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COMISSÃO DE TRABALHADORES/SPdH
Aeroporto / Lisboa – Edifício 57 – Portaria / Recepção 2º - Tel: 21841(3)6551 / Fax: 21841(3)6538 email:
                           ct@groundforce.pt COMUNICADO Nº 04/CTSPdH/2013

                -------------------------------------                  ------------------------------



                 Com (pouca) tranquilidade…
 Na passada semana fomos surpreendidos, tal como a maioria dos Trabalhadores, com a
 recepção de Cartões de Saúde da Tranquilidade, o que, aparentemente, configurava uma
 alteração ao actual Seguro de Saúde da Multicare.

 De imediato contactámos a Empresa, tentando obter um esclarecimento sobre esta matéria,
 não deixando desde logo de demonstrar o nosso desagrado pelo facto de, a ser verdade,
 constituir uma falta de respeito pelos Trabalhadores e suas famílias.

 Já não seria ético fazer esta alteração sem informar ninguém mesmo que só dissesse
 respeito aos Trabalhadores, agora transferir os agregados familiares (que são pagos do
 bolso dos Trabalhadores) à revelia dos próprios é, do nossos ponto de vista, querer mandar
 em casa alheia !!!

 Mais uma vez, a Empresa preocupou-se unicamente com interesses economicistas,
 desvalorizando o factor humano. Nós continuamos a pensar que estas mudanças assim
 como outras, devem ter em atenção os factores humanos, pois trata-se da vida de pessoas
 já com muitas dificuldades criadas por muitas medidas (na Empresa e no país) bastantes
 penalizadoras para o orçamento de cada família. Por tudo isto, é necessário ter bastante
 cuidado com ingerências em casa alheia.

 Reunimos então com a Dra. Lurdes Pedro, Directora dos Recursos Humanos, para debater a
 questão da inesperada mudança do Seguro de Saúde, com a finalidade de saber quais as
 intenções da Empresa, relativamente a esta mudança e respectivas implicações daí
 decorrentes para os Trabalhadores e seus agregados familiares.

 À Comissão de Trabalhadores, nunca foi dada qualquer informação prévia sobre a intenção
 da Empresa, de levar a cabo um processo de alteração de Seguro de Saúde, como já num
 passado recente, a mesma falta de informação e consulta antecipada se verificou
 (contrariamente ao que se encontra definido na Lei), quanto à mudança de Seguro de
 Acidentes de Trabalho.

 Do nosso ponto de vista é bastante questionável a opção tomada pela Empresa, de, sem
 consultar os Trabalhadores, passar os Seguros de Saúde dos seus familiares também para a
 Tranquilidade, acto que para esta Comissão representa um total desrespeito pela liberdade
 de escolha e pela protecção dos dados individuais de cada um.

 Da reunião mantida destacaríamos o seguinte:

 - Foi feita uma negociação entre a Empresa e três seguradoras, tendo uma delas desistido,
 acabando por ficar na negociação pela prestação do serviço a Açoreana e a Tranquilidade. A
 Empresa optou pela Tranquilidade, uma vez que era a que apresentava as melhores
 condições financeiras, mantendo o actual nível de serviços.

 - Por parte da empresa, como base negocial, ficou definida a redução de custos sempre
 aliada a manutenção das actuais condições, para os Trabalhadores e respectivas famílias.
- O contrato com a Tranquilidade/Advancecare( ramo saúde) entra em vigor a partir de 1 de
Abril de 2013 e os cartões serão válidos por um período de 1 ano, de 1 de Abril de 2013 até
31 de Março de 2014.

- Os valores pagos pelos Trabalhadores e respectivos familiares, para usufruírem do serviço
 será o mesmo que é cobrado actualmente.

- Os Trabalhadores e respectivas famílias irão continuar a usufruir normalmente dos
serviços Multicare até 31 de Março de 2013.

- Nos casos em que os trabalhadores decidam continuar a realizar consultas ou outro tipo
de actos médicos com entidades médicas que não se encontrem convencionadas com a
Tranquilidade, poderão fazê-lo, sendo reembolsados em 65%, pelo valor despendido.

- Informações adicionais e mais aprofundadas sobre esta matéria, serão publicadas no
Worldgroundforce, IBPMS, e estarão disponíveis em formato papel nas secretárias das
diferentes áreas, para consulta dos Trabalhadores, para além de estar disponível a ria 35229
para esclarecimentos.

- Nessa reunião foi-nos solicitado um contributo para a elaboração de uma Comunicação de
Serviço, explicando aos Trabalhadores o sucedido, ao que acedemos. No entanto,
constatámos que a Comunicação de Serviço efectivamente emanada pela Empresa não
contempla algumas das sugestões que fizemos, o que lamentamos (mas, infelizmente,
tornou-se um hábito nestes últimos anos).

