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IV - O conhecimento e a racionalidade científica e tecnológica 1.2. Análise comparativa de duas teorias explicativas do conhecimento O racionalismo de Descartes “ Cogito, ergo sum ”  (Penso, logo existo) René Descartes (1596-1650) Prof. Joaquim Melro
Prólogo “ Não há nada no mundo que esteja melhor repartido do que a razão (…)”.
 René Descartes
O Racionalismo cartesiano O projecto filosófico de Descartes: A busca de fundamentos  “ Notei, há alguns anos já, que, tendo recebido desde a mais tenra idade tantas coisas falsas por verdadeiras, e sendo tão duvidoso tudo o que depois sobre elas fundei, tinha de deitar abaixo tudo, inteiramente, por uma vez na minha vida, e começar, de novo, desde os primeiros fundamentos, se quisesse estabelecer algo de seguro e duradoiro nas ciências” (Descartes, 1997, p.105). “ E para que este conhecimento assim possa ser, torna-se necessário deduzi-lo das primeiras causas, de tal modo que, para conseguir adquiri-lo (…) cumpre começar pela pesquisa das primeiras causas, ou seja dos princípios. Estes devem obedecer a duas condições: uma é que se tornem tão claros e evidentes que ao espírito (…) não seja permitido duvidar da sua verdade (…); a outra é que seja deles que dependa  o conhecimento das outras coisas, de maneira que não possam ser conhecidas sem elas  (Descartes, 1987, p. 29).
O Racionalismo cartesiano Carácter voluntário  , metódico, catártico e hiperbólico da dúvida cartesiana. “ Mas, porque agora desejava dedicar-me apenas à procura da verdade, pensei que era forçoso que eu (…) rejeitasse, como absolutamente falso, tudo aquilo em que pudesse imaginar  e menor dúvida, a fim de ver se, depois disso, não ficaria alguma coisa na minha crença, que fosse inteiramente indubitável” ( Descartes, 1999, p. 73). “ (…) porque a razão me persuade logo não devo menos cuidadosamente coibir-me de dar o meu assentimento às coisas que não são plenamente certas e indubitáveis do que às abertamente falsas, para rejeitá-las todas basta que se me depare em uma delas qualquer razão de dúvida” (Descartes, 1997,  p.106). “ Desfazer-se das ideias, destruir em si as crenças: Não é também  libertar-se  delas? E submete-las ao julgamento da razão não é afirmar (…) a soberania absoluta desta? Ora, é esse o método e o remédio cartesiano. O método, ou seja, a via que conduz à verdade. E o remédio que nos cura da indecisão da dúvida” (Koyré, 1988, p. 44). A dúvida cartesiana
O Racionalismo cartesiano Objecto e natureza da dúvida cartesiana Os sentidos  “ Sem dúvida, tudo aquilo que até ao presente admiti como maximamente verdadeiro  foi dos sentidos ou por meio dos sentidos que o recebi.Porém descobri que eles por vezes nos enganam, e é de prudência nunca confiar totalmente naqueles que, mesmo uma só vez nos enganaram” (Descartes, 1997, p. 107). Os objectos exteriores – o sonho e a vigília “ Com efeito, quantas vezes me acontece que, durante o repouso nocturno, me deixo persuadir de coisas tão habituais como que estou aqui, com o roupão vestido, sentado à lareira, quando, todavia, estou estendido na cama e despido” (Descartes, 1997, p.108). A hipótese de um Deus (Génio)  Maligno “ Todavia, está gravada no meu espírito uma velha crença, segundo a qual existe um deus que tudo pode e pelo qual foi criado tal como existo. Mas quem me garante que ele não procedeu de modo que não houvesse nem terra, nem céu…, e, que, no entanto, tudo isto me parecesse existir tal como agora?” (Descartes, 1997, p.110). A dúvida cartesiana
