismo. Provoca a desterritorialização e 
reterritorialização das coisas, gentes e ideias. Promove o redimensionamento de 
espaços e tempos. 
Octavio Ianni, Teorias da Globalização, 2002. 
Partindo da metáfora de fábrica global de Octavio Ianni, pode-se identificar como 
características da globalização 
a) o amplo fluxo de riquezas, de imagens, de poder, bem como as novas tecnologias 
de informação que estão integrando o mundo em redes globais, em que o Estado 
também exerce importante papel na relação entre tecnologia e sociedade. 
b) a imposição de regras pelos países da Europa e América do Sul nas relações 
comerciais e globais que oprimem os mais pobres do mundo e se preocupam muito 
mais com a expansão das relações de mercado do que com a democracia. 
c) a busca das identidades nacionais como única fonte de significado em um 
período histórico caracterizado por uma ampla estruturação das organizações 
sociais, legitimação das instituições e aparecimento de movimentos políticos e 
expressões culturais. 
d) o multiculturalismo e a interdependência que somente podemos compreender e 
mudar a partir de uma perspectiva singular que articule o isolamento cultural com 
o individualismo. 
e) a existência de redes que impedem a dependência dos polos econômicos e 
culturais no novo mosaico global contemporâneo. 
22-(UFF) 
O mundo como fábula, como perversidade e como possibilidade 
Vivemos num mundo confuso e confusamente percebido. Haveria nisto um 
paradoxo pedindo uma explicação? De um lado, é abusivamente mencionado o 
extraordinário progresso das ciências e das técnicas, das quais um dos frutos são os 
novos materiais artificiais que autorizam a precisão e a intencionalidade. De outro 
lado, há, também, referência obrigatória à aceleração contemporânea e todas as 
vertigens que cria, a começar pela própria velocidade. Todos esses, porém, são 
dados de um mundo físico fabricado pelo homem, cuja utilização, aliás, permite 
que o mundo se torne esse mundo confuso e confusamente percebido. 
De fato, se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é 
verdadeiro, e não queremos admitir a permanência de sua percepção enganosa, 
devemos considerar a existência de pelo menos três mundos num só. O primeiro
seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula; o segundo 
seria o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade; e o terceiro, o 
mundo como ele pode ser: uma outra globalização. 
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Do pensamento único à consciência 
universal. Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 17-18. 
A ideia da “globalização como fábula”, destacada no Texto XI, torna-se ainda mais 
expressiva, se levamos em conta certas definições de fábula, apresentadas no 
dicionário: mitologia, lenda, narração de coisas imaginárias. Não resta dúvida de 
que se lida com a imagem de um mundo cada vez mais interconectado, mas de 
forma alguma “sem fronteiras”. 
Essa imagem, difundida nos tempos atuais, encontra seu principal fundamento no 
aspecto: 
a) político, com o triunfo de regimes democráticos em continentes inteiros. 
b) socioeconômico, com a redução das desigualdades entre os povos da Terra. 
c) sanitário, com o êxito alcançado na prevenção das pan-epidemias. 
d) financeiro, com a intensa circulação de capitais em nível planetário. 
e) cultural, com a crescente unificação das crenças religiosas no mundo. 
23-(UEM) Sobre globalização e o atual momento de expansão do capitalismo no 
mundo, assinale o que for correto. 
01) A globalização está para o capitalismo informacional assim como o 
colonialismo esteve para a sua etapa comercial ou o imperialismo, para o final da 
fase industrial e início da fase financeira. 
02) Com a globalização, ocorre atualmente a inclusão de todos os povos e países no 
processo de desenvolvimento, o que gera a extinção dos chamados espaços 
desiguais no sistema econômico mundial. 
04) Para a globalização, interessa a eliminação de qualquer barreira ou entrave 
que impeça a livre circulação de mercadorias, função que é desempenhada pelos 
blocos econômicos internacionais. 
08) Uma das consequências da globalização é que os países se tornam dependentes 
uns dos outros, de tal forma que os países considerados subdesenvolvidos não 
conseguem mais resolver seus problemas internos sem o aval de países 
considerados desenvolvidos. 
16) A globalização é marcada, basicamente, pela mundialização da produção, da 
circulação e do consumo; ou seja, de todo o ciclo de reprodução do capital. 
Resposta: 21 (01+04+16) 
24-(UEL) Leia o texto a seguir: 
Os mercados podem escolher seus pobres em circuitos ampliados; o catálogo se
enriquece, porque ali, agora, existem pobres pobres e pobres ricos. E existem 
também – sempre se descobre – pobres ainda mais pobres, menos difíceis, menos 
“exigentes”. Nada exigentes. Saldos fantásticos. Promoções por todo o lado. O 
trabalho pode não custar nada quando se sabe viajar. Outra vantagem: a escolha 
desses pobres, desses pobres pobres, empobrecerá os pobres ricos que, ficando 
mais pobres, próximos dos pobres pobres, serão por sua vez menos exigentes. Que 
bela época! 
FORRESTER, V. O Horror econômico, Trad. Álvaro Lorencini, São Paulo: 
UNESP, 1997, pp.101. 
Baseado no texto e nos conhecimentos sobre o tema neoliberalismo e globalização, 
considere as afirmativas: 
I. O processo de globalização empresarial pode escolher além das fronteiras 
nacionais, locais em que o trabalho possa ser apropriado com custos ínfimos. 
II. Os pobres ricos são menos exigentes no mercado de trabalho, por conta das 
promoções que atingem o seu potencial de consumo. 
III. Os fantásticos saldos para a contratação de trabalho nesta bela época são 
realizados pelo catálogo ampliado da possibilidade de contratação dos pobres no 
mercado. 
IV. A disputa de emprego no mundo do trabalho mundial pode tornar os pobres 
ricos mais pobres, se o mercado souber viajar em busca das promoções. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas II e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas. 
25-(MACKENZIE-SP) 
“Não há sociedade, só indivíduos”. 
Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica 
Primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro na história da Inglaterra, 
de 1979 a 1990, Thatcher recebeu do então presidente norte-americano, Ronald 
Reagan, o título de “o homem forte do Reino Unido”. Indicada pelo Partido 
Conservador, suas decisões firmes marcaram a adoção de uma política neoliberal e 
o fim do modelo, então praticado, conhecido como Welfare State. Com relação 
a esse novo modelo de governo, assinale a alternativa correta. 
a) Privatização de empresas estatais, em que produtos e serviços considerados 
estratégicos para a soberania nacional são submetidos à lógica do mercado 
internacional, permitindo um aumento dos gastos públicos em saúde e educação. 
b) Retomada de uma política econômica sustentada por economistas, como Haydek
e Friedman, defendendo a absoluta liberdade econômica, mas com preocupações 
voltadas para a distribuição da riqueza nacional. 
c) Possibilidade de que países em desenvolvimento melhorassem seus quadros 
sociais, com o aumento de empregos para a classe trabalhadora, graças à atuação 
de empresas transnacionais em diversos setores. 
d) Corte de gastos no setor social, aumento do desemprego, endurecimento nas 
negociações com os sindicatos, elevação das taxas de juros e fim da intervenção 
estatal, dando total liberdade aos setores financeiro e econômico. 
e) Nova diretriz de governo adotada por Thatcher, na Inglaterra, não foi 
implementada pelos líderes de outras nações, que criticavam as desigualdades 
sociais geradas pela adoção desse modelo econômico. 
26-(PUCRJ) 
(...) Liberalismo, o Neo, bateu à porta da quitinete onde morava o Estado Mínimo e 
sua numerosa família. O Estado Mínimo – diga-se de passagem – já fora o máximo 
no passado, requisitado por todos, vivia confortavelmente em uma cobertura 
duplex no edifício Keynes. A partir dos anos 1980, seu prestígio começou a declinar 
diante da campanha orquestrada pelo Liberalismo que avançou no seu patrimônio 
e privatizou suas empresas sob o pretexto de que ele, Estado, não entendia nada de 
economia, cobrava altos impostos e impedia a maximização dos seus lucros. 
Empobrecendo, o Estado teve que se mudar para um apartamento menor e depois 
para outro menor ainda e hoje vive em uma modesta unidade no conjunto 
habitacional Milton Friedmam. (...) 
NOVAES, Carlos Eduardo, ‘Liberalismo e Estado Mínimo’, 01/mar./2009, Jornal 
do Brasil. 
A opção que apresenta exemplos, no Brasil, que confirmam a explicação contida 
no trecho da crônica é: 
a) privatização de bancos, aumento das barreiras alfandegárias, aplicação dos 
Planos Quinquenais. 
b) desestatização de empresas, desregulamentação da economia, criação de 
Agências Reguladoras. 
c) redução da concentração do poder administrativo federal, redução das taxas de 
juros, criação dos Órgãos de Planejamento Regional. 
d) ampliação da esfera de atuação das secretarias de governo, reforma fiscal, 
implementação de Programas de Desenvolvimento Nacional. 
e) nacionalização de empresas, redução das tarifas alfandegárias, implementação 
dos Programas Nacionais de Desenvolvimento. 
27-(FATEC) No atual processo de globalização econômica, vem ocorrendo uma 
verdadeira divisão econômica e geopolítica do mundo, que distingue centros de 
inovação tecnológica, áreas de difusão de indústria e agroindústria avançadas, 
áreas em desindustrialização, áreas com economia tradicional em decadência e
áreas a serem preservadas. Sob o comando dos grandes agentes econômicos 
capitalistas transnacionais, o território dos países é utilizado intensivamente, 
afetando o poder dos Estados e alienando a vida das sociedades que vivem nesses 
territórios. 
Analise as afirmações a seguir como elementos em jogo no processo de 
globalização descrito. 
I. Hegemonia dos processos produtivos baseados na 3ª Revolução Industrial. 
II. Macropolíticas estatais controladoras dos fluxos econômicos e protetoras da 
mão-de-obra. 
III. Divisão mundial do trabalho entre centros hegemônicos e periferias e 
semiperiferias. 
IV. Tendência ao aumento das áreas naturais preservadas pelo “desenvolvimento 
sustentável” capitalista. 
Pode-se assinalar, como verdadeiros elementos desse processo de globalização, o 
que está contido nas afirmações 
a) I, II, III e IV. 
b) I, II e III, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e IV, apenas. 
e) IV, apenas. 
28-(UNESP) A fábrica global instala-se além de toda e qualquer 
fronteira,articulando capital, tecnologia, força de trabalho, divisão do trabalho 
social e outras forças produtivas. Acompanhada pela publicidade, a mídia 
impressa e eletrônica, a indústria cultural,misturadas em jornais, revistas, livros, 
programas de rádio,emissões de televisão, videoclipes, fax, redes de computadores 
e outros meios de comunicação, informação e fabulação, dissolve fronteiras, agiliza 
os mercados, generaliza o consumismo. Provoca a desterritorialização e 
reterritorialização das coisas, gentes e ideias. Promove o redimensionamento de 
espaços e tempos. 
Octavio Ianni, Teorias da Globalização, 2002. 
Partindo da metáfora de fábrica global de Octavio Ianni, pode-se identificar como 
características da globalização 
a) o amplo fluxo de riquezas, de imagens, de poder, bem como as novas tecnologias 
de informação que estão integrando o mundo em redes globais, em que o Estado 
também exerce importante papel na relação entre tecnologia e sociedade. 
b) a imposição de regras pelos países da Europa e América do Sul nas relações 
comerciais e globais que oprimem os mais pobres do mundo e se preocupam muito 
mais com a expansão das relações de mercado do que com a democracia.c) a busca 
das identidades nacionais como única fonte de significado em um período histórico
caracterizado por uma ampla estruturação das organizações sociais, legitimação 
das instituições e aparecimento de movimentos políticos e expressões culturais. 
d) o multiculturalismo e a interdependência que somente podemos compreender e 
mudar a partir de uma perspectiva singular que articule o isolamento cultural com 
o individualismo. 
e) a existência de redes que impedem a dependência dos polos econômicos e 
culturais no novo mosaico global contemporâneo. 
29-(UFTO) No caso brasileiro, as décadas de 1980 e 1990 são marcadas pelo 
processo de globalização da economia. Muitas corporações internacionais de 
diferentes setores econômicos se instalaram em território brasileiro e passaram a 
atuar na fabricação de uma gama variável de produtos, bem como na oferta de 
serviços. Este período é marcado também pelo movimento neoliberal que culminou 
na privatização de muitas empresas estatais brasileiras. De acordo com o texto é 
CORRETO afirmar que: 
a) ao abrir as portas para o capital estrangeiro o mercado brasileiro, formado por 
diferentes setores da economia, apresentou um forte aquecimento. Este 
crescimento, por sua vez, foi acompanhado de um significativo desenvolvimento 
social, constatado em todas as partes do território. 
b) ao se instalar no território brasileiro, as empresas transnacionais passaram a 
produzir seus próprios espaços, considerados espaços da globalização, em que os 
comandos passam a ser estabelecidos por essas empresas, criando, assim, um 
“espaço nacional da economia internacional”. 
c) a produção industrial brasileira é marcada pela inovação tecnológica. Aqui, 
produtos da mais alta tecnologia surgem constantemente. Este fato é constatado 
pela supremacia que a indústria representa em nossa balança comercial, 
superando, inclusive o agronegócio. 
d) em se tratando do Brasil, o processo de globalização da economia se faz sentir 
exclusivamente no campo. Não se pode negar os avanços tecnológicos que se tem 
observado no setor agrícola. Isto pode ser constatado pela expressiva produção que 
coloca o país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. 
e) o território brasileiro é um exemplo emblemático de que a globalização de fato 
se estabeleceu para trazer apenas benefícios. Em toda parte podemos observar os 
avanços significativos, de modernização, desenvolvimento social e melhorias no 
meio ambiente. 
30-(PUCPR) A globalização pode ser descrita como um conjunto de 
transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas 
últimas décadas. 
São manifestações características da globalização, EXCETO: 
a) A globalização aumentou a força/influência do Estado-Nação como poder
regulador da vida econômica e social dos países. 
b) A redefinição das relações políticas, econômicas e culturais entre os países 
modifica o papel e o significado das fronteiras nacionais. 
c) A nova divisão internacional do trabalho permite que grandes conglomerados 
empresariais passem a exercer uma dominação crescente no setor industrial e de 
serviços. 
d) Em virtude do processo de globalização, as grandes corporações passam a ter 
maior mobilidade espacial e maior capacidade competitiva. 
e) É crescente a interligação e interdependência dos mercados financeiros em 
escala mundial. 
