ChAMADO CARMO
DE VIANA DO CASTELO
Os claustros continuam abertos para a visita
à exposição «Cristos» curada pelo pintor
Mário Rebelo, a quem agradecemos toda a
amizade e cuidado em unir uma gota de cul-
tura com uma migalha de culto.
Agradecimento alargado a todos os amigos
cuja arte e saber deixaram transparecer pa-
ra nós um raiozinho de Mistério.
01 Em Maio recitaremos o Terço com medita-
ções preparadas pelos seguintes grupos:
Segunda Famílias.
Terça Grupo Coral das 10.
Quarta Grupo de Oração.
Quinta Fraternidade Secular.
Sexta Grupo Bíblico.
03 Início Jubileu B. Bartolomeu dos Mártires.
A Palavra
DOMINGO III DE PÁSCOA (4 DE MAIO)
• Actos dos Apóstolos 2:14.22-33.
• Salmo 15: 1-2.5.7-11.
• 1Pedro 1:17-21.
• Lucas 24:13-35.
Avi sos

DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA
ABRIL 27 2014
NS 226
c h a m a d o c a r m o . b l o g s p o t . c o m
Telefone 258 822 264 viana@carmelitas.pt
Poesia
de Páscoa
O XII CAPÍTULO PROVINCIAL DOS
CARMELITAS REUNIU-SE DE 22A 26ABRIL
Elegeu como Superior Provincial o P. Joaquim
da Silva Teixeira;
e constituiu também a comunidade para o
Carmo de Viana da seguinte forma:
P. Agostinho dos Reis Leal, Superior.
P. Joaquim da Rocha Maciel.
P. António Fernandes Gonçalves.
P. Silvino Teixeira Filipe.
Frei Domingos Borlido de Melo.
A RESSURREIÇÃO DE JESUS
A Terra muito chorou
quando Deus acompanhou,
vendo a crucificação.
Mas decerto que sorriu,
quando depois assistiu
à sua Ressurreição!
Numa feliz alvorada,
Jerusalém, despertada,
cantava hinos de Amor.
A escolta estremeceu
e o luar resplandeceu
no sepulcro do Senhor!
Saudosa, triste de pena
e com outras, Madalena
corria, então, para ali.
Um anjo veio e dissera:
- Repara a lousa que era,
Jesus já não está aqui!
Leva aos discípulos, Maria,
esta nova de alegria,
como o Céu anunciou:
Ide cheia de esperança,
levando bem na lembrança
que o Senhor ressuscitou!
Saindo desse lugar,
contente para ir dar
a notícia, no caminho
aparece-lhe Jesus,
sob um diadema de luz,
e lhe fala em tom baixinho:
- Não temas, Maria, e vai,
eu irei para meu Pai,
como era de acontecer.
Diz a todo o meu irmão,
a Galileia que vão.
Lá estarei para os ver!
Páscoa. O notícia da ressurreição de Jesus causa ainda hoje surpresa até mesmo aos inimigos da Luz.
Que a morte tenha sido derrotada foi uma notícia que ninguém ousara sonhar, ninguém ousara desejar.
Porque ninguém sabia pedi-la. Por isso, todos foram apanhados de surpresa.
A poesia ainda hoje procura captar a surpresa da notícia. Homens e mulheres crentes de todos os tempos
procuraram dar corpo ao impacto da surpresa: como foi possível a Ressurreição? Como não cantá-la ela
que tanto nos enche e alegria? Seguem-se quatro poemas. São quatro das muitas versões do mesmo jubilo!
Afinal, o Senhor é mesmo senhor e já não está preso pelos laços da morte!
Poesia de Páscoa
ELE VIVE
«Ele não está aqui, porque já ressuscitou!»
Até hoje estas palavras soam bem
aos ouvidos.
O meu Jesus tão querido
não está pregado na cruz.
Quando o anjo disse às mulheres:
Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia.
