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Educação Cristã
Prof. Msc. Bruno Pontes
Apresentação
Sumário
 Parte 1 (considerações pedagógicas)
 I – O início da Educação...
 II – Tipos de Educação (cristã)
 Parte 2 (considerações teológicas)
 A – Entendendo a Igreja
 B – Implicações para a Educação Cristã
 Parte 3 (considerações dialógicas)
 A Educação Cristã
 A Educação Popular
 A Educação Cristã Popular
 Conclusão
Introdução
 Parte 1 (considerações pedagógicas)
 I – O início da Educação...
Educação Jesuítica
no Brasil:
 Hegemonia;
 Herança Colonial; e,
 Atualidade.
Colônia
 Economia Colonial
 Grande propriedade + mão de obra escrava
 Modo de produção + vida social + sistema de poder
 Estrutura de Poder
 a. poder ilimitado do dono de terra/gente, favorecido pelo
isolamento + estrutura social + necessidade de segurança
 b. poder do latifúndio + escravismo.
 Família Patriarcal
 a. importação de idéias dominantes na cultura medieval
européia através da obra dos jesuítas.
 b. colonizador = modelo europeu "civilizado e
culto/ilustrado".
 Sociedade
 Classe detentora do poder político e socioeconômico =
Classe detentora do "capital cultural" / bens culturais.
 Sociedade latifundiário-escravocrata > Formação
aristocrática - contribuição da educação jesuítica
Companhia de Jesus: A serviço de
quem?
 Condições objetivas que favorecem ação educativa da Cia de
Jesus = organização social + conteúdo cultural
1º condição: Sociedade Dual
 direitos restrito à educação escolar = filhos não-primogênitos
 "escolas de primeiras letras" (curumins + filhos de colonos e
agregados)
 2º condição : O conteúdo cultural trazido pelos jesuítas (molda
a educação nos séculos XVI , XVII e XVIII).
 Reação ao pensamento crítico nascente na Europa -
dogmatismo exacerbado. Revalorização da Escolástica -
enquanto método (memorização + obediência-disciplina "cega"
etc), filosofia. Amor às letras, anti-cientificismo, repugnância às
atividades técnicas e artísticas.
Ensino Jesuítico (Ratio Studiorum)
 a. alheio à vida na Colônia, desinteressado,
alienado-alienante, desligado do trabalho, uniforme, sem
utilidade prática
 b. para desocupados sociais > ócio > trabalho manual
estigmatizado
 c. educação para "cultivar o espírito" = educação
literária, humanista, ilustrada, artística...
 d. educação não contribuía para qualquer alteração
estrutural da sociedade
 e. atividades produtivas não exigiam maior preparo
educacional-escolar = ensino não preocupado com a
praticidade e o trabalho
 f. contribuía decisivamente para a não formação de uma
cultura/identidade nacional
 g. "conteúdos programáticos" relacionados com a vida e a
existência da Metrópole (como queria o branco colonizador/invasor)
Objetivos Práticos e Ações
 Objetivos práticos da Companhia de Jesus = recrutamento de
fiéis e de servidores (futuros sacerdotes) = filhos da camada
dominante - cooptados pela ação pedagógica
 Educação popular
 a. Catequese para curumins e filhos dos colonos/agregados
 b. Escolas elementares ("de primeiras letras") - conversão dos
indígenas e evangelização dos filhos dos colonos/agregados
 Educação média = colégios - preparação para o sacerdócio
Educação superior = religiosa (teologia) ou formação na
Europa
 Aos poucos a educação catequética cede espaço e prioridade
para a educação da elite
 a. "Educação de classe" - educação da aristocracia rural
 b. "Pequena aristocracia" - letrados, teólogos, advogados, juízes,
magistrados, padres-mestres
A ênfase dos estudos
Leitura de textos clássicos e os
textos religiosos
Sem preocupação com as ciências
naturais (tidas sem importância)
Domínio da fala - retórica
Formação Cristã
Teologia e sacerdócio
(atendia apenas a elite colonial)
A Pedagogia Jesuíta
A educação jesuítica estava intimamente ligada com a Instituição igreja
Consequências
 Cultura de exclusão
 Educação = símbolo de classe social
 a. livresca, acadêmica, aristocrática, "para fora"
 b. autoritária - fator contribuinte da formação e da consolidação
da estrutura de poder da Colônia e do Império
 c. formação dos políticos profissionais (deputados,
senadores...), inclusive para atuação nas Cortes de Lisboa
 Brasil colônia (XVI, XVII e XVIII)
 a. casaram-se a grande propriedade e a mão de obra escrava
 b. mandonismo + patriarcalismo + cultura transplantada com a
contribuição decisiva da Companhia de Jesus
Considerações finais
 Este complexo cultural/educacional sobreviveu à expulsão da
Companhia de Jesus (de Portugal e de todos os seus domínios)
em 1759, através da ação dos sacerdotes (filhos da classe
dominante e da cultura/ideologia transplantada), embora a
organização escolar sofresse uma desestruturação completa.
