SMART
CITIES: SOLUÇÃO DOS
PROBLEMAS URBANOS
Nós da Exati gostaríamos de te dar as boas-vindas ao nosso e-book sobre cidades
inteligentes, produzido e idealizado pelo nosso time.
Com ele você poderá saber mais sobre o que são Smart Cities, quais são os fatores
que tornam uma cidade inteligente e o que pesa na hora de dar esse título para as
cidades.
Nossos profissionais montaram este guia com o objetivo de transformar qualquer
leitor em um conhecedor de todo o âmbito das cidades inteligentes. Desde as
problemáticas que envolvem o cunho do termo e a elaboração do conceito de
cidades inteligentes até o que você, individualmente pode fazer para transformar
a sua cidade em uma mais sustentável, tecnológica e conectada.
Venha conhecer mais sobre cada possibilidade de modernização das cidades,
qual é o futuro, qual tecnologia já é realidade, e muito mais.
Espero que tenha gostado até aqui. Tenha uma ótima leitura e até a próxima.
Grupo Exati.
OLÁ
PROBLEMAS
DAS CIDADES
ATUAIS
Ao longo do último século, pode-se dizer que desde a revolu-
ção industrial no final do século XIX, a migração para áreas
urbanas vem se acentuando cada vez mais. A cada dia, milha-
res de pessoas tentam mudar a sua perspectiva de vida mu-
dando para regiões mais industrializadas e grandes centros
urbanos. Seja em busca de novas oportunidades de empre-
go, estudo ou maior acesso às facilidades da “cidade grande”.
Outra situação que enfrentamos é o rápido crescimento
populacional nessas mesmas metrópoles. A Organização das
Nações Unidas (ONU) publicou um relatório que descreve a
sua projeção demográfica para a população mundial. O
número alto de 8,6 bilhões de habitantes até o ano de 2030
aumenta ainda mais o alerta para novas alternativas para
diminuir o impacto desses aglomerados de indivíduos em
espaços, muitas vezes, limitados das cidades.
Estima-se que, atualmente, metade da população brasileira
seja residente de centros urbanos. A Organização Mundial da
Saúde (OMS) reiterou o posicionamento da ONU ressaltando
que praticamente todo o crescimento demográfico dos pró-
ximos 30 anos se concentrará nas cidades e que, em 2030,
seis de cada dez pessoas viverão nelas.
Por um lado, a migração de pessoas para as cidades significa
um maior desenvolvimento econômico dos centros, pelo
menos em teoria. Entretanto, como consequência desse
crescimento, se observará nas cidades uma degradação da
saúde dos habitantes, tanto por problemas de poluição ou
por doenças relacionadas ao estilo de vida e rotina. Além
disso, a propagação de doenças contagiosas, aumento da
violência, tráfego, acidentes de trânsito e problemas com
infraestrutura em geral serão muito mais recorrentes e
comuns.
Rápido crescimento urbano e populacional
A poluição nos centros urbanos tornou-se um dos problemas
mais evidentes a serem enfrentados, principalmente no que
se refere à qualidade de vida e saúde dos moradores. Grande
inimiga da sustentabilidade urbana e do meio ambiente, a
poluição decorrente do excesso de pessoas em uma determi-
nada área pode comprometer as condições para as gerações
futuras.
Na cidade de São Paulo, por exemplo, há 20% mais chance de
ocorrência de câncer de pulmão do que em locais com menos
poluição atmosférica em decorrência dos excesso de carros,
fábricas, edifícios e outros fatores.
Aumento da Poluição
Outro problema enfrentado pelas cidades é a deficiência da
infraestrutura. Em função do acelerado êxodo rural, as cida-
des, grandes ou pequenas, absorveram esse número elevado
de pessoas sem acompanhar a demanda. Seja em emprego,
moradia, saúde, educação, saneamento básico etc., a infraes-
trutura urbana funciona como elemento de estrutura para
fornecer os serviços primordiais à vida em sociedade.
O excesso de pessoas causou um aumento das áreas periféri-
cas das cidades, que não contam com iluminação, pavimenta-
ção, energia elétrica, distribuição de água ou gás, rede telefô-
nicas ou transporte adequado. Isso desencadeia uma série de
problemas sociais como o aumento da desigualdade e da
segregação, o que com a falta de educação de qualidade,
torna-se um problema de segurança.
Falta de InfraestruturaFalta de Infraestrutura
Esses bairros marginalizados das principais cidades brasilei-
ras respondem por cerca de 35% da população nacional e
mais da metade das mortes é provocada por causas violen-
tas. Por exemplo, em São Paulo e no Rio de Janeiro, 21% de
todas as mortes têm causa em atos violentos.
Segundo um estudo realizado pela ONU em 2014, o Brasil é
responsável por 10% dos homicídios do mundo. Na América
Latina, o país é o terceiro pior com uma taxa de 25 assassina-
tos por 100 mil pessoas. Essa realidade é muito diferente da
outra ponta do estudo com Mônaco e Liechtenstein apre-
sentando taxa zero de homicídios. Em países da mesma
estatura geográfica que o Brasil, nos EUA a taxa ficou em 3,8
por 100 mil habitantes, que ainda é uma taxa alta em compa-
ração com os outros 15 países com maior Índice de Desenvol-
vimento Urbano (IDH).
Tudo que é planejado acaba saindo melhor, por conta da
organização. Quando se fala sobre urbanismo não é diferen-
te. A expressão Planejamento Urbano surgiu da língua ingle-
sa e se refere ao exercício de planejar as cidades antes da sua
construção. Acontece que, nas últimas décadas, com esse
crescimento populacional acelerado, planejar as cidades
para se adaptar às demandas do número de pessoas tornou-
-se tarefa muito mais difícil.
