Professor Henrique Sales
Capítulo 12 – Águas
Continentais
HABILIDADES:
• EF06GE04: Descrever o ciclo da água, comparando o escoamento
superficial no ambiente urbano e rural, reconhecendo os principais
componentes da morfologia das bacias e das redes hidrográficas e a sua
localização no modelado da superfície terrestre e da cobertura vegetal.
• EF06GE10: Explicar as diferentes formas de uso do solo (rotação de terras,
terraceamento, aterros etc.) e de apropriação dos recursos hídricos (sistema
de irrigação, tratamento e redes de distribuição), bem como suas vantagens
e desvantagens em diferentes épocas e lugares.
Hidrografia
• 97,5% Oceanos e mares.
• 2,5% Águas Continentais
• 69,8% Calotas Polares
• 29 % Águas
Subterrâneas
• 0,9% Rios e Lagos.
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Curso do rio: Caminhos por onde fluxos
naturais de agua se deslocam
Nascente: onde o rio começa, afloramento de
água.
Afluente: rio que deságua em um rio principal.
Foz: onde o rio deságua, é onde o rio termina.
Leito: A superfície por onde correm as águas
desses rios
Margens: As terras que ficam de um lado e de
outro lado do rio.
Partes de um rio
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Seca (ou vazante): Período
de estiagem, quando a
vazão de um rio atinge o
seu menor volume.
Cheia: Quando a vazão de
um rio atinge o seu maior
volume.
Afluente: rio que deságua
em um rio principal.
Regime fluvial
Vista da Orla no Rio Branco em 18 de março (à esquerda) e em 18 de
junho: em dois meses, volume de água aumentou no principal rio de
Roraima.
Regime: marca a variação do volume de água de
um rio.
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- Pluvial: Alimentado pelas águas das chuvas e, às vezes, por
afloramento das aguas provenientes de lençóis
subterrâneos.
- Nival: Proveniente do derretimento das geleiras e da neve
das montanhas.
- Pluvionival: Predomina a água da chuva, mas recebe água
tanto da chuva quanto do degelo das neves e das geleiras.
Tipos de Regime Fluvial
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Perenes: São aqueles que correm o ano inteiro, ou seja, não
apresentam interrupção no fluxo de suas águas sobre nenhum
período, seja ele de seca, seja de cheia. Esses rios são alimentados por
uma fonte contínua que faz com que o nível de suas águas nunca
fique abaixo da superfície terrestre.
Intermitentes (ou temporários): São rios por onde escorre água por ocasião
da estação chuvosa, porém, no período de estiagem, esses rios
desaparecem.
Esporádicos (ou efêmeros): são aqueles que se manifestam apenas em
ocasiões de grandes chuvas, sendo do tipo pouco comum e de
previsão pouco efetiva. Em alguns casos, eles levam décadas para
manifestar-se e podem acarretar enchentes, principalmente quando
há ocupação humana das áreas de ocorrência desses rios em seu
período de seca.
Classificação dos rios pluviais
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Redes e Bacia Hidrográficas
Rede Hidrográfica: conjunto de rios de uma
bacia.
Bacia Hidrográfica: área drenada pelo rio
principal e seus afluentes - rede hidrográfica.
Divisores de águas: elevações no terreno de
limitam as bacias hidrográficas, separando
uma de outra.
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Professor Henry
BACIAS HIDROGRÁFICAS
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Professor Henry
AS PRINCIPAIS BACIAS HIDROGRÁFICAS NO BRASIL
As principais bacias
hidrográficas brasileiras
são muito extensas e
estão divididas em
bacias principais e
secundárias, como é
possível observar no
mapa a seguir.
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Redes e Bacia Hidrográficas
• “a jusante” faz referência ao lado onde vaza a maré. Este
termo pode ser usado como referência para situar uma
cidade, uma barragem, uma cachoeira, um afluente, uma
ponte, ou qualquer outra coisa que esteja próximo à foz.
• “a montante” faz referência a um ponto mais próximo da
nascente. Esse ponto pode ser usado de referência para
situar uma cidade às margens do rio, uma cachoeira, uma
barragem, uma ponte, etc.