O Racionalismo cartesiano O cogito: como princípio fundante do saber “ Mas, logo a seguir, notei que, enquanto assim  queria pensar que tudo era falso, era de todo necessário que eu, que o pensava, fosse alguma coisa. E notando que esta verdade:  eu penso, logo, existo , [ cogito, ergo sum ] era tão firme e tão certa que todas as extravagantes suposições dos cépticos não eram capazes de a abalar, julguei que podia aceitar, sem escrúpulo, para primeiro princípio da filosofia que procurava” (Descartes, 1989, p.74). “ Justamente porque  pensava ao duvidar da verdade das outras coisas, seguia-se muito evidentemente e muito certamente que eu existia; ao passo que se deixasse somente de pensar, ainda que tudo o que tinha imaginado fosse verdadeiro, não teria razão alguma para crer que eu existisse” (Descartes, 1989, p.74). “ O  cogito  possui o primeiro carácter dos ‘princípios’: ser tão evidente que o espírito humano  não possa duvidar da sua verdade (…); mas terá o segundo, a saber ‘que seja deles que depende o conhecimento das outras coisas” (Rodis-Lewis, 1978, p. 31). Da dúvida ao  cogito
O Racionalismo cartesiano Eu sou uma  res cogitans : As ideias segundo Descartes "Entre essas ideias, umas parecem-me nascidas comigo, enquanto outras parecem estranhas e originárias de fora e outras ainda, feitas e inventadas por mim mesmo"   (Descartes (s/d)  Meditations Metaphisiques , 3, p. 45). I  d  e  i  a  s  Adventícias Factícias ou combinatórias Inatas Têm origem nos sentidos (exteriores) Têm origem na imaginação Têm origem na razão  e nasceram connosco  São confusas e enganadoras São confusas e enganadoras  São claras e distintas São falsas São falsas São verdadeiras
“ Descartes vai ter ainda de acrescentar um outro pilar (…) sem o qual nunca poderia garantir de que não está enganado quando concebe algo clara e distintamente: esse pilar é Deus” (Almeida, et al. , 2004, p.123). “ Em seguida, reflectindo sobre o facto de duvidar, constatei (…) que o meu ser não era completamente perfeito, pois via claramente que saber era uma perfeição maior do que duvidar” (Descartes, 1999, p. 34). “ Deus acaba por ser a verdadeira ‘raiz  da árvore de saber” porque só a sua veracidade garante a verdade dos conhecimentos que o sujeito pensante (…) vai construindo” (Rodrigues, Sameiro,  & Nunes,  2004, p. 214). Logo que o homem esteja seguro da existência de um Ser Perfeito (…) infinitamente sábio e bom, o fantasma da sua dúvida hiperbólica perde toda a sua eficácia e razão de ser. Porque se tudo quanto existe em nós vem de Deus, causa universal, então as ideias claras e distintas estão garantidas pela veracidade divina” (Marnoto, Ferreira, & Garrão, 1988, p.235) O Racionalismo cartesiano Do  cogito  à  res infinita : Deus como garante da verdade
Epílogo  “ Não basta termos um bom espírito, o mais importante é aplicá-lo bem”.  René Descartes
Referências Bibliográficas Almeida, A. , Teixeira, C., Murcho, D. , Mateus, P. & Galvão, P. (2004).  A arte de pensar - 11º ano . Lisboa: Plátano Editora. Descartes, R. (1987).  Princípios da Filosofia . Porto: Porto Editora Descartes, R. (1989) . Discurso do método . Lisboa: Ed. Sá da Costa.  Descartes, R. (1997).  Meditações sobre a filosofia primeira . Coimbra: Almedina. Koyré, A. (1988).  Considerações sobre Descartes . Lisboa: Editorial Presença. Marnoto, I., Ferreira, L. & Garrão, M. (1988).  Filosofia- 11º . Lisboa: T e xto Editora. Rodis-Lewis, G. (1996).  Descartes . Lisboa: Instituto Piaget. Rodrigues, L., Sameiro, J. & Nunes, A. (2004).  Filosofia 11º Ano . Lisboa: Plátano. E d itora.