Com isso, o planejamento urbano começou a abranger
também as modificações que as cidades teriam de fazer para
suprir as necessidades dos seus habitantes. De forma susten-
tável, econômica e cada vez com mais tecnologia integrando
a vida da população, o planejamento urbano se torna cada
vez mais a arte de adaptar uma cidade existente ao pensa-
mento do século XXI.
Falta de Segurança
Outro aspecto afetado pelo excesso de pessoas nas cidades
é a mobilidade urbana. Segundo pesquisa feita pelo Serviço
de Proteção ao Crédito (SPC), o brasileiro passa em média
quase 40 dias por ano no trânsito nas capitais, ou seja, em
média duas horas e vinte e oito minutos por dia para se des-
locar dentro da cidade.
As alternativas como bicicletas, transporte público e rodízio
de veículos ainda não surtiram o efeito desejado nas grandes
cidades. Aliás, segundo o Sindipeças, a frota brasileira de
veículos cresceu 1,2% nos últimos anos e o volume de veícu-
los que circulam no país chegou a mais de 43 milhões. Outro
impacto negativo desse maior fluxo de veículos são as vagas
de estacionamento, que se tornam cada vez mais escassas e
o tempo perdido em busca delas só tende a crescer, aumen-
tando o trânsito e a emissão de gases poluentes.
Mobilidade Urbana Deficiente
Falta de Planejamento Urbano
Esses bairros marginalizados das
principais cidades brasileiras respon-
dem por cerca de 35% da população
nacional e mais da metade das
mortes é provocada por causas
violentas. Por exemplo, em São
Paulo e no Rio de Janeiro, 21% de
todas as mortes têm causa em atos
violentos.
Segundo um estudo realizado pela
ONU em 2014, o Brasil é responsável
por 10% dos homicídios do mundo.
Na América Latina, o país é o terceiro
pior com uma taxa de 25 assassina-
tos por 100 mil pessoas. Essa realida-
de é muito diferente da outra ponta
do estudo com Mônaco e Liechtens-
tein apresentando taxa zero de
homicídios. Em países da mesma
estatura geográfica que o Brasil, nos
EUA a taxa ficou em 3,8 por 100 mil
habitantes, que ainda é uma taxa
alta em comparação com os outros
15 países com maior Índice de
Desenvolvimento Urbano (IDH).
Outro aspecto afetado pelo excesso
de pessoas nas cidades é a mobilida-
de urbana. Segundo pesquisa feita
pelo Serviço de Proteção ao Crédito
(SPC), o brasileiro passa em média
quase 40 dias por ano no trânsito nas
capitais, ou seja, em média duas
horas e vinte e oito minutos por dia
para se deslocar dentro da cidade.
As alternativas como bicicletas, trans-
porte público e rodízio de veículos
ainda não surtiram o efeito desejado
nas grandes cidades. Aliás, segundo o
Sindipeças, a frota brasileira de veícu-
los cresceu 1,2% nos últimos anos e o
volume de veículos que circulam no
país chegou a mais de 43 milhões.
Outro impacto negativo desse maior
fluxo de veículos são as vagas de esta-
cionamento, que se tornam cada vez
mais escassas e o tempo perdido em
busca delas só tende a crescer,
aumentando o trânsito e a emissão
de gases poluentes.
Tudo que é planejado acaba saindo
melhor, por conta da organização.
Quando se fala sobre urbanismo não
é diferente. A expressão Planejamen-
to Urbano surgiu da língua inglesa e
se refere ao exercício de planejar as
cidades antes da sua construção.
Acontece que, nas últimas décadas,
com esse crescimento populacional
acelerado, planejar as cidades para
se adaptar às demandas do número
de pessoas tornou-se tarefa muito
mais difícil.
Com isso, o planejamento urbano
começou a abranger também as
modificações que as cidades teriam
de fazer para suprir as necessidades
dos seus habitantes. De forma sus-
tentável, econômica e cada vez com
mais tecnologia integrando a vida da
população, o planejamento urbano
se torna cada vez mais a arte de
adaptar uma cidade existente ao
pensamento do século XXI.
Mobilidade Urbana Deficiente Falta de Segurança Falta de Planejamento Urbano
SMART
CITIES
O conceito de uma Smart City ou Cidade Inteligente, passa pelo uso da tecnologia
como forma de melhorar a infraestrutura urbana para tornar as cidades mais
eficientes em todos os aspectos e melhores para se viver.
Basicamente, os aspectos tecnológicos de uma cidade inteligente são divididos em
três frentes:
Rede de objetos, veículos ou cons-
truções que possui tecnologia incor-
porada capaz de se comunicar com
uma rede, coletar e transmitir dados.
Na prática, a internet das coisas fun-
ciona como forma de democratiza-
ção das informações e do acesso,
tornando a rotina das pessoas mais
rápida, fácil e dinâmica, misturando
inteligência ao meio e estimulando a
criação de novos espaços, serviços e
produtos.
Big Data nada mais é do que analisar
e interpretar volume e variedade
grandes de dados. No âmbito das
cidades, isso acontece por meio da
coleta de informações por ferramen-
tas big data e do encaminhamento
desses dados brutos para bancos de
dados, que cresçam rapidamente e
aceitam diversos tipos de mídia. O
Big Data é utilizado normalmente
pelas empresas para analisar
padrões de comportamento de usu-
ário para antecipar as suas necessi-
dades.
É um sistema de gestão que utiliza
dados coletados por smartphones
ou outros dispositivos e sensores
para ajudar na tomada de decisões
estratégicas. Trabalhando em con-
junto com os outros dois aspectos de
uma cidade inteligente, a governan-
ça algorítmica faz o papel da “ponta”
final dessa tripartição, permitindo
observar os resultados das coletas e
análises de dados para tornar a deci-
são final mais rápida e tangível.
