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Como redigir e preparar um
artigo científico
Pesquisa Científica
❑ “Processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objetivo
fundamental da pesquisa é descobrir respostas para PROBLEMAS mediante o emprego de
procedimentos científicos”. (NBR 6022)
❑ Descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo do conhecimento
O que é um Artigo Científico? “É parte de uma publicação com autoria
declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e
resultados nas diversas áreas do conhecimento.” (NBR 6022)
REVISÃO DE LITERATURA
ESTUDO DE CASO
APLICAÇÃO DE UM
MODELO
ESTUDO COMPARADO
ESTUDO DOCUMENTAL
PARTE 1
Elementos
pré-textuais
PARTE 2
Elementos
textuais
PARTE 3
Elementos
Pós-textuais
1. Introdução
2. Desenvolvimento
3. Conclusão
1. Referências
2. Apêndice(s) (opcional)
3. Anexo(s) (opcional)
1. Título e subtítulo
(se houver)
2. Nome do autor
(autores)
3. Resumo na língua do
texto
4. Palavras-chave na
língua do texto
PARTE 1
Elementos
pré-textuais
Título
Não escreva o
título pensando
no especialista
da área
Foque na principal
conclusão de seu
estudo
Use palavras
de fácil
entendimento
Um termo não
entendido no título
pode ser motivo para o
leitor desistir do artigo
PARTE 1
Elementos
pré-textuais
Como ordenar os autores em um trabalho científico?
Primeiro autor vai ser considerado o principal do artigo. Ele é interpretado
como quem deu a maior contribuição para o trabalho e também quem
escreveu a maior parte dele.
A partir do segundo, a importância deles tende a diminuir conforme a
posição na lista. Com exceção do último autor, ele pode assumir uma
importância maior do que os citados acima dele. Orientadores geralmente
são colocados por último.
PARTE 1
Elementos
pré-textuais
Como elaborar um resumo?
• Apresente, mas não explique
• Corte palavras desnecessárias
• Verifique as informações
• Finalize com o começo
• Obs: Quem escreve desenvolve habilidades e
competências e quem lê também pode se apropriar do
saber. Escrever também está associado à leitura, quem lê
mais tem mais o que escrever, sabe mais e se comunica
melhor
Última dica: preste atenção
especial às palavras-chave.
Elas ajudam a categorizar a
produção acadêmica, como
se fossem tags de um post
num blog
Introdução
Método
Resultados
Discussão
Seção
Apresentação de informações sobre
o tema, a justificativa para a
investigação e o objetivo
Descrição do tipo de estudo, do
cenário da pesquisa, da amostra,
dos procedimentos e dos aspectos
éticos
Apresentação dos achados,
acompanhados da respectiva
análise estatística, se aplicável
Interpretação dos resultados,
comparações e conclusão
Conteúdo
De que trata o estudo? Por que a
investigação foi feita? O que se
sabia sobre o assunto?
Como o estudo foi realizado?
O que foi encontrado? Quais são os
fatos revelados pela investigação?
O que significam os achados
apresentados? O que este estudo
acrescenta ao que já se sabia sobre
o assunto?
Perguntas-chave
https://doi.org/10.1590/S0102-311X2006000100003
Vamos usar um artigo
como referência??
Introdução
Apresentação de informações sobre o
tema, a justificativa para a investigação e
o objetivo
De que trata o estudo? Por que a
investigação foi feita? O que se sabia
sobre o assunto?
No Brasil, nas últimas décadas, vem se ampliando o interesse em utilizar bancos de dados originados, de forma rotineira, pelos serviços de
saúde, como ferramenta na elaboração de políticas de saúde e no planejamento e gestão de serviços de saúde. Algumas condições
contribuíram para tal aproximação: (a) a implementação da descentralização das ações do setor saúde, definindo prioridades nos níveis
estaduais e municipais, desencadeada pelas Normas Operacionais de 1993 e 1996, e (b) a democratização do uso da informática no Brasil
imprimindo uma grande facilidade de acesso ao uso de informações geradas pelo sistema em todo território nacional. Somam-se a isso as
reconhecidas vantagens dos dados administrativos de saúde de disponibilizarem um grande volume de informações com reduzido tempo
entre a ocorrência do evento e seu registro, sem custos adicionais 1,2.