Eu imagino a alegria
de Madalena e Maria.
Lá do alto um som se ouvia
eram anjos em cantoria
e em aramaico diziam:
Ressurrecto é o Senhor!
Hull de la Fuente
DOMINGO DE PÁSCOA
(O terceiro dia)
Tenho-vos dito isto para que em Mim tenhais paz:
no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo,
Eu venci o mundo( João 16: 33 )
Pequeno, olho para Ti, ó ser Altíssimo
e apesar de virem ao peito Tuas dores
este dia é a vitória sobre os algozes
a assombrosa manhã da tessureição
na qual todos obteremos a salvação
mediante a nossa fé e nossa acção
é a vitória da vida sobre a morte
é a chave que abre da morte o grilhão
é o poder do Espírito sobre a carne
que por amor desceu e se fez homem
é o júbilo da cumprida profecia
é a alegria da manhã de um novo dia!
Ana C.
RESSURREIÇÃO
Senhor!
Eu bem Te vejo, apesar
da escuridão!
Inda me não tocou a Tua Mão,
mas bem a sinto, em meus cabelos,
numa carícia igual a um perfume ou um perdão.
Senhor!
Eu bem te vejo, apesar
da escuridão!
Que já se abriram cinco
(ou cinquenta?
ou são quinhentas?)
Estrelinhas azuis no Céu azul
– as Tuas cinco, ou não sei quantas, feridas
lavadas pelas águas lá de Cima.
Vejo-Te ainda incerto e vago
como um desenho sumido,
mas esta é, Jesus, a última das noites.
Há já três
(não Te lembras, Senhor, das bofetadas
e dos cravos nos pés ?)
que Te pregaram numa cruz
e que morreste.
Até logo, Senhor!
(Deixa ser longa a Noite e o Logo longo,
Que é de noite que eu seco os meus espinhos
e cavo, na minh’alma o Teu jardim.
Rompa tarde a Manhã de ao fim
de Tua-minha Noite derradeira.
– Não quero é que Te rasgues novamente,
quando, no terceiro Dia longe-perto,
misericordiosamente,
ressuscitares em mim.)
Sebastião da Gama

Chama do Carmo_ 226

  • 1.
    ChAMADO CARMO DE VIANADO CASTELO Os claustros continuam abertos para a visita à exposição «Cristos» curada pelo pintor Mário Rebelo, a quem agradecemos toda a amizade e cuidado em unir uma gota de cul- tura com uma migalha de culto. Agradecimento alargado a todos os amigos cuja arte e saber deixaram transparecer pa- ra nós um raiozinho de Mistério. 01 Em Maio recitaremos o Terço com medita- ções preparadas pelos seguintes grupos: Segunda Famílias. Terça Grupo Coral das 10. Quarta Grupo de Oração. Quinta Fraternidade Secular. Sexta Grupo Bíblico. 03 Início Jubileu B. Bartolomeu dos Mártires. A Palavra DOMINGO III DE PÁSCOA (4 DE MAIO) • Actos dos Apóstolos 2:14.22-33. • Salmo 15: 1-2.5.7-11. • 1Pedro 1:17-21. • Lucas 24:13-35. Avi sos  DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA ABRIL 27 2014 NS 226 c h a m a d o c a r m o . b l o g s p o t . c o m Telefone 258 822 264 viana@carmelitas.pt Poesia de Páscoa O XII CAPÍTULO PROVINCIAL DOS CARMELITAS REUNIU-SE DE 22A 26ABRIL Elegeu como Superior Provincial o P. Joaquim da Silva Teixeira; e constituiu também a comunidade para o Carmo de Viana da seguinte forma: P. Agostinho dos Reis Leal, Superior. P. Joaquim da Rocha Maciel. P. António Fernandes Gonçalves. P. Silvino Teixeira Filipe. Frei Domingos Borlido de Melo. A RESSURREIÇÃO DE JESUS A Terra muito chorou quando Deus acompanhou, vendo a crucificação. Mas decerto que sorriu, quando depois assistiu à sua Ressurreição! Numa feliz alvorada, Jerusalém, despertada, cantava hinos de Amor. A escolta estremeceu e o luar resplandeceu no sepulcro do Senhor! Saudosa, triste de pena e com outras, Madalena corria, então, para ali. Um anjo veio e dissera: - Repara a lousa que era, Jesus já não está aqui! Leva aos discípulos, Maria, esta nova de alegria, como o Céu anunciou: Ide cheia de esperança, levando bem na lembrança que o Senhor ressuscitou! Saindo desse lugar, contente para ir dar a notícia, no caminho aparece-lhe Jesus, sob um diadema de luz, e lhe fala em tom baixinho: - Não temas, Maria, e vai, eu irei para meu Pai, como era de acontecer. Diz a todo o meu irmão, a Galileia que vão. Lá estarei para os ver!