Então, em uma Cidade Inteligente, utiliza-se da tecnologia e da conectividade para
coletar, analisar e interpretar dados, para então tomar decisões voltadas para tornar
a cidade mais sustentável e melhorar a vida dos cidadãos.
Big Data
Governança Algorítmica
Internet das coisas (IoT)
Cities Motion Index
Cities Motion Index
Capital Humano
Coesão Social
Mobilidade e Transporte
As cidades do futuro devem
se preocupar cada vez mais
em facilitar o movimento
através da cidade e o acesso
aos serviços públicos. O que-
sito mobilidade e transporte
do ranking aborda temas
como a infraestrutura volta-
da à frota de veículos da
cidade, o tráfego, presença e
estado do metrô, voos che-
gando e saindo da cidade,
número de postos de com-
bustível ou meios de loco-
moção de alta tecnologia
como trens-bala.
É um termo usado para indi-
car a eficiência e qualidade da
intervenção do estado. A
governança de um local está
intimamente ligada ao estado
das finanças públicas, ou seja,
boa governança significa
desenvolvimento. Alguns
aspectos observados são as
reservas financeiras da admi-
nistração, número de embai-
xadas, presença de centros de
pesquisa, índices que medem
corrupção, democracia, quan-
tidade de prédios governa-
mentais e a presença e atua-
ção do governo digital.
Para uma cidade ser considerada inteligente, existem diver-
sas métricas criadas por várias empresas que realizam essas
pesquisas. A mais aceita e conceituada mundialmente é a
utilizada pelo Instituto de Estudos Superiores da Empresa ou
IESE Business School, que é a escola de pós-graduação em
Administração da Universidade de Navarra na Espanha.
Já que não há apenas um critério para avaliar os municípios,
visto que o próprio conceito de cidade inteligente pressupõe
uma multiplicidade de características, foi criado um ranking
para auxiliar na compreensão desses conceitos, o Cities
Motion Index.
Segundo ele, são nove os critérios para classificar as cidades
como inteligentes e determinar seu nível de inteligência:
O objetivo principal de cada cidade deve ser o aprimoramen-
to do seu capital humano. Essa expressão significa o poten-
cial de valor que cada indivíduo pode trazer para a sociedade
em que está inserido. Um governo inteligente e atento deve
sempre ser capaz de criar planos para aumentar a educação,
promover a criatividade e a pesquisa.
Alguns dos índices avaliados pelo IESE no quesito capital
humano são justamente voltados à educação, como o
número de escolas, ensino superior, movimentos estudantis;
e à cultura como teatros, museus e o quanto é gasto em
recreação.
Coesão social é uma dimensão sociológica das cidades que
pode ser definida como o grau de consenso entre os mem-
bros de um grupo social ou como a percepção do sentimento
de pertencimento a uma situação ou projeto em comum,
segundo o Instituto. Além disso, essa medida é utilizada para
avaliar o grau de interação de um mesmo grupo social ava-
liando a interação entre pessoas de diversas origens, culturas,
idades e profissões.
Alguns fatores avaliados neste quesito são a taxa de mortali-
dade, a criminalidade, a saúde, desemprego, preço de proprie-
dades, além de alguns mais abstratos como índice de paz (au-
sência de violência), número de hospitais, trabalhadoras mu-
lheres, presença de terrorismo e desigualdade social.
Governança
Credita-se a este ponto tudo o
que possa promover o desen-
volvimento econômico de um
território, desde a produtivida-
de, novos negócios, sedes de
empresas, estímulo e fomento
ao empreendedorismo, Pro-
duto Interno Bruto e o tempo
necessário para se iniciar um
negócio.
O desenvolvimento sustentá-
vel de uma cidade pode ser
definido, de acordo com uma
definição utilizada pela ONU
em 1987, como o desenvolvi-
mento que supre as necessi-
dades do presente sem com-
prometer a capacidade das
gerações futuras também
suprirem as suas necessida-
des. Então, uma vez que uma
Cidade Inteligente também é
uma cidade sustentável, o
meio ambiente é um aspecto
importante e dentro dele são
analisados a emissão de gases
nocivos como o dióxido de
carbono e metano, a quanti-
dade de poluição e resíduos
sólidos, o percentual de partí-
culas no ar, acesso a água e o
clima futuro da cidade.
O ranking também avalia o
planejamento urbano das
cidades, que está intimamen-
te ligado à sustentabilidade.
Sua redução ou inexistência
afeta diretamente a qualidade
de vida da população. Aluguel
de bicicletas, acesso a sanea-
mento, número de pessoas
por domicílio, número de arra-
nha-céus e construções são
alguns dos tópicos avaliados.
Esse quesito mede o impacto
global de uma cidade. Seu
nome como marca e o reco-
nhecimento internacional que
possui são avaliados pelo
número de aeroportos, quan-
tidade de passageiros por
aeroporto, conferências e reu-
niões que são realizadas na
cidade e no número de hotéis.
Segundo o Instituto, o acesso
à tecnologia é um dos aspec-
tos mais decisivos sobre a
qualidade de vida da popula-
ção. Alguns dos pontos abor-
dados são o número de usuá-
rios presentes nas redes
sociais, o número de celulares,
pontos de Wi-fi, índice de ino-
vação e casas com acesso à
internet.
Economia Meio Ambiente
Planejamento Urbano
Conexões Internacionais
Tecnologia
POSSIBI
LIDADES
O próprio conceito de cidade inteligente já pressupõe diversas
possibilidades. Desde a utilização em grande escala da inter-
net das coisas (IoT) até a popularização de dispositivos e senso-
res que coletam, analisam, interpretam e distribuem dados
referentes à segurança, mobilidade urbana e outros quesitos
das smart cities.
