Principais toques de atabaques
É a percussão dos tambores ou Atabaque que varia de acordo com a nação
do Candomblé. Essa percussão pode ser feita com as mãos ou com duas varetas de
nome aguidavi, ou por vezes com uma mão e um aquidavi, dependendo
do ritmo (toque) e do atabaque que está sendo tocado.
Dobrar os couros - é um repique lento sequencial e cadenciado que é feito para
homenagear visitasilustres que estão chegando no terreiro, praticamente é o convite para
a pessoa entrar. Durante a festa, quando chegam os convidados ou sacerdotes e ogans de
outras casas, interrompe-se o toque que está sendo executado para os orixás e dobra-se
os couros, após a entrada dos convidados o toque é retomado normalmente. Algumas
casas de candomblé não usam dobrar os couros para as visitas, mas a maioria considera
isso uma honra. Dobra-se os couros também em outras ocasiões, mas sempre para
homenagear.
Nas casas de candomblé bantu Angola e Congo são tocados só com as mãos, não se faz
uso dosaguidavi.
A palavra também pode ser usada como toque de candomblé referindo-se as festas
públicas, ou toque de orixá alguns exemplos:
Hamunha ou Avamunha : Toque que servem para saída e recolhimento de filhos e
orixás.
Adarrum ou Adahun : Toque que serve para chamar orixás
Opanijé : Toque para o Orixá Obaluayê
Alujá : Toque para o Orixá Xangô [1]
Ijexá : Toque para o Orixá Oxum
Ilú ou Ylú : Toque para o Orixá Oyá
Agueré : Toque para o Orixá Oxóssi
Igbi : Toque para o Orixá Oxalá
Batá : Toque para o Orixá Oxalá
Bravun : Toque para o Orixá Oxumarê
Sató : Toque para o Orixá Nanã
Barlavento ou Barravento[2]
: Toque de Angola e Congo
Congo de Ouro : Toque de Angola e Congo
Muzenza : Toque de Angola e Congo
Cabula : Toque de Angola e Congo
Faça oferenda (passo a passo) ao seu
Orixás
Comidas rituais são as comidas específicas de cada Orixá, que para serem preparadas
são submetidas a um verdadeiro ritual. Esses alimentos depois de prontos são
oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas, durante a festa ou no final,
em grande parte são distribuídas para todos os presentes, são chamadas comida de
axé pois acredita-se que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé as mesmas.
Eis então algumas das principais comidas:
Acarajé – é a comida ritual do Orixá Iansã. O acarajé é feito com feijão-frade, que deve
ser partido num moinho em pedaços grandes e colocado de molho em água para
soltar a casca, após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez
deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um
pouco de sal. O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa.
Quando a massa estiver no ponto ela fica com a aparência de espuma, para fritar use
uma panela funda com bastante azeite de dendê.
Ado – é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e
temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente ao Orixá Oxum.
Amalá – é comida ritual do Orixá Xangô. É feito com quiabo cortado, cebola ralada, pó
de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce, pode ser feito de várias maneiras. É
oferecido numa gamela forrada com massa de acaçá.
Axoxô – é comida ritual do Orixá Oxóssi, milho vermelho cozido refogado com cebola
ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê, enfeitado com fatias de coco sem casca.
Deburu – é a comida ritual do Orixá Obaluaiyê , é o milho de pipoca estourado numa
panela com areia . Depois de peneirar a areia essa pipoca é colocada num alguidar ou
tigela (de barro) e enfeitado com pedacinhos de coco.
Ekuru – é uma comida ritual, a massa é preparada da mesma forma que a massa do
acarajé , feijão-frade sem casca triturado, envolta em folhas de bananeira como o
acaçá e cozido no vapor.
Omolocum – comida ritual da Orixá Oxum , é feito com feijão-frade cozido, refogado
com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce. Enfeitado com
camarões inteiros e ovos cozidos inteiros sem casca, normalmente são colocados 5
ovos ou 8 ovos, mas essa quantidade pode mudar de acordo com a obrigação do
candomblé.
Abará – é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da
comida ritual do candomblé . A preparação da massa é idêntica à do acarajé. Quando
comida ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão e quando da culinária baiana
coloca-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que pode ser moído
junto com o feijão e depois colocar alguns inteiros. Essa massa deve ser envolvida em
pequenos pedaços de folha de bananeira semelhante ao processo usado para fazer o
acaçá e deve ser cozido no vapor em banho-maria; é servido na própria folha.
Acaçá - é uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana . Feito com milho
branco ou milho vermelho, que após ficar de molho em água de um dia para o outro,
deve ser moído num moinho formando uma massa que deverá ser cozida numa panela
com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto. O ponto de cozedura pode ser visto
quando a massa não dissolve se pingada num copo com água. Ainda quente essa
massa deve ser embrulhada em pequenas porções, em folha de bananeira
previamente limpa, passada no fogo e cortada em tamanho igual para que todos
fiquem do mesmo tamanho. Coloca-se a folha na palma da mão esquerda e coloca-se a
massa, com o dedo polegar dobra-se a primeira ponta da folha sobre a massa, dobra-
se a outra ponta cruzando por cima e virando para baixo, faz o mesmo do outro lado.
O formato que vai ficar é de uma pirâmide rectangular.
Caruru – É uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana. É preparado com
quiabo cortado em quatro de comprido e depois em rodelas, cebola ralada ou batida
no processador, pó de camarão, sal, azeite de dendê, castanha-de-caju torrada e
moída, amendoim torrado sem casca e moído.
Preparação: Numa panela coloque azeite de dendê, a cebola e o sal refogue um pouco
em seguida coloque o quiabo cortado, colocar um pouco de água e deixar cozinhar,
quando estiver cozido colocar aos poucos a castanha e o amendoim acrescentando um
pouco mais de dendê, depois de pronto é colocado numa gamela.
Efó - é uma comida ritual e da culinária baiana , pode ser feita com a folha chamada
língua de vaca ou com folha de mostarda.
Preparação: Meio quilo de camarão seco, descascado. Pimenta-malagueta em pó.
Meio dente de alho. Uma cebola. Uma pitada de coentro. Um maço de língua-de-vaca
(ou taioba, ou bertalha, ou espinafre, ou mostarda). Primeiro, ferve-se a língua-de-
vaca, escorre-se numa peneira, estende-se na tábua e bate-se bem com a faca, até
ficar uniforme. Enxuga-se e estende-se na peneira para secar toda a água. Cozinha-se
no azeite-de-dendê puro, temperado com tudo o resto. A panela fica tapada, para
suar. Come-se com arroz. Nanã, rainha das águas doces, quando escolhe, pede um
bom efó de língua-de-vaca.
Xangô
Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi
ele o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras.
Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um Orixá
com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos. Essa confusão
acontece por dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém
que cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça - representa a
autoridade constituída no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no norte do Brasil
diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô. No Nordeste, mais especificamente
em Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé recebeu o nome genérico de
Xangô, talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os
negros que vieram trazidos de África. Na mesma linha de uso impróprio, pode-se
encontrar a expressão Xangô de Caboclo, que se refere obviamente ao que chamamos
de Candomblé de Caboclo.
Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que um
certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e
desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando
inquiridos.
Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o
Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão.
Na África, se uma casa é atingida por um raio, o seu proprietário paga altas multas aos
sacerdotes de Xangô, pois se considera que ele incorreu na cólera do Deus. Logo
depois os sacerdotes vão revirar os escombros e cavar o solo em busca das pedras-de-
raio formadas pelo relâmpago. Pois seu axé está concentrado genericamente nas
pedras, mas, principalmente naquelas resultantes da destruição provocada pelos raios,
sendo o Meteorito é seu axé máximo.
Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em contendas pessoais
suas, presentes nas lendas referentes a seus envolvimentos amorosos e congêneres).
Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos
os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. Seu Axé, portanto
está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da
terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas pedras são inteiras, duras de se quebrar, fixas e
inabaláveis, como o próprio Orixá.
Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de
comum entre ele e Zeus, o deus principal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de
Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o
poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca
poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de
vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos
contendores, sendo essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da
justiça por ele aplicada. Segundo Pierre Verger, esse símbolo se aproxima demais do
símbolo de Zeus encontrado em Creta. Assim como Zeus, é uma divindade ligada à
força e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas lendas a
seu respeito, uma intensa atividade amorosa.
Outra informação de Pierre Verger especifica que esse Oxé parece ser a estilização de
um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o
duplo machado, e lembra, de certa forma a cerimônia chamada ajerê, na qual os
iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual
queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é
simulado.
Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos
destemperos, mas vital e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor.
Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com
a morte. Se Nanã é como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os
espíritos de seres humanos mortos, Eguns, Xangô é que mais os detesta ou os teme.
Há quem diga que, quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixá o
abandona, retirando-se de sua cabeça e de sua essência, entregando a cabeça de seus
filhos a Obaluaiê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal o grau de aversão que
tem por doenças e coisas mortas.
Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas
praticamente todos aceitam como preceito que um filho que seja um iniciado com o
Orixá na cabeça, não deve entrar em cemitérios nem acompanhar a enterros.
Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos
trancados, pertencem a Xangô.
Xangô teria como seu ponto fraco, a sensualidade devastadora e o prazer, sendo
apontado como uma figura vaidosa e de intensa atividade sexual em muitas lendas e
cantigas, tendo três esposas: Obá, a mais velha e menos amada; Oxum, que era casada
com Oxossi e por quem Xangô se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi; e Iansã,
que vivia com Ogum e que Xangô raptou.
No aspecto histórico Xangô teria sido o terceiro Aláàfin Oyó, filho de Oranian e Torosi,
e teria reinado sobre a cidade de Oyó (Nigéria), posto que conseguiu após destronar o
próprio meio-irmão Dada-Ajaká com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma
aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô.
Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se na floresta, sempre
acompanhado da fiel Iansã, enforcou-se e ela também. Seu corpo desapareceu
debaixo da terra num profundo buraco, do qual saiu uma corrente de ferro - a cadeia
das gerações humanas. E ele se transformou num Orixá. No seu aspecto divino, é filho
de Oxalá, tendo Yemanjá como mãe.
Xangô também gera o poder da política. É monarca por natureza e chamado pelo
termo obá, que significa Rei. No dia-a-dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias,
ministérios políticos, lideranças sindicais, associações, movimentos políticos, nas
campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das
relações humanas ou nos governos, de um modo geral.
Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa. É a rigidez, organização, o
trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o
levante, à vontade de vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial,
monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de
liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale
a pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo.
Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalá com Yemanjá. Diz a lenda que ele foi rei de
Oyó. Rei poderoso e orgulhoso e teve que enfrentar rivalidades e até brigar com seus
irmãos para manter-se no poder.
