Consumo alienado
       X
Consumo consciente


Cidadania ambiental
lienado é o oposto de consciente.


algo ligado ao irresponsável para com a vida e
       com o meio em que nós vivemos.


 alienação é perfeitamente aceitável para as
   pessoas que foram educadas ignorando
Loja/pousada em Tiradentes.
Cenas do filme: “O dia em que a terra parou”
              original de 1951
alar em cidadania ambiental
requer antes de tudo pensar em
       o que é ser cidadão.


 ual é a parte de nossa história,
assim como o significado que se
        tem sobre a vida.


  entidos e significados são tão
importantes para definir a nossa
  existência que encontramos
   nestes algumas razões para
ós somos filhos de uma
       cultura.


  ensamos o que nossa
   cultura define como
certo e errado e por este
motivo é tão difícil para
    muitos pensar ao
        contrário.
Cenas do filme : “Os Deuses devem
estar loucos”
udo que era simples e tão
primitivo tornou-se mais
  fácil e atrativo com a
 modernidade. Tudo que
   era saudável virou
 produto em série, mas
   nem tão saudável.
udo que era retornável virou descartável. Nada era lixo.
Tudo virou lixo. O que se deteriorava com algum tempo
     agora acaba em pouco tempo, porém para se
              deteriorar... Demora séculos.
mundo mudou. Os
homens mudaram. A
  Terra está sendo
      mudada.
Cenas do filme: “Matrix”
udo que era simples e tão primitivo tornou-se
mais fácil e atrativo com a modernidade. Tudo
que era saudável virou produto em série, mas
               nem tão saudável.
ão conseguimos mais
  enxergar a beleza das
 coisas simples que não
sejam eletroeletrônicos-
 descartáveis-tóxicos e
     não recicláveis.
m simples leite que era entregue na garrafa de vidro
    ou na botija de alumínio agora deve ser em
embalagens metálico-plásticas, o suco de uma fruta
    natural, sem conservantes, aromatizantes,
acidulantes agora é coca-cola em pets e a roupa de
 algodão ou linho não é mais interessante que os
                     sintéticos.
caminhar não pode mais
ser ao ar livre, deve ser “in
    door” em esteiras de
   academias refrigeradas,
        com músicas
    esquizofrenicamente
 sintonizadas com telas de
  imagens que nada tem a
       ver com o som.


 ós somos filhos de uma
      revolução...
omos a geração Coca-Cola. Filhos de uma ideologia
consumista e essa é a nossa religião: acrítica, de um
 consumo desenfreado e irresponsável acreditando
que ao final alcançaremos o reino dos céus. Quanto
    ao nosso dever de casa... Se não fizermos...


                 ão teremos casa.
Antes de aprender algo sobre a natureza, você
        deve aprender a respeitá-la”
água perdeu o sabor. O silêncio é incômodo, pois
denuncia nossa solidão e o estar junto, tem que ser
            com o cartão de crédito.


ompreendo que vivemos em um mundo capitalista e
esse mundo é movido pelo consumo, mas o que me
o consumo é feito sem saber de seus
          resultados...
Irmã Dorothy Stang




 Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no
meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam
                      viver e produzir com dignidade sem devastar.”
Regularizar direitos de posse das
               comunidades tradicionais da
               Amazônia na forma de territórios
               públicos de uso sustentável de
               recursos




Chico Mendes
•   Nós dedicamos grande parte de nossa
                                               vida ao extrativismo. Eu faço parte do
                                               Grupo de Trabalhadoras Artesanais
                                               Extrativistas. A gente produz
                                               fitocosméticos e fitoterápicos das
                                               oleaginosas, da andiroba, do cupuaçu, da
                                               castanha e do babaçu. Então é uma
                                               utopia de vida que nós passamos a ter. É
                                               uma questão de valores mesmo. Eu
                                               também, como professora, trabalho a
                                               questão ambiental no processo
                                               educativo e pedagógico na escola da
                                               região. São coisas tão importantes na
                                               nossa vida que ainda temos motivo para
                                               lutar e para querer ficar lá no
                                               assentamento, o lugar que escolhemos
                                               para viver e para construir nosso paraíso.