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O racionalismo cartesiano

  • 1. IV - O conhecimento e a racionalidade científica e tecnológica 1.2. Análise comparativa de duas teorias explicativas do conhecimento O racionalismo de Descartes “ Cogito, ergo sum ” (Penso, logo existo) René Descartes (1596-1650) Prof. Joaquim Melro
  • 2. Prólogo “ Não há nada no mundo que esteja melhor repartido do que a razão (…)”.
 René Descartes
  • 3. O Racionalismo cartesiano O projecto filosófico de Descartes: A busca de fundamentos “ Notei, há alguns anos já, que, tendo recebido desde a mais tenra idade tantas coisas falsas por verdadeiras, e sendo tão duvidoso tudo o que depois sobre elas fundei, tinha de deitar abaixo tudo, inteiramente, por uma vez na minha vida, e começar, de novo, desde os primeiros fundamentos, se quisesse estabelecer algo de seguro e duradoiro nas ciências” (Descartes, 1997, p.105). “ E para que este conhecimento assim possa ser, torna-se necessário deduzi-lo das primeiras causas, de tal modo que, para conseguir adquiri-lo (…) cumpre começar pela pesquisa das primeiras causas, ou seja dos princípios. Estes devem obedecer a duas condições: uma é que se tornem tão claros e evidentes que ao espírito (…) não seja permitido duvidar da sua verdade (…); a outra é que seja deles que dependa o conhecimento das outras coisas, de maneira que não possam ser conhecidas sem elas (Descartes, 1987, p. 29).
  • 4. O Racionalismo cartesiano Carácter voluntário , metódico, catártico e hiperbólico da dúvida cartesiana. “ Mas, porque agora desejava dedicar-me apenas à procura da verdade, pensei que era forçoso que eu (…) rejeitasse, como absolutamente falso, tudo aquilo em que pudesse imaginar e menor dúvida, a fim de ver se, depois disso, não ficaria alguma coisa na minha crença, que fosse inteiramente indubitável” ( Descartes, 1999, p. 73). “ (…) porque a razão me persuade logo não devo menos cuidadosamente coibir-me de dar o meu assentimento às coisas que não são plenamente certas e indubitáveis do que às abertamente falsas, para rejeitá-las todas basta que se me depare em uma delas qualquer razão de dúvida” (Descartes, 1997, p.106). “ Desfazer-se das ideias, destruir em si as crenças: Não é também libertar-se delas? E submete-las ao julgamento da razão não é afirmar (…) a soberania absoluta desta? Ora, é esse o método e o remédio cartesiano. O método, ou seja, a via que conduz à verdade. E o remédio que nos cura da indecisão da dúvida” (Koyré, 1988, p. 44). A dúvida cartesiana
  • 5. O Racionalismo cartesiano Objecto e natureza da dúvida cartesiana Os sentidos “ Sem dúvida, tudo aquilo que até ao presente admiti como maximamente verdadeiro foi dos sentidos ou por meio dos sentidos que o recebi.Porém descobri que eles por vezes nos enganam, e é de prudência nunca confiar totalmente naqueles que, mesmo uma só vez nos enganaram” (Descartes, 1997, p. 107). Os objectos exteriores – o sonho e a vigília “ Com efeito, quantas vezes me acontece que, durante o repouso nocturno, me deixo persuadir de coisas tão habituais como que estou aqui, com o roupão vestido, sentado à lareira, quando, todavia, estou estendido na cama e despido” (Descartes, 1997, p.108). A hipótese de um Deus (Génio) Maligno “ Todavia, está gravada no meu espírito uma velha crença, segundo a qual existe um deus que tudo pode e pelo qual foi criado tal como existo. Mas quem me garante que ele não procedeu de modo que não houvesse nem terra, nem céu…, e, que, no entanto, tudo isto me parecesse existir tal como agora?” (Descartes, 1997, p.110). A dúvida cartesiana