31-(UNESP) É possível reconhecer que o novo ciclo de expansão mundial do 
capitalismo abala radicalmente os projetos econômicos nacionais. Criam-se 
estruturas mundiais de poder, dada a sua influência não só na economia, mas 
também na política e cultura. Surgem mecanismos econômicos que atuam além 
das fronteiras do país de origem. Sua característica mais importante alicerça-se na 
abrangência global de seu funcionamento, pois atua na economia numa escala 
internacional, portanto, além das fronteiras nacionais. Elas interferem no processo 
produtivo – criando a produção dos componentes de um determinado produto, por 
exemplo, um aparelho eletrônico, como resultante da fabricação e montagem em 
fábricas que poderão estar situadas nos mais diversos países, ou mesmo 
continentes. Seus centros de decisões financeiros situam-se no país sede, embora 
tenham instalações espalhadas pelo mundo. 
Octavio Ianni. Capitalismo, violência e terrorismo, 2004. Adaptado. 
O texto refere-se: 
a) à indústria pesada. 
b) à indústria de processamento e beneficiamento. 
c) a um tecnopolo. 
d) às empresas nacionais. 
e) às empresas transnacionais. 
32-(UNESP) As duas guerras mundiais cortaram boa parte dos vínculos 
econômicos entre os países. Depois de 1945, a economia capitalista recuperou, 
pouco a pouco, seu alcance mundial, num processo conduzido, principalmente, 
pelas empresas multinacionais. A partir do final da década de 1980, o cenário 
econômico mundial passou por profundas transformações. Dentre elas, a ascensão 
ao poder, nos dois países mais importantes do mundo capitalista, do presidente 
norte-americano Ronald Reagan e da primeira-ministra britânica Margaret 
Thatcher. Suas ações políticas atacaram os direitos trabalhistas e os benefícios 
sociais, em prejuízo da maioria da população. O objetivo era aumentar 
a parcela da riqueza nacional em mãos dos capitalistas. A desigualdade social se 
acentuou. As empresas estatais foram quase todas privatizadas e o controle do
Estado sobre as companhias particulares foi reduzido ao mínimo. 
Outra mudança importante neste período foi o fim do comunismo soviético, numa 
sequência de eventos que têm como marco a queda do Muro de Berlim, em 1989. A 
Guerra Fria terminou, com a vitória indiscutível do capitalismo. 
Igor Fuser, Geopolítica: o mundo em conflito, 2006. Adaptado. 
O texto enfatiza a ascensão ao poder de líderes políticos partidários 
a) do socialismo. 
b) do neoliberalismo. 
c) do comunismo. 
d) do fascismo. 
e) da social-democracia. 
VESTIBULAR 2009 
33-(UFBA) 
A ONU — ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS — tem como objetivos 
manter a paz, defender os direitos humanos e as liberdades fundamentais e 
promover o desenvolvimento dos países em escala mundial. [...] A ONU é 
constituída por várias instâncias, que giram em torno do Conselho de Segurança e 
da Assembléia Geral. A organização atua em diversos conflitos por meio de suas 
forças internacionais de paz. A ONU — Organização ..., 2008, p. 75. 
A globalização é o fenômeno mais recente da economia capitalista mundial. É 
resultado da evolução da técnica e da ciência, da eficiência dos meios de 
transportes e comunicações e da construção de instituições supranacionais que lhe 
dão sustentação, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e os diversos 
blocos econômicos regionais que, há pouco mais de uma década, estão em processo 
de consolidação. Caracteriza-se pela liberdade de circulação de mercadorias, 
capitais e serviços entre os países. (LUCCI; BRANCO; MENDONÇA, 2006, p. 
120). 
Considerando-se as informações dos textos e com base nos conhecimentos sobre a 
Organização das Nações Unidas (ONU) e sua estrutura, a globalização e suas 
instituições supranacionais, pode-se afirmar: 
(01) A Organização das Nações Unidas (ONU), criada logo após a Segunda Guerra 
Mundial, busca um novo papel no conflituoso mundo globalizado, transformando-se 
num respeitado fórum de discussão e de encaminhamento dos problemas 
mundiais. 
(02) O Conselho de Segurança da ONU concentra um grande poder, sobretudo
através dos membros permanentes — Estados Unidos, Reino Unido, França, 
Federação Russa e China — que possuem poder de veto, e por ser o órgão que 
aprova missões de paz, embargos e ações armadas. 
(04) O Mercado Comum do Sul (Mercosul) surgiu no começo da década de 70 do 
século passado, com objetivo de unificar tarifas entre países da América do Sul — 
inicialmente Brasil, Bolívia, Chile e Uruguai — e adotar políticas comuns. 
(08) O termo “globalização” passou a ser usado para descrever uma nova fase, 
marcada pela crescente interdependência entre governos, empresas e movimentos 
sociais, porém sua dinâmica não trouxe maior igualdade entre os povos. 
(16) A Organização Mundial do Comércio (OMC) — cujo objetivo é resolver as 
disputas comerciais entre países ricos e pobres — envolve 20 membros, representa 
países desenvolvidos e subdesenvolvidos, tendo começado a funcionar no início 
deste século, com a rodada de Doha. 
(32) O BRIC é uma sigla criada por analistas financeiros para designar os quatro 
principais países emergentes do mundo — Brasil, Rússia, Índia e China — visando 
demonstrar o impacto que o grupo tem e terá, cada vez mais, na economia 
mundial. 
Resposta: 01 + 02 + 08 + 32 (43) 
34-(UFSCAR) O contínuo avanço tecnológico global não parece estar garantindo 
que as sociedades futuras possam gerar, unicamente por mecanismos de mercado, 
postos de trabalho – ainda que flexíveis – compatíveis em qualidade e renda com as 
necessidades básicas da população mundial. A lógica da globalização e do 
fracionamento das cadeias produtivas incorporou parte dos bolsões de mão-de-obra 
barata mundiais sem necessariamente elevar-lhes a renda. Os postos de 
trabalho formal crescem menos que os investimentos diretos.Se, por um lado, 
surgem oportunidades bem remuneradas no trabalho flexível, por outro, o setor 
informal também abriga o emprego muito precário e a miséria. E, especialmente 
nos países da periferia, os governos – comprometidos com a estabilidade – não têm 
orçamento suficiente e estruturas eficazes para garantir a sobrevivência dos novos 
excluídos. O paradigma do emprego está em definitiva mudança, e há inúmeras 
razões para preocupação quanto ao futuro da exclusão social no novo século. 
(Gilberto Dupas. A 
lógica da economia global e a exclusão social. Revista de Estudos Avançados,
set/dez 1998.) 
A análise do texto e da tirinha permite afirmar: 
a) o texto aborda o desemprego típico do taylorismo-fordismo. A partir dele, 
valorizou-se mais a estatística relativa ao número de trabalhadores sem emprego, à 
qual a tirinha faz referência. 
b) na tirinha, a personagem Mafalda faz alusão ao desemprego enquanto indicador 
econômico-estatístico. O texto demonstra que a lógica da globalização reduz a 
oferta de empregos e amplia a exclusão social. 
c) o texto aponta o aumento da informalidade, o que amplia a taxa de desemprego 
referida na tirinha, visto que o trabalhador informal pertence exclusivamente à 
população inativa. 
d) o aumento da taxa de desemprego referida na tirinha aumenta a pobreza e a 
exclusão social, sobretudo em países desenvolvidos, onde o avanço tecnológico mais 
intenso é responsável pelo desemprego conjuntural. 
e) a lógica da globalização é fracionar e dispersar as atividades produtivas no 
espaço e não reduzir os postos de trabalho. Assim, as regiões que recebem muitos 
investimentos diretos não apresentam aumento da taxa de desemprego à qual a 
tirinha faz referência. 
35-(UFOP) “São as empresas globais e não as nações que definem as estratégias 
globais nas quais as atividades são localizadas em muitos países.” 
PORTER, M. E. A vantagem competitiva das nações. Rio de Janeiro: Campus, 
1993, apud JANSEN et al. Estratégias de sobrevivência para pequenas e médias 
empresas em ambientes globalizados: um estudo de caso do setor eletroeletrônico. 
Gestão & Produção, v. 12, n. 13, p. 405-416, set./dez. 2005. 
A afirmativa transcrita acima expressa uma opinião corrente acerca do atual 
processo de globalização da economia. Sobre essa questão, assinale a afirmativa 
incorreta. 
a) A economia mundial conseguiu tornar-se verdadeiramente global com base na 
nova infra-estrutura, propiciada pelas tecnologias da informação e da 
comunicação. 
b) As nações subdesenvolvidas estão criando restrições à entrada de capitais por 
meio de barreiras comerciais e do aumento da regulamentação dos seus mercados 
financeiros e de trabalho. 
c) O processo atual de mundialização da economia capitalista é acionado pelas 
corporações transnacionais, apoiadas pelos governos dos países capitalistas 
centrais. 
d) Um fator determinante para a incorporação ao processo de globalização 
econômica é a adoção de políticas de desregulamentação e de liberalização postas
em prática pelos governos e pelas instituições internacionais. 
36-(UTRPR) Observe a figura a seguir a respeito do mercado financeiro 
internacional e assinale a alternativa correta. 
1 – Londres 
2 – Tóquio 
3 – Nova York 
4 – Paris 
5 – Frankfurt 
6 – Bathen 
7 – Cingapura 
8 – Honk Kong 
9 – São Francisco 
10 – Chicago 
a) A figura mostra que os mais importantes centros financeiros ficam nos 
hemisférios leste e sul. 
b) Apesar das cidades estarem em fusos horários diferentes, formou-se uma 
verdadeira praça financeira, que jamais fecha, porque a bolsa de valores que está 
terminado seu funcionamento passa as cotações de suas ações ainda em 
funcionamento a oeste e assim sucessivamente. 
c) Durante a Guerra Fria, as bolsas de valores dessas cidades eram classificadas 
como pertencentes ao lado oeste e lado leste do mundo, em função dos regimes 
sócio-econômico capitalista e comunista de seus países. 
d) Os países onde se localizam estas cidades por investirem pouco em tecnologia e 
desenvolvimento são obrigados a pagar royalties a países subdesenvolvidos para 
utilizar novos produtos e tecnologias.e) Nestas cidades, a economia gira em torno
da exportação de commodities que atendem os interesses da agroindústria 
transnacional. 
37-(UTRPR) Podemos definir, em linhas bem gerais, o “Neoliberalismo” como um 
conjunto de idéias políticas e econômicas que defende a não participação do Estado 
na economia. De acordo com esta doutrina, deve haver total liberdade de comércio 
(livre mercado), pois este princípio garante o crescimento econômico e o 
desenvolvimento social de um país. Com base nesse entendimento, analise as 
afirmações abaixo: 
I) Nas últimas décadas, as trocas comerciais têm sido acompanhadas de um 
gigantesco crescimento nos movimentos internacionais de capitais, feitos com o 
objetivo de buscar um maior equilíbrio social internacional, transferindo renda 
aos países pobres. 
II) Um dos primeiros governos ocidental a inspirar-se em tais princípios foi o de 
Margareth Thatcher na Inglaterra, a partir de 1980. Ela enfrentou os sindicatos, 
fez aprovar leis que lhes limitassem a atividade, privatizou empresas estatais, 
afrouxou a carga tributária sobre os ricos e sobre as empresas e estabilizou a 
moeda. 
III) No final dos anos 90, com as manifestações públicas nos encontros da OCDE 
(Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em Seattle, em 
1999, e em Gênova, em 2000, cresceram as análises sobre os movimentos de 
resistência ao neoliberalismo. 
IV) O “Fórum Social Mundial” foi uma proposta de contraposição ao “Fórum 
Econômico Mundial” de Davos, na Suíça, e originalmente realizado no mesmo 
período de tempo, anualmente. 
Estão corretas somente as proposições: 
a) I, II e III. 
b) I, III e IV. 
c) II, III e IV. 
d) I e IV. 
e) I e II. 
38-(IBMECRJ) Desde o início dos anos 80 o mundo assiste a uma "onda 
neoliberal" em toda a economia, processo que hoje vive uma crise de proporções 
ainda indefinidas. Sobre o neoliberalismo são feitas as seguintes afirmativas: 
I - Cabe ao Estado, nesse processo, o papel de gestor e interventor. 
II - Desprezar qualquer tipo de preocupação com os gastos públicos é uma 
característica marcante do neoliberalismo. 
III - A ocorrência de fusões de empresas e bancos permitiu o surgimento das 
empresas transnacionais, atuantes nos mais diversos setores da economia. 
Assinale:
E.j.a provas globalização
E.j.a provas globalização
E.j.a provas globalização
E.j.a provas globalização
E.j.a provas globalização
E.j.a provas globalização
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Sandra Pratas
 

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E.j.a provas globalização

  • 1. GLOBALIZAÇÃO: TEXTO E ATIVIDADES/ E.J.A MÉDIO... A GLOBALIZAÇÃO A globalização é um fenômeno sócio-político-econômico que permeia todas as classes de poder. Este se encontra presente nas mais diversas esferas (econômica, política, social, ambiental, religiosa, cultural etc.), afetando constantemente o desenvolvimento da sociedade. O Brasil passou ao longo das últimas décadas por um aumento significativo no grau de globalização, sendo lamentável a situação de como o fenômeno atingiu a população, tendo este se manifestado através de suas vias mais perversas. Assim, é possível perceber que o desemprego crescente tornou-se crônico, o que ocasionou o aumento da pobreza e a perda da qualidade de vida das classes médias, sendo que somente as classes detentoras do poder foram beneficiadas. O processo globalitário não é um elemento estático e permanente, mas sim, um estágio de desenvolvimento do modelo capitalista de produção. Sua solução não depende somente de medidas governamentais, mas também de iniciativas individuais e coletivas. As questões 1,2 e 3 são referentes ao texto acima e aos conhecimentos que você já possui: 1 – O que é globalização? 2 – De que maneira podemos ver e sentir o processo da globalização no Brasil? Exemplifique. 3 – De qual dos lados da globalização o texto se refere? O lado bom ou ruim? Por quê? 4 – Associe a primeira coluna de acordo com a segunda: a- (1) É o ato de comprar ou adquirir produtos ou serviços sem haver necessidade ou ter real consciência do que está fazendo. b- (2) São empresas com sedes em países ricos, que espalham suas filias pelo mundo. c- (3) Produto da ciência e da engenharia que envolve um conjunto de instrumentos, métodos e técnicas que visam à resolução de problemas. d- (4) União de países com interesses mútuos de crescimento econômico e, em alguns casos, se estende também á integração social desses países. e- (5) Estado da pessoa que se submete cegamente aos valores e instituições dadas, perdendo assim a consciência de suas verdadeiras consequências. ( ) Alienação ( ) Blocos Econômicos ( ) Tecnologia ( ) Consumismo ( ) Multinacionais
  • 2. 6 – Assinale V (se Verdadeiro) ou F (se Falso) nas afirmativas abaixo: 5 – Marque com um X a alternativa correta. Apenas uma alternativa está correta: a- A globalização está provocando melhoras nas condições de vida de todas as pessoas do planeta. b- As formas de produzir e informar ocorre numa velocidade lenta nos dias de hoje. c- As distâncias entre os lugares no atual período técnico e científico aumentaram relativamente. d- Os problemas ambientais se acentuaram na atual sociedade do consumo ou sociedade globalizada. ( ) O Brasil faz parte de um bloco econômico chamado Mercosul (Mercado Comum do Sul). ( ) A eliminação da tarifas alfandegárias entre os países-membros é uma desvantagem da formação dos blocos econômicos. ( ) A formação de um bloco econômico pode resultar na livre circulação de mercadorias, pessoas e até na adoção de uma moeda única. ( ) A União Europeia (EU) é o bloco que contém o maior número de países. Profº: Marciano Vieira.