                                           •   (irmã de Maria e cunhada de José
                                               Claudio)


José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do
Espírito Santo da Silva
le denunciava a grilagem de
                       terras e extração ilegal de
                    madeira, feitas por um consórcio
                       criminoso, e coordenava a
                        comunidade católica de
                     Miritituba, em Itaituba, Pará..




oão Chupel Primo.
Penso que não é justo
   destruir vidas. Não é
 justo destruirmos algo
 que não é nosso. Não é
justo impedir que outros
    possam usufruir da
    beleza do mundo.
ão mais nos encantamos com as flores, com os
pássaros fazendo algazarra nas árvores em um
  fim de tarde de outono, cujo céu vermelho
declara o término de um dia bonito: nós vamos
  ao shopping. Um lugar estranho, sem cores
naturais, sem hora, sem tempo e sem história.
udo que era simples e tão primitivo tornou-se
 mais fácil e atrativo com a modernidade. Tudo
 que era saudável virou produto em série, mas
 nem tanto saudável. Tudo que era retornável
virou descartável. Nada era lixo. Tudo virou lixo.
 O que se deteriorava com algum tempo agora
    acaba em pouco tempo, porém para se
          deteriorar... Demora séculos.
ão pretendo fazer um levante contra “os reis”
  como na música ou me tornar um eremita ou
  morar no meio do mato. Mudar para uma vida
alternativa, não muda o curso do mundo, quando
  acabar talvez me faça apenas apontar para os
  outros como culpados. Mas do que adianta se
               vou morrer também?
odemos continuar a consumir, mas devemos fazê-lo
  de maneira inteligente e sustentável. Podemos
 continuar a construir, mas as arquiteturas devem
       ser racionais e não apenas elegantes.
odemos tomar pequenas atitudes que se somadas
   tornarão grandes em seus efeitos. Podemos e
      devemos questionar atitudes de nossos
representantes, que representam normalmente não
    a nós, mas a indústria e o comércio por uma
           perspectiva unilateral: o lucro.
ós somos filhos da revolução. Somos burgueses sem
   religião. Somos o futuro da nação. Não apenas
   como grandes bebedores de refrigerante, mas
programados para o consumo daquilo que a neuro-
                engenharia manda.
ortanto consumir não é pecado. O pecado está em
ser um consumidor alienado dos resultados de seus
 atos e o pior ainda está quando temos consciência
  de nossos atos e contribuímos na construção de
consumidores vorazes e alienados da conseqüência
                    de seus atos.
ão precisamos nos filiar a um partido para em nome
  de uma causa política partidária viramos verdes.
  Não precisamos mudar nossa dieta para sermos
 naturebas. Mas podemos ser verdes ao tomarmos
  pequenas atitudes e principalmente educarmos
    nossos filhos com atitudes responsáveis e de
     cuidado com a nossa grande mãe: a terra.
ão podemos apenas dar um basta no crescimento
      industrial, mas podemos mudar o tipo de
   desenvolvimento. O desenvolvimento deve ser
  sustentável. Isso não se aplica a indústria, mas a
sociedade. Uma sociedade sustentável é aquela que
tem a capacidade de optar pelo tipo de crescimento
 que quer e precisa e conseqüentemente forçará a
    indústria se adaptar a essa nova perspectiva.
m decorrência do pecado original, se o homem se
  redimir poderá alcançar um mundo celestial.


e nós não cuidarmos do mundo, criaremos aqui
mesmo e em pouco tempo o grande inferno, não
precisando, portanto ser julgados no dia do juízo
 final, pois estamos aos poucos cavando nossa
          própria sentença: a extinção.
Temos que ir além da sala de aula!