  • 6. O Racionalismo cartesiano O cogito: como princípio fundante do saber “ Mas, logo a seguir, notei que, enquanto assim queria pensar que tudo era falso, era de todo necessário que eu, que o pensava, fosse alguma coisa. E notando que esta verdade: eu penso, logo, existo , [ cogito, ergo sum ] era tão firme e tão certa que todas as extravagantes suposições dos cépticos não eram capazes de a abalar, julguei que podia aceitar, sem escrúpulo, para primeiro princípio da filosofia que procurava” (Descartes, 1989, p.74). “ Justamente porque pensava ao duvidar da verdade das outras coisas, seguia-se muito evidentemente e muito certamente que eu existia; ao passo que se deixasse somente de pensar, ainda que tudo o que tinha imaginado fosse verdadeiro, não teria razão alguma para crer que eu existisse” (Descartes, 1989, p.74). “ O cogito possui o primeiro carácter dos ‘princípios’: ser tão evidente que o espírito humano não possa duvidar da sua verdade (…); mas terá o segundo, a saber ‘que seja deles que depende o conhecimento das outras coisas” (Rodis-Lewis, 1978, p. 31). Da dúvida ao cogito
  • 7. O Racionalismo cartesiano Eu sou uma res cogitans : As ideias segundo Descartes "Entre essas ideias, umas parecem-me nascidas comigo, enquanto outras parecem estranhas e originárias de fora e outras ainda, feitas e inventadas por mim mesmo" (Descartes (s/d) Meditations Metaphisiques , 3, p. 45). I d e i a s Adventícias Factícias ou combinatórias Inatas Têm origem nos sentidos (exteriores) Têm origem na imaginação Têm origem na razão e nasceram connosco São confusas e enganadoras São confusas e enganadoras São claras e distintas São falsas São falsas São verdadeiras
  • 8. “ Descartes vai ter ainda de acrescentar um outro pilar (…) sem o qual nunca poderia garantir de que não está enganado quando concebe algo clara e distintamente: esse pilar é Deus” (Almeida, et al. , 2004, p.123). “ Em seguida, reflectindo sobre o facto de duvidar, constatei (…) que o meu ser não era completamente perfeito, pois via claramente que saber era uma perfeição maior do que duvidar” (Descartes, 1999, p. 34). “ Deus acaba por ser a verdadeira ‘raiz da árvore de saber” porque só a sua veracidade garante a verdade dos conhecimentos que o sujeito pensante (…) vai construindo” (Rodrigues, Sameiro, & Nunes, 2004, p. 214). Logo que o homem esteja seguro da existência de um Ser Perfeito (…) infinitamente sábio e bom, o fantasma da sua dúvida hiperbólica perde toda a sua eficácia e razão de ser. Porque se tudo quanto existe em nós vem de Deus, causa universal, então as ideias claras e distintas estão garantidas pela veracidade divina” (Marnoto, Ferreira, & Garrão, 1988, p.235) O Racionalismo cartesiano Do cogito à res infinita : Deus como garante da verdade
  • 9. Epílogo “ Não basta termos um bom espírito, o mais importante é aplicá-lo bem”. René Descartes
  • 10. Referências Bibliográficas Almeida, A. , Teixeira, C., Murcho, D. , Mateus, P. & Galvão, P. (2004). A arte de pensar - 11º ano . Lisboa: Plátano Editora. Descartes, R. (1987). Princípios da Filosofia . Porto: Porto Editora Descartes, R. (1989) . Discurso do método . Lisboa: Ed. Sá da Costa. Descartes, R. (1997). Meditações sobre a filosofia primeira . Coimbra: Almedina. Koyré, A. (1988). Considerações sobre Descartes . Lisboa: Editorial Presença. Marnoto, I., Ferreira, L. & Garrão, M. (1988). Filosofia- 11º . Lisboa: T e xto Editora. Rodis-Lewis, G. (1996). Descartes . Lisboa: Instituto Piaget. Rodrigues, L., Sameiro, J. & Nunes, A. (2004). Filosofia 11º Ano . Lisboa: Plátano. E d itora.

Notas do Editor

  1. <number>Esta inclui Wolff, Tetens e Kant.
  2. <number>
  3. <number>
  4. 7