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Como transformar a
Perguntas para você se tornar
um empreendedor cultural
Pawlo Cidade
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em um bom
negócio
Como transformar a
Perguntas para você se tornar
um empreendedor cultural
Itabuna, Bahia | Setembro de 2014
Pawlo Cidade
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é punível como crime (art. 184 e parágra-
fos, do Código Penal, cf. Lei n. 6.895, de
17.12.80) com pena de prisão e multa,
conjuntamente com busca e apreensão e
indenizações diversas (artigos 102, 103
parágrafo único, 104, 105, 106 e 107
itens 1, 2 e 3 da Lei n. 9610, de 19.06.98,
Lei dos Direitos Autorais).
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Revisão: Acácia Melo Magalhães
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Projeto e Capa: Marcel Santos
Impressão: A5 Editora
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)(CIP)
(Bibliotecária responsável: Sabrina Leal Araujo – CRB 10/1507)
C568c	 Cidade, Pawlo.
		 Como transformar a Cultura em um bom negócio : 17 perguntas 	
	 para você se tornar um empreendedor cultural / Pawlo Cidade. – 	
	 Itabuna, BA : A5 Editora, 2014.
		 40 p. : il. ; 15 cm.
		 ISBN 978-85-64917-23-1
		 1. Cultura - Projetos. 2. Empreendedorismo. I. Título.
			 CDU 008:658.012.29
			 CDD 301.2
Apresentação
O que é Cultura? O que eu preciso saber da área cul-
tural para não passar vergonha quando estiver num
debate sobre políticas públicas de cultura? Como
se dar bem na Cultura? O que eu preciso saber
para fazer um bom projeto? Afinal, o que é mais
importante: a ideia ou o projeto? Como a Cul-
tura pode mudar a cara da minha cidade? O que
difere a Cultura da Saúde, da Educação e dos demais
setores da economia? “Como transformar a Cultura em
um bom negócio” é uma cartilha básica e um instrumen-
to valioso que tem as respostas para as perguntas mais sim-
ples, a fim de não deixar você na mão quando estiver numa
roda de amigos falando sobre Cultura.
07	 O que é Cultura?
08 	 O que eu preciso saber sobre a área cultural?
11 	 Como se dar bem na Cultura?
13 	 E se eu tiver recursos para criar uma associação sem fins lucrativos ou
uma produtora cultural com fins lucrativos?
14 	 Eu tenho que estar preparado para competir no mercado cultural?
16 	 O que eu preciso saber para fazer um bom projeto?
19 	 Quais são os principais itens de um projeto?
22 	 O que é mais importante: a ideia ou o projeto?
24 	 O que devo atentar ao participar de um edital?
25 	 A prestação de contas começa quando o projeto termina?
26 	 A minha cidade faz parte do Sistema Nacional de Cultura?
27 	 Como descobrir se minha cidade recebe verbas específicas de Cultura?
28 	 Como cobrar ações mais enérgicas do Conselho Municipal de Cultura?
29 	 Como captar recursos para um projeto?
32 	 Como saber se eu possuo direitos culturais?
34 	 Como a Cultura pode mudar a cara da minha cidade?
36 	 O que difere a Cultura da Saúde, da Educação e dos demais setores da Economia?
38	 Quer saber mais?
717 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
Cultura é toda manifestação artística do ser hu-
mano. É toda forma de ser e agir. É multiplicida-
de de costumes, escolhas, comportamentos. É o
modo de se relacionar, trocar ideias, construir e
propor. A Cultura é um traço de uma civilização,
de um conjunto de verdades e mentiras, mudan-
ças e aprendizagem, encontros e desencontros,
estórias, histórias, causos, contos e lendas.
A Cultura se faz presente até mesmo onde se diz
que não há Cultura porque a negação da cultu-
ra já é um tipo de cultura. E todos estes modos
de ser e conviver se transformam, se renovam e
se apresentam na Arte como sua mais legítima
revelação.
Este conceito não se encerra aqui. Pelo contrário,
você ainda pode conceituar Cultura do ponto de
vista da sociologia, da antropologia, da filosofia
e até mesmo das ciências agrárias.
O QUE É CULTURA?
1
8 Como transformar a Cultura em um bom negócio
Em primeiro lugar, compreender que a área cul-
tural tem uma organização. E está vinculada a
uma política pública que a coloca em, pelo me-
nos, três dimensões:
I – a dimensão simbólica, que diz respeito a
tudo que a gente faz, vive e cria, ao conjunto
de artefatos, textos e objetos, aos produtos mer-
cantilizados das indústrias culturais, às expres-
sões espontâneas e informais, aos discursos es-
pecializados das artes e dos estudos culturais, e
aos sistemas de valores e crenças dos diversos
segmentos da sociedade. Enfim, a Cultura em si
é simbólica;
II – a dimensão cidadã, que abrange o campo
dos direitos culturais à identidade e à diversida-
de, ao acesso aos meios de produção, difusão e
fruição dos bens e serviços de cultura, à partici-
pação na gestão pública, ao reconhecimento da
autoria, à livre expressão e à salvaguarda do pa-
trimônio e da memória cultural. Assim, cidadão
“não é aquele que vive em sociedade: é aquele
que a transforma1
.”
2 O QUE EU PRECISO SABER SOBRE
A ÁREA CULTURAL?
1
“Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma.”
Frase de Augusto Boal (1931-2009).
917 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
III – a dimensão econômica, relativa ao desen-
volvimento sustentado e inclusivo de todos os
elos das cadeias produtivas e de valor da cultura.
Cultura como elemento gerador de emprego e
renda.
Em segundo lugar, a Cultura hoje está vinculada
a um modelo de gestão semelhante ao Sistema
Único de Saúde - SUS e ao Sistema Único de
Assistência Social - SUAS, que repassam recur-
sos diretos de Fundo a Fundo. Sua organização
adota a estrutura federativa, sendo constituída
por sistemas correspondentes aos três níveis de
governo (federal, estadual e municipal). A estru-
tura básica se reproduz em cada nível, com os
devidos ajustes às particularidades locais.
Portanto, o Sistema Municipal de Cultura de sua
cidade deve possuir os seguintes elementos:
Sistema
Municipal
de Cultura
Secretaria
Municipal de
Cultura
Conferência
Municipal de
Cultura
Plano
Municipal de
Cultura
Sistemas
Municipais
Setoriais de
Cultura
Sistema
Municipal de
Informações
e Indicadores
Culturais
Sistema
Municipal de
Financiamento
à Cultura
Conselho
Municipal de
Política
Cultural
Programa
Municipal de
Formação na
Área da
Cultura
10 Como transformar a Cultura em um bom negócio
ATENÇÃO!
Na criação do Sistema em seu município, não é necessária a constituição de todos estes
elementos. Mas é imprescindível a presença de um órgão responsável pela Cultura do
município, mesmo que ele seja vinculado à outra secretaria. Ter conferências de Cultura
a cada dois anos; possuir um Plano Municipal de Cultura; ter um Sistema Municipal de
Financiamento à Cultura, ou seja, um Fundo Municipal de Cultura; possuir um Conselho
Municipal de Cultura paritário e possuir a lei de implantação do Sistema Municipal de
Cultura aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito.
Em terceiro lugar, existem financiamentos pú-
blicos das diversas esferas (federal, estadual e
municipal), também chamados de financiamen-
tos diretos por utilizarem recursos públicos e
privados (pessoas físicas, empresas, fundações
e outros segmentos da sociedade civil), também
conhecidos como financiamentos indiretos para
a Cultura, em suas mais diversas modalidades.
Muitos deles são ligados a chamadas públicas
(editais) ou prêmios.
Quando os recursos saem do setor público,
o motivo principal está ligado ao Social, e seu
principal objetivo é democratizar os recursos,
diversificar as atividades, promover a identidade
nacional. Quando os recursos são oriundos da
iniciativa privada, estão ligados mais ao Social,
pessoal ou comercial, e seu objetivo está sempre
vinculado às estratégias de comunicação, como
divulgação da marca, melhoramento da ima-
gem, promoção junto a outros segmentos, etc.
1117 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
COMO SE DAR BEM NA CULTURA?
3
Se a expressão “se dar bem” tem o mesmo sen-
tido de “ganhar dinheiro”, infelizmente, não te-
nho a fórmula. Mas se você quer amadurecimen-
to no campo cultural, precisa entender como
pensam os intelectuais do Sistema. O negócio é
cuidar primeiro do “jardim” para que, ao invés
de “correr atrás das borboletas”, fazer com que
as borboletas venham até você. Portanto, a coisa
certa a fazer é se ORGANIZAR. Se você não tem
como pagar todos os custos necessários à cria-
ção de uma empresa, existe um negócio chama-
do MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL, ligado
ao SEBRAE, que pode lhe ajudar muito.
O Microempreendedor Individual (MEI) é
a pessoa que trabalha por conta própria e
que se legaliza como pequeno empresário.
Para ser um microempreendedor individu-
al, é necessário faturar, no máximo, até R$
60.000,00 por ano e não ter participação
em outra empresa como sócio ou titular. O
MEI também pode ter um empregado con-
tratado que receba o salário mínimo ou o
piso da categoria.
Entre as vantagens oferecidas por essa lei está
o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Ju-
rídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta
12 Como transformar a Cultura em um bom negócio
bancária, pedido de empréstimos e emissão de
notas fiscais. Além disso, o MEI será enquadra-
do no Simples Nacional e ficará isento dos tribu-
tos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e
CSLL). Assim, pagará apenas o valor fixo mensal
de R$ 37,20 (comércio ou indústria), R$ 41,20
(prestação de serviços) ou R$ 42,20 (comércio
e serviços), que será destinado à Previdência So-
cial e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão
atualizadas anualmente, de acordo com o salário
mínimo. Com essas contribuições, o Microem-
preendedor Individual tem acesso a benefícios
como auxílio maternidade, auxílio doença, apo-
sentadoria, entre outros.