Reformas Pombalinas.
 Depois de 210 anos no Brasil, os jesuítas deixaram arraigadas
uma educação e uma pedagogia, constituintes da corrente
tradicional da pedagogia "brasileira" que, já no século XX,
ganhará maior substância (prática e teórica) com o
"HERBARTISMO" (de Johann Herbart).
 A Pedagogia Tradicional, que coexiste nos seus conteúdos
religiosos e laicos (leigos), formada pela herança jesuítica e pelo
herbartismo, continua presente nas nossas salas de aulas
integrando um amálgama de influências pedagógicas que enredam
os educadores/educadoras brasileiro(a)s.
 Esse amálgama é constituído (além da Pedagogia Tradicional) pelos
"encantos" da "Pedagogia Nova" (Escolanovismo), pelo
"tecnicismo" instaurado com as reformas do anos 1960/70 (Estado
militar) e pelas teorias "reprodutivistas" da educação (que serão
estudadas na sequencia).
 As relações complexas das Igrejas, dos Estados e da sociedade civil
organizada com as práticas educativas e os sistemas educacionais
(escolares e não escolares) constituíram e continuam a constituir
matéria da maior importância para os nossos estudos e e as nossas
pesquisas.
Raízes do Brasil
“(...) Foram os jesuítas que representaram, melhor do que
ninguém, esse princípio da disciplina pela obediência (...).
Nenhuma tirania moderna, nenhuma teoria da ditadura do
proletariado ou do Estado autoritário, chegou sequer a
vislumbrar a possibilidade desse prodígio de
racionalização que conseguiram os padres da Companhia
de Jesus em suas missões”.
Sérgio Buarque de Holanda
E assim começa a Educação no
Brasil...
Introdução
 Parte 1 (Considerações Pedagógicas)
 II – Tipos de Educação (cristã)
Os Modelos de Ensino Religioso:
Catequético, Teológico e Ciências da Religião
 O modelo catequético é preconizado entre a Igreja
cristã, principalmente Católica e tem como prática
escolar a catequese dos alunos voltada para a
formação das idéias corretas e verdadeiras, em
oposição às ideias falsas. Esse modelo busca
reconquistar a hegemonia de outrora das
confissões religiosas na sociedade moderna
(Passos, 2007). Tem por características:
O MODELO CATEQUÉTICO
Cosmovisão Unirreligiosa
Contexto político Aliança igreja-estado
Fonte Conteúdos doutrinais
Método Doutrinação
Afinidade Escola tradicional
Objetivo Expansão das igrejas
Responsabilidade Confissões religiosas
Riscos Proselitismo e intolerância
Quadro 1 – O Modelo Catequético.
Fonte: PASSOS, João Décio. 2007. p. 59.
 [...] O modelo teológico tem por características:
O MODELO TEOLÓGICO
Cosmovisão Plurirreligiosa
Contexto político Sociedade secularizada
Fonte Antropologia, teologia do pluralismo
Método Indução
Afinidade Escola nova
Objetivo Formação religiosa dos cidadãos
Responsabilidade Confissões religiosas
Riscos Catequese disfarçada
Quadro 2 – O Modelo Teológico.
Fonte: PASSOS, João Décio. 2007. p. 63.
