L I V R O : D E M O C R A C I A E E D U C A Ç Ã O
A U T O R : J O H N D E W E Y
M S . F E R N A N D A B O R T O L I N M A C I E L
Capítulo 8
Objetivos da Educação
Natureza de um Objetivo
 O objetivo de uma atividade deve estar em seu
interior e não ser externamente fornecida;
 O vendaval movimenta areias do deserto versus
atividades das abelhas:
 Diferença está na importância da ordem de sucessão de cada
ato, o modo pelo qual cada ato anterior orienta o ato
posterior, e esse ato posterior toma o que lhe é fornecido e o
aproveita para outra fase, até se chegar ao fim;
 Os objetivos ou fins se relacionam sempre com a
natureza dos resultados – continuidade intrínseca;
Sociedade,
política,
currículo
Natureza de um Objetivo
 Um objetivo ou fim importa em atividades seriadas
e ordenadas, atividades cuja ordem consiste no
progressivo completar-se de um processo.
 É necessário que a pessoa saiba o porquê de cada
etapa, quais os opções e quais serão seus
resultados.
 Quanto mais numerosas forem as possiblidades
reconhecidas da situação, ou alternativas à escolha,
mais importância possuirá a atividade escolhida.
 Ser inteligente é “parar, olhar e escutar” a fim de
conceber um plano de ação.
Bons Objetivos
 Fins exteriores limitam a ação da inteligência, que
somente pode escolher os meios.
 O objetivo é legítimo quando consegue ser flexível,
ou seja, capaz de alterações para adaptar-se às
circunstâncias.
 Bom objetivo leva a observar a experiência atual
do aluno e, vendo um esboço de plano de
desenvolvimento dessa experiência, o conserva em
vista e modifica-o conforme as condições se
apresentem.
 Objetivo é experimental - evolui continuamente a
medida que vai sendo provado na ação.
Existem poucas opções, muda a forma
de chegar até cada uma delas.
Bons Objetivos
 O fim em vista não é o alvo, e sim, atingir-se o alvo
(alvo x coelho x comida). Nossa finalidade é o que
faremos com a coisa e não a coisa por si mesma.
 Cada meio é um fim temporário até que o atinjamos.
Aplicação à Educação
 A educação, considerada com tal, não tem objetivos.
Só as pessoas, os pais e os professores que os têm, e
não uma ideia abstrata como a educação.
 Objetivos e fins estão constantemente mudando ( de
acordo com as diferentes crianças, à medida que
crescem, conforme a experiência do professor, etc).
 Características existentes em todos os bons objetivos
educacionais:
 Um objetivo educacional deve alicerçar-se nas atividades e
necessidades intrínsecas (inclusive os instintos inatos e os
hábitos adquiridos) do indivíduo que vai ser educado;
Aplicação à Educação
 Um objetivo deve ser passível de converter-se em um método
de cooperação com a atividade daqueles que recebem a
instrução, sugerindo espécie de meios necessários para a
expansão e organização de suas aptidões;
 Os educadores devem pôr-se em guarda contra os fins que se
alegam serem gerais e últimos. Uma pluralidade de objetivos
determinados pode fazer pelo educador o que faz, para o
cientista pesquisador, uma pluralidade de hipóteses.

Capítulo 8 Democracia e Educação

  • 1.
    L I VR O : D E M O C R A C I A E E D U C A Ç Ã O A U T O R : J O H N D E W E Y M S . F E R N A N D A B O R T O L I N M A C I E L Capítulo 8 Objetivos da Educação
  • 2.
    Natureza de umObjetivo  O objetivo de uma atividade deve estar em seu interior e não ser externamente fornecida;  O vendaval movimenta areias do deserto versus atividades das abelhas:  Diferença está na importância da ordem de sucessão de cada ato, o modo pelo qual cada ato anterior orienta o ato posterior, e esse ato posterior toma o que lhe é fornecido e o aproveita para outra fase, até se chegar ao fim;  Os objetivos ou fins se relacionam sempre com a natureza dos resultados – continuidade intrínseca; Sociedade, política, currículo
  • 3.
    Natureza de umObjetivo  Um objetivo ou fim importa em atividades seriadas e ordenadas, atividades cuja ordem consiste no progressivo completar-se de um processo.  É necessário que a pessoa saiba o porquê de cada etapa, quais os opções e quais serão seus resultados.  Quanto mais numerosas forem as possiblidades reconhecidas da situação, ou alternativas à escolha, mais importância possuirá a atividade escolhida.  Ser inteligente é “parar, olhar e escutar” a fim de conceber um plano de ação.
  • 4.
    Bons Objetivos  Finsexteriores limitam a ação da inteligência, que somente pode escolher os meios.  O objetivo é legítimo quando consegue ser flexível, ou seja, capaz de alterações para adaptar-se às circunstâncias.  Bom objetivo leva a observar a experiência atual do aluno e, vendo um esboço de plano de desenvolvimento dessa experiência, o conserva em vista e modifica-o conforme as condições se apresentem.  Objetivo é experimental - evolui continuamente a medida que vai sendo provado na ação. Existem poucas opções, muda a forma de chegar até cada uma delas.
  • 5.
    Bons Objetivos  Ofim em vista não é o alvo, e sim, atingir-se o alvo (alvo x coelho x comida). Nossa finalidade é o que faremos com a coisa e não a coisa por si mesma.  Cada meio é um fim temporário até que o atinjamos.
  • 6.
    Aplicação à Educação A educação, considerada com tal, não tem objetivos. Só as pessoas, os pais e os professores que os têm, e não uma ideia abstrata como a educação.  Objetivos e fins estão constantemente mudando ( de acordo com as diferentes crianças, à medida que crescem, conforme a experiência do professor, etc).  Características existentes em todos os bons objetivos educacionais:  Um objetivo educacional deve alicerçar-se nas atividades e necessidades intrínsecas (inclusive os instintos inatos e os hábitos adquiridos) do indivíduo que vai ser educado;
  • 7.
    Aplicação à Educação Um objetivo deve ser passível de converter-se em um método de cooperação com a atividade daqueles que recebem a instrução, sugerindo espécie de meios necessários para a expansão e organização de suas aptidões;  Os educadores devem pôr-se em guarda contra os fins que se alegam serem gerais e últimos. Uma pluralidade de objetivos determinados pode fazer pelo educador o que faz, para o cientista pesquisador, uma pluralidade de hipóteses.