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T E C
L inguagem
e suas
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et apa
1. ORALIDADE E
ESCRITA
A oralidade e a escrita são formas que utilizamos para
através de nosso idioma nos comunicarmos, elas são, também,
duas formas de variação linguística, conteúdo que veremos,
logo, a seguir
. A primeira é, geralmente, marcada pela
linguagem coloquial (ou informal), enquanto a outra, em
grande parte, está associada à linguagem culta (ou formal).
Mas veja, não generalize, pois temos fala (oralidade) formal,
assim como escrita informal, quando mandamos um
WhatsApp para um parente ou amigo, por exemplo.
Você já viveu conosco a experiência da Unidade 1,
deste Módulo 1, iremos iniciar agora a Unidade 2,
nela você irá estudar as diferenças existentes entre a
língua oral, nossa fala, e a língua escrita, nosso registro
gráfico.
Será o momento de também perceber que existe
mais de uma variedade da língua portuguesa, não é só
a norma padrão. Reviverá a descoberta da linguagem
estrangeira em nosso idioma e terá um tempo para
2
perceber o quanto estamos rodeados dos textos
multimodais, principalmente, por conta da internet e as
mídias que circulam nela.
Então, para não perdermos tempos,
vamos aos estudos?
Bons
Estudos!
Disponível em: https://www.recantodasletras.
com.br/artigos-de-educacao/4181390.
Acessado
em: 13 ago. 2019.
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et apa
Marcuschi, linguista brasileiro, apresenta e defende que
tais modalidades são práticas sociais de realização da língua,
com semelhanças e diferenças, que convivem e são utilizadas
cotidianamente para atender a diferentes propósitos em
diferentescontextosdeuso(notrabalho,naescola,grupossociais,
família, vida burocrática, atividade intelectual etc.), podendo,
ainda, sofrerem influências mútuas e se complementarem
(como nos chats, aplicativos de mensagem instantânea, aulas
expositivas, jornais televisivos, entre outros).
Desta forma, o autor colocar em vista o contínuo
existente entre as modalidades, em outras palavras, que seus
usos podem ir da fala mais informal (conversa espontânea) a
escrita mais formal (artigo científico) ou da escrita mais
informal (bilhete de geladeira) a fala mais formal (conferência
acadêmica num congresso). De modo global, o linguista afirma
que são os usos reais da língua (interlocutores, necessidades,
objetivos, contextos) que determinam as formas (escrita ou
oralidade e formalidade ou informalidade) de utilizá-la.
Disponível em: http://2op.com.br/blog/2015/10/26/a-partir-de-oje-
voce- apremde-10-erros-de-escrita-que-prejudicam-a-sua-
comunicacao/.
Acessado em: 13 ago. 2019.
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É importante entender que a língua escrita não é mera
transcrição ou reprodução da fala, desse modo não
escrevemos exatamente como falamos e vice-versa. A escrita é
uma representação da fala, que possui regras próprias de
realização, que interage com a fala e completa-se.
Num processo histórico, a fala antecede à escrita,
estando assim, aquela mais presente e dinamizada em nossas
vidas. A
linguagem falada apresenta grande variedade de realizações
de um mesmo vocábulo, algumas mais próximas do padrão,
e outras, menos prestigiadas. Na escrita, geralmente é usada a
língua padrão, por ser valorizada socialmente, pois se assim
não fosse, teríamos circulando inúmeras variações da língua
escrita, o que poderia causar grande confusão.
Disponível em: https://www.estudopratico.com.br/o-que-e-linguag
em-
formal-e-informal/. Acessado em: 13 ago. 2019.
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Na fala temos o interlocutor presente, permitindo a
utilização de recursos não verbais (paralinguísticos¹), como a
linguagem corporal, facial, entonações diferenciadas e a
prosódia. Por outro lado, na escrita, o interlocutor (que não
está presente) é levado a usar outros recursos como a
pontuação e acentuação gráfica, além de outros recursos
gráficos e linguísticos. Tais recursos são tentativas de reproduzir
e representar artificialmente, o que é possível ser feito
naturalmente na linguagem falada.
Recursos paralinguísticos - é o estudo da paralinguagem, a parte
da linguística que contém os aspectos não verbais que acompanham
a comunicação verbal. Estes aspectos incluem o tom de voz, o ritmo
da fala, o volume de voz, as pausas utilizadas na pronúncia verbal, e
demais características que transcendem a própria fala.
O estudo da paralinguística permite-nos perceber mais claramente as
razões por que extraímos o significado não apenas do conteúdo
literal das palavras, mas também da maneira como elas são expressas.
Pode ser utilizada para identificar as emoções que o locutor sente ao
vocalizar as palavras.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Paralingu%C3%ADstica. Acessado em: 13 ago. 2019.
Além disso, na língua falada utilizamos frases mais
curtas, por questão de limitação humana de memorização,
enquanto que, na escrita essas frases podem ser mais longas
e elaboradas, a fim de que não se corra o risco de o texto ficar
fragmentado, com frases soltas, prejudicando o entendimento
do todo.
Por último, a oralidade também nos permite tratar de
vários temas ao mesmo tempo sem sermos redundantes, pois
os recursos usados na fala nos permitem compreender a fala
do outro, sem que haja comprometimento do raciocínio. Já na
escrita, preferencialmente, o texto deve ser enxuto e conciso,
tratando do mesmo tema, do início ao fim, para que não se
afete a sequência textual.
1.1 – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
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A variação linguística é um fenômeno que acontece
com a língua e pode ser compreendida por intermédio das
variações históricas, regionais e culturais. Em um mesmo país,
com um único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas
alterações feitas por seus falantes. Como não é um sistema
fechado e imutável, a língua portuguesa ganha diferentes
nuances. O português que é falado no Nordeste do Brasil
pode ser diferente do português falado no Sul do país.
Claro que um idioma nos une, mas as variações podem
ser consideráveis e justificadas de acordo com a comunidade,
na qual se manifesta um fenômeno natural que ocorre pela
diversificação dos sistemas de uma línguaem
relação às possibilidades de mudança de seus
elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe). Ou
seja, essa é a representação das várias formas que uma língua
pode ser utilizada, desde a mais formal e culta, as formas
características de uma região, ou por intimidade, ou baixa
escolaridade, uma maneira informal. Ela existe porque as
línguas possuem a característica de serem dinâmicas e
sensíveis a fatores como a região geográfica, o sexo, a idade, a
classe social do falante e o grau de formalidade
do contexto da comunicação.