 [...] Neste modelo, o ensino da religião não é
encarado como uma atividade cientificamente neutra,
mas, deve ser interpretado como área de
conhecimento, sendo assim, caracterizado na
intencionalidade educativa (Passos, 2007). Tem por
características:
O MODELO DAS CIÊNCIAS DA RELIGIÃO
Cosmovisão Transreligiosa
Contexto político Sociedade secularizada
Fonte Ciências da Religião
Método Indução
Afinidade Epistemologia atual
Objetivo Educação do cidadão
Responsabilidade Comunidade científica e do Estado
Riscos Neutralidade científica
Quadro 3 – O Modelo das Ciências da Religião.
Fonte: PASSOS, João Décio. 2007. p. 66.
Introdução
 Parte 2 (Considerações Teológicas)
 A – Entendendo a Igreja;
 B – Implicações para a Educação Cristã.
24
Uma Definição da Educação
…Capacitar as pessoas a lidarem crítica e
criativamente com a sua realidade social, e não
simplesmente adaptá-las a ela.... um exercício de
libertação.... uma conscientização (Paulo Freire)
…Uma atividade política com peregrinos no tempo, que
deliberadamente se ocupa, com as pessoas, do nosso
presente, da herança passada que ele engloba, e da
possibilidade de futuro que ele mantém para a
pessoa total e para a comunidade....toda educação,
pelo menos implicitamente, é uma procura do
transcendente. (Thomas Groome)
25
Uma Definição da Educação
Cristã
…Uma atividade política com peregrinos no tempo, que
deliberada e intencionalmente assiste com eles à
atividade de Deus em nosso presente, à história da
comunidade de fé cristã e à Visão do Reino de Deus,
cujos sementes já estão entre nós. (Thomas Groome)
...Uma atividade crítica e libertadora que acompanha
deliberada e intencionalmente a transformação de
pessoas em todos os seus relacionamentos atuais,
conforme a visão do reino de Deus e o modelo de
Cristo e levando em conta a história da comunidade de
fé cristã. (Comissão)
26
Uma Definição da Educação
Cristã
Rada (VT) significa conhecer:
 Conhecer ou por observação ou por reflexão,
 Conhecer alguém
 Conhecer sexualmente
Oida (NT) significa conhecer
 Conhecer alguém ou saber ao seu respeito
 Conhecer intimamente
 Saber como
Ginosco (NT) significa conhecer, ficar
sabendo
Na Bíblia, o conhecimento é experimental:
27
Uma Definição da Educação
Cristã
Rarah (VT) significa instruir ou ensinar
Lamad (VT) significa aprender, por ex., uma habilidade
Katartizo (NT) significa treinar plenamente, no sentido
de pôr em ordem, preparar para um propósito,
equipar
Didasco (NT) significa ensinar, pela leitura ou
exortação
Mathetes (NT) significa discipular, pela aquisição de
conhecimento ou de habilidade
Paideuo (NT) significa treinar, que é caminhar com
alguém no desenvolvimento da habilidade de fazer
escolhas apropriadas [lit., “educar” ou “disciplinar”]
Na Bíblia, a educação é experimental:
Hupodeigma = exemplo, modelo,
padrão
Akalouthei moi = “siga-me”
Mimeomai = imitar
28
Uma Definição da Educação
Cristã
No Novo Testamento, a educação é por exemplo:
Desenvolver
O caráter, conduta e ação do povo de
Deus conforme o modelo de Cristo
Habilidades, conhecimentos e atitudes
no corpo de Cristo, como comunidade
alternativa, para sua missão
transformadora no mundo
29
Os Objetivos da Educação Cristã
A glória de Deus!
