O CLIMA COMO CAPITAL NATURAL
Notas de Aula Síncrona
Curso de Ciências Ambientais/ Disciplina Análise Climática
Prof. Dr. Lucivânio Jatobá
UFPE/ 2021
TEMPO METEOROLÓGICO E CLIMA: QUESTÕES
FUNDAMENTAIS
• O QUE É CLIMA?
• O QUE É TEMPO METEOROLÓGICO?
• COMO JULIUS HANN E MAX SORRE DEFINIRAM CLIMA
? EM QUE SE DIFERENCIAM AS DEFINIÇÕES DESSES
AUTORES?
• POR QUE ESTUDAR ESSES TEMAS EM CIÊNCIAS
AMBIENTAIS?
• EM QUE SENTIDO SE PODE DIZER QUE OS CLIMAS
INFLUENCIAM O AMBIENTE?
•
Notas de aula de Análise Climática
Prof. Lucivânio Jatobá
1. O Clima, segundo definição de Max Sorre, é o resultado do
andamento habitual do tempo meteorológico. Julius Hann o definiu
como o conjunto de fenômenos meteorológicos que caracterizam o
estado médio da atmosfera sobre uma dada localidade ou região.
O tempo meteorológico: é o estado momentâneo da atmosfera
sobre uma dada região ou localidade. E´ algo que é modificado a
qualquer instante. O tempo muda de uma dia para outro, de uma hora
para outra.
O tempo meteorológico é objeto de uma ciência geofísica, a
Meteorologia. As mudanças climáticas são seculares ou milenares, salvo
nos microclimas.
Há uma crescente preocupação de que o crescimento exponencial das
atividades humanas , como a queima de combustíveis fósseis e o
desmatamento de florestas , mudará o clima da Terra durante este
século. Isso poderia arruinar algumas áreas agrícolas , modificar as
reservas hídricas , alterar e reduzir a biodiversidade e influenciar a
economia de diversas partes do mundo (MILLER JR, G. Tyler, p.1).
Notas de aula de Análise Climática Prof. Lucivânio Jatobá
AS MUDANÇAS DO TEMPO METEOROLÓGICO 1
-Variação em menos de uma hora
( Foto: Alineaurea Florentino, 2019)
AS MUDANÇAS DO TEMPO METEOROLÓGICO2
( Foto: Alineaurea Florentino, 2019)
MAX SORRE E A DEFINIÇÃO DE CLIMA,
SEGUNDO J. HANN
• “Durante o último meio século, estivemos presos à definição
de Hann, o estado médio da atmosfera sobre um lugar, mais
exatamente “o conjunto dos fenômenos meteorológicos que
caracterizam a condição média da atmosfera em cada lugar da
Terra”. Esta definição é simples e cômoda...
• Corresponde a uma média, isto é, a uma abstração
inteiramente destituída de realidade e conduz a um abuso das
médias aritméticas para caracterizar os elementos do clima.
Apresenta em segundo lugar, um caráter estático e artificial,
pois não menciona o desenvolvimento dos fenômenos ao
longo do tempo. “ ( MAX SORRE, 2006)
Qual a proposta de Carlos Augusto
Figueiredo Monteiro?
• Ritmo climático: encadeamento sucessivo e
contínuo dos estados atmosféricos e suas
articulações no sentido de retorno aos mesmos
estados (MONTEIRO, 1976).
• O entendimento do andamento do tempo
(variáveis atmosféricas) em função da circulação
atmosférica regional é a base da análise rítmica.
• Trata-se de um paradigma fundamental à Análise
Ambiental.
O PARADIGMA DO RITMO CLIMÁTICO
Autor: Carlos Augusto Figueiredo Monteiro
Obra fundamental do autor: Teoria e Clima Urbano.
Data 1976.
Um dos mais destacados Geógrafos Físicos do Brasil
O CLIMA EXERCE DIVERSAS INFLUÊNCIAS SOBRE A
NATUREZA E O MEIO AMBIENTE
Notas de aula de Análise Climática Prof.
Lucivânio Jatobá
Movimento de massa rápido, após um episódio de fortes chuvas.
Fonte: http://avaliacaoriscosbc.blogspot.com.br/2013/03/tipos-de-escorregamentos.html
CLIMA E MEIO AMBIENTE
Consequências de um evento extremo de chuvas
Fonte: www.google.com.br
RIBEIRÃO- ZONA DA MATA SUL, 2010
Consequências ambientais após um evento extremo
de chuvas
EPISÓDIO DE FORTES CHUVAS EM
PERNAMBUCO- 2017
EVENTO EXTREMO DE CHUVAS EM
PALMARES (PE)/ 2010
REFLEXOS DO CLIMA NA PAISAGEM: O
RELEVO TERRESTRE REFLETE O CLIMA
Há indícios na paisagem de
manifestações climáticas?
Evento extremo de precipitação. Setembro 2021,
Iconha, Sul do ES. Fonte: google.com.br
EPISÓDIO INTENSO DE PRECIPITAÇÃO
E DESLIZAMENTO DE ENCOSTA
http://avaliacaoriscosbc.blogspot.com.br/2013/03/tipos-de-escorregamentos.html
CLIMA E MEIO AMBIENTE
EPISÓDIOS EXTREMOS DE PRECIPITAÇÃO PODEM OCASIONAR, EM ÁREAS DE
DECLIVIDADE FORTE, MOVIMENTOS DE MASSA RÁPIDOS DAS FORMAÇÕES
SUPERFICIAIS QUE RECOBREM AS ROCHAS INALTERADAS .
OS FATORES DA PRODUÇÃO A PARTIR DA
ÓTICA ECONÔMICA
• A) TERRA
• B) CAPITAL
• C) TRABALHO.
• Terra : todos os recursos naturais
• Capital: bens de produção
• Trabalho: recursos humanos
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O TEMA CAPITAL NATURAL
CAPITAL NATURAL = RECURSO NATURAL + SERVIÇO NATURAL ( OU SERVIÇO
ECOSSISTÊMICO)
Não se deve confundir Capital Natural com Capital Financeiro.
OS FATORES DA PRODUÇÃO A PARTIR DA ÓTICA ECONÔMICA : A) TERRA; B) CAPITAL; C)
TRABALHO.
Terra : todos os recursos naturais
Capital: bens de produção
Trabalho: recursos humanos
RECURSOS NATURAIS :
Ar atmosférico
Água
Solo
Relevo
Rochas e Minerais
Biodiversidade
Energia Renovável
Energia Não Renovável
SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS (NATURAIS)
• Alguns exemplos de serviços ecossistêmicos:
• Purificação do ar
• Purificação da água
• Renovação do solo
• Produção de alimentos
• Controle de pragas
• Polinização
Notas de aula de Análise Climática Prof.
Lucivânio Jatobá
HÁ ALGUM SERVIÇO ECOSSISTÊMICO NESTA
PAISAGEM? AS NUVENS PRESTAM UM SERVIÇO
ECOSSISTÊMICO?
Foto- Lucivânio Jatobá
RIO JABOATÃO-PE
(Energia renovável)
Esta corrente fluvial tem alguma conexão com as condições climáticas
ambientais? Que serviços ecossistêmico ela presta?
O ar atmosférico está sendo degradado na região
representada? De que maneira? Que fenômeno está
ocorrendo e por quê?
Notas de aula de Análise Climática Prof.
Lucivânio Jatobá
Fonte: https://www.candeiasbahia.net/p/a-chuva.html
As formações florestais relacionam-se profundamente com as condições
climáticas ambientais. As árvores desempenham importantes serviços
ecossistêmicos, ou seja , sequestram o CO2 ( GEE) e fornecem ao ar mais
oxigênio e também vapor d’água. A destruição em massa de amplas
florestas, especialmente as latifoliadas, acarretará mudanças climáticas
ambientais e alterações nos serviços ecossistêmicos que elas realizam.
Notas de aula de Análise Climática Prof.
Lucivânio Jatobá
Fonte da imagem:
https://ibdn.org.br/selo-neutro-de-
carbono/
Que serviços ecossistêmicos estão acontecendo nesta
paisagem? Por que é importante conservá-la?
Município do Moreno, Zona da Mata Sul de Pernambuco
Foto: Lucivânio Jatobá, 2014
Por que a fotossintese colabora com a redução do CO2 que é emitido para o ar
atmosférico por algumas atividades antrópicas?
• A alta concentração de Gases do Efeito Estufa
(GEE) deverá provocar um impacto negativo
nas atividades agrícolas, sobretudo no mundo
tropical.
• A quantidade de água no solo adequada para
o crescimento das plantas é uma função do
regime pluviométrico da região ( serviço
ecossistêmico).
Notas de aula de Análise Climática Prof. Lucivânio Jatobá

Clima e capital natural

  • 1.
    O CLIMA COMOCAPITAL NATURAL Notas de Aula Síncrona Curso de Ciências Ambientais/ Disciplina Análise Climática Prof. Dr. Lucivânio Jatobá UFPE/ 2021
  • 2.
    TEMPO METEOROLÓGICO ECLIMA: QUESTÕES FUNDAMENTAIS • O QUE É CLIMA? • O QUE É TEMPO METEOROLÓGICO? • COMO JULIUS HANN E MAX SORRE DEFINIRAM CLIMA ? EM QUE SE DIFERENCIAM AS DEFINIÇÕES DESSES AUTORES? • POR QUE ESTUDAR ESSES TEMAS EM CIÊNCIAS AMBIENTAIS? • EM QUE SENTIDO SE PODE DIZER QUE OS CLIMAS INFLUENCIAM O AMBIENTE? • Notas de aula de Análise Climática Prof. Lucivânio Jatobá
  • 3.
    1. O Clima,segundo definição de Max Sorre, é o resultado do andamento habitual do tempo meteorológico. Julius Hann o definiu como o conjunto de fenômenos meteorológicos que caracterizam o estado médio da atmosfera sobre uma dada localidade ou região. O tempo meteorológico: é o estado momentâneo da atmosfera sobre uma dada região ou localidade. E´ algo que é modificado a qualquer instante. O tempo muda de uma dia para outro, de uma hora para outra. O tempo meteorológico é objeto de uma ciência geofísica, a Meteorologia. As mudanças climáticas são seculares ou milenares, salvo nos microclimas. Há uma crescente preocupação de que o crescimento exponencial das atividades humanas , como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento de florestas , mudará o clima da Terra durante este século. Isso poderia arruinar algumas áreas agrícolas , modificar as reservas hídricas , alterar e reduzir a biodiversidade e influenciar a economia de diversas partes do mundo (MILLER JR, G. Tyler, p.1). Notas de aula de Análise Climática Prof. Lucivânio Jatobá
  • 4.
    AS MUDANÇAS DOTEMPO METEOROLÓGICO 1 -Variação em menos de uma hora ( Foto: Alineaurea Florentino, 2019)
  • 5.
    AS MUDANÇAS DOTEMPO METEOROLÓGICO2 ( Foto: Alineaurea Florentino, 2019)
  • 6.
    MAX SORRE EA DEFINIÇÃO DE CLIMA, SEGUNDO J. HANN • “Durante o último meio século, estivemos presos à definição de Hann, o estado médio da atmosfera sobre um lugar, mais exatamente “o conjunto dos fenômenos meteorológicos que caracterizam a condição média da atmosfera em cada lugar da Terra”. Esta definição é simples e cômoda... • Corresponde a uma média, isto é, a uma abstração inteiramente destituída de realidade e conduz a um abuso das médias aritméticas para caracterizar os elementos do clima. Apresenta em segundo lugar, um caráter estático e artificial, pois não menciona o desenvolvimento dos fenômenos ao longo do tempo. “ ( MAX SORRE, 2006)
  • 7.
    Qual a propostade Carlos Augusto Figueiredo Monteiro? • Ritmo climático: encadeamento sucessivo e contínuo dos estados atmosféricos e suas articulações no sentido de retorno aos mesmos estados (MONTEIRO, 1976). • O entendimento do andamento do tempo (variáveis atmosféricas) em função da circulação atmosférica regional é a base da análise rítmica. • Trata-se de um paradigma fundamental à Análise Ambiental.
  • 8.
    O PARADIGMA DORITMO CLIMÁTICO Autor: Carlos Augusto Figueiredo Monteiro Obra fundamental do autor: Teoria e Clima Urbano. Data 1976. Um dos mais destacados Geógrafos Físicos do Brasil
  • 9.
    O CLIMA EXERCEDIVERSAS INFLUÊNCIAS SOBRE A NATUREZA E O MEIO AMBIENTE Notas de aula de Análise Climática Prof. Lucivânio Jatobá Movimento de massa rápido, após um episódio de fortes chuvas. Fonte: http://avaliacaoriscosbc.blogspot.com.br/2013/03/tipos-de-escorregamentos.html
  • 10.
    CLIMA E MEIOAMBIENTE Consequências de um evento extremo de chuvas Fonte: www.google.com.br
  • 11.
    RIBEIRÃO- ZONA DAMATA SUL, 2010 Consequências ambientais após um evento extremo de chuvas
  • 12.