  • 3. UM POUCO DOS BLOCOS ECONÔMICOS Com o fenômeno da globalização, o mercado internacional tornou-se bastante competitivo, diante disso, somente os mais fortes prevalecem. O que acontece é uma disputa por mercados em âmbito global. Muitos países, com o intuito de se fortalecer economicamente, unem-se para alcançar mercados e verticalizar a sua participação e influência comercial no mundo. Essa união denomina-se blocos econômicos – os quais estreitaram as relações econômicas, financeiras e comerciais entre os países que os compõem. Atualmente existem muitos blocos econômicos, formados há décadas como a União Europeia, o Mercosul, o NAFTA, Pacto Andino, Apec, etc. Tais blocos têm se fortalecido cada vez mais, e chegam até a se relacionar entre si. Com isso, cada país, ao se tornar integrante de um bloco econômico, obtém mais força nas relações comerciais internacionais. Conclui-se que o instituir de um bloco econômico apresenta pontos positivos e negativos. Como princípio geral, um bloco, dependendo de seu grau de integração, tende a fortalecer os países membros desse mesmo bloco, pois a limitação de fatores de produção de um dos países membros pode ser complementada pela abundância encontrada no outro país parceiro. Além disso, possibilita a circulação de mercadorias, pessoas, à redução de tarifas, entre outras vantagens. Como fatore negativo fica evidente a perda de soberania do país que não fizer parte de um determinado grupo, sendo capaz de ser excluído do concorrente mercado econômico-financeiro que se apresenta hoje no mundo aumentando assim o desnível entre as economias e sociedades. 1) a ) Explique os motivos que levaram os países a formarem os Blocos Econômicos atuais. b) Cite o nome de 3 blocos econômicos e dê exemplos de países que os compõem. c) A formação desses blocos gera vantagens ou desvantagens? Explique. 2) Sobre as organizações internacionais resolva: a) Organização que tem como objetivos principais a defesa da paz e da segurança mundiais e a cooperação econômica, cultural e social entre seus membros. a) OMC b) ONU c) OMS d) FAO b) Organização que atua na ciência, cultura e educação, prioriza a difusão do conhecimento, preservação das culturas e qualificação da comunicação entre os países e entre as pessoas: a) OIT b) ONU c) OMS d) UNESCO
  • 4. 3) Mecanismo formado por países chamados “emergentes”, o BRICS ( Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul ) possui um grande peso econômico e político e pode desafiar as grandes potências mundiais. Sobre esses países, é correto afirmar que: a) formam um bloco econômico que, a exemplo do Mercosul e da União Europeia, estão estabelecendo um conjunto de tratados e acordos visando a integração da economia. b) são considerados países emergentes, embora possuam diferenças expressivas entre si, no que diz respeito à população, território, recursos naturais e industrialização. c) sua importância como bloco econômico e político tem reformulado a geopolítica mundial e rivalizado com outras entidades supranacionais, a exemplo da ONU. d) Uma das suas características é a semelhança no regime político adotado, mostrando que o mundo ainda se divide por questões de natureza ideológica. e) sua emergência como bloco foi consequência da alta capacidade em articular necessidades globais com interesses regionais, acima dos interesses econômicos e políticos. 4) Considerando as discussões já feitas, assinale a alternativa correta: a) Os países da União Europeia, diferentemente dos Estados Unidos e do Japão, são os mais dinâmicos economicamente, porque são os únicos a se organizar em blocos regionais. b) Não são somente os países que se organizam em blocos regionais que atuam no comércio em escala mundial. Esse é o caso da China, que de forma independente é uma potência comercial. c) Com a constituição do Mercosul, a América do Sul está se isolando do processo de globalização, visto que essa organização restringe as relações com a escala mundial. d) Os países que estão se organizando em blocos regionais veem diminuir os investimentos internacionais em seus territórios. Isso se dá inclusive na Europa. e) Não é correto se falar em mundo multipolar tendo como referência os blocos regionais, visto que eles não são suficientes para concorrer com o polo dos Estados Unidos, o verdadeiro e único polo da ordem mundial atual. 6) A iniciativa para as Américas, lançada pelo presidente George Bush em junho de 1990, se inseria na orientação reformista: a sua meta consistia na formação de uma zona de livre comércio em todo o continente americano, com a exclusão de Cuba. Essa zona de integração econômica é conhecida como: a) Mercado Comum do Sul (Mercosul). b) União Europeia. c) Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). d) Zona da Bacia do Pacífico. e) Novos Países Industrializados (NPIs).
  • 5. Os Estados nacionais frente à globalização Há quinze anos o mundo parecia haver alcançado um ponto de estabilização para Estados, nações e fronteiras por causa do duplo efeito da Guerra Fria e uma descolonização que estava terminando. Mas a queda do Muro de Berlim, com o desmoronamento do Império Soviético, e os processos de globalização e regionalização em curso mudaram radicalmente a situação. Uma das principais questões que economistas e cientistas políticos e sociais discutem atualmente é a do "debilitamento" ou possível "desaparecimento" do Estado-Nação, baseados na idéia de que até o fim da bipolaridade teria dominado, no cenário internacional, o "paradigma" do Estado-Nação soberano e autárquico. Com o triunfo do capitalismo liberal e a globalização econômica, estaríamos presenciando um processo de diminuição progressiva da esfera de ação dos Estados, fato em relação ao qual concordam tanto apologistas quanto críticos do neoliberalismo. Por exemplo, Richard Falk e Gilles Breton desenvolveram o conceito de "evasões do Estado" para mostrar como dentro e fora das fronteiras de um Estado-Nação existem forças internas e externas que estabelecem redes ou efetuam ações que, sem inserir-se necessariamente em uma lógica de oposição aos Estados, prescindem de seus marcos ou normas institucionais. Mencionam, assim, as redes que atuam "por sobre os Estados" (grupos, empresas ou movimentos internos que procuram modificar políticas em um sentido transnacional), "através das fronteiras" (grupos externos que se apoiam sobre princípios transnacionais para pressionar os Estados) ou "ainda mais além das fronteiras" (grupos que se dedicam a resolver políticas globais ou têm aspirações globais: direitos humanos, movimentos ecológicos, fundamentalismos diversos, tráfico de drogas, etc.)1. Isso é certo em grande medida. Ninguém pode negar a existência desses fenômenos de transnacionalização (desde empresas multinacionais e organizações não-governamentais de cooperação até máfias ou organizações terroristas) que colocam em questão o papel dos Estados-Nações ou debilitam suas soberanias. É preciso, entretanto, incorporar à análise certos elementos que relativizam essas visões. Antes de tudo, deve-se evitar uma assimilação mecânica entre o conceito de Nação e o de Estado, o que freqüentemente resulta de uma perspectiva eurocêntrica baseada no processo histórico de formação de alguns países da Europa Ocidental, cujo paradigma seria a França. Como definir, por exemplo, no âmbito da própria Europa, países como Suíça e Bélgica, onde coincidem um Estado e uma sociedade plurinacional? Isso é mais evidente ainda em outras partes do mundo, como na Índia ou no Canadá. Em sentido oposto, existem nações que não puderam transformar-se em Estados. A Nação, do latim natus, é uma categoria histórica vinculada a processos materiais e culturais que permitem constituir uma comunidade distinta em relação a outras (ou, dito de outro modo, com uma identidade própria). Está ligada, ademais, às formas de evolução social que caracterizaram o desenvolvimento do capitalismo desde seu início. Ao mesmo tempo, as nações, com maior ou menor êxito, procuraram estabelecer-se como Estados, quer dizer, possuir um aparato de poder (órgão de ação e coerção) com soberania sobre o território dessa nação e com o objetivo de regular as relações dentro da sociedade nacional e com as outras comunidades. No mundo moderno, esses processos resultaram num sistema mundial formado por povos que possuem Estados juridicamente reconhecidos2.
  • 6. Com base nestas premissas, podemos nos perguntar se existe hoje um debilitamento generalizado do Estado-Nação como conseqüência do processo de globalização e qual o sentido do mesmo. Em princípio, confunde-se muitas vezes o "debilitamento" do Estado com um fenômeno distinto, ainda que fortemente associado ao processo internacional e ao pensamento que o acompanha: o processo de mudança das políticas econômicas predominantes, marcadas pela crise do modo de regulação keynesiano e pela aplicação, em seu lugar, de políticas neoliberais de ajuste estrutural (re-estruturaçao produtiva, reforma do Estado, abertura econômica, privatizações, abandono de políticas de proteção social). Isso pode implicar um Estado menor, com menos burocracia, mas não por isso menos "forte", quer seja no interior da sociedade nacional como em suas relações externas. No caso dos países desenvolvidos, é particularmente notável seu papel como instrumento para garantir maior competitividade de cada um deles. Nos países periféricos, por seu turno, ainda é preciso analisar se as políticas de ajuste estrutural, os efeitos do endividamento externo e a redução das áreas de capitalismo do Estado podem ou não incrementar os níveis de competitividade. Em todo caso, como assinala um autor, no plano econômico a regulação estatal subsiste, ainda que seja no sentido de retomar os objetivos que tinha "em um período mais recuado do capitalismo ocidental, visando à competitividade, à supremacia e ao elitismo" no lugar dos traços predominantes no chamado "Estado do bem-estar" surgido no pós-guerra, vinculando-se a políticas de crescimento, equilíbrio social e universalidade. Hoje "a soberania do Estado, que não é juridicamente posta em questão pela afirmação das tendências em curso, reduz-se de fato, para os governos, a determinar soberanamente até onde irá sua adequação aos (movimentos externos de) capitais."3 Outro aspecto, que distorce o enfoque deste problema, é que se parte de um pressuposto falso ao conceber o cenário das relações internacionais anterior como regido pela ação exclusiva dos Estados. Precisamente ao longo dos últimos cem anos fizeram-se fortemente visíveis os fenômenos e estruturas que Pierre Renouvin chamou de "forças profundas" na vida internacional, que transcendem os Estados como atores exclusivos e dão às nações uma "porosidade" em relação a processos transnacionais. Desde as últimas três décadas do século XIX, o mundo tem assistido à expansão das empresas multinacionais, a crises econômicas e financeiras de alcance universal, a escândalos internacionais, a processos de intensificação e difusão de práticas culturais e científicas e de correntes ideológicas e políticas de caráter mundial (socialismo, comunismo, fascismo, liberalismo, diversos tipos de movimentos religiosos e de organizações internacionais). Destaca-se, por sua peculiar importância na política mundial, a Internacional Comunista. Entretanto, essas tendências não anularam a ação estatal e, pelo contrário, em certas conjunturas potencializaram-na: as guerras entre as grandes potências chegaram a ter, assim, um alcance universal4. Também é preciso recordar que, ao iniciar-se o século XX, grande parte da população do mundo não vivia sob a jurisdição de Estados soberanos, mas inseriam-se no marco de diversas formas de dominação colonial e semicolonial. Um resultado visível das últimas cinco décadas é, por isso, a multiplicação de Estados independentes no cenário internacional. Na realidade, o peso ainda vigente dos Estados nacionais, particularmente o das grandes potências, faz-se mais visível no plano político, estratégico e militar, como mostram a Guerra do Golfo e o processo posterior de negociações e conflitos entre os países líderes em relação a diversos pontos "quentes" da agenda internacional (o caso da ex-Iugoslávia, Somália, Cuba, Irã e Líbia, etc), assim como as discrepâncias a respeito do controle e desenvolvimento de armas nucleares dentro do ainda vigente monopólio atômico. Tudo isso tem-se refletido na visível "crise" dos organismos internacionais, como as Nações Unidas, cuja influência como ente