Características
Cor
Marrom (branco e vermelho)
Fio de Contas
Marrom leitosa
Ervas
Erva de São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega Mina, Elevante, Cordão de
Frade, Jarrinha, Erva de Bicho, Erva Tostão, Caruru, Para raio, Umbaúba. (Em algumas
casas: Xequelê)
Símbolo
Machado
Pontos da Natureza
Pedreira
Flores
Cravos Vermelhos e brancos
Essências
Cravo (flor)
Pedras
Meteorito, pirita, jaspe.
Metal
estanho
Saúde
fígado e vesícula
Planeta
Júpiter
Dia da Semana
Quarta-Feira
Elemento
Fogo
Chacra
cardíaco
Saudação
Kaô Cabecile (Opanixé ô Kaô)
Bebida
Cerveja Preta
Animais
Tartaruga, Carneiro
Comidas
Agebô, Amalá
Numero
12
Data Comemorativa
30 de Setembro
Sincretismo:
São José, Santo Antônio, São Pedro, Moisés, São João Batista, São Gerônimo.
Incompatibilidades:
Caranguejo, Doenças
Qualidades:
Dadá, Afonjá, Lubé, Agodô, Koso, Jakuta, Aganju, Baru, Oloroke, Airá Intile, Airá
Igbonam, Airá Mofe, Afonjá, Agogo, Alafim
Atribuições
Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando
nos seres o senso de equilíbrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando
para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo
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As Características Dos Filhos De Xangô
Para a descrição dos arquétipos psicológico e físico das pessoas que correspondem a
Xangô, deve-se ter em mente uma palavra básica: Pedra. É da rocha que eles mais se
aproximam no mundo natural e todas as suas características são balizadas pela
habilidade em verem os dois lados de uma questão, com isenção e firmeza granítica
que apresentam em todos os sentidos.
Atribui-se ao tipo Xangô um físico forte, mas com certa quantidade de gordura e uma
discreta tendência para a obesidade, que se ode manifestar menos ou mais claramente
de acordo com os Ajuntós (segundo e terceiro Orixá de uma pessoa). Por outro lado,
essa tendência é acompanhada quase que certamente por uma estrutura óssea bem-
desenvolvida e firme como uma rocha.
Tenderá a ser um tipo atarracado, com tronco forte e largo, ombros bem
desenvolvidos e claramente marcados em oposição à pequena estatura;
A mulher que é filha de Xangô, pode ter forte tendência à falta de elegância. Não que
não saiba reconhecer roupas bonitas - tem, graças à vaidade intrínseca do tipo,
especial fascínio por indumentárias requintadas e caras, sabendo muito bem distinguir
o que é melhor em cada caso. Mas sua melhor qualidade consiste em saber escolher as
roupas numa vitrina e não em usá-las. Não se deve estranhar seu jeito meio masculino
de andar e de se portar e tal fato não deve nunca ser entendido como indicador de
preferências sexuais, mas, numa filha de Xangô é um processo de comportamento a
ser cuidadosamente estabelecido, já que seu corpo pode aproximar-se mais dos
arquétipos culturais masculinos do que femininos; ombros largos, ossatura
desenvolvida, porte decidido e passos pesados, sempre lembrando sua consistência de
pedra.
Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo. Seus filhos,
portanto, costumam trazer essa marca, sejam homens, sejam mulheres (que estão
entre as mais ardentes do mundo). Os filhos de Xangô são tidos como grandes
conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume
papel importante em sua vida.
São honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, porque para eles
sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta
atenção depois de satisfeito desejo.
Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de energia e uma
enorme auto-estima, uma clara consciência de que são importantes, dignos de
respeito e atenção, principalmente, que sua opinião será decisiva sobre quase todos os
tópicos - consciência essa um pouco egocêntrica e nada relacionada com seu real
papel social. Os filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certas ocasiões por gente
mais importante que eles e até mesmo quando não são considerados especialistas
num assunto ou de fato capacitados para emitir opinião.
Porém, o senhor de engenho que habita dentro deles faz com que não aceitem o
questionamento de suas atitudes pelos outros, especialmente se já tiverem
considerado o assunto em discussão encerrado por uma determinação sua. Gostam
portanto, de dar a última palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando
contrariados porém, se tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse
momento, resolvem tudo de maneira demolidora e rápida mas, feita a lei, retornam a
seu comportamento mais usual.
Em síntese, o arquétipo associado a Xangô está próximo do déspota esclarecido,
aquele que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não admite dúvidas em relação a
seu direito de detê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido de
valores claros e pouco discutíveis. É variável no humor, mas incapaz de
conscientemente cometer uma injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses
ou amizades.
Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer
influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e
equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e
incontrolável.
Cozinha ritualística
Caruru
Afervente o camarão seco, descasque-o e passe na máquina de moer. Descasque o
amendoim torrado, o alho e a cebola e passe também na máquina de moer. Misture
todos esses ingredientes moídos e refogue-os no dendê, até que comecem a dourar.
Junte os quiabos lavados, secos e cortados em rodelinhas bem finas. Misture com uma
colher de pau e junte um pouco de água e de dendê em quantidade bastante para
cozinhar o quiabo. Se precisar, ponha mais água e dendê enquanto cozinha. Prove e
tempere com sal a gosto. Mexa o caruru com colher de pau durante todo o tempo que
cozinha. Quando o quiabo estiver cozido, junte os camarões frescos cozidos e o peixe
frito (este em lascas grandes), dê mais uma fervura e sirva, bem quente.
Ajebô
Corte os quiabos em rodelas bem fininhas em uma Gamela, e vá batendo eles como se
estivesse ajuntando eles com as mãos, até que crie uma liga bem Homogênea.
Rabada
Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de
cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas,
junte a rabada cozida. Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela,
coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para
baixo.
Lendas de Xangô
A Justiça de Xangô
Certa vez, viu-se Xangô acompanhado de seus exércitos frente a frente com um
inimigo que tinha ordens de seus superiores de não fazer prisioneiros, as ordens era
aniquilar o exército de Xangô, e assim foi feito, aqueles que caiam prisioneiros eram
barbaramente aniquilados, destroçados, mutilados e seus pedaços jogados ao pé da
montanha onde Xangô estava. Isso provocou a ira de Xangô que num movimento
rápido, bate com o seu machado na pedra provocando faíscas que mais pareciam
raios. E quanto mais batia mais os raios ganhavam forças e mais inimigos com eles
abatia. Tantos foram os raios que todos os inimigos foram vencidos. Pela força do seu
machado, mais uma vez Xangô saíra vencedor. Aos prisioneiros, os ministros de Xangô
pediam os mesmo tratamento dado aos seus guerreiros, mutilação, atrocidades,
destruição total. Com isso não concordou com Xangô.
- Não! O meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça, eram guerreiros
cumprindo ordens, seus líderes é quem devem pagar!
E levantando novamente seu machado em direção ao céu, gerou uma série de raios,
dirigindo-os todos, contra os líderes, destruindo-os completamente e em seguida
libertou a todos os prisioneiros que fascinados pela maneira de agir de Xangô,
passaram a segui-lo e fazer parte de seus exércitos.
A Lenda da Riqueza de Obará
Eram dezesseis irmãos, Okaram, Megioko, Etaogunda, Yorossum, Oxé, Odí, Edjioenile,
Ossá, Ofum, Owarin, Edjilaxebora, Ogilaban, Iká, Obetagunda, Alafia e Obará. Entre
todos Obará era o mais pobre, vivendo em uma casinha de palha no meio da floresta,
com sua vida humilde e simples.
Um dia os irmãos foram fazer a visita anual ao babalaô para fazer suas consultas, e
prontamente o babalaô perguntou: Onde está o irmão mais pobre? Os outros irmão
disseram-lhe que avia se adoentado e não poderia comparecer, mas na verdade eles
tinham vergonha do irmão pobre. Como era de costume o babalaô presenteou a cada
irmão com uma lembrança, simples, mas de coração e após a consulta foram todos a
caminho de casa. Enquanto caminhavam, maldiziam o presente dado pelo babalaô,
Morangas? Isso é presente que se dê? Abóboras? .
A noite se aproximava e a casa de Obará estava perto, resolveram então passar a noite
lá. Chegando a casa do irmão, todos entraram e foram muito bem recebidos, Obará
pediu a esposa que preparasse comida e bebida a todos, e acabaram com tudo o que
havia para comer na casa. O dia raiando os irmãos foram embora sem agradecer, mas
antes lhe deixaram as abóboras como presente, pois se negavam a come-las.
Na hora do almoço, a esposa de Obará lhe disse que não havia mais nada o que comer,
apenas as abóboras que não estavam boas, mas Obará pediu-lhe que as fizesse assim
mesmo. Quando abriram as abóboras, dentro delas haviam várias riquezas em ouro e
pedras preciosas e Obará prosperou.
Tempos depois, os irmãos de Obará passavam por tempos de miséria, e foram ao
Babalaô para tentar resolver a situação, ao chegar lá escutaram a multidão saldando
um príncipe em seu cavalo branco e muitos servos em sua comitiva entrando na
cidade, quando olharam para o príncipe perceberam que era seu irmão Obará e
perguntaram ao Babalaô como poderia ser possível e ele respondeu: Lembram-se das
abóboras que vos dei, dentro haviam riquezas em pedras e ouro mas a vaidade e
orgulho não vos deixaram ver e hoje quem era o mais pobre tornou-se o mais rico.
Foram então os irmãos ao palácio de Obará para tentar recuperar as abóboras e lá
chegando, disseram a Obará que lhes devolvessem as Abóboras e Obará assim o fez,
mas antes esvaziou todas e disse: Eis aqui meus irmãos, as abóboras que me deram
para comer, agora são vocês que as comerão. E quando o babalaô em visita ao palácio
de Obará lhe disse: Enquanto não revelares o que tens, tu sempre terás. E foi assim
que se explica o motivo que quem carrega este Odú não pode revelar o que tem pois
corre o risco de perder tudo, como os irmãos de Obará!
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Xangô cumpre a promessa feita a Oxum
Quando Xangô pediu Oxum em casamento, ela disse que aceitaria com a condição de
que ele levasse o pai dela, Oxalá, nas costas para que ele, já muito velho, pudesse
assistir ao casamento. Xangô, muito esperto, prometeu que depois do casamento
carregaria o pai dela no pescoço pelo resto da vida; e os dois se casaram. Então, Xangô
arranjou uma porção de contas vermelhas e outra de contas brancas, e fez um colar
com as duas misturadas. Colocando-o no pescoço, foi dizer a Oxum: “- Veja, eu já
cumpri minha promessa. As contas vermelhas são minhas e as brancas, de seu pai;
agora eu o carrego no pescoço para sempre.”