O negócio é cuidar
primeiro do “jardim” para
que, ao invés de “correr atrás
das borboletas”, fazer com
que as borboletas venham até
você.
1317 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
E SE EU TIVER RECURSOS PARA CRIAR UMA
ASSOCIAÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS OU UMA
PRODUTORA CULTURAL COM FINS LUCRATIVOS?
4
Para fundar uma associação você precisará de,
no mínimo, seis membros. Para fundar uma pro-
dutora, apenas dois sócios. A vantagem de uma
associação é que ela não paga Imposto de Ren-
da. Entretanto, precisa seguir alguns pré-requisi-
tos, tais como:
•	 Não remunerar seus dirigentes;
•	 Não distribuir sobras/ganhos financeiros
para os seus associados; e
•	 Não aplicar suas rendas e patrimônio na con-
secução dos objetivos, em território nacional.
Mesmo sendo imune, a associação é obrigada a
apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Im-
posto de Renda Pessoa Jurídica. Já uma produto-
ra cultural deverá arcar com todos os impostos
que lhe são devidos.
14 Como transformar a Cultura em um bom negócio
5 EU TENHO QUE ESTAR PREPARADO
PARA COMPETIR NO MERCADO
CULTURAL?
Com certeza! A profissionalização no campo cul-
tural, as novas possibilidades de atuação e suas
interfaces exigem, cada vez mais, pessoas prepa-
radas para competir no mercado cultural. Lem-
bre-se: “Cultura também é um negócio” e, como
todo negócio, ele tende a dar certo ou errado. As
chances de dar errado diminuem quando você se
prepara tecnicamente. Atualize-se 24 horas por
dia. Saiba tudo sobre a área em que você quer
militar. Leia, assista, comente, divulgue, partici-
pe, proteste, escreva.
Se você vai montar um espetáculo, publicar um
livro ou produzir um show precisa colocar tudo
na ponta do lápis. Faça um PLANEJAMENTO ES-
TRATÉGICO. Não há um modelo único, entretan-
to, você deve respeitar a realidade de cada situa-
ção e o uso de metodologias diferenciadas, bem
como o porte da instituição. Independentemente
do modelo que você adote, a estruturação do Pla-
nejamento Estratégico deve seguir algumas eta-
pas e responder a alguns questionamentos como:
a)	 Elaborar um diagnóstico da realidade em
que você está inserido, de forma interna e
externa. Utilize a matriz FOFA2
. Com a equi-
pe de trabalho reunida, discuta quais são as
1517 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
Fortalezas e Fraquezas no ambiente interno,
e as Oportunidades e Ameaças no ambiente
externo. A matriz vai lhe orientar não apenas
no diagnóstico, mas também na elaboração
de ações estratégicas para diminuir os pontos
negativos e fortalecer os pontos positivos;
b)	 Defina sua missão, sua visão de futuro, seu
foco de atuação e inovação;
c)	 Formule objetivos e resultados esperados;
d)	 De onde virão os recursos financeiros? Este
princípio é muito importante.
e)	 Quando a empresa vai entrar em atividade?
f)	 Quais são as estratégias que você utilizará e,
por fim,
g)	 Que condições ideais serão geradas para per-
mitir a sua criação?
Depois da FOFA e respondida as questões pro-
postas, você precisará monitorar e avaliar con-
tinuamente o que está fazendo. Isto vai garan-
tir um resultado mais eficaz. E a conclusão de
tudo isso é um PLANO DE AÇÃO – documento
referencial e acessível que traduz em diretrizes,
programas, ações estratégicas e projetos o que
foi definido durante o processo de concepção do
planejamento.
Todavia, você acha que depois de seguir, à risca,
estes três pontos, você conseguirá “se dar bem”
na Cultura? Então, leia o item a seguir.
2
A matriz FOFA é um cruzamento de cenários para se saber quais serão os objetivos estratégicos da instituição, com menor chance de
falha. Cenários são reflexões sistemáticas, extraídas por métodos científicos, que definem futuros possíveis.
16 Como transformar a Cultura em um bom negócio
6 O QUE EU PRECISO SABER PARA FAZER
UM BOM PROJETO?
Maria Helena Cunha afirma que um bom projeto
é aquele em que “cada item de desenvolvimento
do projeto deve estar interligado. Isso significa
que, na prática, quando estamos planejando e
estruturando um projeto, cada atividade deve
se remeter ao seu objetivo específico, e este ao
objetivo principal do projeto e aos resultados de-
sejados (neste caso, as METAS)3
. Tudo isso refle-
te nos recursos financeiros necessários para sua
viabilização e nos recursos humanos capazes de
transformar as ideias em ações culturais e artís-
ticas efetivas.”
No caso dos editais da Bahia (e acredito que a
lógica com os editais da FUNARTE, do MinC e
outros Estados deve seguir a mesma direção),
é preciso ainda deixar clara a relevância do seu
projeto no contexto sociocultural de sua reali-
zação. Aliem-se a esse processo CRIATIVIDADE,
INOVAÇÃO e SINGULARIDADE. Tudo isso junto
estimula a diversidade cultural. Sabe, por quê?
Porque, nesta situação, o que está sendo ava-
liada é a questão do MÉRITO e da QUALIDADE
ARTISTÍCA da proposta.
3
Grifo do autor.
1717 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
Os outros 50% vão ser analisados a partir da li-
gação que seu projeto tem com os princípios do
PLANO NACIONAL DE CULTURA e com a LEI OR-
GÂNICA DA CULTURA DA BAHIA (Lei n. 12.365,
de 30 de novembro de 2011). Se ele se encaixar
em qualquer um dos itens do artigo 3º. da Lei
Orgânica e estiver em consonância com alguns
dos princípios e objetivos do artigo 4º., beleza!
Porém, não se desespere. Este item quase nunca
PERGUNTE SEMPRE
O que tem de criativo no meu pro-
jeto? O que eu trago de novo nesta
proposta? O que torna meu proje-
to diferente? Se você conseguir
responder a estas questões, tem
50% de chance de ter seu projeto
aprovado.
passa pela seleção de mérito. Geralmente, ele é
visto pela seleção técnica. O importante mesmo
é saber se seu projeto tem como se estruturar e
provocar um EFEITO MULTIPLICADOR. Ou seja,
se ele vai mesmo atingir as metas que você men-
ciona.
E você pensa que é só isso? Os avaliadores que-
rem saber quais são as ESTRATÉGIAS que você
irá utilizar para levar gente para assistir ao seu
trabalho ou comprar seu produto. E mais: como
é que você vai fazer isso (ACESSIBILIDADE) e se
ele – o projeto – vai contribuir para a QUALIFICA-
ÇÃO DO SETOR.
Por fim – não acabou ainda não – os avaliadores
analisam a qualificação de quem está propondo
e a equipe que irá ajudar a realizar o projeto,
priorizando a experiência e qualificação do pro-
ponente e equipe em relação ao objeto do proje-
to, sua relevância na atuação local e/ou regional
18 Como transformar a Cultura em um bom negócio
dos envolvidos e as articulações e/ou PARCERIAS
que o proponente irá promover.
Depois disso, discutem-se a clareza, a consistên-
cia das informações, coerência na composição
do projeto, coerência entre as ações da proposta
e os custos apresentados, razoabilidade dos itens
de despesas e seus custos (para ver se os valores
É por isso que existem muitos artistas e produ-
tores que não conseguem escrever um projeto.
Ideias boas não faltam. Difícil mesmo é colo-
apresentados são coerentes com os praticados
no mercado) e para ver se há mesmo condições
de o projeto ser realizado. E, como se não bas-
tasse, responde-se, em toda a avaliação, se com
o orçamento proposto é possível atingir as metas
e cumprir o cronograma de execução.
cá-las no papel. Mas se você é um destes artis-
tas, não se desespere. Veja o questionamento
a seguir.
RESUMINDO
Um bom projeto é aquele que é CRIATIVO, INOVADOR, DIFERENTE, se encaixa na LEI OR-
GÂNICA DE CULTURA, é ACESSÍVEL, MULTIPLICADOR, possui uma EQUIPE QUALIFICADA,
tem os CUSTOS PRATICADOS NO MERCADO e um ORÇAMENTO capaz de realizar o que
se está propondo.
1917 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS ITENS DE UM
PROJETO?7
Bem, agora que você descobriu como seu pro-
jeto é avaliado, vamos ver como ele deve ser es-
crito. Falar sobre COMO fazer um projeto requer
mais que uma cartilha. Há muitos sobre o tema.
Recomendo o livro do professor Hermano Rober-
to Thiry-Cherques. Darei apenas algumas dicas
simples.
Primeiro, seu projeto precisa de um título, uma
identidade, um nome. Depois, você precisa jus-
tificar a sua criação. Portanto, deve informar o
motivo pelo qual você vai desenvolver a proposta
ou apresentar o produto cultural. Na justificati-
va, conte por que seu projeto é diferente dos de-
mais. Assim, temos:
NOME
JUSTIFICATIVA
Segundo, deixe para fazer o RESUMO e a DES-
CRIÇÃO quando terminar o projeto. Trace o(s)
objetivo(s) geral(is) e específicos. O objetivo ge-
ral é mais amplo. O próprio nome já diz. E os
específicos apontam para as ações que você quer
realizar. Desta forma, teremos:
20 Como transformar a Cultura em um bom negócio
NOME
JUSTIFICATIVA
OBJETIVO(S) GERAL(IS)
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Terceiro, diga o que você pretende atingir crian-
do as metas. Metas em projeto significam quan-
tidade. Portanto, metas = quantidade. Em segui-
da, defina o público-alvo que você quer alcançar.
Nada de colocar “público em geral.” Definindo o
público mostre como irá avaliar o que você até
aqui disse que iria fazer. Assim, você já possui:
NOME
JUSTIFICATIVA
OBJETIVO(S) GERAL(IS)
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
METAS
PÚBLICO-ALVO
AVALIAÇÃO DE RESULTADOS
Quarto, e aqui você precisa prestar bastante aten-
ção para não se confundir – crie o passo a passo
de realização das atividades, dividindo tudo em
pré-produção, produção e pós-produção. Esta
etapa é chamada de Roteiro de Execução.