Entre os dados administrativos de saúde disponíveis no país, encontra-se o Sistema de Informação Hospitalar do Sistema Único de Saúde
(SIH/SUS), o único de abrangência nacional, que tem origem nas Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), destinadas ao pagamento das
internações de hospitais públicos e privados conveniados ao SUS. Com as vantagens de fornecer informações diagnóstica, demográfica e
geográfica para cada internação hospitalar ampliaram a possibilidade de produção de conhecimento no campo da Saúde Coletiva 3. No ano de
2003, o sistema cobriu em torno de 12 milhões de internações em cerca de 6 mil unidades hospitalares distribuídas em todo o país
(http:www.datasus.gov.br/tabnet/ tabnet.htm, acessado em 29/Jun/2004).
Se por um lado o SIH/SUS é um dos sistemas de informações mais utilizadas entre os diversos níveis de gestão dos serviços de saúde, por
outro, o seu emprego está associado, sobretudo, ao repasse de recursos 4,5. Um passo importante para a ampliação das potencialidades
científicas e tecnológicas no âmbito dos serviços hospitalares é conhecer quem são os usuários da base do SIH/SUS, quais informações
procuram e como as utilizam.
O presente trabalho levanta a produção científica envolvendo aplicações dos dados do SIH/SUS na Saúde Coletiva com o propósito de
sintetizar as vantagens e limitações dessa base de dados para fins de análises de questões relevantes na área.
Método
Descrição do tipo de estudo, do cenário
da pesquisa, da amostra, dos
procedimentos e dos aspectos éticos
Como o estudo foi realizado?
Para a busca de artigos publicados em revistas científicas no período de 1984 a 2003, foram consultadas as bases de dados SciELO (Scientific
Electronic Library Online), MEDLINE e Biblioteca Virtual de Saúde Pública, sites de instituições que oferecem pós-graduação stricto sensu em
saúde pública para a busca de dissertações e teses e verificadas bibliografias de artigos identificados segundo as fontes mencionadas. Nas
buscas eletrônicas se empregaram os seguintes descritores: registros hospitalares, sistema, informação, morbidade e mortalidade hospitalar,
hospital, internação, avaliação de serviço de saúde.
Os trabalhos identificados foram classificados em cinco categorias com diferentes vertentes de análise. Duas delas eram referentes ao tipo de
dados e seu uso: (1) qualidade das informações do SIH/SUS; (2) estratégias para potencializar o uso das informações para a pesquisa, gestão
e atenção médico-hospitalar. As outras três compreendiam os campos de ação da Saúde Coletiva no âmbito dos serviços de saúde: (3)
descrição do padrão da morbidade-mortalidade hospitalar e da assistência médica prestada; (4) vigilância epidemiológica e validação de
outros sistemas de informação em saúde; (5) avaliação do desempenho da assistência hospitalar.
Resultados
Apresentação dos achados,
acompanhados da respectiva análise
estatística, se aplicável
O que foi encontrado? Quais são os fatos
revelados pela investigação?
Foram localizados 76 trabalhos no período estudado, estando 3,9%, 10,5%, 34,2%, 19,7% e 31,7% classificados, respectivamente, nas
categorias 1, 2, 3, 4 e 5. Do levantamento realizado, 1,3% das publicações foi oriunda da década de 80, 29,0% foram da década de 90 e só no
ano de 2000 ocorrem vinte publicações, relativas a 38,0% da década. A partir daí a produção diminuiu, encontrando-se apenas 12 textos no
ano de 2003.
Os artigos envolveram 141 profissionais vinculados a 18 instituições de ensino e pesquisa, sendo duas internacionais, e a 12 serviços de saúde
dos diversos níveis de gestão. Em 31 trabalhos houve parcerias entre instituições, que em 18 deles envolveu universidades e institutos de
pesquisa e os serviços de saúde. A origem institucional dos autores concentrou-se na Fundação Oswaldo Cruz (especialmente a Escola
Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca) e na Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.
Sobre o tema foram desenvolvidas dez dissertações de mestrado, nove teses de doutorado que produziram 14 artigos científicos, que juntos
com mais 38 artigos foram aplicados em dez periódicos de circulação nacional, principalmente na revista Epidemiologia e Serviços de
Saúde do Ministério da Saúde. Desses, cinco artigos foram publicados em revistas pertencentes à área clínica. E apenas dois artigos foram
publicados em revista internacional. Os tipos restantes de publicações incluíram capítulos de livro, CD-ROM e relatórios.
Discussão
Interpretação dos resultados,
comparações e conclusão
O que significam os achados
apresentados? O que este estudo
acrescenta ao que já se sabia sobre o
assunto?
