COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS
PARA INDÚSTRIA DE CERÂMICA
        VERMELHA




  Eng° João Martins Cortez de Alencar
          Maceió - Junho / 2004
O QUE SERÁ APRESENTADO


• Objetivos da Palestra
• Definição de Queima ou Combustão
• Combustíveis Usados em Cerâmicas
• Comparativo entre BIOMASA e
  COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
• Características de Alguns Combustíveis
• Processos de Queima
• Cenários e Considerações Finais
OBJETIVOS DA PALESTRA



• Compartilhar conhecimentos práticos sobre alguns
  tipos de combustíveis
• Mostrar algumas experiências na queima de
  produtos cerâmicos
• Despertar o interesse para iniciativas no uso de
  combustíveis alternativos
• Expor cenários relacionados ao mercado de
  combustíveis na visão de um Ceramista
DEFINIÇÃO DE QUEIMA OU
           COMBUSTÃO



• Reação química na qual o CARBONO (C)
  e o HIDROGÊNIO (H) presentes nos
  combustíveis se combinam individualmente
  com o OXIGÊNIO (O2) do ar gerando
  CALOR, Vapor d’água (H2O) e Dióxido de
  Carbono (CO2).
TIPOS DE COMBUSTÍVEIS USADOS
        EM CERÂMICAS




        BIOMASSA

  COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
BIOMASSA



• Qualquer tipo de matéria orgânica renovável
  do reino vegetal ou animal.

• De origem natural ( florestas nativas ),
  residual ( urbano, industrial, agropecuário )
  ou plantação para fins energéticos.
TIPOS DE BIOMASSA


• Lenha Nativa - Espécies Diversas
• Lenha de Reflorestamento - Eucalipto, Pinho, Sabiá,
  Bambu, etc.
• Cavaco (Lenha Picada), serragem, maravalha,
  briquetes, carvão.
• Cascas - Coco, Arroz, Castanha, Algodão, Café, etc.
• Palhas - Coco, Carnaúba, etc.
• Bagaço e as Palhas da Cana
• Capim, Aparas, Podas e Resíduos Agropecuários
BIOMASSA NO BRASIL *


• Brasil - Arábia Saudita da Biomassa
• Nenhum outro país tem as mesmas condições do
  Brasil para produzir energia limpa e renovável
  através da Biomassa
• Só utilizamos 10% da nossa área agricultável
• Projetos como o Pro-Álcool e o Pro-Óleo, provam
  que o Brasil poderá ser auto-suficiente e também
  ser o maior fornecedor de combustíveis limpos
  para o 1º mundo.
                * Matriz Energética Brasileira - João Alves Filho
COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS *




• Formados pela energia solar
  acumulada nos hidratos de carbono das
  plantas e de animais microscópicos,
  num processo que demanda centenas
  de milhões de anos.
• São, por natureza, finitos.
            * Matriz Energética Brasileira - João Alves Filho
TIPOS DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS



• Óleo Combustível - BPF (Baixo
  Ponto de Fluidez)
• Gás Liqüefeito de Petróleo - GLP
• Coque de Petróleo
• Gás Natural
OFERTA DE ENERGIA NO BRASIL - %


      Fontes             1940         1970       2000
Petróleo e GN             6,1         33,3        36,8
Carvão Mineral            6,2         3,6         4,9
Hidráulica                4,9         15,8        38,1
Lenha e Carvão            80,5        42,6        8,4
Produtos da Cana          2,3         4,7         9,7
Outros                    0,0         0,0         2,1
                   Fonte:Balanço Energético Nacional - MME
COMPARATIVO ENTRE BIOMASSA E
   COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

• Sob os seguintes aspectos:

•   Técnicos
•   Econômicos
•   Ambientais
•   Sociais
•   Estratégicos
ASPECTOS TÉCNICOS