(2)
Xangô torna-se Orixá
Xangô vivia em seu reino com suas 3 mulheres ( Iansã, Oxum e Obá ), muitos servos,
exércitos, gado e riquezas. Certo dia, ele subiu num morro próximo, junto com Iansã;
ele queria testar um feitiço que inventara para lançar raios muito fortes. Quando
recitou a fórmula, ouviu-se uma série de estrondos e muitos raios riscaram o céu.
Quando tudo se acalmou, Xangô olhou em direcção à cidade e viu que seu palácio fora
atingido. Ele e Iansã correram para lá e viram que não havia sobrado nada nem
ninguém. Desesperado, Xangô bateu com os pés no chão e afundou pela terra; Iansã o
imitou. Oxum e Obá viraram rios e os 4 se tornaram Orixás.
(3)
Xangô é condenado por Oxalá comer como os escravos
Airá, aquele que se veste de branco, foi um dia às terras do velho Oxalá para levá-lo à
festa que faziam em sua cidade. Oxalá era velho e lento, Por isso Airá o levava nas
costas. Quando se aproximavam do destino, vira a grande pedreira de Xangô, bem
perto de seu grande palácio. Xangô levou Oxalufã ao cume, para dali mostrar ao velho
amigo todo o seu império e poderio. E foi lá de cima que Xangô avistou uma belíssima
mulher mexendo sua panela. Era Oiá! Era o amalá do rei que ela preparava!
Xangô não resistiu à tamanha tentação. Oiá e amalá! Era demais para a sua gulodice,
depois de tanto tempo pela estrada. Xangô perdeu a cabeça e disparou caminho
abaixo, largando Oxalufã em meio às pedras, rolando na poeira, caindo pelas valas.
Oxalufã se enfureceu com tamanho desrespeito e mandou muitos castigos, que
atingiram diretamente o povo de Xangô.
Xangô, muito arrependido, mandou todo o povo trazer água fresca e panos limpos.
Ordenou que banhassem e vestissem Oxalá. Oxalufã aceitou todas as desculpas e
apreciou o banquete de caracóis e inhames, que por dias o povo lhe ofereceu. Mas
Oxalá impôs um castigo eterno a Xangô. Ele que tanto gosta de fartar-se de boa
comida.
Nunca mais pode Xangô comer em prato de louça ou porcelana. Nunca mais pode
Xangô comer em alguidar de cerâmica. Xangô só pode comer em gamela de pau, como
comem os bichos da casa e o gado e como comem os escravos.
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Xangô
Xangô traz nas mãos o Oxé, machado de dois lados representando o peso igual nos
julgamentos. Traz também o xerém, espécie de chocalho usado para dispertar a ira dos
raios e das trovoadas.
Página Inicial
XANGÔ – O Rei do Trovão
Orixá de grande valia e importância nos Cultos Afro-Brasileiros, tem alguns cultos que
levam o seu próprio nome, tamanha a popularidade deste Orixá. Divide com Ogum a
popularidade e o respeito dos fiéis, tanto nos Candomblés (diversas nações) como na
Umbanda. Xangô foi o grande Obá (rei) da cidade de Oyó, representando, na linha de
sucessão, seu quarto alafin (segundo fontes fidedignas). Ele fez sua passagem pela
Terra por volta de 1450 a. C., filho de Oranian e Torossi. Governou com mãos de ferro,
sendo, ao mesmo tempo, temido e adorado pelo povo. Muitas vezes comportou-se
como tirano, na sua ânsia pelo poder. Alguns relatos afirmam que Xangô destronou
seu próprio irmão, Dadá-Ajanká, para tomar o seu lugar. É o orixá das pedreiras, das
terras áridas e das rochas. Seu elemento é o fogo, dominando também o raio e o
trovão. O metal a que pertence é o cobre. Possui, como símbolo da natureza, a pedra
de raio, que se cria quando um raio cai na terra. Sua ferramenta principal é o Oxé, ou
machado duplo, simbolizando a imparcialidade na hora da justiça. Carrega também o
Xerém, espécie de cabaça que é usada por certas qualidades deste Orixá. Xangô detém
um profundo conhecimento e ligação com as árvores, de onde provêm muitos de seus
objetos de culto, como a gamela e o pilão. É muito violento, mas nunca gratuitamente.
Quando provocado, castiga seus inimigos sem piedade, sendo implacável nas guerras
de conquista, atividade que exerce com maestria. Se for necessário, Xangô usa seus
poderes de feitiçaria para destruir o inimigo. Como grande amante da justiça, é
imparcial em suas ações, usando toda sua autoridade para resolver as mais difíceis
questões, tarefa que ninguém gosta de fazer. Sempre podemos recorrer a ele quando
nos defrontarmos com questões litigiosas ou problemas jurídicos. Segundo a mitologia
africana, um traço marcante desse orixá é o fato de se fazer notar, sendo muito
atraente e vaidoso. Ele teve várias uniões com outros orixás, como Oxum, Obá e Iansã,
que era sua prima e esposa predileta. Diz a tradição de lendas que Xangô tem medo da
morte, pelo fato de abandonar a cabeça (ou ori) de seus filhos de santo. Orixá
poderoso que não teme nada, não suportanto o frio que emana de um corpo sem vida.
Xangô possui a energia do fogo, que irradia calor e possibilita a existência da vida. A
morte e o frio são contrários à sua essência. Nos meses de junho, mantém-se uma
tradição festiva, que são as famosas fogueiras de Xangô, feitas em sua homenagem.
Xangô é um orixá que teve vontade de experimentar a criação divina, ou seja, ele quis
nascer e viver aqui na Terra. Como foi dito no início, existiu um rei, na cidade de Oyó,
que era muito poderoso, sendo identificado como a energia Xangô. São Gerônimo
(Agodô) é o sincretismo mais conhecido deste Orixá. São Pedro (Alafim), São João
Batista (Xangô do Ouro ou Xangô menino) e São José (Agaju) também são qualidades
de Xangô. Embora alguns estudiosos dão também como sincretismo São Miguel e São
Gabriel. Orixá presente em todas as feituras de casas de santo, tem no axé da casa a
sua Pedra Sagrada conhecida como “Okanixé”. Outras qualidades de Xangô são:
Abomi, Alufam, Airá, Echê e Ibaru. Esta sentado no meio de 12 ministros chamados
(obagues) que seriam seus ministros. Os ministros da direita absolvem enquento os da
esquerda condenam. Para o contexto Umbandista, Xangô mora no alto de uma
pedreira, e carrega o livro sagrado (as escrituras) e as Sete Chaves da Sabedoria. Xangô
controla todas as forças naturais por intermédio dos astros, é conhecido como o Rei
dos Astros. Vive no seu castelo, além do seu criado Oxumarê (quando o arco-irís
aparece, significa que Oxumarê veio a Terra e está levando água ao Reino de Xangô),
tem como servos Biri (as trevas) e Afefe (o vento). Nos candomblé dança com suas
cores rituais que são o vermelho, branco e marrom. Algumas qualidades trazem na
cabeça um gorro na cor vermelha. Conta uma lenda que explica o fato de Xangô e
Iansã deterem ao mesmo tempo o poder do fogo. Vivia Xangô no reino de Oió e ouviu
dizer de um certo mago que vivia num reino distante que tinha uma poção capaz de
fazer com que aquele que a tomasse, pudesse cuspir fogo e Ter o domínio sobre os
raios e as tempestadades. Xangô muito ocupado, manda Iansã até o Reino viziho para
pegar a tal poção. Lá chegando Iansã pega a tal poção e é avisada pelo mago para que
não ousasse beber tal composto. No caminho, Iansã sente uma sede muito grande e
não resistindo toma parte da poção. Chegando ao Reino de Oió, é perguntada por
Xangô sobre o sucesso da viagem. Sem esperar, no ato da resposta Iansã fala com
labaredas de fogo saindo pela boca. Xangô irado, manda Iansã embora, mas sabendo
que a partir daquele dia teria Iansã como companheira dos raios e trovões.
O Arquétipo dos seus filhos
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Assim como o orixá, seus filhos são amantes da justiça, agindo com muita
imparcialidade, podendo ser excelentes profissionais ligados à área jurídica. Podem
também exercer cargos dentro do exército ou do governo, devido às suas qualidades
de autoridade e comando. Sabem, como ninguém, administrar seu patrimônio, não
deixando que nada escape ao seu controle. Embora não admitam, também gostam de
controlar as despesas dos membros de sua família, mas não deixa que nada lhes falte.
Fisicamente são fortes, com discreta tendência à obesidade. Geralmente, são de média
ou baixa estatura, com estrutura óssea bem desenvolvida e, quase sempre,
desprovidos de nádegas. Seus filhos podem ser identificados pelo forte timbre de voz,
assemelhando-se ao barulho do trovão. São honestos e sinceros em seus
relacionamentos, mas dificilmente fiéis. Têm a fama de mulherengos. Apresentam alta
dose de energia, auto-estima e egocentrismo. Possuem uma postura nobre e hábitos
aristocráticos, gostando de dar a última palavra em tudo. Seu humor é variável, sendo
incapazes de cometer injustiças.
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O Culto ao Orixá
Para se entender o culto aos Orixás, é necessário conhecer o significado da palavra: o
orixá é a força da natureza divinizada. De acordo com as lendas Yorubás, os orixá
vieram do Orum para o Ayé (do céu para a terra). Tiveram corpo físico na Terra por
algum tempo, com vida semelhante à dos homens. Depois voltaram em definitivo para
o Orum, deixando para os homens as instruções de como seriam cultuados
futuramente. Xangô é cultuado as quartas-feiras com Iansã e com Oxumarê. No Brasil
é Orixá de alta patente, tendo em Alagoas e em Sergipe significado de Casa de Santo
ou terreiro. Seu cardápio sagrado é constituído de Abô (carneiro), Akukó (galo), Etu
(galinha). Seu animal sagrado é o Ajapá (cágado). Uma das comidas mais conhecidas
deste Orixá é o Amalá, espécie de pirão de farinha com carne misturado com quiabos,
colocado na gameleira e enfeitado com certo numero de quiabos (em geral 12) mais
pode variar de acordo com o intuito e com a qualidade. Sua filiação seria Oxalá e
Yemanjá. Sua área de atuação seria a justiça e todas as causas que dependem de certa
atenção. Está presente também na proteção de catátrofes e tragédias. Sua bebida é o
aluá ou a cerveja preta. Suas contas são de cor marrom. Sua saudação é Kaô
Kabecile!!!