Por fim – a parte em que muita gente “quebra”
a cabeça – o orçamento ou planilha de custos.
Você agora vai transformar em números tudo o
que você pensou em fazer. Vai dizer quanto cus-
ta cada item e/ou cada ação que o projeto vai ter.
Os editais ainda exigem um plano de mobiliza-
ção, de acesso e de distribuição do produto a ser
criado e uma ficha técnica com o nome e currí-
2117 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
culo de todos que estão participando do proje-
to. Resumindo, seu projeto deve ter o seguinte
esqueleto:
NOME
JUSTIFICATIVA
OBJETIVO(S) GERAL(IS)
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
METAS
PÚBLICO-ALVO
AVALIAÇÃO DE RESULTADOS
ROTEIRO DE EXECUÇÃO
ORÇAMENTO
Metas em projetos significam
de quantidade. Portanto, metas =
quantidade. Em seguida, defina
o público-alvo que você quer
alcançar
22 Como transformar a Cultura em um bom negócio
8 O QUE É MAIS IMPORTANTE: A IDEIA
OU O PROJETO?
Cara, confesso que fui apertado sem ser abraça-
do. Se eu afirmar que é a ideia, significa que seu
projeto pode ser uma porcaria, mas, se sua ideia
é boa, então, seu projeto é aprovado. Por ou-
tro lado, se eu disser que sua ideia pode até ser
ruim, porém, seu projeto é bom, então ele, sem
nenhuma sombra de dúvida, será aprovado. En-
tretanto, não é bem assim que “a banda toca.” É
preciso ter uma ideia boa e um projeto realizável.
Ele pode ter uma ou duas falhas. Os objetivos es-
pecíficos podem não dialogar em sua totalidade
com as metas e estas com seu CRONOGRAMA DE
EXECUÇÃO. Todavia, se há coerência nos recur-
sos apresentados, se a JUSTIFICATIVA convence
e se o objetivo geral é bem claro e abrangente,
bingo! É só esperar a assinatura do Termo de
Acordo e Compromisso – TAC.
Peraí. Já tive projetos que atenderam a todos os
pré-requisitos acima e, mesmo assim, não obti-
veram aprovação. E aí? Bem, três – ou mais –
possibilidades podem ter ocorrido. Entre elas:
2317 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
1.	 Os recursos não podiam contemplar todos
os projetos. Neste caso, eles respondem: “No
conjunto das propostas avaliadas, a propos-
ta, em comparação com as demais, não ob-
teve destaque, quer seja em decorrência da
relação custo-benefício, quer seja na avalia-
ção comparativa de mérito e qualidade artís-
tico-cultural.”
2.	 Sorte (?) e/ou
3.	 “A proposta apresenta insuficiência de infor-
mações, o que compromete a avaliação de
mérito artístico-cultural e da exequibilidade
do projeto.”
24 Como transformar a Cultura em um bom negócio
O QUE DEVO ATENTAR AO PARTICIPAR DE UM
EDITAL?9
É fundamental ler e reler o edital e atentar para
itens não fianciáveis, como coffee break, docu-
mentos obrigatórios de inscrição, duração da
proposta e valor máximo da proposta, que po-
dem passar despercebidos.
Leia também as leis que regem o edital. Há obri-
gações nas leis que, muitas vezes, não estão ex-
pressas em detalhes. Apenas são citados o nú-
mero e a data da publicação da lei, sem os ar-
tigos que esclarecem o que é ou não permitido.
Observe os anexos. Envie tudo que possa dar
mais informações sobre sua proposta (currículos,
clipping, peças de divulgação, cartas de anuên-
cia, texto, plano de curso, vídeos, áudios etc). É
melhor “pecar pelo excesso” que esquecer um
destes documentos.
Veja se a sua linguagem artística se encaixa no
edital que você escolheu. É comum, por exem-
plo, propostas de audiovisual serem inscritas em
editais de teatro, simplesmente porque há ence-
nações previstas no projeto ou vice-versa.
Você precisa definir logo de início em qual lin-
guagem artística seu projeto se insere e justificar
com bons argumentos a sua escolha.
2517 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
10 A PRESTAÇÃO DE CONTAS COMEÇA
QUANDO O PROJETO TERMINA?
NÃO! A prestação de contas começa a partir do
momento em que você gasta o primeiro real. To-
dos os gastos e serviços que custem acima de R$
168,00 (cento e sessenta e oito reais) devem ter,
no mínimo, três orçamentos.
DICA
Mesmo que você não preveja a criação de um blog sobre a proposta, crie um para seu projeto
e poste nele todas as atividades que foram desenvolvidas. Ao final do projeto, você terá um
relatório de atividades com tudo que realizou.
IMPORTANTE: Você tem que comprovar tudo
que gastou.
INDISPENSÁVEL: Nota Fiscal e/ou RECIBO, quan-
do for o caso.
IMPRESCINDÍVEL: A marca do patrocinador em
todo o material de promoção e divulgação.
26 Como transformar a Cultura em um bom negócio
A MINHA CIDADE FAZ PARTE DO
SISTEMA NACIONAL DE CULTURA?11
O caminho certo para descobrir isso é o site
do Ministério da Cultura: www.cultura.gov.br,
porém, longe de ser simples, você precisa ir ao
rodapé da página encontrar o título ACESSO
À INFORMAÇÃO e clicar no link PROGRAMAS
E AÇÕES. Nesta nova página, clique no último
link: SISTEMA NACIONAL DE CULTURA. Quando
a página abrir, clique logo no auto “Situação dos
Estados e Municípios” e depois no link “Situação
dos Municípios com Acordo”. Pronto! Procure
seu Estado e seu município e saiba como está
a situação dele no Sistema Nacional de Cultura.
Caso não queira entrar no site do MinC, pesqui-
se através do Google digitando o título “Sistema
Nacional de Cultura”. O primeiro link que surge
é o do Sistema Nacional de Cultura escrito assim:
“Ministério da Cultura - SNC.” Clique e siga as
instruções a partir do link: “Situação dos Estados
e Municípios.”
2717 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
12 COMO DESCOBRIR SE MINHA CIDADE
RECEBE VERBAS ESPECÍFICAS DE
CULTURA?
Na Bahia, todos os 417 municípios recebem uma
pequena verba do FCBA – Fundo de Cultura da
Bahia, que é vinculado ao ICMS. Este recurso ain-
da não é o recurso Fundo a Fundo, previsto pelo
Sistema Nacional e Estadual de Cultura, mas já
é um avanço para algumas cidades. Neste caso,
você deverá entrar no site da Secretaria da Fa-
zenda: www.sefaz.ba.gov.br
Quando entrar, vá até o item do lado esquerdo
da tela com a palavra MUNICÍPIOS. Mais abaixo,
clique em REPASSE. Vai surgir uma nova página
com uma série de arquivos com todos os repas-
ses dos últimos 16 anos. Clique no último mês
do ano em questão. O site gera automaticamen-
te uma lista com a DISTRIBUIÇÃO MENSAL AOS
MUNICÍPIOS. Pronto! É só procurar a sua cida-
de e identificar na antepenúltima coluna o valor
acumulado daquele ano do FCBA.
28 Como transformar a Cultura em um bom negócio
COMO COBRAR AÇÕES MAIS ENÉRGICAS DO
CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA?13
Segundo Lia Calebre, “ao criar um conselho, o
governo sinaliza para a sociedade que tem a in-
tenção de manter uma constância nas formas de
elaboração das políticas, que está disposto a par-
tilhar parte do poder decisório. Logo, é também
fundamental que sejam garantidas as condições
democráticas desde a escolha dos representantes
até o respeito às deliberações dos conselhos para
que os processos de gestão partilhada tenham
efetividade no país.” Um conselho deve ser, no
mínimo, DELIBERADOR e FISCALIZADOR. Exija
do seu conselho de cultura uma postura mais
ofensiva na fiscalização dos recursos que são
destinados à Secretaria Municipal de Cultura ou
ao órgão responsável pela Cultura no município.
Qualquer cidadão pode solicitar uma assembleia
ordinária ou extraordinária para deliberar sobre
qualquer questão cultural. O ideal é formalizar
o pedido através de um ofício. Caso não haja
resposta ou você seja ignorado, procure outros
meios legais como, por exemplo, denunciar o
fato ao MINISTÉRIO PÚBLICO.
2917 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
14 COMO CAPTAR RECURSOS PARA UM
PROJETO?
A primeira coisa é a seguinte: na elaboração do
projeto, você já deve se preocupar com aspec-
tos que interessam a futuros patrocinadores. As-
sim, você já vai ter meio caminho andado para o
marketing cultural.
Lembre-se: a empresa quer vender o produto
dela. Você precisa se adaptar às estratégias de
comunicação da empresa patrocinadora.
ATENÇÃO
Descobrir o interesse do patrocinador não significa transformar o projeto em um
“produto para venda”, não é alterar o conceito do que se pretende para facilitar
a obtenção de recursos. Um bom projeto cultural não é um agregado de pro-
moções, cartazes, folhetos, anúncios e a marca do patrocinador na camiseta do
artista.
30 Como transformar a Cultura em um bom negócio
Você precisa conhecer a condição econômico-
financeira do patrocinador. Descobrir quanto
ele tem investido em marketing cultural; saber
quanto paga de tributos (quando o projeto en-
EXEMPLOS
“Seu patrocínio é apenas o pontapé inicial que comprova a preocupação de sua empresa em devol-
ver à sociedade o que ela lhe dá.”
“Se o seu cliente tem a opção entre duas empresas, escolhe a que reflete uma postura de empresa-
cidadã. E empresa-cidadã é aquela que investe em cultura.”
“Você não está gastando, você está investindo. E investir em cultura não é só um bom negócio, mas
é também uma eficiente estratégia de valorização da imagem de sua empresa junto à comunidade.”