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Curso dos rios
Curso superior: próximo às
nascentes ou cabeceiras (à
montante).
Curso médio: trecho
intermediário em relação à
nascentes e à foz.
Curso inferior: trecho
próximo à foz ou à
desembocadura dos rios (à
jusante)
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- Ação erosiva (desgaste ou destruição), que escava o leito (fundo do rio) e
modela suas vertentes (lados).
- Ação de transporte de sedimentos
- Ação de acumulação (deposição de sedimentos de sedimentos)
Ação dos rios
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A influência do relevo
Rios de planalto – são rios que
costumam apresentar-se em áreas de
relevo mais acentuado, possuindo um
fluxo de água mais forte em razão
dos muitos acidentes geográficos ao
longo de seu percurso. Por
apresentarem uma grande diferença
de nível altimétrico entre sua
nascente e a sua foz, esses rios são
considerados ideais para a geração de
eletricidade, porém pouco
recomendados para a navegação na
maior parte de suas áreas.
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A influência do relevo
Rios de planície – são rios que
apresentam um curso mais regular, haja
vista o relevo menos acentuado. Por isso, o
fluxo de suas águas não é rápido e a
instalação de hidroelétricas, embora seja
possível, é pouco recomendada, pois
demanda a construção de barragens muito
grandes para um baixo aproveitamento
energético, o que gera duros impactos
ambientais. Os rios de planície mais
antigos costumam apresentar canais cheios
de meandros, ou seja, com “curvas” muito
frequentes e acentuadas, a exemplo do Rio
Amazonas.
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A influência do relevo
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Estuário: A foz do tipo estuário
é aquela em que o curso d'água
deságua por meio de um único
canal, não havendo nenhuma
outra ramificação, ou seja, uma
ligação direta com o corpo
d'água no qual desembocará. É
característico de locais
onde não há
depósito/acumulação de
sedimentos. Exemplo: Rio
Congo, na África.
Tipos de foz
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Delta: A foz do tipo delta é aquela em
que se formam vários canais ou
ramificações aos quais o curso d'água
liga-se ao corpo d'água em que
desaguará. Esses canais são
entremeados de ilhas e característicos
de rios de planície, ou seja, áreas de
pouca declividade. Exemplos: Rio
Paranaíba, no Brasil, e o Rio Nilo, no
Egito.
Tipos de foz
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Mista: A foz do tipo mista é
aquela que apresenta tanto a
foz do tipo delta quanto a
foz do tipo estuário, ou seja,
apresenta ramificações bem
como um canal único de
desembocadura. O grande
exemplo é a foz do Rio
Amazonas, no Brasil. O rio
apresenta algumas
ramificações laterais e uma foz
principal com canal único sem
ramificações.
Tipos de foz
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O escoamento em áreas rurais pode
causar:
• Transbordamento dos rios pode alagar
plantações.
• Retirada de solo em áreas de plantio.
Uma das técnicas para preservar as áreas
de plantio é o uso das curvas de nível.
Essa técnica reduz a velocidade da água e
o impacto erosivo.
Problemas do escoamento nas áreas rurais
Áreas urbanas existe
menos áreas de grama e
terra, capazes de fazer
absorção e mais áreas de
concreto e asfalto, que
fazem apenas
escoamento superficial.
Chamamos isso de
impermeabilização do
solo.
Problemas do escoamento nas áreas urbanas
Problemas do escoamento nas áreas urbanas
Marginal Tietê e Pinheiros em São Paulo - SP
Problemas:
• Ocupação em áreas
de encosta (áreas de
risco)
• Alagamentos de vias
públicas.
• Alagamento de casas
A água doce é essencial para a vida. Ela é usada para beber,
cozinhar os alimentos, fazer higiene pessoal e irrigar as plantas. A
vida humana seria impossível sem ela.
Além disso, muitas atividades industriais de grande importância
não seriam realizadas sem a utilização da água doce dos rios e
lagos.