Confira abaixo alguns dos âmbitos e setores que podem se
beneficiar e evidenciar a inteligência de uma cidade:
Iluminação Pública
O setor da iluminação pública é um dos mais ricos em possibili-
dades de aprimoramento para cidades inteligentes. Desde a
modernização das lâmpadas para LED até a aplicação da tele-
gestão, as luminárias são pontos estratégicos para a implanta-
ção da internet das coisas.
Telegestão
A telegestão é um sistema de gestão, monitoramento, con-
trole e coleta de dados, que alia hardware e software aco-
plados às luminárias em um dispositivo que substitui os
relés fotoelétricos utilizados atualmente. Ela permite o
agendamento do acendimento das lâmpadas e a sua
dimerização, que é o controle da intensidade conforme
necessário e/ou de acordo com a luminosidade da via. Isso
se traduz em economia de energia, maior durabilidade e
menos tempo de manutenção, além de uma melhor ilumi-
nação.
O grande trunfo da telegestão é o conjunto de possibilida-
des além da gestão da iluminação pública. Com ela, os
postes se transformam em pontos conectados em uma
rede e podem proporcionar conexão para o cidadão aces-
sar outros serviços do município como horário de ônibus,
sem gastar a sua franquia de dados.
Também por estarem em rede, os pontos podem se valer
do sistema de localização da telegestão para georreferen-
ciar, ou seja, tornar conhecidas em um sistema de referên-
cia as coordenadas de algo que se deseja localizar. Com
precisão de poucos metros, o georreferenciamento pode se
valer da tecnologia Bluetooth Low Energy (BLE) através de
tags para localizar animais, crianças e pessoas perdidas,
aumentando a segurança da cidade e até mesmo sensor
de estacionamento.
Esse mesmo sistema de localização pode ser usado para
saber o posicionamento em tempo real de veículos como
ônibus, viaturas policiais, ambulâncias, carros dos bombei-
ros e muito mais.
Monitoramento de vias
Várias cidades consideradas inteligentes do mundo já estão
investindo em sistemas de monitoramento por câmeras, princi-
palmente em áreas centrais. Isso, apesar de dividir opiniões,
pode ser muito eficaz na identificação de violações de trânsito,
de indivíduos que realizaram algum ato ilícito ou na localização
de pessoas.
Todas essas medidas aumentam a segurança da cidade, que é
um dos quesitos analisados para considerá-la inteligente.
Outro ponto nevrálgico nas cidades inteligentes é o destino
e o tratamento do lixo. Nas cidades inteligentes, com a
implantação de práticas como a coleta seletiva e a recicla-
gem, já há um aumento na conscientização ambiental dos
habitantes, na geração de renda e na sustentabilidade da
cidade.
Porém, só essa implantação não é suficiente para uma
cidade inteligente do século XXI. Atualmente, diversas pos-
sibilidades de modernizar e otimizar a coleta de lixo vêm
sendo testadas ao redor do mundo. Elas não só facilitam o
trabalho dos coletores como, em alguns casos, diminuem
ou dispensam o uso de caminhões de lixo.
Quase todas essas possibilidades podem ser supridas
também pelo uso de um sistema equivalente ao de tele-
gestão, em que sensores são colocados nos tambores de
lixo e coletam dados de quanto lixo existe para facilitar a
coleta. Outros sistemas inteligentes de armazenamento
incluem desde reservatórios subterrâneos embaixo das
lixeiras até cidades sem caminhões de lixo, onde os rejeitos
são transportados por “tubulações” no subterrâneo da
cidade até estações de tratamento.
Nas cidades inteligentes, um dos maiores focos é a sustenta-
bilidade. Portanto, soluções que preservam o meio ambiente
e conseguem diminuir os impactos causados são muito dese-
jáveis.
Uma das alternativas é o semáforo inteligente, também utili-
zando um dispositivo similar ao da telegestão. O sistema se
vale de sensores que detectam o fluxo de tráfego e controlam
os semáforos automaticamente de forma que as vias com
maior utilização tenham mais tempo de “sinal verde”.
Outro problema das grandes cidades é o fluxo de veículos,
principalmente nas regiões centrais, que buscam vagas de
estacionamento. Os automóveis circulam pelas mesmas ruas
diversas vezes em busca de algum lugar para deixar seu
veículo, o que só aumenta o trânsito no local e a poluição.
Através de sensores de estacionamento, por sistema também
similar ao da telegestão, o cidadão pode receber diretamente
em um aplicativo onde estão as vagas disponíveis, aliviando o
trânsito na região.
Tratamento de lixo Controle de trânsito
CONCLU
SÃO
Ao longo da leitura deste e-book você se familiarizou com o conceito de Smart
Cities, ou Cidades Inteligentes, que são as cidades que se utilizam da tecnologia e
conectividade para aumentar a infraestrutura e garantir uma maior qualidade de
vida para os seus cidadãos.
Para isso, foram abordados de forma didática os principais problemas que uma
cidade enfrenta hoje, desde a falta de planejamento e infraestrutura pública, até
a poluição e falta de segurança. Todos esses aspectos negativos são atenuados ou
eliminados quando se visa transformar a inteligência da cidade.
Entretanto, o processo de tornar uma cidade inteligente é contínuo e fluido, por
isso não deve ser tratado como uma “solução definitiva”. Apesar disso, as cidades
atuais têm todas as condições para se tornarem smart cities partindo dos princí-
pios dispostos neste e-book.
Desta forma, não somente a administração e gestão do município torna-se mais
fácil e organizada, mas a qualidade de vida dos cidadãos aumenta. Mas, principal-
mente, buscando a sustentabilidade, a eficiência energética (economia e fontes
alternativas) e o descarte ideal de nossos resíduos (voltado para redução, reutiliza-
ção e reciclagem) é que se consegue suprir as necessidades da nossa sociedade
atual e ainda prover para as gerações futuras.