Você
sabia?
Fora o português – o único idioma oficial – há
aproximadamente 180 outras línguas no Brasil. E olha que
esse número não considera as comunidades de imigrantes
nem as pessoas que aprendem uma língua estrangeira. São
só os idiomas indígenas, falados por cerca de 160 000
pessoas.
A situação não está nada bonita para essa gente:
segundo
É importante observar que toda variação linguística
é adequada para atender às necessidades comunicativas e
cognitivas do falante. Assim, quando julgamos errada
determinada variedade, estamos emitindo um juízo de valor
sobre os seus falantes e, portanto, agindo com preconceito
linguístico².
Preconceito Linguístico - é a discriminação existente entre os falantes
de um mesmo idioma, em que não há o respeito pelas variações
linguísticas, como sotaques, regionalismos, dialetos, gírias e demais
diferenças da fala de determinado grupo.
Como preconceito linguístico entende-se qualquer forma de julgamento
depreciativo contra o modo como alguém fala, principalmente pelo fato
desta ter características regionais, históricas, culturais ou sociais que
influenciam na sua estruturação.
Disponível em: https://www.significados.com.br/preconceito-linguistico/. Acessado em: 13 ago. 2019.
1.1.1 - TIPOS DE VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
Variedade regional ou geográfica
O Brasil apresenta um grande território, caracterizado
por regiões geográficas diversas. Com isso temos diferentes
formas de pronúncia, vocabulário e estrutura sintática. Um
exemplo desse tipo seria a palavra mandioca. Em certas
regiões do Brasil a mandioca é chamada de macaxeira ou
aipim. Os sotaques também entram nesse tópico, como
variação regional.
Essasvariedadessão
aquelas que
demonstram a diferença
entre as
falas dos habitantes de
diferentes regiões do
país, diferentes estado
e cidades. Por exemplo,
os falantes do Estado
de Goiás possuem uma
forma diferente em
relação à fala dos
falantes do São Paulo.
estão ameaçadas de “morte” – encaixam-se nessa categoria as
línguas com 10 000 falantes ou menos. Se um idioma tem só
um falante, ele já é considerado morto, pois essa pessoa não
tem mais ninguém para conversar em sua língua.
Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/quantas-linguas-sao-faladas-no-brasil/. Acessado em:
13/08/2019.
Disponível em: https://www.parabolablog.com.br/index.p
hp/ blogs/variacao-linguistica-o-que-e-exemplos-dicas-de-
leitura.
Acessado em: 13 ago. 2019. 6
Variedade sociocultural
Sãovariedadesquepossuemdiferençasemnívelfonológico
ou morfossintático, ocorrem por diferenças sociais, como baixa
escolaridade de um indivíduo. É o tipo de linguagem utilizada
por determinado grupo social, que por preferências,
atividades e ou nível socioeconômico adota um linguajar
próprio, como por exemplo, os surfistas, funkeiros,
jornalistas etc.
Gíria ou Jargão: é um tipo de linguagem utilizada por um
determinado grupo social, fazendo com que se diferencie dos
demais falantes da língua. A gíria é normalmente relacionada
à linguagem de grupos de jovens (skatistas, surfistas, rappers,
etc.). O jargão é, em geral, relacionado à linguagem de grupos
profissionais (professores, médicos, advogados etc.)
Veja:
Fonológicos - “prantar” em vez de “plantar”; “bão” em vez
de “bom”; “pobrema” em vez de “problema”; “bicicreta” em vez
de “bicicleta”.
Morfossintáticos - “dez real” em vez de “dez reais”; “eu vi
ela” em vez de “eu a vi”; “eu truci” em vez de “eu trouxe”; “a
Disponível em: http://diogoprofessor.blogspot.com/2013/10/. Acessado em: 13 ago. 2019.
gente fumo” em vez de “nós
fomos”
comunicativas informais, como reuniões familiares,
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Variedade estilística
A variação estilística se faz presente na manifestação
individual de uma língua, ela considera um mesmo indivíduo
em diferentes situações de comunicação: se está em ambiente
familiar
, profissional, o grau de intimidade, o tipo de assunto
tratado e quem são seus receptores.
São as mudanças da língua de acordo com o grau de
formalidade, ou seja, a língua pode variar entre uma
linguagem formal ou uma linguagem informal.
• Linguagem formal: é usada em situações
comunicativas formais, como uma palestra, um
congresso, uma reunião empresarial etc.
• Linguagem Informal: é usada em situações
encontro com amigos etc. Nesses casos, há o uso da
linguagem coloquial
Disponível em: https://www.professoresdeplantao.com.br/blog/post/127/como-identi
ficar-
as-variedades-linguisticas-em-uma-prova-de-portugues. Acessado em: 13 ago. 2019.
períodos distintos ao uso de uma língua. Ao lermos alguns estrangeirismo? Há sim, a diferença é que, no estrangeirismo,
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Variedade histórica
A variação histórica acontece ao longo de um determinado
período de tempo, pode ser identificada ao se comparar dois
textos, na íntegra, do século XVII e XVIII nos deparamos com
registros linguísticos que diferem dos atuais. Alguns termos se
tornaram obsoletos (antigos), outros permaneceram, mas com
algumas alterações. Como exemplo, citamos o desuso de
expressões como Vossa Mercê, mademoiselle, polainas, entre
outras.
Podemos concluir que como a língua é dinâmica, é
comum que ao longo do tempo ela sofra variação e deixe de
usar e ou incorpore algumas palavras. Observe o exemplo
abaixo:
Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas
mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras,
em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-
alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.
(Carlos Drummond de Andrade)
1.2 – EMPRÉSTIMO LINGUÍSTICO
Você pode perceber que a língua como instrumento
vivo e evolutivorecebealteraçõesconstantes,
porissoasvariações não devem ser vistas como prejuízo a
língua e nem os empréstimos linguísticos ou
estrangeirismos.
E afinal de contas, há diferença entre
empréstimo e
você utiliza um vocábulo de uma outra língua, permanecendo
com a mesma grafia e mesma pronúncia. E no empréstimo,
a grafia muda, como é o caso da palavra "bife", originária do
termo inglês "beef", ou do "football" que virou "futebol".
