Introdução: definição de IR2
IR2 ={(a,b):a,b  IR}
Exemplos de elementos
pertencentes a IR2
(1, 2), (2,1), (-1, 0)
e
(√2​, -3)
Operações em IR2
Vamos definir, em IR2, as operações aditiva + e
multiplicativa x.
Para números reais a, b, c e d:
 (a,b)+(c,d)=(a+c,b+d)
 (a,b)×(c,d)=(ac−bd,ad+bc)
Exemplos de operações em
IR2 - Adição
(1,2)+(2,3)=(3,5)
Exemplos de operações em
IR2 - Multiplicação
(1,2)×(2,3) =
=(1×2−2×3,1×3+2×2) =
=(−4,7)
Definição do corpo dos
números complexos
 O conjunto IR2, quando munido destas duas
operações (aditiva + e multiplicativa x),
designa-se por corpo dos números complexos,
e representa-se por � ℂ.
Propriedades das operações
em IR2
 As operações + e  em IR2 são associativas e
comutativas.
 Exemplo de justificação para a comutatividade:
 Comutatividade de “+”:
 (a,b)+(c,d)=(a+c,b+d)=(c+a,d+b)=(c,d)+(a,b)
 Comutatividade de “”:
 (a,b)×(c,d)=(ac−bd,ad+bc)=(ca−db,da−cb)=(c,d)×(
a,b)
Elemento neutro da adição
 (0, 0) é o elemento neutro de «+», em IR2.
 De facto,
 (a, b) +(0, 0) =(a+0, b+0)=(a, b)
Elemento neutro da
multiplicação
 (1, 0) é o elemento neutro de «x», em IR2:
 (a, b) (1, 0) =(a1—b0,a0+b1)=(a,
b)
Propriedade distributiva da
multiplicação
 A operação «» é distributiva relativamente à
operação «+»:
 (a, b)  [(c, d) +(e, f)] =(a, b)  (c+e,d+f)=
 =(a(c+e)—b(d+f), a(d+f) +b(c+e))=
 =(ac+ae— (bd + bf), ad +af+(be+ be)) =
 =((ac— bd) + (ae — bf) , (ad + be) + (af +be))
=
 =(ac—bd , ad +be) + (ae— bf, af+ be) =
 =(a, b) x (c,d) +(a, b)x(e, f)
Demonstração da
distributividade
 Dados a,c  IR:
 (a, 0) +(c, 0)=(a+c, 0+0) =(a+c, 0)
 (a, 0)(c, 0) =(ac—00, ax0+0c)
=(ac, 0)
Relação entre os números reais e
complexos
 Então:
 IR é um subconjunto de
ℂ (IR  ℂ )
 Associamos cada x  R
ao par ordenado (x, 0) 
ℂ e representamos,
portanto, o número
complexo (x, 0) por x.
Exemplo
 O número complexo (2, 0) é o numero real
2.
 Foi Euler que introduziu, pela primeira
vez, a notação i.
 Representamos o número complexo (0, 1)
por i e designamo-lo por unidade
imaginária.
Demonstração
 De acordo com a construção que estamos a
fazer:
 i2 = -1
 i2 = (0,1)×(0,1)=(0×0−1×1,0×1+1×0)= (-1,0)
=-1
Forma algébrica de um número
complexo - Adição e
multiplicação
 Dado um número complexo z, existe um
único número real a e um único número
real b tais que z=a+bi
Demonstração
 Seja z = (a, b) ∈ IR2. Então:
 (a,b)=(a,0)+(0,b) = (a,0)+(b,0)×(0,1)=a+bi
Conclusão
 z = a + bi designa-se por forma algébrica
do número complexo z = (a, b).
 Os números reais a e b designam-se,
respetivamente, por parte real de z e por
parte imaginária de z. Simbolicamente:
a=Re(z) e b=Im(z).
Slide 1: Exemplo
 O número z = (-2, 3) representa-se, na
forma algébrica, por z = -2 + 3i.
 Re(z) = -2 e Im(z) = 3.
Slide 2: Propriedades dos
números complexos escritos na
forma algébrica
 Fixamos, a seguir, propriedades dos
números complexos escritos na forma
algébrica.
 Um número complexo z, não real, tal que
Re(z)=0 diz-se imaginário puro.
Slide 3: Demonstração
 Seja z = a ∈ ℝ > z = (a, 0) ∈ ℂ > z = a + 0i &
Im(z) = 0.