  • 7. supra-estatal parecia afirmar-se progressivamente ao final dos anos 80 e início dos 90. O processo atual não marca, assim, o fim do sistema interestatal, pois intensifica-se o papel dos Estados, considerando várias grandes potências no cenário internacional5. Ao mesmo tempo, ainda que visivelmente haja uma considerável diminuição da presença e poder de decisão do Estado no que concerne aos países periféricos, muitos dos quais lograram desempenhar no passado um papel significativo por meio do movimento de países "não-alinhados": sua maior dependência dos mercados mundiais e as políticas de ajuste estrutural reduziram neles a capacidade de forças locais de utilizar o aparato do Estado na busca de maior poder interno e autonomia internacional. Por estas razões, o processo de reformulação da força e debilidade dos diversos Estados tem sua base não na extinção, mas na estruturação/desestruturação dos espaços nacionais, tendo em conta o poder econômico e político de cada um deles e a diversidade das sociedades, culturas e histórias. O fim do império Soviético, por exemplo, caracterizou o período como de emergência de nações outrora apagadas no Leste que reivindicaram seus direitos de constituir-se como Estados. Em alguns casos, como o iugoslavo – em que inicialmente houve desacordos entre as potências ocidentais –, assiste-se ao retorno de nacionalismos "fundamentalistas", a exemplo do que acontece no Oriente Médio e Afeganistão, ao mesmo tempo em que crescem as correntes neofascistas e nacionalistas retrógradas na Europa e nos Estados Unidos. Esses fenômenos ligam-se a fatores históricos ou constituem uma resposta à globalização como signos de resistência de valores culturais ameaçados, mas também expressam uma tendência contraditória inerente ao próprio processo econômico e político em curso na ordem mundial. Assim, as forças internacionais têm engendrado no establishment norte-americano disjuntivas nacionalistas (como as de vários candidatos a eleições presidenciais), diante da necessidade de afirmar a presença dos Estados Unidos no cenário internacional. Tanto diplomatas, como Kissinger, quanto economistas, como Thurow e Reich, são representativos dessa tendência. Para Kissinger, por exemplo, o fim da bipolaridade mostrou uma crise de hegemonia no sistema internacional, tornando visível no plano político a já existente multipolaridade econômica e os "graus de liberdade" para as potências emergentes que oferecia a ausência de um inimigo único juntamente com o notório debilitamento norte-americano. "A inexistência de uma ameaça ideológica ou estratégica – assinala Kissinger – deixa as nações livres para seguirem uma política exterior sustentada em seu interesse nacional imediato" em um sistema internacional "caracterizado por 5 ou 6 grandes potências e uma multiplicidade de Estados menores"6. Não haverá pax americana ou alemã ou japonesa, "a hegemonia do sistema capitalista não corresponde a de nenhuma potência ou nação capitalista individual"7. De um ponto de vista econômico, Thurow chega a conclusões parecidas procurando encontrar as vantagens competitivas dos Estados Unidos, em um livro com um subtítulo sugestivo: A batalha econômica entre Japão, Europa e América. Robert Reich, parafraseando Adam Smith, fala, por seu turno, do "trabalho das nações", e Paul Krugman, criticando ambos os autores, parte de um ponto de vista distinto, a denúncia da "falsa competitividade" das economias nacionais, para chegar a uma conclusão parecida: os Estados-Nações gozam de boa saúde nos países desenvolvidos porque o núcleo de suas economias não depende dos mercados externos8. Um recente artigo da The Economist, cujo ideário liberal não se pode questionar, assinalava de forma alarmada que, ainda que os mercados tendam a ser cada vez
  • 8. mais globais, nos Estados industrializados os gastos públicos aumentaram notavelmente nos últimos anos. Uma análise histórica mostra que esses gastos com relação ao PIB tiveram um incremento médio, para o conjunto desses países, de 27.9% em 1960 para 42.6% em 1980 e 45.9% em 1996. Estados Unidos e Grã- Bretanha, paradigmas das novas políticas econômicas, não viram diminuir significativamente seus gastos públicos nos últimos 20 anos9. Portanto parece prematuro imaginar que os espaços nacionais tendam a desaparecer, dissolvendo-se em um contexto mundial global. Enquanto certos países mantêm ou reforçam seus aparatos estatais e outros desestruturam-se ou fragmentam-se, emerge o nacionalismo em várias regiões do globo e diversas comunidades reivindicam um Estado próprio para afirmar processos de consolidação nacional. Finalmente, é necessário ressaltar que os próprios projetos de integração regional, ao mesmo tempo em que tendem a comprometer as soberanias nacionais, expressam uma tendência à constituição de supra-soberanias que contradizem também os pressupostos da "aldeia global". Com todas as críticas que é possível apontar em relação a sua dificultosa institucionalização, a União Européia, que já tem instituições políticas em funcionamento (o Parlamento Europeu) e uma densa burocracia em Bruxelas e Estrasburgo, é o exemplo que mais caminha nessa direção. A futura moeda única européia participa igualmente de ambos os fenômenos: vai comprometer as soberanias estatais no manejo de um dos pilares do Estado moderno, o instrumento monetário, mas vai criar também um padrão de medida de valor exclusivamente europeu, representando essa exclusividade um desafio econômico frente ao resto do mundo. O Mercosul está ainda longe da realidade européia. Carece de instituições estáveis e, sobretudo, de mecanismos políticos. Mas as discussões a respeito de uma ampla agenda de temas comuns – ALCA, Conselho de Segurança das Nações Unidas, OTAN – transformam cada vez mais o espaço comercial em um espaço de negociação política e econômica em relação aos demais países e regiões. Da coordenação das políticas macroeconômicas e comerciais até a das políticas exteriores, um amplo espectro de questões que podem comprometer a soberania de cada um dos Estados participantes vislumbra-se num horizonte próximo. No entanto, e mais ainda no caso do Mercosul, integrado exclusivamente por países em desenvolvimento, a unidade regional incrementa o poder negociador de cada nação separadamente. Como aconteceu com os devastados países da Europa Ocidental no segundo pós-guerra, as sociedades devastadas da década perdida do nosso Cone Sul latino-americano podem reforçar sua posição internacional construindo uma aliança regional que fortalecerá sua presença no mundo. Os Estados-Nações, longe de desaparecerem, descobrem novos meios de persistir em um mundo globalizado.
  • 10. Atividade de Sala 05/09/14 1ª) (UNICENTRO) Sobre a ação do Estado na política econômica e social de um país e suas repercussões nas sociedades contemporâneas, assinale a alternativa correta. a) Nos regimes socialistas derivados do antigo bloco soviético o Estado apresenta-se pouco atuante, sendo que as comunas populares controlam o sistema produtivo e o poder. b) A social democracia caracteriza-se pela valorização da iniciativa privada e pela ausência de seguridade social do Estado. Os serviços de saúde, educação e seguridade social são privados. c) No capitalismo neoliberal o Estado não é controlador do mercado, favorecendo a livre iniciativa e a livre competição entre as empresas. Não prioriza o protecionismo da produção industrial nacional. d)O Estado laico caracteriza-se pela ingerência religiosa nos assuntos de Estado. O Irã é um exemplo de Estado laico. e) O Parlamentarismo é a forma de representação própria das monarquias e dos regimes totalitários; o Presidencialismo é próprio das democracias socialistas. 2ª) (MACK) Segundo Wallerstein (1991), o capitalismo “... foi, desde o início, um elemento da economia mundial e não dos estados-nação. O capital nunca permitiu que suas aspirações fossem determinadas por fronteiras nacionais.” Considere as afirmações a respeito do modo de produção capitalista abaixo. I. O capitalismo comercial marca o período dos estados absolutos e do intervencionismo estatal na economia, o que denominamos de mercantilismo. II. O capitalismo financeiro globalizado acelera a concentração de capitais, gerando grandes conglomerados econômicos; mas, em contrapartida ao avanço capitalista mundial, ampliou-se a exclusão social e a marginalização dos países periféricos. III. Tanto o capitalismo comercial quanto o capitalismo financeiro aplicam as diretrizes do liberalismo econômico, especialmente no que diz respeito ao livre comércio e ao fim dos monopólios comerciais. É correto assinalar que a) somente a afirmativa I está correta. b) somente a afirmativa III está correta. c) somente as afirmativas II e III estão corretas. d) somente as afirmativas I e III estão corretas. e) somente as afirmativas I e II estão corretas.
  • 11. 3ª) (FUVEST) Com base em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta. a) Apesar da grave crise econômica que atingiu alguns países da Zona do Euro, entre os quais a Grécia, outras nações ainda pleiteiam sua entrada nesse Bloco. b) A ajuda financeira dirigida aos países da Zona do Euro e, em especial à Grécia, visou evitar o espalhamento, pelo mundo, dos efeitos da bolha imobiliária grega. c) Por causa de exigências dos credores responsáveis pela ajuda financeira à Zona do Euro, a Grécia foi temporariamente suspensa desse Bloco. d) Com a crise econômica na Zona do Euro, houve uma sensível diminuição dos fluxos turísticos internacionais para a Europa, causando desemprego em massa, sobretudo na Grécia. e) Graças à rápida intervenção dos países membros, a grave crise econômica que atingiu a Zona do Euro restringiu-se à Grécia, França e Reino Unido. 4ª) (CEFET-MG) Esta questão questão refere-se ao trecho abaixo. A rede, um meio que, por sua vocação e natureza técnica, é uma espécie de ágora, candidata-se a contribuir para a modelagem do novo espaço urbano e metropolitano, mediando o local e o global, o material e o digital, o passado e o futuro, a memória e o projeto. GUIDI, Leda. Democracia eletrônica em Bolonha: A rede Iperbole e a construção de uma comunidade participativa on-line. In: CEPIK, Marco e EISENBERG, José. Internet e Política. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002. O uso dos sistemas técnicos em rede no planejamento urbano participativo pode ser verificado na (no). a) implementação de programas de inclusão social em escala global. b) disseminação de informações governamentais de domínio público. c) formulação de pareceres técnicos para gerenciamento de áreas de risco. d) deliberação sobre código de posturas para a organização do município. e) tratamento de dados espaciais para a gestão turística de áreas conturbadas. 5ª)(URCA) O espaço industrial brasileiro, vem apresentando uma dinamicidade provocada pela mundialização da economia, pela revolução técnico - científica informacional e por outros fatores que permitem caracterizá-lo, atualmente, da seguinte forma: a) Armazenamento, transmissão sem rede de informação e segmentação da produção localizada. b) Meio técnico informacional, que permite a secundarização, segmentação da produção mundializada e organização do setor primário pré - capitalista.
  • 12. c) Produção de novos materiais ligados somente ao setor terciário, inclusão do meio técnico na produção de bens não duráveis e não utilização de fonte de energia. d) Desarticulação entre a pesquisa e a tecnologia, o processo de seleção de sementes e busca de mão-de-obra qualificada local. e) Informatização, segmentação da produção de bens, articulação entre a pesquisa e a tecnologia e a produção de novos materiais. 6ª) (IFBA) Disponível em: . Acesso em 01 jul. 2013. O desenvolvimento tecnológico vem sendo um elemento definidor do espaço na globalização, em suas múltiplas escalas e dimensões geográficas. Nesse sentido, pode-se afirmar que: a) as empresas multinacionais impulsionam a uniformização dos padrões de estética e consumo nas periferias capitalistas, induzindo assim o desenvolvimento econômico local. b) a revolução tecnológica possibilitou a articulação da sociedade global em rede, definindo novos significados para as fronteiras espaciais que convergem para a integração política do espaço geográfico mundial. c) o espaço globalizado é marcado pela descentralização espacial da indústria e por profundas transformações técnicas na produção industrial, sendo, contudo, preservados os direitos sociais da classe trabalhadora. d) a utilização intensiva da tecnologia na produção industrial também vem impactando o mercado de trabalho, sendo reduzida de forma significativa a participação do setor de serviços na economia capitalista. e) a técnosfera é a expressão geográfica da esfera técnica que repercute diretamente na prática econômica, política e social, constituindo-se numa nova base nova para o entendimento da regionalização mundial. 7ª) (UNCISAL) Com base no texto abaixo e nos conhecimentos sobre a temática globalização, A Globalização não apaga nem as desigualdades nem as condições que constituem uma parte importante do tecido da vida social nacional e mundial. Ao contrário, desenvolve umas e outras, recriando-se em outros níveis, com novos ingredientes. As mesmas condições que alimentam a interdependência e a integração, as desigualdades e contradições, em âmbito tribal, regional, nacional, continental e global. É correto afirmar que, a) a importação do cinema norte-americano e da literatura europeia configura-se em um dos aspectos da globalização que afeta positivamente o Terceiro Mundo.
  • 13. b) a revolução tecnológica constitui-se na grande conquista da era da globalização, pois ela garante o estabelecimento de regimes democráticos no mundo. c) num mundo globalizado, a desigualdade, que é parte integrante das sociedades, desaparece em função do desenvolvimento igualitário da relação de produção material e cultural. d) a globalização constitui-se em um fenômeno de abertura das economias rumo a uma integração mundial e é, ao mesmo tempo, seletiva, pois não envolve todas as regiões, atividades e segmentos sociais. e) a globalização caracteriza-se pela valorização das culturas locais visando à criação e à implantação de democracias multiculturais nas Américas e na Ásia. 8ª) (UDESC) O início do século XXI vem sendo marcado por uma grave crise financeira e econômica mundial, culminada por diferentes eventos. Alguns analistas comparam parte de seus efeitos com aqueles decorrentes da crise da primeira metade do século XX marcada pela _____________. Ao contrário da precedente, a atual crise não pode ser marcada por um único evento, mas sim eventos, como, por exemplo, o estouro da “bolha da internet” (Índice Nasdaq), em 2001, a quebra de bancos de investimentos importantes nos EUA, em 2008, dentre outros. Em suas diferenças e especificidades, porém, pode-se afirmar que ambas as crises são _____________ e geraram _____________. Igualmente que afetaram, sem precedentes, a economia de diferentes países, sendo grande parte por causa da ______________. Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços em branco, na sequência estabelecida, com as respectivas informações que se integram ao contexto. a) crise dos suprimes – nacionais – superinflação – crise das moedas como dólar e o euro. b) quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929 – mundiais – recessão – interdependência entre os mercados. c) Primeira Guerra Mundial, em 1914 – mundiais – guerra – indústria armamentista. d) crise do café no Brasil, em 1929 – regionais – crescimento – comodities. e) quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, 1929 – diferentes, pois uma era local e outra mundial – medo do comunismo e agora medo do esfacelamento da União Européia – crise política e econômica na Europa e EUA.