Quase 3/4 da superfície da Terra é coberta de água, mas a maior
parte é salgada (97%). Portanto, a água doce representa apenas
3% da água disponível na Terra, tendo dois usos principais:
a) Irrigação na agricultura
b)Consumo humano
Professor Henry
HIDROGRAFIA
IRRIGAÇÃO NA
AGRICULTURA
Professor Henry
Segundo a Organização das Nações Unidas para
Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 70% de toda
a água doce consumida pela humanidade é usada na
agricultura, 19% na indústria e apenas 11% tem outros
usos.
Criar um sistema de irrigação exige elevados
investimentos para construir barragens, estações de
bombeamento, tubulações e canais para levar a água
até as fazendas. Por meio dessa tecnologia, é possível
cultivar produtos em locais áridos e semiáridos, mas é
muito pequena a parcela da população mundial que
pode usar essa tecnologia, pois ela é cara.
Professor Henry
IRRIGAÇÃO NA AGRICULTURA
Observe o gráfico a seguir
Professor Henry
IRRIGAÇÃO NA AGRICULTURA
Embora o Brasil esteja entre os países com maior área irrigada do
mundo, a irrigação agrícola ainda é pouco utilizada, limitando-se a
alguns locais, como o vale do rio São Francisco.
Professor Henry
IRRIGAÇÃO NA AGRICULTURA
CONSUMO HUMANO
Professor Henry
Consumo humano: Também chamado uso
doméstico, corresponde a apenas 11% da água
potável utilizada pelos humanos. Embora seja
pouco, se comparado ao uso de água doce para
a agricultura, já existem milhões de pessoas sem
acesso à água potável.
Esse é um problema grave que tem preocupado o
mundo todo.
Professor Henry
CONSUMO HUMANO
Professor Henry
CONSUMO HUMANO
A NAVEGAÇÃO
FLUVIAL
Professor Henry
Sabemos que o custo de transferência de uma carga para uma
distância determinada varia muito de preço, segundo o meio de
transporte escolhido.
Se considerarmos que o custo desse transporte por navegação é 1, o
custo ferroviário seria três vezes maior; o rodoviário, quase nove vezes; e
o aeroviário, quase quinze vezes mais caro.
Atualmente, a navegação fluvial ocorre principalmente nas
proximidades de zonas industriais relativamente planas, onde os rios são
naturalmente navegáveis, ou seja, não necessitam de construção de
eclusas.
Quando os rios apresentam desníveis, com corredeiras e cachoeiras,
torna-se necessária a construção de eclusas.
Elas formam uma espécie de escadaria que pode ser vencida pelas
embarcações.
Professor Henry
A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
Observe o esquema a seguir.
Professor Henry
A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
No Brasil, o mais importante conjunto de eclusas está na região Sudeste.
No eixo Tietê-Paraná foram construídas várias eclusas ao lado de hidrelétricas
que impediam a circulação de barcos. Assim, a navegação nessa região
beneficia quem desenvolve atividades econômicas nas proximidades dos rios.
Professor Henry
A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
O Brasil tem uma das mais extensas redes
hidrográficas do mundo, com mais de 63 mil
quilômetros de rios, dos quais 22 mil quilômetros são
navegáveis.
No entanto, apenas 7 mil quilômetros de rios são
efetivamente utilizados.
A navegação fluvial só tem um papel essencial na
Amazônia, pois o povoamento está concentrado
nas margens dos rios e a densa floresta dificulta a
penetração para o interior.
Professor Henry
A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
Veja no mapa a seguir as principais fluviovias do Brasil.
Professor Henry
A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
A navegação fluvial no Brasil, embora seja o sistema de
transporte mais barato e limpo, está numa posição inferior
em relação aos outros meios de transporte.
Isso ocorre principalmente pelo fato de que na região
Sudeste, a mais rica do país, predominam rios de planalto
(encachoeirados, de difícil navegação).
Hoje, a maior importância da navegação está na
economia que ela proporciona, pois o transporte por
hidrovias consome menos combustível e, como vimos, é
muito mais barato e limpo (produz reduzida carga de
poluição) que o realizado por ferrovias ou rodovias.
Isso explica os altos investimentos que têm sido feitos em
eclusas para tornar vários rios brasileiros navegáveis.