Disponível em: https://www.google.com/l?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwiwl9vZ6YLkAhWOH7kGH
UWtCX4QjRx6BAgBEAQ&url=https%3A%2F%2Fm.portugues.com.r%2Fgramatica%2Ftudo-que-voce-precisa-
saber-sobre-estrangeirismo.tml&psig=AOvVaw1m2Spoy9lLVxyBQXxPbjQ4&ust=1565887429910572. Acessado
em: 14 ago.
2019.
A verdade é que os empréstimos linguísticos nem
sempre são vistos com bons olhos, muitos estudiosos
acreditam que eles podem ameaçar a soberania da língua
portuguesa, bem como empobrecer e dificultar a
comunicação, função primordial da linguagem. Alguns os
consideram neologismosS, e, portanto, fora dos padrões da
norma culta, porém faz se necessário entender que essas
expressões são preconceituosas
e limitadoras da dinamização de nossa língua. nossa – que é muito rica, por excelência.
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Neologismo é a formação de novos termos ou expressões de uma
língua, que surgem na maioria das vezes para suprir necessidades ou
lacunas temporárias ou permanentes com relação a um novo conceito.
Resumidamente, neologismo consiste na criação de novas palavras pelos
falantes da língua.
Para entender o que é neologismo e como essas palavras são
formadas, é importante ter em mente que esse processo ocorre
mediante aglutinação, justaposição, sufixação, prefixação, entre outros.
Com relação ao período em que o neologismo se torna usual, ele pode
ser classificado como momentâneo, transitório ou permanente, de
acordo com as análises realizadas pela semântica da língua portuguesa.
Disponível em: https://www.figuradelinguagem.com/gramatica/o-que-e-neologismo/. Acessado
em: 14 ago. 2019.
Assim, embora nem sempre seja visto de forma
positiva, o empréstimo e/ou estrangeirismo são fenômenos
linguísticos que podem auxiliar nossas atividades discursivas.
Dessa forma quando utilizamos bife, futebol, abajur, xampu,
blecaute, sanduíche, surfe, entre muitas outras; essas
palavras, passam por um processo de aportuguesamento,
que não deixa claro para o emissor que se trata de uma
verdadeira influência que outras línguas exercem sobre a
Disponível em: https://artilhariacultural.
wordpress.com/2010/04/08/estrangeirismo-
e-a- terminologia-hype/ Acessado em: 14 ago.
2019.
As utilizamos num discurso diário e, muitas vezes, sem
perceber sua origem estrangeira. Elas enriquecem nosso
vocabulário e não anulam nosso idioma, visto que vivemos em
um mundo globalizado e as barreiras linguísticas não devem
ser postas para dificultar ou interromper nossa comunicação
Os vocábulos oriundos de outras línguas são
incorporados, por meio de um processo natural de
assimilação de cultura ou ainda por conta da proximidade
geográfica com regiões, cujos idiomas oficiais sejam outros.
Sendo assim, podemos dizer que o estrangeirismo é um
fenômeno linguístico orgânico, isto é, ele acontece de maneira
espontânea e, quando menos percebemos, estamos utilizando
empréstimos linguísticos para nos referir a objetos e
ideias.
Disponível em: https://www.infoenem.com.br/sobre-estrangeirismos-e-adequacoes/. Acessado
em: 14 ago. 2019.
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É importante reforçar que estrangeirismo é um
fenômeno social e, para que você entenda melhor o que isso
significa, podemos comparar a língua à vestimenta: assim
como as roupas, os comportamentos linguísticos da sociedade
seguem a moda da época. Se até algum tempo atrás era
comum dizer que uma garota era um “broto” e que um
garoto era um “pão”, hoje não mais, pois “broto” e “pão”
tornaram-se expressões antiquadas, como é ultrapassada a
expressão calças boca de sino, atualmente chamadas de calças
flare, já que estamos falando sobre empréstimos linguísticos.
Essa comparação nos diz que interações
sociais,
econômicas, culturais e políticas refletem de maneira
considerável os comportamentos linguísticos, portanto,
conclui-se que, diante da tradição, isto é, da língua portuguesa,
o estrangeirismo é apenas uma “nuvem passageira”.
Se hoje o inglês é aquele que mais nos empresta
palavras, no início do século XX, por exemplo, o francês era
quem dava as cartas por aqui. Algumas palavras desse idioma
o tempo levou de nosso vocabulário, enquanto outras foram
tão bem recebidas e assimiladas que fica difícil acreditar que
não são nossas. Quer alguns exemplos? Veja o quadro abaixo:
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Português Francês
abajur abat-jour
balé ballet
batom bâton
sutiã soutien
toalete toilette
A título de ilustração, observemos a canção intitulada
Samba do Approach, sob a autoria de Zeca Pagodinho e Zeca
Baleiro, note a frequência nos usos de palavras que não são
da língua portuguesa:
Venha provar meu brunch
saiba que eu tenho
approach na hora do lunch
eu ando de ferryboat
Eu tenho savoir-faire
meu temperamento é
light minha casa é hi-
tech
toda hora rola um insight
Já fui fã do Jethro Tull
hoje me amarro no
Slash minha vida agora
é cool
meu passado é que foi
trash
(2x)
Venha provar meu brunch
saiba que eu tenho
approach na hora do lunch
eu ando de ferryboat
[...]
Não dispenso um happy
end quero jogar no dream
team de dia um macho
man
e de noite drag queen
(2x)
Venha provar meu brunch
Já havia ouvido a música? E ao ver a letra da canção
teve dificuldade de entendimento? Se a resposta foi
afirmativa busque um dicionário de português/inglês ele
pode te ajudar ou o próprio Google – ferramenta de busca.
Mas não pensem que tal fato representa algo inédito, pois
desde os mais remotos tempos os usos de estrangeirismo
nas letras de música são comuns.
No caso da língua portuguesa – centro de nossa
discussão – aponta-se a incidência de palavras oriundas de
línguas estrangeiras, desde seu princípio, mais precisamente
de línguas célticas, germânicas e árabes no decorrer de sua
formação na Península Ibérica. Logo após, com o advento
das grandes navegações, empréstimos provenientes de
línguas europeias, africanas, americanas e asiáticas tiveram
seu destaque. E com a colonização fomos banhados por um
multiculturalismo e nossa língua se tornou plurilinguística
daí a explicação para o uso e incorporação de outros idiomas
ao nosso e isso não será o fim, pois como afirmado no início
de nossas discussões a língua é viva e dinâmica, portanto
suscetível a alterações.
