CERN:

O CERN (“Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire”), Organização
Europeia para a Investigação Nuclear, é, mundialmente, um dos maiores
centros de investigação de física de partículas. Situa-se em Meyrin, perto de
Genebra, na Suíça.
O Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear nasceu de uma proposta
apresentada, em 1949, pelo físico francês Louis de Broglie durante a
Conferência Cultural Europeia em Lausanne. Em 1952, um total de 11 países
europeus formaram um centro europeu de pesquisa nuclear provisório, cujo
principal objectivo era a compreensão do interior do átomo. A organização
entra oficialmente em funcionamento a 29 de Setembro de 1954, mantendo o
nome CERN.
Actualmente a principal área de investigação é a física de partículas (o estudo
dos constituintes fundamentais da matéria e as forças que actuam entre eles) e
os seus objectivos são puramente científicos e não militares, como por exemplo
“de que é constituído o nosso Universo?”, “como é que as partículas
elementares interagem?”… Os instrumentos utilizados no CERN são os
aceleradores de partículas e detectores. No cern foi desenvolvida uma rede de
computadores interligados a diversos centros de computação, baseada no
mesmo princípio da WWW (World Wide Web, também criado pelo CERN).
Com os aceleradores, os físicos conseguem reproduzir e monitorar matéria a
partir de colisões das partículas elementares, reproduzindo, assim, situações
muito próximas das que tínhamos nas primeiras fracções de segundo após o
Big Bang (teoria que explica a origem do Universo).

Em 2008 ficou, finalmente, pronto um novo acelerador de partículas,
denominado LHC (Large Hadron Collider), o mais potente acelerador de
partículas do mundo. Encontra-se 100 metros abaixo do solo e atravessa o
território francês e suíço, estando perto de Genebra. O acelerador consiste
num anel de 27 quilómetros e, no seu interior, dois feixes de partículas
subatómicas, chamadas hadrões, movem-se a uma velocidade próxima da da
luz carregados de energia, antes de colidirem um com o outro. Foi construído
com o objectivo de ajudar os cientistas a encontrarem respostas para
perguntas que ainda persistem no domínio da física das partículas. Nas últimas
décadas, foi já possível descrever as partículas fundamentais que constituem o
Universo, assim como as interacções entre elas. Mas ainda há muitos factos
que permanecem inexplicáveis e espera-se que o acelerador possa ajudar a
responder a perguntas como: o que é a massa (qual a sua origem e por que
motivo há partículas que não têm massa); de que é feito 96% do Universo (4%
do Universo é composto por partículas comuns e supõe-se que 96% sejam
feitos de matéria negra); porque já não há antimatéria (com o Big Bang foram
produzidas quantidades idênticas de matéria e antimatéria que, ao se
encontrarem, se anularam e produziram energia; terá restado uma pequena
porção de matéria para formar o Universo, mas não resta antimatéria); como
era a matéria no primeiro segundo de vida do Universo (tentar-se-á recriar os
primeiros segundos após o Big Bang); existem dimensões do espaço
desconhecidas (ao atingir níveis máximos de energia, tentar-se-á detectar
dimensões escondidas).
Outros exemplos de aceleradores desenvolvidos são:

   → PS (Próton Synchroton)
   → SPS (Super Próton Synchroton): Foram descobertos os bosões de
     Gauge (W+, W- e Z0) – partículas mediadoras da força fraca.


As visitas são organizadas por um grupo mínimo de 12 pessoas e máximo de
48. As reservas são tomadas numa base de "primeiro a chegar, primeiro a ser
servido. Para visitas de uma área experimental, os grupos de mais de 12
pessoas serão divididos em pequenos grupos de, no máximo, 12 pessoas e
todos os grupos são acompanhados por um guia. Os idiomas padrão para os
passeios são Inglês, Francês, Italiano e Alemão. Podemos, também, organizar
excursões noutras línguas a pedido. Se o grupo viaja de autocarro, este será o
transporte utilizado durante a visita. O almoço estará disponível no CERN de
segunda a sexta. Uma refeição custa entre 10 e 15 francos suíços, ou de 8 a
10 €.