pelo Corpo de Cristo
(Efésios 1.12; 3.21)
pela Criação toda
(Habacuque 2.14; Filipenses 2.11)
30
O alvo último da Educação
Cristã
Crescimento
do corpo de Cristo (Efésios 4.13)
na unidade: da fé
na maturidade: modelo de Cristo
de tudo (Efésios 4.15)
pela expansão do Reino de Deus
pelo conhecimento da Glória de Deus
31
O alvo Penúltimo da Educação
Cristã
Ministério
Edificar o corpo de Cristo
para
Evangelizar o mundo
32
O alvo Ante penúltimo da
Educação Cristã
Edificar o corpo:
pela maturidade;
pelo crescimento;
Evangelizar o mundo:
pelo impacto;
pelo cuidado;
Efésios 3.10; 4.11-16
33
Os ministérios da igreja
Crescimento (auxano)
Onde? no culto, nas células
Como? pelo batismo e profissão de fé
Ensino (didasco)
Onde? no púlpito, na Escola Dominical, em
retiros
Como? pela leitura [lit. “conhecendo de novo”] e
pela exortação [lit. “chamando para si”]
Comunhão/oração (koinonia)
Onde? no culto, nos lares e nas células
Como? pelo partir o pão, pela oração
Serviço (diaconia)
Onde? no culto, nos lares e nas células
Como? pelos dons e ministérios
34
Os Ministérios de Edificação
Proclamação (kerygma) no mundo
Onde? no trabalho, na escola, no lazer
Como? pela expressão verbal
Testemunho (martyria) no mundo
Onde? no trabalho, na escola, no lazer
Como? pelos atos (misericórdia, justiça) de vida
Discipulado (mathetes, lit. “aprendiz”)
Onde? no trabalho, na escola, no lazer
Como? pela habilitação na vida cristã
Treinamento (paideuo)
Onde? no trabalho, na escola, no lazer
Como? Pela “disciplina” junto com “educador”
35
Os Ministérios de Evangelização
I - Ensino pela exortação e pela leitura
para a Edificação do corpo
II - Discipulado por ser “aprendiz” e
III - Treinamento pela “disciplina” junto
com o “educador” para a
Evangelização integrativa
Mateus 28.18-20
36
Os três Ministérios Educativos
37
A Relação entre os
Ministérios Educativos
ensino
inclusive discipulando e treinando,
para o
“desempenho nos ministérios”
Efésios 3.12
discipulado e treinamento
para a
“obediência por fé”
Romanos 16.26; Mateus 28.18-20
“perfeição” em Cristo Ef 4.13
O Princípio dos “setenta” 70
Jesus: Lucas 10.1, 17
Paulo: 1Tessalonicenses 1.7-8
O Princípio dos “doze” 12
Jesus: Mateus 10.1-4
Paulo: Romanos 16
O Princípio dos “três” 3
Jesus: Pedro, João, Tiago
Paulo: Filipenses 2.19-30
38
Os três níveis do Discipulado
39
A relação entre os ministérios
Para
Para
Introdução
 Parte 3 (Considerações Dialógicas)
 A Educação Cristã;
 A Educação Popular;
 A Educação Cristã Popular.
Considerações Finais

Educacao Cristã JUVEP.ppt

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Sumário  Parte 1(considerações pedagógicas)  I – O início da Educação...  II – Tipos de Educação (cristã)  Parte 2 (considerações teológicas)  A – Entendendo a Igreja  B – Implicações para a Educação Cristã  Parte 3 (considerações dialógicas)  A Educação Cristã  A Educação Popular  A Educação Cristã Popular  Conclusão
  • 4.
    Introdução  Parte 1(considerações pedagógicas)  I – O início da Educação...
  • 5.
    Educação Jesuítica no Brasil: Hegemonia;  Herança Colonial; e,  Atualidade.
  • 6.
    Colônia  Economia Colonial Grande propriedade + mão de obra escrava  Modo de produção + vida social + sistema de poder  Estrutura de Poder  a. poder ilimitado do dono de terra/gente, favorecido pelo isolamento + estrutura social + necessidade de segurança  b. poder do latifúndio + escravismo.  Família Patriarcal  a. importação de idéias dominantes na cultura medieval européia através da obra dos jesuítas.  b. colonizador = modelo europeu "civilizado e culto/ilustrado".
  • 7.
     Sociedade  Classedetentora do poder político e socioeconômico = Classe detentora do "capital cultural" / bens culturais.  Sociedade latifundiário-escravocrata > Formação aristocrática - contribuição da educação jesuítica
  • 8.
    Companhia de Jesus:A serviço de quem?  Condições objetivas que favorecem ação educativa da Cia de Jesus = organização social + conteúdo cultural 1º condição: Sociedade Dual  direitos restrito à educação escolar = filhos não-primogênitos  "escolas de primeiras letras" (curumins + filhos de colonos e agregados)  2º condição : O conteúdo cultural trazido pelos jesuítas (molda a educação nos séculos XVI , XVII e XVIII).  Reação ao pensamento crítico nascente na Europa - dogmatismo exacerbado. Revalorização da Escolástica - enquanto método (memorização + obediência-disciplina "cega" etc), filosofia. Amor às letras, anti-cientificismo, repugnância às atividades técnicas e artísticas.