Disponível em: https://
www.figuradelinguagem.com/wp-
content/uploads/2018/03/O-que-%C3%A9-neologismo_1-
600x400.jpg. Acessado em: 14 ago. 2019.
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1.3 – TEXTOS MULTIMODAIS
Para fechar essa Unidade 2 não poderíamos deixar de
aplicar nossos conhecimentos sobre a utilização da língua oral e
escrita sem falarmos de texto e, no caso, textos atuais e
difundidos em nosso meio.
Com a disseminação das novas tecnologias e as mídias, ao
nosso redor, o texto vem adquirindo cada vez mais novas
configurações, que transcendem as palavras, as frases e, acima
de tudo, a modalidade escrita da linguagem. Dizendo de outro
modo, a proliferação tecnológica tem instigado a promoção
de novas composições textuais, sendo estas constituídas por
elementos advindos das múltiplas formas da linguagem
(escrita, oral e visual).
Veja abaixo, este é um poema do poeta Haroldo de
Campos, um exemplo de texto multimodal por sua disposição
e estrutura visual, tipicamente usado nas poesias concretas
Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/
images?q=tbn:ANd9GcR4G95sW7vdr6tUBmStGlTqjbIJtoEDDA2huLXsjqBEg9sjNYA7-w. Acessado em: 14 ago.
2019.
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Os documentos textuais presentes nas práticas cotidianas
trazem consigo não apenas a linguagem verbal escrita, mas
também um amplo contingente de recursos visuais e, às vezes,
sonoros. Partindo disso, há um infinito contingente de elementos
imagéticos e visuais, que podem ser empregados na
composição
textual com fins a acarretar determinados efeitos de sentido,
como é o caso, da seleção das cores empregadas em um dado
texto, da seleção do tipo de letra, do formato e da cor, de
imagens e formas, entre outros recursos que transforme o
texto em uma animação. Diversos tipos de textos que
circulam em nosso cotidiano, taiscomoreceitasculinárias,e-
mails,cartas,listatelefônica,bulas de remédio, manuais de
instruções de aparelhos eletrônicos, entre outros, estão
susceptíveis a modificações. O que os
tornariam mais atrativos e criativos, saindo da
perspectiva
monocromática e engessada da escrita padronizada verbal.
E o que é, afinal, um texto multimodal? Eles são aqueles
que empregam duas ou mais modalidades de formas
linguísticas, a composição da linguagem verbal e não verbal
com o objetivo de proporcionar uma melhor inserção do leitor
no mundo contemporâneo.
Assim, a facilidade da compreensão e o impacto que essa
linguagem causa no leitor
, é que vai justificar a ação, a
usabilidade, o agir com os objetos nos universos variados dos
leitores e usuários. Dessa forma, a prática de leitura da
mensagem escrita com a prática da decodificação das imagens
e outros recursos visuais, a decodificação dessa
Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.
com/images?q=tbn:ANd9GcR3_pVaEbHsihIsbequy_
qlIMZ6b9jkZKXngh6jWmX46WUnYS0Y. Acessado em: 14 ago. 2019.
Quando lemos um texto, somos expostos a uma grande
quantidade de estímulos sensoriais e visuais, aos quais se
somam os nossos objetivos de leitura. Lemos os textos de
modo diferente, porque são diferentes as motivações que nos
conduzem a essa prática. Na condição de leitores, criamos
expectativas diretamente relacionadas com o tipo de texto que
será lido, no qual esperamos encontrar uma gama de
recursos multimodais que nos ajudem na utilização dos
objetos.
Etemosváriosgênerostextuaisquesãotextosmultimodais:
charges, tirinhas, capas de periódicos (revistas ou jornais),
caricaturas, memes, entre outros. E falando em Memes é
importante destacar que por sua facilidade de interpretação e
por serem críticos e provocarem o humor, esse tipo de texto
caiu no gosto do brasileiro. Na internet, a expressão “meme” é
usada para se referir a qualquer informação que viralize, sendo
copiada ou imitada na rede.
Você sabia?
Meme é um termo usado originalmente na biologia. Ele
foi introduzido pelo biólogo evolucionista Richard Dawkins em
1976, em seu livro “O gene egoísta”.
A palavra foi usada por Dawkins para descrever uma
forma de propagação cultural. Assim como o gene tem a
capacidade de repassar a informação genética de uma
pessoa, o meme poderia se espalhar entre os indivíduos,
propagando uma ideia ou comportamento.
A palavra meme vem do grego
“mimema”, que significa “imitação, algo
imitado.
Disponível em: https://www.dicionariopopular.com/meme/.
Acessado
em: 14 ago. 2019.
Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/
images?q=tbn:ANd9GcQ-puflka-TiMqBKoanu_HSLd_
iFKJaSyrSb79lwjzhHETS_rfo. Acessado em: 14 ago.
2019.
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Referências Bibliográficas
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa – Atualizada pelo
Novo Acordo Ortográfico. Petrópolis: Lucerna, 2010.
CASTILHO, A. T. Nova Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto,
2010.
CEREJA, William R. e MAGALHÃES, Thereza C. Texto e Interação. São Paulo:
Atual, 2000.
___________________________. Gramática Reflexiva –texto, semântica e
interação. São Paulo: Atual, 2004.
DUARTE, Viviane Martins. Textos Multimodais e Letramento. Habilidades na
leitura de gráficos da folha de São Paulo por um grupo de alunos do ensino
médio. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/
bitstream/handle/1843/ARCO-7FVRTQ/viviane_mduarte_diss.pdf;jsessionid=
C9CBE6FD66434527FB649D0B7F3789E5?sequence=1. Acesso em:
09/09/2015
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Lições de texto: leitura e
redação.
2.ed. São Paulo: Ática, 2002.
HOUAISS, Antônio e VILLAR, Mauro de S. Dicionário HOUAISS da Língua
Portuguesa (com a nova ortografia). Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de
retextualização.
10. ed. São Paulo: Cortez, 2010.
RIGONATTO, Mariana. "O que é variação linguística?"; Brasil Escola.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-
variacao-linguistica.htm. Acesso em 13 de agosto de 2019.
WEISS, Jaqueline Raquel.; HAMMES, Marli Hatje. A importância da linguagem
multimodal ao contexto da educação. Disponível em: http://www.