  • 14. VESTIBULAR 2012 1-(UDESC) Na década de 1980, Ronald Reagan (nos Estados Unidos) e Margareth Thatcher (na Inglaterra) levaram a cabo políticas formuladas com base nas ideias econômicas desenvolvidas em meados dos anos 1970, que defendiam transformações substanciais no capitalismo, a fim de superar a crise da década. Esse conjunto de ideias e medidas – adotado pela maioria dos países desenvolvidos no período – pode ser explicado, de modo geral, (1) ...................................... e ficou conhecido como (2) ............................................. Assinale a alternativa correta que preenche os espaços (1) e (2) na sequência estabelecida, com as respectivas definições. a) (1) pela intervenção direta do Estado na economia nacional, política econômica baseada na teoria do economista inglês John Keynes (2) New Deal. b) (1)pelo aumento da produção industria le pela participação no comércio internacional,bem como políticas de valorização da moeda por parte do Estado, com o objetivo de fortalecer a economia nacional (2) capitalismo monopolista. c) (1) pela não intervenção do Estado na economia; ao Estado cabia apenas a gerência sobre a formação dos trustes e cartéis (2) mão invisível do mercado. d) (1) pela não intervenção do Estado na economia, o que incluía deixar de defender a manutenção dos empregos, e o corte significativo de gastos públicos na área social (2) neoliberalismo. e) (1) pela intervenção estatal na economia; para proteger o mercado interno, o governo armazenou a produção do setor agrícola, a fim de aumentar os preços no mercado interno e a elevação de taxas de importação, etc. (2) neoliberalismo. 2-(UNIFOR) A crise econômica atual nos países mais desenvolvidos vem dando origens a manifestações e movimentos populares destinados a questionar os fundamentos e o funcionamento dos sistemas político e econômico nesses países. Exemplo desses movimentos populares contestatórios, o movimento “Ocupe Wall Street” vem ganhando rapidamente adeptos em várias outras cidades norte-americanas, bem como europeias e asiáticas. Sobre tal assunto, assinale a alternativa correta. a) O “Ocupe Wall Street” é um movimento popular caracterizado pela ausência de uma liderança individual e por sua composição por pessoas de várias cores, gêneros e orientações políticas contrárias às decisões políticas favoráveis ao sistema financeiro. b) Nos Estados Unidos, o “Ocupe Wall Street” tem grande semelhança com o movimento “Tea Party”, pois, ambos defendem forte atuação do governo com o objetivo de defender a classe trabalhadora americana. c) O movimento “Ocupe Wall Street” resultou do grande interesse, nos Estados Unidos, pelo debate político levantado pela eleição do Presidente Barak Obama em 2008 e de sua grande popularidade. d) Os participantes do movimento “Ocupe Wall Street” são contrários à utilização de redes sociais disponíveis na rede mundial de computadores (Internet), como forma de divulgação de suas ideias, pois as consideram comprometidas com o sistema financeiro internacional. e) Os movimentos populares semelhantes ao “Ocupe Wall Street” são, de modo geral, ligados a partidos políticos tradicionais, vistos pelos participantes de tais movimentos como representativos de seus interesses junto aos governos de seus países. 3-(UNIFOR) A Grécia vem enfrentando, notadamente a partir de 2008, uma forte crise econômica, a qual, em 2011, ganhou um novo impulso, afetando não apenas a economia local, mas a economia europeia como um todo e, em especial, os países integrantes da chamada “zona do euro”. Sobre tal assunto, assinale a alternativa correta.
  • 15. a) O previsto déficit das contas públicas na Grécia em 2011 decorre do fato de que o governo desse país terá receitas superiores a suas despesas ao longo desse ano. b) A Grécia deixou de utilizar sua antiga moeda nacional, denominada dracma, passando a utilizar somente o euro como sua moeda, a partir de 1o de janeiro de 2001. c) Os governos dos principais países europeus, tais como França e Alemanha, têm evitado maior envolvimento na busca por uma solução para a crise econômica grega. d) A “zona do euro” (também conhecida como eurozona ou ainda Eurolândia) refere-se à união monetária dentro da União Europeia, na qual todos os estados-membros adotaram oficialmente o euro como moeda comum. e) A população grega tem realizado várias demonstrações de apoio às medidas econômicas voltadas para a superação da crise, implementadas pelo governo de seu país. 4- (MACK) “Para funcionar, o mercado precisa realmente de um agente catalizador, que é invisível, que é a confiança. Sem esse agente, o mercado não funciona. Durante esses anos todos, os governos foram permitindo que a imaginação ampliasse os negócios, que se criassem derivativos, se criassem novas instituições. Em algum momento, ocorreu um problema, que foi a crise do subprime. Na verdade, essa crise era uma coisa restrita, inicialmente.” (...) “Sobre isso não há dúvida. O mais grave, no entanto, é que ele (o Fed) continuou com a ideia de que não precisava regular, de que os agentes do mercado teriam aquilo que Adam Smith (economista inglês do século 18) chamou de o observador imparcial. Ou seja, acreditaram na hipótese de que os agentes não fariam sacanagem nenhuma. Mas ficou visível que esse mercado, com essa imaginação e com os incentivos perversos que ele estabeleceu, como aquele sistema de bônus absurdo, construiu isso que está aí. Em minha opinião, o Fed errou duas vezes. Errou porque manteve a taxa de juros muito baixa durante muito tempo. Ela foi permissiva, foi laxista e permitiu que tudo isso acontecesse. O mais grave, no entanto, é que não houve o menor controle da qualidade das operações.” Delfim Neto No trecho da entrevista acima, a respeito da crise financeira de 2008, é correto afirmar que o economista Delfim Neto a) indica a liberdade irrestrita dos agentes financeiros como a solução para os problemas que dela resultaram. b) aponta que o problema central da crise foi o excesso de regulação das atividades financeiras e o desvio dos governos em relação às práticas neoliberais. c) entende que o problema se restringia ao subprime, pois os agentes econômicos se autoregulariam. d) acredita que a falta de confiança, ou seja, uma crise de crédito foi o fator preponderante da crise deflagrada com o problema do subprime. e) critica as práticas socialistas de controle e defende explicitamente a ampla liberdade dos agentes financeiros. 5-(UERJ) Os Investimentos Estrangeiros Diretos nos países incluem todo tipo de capital investido, à exceção daqueles para fins especulativos no setor financeiro. No atual momento do capitalismo, a posição ocupada pelos países emergentes indicados no gráfico reflete, principalmente, a seguinte característica de suas economias: a) crescimento potencial do mercado consumidor b) perspectiva de produção agrícola de exportação
  • 16. c) industrialização tardia baseada em energia limpa d) desenvolvimento expressivo de bens de alta tecnologia 6- (G1-CFTMG)) Mapa do mundo econômico A partir da análise do mapa, não é correto inferir que o(s) a) fluxos financeiros concentram-se entre os integrantes do grupo dos países centrais. b) principais nós da rede encontram-se na interligação meridional das diversas bolsas de valores. c) laços evidenciam a existência de uma periferia semi-integrada aos principais polos econômicos. d) cinturões confirmam o predomínio da dinâmica de deslocamento populacional temporário no norte. 7- (UEC) As recentes projeções sobre o crescimento global da economia apontam para um cenário de redução em 2011 e 2012. O FMI também alerta que a estabilidade da economia mundial pode ser ameaçada a) pelo agravamento da crise da dívida na economia europeia. b) pela redução dos gastos públicos nos países do MERCOSUL. c) pelo impacto econômico da super safra de soja e milho nos EUA em 2011. d) pela redução da dívida nas economias americana e japonesa. 8- (UPE) Observe com atenção o organograma a seguir: O organograma acima exibe duas versões distintas do sistema capitalista, planejadas em diferentes épocas, intrínsecas à economia de mercado, contudo diferenciadas por características marcadas por oposições conjuntas. Sobre elas, analise os itens a seguir: I. O Keynesianismo defende a ampla intervenção do Estado na economia, enquanto o Neoliberalismo aceita uma intervenção mínima do Estado na economia. II. O Keynesianismo é favorável ao aumento de gastos públicos, enquanto o Neoliberalismo estimula o Estado de bem-estar social. III. O Keynesianismo propõe a geração de empregos por intermédio da receita pública, enquanto o Neoliberalismo defende a abertura econômica dos países. IV. O Keynesianismo critica o pensamento econômico clássico, enquanto o Neoliberalismo busca aplicar os princípios do liberalismo clássico. V. O Keynesianismo critica o princípio da “mão invisível”, enquanto o Neoliberalismo critica a privatização de estatais. Apenas está CORRETO o que se afirma em a) I. b) III. c) I e II. d) I, III e IV. e) I, II, III e V. 9- (UNICAMP) Faz cerca de vinte anos que “globalização” se tornou uma palavra-chave para a organização de nossos pensamentos no que respeita ao funcionamento do mundo. A palavra “globalização” entrou recentemente em nossos discursos e, mesmo entre muitos “progressistas” e “esquerdistas” do mundo capitalista avançado, palavras mais carregadas politicamente passaram a ter um papel secundário diante de “globalização”. A globalização pode ser vista como um processo, uma condição ou um tipo específico de projeto político. (Adaptado de David Harvey, Espaços de Esperança. São Paulo: Edições Loyola, 2006. p. 79.)
  • 17. a) Identifique uma característica política e uma cultural do processo de globalização. b) Quais as principais críticas econômicas dos movimentos antiglobalização? Resposta: a) Dentre as características políticas do processo de globalização, podem ser indentificados a diminuição dos poderes dos Estados Nacionais como entidades autônomas diante de blocos regionais (União Européia, MERCOSUL, entre outros) e organismos como a ONU; em vários países, houve a adoção de princípios liberais democráticos e neoliberais – sobretudo com o fim da Guerra Fria, simbolizado na queda do Muro de Berlim em 1989. Como características culturais, poderiam indicar os processos de homogeneização e integração de culturas sintetizadas pela “aldeia global”, ao mesmo tempo em que há a valorização de identidades locais, expressas naquilo que se denominou “multiculturalismo”. Todos esses processos foram facilitados com a revolução tecnológica da informação, como as formas de comunicação em massa propiciadas pela internet, pelas redes sociais etc. b) Como principais bandeiras dos movimentos antiglobalização, estão as críticas ao modelo neoliberal; a geração de desigualdade entre as economias; a interdependência e vulnerabilidade dos mercados, gerando crises mundiais; o desmantelamento das formas de produção tradicionais em vários países; a precarização do trabalho com o aumento do desemprego e da informalidade. Outro alvo de críticas é a degradação ambiental e a ausência de políticas de sustentabilidade diante da aceleração dos processos de produção. 10-(FGV-SP) O rebaixamento da nota de classificação de risco dos Estados Unidos, pela Standard e Poor’s, gerou uma nova onda de pânico no mercado global. A segunda-feira 8 [de agosto] abriu com queda nas bolsas de valores do mundo inteiro – a Bovespa foi uma das mais prejudicadas, com queda de 8,08% – e o Banco Central Europeu tratou de fortalecer os países do bloco para evitar novos rebaixamentos, por meio da injeção de capital e controle de taxas cambiais. http://www.cartacapital.com.br/economia/a-decada-perdida-para-a-europa O rebaixamento da nota de classificação mencionado na reportagem ocorreu no contexto: a) da crise da dívida pública estadunidense, que atualmente equivale a mais que 100% do PIB do país. b) da disputa entre republicanos e democratas, que inviabilizou o acordo que ampliaria o teto de endividamento dos Estados Unidos. c) da adoção de medidas de regulamentação do setor financeiro, o que produziu a desvalorização dos títulos emitidos pelo Tesouro estadunidense. d) da crise da zona do euro, que já provocou o rebaixamento da nota de classificação da França e da Alemanha. e) de um erro de cálculo da Standard e Poor’s, já assumido publicamente pela agência. 11- (UNICAMP) Importantes transformações produtivas e na forma de organização do trabalho têm ocorrido nas últimas décadas em todo o mundo e também no Brasil. Assinale a alternativa correta. a) Em todo o mundo vêm sendo observadas mudanças em relação ao assalariamento e ao desemprego, como a precarização das relações de trabalho para desoneração da produção, e o crescimento da informalidade. b) Acordos e tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, tratam da questão do trabalho escravo e proíbem a escravidão por dívida, razão pela qual esse tipo de
  • 18. trabalho forçado não é registrado no país desde 1888. c) Considerando a oferta de trabalho no Brasil, observa-se uma mudança de tendência, com a diminuição de oferta de emprego no setor primário e terciário, e efetivo aumento da oferta de emprego no setor secundário da economia. d) Uma característica marcante das relações de trabalho na etapa atual do modo de produção é a maior organização sindical. VESTIBULAR 2011 1-(UNIOESTE) O fenômeno da Globalização, constituído por processos diversos, marca a experiência do tempo e do espaço vivenciada atualmente. Sobre este tema considere as afirmações a seguir: I. Com a globalização as relações de intercâmbio se intensificaram, levando a um acirramento da concorrência entre lugares, cidades e países que disputam os investimentos estrangeiros. II. Os fluxos de mercadorias, capitais e informações cresceram no mundo globalizado, intensificando o poder dos Estados sobre as suas economias nacionais. III. O processo de globalização não é somente caracterizado pela intensificação das relacões transfronteiricas e globais, mas também pelo aumento das disparidades entre lugares e países, por novos processos de exclusão socioeconômica. IV. Caracterizam a globalização, entre outros fatores, a maior dificuldade do estabelecimento dos fluxos transfronteiricos de capitais e mercadorias. V. As redes que sustentam os fluxos transnacionais também podem dar suporte aos circuitos informais de lavagem de dinheiro em paraisos fiscais e de atuação do narcotráfico internacional. Assinale a alternativa que indica as afirmações INCORRETAS. a) I, II e III. b) IV e V. c) II, III e V. d) III e IV. e) II e IV. 2-(UNIR) As imagens abaixo mostram a localização de dois eventos mundiais ocorridos em 2009, simultaneamente. Sobre esses dois importantes fóruns mundiais, pode-se afirmar:
  • 19. a) Em Davos, reuniram-se representantes da riqueza do planeta com objetivo principal de elaborar políticas sociais para tirar da pobreza os excluídos da globalização. b) Em Davos, no Fórum Econômico Mundial, os chefes de Estado dos países mais ricos do mundo exibiram seu otimismo com os bons resultados econômicos, consequência direta da adoção de políticas neoliberais em seus países. c) No Fórum Econômico Mundial, os países ricos se comprometeram a reduzir drasticamente os subsídios agrícolas como forma de melhorar a concorrência na Organização Mundial do Comércio. d) A cidade de Belém recepcionou a vanguarda do movimento social e político do mundo que luta contra a exclusão social provocada pela globalização da economia. e) No Fórum Social Mundial, a notícia do fim do protecionismo anunciada pelos países ricos foi dada como verdade e vista como um gesto positivo na luta contra as desigualdades mundiais. 3-(UNEAL) Leia a frase para responder à questão. Fenômeno decorrente da implementação de novas tecnologias de comunicação e informação, isto é, de novas redes técnicas, que permitem a circulação de ideias, mensagens, pessoas e mercadorias num ritmo acelerado, e que acabaram por criar a interconexão entre os lugares em tempo simultâneo. PCN Geografia. Adaptado A descrição revela o fenômeno da a) conurbação. b) metropolização. c) globalização. d) revolução industrial. e) favelização. 4-(UFBA) A contextualização do momento histórico compreendido nas últimas quatro décadas do século XX explica a divulgação de duas teorias político-econômicas — o neoliberalismo e a globalização capitalista —, que passaram a exercer grande influência nas relações internas e externas do mundo atual. Apresente o conceito de neoliberalismo e indique uma prática resultante da sua aplicação. Reposta: Conceito: Teoria política e econômica que se fundamenta na crença do poder de livre regulamentação do mercado; assim sendo, o mercado deve funcionar sem nenhuma restrição, e a liberdade econômica deve ser absoluta. Princípios de economia defendidos, desde 1944, por Friedrich von Hayek, austríaco naturalizado inglês, autor do livro “O Caminho da Servidão”. A teoria preconiza ainda que a desigualdade social é benéfica, pois tem a função de estimular a concorrência capitalista.
