MARKETING  DE  PROXIMIDADE  REAL
In Marketeer, Dez. 2007
www.dharmamarketing.org 1 -  PROXIMIDADE REAL: O MARKETING PARA ALÉM  DA PERCEPÇÃO 2 –  A MILENAR INFLUÊNCIA ORIENTAL
1 -  PROXIMIDADE REAL: O MARKETING PARA ALÉM  DA PERCEPÇÃO
No início da presente década Zohar e Marshall, dois professores da Universidade de Oxford (GB), completam o quadro geral da inteligência humana com o QEs (Quociente Espiritual), revelando a inteligência suprema do ser humano, o poder transformador do homem. O processo que deriva da Inteligência Espiritual une, integra e potencia o diálogo entre razão e emoção, indo mais longe, fornecendo um centro activo e outorgador de sentido, suportando a transformação ligada à sabedoria para lá da mente consciente, permitindo-nos mais do que a habilidade de seguir valores – a de criar a possibilidade de os ter. Igualmente, cento e noventa e nove países, entre os quais Portugal, ratificaram durante o ano de 2005 a Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos (UNESCO), afirmando que “a identidade de um indivíduo inclui dimensões biológicas, psicológicas, sociais, culturais e espirituais”. Como poderiam os  marketeers  ser indiferentes à mais intensa das dimensões humanas: a espiritualidade?
Na actualidade o indivíduo sente-se no mundo – não do mundo. Isto é, igualmente, o que acontece com aqueles que constituem o tecido relacional das empresas. O Dharma Marketing - marketing de proximidade real enaltece a sustentabilidade das condições de reciprocidade, de aceitação e das transformações em si próprias, projectando-as em todos os seus públicos relacionais. Dharma é para os budistas o que guia a mente, ou por outras palavras o que a precede. Pretende-se, no caso em mãos, estabelecer condições propícias para o homem que procura, em todas as relações, uma dimensão exclusiva/interior. Cabe pois ao Dharma Marketing aumentar a atracção, removendo os obstáculos mais íntimos, facilitando a interdependência aos que procuram o nexo que assiste à experiência empresarial. Apesar da riqueza material e do desenvolvimento tecnológico das organizações, falta algo estruturante à gestão actual.
No Dharma Marketing  aprofundamos a aproximação ao espaço da não-mente, a fase “inconsciente” da mente.  Assim,  no nosso modelo de trabalho  agimos ao nível do conflito psicológico anterior à vontade humana,  concentrando-nos, deste modo, no que é precedente à intencionalidade no homem,  ou seja,   anterior  às necessidades, aos desejos e às motivações .
O marketing tem vindo a evoluir na sua orientação, indo para além do produto, da venda, do mercado, do cliente,.. Assim, depois do marketing massificado, do marketing de segmentação, do marketing  one to one ,.., surge igualmente o marketing orientado para o  Ser.  Procura-se um impacto significativo nos negócios, ou, pelo menos, dar às suas competências conotações mais amplas, no que respeita à empatia que leva à fidelização, através de  benefícios (espirituais), transformadores de quem os produz, e consequentemente dos seus públicos relacionais. Este efeito introduz-nos num ambiente de elevada proximidade e confiança, garantindo relações mais transparentes, e consequentemente de maior prazo, aumentando o QEs (Quociente Espiritual) dos parceiros implicados.
No marketing de proximidade real a espiritualidade facilita a criação de uma imperceptível teia no entorno organizacional, pelo que o mundo das empresas deverá  ser visto como um todo, polarizando positivamente as referidas relações. Esta procura só poderá existir como resultado de uma permanente e efectiva dinâmica integrada e reciprocamente complementar, da evolução económica, humana, social, se obviamente acompanhada de mudanças ao nível espiritual. Estamos perante uma forma sustentada de revolução organizacional, já que passamos a perceber a realidade empresarial, do ponto de vista do paradigma quântico, tendo em conta a capacidade da consciência de todos os implicados na criação da realidade. Já anteriormente  Jung  teria dado a sua contribuição para este entendimento ao apresentar a sua teoria da  sincronicidade  e do  inconsciente colectivo . Contudo, é na verdadeira origem destas ideias que vamos buscar a influência decisiva para o marketing de proximidade real. Referimo-nos ao budismo original e ao milenar conceito de interdependência.
In Just Leader, Julho 2006
 
2 – A MILENAR INFLUÊNCIA ORIENTAL
A sintonia com o princípio transcendente e transpessoal proporcionado pelo Dharma Marketing é um diferencial não espontâneo, a ser conquistado e desenvolvido tendo por base estratégias desenhadas exclusivamente para as empresas, visando o incremento da Inteligência Espiritual. O primeiro passo a dar neste sentido será o de contratar recursos humanos com base em  critérios inclusivos . Igualmente, cumpre às empresas apostar numa formação complementar em  mind-sets , ou seja, em  técnicas (adaptadas à realidade das empresas) que vão para além do discurso, visando a introdução da atenção  plena na consciência organizacional, bem como no auto-conhecimento . Exemplos dessas técnicas são a  Meditação Therevada  e a  Zen-budista de Thich Nhât Hanh,  na busca de um estado de consciência que propicia a auto-compreensão  e a paz interior; as práticas de refinamento espiritual do  Seishin no Jutsu,  que literalmente constituem a arte do espírito; a união com o todo do  Ketsugo ; a arte da concentração do  Mokuso no Jutsu ; a arte da estratégia do  Heiho;  a arte da liderança do  Doshu no Jutsu .   Não poderíamos deixar de referir a importância de alguns dos ensinamentos da arte do  Arco Zen  e do  Raja Yoga.   