Governador do Estado de Goiás
Ronaldo Ramos Caiado
Secretária de Estado da Educação
Aparecida de Fátima Gavioli
Subsecretário de Governança Institucional
Avelar Lopes Viveiros
Subsecretária Interina de Governança
Educacional
Rita de Cássia Ferreira
Centro de Estudos, Pesquisa e
Formação
dos Profissionais da Educação
Rita de Cássia Ferreira
Superintendente de Modalidades
e Temáticas Especiais
Núbia Rejaine Ferreira Silva
GO VERNO DO E ST AD O
Somos
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GOIA
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    1. ORALIDADE E ESCRITA Aoralidade e a escrita são formas que utilizamos para através de nosso idioma nos comunicarmos, elas são, também, duas formas de variação linguística, conteúdo que veremos, logo, a seguir . A primeira é, geralmente, marcada pela linguagem coloquial (ou informal), enquanto a outra, em grande parte, está associada à linguagem culta (ou formal). Mas veja, não generalize, pois temos fala (oralidade) formal, assim como escrita informal, quando mandamos um WhatsApp para um parente ou amigo, por exemplo. Você já viveu conosco a experiência da Unidade 1, deste Módulo 1, iremos iniciar agora a Unidade 2, nela você irá estudar as diferenças existentes entre a língua oral, nossa fala, e a língua escrita, nosso registro gráfico. Será o momento de também perceber que existe mais de uma variedade da língua portuguesa, não é só a norma padrão. Reviverá a descoberta da linguagem estrangeira em nosso idioma e terá um tempo para 2 perceber o quanto estamos rodeados dos textos multimodais, principalmente, por conta da internet e as mídias que circulam nela. Então, para não perdermos tempos, vamos aos estudos? Bons Estudos! Disponível em: https://www.recantodasletras. com.br/artigos-de-educacao/4181390. Acessado em: 13 ago. 2019. 1 º s em es t r e | 3 ª et apa
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    Marcuschi, linguista brasileiro,apresenta e defende que tais modalidades são práticas sociais de realização da língua, com semelhanças e diferenças, que convivem e são utilizadas cotidianamente para atender a diferentes propósitos em diferentescontextosdeuso(notrabalho,naescola,grupossociais, família, vida burocrática, atividade intelectual etc.), podendo, ainda, sofrerem influências mútuas e se complementarem (como nos chats, aplicativos de mensagem instantânea, aulas expositivas, jornais televisivos, entre outros). Desta forma, o autor colocar em vista o contínuo existente entre as modalidades, em outras palavras, que seus usos podem ir da fala mais informal (conversa espontânea) a escrita mais formal (artigo científico) ou da escrita mais informal (bilhete de geladeira) a fala mais formal (conferência acadêmica num congresso). De modo global, o linguista afirma que são os usos reais da língua (interlocutores, necessidades, objetivos, contextos) que determinam as formas (escrita ou oralidade e formalidade ou informalidade) de utilizá-la. Disponível em: http://2op.com.br/blog/2015/10/26/a-partir-de-oje- voce- apremde-10-erros-de-escrita-que-prejudicam-a-sua- comunicacao/. Acessado em: 13 ago. 2019. 3 É importante entender que a língua escrita não é mera transcrição ou reprodução da fala, desse modo não escrevemos exatamente como falamos e vice-versa. A escrita é uma representação da fala, que possui regras próprias de realização, que interage com a fala e completa-se. Num processo histórico, a fala antecede à escrita, estando assim, aquela mais presente e dinamizada em nossas vidas. A
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    linguagem falada apresentagrande variedade de realizações de um mesmo vocábulo, algumas mais próximas do padrão, e outras, menos prestigiadas. Na escrita, geralmente é usada a língua padrão, por ser valorizada socialmente, pois se assim não fosse, teríamos circulando inúmeras variações da língua escrita, o que poderia causar grande confusão. Disponível em: https://www.estudopratico.com.br/o-que-e-linguag em- formal-e-informal/. Acessado em: 13 ago. 2019. 4 Na fala temos o interlocutor presente, permitindo a utilização de recursos não verbais (paralinguísticos¹), como a linguagem corporal, facial, entonações diferenciadas e a prosódia. Por outro lado, na escrita, o interlocutor (que não está presente) é levado a usar outros recursos como a pontuação e acentuação gráfica, além de outros recursos gráficos e linguísticos. Tais recursos são tentativas de reproduzir e representar artificialmente, o que é possível ser feito naturalmente na linguagem falada. Recursos paralinguísticos - é o estudo da paralinguagem, a parte da linguística que contém os aspectos não verbais que acompanham a comunicação verbal. Estes aspectos incluem o tom de voz, o ritmo da fala, o volume de voz, as pausas utilizadas na pronúncia verbal, e demais características que transcendem a própria fala. O estudo da paralinguística permite-nos perceber mais claramente as razões por que extraímos o significado não apenas do conteúdo literal das palavras, mas também da maneira como elas são expressas. Pode ser utilizada para identificar as emoções que o locutor sente ao vocalizar as palavras. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Paralingu%C3%ADstica. Acessado em: 13 ago. 2019. Além disso, na língua falada utilizamos frases mais curtas, por questão de limitação humana de memorização, enquanto que, na escrita essas frases podem ser mais longas e elaboradas, a fim de que não se corra o risco de o texto ficar fragmentado, com frases soltas, prejudicando o entendimento do todo. Por último, a oralidade também nos permite tratar de vários temas ao mesmo tempo sem sermos redundantes, pois os recursos usados na fala nos permitem compreender a fala