  • 20. Prática: ― Inglaterra – Margareth Tatcher (1979-1990) – Cortou os gastos sociais, aumentou o desemprego, derrotou sindicatos, privatizou empresas estatais e baixou os impostos dos ricos. ― Estados Unidos – Ronald Reagan (1980-1988) – pôs em prática a política de valorização do dólar. ― República Federal da Alemanha – Herbert Kohl – desagregação do estado do bem estar social. ― Brasil – Fernando Collor de Melo e Fernando Henrique Cardoso – abriram o mercado à livre concorrência e puseram em prática as privatizações. 5-(UFPR) A globalização é um fenômeno que tem como uma de suas características fundamentais a crescente abertura econômica e política entre os países. Sobre esse fenômeno, é correto afirmar: a) Sua emergência tornou obsoletos os blocos econômicos regionais, pois facilitou o comércio direto de país para país. b) Uma das consequências políticas do fortalecimento desse fenômeno foi a transferência da soberania nacional para organismos supranacionais, a exemplo da ONU. c) As fronteiras nacionais perderam suas funções legais de controle de fluxos. d) A causa da globalização foi a queda do muro de Berlim, dando fim à divisão do mundo conhecida como bipolaridade e iniciando uma nova fase, a multipolaridade. e) O desenvolvimento tecnológico associado às condições políticas mundiais das últimas décadas do século XX intensificou o processo de globalização 6-(UNEAL) A primeira eleição de Ronald Reagan para a presidência dos Estados Unidos (1980) coincidiu com o início do governo de Margaret Thatcher, líder do Partido Conservador, na Inglaterra. Orientados por uma mesma concepção de governo, dariam dimensão internacional ao neoliberalismo (...) Alceu L. Pazzinato e Maria Helena V. Senise, História Moderna e Contemporânea A doutrina econômica a que o texto se refere defende a) o Estado de Bem Estar Social nas nações subdesenvolvidas. b) a prática da estatização dos recursos naturais. c) a intervenção mínima do Estado da economia. d) o desestímulo à livre circulação de capitais internacionais. e) a criação de rígida legislação de proteção ao trabalho. 7-(UEL)
  • 21. (RUGGI, L. ; RESENDE, R.; CARNIEL, F. Em campo com passaporte: notas sobre as transferências internacionais de jogadores de futebol brasileiros. Disponível em: . Acesso em: 27 jun. de 2010.) Com base na tabela e nos conhecimentos sobre as desigualdades geoeconômicas no mundo, assinale a alternativa correta. a) A concentração das transações financeiras futebolísticas reflete o poder desigual de atração das diversas regiões de destino sobre o principal país fornecedor desses atletas no contexto do processo de globalização. b) Os dados indicam que, entre 2007 e 2008, houve um crescimento da migração de jogadores brasileiros para cada uma das regiões consideradas. c) A proximidade cultural do Brasil com os demais países das Américas explica o fato de haver mais transferências de jogadores para essas regiões comparativamente aos mercados europeus. d) Entre 2007 e 2008, a África foi o continente que, percentualmente, apresentou o maior crescimento como mercado receptor de jogadores brasileiros, tendo em vista a realização de sua primeira Copa do Mundo. e) A substituição do continente europeu pelo asiático como destino principal de jogadores brasileiros entre 2007 e 2008 pode ser explicada pela crise financeira de 2008, iniciada em solo europeu. 8-(UNIR) Analise os dois trechos de notícias abaixo. Espanha, Portugal e Grécia devem reduzir salários. Espanha, Portugal e Grécia terão que assumir sacrifícios como uma redução de salários para recuperar competitividade, afirmou o economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), Olivier Blanchard, em entrevista publicada nesta terça-feira (2) pelo diário econômico francês Les Echos. Para o FMI, o restabelecimento de competitividade pode exigir grandes sacrifícios, como uma baixa dos salários. Essa será a maneira encontrada pelos governos para sanar a dívida pública.
  • 22. (Disponível em http://noticias.r7.com/economia/noticias. Acesso em 10/10/2010.) Trabalhadores alemães e italianos ocupam as ruas contra arrocho. Dezenas de milhares de alemães protestaram neste sábado (12) contra o que está sendo considerado como o maior pacote de austeridade da Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial. O governo da coalizão direitista e cada vez mais impopular da chanceler Angela Merkel acertou, na última segunda-feira, um pacote de cortes orçamentários para trazer o déficit federal de volta aos limites estabelecidos pela União Europeia até 2013. (Disponível em www.vermelho.org.br. Acesso em 13/06/2010.) Pode-se afirmar corretamente que os trechos acima a) são excludentes uma vez que tratam de questões distintas. b) não fazem parte de um mesmo contexto, uma vez que o primeiro trata do FMI e o segundo, da Alemanha. c) relacionam-se porque mostram as políticas adotadas por governos europeus na condução da crise econômica iniciada em 2008 nos Estados Unidos. d) completam-se porque abordam aspectos da criação da União Europeia. e) não se relacionam uma vez que tratam de aspectos divergentes quanto à resolução da crise econômica provocada pela União Europeia. 9-(PUC-PR-CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA) Em abril de 2010 um vulcão entrou em erupção na Islândia. Apesar da sua localização geográfica, as fumaças lançadas na atmosfera levaram ao fechamento de vários aeroportos da Europa, provocando atrasos e cancelamentos de viagens em escala mundial. Essa situação demonstra que: a) No mundo globalizado a dependência dos transportes aéreos e a necessidade da rapidez nos deslocamentos de pessoas e no transporte de cargas são tamanhas, que mesmo os trens de alta velocidade, existentes em vários países europeus, não conseguem suportar o volume a ser transportado, o que pode causar um verdadeiro “caos aéreo”. b) Os aeroportos do norte da Europa foram fechados para servir de alojamento à população que precisou ser evacuada das áreas de risco nas imediações do vulcão, afetando, dessa forma, o transporte aéreo mundial. c) O conhecimento científico e a tecnologia sísmica foram capazes de prever a atividade vulcânica com bastante antecedência. Assim foi possível evacuar a população das áreas de risco, fator que causou o congestionamento dos principais aeroportos da Europa. d) O verdadeiro caos no transporte aéreo decorreu do intenso movimento de passageiros nos aeroportos da Europa, pois o derrame das lavas vulcânicas comprometeu a estrutura das principais rodovias do continente e fechou as
  • 23. estações de trens. e) Nenhuma das alternativas anteriores é correta. 10-(UFAL) O Capitalismo Moderno é um sistema político e econômico que ainda predomina no mundo atual. Ele apresenta uma série de características, como as que são mencionadas a seguir, exceto: a) a globalização do capital financeiro. b) a intensificação dos monopólios. c) a redução considerável do direito à propriedade privada dos meios de produção. d) o aumento da produtividade do trabalho. e) a competição de oligopólios no mercado internacional. 11-(UFRN) O ano de 2008 foi marcado por uma crise econômica que se abateu sobre os Estados Unidos. Nesse País, os efeitos da crise puderam ser observados por meio do fechamento de bancos, da queda de ações em Bolsas de Valores, da falência no Setor Imobiliário, do aumento do desemprego. As informações sobre a referida crise circularam, simultaneamente, em diferentes partes do Mundo. a) Justifique por que as informações sobre a crise dos EUA puderam ser acompanhadas, simultaneamente, em diferentes partes do Mundo. b) Levando em consideração a globalização econômica, explique por que a crise que atingiu os Estados Unidos em 2008 afetou a Economia Mundial. Resposta: a) Porque a sociedade atual vive a Revolução Técnico-científica-informacional, ou Terceira Revolução Industrial, que se caracteriza pelo avanço nas técnicas de armazenamento, processamento e difusão de informações, utilizando redes digitais, como a internet, os cabos de fibra ótica e os satélites de comunicação, com capacidade de transmissão, em tempo real, de fatos ocorridos em escala mundial. b) A globalização econômica se caracteriza pela intensificação dos fluxos de mercadorias, serviços, capitais e informações, que interligam o espaço planetário por meio de redes, que funcionam praticamente em tempo real, gerando a interdependência entre os mercados no âmbito da economia mundial. Nesse contexto, por ser os EUA um país que integra a rede do capitalismo mundial, cuja economia está densamente articulada ao sistema econômico e financeiro, a crise que lá se instalou provocou impactos nas demais economias do mundo. 12-(UFRN) Brasil, Rússia, Índia e China, constituem um grupo de economias emergentes, que assumiram importância no mercado global. Esses países contribuíram nos últimos cinco anos com mais da metade do crescimento do produto global, ou seja, a soma do que foi produzido nos diferentes setores da economia, ampliando significativamente a participação destes no comércio
  • 24. mundial. Sobre a participação desse grupo de países na economia mundial, pode-se afirmar que: a) A Rússia se destaca ofertando alimentos e matérias-primas para suprir as demandas de consumo da sociedade indiana. b) A China se destaca pela elevada qualificação de sua mão-de-obra e pelo desenvolvimento industrial com rígido controle ambiental. c) A Índia se destaca no setor de serviços de informática pela capacidade para formar profissionais nas áreas tecnológicas. d) O Brasil se destaca como fornecedor de petróleo e gás natural, atendendo as demandas de consumo de energia da produção chinesa. 13-(UEPB) A globalização que marca a nova fase do desenvolvimento capitalista se caracteriza pela mundialização da produção, da circulação e do consumo. Processo este que foi viabilizado pelo avanço técnico acelerado. As transformações rápidas que ocorrem na economia e na sociedade têm hoje a finalidade de intensificar a competitividade, que é mola propulsora do processo de globalização. Podemos identificar como estratégias competitivas do capitalismo globalizado: I - A produção de transgênicos que, embora polêmica, é mais produtiva, aumenta a resistência às pragas e cria a dependência dos produtores junto às empresas que controlam as sementes geneticamente modificadas. II - A customização, ou seja, a fabricação de produtos sob encomenda para atender às especificações do consumidor final, em substituição à produção padronizada em série e com grandes estoques. III - A flexibilização da produção através da adoção de um mesmo padrão produtivo das linhas de montagem, distribuídas pelos vários países do mundo, o que reduz custos e retira a identificação de um produto como sendo de uma nacionalidade. IV - A adoção do protecionismo às empresas nacionais através dos subsídios e das cotas para dificultar a concorrência dos produtos estrangeiros dentro dos territórios nacionais. Estão corretas apenas as alternativas a) I, II e III b) I, III e IV c) I e IV d) II, III e IV e) II e III 14-(UFRR) A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) é a divisão produtiva em âmbito internacional. Ela passou por três grandes fases, sendo que, na atualidade, ela se caracteriza: a) Pelos países europeus serem conquistadores de novas terras em várias partes do mundo, onde passaram a impor um domínio econômico;
  • 25. b) Por ser conhecida como fase do capitalismo financeiro, em que os países detentores de capital liberavam empréstimos aos países subdesenvolvidos para que os mesmos pudessem implantar as filiais das empresas dos países ricos, transformando estes países subdesenvolvidos em exportadores de produtos industrializados; c) Pelo desenvolvimento de grandes oligopólios transnacionais, que deslocam sua capacidade produtiva para regiões em desenvolvimento, atrás de ofertas atrativas que possibilitem redução dos custos de produção; d) Pela divisão do mundo em dois grupos: os fornecedores de matéria-prima e os exportadores de produtos manufaturados; e) Pela divisão dos países do mundo nos blocos econômicos cristãos (comandados pelos Estados Unidos da América) e muçulmanos (comandados pelo Irã). VESTIBULAR 2010 15-(UERJ) Description: uerj2010_1f_ciencias-humanas-p1_geo_50.wmf Pela leitura do gráfico, podem-se inferir as seguintes características do momento atual do capitalismo: a) livre-concorrência e fragmentação do setor bancário b) concentração econômica e formação de oligopólios financeiros c) nacionalização da economia e associação dos capitais industrial e bancário d) desregulamentação do mercado financeiro e predomínio dos bancos globais 16-(UERJ) O ex-presidente do Banco Central americano disse ontem que “um tsunami do crédito que ocorre uma vez por século” tragou os mercados financeiros. Em audiência na Câmara dos Representantes dos EUA, frisou que as instituições não protegeram os investidores e aplicações tão bem como ele previa. Adaptado de O Globo, 24/10/2008 A crise financeira que se intensificou no mundo a partir do mês de outubro de 2008 colocou em xeque as políticas neoliberais, adotadas por muitos países a partir da década de 1980. A principal crítica ao neoliberalismo, como causador dessa crise, está relacionada
  • 26. com: a) diminuição das garantias trabalhistas b) estímulo à competição entre as empresas c) reforço da livre circulação de mercadorias d) redução da regulação estatal da economia 17-(UNESP) Observe o mapa. (Armand Colin. L’ Atlas Du Monde Diplomatique, 2006. Adaptado.) Após a observação dos fluxos comerciais mundiais, representados no mapa, aponte as características que explicam a dinâmica do comércio mundial. I. Os fluxos de mercadorias se repartem igualmente em todo o mundo, os fluxos concentram-se entre as áreas do Norte com o Sul (EUA, UE, Japão). II. Os principais fluxos comerciais são realizados entre os EUA (América do Norte) e Ásia; entre EUA (América do Norte) e Europa Ocidental e entre Europa Ocidental e Ásia. III. As áreas em desenvolvimento e subdesenvolvidas (Sul) têm expressiva participação no comércio mundial, portanto, não são consideradas marginalizadas. IV. Na Europa, a maior parcela do comércio é no interior da zona econômica, enquanto nos EUA (América do Norte) o comércio está voltado para outras regiões do mundo. V. Os países do Golfo Pérsico têm predomínio de exportações para fora da região, devido às exportações do petróleo.