                  Obrigado




                    Elielso de Sousa
    Professor adjunto da Escola de Ciências da Saúde
                      UNIGRANRIO
                  elielso@uol.com.br

Consumo alienado

  • 1.
    Consumo alienado X Consumo consciente Cidadania ambiental
  • 2.
    lienado é ooposto de consciente. algo ligado ao irresponsável para com a vida e com o meio em que nós vivemos. alienação é perfeitamente aceitável para as pessoas que foram educadas ignorando
  • 3.
  • 4.
    Cenas do filme:“O dia em que a terra parou” original de 1951
  • 5.
    alar em cidadaniaambiental requer antes de tudo pensar em o que é ser cidadão. ual é a parte de nossa história, assim como o significado que se tem sobre a vida. entidos e significados são tão importantes para definir a nossa existência que encontramos nestes algumas razões para
  • 6.
    ós somos filhosde uma cultura. ensamos o que nossa cultura define como certo e errado e por este motivo é tão difícil para muitos pensar ao contrário.
  • 7.
    Cenas do filme: “Os Deuses devem estar loucos”
  • 8.
    udo que erasimples e tão primitivo tornou-se mais fácil e atrativo com a modernidade. Tudo que era saudável virou produto em série, mas nem tão saudável.
  • 9.
    udo que eraretornável virou descartável. Nada era lixo. Tudo virou lixo. O que se deteriorava com algum tempo agora acaba em pouco tempo, porém para se deteriorar... Demora séculos.
  • 10.
    mundo mudou. Os homensmudaram. A Terra está sendo mudada.
  • 11.
    Cenas do filme:“Matrix”
  • 12.
    udo que erasimples e tão primitivo tornou-se mais fácil e atrativo com a modernidade. Tudo que era saudável virou produto em série, mas nem tão saudável.
  • 13.
    ão conseguimos mais enxergar a beleza das coisas simples que não sejam eletroeletrônicos- descartáveis-tóxicos e não recicláveis.
  • 14.
    m simples leiteque era entregue na garrafa de vidro ou na botija de alumínio agora deve ser em embalagens metálico-plásticas, o suco de uma fruta natural, sem conservantes, aromatizantes, acidulantes agora é coca-cola em pets e a roupa de algodão ou linho não é mais interessante que os sintéticos.
  • 15.
    caminhar não podemais ser ao ar livre, deve ser “in door” em esteiras de academias refrigeradas, com músicas esquizofrenicamente sintonizadas com telas de imagens que nada tem a ver com o som. ós somos filhos de uma revolução...
  • 17.
    omos a geraçãoCoca-Cola. Filhos de uma ideologia consumista e essa é a nossa religião: acrítica, de um consumo desenfreado e irresponsável acreditando que ao final alcançaremos o reino dos céus. Quanto ao nosso dever de casa... Se não fizermos... ão teremos casa.
  • 18.
    Antes de aprenderalgo sobre a natureza, você deve aprender a respeitá-la”
  • 19.
    água perdeu osabor. O silêncio é incômodo, pois denuncia nossa solidão e o estar junto, tem que ser com o cartão de crédito. ompreendo que vivemos em um mundo capitalista e esse mundo é movido pelo consumo, mas o que me
  • 20.
    o consumo éfeito sem saber de seus resultados...
  • 21.
    Irmã Dorothy Stang Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.”
  • 22.
    Regularizar direitos deposse das comunidades tradicionais da Amazônia na forma de territórios públicos de uso sustentável de recursos Chico Mendes
  • 23.
    Nós dedicamos grande parte de nossa vida ao extrativismo. Eu faço parte do Grupo de Trabalhadoras Artesanais Extrativistas. A gente produz fitocosméticos e fitoterápicos das oleaginosas, da andiroba, do cupuaçu, da castanha e do babaçu. Então é uma utopia de vida que nós passamos a ter. É uma questão de valores mesmo. Eu também, como professora, trabalho a questão ambiental no processo educativo e pedagógico na escola da região. São coisas tão importantes na nossa vida que ainda temos motivo para lutar e para querer ficar lá no assentamento, o lugar que escolhemos para viver e para construir nosso paraíso. • (irmã de Maria e cunhada de José Claudio) José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva
  • 24.
    le denunciava agrilagem de terras e extração ilegal de madeira, feitas por um consórcio criminoso, e coordenava a comunidade católica de Miritituba, em Itaituba, Pará.. oão Chupel Primo.
  • 25.
    Penso que nãoé justo destruir vidas. Não é justo destruirmos algo que não é nosso. Não é justo impedir que outros possam usufruir da beleza do mundo.
  • 26.
    ão mais nosencantamos com as flores, com os pássaros fazendo algazarra nas árvores em um fim de tarde de outono, cujo céu vermelho declara o término de um dia bonito: nós vamos ao shopping. Um lugar estranho, sem cores naturais, sem hora, sem tempo e sem história.
  • 27.
    udo que erasimples e tão primitivo tornou-se mais fácil e atrativo com a modernidade. Tudo que era saudável virou produto em série, mas nem tanto saudável. Tudo que era retornável virou descartável. Nada era lixo. Tudo virou lixo. O que se deteriorava com algum tempo agora acaba em pouco tempo, porém para se deteriorar... Demora séculos.
  • 28.
    ão pretendo fazerum levante contra “os reis” como na música ou me tornar um eremita ou morar no meio do mato. Mudar para uma vida alternativa, não muda o curso do mundo, quando acabar talvez me faça apenas apontar para os outros como culpados. Mas do que adianta se vou morrer também?
  • 29.
    odemos continuar aconsumir, mas devemos fazê-lo de maneira inteligente e sustentável. Podemos continuar a construir, mas as arquiteturas devem ser racionais e não apenas elegantes.
  • 30.
    odemos tomar pequenasatitudes que se somadas tornarão grandes em seus efeitos. Podemos e devemos questionar atitudes de nossos representantes, que representam normalmente não a nós, mas a indústria e o comércio por uma perspectiva unilateral: o lucro.
  • 31.
    ós somos filhosda revolução. Somos burgueses sem religião. Somos o futuro da nação. Não apenas como grandes bebedores de refrigerante, mas programados para o consumo daquilo que a neuro- engenharia manda.
  • 32.
    ortanto consumir nãoé pecado. O pecado está em ser um consumidor alienado dos resultados de seus atos e o pior ainda está quando temos consciência de nossos atos e contribuímos na construção de consumidores vorazes e alienados da conseqüência de seus atos.
  • 33.
    ão precisamos nosfiliar a um partido para em nome de uma causa política partidária viramos verdes. Não precisamos mudar nossa dieta para sermos naturebas. Mas podemos ser verdes ao tomarmos pequenas atitudes e principalmente educarmos nossos filhos com atitudes responsáveis e de cuidado com a nossa grande mãe: a terra.
  • 34.
    ão podemos apenasdar um basta no crescimento industrial, mas podemos mudar o tipo de desenvolvimento. O desenvolvimento deve ser sustentável. Isso não se aplica a indústria, mas a sociedade. Uma sociedade sustentável é aquela que tem a capacidade de optar pelo tipo de crescimento que quer e precisa e conseqüentemente forçará a indústria se adaptar a essa nova perspectiva.
  • 35.
    m decorrência dopecado original, se o homem se redimir poderá alcançar um mundo celestial. e nós não cuidarmos do mundo, criaremos aqui mesmo e em pouco tempo o grande inferno, não precisando, portanto ser julgados no dia do juízo final, pois estamos aos poucos cavando nossa própria sentença: a extinção.
  • 36.
    Temos que iralém da sala de aula! Obrigado Elielso de Sousa Professor adjunto da Escola de Ciências da Saúde UNIGRANRIO elielso@uol.com.br