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    do outro, semque haja comprometimento do raciocínio. Já na escrita, preferencialmente, o texto deve ser enxuto e conciso, tratando do mesmo tema, do início ao fim, para que não se afete a sequência textual. 1.1 – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA 5 A variação linguística é um fenômeno que acontece com a língua e pode ser compreendida por intermédio das variações históricas, regionais e culturais. Em um mesmo país, com um único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas alterações feitas por seus falantes. Como não é um sistema fechado e imutável, a língua portuguesa ganha diferentes nuances. O português que é falado no Nordeste do Brasil pode ser diferente do português falado no Sul do país. Claro que um idioma nos une, mas as variações podem ser consideráveis e justificadas de acordo com a comunidade, na qual se manifesta um fenômeno natural que ocorre pela diversificação dos sistemas de uma línguaem relação às possibilidades de mudança de seus elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe). Ou seja, essa é a representação das várias formas que uma língua pode ser utilizada, desde a mais formal e culta, as formas características de uma região, ou por intimidade, ou baixa escolaridade, uma maneira informal. Ela existe porque as línguas possuem a característica de serem dinâmicas e sensíveis a fatores como a região geográfica, o sexo, a idade, a classe social do falante e o grau de formalidade do contexto da comunicação. Você sabia? Fora o português – o único idioma oficial – há aproximadamente 180 outras línguas no Brasil. E olha que esse número não considera as comunidades de imigrantes nem as pessoas que aprendem uma língua estrangeira. São só os idiomas indígenas, falados por cerca de 160 000 pessoas. A situação não está nada bonita para essa gente: segundo
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    É importante observarque toda variação linguística é adequada para atender às necessidades comunicativas e cognitivas do falante. Assim, quando julgamos errada determinada variedade, estamos emitindo um juízo de valor sobre os seus falantes e, portanto, agindo com preconceito linguístico². Preconceito Linguístico - é a discriminação existente entre os falantes de um mesmo idioma, em que não há o respeito pelas variações linguísticas, como sotaques, regionalismos, dialetos, gírias e demais diferenças da fala de determinado grupo. Como preconceito linguístico entende-se qualquer forma de julgamento depreciativo contra o modo como alguém fala, principalmente pelo fato desta ter características regionais, históricas, culturais ou sociais que influenciam na sua estruturação. Disponível em: https://www.significados.com.br/preconceito-linguistico/. Acessado em: 13 ago. 2019. 1.1.1 - TIPOS DE VARIAÇÃO LINGUÍSTICA Variedade regional ou geográfica O Brasil apresenta um grande território, caracterizado por regiões geográficas diversas. Com isso temos diferentes formas de pronúncia, vocabulário e estrutura sintática. Um exemplo desse tipo seria a palavra mandioca. Em certas regiões do Brasil a mandioca é chamada de macaxeira ou aipim. Os sotaques também entram nesse tópico, como variação regional. Essasvariedadessão aquelas que demonstram a diferença entre as falas dos habitantes de diferentes regiões do país, diferentes estado e cidades. Por exemplo, os falantes do Estado de Goiás possuem uma forma diferente em relação à fala dos falantes do São Paulo. estão ameaçadas de “morte” – encaixam-se nessa categoria as línguas com 10 000 falantes ou menos. Se um idioma tem só um falante, ele já é considerado morto, pois essa pessoa não tem mais ninguém para conversar em sua língua. Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/quantas-linguas-sao-faladas-no-brasil/. Acessado em: 13/08/2019. Disponível em: https://www.parabolablog.com.br/index.p hp/ blogs/variacao-linguistica-o-que-e-exemplos-dicas-de- leitura. Acessado em: 13 ago. 2019. 6
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    Variedade sociocultural Sãovariedadesquepossuemdiferençasemnívelfonológico ou morfossintático,ocorrem por diferenças sociais, como baixa escolaridade de um indivíduo. É o tipo de linguagem utilizada por determinado grupo social, que por preferências, atividades e ou nível socioeconômico adota um linguajar próprio, como por exemplo, os surfistas, funkeiros, jornalistas etc. Gíria ou Jargão: é um tipo de linguagem utilizada por um determinado grupo social, fazendo com que se diferencie dos demais falantes da língua. A gíria é normalmente relacionada à linguagem de grupos de jovens (skatistas, surfistas, rappers, etc.). O jargão é, em geral, relacionado à linguagem de grupos profissionais (professores, médicos, advogados etc.) Veja: Fonológicos - “prantar” em vez de “plantar”; “bão” em vez de “bom”; “pobrema” em vez de “problema”; “bicicreta” em vez de “bicicleta”. Morfossintáticos - “dez real” em vez de “dez reais”; “eu vi ela” em vez de “eu a vi”; “eu truci” em vez de “eu trouxe”; “a Disponível em: http://diogoprofessor.blogspot.com/2013/10/. Acessado em: 13 ago. 2019. gente fumo” em vez de “nós fomos” comunicativas informais, como reuniões familiares, 7 Variedade estilística A variação estilística se faz presente na manifestação individual de uma língua, ela considera um mesmo indivíduo em diferentes situações de comunicação: se está em ambiente familiar , profissional, o grau de intimidade, o tipo de assunto tratado e quem são seus receptores. São as mudanças da língua de acordo com o grau de formalidade, ou seja, a língua pode variar entre uma linguagem formal ou uma linguagem informal. • Linguagem formal: é usada em situações comunicativas formais, como uma palestra, um congresso, uma reunião empresarial etc. • Linguagem Informal: é usada em situações
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    encontro com amigosetc. Nesses casos, há o uso da linguagem coloquial Disponível em: https://www.professoresdeplantao.com.br/blog/post/127/como-identi ficar- as-variedades-linguisticas-em-uma-prova-de-portugues. Acessado em: 13 ago. 2019. períodos distintos ao uso de uma língua. Ao lermos alguns estrangeirismo? Há sim, a diferença é que, no estrangeirismo, 8 Variedade histórica A variação histórica acontece ao longo de um determinado período de tempo, pode ser identificada ao se comparar dois textos, na íntegra, do século XVII e XVIII nos deparamos com registros linguísticos que diferem dos atuais. Alguns termos se tornaram obsoletos (antigos), outros permaneceram, mas com algumas alterações. Como exemplo, citamos o desuso de expressões como Vossa Mercê, mademoiselle, polainas, entre outras. Podemos concluir que como a língua é dinâmica, é comum que ao longo do tempo ela sofra variação e deixe de usar e ou incorpore algumas palavras. Observe o exemplo abaixo: Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de- alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio. (Carlos Drummond de Andrade) 1.2 – EMPRÉSTIMO LINGUÍSTICO Você pode perceber que a língua como instrumento vivo e evolutivorecebealteraçõesconstantes, porissoasvariações não devem ser vistas como prejuízo a língua e nem os empréstimos linguísticos ou estrangeirismos. E afinal de contas, há diferença entre empréstimo e