  • 2.
    Páscoa. O notíciada ressurreição de Jesus causa ainda hoje surpresa até mesmo aos inimigos da Luz. Que a morte tenha sido derrotada foi uma notícia que ninguém ousara sonhar, ninguém ousara desejar. Porque ninguém sabia pedi-la. Por isso, todos foram apanhados de surpresa. A poesia ainda hoje procura captar a surpresa da notícia. Homens e mulheres crentes de todos os tempos procuraram dar corpo ao impacto da surpresa: como foi possível a Ressurreição? Como não cantá-la ela que tanto nos enche e alegria? Seguem-se quatro poemas. São quatro das muitas versões do mesmo jubilo! Afinal, o Senhor é mesmo senhor e já não está preso pelos laços da morte! Poesia de Páscoa ELE VIVE «Ele não está aqui, porque já ressuscitou!» Até hoje estas palavras soam bem aos ouvidos. O meu Jesus tão querido não está pregado na cruz. Quando o anjo disse às mulheres: Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia. Eu imagino a alegria de Madalena e Maria. Lá do alto um som se ouvia eram anjos em cantoria e em aramaico diziam: Ressurrecto é o Senhor! Hull de la Fuente DOMINGO DE PÁSCOA (O terceiro dia) Tenho-vos dito isto para que em Mim tenhais paz: no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo( João 16: 33 ) Pequeno, olho para Ti, ó ser Altíssimo e apesar de virem ao peito Tuas dores este dia é a vitória sobre os algozes a assombrosa manhã da tessureição na qual todos obteremos a salvação mediante a nossa fé e nossa acção é a vitória da vida sobre a morte é a chave que abre da morte o grilhão é o poder do Espírito sobre a carne que por amor desceu e se fez homem é o júbilo da cumprida profecia é a alegria da manhã de um novo dia! Ana C. RESSURREIÇÃO Senhor! Eu bem Te vejo, apesar da escuridão! Inda me não tocou a Tua Mão, mas bem a sinto, em meus cabelos, numa carícia igual a um perfume ou um perdão. Senhor! Eu bem te vejo, apesar da escuridão! Que já se abriram cinco (ou cinquenta? ou são quinhentas?) Estrelinhas azuis no Céu azul – as Tuas cinco, ou não sei quantas, feridas lavadas pelas águas lá de Cima. Vejo-Te ainda incerto e vago como um desenho sumido, mas esta é, Jesus, a última das noites. Há já três (não Te lembras, Senhor, das bofetadas e dos cravos nos pés ?) que Te pregaram numa cruz e que morreste. Até logo, Senhor! (Deixa ser longa a Noite e o Logo longo, Que é de noite que eu seco os meus espinhos e cavo, na minh’alma o Teu jardim. Rompa tarde a Manhã de ao fim de Tua-minha Noite derradeira. – Não quero é que Te rasgues novamente, quando, no terceiro Dia longe-perto, misericordiosamente, ressuscitares em mim.) Sebastião da Gama