Descartes
• Fundador da filosofia moderna;
• Profundamente afetado pela nova física e pela
nova astronomia;
• Não aceita os alicerces dos seus antecessores;
• Procurou começar a filosofia do “zero”, isto é,
construir um edifício filosófico
completamente novo.
• Ponto inicial da filosofia cartesiana: dúvida
metódica;
• Objetivo da dúvida: encontrar uma base firme
para a filosofia, isto é, uma verdade, uma
“ideia clara e distinta”.
“Todas as coisas que conhecemos muito clara e
distintamente são verdadeiras”.
Descartes
• Dúvida
– Em um primeiro momento, Descartes duvida dos
sentidos, posto que o mundo dado por estes
podem ser tanto fruto do sonho, quanto da
loucura.
• Dúvida
– Em um segundo momento, Descartes duvida das
verdades abstratas e para isso elabora a hipótese
do gênio enganador.
– A hipótese do gênio enganador tem o propósito
de tornar incertos os conhecimentos humanos
mais seguros, como seria o caso das verdades
matemáticas.
A hipótese do gênio enganador
“Ora, quem me poderá assegurar que Deus não tenha feito com que
não haja nenhuma terra, nenhum céu, nenhum corpo extenso,
nenhuma figura, nenhuma grandeza, nenhum lugar e que, não
obstante, eu tenha os sentimentos de todas essas coisas e que tudo
isso não me pareça existir de maneira diferente do que vejo? […] pode
ocorrer que Deus tenha desejado que eu me engane todas as vezes
em que faço a adição de dois mais três, ou que enumero os lados de
um quadrado, ou que julgo alguma coisa ainda mais fácil, se é que se
pode imaginar algo mais fácil do que isso. [...]
Suporei, pois, que há não um verdadeiro Deus, que é a soberana fonte
da verdade, mas certo gênio maligno, não menos ardiloso e enganador
do que poderoso, que empregou toda a sua indústria em enganar-
me.”
Decartes. Meditações metafísicas.
Primeira verdade ou “ideia clara e distinta”
encontrada e examinada por Descartes: o
cógito.
O cógito: “Penso, logo existo”
• Âmago da teoria do conhecimento de
Descartes;
• Torna a mente mais certa que a matéria.
Através do cógito o pensamento passa a ser
concebido como a essência da mente, e o
“EU” torna-se o fundamento para a
construção do novo edifício filosófico.
• Segunda ideia clara e distinta examinada por
Descartes: a ideia de Deus.
• Prova da existência de Deus:
– A ideia de Deus é a ideia de um ser perfeito;
– Se um ser é perfeito, ele deve ter a perfeição da
existência, caso contrário lhe faltaria algo para ser
perfeito.
– Logo, Deus possui existência independente do
pensamento da coisa pensante que é imperfeita.
O mundo material
• A existência de Deus garante que os objetos
pensados sejam reais. Contudo, só uma ideia
referente aos objetos do mundo externo é clara e
distinta: a ideia de extensão.
• Para Descartes, “a extensão em comprimento ,
largura e profundidade constitui a essência das
coisas corpóreas”. Daí que as coisas materiais
sejam chamadas por ele de “coisa extensa”.
DUALISMO CARTESIANO
• Consequência da filosofia cartesiana:
dualismo corpo-consciência.
O ser humano é um ser duplo, composto de
duas substâncias: a pensante e a extensa.

Descartes.ppt...........................

  • 1.
  • 2.
    • Fundador dafilosofia moderna; • Profundamente afetado pela nova física e pela nova astronomia; • Não aceita os alicerces dos seus antecessores; • Procurou começar a filosofia do “zero”, isto é, construir um edifício filosófico completamente novo.
  • 3.
    • Ponto inicialda filosofia cartesiana: dúvida metódica; • Objetivo da dúvida: encontrar uma base firme para a filosofia, isto é, uma verdade, uma “ideia clara e distinta”. “Todas as coisas que conhecemos muito clara e distintamente são verdadeiras”. Descartes
  • 4.
    • Dúvida – Emum primeiro momento, Descartes duvida dos sentidos, posto que o mundo dado por estes podem ser tanto fruto do sonho, quanto da loucura.
  • 5.
    • Dúvida – Emum segundo momento, Descartes duvida das verdades abstratas e para isso elabora a hipótese do gênio enganador. – A hipótese do gênio enganador tem o propósito de tornar incertos os conhecimentos humanos mais seguros, como seria o caso das verdades matemáticas.
  • 6.
    A hipótese dogênio enganador “Ora, quem me poderá assegurar que Deus não tenha feito com que não haja nenhuma terra, nenhum céu, nenhum corpo extenso, nenhuma figura, nenhuma grandeza, nenhum lugar e que, não obstante, eu tenha os sentimentos de todas essas coisas e que tudo isso não me pareça existir de maneira diferente do que vejo? […] pode ocorrer que Deus tenha desejado que eu me engane todas as vezes em que faço a adição de dois mais três, ou que enumero os lados de um quadrado, ou que julgo alguma coisa ainda mais fácil, se é que se pode imaginar algo mais fácil do que isso. [...] Suporei, pois, que há não um verdadeiro Deus, que é a soberana fonte da verdade, mas certo gênio maligno, não menos ardiloso e enganador do que poderoso, que empregou toda a sua indústria em enganar- me.” Decartes. Meditações metafísicas.
  • 7.
    Primeira verdade ou“ideia clara e distinta” encontrada e examinada por Descartes: o cógito.
  • 8.
    O cógito: “Penso,logo existo” • Âmago da teoria do conhecimento de Descartes; • Torna a mente mais certa que a matéria. Através do cógito o pensamento passa a ser concebido como a essência da mente, e o “EU” torna-se o fundamento para a construção do novo edifício filosófico.
  • 9.
    • Segunda ideiaclara e distinta examinada por Descartes: a ideia de Deus. • Prova da existência de Deus: – A ideia de Deus é a ideia de um ser perfeito; – Se um ser é perfeito, ele deve ter a perfeição da existência, caso contrário lhe faltaria algo para ser perfeito. – Logo, Deus possui existência independente do pensamento da coisa pensante que é imperfeita.
  • 10.
    O mundo material •A existência de Deus garante que os objetos pensados sejam reais. Contudo, só uma ideia referente aos objetos do mundo externo é clara e distinta: a ideia de extensão. • Para Descartes, “a extensão em comprimento , largura e profundidade constitui a essência das coisas corpóreas”. Daí que as coisas materiais sejam chamadas por ele de “coisa extensa”.
  • 11.
    DUALISMO CARTESIANO • Consequênciada filosofia cartesiana: dualismo corpo-consciência. O ser humano é um ser duplo, composto de duas substâncias: a pensante e a extensa.