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    você utiliza umvocábulo de uma outra língua, permanecendo com a mesma grafia e mesma pronúncia. E no empréstimo, a grafia muda, como é o caso da palavra "bife", originária do termo inglês "beef", ou do "football" que virou "futebol". Disponível em: https://www.google.com/l?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwiwl9vZ6YLkAhWOH7kGH UWtCX4QjRx6BAgBEAQ&url=https%3A%2F%2Fm.portugues.com.r%2Fgramatica%2Ftudo-que-voce-precisa- saber-sobre-estrangeirismo.tml&psig=AOvVaw1m2Spoy9lLVxyBQXxPbjQ4&ust=1565887429910572. Acessado em: 14 ago. 2019. A verdade é que os empréstimos linguísticos nem sempre são vistos com bons olhos, muitos estudiosos acreditam que eles podem ameaçar a soberania da língua portuguesa, bem como empobrecer e dificultar a comunicação, função primordial da linguagem. Alguns os consideram neologismosS, e, portanto, fora dos padrões da norma culta, porém faz se necessário entender que essas expressões são preconceituosas e limitadoras da dinamização de nossa língua. nossa – que é muito rica, por excelência. 9 Neologismo é a formação de novos termos ou expressões de uma língua, que surgem na maioria das vezes para suprir necessidades ou lacunas temporárias ou permanentes com relação a um novo conceito. Resumidamente, neologismo consiste na criação de novas palavras pelos falantes da língua. Para entender o que é neologismo e como essas palavras são formadas, é importante ter em mente que esse processo ocorre mediante aglutinação, justaposição, sufixação, prefixação, entre outros. Com relação ao período em que o neologismo se torna usual, ele pode ser classificado como momentâneo, transitório ou permanente, de acordo com as análises realizadas pela semântica da língua portuguesa. Disponível em: https://www.figuradelinguagem.com/gramatica/o-que-e-neologismo/. Acessado em: 14 ago. 2019. Assim, embora nem sempre seja visto de forma positiva, o empréstimo e/ou estrangeirismo são fenômenos linguísticos que podem auxiliar nossas atividades discursivas. Dessa forma quando utilizamos bife, futebol, abajur, xampu, blecaute, sanduíche, surfe, entre muitas outras; essas palavras, passam por um processo de aportuguesamento, que não deixa claro para o emissor que se trata de uma verdadeira influência que outras línguas exercem sobre a
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    Disponível em: https://artilhariacultural. wordpress.com/2010/04/08/estrangeirismo- e-a-terminologia-hype/ Acessado em: 14 ago. 2019. As utilizamos num discurso diário e, muitas vezes, sem perceber sua origem estrangeira. Elas enriquecem nosso vocabulário e não anulam nosso idioma, visto que vivemos em um mundo globalizado e as barreiras linguísticas não devem ser postas para dificultar ou interromper nossa comunicação Os vocábulos oriundos de outras línguas são incorporados, por meio de um processo natural de assimilação de cultura ou ainda por conta da proximidade geográfica com regiões, cujos idiomas oficiais sejam outros. Sendo assim, podemos dizer que o estrangeirismo é um fenômeno linguístico orgânico, isto é, ele acontece de maneira espontânea e, quando menos percebemos, estamos utilizando empréstimos linguísticos para nos referir a objetos e ideias. Disponível em: https://www.infoenem.com.br/sobre-estrangeirismos-e-adequacoes/. Acessado em: 14 ago. 2019. 10 É importante reforçar que estrangeirismo é um fenômeno social e, para que você entenda melhor o que isso significa, podemos comparar a língua à vestimenta: assim como as roupas, os comportamentos linguísticos da sociedade seguem a moda da época. Se até algum tempo atrás era comum dizer que uma garota era um “broto” e que um garoto era um “pão”, hoje não mais, pois “broto” e “pão” tornaram-se expressões antiquadas, como é ultrapassada a expressão calças boca de sino, atualmente chamadas de calças flare, já que estamos falando sobre empréstimos linguísticos. Essa comparação nos diz que interações sociais, econômicas, culturais e políticas refletem de maneira considerável os comportamentos linguísticos, portanto, conclui-se que, diante da tradição, isto é, da língua portuguesa, o estrangeirismo é apenas uma “nuvem passageira”.
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    Se hoje oinglês é aquele que mais nos empresta palavras, no início do século XX, por exemplo, o francês era quem dava as cartas por aqui. Algumas palavras desse idioma o tempo levou de nosso vocabulário, enquanto outras foram tão bem recebidas e assimiladas que fica difícil acreditar que não são nossas. Quer alguns exemplos? Veja o quadro abaixo: 11 Português Francês abajur abat-jour balé ballet batom bâton sutiã soutien toalete toilette A título de ilustração, observemos a canção intitulada Samba do Approach, sob a autoria de Zeca Pagodinho e Zeca Baleiro, note a frequência nos usos de palavras que não são da língua portuguesa: Venha provar meu brunch saiba que eu tenho approach na hora do lunch eu ando de ferryboat Eu tenho savoir-faire meu temperamento é light minha casa é hi- tech toda hora rola um insight Já fui fã do Jethro Tull hoje me amarro no Slash minha vida agora é cool meu passado é que foi trash (2x) Venha provar meu brunch saiba que eu tenho approach na hora do lunch eu ando de ferryboat [...] Não dispenso um happy end quero jogar no dream team de dia um macho man e de noite drag queen (2x) Venha provar meu brunch
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    Já havia ouvidoa música? E ao ver a letra da canção teve dificuldade de entendimento? Se a resposta foi afirmativa busque um dicionário de português/inglês ele pode te ajudar ou o próprio Google – ferramenta de busca. Mas não pensem que tal fato representa algo inédito, pois desde os mais remotos tempos os usos de estrangeirismo nas letras de música são comuns. No caso da língua portuguesa – centro de nossa discussão – aponta-se a incidência de palavras oriundas de línguas estrangeiras, desde seu princípio, mais precisamente de línguas célticas, germânicas e árabes no decorrer de sua formação na Península Ibérica. Logo após, com o advento das grandes navegações, empréstimos provenientes de línguas europeias, africanas, americanas e asiáticas tiveram seu destaque. E com a colonização fomos banhados por um multiculturalismo e nossa língua se tornou plurilinguística daí a explicação para o uso e incorporação de outros idiomas ao nosso e isso não será o fim, pois como afirmado no início de nossas discussões a língua é viva e dinâmica, portanto suscetível a alterações. Disponível em: https:// www.figuradelinguagem.com/wp- content/uploads/2018/03/O-que-%C3%A9-neologismo_1- 600x400.jpg. Acessado em: 14 ago. 2019. 12 1.3 – TEXTOS MULTIMODAIS Para fechar essa Unidade 2 não poderíamos deixar de aplicar nossos conhecimentos sobre a utilização da língua oral e escrita sem falarmos de texto e, no caso, textos atuais e difundidos em nosso meio. Com a disseminação das novas tecnologias e as mídias, ao nosso redor, o texto vem adquirindo cada vez mais novas configurações, que transcendem as palavras, as frases e, acima de tudo, a modalidade escrita da linguagem. Dizendo de outro modo, a proliferação tecnológica tem instigado a promoção