- Lamentamos também que os Trabalhadores e seus familiares tenham recebido em primeiro
lugar os cartões e só depois tenha sido elaborada a comunicação de serviço a informar
sobre o assunto.

Entendemos que a empresa procure negociar com os seus parceiros melhores condições
(uma vez que o sabem fazer muito bem no que aos direitos dos Trabalhadores diz respeito).
Entendemos também que negociar com uma seguradora um Seguro para 2000
(Trabalhadores) seja menos vantajoso para a Empresa, do que negociar para 6000, 7000 ou
8000 (com os agregados), no entanto não podemos aceitar que tudo isto se faça sem que a
Comissão de Trabalhadores e, naturalmente, os Trabalhadores tenham conhecimento prévio
e fiquem impedidos de opinar (já que são eles que pagam o montante respeitante ao seu
agregado familiar).

Esperamos sinceramente que esta transição se proceda da melhor forma, salvaguardando
que ninguém fique prejudicado em relação a cuidados de saúde e também que os
cancelamentos de quaisquer apólices não venham a implicar custos para os Trabalhadores
(falamos dos contratos assinados pelos Trabalhadores no que diz respeito aos seus
familiares).

Apesar da garantia que nos foi dada pela Empresa de manutenção dos níveis de serviço,
dos actuais valores de pagamento e de se ter registado um aumento de alguns benefícios,
esta CT aguardará pelos feedbacks dos Trabalhadores quanto ao funcionamento desta nova
seguradora.

Uma última nota: se as condições para a Empresa são melhores (leia-se menos custos)
porque é que os Trabalhadores continuarão a pagar o mesmo?


          SEMPRE PELOS TRABALHADORES
 Lisboa, 21 de Março de 2013                            A Comissão de Trabalhadores da SPdH SA

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  • 2. - O contrato com a Tranquilidade/Advancecare( ramo saúde) entra em vigor a partir de 1 de Abril de 2013 e os cartões serão válidos por um período de 1 ano, de 1 de Abril de 2013 até 31 de Março de 2014. - Os valores pagos pelos Trabalhadores e respectivos familiares, para usufruírem do serviço será o mesmo que é cobrado actualmente. - Os Trabalhadores e respectivas famílias irão continuar a usufruir normalmente dos serviços Multicare até 31 de Março de 2013. - Nos casos em que os trabalhadores decidam continuar a realizar consultas ou outro tipo de actos médicos com entidades médicas que não se encontrem convencionadas com a Tranquilidade, poderão fazê-lo, sendo reembolsados em 65%, pelo valor despendido. - Informações adicionais e mais aprofundadas sobre esta matéria, serão publicadas no Worldgroundforce, IBPMS, e estarão disponíveis em formato papel nas secretárias das diferentes áreas, para consulta dos Trabalhadores, para além de estar disponível a ria 35229 para esclarecimentos. - Nessa reunião foi-nos solicitado um contributo para a elaboração de uma Comunicação de Serviço, explicando aos Trabalhadores o sucedido, ao que acedemos. No entanto, constatámos que a Comunicação de Serviço efectivamente emanada pela Empresa não contempla algumas das sugestões que fizemos, o que lamentamos (mas, infelizmente, tornou-se um hábito nestes últimos anos). - Lamentamos também que os Trabalhadores e seus familiares tenham recebido em primeiro lugar os cartões e só depois tenha sido elaborada a comunicação de serviço a informar sobre o assunto. Entendemos que a empresa procure negociar com os seus parceiros melhores condições (uma vez que o sabem fazer muito bem no que aos direitos dos Trabalhadores diz respeito). Entendemos também que negociar com uma seguradora um Seguro para 2000 (Trabalhadores) seja menos vantajoso para a Empresa, do que negociar para 6000, 7000 ou 8000 (com os agregados), no entanto não podemos aceitar que tudo isto se faça sem que a Comissão de Trabalhadores e, naturalmente, os Trabalhadores tenham conhecimento prévio e fiquem impedidos de opinar (já que são eles que pagam o montante respeitante ao seu agregado familiar). Esperamos sinceramente que esta transição se proceda da melhor forma, salvaguardando que ninguém fique prejudicado em relação a cuidados de saúde e também que os cancelamentos de quaisquer apólices não venham a implicar custos para os Trabalhadores (falamos dos contratos assinados pelos Trabalhadores no que diz respeito aos seus familiares). Apesar da garantia que nos foi dada pela Empresa de manutenção dos níveis de serviço, dos actuais valores de pagamento e de se ter registado um aumento de alguns benefícios, esta CT aguardará pelos feedbacks dos Trabalhadores quanto ao funcionamento desta nova seguradora. Uma última nota: se as condições para a Empresa são melhores (leia-se menos custos) porque é que os Trabalhadores continuarão a pagar o mesmo? SEMPRE PELOS TRABALHADORES Lisboa, 21 de Março de 2013 A Comissão de Trabalhadores da SPdH SA