  • 9.
    Ensino Jesuítico (RatioStudiorum)  a. alheio à vida na Colônia, desinteressado, alienado-alienante, desligado do trabalho, uniforme, sem utilidade prática  b. para desocupados sociais > ócio > trabalho manual estigmatizado  c. educação para "cultivar o espírito" = educação literária, humanista, ilustrada, artística...  d. educação não contribuía para qualquer alteração estrutural da sociedade  e. atividades produtivas não exigiam maior preparo educacional-escolar = ensino não preocupado com a praticidade e o trabalho
  • 10.
     f. contribuíadecisivamente para a não formação de uma cultura/identidade nacional  g. "conteúdos programáticos" relacionados com a vida e a existência da Metrópole (como queria o branco colonizador/invasor)
  • 11.
    Objetivos Práticos eAções  Objetivos práticos da Companhia de Jesus = recrutamento de fiéis e de servidores (futuros sacerdotes) = filhos da camada dominante - cooptados pela ação pedagógica  Educação popular  a. Catequese para curumins e filhos dos colonos/agregados  b. Escolas elementares ("de primeiras letras") - conversão dos indígenas e evangelização dos filhos dos colonos/agregados  Educação média = colégios - preparação para o sacerdócio Educação superior = religiosa (teologia) ou formação na Europa
  • 12.
     Aos poucosa educação catequética cede espaço e prioridade para a educação da elite  a. "Educação de classe" - educação da aristocracia rural  b. "Pequena aristocracia" - letrados, teólogos, advogados, juízes, magistrados, padres-mestres A ênfase dos estudos Leitura de textos clássicos e os textos religiosos Sem preocupação com as ciências naturais (tidas sem importância) Domínio da fala - retórica Formação Cristã Teologia e sacerdócio (atendia apenas a elite colonial) A Pedagogia Jesuíta A educação jesuítica estava intimamente ligada com a Instituição igreja
  • 13.
    Consequências  Cultura deexclusão  Educação = símbolo de classe social  a. livresca, acadêmica, aristocrática, "para fora"  b. autoritária - fator contribuinte da formação e da consolidação da estrutura de poder da Colônia e do Império  c. formação dos políticos profissionais (deputados, senadores...), inclusive para atuação nas Cortes de Lisboa  Brasil colônia (XVI, XVII e XVIII)  a. casaram-se a grande propriedade e a mão de obra escrava  b. mandonismo + patriarcalismo + cultura transplantada com a contribuição decisiva da Companhia de Jesus
  • 14.
    Considerações finais  Estecomplexo cultural/educacional sobreviveu à expulsão da Companhia de Jesus (de Portugal e de todos os seus domínios) em 1759, através da ação dos sacerdotes (filhos da classe dominante e da cultura/ideologia transplantada), embora a organização escolar sofresse uma desestruturação completa. Reformas Pombalinas.  Depois de 210 anos no Brasil, os jesuítas deixaram arraigadas uma educação e uma pedagogia, constituintes da corrente tradicional da pedagogia "brasileira" que, já no século XX, ganhará maior substância (prática e teórica) com o "HERBARTISMO" (de Johann Herbart).
  • 15.
     A PedagogiaTradicional, que coexiste nos seus conteúdos religiosos e laicos (leigos), formada pela herança jesuítica e pelo herbartismo, continua presente nas nossas salas de aulas integrando um amálgama de influências pedagógicas que enredam os educadores/educadoras brasileiro(a)s.  Esse amálgama é constituído (além da Pedagogia Tradicional) pelos "encantos" da "Pedagogia Nova" (Escolanovismo), pelo "tecnicismo" instaurado com as reformas do anos 1960/70 (Estado militar) e pelas teorias "reprodutivistas" da educação (que serão estudadas na sequencia).  As relações complexas das Igrejas, dos Estados e da sociedade civil organizada com as práticas educativas e os sistemas educacionais (escolares e não escolares) constituíram e continuam a constituir matéria da maior importância para os nossos estudos e e as nossas pesquisas.
  • 16.