  • 27. Estão corretas apenas as afirmações a) I, II e IV. b) I, III e V. c) I, II, III e V. d) II, IV e V. e) III e IV. 18-(UFT) No atual estágio do processo de globalização, a cultura e suas respectivas formas de manifestação têm ganhado um papel de destaque nas relações internacionais. Em diversos países tem-se constatado manifestações que reforçam as identidades locais e regionais em detrimento de um processo de homogeneização e padronização cultural impulsionado e estimulado, sobretudo, por grandes empresas transnacionais. Para Hall (2009), “juntamente com as tendências homogeneizantes da globalização, existe a „proliferação subalterna da diferença‟”. A partir do que foi apresentado, podemos considerar INCORRETA a alternativa que diz a) que a globalização contemporânea possibilita a formação de uma tendência cultural homogeneizante por meio das técnicas de informação, ciência e comunicação que ela coloca à disposição de atores políticos globais, que atuam no sentido de erradicar as manifestações culturais em escalas local e regional que reivindicam seus direitos a diferença. b) que a globalização contemporânea, a partir das técnicas, da ciência e da informação disponíveis para a atuação em escala global de empresas transnacionais, apresenta uma tendência à homogeneização cultural que é contestada, pois, em diversos países tem surgidos movimentos culturais que implicam na manifestação da diferença a essa tendência homogeneizante global. c) que na globalização contemporânea as mesmas técnicas de informação e de produção do conhecimento científico utilizadas por atores políticos para construírem uma tendência cultural global homogeneizante são utilizadas por movimentos políticos em suas manifestações culturais reivindicando seu direito à diferença. d) que a globalização contemporânea apresenta-se como um paradoxo, pois do ponto de vista cultural, ao mesmo tempo em que ela trabalha para que as coisas pareçam semelhantes entre si, contraditoriamente, ela constrói possibilidades de proliferação de diferenças. e) que na globalização contemporânea identificamos um movimento dialético no sentido de que ao mesmo tempo em que ela estrutura uma tendência cultural homogeneizante, possibilita que se manifestem movimentos de enfrentamento e reivindicação que proliferam seus direitos à diferença. 19-(UFSM) '' Em seu livro Jihad vs. McWorld, Benjamin Barber foi incrivelmente profético ao descrever nosso mundo complicado, em que dois cenários aparentemente contraditórios desenrolam-se simultaneamente: um, onde 'cultura é lançada contra cultura, pessoas contra pessoas, tribos contra tribos' e outro, onde
  • 28. 'ímpeto de forças econômicas, tecnológicas e ecológicas (...) exigem integração e uniformidade e (...) hipnotizam as pessoas em todo o planeta com o universo fast de música, computador, comida (...), um McMundo unido pela comunicação, informação, entretenimento, comércio'.'' WORLDWATCH INSTITUTE. Estado do mundo. 2004. Salvador: Uma, 2004. p. 179. O texto e a figura compõem um quadro que aponta para uma das contradições socioeconômicas mais marcantes da globalização. São elementos constituintes dessa contradição: a) intensa homogeneização do espaço - eliminação de culturas tradicionais. b) democracia nos países ricos - autoritarismo e desorganização da sociedade civil nas nações subdesenvolvidas. c) incentivo à integração econômica - fragmentação política pelo nacionalismo. d) poder das empresas globais - popularização dos sistemas de transportes em massa. e) universalização de produtos e facilidade de circulação de riqueza - diferenciação de ritmo e intensidade dos países e das populações na globalização. 20-(FEI) Assinale a alternativa incorreta em relação à configuração do espaço econômico mundial nas últimas décadas. a) Há uma intensificação do comércio internacional de bens e serviços. b) Ocorre um aumento da interdependência econômica entre as nações do mundo. c) Graças ao aumento dos fluxos de capitais e do avanço tecnológico, as disparidades regionais têm diminuído em todo o mundo. d) Grande parte das transações internacionais ocorre entre filiais e empresas do mesmo grupo espalhadas pelo mundo. e) Predomina uma grande flexibilidade na produção, com o uso de tecnologias que possibilitam rápidas mudanças tanto nos produtos oferecidos, quanto no local de produção, sendo comum a presença de produtos com componentes fabricados em diversas partes do mundo.
  • 29. 21-(UNESP) A fábrica global instala-se além de toda e qualquer fronteira, articulando capital, tecnologia, força de trabalho, divisão do trabalho social e outras forças produtivas. Acompanhada pela publicidade, a mídia impressa e eletrônica, a indústria cultural, misturadas em jornais, revistas, livros, programas de rádio, emissões de televisão, videoclipes, fax, redes de computadores e outros meios de comunicação, informação e fabulação, dissolve fronteiras, agiliza os mercados, generaliza o consumismo. Provoca a desterritorialização e reterritorialização das coisas, gentes e ideias. Promove o redimensionamento de espaços e tempos. Octavio Ianni, Teorias da Globalização, 2002. Partindo da metáfora de fábrica global de Octavio Ianni, pode-se identificar como características da globalização a) o amplo fluxo de riquezas, de imagens, de poder, bem como as novas tecnologias de informação que estão integrando o mundo em redes globais, em que o Estado também exerce importante papel na relação entre tecnologia e sociedade. b) a imposição de regras pelos países da Europa e América do Sul nas relações comerciais e globais que oprimem os mais pobres do mundo e se preocupam muito mais com a expansão das relações de mercado do que com a democracia. c) a busca das identidades nacionais como única fonte de significado em um período histórico caracterizado por uma ampla estruturação das organizações sociais, legitimação das instituições e aparecimento de movimentos políticos e expressões culturais. d) o multiculturalismo e a interdependência que somente podemos compreender e mudar a partir de uma perspectiva singular que articule o isolamento cultural com o individualismo. e) a existência de redes que impedem a dependência dos polos econômicos e culturais no novo mosaico global contemporâneo. 22-(UFF) O mundo como fábula, como perversidade e como possibilidade Vivemos num mundo confuso e confusamente percebido. Haveria nisto um paradoxo pedindo uma explicação? De um lado, é abusivamente mencionado o extraordinário progresso das ciências e das técnicas, das quais um dos frutos são os novos materiais artificiais que autorizam a precisão e a intencionalidade. De outro lado, há, também, referência obrigatória à aceleração contemporânea e todas as vertigens que cria, a começar pela própria velocidade. Todos esses, porém, são dados de um mundo físico fabricado pelo homem, cuja utilização, aliás, permite que o mundo se torne esse mundo confuso e confusamente percebido. De fato, se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro, e não queremos admitir a permanência de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de pelo menos três mundos num só. O primeiro
  • 30. seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula; o segundo seria o mundo tal como ele é: a globalização como perversidade; e o terceiro, o mundo como ele pode ser: uma outra globalização. SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 17-18. A ideia da “globalização como fábula”, destacada no Texto XI, torna-se ainda mais expressiva, se levamos em conta certas definições de fábula, apresentadas no dicionário: mitologia, lenda, narração de coisas imaginárias. Não resta dúvida de que se lida com a imagem de um mundo cada vez mais interconectado, mas de forma alguma “sem fronteiras”. Essa imagem, difundida nos tempos atuais, encontra seu principal fundamento no aspecto: a) político, com o triunfo de regimes democráticos em continentes inteiros. b) socioeconômico, com a redução das desigualdades entre os povos da Terra. c) sanitário, com o êxito alcançado na prevenção das pan-epidemias. d) financeiro, com a intensa circulação de capitais em nível planetário. e) cultural, com a crescente unificação das crenças religiosas no mundo. 23-(UEM) Sobre globalização e o atual momento de expansão do capitalismo no mundo, assinale o que for correto. 01) A globalização está para o capitalismo informacional assim como o colonialismo esteve para a sua etapa comercial ou o imperialismo, para o final da fase industrial e início da fase financeira. 02) Com a globalização, ocorre atualmente a inclusão de todos os povos e países no processo de desenvolvimento, o que gera a extinção dos chamados espaços desiguais no sistema econômico mundial. 04) Para a globalização, interessa a eliminação de qualquer barreira ou entrave que impeça a livre circulação de mercadorias, função que é desempenhada pelos blocos econômicos internacionais. 08) Uma das consequências da globalização é que os países se tornam dependentes uns dos outros, de tal forma que os países considerados subdesenvolvidos não conseguem mais resolver seus problemas internos sem o aval de países considerados desenvolvidos. 16) A globalização é marcada, basicamente, pela mundialização da produção, da circulação e do consumo; ou seja, de todo o ciclo de reprodução do capital. Resposta: 21 (01+04+16) 24-(UEL) Leia o texto a seguir: Os mercados podem escolher seus pobres em circuitos ampliados; o catálogo se
  • 31. enriquece, porque ali, agora, existem pobres pobres e pobres ricos. E existem também – sempre se descobre – pobres ainda mais pobres, menos difíceis, menos “exigentes”. Nada exigentes. Saldos fantásticos. Promoções por todo o lado. O trabalho pode não custar nada quando se sabe viajar. Outra vantagem: a escolha desses pobres, desses pobres pobres, empobrecerá os pobres ricos que, ficando mais pobres, próximos dos pobres pobres, serão por sua vez menos exigentes. Que bela época! FORRESTER, V. O Horror econômico, Trad. Álvaro Lorencini, São Paulo: UNESP, 1997, pp.101. Baseado no texto e nos conhecimentos sobre o tema neoliberalismo e globalização, considere as afirmativas: I. O processo de globalização empresarial pode escolher além das fronteiras nacionais, locais em que o trabalho possa ser apropriado com custos ínfimos. II. Os pobres ricos são menos exigentes no mercado de trabalho, por conta das promoções que atingem o seu potencial de consumo. III. Os fantásticos saldos para a contratação de trabalho nesta bela época são realizados pelo catálogo ampliado da possibilidade de contratação dos pobres no mercado. IV. A disputa de emprego no mundo do trabalho mundial pode tornar os pobres ricos mais pobres, se o mercado souber viajar em busca das promoções. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas II e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas. 25-(MACKENZIE-SP) “Não há sociedade, só indivíduos”. Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica Primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro na história da Inglaterra, de 1979 a 1990, Thatcher recebeu do então presidente norte-americano, Ronald Reagan, o título de “o homem forte do Reino Unido”. Indicada pelo Partido Conservador, suas decisões firmes marcaram a adoção de uma política neoliberal e o fim do modelo, então praticado, conhecido como Welfare State. Com relação a esse novo modelo de governo, assinale a alternativa correta. a) Privatização de empresas estatais, em que produtos e serviços considerados estratégicos para a soberania nacional são submetidos à lógica do mercado internacional, permitindo um aumento dos gastos públicos em saúde e educação. b) Retomada de uma política econômica sustentada por economistas, como Haydek
  • 32. e Friedman, defendendo a absoluta liberdade econômica, mas com preocupações voltadas para a distribuição da riqueza nacional. c) Possibilidade de que países em desenvolvimento melhorassem seus quadros sociais, com o aumento de empregos para a classe trabalhadora, graças à atuação de empresas transnacionais em diversos setores. d) Corte de gastos no setor social, aumento do desemprego, endurecimento nas negociações com os sindicatos, elevação das taxas de juros e fim da intervenção estatal, dando total liberdade aos setores financeiro e econômico. e) Nova diretriz de governo adotada por Thatcher, na Inglaterra, não foi implementada pelos líderes de outras nações, que criticavam as desigualdades sociais geradas pela adoção desse modelo econômico. 26-(PUCRJ) (...) Liberalismo, o Neo, bateu à porta da quitinete onde morava o Estado Mínimo e sua numerosa família. O Estado Mínimo – diga-se de passagem – já fora o máximo no passado, requisitado por todos, vivia confortavelmente em uma cobertura duplex no edifício Keynes. A partir dos anos 1980, seu prestígio começou a declinar diante da campanha orquestrada pelo Liberalismo que avançou no seu patrimônio e privatizou suas empresas sob o pretexto de que ele, Estado, não entendia nada de economia, cobrava altos impostos e impedia a maximização dos seus lucros. Empobrecendo, o Estado teve que se mudar para um apartamento menor e depois para outro menor ainda e hoje vive em uma modesta unidade no conjunto habitacional Milton Friedmam. (...) NOVAES, Carlos Eduardo, ‘Liberalismo e Estado Mínimo’, 01/mar./2009, Jornal do Brasil. A opção que apresenta exemplos, no Brasil, que confirmam a explicação contida no trecho da crônica é: a) privatização de bancos, aumento das barreiras alfandegárias, aplicação dos Planos Quinquenais. b) desestatização de empresas, desregulamentação da economia, criação de Agências Reguladoras. c) redução da concentração do poder administrativo federal, redução das taxas de juros, criação dos Órgãos de Planejamento Regional. d) ampliação da esfera de atuação das secretarias de governo, reforma fiscal, implementação de Programas de Desenvolvimento Nacional. e) nacionalização de empresas, redução das tarifas alfandegárias, implementação dos Programas Nacionais de Desenvolvimento. 27-(FATEC) No atual processo de globalização econômica, vem ocorrendo uma verdadeira divisão econômica e geopolítica do mundo, que distingue centros de inovação tecnológica, áreas de difusão de indústria e agroindústria avançadas, áreas em desindustrialização, áreas com economia tradicional em decadência e
  • 33. áreas a serem preservadas. Sob o comando dos grandes agentes econômicos capitalistas transnacionais, o território dos países é utilizado intensivamente, afetando o poder dos Estados e alienando a vida das sociedades que vivem nesses territórios. Analise as afirmações a seguir como elementos em jogo no processo de globalização descrito. I. Hegemonia dos processos produtivos baseados na 3ª Revolução Industrial. II. Macropolíticas estatais controladoras dos fluxos econômicos e protetoras da mão-de-obra. III. Divisão mundial do trabalho entre centros hegemônicos e periferias e semiperiferias. IV. Tendência ao aumento das áreas naturais preservadas pelo “desenvolvimento sustentável” capitalista. Pode-se assinalar, como verdadeiros elementos desse processo de globalização, o que está contido nas afirmações a) I, II, III e IV. b) I, II e III, apenas. c) I e III, apenas. d) II e IV, apenas. e) IV, apenas. 28-(UNESP) A fábrica global instala-se além de toda e qualquer fronteira,articulando capital, tecnologia, força de trabalho, divisão do trabalho social e outras forças produtivas. Acompanhada pela publicidade, a mídia impressa e eletrônica, a indústria cultural,misturadas em jornais, revistas, livros, programas de rádio,emissões de televisão, videoclipes, fax, redes de computadores e outros meios de comunicação, informação e fabulação, dissolve fronteiras, agiliza os mercados, generaliza o consumismo. Provoca a desterritorialização e reterritorialização das coisas, gentes e ideias. Promove o redimensionamento de espaços e tempos. Octavio Ianni, Teorias da Globalização, 2002. Partindo da metáfora de fábrica global de Octavio Ianni, pode-se identificar como características da globalização a) o amplo fluxo de riquezas, de imagens, de poder, bem como as novas tecnologias de informação que estão integrando o mundo em redes globais, em que o Estado também exerce importante papel na relação entre tecnologia e sociedade. b) a imposição de regras pelos países da Europa e América do Sul nas relações comerciais e globais que oprimem os mais pobres do mundo e se preocupam muito mais com a expansão das relações de mercado do que com a democracia.c) a busca das identidades nacionais como única fonte de significado em um período histórico