 Por outro lado:
 Um número complexo z, não real, tal que
Re(z)=0 diz-se imaginário puro.
 Exemplos: i, 2i e -3i são números
imaginários puros.
 Estamos agora em condições de verificar
que esta construção dos números
Slide 4: Demonstração
(continuação)
 Dados números complexos z = a + bi e w =
c + di, temos:
 z+w=(a+bi)+(c+di)=(a,b)+(c,d)=(a+c,b+d
)=(a+0)+(b+d)i
 z×w=(a+bi)×(c+di)=(a,b)×(c,d)=(ac−bd,a
d+bc)=(ac−bd)+(ad+bc)i
Slide 5: Exemplos
 Podemos fixar:
 Adição e multiplicação na forma algébrica:
 (a+bi)+(c+di)=(a+c)+(b+d)i
 (a+bi) × (c+di)=(ac-bd)+(ad+bc)i
Slide 5: Exemplos
 (2−3i) + (1+i) = (2+1) + (−3+1)i = e −2i
 (2−3i)×(2+i)=(2×2−(−3)×1)+(2×1+(−3)×2)i=
7−4i

Definição do corpo dos números complexos.pptx

  • 1.
    Introdução: definição deIR2 IR2 ={(a,b):a,b  IR}
  • 2.
    Exemplos de elementos pertencentesa IR2 (1, 2), (2,1), (-1, 0) e (√2​, -3)
  • 3.
    Operações em IR2 Vamosdefinir, em IR2, as operações aditiva + e multiplicativa x. Para números reais a, b, c e d:  (a,b)+(c,d)=(a+c,b+d)  (a,b)×(c,d)=(ac−bd,ad+bc)
  • 4.
    Exemplos de operaçõesem IR2 - Adição (1,2)+(2,3)=(3,5)
  • 5.
    Exemplos de operaçõesem IR2 - Multiplicação (1,2)×(2,3) = =(1×2−2×3,1×3+2×2) = =(−4,7)
  • 6.
    Definição do corpodos números complexos  O conjunto IR2, quando munido destas duas operações (aditiva + e multiplicativa x), designa-se por corpo dos números complexos, e representa-se por � ℂ.
  • 7.
    Propriedades das operações emIR2  As operações + e  em IR2 são associativas e comutativas.  Exemplo de justificação para a comutatividade:  Comutatividade de “+”:  (a,b)+(c,d)=(a+c,b+d)=(c+a,d+b)=(c,d)+(a,b)  Comutatividade de “”:  (a,b)×(c,d)=(ac−bd,ad+bc)=(ca−db,da−cb)=(c,d)×( a,b)
  • 8.
    Elemento neutro daadição  (0, 0) é o elemento neutro de «+», em IR2.  De facto,  (a, b) +(0, 0) =(a+0, b+0)=(a, b)
  • 9.
    Elemento neutro da multiplicação (1, 0) é o elemento neutro de «x», em IR2:  (a, b) (1, 0) =(a1—b0,a0+b1)=(a, b)
  • 10.
    Propriedade distributiva da multiplicação A operação «» é distributiva relativamente à operação «+»:  (a, b)  [(c, d) +(e, f)] =(a, b)  (c+e,d+f)=  =(a(c+e)—b(d+f), a(d+f) +b(c+e))=  =(ac+ae— (bd + bf), ad +af+(be+ be)) =  =((ac— bd) + (ae — bf) , (ad + be) + (af +be)) =  =(ac—bd , ad +be) + (ae— bf, af+ be) =  =(a, b) x (c,d) +(a, b)x(e, f)
  • 11.
    Demonstração da distributividade  Dadosa,c  IR:  (a, 0) +(c, 0)=(a+c, 0+0) =(a+c, 0)  (a, 0)(c, 0) =(ac—00, ax0+0c) =(ac, 0)
  • 12.
    Relação entre osnúmeros reais e complexos  Então:  IR é um subconjunto de ℂ (IR  ℂ )  Associamos cada x  R ao par ordenado (x, 0)  ℂ e representamos, portanto, o número complexo (x, 0) por x.
  • 13.
    Exemplo  O númerocomplexo (2, 0) é o numero real 2.  Foi Euler que introduziu, pela primeira vez, a notação i.  Representamos o número complexo (0, 1) por i e designamo-lo por unidade imaginária.