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Xangô era rei de Oió, o mais temido e respeitado de todos os reis. Mesmo assim, um
dia seu reino foi atacado por uma grande
quantidade de guerreiros que invadiram a cidade violentamente, destruindo tudo e
matando soldados e moradores numa tremenda fúria assassina. Xangô reagiu e lutou
bravamente durante semanas. Um dia, porém, percebeu que a guerra tornara-se um
caminho sem volta. Já havia perdido muitos soldados e a única saída seria entregar sua
coroa aos inimigos. Resolveu então procurar por Orunmilá e pedir-lhe um conselho
para evitar a derrota quase certa. O adivinho mandou que ele subisse uma pedreira e
lá aguardasse, pois receberia do céu a iluminação do que deveria ser feito. Xangô subiu
e quando estava no ponto mais alto do terreno foi tomado de extrema fúria. Pegando
seu oxê, machado de duas lâminas, começou a quebrar as pedras com grande
violência. Estas ao serem quebradas, lançavam raios tão fortes que em instantes
transformaram-se em enormes línguas de fogo que, espalhando-se pela cidade,
mataram uma grande quantidade de guerreiros inimigos. Os que restaram,
apavorados, procuraram os soldados de Xangô e renderam-se imediatamente pedindo
clemência. Levados até ao rei, os presos elegeram um emissário para servir-lhes de
porta voz. O homem escolhido foi logo se atirando aos pés de Xangô. Desculpou-se
pedindo perdão. Humilhando-se, explicou que lutavam, não por vontade própria, e sim
forçados por um monarca, vizinho de Oió, que tinha um grande ódio de Xangô e os
martirizava impiedosamente. Xangô, altamente perspicaz, enxergou nos olhos do
guerreiro que ele falava a verdade e perdoou a todos, aceitando-os como súditos de
seu reino. Assim tornou-se conhecido como o orixá justiceiro que perdoa quando
defrontado com a verdade, mas que queima com seus raios os mentirosos e
delinqüentes.
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Oiá sopra a forja de Ogum e cria o vento e a tempestade
Oxaguiã estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas
para guerrear.
Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente. Oxaguiã pediu a seu amigo Ogum
urgência, Mas o ferreiro já fazia o possível.
O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o
tempo. Tanto reclamou Osaguiã que Oyá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a
apressar a fabricação.
Oyá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo
e o fogo aumentado de calor derretia o ferro mais rapidamente.
Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiã venceu a guerra. Oxaguiã
veio então agradecer Ogum . E na casa de Ogum enamorou-se de Oyá.
Um dia fugiram Oxaguiã e Oyá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando
mais tarde Oxaguiã voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente,
Oyá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Osaguiã, onde vivia, Oyá soprava
em direção à forja de Ogum .
E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiã da de Ogum . E
seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho,
até chegar às chamas com furor atiçava.
E o povo se acostumou com o sopro de Oyá cruzando os ares e logo o chamou de
vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais
forte soprava Oyá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho,
levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o
sopro destrutivo de Oyá e o povo chamava a isso tempestade.
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"Em julho de 1993 o Candomblé lamentou a morte de José Bispo dos Santos, um dos
maiores responsáveis pela introdução da religião dos Orixás no Sudeste, especialmente
em São paulo. tornou-se famoso com o apelido de bobó de Iansã e em 1948 era citadi
por Edson Carneiro no livro Candomblés da Bahia entre os babalorixás que vinham
adquirindo sucesso na cidade de Salvador.
Iniciado aos quatro anos de idade pela eminente ialorixá Cotinha de Ewá, Pai Bobó
honrou até os últimos dias a Casa de Oxumaré, não obstante suas estreitas ligações
com o Gantois, pois Zezinho - como o chamava Mãe Menininha - não se furtava dos
conselhos da grande mãe-de-santo, que ele adorava tanto, que no dia 13 de agosto de
1986, quando Mãe Menininha faleceu, entre lágrimas, fez o solene juramento de
jamais voltar à Bahia. E cumpriu. A Bahia, contudo, vinha até Pai Bobó: tantos ogans e
matronas do Gantois, Mãe Nilzete de Iemanjá, então ialorixá do Axé oxumaré, não
perdiam as festas de Iansã, que levavam milhares de pessoas ao litoral paulista, mais
especificamente à cidade do Guarujá, onde Pai Bobó plantou seu axé,.
Pai Bobó deixou Salvador em 1950. Veio primeiramente para o Rio de janeiro e por
alguns anos esteve ao lado de Joãozinho da Goméia, auxiliando-o nas funções
sacerdotais. Já em São paulo, em 1957, fundou o Ilê Oyá Mesan Orun, na cidade de
Santos, comprrovadamente o primeiro Candomblé do Estado. Os atabaques que
bateram o primeiro Candomblé de São paulo foram presentes de Pai Baiano
(Waldemiro de Xangô) e até hoje ecoam nas noites do litoral.
iniciou milhares de filhos-de-santo em São Paulo, sem contar os que o acompanharam
da Bahia. Não se furtava a subir a serra e ajudar seus inúmeros filhos com casa aberta
a fazer seus Candomlés. Pai Bobó era um homem bom, que sabia respeitar o espaço
do outro e tinha sempre uma palavra de carinho e conforto para seus filhos e para
todos os que o procuravam. No dia de seu enterro, uma multidão vestida de branco
invadiu as ruas da cidade e lamentou a falta de um dos grandes nomes da religião, que
para sempre será lembrado, pois foi amado e respeitado por todos.
Oiá é o vento que espanta a morte, a ventania que balança as folhas, que enverga a
palmeira real e faz seu topo tocar o chão. Quando da morte de seus filhos, ela se
manifesta. Quem não viu Iansã no enterro de pai Bobó? Todos, naquela triste manhã
de um dia triste, viram Oiá abrindo os caminhos para o féretro. A cada caminho que
cruzava - três passos adiante, três passos para trás - um vento forte zunia na boca do
dia. Oya Gueré a unló, cantavam tristes seus irmãos, seus filhos e os filhos de seus
filhos, mas cantavam. As árvores, as mesmas que o apoiaram em seus passos lentos,
curvavam-se numa última saudação; suas folhas formavam um tapete para o cortejo, e
a cada encruzilhada - três passos adiante, três passos para trás - erguiam-se e voavam
em círculo. A multidão de branco, pano-da-costa nos ombros, pêlos erguidos pelo
corpo, lamentava - mas cantava: adola, Oyá Gueré a unló. Caminhando contra
ventania, a multidão é lenta e parece não querer chegar, mas chega - três passos
adiante, três passos para trás - e preenche o vácuo da terra, e cada um naquela alva
multidão se esvazia um pouco: adola, Oyá Gueré a unló.
Na história do Candomblé de São Paulo, Pai bobó escreveu um capítulo inteiro. Hoje
existem os que maldizem Pai Bobó, os mesmos que muitas vezes comeram de sua
comida e lhe pediram ensinamentos e explicações.
Mas Iansã também sabe ser justa, e este ano promete ser o ano da retomada do
crescimento do Ilê Oiá Mesan Orum, pois seus filhos e filhas estão dispostos a
trabalhar para que a casa assuma o seu papel de referência e reconquiste o respeito
de todos os adeptos do Candomblé. A festa de iansã deste ano promete ser um marco,
o início de uma nova etapa loriosa para este Candomblé que é o pioneiro em São paulo
e, portanto, merece ser preservado.
Pai bobó, orgulhoso, verá seu nome honrado por seus filhos e filhas, que retornarão ao
Axpe e provarão a todos que jamais se esquecerão do grande homem que ele foi, de
seu amor e de sua bondade. Nenhum homem poderá destruir o que Iansã construiu,
pai bobó viverá para sempre na memória de seus filhos e em cada canto de seu
glorioso Axé e na casa de seus filhos, que o amam e respeitam pelo grande pai que foi
e continua sendo."
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ORÍKÌ FÚN ÒRISÀS
Oríkì fún Èsù
Èsù òta Òrìsà.
Osétùrá ni oruko bàbá mò ó.
Alágogo Ìjà ni orúko ìyá npè é,
Èsù Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin,
O lé sónsó sí orí esè elésè
Kò je, kò jé kí eni nje gbé mì,
A kìì lówó láì mú ti Èsù kúrò,
A kìì lóyò láì mú ti Èsù kúrò,
Asòntún se òsì láì ní ítijú,
Èsù àpáta sómo olómo lénu,
O fi okúta dípò iyò.
Lóògemo òrun, a nla kálù,
Pàápa-wàrá, a túká máse sà,
Èsù máse mí, omo elòmíràn ni o se.
Oríkì para Exú
Èsù, o inimigo dos orixás.
Osétùrá é o nome pelo qual você é chamado por seu pai.
Alágogo Ìjà é o nome pelo qual você é chamado por sua mãe.
Èsù Òdàrà, o homem forte de ìdólófin,
Èsù, que senta no pé dos outros.
Que não come e não permite a quem está comendo que engula o alimento.
Quem tem dinheiro, reserva para Èsù a sua parte,
Quem tem felicidade, reserva para a Èsù sua parte.
Èsù, que joga nos dois times sem constrangimento.
Èsù, que faz uma pessoa falar coisas que não deseja.
Èsù, que usa pedra em vez de sal.
Èsù, o indulgente filho de Deus, cuja grandeza se manifesta em toda parte.
Èsù, apressado, inesperado, que quebra em fragmentos que não
se poderá juntar novamente,
Èsù, não me manipule, manipule outra pessoa.
Oríkì fún Èsù
Èsù pèlé o, okanamaho, ayanrabata awo he oja oyinsese,
seguri alabaja, olofin apekayu, amonise gun mapo
Nko o
Èsù, ba nse ki imo
Èsù, keru o ba onimimi
Èsù, fun mi ofo ase mo pele Òrìsà
Èsù, alayiki a juba
Àse
Oríkì para Exú
Elogiado é o espírito do mensageiro divino
Mensageiro Divino, eu chamo a você por seus nomes de elogio
Mensageiro Divino guia minha cabeça para minha rota com destino
Mensageiro Divino, eu honro a sabedoria infinita
Mensageiro Divino, ache lugar onde submergir meus sofrimentos
Mensageiro Divino, dê força para minhas palavras de forma que evoque as forças da
natureza fortemente
Mensageiro Divino, nós pagamos nossos cumprimentos dançando em círculo
Axé
Oríkì fún Ògún
Ògún pèlé o !
Ògún alákáyé,
Osìn ímolè.
Ògún alada méjì.
O fi òkan sán oko.
O fi òkan ye ona.
Ojó Ògún ntòkè bò.
Aso iná ló mu bora,
Ewu ejè lówò.
Ògún edun olú irin.
Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn.
Ògún onire alagbara.
A mu wodò,
Ògún si la omi Logboogba.
Ògún lo ni aja oun ni a pa aja fun.
Onílí ikú,
Olódèdè màríwò.
Ògún olónà ola.
Ògún a gbeni ju oko riro lo,
Ògún gbemi o.
Bi o se gbe Akinoro.
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Oríkì para Ògún
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Ògún, eu te saúdo !
Ògún, senhor do universo,
líder dos orixás.
Ògún, dono de dois facões,
Usou um deles para preparar a horta
e o outro para abrir caminho.