“Nós podemos até estar em realidades distintas, mas, a partir do momento que associarmos as nos-
sas necessidades e desejos de expressão às características, necessidades e vontades da sua empresa,
alcançaremos o sucesso do marketing cultural.”
volver incentivo fiscal) em que tem investido etc.
Chavões, frases de efeito, palavras chave são fun-
damentais para a obtenção do patrocínio.
3117 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
Apresente um projeto sem erros, com uma iden-
tidade visual limpa e um portfólio do empreen-
dedor cultural. Desenvolva com criatividade um
Plano de Cotas usando terminologias como Plati-
na, Ouro, Prata, Bronze e Cobre, com os respec-
tivos direitos em conformidade com os resulta-
dos do projeto a ser patrocinado.
ATENÇÃO
Não se pode apresentar um projeto
para uma empresa (possível patrocina-
dora) sem conhecê-la antecipadamen-
te. É preciso saber o que ela faz, o que
produz e o que já patrocinou.
32 Como transformar a Cultura em um bom negócio
COMO SABER SE EU POSSUO DIREITOS
CULTURAIS?15
Os direitos culturais, além de serem direitos hu-
manos previstos expressamente na Declaração
Universal de Direitos Humanos (1948), no Bra-
sil, encontram-se devidamente normatizados na
Constituição Federal de 1988 devido à sua rele-
vância como fator de singularização da pessoa
humana.
“Os direitos culturais são parte integrante
dos direitos humanos, cuja história remon-
ta à Revolução Francesa e à sua Declara-
ção dos Direitos do Homem e do Cidadão
(1789), que sustentou serem os indivíduos
portadores de direitos inerentes à pessoa
humana, tais como direito à vida e à liber-
dade.” (MACHADO, 2007).
Com o intuito de garantir o direito à Cultura, as-
sim diz a Constituição:
“Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno
exercício dos direitos culturais e acesso às fontes
da cultura nacional, e apoiará e incentivará a va-
lorização e a difusão das manifestações culturais.
3317 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
§ 1.º O Estado protegerá as manifestações das
culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e
das de outros grupos participantes do processo
civilizatório nacional.
§ 2.º A lei disporá sobre a fixação de datas come-
morativas de alta significação para os diferentes
segmentos étnicos nacionais.”
São garantidos a todos os cidadãos brasileiros o
efetivo exercício dos direitos culturais, o acesso
às fontes da cultura nacional e a liberdade das
manifestações culturais.
Partindo desse ponto, vemos que é dever do Es-
tado garantir a todos o pleno exercício dos DI-
REITOS CULTURAIS.
34 Como transformar a Cultura em um bom negócio
16 COMO A CULTURA PODE MUDAR A
CARA DA MINHA CIDADE?
Se o governo municipal fomentar atividades cul-
turais estratégicas que gerem trabalho, emprego
e renda e promovam a inclusão social, especial-
mente entre jovens, a cidade se transforma. 
“O desenvolvimento de uma sociedade, de
uma empresa, de uma comunidade passa
indiscutivelmente pela cultura.”
O município precisa valorizar seu Patrimônio Cul-
tural (materiais e imateriais, museus e arquivos),
as expressões culturais (artesanato, artes visuais,
culturas afro, indígenas e populares), as artes
e espetáculos (dança, música, circo e teatro), o
audiovisual, livro e literatura (cinema e vídeo, e
publicações) e até mesmo as criações funcionais
(moda, arquitetura, design e arte digital).
O uso da cultura para aquecer a economia exige
ações diferenciadas. O governo municipal preci-
sa criar fundos específicos de financiamento que
apoiem a produção e difusão de atividades cul-
turais por meio de programas de fomento ou leis
de incentivo.
Se, segundo o IBGE, o crescimento médio
anual dos setores criativos no Brasil foi de
mais de 6%, mais até que o aumento do PIB
3517 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
nacional nos últimos anos, com cerca de
4,3% de alta, imagine por quanto não res-
ponde a cultura pelas riquezas mundiais?
Quando é criado um evento, uma enorme cadeia
produtiva é gerada, passando por diversos seto-
res. O turismo cultural e o turismo de eventos,
por exemplo, movimentam bilhões no mundo
inteiro. E ele não só gera oportunidades de em-
prego e renda diretamente a artesãos, pequenas
indústrias e lojas que lidam com diversos artigos
como artefatos e camisetas, mas também aque-
ce empreendimentos como restaurantes, agên-
cias de viagem, transportes e guias turísticos.
ATENÇÃO
A Cultura, sobretudo as manifesta-
ções artísticas, não deve ser fomentada
apenas para turista ver. Elas devem ser
estimuladas e fortalecidas ao longo de
todo o ano. Isto, sim, é política pública.
36 Como transformar a Cultura em um bom negócio
O QUE DIFERE A CULTURA DA SAÚDE, DA
EDUCAÇÃO E DOS DEMAIS SETORES DA
ECONOMIA?
17
Não se trata aqui de estabelecer um dilema,
muito menos atribuir uma escolha. Entretanto,
para que uma sociedade avance, seu processo de
transformação passa, sem nenhuma dúvida, pela
Cultura. Se a “Educação ensina a ler e a escrever,
a Cultura ensina a pensar”. Se a Saúde cuida dos
males do corpo, a Cultura cuida dos males da
alma. O que difere a Cultura de todos os demais
setores econômicos, dos produtos gerados pela
indústria é o valor simbólico que ela carrega.
Seus signos e significados – primeira dimensão
de sua organização – dizem respeito a tudo que
a gente faz, vive e cria4
.
A Cultura é um dos setores da economia criativa
cujo conceito – criado, pela primeira vez, pelo
teórico John Howkins5
– se coaduna com as ati-
4
Veja o tópico: “O que eu preciso saber sobre a área cultural?”
5
John Howkins publicou, pela primeira vez, suas ideias sobre criatividade e inovação em “A Economia Criativa,” em 2011, revisado em
2013. Seu livro mais recente é “Ecologias Criativas: Quando o pensamento é um bom trabalho.”
3717 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
vidades que envolvem “criação, produção e dis-
tribuição de produtos e serviços, usando a cria-
tividade, o capital intelectual e o conhecimento
como principais recursos produtivos.”
A Cultura também gera trabalho e renda, pro-
move inclusão social e desenvolvimento huma-
no. Mais do que produtos e serviços – tal qual a
economia criativa – ela se preocupa com a expe-
riência. Tanto de quem produz, como de quem
6
Leonardo Cássio autor do artigo “Economia Criativa, o que é?”, publicado no site: www.jornalirismo.com.br, em 19/07/2011. Dispo-
nível em http://www.jornalirismo.com.br/cult-cultura/34-outros-autores/1236-economia-criativa-o-que-e
consome.
Parafraseando o jornalista Leonardo Cássio6
, eu
diria que a Cultura caminha para uma produção
comercial que tem como base experiências cria-
tivas e atrativas, com valores diferenciados para
uma sociedade, valorizando o local, porém, pen-
sando de modo global e se utilizando de recursos
tecnológicos para efetivar seus próprios projetos.
Como transformar a Cultura em um bom negócio
QUER SABER MAIS?
Cultura. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura/>. Acesso em:
31 mar. 2014.
AMORIM, Ana Maria. Legislações Culturais. Coleção Política e Gestão Cultu-
rais. Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, P55 Edições, 2013.
PEIXE, João Roberto. Sistemas de Cultura. Coleção Política e Gestão Culturais.
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, P55 Edições, 2013.
FREIRE, Alberto. Fomento à Cultura. Coleção Política e Gestão Culturais.
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, P55 Edições, 2013.
CUNHA, Maria Helena. Gestão Cultural. Coleção Política e Gestão Cultu-
rais. Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, P55 Edições, 2013.
CALEBRE, Lia. Conselhos de Cultura. Coleção Política e Gestão Culturais. Se-
cretaria de Cultura do Estado da Bahia, P55 Edições, 2013.
Observatório da Diversidade Cultural. Disponível em: <http://observatoriodadiver-
sidade.org.br/site/o-direito-de-acesso-a-cultura-e-a-constituicao-federal/>. Acesso
em: 31 mar. 2014.
BARROS, José Márcio. “Diversidade Cultural e Desenvolvimento Humano – Curso de Ges-
tão e Desenvolvimento Cultural Pensar e Agir com Cultura, Cultura e Desenvolvimento
Local 2007”.
3917 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural
BRASIL. Constituição (1988). “Constituição da República Federativa do Brasil”: promulgada em 5 de
outubro de 1988. Organização do texto: Juarez de Oliveira. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1990. (Série
Legislação Brasileira).
MACHADO, Bernardo Novais da Mata. “Direitos Culturais e Políticas para a Cultura – Curso de Ges-
tão e Desenvolvimento Cultural Pensar e Agir com Cultura, Cultura e Desenvolvimento Local 2007”
PORTAL SEBRAE. Aprenda a se tornar um microempreendedor individual. Disponível em: <http://
www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursos_eventos/Aprenda-como-se-tornar-um-microempre-
endedor-individual>. Acesso em: 28 abr. 2014.
MOLINA, Alexandre José et al. Guia Funceb: elaboração e realização de propostas culturais. – Sal-
vador: EGBA, 2012.
Institucionalização de Grupos Artístico-Culturais 2010. Secretaria de Cultura da Bahia. Disponível
em: <http://www.cultura.ba.gov.br/wp-content/uploads/2010/publicacoes/cartilha_institucionali-
zacaodegrupos.pdf>. Acesso em: 28 abr. 2014.
SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA. Departamento Nacional. O desafio de elaborar e viabilizar projetos
culturais sob as diretrizes da tecnologia SESI Cultura - Brasília: SESI-DN, 2007.
PORTFÓLIO DE CONHECIMENTOS. Fofa-Swot. Disponível em: <http://gestao.wordpress.
com/2006/09/07/fofa/>. Acesso em: 18 maio 2014.
THIRY-CHERQUES, Hermano Roberto. Projetos Culturais – Técnicas de Modelagem. 2. ed. Rio de
Janeiro: Editora FGV, 2010.