    Raízes do Brasil “(...)Foram os jesuítas que representaram, melhor do que ninguém, esse princípio da disciplina pela obediência (...). Nenhuma tirania moderna, nenhuma teoria da ditadura do proletariado ou do Estado autoritário, chegou sequer a vislumbrar a possibilidade desse prodígio de racionalização que conseguiram os padres da Companhia de Jesus em suas missões”. Sérgio Buarque de Holanda
  • 17.
    E assim começaa Educação no Brasil...
  • 18.
    Introdução  Parte 1(Considerações Pedagógicas)  II – Tipos de Educação (cristã)
  • 19.
    Os Modelos deEnsino Religioso: Catequético, Teológico e Ciências da Religião
  • 20.
     O modelocatequético é preconizado entre a Igreja cristã, principalmente Católica e tem como prática escolar a catequese dos alunos voltada para a formação das idéias corretas e verdadeiras, em oposição às ideias falsas. Esse modelo busca reconquistar a hegemonia de outrora das confissões religiosas na sociedade moderna (Passos, 2007). Tem por características: O MODELO CATEQUÉTICO Cosmovisão Unirreligiosa Contexto político Aliança igreja-estado Fonte Conteúdos doutrinais Método Doutrinação Afinidade Escola tradicional Objetivo Expansão das igrejas Responsabilidade Confissões religiosas Riscos Proselitismo e intolerância Quadro 1 – O Modelo Catequético. Fonte: PASSOS, João Décio. 2007. p. 59.
  • 21.
     [...] Omodelo teológico tem por características: O MODELO TEOLÓGICO Cosmovisão Plurirreligiosa Contexto político Sociedade secularizada Fonte Antropologia, teologia do pluralismo Método Indução Afinidade Escola nova Objetivo Formação religiosa dos cidadãos Responsabilidade Confissões religiosas Riscos Catequese disfarçada Quadro 2 – O Modelo Teológico. Fonte: PASSOS, João Décio. 2007. p. 63.
  • 22.
     [...] Nestemodelo, o ensino da religião não é encarado como uma atividade cientificamente neutra, mas, deve ser interpretado como área de conhecimento, sendo assim, caracterizado na intencionalidade educativa (Passos, 2007). Tem por características: O MODELO DAS CIÊNCIAS DA RELIGIÃO Cosmovisão Transreligiosa Contexto político Sociedade secularizada Fonte Ciências da Religião Método Indução Afinidade Epistemologia atual Objetivo Educação do cidadão Responsabilidade Comunidade científica e do Estado Riscos Neutralidade científica Quadro 3 – O Modelo das Ciências da Religião. Fonte: PASSOS, João Décio. 2007. p. 66.
  • 23.
    Introdução  Parte 2(Considerações Teológicas)  A – Entendendo a Igreja;  B – Implicações para a Educação Cristã.
  • 24.
    24 Uma Definição daEducação …Capacitar as pessoas a lidarem crítica e criativamente com a sua realidade social, e não simplesmente adaptá-las a ela.... um exercício de libertação.... uma conscientização (Paulo Freire) …Uma atividade política com peregrinos no tempo, que deliberadamente se ocupa, com as pessoas, do nosso presente, da herança passada que ele engloba, e da possibilidade de futuro que ele mantém para a pessoa total e para a comunidade....toda educação, pelo menos implicitamente, é uma procura do transcendente. (Thomas Groome)
  • 25.
    25 Uma Definição daEducação Cristã …Uma atividade política com peregrinos no tempo, que deliberada e intencionalmente assiste com eles à atividade de Deus em nosso presente, à história da comunidade de fé cristã e à Visão do Reino de Deus, cujos sementes já estão entre nós. (Thomas Groome) ...Uma atividade crítica e libertadora que acompanha deliberada e intencionalmente a transformação de pessoas em todos os seus relacionamentos atuais, conforme a visão do reino de Deus e o modelo de Cristo e levando em conta a história da comunidade de fé cristã. (Comissão)
  • 26.
    26 Uma Definição daEducação Cristã Rada (VT) significa conhecer:  Conhecer ou por observação ou por reflexão,  Conhecer alguém  Conhecer sexualmente Oida (NT) significa conhecer  Conhecer alguém ou saber ao seu respeito  Conhecer intimamente  Saber como Ginosco (NT) significa conhecer, ficar sabendo Na Bíblia, o conhecimento é experimental:
  • 27.
    27 Uma Definição daEducação Cristã Rarah (VT) significa instruir ou ensinar Lamad (VT) significa aprender, por ex., uma habilidade Katartizo (NT) significa treinar plenamente, no sentido de pôr em ordem, preparar para um propósito, equipar Didasco (NT) significa ensinar, pela leitura ou exortação Mathetes (NT) significa discipular, pela aquisição de conhecimento ou de habilidade Paideuo (NT) significa treinar, que é caminhar com alguém no desenvolvimento da habilidade de fazer escolhas apropriadas [lit., “educar” ou “disciplinar”] Na Bíblia, a educação é experimental:
  • 28.
    Hupodeigma = exemplo,modelo, padrão Akalouthei moi = “siga-me” Mimeomai = imitar 28 Uma Definição da Educação Cristã No Novo Testamento, a educação é por exemplo:
  • 29.
    Desenvolver O caráter, condutae ação do povo de Deus conforme o modelo de Cristo Habilidades, conhecimentos e atitudes no corpo de Cristo, como comunidade alternativa, para sua missão transformadora no mundo 29 Os Objetivos da Educação Cristã
  • 30.
    A glória deDeus! pelo Corpo de Cristo (Efésios 1.12; 3.21) pela Criação toda (Habacuque 2.14; Filipenses 2.11) 30 O alvo último da Educação Cristã
  • 31.
    Crescimento do corpo deCristo (Efésios 4.13) na unidade: da fé na maturidade: modelo de Cristo de tudo (Efésios 4.15) pela expansão do Reino de Deus pelo conhecimento da Glória de Deus 31 O alvo Penúltimo da Educação Cristã
  • 32.
    Ministério Edificar o corpode Cristo para Evangelizar o mundo 32 O alvo Ante penúltimo da Educação Cristã
  • 33.
    Edificar o corpo: pelamaturidade; pelo crescimento; Evangelizar o mundo: pelo impacto; pelo cuidado; Efésios 3.10; 4.11-16 33 Os ministérios da igreja
  • 34.
    Crescimento (auxano) Onde? noculto, nas células Como? pelo batismo e profissão de fé Ensino (didasco) Onde? no púlpito, na Escola Dominical, em retiros Como? pela leitura [lit. “conhecendo de novo”] e pela exortação [lit. “chamando para si”] Comunhão/oração (koinonia) Onde? no culto, nos lares e nas células Como? pelo partir o pão, pela oração Serviço (diaconia) Onde? no culto, nos lares e nas células Como? pelos dons e ministérios 34 Os Ministérios de Edificação
  • 35.
    Proclamação (kerygma) nomundo Onde? no trabalho, na escola, no lazer Como? pela expressão verbal Testemunho (martyria) no mundo Onde? no trabalho, na escola, no lazer Como? pelos atos (misericórdia, justiça) de vida Discipulado (mathetes, lit. “aprendiz”) Onde? no trabalho, na escola, no lazer Como? pela habilitação na vida cristã Treinamento (paideuo) Onde? no trabalho, na escola, no lazer Como? Pela “disciplina” junto com “educador” 35 Os Ministérios de Evangelização
  • 36.
    I - Ensinopela exortação e pela leitura para a Edificação do corpo II - Discipulado por ser “aprendiz” e III - Treinamento pela “disciplina” junto com o “educador” para a Evangelização integrativa Mateus 28.18-20 36 Os três Ministérios Educativos
  • 37.
    37 A Relação entreos Ministérios Educativos ensino inclusive discipulando e treinando, para o “desempenho nos ministérios” Efésios 3.12 discipulado e treinamento para a “obediência por fé” Romanos 16.26; Mateus 28.18-20 “perfeição” em Cristo Ef 4.13
  • 38.
    O Princípio dos“setenta” 70 Jesus: Lucas 10.1, 17 Paulo: 1Tessalonicenses 1.7-8 O Princípio dos “doze” 12 Jesus: Mateus 10.1-4 Paulo: Romanos 16 O Princípio dos “três” 3 Jesus: Pedro, João, Tiago Paulo: Filipenses 2.19-30 38 Os três níveis do Discipulado
  • 39.
    39 A relação entreos ministérios Para Para
  • 40.
    Introdução  Parte 3(Considerações Dialógicas)  A Educação Cristã;  A Educação Popular;  A Educação Cristã Popular.
  • 42.