No dia em que Ògún vinha da montanha
ao invés de roupa usou fogo para se cobrir.
E vestiu roupa de sangue.
Ògún, a divindade do ferro
Òrìsà poderoso, que se morde inúmeras vezes.
Ògún Onire, o poderoso.
O levamos para dentro do rio
e ele, com seu facão, partiu as águas em duas partes iguais.
Ògún é o dono dos cães e para ele sacrificamos.
Ògún, senhor da morada da morte.
o interior de sua casa é enfeitado com màrìwò.
Ògún, senhor do caminho da prosperidade.
Ògún, é mais proveitoso ao homem cultuá-lo do que sair para plantar
Ògún, apoie-me do mesmo modo que apoiou Akinoro.
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Oríkì fún Ògún
Ògún laka aye
Osinmole
Olomi nile fi eje we
Olaso ni le
Fi imo bora
La ka aye
Ma je ki nri ija re
Iba Ògún
Iba re Olomi ni le fi eje we
Feje we. Eje ta sile. Ki ilero
Ase
Oríkì para Ògún
Ògún poderoso do mundo
O próximo a Deus
Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue
Aquele que tem roupa em casa
Mas prefere se cobrir de màrìwò
Poderoso do mundo
Eu o saúdo
Que eu não depare com sua ira
Eu saúdo Ògún
Eu o saúdo, aquele que tem água em casa, mas prefere banho de sangue
Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranqüilidade
Axé
Oríkì fún Ògún
Ògún awo, olumaki, alase to juba
Ògún ni jo ti ma lana talí ode
Ògún onire, onile kangun dangun ode
Orún egbé iehin
Pá san ba pon ao lana to
Imo kimobora egbé lehin a nle a benge ologbe
Àse
Oríkì para Ògún
Elogiado é o espírito do aço
Espírito de mistério do aço, chefe da força, dono do poder, eu o elogio
Espírito do aço, abra os caminhos
Espírito do aço, dono da fortuna boa, dono de muitas coisas no céu, ajude em nossa
viagem
Remove a obstrução de nossa estrada
Sabedoria do espírito em guerra, nos guie por nossa viagem espiritual com força
Axé
Oríkì fún Òsónyìn
Agbénigi, òròmodìe abìdi sónsó
Esinsin abedo kínníkínni;
Kòògo egbòrò irín
Aképè nigbà òràn kò sunwòn
Tíotio tin, ó gbà aso òkùnrùn ta gìègìè.
Elésè kan jù elésè méjì lo.
Ewé gbogbo kíki oògùn
Àgbénigi, èsìsì kosùn
Agogo nla se erpe agbára
Ó gbà wón là tán, wón dúpé téniténi
Aròni já si kòtò di oògùn máyà
Elésè kan ti ó lé elése méjì sáré
Oríkì para Òsónyìn
Aquele que vive nas árvores e que tem um rabo pontudo como estaca.
Aquele que tem o fígado transparente como o da mosca.
Aquele que é tão forte quanto uma barra de ferro.
Aquele que é invocado quando as coisas não estão bem.
O esbelto que quando recebe a roupa da doença se move como se fosse cair.
O que tem uma só perna e é mais poderoso que os que têm duas.
Todas as folhas têm viscosidade que se tornam remédio.
Àgbénigi, o deus que usa palha.
O grande sino de ferro que soa poderosamente.
A quem as pessoas agradecem sem reservas depois que ele humilha as doenças.
Àròni que pula no poço com amuletos em seu peito.
O homem de uma perna que exita os de duas pernas para correr.
Oríkì fún Òsónyìn
Ìba Òsónyìn
Ìba oni èwé
kó si arun
Kó si akoba
Àse
Oríkì para Òsónyìn
Elogio para o espírito do medicamento das folhas
Eu elogio o dono do medicamento das folhas
Me livre de se adoecer
Me livre da coisa negativa
Eu dou graças ao dono do medicamento
Axé
Oríkì fún Òsòósì
Òsoosì.
Awo òde ìjà pìtìpà.
Omo ìyá ògún oníré.
Òsoosì gbà mí o.
Òrìsà a dínà má yà.
Ode tí nje orí eran.
Eléwà òsòòsò.
Òrìsà tí ngbélé imò,
gbe ilé ewé.
A bi àwò lóló.
Òsoosì kì nwo igbó,
Kí igbo má mì tìtì.
Ofà ni mógàfí ìbon,
O ta ofà sí iná,
Iná kú pirá.
O tá ofà sí Oòrùn,
Oòrùn rè wèsè.
Ogbàgbà tí ngba omo rè.
Oní màríwò pákó.
Ode bàbá ò.
O dé ojú ogun,
O fi ofà kan soso pa igba ènìyàn.
O dé nú igbó,
O fi ofà kan soso pa igba eranko.
A wo eran pa sí ojúbo ògún lákayé,
Má wo mí pa o.
má sì fi ofà owo re dá mi lóró.
Odè ò, Odè ò, Odè ò,
Òsoosì ni nbá ode inú igbo jà,
Wípé kí ó de igbó re.
Òsoosì oloró tí nbá oba ségun,
O bá Ajé jà,
O ségun.
Òsoosì o !
Má bà mi jà o.
Ògún ni o bá mi se o.
Bí o bá nbò láti oko.
kí o ká ilá fún mi wá.
Kí o re ìréré ìdí rè.
Má gbàgbé mi o,
Ode ò, bàbá omo kí ngbàgbé omo.
Oríkì para Oxóssi
Òsóòsì !
Ó Òrìsà da luta,
irmão de Ògún Onírè.
Òsóòsì, me proteja !
Òrìsà que tendo bloqueado o caminho, não o desimpede.
Caçador que come a cabeça dos animais.
Òrìsà que come ewa osooso.
Òrìsà que vive tanto em casa de barro
como em casa de folhas.
Que possui a pele fresca.
Òsóòsì não entra na mata
sem que ela se agite.
Ofà é a arma poderosa que o pai usa em lugar de espingarda.
Ele atirou a sua flecha contra o fogo,
o fogo se apagou de imediato.
Atirou sua flecha contra o sol,
O sol se pôs.
Ó salvador, que salva seus filhos !
Ó senhor do màrìwó pákó !
Meu pai caçador
chegou na guerra,
matou duzentas pessoas com uma única flecha.
Chegou dentro da mata,
usou uma única flecha para matar duzentos animais selvagens.
Arrasta um animal vivo até que ele morra e o entrega no ojubo de Ògún.
Não me arraste até a morte.
Não atire sofrimentos em minha vida, com seu Ofà.
Ó Odè! Ó Odè! Ó Odè!
Dentro da mata, é Òsóòsì que luta ao lado do caçador
para que ele possa caçar direito.
Òsóòsì, o poderoso, que vence a guerra para o rei.
Lutou com a feiticeira
e venceu.
Ó Òsóòsì,
não brigue comigo.
Vence as guerras para mim
Quando voltar da mata,
Colhe quiabos para mim.
e, ao colhê-los, tire seus talos.
Não se esqueça de mim.
Ó Odè, um pai não se esquece do filho.
Oríkì fún Òsòósì
Ìba Òsòósì
Ìba Òsòósì
Ìba ologarare
Ìba onibebe
Ìba osolikere
Ode ata matase
Agbani nijo to buru
Oni Ode gan fidija
Mo jùbá
Àse
Oríkì fún Òsòósì
Elogio para o espírito do Caçador
Eu elogio ao espírito do Caçador
Eu elogio ao espírito do Caçador
Eu elogio o que tem domínio nele mesmo
Eu elogio o dono do banco do rio
Eu elogio o mágico da floresta
Caçador que nunca falhou
Espírito sábio que oferece muitas bênçãos
Dono do papagaio guia ele para conquistar ao medo
Eu o cumprimento
Àse
Oríkì fún Lògún Ede
Ganagana bi ninu elomi ninu
A se okùn soro èsinsin
Tima li ehin yeye re
Okansoso gudugu
Oda di ohùn
O ko ele pé li aiya
Ala aiya rere fi owó kan
Ajoji de órun idi agban
Ajongolo Okunrin
Apari o kilo òkò tímotímo
O ri gbá té sùn li egan
O tó bi won ti ji re re
A ri gbamu ojiji
Okansoso Orunmila a wa kan mà dahun
O je oruko bi Soponna
Soro pe on Soponna e nià hun
Odulugbese gun ogi órun
Odolugbese arin here here
Olori buruku o fi ori já igi odiolodi
O fi igbegbe lù igi Ijebu
O fi igbegbe lú gbegbe meje
Orogun olu gbegbe o fun oya li o
Odelesirin ni ki o wá on sila kerepa
Agbopa sùn kakaka
Oda bi odundun
Jojo bi agbo
Elewa ejela
O gbewo li ogun o da ara nu bi ole
O gbewo li ogun o kan omo aje niku
A li bilibi ilebe
O ti igi soro soro o fibu oju adiju
Koro bi eni ló o gba ehin oko mà se ole
O já ile onile bó ti re lehin
A li oju tiri tiri
O rí saka aje o dì lebe
O je owú baludi
O kó koriko lehin
O kó araman lehin
O se hupa hupa li ode olode lo
Òjo pá gbodogi ró woro woro
O pà oruru si ile odikeji
O kó ara si ile ibi ati nyimusi
Ole yo li ero
O dara de eyin oju
Okunrin sembeluju
Ogbe gururu si obè olori
A mò ona oko ko n ló
A mo ona runsun rdenreden
O duro ti olobi kò rà je
Rere gbe adie ti on ti iye
O bá enia jà o rerin sún
O se adibo o rin ngoro yo
Ogola okun kò ka olugege li òrùn
Olugege jeun si okurú ofun
O já gebe si orún eni li oni
O dahun agan li ohun kankan
O kun nukuwa ninu rere
Ale rese owuro rese / Ere meji be rese
Koro bi eni lo
Arieri ewo ala
Ala opa fari
Oko Ahotomi
Oko Fegbejoloro
Oko Onikunoro
Oko Adapatila
Soso li owuro o ji gini mu òrún
Rederede fe o ja kùnle ki agbo
Oko Ameri èru jeje oko Ameri
Ekùn o bi awo fini
Ogbon iyanu li ara eni iya ti n je
O wi be se be
Sakoto abi ara fini
Oríkì para Lògún Ede
Um orgulhoso fica infeliz que um outro esteja contente
É difícil fazer um corda com as folhas espinhosas da urtiga
Montado de cavalinho sobre as costas de sua mãe
Ele é sozinho, ele é muito bonito
Até a voz dele é agradável
Não se coloca as mãos sobre o seu peito
Ele tem um peito que atrai as mãos das pessoas