Professor Henry
A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
Professor Henry
A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
Professor Henry
A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
Professor Henry
A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
A HIDRELETRICIDADE
Professor Henry
Parte da água proveniente das chuvas ou do degelo corre pela
superfície da Terra, formando os rios.
Quando os rios atravessam áreas de relevo com desníveis acentuados,
formam-se as cachoeiras, que podem atrapalhar a navegação, como
vimos.
No entanto, esses desníveis podem ser aproveitados para a produção
de energia elétrica, por meio de usinas hidrelétricas.
Para utilizar o potencial hidrelétrico de um rio, são necessárias grandes
obras de engenharia.
É preciso acentuar ainda mais o desnível do rio, construindo uma
barragem, que retém parte das águas e forma um grande reservatório.
A água é levada, por tubulações (dutos), para a parte mais baixa da
usina, onde estão as turbinas, que são movimentadas pela passagem
da água.
Professor Henry
A HIDRELETRICIDADE
Veja a seguir o esquema simplificado de uma usina hidrelétrica.
Professor Henry
A HIDRELETRICIDADE
Nos últimos anos, a participação das hidrelétricas
na geração de energia elétrica no mundo tem se
mantido abaixo de 20%.
Estados Unidos, China, Rússia, Canadá e Brasil
apresentam as maiores produções hidrelétricas do
mundo, favorecidos pela extensão de seus
territórios, pelo relevo com muitos desníveis e pelo
grande volume de água dos seus rios.
Professor Henry
A HIDRELETRICIDADE
Observe no gráfico a seguir a situação mundial.
Professor Henry
A HIDRELETRICIDADE
As hidrelétricas são consideradas produtoras ideais
de energia, pois geram baixa poluição, quando
comparadas aos combustíveis fósseis, como
petróleo, carvão e gás natural.
Mas existem problemas.
Um dos mais citados é a formação dos grandes
reservatórios, que provocam desequilíbrios
ambientais, e alguns problemas sociais, causados
pelo deslocamento das populações ribeirinhas.
Professor Henry
A HIDRELETRICIDADE
Professor Henry
A HIDRELETRICIDADE
Dúvidas?
Perguntas?
Sugestões?
Opiniões para as próximas
aulas?
Reclamações?
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  • 1.
    Professor Henrique Sales Capítulo12 – Águas Continentais
  • 2.
    HABILIDADES: • EF06GE04: Descrevero ciclo da água, comparando o escoamento superficial no ambiente urbano e rural, reconhecendo os principais componentes da morfologia das bacias e das redes hidrográficas e a sua localização no modelado da superfície terrestre e da cobertura vegetal. • EF06GE10: Explicar as diferentes formas de uso do solo (rotação de terras, terraceamento, aterros etc.) e de apropriação dos recursos hídricos (sistema de irrigação, tratamento e redes de distribuição), bem como suas vantagens e desvantagens em diferentes épocas e lugares.
  • 3.
    Hidrografia • 97,5% Oceanose mares. • 2,5% Águas Continentais • 69,8% Calotas Polares • 29 % Águas Subterrâneas • 0,9% Rios e Lagos. Página 122
  • 4.
  • 5.
    Curso do rio:Caminhos por onde fluxos naturais de agua se deslocam Nascente: onde o rio começa, afloramento de água. Afluente: rio que deságua em um rio principal. Foz: onde o rio deságua, é onde o rio termina. Leito: A superfície por onde correm as águas desses rios Margens: As terras que ficam de um lado e de outro lado do rio. Partes de um rio Página 122
  • 6.
  • 7.
    Seca (ou vazante):Período de estiagem, quando a vazão de um rio atinge o seu menor volume. Cheia: Quando a vazão de um rio atinge o seu maior volume. Afluente: rio que deságua em um rio principal. Regime fluvial Vista da Orla no Rio Branco em 18 de março (à esquerda) e em 18 de junho: em dois meses, volume de água aumentou no principal rio de Roraima. Regime: marca a variação do volume de água de um rio. Página 122
  • 8.
    - Pluvial: Alimentadopelas águas das chuvas e, às vezes, por afloramento das aguas provenientes de lençóis subterrâneos. - Nival: Proveniente do derretimento das geleiras e da neve das montanhas. - Pluvionival: Predomina a água da chuva, mas recebe água tanto da chuva quanto do degelo das neves e das geleiras. Tipos de Regime Fluvial Página 122
  • 9.
    Perenes: São aquelesque correm o ano inteiro, ou seja, não apresentam interrupção no fluxo de suas águas sobre nenhum período, seja ele de seca, seja de cheia. Esses rios são alimentados por uma fonte contínua que faz com que o nível de suas águas nunca fique abaixo da superfície terrestre. Intermitentes (ou temporários): São rios por onde escorre água por ocasião da estação chuvosa, porém, no período de estiagem, esses rios desaparecem. Esporádicos (ou efêmeros): são aqueles que se manifestam apenas em ocasiões de grandes chuvas, sendo do tipo pouco comum e de previsão pouco efetiva. Em alguns casos, eles levam décadas para manifestar-se e podem acarretar enchentes, principalmente quando há ocupação humana das áreas de ocorrência desses rios em seu período de seca. Classificação dos rios pluviais Página 122
  • 10.
    Redes e BaciaHidrográficas Rede Hidrográfica: conjunto de rios de uma bacia. Bacia Hidrográfica: área drenada pelo rio principal e seus afluentes - rede hidrográfica. Divisores de águas: elevações no terreno de limitam as bacias hidrográficas, separando uma de outra. Página 123
  • 11.
  • 12.
    Professor Henry AS PRINCIPAISBACIAS HIDROGRÁFICAS NO BRASIL As principais bacias hidrográficas brasileiras são muito extensas e estão divididas em bacias principais e secundárias, como é possível observar no mapa a seguir. Página 123
  • 13.
    Redes e BaciaHidrográficas • “a jusante” faz referência ao lado onde vaza a maré. Este termo pode ser usado como referência para situar uma cidade, uma barragem, uma cachoeira, um afluente, uma ponte, ou qualquer outra coisa que esteja próximo à foz. • “a montante” faz referência a um ponto mais próximo da nascente. Esse ponto pode ser usado de referência para situar uma cidade às margens do rio, uma cachoeira, uma barragem, uma ponte, etc. Página 123
  • 14.
    Curso dos rios Cursosuperior: próximo às nascentes ou cabeceiras (à montante). Curso médio: trecho intermediário em relação à nascentes e à foz. Curso inferior: trecho próximo à foz ou à desembocadura dos rios (à jusante) Página 123
  • 15.
    - Ação erosiva(desgaste ou destruição), que escava o leito (fundo do rio) e modela suas vertentes (lados). - Ação de transporte de sedimentos - Ação de acumulação (deposição de sedimentos de sedimentos) Ação dos rios Página 123
  • 16.
    A influência dorelevo Rios de planalto – são rios que costumam apresentar-se em áreas de relevo mais acentuado, possuindo um fluxo de água mais forte em razão dos muitos acidentes geográficos ao longo de seu percurso. Por apresentarem uma grande diferença de nível altimétrico entre sua nascente e a sua foz, esses rios são considerados ideais para a geração de eletricidade, porém pouco recomendados para a navegação na maior parte de suas áreas. Página 123
  • 17.
    A influência dorelevo Rios de planície – são rios que apresentam um curso mais regular, haja vista o relevo menos acentuado. Por isso, o fluxo de suas águas não é rápido e a instalação de hidroelétricas, embora seja possível, é pouco recomendada, pois demanda a construção de barragens muito grandes para um baixo aproveitamento energético, o que gera duros impactos ambientais. Os rios de planície mais antigos costumam apresentar canais cheios de meandros, ou seja, com “curvas” muito frequentes e acentuadas, a exemplo do Rio Amazonas. Página 123
  • 18.
    A influência dorelevo Página 123
  • 19.
    Estuário: A fozdo tipo estuário é aquela em que o curso d'água deságua por meio de um único canal, não havendo nenhuma outra ramificação, ou seja, uma ligação direta com o corpo d'água no qual desembocará. É característico de locais onde não há depósito/acumulação de sedimentos. Exemplo: Rio Congo, na África. Tipos de foz Página 124
  • 20.
    Delta: A fozdo tipo delta é aquela em que se formam vários canais ou ramificações aos quais o curso d'água liga-se ao corpo d'água em que desaguará. Esses canais são entremeados de ilhas e característicos de rios de planície, ou seja, áreas de pouca declividade. Exemplos: Rio Paranaíba, no Brasil, e o Rio Nilo, no Egito. Tipos de foz Página 124
  • 21.
    Mista: A fozdo tipo mista é aquela que apresenta tanto a foz do tipo delta quanto a foz do tipo estuário, ou seja, apresenta ramificações bem como um canal único de desembocadura. O grande exemplo é a foz do Rio Amazonas, no Brasil. O rio apresenta algumas ramificações laterais e uma foz principal com canal único sem ramificações. Tipos de foz Página 124
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 26.
  • 27.
    O escoamento emáreas rurais pode causar: • Transbordamento dos rios pode alagar plantações. • Retirada de solo em áreas de plantio. Uma das técnicas para preservar as áreas de plantio é o uso das curvas de nível. Essa técnica reduz a velocidade da água e o impacto erosivo. Problemas do escoamento nas áreas rurais
  • 29.
    Áreas urbanas existe menosáreas de grama e terra, capazes de fazer absorção e mais áreas de concreto e asfalto, que fazem apenas escoamento superficial. Chamamos isso de impermeabilização do solo. Problemas do escoamento nas áreas urbanas
  • 30.
    Problemas do escoamentonas áreas urbanas Marginal Tietê e Pinheiros em São Paulo - SP Problemas: • Ocupação em áreas de encosta (áreas de risco) • Alagamentos de vias públicas. • Alagamento de casas
  • 32.
    A água doceé essencial para a vida. Ela é usada para beber, cozinhar os alimentos, fazer higiene pessoal e irrigar as plantas. A vida humana seria impossível sem ela. Além disso, muitas atividades industriais de grande importância não seriam realizadas sem a utilização da água doce dos rios e lagos. Quase 3/4 da superfície da Terra é coberta de água, mas a maior parte é salgada (97%). Portanto, a água doce representa apenas 3% da água disponível na Terra, tendo dois usos principais: a) Irrigação na agricultura b)Consumo humano Professor Henry HIDROGRAFIA
  • 33.
  • 34.
    Segundo a Organizaçãodas Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cerca de 70% de toda a água doce consumida pela humanidade é usada na agricultura, 19% na indústria e apenas 11% tem outros usos. Criar um sistema de irrigação exige elevados investimentos para construir barragens, estações de bombeamento, tubulações e canais para levar a água até as fazendas. Por meio dessa tecnologia, é possível cultivar produtos em locais áridos e semiáridos, mas é muito pequena a parcela da população mundial que pode usar essa tecnologia, pois ela é cara. Professor Henry IRRIGAÇÃO NA AGRICULTURA
  • 35.
    Observe o gráficoa seguir Professor Henry IRRIGAÇÃO NA AGRICULTURA
  • 36.
    Embora o Brasilesteja entre os países com maior área irrigada do mundo, a irrigação agrícola ainda é pouco utilizada, limitando-se a alguns locais, como o vale do rio São Francisco. Professor Henry IRRIGAÇÃO NA AGRICULTURA
  • 37.
  • 38.
    Consumo humano: Tambémchamado uso doméstico, corresponde a apenas 11% da água potável utilizada pelos humanos. Embora seja pouco, se comparado ao uso de água doce para a agricultura, já existem milhões de pessoas sem acesso à água potável. Esse é um problema grave que tem preocupado o mundo todo. Professor Henry CONSUMO HUMANO
  • 39.
  • 40.
  • 41.
    Sabemos que ocusto de transferência de uma carga para uma distância determinada varia muito de preço, segundo o meio de transporte escolhido. Se considerarmos que o custo desse transporte por navegação é 1, o custo ferroviário seria três vezes maior; o rodoviário, quase nove vezes; e o aeroviário, quase quinze vezes mais caro. Atualmente, a navegação fluvial ocorre principalmente nas proximidades de zonas industriais relativamente planas, onde os rios são naturalmente navegáveis, ou seja, não necessitam de construção de eclusas. Quando os rios apresentam desníveis, com corredeiras e cachoeiras, torna-se necessária a construção de eclusas. Elas formam uma espécie de escadaria que pode ser vencida pelas embarcações. Professor Henry A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
  • 42.