  • 14.
    Demonstração  De acordocom a construção que estamos a fazer:  i2 = -1  i2 = (0,1)×(0,1)=(0×0−1×1,0×1+1×0)= (-1,0) =-1
  • 15.
    Forma algébrica deum número complexo - Adição e multiplicação  Dado um número complexo z, existe um único número real a e um único número real b tais que z=a+bi
  • 16.
    Demonstração  Seja z= (a, b) ∈ IR2. Então:  (a,b)=(a,0)+(0,b) = (a,0)+(b,0)×(0,1)=a+bi
  • 17.
    Conclusão  z =a + bi designa-se por forma algébrica do número complexo z = (a, b).  Os números reais a e b designam-se, respetivamente, por parte real de z e por parte imaginária de z. Simbolicamente: a=Re(z) e b=Im(z).
  • 18.
    Slide 1: Exemplo O número z = (-2, 3) representa-se, na forma algébrica, por z = -2 + 3i.  Re(z) = -2 e Im(z) = 3.
  • 19.
    Slide 2: Propriedadesdos números complexos escritos na forma algébrica  Fixamos, a seguir, propriedades dos números complexos escritos na forma algébrica.  Um número complexo z, não real, tal que Re(z)=0 diz-se imaginário puro.
  • 20.
    Slide 3: Demonstração Seja z = a ∈ ℝ > z = (a, 0) ∈ ℂ > z = a + 0i & Im(z) = 0.  Por outro lado:  Um número complexo z, não real, tal que Re(z)=0 diz-se imaginário puro.  Exemplos: i, 2i e -3i são números imaginários puros.  Estamos agora em condições de verificar que esta construção dos números
  • 21.
    Slide 4: Demonstração (continuação) Dados números complexos z = a + bi e w = c + di, temos:  z+w=(a+bi)+(c+di)=(a,b)+(c,d)=(a+c,b+d )=(a+0)+(b+d)i  z×w=(a+bi)×(c+di)=(a,b)×(c,d)=(ac−bd,a d+bc)=(ac−bd)+(ad+bc)i
  • 22.
    Slide 5: Exemplos Podemos fixar:  Adição e multiplicação na forma algébrica:  (a+bi)+(c+di)=(a+c)+(b+d)i  (a+bi) × (c+di)=(ac-bd)+(ad+bc)i
  • 23.
    Slide 5: Exemplos (2−3i) + (1+i) = (2+1) + (−3+1)i = e −2i  (2−3i)×(2+i)=(2×2−(−3)×1)+(2×1+(−3)×2)i= 7−4i

Notas do Editor

  • #2  Comecemos por recordar a definição de IR2. Vamos agora explorar a definição do corpo dos números complexos, mas antes, vamos relembrar a definição de �IR2 (lê-se erre 2), o conjunto dos pares ordenados de números reais." "A definição de �IR2 é simples: consiste em todos os pares ordenados (a, b), onde 'a' e 'b' são números reais." "Para ficar mais claro, aqui estão alguns exemplos de pares ordenados que pertencem a �IR2."
  • #4 "Agora que entendemos o que é IR2, vamos definir as operações aditiva e multiplicativa neste conjunto." "A adição de dois pares ordenados simplesmente adiciona suas componentes correspondentes, enquanto a multiplicação segue uma regra um pouco mais complexa.“ "É interessante notar que quando aplicamos essas operações em �IR2, obtemos o que chamamos de corpo dos números complexos, denotado por �C."
  • #5 "Vamos agora praticar um pouco com as operações em �2R2 com alguns exemplos concretos." "Veja como a adição e multiplicação são realizadas em pares ordenados, como (1, 2) e (2, 3)." "Esses exemplos nos ajudam a visualizar como as operações se comportam no contexto dos números complexos."
  • #6 "Vamos agora praticar um pouco com as operações em �2R2 com alguns exemplos concretos." "Veja como a adição e multiplicação são realizadas em pares ordenados, como (1, 2) e (2, 3)." "Esses exemplos nos ajudam a visualizar como as operações se comportam no contexto dos números complexos."
  • #8 "Finalmente, vamos examinar algumas propriedades importantes dessas operações em �IR2." "É crucial entender que tanto a adição quanto a multiplicação são associativas e comutativas neste contexto (em IR2)." "Para ilustrar a comutatividade, vamos realizar algumas justificações simples, mostrando que a ordem das operações não importa."