• BIOMASSA

• Heterogêneo - Forma e
  Composição.
• Automatização/Controles
  mais difíceis
• Uso de mão-de-obra
• Maior variação na queima
• Umidade- Maior consumo
• Produção de cinzas
• Baixo risco de acidentes
ASPECTOS TÉCNICOS


• BIOMASSA                   • PETRÓLEO E GN

• Heterogêneo - Forma e      • Homogêneo
  Composição.                • Automatização/Controles
• Automatização/Controles      mais fáceis
  mais difíceis              • Pouco ou nenhum uso de
• Uso de mão-de-obra           mão-de-obra
• Maior variação na queima   • Menor variação na queima
• Umidade- Maior consumo     • Praticamente sem umidade
• Produção de cinzas         • Inexistência de cinzas
• Baixo risco de acidentes   • Maior risco de acidentes
ASPECTOS ECONÔMICOS


• BIOMASSA

• Mais barato
• Preço definido pelo
  mercado regional
• Menos vulnerável às
  mudanças macro-
  econômicas
• Reposição Florestal,
  Administração de Projetos
  ( Manejos, Fretes,
  Reflorestamentos, etc)
ASPECTOS ECONÔMICOS


• BIOMASSA                    • PETRÓLEO E GN

• Mais barato                 • Mais caro
• Preço definido pelo         • Preço depende do
  mercado regional              mercado externo
• Menos vulnerável às         • Mais vulnerável às
  mudanças macro-               mudanças macro-
  econômicas                    econômicas
• Reposição Florestal,        • Maiores produtores em
  Administração de Projetos     áreas de permanente
  ( Manejos, Fretes,            conflito
  Reflorestamentos, etc)
ASPECTOS AMBIENTAIS


• BIOMASSA

• É Renovável
• Retira CO2 da atmosfera
• Produção de cinzas
• Leis de proteção mais
  severas - Origem
• Imagem ecologicamente
  positiva para a empresa
ASPECTOS AMBIENTAIS


• BIOMASSA                  • PETRÓLEO E GN

• É Renovável               • É Finito
• Retira CO2 da atmosfera   • Somente emite CO2
• Produção de cinzas        • Inexistência de cinzas
                            • Controles rígidos das
• Leis de proteção mais
                              emissões de enxofre, CO e
  severas - Origem            CO2
• Imagem ecologicamente     • Desastres e acidentes
  positiva para a empresa     ambientais
ASPECTOS SOCIAIS


• BIOMASSA

• Emprega a mão-de-obra
  local intensivamente
• Empregos de menores
  requisitos de qualificação
• Gera mais empregos em
  relação ao investimento
• Estreita relação com a
  agricultura e agroindústria
• Recursos ficam na região
ASPECTOS SOCIAIS


• BIOMASSA                      • PETRÓLEO E GN

• Emprega a mão-de-obra         • Utiliza pouca ou nenhuma
  local intensivamente            mão-de-obra na queima
• Empregos de menor             • Cada emprego gerado
  requisitos de qualificação      custa altos investimentos
• Gera mais empregos em         • Produtores são grandes
  relação ao investimento         empresas globais
• Estreita relação com a        • Recursos não ficam na
  agricultura e agroindústria     região
• Recursos ficam na região
ASPECTOS ESTRATÉGICOS


• BIOMASSA

• Garantia de auto-
  suficiência
• Segurança quanto ao
  suprimento futuro
• Capacidade de gerar a
  própria energia elétrica
• Poderá ter receita com
  “Créditos de Carbono”
ASPECTOS ESTRATÉGICOS


• BIOMASSA                   • PETRÓLEO E GN

• Garantia de auto-          • Não garante a auto
  suficiência                  suficiência
• Segurança quanto ao        • Suprimento pode ser
  suprimento futuro            interrompido
• Capacidade de gerar a      • Controlado por poucos e
  própria energia elétrica     poderosos fornecedores
• Poderá ter receita com     • Governos sofrem pressão
  “Créditos de Carbono”        para forçar o consumo ou
                               elevar o preço
CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS
          COMBUSTÍVEIS