O estrangeiro vai dormir sobre o coqueiro
Homem esbelto
O careca presta atenção à pedra atirada certeiramente
Ele acha duzentas esteiras para dormir na floresta
Acordá-lo bem é o suficiente
Nós somente o vemos e o abraçamos como se ele fosse uma sombra
Somente em Orunmila nós tocamos, mas ele não responde
Ele tem um nome como Soponna /
É difícil alguém mau chamar-se Soponna
Devedor que faz pouco caso
Devedor que anda rebolando displiscentemente
Ele é um louco que quebra a cerca com a cabeça
Ele bate com seu papo numa árvore Ijebu
Ele quebrou sete papos com o seu papo
A segunda mulher diz ao papo para usar um pente (para desinchar o papo)
Um louco que diz que o procurem lá fora na encruzilhada
Aquele que tem orquite ( inflamação dos testículos) e dorme profundamente
Ele é fresco como a folha de odundun
Altivo como o carneiro
Pessoa amável anteontem
Ele carrega um talismã que ele espalha sobre o seu corpo como um preguiçoso
Ele carrega um talismã e briga com o filho do feiticeiro dando socos
Ele veste boas roupas
Com um pedaço de madeira muito pontudo ele fere o olho de um outro
Rápido como aquele que passa atrás de um campo sem agir como um ladrão
Ele destroi a casa de um outro e com o material cobre a sua
Ele tem olhos muito aguçados
Ele acha uma pena de coruja e a prende em sua roupa
Ele é ciumento e anda "rebolando" displicentemente
Ele recolhe as ervas atrás
Ele recolhe as ervas atrás
Ele anda "rebolando" desengonçado para ir ao pátio interior de um outro
A chuva bate na folha de cobrir telhados e faz ruído
Ele mata o malfeitor na casa de um outro
Ele recolhe o corpo na casa e empina o nariz
O preguiçoso está satisfeito entre os passantes
Ele é belo até nos olhos
Homem muito belo
Ele coloca um grande pedaço de carne no molho do chefe
Ele conhece o caminho do campo e não vai lá
Ele conhece o caminho runsun redenreden
Ele está ao lado do dono dos obi e não os compra para comer
O gavião pega o frango com as penas
Ele briga com qualquer um e ri estranhamente
Ele tem o hábito de andar como a um bêbado que bebeu
Sessenta contas não podem rodear o pescoço de um papudo
O papudo come no inchaço de sua garganta
Ele quebra o papo do pescoço daquele que o possui
Ele dá rapidamente crianças às mulheres estéreis
Ele guarda seus talismãs numa pequena cabaça
A noite coisa sagrada, de manhã coisa sagrada /
Duas vezes assim coisa sagrada
Rápido como alguém que parte
A proibição do pássaro branco é o pano branco
Ele mexe os braços fantasiosamente
Marido de Ahotomi
Marido de Fegbejoloro
Marido de Onikunoro
Marido de Adapatila
Bem desperto, ele acorda de manhã já com o arco e flecha no pescoço
Como um louco ele se debate para colocar os joelhos no chão, como o carneiro
Marido de Ameri que dá mêdo
Leopardo de pele bonita
Ele expulsa a infelicidade do corpo de alguém que tem infelicidade
Assim ele diz e assim ele faz
Orgulhoso que possui um corpo muito belo
Orìkí fún Oya
Ajalaiyé, ajalorin, fún mi ire
Ìba Oya
AJALAIYE AJALORUN, FUN MI GBOGBO IRE
IBA Yansan
Ajalaiye, ajalorun wi wini
Bem ma yansan
Àse
Orìkí para Oya
Os ventos da terra e o céu me dão fortuna boa
Eu elogio o filho da mãe dos nove
Os ventos da terra e o céu me dão fortuna boa
Eu elogio o espírito do vento
Os ventos da terra e o céu são maravilhosos
Sempre haverá a mãe dos nove
Axé
Orìkí fún Sóngò
KA'WO KA'BIYESILE
ETALA MO JUBA GADAGBA MI JUBA
OLUOYO
ETALA MO JUBA GADAGBA MO JUBA
OVA KO SO
ETALA MO JUBA GADAGBA MO JUBA
Àse
Orìkí para Sóngò
Eu cumprimento o rei
13 vezes eu o cumprimento a você
Chefe do buraco (vulcão)
13 vezes eu o cumprimento a você
O chefe que não morreu
13 vezes eu o cumprimento a você
Axé
Orìkí fún Òsun
Ìba Òsun sekese
Ìba Òsun olodi
Latojoki awede we’mo
Ìba Òsun ibu kole
Yeye kari
Latokoko awede we’mo
Yeye opo
O san rere o
Àse
Orìkí para Òsun
Eu elogio a deusa do mistério, espírito que limpa de dentro para fora,
Eu elogio a deusa do rio
Espírito que limpa de dentro para fora
Eu elogio a deusa da sedução
Mãe do espelho
Espírito que limpa de dentro para fora
Mãe da abundância
Nós cantamos seus elogios
Axé
Orìkí fún Òsun
Obìnrin bí okùnrin ní Òsun
A jí sèrí bí ègà.
Yèyé olomi tútú.
Opàrà òjò bíri kalee.
Agbà obìnrin tí gbogbo ayé n'pe sìn.
Ó bá Sònpònná jé pétékí.
O bá alágbára ranyanga dìde.
Orìkí para Òsun
Òsun é uma mulher com força masculina.
Sua voz é afinada como o canto do ega.
Graciosa mãe, senhora das águas frescas.
Opàrà, que ao dançar rodopia como o vento, sem que possamos vê-la.
Senhora plena de sabedoria, que todos veneramos juntos.
Que como pétékí com Xapanã.
Que enfrenta pessoas poderosas e com sabedoria as acalma.
Oríkì fún Oba
Obà, Obà, Obà.
Ojòwú Òrìsà,
Eketà aya Sàngó.
O torí owú,
O kolà sí gbogbo ara.
Olókìkí oko.
A rìn lógànjó pèlú àwon ajé.
Obà anísùru, ají jewure.
Obà kò b'óko dé kòso,
O dúró, ó bá Òsun rojó obe.
Obà fiyì fún apá oko rè.
Oní ó wun òun ju gbogbo ará yókù lo.
Obà tó mo ohùn tó dára.
Oríkì fún Obà
Obá, Obá, Obá.
Orixá ciumento,
terceira esposa de Xangô.
Ela, que por ciúmes,
fez incisões em todo corpo.
Que fala muito de seu marido,
que anda nas madrugadas com as ajé.
Obá paciente, que come cabrito logo pela manhã.
Obá não foi com o marido a Koso,
ficou para discutir com Oxum sobre comida.
Obá valoriza os braços do marido,
diz que é a parte de seu corpo que ela prefere.
Obá sabe o que é bom.
Orìkí fún Olódùmarè
Ìba Olódùmarè
Ìba Òrúnmìlà
Ìba Ògún Òrìsà Ilé
Ìba Irúnmalè
Ìba Ile Ogeere afoko yeri
Ìba atiyo Ojo
Ìba atiwo Òrun
Ìba F'olojo oni
Ìba Éégun Ilé
Ìba Agba
Ìba Bàbálòrìsà
Ìba Omo Òrìsà
Ìba Omode
Awa Egbe Odo Òrúnmìlà juba O, Ki iba wa se
T'omode ba juba baba re, agbe'le aye pe
Ada se nii hun omo
Ìba kii hun omo eniyan
Akoogba kii hum oloko
Atipa kii hun oku
Aso funfun kii hun olorisa
Kaye o-ye wa o
Ka riba ti se
Ka, ma r'ija Omo araye O
Ka'ma r'ija eleye O
Ajuba O! A juba O!! A juba O!!!
Àse
Orìkí para Olódùmarè
Eu saúdo Olódùmarè, Deus maior
Eu saúdo Òrúnmìlà
Eu saúdo Ògún, o dono da casa
Saúdo os Irúnmalè, os Òrìsàs
Saúdo a terra
Saúdo o dia que amanhece
Saúdo a noite que vem
Saúdo o dono do dia
E saúdo o Égún da casa, nosso ancestral
Saúdo os velhos sábios
Saúdo o pai-de-santo
Saúdo os filhos-de-santo
Saúdo as crianças
Nós, que cremos em Òrúnmìlà, saudamos e esperamos que
Orúnmìlà ouça nossa saudação
O filho que reverencia seu pai tenha longa vida e por nada sofrerá
Que a nossa saudação a nós poupe sofrimentos
Que as plantas boas não falhem ao agricultor
Que aos mortos não falte sepultura
Que a Òrìsàlá não falte o pano branco
Para que o mundo nos seja bom
Que nossos caminhos se abram
Que não vejamos a discórdia dos povos sobre a terra
Nem a obra das feiticeiras
Nós saudamos, saudamos, saudamos
Axé
Oríkì fún Obàlúàiyé
ÒRÌSÀ Jìngbìnì
Abàtà, Arú Bí Ewé Ajó.
ÒRÌSÀ Tí Nmú Omo Mú Ìyá
Bí Obàlúàiyé Bá Mú Won Tán
O Tún Lè Sáré Lo Mú Bàbá
ÒRÌSÀ Bí Àjé
Obàlúàiyé Mo Ilé Osó, O Mo Ilé Àjé
O Gbá Osó L’ójú
Osó Kún Fínrínfínrín.
O Pa Àjé Ku Ìkan Soso
ÒRÌSÀ Jìngbìnì
Obàlúàiyé A Mú Ni Toùn Toùn
Obàlúàiyé Sí Odù Re Hàn Mí
Kí Ndi Olówó
Kí Ndi Olomo.
Àse
Oríkì para Obàlúàiyé
Òrìsà forte
Abàtà que floresce como as folhas de ajó.
Òrìsà que pune a mãe junto com o filho
Depois que Obàlúàiyé acabar de pegá-los
Poderá ir pegar o Pai.
Òrìsà igual ao feitiço.
Obàlúàiyé conhece tanto a casa do feiticeiro, quanto a casa da bruxa
Desafiou o feiticeiro
O feiticeiro correu desesperado.
Matou todas as bruxas e só permitiu que uma sobrevivesse
Òrìsà forte
Obàlúàiyé que faz as pessoas perderem a voz
Obàlúàiyé abra seu odù para mim
para que eu tenha prosperidade
para que eu tenha muitos filhos.
Assim seja, assim seja, assim seja.
Oríkì fún Òòsààlà
Obanla o rin n'eru ojikutu s'eru. Obà n'ille Ifon alabalase oba patapata n'ille iranje. O yo
kelekele o ta mi l'ore. O gba a giri l'owo osika. O fi l'emi asoto l'owo. Oba igbo oluwaiye
re e o ke bi owu la. O yi ala. Osun l'ala o fi koko ala rumo. Obà igbo.
Kí Òrìsà-nlá Olú àtélesé, a gbénon dídùn là. Ní Ibodè Yìí, Kò Sí Òsán, Bèéni Kò Sí Òru. Kò
Sí Òtútù, Bèéni Kò Sí Ooru. Ohun Àsírií Kan Kò Sí Ní Ibodè Yìí. Ohun Gbogbo Dúró
Kedere Nínu Ìmólè Olóòrun. Àyànmó Kò Gbó Oògùn. Àkúnlèyàn Òun Ní Àdáyébá.
Àdáyébá Ni Àdáyé Se.
Oríkì para Òòsààlà
Rei das roupas brancas que nunca teme a aproximação da morte. Pai do Paraíso eterno
dirigente das gerações. Gentilmente alivia o fardo de meus amigos. Dê-me o poder de
manifestar a abundância. Revela o mistério da abundância. Pai do bosque sagrado,
dono de todas as benções que aumentam minha sabedoria. Eu me faço como as
Roupas Brancas. Protetor das roupas brancas eu o saúdo. Pai do Bosque Sagrado.
Que o Grande Òrìsà, Senhor da sola dos pés, guie-nos aos benefícios da riqueza! Aqui é
a porta do Céu, nela pode-se entrar de dia e de noite. Nela não há frio, e também não
há calor. Aqui, na porta do Céu, nada é segredo. E nela todas as coisas permanecerão
claras diante da luz de Deus. Que o destino não nos faça usar remédios. Que as
pessoas adorem de joelhos as coisas do Céu, para encontrar coisas boas na Terra. Que
as coisas boas sejam sempre encontradas na Terra.
Oríkì fún Òrúnmìlà
Òrúnmìlà Ajana Ifa Olokun A Soro Dayo Eleri Ipin Ibikeji Eledunmare Òrúnmìlà Akere
Finu Sogban A Gbaye Gborun Olore Mi Ajiki Okitibiri Ti Npa Ojo Iku Da Opitan Ife
Òrúnmìlà O Jire Loni Tide Tide Òrúnmìlà O Jire Loni Bi Olota Ti Ni Nile Aro Ka Mo E Ka
La Ka Mo E Ka Ma Tete Ku Okunrin Dudu Oke Igbeti Òrúnmìlà O Jire O Ifa Iwo Ni Ara
Iwaju Ifa Iwo Ni Ero Ikehin Ara Iwaju Naa Lo Ko Ero Ikehin L'ogbon Ifa Pele O Okunrin
Agbonmiregun Oluwo Agbaye Ifa A Mo Oni Mo Ola A Ri Ihin Ri Ohun Bi Oba Edumare
Òrúnmìlà Tii Mo Oyun Inu Igbin Ifa Pele O, Erigi A Bo La Ifa Pele O, Okunrin Dudu Oke
Igbeti Ifa Pele O, Meretelu Nibi Ti Ojumo Rere Ti Nmo Wa Ifa Pele O, Omo Enire Iwo Ni
Eni Nla Mi Olooto Aye Ifa Pele O, Omo Enire Ti Nmu Ara Ogidan Le Oyin Tori Omo Ro O
Sa Wo Inu Koko Igi Ede Firifiri Tori Omo Re O Sa Gun Oke Aja Òrúnmìlà Ti Ori Mi Fo Ire
Òrúnmìlà Ta Mi Lore A Gbeni Bi Ori Eni A Je Ju Oogun Lo Ifa O Jire Loni O Ojumo Rere
Ni O Mo Ojo Ifá Ojumo Ti O Mo Yi Je Ki O San Mi S'owo Je Ki O San Mi S'omo Ojumo Ti
O Mo Yii Je O San Mi Si Aiku Òrúnmìlà Iba O O
Oríkì para Òrúnmìlà
O Testemunho Do Destino O Vice Do Pré-Existente Òrúnmìlà, Homem Pequeno, Que
Usa O Próprio Interior Como Fonte De Sabedoria Que Vive No Mundo Visível E No
Invisível O Meu Benfeitor, A Ser Louvado Pela Manhã O Poderoso Que Protela O Dia Da
Morte O Historiador Da Cidade De Ife Òrúnmìlà, Você Acordou Bem Hoje? Com Ide
Òrúnmìlà, Você Acordou Bem Hoje? Da Mesma Forma Que Olota Acorda Na Casa De
Aro Assim Louvo Suas Origens Em Ado Quem O Conhece Está Salvo Quem O Conhece
Não Sofrerá Morte Prematura O Homem Baixo Do Morro Igbeti Òrúnmìlà, Você
Acordou Bem? Ifa, Você É A Pessoa De Frente Ifá, Você É A Pessoa De Trás É Quem Vai
Na Frente Que Ensina A Sabedoria Aos Que Vem Atrás Ifá, Saudações O Homem
Chamado Agbonmiregun Oluwo Do Universo Ifá, Que Sabe Sobre O Hoje E O Amanhã
Que Ve Tudo, Que Está Aqui E Acolá Como Rei Imortal (Edunmaree) Òrúnmìlà, Graças
A Seus Muitos Conhecimentos, É Você Quem Sabe A Respeito Da Gestação Do Igbin
Ifa, Saudações! Erigi A Bo La, Que Ao Ser Venerado, Traz A Sorte Saudações A Ti,
Homem Baixo Do Morro Igbeti Ifa, Saudações A Ti, Meretelu De Onde Vem O Sol. De
Onde Vem O Melhor Dia Para A Humanidade Ifá, Saudações! Você É O Meu Grande
Protetor Aquele Que Diz Aos Homens A Verdade Ifá, Saudações A Ti, Enire! Que Faz
Forte O Corpo A Abelha, Por Seu Filho, Correu Para Dentro Da Colmeia O Esperto Rato
Ede, Por Seu Filhote, Subiu Ao Forro Da Casa Òrúnmìlà, Fale Bem Através Do Meu Orí
Òrúnmìlà, Me Abençoe Você, Que Como O Ori De Uma Pessoa, Assim A Apoia Cuja Fala
É Mais Eficiente Do Que A Magia Você, Que Sabe O Que Acontecerá Hoje E Amanhã Oh
Ifá, Você Acordou Bem Hoje? Vem O Dia Com Bom Sol Ifá, Neste Dia Que Surgiu
Favoreça-me Com Prosperidade Favoreça-me Com Fertilidade Que Este Dia Me Seja
Favorável Em Saúde E Bem Estar Que Este Dia Me Seja Favorável Em Longevidade
Orìkí fún Ibeji
B'eji B'eji're
B'eji B'eji'la
B'eji B'ejiwo
Ìba omo ire
Àse
Orìkí para Ibeji
Dar a luz aos gêmeos traz fortuna boa
Dar a luz aos gêmeos traz abundância
Dar a luz aos gêmeos traz dinheiro
Elogiar as crianças das coisas boas
Axé
Oríkì fún Yemonjá
Igberi de Ogun Asaba
Ogun yakun ela esan
Olimo
Ogun iya kere Oniro
Asesu
Ogun onyon de Ayifo
Opeki de Ofiki
Ibu gba nyanri
Alaro de Ibu
Olosun
Ogaga Yeye
Oríkì para Yemonjá
Ogun Asaba (rio)
Rio de Ogun em nove partes
Dono da folha de palma
Rio de Ogun, mãe pequena de Oniro,
Asesu
(Um caminho de Yemoja)
Ogun Ayifo Rio que tem peitos
Fluxo que leva areia
Fluxo índigo
Barcos fluem
Mãe Ogaga
Oríkì fún Yemonjá
Yemoja atara magba
(Elogie nome)
Ayaba ti gbe ibu omi
Rainha que vive nas profundidades da água
Yemoja igbe di oju ona
Yemoja alisa arbusto em caminho-superfícies
Yemoja em je oti pagogo oju akagba
Yemoja se inclina em na beira-mar, enquanto tomando um gole de efervescência
Um gbo ni se oba ma kase
Ela espera sentado, até mesmo na presença de um rei.
Yemoja um wo'lu de iji de lobi
Elevações de Yemoja, remoinho quando tornado entra no país;
Um pekoro yi ilu kaa
Ela muda a cidade
Awoyo, Awoyo je'le je l'odo,
Awoyo, Yemoja come na casa como também no rio
Iya olo oyon oruba
Mãe de peitos chorões
Ela cultivou uma moita sobre o negócio privado dela
Obo de Abi ni orun bi egbe isu divertido
E está apertado como um inhame secado
Onilaiye de Okun um bi de enia de san
Rainha fundo-inchando do mundo, ela cura como medicamento;
Olokun de Arugbo
Dono de mulher mais velho do mar
Fere obirin aji fon ni lara oba
Flauta-menina que toca para o despertar de reis
Obirin pepe li gba eni gbe ilekile
Mulher que suavemente agüenta o nadador para descansar em algum lugar
Ko je dahun ni ile
Ela não deseja responder em terra
Oju omi ni je ni koro
Ela fez isto depressa à superfície da água
ISURE ÒRÌSÀ ÈSÙ
IBA ÈSÙ LA ALU
ÈSÙ, ÒGÁ ONIILU
ATÓBÁJAÍYE, ELESO ÒGÚN
OTÍLÍ LÓÒGÚN,
ALÁGADA ÉYÉ,
OROKO-NI-OJO-EBO-LE,
ÈSÙ TÁBIRÍGBONGBON,
ABÓNIJÀWÁ-KUMO,
ÈSÙ, OLAFE, ASENI-BÁNI DÁRÒ,
ÈSÙ, IWO LO SE BABALAWO,
OJÓ MÉTÀDÍNLÓGÚN LÓ GBÉ ÓDÒ OYA,
ÈSÙ, MA SE MI, OMO ÉLÈMIRÀN NI O SE,
ÈSÙ, MA SE MI LU ENÌA, MA SE ENIA LUMI,
ÈSÙ, KI NKAN MA SE OMO MI,
ÈSÙ, KI NKAN MA SE AWON ARA ILE MI,
MA JEKI A RI ÌJÀ RE,
ÌWO LO SE OBA TÌ WON TI YO LÓYE,
ÌWO LO SE IYAWO, TI O FI KO OKO RE SILE,
ÈSÙ MA SE MI, OMO ÉLÒMÍRÀN NI O SE.
ÌWO LO SE ENIA TO FI BINU SOKU,
ÌWO LO SE ENIA TO DI KO SÓDÒ,
ÈSÙ MA SE MI, OMO ÉLÒMÍRÀN NI O SE.
ÌBÙKÚN PUPO NI EMI FE LODO RE.
ÈSÙ, ÌWO NI ILERA,
ABO, IGBEGA, IRE, ÒRÒ BEM LÓWO RE,
JÒWÓ KI O WA FUN MI NI NKAN WONYI.
ÈSÙ ELEGBARA, GBO MI KÌÁKÌA.
ÈSÙ MA SE MI, OMO ÉLÒMÍRÀN NI KI O SE.
ASE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ASE.