O budismo e o marketing, encontram-se na sua intenção, numa mesma linha de propósito, onde o primeiro procura patrocinar a cessação do sofrimento e o segundo elevar a satisfação dos seus públicos relacionais. Claro que do ponto de vista  dos modelos de acção existe uma enorme dispersão de métodos. Na gestão estas mudanças reflectem-se na busca do entendimento pacificador e profundo de sentido na transformação pessoal. Alguns exemplos práticos serão a liderança ao serviço – o gestor servidor inspirado pela gratidão, a humildade, o servir como a verdadeira natureza do ser; um elevado grau de consciência de si mesmo; a reacção ao Eu mais profundo; o uso e a transcendência das dificuldades; o ser espiritualmente inteligente; o aceitar a incerteza e a mudança como princípio da inspiração criadora; a espontaneidade profunda e responsável; o activismo comunitário,   etc..
Em jeito de conclusão  chamo à atenção para o facto destas propostas não significarem a perda do rigor intelectual ou a reverência crédula, despojada de sentido crítico, infelizmente tão comuns nos nossos dias, em especial quando falamos em espiritualidade.
RESPONSABILIDADE INCONDICIONAL DAS EMPRESAS A liderança visionária propícia a mais elevada dimensão ética, abrindo espaço para novas competências a transformação integral, potenciando novos saberes inclusivos. A espiritualidade, assim como o próprio marketing relacional, facilita a criação de uma imperceptível teia organizacional no seu entorno, pelo que o mundo das empresas passará a ser visto como um todo, polarizando positivamente as relações entre públicos.  A Responsabilidade Incondicional afirma a espiritualidade em contexto organizacional.
PAULO VIEIRA DE CASTRO É o mentor do modelo Dharma Marketing. Consultor externo, professor do ensino superior ao nível graduado e pós graduado na área da Gestão e do Marketing.  Mail:     [email_address] Mail:     [email_address] Live Messenger: [email_address] Tlf.:       225366351 Fax.:     225373249 URL.:  www.dharmamarketing.org URL.:  www.paulovieiradecastro.com

Dharma Marketing

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    MARKETING DE PROXIMIDADE REAL
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    1 - PROXIMIDADE REAL: O MARKETING PARA ALÉM  DA PERCEPÇÃO
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    No início dapresente década Zohar e Marshall, dois professores da Universidade de Oxford (GB), completam o quadro geral da inteligência humana com o QEs (Quociente Espiritual), revelando a inteligência suprema do ser humano, o poder transformador do homem. O processo que deriva da Inteligência Espiritual une, integra e potencia o diálogo entre razão e emoção, indo mais longe, fornecendo um centro activo e outorgador de sentido, suportando a transformação ligada à sabedoria para lá da mente consciente, permitindo-nos mais do que a habilidade de seguir valores – a de criar a possibilidade de os ter. Igualmente, cento e noventa e nove países, entre os quais Portugal, ratificaram durante o ano de 2005 a Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos (UNESCO), afirmando que “a identidade de um indivíduo inclui dimensões biológicas, psicológicas, sociais, culturais e espirituais”. Como poderiam os marketeers ser indiferentes à mais intensa das dimensões humanas: a espiritualidade?
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    Na actualidade oindivíduo sente-se no mundo – não do mundo. Isto é, igualmente, o que acontece com aqueles que constituem o tecido relacional das empresas. O Dharma Marketing - marketing de proximidade real enaltece a sustentabilidade das condições de reciprocidade, de aceitação e das transformações em si próprias, projectando-as em todos os seus públicos relacionais. Dharma é para os budistas o que guia a mente, ou por outras palavras o que a precede. Pretende-se, no caso em mãos, estabelecer condições propícias para o homem que procura, em todas as relações, uma dimensão exclusiva/interior. Cabe pois ao Dharma Marketing aumentar a atracção, removendo os obstáculos mais íntimos, facilitando a interdependência aos que procuram o nexo que assiste à experiência empresarial. Apesar da riqueza material e do desenvolvimento tecnológico das organizações, falta algo estruturante à gestão actual.
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    No Dharma Marketing aprofundamos a aproximação ao espaço da não-mente, a fase “inconsciente” da mente. Assim,  no nosso modelo de trabalho agimos ao nível do conflito psicológico anterior à vontade humana, concentrando-nos, deste modo, no que é precedente à intencionalidade no homem, ou seja, anterior  às necessidades, aos desejos e às motivações .