É importante destacar o crescimento da utilização dos dados do SIH/SUS na Saúde Coletiva em número, abrangência, diversidade de
conteúdos e complexidade de análise. Mesmo que um número expressivo de profissionais tenha se dedicado ao tema, as publicações foram
bastante concentradas geográfica e institucionalmente.
O predomínio das análises descrevendo padrões de morbidade das hospitalizações, de certa forma indica o caráter exploratório dos estudos.
A assistência médica às vítimas de causas externas foi o tema mais abordado, ainda que represente apenas 7,0% do total das internações pelo
SUS (http:www.datasus.gov.br/tabnet/ tabnet.htm, acessado em 29/Jun/2004). As principais motivações dos autores foram o predomínio
entre os jovens, ser passível de evitabilidade por medidas de prevenção, e o elevado custo.
Se por um lado há uma cobertura incompleta das internações hospitalares pelo SIH/ SUS e incertezas quanto à confiabilidade das informações
contidas no SIH/SUS, tornando controvertida sua contribuição na pesquisa, organização e avaliação da assistência médico-hospitalar, por
outro lado, a variedade de estudos referidos acima aliado a resultados que mostraram consistência interna e coerência com os conhecimentos
atuais, reforça a sua importância e a necessidade de entender os seus pontos fortes e fracos.
PARTE 3
Elementos
Pós-textuais
Referências bibliográficas – formatação de
acordo com a revista/ periódico
PARTE 3
Elementos
Pós-textuais
Anexo(s)
Documentos que não são do autor e que servem de fundamentação:
Estatísticas retiradas de fontes oficiais, questionários validados,
mapas, leis, figuras)
PARTE 3
Elementos
Pós-textuais
Apêndice(s)
Material adicional elaborado pelo autor a fim de complementar
sua argumentação (estatísticas, qustionáriose, suplementos)
Para um artigo bem escrito:
1. Decida o objetivo do artigo,
2. Escolha o periódico para o qual o artigo será encaminhado,
3. Tenha guias que facilitem a redação,
4. Escreva a estrutura do artigo,
5. Complemente o texto com as partes que lhe faltam,
6. Revise o texto diversas vezes
7. Certifique-se de que o artigo é metodologicamente correto,
8. Assegure-se de que não há falhas da redação,
9. Submeta o artigo para a publicação,
10.Lide adequadamente com editores e revisores
Um artigo é um documento científico. Ele não pode ser cópia de outro já
publicado (a menos que a revista aceite sabendo disso e mencionando este
fato no seu texto) e nem ser plágio, uma vez que este está sujeito às
penalidades do Direito Autoral brasileiro e mundial.

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  • 1. Como redigir e preparar um artigo científico
  • 2. Pesquisa Científica ❑ “Processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental da pesquisa é descobrir respostas para PROBLEMAS mediante o emprego de procedimentos científicos”. (NBR 6022) ❑ Descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo do conhecimento
  • 3. O que é um Artigo Científico? “É parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento.” (NBR 6022) REVISÃO DE LITERATURA ESTUDO DE CASO APLICAÇÃO DE UM MODELO ESTUDO COMPARADO ESTUDO DOCUMENTAL
  • 4. PARTE 1 Elementos pré-textuais PARTE 2 Elementos textuais PARTE 3 Elementos Pós-textuais 1. Introdução 2. Desenvolvimento 3. Conclusão 1. Referências 2. Apêndice(s) (opcional) 3. Anexo(s) (opcional) 1. Título e subtítulo (se houver) 2. Nome do autor (autores) 3. Resumo na língua do texto 4. Palavras-chave na língua do texto
  • 5. PARTE 1 Elementos pré-textuais Título Não escreva o título pensando no especialista da área Foque na principal conclusão de seu estudo Use palavras de fácil entendimento Um termo não entendido no título pode ser motivo para o leitor desistir do artigo
  • 6. PARTE 1 Elementos pré-textuais Como ordenar os autores em um trabalho científico? Primeiro autor vai ser considerado o principal do artigo. Ele é interpretado como quem deu a maior contribuição para o trabalho e também quem escreveu a maior parte dele. A partir do segundo, a importância deles tende a diminuir conforme a posição na lista. Com exceção do último autor, ele pode assumir uma importância maior do que os citados acima dele. Orientadores geralmente são colocados por último.