  • 34. caracterizado por uma ampla estruturação das organizações sociais, legitimação das instituições e aparecimento de movimentos políticos e expressões culturais. d) o multiculturalismo e a interdependência que somente podemos compreender e mudar a partir de uma perspectiva singular que articule o isolamento cultural com o individualismo. e) a existência de redes que impedem a dependência dos polos econômicos e culturais no novo mosaico global contemporâneo. 29-(UFTO) No caso brasileiro, as décadas de 1980 e 1990 são marcadas pelo processo de globalização da economia. Muitas corporações internacionais de diferentes setores econômicos se instalaram em território brasileiro e passaram a atuar na fabricação de uma gama variável de produtos, bem como na oferta de serviços. Este período é marcado também pelo movimento neoliberal que culminou na privatização de muitas empresas estatais brasileiras. De acordo com o texto é CORRETO afirmar que: a) ao abrir as portas para o capital estrangeiro o mercado brasileiro, formado por diferentes setores da economia, apresentou um forte aquecimento. Este crescimento, por sua vez, foi acompanhado de um significativo desenvolvimento social, constatado em todas as partes do território. b) ao se instalar no território brasileiro, as empresas transnacionais passaram a produzir seus próprios espaços, considerados espaços da globalização, em que os comandos passam a ser estabelecidos por essas empresas, criando, assim, um “espaço nacional da economia internacional”. c) a produção industrial brasileira é marcada pela inovação tecnológica. Aqui, produtos da mais alta tecnologia surgem constantemente. Este fato é constatado pela supremacia que a indústria representa em nossa balança comercial, superando, inclusive o agronegócio. d) em se tratando do Brasil, o processo de globalização da economia se faz sentir exclusivamente no campo. Não se pode negar os avanços tecnológicos que se tem observado no setor agrícola. Isto pode ser constatado pela expressiva produção que coloca o país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. e) o território brasileiro é um exemplo emblemático de que a globalização de fato se estabeleceu para trazer apenas benefícios. Em toda parte podemos observar os avanços significativos, de modernização, desenvolvimento social e melhorias no meio ambiente. 30-(PUCPR) A globalização pode ser descrita como um conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. São manifestações características da globalização, EXCETO: a) A globalização aumentou a força/influência do Estado-Nação como poder
  • 35. regulador da vida econômica e social dos países. b) A redefinição das relações políticas, econômicas e culturais entre os países modifica o papel e o significado das fronteiras nacionais. c) A nova divisão internacional do trabalho permite que grandes conglomerados empresariais passem a exercer uma dominação crescente no setor industrial e de serviços. d) Em virtude do processo de globalização, as grandes corporações passam a ter maior mobilidade espacial e maior capacidade competitiva. e) É crescente a interligação e interdependência dos mercados financeiros em escala mundial. 31-(UNESP) É possível reconhecer que o novo ciclo de expansão mundial do capitalismo abala radicalmente os projetos econômicos nacionais. Criam-se estruturas mundiais de poder, dada a sua influência não só na economia, mas também na política e cultura. Surgem mecanismos econômicos que atuam além das fronteiras do país de origem. Sua característica mais importante alicerça-se na abrangência global de seu funcionamento, pois atua na economia numa escala internacional, portanto, além das fronteiras nacionais. Elas interferem no processo produtivo – criando a produção dos componentes de um determinado produto, por exemplo, um aparelho eletrônico, como resultante da fabricação e montagem em fábricas que poderão estar situadas nos mais diversos países, ou mesmo continentes. Seus centros de decisões financeiros situam-se no país sede, embora tenham instalações espalhadas pelo mundo. Octavio Ianni. Capitalismo, violência e terrorismo, 2004. Adaptado. O texto refere-se: a) à indústria pesada. b) à indústria de processamento e beneficiamento. c) a um tecnopolo. d) às empresas nacionais. e) às empresas transnacionais. 32-(UNESP) As duas guerras mundiais cortaram boa parte dos vínculos econômicos entre os países. Depois de 1945, a economia capitalista recuperou, pouco a pouco, seu alcance mundial, num processo conduzido, principalmente, pelas empresas multinacionais. A partir do final da década de 1980, o cenário econômico mundial passou por profundas transformações. Dentre elas, a ascensão ao poder, nos dois países mais importantes do mundo capitalista, do presidente norte-americano Ronald Reagan e da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Suas ações políticas atacaram os direitos trabalhistas e os benefícios sociais, em prejuízo da maioria da população. O objetivo era aumentar a parcela da riqueza nacional em mãos dos capitalistas. A desigualdade social se acentuou. As empresas estatais foram quase todas privatizadas e o controle do
  • 36. Estado sobre as companhias particulares foi reduzido ao mínimo. Outra mudança importante neste período foi o fim do comunismo soviético, numa sequência de eventos que têm como marco a queda do Muro de Berlim, em 1989. A Guerra Fria terminou, com a vitória indiscutível do capitalismo. Igor Fuser, Geopolítica: o mundo em conflito, 2006. Adaptado. O texto enfatiza a ascensão ao poder de líderes políticos partidários a) do socialismo. b) do neoliberalismo. c) do comunismo. d) do fascismo. e) da social-democracia. VESTIBULAR 2009 33-(UFBA) A ONU — ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS — tem como objetivos manter a paz, defender os direitos humanos e as liberdades fundamentais e promover o desenvolvimento dos países em escala mundial. [...] A ONU é constituída por várias instâncias, que giram em torno do Conselho de Segurança e da Assembléia Geral. A organização atua em diversos conflitos por meio de suas forças internacionais de paz. A ONU — Organização ..., 2008, p. 75. A globalização é o fenômeno mais recente da economia capitalista mundial. É resultado da evolução da técnica e da ciência, da eficiência dos meios de transportes e comunicações e da construção de instituições supranacionais que lhe dão sustentação, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e os diversos blocos econômicos regionais que, há pouco mais de uma década, estão em processo de consolidação. Caracteriza-se pela liberdade de circulação de mercadorias, capitais e serviços entre os países. (LUCCI; BRANCO; MENDONÇA, 2006, p. 120). Considerando-se as informações dos textos e com base nos conhecimentos sobre a Organização das Nações Unidas (ONU) e sua estrutura, a globalização e suas instituições supranacionais, pode-se afirmar: (01) A Organização das Nações Unidas (ONU), criada logo após a Segunda Guerra Mundial, busca um novo papel no conflituoso mundo globalizado, transformando-se num respeitado fórum de discussão e de encaminhamento dos problemas mundiais. (02) O Conselho de Segurança da ONU concentra um grande poder, sobretudo
  • 37. através dos membros permanentes — Estados Unidos, Reino Unido, França, Federação Russa e China — que possuem poder de veto, e por ser o órgão que aprova missões de paz, embargos e ações armadas. (04) O Mercado Comum do Sul (Mercosul) surgiu no começo da década de 70 do século passado, com objetivo de unificar tarifas entre países da América do Sul — inicialmente Brasil, Bolívia, Chile e Uruguai — e adotar políticas comuns. (08) O termo “globalização” passou a ser usado para descrever uma nova fase, marcada pela crescente interdependência entre governos, empresas e movimentos sociais, porém sua dinâmica não trouxe maior igualdade entre os povos. (16) A Organização Mundial do Comércio (OMC) — cujo objetivo é resolver as disputas comerciais entre países ricos e pobres — envolve 20 membros, representa países desenvolvidos e subdesenvolvidos, tendo começado a funcionar no início deste século, com a rodada de Doha. (32) O BRIC é uma sigla criada por analistas financeiros para designar os quatro principais países emergentes do mundo — Brasil, Rússia, Índia e China — visando demonstrar o impacto que o grupo tem e terá, cada vez mais, na economia mundial. Resposta: 01 + 02 + 08 + 32 (43) 34-(UFSCAR) O contínuo avanço tecnológico global não parece estar garantindo que as sociedades futuras possam gerar, unicamente por mecanismos de mercado, postos de trabalho – ainda que flexíveis – compatíveis em qualidade e renda com as necessidades básicas da população mundial. A lógica da globalização e do fracionamento das cadeias produtivas incorporou parte dos bolsões de mão-de-obra barata mundiais sem necessariamente elevar-lhes a renda. Os postos de trabalho formal crescem menos que os investimentos diretos.Se, por um lado, surgem oportunidades bem remuneradas no trabalho flexível, por outro, o setor informal também abriga o emprego muito precário e a miséria. E, especialmente nos países da periferia, os governos – comprometidos com a estabilidade – não têm orçamento suficiente e estruturas eficazes para garantir a sobrevivência dos novos excluídos. O paradigma do emprego está em definitiva mudança, e há inúmeras razões para preocupação quanto ao futuro da exclusão social no novo século. (Gilberto Dupas. A lógica da economia global e a exclusão social. Revista de Estudos Avançados,
  • 38. set/dez 1998.) A análise do texto e da tirinha permite afirmar: a) o texto aborda o desemprego típico do taylorismo-fordismo. A partir dele, valorizou-se mais a estatística relativa ao número de trabalhadores sem emprego, à qual a tirinha faz referência. b) na tirinha, a personagem Mafalda faz alusão ao desemprego enquanto indicador econômico-estatístico. O texto demonstra que a lógica da globalização reduz a oferta de empregos e amplia a exclusão social. c) o texto aponta o aumento da informalidade, o que amplia a taxa de desemprego referida na tirinha, visto que o trabalhador informal pertence exclusivamente à população inativa. d) o aumento da taxa de desemprego referida na tirinha aumenta a pobreza e a exclusão social, sobretudo em países desenvolvidos, onde o avanço tecnológico mais intenso é responsável pelo desemprego conjuntural. e) a lógica da globalização é fracionar e dispersar as atividades produtivas no espaço e não reduzir os postos de trabalho. Assim, as regiões que recebem muitos investimentos diretos não apresentam aumento da taxa de desemprego à qual a tirinha faz referência. 35-(UFOP) “São as empresas globais e não as nações que definem as estratégias globais nas quais as atividades são localizadas em muitos países.” PORTER, M. E. A vantagem competitiva das nações. Rio de Janeiro: Campus, 1993, apud JANSEN et al. Estratégias de sobrevivência para pequenas e médias empresas em ambientes globalizados: um estudo de caso do setor eletroeletrônico. Gestão & Produção, v. 12, n. 13, p. 405-416, set./dez. 2005. A afirmativa transcrita acima expressa uma opinião corrente acerca do atual processo de globalização da economia. Sobre essa questão, assinale a afirmativa incorreta. a) A economia mundial conseguiu tornar-se verdadeiramente global com base na nova infra-estrutura, propiciada pelas tecnologias da informação e da comunicação. b) As nações subdesenvolvidas estão criando restrições à entrada de capitais por meio de barreiras comerciais e do aumento da regulamentação dos seus mercados financeiros e de trabalho. c) O processo atual de mundialização da economia capitalista é acionado pelas corporações transnacionais, apoiadas pelos governos dos países capitalistas centrais. d) Um fator determinante para a incorporação ao processo de globalização econômica é a adoção de políticas de desregulamentação e de liberalização postas
  • 39. em prática pelos governos e pelas instituições internacionais. 36-(UTRPR) Observe a figura a seguir a respeito do mercado financeiro internacional e assinale a alternativa correta. 1 – Londres 2 – Tóquio 3 – Nova York 4 – Paris 5 – Frankfurt 6 – Bathen 7 – Cingapura 8 – Honk Kong 9 – São Francisco 10 – Chicago a) A figura mostra que os mais importantes centros financeiros ficam nos hemisférios leste e sul. b) Apesar das cidades estarem em fusos horários diferentes, formou-se uma verdadeira praça financeira, que jamais fecha, porque a bolsa de valores que está terminado seu funcionamento passa as cotações de suas ações ainda em funcionamento a oeste e assim sucessivamente. c) Durante a Guerra Fria, as bolsas de valores dessas cidades eram classificadas como pertencentes ao lado oeste e lado leste do mundo, em função dos regimes sócio-econômico capitalista e comunista de seus países. d) Os países onde se localizam estas cidades por investirem pouco em tecnologia e desenvolvimento são obrigados a pagar royalties a países subdesenvolvidos para utilizar novos produtos e tecnologias.e) Nestas cidades, a economia gira em torno
  • 40. da exportação de commodities que atendem os interesses da agroindústria transnacional. 37-(UTRPR) Podemos definir, em linhas bem gerais, o “Neoliberalismo” como um conjunto de idéias políticas e econômicas que defende a não participação do Estado na economia. De acordo com esta doutrina, deve haver total liberdade de comércio (livre mercado), pois este princípio garante o crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país. Com base nesse entendimento, analise as afirmações abaixo: I) Nas últimas décadas, as trocas comerciais têm sido acompanhadas de um gigantesco crescimento nos movimentos internacionais de capitais, feitos com o objetivo de buscar um maior equilíbrio social internacional, transferindo renda aos países pobres. II) Um dos primeiros governos ocidental a inspirar-se em tais princípios foi o de Margareth Thatcher na Inglaterra, a partir de 1980. Ela enfrentou os sindicatos, fez aprovar leis que lhes limitassem a atividade, privatizou empresas estatais, afrouxou a carga tributária sobre os ricos e sobre as empresas e estabilizou a moeda. III) No final dos anos 90, com as manifestações públicas nos encontros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em Seattle, em 1999, e em Gênova, em 2000, cresceram as análises sobre os movimentos de resistência ao neoliberalismo. IV) O “Fórum Social Mundial” foi uma proposta de contraposição ao “Fórum Econômico Mundial” de Davos, na Suíça, e originalmente realizado no mesmo período de tempo, anualmente. Estão corretas somente as proposições: a) I, II e III. b) I, III e IV. c) II, III e IV. d) I e IV. e) I e II. 38-(IBMECRJ) Desde o início dos anos 80 o mundo assiste a uma "onda neoliberal" em toda a economia, processo que hoje vive uma crise de proporções ainda indefinidas. Sobre o neoliberalismo são feitas as seguintes afirmativas: I - Cabe ao Estado, nesse processo, o papel de gestor e interventor. II - Desprezar qualquer tipo de preocupação com os gastos públicos é uma característica marcante do neoliberalismo. III - A ocorrência de fusões de empresas e bancos permitiu o surgimento das empresas transnacionais, atuantes nos mais diversos setores da economia. Assinale: