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PELOTASPRINCESA DO SUL
Este catálogo foi desenvolvido na disciplina de design
gráfico com a professora Cintia Gruppelli no Intituto
Federal Sul-riograndense, com a ideia de trazer alguns
dos pontos turísticos de Pelotas e contar um pouco da
história, assim como, peculiaridades dos locais. Dentre
eles estão templos religiosos, teatros, parques, museus,
antigas moradias, bancos, hotel e o mercado público.
Verdadeiras jóias que para os pelotenses são tidas com
carinho e orgulho de uma época de grande riqueza de
Pelotas e região.
Fotografias de autores diversos
Fonte dos textos:
http://www.pelotasvip.com.br/
http://www.pelotas.rs.gov.br/
Designer Gráfico: Quetelim Andreoli Teixeira
E-mail: quetelim@gmail.com
02
Editorial
Foto: Localização de Pelotas no Brasil
Pelotas
Pelotas, Princesa do Sul......................................................................04
História......................................................................................................05
Charqueada São João, A casa das 7 mulheres............................06
Charqueada São João, Imagens........................................................07
Antigo prédio do Banco do Brasil.....................................................08
Casarão 6.................................................................................................10
Casarão 8.................................................................................................11
Grande Hotel...........................................................................................12
Catedral São Francisco de Paula......................................................14
Biblioteca Pública Municipal...............................................................15
Teatro Guarany........................................................................................16
Teatro Sete de Abril...............................................................................17
Mercado Público de Pelotas...............................................................18
Museu da Baronesa..............................................................................19
Índice
03
04
Cognome recebido por ser considerada a cidade mais importante da província.
Pelotas cresceu e se desenvolveu como nenhuma outra, exercendo grande influência
econômica, cultural e política em todo o Rio Grande do Sul . "Assim, a riqueza trouxe a nobreza".
Para falar da história de Pelotas não podemos deixar de falar das Charqueadas, onde tudo se iniciou
em 1780, quando José Pinto Martins fundou, às margens do Arroio Pelotas, a primeira Charqueada,
iniciando a Freguesia de São Francisco de Paula, mais tarde Vila, e em 1835, elevou-se à cidade de Pelotas.
Naquela época, as classes dominantes, eram constituídas de fazendeiros (criadores e invernadores),
charqueadores e comerciantes. Fazendeiros e comerciantes existiam por toda a província, mas só em
Pelotas estavam os charqueadores.
Os charqueadores pelotenses, detentores de poder político e econômico, decorrentes das riquezas
obtidas através da exploração e exportação do charque, criaram uma arquitetura aristocrática imponente,
condizente com suas aspirações à nobreza e para isto não mediram esforços, trouxeram arquitetos famosos
da Europa para construir seus palacetes, formando um conjunto arquitetônico único, eclético e monumental.
"Eles quiseram que o lugar prosperasse, e o lugar prosperou". Passear hoje pelas ruas desta cidade,
nos faz ver este passado com os mesmos olhos daqueles que aqui viveram ou por aqui passaram .
Em Pelotas habitaram nove barões, dois viscondes e um conde, o que colaborou para denominar
a sua sociedade como a Aristocracia do Charque, ou ainda como os Barões da Carne-Seca.
Pelotas, Princesa do Sul
05
A história do município começa em junho de 1758 , através da doação que Gomes Freire de Andrade,
Conde de Bobadela, fez ao Coronel Thomáz Luiz Osório, das terras que ficavam às margens da Lagoa
dos Patos. Em 1763 , fugindo da invasão espanhola , muitos habitantes da Vila de Rio Grande buscaram
refúgio nas terras pertencentes a Thomáz Luiz Osório. Mais tarde, vieram também os retirantes da Colônia
do Sacramento , entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777 .
Em 1780 , instala-se em Pelotas o charqueador português José Pinto Martins. A prosperidade do
estabelecimento estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à
povoação que demarcaria o início da cidade de Pelotas.
A Freguesia de São Francisco de Paula, fundada em 7 de Julho de 1812 por iniciativa do padre Pedro
Pereira de Mesquita, foi elevada à categoria de Vila em 7 de abril de 1832 . Três anos depois, em 1835 ,
a Vila é elevada à condição de cidade, com o nome de Pelotas.
Nos primeiros anos do século XX, o progresso foi impulsionado pelo Banco Pelotense , fundado em 1906
por investidores locais. Sua liquidação, em 1931 , foi nefasta para a economia local.
O nome da cidade, "Pelotas", teve origem nas embarcações de varas de corticeira forradas de couro,
usadas para a travessia dos rios na época das charqueadas .
A Lei Complementar Estadual número 9184, de 1990 , criou a Aglomeração Urbana de Pelotas, que em
2001 passou a se denominar Aglomeração Urbana de Pelotas e Rio Grande. Esta caracteriza-se por
proporcionar uma forte integração entre os municípios que a constituem e é o embrião de uma futura
região metropolitana. Integram-na os municípios de Arroio do Padre , Capão do Leão , Morro Redondo ,
Pelotas, Rio Grande , São José do Norte e Turuçu , que totalizam uma população aproximada de 600.000
habitantes.
História
A Charqueada São João foi construída em 1810 por Antônio José Gonçalves Chaves.
Antônio José Gonçalves Chaves, nascido em 1781 na Comarca de Chaves (nome que incorporou ao
chegar no país), chegou ao Brasil em 1805.
Filho de Manuel José de Moraes e de Izabel Maria Gonçalves, foi casado com Maria do Carmo Secco
e pai de Antônio José Gonçalves Chaves Filho. Foi político, escritor, empresário e fazendeiro
Em 1820 hospedou em sua propriedade o viajante francês Auguste de Saint-Hilaire, que era botânico
e naturalista.
A Charqueada está localizada às margens do Arroio Pelotas, e é um dos lugares mais bonitos do Rio
Grande do Sul.
A casa guarda uma parte da história do Rio Grande do Sul e foi comprada por Rafael Dias Mazza, em
1952, como presente para sua esposa Nóris Moreira Mazza.
Hoje em dia, é aberta à visitação turística guiada, na parte interna e externa, podendo fazer passeio de
barco ou a cavalo, e desfrutar de almoço típico (carreteiro de charque e feijoada) para grupos previamente
agendados. Possui amplo espaço para eventos, churrasqueiras, quadras de vôlei e futebol. Construída em
1810 pelo charqueador Antônio Gonçalves Chaves, é hoje roteiro turístico-cultural gaúcho. Em estilo
colonial ainda tem vestígio do que foi a senzala e um jardim ornado de estátuas de Porto, fonte d"agua e
figueiras centenárias. Num ambiente totalmente secular, pode-se visitar o quarto onde se hospedou o
naturalista francês Auguste Saint Hilaire, no ano de 1820. Situada na Estrada da Costa 500. Abeto
diariamente, mas é necessário agendamento: (53) 3228-2425
Charqueada São João, A casa das 7 mulheres
06
Foto: Carlos Queiroz, DP - Charqueada São João Foto: Paulo Rossi, DP - Charqueada São João
07
08
Localização: Praça Coronel Pedro Osório, 67
Autor: Eng. Paulo Gertum
Construção: 1926 a 1928
Nível de Proteção: Imóvel Inventariado
O edifício localizado junto à Praça Coronel Pedro Osório esquina Praça Sete de Julho foi construído
para sediar o Banco do Brasil, pois mesmo possuindo uma filial fundada em 1918 na rua Sete de
Setembro, era desejo da diretoria do banco construir uma sede de grande porte na Praça da República,
atual Praça Coronel Pedro Osório, o que veio efetivamente a ocorrer.
Sua construção foi autorizada pelo Sr. James Darcy, ex-representante do Rio Grande do Sul no Congresso
Nacional e presidente do Banco do Brasil, assim o novo prédio teve projeto elaborado pelo engenheiro Paulo
Gertum, começou a ser edificado em 1926 e foi inaugurado em 14 de julho de 1928.
No último pavimento localizava-se a residência do gerente do banco e sua família, o Sr. Edgar Maciel de Sá, e segundo
publicações da época ‒ Almanach de Pelotas ano 1929, - todos os equipamentos e mobília desta instituição representavam
a imponência do empreendimento que surgia na cidade.
O edifício é dotado de volumetria do ecletismo historicista, possui dois pavimentos e mansarda, destacando-se na paisagem
pela riqueza de seus elementos compositivos, principalmente pela cúpula, sacadas de púlpito, cimalha trabalhada, delicados
arabescos, pilastras com capitéis coríntios e embasamento em pedra, também o aumento das dimensões arquitetônicas são
elementos que remetem a ordem colossal da edificação.
Os dois primeiros pavimentos do prédio eram destinados ao uso do banco e a mansarda utilizada como residência
do gerente.
Antigo Prédio Banco do Brasil
colar01
Foto: Anelise Kunrath - Antigo Prédio Banco do Brasil
09
O relógio acima do acesso principal, na esquina da Rua Quinze de Novembro, orientou
por muitos anos a população que por ali transitava. No alto da cúpula, um pequeno mirante
ainda lembra os velhos tempos das observações das embarcações no porto, indispensável na
época do intenso e pioneiro comércio de Pelotas.
Muitos materiais da construção foram importados da Europa, assim como os da decoração interna,
filetes dourados, frisos de mármore e outros, desenvolvida pelo artista e arquiteto Fernando Corona.
Por 58 anos o Banco do Brasil prestou serviço aos investidores, pecuaristas, comerciantes, economistas
e toda sorte de clientela, até que novamente foram sendo exíguas as suas dependências, tornando-se
necessária à construção de uma nova sede.
Em 1972, o prédio foi desapropriado para dar lugar à Câmara
de Vereadores, não sendo por esta ocupado. Instalou-se nele então,
a Secretaria Municipal de Finanças, atual Secretaria Municipal de Receita,
onde está até hoje.
Considerado um dos mais belos edifícios da cidade, faz parte do importante
conjunto de valor histórico e cultural do Município juntamente com os
prédios do entorno da Praça Coronel Pedro Osório: Prefeitura Municipal,
Biblioteca Pública, Teatro Sete de Abril, Casarões n.0 02, 06 e 08, Clube
Caixeiral, Casa da Banha e Grande Hotel, muitos destes, tombados pelo
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
colar 02
10
Casarão 6
Localização: Pç. Coronel Pedro Osório, nº 6.
Construção: 1879
Construída por José Izella Merotte. Seus primeiros moradores foram os Barões de São Luís, Sr. Leopoldo Antunes
Maciel, sendo mais tarde passado para uma de suas descendentes, D. Othília Maciel, casada com o Sr. José Júlio
Albuquerque Barros, que foi prefeito de Pelotas. É a casa central do maior conjunto arquitetônico neo-renascentista
preservado na América Latina.
Construção no limite do terreno, situada no centro do quarteirão. Simétrica tanto na planta quanto em fachada,
possui recuo ajardinado, que aliado a um pátio interno
proporciona uma planta em forma de "H". Sua fachada de
porão alto possui sacadas e uma varanda formada por um
jogo de arcos e colunas, cujo acesso é feito por escadaria dupla.
O coroamento da edificação, em platibanda mista, torna-se
diferenciado no torreão central, onde este é feito com um
frontão triangular, sendo que ambos sustentam belas estátuas.
Esta imponente edificação constitui a atual sede da Secretaria
Municipal de Cultura e destaca-se pelos vários detalhes que
apresenta ao longo de sua fachada.
Foto: Leticia Mallie - Casarão 6
11
Localização: Pç. Coronel Pedro Osório, nº 8.
Construção: 1878
Construída pelo arquiteto José Izella Merotti para servir de residência à família do Conselheiro Francisco Antunes
Maciel (segundo Barão de Cacequi), filho do tenente-coronel Eliseu Antunes Maciel, casado com Francisca de
Castro Moreira (filha do Barão de Butuí).
Construção de esquina com recuos lateral e frontal formando acessos ajardinados; porão alto com sacadas e
platibanda mista, coroada por frontões curvos, vasos e
estátuas possuindo uma clarabóia sobre um hall de
distribuição do bloco de esquina, iluminando a circulação
que serve de distribuição para diversos compartimentos.
No interior, possui forros trabalhados em estuque com
relevos em gesso. As varandas são decoradas e protegidas
por lambrequins confeccionados em madeira. Esta resiência
está sendo reformada através do projeto Monumenta.
Foto: Katia Helena Dias - Casarão 8
Casarão 8
12
Grande Hotel
Localização: Praça Cel. Pedro Osório,51
Construção: 1925 a 1928
Através da Cia. Incorporadora Grande Hotel, organizada para a construção do mesmo, foi
adquirido o terreno no ano de 1924, através de doação do Dr. Fernando Luis Osório, no local onde
funcionava o Cinema Politeama. O projeto foi escolhido através de concurso, cujo vencedor foi Theófilo
Borges de Barros.
A pedra fundamental foi lançada em 1925 e o prédio foi inaugurado em 1928, em meio a uma terrível crise
financeira. O edifício tem quatro andares, construção de esquina com subsolo habitável, andar térreo mais
elevado em relação ao passeio, andar nobre evidenciado na fachada, dois pavimentos-tipo e mansarda. Possui 76
quartos, 6 apartamentos tipo suíte, salão de chá, um grande vestíbulo coberto por clarabóia de vidros coloridos
(importada da França) e restaurante. No vestíbulo encontra-se escadaria com piso em mármore e corrimão em ferro
trabalhado. Demonstra estilo Art-Nouveau.
Suas fachadas frontais possuem uma preocupação formal com o ecletismo histórico. No segundo pavimento, balcões
sustentados por "cachorros " ornamentados com volutas dividem a volumetria. Com alto embasamento, que aumenta a
imponência da construção, as fachadas são divididas verticalmente em três corpos distintos, originando pavilhões laterais
salientes arrematados com frontões, sobrepostos às platibandas com brasões do Hotel ornados por guirlandas de rosas.
Na esquina, o acesso é marcado por um corpo arredondado coroado por uma cúpula de bronze, importada da França,
que abriga em seu interior um alojamento sob a caixa d'água.
colar03
Foto: Fonte desconhecida - Grande Hotel
13
Devido à elegância em seu estilo o Grande Hotel mereceu a seguinte observação do
escritor e historiador Berilo Neves, que escreveu "Pompas e Cochilhas": O Grande Hotel de
Pelotas é um dos poucos "grandes hotéis", do mundo que justificam seu nome.
Tombado, permanece na praça mais importante de Pelotas como um símbolo da cidade e ainda
recebe hóspedes. Muitos personagens ilustres nele se hospedaram e por muitos anos foi o principal
hotel da cidade e da região. Era considerado o salão de festas da cidade. Lá costumavam ser oferecidos
banquetes homenageando grandes vultos nacionais, bailes de carnaval. Um jantar no restaurante do Grande
Hotel era classificado como o que havia de mais granfino.
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14
Catedral São Francisco de Paula
Localização: Pç. José Bonifácio, 15
A história do mais importante edifício religioso de Pelotas pode ser dividida em, pelos menos, três fases. A primeira,
foi com a construção da capela em 1813, por iniciativa do Pe. Felício da Costa Pereira, que foi seu autor, projetou e
executou a obra, pequeno santuário, construído em alvenaria com duas águas e telhas de barro. Era constituído de uma
nave de 6,6 m x 13,20 m (incluindo a capela-mor), sem torres e sacristia.
A Catedral abriga, desde os primeiros tempos, a imagem de São Francisco de Paula, de origem artística desconhecida,
tendo sido trazida da Colônia do Sacramento.
Em 1826, após ter sido destruída por um raio, foram iniciadas as obras de um "novo templo", pelo lado de fora do
primitivo. Em 1846, o Imperador D. Pedro II, lança, na Praça da Regeneração (hoje Cel. Pedro Osório), a pedra fundamental
para a construção de uma nova catedral, no entorno da praça. Em meados do século
XIX, a Catedral já apresentava a fachada atual.
A Catedral só veio assumir sua configuração atual entre 1947 e 1948, quando foram
construídas a cripta e a grandiosa cúpula pelo arquiteto Victorino Zani. Para completar
seu trabalho, vieram da Itália os artistas Aldo Locatelli e Emílio Sessa, que se
encarregaram da decoração interna do templo, a convite de Dom Antonio Zattera.
Aldo Locatelli ficou conhecido pelo seu magnifico trabalho. Foi contratado depois
para pintar a Catedral de Porto Alegre, o Palácio Piratini e a Igreja de Caxias do Sul.
Mas sua obra maior está na Catedral de São Francisco de Paula, que originou sua
vinda diretamente da Itália a fim de executá-la.
Foto: Henrique de Borba - Catedral São Francisco de Paula
15
Localização: Praça Cel. Pedro Osório,103
Construção: 1878 a 1881
A história conta que foi fundada em 1875, por diversos cavalheiros da sociedade local,
com o objetivo de colaborar para o conhecimento intelectual e cultural dos pelotenses.
Em 1878, João Simões Lopes, o Visconde da Graça, inaugurou os alicerces do prédio,
projetado por José Izella Merotte e construído graças às doações da população mais
abastada, que mandava trazer da Europa vários materiais de construção, como os
marcos de pedra e o arco de granito da entrada principal (vindos de Portugal).
O povo em geral também deu a sua contribuição, através da doação de madeira,
pregos, cortinas, além de dinheiro, arrecadado em quermesses e bazares. Entre
1911 e 1913, sofreu acréscimo de um segundo piso, projetado por Caetano Casaretto.
A linguagem formal do edifício vem do historicismo eclético, composto por
colunas e pilastras, tendo o acesso central marcado por um frontão sustentado
simetricamente por cariátides, além de balcões e sacadas de púlpito.
Um globo coroa toda a construção, como um marco da sabedoria e símbolo
máximo do Positivismo filosofia embasada na observação e experiência).
Há várias pinturas executadas no interior do prédio, como ao lado do
frontão da escadaria, paredes laterais, painéis junto ao teto. O teto do
paravento apresenta o emblema em entalhe feito por Guilherme Schmoll.
Biblioteca Pública Municipal
Foto: Daniel Giannechini -
Interior da biblioteca
Foto: divulgação assessoria - Biblioteca Publica de Pelotas
16
Localização: Rua Lobo da Costa, 849
Funcionamento: O teatro é aberto somente quando há apresentações artístico-culturais ou com agendamento para eventos.
Construção : 1920/1921
Projeto de Stanislau Szarfarki. Francisco Vieira Xavier, Francisco Santos e Rosauro Zambrano contrataram, no ano de 1920, o
empreiteiro Paulino Rodrigues para a construção deste teatro. Durante a obra houve uma mudança de construtor, passando os
trabalhos para a responsabilidade da firma Rodrigues & Cia.
Sua capacidade, somando camarotes e platéia, é de aproximadamente 1500 lugares. Possui mais 900 lugares na "geral" e 25
camarins para artistas.
A grande volumetria do prédio tem na sua fachada figuras e alegorias com motivos indígenas na platibanda vazada e acesso
marcado por avanço volumétrico formando um terraço e marquise com linhas sinuosas do estilo Art-Nouveau em ferro e vidro.
Apresenta dois terraços laterais com colunas e pilastras dóricas que abrem portas para
o "foyer", para recreio dos ocupantes dos camarotes.
Foi inaugurado no dia 30 de abril de 1921 com a apresentação da ópera "O Guarany" de
Carlos Gomes, a cargo da Companhia Lírica Italiana Maranti. A data de 1920, estampada
no tímpano do frontão, comemora os 50 anos da estréia desta ópera no Teatro Scala de
Milão. Durante a década de 70, sofreu grande reforma: reduziram o pé direito da platéia com
um forro que escondeu as pinturas do teto, perdendo-se assim o "Paraíso". Atualmente, o
Teatro Guarany segue como casa de espetáculos e local de atos solenes, com destaque
para cerimônias de formatura.
Teatro Guarany
Foto: Fonte desconhecida - Teatro Guarany
17
Teatro Sete de Abril
Foto: Fonte desconhecida - Teatro Sete de Abril
Localização: Pç. Coronel Pedro Osório, 160
Construção : 1831
Mandado edificar por uma sociedade dramática particular (Sociedade Scênica), desejando que maior número de
famílias pudessem apreciar seus trabalhos e encontrassem uma agradável distração. Possui características da
linguagem colonial. Prédio simples coberto por telhado com beiral, projeto do engenheiro alemão Eduardo Kretschman
e execução de José Vieira Vianna, inaugurado no dia 02 de dezembro de 1833. Em âmbito nacional, seu nome pode
ser interpretado como homenagem ao dia em que D. Pedro I abdicou do seu trono em favor de seu filho. Como
homenagem local, a referência pode ser à data de instalação da vila.
Por algum tempo , na Revolução Farroupilha, o Teatro foi requisitado para uso dos militares de Bento Gonçalves (1844).
As características atuais em linhas " art decô " são resultado de uma total remodelação
ocorrida no ano de 1916, o que determinou uma nova fachada, elaborada pelo arquiteto
José Torrieri. Foi a primeira casa de espetáculos a abrir suas portas às artes cênicas na
província de São Pedro do Rio Grande do Sul e a quarta no Brasil.
Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1972 e passou ao Município em 1978.
Recebeu restauração em 1997, através de parceria Governo do Estado, Prefeitura e Arroz
Extremo Sul. Em 1998, foi assinado um termo objetivando a restauração completa do Teatro.
Hoje, o Teatro Sete de Abril é o mais antigo teatro brasileiro em funcionamento.
18
Localização: Praça Sete de Julho
Construção : 1847
Com a aprovação da construção em 1846, foi elaborado o projeto, mas a Câmara Municipal não conseguiu recursos para sua
construção. Em 1849, Roberto Offer apresentou à Câmara um outro projeto, considerado de valor exorbitante mas de boa qualidade.
Consistia num prédio quadrado, de pátio central, com acesso pelas esquinas. A construção destinada às lojas, o pátio ao comércio
informal e o centro à primitiva torre do relógio, de material, com abóbada e sotéia (mirante). No período de 1911-1914, o Mercado
sofreu uma reformulação profunda em termos de plantas e fachadas, obras dirigidas pelo engenheiro Manoel Itaqui; nesta fase o
prédio recebe, além de mudanças de acessos, a torre do relógio e o farol de ferro, importados de Hamburgo, na Alemanha, fazendo
uma alusão a Torre Eiffel. Do farol emergia luz de uma poderosa luminária rotativa, que espargia raios para todos os quadrantes.
Vista de longe, identificou a cidade por muitos anos. Contam moradores da Cascata e Três Cerros que, à noite, era possível ver o
famoso farol do Mercado.
Possui 120 lojas dos mais variados
tipos. O relógio e o sino existem até
hoje.
Atualmente, continua exercendo a
sua função abastecendo a cidade
com seus diferentes tipos de produtos.
Mercado Público
Fotos: fonte desconhecida - Detalhes Art Nouveal da Fachada e Mercado Público, respectivamente.
19
Localização: Av. Domingos de Almeida, n.º 1490.
Construção: séc. XIX
Situadas nas periferias das vilas e cidades, as chácaras representavam uma
opção de moradia para as famílias abastadas, pois reuniam o que havia de
melhor entre a vida rural e a urbana da época. Em 1863, o Cel. Aníbal Antunes
Maciel, adquiriu de Vicente Aurélio Prates, essa propriedade para presentear seu
filho - Aníbal Antunes Maciel, por ocasião do casamento deste com Amélia
Hartley de Brito, carioca de nascimento e inglesa por descendência.
O jovem casal transferiu-se do Rio de Janeiro para Pelotas e, durante os 23 anos de matrimônio.
Contornando todo o conjunto, foram cultivados vários jardins: um ao gosto françêsne um ao gosto inglês. Na sua cúpula, foi
gravado o nome da primeira anfitriã: Amélia, a Baronesa dos Três Serros.
A água canalizada da gruta forma dois lagos. Sobre estes, pontes rústicas. Também foi erguido um "castelinho" para acolher
coelhos e pombos.
Aníbal Antunes Maciel, ganhou notoriedade pela alforria concedida a seus escravos, em 1884, muito antes da Lei Áurea, fato
que o fez ser agraciado com o título de Barão dos Três Serros, por decreto do Imperador Dom Pedro II. Faleceu três anos depois,
aos 49 anos. A baronesa viúva permaneceu mais alguns anos, transferindo-se definitivamente para o Rio de Janeiro, em 1899.
D. Amélia Harthey Antunes Maciel , "Sinhá Amélinha", era conhecida por sua bondade. Esta grande dama tornou conhecida à
chácara dos barões como o "Solar da Baronesa". A última moradora foi Déa Antunes Maciel, neta dos barões.
O prédio foi restaurado, e entregue a comunidade Pelotense em 1982, como Museu Municipal Parque da Baronesa. Possui um
acervo de mais de mil peças destacando-se uma coleção de móveis e acessórios pertencentes à família Antunes Maciel e uma
coleção pertencente ao artista plástico Adail Bento Costa, com móveis, leques, porcelanas, pratarias, armários, paramentos, vestes,
fardas militares e imagens de madeira.
Museu da Baronesa
Foto: Fonte desconhecida - Museu da Baronesa
Realização:
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Catalogo pelotas princesa do sul

  • 2. Este catálogo foi desenvolvido na disciplina de design gráfico com a professora Cintia Gruppelli no Intituto Federal Sul-riograndense, com a ideia de trazer alguns dos pontos turísticos de Pelotas e contar um pouco da história, assim como, peculiaridades dos locais. Dentre eles estão templos religiosos, teatros, parques, museus, antigas moradias, bancos, hotel e o mercado público. Verdadeiras jóias que para os pelotenses são tidas com carinho e orgulho de uma época de grande riqueza de Pelotas e região. Fotografias de autores diversos Fonte dos textos: http://www.pelotasvip.com.br/ http://www.pelotas.rs.gov.br/ Designer Gráfico: Quetelim Andreoli Teixeira E-mail: quetelim@gmail.com 02 Editorial Foto: Localização de Pelotas no Brasil Pelotas
  • 3. Pelotas, Princesa do Sul......................................................................04 História......................................................................................................05 Charqueada São João, A casa das 7 mulheres............................06 Charqueada São João, Imagens........................................................07 Antigo prédio do Banco do Brasil.....................................................08 Casarão 6.................................................................................................10 Casarão 8.................................................................................................11 Grande Hotel...........................................................................................12 Catedral São Francisco de Paula......................................................14 Biblioteca Pública Municipal...............................................................15 Teatro Guarany........................................................................................16 Teatro Sete de Abril...............................................................................17 Mercado Público de Pelotas...............................................................18 Museu da Baronesa..............................................................................19 Índice 03
  • 4. 04 Cognome recebido por ser considerada a cidade mais importante da província. Pelotas cresceu e se desenvolveu como nenhuma outra, exercendo grande influência econômica, cultural e política em todo o Rio Grande do Sul . "Assim, a riqueza trouxe a nobreza". Para falar da história de Pelotas não podemos deixar de falar das Charqueadas, onde tudo se iniciou em 1780, quando José Pinto Martins fundou, às margens do Arroio Pelotas, a primeira Charqueada, iniciando a Freguesia de São Francisco de Paula, mais tarde Vila, e em 1835, elevou-se à cidade de Pelotas. Naquela época, as classes dominantes, eram constituídas de fazendeiros (criadores e invernadores), charqueadores e comerciantes. Fazendeiros e comerciantes existiam por toda a província, mas só em Pelotas estavam os charqueadores. Os charqueadores pelotenses, detentores de poder político e econômico, decorrentes das riquezas obtidas através da exploração e exportação do charque, criaram uma arquitetura aristocrática imponente, condizente com suas aspirações à nobreza e para isto não mediram esforços, trouxeram arquitetos famosos da Europa para construir seus palacetes, formando um conjunto arquitetônico único, eclético e monumental. "Eles quiseram que o lugar prosperasse, e o lugar prosperou". Passear hoje pelas ruas desta cidade, nos faz ver este passado com os mesmos olhos daqueles que aqui viveram ou por aqui passaram . Em Pelotas habitaram nove barões, dois viscondes e um conde, o que colaborou para denominar a sua sociedade como a Aristocracia do Charque, ou ainda como os Barões da Carne-Seca. Pelotas, Princesa do Sul
  • 5. 05 A história do município começa em junho de 1758 , através da doação que Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, fez ao Coronel Thomáz Luiz Osório, das terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Em 1763 , fugindo da invasão espanhola , muitos habitantes da Vila de Rio Grande buscaram refúgio nas terras pertencentes a Thomáz Luiz Osório. Mais tarde, vieram também os retirantes da Colônia do Sacramento , entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777 . Em 1780 , instala-se em Pelotas o charqueador português José Pinto Martins. A prosperidade do estabelecimento estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à povoação que demarcaria o início da cidade de Pelotas. A Freguesia de São Francisco de Paula, fundada em 7 de Julho de 1812 por iniciativa do padre Pedro Pereira de Mesquita, foi elevada à categoria de Vila em 7 de abril de 1832 . Três anos depois, em 1835 , a Vila é elevada à condição de cidade, com o nome de Pelotas. Nos primeiros anos do século XX, o progresso foi impulsionado pelo Banco Pelotense , fundado em 1906 por investidores locais. Sua liquidação, em 1931 , foi nefasta para a economia local. O nome da cidade, "Pelotas", teve origem nas embarcações de varas de corticeira forradas de couro, usadas para a travessia dos rios na época das charqueadas . A Lei Complementar Estadual número 9184, de 1990 , criou a Aglomeração Urbana de Pelotas, que em 2001 passou a se denominar Aglomeração Urbana de Pelotas e Rio Grande. Esta caracteriza-se por proporcionar uma forte integração entre os municípios que a constituem e é o embrião de uma futura região metropolitana. Integram-na os municípios de Arroio do Padre , Capão do Leão , Morro Redondo , Pelotas, Rio Grande , São José do Norte e Turuçu , que totalizam uma população aproximada de 600.000 habitantes. História
  • 6. A Charqueada São João foi construída em 1810 por Antônio José Gonçalves Chaves. Antônio José Gonçalves Chaves, nascido em 1781 na Comarca de Chaves (nome que incorporou ao chegar no país), chegou ao Brasil em 1805. Filho de Manuel José de Moraes e de Izabel Maria Gonçalves, foi casado com Maria do Carmo Secco e pai de Antônio José Gonçalves Chaves Filho. Foi político, escritor, empresário e fazendeiro Em 1820 hospedou em sua propriedade o viajante francês Auguste de Saint-Hilaire, que era botânico e naturalista. A Charqueada está localizada às margens do Arroio Pelotas, e é um dos lugares mais bonitos do Rio Grande do Sul. A casa guarda uma parte da história do Rio Grande do Sul e foi comprada por Rafael Dias Mazza, em 1952, como presente para sua esposa Nóris Moreira Mazza. Hoje em dia, é aberta à visitação turística guiada, na parte interna e externa, podendo fazer passeio de barco ou a cavalo, e desfrutar de almoço típico (carreteiro de charque e feijoada) para grupos previamente agendados. Possui amplo espaço para eventos, churrasqueiras, quadras de vôlei e futebol. Construída em 1810 pelo charqueador Antônio Gonçalves Chaves, é hoje roteiro turístico-cultural gaúcho. Em estilo colonial ainda tem vestígio do que foi a senzala e um jardim ornado de estátuas de Porto, fonte d"agua e figueiras centenárias. Num ambiente totalmente secular, pode-se visitar o quarto onde se hospedou o naturalista francês Auguste Saint Hilaire, no ano de 1820. Situada na Estrada da Costa 500. Abeto diariamente, mas é necessário agendamento: (53) 3228-2425 Charqueada São João, A casa das 7 mulheres 06
  • 7. Foto: Carlos Queiroz, DP - Charqueada São João Foto: Paulo Rossi, DP - Charqueada São João 07
  • 8. 08 Localização: Praça Coronel Pedro Osório, 67 Autor: Eng. Paulo Gertum Construção: 1926 a 1928 Nível de Proteção: Imóvel Inventariado O edifício localizado junto à Praça Coronel Pedro Osório esquina Praça Sete de Julho foi construído para sediar o Banco do Brasil, pois mesmo possuindo uma filial fundada em 1918 na rua Sete de Setembro, era desejo da diretoria do banco construir uma sede de grande porte na Praça da República, atual Praça Coronel Pedro Osório, o que veio efetivamente a ocorrer. Sua construção foi autorizada pelo Sr. James Darcy, ex-representante do Rio Grande do Sul no Congresso Nacional e presidente do Banco do Brasil, assim o novo prédio teve projeto elaborado pelo engenheiro Paulo Gertum, começou a ser edificado em 1926 e foi inaugurado em 14 de julho de 1928. No último pavimento localizava-se a residência do gerente do banco e sua família, o Sr. Edgar Maciel de Sá, e segundo publicações da época ‒ Almanach de Pelotas ano 1929, - todos os equipamentos e mobília desta instituição representavam a imponência do empreendimento que surgia na cidade. O edifício é dotado de volumetria do ecletismo historicista, possui dois pavimentos e mansarda, destacando-se na paisagem pela riqueza de seus elementos compositivos, principalmente pela cúpula, sacadas de púlpito, cimalha trabalhada, delicados arabescos, pilastras com capitéis coríntios e embasamento em pedra, também o aumento das dimensões arquitetônicas são elementos que remetem a ordem colossal da edificação. Os dois primeiros pavimentos do prédio eram destinados ao uso do banco e a mansarda utilizada como residência do gerente. Antigo Prédio Banco do Brasil colar01
  • 9. Foto: Anelise Kunrath - Antigo Prédio Banco do Brasil 09 O relógio acima do acesso principal, na esquina da Rua Quinze de Novembro, orientou por muitos anos a população que por ali transitava. No alto da cúpula, um pequeno mirante ainda lembra os velhos tempos das observações das embarcações no porto, indispensável na época do intenso e pioneiro comércio de Pelotas. Muitos materiais da construção foram importados da Europa, assim como os da decoração interna, filetes dourados, frisos de mármore e outros, desenvolvida pelo artista e arquiteto Fernando Corona. Por 58 anos o Banco do Brasil prestou serviço aos investidores, pecuaristas, comerciantes, economistas e toda sorte de clientela, até que novamente foram sendo exíguas as suas dependências, tornando-se necessária à construção de uma nova sede. Em 1972, o prédio foi desapropriado para dar lugar à Câmara de Vereadores, não sendo por esta ocupado. Instalou-se nele então, a Secretaria Municipal de Finanças, atual Secretaria Municipal de Receita, onde está até hoje. Considerado um dos mais belos edifícios da cidade, faz parte do importante conjunto de valor histórico e cultural do Município juntamente com os prédios do entorno da Praça Coronel Pedro Osório: Prefeitura Municipal, Biblioteca Pública, Teatro Sete de Abril, Casarões n.0 02, 06 e 08, Clube Caixeiral, Casa da Banha e Grande Hotel, muitos destes, tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. colar 02
  • 10. 10 Casarão 6 Localização: Pç. Coronel Pedro Osório, nº 6. Construção: 1879 Construída por José Izella Merotte. Seus primeiros moradores foram os Barões de São Luís, Sr. Leopoldo Antunes Maciel, sendo mais tarde passado para uma de suas descendentes, D. Othília Maciel, casada com o Sr. José Júlio Albuquerque Barros, que foi prefeito de Pelotas. É a casa central do maior conjunto arquitetônico neo-renascentista preservado na América Latina. Construção no limite do terreno, situada no centro do quarteirão. Simétrica tanto na planta quanto em fachada, possui recuo ajardinado, que aliado a um pátio interno proporciona uma planta em forma de "H". Sua fachada de porão alto possui sacadas e uma varanda formada por um jogo de arcos e colunas, cujo acesso é feito por escadaria dupla. O coroamento da edificação, em platibanda mista, torna-se diferenciado no torreão central, onde este é feito com um frontão triangular, sendo que ambos sustentam belas estátuas. Esta imponente edificação constitui a atual sede da Secretaria Municipal de Cultura e destaca-se pelos vários detalhes que apresenta ao longo de sua fachada. Foto: Leticia Mallie - Casarão 6
  • 11. 11 Localização: Pç. Coronel Pedro Osório, nº 8. Construção: 1878 Construída pelo arquiteto José Izella Merotti para servir de residência à família do Conselheiro Francisco Antunes Maciel (segundo Barão de Cacequi), filho do tenente-coronel Eliseu Antunes Maciel, casado com Francisca de Castro Moreira (filha do Barão de Butuí). Construção de esquina com recuos lateral e frontal formando acessos ajardinados; porão alto com sacadas e platibanda mista, coroada por frontões curvos, vasos e estátuas possuindo uma clarabóia sobre um hall de distribuição do bloco de esquina, iluminando a circulação que serve de distribuição para diversos compartimentos. No interior, possui forros trabalhados em estuque com relevos em gesso. As varandas são decoradas e protegidas por lambrequins confeccionados em madeira. Esta resiência está sendo reformada através do projeto Monumenta. Foto: Katia Helena Dias - Casarão 8 Casarão 8
  • 12. 12 Grande Hotel Localização: Praça Cel. Pedro Osório,51 Construção: 1925 a 1928 Através da Cia. Incorporadora Grande Hotel, organizada para a construção do mesmo, foi adquirido o terreno no ano de 1924, através de doação do Dr. Fernando Luis Osório, no local onde funcionava o Cinema Politeama. O projeto foi escolhido através de concurso, cujo vencedor foi Theófilo Borges de Barros. A pedra fundamental foi lançada em 1925 e o prédio foi inaugurado em 1928, em meio a uma terrível crise financeira. O edifício tem quatro andares, construção de esquina com subsolo habitável, andar térreo mais elevado em relação ao passeio, andar nobre evidenciado na fachada, dois pavimentos-tipo e mansarda. Possui 76 quartos, 6 apartamentos tipo suíte, salão de chá, um grande vestíbulo coberto por clarabóia de vidros coloridos (importada da França) e restaurante. No vestíbulo encontra-se escadaria com piso em mármore e corrimão em ferro trabalhado. Demonstra estilo Art-Nouveau. Suas fachadas frontais possuem uma preocupação formal com o ecletismo histórico. No segundo pavimento, balcões sustentados por "cachorros " ornamentados com volutas dividem a volumetria. Com alto embasamento, que aumenta a imponência da construção, as fachadas são divididas verticalmente em três corpos distintos, originando pavilhões laterais salientes arrematados com frontões, sobrepostos às platibandas com brasões do Hotel ornados por guirlandas de rosas. Na esquina, o acesso é marcado por um corpo arredondado coroado por uma cúpula de bronze, importada da França, que abriga em seu interior um alojamento sob a caixa d'água. colar03
  • 13. Foto: Fonte desconhecida - Grande Hotel 13 Devido à elegância em seu estilo o Grande Hotel mereceu a seguinte observação do escritor e historiador Berilo Neves, que escreveu "Pompas e Cochilhas": O Grande Hotel de Pelotas é um dos poucos "grandes hotéis", do mundo que justificam seu nome. Tombado, permanece na praça mais importante de Pelotas como um símbolo da cidade e ainda recebe hóspedes. Muitos personagens ilustres nele se hospedaram e por muitos anos foi o principal hotel da cidade e da região. Era considerado o salão de festas da cidade. Lá costumavam ser oferecidos banquetes homenageando grandes vultos nacionais, bailes de carnaval. Um jantar no restaurante do Grande Hotel era classificado como o que havia de mais granfino. colar 04
  • 14. 14 Catedral São Francisco de Paula Localização: Pç. José Bonifácio, 15 A história do mais importante edifício religioso de Pelotas pode ser dividida em, pelos menos, três fases. A primeira, foi com a construção da capela em 1813, por iniciativa do Pe. Felício da Costa Pereira, que foi seu autor, projetou e executou a obra, pequeno santuário, construído em alvenaria com duas águas e telhas de barro. Era constituído de uma nave de 6,6 m x 13,20 m (incluindo a capela-mor), sem torres e sacristia. A Catedral abriga, desde os primeiros tempos, a imagem de São Francisco de Paula, de origem artística desconhecida, tendo sido trazida da Colônia do Sacramento. Em 1826, após ter sido destruída por um raio, foram iniciadas as obras de um "novo templo", pelo lado de fora do primitivo. Em 1846, o Imperador D. Pedro II, lança, na Praça da Regeneração (hoje Cel. Pedro Osório), a pedra fundamental para a construção de uma nova catedral, no entorno da praça. Em meados do século XIX, a Catedral já apresentava a fachada atual. A Catedral só veio assumir sua configuração atual entre 1947 e 1948, quando foram construídas a cripta e a grandiosa cúpula pelo arquiteto Victorino Zani. Para completar seu trabalho, vieram da Itália os artistas Aldo Locatelli e Emílio Sessa, que se encarregaram da decoração interna do templo, a convite de Dom Antonio Zattera. Aldo Locatelli ficou conhecido pelo seu magnifico trabalho. Foi contratado depois para pintar a Catedral de Porto Alegre, o Palácio Piratini e a Igreja de Caxias do Sul. Mas sua obra maior está na Catedral de São Francisco de Paula, que originou sua vinda diretamente da Itália a fim de executá-la. Foto: Henrique de Borba - Catedral São Francisco de Paula
  • 15. 15 Localização: Praça Cel. Pedro Osório,103 Construção: 1878 a 1881 A história conta que foi fundada em 1875, por diversos cavalheiros da sociedade local, com o objetivo de colaborar para o conhecimento intelectual e cultural dos pelotenses. Em 1878, João Simões Lopes, o Visconde da Graça, inaugurou os alicerces do prédio, projetado por José Izella Merotte e construído graças às doações da população mais abastada, que mandava trazer da Europa vários materiais de construção, como os marcos de pedra e o arco de granito da entrada principal (vindos de Portugal). O povo em geral também deu a sua contribuição, através da doação de madeira, pregos, cortinas, além de dinheiro, arrecadado em quermesses e bazares. Entre 1911 e 1913, sofreu acréscimo de um segundo piso, projetado por Caetano Casaretto. A linguagem formal do edifício vem do historicismo eclético, composto por colunas e pilastras, tendo o acesso central marcado por um frontão sustentado simetricamente por cariátides, além de balcões e sacadas de púlpito. Um globo coroa toda a construção, como um marco da sabedoria e símbolo máximo do Positivismo filosofia embasada na observação e experiência). Há várias pinturas executadas no interior do prédio, como ao lado do frontão da escadaria, paredes laterais, painéis junto ao teto. O teto do paravento apresenta o emblema em entalhe feito por Guilherme Schmoll. Biblioteca Pública Municipal Foto: Daniel Giannechini - Interior da biblioteca Foto: divulgação assessoria - Biblioteca Publica de Pelotas
  • 16. 16 Localização: Rua Lobo da Costa, 849 Funcionamento: O teatro é aberto somente quando há apresentações artístico-culturais ou com agendamento para eventos. Construção : 1920/1921 Projeto de Stanislau Szarfarki. Francisco Vieira Xavier, Francisco Santos e Rosauro Zambrano contrataram, no ano de 1920, o empreiteiro Paulino Rodrigues para a construção deste teatro. Durante a obra houve uma mudança de construtor, passando os trabalhos para a responsabilidade da firma Rodrigues & Cia. Sua capacidade, somando camarotes e platéia, é de aproximadamente 1500 lugares. Possui mais 900 lugares na "geral" e 25 camarins para artistas. A grande volumetria do prédio tem na sua fachada figuras e alegorias com motivos indígenas na platibanda vazada e acesso marcado por avanço volumétrico formando um terraço e marquise com linhas sinuosas do estilo Art-Nouveau em ferro e vidro. Apresenta dois terraços laterais com colunas e pilastras dóricas que abrem portas para o "foyer", para recreio dos ocupantes dos camarotes. Foi inaugurado no dia 30 de abril de 1921 com a apresentação da ópera "O Guarany" de Carlos Gomes, a cargo da Companhia Lírica Italiana Maranti. A data de 1920, estampada no tímpano do frontão, comemora os 50 anos da estréia desta ópera no Teatro Scala de Milão. Durante a década de 70, sofreu grande reforma: reduziram o pé direito da platéia com um forro que escondeu as pinturas do teto, perdendo-se assim o "Paraíso". Atualmente, o Teatro Guarany segue como casa de espetáculos e local de atos solenes, com destaque para cerimônias de formatura. Teatro Guarany Foto: Fonte desconhecida - Teatro Guarany
  • 17. 17 Teatro Sete de Abril Foto: Fonte desconhecida - Teatro Sete de Abril Localização: Pç. Coronel Pedro Osório, 160 Construção : 1831 Mandado edificar por uma sociedade dramática particular (Sociedade Scênica), desejando que maior número de famílias pudessem apreciar seus trabalhos e encontrassem uma agradável distração. Possui características da linguagem colonial. Prédio simples coberto por telhado com beiral, projeto do engenheiro alemão Eduardo Kretschman e execução de José Vieira Vianna, inaugurado no dia 02 de dezembro de 1833. Em âmbito nacional, seu nome pode ser interpretado como homenagem ao dia em que D. Pedro I abdicou do seu trono em favor de seu filho. Como homenagem local, a referência pode ser à data de instalação da vila. Por algum tempo , na Revolução Farroupilha, o Teatro foi requisitado para uso dos militares de Bento Gonçalves (1844). As características atuais em linhas " art decô " são resultado de uma total remodelação ocorrida no ano de 1916, o que determinou uma nova fachada, elaborada pelo arquiteto José Torrieri. Foi a primeira casa de espetáculos a abrir suas portas às artes cênicas na província de São Pedro do Rio Grande do Sul e a quarta no Brasil. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1972 e passou ao Município em 1978. Recebeu restauração em 1997, através de parceria Governo do Estado, Prefeitura e Arroz Extremo Sul. Em 1998, foi assinado um termo objetivando a restauração completa do Teatro. Hoje, o Teatro Sete de Abril é o mais antigo teatro brasileiro em funcionamento.
  • 18. 18 Localização: Praça Sete de Julho Construção : 1847 Com a aprovação da construção em 1846, foi elaborado o projeto, mas a Câmara Municipal não conseguiu recursos para sua construção. Em 1849, Roberto Offer apresentou à Câmara um outro projeto, considerado de valor exorbitante mas de boa qualidade. Consistia num prédio quadrado, de pátio central, com acesso pelas esquinas. A construção destinada às lojas, o pátio ao comércio informal e o centro à primitiva torre do relógio, de material, com abóbada e sotéia (mirante). No período de 1911-1914, o Mercado sofreu uma reformulação profunda em termos de plantas e fachadas, obras dirigidas pelo engenheiro Manoel Itaqui; nesta fase o prédio recebe, além de mudanças de acessos, a torre do relógio e o farol de ferro, importados de Hamburgo, na Alemanha, fazendo uma alusão a Torre Eiffel. Do farol emergia luz de uma poderosa luminária rotativa, que espargia raios para todos os quadrantes. Vista de longe, identificou a cidade por muitos anos. Contam moradores da Cascata e Três Cerros que, à noite, era possível ver o famoso farol do Mercado. Possui 120 lojas dos mais variados tipos. O relógio e o sino existem até hoje. Atualmente, continua exercendo a sua função abastecendo a cidade com seus diferentes tipos de produtos. Mercado Público Fotos: fonte desconhecida - Detalhes Art Nouveal da Fachada e Mercado Público, respectivamente.
  • 19. 19 Localização: Av. Domingos de Almeida, n.º 1490. Construção: séc. XIX Situadas nas periferias das vilas e cidades, as chácaras representavam uma opção de moradia para as famílias abastadas, pois reuniam o que havia de melhor entre a vida rural e a urbana da época. Em 1863, o Cel. Aníbal Antunes Maciel, adquiriu de Vicente Aurélio Prates, essa propriedade para presentear seu filho - Aníbal Antunes Maciel, por ocasião do casamento deste com Amélia Hartley de Brito, carioca de nascimento e inglesa por descendência. O jovem casal transferiu-se do Rio de Janeiro para Pelotas e, durante os 23 anos de matrimônio. Contornando todo o conjunto, foram cultivados vários jardins: um ao gosto françêsne um ao gosto inglês. Na sua cúpula, foi gravado o nome da primeira anfitriã: Amélia, a Baronesa dos Três Serros. A água canalizada da gruta forma dois lagos. Sobre estes, pontes rústicas. Também foi erguido um "castelinho" para acolher coelhos e pombos. Aníbal Antunes Maciel, ganhou notoriedade pela alforria concedida a seus escravos, em 1884, muito antes da Lei Áurea, fato que o fez ser agraciado com o título de Barão dos Três Serros, por decreto do Imperador Dom Pedro II. Faleceu três anos depois, aos 49 anos. A baronesa viúva permaneceu mais alguns anos, transferindo-se definitivamente para o Rio de Janeiro, em 1899. D. Amélia Harthey Antunes Maciel , "Sinhá Amélinha", era conhecida por sua bondade. Esta grande dama tornou conhecida à chácara dos barões como o "Solar da Baronesa". A última moradora foi Déa Antunes Maciel, neta dos barões. O prédio foi restaurado, e entregue a comunidade Pelotense em 1982, como Museu Municipal Parque da Baronesa. Possui um acervo de mais de mil peças destacando-se uma coleção de móveis e acessórios pertencentes à família Antunes Maciel e uma coleção pertencente ao artista plástico Adail Bento Costa, com móveis, leques, porcelanas, pratarias, armários, paramentos, vestes, fardas militares e imagens de madeira. Museu da Baronesa Foto: Fonte desconhecida - Museu da Baronesa
  • 21. colar 01 colar 02 colar 03 colar 04