EMPREENDEDORES CRIATIVOS. Disponível em: <http://www.empreendedorescriativos.com.br/glos-
sario/economia-criativa-o-que-e/>. Acesso em: 18 maio 2014.
Educação ensina a ler e
a escrever, a Cultura ensina a
pensar. Se a Saúde cuida dos
males do corpo, a Cultura
cuida dos males da alma.
em um
Como transformar a
É uma cartilha básica e um ins-
trumento valioso que tem as
respostas para as perguntas
mais simples, a fim de não dei-
xar você na mão quando estiver
numa roda de amigos falando
sobre Cultura.
Você descobrirá que é melhor
“pecar pelo excesso” que omitir
informações. A profissionaliza-
ção no campo cultural, as no-
vas possibilidades de atuação e
suas interfaces exigem, cada vez
mais, pessoas preparadas para
competir no mercado cultural.
Patrocínio Realização:

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Como Transformar a Cultura em um bom negócio

  • 1. em um Como transformar a Perguntas para você se tornar um empreendedor cultural Pawlo Cidade
  • 2. Fale com o autor: pawlocidade@msn.com (73) 9998.2555
  • 3. em um bom negócio Como transformar a Perguntas para você se tornar um empreendedor cultural Itabuna, Bahia | Setembro de 2014 Pawlo Cidade Patrocínio Realização:
  • 4. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, por sistemas gráfi- cos, fotográficos, reprográficos, internet, e-books. A violação dos direitos autorais é punível como crime (art. 184 e parágra- fos, do Código Penal, cf. Lei n. 6.895, de 17.12.80) com pena de prisão e multa, conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (artigos 102, 103 parágrafo único, 104, 105, 106 e 107 itens 1, 2 e 3 da Lei n. 9610, de 19.06.98, Lei dos Direitos Autorais). Copyright 2014, Pawlo Cidade Direitos cedidos para esta edição à A5 editora. Av. Itajuípe 253B - Sala 03 - Santo Antônio Itabuna - Bahia, Brasil CEP: 45.602-010 www.a5editora.com.br | contato@a5editora.com.br Revisão: Acácia Melo Magalhães Editoração: A5 design editorial Projeto e Capa: Marcel Santos Impressão: A5 Editora Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)(CIP) (Bibliotecária responsável: Sabrina Leal Araujo – CRB 10/1507) C568c Cidade, Pawlo. Como transformar a Cultura em um bom negócio : 17 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural / Pawlo Cidade. – Itabuna, BA : A5 Editora, 2014. 40 p. : il. ; 15 cm. ISBN 978-85-64917-23-1 1. Cultura - Projetos. 2. Empreendedorismo. I. Título. CDU 008:658.012.29 CDD 301.2
  • 5. Apresentação O que é Cultura? O que eu preciso saber da área cul- tural para não passar vergonha quando estiver num debate sobre políticas públicas de cultura? Como se dar bem na Cultura? O que eu preciso saber para fazer um bom projeto? Afinal, o que é mais importante: a ideia ou o projeto? Como a Cul- tura pode mudar a cara da minha cidade? O que difere a Cultura da Saúde, da Educação e dos demais setores da economia? “Como transformar a Cultura em um bom negócio” é uma cartilha básica e um instrumen- to valioso que tem as respostas para as perguntas mais sim- ples, a fim de não deixar você na mão quando estiver numa roda de amigos falando sobre Cultura.
  • 6. 07 O que é Cultura? 08 O que eu preciso saber sobre a área cultural? 11 Como se dar bem na Cultura? 13 E se eu tiver recursos para criar uma associação sem fins lucrativos ou uma produtora cultural com fins lucrativos? 14 Eu tenho que estar preparado para competir no mercado cultural? 16 O que eu preciso saber para fazer um bom projeto? 19 Quais são os principais itens de um projeto? 22 O que é mais importante: a ideia ou o projeto? 24 O que devo atentar ao participar de um edital? 25 A prestação de contas começa quando o projeto termina? 26 A minha cidade faz parte do Sistema Nacional de Cultura? 27 Como descobrir se minha cidade recebe verbas específicas de Cultura? 28 Como cobrar ações mais enérgicas do Conselho Municipal de Cultura? 29 Como captar recursos para um projeto? 32 Como saber se eu possuo direitos culturais? 34 Como a Cultura pode mudar a cara da minha cidade? 36 O que difere a Cultura da Saúde, da Educação e dos demais setores da Economia? 38 Quer saber mais?
  • 7. 717 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural Cultura é toda manifestação artística do ser hu- mano. É toda forma de ser e agir. É multiplicida- de de costumes, escolhas, comportamentos. É o modo de se relacionar, trocar ideias, construir e propor. A Cultura é um traço de uma civilização, de um conjunto de verdades e mentiras, mudan- ças e aprendizagem, encontros e desencontros, estórias, histórias, causos, contos e lendas. A Cultura se faz presente até mesmo onde se diz que não há Cultura porque a negação da cultu- ra já é um tipo de cultura. E todos estes modos de ser e conviver se transformam, se renovam e se apresentam na Arte como sua mais legítima revelação. Este conceito não se encerra aqui. Pelo contrário, você ainda pode conceituar Cultura do ponto de vista da sociologia, da antropologia, da filosofia e até mesmo das ciências agrárias. O QUE É CULTURA? 1
  • 8. 8 Como transformar a Cultura em um bom negócio Em primeiro lugar, compreender que a área cul- tural tem uma organização. E está vinculada a uma política pública que a coloca em, pelo me- nos, três dimensões: I – a dimensão simbólica, que diz respeito a tudo que a gente faz, vive e cria, ao conjunto de artefatos, textos e objetos, aos produtos mer- cantilizados das indústrias culturais, às expres- sões espontâneas e informais, aos discursos es- pecializados das artes e dos estudos culturais, e aos sistemas de valores e crenças dos diversos segmentos da sociedade. Enfim, a Cultura em si é simbólica; II – a dimensão cidadã, que abrange o campo dos direitos culturais à identidade e à diversida- de, ao acesso aos meios de produção, difusão e fruição dos bens e serviços de cultura, à partici- pação na gestão pública, ao reconhecimento da autoria, à livre expressão e à salvaguarda do pa- trimônio e da memória cultural. Assim, cidadão “não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma1 .” 2 O QUE EU PRECISO SABER SOBRE A ÁREA CULTURAL? 1 “Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma.” Frase de Augusto Boal (1931-2009).
  • 9. 917 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural III – a dimensão econômica, relativa ao desen- volvimento sustentado e inclusivo de todos os elos das cadeias produtivas e de valor da cultura. Cultura como elemento gerador de emprego e renda. Em segundo lugar, a Cultura hoje está vinculada a um modelo de gestão semelhante ao Sistema Único de Saúde - SUS e ao Sistema Único de Assistência Social - SUAS, que repassam recur- sos diretos de Fundo a Fundo. Sua organização adota a estrutura federativa, sendo constituída por sistemas correspondentes aos três níveis de governo (federal, estadual e municipal). A estru- tura básica se reproduz em cada nível, com os devidos ajustes às particularidades locais. Portanto, o Sistema Municipal de Cultura de sua cidade deve possuir os seguintes elementos: Sistema Municipal de Cultura Secretaria Municipal de Cultura Conferência Municipal de Cultura Plano Municipal de Cultura Sistemas Municipais Setoriais de Cultura Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais Sistema Municipal de Financiamento à Cultura Conselho Municipal de Política Cultural Programa Municipal de Formação na Área da Cultura
  • 10. 10 Como transformar a Cultura em um bom negócio ATENÇÃO! Na criação do Sistema em seu município, não é necessária a constituição de todos estes elementos. Mas é imprescindível a presença de um órgão responsável pela Cultura do município, mesmo que ele seja vinculado à outra secretaria. Ter conferências de Cultura a cada dois anos; possuir um Plano Municipal de Cultura; ter um Sistema Municipal de Financiamento à Cultura, ou seja, um Fundo Municipal de Cultura; possuir um Conselho Municipal de Cultura paritário e possuir a lei de implantação do Sistema Municipal de Cultura aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito. Em terceiro lugar, existem financiamentos pú- blicos das diversas esferas (federal, estadual e municipal), também chamados de financiamen- tos diretos por utilizarem recursos públicos e privados (pessoas físicas, empresas, fundações e outros segmentos da sociedade civil), também conhecidos como financiamentos indiretos para a Cultura, em suas mais diversas modalidades. Muitos deles são ligados a chamadas públicas (editais) ou prêmios. Quando os recursos saem do setor público, o motivo principal está ligado ao Social, e seu principal objetivo é democratizar os recursos, diversificar as atividades, promover a identidade nacional. Quando os recursos são oriundos da iniciativa privada, estão ligados mais ao Social, pessoal ou comercial, e seu objetivo está sempre vinculado às estratégias de comunicação, como divulgação da marca, melhoramento da ima- gem, promoção junto a outros segmentos, etc.
  • 11. 1117 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural COMO SE DAR BEM NA CULTURA? 3 Se a expressão “se dar bem” tem o mesmo sen- tido de “ganhar dinheiro”, infelizmente, não te- nho a fórmula. Mas se você quer amadurecimen- to no campo cultural, precisa entender como pensam os intelectuais do Sistema. O negócio é cuidar primeiro do “jardim” para que, ao invés de “correr atrás das borboletas”, fazer com que as borboletas venham até você. Portanto, a coisa certa a fazer é se ORGANIZAR. Se você não tem como pagar todos os custos necessários à cria- ção de uma empresa, existe um negócio chama- do MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL, ligado ao SEBRAE, que pode lhe ajudar muito. O Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um microempreendedor individu- al, é necessário faturar, no máximo, até R$ 60.000,00 por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular. O MEI também pode ter um empregado con- tratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. Entre as vantagens oferecidas por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Ju- rídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta
  • 12. 12 Como transformar a Cultura em um bom negócio bancária, pedido de empréstimos e emissão de notas fiscais. Além disso, o MEI será enquadra- do no Simples Nacional e ficará isento dos tribu- tos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Assim, pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 37,20 (comércio ou indústria), R$ 41,20 (prestação de serviços) ou R$ 42,20 (comércio e serviços), que será destinado à Previdência So- cial e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo. Com essas contribuições, o Microem- preendedor Individual tem acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, apo- sentadoria, entre outros. O negócio é cuidar primeiro do “jardim” para que, ao invés de “correr atrás das borboletas”, fazer com que as borboletas venham até você.