    EPISÓDIO DE FORTESCHUVAS EM PERNAMBUCO- 2017
  • 13.
    EVENTO EXTREMO DECHUVAS EM PALMARES (PE)/ 2010
  • 14.
    REFLEXOS DO CLIMANA PAISAGEM: O RELEVO TERRESTRE REFLETE O CLIMA
  • 15.
    Há indícios napaisagem de manifestações climáticas?
  • 16.
    Evento extremo deprecipitação. Setembro 2021, Iconha, Sul do ES. Fonte: google.com.br
  • 17.
    EPISÓDIO INTENSO DEPRECIPITAÇÃO E DESLIZAMENTO DE ENCOSTA http://avaliacaoriscosbc.blogspot.com.br/2013/03/tipos-de-escorregamentos.html
  • 18.
    CLIMA E MEIOAMBIENTE EPISÓDIOS EXTREMOS DE PRECIPITAÇÃO PODEM OCASIONAR, EM ÁREAS DE DECLIVIDADE FORTE, MOVIMENTOS DE MASSA RÁPIDOS DAS FORMAÇÕES SUPERFICIAIS QUE RECOBREM AS ROCHAS INALTERADAS .
  • 19.
    OS FATORES DAPRODUÇÃO A PARTIR DA ÓTICA ECONÔMICA • A) TERRA • B) CAPITAL • C) TRABALHO. • Terra : todos os recursos naturais • Capital: bens de produção • Trabalho: recursos humanos
  • 20.
    CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBREO TEMA CAPITAL NATURAL CAPITAL NATURAL = RECURSO NATURAL + SERVIÇO NATURAL ( OU SERVIÇO ECOSSISTÊMICO) Não se deve confundir Capital Natural com Capital Financeiro. OS FATORES DA PRODUÇÃO A PARTIR DA ÓTICA ECONÔMICA : A) TERRA; B) CAPITAL; C) TRABALHO. Terra : todos os recursos naturais Capital: bens de produção Trabalho: recursos humanos RECURSOS NATURAIS : Ar atmosférico Água Solo Relevo Rochas e Minerais Biodiversidade Energia Renovável Energia Não Renovável
  • 21.
    SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS (NATURAIS) •Alguns exemplos de serviços ecossistêmicos: • Purificação do ar • Purificação da água • Renovação do solo • Produção de alimentos • Controle de pragas • Polinização Notas de aula de Análise Climática Prof. Lucivânio Jatobá
  • 22.
    HÁ ALGUM SERVIÇOECOSSISTÊMICO NESTA PAISAGEM? AS NUVENS PRESTAM UM SERVIÇO ECOSSISTÊMICO? Foto- Lucivânio Jatobá
  • 23.
    RIO JABOATÃO-PE (Energia renovável) Estacorrente fluvial tem alguma conexão com as condições climáticas ambientais? Que serviços ecossistêmico ela presta?
  • 24.
    O ar atmosféricoestá sendo degradado na região representada? De que maneira? Que fenômeno está ocorrendo e por quê? Notas de aula de Análise Climática Prof. Lucivânio Jatobá Fonte: https://www.candeiasbahia.net/p/a-chuva.html
  • 25.
    As formações florestaisrelacionam-se profundamente com as condições climáticas ambientais. As árvores desempenham importantes serviços ecossistêmicos, ou seja , sequestram o CO2 ( GEE) e fornecem ao ar mais oxigênio e também vapor d’água. A destruição em massa de amplas florestas, especialmente as latifoliadas, acarretará mudanças climáticas ambientais e alterações nos serviços ecossistêmicos que elas realizam. Notas de aula de Análise Climática Prof. Lucivânio Jatobá Fonte da imagem: https://ibdn.org.br/selo-neutro-de- carbono/
  • 26.
    Que serviços ecossistêmicosestão acontecendo nesta paisagem? Por que é importante conservá-la? Município do Moreno, Zona da Mata Sul de Pernambuco Foto: Lucivânio Jatobá, 2014 Por que a fotossintese colabora com a redução do CO2 que é emitido para o ar atmosférico por algumas atividades antrópicas?
  • 27.
    • A altaconcentração de Gases do Efeito Estufa (GEE) deverá provocar um impacto negativo nas atividades agrícolas, sobretudo no mundo tropical. • A quantidade de água no solo adequada para o crescimento das plantas é uma função do regime pluviométrico da região ( serviço ecossistêmico). Notas de aula de Análise Climática Prof. Lucivânio Jatobá