    Observe o esquemaa seguir. Professor Henry A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
  • 43.
    No Brasil, omais importante conjunto de eclusas está na região Sudeste. No eixo Tietê-Paraná foram construídas várias eclusas ao lado de hidrelétricas que impediam a circulação de barcos. Assim, a navegação nessa região beneficia quem desenvolve atividades econômicas nas proximidades dos rios. Professor Henry A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
  • 44.
    O Brasil temuma das mais extensas redes hidrográficas do mundo, com mais de 63 mil quilômetros de rios, dos quais 22 mil quilômetros são navegáveis. No entanto, apenas 7 mil quilômetros de rios são efetivamente utilizados. A navegação fluvial só tem um papel essencial na Amazônia, pois o povoamento está concentrado nas margens dos rios e a densa floresta dificulta a penetração para o interior. Professor Henry A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
  • 45.
    Veja no mapaa seguir as principais fluviovias do Brasil. Professor Henry A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
  • 46.
    A navegação fluvialno Brasil, embora seja o sistema de transporte mais barato e limpo, está numa posição inferior em relação aos outros meios de transporte. Isso ocorre principalmente pelo fato de que na região Sudeste, a mais rica do país, predominam rios de planalto (encachoeirados, de difícil navegação). Hoje, a maior importância da navegação está na economia que ela proporciona, pois o transporte por hidrovias consome menos combustível e, como vimos, é muito mais barato e limpo (produz reduzida carga de poluição) que o realizado por ferrovias ou rodovias. Isso explica os altos investimentos que têm sido feitos em eclusas para tornar vários rios brasileiros navegáveis. Professor Henry A NAVEGAÇÃO FLUVIAL
  • 47.
  • 48.
  • 49.
  • 50.
  • 51.
    Parte da águaproveniente das chuvas ou do degelo corre pela superfície da Terra, formando os rios. Quando os rios atravessam áreas de relevo com desníveis acentuados, formam-se as cachoeiras, que podem atrapalhar a navegação, como vimos. No entanto, esses desníveis podem ser aproveitados para a produção de energia elétrica, por meio de usinas hidrelétricas. Para utilizar o potencial hidrelétrico de um rio, são necessárias grandes obras de engenharia. É preciso acentuar ainda mais o desnível do rio, construindo uma barragem, que retém parte das águas e forma um grande reservatório. A água é levada, por tubulações (dutos), para a parte mais baixa da usina, onde estão as turbinas, que são movimentadas pela passagem da água. Professor Henry A HIDRELETRICIDADE
  • 52.
    Veja a seguiro esquema simplificado de uma usina hidrelétrica. Professor Henry A HIDRELETRICIDADE
  • 53.
    Nos últimos anos,a participação das hidrelétricas na geração de energia elétrica no mundo tem se mantido abaixo de 20%. Estados Unidos, China, Rússia, Canadá e Brasil apresentam as maiores produções hidrelétricas do mundo, favorecidos pela extensão de seus territórios, pelo relevo com muitos desníveis e pelo grande volume de água dos seus rios. Professor Henry A HIDRELETRICIDADE
  • 54.
    Observe no gráficoa seguir a situação mundial. Professor Henry A HIDRELETRICIDADE
  • 55.
    As hidrelétricas sãoconsideradas produtoras ideais de energia, pois geram baixa poluição, quando comparadas aos combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural. Mas existem problemas. Um dos mais citados é a formação dos grandes reservatórios, que provocam desequilíbrios ambientais, e alguns problemas sociais, causados pelo deslocamento das populações ribeirinhas. Professor Henry A HIDRELETRICIDADE
  • 56.
  • 57.
    Dúvidas? Perguntas? Sugestões? Opiniões para aspróximas aulas? Reclamações? http://blogdoprofessorhenry.blogspot.com.br/ Professor Henry