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    de novas composiçõestextuais, sendo estas constituídas por elementos advindos das múltiplas formas da linguagem (escrita, oral e visual). Veja abaixo, este é um poema do poeta Haroldo de Campos, um exemplo de texto multimodal por sua disposição e estrutura visual, tipicamente usado nas poesias concretas Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/ images?q=tbn:ANd9GcR4G95sW7vdr6tUBmStGlTqjbIJtoEDDA2huLXsjqBEg9sjNYA7-w. Acessado em: 14 ago. 2019. 13 Os documentos textuais presentes nas práticas cotidianas trazem consigo não apenas a linguagem verbal escrita, mas também um amplo contingente de recursos visuais e, às vezes, sonoros. Partindo disso, há um infinito contingente de elementos imagéticos e visuais, que podem ser empregados na composição textual com fins a acarretar determinados efeitos de sentido, como é o caso, da seleção das cores empregadas em um dado texto, da seleção do tipo de letra, do formato e da cor, de imagens e formas, entre outros recursos que transforme o texto em uma animação. Diversos tipos de textos que circulam em nosso cotidiano, taiscomoreceitasculinárias,e- mails,cartas,listatelefônica,bulas de remédio, manuais de instruções de aparelhos eletrônicos, entre outros, estão susceptíveis a modificações. O que os tornariam mais atrativos e criativos, saindo da perspectiva monocromática e engessada da escrita padronizada verbal. E o que é, afinal, um texto multimodal? Eles são aqueles que empregam duas ou mais modalidades de formas linguísticas, a composição da linguagem verbal e não verbal com o objetivo de proporcionar uma melhor inserção do leitor no mundo contemporâneo. Assim, a facilidade da compreensão e o impacto que essa linguagem causa no leitor , é que vai justificar a ação, a usabilidade, o agir com os objetos nos universos variados dos leitores e usuários. Dessa forma, a prática de leitura da mensagem escrita com a prática da decodificação das imagens e outros recursos visuais, a decodificação dessa
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    Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic. com/images?q=tbn:ANd9GcR3_pVaEbHsihIsbequy_ qlIMZ6b9jkZKXngh6jWmX46WUnYS0Y.Acessado em: 14 ago. 2019. Quando lemos um texto, somos expostos a uma grande quantidade de estímulos sensoriais e visuais, aos quais se somam os nossos objetivos de leitura. Lemos os textos de modo diferente, porque são diferentes as motivações que nos conduzem a essa prática. Na condição de leitores, criamos expectativas diretamente relacionadas com o tipo de texto que será lido, no qual esperamos encontrar uma gama de recursos multimodais que nos ajudem na utilização dos objetos. Etemosváriosgênerostextuaisquesãotextosmultimodais: charges, tirinhas, capas de periódicos (revistas ou jornais), caricaturas, memes, entre outros. E falando em Memes é importante destacar que por sua facilidade de interpretação e por serem críticos e provocarem o humor, esse tipo de texto caiu no gosto do brasileiro. Na internet, a expressão “meme” é usada para se referir a qualquer informação que viralize, sendo copiada ou imitada na rede. Você sabia? Meme é um termo usado originalmente na biologia. Ele foi introduzido pelo biólogo evolucionista Richard Dawkins em 1976, em seu livro “O gene egoísta”. A palavra foi usada por Dawkins para descrever uma forma de propagação cultural. Assim como o gene tem a capacidade de repassar a informação genética de uma pessoa, o meme poderia se espalhar entre os indivíduos, propagando uma ideia ou comportamento. A palavra meme vem do grego “mimema”, que significa “imitação, algo imitado. Disponível em: https://www.dicionariopopular.com/meme/. Acessado em: 14 ago. 2019. Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/ images?q=tbn:ANd9GcQ-puflka-TiMqBKoanu_HSLd_ iFKJaSyrSb79lwjzhHETS_rfo. Acessado em: 14 ago. 2019. 14
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    Referências Bibliográficas BECHARA, Evanildo.Moderna Gramática Portuguesa – Atualizada pelo Novo Acordo Ortográfico. Petrópolis: Lucerna, 2010. CASTILHO, A. T. Nova Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010. CEREJA, William R. e MAGALHÃES, Thereza C. Texto e Interação. São Paulo: Atual, 2000. ___________________________. Gramática Reflexiva –texto, semântica e interação. São Paulo: Atual, 2004. DUARTE, Viviane Martins. Textos Multimodais e Letramento. Habilidades na leitura de gráficos da folha de São Paulo por um grupo de alunos do ensino médio. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/ bitstream/handle/1843/ARCO-7FVRTQ/viviane_mduarte_diss.pdf;jsessionid= C9CBE6FD66434527FB649D0B7F3789E5?sequence=1. Acesso em: 09/09/2015 FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Lições de texto: leitura e redação. 2.ed. São Paulo: Ática, 2002. HOUAISS, Antônio e VILLAR, Mauro de S. Dicionário HOUAISS da Língua Portuguesa (com a nova ortografia). Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2010. RIGONATTO, Mariana. "O que é variação linguística?"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e- variacao-linguistica.htm. Acesso em 13 de agosto de 2019. WEISS, Jaqueline Raquel.; HAMMES, Marli Hatje. A importância da linguagem multimodal ao contexto da educação. Disponível em: http://www. Governador do Estado de Goiás Ronaldo Ramos Caiado Secretária de Estado da Educação Aparecida de Fátima Gavioli Subsecretário de Governança Institucional Avelar Lopes Viveiros Subsecretária Interina de Governança Educacional Rita de Cássia Ferreira Centro de Estudos, Pesquisa e Formação dos Profissionais da Educação Rita de Cássia Ferreira Superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais Núbia Rejaine Ferreira Silva GO VERNO DO E ST AD O Somos todos GOIA S SEDUC Secretaria de Estado da Educação ORGANIZADORES E COLABORADORES Gerente de Educação a Distância Divino Alves Bueno Elaboradoras Linguagem e Códigos e suas Tecnologias Sarah Ramiro Ferreira Taíse Milhomem Borges Matos Revisoras Ialba Veloso Martins Daniela Amâncio Carvalhari Projeto Gráfico e Diagramação Eduardo Souza da Costa EXPEDIENT E Foto capa: Freepik 15
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