SOBRE
A EXATI
O Grupo Exati fornece soluções tecnológicas a mais de 15 anos para os mais diver-
sos segmentos da sociedade. Através de softwares de gestão e otimização de pro-
cessos para empresas e cidades, a Exati atualmente é líder no segmento de siste-
mas de Gestão de Iluminação Pública e, através de um corpo de trabalhadores
altamente qualificado, consegue abranger outras áreas como a telegestão, cons-
trução civil, administração, saúde e meio ambiente, entregando soluções basea-
das em integração, otimização, economia e sustentabilidade.

Ebook iot-iluminacaopublica

  • 1.
  • 2.
    Nós da Exatigostaríamos de te dar as boas-vindas ao nosso e-book sobre cidades inteligentes, produzido e idealizado pelo nosso time. Com ele você poderá saber mais sobre o que são Smart Cities, quais são os fatores que tornam uma cidade inteligente e o que pesa na hora de dar esse título para as cidades. Nossos profissionais montaram este guia com o objetivo de transformar qualquer leitor em um conhecedor de todo o âmbito das cidades inteligentes. Desde as problemáticas que envolvem o cunho do termo e a elaboração do conceito de cidades inteligentes até o que você, individualmente pode fazer para transformar a sua cidade em uma mais sustentável, tecnológica e conectada. Venha conhecer mais sobre cada possibilidade de modernização das cidades, qual é o futuro, qual tecnologia já é realidade, e muito mais. Espero que tenha gostado até aqui. Tenha uma ótima leitura e até a próxima. Grupo Exati. OLÁ
  • 3.
  • 4.
    Ao longo doúltimo século, pode-se dizer que desde a revolu- ção industrial no final do século XIX, a migração para áreas urbanas vem se acentuando cada vez mais. A cada dia, milha- res de pessoas tentam mudar a sua perspectiva de vida mu- dando para regiões mais industrializadas e grandes centros urbanos. Seja em busca de novas oportunidades de empre- go, estudo ou maior acesso às facilidades da “cidade grande”. Outra situação que enfrentamos é o rápido crescimento populacional nessas mesmas metrópoles. A Organização das Nações Unidas (ONU) publicou um relatório que descreve a sua projeção demográfica para a população mundial. O número alto de 8,6 bilhões de habitantes até o ano de 2030 aumenta ainda mais o alerta para novas alternativas para diminuir o impacto desses aglomerados de indivíduos em espaços, muitas vezes, limitados das cidades. Estima-se que, atualmente, metade da população brasileira seja residente de centros urbanos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou o posicionamento da ONU ressaltando que praticamente todo o crescimento demográfico dos pró- ximos 30 anos se concentrará nas cidades e que, em 2030, seis de cada dez pessoas viverão nelas. Por um lado, a migração de pessoas para as cidades significa um maior desenvolvimento econômico dos centros, pelo menos em teoria. Entretanto, como consequência desse crescimento, se observará nas cidades uma degradação da saúde dos habitantes, tanto por problemas de poluição ou por doenças relacionadas ao estilo de vida e rotina. Além disso, a propagação de doenças contagiosas, aumento da violência, tráfego, acidentes de trânsito e problemas com infraestrutura em geral serão muito mais recorrentes e comuns. Rápido crescimento urbano e populacional A poluição nos centros urbanos tornou-se um dos problemas mais evidentes a serem enfrentados, principalmente no que se refere à qualidade de vida e saúde dos moradores. Grande inimiga da sustentabilidade urbana e do meio ambiente, a poluição decorrente do excesso de pessoas em uma determi- nada área pode comprometer as condições para as gerações futuras. Na cidade de São Paulo, por exemplo, há 20% mais chance de ocorrência de câncer de pulmão do que em locais com menos poluição atmosférica em decorrência dos excesso de carros, fábricas, edifícios e outros fatores. Aumento da Poluição Outro problema enfrentado pelas cidades é a deficiência da infraestrutura. Em função do acelerado êxodo rural, as cida- des, grandes ou pequenas, absorveram esse número elevado de pessoas sem acompanhar a demanda. Seja em emprego, moradia, saúde, educação, saneamento básico etc., a infraes- trutura urbana funciona como elemento de estrutura para fornecer os serviços primordiais à vida em sociedade. O excesso de pessoas causou um aumento das áreas periféri- cas das cidades, que não contam com iluminação, pavimenta- ção, energia elétrica, distribuição de água ou gás, rede telefô- nicas ou transporte adequado. Isso desencadeia uma série de problemas sociais como o aumento da desigualdade e da segregação, o que com a falta de educação de qualidade, torna-se um problema de segurança. Falta de InfraestruturaFalta de Infraestrutura
  • 5.