  • 13. 1317 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural E SE EU TIVER RECURSOS PARA CRIAR UMA ASSOCIAÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS OU UMA PRODUTORA CULTURAL COM FINS LUCRATIVOS? 4 Para fundar uma associação você precisará de, no mínimo, seis membros. Para fundar uma pro- dutora, apenas dois sócios. A vantagem de uma associação é que ela não paga Imposto de Ren- da. Entretanto, precisa seguir alguns pré-requisi- tos, tais como: • Não remunerar seus dirigentes; • Não distribuir sobras/ganhos financeiros para os seus associados; e • Não aplicar suas rendas e patrimônio na con- secução dos objetivos, em território nacional. Mesmo sendo imune, a associação é obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Im- posto de Renda Pessoa Jurídica. Já uma produto- ra cultural deverá arcar com todos os impostos que lhe são devidos.
  • 14. 14 Como transformar a Cultura em um bom negócio 5 EU TENHO QUE ESTAR PREPARADO PARA COMPETIR NO MERCADO CULTURAL? Com certeza! A profissionalização no campo cul- tural, as novas possibilidades de atuação e suas interfaces exigem, cada vez mais, pessoas prepa- radas para competir no mercado cultural. Lem- bre-se: “Cultura também é um negócio” e, como todo negócio, ele tende a dar certo ou errado. As chances de dar errado diminuem quando você se prepara tecnicamente. Atualize-se 24 horas por dia. Saiba tudo sobre a área em que você quer militar. Leia, assista, comente, divulgue, partici- pe, proteste, escreva. Se você vai montar um espetáculo, publicar um livro ou produzir um show precisa colocar tudo na ponta do lápis. Faça um PLANEJAMENTO ES- TRATÉGICO. Não há um modelo único, entretan- to, você deve respeitar a realidade de cada situa- ção e o uso de metodologias diferenciadas, bem como o porte da instituição. Independentemente do modelo que você adote, a estruturação do Pla- nejamento Estratégico deve seguir algumas eta- pas e responder a alguns questionamentos como: a) Elaborar um diagnóstico da realidade em que você está inserido, de forma interna e externa. Utilize a matriz FOFA2 . Com a equi- pe de trabalho reunida, discuta quais são as
  • 15. 1517 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural Fortalezas e Fraquezas no ambiente interno, e as Oportunidades e Ameaças no ambiente externo. A matriz vai lhe orientar não apenas no diagnóstico, mas também na elaboração de ações estratégicas para diminuir os pontos negativos e fortalecer os pontos positivos; b) Defina sua missão, sua visão de futuro, seu foco de atuação e inovação; c) Formule objetivos e resultados esperados; d) De onde virão os recursos financeiros? Este princípio é muito importante. e) Quando a empresa vai entrar em atividade? f) Quais são as estratégias que você utilizará e, por fim, g) Que condições ideais serão geradas para per- mitir a sua criação? Depois da FOFA e respondida as questões pro- postas, você precisará monitorar e avaliar con- tinuamente o que está fazendo. Isto vai garan- tir um resultado mais eficaz. E a conclusão de tudo isso é um PLANO DE AÇÃO – documento referencial e acessível que traduz em diretrizes, programas, ações estratégicas e projetos o que foi definido durante o processo de concepção do planejamento. Todavia, você acha que depois de seguir, à risca, estes três pontos, você conseguirá “se dar bem” na Cultura? Então, leia o item a seguir. 2 A matriz FOFA é um cruzamento de cenários para se saber quais serão os objetivos estratégicos da instituição, com menor chance de falha. Cenários são reflexões sistemáticas, extraídas por métodos científicos, que definem futuros possíveis.
  • 16. 16 Como transformar a Cultura em um bom negócio 6 O QUE EU PRECISO SABER PARA FAZER UM BOM PROJETO? Maria Helena Cunha afirma que um bom projeto é aquele em que “cada item de desenvolvimento do projeto deve estar interligado. Isso significa que, na prática, quando estamos planejando e estruturando um projeto, cada atividade deve se remeter ao seu objetivo específico, e este ao objetivo principal do projeto e aos resultados de- sejados (neste caso, as METAS)3 . Tudo isso refle- te nos recursos financeiros necessários para sua viabilização e nos recursos humanos capazes de transformar as ideias em ações culturais e artís- ticas efetivas.” No caso dos editais da Bahia (e acredito que a lógica com os editais da FUNARTE, do MinC e outros Estados deve seguir a mesma direção), é preciso ainda deixar clara a relevância do seu projeto no contexto sociocultural de sua reali- zação. Aliem-se a esse processo CRIATIVIDADE, INOVAÇÃO e SINGULARIDADE. Tudo isso junto estimula a diversidade cultural. Sabe, por quê? Porque, nesta situação, o que está sendo ava- liada é a questão do MÉRITO e da QUALIDADE ARTISTÍCA da proposta. 3 Grifo do autor.
  • 17. 1717 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural Os outros 50% vão ser analisados a partir da li- gação que seu projeto tem com os princípios do PLANO NACIONAL DE CULTURA e com a LEI OR- GÂNICA DA CULTURA DA BAHIA (Lei n. 12.365, de 30 de novembro de 2011). Se ele se encaixar em qualquer um dos itens do artigo 3º. da Lei Orgânica e estiver em consonância com alguns dos princípios e objetivos do artigo 4º., beleza! Porém, não se desespere. Este item quase nunca PERGUNTE SEMPRE O que tem de criativo no meu pro- jeto? O que eu trago de novo nesta proposta? O que torna meu proje- to diferente? Se você conseguir responder a estas questões, tem 50% de chance de ter seu projeto aprovado. passa pela seleção de mérito. Geralmente, ele é visto pela seleção técnica. O importante mesmo é saber se seu projeto tem como se estruturar e provocar um EFEITO MULTIPLICADOR. Ou seja, se ele vai mesmo atingir as metas que você men- ciona. E você pensa que é só isso? Os avaliadores que- rem saber quais são as ESTRATÉGIAS que você irá utilizar para levar gente para assistir ao seu trabalho ou comprar seu produto. E mais: como é que você vai fazer isso (ACESSIBILIDADE) e se ele – o projeto – vai contribuir para a QUALIFICA- ÇÃO DO SETOR. Por fim – não acabou ainda não – os avaliadores analisam a qualificação de quem está propondo e a equipe que irá ajudar a realizar o projeto, priorizando a experiência e qualificação do pro- ponente e equipe em relação ao objeto do proje- to, sua relevância na atuação local e/ou regional
  • 18. 18 Como transformar a Cultura em um bom negócio dos envolvidos e as articulações e/ou PARCERIAS que o proponente irá promover. Depois disso, discutem-se a clareza, a consistên- cia das informações, coerência na composição do projeto, coerência entre as ações da proposta e os custos apresentados, razoabilidade dos itens de despesas e seus custos (para ver se os valores É por isso que existem muitos artistas e produ- tores que não conseguem escrever um projeto. Ideias boas não faltam. Difícil mesmo é colo- apresentados são coerentes com os praticados no mercado) e para ver se há mesmo condições de o projeto ser realizado. E, como se não bas- tasse, responde-se, em toda a avaliação, se com o orçamento proposto é possível atingir as metas e cumprir o cronograma de execução. cá-las no papel. Mas se você é um destes artis- tas, não se desespere. Veja o questionamento a seguir. RESUMINDO Um bom projeto é aquele que é CRIATIVO, INOVADOR, DIFERENTE, se encaixa na LEI OR- GÂNICA DE CULTURA, é ACESSÍVEL, MULTIPLICADOR, possui uma EQUIPE QUALIFICADA, tem os CUSTOS PRATICADOS NO MERCADO e um ORÇAMENTO capaz de realizar o que se está propondo.