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    O marketing temvindo a evoluir na sua orientação, indo para além do produto, da venda, do mercado, do cliente,.. Assim, depois do marketing massificado, do marketing de segmentação, do marketing one to one ,.., surge igualmente o marketing orientado para o Ser. Procura-se um impacto significativo nos negócios, ou, pelo menos, dar às suas competências conotações mais amplas, no que respeita à empatia que leva à fidelização, através de  benefícios (espirituais), transformadores de quem os produz, e consequentemente dos seus públicos relacionais. Este efeito introduz-nos num ambiente de elevada proximidade e confiança, garantindo relações mais transparentes, e consequentemente de maior prazo, aumentando o QEs (Quociente Espiritual) dos parceiros implicados.
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    No marketing deproximidade real a espiritualidade facilita a criação de uma imperceptível teia no entorno organizacional, pelo que o mundo das empresas deverá  ser visto como um todo, polarizando positivamente as referidas relações. Esta procura só poderá existir como resultado de uma permanente e efectiva dinâmica integrada e reciprocamente complementar, da evolução económica, humana, social, se obviamente acompanhada de mudanças ao nível espiritual. Estamos perante uma forma sustentada de revolução organizacional, já que passamos a perceber a realidade empresarial, do ponto de vista do paradigma quântico, tendo em conta a capacidade da consciência de todos os implicados na criação da realidade. Já anteriormente Jung teria dado a sua contribuição para este entendimento ao apresentar a sua teoria da sincronicidade e do inconsciente colectivo . Contudo, é na verdadeira origem destas ideias que vamos buscar a influência decisiva para o marketing de proximidade real. Referimo-nos ao budismo original e ao milenar conceito de interdependência.
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    A sintonia como princípio transcendente e transpessoal proporcionado pelo Dharma Marketing é um diferencial não espontâneo, a ser conquistado e desenvolvido tendo por base estratégias desenhadas exclusivamente para as empresas, visando o incremento da Inteligência Espiritual. O primeiro passo a dar neste sentido será o de contratar recursos humanos com base em critérios inclusivos . Igualmente, cumpre às empresas apostar numa formação complementar em mind-sets , ou seja, em técnicas (adaptadas à realidade das empresas) que vão para além do discurso, visando a introdução da atenção  plena na consciência organizacional, bem como no auto-conhecimento . Exemplos dessas técnicas são a Meditação Therevada e a Zen-budista de Thich Nhât Hanh, na busca de um estado de consciência que propicia a auto-compreensão  e a paz interior; as práticas de refinamento espiritual do Seishin no Jutsu, que literalmente constituem a arte do espírito; a união com o todo do Ketsugo ; a arte da concentração do Mokuso no Jutsu ; a arte da estratégia do Heiho; a arte da liderança do Doshu no Jutsu .   Não poderíamos deixar de referir a importância de alguns dos ensinamentos da arte do Arco Zen e do Raja Yoga.  
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    O budismo eo marketing, encontram-se na sua intenção, numa mesma linha de propósito, onde o primeiro procura patrocinar a cessação do sofrimento e o segundo elevar a satisfação dos seus públicos relacionais. Claro que do ponto de vista  dos modelos de acção existe uma enorme dispersão de métodos. Na gestão estas mudanças reflectem-se na busca do entendimento pacificador e profundo de sentido na transformação pessoal. Alguns exemplos práticos serão a liderança ao serviço – o gestor servidor inspirado pela gratidão, a humildade, o servir como a verdadeira natureza do ser; um elevado grau de consciência de si mesmo; a reacção ao Eu mais profundo; o uso e a transcendência das dificuldades; o ser espiritualmente inteligente; o aceitar a incerteza e a mudança como princípio da inspiração criadora; a espontaneidade profunda e responsável; o activismo comunitário,   etc..
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    Em jeito deconclusão chamo à atenção para o facto destas propostas não significarem a perda do rigor intelectual ou a reverência crédula, despojada de sentido crítico, infelizmente tão comuns nos nossos dias, em especial quando falamos em espiritualidade.
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    RESPONSABILIDADE INCONDICIONAL DASEMPRESAS A liderança visionária propícia a mais elevada dimensão ética, abrindo espaço para novas competências a transformação integral, potenciando novos saberes inclusivos. A espiritualidade, assim como o próprio marketing relacional, facilita a criação de uma imperceptível teia organizacional no seu entorno, pelo que o mundo das empresas passará a ser visto como um todo, polarizando positivamente as relações entre públicos. A Responsabilidade Incondicional afirma a espiritualidade em contexto organizacional.
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    PAULO VIEIRA DECASTRO É o mentor do modelo Dharma Marketing. Consultor externo, professor do ensino superior ao nível graduado e pós graduado na área da Gestão e do Marketing. Mail:    [email_address] Mail:    [email_address] Live Messenger: [email_address] Tlf.:      225366351 Fax.:    225373249 URL.: www.dharmamarketing.org URL.: www.paulovieiradecastro.com