  • #9 Começamos nossa análise com uma observação fundamental: o par ordenado (0, 0) atua como o elemento neutro da adição em �2R2. Essa propriedade é essencial para entender as operações neste contexto. Ao explorar a adição de um par ordenado (a, b) com o elemento neutro (0, 0), percebemos que o resultado é simplesmente o próprio par ordenado (a, b)." Isso demonstra a importância do elemento neutro na adição
  • #10 Mudando nosso foco para a multiplicação, encontramos um elemento neutro diferente: o par ordenado (1, 0)." : "Novamente, quando multiplicamos qualquer par ordenado por (1, 0), o resultado é o próprio par ordenado
  • #11 Agora, vamos explorar uma propriedade importante: a distributividade da multiplicação em relação à adição." Narrador: "Essa propriedade nos permite entender como as operações se relacionam entre si e são fundamentais em diversos contextos matemáticos."
  • #12 Comprovamos a distributividade da multiplicação sobre a adição através de exemplos e demonstrações passo a passo." Narrador: "Essa propriedade nos permite simplificar cálculos complexos e é amplamente utilizada em diversos campos da matemática."
  • #13 Concluindo nossa análise, destacamos a relação entre os números reais (IR) e os números complexos (ℂ )." Narrador: "Cada número real 'a' pode ser associado ao par ordenado (a, 0) em ℂ , simplificando-o como um número complexo." Narrador: "Essa relação nos permite compreender melhor a estrutura dos números complexos e sua relação com os números reais."
  • #14 Vamos agora observar um exemplo concreto de números complexos e sua relação com os números reais." Narrador: "No exemplo apresentado, temos o número complexo (2, 0) que pertence aos números reais, sendo representado simplesmente pelo número real 2." Narrador: "Além disso, é importante destacar que foi Euler quem introduziu a notação 'i', representando a unidade imaginária como o número complexo (0, 1)."
  • #15 Vamos agora demonstrar uma operação fundamental envolvendo números complexos: a multiplicação." Narrador: "De acordo com a construção que estamos fazendo, multiplicamos o número complexo (0, 1) por si mesmo para obter seu resultado." Narrador: "Esta demonstração nos ajuda a entender melhor as propriedades dos números complexos e sua relação com as operações matemáticas."
  • #16 Agora, vamos explorar a forma algébrica de um número complexo e suas partes constituintes." Narrador: "Um número complexo z pode ser expresso na forma a + bi, onde 'a' e 'b' são números reais e 'i' representa a unidade imaginária." Narrador: "Essa forma nos permite compreender melhor a estrutura dos números complexos e simplificar cálculos envolvendo-os."
  • #17 Continuando nossa demonstração, vamos multiplicar outro número complexo por (0, 1) e observar o resultado." Narrador: "Utilizando a propriedade da multiplicação de números complexos, podemos calcular o produto e analisar suas componentes.
  • #18 Concluímos nossa análise destacando a importância da forma algébrica na representação de números complexos." Narrador: "A parte real e a parte imaginária de um número complexo são essenciais para compreender suas propriedades e aplicações." Narrador: "Com isso, encerramos nossa exploração sobre os números complexos e sua relação com os números reais."
  • #19 Vamos agora analisar um exemplo concreto de número complexo na forma algébrica e explorar suas partes constituintes." Narrador: "No exemplo apresentado, o número complexo z = (-2, 3) é representado na forma algébrica como z = -2 + 3i." Narrador: "A parte real de z é -2 e a parte imaginária é 3, conforme demonstrado
  • #20 Agora, vamos fixar algumas propriedades dos números complexos expressos na forma algébrica." Narrador: "Essas propriedades são fundamentais para compreender as operações e características dos números complexos.
  • #21 Na demonstração apresentada, estamos mostrando a construção dos números complexos na forma algébrica." Narrador: "Isso nos permite entender como os números complexos são representados e como suas partes real e imaginária são determinadas
  • #22 Continuando nossa demonstração, estamos explorando as operações de adição e multiplicação entre números complexos na forma algébrica. Essas operações seguem as propriedades estabelecidas anteriormente, como podemos ver nos exemplos apresentados.
  • #23 Finalizamos nossa análise com alguns exemplos práticos de operações com números complexos na forma algébrica. Esses exemplos nos ajudam a visualizar como as operações são realizadas e como as partes real e imaginária são combinadas