  • 19. 1917 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS ITENS DE UM PROJETO?7 Bem, agora que você descobriu como seu pro- jeto é avaliado, vamos ver como ele deve ser es- crito. Falar sobre COMO fazer um projeto requer mais que uma cartilha. Há muitos sobre o tema. Recomendo o livro do professor Hermano Rober- to Thiry-Cherques. Darei apenas algumas dicas simples. Primeiro, seu projeto precisa de um título, uma identidade, um nome. Depois, você precisa jus- tificar a sua criação. Portanto, deve informar o motivo pelo qual você vai desenvolver a proposta ou apresentar o produto cultural. Na justificati- va, conte por que seu projeto é diferente dos de- mais. Assim, temos: NOME JUSTIFICATIVA Segundo, deixe para fazer o RESUMO e a DES- CRIÇÃO quando terminar o projeto. Trace o(s) objetivo(s) geral(is) e específicos. O objetivo ge- ral é mais amplo. O próprio nome já diz. E os específicos apontam para as ações que você quer realizar. Desta forma, teremos:
  • 20. 20 Como transformar a Cultura em um bom negócio NOME JUSTIFICATIVA OBJETIVO(S) GERAL(IS) OBJETIVOS ESPECÍFICOS Terceiro, diga o que você pretende atingir crian- do as metas. Metas em projeto significam quan- tidade. Portanto, metas = quantidade. Em segui- da, defina o público-alvo que você quer alcançar. Nada de colocar “público em geral.” Definindo o público mostre como irá avaliar o que você até aqui disse que iria fazer. Assim, você já possui: NOME JUSTIFICATIVA OBJETIVO(S) GERAL(IS) OBJETIVOS ESPECÍFICOS METAS PÚBLICO-ALVO AVALIAÇÃO DE RESULTADOS Quarto, e aqui você precisa prestar bastante aten- ção para não se confundir – crie o passo a passo de realização das atividades, dividindo tudo em pré-produção, produção e pós-produção. Esta etapa é chamada de Roteiro de Execução. Por fim – a parte em que muita gente “quebra” a cabeça – o orçamento ou planilha de custos. Você agora vai transformar em números tudo o que você pensou em fazer. Vai dizer quanto cus- ta cada item e/ou cada ação que o projeto vai ter. Os editais ainda exigem um plano de mobiliza- ção, de acesso e de distribuição do produto a ser criado e uma ficha técnica com o nome e currí-
  • 21. 2117 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural culo de todos que estão participando do proje- to. Resumindo, seu projeto deve ter o seguinte esqueleto: NOME JUSTIFICATIVA OBJETIVO(S) GERAL(IS) OBJETIVOS ESPECÍFICOS METAS PÚBLICO-ALVO AVALIAÇÃO DE RESULTADOS ROTEIRO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTO Metas em projetos significam de quantidade. Portanto, metas = quantidade. Em seguida, defina o público-alvo que você quer alcançar
  • 22. 22 Como transformar a Cultura em um bom negócio 8 O QUE É MAIS IMPORTANTE: A IDEIA OU O PROJETO? Cara, confesso que fui apertado sem ser abraça- do. Se eu afirmar que é a ideia, significa que seu projeto pode ser uma porcaria, mas, se sua ideia é boa, então, seu projeto é aprovado. Por ou- tro lado, se eu disser que sua ideia pode até ser ruim, porém, seu projeto é bom, então ele, sem nenhuma sombra de dúvida, será aprovado. En- tretanto, não é bem assim que “a banda toca.” É preciso ter uma ideia boa e um projeto realizável. Ele pode ter uma ou duas falhas. Os objetivos es- pecíficos podem não dialogar em sua totalidade com as metas e estas com seu CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO. Todavia, se há coerência nos recur- sos apresentados, se a JUSTIFICATIVA convence e se o objetivo geral é bem claro e abrangente, bingo! É só esperar a assinatura do Termo de Acordo e Compromisso – TAC. Peraí. Já tive projetos que atenderam a todos os pré-requisitos acima e, mesmo assim, não obti- veram aprovação. E aí? Bem, três – ou mais – possibilidades podem ter ocorrido. Entre elas:
  • 23. 2317 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural 1. Os recursos não podiam contemplar todos os projetos. Neste caso, eles respondem: “No conjunto das propostas avaliadas, a propos- ta, em comparação com as demais, não ob- teve destaque, quer seja em decorrência da relação custo-benefício, quer seja na avalia- ção comparativa de mérito e qualidade artís- tico-cultural.” 2. Sorte (?) e/ou 3. “A proposta apresenta insuficiência de infor- mações, o que compromete a avaliação de mérito artístico-cultural e da exequibilidade do projeto.”
  • 24. 24 Como transformar a Cultura em um bom negócio O QUE DEVO ATENTAR AO PARTICIPAR DE UM EDITAL?9 É fundamental ler e reler o edital e atentar para itens não fianciáveis, como coffee break, docu- mentos obrigatórios de inscrição, duração da proposta e valor máximo da proposta, que po- dem passar despercebidos. Leia também as leis que regem o edital. Há obri- gações nas leis que, muitas vezes, não estão ex- pressas em detalhes. Apenas são citados o nú- mero e a data da publicação da lei, sem os ar- tigos que esclarecem o que é ou não permitido. Observe os anexos. Envie tudo que possa dar mais informações sobre sua proposta (currículos, clipping, peças de divulgação, cartas de anuên- cia, texto, plano de curso, vídeos, áudios etc). É melhor “pecar pelo excesso” que esquecer um destes documentos. Veja se a sua linguagem artística se encaixa no edital que você escolheu. É comum, por exem- plo, propostas de audiovisual serem inscritas em editais de teatro, simplesmente porque há ence- nações previstas no projeto ou vice-versa. Você precisa definir logo de início em qual lin- guagem artística seu projeto se insere e justificar com bons argumentos a sua escolha.
  • 25. 2517 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural 10 A PRESTAÇÃO DE CONTAS COMEÇA QUANDO O PROJETO TERMINA? NÃO! A prestação de contas começa a partir do momento em que você gasta o primeiro real. To- dos os gastos e serviços que custem acima de R$ 168,00 (cento e sessenta e oito reais) devem ter, no mínimo, três orçamentos. DICA Mesmo que você não preveja a criação de um blog sobre a proposta, crie um para seu projeto e poste nele todas as atividades que foram desenvolvidas. Ao final do projeto, você terá um relatório de atividades com tudo que realizou. IMPORTANTE: Você tem que comprovar tudo que gastou. INDISPENSÁVEL: Nota Fiscal e/ou RECIBO, quan- do for o caso. IMPRESCINDÍVEL: A marca do patrocinador em todo o material de promoção e divulgação.
  • 26. 26 Como transformar a Cultura em um bom negócio A MINHA CIDADE FAZ PARTE DO SISTEMA NACIONAL DE CULTURA?11 O caminho certo para descobrir isso é o site do Ministério da Cultura: www.cultura.gov.br, porém, longe de ser simples, você precisa ir ao rodapé da página encontrar o título ACESSO À INFORMAÇÃO e clicar no link PROGRAMAS E AÇÕES. Nesta nova página, clique no último link: SISTEMA NACIONAL DE CULTURA. Quando a página abrir, clique logo no auto “Situação dos Estados e Municípios” e depois no link “Situação dos Municípios com Acordo”. Pronto! Procure seu Estado e seu município e saiba como está a situação dele no Sistema Nacional de Cultura. Caso não queira entrar no site do MinC, pesqui- se através do Google digitando o título “Sistema Nacional de Cultura”. O primeiro link que surge é o do Sistema Nacional de Cultura escrito assim: “Ministério da Cultura - SNC.” Clique e siga as instruções a partir do link: “Situação dos Estados e Municípios.”
  • 27. 2717 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural 12 COMO DESCOBRIR SE MINHA CIDADE RECEBE VERBAS ESPECÍFICAS DE CULTURA? Na Bahia, todos os 417 municípios recebem uma pequena verba do FCBA – Fundo de Cultura da Bahia, que é vinculado ao ICMS. Este recurso ain- da não é o recurso Fundo a Fundo, previsto pelo Sistema Nacional e Estadual de Cultura, mas já é um avanço para algumas cidades. Neste caso, você deverá entrar no site da Secretaria da Fa- zenda: www.sefaz.ba.gov.br Quando entrar, vá até o item do lado esquerdo da tela com a palavra MUNICÍPIOS. Mais abaixo, clique em REPASSE. Vai surgir uma nova página com uma série de arquivos com todos os repas- ses dos últimos 16 anos. Clique no último mês do ano em questão. O site gera automaticamen- te uma lista com a DISTRIBUIÇÃO MENSAL AOS MUNICÍPIOS. Pronto! É só procurar a sua cida- de e identificar na antepenúltima coluna o valor acumulado daquele ano do FCBA.
  • 28. 28 Como transformar a Cultura em um bom negócio COMO COBRAR AÇÕES MAIS ENÉRGICAS DO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA?13 Segundo Lia Calebre, “ao criar um conselho, o governo sinaliza para a sociedade que tem a in- tenção de manter uma constância nas formas de elaboração das políticas, que está disposto a par- tilhar parte do poder decisório. Logo, é também fundamental que sejam garantidas as condições democráticas desde a escolha dos representantes até o respeito às deliberações dos conselhos para que os processos de gestão partilhada tenham efetividade no país.” Um conselho deve ser, no mínimo, DELIBERADOR e FISCALIZADOR. Exija do seu conselho de cultura uma postura mais ofensiva na fiscalização dos recursos que são destinados à Secretaria Municipal de Cultura ou ao órgão responsável pela Cultura no município. Qualquer cidadão pode solicitar uma assembleia ordinária ou extraordinária para deliberar sobre qualquer questão cultural. O ideal é formalizar o pedido através de um ofício. Caso não haja resposta ou você seja ignorado, procure outros meios legais como, por exemplo, denunciar o fato ao MINISTÉRIO PÚBLICO.
  • 29. 2917 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural 14 COMO CAPTAR RECURSOS PARA UM PROJETO? A primeira coisa é a seguinte: na elaboração do projeto, você já deve se preocupar com aspec- tos que interessam a futuros patrocinadores. As- sim, você já vai ter meio caminho andado para o marketing cultural. Lembre-se: a empresa quer vender o produto dela. Você precisa se adaptar às estratégias de comunicação da empresa patrocinadora. ATENÇÃO Descobrir o interesse do patrocinador não significa transformar o projeto em um “produto para venda”, não é alterar o conceito do que se pretende para facilitar a obtenção de recursos. Um bom projeto cultural não é um agregado de pro- moções, cartazes, folhetos, anúncios e a marca do patrocinador na camiseta do artista.
  • 30. 30 Como transformar a Cultura em um bom negócio Você precisa conhecer a condição econômico- financeira do patrocinador. Descobrir quanto ele tem investido em marketing cultural; saber quanto paga de tributos (quando o projeto en- EXEMPLOS “Seu patrocínio é apenas o pontapé inicial que comprova a preocupação de sua empresa em devol- ver à sociedade o que ela lhe dá.” “Se o seu cliente tem a opção entre duas empresas, escolhe a que reflete uma postura de empresa- cidadã. E empresa-cidadã é aquela que investe em cultura.” “Você não está gastando, você está investindo. E investir em cultura não é só um bom negócio, mas é também uma eficiente estratégia de valorização da imagem de sua empresa junto à comunidade.” “Nós podemos até estar em realidades distintas, mas, a partir do momento que associarmos as nos- sas necessidades e desejos de expressão às características, necessidades e vontades da sua empresa, alcançaremos o sucesso do marketing cultural.” volver incentivo fiscal) em que tem investido etc. Chavões, frases de efeito, palavras chave são fun- damentais para a obtenção do patrocínio.