    Esses bairros marginalizadosdas principais cidades brasilei- ras respondem por cerca de 35% da população nacional e mais da metade das mortes é provocada por causas violen- tas. Por exemplo, em São Paulo e no Rio de Janeiro, 21% de todas as mortes têm causa em atos violentos. Segundo um estudo realizado pela ONU em 2014, o Brasil é responsável por 10% dos homicídios do mundo. Na América Latina, o país é o terceiro pior com uma taxa de 25 assassina- tos por 100 mil pessoas. Essa realidade é muito diferente da outra ponta do estudo com Mônaco e Liechtenstein apre- sentando taxa zero de homicídios. Em países da mesma estatura geográfica que o Brasil, nos EUA a taxa ficou em 3,8 por 100 mil habitantes, que ainda é uma taxa alta em compa- ração com os outros 15 países com maior Índice de Desenvol- vimento Urbano (IDH). Tudo que é planejado acaba saindo melhor, por conta da organização. Quando se fala sobre urbanismo não é diferen- te. A expressão Planejamento Urbano surgiu da língua ingle- sa e se refere ao exercício de planejar as cidades antes da sua construção. Acontece que, nas últimas décadas, com esse crescimento populacional acelerado, planejar as cidades para se adaptar às demandas do número de pessoas tornou- -se tarefa muito mais difícil. Com isso, o planejamento urbano começou a abranger também as modificações que as cidades teriam de fazer para suprir as necessidades dos seus habitantes. De forma susten- tável, econômica e cada vez com mais tecnologia integrando a vida da população, o planejamento urbano se torna cada vez mais a arte de adaptar uma cidade existente ao pensa- mento do século XXI. Falta de Segurança Outro aspecto afetado pelo excesso de pessoas nas cidades é a mobilidade urbana. Segundo pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o brasileiro passa em média quase 40 dias por ano no trânsito nas capitais, ou seja, em média duas horas e vinte e oito minutos por dia para se des- locar dentro da cidade. As alternativas como bicicletas, transporte público e rodízio de veículos ainda não surtiram o efeito desejado nas grandes cidades. Aliás, segundo o Sindipeças, a frota brasileira de veículos cresceu 1,2% nos últimos anos e o volume de veícu- los que circulam no país chegou a mais de 43 milhões. Outro impacto negativo desse maior fluxo de veículos são as vagas de estacionamento, que se tornam cada vez mais escassas e o tempo perdido em busca delas só tende a crescer, aumen- tando o trânsito e a emissão de gases poluentes. Mobilidade Urbana Deficiente Falta de Planejamento Urbano
  • 6.
    Esses bairros marginalizadosdas principais cidades brasileiras respon- dem por cerca de 35% da população nacional e mais da metade das mortes é provocada por causas violentas. Por exemplo, em São Paulo e no Rio de Janeiro, 21% de todas as mortes têm causa em atos violentos. Segundo um estudo realizado pela ONU em 2014, o Brasil é responsável por 10% dos homicídios do mundo. Na América Latina, o país é o terceiro pior com uma taxa de 25 assassina- tos por 100 mil pessoas. Essa realida- de é muito diferente da outra ponta do estudo com Mônaco e Liechtens- tein apresentando taxa zero de homicídios. Em países da mesma estatura geográfica que o Brasil, nos EUA a taxa ficou em 3,8 por 100 mil habitantes, que ainda é uma taxa alta em comparação com os outros 15 países com maior Índice de Desenvolvimento Urbano (IDH). Outro aspecto afetado pelo excesso de pessoas nas cidades é a mobilida- de urbana. Segundo pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o brasileiro passa em média quase 40 dias por ano no trânsito nas capitais, ou seja, em média duas horas e vinte e oito minutos por dia para se deslocar dentro da cidade. As alternativas como bicicletas, trans- porte público e rodízio de veículos ainda não surtiram o efeito desejado nas grandes cidades. Aliás, segundo o Sindipeças, a frota brasileira de veícu- los cresceu 1,2% nos últimos anos e o volume de veículos que circulam no país chegou a mais de 43 milhões. Outro impacto negativo desse maior fluxo de veículos são as vagas de esta- cionamento, que se tornam cada vez mais escassas e o tempo perdido em busca delas só tende a crescer, aumentando o trânsito e a emissão de gases poluentes. Tudo que é planejado acaba saindo melhor, por conta da organização. Quando se fala sobre urbanismo não é diferente. A expressão Planejamen- to Urbano surgiu da língua inglesa e se refere ao exercício de planejar as cidades antes da sua construção. Acontece que, nas últimas décadas, com esse crescimento populacional acelerado, planejar as cidades para se adaptar às demandas do número de pessoas tornou-se tarefa muito mais difícil. Com isso, o planejamento urbano começou a abranger também as modificações que as cidades teriam de fazer para suprir as necessidades dos seus habitantes. De forma sus- tentável, econômica e cada vez com mais tecnologia integrando a vida da população, o planejamento urbano se torna cada vez mais a arte de adaptar uma cidade existente ao pensamento do século XXI. Mobilidade Urbana Deficiente Falta de Segurança Falta de Planejamento Urbano
  • 7.
  • 8.
    O conceito deuma Smart City ou Cidade Inteligente, passa pelo uso da tecnologia como forma de melhorar a infraestrutura urbana para tornar as cidades mais eficientes em todos os aspectos e melhores para se viver. Basicamente, os aspectos tecnológicos de uma cidade inteligente são divididos em três frentes: Rede de objetos, veículos ou cons- truções que possui tecnologia incor- porada capaz de se comunicar com uma rede, coletar e transmitir dados. Na prática, a internet das coisas fun- ciona como forma de democratiza- ção das informações e do acesso, tornando a rotina das pessoas mais rápida, fácil e dinâmica, misturando inteligência ao meio e estimulando a criação de novos espaços, serviços e produtos. Big Data nada mais é do que analisar e interpretar volume e variedade grandes de dados. No âmbito das cidades, isso acontece por meio da coleta de informações por ferramen- tas big data e do encaminhamento desses dados brutos para bancos de dados, que cresçam rapidamente e aceitam diversos tipos de mídia. O Big Data é utilizado normalmente pelas empresas para analisar padrões de comportamento de usu- ário para antecipar as suas necessi- dades. É um sistema de gestão que utiliza dados coletados por smartphones ou outros dispositivos e sensores para ajudar na tomada de decisões estratégicas. Trabalhando em con- junto com os outros dois aspectos de uma cidade inteligente, a governan- ça algorítmica faz o papel da “ponta” final dessa tripartição, permitindo observar os resultados das coletas e análises de dados para tornar a deci- são final mais rápida e tangível. Então, em uma Cidade Inteligente, utiliza-se da tecnologia e da conectividade para coletar, analisar e interpretar dados, para então tomar decisões voltadas para tornar a cidade mais sustentável e melhorar a vida dos cidadãos. Big Data Governança Algorítmica Internet das coisas (IoT)
  • 9.