Premissas:
1) Kg por m³ e poder calorífico variam com a
   umidade do combustível.
2) Consumo por tonelada de argila varia com o tipo
   de forno, produto queimado ( telha, tijolo,etc ),
   sistema de queima, equipamentos, etc.
CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS
          COMBUSTÍVEIS

                     BIOMASSA
  Combustível       kg / m³ kcal / kg   Consumo*
                     400       3.200    370 kg / t
Eucalipto            500       3.700    320 kg / t
Serragem seca        290       3.500    210 kg / t
Casca de Coco        400       4.500    250 kg / t
Casca de Arroz       250       2.300    450 kg / t
Casca de Castanha    330       4.300    250 kg / t
Bagaço de Cana       250       2.200    420 kg / t
CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS
          COMBUSTÍVEIS



             Combustíveis Fósseis
 Combustível Unidade     kcal     Consumo*
Óleo BPF            kg   10.090   70 kg / t
Gás GLP             kg   11.750   33 kg / t
Coque de Petróleo   kg   8.200    85 kg / t
Gás Natural         m³   9.400    42 kg / t
PROCESSOS DE QUEIMA
PROCESSOS DE QUEIMA – Biomassa


• LENHA
•   Queima simples - Fornalhas, grelhas, cinzeiros
•   Depende do homem - Curva irregular
•   Pirometria somente para orientação e registro
•   Difícil otimizar mistura com o ar
•   Toras de maior diâmetro precisam ser rachadas
•   Não depende de energia elétrica
PROCESSOS DE QUEIMA – Biomassa


• SERRAGEM,CAVACO, CASCAS
• Estocagem em silos ou em galpões
• Secagem, Transporte, Alimentação e
  Queima Automatizados e Controlados
• Melhor mistura com o ar e menor consumo
• Depende da energia elétrica- Grupo
  Gerador
• Manutenção mecânica, elétrica e eletrônica
PROCESSOS DE QUEIMA – Biomassa



•   BAGAÇO DE CANA E OUTRAS FIBRAS
•   Fardos prensados - Briquetes
•   Abastecimento semelhante à lenha
•   Pode ter alimentação automatizada
•   Nas usinas de álcool o bagaço é queimado
    com 50% de umidade de forma automática
PROCESSOS DE QUEIMA – Petróleo e GN


• ÓLEO BPF
•    Tanques, bombas, resistências, termostatos
•    Isolamento térmico e válvulas solenóides
•    Tubulação em circuito fechado
•    Bombeamento contínuo em excesso
•    Atomização permite melhor mistura com ar
•    Aditivos - caros e de efeito questionável
•    Vazamentos, entupimentos e resíduos da queima
PROCESSOS DE QUEIMA – Petróleo e GN


•    GÁS LIQÜEFEITO DE PETRÓLEO-GLP
•    Tanques, Tubos, Válvulas, Vaporizador
•    Instalações contra incêndios
•    Fornecedor pode bancar as instalações
•    Queima Contínua - Mais simples
•    Queima Intermitente - Sensor de Chama
•    Mais pesado que o ar - Vazamentos
•    Não deixa nenhum resíduo (cinzas, fumaça, etc)
PROCESSOS DE QUEIMA – Petróleo e GN




• GÁS NATURAL - GN
•   Localização próxima ao gasoduto
•   Não existe estoque - Fornecimento contínuo
•   Reserva de gás GLP
•   Mais leve do que o ar - Vazamentos
•   Processo de queima semelhante ao GLP
PROCESSOS DE QUEIMA – Petróleo e GN



• COQUE DE PETRÓLEO
• Fornecimento em Big Bags
• Granulometria de 0 a 250 mm
• Moagem
• Processo de queima semelhante ao da
  serragem
• Tendência de aumento da oferta
CENÁRIOS I
             Ações de Governo

• SUJO E CARO-Cedendo às pressões das multinacionais
  do petróleo o governo forçará o consumo de GN e outros
  derivados e tentará inibir a produção e o consumo de
  biomassa
• AUSENTE E INDIFERENTE-O governo não intervirá em
  favor das grandes empresas do petróleo, mas também não
  irá estimular a produção e o uso de biomassa
• LIMPO E NACIONALISTA-O governo criará um grande
  programa de incentivo à produção e consumo de biomassa,
  revigorará o Pro-Álcool, o Pro-Óleo, etc e desestimulará o
  consumo de combustíveis fósseis
CENÁRIOS II
               Mercado Global
• MUNDO SUJO-Os países industrializados não irão aderir
  ao “Protocolo de Kyoto” aumentando assim as emissões
  de poluentes. O Brasil perderá um grande mercado
• PERDENDO O BONDE-O “Protocolo de Kyoto” será
  ratificado pela maioria dos países industrializados. O
  Brasil irá atrair poucos investimentos “verdes” por não
  estar preparado. Outros países criarão condições para estes
  investimentos
• LIMPANDO O PLANETA-Movidos pelos objetivos do
  “Protocolo de Kyoto”, e pelo agravamento das mudanças
  climáticas, os países industrializados investirão muito em
  energias limpas. O Brasil será o grande fornecedor dos
  créditos de carbono para o primeiro mundo
CONSIDERAÇÕES FINAIS



• As indústrias devem procurar diversificar suas
  fontes de suprimento de combustíveis
• É importante saber sobre a disponibilidade, os
  preços e as formas de utilização dos diversos tipos
  de combustíveis que podem ser usados
• Biomassa é o combustível ideal, sob vários
  aspectos, para ser usado em indústrias de cerâmica
  vermelha
CONSIDERAÇÕES FINAIS


• Reflorestamento, Manejo e o uso de Resíduos
  deve ser preocupação de todo Ceramista
• Empresas de pesquisa e os setores sucroalcooleiro,
  da celulose e da siderurgia tem alta produtividade
  na produção de Florestas e no aproveitamento de
  Resíduos - Repasse dessas tecnologias
• O Brasil possui excelentes condições para
  produção de Biomassa ( terra, água, sol, recursos
  humanos e tecnologia ).
CONSIDERAÇÕES FINAIS



• Ceramista que queima lenha polui menos do
  que quem queima óleo, coque ou gás.

• A cerâmica que consome lenha ou resíduos
  vegetais deve passar uma imagem de
  empresa “ Ecologicamente Correta ”.

Combustíveis alternativos

  • 1.
    COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS PARA INDÚSTRIADE CERÂMICA VERMELHA Eng° João Martins Cortez de Alencar Maceió - Junho / 2004
  • 2.
    O QUE SERÁAPRESENTADO • Objetivos da Palestra • Definição de Queima ou Combustão • Combustíveis Usados em Cerâmicas • Comparativo entre BIOMASA e COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS • Características de Alguns Combustíveis • Processos de Queima • Cenários e Considerações Finais
  • 3.
    OBJETIVOS DA PALESTRA •Compartilhar conhecimentos práticos sobre alguns tipos de combustíveis • Mostrar algumas experiências na queima de produtos cerâmicos • Despertar o interesse para iniciativas no uso de combustíveis alternativos • Expor cenários relacionados ao mercado de combustíveis na visão de um Ceramista
  • 4.
    DEFINIÇÃO DE QUEIMAOU COMBUSTÃO • Reação química na qual o CARBONO (C) e o HIDROGÊNIO (H) presentes nos combustíveis se combinam individualmente com o OXIGÊNIO (O2) do ar gerando CALOR, Vapor d’água (H2O) e Dióxido de Carbono (CO2).
  • 5.
    TIPOS DE COMBUSTÍVEISUSADOS EM CERÂMICAS BIOMASSA COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
  • 6.
    BIOMASSA • Qualquer tipode matéria orgânica renovável do reino vegetal ou animal. • De origem natural ( florestas nativas ), residual ( urbano, industrial, agropecuário ) ou plantação para fins energéticos.
  • 7.
    TIPOS DE BIOMASSA •Lenha Nativa - Espécies Diversas • Lenha de Reflorestamento - Eucalipto, Pinho, Sabiá, Bambu, etc. • Cavaco (Lenha Picada), serragem, maravalha, briquetes, carvão. • Cascas - Coco, Arroz, Castanha, Algodão, Café, etc. • Palhas - Coco, Carnaúba, etc. • Bagaço e as Palhas da Cana • Capim, Aparas, Podas e Resíduos Agropecuários
  • 8.
    BIOMASSA NO BRASIL* • Brasil - Arábia Saudita da Biomassa • Nenhum outro país tem as mesmas condições do Brasil para produzir energia limpa e renovável através da Biomassa • Só utilizamos 10% da nossa área agricultável • Projetos como o Pro-Álcool e o Pro-Óleo, provam que o Brasil poderá ser auto-suficiente e também ser o maior fornecedor de combustíveis limpos para o 1º mundo. * Matriz Energética Brasileira - João Alves Filho
  • 9.
    COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS * •Formados pela energia solar acumulada nos hidratos de carbono das plantas e de animais microscópicos, num processo que demanda centenas de milhões de anos. • São, por natureza, finitos. * Matriz Energética Brasileira - João Alves Filho
  • 10.
    TIPOS DE COMBUSTÍVEISFÓSSEIS • Óleo Combustível - BPF (Baixo Ponto de Fluidez) • Gás Liqüefeito de Petróleo - GLP • Coque de Petróleo • Gás Natural
  • 11.
    OFERTA DE ENERGIANO BRASIL - % Fontes 1940 1970 2000 Petróleo e GN 6,1 33,3 36,8 Carvão Mineral 6,2 3,6 4,9 Hidráulica 4,9 15,8 38,1 Lenha e Carvão 80,5 42,6 8,4 Produtos da Cana 2,3 4,7 9,7 Outros 0,0 0,0 2,1 Fonte:Balanço Energético Nacional - MME
  • 12.
    COMPARATIVO ENTRE BIOMASSAE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS • Sob os seguintes aspectos: • Técnicos • Econômicos • Ambientais • Sociais • Estratégicos
  • 13.
    ASPECTOS TÉCNICOS • BIOMASSA •Heterogêneo - Forma e Composição. • Automatização/Controles mais difíceis • Uso de mão-de-obra • Maior variação na queima • Umidade- Maior consumo • Produção de cinzas • Baixo risco de acidentes
  • 14.
    ASPECTOS TÉCNICOS • BIOMASSA • PETRÓLEO E GN • Heterogêneo - Forma e • Homogêneo Composição. • Automatização/Controles • Automatização/Controles mais fáceis mais difíceis • Pouco ou nenhum uso de • Uso de mão-de-obra mão-de-obra • Maior variação na queima • Menor variação na queima • Umidade- Maior consumo • Praticamente sem umidade • Produção de cinzas • Inexistência de cinzas • Baixo risco de acidentes • Maior risco de acidentes
  • 15.
    ASPECTOS ECONÔMICOS • BIOMASSA •Mais barato • Preço definido pelo mercado regional • Menos vulnerável às mudanças macro- econômicas • Reposição Florestal, Administração de Projetos ( Manejos, Fretes, Reflorestamentos, etc)
  • 16.
    ASPECTOS ECONÔMICOS • BIOMASSA • PETRÓLEO E GN • Mais barato • Mais caro • Preço definido pelo • Preço depende do mercado regional mercado externo • Menos vulnerável às • Mais vulnerável às mudanças macro- mudanças macro- econômicas econômicas • Reposição Florestal, • Maiores produtores em Administração de Projetos áreas de permanente ( Manejos, Fretes, conflito Reflorestamentos, etc)
  • 17.
    ASPECTOS AMBIENTAIS • BIOMASSA •É Renovável • Retira CO2 da atmosfera • Produção de cinzas • Leis de proteção mais severas - Origem • Imagem ecologicamente positiva para a empresa
  • 18.
    ASPECTOS AMBIENTAIS • BIOMASSA • PETRÓLEO E GN • É Renovável • É Finito • Retira CO2 da atmosfera • Somente emite CO2 • Produção de cinzas • Inexistência de cinzas • Controles rígidos das • Leis de proteção mais emissões de enxofre, CO e severas - Origem CO2 • Imagem ecologicamente • Desastres e acidentes positiva para a empresa ambientais
  • 19.
    ASPECTOS SOCIAIS • BIOMASSA •Emprega a mão-de-obra local intensivamente • Empregos de menores requisitos de qualificação • Gera mais empregos em relação ao investimento • Estreita relação com a agricultura e agroindústria • Recursos ficam na região
  • 20.
    ASPECTOS SOCIAIS • BIOMASSA • PETRÓLEO E GN • Emprega a mão-de-obra • Utiliza pouca ou nenhuma local intensivamente mão-de-obra na queima • Empregos de menor • Cada emprego gerado requisitos de qualificação custa altos investimentos • Gera mais empregos em • Produtores são grandes relação ao investimento empresas globais • Estreita relação com a • Recursos não ficam na agricultura e agroindústria região • Recursos ficam na região
  • 21.
    ASPECTOS ESTRATÉGICOS • BIOMASSA •Garantia de auto- suficiência • Segurança quanto ao suprimento futuro • Capacidade de gerar a própria energia elétrica • Poderá ter receita com “Créditos de Carbono”
  • 22.
    ASPECTOS ESTRATÉGICOS • BIOMASSA • PETRÓLEO E GN • Garantia de auto- • Não garante a auto suficiência suficiência • Segurança quanto ao • Suprimento pode ser suprimento futuro interrompido • Capacidade de gerar a • Controlado por poucos e própria energia elétrica poderosos fornecedores • Poderá ter receita com • Governos sofrem pressão “Créditos de Carbono” para forçar o consumo ou elevar o preço
  • 23.
    CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS COMBUSTÍVEIS Premissas: 1) Kg por m³ e poder calorífico variam com a umidade do combustível. 2) Consumo por tonelada de argila varia com o tipo de forno, produto queimado ( telha, tijolo,etc ), sistema de queima, equipamentos, etc.
  • 24.
    CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS COMBUSTÍVEIS BIOMASSA Combustível kg / m³ kcal / kg Consumo* 400 3.200 370 kg / t Eucalipto 500 3.700 320 kg / t Serragem seca 290 3.500 210 kg / t Casca de Coco 400 4.500 250 kg / t Casca de Arroz 250 2.300 450 kg / t Casca de Castanha 330 4.300 250 kg / t Bagaço de Cana 250 2.200 420 kg / t
  • 25.
    CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS COMBUSTÍVEIS Combustíveis Fósseis Combustível Unidade kcal Consumo* Óleo BPF kg 10.090 70 kg / t Gás GLP kg 11.750 33 kg / t Coque de Petróleo kg 8.200 85 kg / t Gás Natural m³ 9.400 42 kg / t
  • 26.
  • 27.
    PROCESSOS DE QUEIMA– Biomassa • LENHA • Queima simples - Fornalhas, grelhas, cinzeiros • Depende do homem - Curva irregular • Pirometria somente para orientação e registro • Difícil otimizar mistura com o ar • Toras de maior diâmetro precisam ser rachadas • Não depende de energia elétrica
  • 28.
    PROCESSOS DE QUEIMA– Biomassa • SERRAGEM,CAVACO, CASCAS • Estocagem em silos ou em galpões • Secagem, Transporte, Alimentação e Queima Automatizados e Controlados • Melhor mistura com o ar e menor consumo • Depende da energia elétrica- Grupo Gerador • Manutenção mecânica, elétrica e eletrônica
  • 29.
    PROCESSOS DE QUEIMA– Biomassa • BAGAÇO DE CANA E OUTRAS FIBRAS • Fardos prensados - Briquetes • Abastecimento semelhante à lenha • Pode ter alimentação automatizada • Nas usinas de álcool o bagaço é queimado com 50% de umidade de forma automática
  • 30.
    PROCESSOS DE QUEIMA– Petróleo e GN • ÓLEO BPF • Tanques, bombas, resistências, termostatos • Isolamento térmico e válvulas solenóides • Tubulação em circuito fechado • Bombeamento contínuo em excesso • Atomização permite melhor mistura com ar • Aditivos - caros e de efeito questionável • Vazamentos, entupimentos e resíduos da queima
  • 31.
    PROCESSOS DE QUEIMA– Petróleo e GN • GÁS LIQÜEFEITO DE PETRÓLEO-GLP • Tanques, Tubos, Válvulas, Vaporizador • Instalações contra incêndios • Fornecedor pode bancar as instalações • Queima Contínua - Mais simples • Queima Intermitente - Sensor de Chama • Mais pesado que o ar - Vazamentos • Não deixa nenhum resíduo (cinzas, fumaça, etc)
  • 32.
    PROCESSOS DE QUEIMA– Petróleo e GN • GÁS NATURAL - GN • Localização próxima ao gasoduto • Não existe estoque - Fornecimento contínuo • Reserva de gás GLP • Mais leve do que o ar - Vazamentos • Processo de queima semelhante ao GLP
  • 33.
    PROCESSOS DE QUEIMA– Petróleo e GN • COQUE DE PETRÓLEO • Fornecimento em Big Bags • Granulometria de 0 a 250 mm • Moagem • Processo de queima semelhante ao da serragem • Tendência de aumento da oferta
  • 34.
    CENÁRIOS I Ações de Governo • SUJO E CARO-Cedendo às pressões das multinacionais do petróleo o governo forçará o consumo de GN e outros derivados e tentará inibir a produção e o consumo de biomassa • AUSENTE E INDIFERENTE-O governo não intervirá em favor das grandes empresas do petróleo, mas também não irá estimular a produção e o uso de biomassa • LIMPO E NACIONALISTA-O governo criará um grande programa de incentivo à produção e consumo de biomassa, revigorará o Pro-Álcool, o Pro-Óleo, etc e desestimulará o consumo de combustíveis fósseis
  • 35.
    CENÁRIOS II Mercado Global • MUNDO SUJO-Os países industrializados não irão aderir ao “Protocolo de Kyoto” aumentando assim as emissões de poluentes. O Brasil perderá um grande mercado • PERDENDO O BONDE-O “Protocolo de Kyoto” será ratificado pela maioria dos países industrializados. O Brasil irá atrair poucos investimentos “verdes” por não estar preparado. Outros países criarão condições para estes investimentos • LIMPANDO O PLANETA-Movidos pelos objetivos do “Protocolo de Kyoto”, e pelo agravamento das mudanças climáticas, os países industrializados investirão muito em energias limpas. O Brasil será o grande fornecedor dos créditos de carbono para o primeiro mundo
  • 36.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS • Asindústrias devem procurar diversificar suas fontes de suprimento de combustíveis • É importante saber sobre a disponibilidade, os preços e as formas de utilização dos diversos tipos de combustíveis que podem ser usados • Biomassa é o combustível ideal, sob vários aspectos, para ser usado em indústrias de cerâmica vermelha
  • 37.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS • Reflorestamento,Manejo e o uso de Resíduos deve ser preocupação de todo Ceramista • Empresas de pesquisa e os setores sucroalcooleiro, da celulose e da siderurgia tem alta produtividade na produção de Florestas e no aproveitamento de Resíduos - Repasse dessas tecnologias • O Brasil possui excelentes condições para produção de Biomassa ( terra, água, sol, recursos humanos e tecnologia ).
  • 38.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS • Ceramistaque queima lenha polui menos do que quem queima óleo, coque ou gás. • A cerâmica que consome lenha ou resíduos vegetais deve passar uma imagem de empresa “ Ecologicamente Correta ”.