  • 7. PARTE 1 Elementos pré-textuais Como elaborar um resumo? • Apresente, mas não explique • Corte palavras desnecessárias • Verifique as informações • Finalize com o começo • Obs: Quem escreve desenvolve habilidades e competências e quem lê também pode se apropriar do saber. Escrever também está associado à leitura, quem lê mais tem mais o que escrever, sabe mais e se comunica melhor Última dica: preste atenção especial às palavras-chave. Elas ajudam a categorizar a produção acadêmica, como se fossem tags de um post num blog
  • 8. Introdução Método Resultados Discussão Seção Apresentação de informações sobre o tema, a justificativa para a investigação e o objetivo Descrição do tipo de estudo, do cenário da pesquisa, da amostra, dos procedimentos e dos aspectos éticos Apresentação dos achados, acompanhados da respectiva análise estatística, se aplicável Interpretação dos resultados, comparações e conclusão Conteúdo De que trata o estudo? Por que a investigação foi feita? O que se sabia sobre o assunto? Como o estudo foi realizado? O que foi encontrado? Quais são os fatos revelados pela investigação? O que significam os achados apresentados? O que este estudo acrescenta ao que já se sabia sobre o assunto? Perguntas-chave
  • 10. Introdução Apresentação de informações sobre o tema, a justificativa para a investigação e o objetivo De que trata o estudo? Por que a investigação foi feita? O que se sabia sobre o assunto? No Brasil, nas últimas décadas, vem se ampliando o interesse em utilizar bancos de dados originados, de forma rotineira, pelos serviços de saúde, como ferramenta na elaboração de políticas de saúde e no planejamento e gestão de serviços de saúde. Algumas condições contribuíram para tal aproximação: (a) a implementação da descentralização das ações do setor saúde, definindo prioridades nos níveis estaduais e municipais, desencadeada pelas Normas Operacionais de 1993 e 1996, e (b) a democratização do uso da informática no Brasil imprimindo uma grande facilidade de acesso ao uso de informações geradas pelo sistema em todo território nacional. Somam-se a isso as reconhecidas vantagens dos dados administrativos de saúde de disponibilizarem um grande volume de informações com reduzido tempo entre a ocorrência do evento e seu registro, sem custos adicionais 1,2. Entre os dados administrativos de saúde disponíveis no país, encontra-se o Sistema de Informação Hospitalar do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), o único de abrangência nacional, que tem origem nas Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), destinadas ao pagamento das internações de hospitais públicos e privados conveniados ao SUS. Com as vantagens de fornecer informações diagnóstica, demográfica e geográfica para cada internação hospitalar ampliaram a possibilidade de produção de conhecimento no campo da Saúde Coletiva 3. No ano de 2003, o sistema cobriu em torno de 12 milhões de internações em cerca de 6 mil unidades hospitalares distribuídas em todo o país (http:www.datasus.gov.br/tabnet/ tabnet.htm, acessado em 29/Jun/2004). Se por um lado o SIH/SUS é um dos sistemas de informações mais utilizadas entre os diversos níveis de gestão dos serviços de saúde, por outro, o seu emprego está associado, sobretudo, ao repasse de recursos 4,5. Um passo importante para a ampliação das potencialidades científicas e tecnológicas no âmbito dos serviços hospitalares é conhecer quem são os usuários da base do SIH/SUS, quais informações procuram e como as utilizam. O presente trabalho levanta a produção científica envolvendo aplicações dos dados do SIH/SUS na Saúde Coletiva com o propósito de sintetizar as vantagens e limitações dessa base de dados para fins de análises de questões relevantes na área.
  • 11. Método Descrição do tipo de estudo, do cenário da pesquisa, da amostra, dos procedimentos e dos aspectos éticos Como o estudo foi realizado? Para a busca de artigos publicados em revistas científicas no período de 1984 a 2003, foram consultadas as bases de dados SciELO (Scientific Electronic Library Online), MEDLINE e Biblioteca Virtual de Saúde Pública, sites de instituições que oferecem pós-graduação stricto sensu em saúde pública para a busca de dissertações e teses e verificadas bibliografias de artigos identificados segundo as fontes mencionadas. Nas buscas eletrônicas se empregaram os seguintes descritores: registros hospitalares, sistema, informação, morbidade e mortalidade hospitalar, hospital, internação, avaliação de serviço de saúde. Os trabalhos identificados foram classificados em cinco categorias com diferentes vertentes de análise. Duas delas eram referentes ao tipo de dados e seu uso: (1) qualidade das informações do SIH/SUS; (2) estratégias para potencializar o uso das informações para a pesquisa, gestão e atenção médico-hospitalar. As outras três compreendiam os campos de ação da Saúde Coletiva no âmbito dos serviços de saúde: (3) descrição do padrão da morbidade-mortalidade hospitalar e da assistência médica prestada; (4) vigilância epidemiológica e validação de outros sistemas de informação em saúde; (5) avaliação do desempenho da assistência hospitalar.