  • 31. 3117 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural Apresente um projeto sem erros, com uma iden- tidade visual limpa e um portfólio do empreen- dedor cultural. Desenvolva com criatividade um Plano de Cotas usando terminologias como Plati- na, Ouro, Prata, Bronze e Cobre, com os respec- tivos direitos em conformidade com os resulta- dos do projeto a ser patrocinado. ATENÇÃO Não se pode apresentar um projeto para uma empresa (possível patrocina- dora) sem conhecê-la antecipadamen- te. É preciso saber o que ela faz, o que produz e o que já patrocinou.
  • 32. 32 Como transformar a Cultura em um bom negócio COMO SABER SE EU POSSUO DIREITOS CULTURAIS?15 Os direitos culturais, além de serem direitos hu- manos previstos expressamente na Declaração Universal de Direitos Humanos (1948), no Bra- sil, encontram-se devidamente normatizados na Constituição Federal de 1988 devido à sua rele- vância como fator de singularização da pessoa humana. “Os direitos culturais são parte integrante dos direitos humanos, cuja história remon- ta à Revolução Francesa e à sua Declara- ção dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), que sustentou serem os indivíduos portadores de direitos inerentes à pessoa humana, tais como direito à vida e à liber- dade.” (MACHADO, 2007). Com o intuito de garantir o direito à Cultura, as- sim diz a Constituição: “Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a va- lorização e a difusão das manifestações culturais.
  • 33. 3317 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural § 1.º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional. § 2.º A lei disporá sobre a fixação de datas come- morativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais.” São garantidos a todos os cidadãos brasileiros o efetivo exercício dos direitos culturais, o acesso às fontes da cultura nacional e a liberdade das manifestações culturais. Partindo desse ponto, vemos que é dever do Es- tado garantir a todos o pleno exercício dos DI- REITOS CULTURAIS.
  • 34. 34 Como transformar a Cultura em um bom negócio 16 COMO A CULTURA PODE MUDAR A CARA DA MINHA CIDADE? Se o governo municipal fomentar atividades cul- turais estratégicas que gerem trabalho, emprego e renda e promovam a inclusão social, especial- mente entre jovens, a cidade se transforma.  “O desenvolvimento de uma sociedade, de uma empresa, de uma comunidade passa indiscutivelmente pela cultura.” O município precisa valorizar seu Patrimônio Cul- tural (materiais e imateriais, museus e arquivos), as expressões culturais (artesanato, artes visuais, culturas afro, indígenas e populares), as artes e espetáculos (dança, música, circo e teatro), o audiovisual, livro e literatura (cinema e vídeo, e publicações) e até mesmo as criações funcionais (moda, arquitetura, design e arte digital). O uso da cultura para aquecer a economia exige ações diferenciadas. O governo municipal preci- sa criar fundos específicos de financiamento que apoiem a produção e difusão de atividades cul- turais por meio de programas de fomento ou leis de incentivo. Se, segundo o IBGE, o crescimento médio anual dos setores criativos no Brasil foi de mais de 6%, mais até que o aumento do PIB
  • 35. 3517 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural nacional nos últimos anos, com cerca de 4,3% de alta, imagine por quanto não res- ponde a cultura pelas riquezas mundiais? Quando é criado um evento, uma enorme cadeia produtiva é gerada, passando por diversos seto- res. O turismo cultural e o turismo de eventos, por exemplo, movimentam bilhões no mundo inteiro. E ele não só gera oportunidades de em- prego e renda diretamente a artesãos, pequenas indústrias e lojas que lidam com diversos artigos como artefatos e camisetas, mas também aque- ce empreendimentos como restaurantes, agên- cias de viagem, transportes e guias turísticos. ATENÇÃO A Cultura, sobretudo as manifesta- ções artísticas, não deve ser fomentada apenas para turista ver. Elas devem ser estimuladas e fortalecidas ao longo de todo o ano. Isto, sim, é política pública.
  • 36. 36 Como transformar a Cultura em um bom negócio O QUE DIFERE A CULTURA DA SAÚDE, DA EDUCAÇÃO E DOS DEMAIS SETORES DA ECONOMIA? 17 Não se trata aqui de estabelecer um dilema, muito menos atribuir uma escolha. Entretanto, para que uma sociedade avance, seu processo de transformação passa, sem nenhuma dúvida, pela Cultura. Se a “Educação ensina a ler e a escrever, a Cultura ensina a pensar”. Se a Saúde cuida dos males do corpo, a Cultura cuida dos males da alma. O que difere a Cultura de todos os demais setores econômicos, dos produtos gerados pela indústria é o valor simbólico que ela carrega. Seus signos e significados – primeira dimensão de sua organização – dizem respeito a tudo que a gente faz, vive e cria4 . A Cultura é um dos setores da economia criativa cujo conceito – criado, pela primeira vez, pelo teórico John Howkins5 – se coaduna com as ati- 4 Veja o tópico: “O que eu preciso saber sobre a área cultural?” 5 John Howkins publicou, pela primeira vez, suas ideias sobre criatividade e inovação em “A Economia Criativa,” em 2011, revisado em 2013. Seu livro mais recente é “Ecologias Criativas: Quando o pensamento é um bom trabalho.”
  • 37. 3717 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural vidades que envolvem “criação, produção e dis- tribuição de produtos e serviços, usando a cria- tividade, o capital intelectual e o conhecimento como principais recursos produtivos.” A Cultura também gera trabalho e renda, pro- move inclusão social e desenvolvimento huma- no. Mais do que produtos e serviços – tal qual a economia criativa – ela se preocupa com a expe- riência. Tanto de quem produz, como de quem 6 Leonardo Cássio autor do artigo “Economia Criativa, o que é?”, publicado no site: www.jornalirismo.com.br, em 19/07/2011. Dispo- nível em http://www.jornalirismo.com.br/cult-cultura/34-outros-autores/1236-economia-criativa-o-que-e consome. Parafraseando o jornalista Leonardo Cássio6 , eu diria que a Cultura caminha para uma produção comercial que tem como base experiências cria- tivas e atrativas, com valores diferenciados para uma sociedade, valorizando o local, porém, pen- sando de modo global e se utilizando de recursos tecnológicos para efetivar seus próprios projetos.
  • 38. Como transformar a Cultura em um bom negócio QUER SABER MAIS? Cultura. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura/>. Acesso em: 31 mar. 2014. AMORIM, Ana Maria. Legislações Culturais. Coleção Política e Gestão Cultu- rais. Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, P55 Edições, 2013. PEIXE, João Roberto. Sistemas de Cultura. Coleção Política e Gestão Culturais. Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, P55 Edições, 2013. FREIRE, Alberto. Fomento à Cultura. Coleção Política e Gestão Culturais. Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, P55 Edições, 2013. CUNHA, Maria Helena. Gestão Cultural. Coleção Política e Gestão Cultu- rais. Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, P55 Edições, 2013. CALEBRE, Lia. Conselhos de Cultura. Coleção Política e Gestão Culturais. Se- cretaria de Cultura do Estado da Bahia, P55 Edições, 2013. Observatório da Diversidade Cultural. Disponível em: <http://observatoriodadiver- sidade.org.br/site/o-direito-de-acesso-a-cultura-e-a-constituicao-federal/>. Acesso em: 31 mar. 2014. BARROS, José Márcio. “Diversidade Cultural e Desenvolvimento Humano – Curso de Ges- tão e Desenvolvimento Cultural Pensar e Agir com Cultura, Cultura e Desenvolvimento Local 2007”.
  • 39. 3917 perguntas para você se tornar um empreendedor cultural BRASIL. Constituição (1988). “Constituição da República Federativa do Brasil”: promulgada em 5 de outubro de 1988. Organização do texto: Juarez de Oliveira. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1990. (Série Legislação Brasileira). MACHADO, Bernardo Novais da Mata. “Direitos Culturais e Políticas para a Cultura – Curso de Ges- tão e Desenvolvimento Cultural Pensar e Agir com Cultura, Cultura e Desenvolvimento Local 2007” PORTAL SEBRAE. Aprenda a se tornar um microempreendedor individual. Disponível em: <http:// www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursos_eventos/Aprenda-como-se-tornar-um-microempre- endedor-individual>. Acesso em: 28 abr. 2014. MOLINA, Alexandre José et al. Guia Funceb: elaboração e realização de propostas culturais. – Sal- vador: EGBA, 2012. Institucionalização de Grupos Artístico-Culturais 2010. Secretaria de Cultura da Bahia. Disponível em: <http://www.cultura.ba.gov.br/wp-content/uploads/2010/publicacoes/cartilha_institucionali- zacaodegrupos.pdf>. Acesso em: 28 abr. 2014. SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA. Departamento Nacional. O desafio de elaborar e viabilizar projetos culturais sob as diretrizes da tecnologia SESI Cultura - Brasília: SESI-DN, 2007. PORTFÓLIO DE CONHECIMENTOS. Fofa-Swot. Disponível em: <http://gestao.wordpress. com/2006/09/07/fofa/>. Acesso em: 18 maio 2014. THIRY-CHERQUES, Hermano Roberto. Projetos Culturais – Técnicas de Modelagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010. EMPREENDEDORES CRIATIVOS. Disponível em: <http://www.empreendedorescriativos.com.br/glos- sario/economia-criativa-o-que-e/>. Acesso em: 18 maio 2014.
  • 40. Educação ensina a ler e a escrever, a Cultura ensina a pensar. Se a Saúde cuida dos males do corpo, a Cultura cuida dos males da alma. em um Como transformar a É uma cartilha básica e um ins- trumento valioso que tem as respostas para as perguntas mais simples, a fim de não dei- xar você na mão quando estiver numa roda de amigos falando sobre Cultura. Você descobrirá que é melhor “pecar pelo excesso” que omitir informações. A profissionaliza- ção no campo cultural, as no- vas possibilidades de atuação e suas interfaces exigem, cada vez mais, pessoas preparadas para competir no mercado cultural. Patrocínio Realização: