GESTÃO DA
TECNOLOGIA
DA INFORMAÇÃO
GESTÃO DE
MATERIAL E
PATRIMÔNIO
GESTÃO DE
PESSOAS NA
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA
FUNDAMENTOS
DO DIREITO
PÚBLICO E PRIVADO
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA BRASILEIRA
GESTÃO ORÇAMENTÁRIA
E FINANCEIRA
GESTÃO DE
QUALIDADE EM SERVIÇOS
CHQAO
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
Coordenação Didático-Pedagógica
Stella M. Peixoto de Azevedo Pedrosa
Redação Pedagógica
Alessandra Muylaert Archer
Frieda Marti
Tito Ricardo de Almeida Tortori
Revisão
Alessandra Muylaert Archer
Projeto Gráfico e Diagramação
Romulo Freitas
Coordenação de Conteudistas
Fernando Velôzo Gomes Pedrosa
Roberto Blaschek
Conteudistas
Abner de Oliveira e Silva
José Ricardo Basilio
Produção
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Realização
EsIE – Escola de Instrução Especializada
Exército Brasileiro
Gestão da tecnologia da informação / coordenação
didático-pedagógica: Stella M. Peixoto de Azevedo Pedrosa ;
redação pedagógica: Alessandra Muylaert Archer, Frieda Marti,
Tito Ricardo de Almeida Tortori – Rio de Janeiro : PUC-Rio,
CCEAD, 2013.
3 v. : il. (color.) ; 21 cm
Inclui bibliografia	
Conteúdo: unidade 3. Aplicações nas organizações /
conteudistas: José Ricardo Basílio, Abner de Oliveira e Silva.
1. Tecnologia da informação. 2. Gestão do conhecimento.
3. Sistemas de informação gerencial. 4. Comércio eletrônico. I.
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
CDD: 004
GESTÃO Da TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Unidade 3
Aplicações nas Organizações
CHQAO
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
APRESENTAÇÃO
O Curso de Habilitação ao Quadro de Auxiliar de Oficiais (CHQAO),
conduzido pela Escola de Instrução Especializada (EsIE), visa habilitar os
subtenentes à ocupação de cargos e ao desempenho de funções previstas
para o Quadro Auxiliar de Oficiais.
A disciplina Gestão da Tecnologia da Informação (GTI), iniciada nesta
apostila, possui carga horária total de 60 horas.
Os objetivos gerais dessa disciplina são:
•	 Desenvolver a capacidade de planejamento em TI.
•	 Construir competências para a criação e inovação de estratégias
vencedoras na área de Tecnologia da Informação.
•	 Conhecer os principais sistemas de TI utilizados pelo Exército Brasileiro.
Nesta apostila será apresentada a Unidade III – Aplicações nas Organizações,
cujos objetivos específicos estarão no início de cada capítulo.
Boa leitura!
José Ricardo Basilio é mestre em Tecnologia Educacional pela UFRJ, Analista
de Sistemas pela UERJ e Administrador de Empresas pela Cândido Mendes,
atua como gerente de projetos na CCEAD/PUC-Rio e é professor no curso de
Sistemas de Informação na LaSalle-RJ. Em 22 anos na área de TI, passou por
IBM, Shell e Hewlett-Packard, desenvolvendo ofertas nacionais e internacio-
nais, nas áreas de modernização de sistemas para diversos clientes, entre eles
General Motors, Borland, Rede Globo e Vale. Participou de projetos educacio-
nais com a Fiocruz, COPPE-Transportes, Organização das Nações Unidas, UFF e
UERJ. Pesquisa novas formas de interação homem-máquina.
conteudistas
Abner de Oliveira e Silva é Coronel (R1), com mais de 40 anos de serviço.
Possui mestrado e doutorado na área de Ciências Militares e especialização
em Análise de Sistemas. Cursou, ainda, um MBAE em Gestão Empresarial
pela UFRJ e Mestrado em Administração Pública pela FGV (EBAPE-RJ). Possui
larga experiência na área de ensino, tendo atuado tanto no âmbito do Exército
como no meio acadêmico civil. Prestou consultoria ao Ministério da Defesa por
ocasião da elaboração do Livro Branco de Defesa Nacional. Participou de vários
congressos e palestras que permitiram complementar seus conhecimentos nas
áreas de seu interesse. Colaborou na organização de congressos na Escola de
Comando e Estado-Maior do Exército, onde foi Chefe da Divisão de Tecnolo-
gia da Informação e atualmente desempenha a função de Chefe da Seção de
Planejamento Estratégico.
Índice
1. Sistemas de Informação
1.1 Um pequeno histórico
1.2 Desenvolvendo um Sistema de Informação
1.3 Os tipos de Sistemas de Informação
2. Enterprise Resource Planning (ERP)
2.1 Definição, Características e Aplicações de ERP
3. Customer Relationship Management (CRM)
3.1 Definição, Conceitos e Aplicações do CRM
4. Business Intelligence
4.1 Conceitos e aplicações
4.2 Os componentes básicos
4.3 Os passos para o business intelligence
5. Principais Sistemas utilizados no Exército Brasileiro
5.1 Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI
5.2 Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais – SIASG
5.3 Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF
5.4 Sistema de Material do Exército – SIMATEX
5.5 Sistema Gerencial de Acompanhamento e
Controle Patrimonial – SISPATR
5.6 Sistema Gerencial de Custos – SISCUSTOS
5.7 Sistema Unificado do Processo de Obras – OPUS
5.8 Sistema de Informações Gerenciais
e Acompanhamento Orçamentário – SIGA
5.9 Sistema Integrador de Gestão Inteligente de Recursos
do Sistema de Pessoal do Exército – SIGIR
5.9.1 Sistema de Relacionamento com o Usuário – SIRUS
5.9.2 Sistema de Apoio à Gestão de Recursos – SAGRE
5.9.3 Sistema de Planejamento e Execução
Orçamentária – SIPEO
5.9.4 Sistema de Registro de Encaminhamentos – SIRE
5.9.5 Sistema de Registro de Contratos – SIRC
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5.10 Sistema de Gestão de Estoque de Materiais de Saúde – SIGEMS
5.11 Sistema de Perícias Médicas – SISPMED
5.12 Sistema de Registros Médicos – SIRMED
5.13 Sistema de Cadastro do Pessoal do Exército – SiCaPEx
5.14 Sistema Único de Controle de Efetivo
e Movimentações – SUCEM
5.15 Sistema Integrado de Servidores Civis – SISC
5.16 Ficha de Informações Gerenciais das Organizações
Militares de Saúde – FIGOMIS
5.17 Sistema de Protocolo Eletrônico de Documentos – SPED
5.18 Sistema Eletrônico de Recrutamento Militar – SERMILWEB
6. Considerações Finais
7. Referências bibliográficas
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63
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
9
Objetivos específicos
•	 Definir sistema de informação.
1
Ao sacar dinheiro num caixa eletrônico, utiliza-se um cartão magnético (alguns
com chip) em um computador especialmente preparado para isso. Todo esse
procedimento é apoiado por redes, equipamentos (computadores, dispensa-
dores de notas, leitores de cartões) e softwares instalados na máquina onde
há o saque, no banco que libera o dinheiro e nos equipamentos que fazem o
tráfego. Quando o pedido chega ao banco, é processado por servidores co-
nectados a várias bases de dados, passando por toda a infraestrutura de rede
e segurança necessária. Esse conjunto de hardwares (os equipamentos físicos)
e softwares se constitui num sistema de informação com diversas funcionali-
dades que são normatizadas por leis, portarias do Banco Central e práticas de
mercado, além dos limites da própria tecnologia.
Sistemas de Informação
De acordo com uma definição clássica, um sistema de infor-
mação consiste numa rede de todos os canais de comunicação
usados em uma organização.
1.1 Um pequeno histórico
Na década de 50, o processamento de dados era voltado para o armazena-
mento de registros contábeis. Na década seguinte e até os anos 70, os sistemas
geravam relatórios e gráficos para a tomada de decisões. Nos anos 80, a intera-
tividade fortaleceu este apoio e começou a dar a base para a chegada da com-
putação pessoal e dos sistemas especialistas. Um pouco depois, nos anos 90,
com o surgimento da internet e da interconectividade, chegamos a um período
conhecido como a Era da Informação (Castells, 1999), na qual estamos todos
mais “próximos”, já que as telecomunicações atingiram uma escala global.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
10
1.2 Desenvolvendo um sistema de informação
Em uma organização, um sistema de informação atende a um processo. O
processo é uma sequência de atividades encadeadas que permitem a concreti-
zação de um objetivo. Apoiado nesse processo, um sistema automatiza certas
ou todas as atividades, permite o fluxo de dados, faz cálculos, grava registros e
informações, atualizando os envolvidos no processo.
Para o desenvolvimento de um sistema de informação devem ser considera-
dos os seguintes aspectos:
•	 Demandas: que serviços o sistema proverá?
•	 Capacidade: qual é a previsão de usuários a serem atendidos por este
serviço?
•	 Disponibilidade: o sistema e seu suporte funcionam 24 horas?
•	 Recursos humanos: quais serão os usuários-chave? Quem manterá o
sistema?
•	 Plano de contingências: existirá um esquema para manter o sistema
em funcionamento em caso de emergências?
Essas perguntas são de fundamental importância quando o serviço que o
sistema prestará for vital para uma atividade ou negócio. Por exemplo: em uma
operação bancária, se não houver conexões de rede, os sistemas não podem se
comunicar com a base de dados central, impossibilitando a realização e con-
clusão das operações bancárias. Sendo assim, é prudente ter uma contingência
para substituir essa conexão quando não estiver disponível, reduzindo o impac-
to na operação e não desgastando a imagem do banco perante seus clientes.
Quando se pensa em serviços em TI, vemos no mercado uma biblioteca de
boas práticas conhecida como ITIL (Information Technology Infrastructure
Library), que reúne informações e métodos consagrados relacionados à Estra-
tégia, Design, Transição (Implementação) e Operação de serviços em TI.
Quando um sistema é selecionado para ser provedor de um serviço é necessário
planejar com cuidado o seu desenvolvimento. Para tal, algumas metodologias
de mercado são adotadas. Entre elas, a metodologia “em cascata” (waterfall),
mais tradicional, e a “ágil” (agile), muito aceita hoje nas organizações que
precisam ter menores riscos nesta atividade. O planejamento é primordial para
a construção de qualquer software e o hardware que o suportará também deve
estar definido. Sendo assim, entender o objetivo, o público, a tecnologia, entre
Para conhecer mais sobre as
práticas ITIL, acesse <http://
www.itil-officialsite.com>
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
11
outros aspectos, é o ponto de partida para o início de um projeto de desen-
volvimento. A funcionalidade esperada no desenvolvimento de um sistema de
informação pode ser sintetizada em alguns tipos mais comuns de sistemas.
1.3 Os tipos de Sistemas de Informação
Analisando a variedade de objetivos e serviços prestados pelos sistemas de infor-
mação, podemos chegar a algumas categorias básicas de tipos de sistemas,
que são descritas a seguir.
Os tipos de sistemas de informação podem ser classificados em:
•	 Sistemas de informação empresarial: promovem o fluxo de infor-
mações, tais como agenda, e-mails, processamento de textos, planilhas
eletrônicas etc., visando o trabalho em grupo. Dispositivos tais como
câmeras de vídeo (para videoconferências e reuniões remotas), micro-
fones e scanners também são muito utilizados para reduzir não só as
distâncias, mas também os custos.
•	 Sistemas de processamento de informações: capturam e proces-
sam dados gerados em negociações, tais como depósitos, pagamentos
ou reservas de produtos ou serviços. Uma simples compra por cartão de
crédito envolve diversas consultas em mais de uma base de dados. Todo
esse processo é entendido como uma transação.
•	 Sistemas de gerenciamento de informações: com os dados co-
letados e a capacidade de processá-los, os gestores das organizações
compreenderam que o bom uso dessas informações pode agilizar os
negócios e reduzir custos, deixando processos mais eficientes. Um bom
exemplo é um sistema de estoque numa rede de farmácias, que registra
não só os produtos disponíveis em uma loja, mas também os produtos
de toda a rede, podendo facilitar a entrega do pedido do cliente olhan-
do o estoque de todas as partes como um só.
•	 Sistemas de suporte a decisão: as informações geradas pelos siste-
mas de gerenciamento fornecem históricos, tendências, acompanha-
mento de resultados, além de, baseados em dados de dentro e fora da
organização, permitirem a tomada de decisões. Se olharmos o exemplo
das farmácias no item anterior, podemos imaginar que um gerente
regional pode redirecionar estoques de uma filial para outra, de acordo
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
12
com a demanda de certa área. Poderia, também, de posse de dados de
venda históricos, aumentar o estoque de determinado produto de forma
sazonal, tal como protetor solar no início do verão.
•	 Sistemas especialistas: capturam e armazenam o conhecimento
humano e imitam os procedimentos e decisões com base em dados
históricos. Nesses tipos de sistemas, são inseridas [regras de inferência],
onde conjuntos de julgamentos lógicos são aplicados a uma base de
informações para processamento e tomada de decisões.
Os sistemas que servem às atividades de uma organização foram se aperfeiçoando
durante os anos. Veremos isso de uma forma mais detalhada estudando o ERP.
Regras de inferência:
No caso, são regras que,
baseadas em um determina-
do contexto (definido com
a entrada de dados, status de
atividades, etc.) geram um
resultado ou um argumento.
Seria como uma resposta
baseada em vários fatores
observados em uma situação
do negócio. Em sistemas,
podem ser entendidas como
as “regras de negócio”.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
13
Objetivos específicos
•	 Definir ERP.
•	 Caracterizar ERP.
•	 Identificar aplicações ERP.
Enterprise Resource Planning (ERP)
2
Muitas pessoas observam que recebem, pelo correio, impressos de propagan-
da de novos serviços oferecidos pelo seu banco, mas percebem também que
o mesmo banco não envia seus extratos corretamente e com regularidade.
Certamente essa situação causa irritação e inconformidade. Como isso pode
acontecer? Uma das explicações é que o banco possui duas bases de dados
distintas para armazenar o endereço de seus clientes, mas apenas uma (a do
marketing) está atualizada. Isso evidencia que nessa instituição financeira as
bases de dados não estão integradas.
2.1 Definição, características e aplicações de ERP
O exemplo apresentado descreve um erro que pode ocorrer em várias ativida-
des de uma organização e que, em casos como esse, poderia ser evitado se
cada cliente tivesse apenas um endereço residencial cadastrado. O ERP (Enter-
prise Resource Planning) são sistemas que servem, portanto, para mitigar
essa situação e agilizar processos.
O ERP foca a integração das funcionalidades sistêmicas de uma empresa em
um sistema único, modularizado, com uma base de dados central que evita
redundância.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
14
Além de ligar as diversas áreas da empresa, o ERP abre novas possibilidades de
negócio. Por exemplo: imagine uma loja virtual que não atualize o seu esto-
que assim que uma nova venda é feita. Imagine uma passagem comprada de
uma empresa aérea em que o mesmo assento fosse vendido mais de uma vez,
caracterizando o overbooking. Essas práticas já foram comuns nas lojas virtuais
e empresas aéreas, mas hoje são motivo de processos e ações judiciais em
defesa do consumidor. Apenas com bases de dados integradas esses negócios
puderam se desenvolver e alcançar clientes que estão espalhados não em uma
pequena região geográfica, mas por todo o globo.
Sendo assim, podemos afirmar que o ERP é a solução de todos os problemas
sistêmicos de uma empresa? Infelizmente, não é tão simples assim.
Na implantação de um ERP, deve-se considerar:
•	 Que módulos (funcionalidades) serão implantados na empresa? Recur-
sos Humanos, Finanças, Vendas, Manufatura?
•	 Qual a necessidade de migração dos dados das aplicações atuais para o
futuro ERP?
•	 Os padrões de negócio incorporados ao ERP atendem o modelo da sua
empresa?
•	 Como capacitar os funcionários da sua empresa na troca de sistemas
sem que a operação seja interrompida?
Anteriormente foram abordadas as vendas de uma empresa, agora serão
considerados os seus insumos e também os serviços contratados de terceiros
O ERP é um sistema de informação que integra todos os dados
e processos de uma organização em um único sistema. Essa
integração é entendida em termos de funcionalidades (siste-
mas de: finanças, contabilidade, recursos humanos, fabricação,
marketing, vendas, compras etc.) e em termos sistêmicos (siste-
mas de processamento de transações, sistemas de informações
gerenciais, sistemas de apoio a decisão etc.) interligando as
diversas áreas de uma organização, sem a duplicação de dados.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
15
para a manufatura do produto. Assim como o cliente final pode fazer compras
em uma loja virtual – que é uma ponta do seu ERP na casa do cliente – for-
necedores também podem interagir com o sistema, programando entregas,
oferecendo preços e quantidades de matérias-primas, fazendo parte do ciclo de
produção, tudo dentro do mesmo sistema. Desta forma, vemos que o ERP pode
atuar desde a compra da matéria-prima, passando pela manufatura do produto
e todas as áreas auxiliares, chegando até a venda ao cliente (seja ele o cliente
final ou um revendedor). Isto fica mais evidente observando-se a Figura 1:
Direção e
Acionistas
Empregados
Módulos de
Manufatura
Módulos de
Estoque e
Suprimentos
Módulos de
Serviços ao
Cliente
Módulos de
Finanças
Módulos de
Vendas e
Distribuição
Relatórios
Módulos de
Recursos
Humanos
Banco de
Dados Central
Forças de
Vendas e
Distribuição
Clientes
Pessoal de
Suporte
Administrativo
e Manufatura
Fornecedores
ERP
Organização
Figura 1 – Áreas de atuação do ERP
Fonte: O’BRIEN, James. Administração de Sistemas de Informação – Uma introdução. 13ª ed. São Paulo:
McGraw-Hill, 2007.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
16
O ERP inclui os seguintes módulos comuns:
•	 Gestão da cadeia de abastecimento (SCM);
•	 Gestão da relação com os clientes (CRM);
•	 Gestão financeira;
•	 Gestão de produção;
•	 Gestão de transportes;
•	 Gestão de vendas e distribuição;
•	 Gestão de RH;
•	 Gestão contabilística;
•	 E–business.
Ao ser implantado em uma empresa, é muito importante que
o ERP seja adaptado às necessidades da organização alvo.
Esse processo de adequação é realizado por empresas de con-
sultoria especializadas e demanda muitos recursos (humanos,
financeiro, tempo e conhecimento dos processos internos).
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
17
Objetivos específicos
•	 Definir CRM.
•	 Conhecer conceitos e as aplicações do CRM.
3
Quem usa um celular e já teve problemas com ele, muitas vezes se vê obri-
gado a ligar para o suporte técnico. Durante o atendimento, geralmente é
possível perceber que o atendente conhece vários de seus dados e até mesmo
operações de suporte já realizadas, apesar de terem sido feitas por outros
atendentes. Como e por que isso ocorre? Cada serviço, sobretudo na telefonia
celular, é composto por uma diversidade de outros produtos que podem ser
contratados juntos (em “pacotes” ou “planos”), para uma pessoa individual-
mente ou agregando outros membros da família. O plano, portanto, é feito
de forma quase individual, de acordo com a escolha e a necessidade de cada
um. Para gerenciar esse relacionamento entre o fornecedor e o cliente, é utili-
zado o CRM – Customer Relationship Management – sistema responsável pelo
marketing one to one, prática de atendimento personalizado que tem origem
a partir dos primeiros dias do comércio.
3.1 Definição, conceitos e aplicações do CRM
O CRM (Customer Relationship Management) é um sistema que visa re-
gistrar o relacionamento da organização – fornecedoras de produtos e serviços
– com o seu cliente por meio de sistemas informatizados. O uso de um sistema
de CRM pede uma mudança na atitude corporativa, já que visa aprimorar o co-
nhecimento dos hábitos dos seus clientes, armazenando e inter-relacionando
– de forma inteligente – informações sobre suas atividades e interações com a
empresa, visando um melhor atendimento às suas necessidades e desejos.
Customer Relationship
Management (CRM)
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
18
A concorrência faz com que os preços, a variedade de produtos e o suporte
oferecido sejam itens observados e comparados pelos consumidores antes da
aquisição de produtos ou serviços. Atender o cliente de forma diferenciada é
um fator que coloca a organização à frente dos seus concorrentes, fomentan-
do outro fator importante: a fidelidade.
Um bom exemplo disso é o de grandes companhias aéreas que registram as
preferências de consumo de seus clientes a bordo. Os comissários de bordo
são informados sobre essas preferências e, por sua vez, podem atender melhor
seus clientes, deixando-os mais confortáveis.
Outro bom exemplo de atendimento diferenciado ao cliente por meio do regis-
tro de suas preferências de compra é o site de vendas “amazon.com”. Com o
registro da navegação do cliente pelo site, das suas escolhas de produtos, das
áreas percorridas e das pesquisas efetuadas é traçado um perfil de preferência
de produtos. Essa informação é utilizada para que, logo na página inicial, uma
seção de produtos similares seja apresentada ao cliente.
(Exemplos baseados em: Peppers and Rogers Group, 2000).
Entretanto, a implantação de uma estratégia de CRM exige a execução de
etapas distintas. Quais serão elas?
•	 Identificação e entendimento do perfil do cliente e do público-alvo:
é necessário conhecer o maior número de detalhes possíveis para reco-
nhecer os clientes em todos os pontos onde a empresa entre em contato
com eles. No caso de negócios entre empresas, é importante conhecer
os nomes das pessoas e dos cargos que ocupam.
•	 Diferenciação: por nível de valor ou pela necessidade de produtos e
serviços. Dessa forma, é mais fácil priorizar os esforços para atender os
clientes de maior valor e personalizar o comportamento no atendimento
a estes. Um exemplo disso é a abertura de áreas VIP em bancos.
•	 Interação: é necessário buscar a maneira mais eficiente e eficaz na co-
municação com os clientes e não apenas a mais barata e automatizada.
Clientes com necessidades e importâncias diferentes devem ser tratados
de forma diferente.
•	 Preferências do cliente e aprimoramento da interação: com a persona-
lização do atendimento, deve haver o aprendizado das preferências do
cliente e o aprimoramento da interação, por meio de coleta de novas
necessidades dos clientes, desenvolvendo, assim, novos produtos e servi-
ços que podem ser resultados de combinações de produtos atuais.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
19
O CRM é apoiado por sistemas de TI e só assim toda a malha de atendimento
pode funcionar como uma organização única, atendendo àquele cliente específico.
Em uma implantação de CRM é fundamental que a empresa
veja o negócio pelos olhos do cliente, focando em atendê-lo
cada vez melhor, conquistando, assim, a sua fidelidade.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
21
Objetivos específicos
•	 Conhecer conceitos e aplicações de BI.
4Business Intelligence
Um hospital possui uma unidade de emergência e os atendimentos serão me-
lhor resolvidos caso os gestores entendam quais são os gargalos do processo
para atender, no máximo, em 45 minutos um novo paciente. Com o objetivo
de alcançar esse resultado, eles focaram em coletar os seguintes dados:
•	 A chegada do paciente: dias e horários que os pacientes chegam à
emergência com mais frequência.
•	 Produtividade por provedor de serviço: volume de pacientes por médico
e o tempo médio gasto com os pacientes.
•	 Serviços auxiliares: tempo de resposta dos exames de tomografia, resso-
nância magnética e serviços auxiliares; no laboratório, tempo de espera
dos resultados.
•	 Controle de leitos: sistema para controlar os leitos desocupados e que,
portanto, a equipe da emergência pode preparar para uso.
Esse exemplo revela a importância da seleção de dados a serem coletados em
uma análise e será o nosso ponto de discussão a seguir.
4.1 Conceitos e Aplicações
Business Intelligence (BI) é um termo que se refere a processos, tecnologias,
práticas e aplicações que suportam a tomada de decisões numa Organização.
É uma coleção de técnicas para coleta, armazenamento, análise e acesso a
dados que são utilizados pelos usuários durante tomadas de decisão sobre os
rumos de uma empresa.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
22
As organizações que tem o BI como prática focam em melhorar sua
performance, seus negócios ou as atividades as quais se dedicam. O BI é
utilizado para a compreensão e melhoria dos processos, reduzindo custos e
identificando novas oportunidades. As técnicas de BI incluem:
•	 Análise do comportamento do cliente, dos padrões de compra e das
tendências de vendas;
•	 Medição, acompanhamento e previsão de vendas e de performance
financeira;
•	 Orçamentação e planejamento financeiro;
•	 Acompanhamento de campanhas de marketing;
•	 Otimização de processos e da performance operacional;
•	 Melhoria da entrega dos produtos e serviços, além da efetividade dos
canais de suprimentos;
•	 Gerenciamento do relacionamento com os clientes;
•	 Análise de riscos;
•	 Análise dos dados da web e comércio eletrônico.
4.2 Os componentes básicos
Os componentes básicos do BI são: a coleta, o armazenamento, a análise
e o acesso aos dados, como ilustrados na Figura 2 e apresentados em mais
detalhes adiante.
coleta
análise
BI
acesso armazenamento
Figura 2 – Componentes básicos
do Business Intelligence
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
23
a) Coleta de dados
Coletar dados significa pesquisar e acessar dados que possam efetivamente
ser utilizados para a tomada de decisões. Podem estar em vários formatos e se
referem basicamente a dados que são coletados para medição de forma auto-
mática e que, por sua vez, permitem a verificação do desempenho. Por exem-
plo, podem ser colhidos a partir de pontos de venda, de aplicações na web, de
sistemas em produção, entre outros.
O maior desafio nessa atividade é assegurar que os dados
relevantes sejam coletados corretamente e no tempo certo.
A qualidade dos dados coletados, se não controlada, pode
colocar em risco os esforços de BI.
b) Armazenamento de dados
O armazenamento dos dados coletados se refere à sua guarda em formatos
que permitam sua análise e uso. A categorização desses dados é fundamental
para que o seu uso e aproveitamento sejam potencializados.
Os bancos de dados modernos permitem o armazenamento em diferentes
formatos. Isto faz com que os mesmos dados possam ser referenciados por
diferentes categorias.
O termo comumente utilizado para identificar esses bancos de
dados é [data warehouse] (armazéns de dados).
A categorização é a estrutura
lógica que permite a pesqui-
sa de forma mais simples e o
acesso mais rápido.
Data Warehouse: gran-
des quantidades de dados
armazenados a partir de
uma ampla gama de fontes
de dentro da organização.
Utilizado para orientar as
decisões de gestão.
c) Análise de dados
Com base nos dados armazenados, são feitas análises cujos resultados dão su-
porte a tomadas de decisões. Os dados podem ser analisados tanto qualitativa
quanto quantitativamente. As técnicas de análise incluem o uso de ferramen-
tas estatísticas, mineração de dados e até análises visuais de tipos de dados
não estruturados, tais como textos ou imagens.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
24
d) Acesso aos dados
Para a tomada de decisões, seus responsáveis nas organizações devem ter
acesso aos dados e às análises. Esse acesso é feito por meio de ferramentas
que permitem ao usuário final verificar, de forma segura, os relatórios, os
[dashboards] e os [scorecards] (Figura 3).
4
2
0
Time 1 Time 2 Time 3 Time 4 Time 5
8
10
6
Duração média da ligação
250
100
50
0 200
150
Time 1 130
Time 2 170
Time 3 180
Time 4 220
Time 5 200
Ligações atendidas por time
Time 1
Time 2
Time 3
Time 4
Time 5
Ligações abandonadas por time
20 13
17
18
32
Dashboard de um helpdesk de telefonia celular
Objetivo de vendas
20 13
17
18
32
Time 1
Time 2
Time 3
Time 4
Time 5
Dashboards: painéis de
informações onde são dispo-
nibilizadas métricas, riscos e
eventos importantes para au-
xílio no controle de projetos
e tomada de decisões.
Scorecard: é uma re-
presentação gráfica do resul-
tado ao longo do tempo de
uma entidade, tal como uma
empresa, um empregado ou
uma unidade de negócio.
Este progresso é comparado a
um ou mais objetivos especi-
ficados previamente.
Mineração de dados
(data mining): processamen-
to de dados que usa sofisti-
cados recursos de pesquisa e
algoritmos estatísticos para
descobrir padrões e cor-
relações em grandes bases
de dados pré-existentes, de
forma a descobrir um novo
significado nestes dados.
4.3 Os passos para o Business Intelligence
Vários gerenciadores de bancos de dados podem prover um armazenamento
seguro e confiável de dados. Diversas ferramentas e técnicas são conhecidas
como parte de uma boa estratégia de BI, tais como [mineração de dados
(data mining)], processamento analítico de dados etc. A função de BI é, geral-
mente, de propriedade do time de TI da organização. Entretanto, o Business
Intelligence é mais do que a utilização de ferramentas de software: é um
conjunto de métodos e estratégias que, em conjunto com as ferramentas de
TI, gerarão informações para o negócio.
Figura 3 - Exemplo de dashboard
Fonte: <http://www.conceptdraw.com/samples/dashboards-kpi>
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
25
Para que a organização utilize o BI de forma que os resultados sejam mais
efetivos, é importante:
•	 Entender as reais necessidades do negócio e priorizar a coleta de dados
relevantes e significativos às suas atividades.
•	 Analisar os dados com base em ideias e tendências para que as respos-
tas sejam conclusivas.
•	 Reportar as análises de forma simples e concisa (com relatórios claros,
dashboards ou scorecards).
•	 Tomar decisões baseadas em fatos evidenciados pelas análises, além de
considerar o histórico de conhecimento gerado por fatos passados.
Até o momento já foi visto o que se configura como um Sistema de Informa-
ção, além de um pequeno histórico do progresso desse sistema ao longo das
décadas e os seus principais usos, tipos de sistemas e a utilização em grandes
corporações via softwares ERP, que unifica seus processos. Viu-se também o
uso dos dados para melhoria no atendimento ao cliente (CRM) e nos rumos
das Organizações (BI). Mas, quais são os sistemas utilizados no Exército Bra-
sileiro? Quais as suas funções e principais usuários? Este é o assunto que será
tratado a seguir.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
27
Objetivos específicos
•	 Definir e citar as características e aplicações dos principais sistemas
utilizados no Exército Brasileiro: SIAFI, SIASG, SICAF, SISCOFIS, SISPATR,
SISCUSTOS, OPUS, SIGA, SIGIR, SIRE, SIRC, SIPEO, SIRUS, SAGRE, SIGEMS,
SIPMED, SIRMED, SICAPEX, SUCEM, SISC, FIGOMIS, SPED e SERMILWEB.
5
Um sistema corporativo pode ser definido, de forma genérica, como um sis-
tema desenvolvido para atender às necessidades de gestão de uma instituição,
estatal ou privada, com atividade em qualquer área de interesse. Normalmente
esses sistemas permitem ou facilitam a gestão integrada da instituição e contri-
buem para a melhoria do desempenho institucional, ampliando a confiabilida-
de e a transparência das informações corporativas.
O Exército Brasileiro faz uso de vários sistemas de gestão, dos quais três são
federais (SIAFI, SIASG e SICAF), enquanto os demais são corporativos, ou seja,
foram desenvolvidos pela própria instituição, com as finalidades já citadas.
Os sistemas abordados neste capítulo são aplicados nas áreas de gestão admi-
nistrativa, gestão de pessoal, gestão de saúde, gestão orçamentária e financei-
ra, gestão de obras e gestão do Serviço Militar.
Os departamentos e diretorias responsáveis pelos sistemas estudados são:
1.	 Comando Logístico (COLOG).
2.	 Departamento Geral de Pessoal (DGP).
•	 Diretoria de Saúde (DSau).
•	 Diretoria de Serviço Militar (DSM).
•	 Divisão de Orçamento, Finanças e Auditoria (DIORFA).
3.	 Departamento de Engenharia e Construção (DEC).
•	 Diretoria de Obras Militares (DOM).
Principais sistemas utilizados
no Exército Brasileiro
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
28
4.	 Secretaria de Economia e Finanças (SEF).
•	 Diretoria de Gestão Orçamentária (DGO).
•	 Diretoria de Contabilidade (DCONT).
5.	 Centro de Desenvolvimento de Sistema (CDS), do Centro Integrado de
Telemática do Exército (CITEx).
Os sistemas em uso no Exército Brasileiro (EB), à exceção dos três sistemas go-
vernamentais, apesar de serem Sistemas Corporativos, ou seja, atenderem a
demandas de Comandos, Departamentos e Diretorias do Exército, não foram,
na sua maioria, desenvolvidos para ser utilizados por quaisquer Oficiais, Praças
e Funcionários Civis da Força. A maioria desses sistemas só pode ser acessada
e manipulada por usuários previamente cadastrados e categorizados em perfis
que definem claramente a competência e a autonomia de cada um deles.
A seguir serão apresentadas as características e aplicações dos sistemas utiliza-
dos pelo Exército Brasileiro.
5.1 Sistema Integrado de Administração Financeira –
SIAFI
O SIAFI é um sistema de informações centralizado em Brasília e interligado
por todo o território nacional, via teleprocessamento, aos Órgãos do Governo
Federal existentes em todo o país e também no exterior. Permite o registro,
acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimo-
nial do Governo Federal.
Figura 4 - Homepage do SIAFI
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
29
Com a função de promover a modernização e a integração dos sistemas de
programação financeira, de execução orçamentária e de contabilidade dos
Órgãos e Entidades Públicas do Governo Federal, o SIAFI foi implantado pelo
SERPRO em 1987, e entrou em operação no dia 1º de janeiro de 1987. Desde
então tornou-se um importante instrumento para o acompanhamento e o
controle da execução orçamentária, financeira e contábil do Governo Federal.
O SIAFI é o maior e mais abrangente instrumento de adminis-
tração das finanças públicas entre seus congêneres conhecidos
no mundo.
Tendo em vista as funções mencionadas acima, o SIAFI tem como objetivos:
•	 Prover os Órgãos da Administração Pública de mecanismos adequados
ao controle diário da execução orçamentária, financeira e contábil.
•	 Fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a
utilização dos recursos do Tesouro Nacional, por meio da unificação dos
recursos de caixa do Governo Federal.
•	 Permitir que a Contabilidade Aplicada à Administração Pública seja fonte
segura e tempestiva de informações gerenciais para todos os níveis da
Administração Pública.
•	 Integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal.
•	 Proporcionar a transparência dos gastos públicos.
Devido à centralização do SIAFI em Brasília, é possível a padronização dos mé-
todos e das rotinas de trabalho sem criar qualquer restrição ou rigidez à gestão
dos recursos, que permanecem sob o total controle do ordenador de despesa
de cada Unidade Gestora (UG).
Para obter mais informações,
acesse: <https://www.tesou-
ro.fazenda.gov.br/pt/siafi>
A unificação dos recursos de caixa do Tesouro Nacional não
significa perda de individualização destas disponibilidades,
uma vez que cada UG trabalha com limites financeiros previa-
mente definidos, sendo movimentados apenas pelos respectivos
ordenadores de despesa, na forma prevista em regulamentação
própria.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
30
5.1.1 O SIAFI e o Exército Brasileiro
O Exército, como órgão da Estrutura Administrativa Pública Nacional está
sujeito à utilização do SIAFI para realizar e controlar a execução orçamentá-
ria, financeira, patrimonial e contábil da Força. É por meio do SIAFI que são
feitas consultas de créditos orçamentários disponibilizados por natureza de
despesas e registradas todas as contratações e aquisições feitas pelo Exército.
As Organizações Militares (OM) que se constituem em Unidades Gestoras
(UG) do sistema têm no SIAFI a sua base de dados legais orçamentários e
contábeis. Nesse sistema são registrados, por exemplo, notas de empenho,
liquidações e pagamentos efetuados.
5.2 Sistema Integrado de Administração
de Serviços Gerais – SIASG
O SIASG “é o sistema informatizado que registra, controla e compatibiliza
as atividades e procedimentos relativos ao Sistema de Serviços Gerais – SISG,
em tempo real” (Portaria Normativa, 27 de outubro de 2000). Ou seja, é um
conjunto de ferramentas informatizadas que permite a operacionalização e
o gerenciamento das atividades do SISG. O SISG, por sua vez, é um sistema
administrativo que organiza a gestão das atividades de serviços gerais. Nessas
atividades estão incluídas as licitações, contratações, transportes, comunica-
ções administrativas, documentação e administração de edifícios públicos e de
imóveis funcionais. O SIASG tem como objetivos:
•	 Gerenciar e operacionalizar o funcionamento sistemático das atividades
do SISG, com a utilização dos seguintes subsistemas:
– Catálogo de Materiais (CATMAT);
– Catálogo de Serviços (CATSER);
– Sistema de Divulgação Eletrônica de Compras (SIDEC);
– Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF);
– Sistema de Preços Praticados (SISPP);
– Sistema de Minuta de Empenho (SISME);
– Sistema de Gestão de Contratos (SICON).
•	 Modernizar as atividades do Estado e aprimorar a gestão de compras do
Governo Federal em termos de qualidade e de absoluta transparência
em seus procedimentos.
Se desejar obter mais infor-
mações sobre Execução Or-
çamentária, visite <http://
www.orcamentobrasil.com/>
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
31
•	 Garantir a segurança dos registros efetuados em outros sistemas, para
os casos de integração sistêmica.
5.2.1 O SIASG e o Exército Brasileiro
O SIASG é uma ferramenta de apoio informatizado aos processos de compras
e de contratações. Esse sistema permite, por exemplo, o registro das autoriza-
ções e confirmações de prestações dos serviços contratados e recebimento de
materiais adquiridos.
5.3 Sistema de Cadastramento Unificado
de Fornecedores - SICAF
O SICAF é um módulo do Sistema de Administração de Serviços Gerais –
SIASG. É um sistema automatizado de informações que viabiliza o cadas-
tramento de fornecedores, materiais e serviços para os órgãos/entidades da
Administração Pública Federal Direta, Autárquica e Fundacional, no âmbito do
Sistema Integrado de Serviços Gerais – SISG.
Para obter mais informações
sobre o SIASG, consulte o
manual do usuário, disponí-
vel em: <http://www.com-
prasnet.gov.br/publicacoes/
manuais/Manual_Usuario_
SIASG_SessaoPublica.pdf>
O sistema foi implantado como parte do esforço de modernização e reforma
do aparelho do Estado, de modo a torná-lo mais eficiente e voltado principal-
mente ao interesse da sociedade.
Figura 5 – Tela de Acesso ao SICAF: <http://www.comprasnet.gov.br/>
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
32
O SICAF permite:
•	 Cadastramento e habilitação de pessoas físicas ou jurídicas interessadas
em participar de licitações promovidas por órgãos e entidades da Admi-
nistração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, ampliando as
opções de compra do Governo Federal.
•	 Acompanhamento do desempenho dos fornecedores cadastrados.
O SICAF é acessado on-line por todas as unidades de Serviços Gerais interliga-
das à rede de teleprocessamento do Governo Federal.
Atualmente o SICAF pode ser acessado pelo portal COMPRASNET (www.com-
prasnet.gov.br) que é o ponto de partida para que o fornecedor interessado
em participar de licitações públicas possa dar início ao processo de cadastra-
mento no SICAF.
5.3.1 O SICAF e o Exército Brasileiro
O SICAF é acessado pelas OM do Exército para cadastramento e consultas à
lista de fornecedores cadastrados no sistema, a fim de aceitar a participação
deles nos processos licitatórios que a Unidade esteja promovendo.
As OM não podem aceitar a participação em seus processos
licitatórios de nenhum candidato que não esteja devidamente
cadastrado no SICAF.
Os sistemas apresentados até o momento – SIAFI, SIASG e SICAF – são
sistemas governamentais, ou seja, não foram desenvolvidos por nenhuma
Organização Militar do Exército.
A seguir estarão apresentados e descritos os sistemas desenvolvidos por Orga-
nizações Militares do Exército Brasileiro para agilizar e dar maior transparência
aos processos gerenciais, principalmente nas áreas administrativa, de pessoal e
orçamentária-financeira.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
33
5.4 Sistema de Material do Exército – SIMATEX
O SIMATEX é um sistema corporativo de desenvolvimento contínuo e evo-
lutivo, que faz parte do Sistema de Informações Organizacionais do Exército
(SINFORGEx). O sistema tem como objetivo integrar processos, procedimen-
tos, métodos, rotinas e técnicas destinadas à produção de conhecimento com
qualidade e oportunidade necessárias ao controle automatizado e ao gerencia-
mento de todos os materiais no âmbito do Exército Brasileiro.
O SIMATEX é composto por três subsistemas, apresentados na Figura 7:
Figura 6 – Tela do SIMATEX (Intranet do EB - EBNet)
Figura 7 - Subsistemas do SIMATEX
fonte: <https://www.defesa.gov.br/arquivos/File/2011/
mes09/logistica/encontro02.pdf>
Para acessar o SIMATEX, visite:
<http://simatex.colog.eb.
mil.br>
Sistemas de Info
Organizacionais do Exército
SINFORGEX
SIMATEX
SISMICAT
MD
SISMICAT - Sistema Militar de Catalogação
SICATEx
COLOG
SICATEx - Sistema de Catalogação do Exército
SISDOT - Sistema de Dotação
SISCOFIS - Sistema de Controle Físico
SISDOT
EME
EME
SISCOFIS
COLOG
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
34
A responsabilidade orgânica do SIMATEX fica a cargo do comandante, chefe
ou diretor, em qualquer nível. Os chefes das Agências de Inteligência (AI) e os
administradores dos subsistemas são seus principais assessores nas atividades
correspondentes.
Para garantir a segurança do sistema e de seus dados, todos os subsistemas
devem permitir, como medida de segurança, a auditoria dos acessos ao siste-
ma, de maneira a identificar o usuário, a data e a operação efetuada.
As funções e características dos subsistemas citados estão descritos a seguir:
a) O SICATEX
O SICATEX destina-se a catalogar todo o material (permanente e de consumo)
existente no Exército, de acordo com a metodologia do Sistema Militar de Ca-
talogação (SISMICAT). É administrado pelo Comando Logístico (COLOG) e tem
como órgãos executivos a Central de Operação e Arquivo (COA) e as Agências
de Catalogação (AC).
Figura 8 - Tela do SICATEX
Fonte: <https://www.defesa.gov.br/arquivos/File/2011/mes09/logistica/encontro02.pdf>
b) O SISCOFIS
O uso do SISCOFIS tem por finalidade o controle físico e o gerenciamento de
todo o material existente no Exército. O Sistema é administrado pelo Comando
Logístico (COLOG), com o assessoramento de uma Comissão Coordenadora do
Sistema, presidida pelo COLOG, e com a concorrência de representantes do(a):
•	 Estado-Maior do Exército (EME);
•	 Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT);
O SICATEX é utilizado pelas
OM de valor Unidade, somen-
te para fins de consulta. O sis-
tema é atualizado no nível Re-
gião Militar (RM). As Unidades
podem encaminhar à RM pro-
posta de inclusão de materiais
que porventura não estejam
cadastrados no sistema.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
35
•	 Secretaria de Economia e Finanças (SEF);
•	 Centro de Inteligência do Exército (CIE);
•	 Diretorias Gestoras de Material.
Figura 9 – Tela Inicial do SISCOFIS
O SISCOFIS disponibiliza, sob a forma de relatórios e consultas, as informações
provenientes dos órgãos provedores (OP) e das organizações militares (OM),
considerando o nível de responsabilidade de cada escalão. A Figura 10 apresen-
ta uma lista das principais informações que podem ser acessadas pelo SISCOFIS.
Figura 10 – Fluxo de Informações no SISCOFIS
Fonte: <https://www.defesa.gov.br/arquivos/File/2011/mes09/logistica/encontro02.pdf>
Para acessar o SISCOFIS, visite
<http://siscofisweb.eb.mil.
br/fremes/principal.php>
Cmdo EB
ODG
ODS
C Mil A
OM
OP
RM
DE
Bda
AD
SEF
Principais informações
Qual o material?
Quando existe?
Onde se encontra?
Qual a situação?
Qual o previsto?
Quantas faltas?
Quantos excessos?
RMA
RMBM
INVENTARIOS
CUSTOS
Esc Log/RM
SISCOFIS
(OM/OP)
Estoque
Estoque
Estoque
SISCOFIS
WEB
CITEx
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
36
c) O SISDOT
O SISDOT é administrado pelo Estado-Maior do Exército, por intermédio da
4ª Subchefia/EME. Seu uso tem como objetivo definir a dotação de material
por Quadro de Organização Tipo e por OM no âmbito do Exército Brasileiro
e permite ao EME elaborar e atualizar os Quadros de Dotação de Material
(QDM) e os Quadros de Dotação de Material Previsto (QDMP), assim como que
as demais OM realizem consultas sobre dotação de material.
5.5 Sistema Gerencial de Acompanhamento
e Controle Patrimonial – SISPATR
O SISPATR é o sistema que subsidia os escalões superiores com informações
efetivas sobre o controle dos bens patrimoniais. Esse sistema foi desenvolvido
para atender às demandas da Secretaria da Economia e Finanças (SEF), da Di-
retoria de Contabilidade (D Cont), das Inspetorias de Contabilidade e Finanças
do Exército (ICFEx) e das Unidades Gestoras (UG), para aperfeiçoar a capacida-
de gerencial da Instituição, com reflexos diretos na melhoria da operacionali-
dade da Força.
O acesso ao sistema SISPATR é realizado na intranet, por meio dos servidores
da Secretaria de Economia e Finanças (SEF), na página da Diretoria de Con-
tabilidade (D Cont), em <http://www.dcont.eb.mil.br>, conforme é possível
visualizar na Figura 11:
Para acessar o SISPATR, visite
<http://sispatr.sef.eb.mil.br/
sispatr/index.seam?cid=611>
Figura 11 – Portal de Contabilidade do Exército Brasileiro – acesso ao SISPATR e SISCUSTOS
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
37
Os principais objetivos do SISPATR são:
•	 Registrar informações contábeis resultantes da movimentação patrimonial.
•	 Identificar e organizar as UG que apresentem características semelhantes
no que concerne ao desempenho de suas atividades-fim para buscar solu-
ções comuns que atendam aos seus problemas no controle patrimonial.
•	 Proporcionar aos dirigentes, nos seus respectivos níveis, as informações ge-
renciais referentes ao controle patrimonial das UG do Comando do Exército.
•	 Realizar o acompanhamento gerencial das UG em seu controle patrimonial.
•	 Permitir a verificação de compatibilidade dos dados relativos ao controle
patrimonial do Exército existentes no SIAFI e no SISCOFIS.
•	 Disponibilizar informações, em tempo hábil, para auxiliar o processo deci-
sório, por meio da análise temporal do desempenho da organização.
•	 Permitir ajustes no planejamento para uma gestão eficiente, eficaz e efeti-
va dos recursos disponibilizados ao Comando do Exército.
Figura 12 – Tela de acesso ao SISPATR
O SISPATR não possui banco de dados. A cada consulta, o
sistema espelha apenas os dados do SIAFI e SISCOFIS, sem ar-
mazenar essas informações. Consequentemente, a cada novo
acesso, o SISPATR pode apresentar informações diferentes, e
caso um dos sistemas (SIAFI OU SISCOFIS) esteja “fora do ar”,
o SISPATR demonstrará saldo zero para as informações do sis-
tema que esteja inoperante naquele momento.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
38
O SISPATR possui três perfis de acesso:
•	 Perfil D Cont: permite a visualização de todas as unidades gestoras
cadastradas no SISPATR.
•	 Perfil ICFEx: permite a visualização das unidades gestoras vinculadas à
respectiva ICFEx.
•	 Perfil UG: permite apenas a visualização da unidade gestora específica,
ou seja, um UG não consegue visualizar as informações de outra UG.
5.6 Sistema Gerencial de Custos – SISCUSTOS
O SISCUSTOS é um sistema de informações gerenciais e de apoio à decisão
que busca integrar processos, procedimentos, métodos, rotinas e técnicas, des-
tinados à produção de conhecimento com qualidade e oportunidade neces-
sária ao controle automatizado e ao gerenciamento dos custos das atividades
(rotinas) realizadas pelas OM do Exército Brasileiro.
Para obter mais informações
sobre o SISPATR, consulte o
manual do usuário disponí-
vel em <http://www.2icfex.
eb.mil.br/Portarias/manual_
sispatr.pdf>
Figura 13 – Tela de acesso ao SISCUSTOS
O desenvolvimento desse sistema teve como base a legislação federal específi-
ca de custos, com o intuito de propiciar ao gestor das organizações o levanta-
mento dos custos das atividades e dos programas de governo, podendo che-
gar até a função da programação orçamentária. O SISCUSTOS do Exército está
integrado a outros sistemas corporativos da Instituição e fornece informações
relevantes aos tomadores de decisão sobre os custos do Comando do Exército.
A sua implantação significa a introdução de um importante instrumento de
gestão, capaz de indicar o nível de desempenho da Instituição com relação
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
39
aos produtos e aos serviços gerados, às atividades desenvolvidas e aos proces-
sos executados para o atendimento de suas inúmeras demandas. Além disso,
representa uma inovação, pois consolida uma cultura corporativa baseada na
eficiência de suas ações, medida em termos de resultados e de indicadores de
desempenho, servindo também como importante subsídio para a tomada de
decisão e de planejamento de suas atividades, bem como para a aferição do
desempenho de diversas organizações militares.
O SISCUSTOS tem os seguintes objetivos:
•	 Identificar o custo das atividades do exército.
•	 Realizar o acompanhamento Gerencial das OM.
•	 Facilitar as tomadas de decisões nos diversos escalões.
•	 Oferecer dados concretos para negociar e justificar em melhores condi-
ções os recursos orçamentários do Comando do Exército.
A Lei de Responsabilidade Fiscal, editada em maio de 2000, trouxe importantes
consequências para a administração pública, entre as quais a implantação de
um novo modelo para a Contabilidade Pública, condizente com os padrões esta-
belecidos nas Normas Internacionais de Contabilidade Aplicada ao Setor Público.
Para atender a esse novo modelo, o SISCUSTOS foi totalmente idealizado e de-
senvolvido pela SEF/D Cont, seguindo todas as especificações trazidas por essa
“nova contabilidade”. Fundamentado nas NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABI-
LIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO, o sistema tem como fonte de dados
as listas das atividades das organizações, os direcionadores de atividades,
os objetos de custo e as informações extraídas de sistemas corporativos em
uso no Exército, tais como o Sistema Integrado de Administração Financeira
(SIAFI), o Sistema de Controle Físico (SISCOFIS) que é um módulo do Sistema
de Material do Exército (SIMATEX), o Sistema Automático de Pagamento de
Pessoal (SIAPPES) e o Sistema de Retribuição no Exterior (SRE). Por meio desses
sistemas, o SISCUSTOS coleta e processa os dados necessários e disponibiliza
informações sob a forma de relatórios gerenciais pelo FLEX VISION.
Para acessar o SISCUSTOS, vi-
site <http://custos.sef.eb.mil.
br/Custos/modulos/seguran-
ca/login_form.php>
O SISCUSTOS somente é ope-
rado pelos militares da área
administrativa com respon-
sabilidade na área de gestão
financeira das suas respectivas
organizações militares (OM).
O FLEX VISION é uma ferramenta OLAP (On-line Analytical
Processing), que permite a visualização dos dados armazena-
dos em bancos relacionais, nos mais variados formatos. Todos
os totais, cálculos, filtros e formatação podem rapidamente
ser definidos e alterados pelo usuário.
O SISPATR e o SISCUSTOS são
sistemas desenvolvidos sob a
responsabilidade da Diretoria
de Contabilidade (DCONT).
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
40
5.7 Sistema Unificado do Processo de Obras – OPUS
O OPUS é um sistema informatizado de apoio à decisão, que visa dar suporte
às funcionalidades de Planejamento, Programação, Acompanhamento, Fisca-
lização, Controle, Gerência e Execução de Obras e Serviços de Engenharia de
todas as atividades dos macroprocessos finais do Sistema de Obras Militares
(SOM), tanto no nível executivo quanto no gerencial e estratégico.
Figura 14 – Tela inicial do OPUS
É o sistema por meio do qual as OM do Exército inserem informações e solici-
tações sobre as obras planejadas ou em execução nos seus respectivos aquar-
telamentos e a Diretoria de Obras Militares (DOM) acompanha o andamento
das obras realizadas.
A gestão de obras no OPUS é realizada por meio do Plano Diretor de Organi-
zação Militar (PDOM). Esse sistema é o elemento base para gestão de obras
e representa o plano de ocupação de uma OM em uma ou mais áreas (imó-
veis). O PDOM deve contemplar todas as benfeitorias existentes, a construir e
a demolir. Sua atualização é de responsabilidade da OM e sua aprovação de
responsabilidade da DOM.
Caso uma OM necessite de obra, serviço de engenharia ou material de gestão
da DOM, é necessário cadastrar essas solicitações no OPUS por meio do preen-
chimento eletrônico da Ficha Modelo 18 (FM18) que é, então, encaminhada
para o respectivo Comando RM.
Podemos dizer que a FM18:
•	 É o documento com o qual as OM levantam suas necessidades específi-
cas e as encaminham para os Comandos de Região Militar (Cmdo RM)
que as apoiam.
Para acessar o OPUS, visite:
<http://www.opus.eb.mil.
br/cobra-grp-web/pages/
privado/navegador/navega-
dor.jsf>
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
41
•	 Pode ser alterada, no OPUS, a qualquer momento pela unidade, incluin-
do novas obras ou revisando prioridades.
•	 Precisa ser encaminhada pela OM para o Cmdo RM, após a solicitação
e priorização dos pedidos. Caso não seja encaminhada, todo o trabalho
realizado é considerado “rascunho”.
•	 Torna-se oficial para o Cmdo RM quando é encaminhada. Por isso, toda
OM tem duas FM18: uma de “trabalho” e outra “encaminhada”.
A consolidação e priorização das necessidades específicas levantadas na Ficha
Modelo 18 das OM apoiadas são realizadas pelo Cmdo RM por meio do pre-
enchimento da Ficha Modelo 20 (FM20).
Podemos dizer que a FM20:
•	 Pode ser alterada no OPUS a qualquer momento, incluindo novas obras
ou revisando prioridades.
•	 Precisa ser encaminhada pela unidade para que o trabalho não seja
considerado “rascunho”.
•	 Somente passa a ser considerada oficial para o DEC/DOM quando enca-
minhada. Por isso todo Cmdo de RM tem duas FM20: uma de “traba-
lho” e outra “encaminhada”.
Assim como na maioria dos sistemas em uso no Exército,
somente usuários previamente cadastrados no OPUS podem
acessá-lo. O cadastro de usuários dos Comandos de Regiões
Militares e Comissões Regionais de Obras são realizados pela
DOM, os das demais Organizações Militares, pelo Comando
da respectiva Região Militar.
Para obter mais informações
sobre o OPUS, visite <http://
intranet.dom.eb.mil.br/in-
dex.php?option=com_conte
nt&view=article&id=107&Ite
mid=125>
5.8 Sistema de Informações Gerenciais
e Acompanhamento Orçamentário – SIGA
O SIGA foi desenvolvido inicialmente para atender às demandas da Diretoria
de Gestão Orçamentária da Secretaria de Economia e Finanças (DGO/SEF), com
a finalidade de racionalizar e otimizar a gestão dos recursos da Unidade Orça-
mentária Fundo do Exército, aprimorando os processos utilizados no Sistema
de Economia e Finanças, além de executar atividades adicionais, como por
exemplo, o Planejamento do Estado-Maior do Exército; Ação 2000 do Progra-
ma de Apoio Administrativo – PAA; Sistema de Custos.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
42
O SIGA é composto por dez módulos: segurança; planejamento do Estado-Maior
do Exército; ação 2.000/PAA (cadastros básicos, contratos e concessionárias);
sistemas de custos; sendo os demais ligados à gestão da Unidade Orçamentária
Fundo Exército (receita, orçamento, crédito, danos ao erário, aplicações financei-
ras e o de movimentações financeiras).
O sistema é formado por módulos e foi projetado para que a operação seja
feita de forma independente, facilitando o acesso dos usuários.
Figura 15 – Módulos do SIGA
Cada um dos módulos do SIGA relativos à gestão da Unidade Orçamentária
Fundo do Exército está descrito a seguir:
•	 Segurança: deve ser utilizado pelas ICFEx para administrar o SIGA. Cabe
às ICFEx a realização do cadastro, inclusão, alteração e exclusão dos
usuários de suas Unidades Gestoras (UG) vinculadas. Os perfis e níveis de
acesso ao sistema são definidos neste módulo.
•	 Receita: permite o controle da arrecadação da UG e serve de suporte
à solicitação de créditos sem sub-repasse. Nesse módulo, a UG pode
acompanhar a arrecadação de qualquer receita por ela gerada, tanto
as atinentes à exploração econômica de bens, mensalidades escolares
e serviços administrativos quanto aquelas arrecadadas por descontos
em contracheques (exemplo: os relacionados com os Próprios Nacionais
Residenciais).
•	 Crédito FEx: possibilita que a UG solicite “on-line”, créditos da Unidade
Orçamentária Fundo do Exército. Por esse módulo, a UG pode acom-
panhar a liberação dos créditos solicitados no sistema e, seguindo um
Para acessar o SIGA, visite
<http://siga.sef.eb.mil.br/
SIGA/index.html>
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
43
cronograma de desembolso, não é necessário solicitar a autorização de
pagamento e do recurso financeiro. Ao acessar o módulo de crédito, o
usuário realizará todos os procedimentos necessários à solicitação de
crédito, independente do funcionamento dos demais módulos.
•	 Aplicações Financeiras: possibilita a aplicação automática em ca-
derneta de poupança e as transferências entre UG, além de facilitar o
controle e o acompanhamento dos saldos aplicados.
5.9 Sistema Integrador de Gestão Inteligente de
Recursos do Sistema de Pessoal do Exército – SIGIR
O SIGIR é um sistema administrativo, constituído por subsistemas, que possibili-
ta o gerenciamento integrado, lógico, racional e econômico de todas as ativida-
des dos órgãos gestores de recursos (cotistas e subcotistas) do Sistema de Pesso-
al do Exército sob gestão do Departamento-Geral do Pessoal (DGP). Por meio da
implementação dos princípios de Administração pela Qualidade e da Excelência
Gerencial, visa o aprimoramento e a modernização das estruturas organizacio-
nais e das práticas de planejamento, orçamento e controle dos recursos.
O SIGIR foi desenvolvido no final da década de 90 como esforço para se atingir
a excelência requerida pela qualidade da Administração Pública e pelo Sistema
do Planejamento Administrativo do Exército, a DIPA do DGP (atualmente Divi-
são de Orçamento, Finanças e Auditoria – DIORFA). O SIGIR era formado pelos
seguintes subsistemas:
•	 SIPEO;
•	 Participação do Usuário; e
•	 Informações de Apoio a Gestão.
Com a publicação da Portaria nº 046-DGP, de 25 de fevereiro de 2008, o SIGIR
passou a ser composto dos seguintes subsistemas:
•	 Sistema de Relacionamento com o Usuário (SIRUS);
•	 Sistema de Apoio à Gestão de Recursos (SAGRE);
•	 Sistema de Planejamento e Execução Orçamentária (SIPEO);
•	 Sistema de Registro de Encaminhamentos (SIRE); e
•	 Sistema de Registro de Contratos (SIRC).
Para obter mais informações
sobre o SIGA, consulte o ma-
nual do usuário, disponível
em: <http://www.10icfex.
eb.mil.br/manuais/Ma-
nual_SIGA_04out07.pdf>
e <http://www.12icfex.
eb.mil.br/files/Manual_
SIGA.pdf>
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
44
Cada um desses subsistemas será apresentado a seguir.
5.9.1 Sistema de Relacionamento com o Usuário – SIRUS
O SIRUS possibilita a interação do usuário com o sistema e permite o controle
e o acompanhamento dos recursos distribuídos, obtendo como resultado a
melhoria na qualidade dos serviços prestados e a satisfação dos usuários. Os
seguintes serviços são disponibilizados no SIRUS:
•	 Correio Eletrônico: permite aos usuários o envio e recebimento de
mensagens, possibilitando ao DGP receber sugestões, esclarecer dúvidas
e/ou solicitar informações relativas à gestão dos recursos orçamentários.
•	 Cálculo de movimentação: mostra o valor a que faz jus o militar,
quando autorizado por ato administrativo, a se deslocar com mudança
de sede ou não, desde que o afastamento da Organização Militar de
origem seja superior a 15 (quinze) dias.
•	 Cálculo de deslocamento a serviço: mostra o valor a que faz jus o
servidor civil ou militar quando autorizado, por ato administrativo, a se
deslocar sem mudança de sede, desde que o afastamento da Organiza-
ção Militar de origem seja inferior ou igual a 15 (quinze) dias.
•	 Consulta à distribuição de recursos: o usuário, após calcular o valor
a que faz jus, pode consultar o sistema para verificar se os valores que
irá receber correspondem ao previsto na legislação.
Figura 16 – Subsistemas do SIGIR
Para acessar o SIGIR e seus
subsistemas, visite <http://
www2.dgp.eb.mil.br/inicio.
asp>
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
45
5.9.2 Sistema de Apoio à Gestão de Recursos – SAGRE
O SAGRE possui mecanismos de consulta que apoiam a gestão nos aspectos
legais e normativos, bem como nos relacionados com os resultados obtidos. O
sistema está organizado nas seguintes áreas:
•	 Orientações/Legislação: apresenta, em ordem alfabética, toda a
legislação pertinente à gestão dos recursos do DGP e mostra, por tipo de
documento, todas as orientações transmitidas através do SIAFI, por meio
de Mensagem Fax ou pelo Correio.
•	 Exercícios Anteriores: estão disponíveis no site todas as informações
necessárias à elaboração do processo que permite o reconhecimento de
direitos dos usuários não atendidos em exercícios anteriores; o usuário
pode consultar o andamento do seu processo, bem como verificar a lista
dos processos pagos.
•	 Avaliação de Resultados: possui mecanismos de consulta que permi-
tem acompanhar, com oportunidade, a avaliação dos resultados obtidos
através do emprego de indicadores definidos com base nos objetivos
do Exército Brasileiro e no macro objetivo do Plano Plurianual (PPA) de
“Garantir a Defesa Nacional como Fator de Consolidação da Democracia
e do Desenvolvimento”.
•	 Manuais: disponibiliza os manuais dos sistemas integrantes do SIGIR.
5.9.3 Sistema de Planejamento e Execução Orçamentária – SIPEO
O SIPEO permite o acompanhamento e o controle dos créditos das ações ge-
renciadas pelo DGP, tornando-se, por conseguinte, efetiva ferramenta de apoio
à decisão. O sistema permite o planejamento e a execução da descentralização
de recursos destinados ao atendimento das despesas com as Ações Finalísticas
do DGP, parcela do Programa de Apoio Administrativo (PAA), e os seguintes
destaques e convênios:
•	 2004 – Assistência Médica e Odontológica aos Servidores, Empregados
e seus Dependentes.
•	 2010 – Assistência Pré-Escolar aos Dependentes dos Servidores e
Empregados.
•	 2011 – Auxílio-Transporte aos Servidores e Empregados.
•	 2522 – Produção de Fármacos, Medicamentos e Fitoterápicos.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
46
•	 2012 – Auxílio-Alimentação aos Servidores e Empregados.
•	 2059 – Atendimento Médico-Hospitalar / Fator de Custo;
•	 2867 – Remuneração dos Militares das Forças Armadas – Movimentação
de Pessoal.
•	 2887 – Manutenção dos Serviços Médico-Hospitalares e Odontológicos.
•	 2900 – Seleção para o Serviço Militar e Apresentação da Reserva em
Disponibilidade.
•	 4452 – Pesquisas de Biossegurança do Exército.
•	 4572 – Capacitação de Servidores Públicos Federais em Processo de
Qualificação e Requalificação.
•	 Fundo do Serviço Militar.
•	 Destaques e Convênios.
De estrutura modular, o SIPEO é integrado pelos seguintes módulos:
•	 Planejamento Futuro: atualização, no Ano A-1 do Planejamento
Corrente feito em A-2, de todos os eventos relacionados com as movi-
mentações, deslocamentos a serviço e apoio administrativo, que têm
previsão de ocorrerem no ano A.
•	 Planejamento Corrente: atualização, no ano A, dos eventos plane-
jados pelo Planejamento Futuro no ano A-1, em decorrência das novas
imposições conjunturais.
•	 Execução Orçamentária: registro, no Ano A, das despesas decorren-
tes das atividades desenvolvidas pelos militares, funcionários civis e pelo
fornecimento de material ou prestação de serviços por pessoas jurídicas
[...], implicando na descentralização do crédito correspondente através
do SIAFI.
5.9.4 Sistema de Registro de Encaminhamentos – SIRE
O SIRE é o sistema dedicado ao controle informatizado do atendimento mé-
dico-hospitalar efetuado pelo Sistema de Saúde do Exército, implementando
uma metodologia que trata de forma integrada todas as rotinas administrati-
vas, financeiras e assistenciais, e a montagem de um banco de dados contendo
o registro clínico-ocupacional dos pacientes.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
47
O SIRE permite ainda:
•	 O acompanhamento das despesas desde a sua origem.
•	 O acompanhamento do desempenho das OM subordinadas a cada
escalão de comando.
•	 A alocação de recursos.
•	 A visualização dos registros de guias pelo nome dos usuários e fornecedores.
É um sistema corporativo do DGP, cujo acesso é restrito aos usuários previa-
mente cadastrados e portadores de senha. Entretanto, algumas informações
disponíveis na página inicial da DIORFA podem ser acessadas por todos os
integrantes da família militar e por fornecedores, que podem acompanhar
e controlar seus recebimentos, permitindo um maior controle das despesas
pessoais, no que tange aos encaminhamentos registrados em seu nome ou de
seu dependente, fatos estes que contribuem para a transparência dos serviços
prestados pelo Sistema de Saúde do Exército.
5.9.5 Sistema de Registro de Contratos – SIRC
O SIRC é o sistema utilizado para o registro de contratos e credenciamentos
celebrados com prestadores de serviços médico-hospitalares e odontológicos
e outras despesas relativas às atividades de custeio do sistema de assistência à
saúde da família militar, que inclui o atendimento aos militares, servidores civis
da ativa, inativos, pensionistas e seus dependentes.
5.10 Sistema de Gestão de Estoque
de Materiais de Saúde – SIGEMS
O SIGEMS é o sistema pelo qual é realizado o controle do estoque do mate-
rial de saúde do Sistema de Saúde do Exército. O seu uso tem como objetivos
principais:
•	 Planejar as aquisições de medicamentos e materiais com base na média
de consumo.
•	 Evitar a perda de materiais e de medicamentos pela não utilização no
prazo de validade estabelecido pelos fabricantes.
•	 Centralizar o controle e o estoque e manter descentralizada a decisão
relacionada à aplicação de recursos orçamentários.
O SIRE foi assimilado rapi-
damente pelas Organizações
Militares de Saúde e pelas
Unidades de Atendimento in-
tegrantes do Exército. É uma
importante ferramenta de
gestão dos recursos destina-
dos à assistência médico-hos-
pitalar da família militar.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
48
•	 Reduzir os custos operacionais de estocagem por meio da manutenção
de níveis de estoque dentro dos limites necessários para atender a de-
manda de cada Unidade de Atendimento (UAt), evitando o desabasteci-
mento e o excesso de produtos nas prateleiras.
•	 Comparar preços praticados nas diversas UAt e identificar distorções.
•	 Integrar as ações de gestão de material de saúde em uso pelo DLog com
os sistemas do DGP.
5.11 Sistema de Perícias Médicas – SISPMED
O SISPMED é um sistema on-line de prestação de serviços desenvolvido para
atender ao Exército Brasileiro na área de saúde, fornecendo as informações
necessárias para o bom andamento e eficácia dos procedimentos de perícias
médicas.
O uso do sistema permite:
•	 O registro de Perícias Médicas por meio da internet.
•	 O fornecimento de informações necessárias para a padronização dos
procedimentos relativos às atividades médico periciais do Exército Brasi-
leiro, definidas na legislação vigente.
O SIPMED está organizado em três Módulos:
•	 Gerencial: permite que a Diretoria de Saúde (D SAU) coordene, registre
e controle os trabalhos periciais e o despacho das ordens de reestudo,
recurso, homologação e revisional.
•	 Regional: permite que a Região Militar (RM) Seção de Saúde Regional
(SSR) coordene, registre e controle os trabalhos periciais e o despacho
das ordens de reestudo, recurso, homologação e revisional.
•	 Operacional: permite que o AMP (Agente Médico Pericial) realize as
inspeções e cumpra as ordens de Reestudo e Inspeção de Saúde em
grau revisional e de homologação.
Para obter mais informações
sobre o SIGEMS, consulte o
manual do usuário disponí-
vel em <http://www2.dgp.
eb.mil.br/Manual/SIGEMS/
Mod_User.doc>
Para obter mais informações
sobre o SIPMED, consulte
os manuais disponíveis em
<http://www2.dgp.eb.mil.
br/Manual/SISPMED/Ma-
nual_do_SISPMED.asp> e
<http://www2.dgp.eb.mil.
br/Manual/SISPMED/Manu-
al_SisPMed_Gerencial.pdf>
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
49
5.12 Sistema de Registros Médicos – SIRMED
O SIRMED é um sistema on-line de registros médicos, desenvolvido para
atender ao Exército Brasileiro na área de saúde e que fornece as informações
necessárias ao bom andamento e eficácia da gestão de saúde.
O sistema foi desenvolvido para:
•	 Orientar os trabalhos das Seções de Saúde Regionais (SSR) e das Seções
de Saúde das Organizações Militares (SSOM) em relação à padroniza-
ção dos procedimentos relativos aos registros das informações sobre o
controle sanitário do pessoal e das instalações do EB.
•	 Fazer com que seus usuários interajam diretamente com o terminal de
computador para acompanhar, no âmbito da Força, a execução dos
registros da área de saúde, relativos aos atendimentos realizados nas
organizações militares.
O SIRMED está organizado em três níveis:
•	 Gerencial: utilizado pela Diretoria de Saúde (D Sau);
•	 Regional: utilizado pela Região Militar (RM);
Compete ao Nível Regional a geração de senha para acessar o sistema
no Nível MedAtd / (nível Operacional Médico atendente).
•	 Operacional: utilizado pelo Médico Atendente (MedAtd) das OMs.
A segurança das informações no SIRMED é garantida, inicial-
mente, devido à estruturação em níveis do acesso ao sistema.
Ou seja, o acesso é permitido a cada nível de forma independen-
te. Sendo assim, quem possui acesso ao nível Operacional (Med
Atend), não possui acesso ao nível Regional e assim por diante.
Para obter mais informações
sobre o SIRMED, consulte
<http://www2.dgp.eb.mil.
br/Manual/SISPMED/Manu-
al_do_SISPMED.asp>.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
50
5.13 Sistema de Cadastro do Pessoal
do Exército – SiCaPEx
O SiCaPEx é uma ferramenta de apoio à administração de pessoal vinculado
ao Exército Brasileiro. O sistema faz interface com a Base de Dados Corporati-
va de Pessoal (BDCP) e é utilizado para o cadastramento, consulta e auditoria
dos dados individuais e do registro funcional de todo o pessoal vinculado ao
Exército e de interesse dos órgãos do Sistema de Pessoal do Exército. O sistema
é de domínio controlado com rotinas estabelecidas de acordo com os proces-
sos internos pré definidos e permite o compartilhamento dessas informações
por todas as Organizações Militares interessadas, inclusive com o sistema de
pagamento e o sistema de identificação do Exército.
O sistema pode ser usado não só pelos encarregados de pessoal das Organiza-
ções Militares, mas também pelos demais órgãos que necessitam administrar
seu pessoal como, por exemplo, Escolas, Órgãos de Direção Setorial, Inativos,
Pensionistas e Pessoal Civil.
Figura 17 – Tela de acesso ao SICAPEx
Para acessar o SICaPEx, visite
<https://sicapex.dgp.eb.mil.
br/sicapex/paginas/login/
login.seam>
Os principais objetivos deste sistema são:
•	 Proporcionar agilidade ao cadastramento dos dados individuais e do
registro funcional na Base de Dados Corporativa de Pessoal (BDCP),
visando a celeridade dos processos relativos à gestão do pessoal no
Exército Brasileiro.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
51
•	 Assegurar a confiabilidade do cadastro, por meio de auditoria.
•	 Permitir a inclusão dos novos integrantes da Força na Base de Dados
Corporativa de Pessoal (BDCP) pelas SIP/OPIP e OM com tal encargo,
com agilidade e rapidez.
•	 Definir responsabilidades pelo cadastramento dos dados individuais e do
registro funcional do pessoal vinculado ao Exército.
•	 Integrar processos de atualização do cadastro e de consultas a relatórios
gerenciais.
•	 Permitir auditorias frequentes e descentralizadas.
•	 Descentralizar os processos de atualização do cadastro.
•	 Minimizar a possibilidade da existência de base de dados paralela de
pessoal.
•	 Permitir a difusão oportuna das informações.
•	 Possibilitar a utilização dos dados do pessoal, pela OM e SIP/OPIP, nos
seus processos internos.
•	 Permitir o acompanhamento, pelo interessado, do seu cadastro na BDCP.
•	 Permitir ao Comando do Exército, aos comandos operacionais enqua-
drantes, ao Órgão de Direção Geral (ODG), aos Órgãos de Direção
Setorial (ODS), aos Órgãos fora da Força e às OM e SIP/OPIP em geral, o
controle de seu pessoal através de relatórios gerenciais.
•	 Fornecer as informações de pessoal necessárias ao processamento do Siste-
ma de Pagamento do Exército, do Centro de Pagamento do Exército (CPEx).
5.14 Sistema Único de Controle de Efetivo
e Movimentações – SUCEM
O SUCEM tem por finalidade básica manter o controle das movimentações e
dos efetivos da Força. Além disso, o sistema controla as inscrições feitas pelas
OM e militares nos planos de movimentação e cursos e o registro do estado
efetivo do militar nas OM (unidade e subunidade).
Para obter mais informações
sobre o SICaPEx, consul-
te o manual do sistema em:
<http://www.dgp.eb.mil.br/
images/stories/sicapex/ma-
nual/manual_sicapex.pdf>
Para acessar o SUCEM, visi-
te: <https://sucemnet.dgp.
eb.mil.br/>
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
52
Por meio deste sistema os militares da ativa e de carreira do Exército e as
organizações militares têm acesso aos recursos de inscrição, acompanhamento
de processos, emissão de relatórios, entre outros, conforme exigidos em cada
Plano de Movimentação.
Figura 18 – Tela de acesso ao SUCEM
Figura 19 – Tela de acesso ao SUCEM após login
O uso do sistema visa os seguintes objetivos:
•	 Permitir que os comandantes e encarregados de pessoal da OM exerçam
o gerenciamento das inscrições para movimentações e cursos dos milita-
res das suas organizações, controlando apresentações e desligamentos.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
53
•	 Controlar o efetivo da Força, desde o nível subunidade até o mais alto
escalão do Exército.
•	 Permitir que os militares de carreira da ativa se inscrevam nos processos
de seleção para cursos e estágios e nos diversos Planos de Movimenta-
ção a cargo da DCEM.
5.15 Sistema Integrado de Servidores Civis – SISC
O SISC é um sistema para gerenciar os dados pessoais e funcionais dos servido-
res civis do Exército. O sistema permite que o usuário faça a sua adesão ao servi-
ço de Prestação de Assistência à Saúde (PASS), tanto para si próprio como para
seus dependentes e pensionistas, permitindo que as OM de saúde consultem o
cadastro de beneficiários do serviço de Prestação de Assistência à Saúde (PASS).
O uso do SISC permite:
•	 O registro de dados cadastrais dos servidores civis, de seus dependentes
e pensionistas, ativos ou inativos, permanentes ou temporários, e ar-
mazena os seguintes tipos de dados: Dados Pessoais, Dados Funcionais,
Dependentes, Tempo de Serviço Anterior, Tempo de Serviço Insalubre,
Alterações, Inspeção de Saúde, Frequência e Avaliação.
•	 A inscrição desses funcionários no serviço de Prestação de Assistência à
Saúde (PASS), armazenando as seguintes informações sobre a adesão à
PASS: Cadastro, Solicitação de Exclusão, Exclusão e Declaração Provisória
e disponibilizando informações relacionadas à adesão.
•	 A consulta, pelas OM de saúde do Exército, ao cadastro de beneficiários
do serviço de Prestação de Assistência à Saúde (PASS) e a possibilidade
de emissão de relatórios quantitativos dos servidores civis, dependentes
e pensionistas, assim como a emissão de relatórios das avaliações dos
servidores civis ativos.
•	 A emissão de relatórios quantitativos dos beneficiários da PASS; de des-
conto mensal e de excluídos, além de gerar arquivo texto para envio ao
MPOG e emissão de cartões da PASS.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
54
5.16 Ficha de Informações Gerenciais das
Organizações Militares de Saúde – FIGOMIS
A FIGOMIS é um instrumento utilizado para o gerenciamento dos serviços pres-
tados pelas Organizações Militares de Saúde e pelos Postos Médicos de Guarni-
ção. Está estruturada para permitir o cadastramento, a atualização, a consulta, a
emissão de relatórios gerenciais em tempo real e a auditoria de dados cadastrais
das OMS (Organizações Militares de Saúde) pelos seguintes órgãos:
•	 Departamento-Geral do Pessoal (DGP);
•	 Diretoria de Saúde (D Sau);
•	 Diretoria de Assistência Social (DAS);
•	 Região Militar (RM); e
•	 outros, a critério do Chefe do DGP.
Figura 20 - Tela de acesso à FIGOMIS
A FIGOMIS deve ser atualizada mensalmente pelas seguintes Organizações
Militares de Saúde:
•	 Hospital Central do Exército (HCE);
•	 Centro de Recuperação de Itatiaia (CRI);
•	 Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx);
•	 Instituto de Biologia do Exército (IBEx);
•	 Odontoclínica Central do Exército (OCEx);
•	 Hospital de Campanha (H Cmp);
•	 Hospitais gerais (H Ge);
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
55
•	 Hospitais de guarnição (H Gu);
•	 Policlínicas militares (Pol Mil);
•	 Postos médicos de guarnição (P Med Gu).
5.17 Sistema de Protocolo Eletrônico
de Documentos – SPED
O SPED é um sistema web utilizado para controlar o protocolo e elaborar os
documentos das Organizações Militares do Exército, oferecendo maior or-
ganização, garantindo a padronização e facilitando o trâmite interno desses
documentos para cada OM em que a solução for utilizada.
As OMS devem atualizar a FI-
GOMIS com os dados do mês
anterior até o dia 5 (cinco)
de cada mês. Para acessar a
FIGOMIS, visite <http://por-
tal.dgp.eb.mil.br/figomis/
figomis.asp>
Figura 21 – Tela de acesso do SPED
Este sistema é um módulo integrante do Sistema Informatizado de Gestão
Arquivística e Documental do Exército (SIGADEx) e foi desenvolvido pelo
Centro de Desenvolvimento de Sistemas (CDS), localizado no Quartel General
do Exército em Brasília. O SPED permite que o usuário, por meio de uma série
de menus, elabore, edite, remeta, despache, arquive, invalide, protocole, acom-
panhe e visualize o histórico das ações às quais o documento foi submetido.
Apesar de ser desenvolvido em plataforma web, o SPED é um
sistema interno que não é acessado pela INTERNET.
Para acessar o SPED, visite
< h t t p : / / w w w. s o f t wa -
r e p u bl i c o. g ov. b r / ve r-
-comunidade?community_
id=7283318>
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
56
O SPED tem três perfis de usuário. Esses perfis se referem às contas e não às
pessoas. Para que uma pessoa possa acessar o sistema, ela deve estar associa-
da a pelo menos uma conta. Uma pessoa pode estar associada a mais de uma
conta ao mesmo tempo, inclusive de tipos diferentes.
Os perfis de usuário do SPED são:
a.	 Administrador: é o usuário que configura parâmetros e realiza os ca-
dastros no sistema. Esse tipo de usuário pode realizar as seguintes ações
no sistema:
•	 Cadastrar pessoas e contas.
•	 Editar pessoas e contas.
•	 Desativar e reativar pessoas e contas.
•	 “Resetar” a senha de qualquer pessoa.
•	 Alterar grupos.
•	 Cadastrar seções.
•	 Cadastrar Destinatário Externo.
•	 Cadastrar Workflow (fluxos específicos de documentos).
•	 Configurar os parâmetros da aplicação.
b.	 Protocolista: é o usuário que registra no sistema os documentos rece-
bidos e expedidos pela OM. Esse tipo de usuário pode realizar as seguin-
tes ações no sistema:
•	 Importar documentos - inserir os documentos que foram expedidos
para a sua OM.
•	 Listar o livro de protocolo.
•	 Expedir documentos.
•	 Cadastrar Destinatário Externo.
•	 Pesquisar documentos.
•	 Encaminhar documentos.
•	 Visualizar o histórico do documento.
•	 Anexar arquivos.
•	 Excluir anexos.
•	 Associar palavras-chave.
Contas são as funções exerci-
das pelas pessoas, como por
exemplo: Comandante de
Companhia (Cmt Cia), Encar-
regado de Material (Enc Mat),
Oficial de Tiro (Of Tiro), Ad-
junto de Seção (Adj Sec), etc.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
57
c.	 Usuário Convencional: é o tipo de usuário de praticamente todos os
cadastrados no sistema. Esse tipo de usuário pode realizar as seguin-
tes ações no sistema (as ações assinaladas com asterisco dependem de
permissão):
•	 Alterar sua própria senha.
•	 Criar/Editar/Excluir seus próprios grupos de usuários.
•	 Pesquisar os seus documentos.
•	 Redigir novos documentos.
•	 Encaminhar documentos.
•	 Aprovar documentos.*
•	 Despachar documentos.*
•	 Registrar ciência de uma providência.
•	 Resolver uma providência.
•	 Arquivar um documento.*
•	 Editar documentos em elaboração.
•	 Imprimir documentos elaborados.*
•	 Anexar arquivos.
•	 Associar palavras-chave.
•	 Excluir anexos.
•	 Excluir documento (não assinado/protocolado).
Apesar das siglas serem idênticas, convém destacar que o siste-
ma SPED utilizado no Exército não tem nenhuma relação com
o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) do Governo
Federal. Este último faz parte do Programa de Aceleração do
Crescimento do Governo Federal (PAC 2007-2010) e consiste na
modernização da sistemática atual do cumprimento das obriga-
ções acessórias e se utiliza da certificação digital para assinatura
dos documentos eletrônicos.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
58
5.18 Sistema Eletrônico de
Recrutamento Militar – SERMIL
O SERMIL foi criado em 1977 com o intuito de possibilitar:
•	 A execução do alistamento do jovem brasileiro convocado para o Serviço
Militar Inicial.
•	 A coleta de informações dos cidadãos alistados que comparecem ao
processo seletivo para incorporação nas Organizações Militares da Mari-
nha, do Exército e da Aeronáutica.
•	 A manutenção do cadastro de mobilização dos reservistas do Exército
que prestaram o Serviço Militar.
É por meio do SERMILWEB que a Diretoria de Serviço Militar (DSM) disponibi-
liza ao cidadão a opção de realizar o pré-alistamento pela internet.
Figura 22 – Tela de acesso ao SERMILWEB
O SERMILWEB é a ferramenta de TI utilizada para tratar dos processos que
concretizam o cumprimento, pelos cidadãos brasileiros, das obrigações rela-
tivas à prestação do Serviço Militar Inicial (SMI). Esses processos referem-se a
alistamento, seleção, distribuição, incorporação e, quando for o caso, dispensa
de incorporação.
Para acessar o site para
Alistamento Militar, visite
<http://www.sermilweb.
eb.mil.br/sermilweb/>
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
59
Este sistema tem como objetivos:
•	 Realizar o alistamento do jovem brasileiro convocado para o Serviço
Militar Inicial.
•	 Coleta de informações dos cidadãos alistados que comparecem ao pro-
cesso seletivo para incorporação nas Organizações Militares da Marinha,
do Exército e da Aeronáutica.
•	 Manter o cadastro de mobilização dos reservistas do Exército que presta-
ram o Serviço Militar.
O SERMILWEB é um sistema “aberto” a usuários externos. Por
meio desse sistema, o jovem cidadão em idade de alistamento
pode fazer o seu pré-alistamento e o reservista pode fazer a sua
apresentação anual acessando <http://www.sermilweb.eb.mil.
br/sermilweb/>.
O SERMILWEB permite:
•	 Acesso das repartições consulares ao Sistema;
•	 Pré-alistamento do cidadão;
•	 Acompanhamento da situação militar;
•	 Rastreamento da documentação militar;
•	 Emissão de certificados;
•	 Emissão de 2ª via de documentos.
O pré-alistamento consiste em possibilitar o preenchimento dos
dados individuais pelo próprio usuário. Com isso, o tempo de
permanência na Junta de Serviço Militar (JSM) para recebimento
do Certificado de Alistamento Militar (CAM) será menor. Contu-
do, este serviço está condicionado ao fato da JSM do seu muni-
cípio possuir acesso à internet.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
61
Considerações Finais
6
O conteúdo desenvolvido ao longo das unidades desta disciplina teve o obje-
tivo de fazer com que o aluno compreendesse melhor alguns aspectos rela-
cionados à Gestão da Tecnologia da Informação como um todo e, mais
especificamente, no âmbito do Exército Brasileiro.
Além das questões sobre segurança da informação, fundamentais nesses
processos, os profissionais desta área atuam não só com os sistemas de
informação e comunicação, mas na análise, planejamento, organização do
processamento, armazenamento e recuperação da informação para que esta
esteja disponível ao usuário. Analisar e compreender os problemas de uma
organização, a fim de encontrar soluções através da tecnologia para os proble-
mas encontrados é uma tarefa desafiadora desses profissionais, e que merece
a atenção de todos.
GESTÃO DATECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - U3
63
7Bibliografia
Referências bibliográficas
ANDERSON, Chris. A Cauda Longa. São Paulo: Elsevier, 2006.
CASTELLS, Manuel. A Era da Informação: economia, sociedade e cultura,
vol. 3, São Paulo: Paz e terra, 1999, p. 411-439.
LAUDON, K. C.; TRAVER, C. G. E-Commerce: Business, Technology, Society. 4
ed. Estados Unidos: Prentice Hall, 2008.
O’BRIEN, James A.; MARAKAS, George M. Administração de sistemas de
informação: uma introdução. 13 ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2007.
PEPPERS AND ROGERS GROUP. CRM Series – Marketing 1 to 1. São Paulo:
Makron Books, 2000.
PORTER, Michael. Internet and Strategy. Estados Unidos: Harvard Business
Review, 2001.
TURBAN, Efraim; McLEAN, Ephraim; WETHERBE, James. Tecnologia da
Informação para Gestão. 3ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.
Bibliografia Complementar
BRASIL. Ministério da Defesa, Exército Brasileiro. Portaria Nº 147 – DGP, de 23
de setembro de 2011. Departamento Geral do Pessoal. Disponível em: <http://
portallegislacao.dgp.eb.mil.br/upload/bee12-11-sicapex.pdf>. Acesso em 26
de junho de 2013.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Sistema Integrado
de Administração de Serviços Gerais (SIASG). Portaria Normativa 02 de 27 de
outubro de 2000. Disponível em <http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/
portarias/p02_00.htm>. Acesso em 26 de junho de 2013.
MITNICK, Kevin D.; SIMON, William L. A Arte de Enganar. São Paulo:
Pearson, 2003.
NIELSEN, Jacob. Projetando Websites. São Paulo: Campus, 2000.
TAPSCOTT, Don. Wikinomics. São Paulo: Nova Fronteira, 2007.
CCEAD – Coordenação Central de Educação a Distância
Coordenação Geral
Gilda Helena Bernardino de Campos
Coordenação de Avaliação e Acompanhamento
Gianna Oliveira Bogossian Roque
Coordenação de Criação e Desenvolvimento
Claudio Perpetuo
Coordenação de Design Didático
Sergio Botelho do Amaral
Coordenação de Material Didático
Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa
Coordenação de Tecnologia da Informação
Renato Araujo
Gerente de Projetos
José Ricardo Basílio
Equipe CCEAD
Alessandra Muylaert Archer
Alexander Arturo Mera
Ana Luiza Portes
Angela de Araújo Souza
Camila Welikson
Ciléia Fiorotti
Clara Ishikawa
Eduardo Felipe dos Santos Pereira
Eduardo Quental
Frieda Marti
Gabriel Bezerra Neves
Gleilcelene Neri de Brito
Igor de Oliveira Martins
Joel dos Santos Furtado
Lucas Feliciano
Luiza Serpa
Luiz Claudio Galvão de Andrade
Luiz Guilherme Roland
Maria Letícia Correia Meliga
Neide Gutman
Romulo Freitas
Ronnald Machado
Simone Bernardo de Castro
Tito Ricardo de Almeida Tortori
Vivianne Elguezabal
EXÉRCITO BRASILEIRO

CHQAO - GTI Unid 03.pdf

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    GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GESTÃODE MATERIAL E PATRIMÔNIO GESTÃO DE PESSOAS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FUNDAMENTOS DO DIREITO PÚBLICO E PRIVADO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA GESTÃO DE QUALIDADE EM SERVIÇOS CHQAO Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
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    Coordenação Didático-Pedagógica Stella M.Peixoto de Azevedo Pedrosa Redação Pedagógica Alessandra Muylaert Archer Frieda Marti Tito Ricardo de Almeida Tortori Revisão Alessandra Muylaert Archer Projeto Gráfico e Diagramação Romulo Freitas Coordenação de Conteudistas Fernando Velôzo Gomes Pedrosa Roberto Blaschek Conteudistas Abner de Oliveira e Silva José Ricardo Basilio Produção Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Realização EsIE – Escola de Instrução Especializada Exército Brasileiro Gestão da tecnologia da informação / coordenação didático-pedagógica: Stella M. Peixoto de Azevedo Pedrosa ; redação pedagógica: Alessandra Muylaert Archer, Frieda Marti, Tito Ricardo de Almeida Tortori – Rio de Janeiro : PUC-Rio, CCEAD, 2013. 3 v. : il. (color.) ; 21 cm Inclui bibliografia Conteúdo: unidade 3. Aplicações nas organizações / conteudistas: José Ricardo Basílio, Abner de Oliveira e Silva. 1. Tecnologia da informação. 2. Gestão do conhecimento. 3. Sistemas de informação gerencial. 4. Comércio eletrônico. I. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. CDD: 004
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    GESTÃO Da TECNOLOGIADA INFORMAÇÃO Unidade 3 Aplicações nas Organizações CHQAO Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais
  • 4.
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    O Curso deHabilitação ao Quadro de Auxiliar de Oficiais (CHQAO), conduzido pela Escola de Instrução Especializada (EsIE), visa habilitar os subtenentes à ocupação de cargos e ao desempenho de funções previstas para o Quadro Auxiliar de Oficiais. A disciplina Gestão da Tecnologia da Informação (GTI), iniciada nesta apostila, possui carga horária total de 60 horas. Os objetivos gerais dessa disciplina são: • Desenvolver a capacidade de planejamento em TI. • Construir competências para a criação e inovação de estratégias vencedoras na área de Tecnologia da Informação. • Conhecer os principais sistemas de TI utilizados pelo Exército Brasileiro. Nesta apostila será apresentada a Unidade III – Aplicações nas Organizações, cujos objetivos específicos estarão no início de cada capítulo. Boa leitura!
  • 6.
    José Ricardo Basilioé mestre em Tecnologia Educacional pela UFRJ, Analista de Sistemas pela UERJ e Administrador de Empresas pela Cândido Mendes, atua como gerente de projetos na CCEAD/PUC-Rio e é professor no curso de Sistemas de Informação na LaSalle-RJ. Em 22 anos na área de TI, passou por IBM, Shell e Hewlett-Packard, desenvolvendo ofertas nacionais e internacio- nais, nas áreas de modernização de sistemas para diversos clientes, entre eles General Motors, Borland, Rede Globo e Vale. Participou de projetos educacio- nais com a Fiocruz, COPPE-Transportes, Organização das Nações Unidas, UFF e UERJ. Pesquisa novas formas de interação homem-máquina. conteudistas Abner de Oliveira e Silva é Coronel (R1), com mais de 40 anos de serviço. Possui mestrado e doutorado na área de Ciências Militares e especialização em Análise de Sistemas. Cursou, ainda, um MBAE em Gestão Empresarial pela UFRJ e Mestrado em Administração Pública pela FGV (EBAPE-RJ). Possui larga experiência na área de ensino, tendo atuado tanto no âmbito do Exército como no meio acadêmico civil. Prestou consultoria ao Ministério da Defesa por ocasião da elaboração do Livro Branco de Defesa Nacional. Participou de vários congressos e palestras que permitiram complementar seus conhecimentos nas áreas de seu interesse. Colaborou na organização de congressos na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde foi Chefe da Divisão de Tecnolo- gia da Informação e atualmente desempenha a função de Chefe da Seção de Planejamento Estratégico.
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    Índice 1. Sistemas deInformação 1.1 Um pequeno histórico 1.2 Desenvolvendo um Sistema de Informação 1.3 Os tipos de Sistemas de Informação 2. Enterprise Resource Planning (ERP) 2.1 Definição, Características e Aplicações de ERP 3. Customer Relationship Management (CRM) 3.1 Definição, Conceitos e Aplicações do CRM 4. Business Intelligence 4.1 Conceitos e aplicações 4.2 Os componentes básicos 4.3 Os passos para o business intelligence 5. Principais Sistemas utilizados no Exército Brasileiro 5.1 Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI 5.2 Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais – SIASG 5.3 Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF 5.4 Sistema de Material do Exército – SIMATEX 5.5 Sistema Gerencial de Acompanhamento e Controle Patrimonial – SISPATR 5.6 Sistema Gerencial de Custos – SISCUSTOS 5.7 Sistema Unificado do Processo de Obras – OPUS 5.8 Sistema de Informações Gerenciais e Acompanhamento Orçamentário – SIGA 5.9 Sistema Integrador de Gestão Inteligente de Recursos do Sistema de Pessoal do Exército – SIGIR 5.9.1 Sistema de Relacionamento com o Usuário – SIRUS 5.9.2 Sistema de Apoio à Gestão de Recursos – SAGRE 5.9.3 Sistema de Planejamento e Execução Orçamentária – SIPEO 5.9.4 Sistema de Registro de Encaminhamentos – SIRE 5.9.5 Sistema de Registro de Contratos – SIRC 09 09 10 11 13 23 17 17 21 21 22 24 27 28 30 31 33 36 38 40 41 43 44 45 45 46 47
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    5.10 Sistema deGestão de Estoque de Materiais de Saúde – SIGEMS 5.11 Sistema de Perícias Médicas – SISPMED 5.12 Sistema de Registros Médicos – SIRMED 5.13 Sistema de Cadastro do Pessoal do Exército – SiCaPEx 5.14 Sistema Único de Controle de Efetivo e Movimentações – SUCEM 5.15 Sistema Integrado de Servidores Civis – SISC 5.16 Ficha de Informações Gerenciais das Organizações Militares de Saúde – FIGOMIS 5.17 Sistema de Protocolo Eletrônico de Documentos – SPED 5.18 Sistema Eletrônico de Recrutamento Militar – SERMILWEB 6. Considerações Finais 7. Referências bibliográficas 47 48 49 50 51 53 54 55 58 61 63
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 9 Objetivos específicos • Definir sistema de informação. 1 Ao sacar dinheiro num caixa eletrônico, utiliza-se um cartão magnético (alguns com chip) em um computador especialmente preparado para isso. Todo esse procedimento é apoiado por redes, equipamentos (computadores, dispensa- dores de notas, leitores de cartões) e softwares instalados na máquina onde há o saque, no banco que libera o dinheiro e nos equipamentos que fazem o tráfego. Quando o pedido chega ao banco, é processado por servidores co- nectados a várias bases de dados, passando por toda a infraestrutura de rede e segurança necessária. Esse conjunto de hardwares (os equipamentos físicos) e softwares se constitui num sistema de informação com diversas funcionali- dades que são normatizadas por leis, portarias do Banco Central e práticas de mercado, além dos limites da própria tecnologia. Sistemas de Informação De acordo com uma definição clássica, um sistema de infor- mação consiste numa rede de todos os canais de comunicação usados em uma organização. 1.1 Um pequeno histórico Na década de 50, o processamento de dados era voltado para o armazena- mento de registros contábeis. Na década seguinte e até os anos 70, os sistemas geravam relatórios e gráficos para a tomada de decisões. Nos anos 80, a intera- tividade fortaleceu este apoio e começou a dar a base para a chegada da com- putação pessoal e dos sistemas especialistas. Um pouco depois, nos anos 90, com o surgimento da internet e da interconectividade, chegamos a um período conhecido como a Era da Informação (Castells, 1999), na qual estamos todos mais “próximos”, já que as telecomunicações atingiram uma escala global.
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 10 1.2 Desenvolvendo um sistema de informação Em uma organização, um sistema de informação atende a um processo. O processo é uma sequência de atividades encadeadas que permitem a concreti- zação de um objetivo. Apoiado nesse processo, um sistema automatiza certas ou todas as atividades, permite o fluxo de dados, faz cálculos, grava registros e informações, atualizando os envolvidos no processo. Para o desenvolvimento de um sistema de informação devem ser considera- dos os seguintes aspectos: • Demandas: que serviços o sistema proverá? • Capacidade: qual é a previsão de usuários a serem atendidos por este serviço? • Disponibilidade: o sistema e seu suporte funcionam 24 horas? • Recursos humanos: quais serão os usuários-chave? Quem manterá o sistema? • Plano de contingências: existirá um esquema para manter o sistema em funcionamento em caso de emergências? Essas perguntas são de fundamental importância quando o serviço que o sistema prestará for vital para uma atividade ou negócio. Por exemplo: em uma operação bancária, se não houver conexões de rede, os sistemas não podem se comunicar com a base de dados central, impossibilitando a realização e con- clusão das operações bancárias. Sendo assim, é prudente ter uma contingência para substituir essa conexão quando não estiver disponível, reduzindo o impac- to na operação e não desgastando a imagem do banco perante seus clientes. Quando se pensa em serviços em TI, vemos no mercado uma biblioteca de boas práticas conhecida como ITIL (Information Technology Infrastructure Library), que reúne informações e métodos consagrados relacionados à Estra- tégia, Design, Transição (Implementação) e Operação de serviços em TI. Quando um sistema é selecionado para ser provedor de um serviço é necessário planejar com cuidado o seu desenvolvimento. Para tal, algumas metodologias de mercado são adotadas. Entre elas, a metodologia “em cascata” (waterfall), mais tradicional, e a “ágil” (agile), muito aceita hoje nas organizações que precisam ter menores riscos nesta atividade. O planejamento é primordial para a construção de qualquer software e o hardware que o suportará também deve estar definido. Sendo assim, entender o objetivo, o público, a tecnologia, entre Para conhecer mais sobre as práticas ITIL, acesse <http:// www.itil-officialsite.com>
  • 11.
    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 11 outros aspectos, é o ponto de partida para o início de um projeto de desen- volvimento. A funcionalidade esperada no desenvolvimento de um sistema de informação pode ser sintetizada em alguns tipos mais comuns de sistemas. 1.3 Os tipos de Sistemas de Informação Analisando a variedade de objetivos e serviços prestados pelos sistemas de infor- mação, podemos chegar a algumas categorias básicas de tipos de sistemas, que são descritas a seguir. Os tipos de sistemas de informação podem ser classificados em: • Sistemas de informação empresarial: promovem o fluxo de infor- mações, tais como agenda, e-mails, processamento de textos, planilhas eletrônicas etc., visando o trabalho em grupo. Dispositivos tais como câmeras de vídeo (para videoconferências e reuniões remotas), micro- fones e scanners também são muito utilizados para reduzir não só as distâncias, mas também os custos. • Sistemas de processamento de informações: capturam e proces- sam dados gerados em negociações, tais como depósitos, pagamentos ou reservas de produtos ou serviços. Uma simples compra por cartão de crédito envolve diversas consultas em mais de uma base de dados. Todo esse processo é entendido como uma transação. • Sistemas de gerenciamento de informações: com os dados co- letados e a capacidade de processá-los, os gestores das organizações compreenderam que o bom uso dessas informações pode agilizar os negócios e reduzir custos, deixando processos mais eficientes. Um bom exemplo é um sistema de estoque numa rede de farmácias, que registra não só os produtos disponíveis em uma loja, mas também os produtos de toda a rede, podendo facilitar a entrega do pedido do cliente olhan- do o estoque de todas as partes como um só. • Sistemas de suporte a decisão: as informações geradas pelos siste- mas de gerenciamento fornecem históricos, tendências, acompanha- mento de resultados, além de, baseados em dados de dentro e fora da organização, permitirem a tomada de decisões. Se olharmos o exemplo das farmácias no item anterior, podemos imaginar que um gerente regional pode redirecionar estoques de uma filial para outra, de acordo
  • 12.
    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 12 com a demanda de certa área. Poderia, também, de posse de dados de venda históricos, aumentar o estoque de determinado produto de forma sazonal, tal como protetor solar no início do verão. • Sistemas especialistas: capturam e armazenam o conhecimento humano e imitam os procedimentos e decisões com base em dados históricos. Nesses tipos de sistemas, são inseridas [regras de inferência], onde conjuntos de julgamentos lógicos são aplicados a uma base de informações para processamento e tomada de decisões. Os sistemas que servem às atividades de uma organização foram se aperfeiçoando durante os anos. Veremos isso de uma forma mais detalhada estudando o ERP. Regras de inferência: No caso, são regras que, baseadas em um determina- do contexto (definido com a entrada de dados, status de atividades, etc.) geram um resultado ou um argumento. Seria como uma resposta baseada em vários fatores observados em uma situação do negócio. Em sistemas, podem ser entendidas como as “regras de negócio”.
  • 13.
    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 13 Objetivos específicos • Definir ERP. • Caracterizar ERP. • Identificar aplicações ERP. Enterprise Resource Planning (ERP) 2 Muitas pessoas observam que recebem, pelo correio, impressos de propagan- da de novos serviços oferecidos pelo seu banco, mas percebem também que o mesmo banco não envia seus extratos corretamente e com regularidade. Certamente essa situação causa irritação e inconformidade. Como isso pode acontecer? Uma das explicações é que o banco possui duas bases de dados distintas para armazenar o endereço de seus clientes, mas apenas uma (a do marketing) está atualizada. Isso evidencia que nessa instituição financeira as bases de dados não estão integradas. 2.1 Definição, características e aplicações de ERP O exemplo apresentado descreve um erro que pode ocorrer em várias ativida- des de uma organização e que, em casos como esse, poderia ser evitado se cada cliente tivesse apenas um endereço residencial cadastrado. O ERP (Enter- prise Resource Planning) são sistemas que servem, portanto, para mitigar essa situação e agilizar processos. O ERP foca a integração das funcionalidades sistêmicas de uma empresa em um sistema único, modularizado, com uma base de dados central que evita redundância.
  • 14.
    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 14 Além de ligar as diversas áreas da empresa, o ERP abre novas possibilidades de negócio. Por exemplo: imagine uma loja virtual que não atualize o seu esto- que assim que uma nova venda é feita. Imagine uma passagem comprada de uma empresa aérea em que o mesmo assento fosse vendido mais de uma vez, caracterizando o overbooking. Essas práticas já foram comuns nas lojas virtuais e empresas aéreas, mas hoje são motivo de processos e ações judiciais em defesa do consumidor. Apenas com bases de dados integradas esses negócios puderam se desenvolver e alcançar clientes que estão espalhados não em uma pequena região geográfica, mas por todo o globo. Sendo assim, podemos afirmar que o ERP é a solução de todos os problemas sistêmicos de uma empresa? Infelizmente, não é tão simples assim. Na implantação de um ERP, deve-se considerar: • Que módulos (funcionalidades) serão implantados na empresa? Recur- sos Humanos, Finanças, Vendas, Manufatura? • Qual a necessidade de migração dos dados das aplicações atuais para o futuro ERP? • Os padrões de negócio incorporados ao ERP atendem o modelo da sua empresa? • Como capacitar os funcionários da sua empresa na troca de sistemas sem que a operação seja interrompida? Anteriormente foram abordadas as vendas de uma empresa, agora serão considerados os seus insumos e também os serviços contratados de terceiros O ERP é um sistema de informação que integra todos os dados e processos de uma organização em um único sistema. Essa integração é entendida em termos de funcionalidades (siste- mas de: finanças, contabilidade, recursos humanos, fabricação, marketing, vendas, compras etc.) e em termos sistêmicos (siste- mas de processamento de transações, sistemas de informações gerenciais, sistemas de apoio a decisão etc.) interligando as diversas áreas de uma organização, sem a duplicação de dados.
  • 15.
    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 15 para a manufatura do produto. Assim como o cliente final pode fazer compras em uma loja virtual – que é uma ponta do seu ERP na casa do cliente – for- necedores também podem interagir com o sistema, programando entregas, oferecendo preços e quantidades de matérias-primas, fazendo parte do ciclo de produção, tudo dentro do mesmo sistema. Desta forma, vemos que o ERP pode atuar desde a compra da matéria-prima, passando pela manufatura do produto e todas as áreas auxiliares, chegando até a venda ao cliente (seja ele o cliente final ou um revendedor). Isto fica mais evidente observando-se a Figura 1: Direção e Acionistas Empregados Módulos de Manufatura Módulos de Estoque e Suprimentos Módulos de Serviços ao Cliente Módulos de Finanças Módulos de Vendas e Distribuição Relatórios Módulos de Recursos Humanos Banco de Dados Central Forças de Vendas e Distribuição Clientes Pessoal de Suporte Administrativo e Manufatura Fornecedores ERP Organização Figura 1 – Áreas de atuação do ERP Fonte: O’BRIEN, James. Administração de Sistemas de Informação – Uma introdução. 13ª ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2007.
  • 16.
    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 16 O ERP inclui os seguintes módulos comuns: • Gestão da cadeia de abastecimento (SCM); • Gestão da relação com os clientes (CRM); • Gestão financeira; • Gestão de produção; • Gestão de transportes; • Gestão de vendas e distribuição; • Gestão de RH; • Gestão contabilística; • E–business. Ao ser implantado em uma empresa, é muito importante que o ERP seja adaptado às necessidades da organização alvo. Esse processo de adequação é realizado por empresas de con- sultoria especializadas e demanda muitos recursos (humanos, financeiro, tempo e conhecimento dos processos internos).
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 17 Objetivos específicos • Definir CRM. • Conhecer conceitos e as aplicações do CRM. 3 Quem usa um celular e já teve problemas com ele, muitas vezes se vê obri- gado a ligar para o suporte técnico. Durante o atendimento, geralmente é possível perceber que o atendente conhece vários de seus dados e até mesmo operações de suporte já realizadas, apesar de terem sido feitas por outros atendentes. Como e por que isso ocorre? Cada serviço, sobretudo na telefonia celular, é composto por uma diversidade de outros produtos que podem ser contratados juntos (em “pacotes” ou “planos”), para uma pessoa individual- mente ou agregando outros membros da família. O plano, portanto, é feito de forma quase individual, de acordo com a escolha e a necessidade de cada um. Para gerenciar esse relacionamento entre o fornecedor e o cliente, é utili- zado o CRM – Customer Relationship Management – sistema responsável pelo marketing one to one, prática de atendimento personalizado que tem origem a partir dos primeiros dias do comércio. 3.1 Definição, conceitos e aplicações do CRM O CRM (Customer Relationship Management) é um sistema que visa re- gistrar o relacionamento da organização – fornecedoras de produtos e serviços – com o seu cliente por meio de sistemas informatizados. O uso de um sistema de CRM pede uma mudança na atitude corporativa, já que visa aprimorar o co- nhecimento dos hábitos dos seus clientes, armazenando e inter-relacionando – de forma inteligente – informações sobre suas atividades e interações com a empresa, visando um melhor atendimento às suas necessidades e desejos. Customer Relationship Management (CRM)
  • 18.
    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 18 A concorrência faz com que os preços, a variedade de produtos e o suporte oferecido sejam itens observados e comparados pelos consumidores antes da aquisição de produtos ou serviços. Atender o cliente de forma diferenciada é um fator que coloca a organização à frente dos seus concorrentes, fomentan- do outro fator importante: a fidelidade. Um bom exemplo disso é o de grandes companhias aéreas que registram as preferências de consumo de seus clientes a bordo. Os comissários de bordo são informados sobre essas preferências e, por sua vez, podem atender melhor seus clientes, deixando-os mais confortáveis. Outro bom exemplo de atendimento diferenciado ao cliente por meio do regis- tro de suas preferências de compra é o site de vendas “amazon.com”. Com o registro da navegação do cliente pelo site, das suas escolhas de produtos, das áreas percorridas e das pesquisas efetuadas é traçado um perfil de preferência de produtos. Essa informação é utilizada para que, logo na página inicial, uma seção de produtos similares seja apresentada ao cliente. (Exemplos baseados em: Peppers and Rogers Group, 2000). Entretanto, a implantação de uma estratégia de CRM exige a execução de etapas distintas. Quais serão elas? • Identificação e entendimento do perfil do cliente e do público-alvo: é necessário conhecer o maior número de detalhes possíveis para reco- nhecer os clientes em todos os pontos onde a empresa entre em contato com eles. No caso de negócios entre empresas, é importante conhecer os nomes das pessoas e dos cargos que ocupam. • Diferenciação: por nível de valor ou pela necessidade de produtos e serviços. Dessa forma, é mais fácil priorizar os esforços para atender os clientes de maior valor e personalizar o comportamento no atendimento a estes. Um exemplo disso é a abertura de áreas VIP em bancos. • Interação: é necessário buscar a maneira mais eficiente e eficaz na co- municação com os clientes e não apenas a mais barata e automatizada. Clientes com necessidades e importâncias diferentes devem ser tratados de forma diferente. • Preferências do cliente e aprimoramento da interação: com a persona- lização do atendimento, deve haver o aprendizado das preferências do cliente e o aprimoramento da interação, por meio de coleta de novas necessidades dos clientes, desenvolvendo, assim, novos produtos e servi- ços que podem ser resultados de combinações de produtos atuais.
  • 19.
    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 19 O CRM é apoiado por sistemas de TI e só assim toda a malha de atendimento pode funcionar como uma organização única, atendendo àquele cliente específico. Em uma implantação de CRM é fundamental que a empresa veja o negócio pelos olhos do cliente, focando em atendê-lo cada vez melhor, conquistando, assim, a sua fidelidade.
  • 21.
    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 21 Objetivos específicos • Conhecer conceitos e aplicações de BI. 4Business Intelligence Um hospital possui uma unidade de emergência e os atendimentos serão me- lhor resolvidos caso os gestores entendam quais são os gargalos do processo para atender, no máximo, em 45 minutos um novo paciente. Com o objetivo de alcançar esse resultado, eles focaram em coletar os seguintes dados: • A chegada do paciente: dias e horários que os pacientes chegam à emergência com mais frequência. • Produtividade por provedor de serviço: volume de pacientes por médico e o tempo médio gasto com os pacientes. • Serviços auxiliares: tempo de resposta dos exames de tomografia, resso- nância magnética e serviços auxiliares; no laboratório, tempo de espera dos resultados. • Controle de leitos: sistema para controlar os leitos desocupados e que, portanto, a equipe da emergência pode preparar para uso. Esse exemplo revela a importância da seleção de dados a serem coletados em uma análise e será o nosso ponto de discussão a seguir. 4.1 Conceitos e Aplicações Business Intelligence (BI) é um termo que se refere a processos, tecnologias, práticas e aplicações que suportam a tomada de decisões numa Organização. É uma coleção de técnicas para coleta, armazenamento, análise e acesso a dados que são utilizados pelos usuários durante tomadas de decisão sobre os rumos de uma empresa.
  • 22.
    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 22 As organizações que tem o BI como prática focam em melhorar sua performance, seus negócios ou as atividades as quais se dedicam. O BI é utilizado para a compreensão e melhoria dos processos, reduzindo custos e identificando novas oportunidades. As técnicas de BI incluem: • Análise do comportamento do cliente, dos padrões de compra e das tendências de vendas; • Medição, acompanhamento e previsão de vendas e de performance financeira; • Orçamentação e planejamento financeiro; • Acompanhamento de campanhas de marketing; • Otimização de processos e da performance operacional; • Melhoria da entrega dos produtos e serviços, além da efetividade dos canais de suprimentos; • Gerenciamento do relacionamento com os clientes; • Análise de riscos; • Análise dos dados da web e comércio eletrônico. 4.2 Os componentes básicos Os componentes básicos do BI são: a coleta, o armazenamento, a análise e o acesso aos dados, como ilustrados na Figura 2 e apresentados em mais detalhes adiante. coleta análise BI acesso armazenamento Figura 2 – Componentes básicos do Business Intelligence
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 23 a) Coleta de dados Coletar dados significa pesquisar e acessar dados que possam efetivamente ser utilizados para a tomada de decisões. Podem estar em vários formatos e se referem basicamente a dados que são coletados para medição de forma auto- mática e que, por sua vez, permitem a verificação do desempenho. Por exem- plo, podem ser colhidos a partir de pontos de venda, de aplicações na web, de sistemas em produção, entre outros. O maior desafio nessa atividade é assegurar que os dados relevantes sejam coletados corretamente e no tempo certo. A qualidade dos dados coletados, se não controlada, pode colocar em risco os esforços de BI. b) Armazenamento de dados O armazenamento dos dados coletados se refere à sua guarda em formatos que permitam sua análise e uso. A categorização desses dados é fundamental para que o seu uso e aproveitamento sejam potencializados. Os bancos de dados modernos permitem o armazenamento em diferentes formatos. Isto faz com que os mesmos dados possam ser referenciados por diferentes categorias. O termo comumente utilizado para identificar esses bancos de dados é [data warehouse] (armazéns de dados). A categorização é a estrutura lógica que permite a pesqui- sa de forma mais simples e o acesso mais rápido. Data Warehouse: gran- des quantidades de dados armazenados a partir de uma ampla gama de fontes de dentro da organização. Utilizado para orientar as decisões de gestão. c) Análise de dados Com base nos dados armazenados, são feitas análises cujos resultados dão su- porte a tomadas de decisões. Os dados podem ser analisados tanto qualitativa quanto quantitativamente. As técnicas de análise incluem o uso de ferramen- tas estatísticas, mineração de dados e até análises visuais de tipos de dados não estruturados, tais como textos ou imagens.
  • 24.
    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 24 d) Acesso aos dados Para a tomada de decisões, seus responsáveis nas organizações devem ter acesso aos dados e às análises. Esse acesso é feito por meio de ferramentas que permitem ao usuário final verificar, de forma segura, os relatórios, os [dashboards] e os [scorecards] (Figura 3). 4 2 0 Time 1 Time 2 Time 3 Time 4 Time 5 8 10 6 Duração média da ligação 250 100 50 0 200 150 Time 1 130 Time 2 170 Time 3 180 Time 4 220 Time 5 200 Ligações atendidas por time Time 1 Time 2 Time 3 Time 4 Time 5 Ligações abandonadas por time 20 13 17 18 32 Dashboard de um helpdesk de telefonia celular Objetivo de vendas 20 13 17 18 32 Time 1 Time 2 Time 3 Time 4 Time 5 Dashboards: painéis de informações onde são dispo- nibilizadas métricas, riscos e eventos importantes para au- xílio no controle de projetos e tomada de decisões. Scorecard: é uma re- presentação gráfica do resul- tado ao longo do tempo de uma entidade, tal como uma empresa, um empregado ou uma unidade de negócio. Este progresso é comparado a um ou mais objetivos especi- ficados previamente. Mineração de dados (data mining): processamen- to de dados que usa sofisti- cados recursos de pesquisa e algoritmos estatísticos para descobrir padrões e cor- relações em grandes bases de dados pré-existentes, de forma a descobrir um novo significado nestes dados. 4.3 Os passos para o Business Intelligence Vários gerenciadores de bancos de dados podem prover um armazenamento seguro e confiável de dados. Diversas ferramentas e técnicas são conhecidas como parte de uma boa estratégia de BI, tais como [mineração de dados (data mining)], processamento analítico de dados etc. A função de BI é, geral- mente, de propriedade do time de TI da organização. Entretanto, o Business Intelligence é mais do que a utilização de ferramentas de software: é um conjunto de métodos e estratégias que, em conjunto com as ferramentas de TI, gerarão informações para o negócio. Figura 3 - Exemplo de dashboard Fonte: <http://www.conceptdraw.com/samples/dashboards-kpi>
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 25 Para que a organização utilize o BI de forma que os resultados sejam mais efetivos, é importante: • Entender as reais necessidades do negócio e priorizar a coleta de dados relevantes e significativos às suas atividades. • Analisar os dados com base em ideias e tendências para que as respos- tas sejam conclusivas. • Reportar as análises de forma simples e concisa (com relatórios claros, dashboards ou scorecards). • Tomar decisões baseadas em fatos evidenciados pelas análises, além de considerar o histórico de conhecimento gerado por fatos passados. Até o momento já foi visto o que se configura como um Sistema de Informa- ção, além de um pequeno histórico do progresso desse sistema ao longo das décadas e os seus principais usos, tipos de sistemas e a utilização em grandes corporações via softwares ERP, que unifica seus processos. Viu-se também o uso dos dados para melhoria no atendimento ao cliente (CRM) e nos rumos das Organizações (BI). Mas, quais são os sistemas utilizados no Exército Bra- sileiro? Quais as suas funções e principais usuários? Este é o assunto que será tratado a seguir.
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 27 Objetivos específicos • Definir e citar as características e aplicações dos principais sistemas utilizados no Exército Brasileiro: SIAFI, SIASG, SICAF, SISCOFIS, SISPATR, SISCUSTOS, OPUS, SIGA, SIGIR, SIRE, SIRC, SIPEO, SIRUS, SAGRE, SIGEMS, SIPMED, SIRMED, SICAPEX, SUCEM, SISC, FIGOMIS, SPED e SERMILWEB. 5 Um sistema corporativo pode ser definido, de forma genérica, como um sis- tema desenvolvido para atender às necessidades de gestão de uma instituição, estatal ou privada, com atividade em qualquer área de interesse. Normalmente esses sistemas permitem ou facilitam a gestão integrada da instituição e contri- buem para a melhoria do desempenho institucional, ampliando a confiabilida- de e a transparência das informações corporativas. O Exército Brasileiro faz uso de vários sistemas de gestão, dos quais três são federais (SIAFI, SIASG e SICAF), enquanto os demais são corporativos, ou seja, foram desenvolvidos pela própria instituição, com as finalidades já citadas. Os sistemas abordados neste capítulo são aplicados nas áreas de gestão admi- nistrativa, gestão de pessoal, gestão de saúde, gestão orçamentária e financei- ra, gestão de obras e gestão do Serviço Militar. Os departamentos e diretorias responsáveis pelos sistemas estudados são: 1. Comando Logístico (COLOG). 2. Departamento Geral de Pessoal (DGP). • Diretoria de Saúde (DSau). • Diretoria de Serviço Militar (DSM). • Divisão de Orçamento, Finanças e Auditoria (DIORFA). 3. Departamento de Engenharia e Construção (DEC). • Diretoria de Obras Militares (DOM). Principais sistemas utilizados no Exército Brasileiro
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 28 4. Secretaria de Economia e Finanças (SEF). • Diretoria de Gestão Orçamentária (DGO). • Diretoria de Contabilidade (DCONT). 5. Centro de Desenvolvimento de Sistema (CDS), do Centro Integrado de Telemática do Exército (CITEx). Os sistemas em uso no Exército Brasileiro (EB), à exceção dos três sistemas go- vernamentais, apesar de serem Sistemas Corporativos, ou seja, atenderem a demandas de Comandos, Departamentos e Diretorias do Exército, não foram, na sua maioria, desenvolvidos para ser utilizados por quaisquer Oficiais, Praças e Funcionários Civis da Força. A maioria desses sistemas só pode ser acessada e manipulada por usuários previamente cadastrados e categorizados em perfis que definem claramente a competência e a autonomia de cada um deles. A seguir serão apresentadas as características e aplicações dos sistemas utiliza- dos pelo Exército Brasileiro. 5.1 Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI O SIAFI é um sistema de informações centralizado em Brasília e interligado por todo o território nacional, via teleprocessamento, aos Órgãos do Governo Federal existentes em todo o país e também no exterior. Permite o registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimo- nial do Governo Federal. Figura 4 - Homepage do SIAFI
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 29 Com a função de promover a modernização e a integração dos sistemas de programação financeira, de execução orçamentária e de contabilidade dos Órgãos e Entidades Públicas do Governo Federal, o SIAFI foi implantado pelo SERPRO em 1987, e entrou em operação no dia 1º de janeiro de 1987. Desde então tornou-se um importante instrumento para o acompanhamento e o controle da execução orçamentária, financeira e contábil do Governo Federal. O SIAFI é o maior e mais abrangente instrumento de adminis- tração das finanças públicas entre seus congêneres conhecidos no mundo. Tendo em vista as funções mencionadas acima, o SIAFI tem como objetivos: • Prover os Órgãos da Administração Pública de mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira e contábil. • Fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, por meio da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal. • Permitir que a Contabilidade Aplicada à Administração Pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais para todos os níveis da Administração Pública. • Integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal. • Proporcionar a transparência dos gastos públicos. Devido à centralização do SIAFI em Brasília, é possível a padronização dos mé- todos e das rotinas de trabalho sem criar qualquer restrição ou rigidez à gestão dos recursos, que permanecem sob o total controle do ordenador de despesa de cada Unidade Gestora (UG). Para obter mais informações, acesse: <https://www.tesou- ro.fazenda.gov.br/pt/siafi> A unificação dos recursos de caixa do Tesouro Nacional não significa perda de individualização destas disponibilidades, uma vez que cada UG trabalha com limites financeiros previa- mente definidos, sendo movimentados apenas pelos respectivos ordenadores de despesa, na forma prevista em regulamentação própria.
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 30 5.1.1 O SIAFI e o Exército Brasileiro O Exército, como órgão da Estrutura Administrativa Pública Nacional está sujeito à utilização do SIAFI para realizar e controlar a execução orçamentá- ria, financeira, patrimonial e contábil da Força. É por meio do SIAFI que são feitas consultas de créditos orçamentários disponibilizados por natureza de despesas e registradas todas as contratações e aquisições feitas pelo Exército. As Organizações Militares (OM) que se constituem em Unidades Gestoras (UG) do sistema têm no SIAFI a sua base de dados legais orçamentários e contábeis. Nesse sistema são registrados, por exemplo, notas de empenho, liquidações e pagamentos efetuados. 5.2 Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais – SIASG O SIASG “é o sistema informatizado que registra, controla e compatibiliza as atividades e procedimentos relativos ao Sistema de Serviços Gerais – SISG, em tempo real” (Portaria Normativa, 27 de outubro de 2000). Ou seja, é um conjunto de ferramentas informatizadas que permite a operacionalização e o gerenciamento das atividades do SISG. O SISG, por sua vez, é um sistema administrativo que organiza a gestão das atividades de serviços gerais. Nessas atividades estão incluídas as licitações, contratações, transportes, comunica- ções administrativas, documentação e administração de edifícios públicos e de imóveis funcionais. O SIASG tem como objetivos: • Gerenciar e operacionalizar o funcionamento sistemático das atividades do SISG, com a utilização dos seguintes subsistemas: – Catálogo de Materiais (CATMAT); – Catálogo de Serviços (CATSER); – Sistema de Divulgação Eletrônica de Compras (SIDEC); – Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF); – Sistema de Preços Praticados (SISPP); – Sistema de Minuta de Empenho (SISME); – Sistema de Gestão de Contratos (SICON). • Modernizar as atividades do Estado e aprimorar a gestão de compras do Governo Federal em termos de qualidade e de absoluta transparência em seus procedimentos. Se desejar obter mais infor- mações sobre Execução Or- çamentária, visite <http:// www.orcamentobrasil.com/>
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 31 • Garantir a segurança dos registros efetuados em outros sistemas, para os casos de integração sistêmica. 5.2.1 O SIASG e o Exército Brasileiro O SIASG é uma ferramenta de apoio informatizado aos processos de compras e de contratações. Esse sistema permite, por exemplo, o registro das autoriza- ções e confirmações de prestações dos serviços contratados e recebimento de materiais adquiridos. 5.3 Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores - SICAF O SICAF é um módulo do Sistema de Administração de Serviços Gerais – SIASG. É um sistema automatizado de informações que viabiliza o cadas- tramento de fornecedores, materiais e serviços para os órgãos/entidades da Administração Pública Federal Direta, Autárquica e Fundacional, no âmbito do Sistema Integrado de Serviços Gerais – SISG. Para obter mais informações sobre o SIASG, consulte o manual do usuário, disponí- vel em: <http://www.com- prasnet.gov.br/publicacoes/ manuais/Manual_Usuario_ SIASG_SessaoPublica.pdf> O sistema foi implantado como parte do esforço de modernização e reforma do aparelho do Estado, de modo a torná-lo mais eficiente e voltado principal- mente ao interesse da sociedade. Figura 5 – Tela de Acesso ao SICAF: <http://www.comprasnet.gov.br/>
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 32 O SICAF permite: • Cadastramento e habilitação de pessoas físicas ou jurídicas interessadas em participar de licitações promovidas por órgãos e entidades da Admi- nistração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, ampliando as opções de compra do Governo Federal. • Acompanhamento do desempenho dos fornecedores cadastrados. O SICAF é acessado on-line por todas as unidades de Serviços Gerais interliga- das à rede de teleprocessamento do Governo Federal. Atualmente o SICAF pode ser acessado pelo portal COMPRASNET (www.com- prasnet.gov.br) que é o ponto de partida para que o fornecedor interessado em participar de licitações públicas possa dar início ao processo de cadastra- mento no SICAF. 5.3.1 O SICAF e o Exército Brasileiro O SICAF é acessado pelas OM do Exército para cadastramento e consultas à lista de fornecedores cadastrados no sistema, a fim de aceitar a participação deles nos processos licitatórios que a Unidade esteja promovendo. As OM não podem aceitar a participação em seus processos licitatórios de nenhum candidato que não esteja devidamente cadastrado no SICAF. Os sistemas apresentados até o momento – SIAFI, SIASG e SICAF – são sistemas governamentais, ou seja, não foram desenvolvidos por nenhuma Organização Militar do Exército. A seguir estarão apresentados e descritos os sistemas desenvolvidos por Orga- nizações Militares do Exército Brasileiro para agilizar e dar maior transparência aos processos gerenciais, principalmente nas áreas administrativa, de pessoal e orçamentária-financeira.
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 33 5.4 Sistema de Material do Exército – SIMATEX O SIMATEX é um sistema corporativo de desenvolvimento contínuo e evo- lutivo, que faz parte do Sistema de Informações Organizacionais do Exército (SINFORGEx). O sistema tem como objetivo integrar processos, procedimen- tos, métodos, rotinas e técnicas destinadas à produção de conhecimento com qualidade e oportunidade necessárias ao controle automatizado e ao gerencia- mento de todos os materiais no âmbito do Exército Brasileiro. O SIMATEX é composto por três subsistemas, apresentados na Figura 7: Figura 6 – Tela do SIMATEX (Intranet do EB - EBNet) Figura 7 - Subsistemas do SIMATEX fonte: <https://www.defesa.gov.br/arquivos/File/2011/ mes09/logistica/encontro02.pdf> Para acessar o SIMATEX, visite: <http://simatex.colog.eb. mil.br> Sistemas de Info Organizacionais do Exército SINFORGEX SIMATEX SISMICAT MD SISMICAT - Sistema Militar de Catalogação SICATEx COLOG SICATEx - Sistema de Catalogação do Exército SISDOT - Sistema de Dotação SISCOFIS - Sistema de Controle Físico SISDOT EME EME SISCOFIS COLOG
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 34 A responsabilidade orgânica do SIMATEX fica a cargo do comandante, chefe ou diretor, em qualquer nível. Os chefes das Agências de Inteligência (AI) e os administradores dos subsistemas são seus principais assessores nas atividades correspondentes. Para garantir a segurança do sistema e de seus dados, todos os subsistemas devem permitir, como medida de segurança, a auditoria dos acessos ao siste- ma, de maneira a identificar o usuário, a data e a operação efetuada. As funções e características dos subsistemas citados estão descritos a seguir: a) O SICATEX O SICATEX destina-se a catalogar todo o material (permanente e de consumo) existente no Exército, de acordo com a metodologia do Sistema Militar de Ca- talogação (SISMICAT). É administrado pelo Comando Logístico (COLOG) e tem como órgãos executivos a Central de Operação e Arquivo (COA) e as Agências de Catalogação (AC). Figura 8 - Tela do SICATEX Fonte: <https://www.defesa.gov.br/arquivos/File/2011/mes09/logistica/encontro02.pdf> b) O SISCOFIS O uso do SISCOFIS tem por finalidade o controle físico e o gerenciamento de todo o material existente no Exército. O Sistema é administrado pelo Comando Logístico (COLOG), com o assessoramento de uma Comissão Coordenadora do Sistema, presidida pelo COLOG, e com a concorrência de representantes do(a): • Estado-Maior do Exército (EME); • Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT); O SICATEX é utilizado pelas OM de valor Unidade, somen- te para fins de consulta. O sis- tema é atualizado no nível Re- gião Militar (RM). As Unidades podem encaminhar à RM pro- posta de inclusão de materiais que porventura não estejam cadastrados no sistema.
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 35 • Secretaria de Economia e Finanças (SEF); • Centro de Inteligência do Exército (CIE); • Diretorias Gestoras de Material. Figura 9 – Tela Inicial do SISCOFIS O SISCOFIS disponibiliza, sob a forma de relatórios e consultas, as informações provenientes dos órgãos provedores (OP) e das organizações militares (OM), considerando o nível de responsabilidade de cada escalão. A Figura 10 apresen- ta uma lista das principais informações que podem ser acessadas pelo SISCOFIS. Figura 10 – Fluxo de Informações no SISCOFIS Fonte: <https://www.defesa.gov.br/arquivos/File/2011/mes09/logistica/encontro02.pdf> Para acessar o SISCOFIS, visite <http://siscofisweb.eb.mil. br/fremes/principal.php> Cmdo EB ODG ODS C Mil A OM OP RM DE Bda AD SEF Principais informações Qual o material? Quando existe? Onde se encontra? Qual a situação? Qual o previsto? Quantas faltas? Quantos excessos? RMA RMBM INVENTARIOS CUSTOS Esc Log/RM SISCOFIS (OM/OP) Estoque Estoque Estoque SISCOFIS WEB CITEx
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 36 c) O SISDOT O SISDOT é administrado pelo Estado-Maior do Exército, por intermédio da 4ª Subchefia/EME. Seu uso tem como objetivo definir a dotação de material por Quadro de Organização Tipo e por OM no âmbito do Exército Brasileiro e permite ao EME elaborar e atualizar os Quadros de Dotação de Material (QDM) e os Quadros de Dotação de Material Previsto (QDMP), assim como que as demais OM realizem consultas sobre dotação de material. 5.5 Sistema Gerencial de Acompanhamento e Controle Patrimonial – SISPATR O SISPATR é o sistema que subsidia os escalões superiores com informações efetivas sobre o controle dos bens patrimoniais. Esse sistema foi desenvolvido para atender às demandas da Secretaria da Economia e Finanças (SEF), da Di- retoria de Contabilidade (D Cont), das Inspetorias de Contabilidade e Finanças do Exército (ICFEx) e das Unidades Gestoras (UG), para aperfeiçoar a capacida- de gerencial da Instituição, com reflexos diretos na melhoria da operacionali- dade da Força. O acesso ao sistema SISPATR é realizado na intranet, por meio dos servidores da Secretaria de Economia e Finanças (SEF), na página da Diretoria de Con- tabilidade (D Cont), em <http://www.dcont.eb.mil.br>, conforme é possível visualizar na Figura 11: Para acessar o SISPATR, visite <http://sispatr.sef.eb.mil.br/ sispatr/index.seam?cid=611> Figura 11 – Portal de Contabilidade do Exército Brasileiro – acesso ao SISPATR e SISCUSTOS
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 37 Os principais objetivos do SISPATR são: • Registrar informações contábeis resultantes da movimentação patrimonial. • Identificar e organizar as UG que apresentem características semelhantes no que concerne ao desempenho de suas atividades-fim para buscar solu- ções comuns que atendam aos seus problemas no controle patrimonial. • Proporcionar aos dirigentes, nos seus respectivos níveis, as informações ge- renciais referentes ao controle patrimonial das UG do Comando do Exército. • Realizar o acompanhamento gerencial das UG em seu controle patrimonial. • Permitir a verificação de compatibilidade dos dados relativos ao controle patrimonial do Exército existentes no SIAFI e no SISCOFIS. • Disponibilizar informações, em tempo hábil, para auxiliar o processo deci- sório, por meio da análise temporal do desempenho da organização. • Permitir ajustes no planejamento para uma gestão eficiente, eficaz e efeti- va dos recursos disponibilizados ao Comando do Exército. Figura 12 – Tela de acesso ao SISPATR O SISPATR não possui banco de dados. A cada consulta, o sistema espelha apenas os dados do SIAFI e SISCOFIS, sem ar- mazenar essas informações. Consequentemente, a cada novo acesso, o SISPATR pode apresentar informações diferentes, e caso um dos sistemas (SIAFI OU SISCOFIS) esteja “fora do ar”, o SISPATR demonstrará saldo zero para as informações do sis- tema que esteja inoperante naquele momento.
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 38 O SISPATR possui três perfis de acesso: • Perfil D Cont: permite a visualização de todas as unidades gestoras cadastradas no SISPATR. • Perfil ICFEx: permite a visualização das unidades gestoras vinculadas à respectiva ICFEx. • Perfil UG: permite apenas a visualização da unidade gestora específica, ou seja, um UG não consegue visualizar as informações de outra UG. 5.6 Sistema Gerencial de Custos – SISCUSTOS O SISCUSTOS é um sistema de informações gerenciais e de apoio à decisão que busca integrar processos, procedimentos, métodos, rotinas e técnicas, des- tinados à produção de conhecimento com qualidade e oportunidade neces- sária ao controle automatizado e ao gerenciamento dos custos das atividades (rotinas) realizadas pelas OM do Exército Brasileiro. Para obter mais informações sobre o SISPATR, consulte o manual do usuário disponí- vel em <http://www.2icfex. eb.mil.br/Portarias/manual_ sispatr.pdf> Figura 13 – Tela de acesso ao SISCUSTOS O desenvolvimento desse sistema teve como base a legislação federal específi- ca de custos, com o intuito de propiciar ao gestor das organizações o levanta- mento dos custos das atividades e dos programas de governo, podendo che- gar até a função da programação orçamentária. O SISCUSTOS do Exército está integrado a outros sistemas corporativos da Instituição e fornece informações relevantes aos tomadores de decisão sobre os custos do Comando do Exército. A sua implantação significa a introdução de um importante instrumento de gestão, capaz de indicar o nível de desempenho da Instituição com relação
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 39 aos produtos e aos serviços gerados, às atividades desenvolvidas e aos proces- sos executados para o atendimento de suas inúmeras demandas. Além disso, representa uma inovação, pois consolida uma cultura corporativa baseada na eficiência de suas ações, medida em termos de resultados e de indicadores de desempenho, servindo também como importante subsídio para a tomada de decisão e de planejamento de suas atividades, bem como para a aferição do desempenho de diversas organizações militares. O SISCUSTOS tem os seguintes objetivos: • Identificar o custo das atividades do exército. • Realizar o acompanhamento Gerencial das OM. • Facilitar as tomadas de decisões nos diversos escalões. • Oferecer dados concretos para negociar e justificar em melhores condi- ções os recursos orçamentários do Comando do Exército. A Lei de Responsabilidade Fiscal, editada em maio de 2000, trouxe importantes consequências para a administração pública, entre as quais a implantação de um novo modelo para a Contabilidade Pública, condizente com os padrões esta- belecidos nas Normas Internacionais de Contabilidade Aplicada ao Setor Público. Para atender a esse novo modelo, o SISCUSTOS foi totalmente idealizado e de- senvolvido pela SEF/D Cont, seguindo todas as especificações trazidas por essa “nova contabilidade”. Fundamentado nas NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABI- LIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO, o sistema tem como fonte de dados as listas das atividades das organizações, os direcionadores de atividades, os objetos de custo e as informações extraídas de sistemas corporativos em uso no Exército, tais como o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), o Sistema de Controle Físico (SISCOFIS) que é um módulo do Sistema de Material do Exército (SIMATEX), o Sistema Automático de Pagamento de Pessoal (SIAPPES) e o Sistema de Retribuição no Exterior (SRE). Por meio desses sistemas, o SISCUSTOS coleta e processa os dados necessários e disponibiliza informações sob a forma de relatórios gerenciais pelo FLEX VISION. Para acessar o SISCUSTOS, vi- site <http://custos.sef.eb.mil. br/Custos/modulos/seguran- ca/login_form.php> O SISCUSTOS somente é ope- rado pelos militares da área administrativa com respon- sabilidade na área de gestão financeira das suas respectivas organizações militares (OM). O FLEX VISION é uma ferramenta OLAP (On-line Analytical Processing), que permite a visualização dos dados armazena- dos em bancos relacionais, nos mais variados formatos. Todos os totais, cálculos, filtros e formatação podem rapidamente ser definidos e alterados pelo usuário. O SISPATR e o SISCUSTOS são sistemas desenvolvidos sob a responsabilidade da Diretoria de Contabilidade (DCONT).
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 40 5.7 Sistema Unificado do Processo de Obras – OPUS O OPUS é um sistema informatizado de apoio à decisão, que visa dar suporte às funcionalidades de Planejamento, Programação, Acompanhamento, Fisca- lização, Controle, Gerência e Execução de Obras e Serviços de Engenharia de todas as atividades dos macroprocessos finais do Sistema de Obras Militares (SOM), tanto no nível executivo quanto no gerencial e estratégico. Figura 14 – Tela inicial do OPUS É o sistema por meio do qual as OM do Exército inserem informações e solici- tações sobre as obras planejadas ou em execução nos seus respectivos aquar- telamentos e a Diretoria de Obras Militares (DOM) acompanha o andamento das obras realizadas. A gestão de obras no OPUS é realizada por meio do Plano Diretor de Organi- zação Militar (PDOM). Esse sistema é o elemento base para gestão de obras e representa o plano de ocupação de uma OM em uma ou mais áreas (imó- veis). O PDOM deve contemplar todas as benfeitorias existentes, a construir e a demolir. Sua atualização é de responsabilidade da OM e sua aprovação de responsabilidade da DOM. Caso uma OM necessite de obra, serviço de engenharia ou material de gestão da DOM, é necessário cadastrar essas solicitações no OPUS por meio do preen- chimento eletrônico da Ficha Modelo 18 (FM18) que é, então, encaminhada para o respectivo Comando RM. Podemos dizer que a FM18: • É o documento com o qual as OM levantam suas necessidades específi- cas e as encaminham para os Comandos de Região Militar (Cmdo RM) que as apoiam. Para acessar o OPUS, visite: <http://www.opus.eb.mil. br/cobra-grp-web/pages/ privado/navegador/navega- dor.jsf>
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 41 • Pode ser alterada, no OPUS, a qualquer momento pela unidade, incluin- do novas obras ou revisando prioridades. • Precisa ser encaminhada pela OM para o Cmdo RM, após a solicitação e priorização dos pedidos. Caso não seja encaminhada, todo o trabalho realizado é considerado “rascunho”. • Torna-se oficial para o Cmdo RM quando é encaminhada. Por isso, toda OM tem duas FM18: uma de “trabalho” e outra “encaminhada”. A consolidação e priorização das necessidades específicas levantadas na Ficha Modelo 18 das OM apoiadas são realizadas pelo Cmdo RM por meio do pre- enchimento da Ficha Modelo 20 (FM20). Podemos dizer que a FM20: • Pode ser alterada no OPUS a qualquer momento, incluindo novas obras ou revisando prioridades. • Precisa ser encaminhada pela unidade para que o trabalho não seja considerado “rascunho”. • Somente passa a ser considerada oficial para o DEC/DOM quando enca- minhada. Por isso todo Cmdo de RM tem duas FM20: uma de “traba- lho” e outra “encaminhada”. Assim como na maioria dos sistemas em uso no Exército, somente usuários previamente cadastrados no OPUS podem acessá-lo. O cadastro de usuários dos Comandos de Regiões Militares e Comissões Regionais de Obras são realizados pela DOM, os das demais Organizações Militares, pelo Comando da respectiva Região Militar. Para obter mais informações sobre o OPUS, visite <http:// intranet.dom.eb.mil.br/in- dex.php?option=com_conte nt&view=article&id=107&Ite mid=125> 5.8 Sistema de Informações Gerenciais e Acompanhamento Orçamentário – SIGA O SIGA foi desenvolvido inicialmente para atender às demandas da Diretoria de Gestão Orçamentária da Secretaria de Economia e Finanças (DGO/SEF), com a finalidade de racionalizar e otimizar a gestão dos recursos da Unidade Orça- mentária Fundo do Exército, aprimorando os processos utilizados no Sistema de Economia e Finanças, além de executar atividades adicionais, como por exemplo, o Planejamento do Estado-Maior do Exército; Ação 2000 do Progra- ma de Apoio Administrativo – PAA; Sistema de Custos.
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 42 O SIGA é composto por dez módulos: segurança; planejamento do Estado-Maior do Exército; ação 2.000/PAA (cadastros básicos, contratos e concessionárias); sistemas de custos; sendo os demais ligados à gestão da Unidade Orçamentária Fundo Exército (receita, orçamento, crédito, danos ao erário, aplicações financei- ras e o de movimentações financeiras). O sistema é formado por módulos e foi projetado para que a operação seja feita de forma independente, facilitando o acesso dos usuários. Figura 15 – Módulos do SIGA Cada um dos módulos do SIGA relativos à gestão da Unidade Orçamentária Fundo do Exército está descrito a seguir: • Segurança: deve ser utilizado pelas ICFEx para administrar o SIGA. Cabe às ICFEx a realização do cadastro, inclusão, alteração e exclusão dos usuários de suas Unidades Gestoras (UG) vinculadas. Os perfis e níveis de acesso ao sistema são definidos neste módulo. • Receita: permite o controle da arrecadação da UG e serve de suporte à solicitação de créditos sem sub-repasse. Nesse módulo, a UG pode acompanhar a arrecadação de qualquer receita por ela gerada, tanto as atinentes à exploração econômica de bens, mensalidades escolares e serviços administrativos quanto aquelas arrecadadas por descontos em contracheques (exemplo: os relacionados com os Próprios Nacionais Residenciais). • Crédito FEx: possibilita que a UG solicite “on-line”, créditos da Unidade Orçamentária Fundo do Exército. Por esse módulo, a UG pode acom- panhar a liberação dos créditos solicitados no sistema e, seguindo um Para acessar o SIGA, visite <http://siga.sef.eb.mil.br/ SIGA/index.html>
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 43 cronograma de desembolso, não é necessário solicitar a autorização de pagamento e do recurso financeiro. Ao acessar o módulo de crédito, o usuário realizará todos os procedimentos necessários à solicitação de crédito, independente do funcionamento dos demais módulos. • Aplicações Financeiras: possibilita a aplicação automática em ca- derneta de poupança e as transferências entre UG, além de facilitar o controle e o acompanhamento dos saldos aplicados. 5.9 Sistema Integrador de Gestão Inteligente de Recursos do Sistema de Pessoal do Exército – SIGIR O SIGIR é um sistema administrativo, constituído por subsistemas, que possibili- ta o gerenciamento integrado, lógico, racional e econômico de todas as ativida- des dos órgãos gestores de recursos (cotistas e subcotistas) do Sistema de Pesso- al do Exército sob gestão do Departamento-Geral do Pessoal (DGP). Por meio da implementação dos princípios de Administração pela Qualidade e da Excelência Gerencial, visa o aprimoramento e a modernização das estruturas organizacio- nais e das práticas de planejamento, orçamento e controle dos recursos. O SIGIR foi desenvolvido no final da década de 90 como esforço para se atingir a excelência requerida pela qualidade da Administração Pública e pelo Sistema do Planejamento Administrativo do Exército, a DIPA do DGP (atualmente Divi- são de Orçamento, Finanças e Auditoria – DIORFA). O SIGIR era formado pelos seguintes subsistemas: • SIPEO; • Participação do Usuário; e • Informações de Apoio a Gestão. Com a publicação da Portaria nº 046-DGP, de 25 de fevereiro de 2008, o SIGIR passou a ser composto dos seguintes subsistemas: • Sistema de Relacionamento com o Usuário (SIRUS); • Sistema de Apoio à Gestão de Recursos (SAGRE); • Sistema de Planejamento e Execução Orçamentária (SIPEO); • Sistema de Registro de Encaminhamentos (SIRE); e • Sistema de Registro de Contratos (SIRC). Para obter mais informações sobre o SIGA, consulte o ma- nual do usuário, disponível em: <http://www.10icfex. eb.mil.br/manuais/Ma- nual_SIGA_04out07.pdf> e <http://www.12icfex. eb.mil.br/files/Manual_ SIGA.pdf>
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 44 Cada um desses subsistemas será apresentado a seguir. 5.9.1 Sistema de Relacionamento com o Usuário – SIRUS O SIRUS possibilita a interação do usuário com o sistema e permite o controle e o acompanhamento dos recursos distribuídos, obtendo como resultado a melhoria na qualidade dos serviços prestados e a satisfação dos usuários. Os seguintes serviços são disponibilizados no SIRUS: • Correio Eletrônico: permite aos usuários o envio e recebimento de mensagens, possibilitando ao DGP receber sugestões, esclarecer dúvidas e/ou solicitar informações relativas à gestão dos recursos orçamentários. • Cálculo de movimentação: mostra o valor a que faz jus o militar, quando autorizado por ato administrativo, a se deslocar com mudança de sede ou não, desde que o afastamento da Organização Militar de origem seja superior a 15 (quinze) dias. • Cálculo de deslocamento a serviço: mostra o valor a que faz jus o servidor civil ou militar quando autorizado, por ato administrativo, a se deslocar sem mudança de sede, desde que o afastamento da Organiza- ção Militar de origem seja inferior ou igual a 15 (quinze) dias. • Consulta à distribuição de recursos: o usuário, após calcular o valor a que faz jus, pode consultar o sistema para verificar se os valores que irá receber correspondem ao previsto na legislação. Figura 16 – Subsistemas do SIGIR Para acessar o SIGIR e seus subsistemas, visite <http:// www2.dgp.eb.mil.br/inicio. asp>
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 45 5.9.2 Sistema de Apoio à Gestão de Recursos – SAGRE O SAGRE possui mecanismos de consulta que apoiam a gestão nos aspectos legais e normativos, bem como nos relacionados com os resultados obtidos. O sistema está organizado nas seguintes áreas: • Orientações/Legislação: apresenta, em ordem alfabética, toda a legislação pertinente à gestão dos recursos do DGP e mostra, por tipo de documento, todas as orientações transmitidas através do SIAFI, por meio de Mensagem Fax ou pelo Correio. • Exercícios Anteriores: estão disponíveis no site todas as informações necessárias à elaboração do processo que permite o reconhecimento de direitos dos usuários não atendidos em exercícios anteriores; o usuário pode consultar o andamento do seu processo, bem como verificar a lista dos processos pagos. • Avaliação de Resultados: possui mecanismos de consulta que permi- tem acompanhar, com oportunidade, a avaliação dos resultados obtidos através do emprego de indicadores definidos com base nos objetivos do Exército Brasileiro e no macro objetivo do Plano Plurianual (PPA) de “Garantir a Defesa Nacional como Fator de Consolidação da Democracia e do Desenvolvimento”. • Manuais: disponibiliza os manuais dos sistemas integrantes do SIGIR. 5.9.3 Sistema de Planejamento e Execução Orçamentária – SIPEO O SIPEO permite o acompanhamento e o controle dos créditos das ações ge- renciadas pelo DGP, tornando-se, por conseguinte, efetiva ferramenta de apoio à decisão. O sistema permite o planejamento e a execução da descentralização de recursos destinados ao atendimento das despesas com as Ações Finalísticas do DGP, parcela do Programa de Apoio Administrativo (PAA), e os seguintes destaques e convênios: • 2004 – Assistência Médica e Odontológica aos Servidores, Empregados e seus Dependentes. • 2010 – Assistência Pré-Escolar aos Dependentes dos Servidores e Empregados. • 2011 – Auxílio-Transporte aos Servidores e Empregados. • 2522 – Produção de Fármacos, Medicamentos e Fitoterápicos.
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 46 • 2012 – Auxílio-Alimentação aos Servidores e Empregados. • 2059 – Atendimento Médico-Hospitalar / Fator de Custo; • 2867 – Remuneração dos Militares das Forças Armadas – Movimentação de Pessoal. • 2887 – Manutenção dos Serviços Médico-Hospitalares e Odontológicos. • 2900 – Seleção para o Serviço Militar e Apresentação da Reserva em Disponibilidade. • 4452 – Pesquisas de Biossegurança do Exército. • 4572 – Capacitação de Servidores Públicos Federais em Processo de Qualificação e Requalificação. • Fundo do Serviço Militar. • Destaques e Convênios. De estrutura modular, o SIPEO é integrado pelos seguintes módulos: • Planejamento Futuro: atualização, no Ano A-1 do Planejamento Corrente feito em A-2, de todos os eventos relacionados com as movi- mentações, deslocamentos a serviço e apoio administrativo, que têm previsão de ocorrerem no ano A. • Planejamento Corrente: atualização, no ano A, dos eventos plane- jados pelo Planejamento Futuro no ano A-1, em decorrência das novas imposições conjunturais. • Execução Orçamentária: registro, no Ano A, das despesas decorren- tes das atividades desenvolvidas pelos militares, funcionários civis e pelo fornecimento de material ou prestação de serviços por pessoas jurídicas [...], implicando na descentralização do crédito correspondente através do SIAFI. 5.9.4 Sistema de Registro de Encaminhamentos – SIRE O SIRE é o sistema dedicado ao controle informatizado do atendimento mé- dico-hospitalar efetuado pelo Sistema de Saúde do Exército, implementando uma metodologia que trata de forma integrada todas as rotinas administrati- vas, financeiras e assistenciais, e a montagem de um banco de dados contendo o registro clínico-ocupacional dos pacientes.