  • 12. Resultados Apresentação dos achados, acompanhados da respectiva análise estatística, se aplicável O que foi encontrado? Quais são os fatos revelados pela investigação? Foram localizados 76 trabalhos no período estudado, estando 3,9%, 10,5%, 34,2%, 19,7% e 31,7% classificados, respectivamente, nas categorias 1, 2, 3, 4 e 5. Do levantamento realizado, 1,3% das publicações foi oriunda da década de 80, 29,0% foram da década de 90 e só no ano de 2000 ocorrem vinte publicações, relativas a 38,0% da década. A partir daí a produção diminuiu, encontrando-se apenas 12 textos no ano de 2003. Os artigos envolveram 141 profissionais vinculados a 18 instituições de ensino e pesquisa, sendo duas internacionais, e a 12 serviços de saúde dos diversos níveis de gestão. Em 31 trabalhos houve parcerias entre instituições, que em 18 deles envolveu universidades e institutos de pesquisa e os serviços de saúde. A origem institucional dos autores concentrou-se na Fundação Oswaldo Cruz (especialmente a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca) e na Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo. Sobre o tema foram desenvolvidas dez dissertações de mestrado, nove teses de doutorado que produziram 14 artigos científicos, que juntos com mais 38 artigos foram aplicados em dez periódicos de circulação nacional, principalmente na revista Epidemiologia e Serviços de Saúde do Ministério da Saúde. Desses, cinco artigos foram publicados em revistas pertencentes à área clínica. E apenas dois artigos foram publicados em revista internacional. Os tipos restantes de publicações incluíram capítulos de livro, CD-ROM e relatórios.
  • 13. Discussão Interpretação dos resultados, comparações e conclusão O que significam os achados apresentados? O que este estudo acrescenta ao que já se sabia sobre o assunto? É importante destacar o crescimento da utilização dos dados do SIH/SUS na Saúde Coletiva em número, abrangência, diversidade de conteúdos e complexidade de análise. Mesmo que um número expressivo de profissionais tenha se dedicado ao tema, as publicações foram bastante concentradas geográfica e institucionalmente. O predomínio das análises descrevendo padrões de morbidade das hospitalizações, de certa forma indica o caráter exploratório dos estudos. A assistência médica às vítimas de causas externas foi o tema mais abordado, ainda que represente apenas 7,0% do total das internações pelo SUS (http:www.datasus.gov.br/tabnet/ tabnet.htm, acessado em 29/Jun/2004). As principais motivações dos autores foram o predomínio entre os jovens, ser passível de evitabilidade por medidas de prevenção, e o elevado custo. Se por um lado há uma cobertura incompleta das internações hospitalares pelo SIH/ SUS e incertezas quanto à confiabilidade das informações contidas no SIH/SUS, tornando controvertida sua contribuição na pesquisa, organização e avaliação da assistência médico-hospitalar, por outro lado, a variedade de estudos referidos acima aliado a resultados que mostraram consistência interna e coerência com os conhecimentos atuais, reforça a sua importância e a necessidade de entender os seus pontos fortes e fracos.
  • 14. PARTE 3 Elementos Pós-textuais Referências bibliográficas – formatação de acordo com a revista/ periódico
  • 15. PARTE 3 Elementos Pós-textuais Anexo(s) Documentos que não são do autor e que servem de fundamentação: Estatísticas retiradas de fontes oficiais, questionários validados, mapas, leis, figuras)
  • 16. PARTE 3 Elementos Pós-textuais Apêndice(s) Material adicional elaborado pelo autor a fim de complementar sua argumentação (estatísticas, qustionáriose, suplementos)
  • 17. Para um artigo bem escrito: 1. Decida o objetivo do artigo, 2. Escolha o periódico para o qual o artigo será encaminhado, 3. Tenha guias que facilitem a redação, 4. Escreva a estrutura do artigo, 5. Complemente o texto com as partes que lhe faltam, 6. Revise o texto diversas vezes 7. Certifique-se de que o artigo é metodologicamente correto, 8. Assegure-se de que não há falhas da redação, 9. Submeta o artigo para a publicação, 10.Lide adequadamente com editores e revisores
  • 18. Um artigo é um documento científico. Ele não pode ser cópia de outro já publicado (a menos que a revista aceite sabendo disso e mencionando este fato no seu texto) e nem ser plágio, uma vez que este está sujeito às penalidades do Direito Autoral brasileiro e mundial.