    Cities Motion Index CitiesMotion Index Capital Humano Coesão Social Mobilidade e Transporte As cidades do futuro devem se preocupar cada vez mais em facilitar o movimento através da cidade e o acesso aos serviços públicos. O que- sito mobilidade e transporte do ranking aborda temas como a infraestrutura volta- da à frota de veículos da cidade, o tráfego, presença e estado do metrô, voos che- gando e saindo da cidade, número de postos de com- bustível ou meios de loco- moção de alta tecnologia como trens-bala. É um termo usado para indi- car a eficiência e qualidade da intervenção do estado. A governança de um local está intimamente ligada ao estado das finanças públicas, ou seja, boa governança significa desenvolvimento. Alguns aspectos observados são as reservas financeiras da admi- nistração, número de embai- xadas, presença de centros de pesquisa, índices que medem corrupção, democracia, quan- tidade de prédios governa- mentais e a presença e atua- ção do governo digital. Para uma cidade ser considerada inteligente, existem diver- sas métricas criadas por várias empresas que realizam essas pesquisas. A mais aceita e conceituada mundialmente é a utilizada pelo Instituto de Estudos Superiores da Empresa ou IESE Business School, que é a escola de pós-graduação em Administração da Universidade de Navarra na Espanha. Já que não há apenas um critério para avaliar os municípios, visto que o próprio conceito de cidade inteligente pressupõe uma multiplicidade de características, foi criado um ranking para auxiliar na compreensão desses conceitos, o Cities Motion Index. Segundo ele, são nove os critérios para classificar as cidades como inteligentes e determinar seu nível de inteligência: O objetivo principal de cada cidade deve ser o aprimoramen- to do seu capital humano. Essa expressão significa o poten- cial de valor que cada indivíduo pode trazer para a sociedade em que está inserido. Um governo inteligente e atento deve sempre ser capaz de criar planos para aumentar a educação, promover a criatividade e a pesquisa. Alguns dos índices avaliados pelo IESE no quesito capital humano são justamente voltados à educação, como o número de escolas, ensino superior, movimentos estudantis; e à cultura como teatros, museus e o quanto é gasto em recreação. Coesão social é uma dimensão sociológica das cidades que pode ser definida como o grau de consenso entre os mem- bros de um grupo social ou como a percepção do sentimento de pertencimento a uma situação ou projeto em comum, segundo o Instituto. Além disso, essa medida é utilizada para avaliar o grau de interação de um mesmo grupo social ava- liando a interação entre pessoas de diversas origens, culturas, idades e profissões. Alguns fatores avaliados neste quesito são a taxa de mortali- dade, a criminalidade, a saúde, desemprego, preço de proprie- dades, além de alguns mais abstratos como índice de paz (au- sência de violência), número de hospitais, trabalhadoras mu- lheres, presença de terrorismo e desigualdade social. Governança
  • 10.
    Credita-se a esteponto tudo o que possa promover o desen- volvimento econômico de um território, desde a produtivida- de, novos negócios, sedes de empresas, estímulo e fomento ao empreendedorismo, Pro- duto Interno Bruto e o tempo necessário para se iniciar um negócio. O desenvolvimento sustentá- vel de uma cidade pode ser definido, de acordo com uma definição utilizada pela ONU em 1987, como o desenvolvi- mento que supre as necessi- dades do presente sem com- prometer a capacidade das gerações futuras também suprirem as suas necessida- des. Então, uma vez que uma Cidade Inteligente também é uma cidade sustentável, o meio ambiente é um aspecto importante e dentro dele são analisados a emissão de gases nocivos como o dióxido de carbono e metano, a quanti- dade de poluição e resíduos sólidos, o percentual de partí- culas no ar, acesso a água e o clima futuro da cidade. O ranking também avalia o planejamento urbano das cidades, que está intimamen- te ligado à sustentabilidade. Sua redução ou inexistência afeta diretamente a qualidade de vida da população. Aluguel de bicicletas, acesso a sanea- mento, número de pessoas por domicílio, número de arra- nha-céus e construções são alguns dos tópicos avaliados. Esse quesito mede o impacto global de uma cidade. Seu nome como marca e o reco- nhecimento internacional que possui são avaliados pelo número de aeroportos, quan- tidade de passageiros por aeroporto, conferências e reu- niões que são realizadas na cidade e no número de hotéis. Segundo o Instituto, o acesso à tecnologia é um dos aspec- tos mais decisivos sobre a qualidade de vida da popula- ção. Alguns dos pontos abor- dados são o número de usuá- rios presentes nas redes sociais, o número de celulares, pontos de Wi-fi, índice de ino- vação e casas com acesso à internet. Economia Meio Ambiente Planejamento Urbano Conexões Internacionais Tecnologia
  • 11.
  • 12.
    O próprio conceitode cidade inteligente já pressupõe diversas possibilidades. Desde a utilização em grande escala da inter- net das coisas (IoT) até a popularização de dispositivos e senso- res que coletam, analisam, interpretam e distribuem dados referentes à segurança, mobilidade urbana e outros quesitos das smart cities. Confira abaixo alguns dos âmbitos e setores que podem se beneficiar e evidenciar a inteligência de uma cidade: Iluminação Pública O setor da iluminação pública é um dos mais ricos em possibili- dades de aprimoramento para cidades inteligentes. Desde a modernização das lâmpadas para LED até a aplicação da tele- gestão, as luminárias são pontos estratégicos para a implanta- ção da internet das coisas. Telegestão A telegestão é um sistema de gestão, monitoramento, con- trole e coleta de dados, que alia hardware e software aco- plados às luminárias em um dispositivo que substitui os relés fotoelétricos utilizados atualmente. Ela permite o agendamento do acendimento das lâmpadas e a sua dimerização, que é o controle da intensidade conforme necessário e/ou de acordo com a luminosidade da via. Isso se traduz em economia de energia, maior durabilidade e menos tempo de manutenção, além de uma melhor ilumi- nação. O grande trunfo da telegestão é o conjunto de possibilida- des além da gestão da iluminação pública. Com ela, os postes se transformam em pontos conectados em uma rede e podem proporcionar conexão para o cidadão aces- sar outros serviços do município como horário de ônibus, sem gastar a sua franquia de dados. Também por estarem em rede, os pontos podem se valer do sistema de localização da telegestão para georreferen- ciar, ou seja, tornar conhecidas em um sistema de referên- cia as coordenadas de algo que se deseja localizar. Com precisão de poucos metros, o georreferenciamento pode se valer da tecnologia Bluetooth Low Energy (BLE) através de tags para localizar animais, crianças e pessoas perdidas, aumentando a segurança da cidade e até mesmo sensor de estacionamento. Esse mesmo sistema de localização pode ser usado para saber o posicionamento em tempo real de veículos como ônibus, viaturas policiais, ambulâncias, carros dos bombei- ros e muito mais. Monitoramento de vias Várias cidades consideradas inteligentes do mundo já estão investindo em sistemas de monitoramento por câmeras, princi- palmente em áreas centrais. Isso, apesar de dividir opiniões, pode ser muito eficaz na identificação de violações de trânsito, de indivíduos que realizaram algum ato ilícito ou na localização de pessoas. Todas essas medidas aumentam a segurança da cidade, que é um dos quesitos analisados para considerá-la inteligente.
  • 13.
    Outro ponto nevrálgiconas cidades inteligentes é o destino e o tratamento do lixo. Nas cidades inteligentes, com a implantação de práticas como a coleta seletiva e a recicla- gem, já há um aumento na conscientização ambiental dos habitantes, na geração de renda e na sustentabilidade da cidade. Porém, só essa implantação não é suficiente para uma cidade inteligente do século XXI. Atualmente, diversas pos- sibilidades de modernizar e otimizar a coleta de lixo vêm sendo testadas ao redor do mundo. Elas não só facilitam o trabalho dos coletores como, em alguns casos, diminuem ou dispensam o uso de caminhões de lixo. Quase todas essas possibilidades podem ser supridas também pelo uso de um sistema equivalente ao de tele- gestão, em que sensores são colocados nos tambores de lixo e coletam dados de quanto lixo existe para facilitar a coleta. Outros sistemas inteligentes de armazenamento incluem desde reservatórios subterrâneos embaixo das lixeiras até cidades sem caminhões de lixo, onde os rejeitos são transportados por “tubulações” no subterrâneo da cidade até estações de tratamento. Nas cidades inteligentes, um dos maiores focos é a sustenta- bilidade. Portanto, soluções que preservam o meio ambiente e conseguem diminuir os impactos causados são muito dese- jáveis. Uma das alternativas é o semáforo inteligente, também utili- zando um dispositivo similar ao da telegestão. O sistema se vale de sensores que detectam o fluxo de tráfego e controlam os semáforos automaticamente de forma que as vias com maior utilização tenham mais tempo de “sinal verde”. Outro problema das grandes cidades é o fluxo de veículos, principalmente nas regiões centrais, que buscam vagas de estacionamento. Os automóveis circulam pelas mesmas ruas diversas vezes em busca de algum lugar para deixar seu veículo, o que só aumenta o trânsito no local e a poluição. Através de sensores de estacionamento, por sistema também similar ao da telegestão, o cidadão pode receber diretamente em um aplicativo onde estão as vagas disponíveis, aliviando o trânsito na região. Tratamento de lixo Controle de trânsito
  • 14.
    CONCLU SÃO Ao longo daleitura deste e-book você se familiarizou com o conceito de Smart Cities, ou Cidades Inteligentes, que são as cidades que se utilizam da tecnologia e conectividade para aumentar a infraestrutura e garantir uma maior qualidade de vida para os seus cidadãos. Para isso, foram abordados de forma didática os principais problemas que uma cidade enfrenta hoje, desde a falta de planejamento e infraestrutura pública, até a poluição e falta de segurança. Todos esses aspectos negativos são atenuados ou eliminados quando se visa transformar a inteligência da cidade. Entretanto, o processo de tornar uma cidade inteligente é contínuo e fluido, por isso não deve ser tratado como uma “solução definitiva”. Apesar disso, as cidades atuais têm todas as condições para se tornarem smart cities partindo dos princí- pios dispostos neste e-book. Desta forma, não somente a administração e gestão do município torna-se mais fácil e organizada, mas a qualidade de vida dos cidadãos aumenta. Mas, principal- mente, buscando a sustentabilidade, a eficiência energética (economia e fontes alternativas) e o descarte ideal de nossos resíduos (voltado para redução, reutiliza- ção e reciclagem) é que se consegue suprir as necessidades da nossa sociedade atual e ainda prover para as gerações futuras.
  • 15.
    SOBRE A EXATI O GrupoExati fornece soluções tecnológicas a mais de 15 anos para os mais diver- sos segmentos da sociedade. Através de softwares de gestão e otimização de pro- cessos para empresas e cidades, a Exati atualmente é líder no segmento de siste- mas de Gestão de Iluminação Pública e, através de um corpo de trabalhadores altamente qualificado, consegue abranger outras áreas como a telegestão, cons- trução civil, administração, saúde e meio ambiente, entregando soluções basea- das em integração, otimização, economia e sustentabilidade.