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 47 O SIRE permite ainda: • O acompanhamento das despesas desde a sua origem. • O acompanhamento do desempenho das OM subordinadas a cada escalão de comando. • A alocação de recursos. • A visualização dos registros de guias pelo nome dos usuários e fornecedores. É um sistema corporativo do DGP, cujo acesso é restrito aos usuários previa- mente cadastrados e portadores de senha. Entretanto, algumas informações disponíveis na página inicial da DIORFA podem ser acessadas por todos os integrantes da família militar e por fornecedores, que podem acompanhar e controlar seus recebimentos, permitindo um maior controle das despesas pessoais, no que tange aos encaminhamentos registrados em seu nome ou de seu dependente, fatos estes que contribuem para a transparência dos serviços prestados pelo Sistema de Saúde do Exército. 5.9.5 Sistema de Registro de Contratos – SIRC O SIRC é o sistema utilizado para o registro de contratos e credenciamentos celebrados com prestadores de serviços médico-hospitalares e odontológicos e outras despesas relativas às atividades de custeio do sistema de assistência à saúde da família militar, que inclui o atendimento aos militares, servidores civis da ativa, inativos, pensionistas e seus dependentes. 5.10 Sistema de Gestão de Estoque de Materiais de Saúde – SIGEMS O SIGEMS é o sistema pelo qual é realizado o controle do estoque do mate- rial de saúde do Sistema de Saúde do Exército. O seu uso tem como objetivos principais: • Planejar as aquisições de medicamentos e materiais com base na média de consumo. • Evitar a perda de materiais e de medicamentos pela não utilização no prazo de validade estabelecido pelos fabricantes. • Centralizar o controle e o estoque e manter descentralizada a decisão relacionada à aplicação de recursos orçamentários. O SIRE foi assimilado rapi- damente pelas Organizações Militares de Saúde e pelas Unidades de Atendimento in- tegrantes do Exército. É uma importante ferramenta de gestão dos recursos destina- dos à assistência médico-hos- pitalar da família militar.
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 48 • Reduzir os custos operacionais de estocagem por meio da manutenção de níveis de estoque dentro dos limites necessários para atender a de- manda de cada Unidade de Atendimento (UAt), evitando o desabasteci- mento e o excesso de produtos nas prateleiras. • Comparar preços praticados nas diversas UAt e identificar distorções. • Integrar as ações de gestão de material de saúde em uso pelo DLog com os sistemas do DGP. 5.11 Sistema de Perícias Médicas – SISPMED O SISPMED é um sistema on-line de prestação de serviços desenvolvido para atender ao Exército Brasileiro na área de saúde, fornecendo as informações necessárias para o bom andamento e eficácia dos procedimentos de perícias médicas. O uso do sistema permite: • O registro de Perícias Médicas por meio da internet. • O fornecimento de informações necessárias para a padronização dos procedimentos relativos às atividades médico periciais do Exército Brasi- leiro, definidas na legislação vigente. O SIPMED está organizado em três Módulos: • Gerencial: permite que a Diretoria de Saúde (D SAU) coordene, registre e controle os trabalhos periciais e o despacho das ordens de reestudo, recurso, homologação e revisional. • Regional: permite que a Região Militar (RM) Seção de Saúde Regional (SSR) coordene, registre e controle os trabalhos periciais e o despacho das ordens de reestudo, recurso, homologação e revisional. • Operacional: permite que o AMP (Agente Médico Pericial) realize as inspeções e cumpra as ordens de Reestudo e Inspeção de Saúde em grau revisional e de homologação. Para obter mais informações sobre o SIGEMS, consulte o manual do usuário disponí- vel em <http://www2.dgp. eb.mil.br/Manual/SIGEMS/ Mod_User.doc> Para obter mais informações sobre o SIPMED, consulte os manuais disponíveis em <http://www2.dgp.eb.mil. br/Manual/SISPMED/Ma- nual_do_SISPMED.asp> e <http://www2.dgp.eb.mil. br/Manual/SISPMED/Manu- al_SisPMed_Gerencial.pdf>
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 49 5.12 Sistema de Registros Médicos – SIRMED O SIRMED é um sistema on-line de registros médicos, desenvolvido para atender ao Exército Brasileiro na área de saúde e que fornece as informações necessárias ao bom andamento e eficácia da gestão de saúde. O sistema foi desenvolvido para: • Orientar os trabalhos das Seções de Saúde Regionais (SSR) e das Seções de Saúde das Organizações Militares (SSOM) em relação à padroniza- ção dos procedimentos relativos aos registros das informações sobre o controle sanitário do pessoal e das instalações do EB. • Fazer com que seus usuários interajam diretamente com o terminal de computador para acompanhar, no âmbito da Força, a execução dos registros da área de saúde, relativos aos atendimentos realizados nas organizações militares. O SIRMED está organizado em três níveis: • Gerencial: utilizado pela Diretoria de Saúde (D Sau); • Regional: utilizado pela Região Militar (RM); Compete ao Nível Regional a geração de senha para acessar o sistema no Nível MedAtd / (nível Operacional Médico atendente). • Operacional: utilizado pelo Médico Atendente (MedAtd) das OMs. A segurança das informações no SIRMED é garantida, inicial- mente, devido à estruturação em níveis do acesso ao sistema. Ou seja, o acesso é permitido a cada nível de forma independen- te. Sendo assim, quem possui acesso ao nível Operacional (Med Atend), não possui acesso ao nível Regional e assim por diante. Para obter mais informações sobre o SIRMED, consulte <http://www2.dgp.eb.mil. br/Manual/SISPMED/Manu- al_do_SISPMED.asp>.
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 50 5.13 Sistema de Cadastro do Pessoal do Exército – SiCaPEx O SiCaPEx é uma ferramenta de apoio à administração de pessoal vinculado ao Exército Brasileiro. O sistema faz interface com a Base de Dados Corporati- va de Pessoal (BDCP) e é utilizado para o cadastramento, consulta e auditoria dos dados individuais e do registro funcional de todo o pessoal vinculado ao Exército e de interesse dos órgãos do Sistema de Pessoal do Exército. O sistema é de domínio controlado com rotinas estabelecidas de acordo com os proces- sos internos pré definidos e permite o compartilhamento dessas informações por todas as Organizações Militares interessadas, inclusive com o sistema de pagamento e o sistema de identificação do Exército. O sistema pode ser usado não só pelos encarregados de pessoal das Organiza- ções Militares, mas também pelos demais órgãos que necessitam administrar seu pessoal como, por exemplo, Escolas, Órgãos de Direção Setorial, Inativos, Pensionistas e Pessoal Civil. Figura 17 – Tela de acesso ao SICAPEx Para acessar o SICaPEx, visite <https://sicapex.dgp.eb.mil. br/sicapex/paginas/login/ login.seam> Os principais objetivos deste sistema são: • Proporcionar agilidade ao cadastramento dos dados individuais e do registro funcional na Base de Dados Corporativa de Pessoal (BDCP), visando a celeridade dos processos relativos à gestão do pessoal no Exército Brasileiro.
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 51 • Assegurar a confiabilidade do cadastro, por meio de auditoria. • Permitir a inclusão dos novos integrantes da Força na Base de Dados Corporativa de Pessoal (BDCP) pelas SIP/OPIP e OM com tal encargo, com agilidade e rapidez. • Definir responsabilidades pelo cadastramento dos dados individuais e do registro funcional do pessoal vinculado ao Exército. • Integrar processos de atualização do cadastro e de consultas a relatórios gerenciais. • Permitir auditorias frequentes e descentralizadas. • Descentralizar os processos de atualização do cadastro. • Minimizar a possibilidade da existência de base de dados paralela de pessoal. • Permitir a difusão oportuna das informações. • Possibilitar a utilização dos dados do pessoal, pela OM e SIP/OPIP, nos seus processos internos. • Permitir o acompanhamento, pelo interessado, do seu cadastro na BDCP. • Permitir ao Comando do Exército, aos comandos operacionais enqua- drantes, ao Órgão de Direção Geral (ODG), aos Órgãos de Direção Setorial (ODS), aos Órgãos fora da Força e às OM e SIP/OPIP em geral, o controle de seu pessoal através de relatórios gerenciais. • Fornecer as informações de pessoal necessárias ao processamento do Siste- ma de Pagamento do Exército, do Centro de Pagamento do Exército (CPEx). 5.14 Sistema Único de Controle de Efetivo e Movimentações – SUCEM O SUCEM tem por finalidade básica manter o controle das movimentações e dos efetivos da Força. Além disso, o sistema controla as inscrições feitas pelas OM e militares nos planos de movimentação e cursos e o registro do estado efetivo do militar nas OM (unidade e subunidade). Para obter mais informações sobre o SICaPEx, consul- te o manual do sistema em: <http://www.dgp.eb.mil.br/ images/stories/sicapex/ma- nual/manual_sicapex.pdf> Para acessar o SUCEM, visi- te: <https://sucemnet.dgp. eb.mil.br/>
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 52 Por meio deste sistema os militares da ativa e de carreira do Exército e as organizações militares têm acesso aos recursos de inscrição, acompanhamento de processos, emissão de relatórios, entre outros, conforme exigidos em cada Plano de Movimentação. Figura 18 – Tela de acesso ao SUCEM Figura 19 – Tela de acesso ao SUCEM após login O uso do sistema visa os seguintes objetivos: • Permitir que os comandantes e encarregados de pessoal da OM exerçam o gerenciamento das inscrições para movimentações e cursos dos milita- res das suas organizações, controlando apresentações e desligamentos.
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 53 • Controlar o efetivo da Força, desde o nível subunidade até o mais alto escalão do Exército. • Permitir que os militares de carreira da ativa se inscrevam nos processos de seleção para cursos e estágios e nos diversos Planos de Movimenta- ção a cargo da DCEM. 5.15 Sistema Integrado de Servidores Civis – SISC O SISC é um sistema para gerenciar os dados pessoais e funcionais dos servido- res civis do Exército. O sistema permite que o usuário faça a sua adesão ao servi- ço de Prestação de Assistência à Saúde (PASS), tanto para si próprio como para seus dependentes e pensionistas, permitindo que as OM de saúde consultem o cadastro de beneficiários do serviço de Prestação de Assistência à Saúde (PASS). O uso do SISC permite: • O registro de dados cadastrais dos servidores civis, de seus dependentes e pensionistas, ativos ou inativos, permanentes ou temporários, e ar- mazena os seguintes tipos de dados: Dados Pessoais, Dados Funcionais, Dependentes, Tempo de Serviço Anterior, Tempo de Serviço Insalubre, Alterações, Inspeção de Saúde, Frequência e Avaliação. • A inscrição desses funcionários no serviço de Prestação de Assistência à Saúde (PASS), armazenando as seguintes informações sobre a adesão à PASS: Cadastro, Solicitação de Exclusão, Exclusão e Declaração Provisória e disponibilizando informações relacionadas à adesão. • A consulta, pelas OM de saúde do Exército, ao cadastro de beneficiários do serviço de Prestação de Assistência à Saúde (PASS) e a possibilidade de emissão de relatórios quantitativos dos servidores civis, dependentes e pensionistas, assim como a emissão de relatórios das avaliações dos servidores civis ativos. • A emissão de relatórios quantitativos dos beneficiários da PASS; de des- conto mensal e de excluídos, além de gerar arquivo texto para envio ao MPOG e emissão de cartões da PASS.
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 54 5.16 Ficha de Informações Gerenciais das Organizações Militares de Saúde – FIGOMIS A FIGOMIS é um instrumento utilizado para o gerenciamento dos serviços pres- tados pelas Organizações Militares de Saúde e pelos Postos Médicos de Guarni- ção. Está estruturada para permitir o cadastramento, a atualização, a consulta, a emissão de relatórios gerenciais em tempo real e a auditoria de dados cadastrais das OMS (Organizações Militares de Saúde) pelos seguintes órgãos: • Departamento-Geral do Pessoal (DGP); • Diretoria de Saúde (D Sau); • Diretoria de Assistência Social (DAS); • Região Militar (RM); e • outros, a critério do Chefe do DGP. Figura 20 - Tela de acesso à FIGOMIS A FIGOMIS deve ser atualizada mensalmente pelas seguintes Organizações Militares de Saúde: • Hospital Central do Exército (HCE); • Centro de Recuperação de Itatiaia (CRI); • Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx); • Instituto de Biologia do Exército (IBEx); • Odontoclínica Central do Exército (OCEx); • Hospital de Campanha (H Cmp); • Hospitais gerais (H Ge);
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 55 • Hospitais de guarnição (H Gu); • Policlínicas militares (Pol Mil); • Postos médicos de guarnição (P Med Gu). 5.17 Sistema de Protocolo Eletrônico de Documentos – SPED O SPED é um sistema web utilizado para controlar o protocolo e elaborar os documentos das Organizações Militares do Exército, oferecendo maior or- ganização, garantindo a padronização e facilitando o trâmite interno desses documentos para cada OM em que a solução for utilizada. As OMS devem atualizar a FI- GOMIS com os dados do mês anterior até o dia 5 (cinco) de cada mês. Para acessar a FIGOMIS, visite <http://por- tal.dgp.eb.mil.br/figomis/ figomis.asp> Figura 21 – Tela de acesso do SPED Este sistema é um módulo integrante do Sistema Informatizado de Gestão Arquivística e Documental do Exército (SIGADEx) e foi desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento de Sistemas (CDS), localizado no Quartel General do Exército em Brasília. O SPED permite que o usuário, por meio de uma série de menus, elabore, edite, remeta, despache, arquive, invalide, protocole, acom- panhe e visualize o histórico das ações às quais o documento foi submetido. Apesar de ser desenvolvido em plataforma web, o SPED é um sistema interno que não é acessado pela INTERNET. Para acessar o SPED, visite < h t t p : / / w w w. s o f t wa - r e p u bl i c o. g ov. b r / ve r- -comunidade?community_ id=7283318>
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 56 O SPED tem três perfis de usuário. Esses perfis se referem às contas e não às pessoas. Para que uma pessoa possa acessar o sistema, ela deve estar associa- da a pelo menos uma conta. Uma pessoa pode estar associada a mais de uma conta ao mesmo tempo, inclusive de tipos diferentes. Os perfis de usuário do SPED são: a. Administrador: é o usuário que configura parâmetros e realiza os ca- dastros no sistema. Esse tipo de usuário pode realizar as seguintes ações no sistema: • Cadastrar pessoas e contas. • Editar pessoas e contas. • Desativar e reativar pessoas e contas. • “Resetar” a senha de qualquer pessoa. • Alterar grupos. • Cadastrar seções. • Cadastrar Destinatário Externo. • Cadastrar Workflow (fluxos específicos de documentos). • Configurar os parâmetros da aplicação. b. Protocolista: é o usuário que registra no sistema os documentos rece- bidos e expedidos pela OM. Esse tipo de usuário pode realizar as seguin- tes ações no sistema: • Importar documentos - inserir os documentos que foram expedidos para a sua OM. • Listar o livro de protocolo. • Expedir documentos. • Cadastrar Destinatário Externo. • Pesquisar documentos. • Encaminhar documentos. • Visualizar o histórico do documento. • Anexar arquivos. • Excluir anexos. • Associar palavras-chave. Contas são as funções exerci- das pelas pessoas, como por exemplo: Comandante de Companhia (Cmt Cia), Encar- regado de Material (Enc Mat), Oficial de Tiro (Of Tiro), Ad- junto de Seção (Adj Sec), etc.
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 57 c. Usuário Convencional: é o tipo de usuário de praticamente todos os cadastrados no sistema. Esse tipo de usuário pode realizar as seguin- tes ações no sistema (as ações assinaladas com asterisco dependem de permissão): • Alterar sua própria senha. • Criar/Editar/Excluir seus próprios grupos de usuários. • Pesquisar os seus documentos. • Redigir novos documentos. • Encaminhar documentos. • Aprovar documentos.* • Despachar documentos.* • Registrar ciência de uma providência. • Resolver uma providência. • Arquivar um documento.* • Editar documentos em elaboração. • Imprimir documentos elaborados.* • Anexar arquivos. • Associar palavras-chave. • Excluir anexos. • Excluir documento (não assinado/protocolado). Apesar das siglas serem idênticas, convém destacar que o siste- ma SPED utilizado no Exército não tem nenhuma relação com o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) do Governo Federal. Este último faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC 2007-2010) e consiste na modernização da sistemática atual do cumprimento das obriga- ções acessórias e se utiliza da certificação digital para assinatura dos documentos eletrônicos.
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    Curso de Habilitaçãoao Quadro Auxiliar de Oficiais 58 5.18 Sistema Eletrônico de Recrutamento Militar – SERMIL O SERMIL foi criado em 1977 com o intuito de possibilitar: • A execução do alistamento do jovem brasileiro convocado para o Serviço Militar Inicial. • A coleta de informações dos cidadãos alistados que comparecem ao processo seletivo para incorporação nas Organizações Militares da Mari- nha, do Exército e da Aeronáutica. • A manutenção do cadastro de mobilização dos reservistas do Exército que prestaram o Serviço Militar. É por meio do SERMILWEB que a Diretoria de Serviço Militar (DSM) disponibi- liza ao cidadão a opção de realizar o pré-alistamento pela internet. Figura 22 – Tela de acesso ao SERMILWEB O SERMILWEB é a ferramenta de TI utilizada para tratar dos processos que concretizam o cumprimento, pelos cidadãos brasileiros, das obrigações rela- tivas à prestação do Serviço Militar Inicial (SMI). Esses processos referem-se a alistamento, seleção, distribuição, incorporação e, quando for o caso, dispensa de incorporação. Para acessar o site para Alistamento Militar, visite <http://www.sermilweb. eb.mil.br/sermilweb/>
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 59 Este sistema tem como objetivos: • Realizar o alistamento do jovem brasileiro convocado para o Serviço Militar Inicial. • Coleta de informações dos cidadãos alistados que comparecem ao pro- cesso seletivo para incorporação nas Organizações Militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. • Manter o cadastro de mobilização dos reservistas do Exército que presta- ram o Serviço Militar. O SERMILWEB é um sistema “aberto” a usuários externos. Por meio desse sistema, o jovem cidadão em idade de alistamento pode fazer o seu pré-alistamento e o reservista pode fazer a sua apresentação anual acessando <http://www.sermilweb.eb.mil. br/sermilweb/>. O SERMILWEB permite: • Acesso das repartições consulares ao Sistema; • Pré-alistamento do cidadão; • Acompanhamento da situação militar; • Rastreamento da documentação militar; • Emissão de certificados; • Emissão de 2ª via de documentos. O pré-alistamento consiste em possibilitar o preenchimento dos dados individuais pelo próprio usuário. Com isso, o tempo de permanência na Junta de Serviço Militar (JSM) para recebimento do Certificado de Alistamento Militar (CAM) será menor. Contu- do, este serviço está condicionado ao fato da JSM do seu muni- cípio possuir acesso à internet.
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 61 Considerações Finais 6 O conteúdo desenvolvido ao longo das unidades desta disciplina teve o obje- tivo de fazer com que o aluno compreendesse melhor alguns aspectos rela- cionados à Gestão da Tecnologia da Informação como um todo e, mais especificamente, no âmbito do Exército Brasileiro. Além das questões sobre segurança da informação, fundamentais nesses processos, os profissionais desta área atuam não só com os sistemas de informação e comunicação, mas na análise, planejamento, organização do processamento, armazenamento e recuperação da informação para que esta esteja disponível ao usuário. Analisar e compreender os problemas de uma organização, a fim de encontrar soluções através da tecnologia para os proble- mas encontrados é uma tarefa desafiadora desses profissionais, e que merece a atenção de todos.
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    GESTÃO DATECNOLOGIA DAINFORMAÇÃO - U3 63 7Bibliografia Referências bibliográficas ANDERSON, Chris. A Cauda Longa. São Paulo: Elsevier, 2006. CASTELLS, Manuel. A Era da Informação: economia, sociedade e cultura, vol. 3, São Paulo: Paz e terra, 1999, p. 411-439. LAUDON, K. C.; TRAVER, C. G. E-Commerce: Business, Technology, Society. 4 ed. Estados Unidos: Prentice Hall, 2008. O’BRIEN, James A.; MARAKAS, George M. Administração de sistemas de informação: uma introdução. 13 ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2007. PEPPERS AND ROGERS GROUP. CRM Series – Marketing 1 to 1. São Paulo: Makron Books, 2000. PORTER, Michael. Internet and Strategy. Estados Unidos: Harvard Business Review, 2001. TURBAN, Efraim; McLEAN, Ephraim; WETHERBE, James. Tecnologia da Informação para Gestão. 3ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2004. Bibliografia Complementar BRASIL. Ministério da Defesa, Exército Brasileiro. Portaria Nº 147 – DGP, de 23 de setembro de 2011. Departamento Geral do Pessoal. Disponível em: <http:// portallegislacao.dgp.eb.mil.br/upload/bee12-11-sicapex.pdf>. Acesso em 26 de junho de 2013. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (SIASG). Portaria Normativa 02 de 27 de outubro de 2000. Disponível em <http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/ portarias/p02_00.htm>. Acesso em 26 de junho de 2013. MITNICK, Kevin D.; SIMON, William L. A Arte de Enganar. São Paulo: Pearson, 2003. NIELSEN, Jacob. Projetando Websites. São Paulo: Campus, 2000. TAPSCOTT, Don. Wikinomics. São Paulo: Nova Fronteira, 2007.
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    CCEAD – CoordenaçãoCentral de Educação a Distância Coordenação Geral Gilda Helena Bernardino de Campos Coordenação de Avaliação e Acompanhamento Gianna Oliveira Bogossian Roque Coordenação de Criação e Desenvolvimento Claudio Perpetuo Coordenação de Design Didático Sergio Botelho do Amaral Coordenação de Material Didático Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa Coordenação de Tecnologia da Informação Renato Araujo Gerente de Projetos José Ricardo Basílio Equipe CCEAD Alessandra Muylaert Archer Alexander Arturo Mera Ana Luiza Portes Angela de Araújo Souza Camila Welikson Ciléia Fiorotti Clara Ishikawa Eduardo Felipe dos Santos Pereira Eduardo Quental Frieda Marti Gabriel Bezerra Neves Gleilcelene Neri de Brito Igor de Oliveira Martins Joel dos Santos Furtado Lucas Feliciano Luiza Serpa Luiz Claudio Galvão de Andrade Luiz Guilherme Roland Maria Letícia Correia Meliga Neide Gutman Romulo Freitas Ronnald Machado Simone Bernardo de Castro Tito Ricardo de Almeida Tortori Vivianne Elguezabal
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