Cern

  • 1.
    CERN: O CERN (“ConseilEuropéen pour la Recherche Nucléaire”), Organização Europeia para a Investigação Nuclear, é, mundialmente, um dos maiores centros de investigação de física de partículas. Situa-se em Meyrin, perto de Genebra, na Suíça. O Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear nasceu de uma proposta apresentada, em 1949, pelo físico francês Louis de Broglie durante a Conferência Cultural Europeia em Lausanne. Em 1952, um total de 11 países europeus formaram um centro europeu de pesquisa nuclear provisório, cujo principal objectivo era a compreensão do interior do átomo. A organização entra oficialmente em funcionamento a 29 de Setembro de 1954, mantendo o nome CERN. Actualmente a principal área de investigação é a física de partículas (o estudo dos constituintes fundamentais da matéria e as forças que actuam entre eles) e os seus objectivos são puramente científicos e não militares, como por exemplo “de que é constituído o nosso Universo?”, “como é que as partículas elementares interagem?”… Os instrumentos utilizados no CERN são os aceleradores de partículas e detectores. No cern foi desenvolvida uma rede de computadores interligados a diversos centros de computação, baseada no mesmo princípio da WWW (World Wide Web, também criado pelo CERN). Com os aceleradores, os físicos conseguem reproduzir e monitorar matéria a partir de colisões das partículas elementares, reproduzindo, assim, situações muito próximas das que tínhamos nas primeiras fracções de segundo após o Big Bang (teoria que explica a origem do Universo). Em 2008 ficou, finalmente, pronto um novo acelerador de partículas, denominado LHC (Large Hadron Collider), o mais potente acelerador de partículas do mundo. Encontra-se 100 metros abaixo do solo e atravessa o território francês e suíço, estando perto de Genebra. O acelerador consiste num anel de 27 quilómetros e, no seu interior, dois feixes de partículas subatómicas, chamadas hadrões, movem-se a uma velocidade próxima da da luz carregados de energia, antes de colidirem um com o outro. Foi construído com o objectivo de ajudar os cientistas a encontrarem respostas para perguntas que ainda persistem no domínio da física das partículas. Nas últimas décadas, foi já possível descrever as partículas fundamentais que constituem o Universo, assim como as interacções entre elas. Mas ainda há muitos factos que permanecem inexplicáveis e espera-se que o acelerador possa ajudar a responder a perguntas como: o que é a massa (qual a sua origem e por que motivo há partículas que não têm massa); de que é feito 96% do Universo (4% do Universo é composto por partículas comuns e supõe-se que 96% sejam feitos de matéria negra); porque já não há antimatéria (com o Big Bang foram produzidas quantidades idênticas de matéria e antimatéria que, ao se encontrarem, se anularam e produziram energia; terá restado uma pequena porção de matéria para formar o Universo, mas não resta antimatéria); como era a matéria no primeiro segundo de vida do Universo (tentar-se-á recriar os primeiros segundos após o Big Bang); existem dimensões do espaço desconhecidas (ao atingir níveis máximos de energia, tentar-se-á detectar dimensões escondidas).
  • 2.
    Outros exemplos deaceleradores desenvolvidos são: → PS (Próton Synchroton) → SPS (Super Próton Synchroton): Foram descobertos os bosões de Gauge (W+, W- e Z0) – partículas mediadoras da força fraca. As visitas são organizadas por um grupo mínimo de 12 pessoas e máximo de 48. As reservas são tomadas numa base de "primeiro a chegar, primeiro a ser servido. Para visitas de uma área experimental, os grupos de mais de 12 pessoas serão divididos em pequenos grupos de, no máximo, 12 pessoas e todos os grupos são acompanhados por um guia. Os idiomas padrão para os passeios são Inglês, Francês, Italiano e Alemão. Podemos, também, organizar excursões noutras línguas a pedido. Se o grupo viaja de autocarro, este será o transporte utilizado durante a visita. O almoço estará disponível no CERN de segunda a sexta. Uma refeição custa entre 10 e 15 francos suíços, ou de 8 a 10 €.