Èsù eu te saúdo.
Èsú homem forte na cidade, pessoa suficiente para ficar no lado em toda a vida.
Pessoa que tem frutas medicinais.
Você que monta cavalo de banheiro para entrar no quarto, você que tem medicina
forte.
Você é uma pessoa que vai embora quando o sacrifício ficou estragado.
Você que acha um bastão para aquele que briga.
Èsù, o apitador que dá danos na gente, ainda simpatiza conosco.
Èsù, você quem provocou Babaláwo e fez ele ficar na casa de Oya por dezessete dias.
Èsù, não me faça mal no filho do outro.
Èsù, não me provoca contra qualquer pessoa e não provoca as pessoas contra mim.
Èsù, para nada acontecer para os meus filhos.
Èsù, para nada acontecer para minha família.
Não deixa ver a sua raiva, você quem provocou o rei para sair do trono.
Você quem provocou a esposa a deixar seu marido.
Èsù não faça mal, faça mal no filho do outro.
Eu quero prosperidade de você, Èsù, você que é o dono de saúde, proteção,
Promoção, bondade e prosperidade, por favor, me dê tudo isto.
Èsù Elegbara (Senhor do poder), me ouve depressa, Èsù, não me faça mal, faz mal nos
filhos dos outros.
Axé do Senhor Supremo.
Benção do Senhor Supremo.
ISURE ÒRÌSÀ ÒGÚN
IBO ÒGÚN LAKAYE OSIMOLE
ÒGÚN PELO O,
EDUN OLÓ IRÌN,
ÒGÚN OKUNRIN ÒGÚN.
ENII TI SOMO ENÌA DOLÓLÁ,
GBÍGBÉ NI O GBE MI BI O TI GBE AKINORO TI O LI KOLE OLA FUN,
ÒGÚN A WOO ALAKAIYE, OSIN IMOLE,
EGBE LEHIN ENI ANDA LORO.
ÒGÚN GBE MI O,
ÒGÚN MA PAMI, OMO ÉLÒMÍRÀN NI K O PA.
ÒGÚN, EMI BERU RE
ÒGÚN SO MI DI OLOWO, SOMI DI OLORO,
LA ONA IRE FUN MI, ONA ANU ATI ONA ORO,
IWO NI OLONA OLA,
TORIBE KI O WA LA ONA OLA FUN MI.
KI O SI MAA DA ABO RE BOMI TITI LAI.
ÀSE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE
Ògún, eu te saúdo.
Dono da matéria de ferro,
Ògún da guerra,
Você que torna as pessoas sejam ricas,
Ògún me enriqueça como você enriqueceu Akinoro e fez ele um homem eminente,
Ògún, o homem forte do mundo, o maior no mundo,
Você que é protetor daqueles que são feridos.
Ògún, eu tenho medo de você,
Ògún me torna rico, me torna próspero,
Favor Ògún, abre o caminho de bondade, ajuda e da prosperidade,
Você é o dono das riquezas,
Assim, me abre o caminho da prosperidade.
Para que você me proteja para sempre.
Axé do Senhor Supremo.
Benção do Senhor Supremo.
ISURE ÒRÌSÀ ÒSÓÒSÌ
IBA ODELADE ÒSÓÒSÌ
ODE AMOJI ELERE,
OTITI, AMI-ILU-WO-BI OJO,
ARI-SOKOTO-PENPE-GBON-ENI OLA IKIRE.
BO BA GBO, MA DA MIRAN SI.
ALAJA, AMU OWEMU-OBO,
BABA MI FIKIFIKI EKUN, AKO ORU,
ONILE IKU, MAA JE KI NRI O,
ASINDELE LAA SINMO ENI,
JOWO DABO BO MI,
MAA JEKI OMO WON MI
MAA JEKI OMO WON MI
WA FUN MI NI ALAFIA,
EMI BE O, WA SO IBANUJE MI DAYO,
FUN MI NI ABO RE TO NI
WA SOMI DI OLORO.
ÀSE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE
Òsóòsì eu te saúdo.
Ode Amoji Elere,
Pessoa forte que sacode a cidade,
Pessoa que veste bermuda nas estradas molhadas da cidade do Ikire,
Se forem rasgadas, ele tem outras,
Odé que tem cachorros que matam owe (um animal) e os macacos,
Meu pai, o forte leopardo, que não tem medo de madrugada,
Você que guarda morte em casa, favor não me deixe ver você de mau humor,
Você que proteja seus filhos,
Favor me proteja,
Não deixa faltar filhos,
Me dê a paz,
Eu te peço, torna minha tristeza em alegria,
Me dê a sua forte proteção e que torne próspero.
Axé do Deus Supremo
Benção do Deus Supremo.
ISURE ÒRÌSÀ OSONYIN
IBA OSONYIN
ESINSIN ABEDO KINNIKINNI,
AKEPE NIGBA ORAN,
ELESE KAN JU ELESE MEJI,
EWE GBOGBO KIKI OOGUN,
EWE A JE, OOGUN A JE FUN MI
LONI EMI FE IRE RE,
OSONYIN JOWO FUN MI NIRE,
FUN MI NI OLA,
WA WO MI SAN,
KI O SI FUN MI NI AABO.
ORO ATI ALAFIA.
ÀSE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE.
Òsónyìn eu te saúdo.
Pessoa que tem fígado e come cristal,
Pessoa que a gente chama nas dificuldades,
Pessoa de uma só perna, e que é mais forte do que aqueles com duas pernas,
Para você todas as folhas são medicinais,
As folhas vão funcionar para mim,
Hoje eu quero a sua bondade,
Me dê a honra,
Venha me curar,
Para que você me dê proteção, prosperidade e paz.
Axé do Senhor Supremo
Benção do Senhor Supremo.
ISURE ÒRÌSÀ ÒBÁLUÀIYÉ
IBA OBA OLUWAIYE
FARÌORO, ONI-WOWO-ADO, ARUNMOLOOFUN DANU,
AJE-IGBA-OOGUN MAKUU,
OBA EMITOTO, OBA EMILARE,
OBA EMITOTO LAAPE IFÁ
OBA EMILARE LAAPE ODU,
IWO OBALUWAIYE, IWO LO FI AWON ORISA MOKANLENIRUNGBA TI
BEM LODE ISALAYE JE OYE
WA FI EMI NAA JOYE LODE AIYE ISALAYE,
KI NRI JE, KI NRI UM
IDAKUDA NI KOO MA LO DA AWON OTA MI,
MAA JEKI NRI IKU, MA JEKI NRI ARUN,
MAA JEKI NRIKI OMO, IKU AYA, IKU OKO,
AGAN TI O RI BI FUN LOMO
KI ABOYUN BI TIBI TIRE,
KI OPO ILE KIRI MOLE,
OBALUWAIYE, JEKI MBIMO, KI O TO DI ODUN TO MBO,
TO BA FUN MI LOMO ATI OWO, EMI O FUN O NI EWURE.
OBALUWAIYE, FUN MI NI ALAFIA,
FUN MI NI ILOSIWAJU ATI IRE RE,
ALUJOGUN GBA MI
JOWO WO MI SAN,
MA JEKI NRI IJA RE,
KI NKAN MA SE MI.
ÀSE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE.
Eu te saúdo Obálùaiyé.
Farìoro, você que tem muitas cabaças pequenas cheias de medicinas e pessoa quem
faz medicina das pessoas ineficaz
Você que come veneno que não tem efeito sobre você,
O deus de Emitoto, deus de Emilare,
O deus de Emitoto é o nome dado ao Ifá,
O deus de Emilare é o nome dado ao Odù,
Você, Obálùaiyé quem coroa todos os duzentos e um òrìsàs que residem no mundo,
Favor, me coroa também neste mundo,
Forneça-me todos os materiais de bem-estar,
Cria confusões com os meus inimigos,
Me proteja da morte e doenças,
Proteja meus filhos,esposa, marido da morte
Dá filhos para àquelas que ainda não tem
Faz que aquelas grávidas Ter seus partos sem problemas,
Não deixe o espírito do mau entrar na minha casa
Obàlúaiyé, faz que eu tenha filho antes do final do próximo ano,
Se você me der filho e dinheiro, matarei a cabra para agradar.
Obàlúaiyé, me dê a paz,
Me dê progresso e bondade.
Alujogun, me salva,
Favor me curar de qualquer que pode me afligir,
Não deixe me ver sua raiva, e que nada aconteça comigo.
Axé do Senhor Supremo.
Benção do Senhor Supremo.
ISURE ÒRÌSÀ SÒNGÓ
IBA OLUKOSO LALU
ALAAFIN, KINÍUN BU, A AS,
ELEYÍNJU OGUNNA,
OLUKOSO LALU
A RI IGBA OTA, SEGUN,
EYITI O FI ALAPA SEGUN OTA RE,
KABIYESU,
ASANGUN DEYINJUM
ONIGBEE A NSURE FUN,
ALEDUN-LABAJA,
ASA-NLANLA-ORI-PAMO,
ABA-WON-JÁ-MÁ-JEBI
A LAPA-DUPE
OBAKOSO, MA JEKI NRI IBANUJE,
JOWO MA LU MI PELU OSE RE,
MA JEKI NRI AISAN,
OKO ABEGBE (OSUN),
BA MI SEGUN OTA MI,
AWON OTA MI KO NI ROJU SOJU,
SÒNGÓ, MA PAMI, MA PA ENIA SI MI LORUN,
AKOGBONNA KALU, MAA BA MI JÁ,
MA JEKI NRI IJA RE,
MA JEKI NDARAN IJOBA,
MA JEKI NRI EJO,
MA JEKI ODO O GBE MI LO,
MA JEKI NKU IKU INA,
MA JEKI ÀRÁ PA MI,
MA JEKI OWO ÍKA O TE MI.
BAMA SEGUN OTA MI,
BAMI SEGUN OTA MI,
MA JEKI NRIN FE SE SI,
MA JEKI NSORO FENU KO.
OBAKOSO PESE OWO PUPO FUN EMI OMO RE,
ONIBON ORUN, JOWO PUPO FUN EMI OMO RE,
ONIBON ORUN, JOWO MAA WA PELU MI TITI TI.
ÀSE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE.
Sòngó eu te saúdo.
Alaafin que ruge como leão e as pessoas fogem,
Pessoa cujos olhos brilham como tigrem
Olukoso, da cidade.
Você que usa centelhas de cartuchos para vencer seus inimigos na guerra,
Você usou pedaços de parede para destruir seus inimigos,
Kabiyesi (eu honro você)
Pessoa que é forte até nos olhos,
Dono de matagal de quem as pessoas tem que fugir,
Pessoa que suas marcas faciais são nítidas como trovão,
Você que tem controle sobre as cabeças das pessoas importantes,
Pessoa que briga com as pessoas e ainda fica inocente,
Pessoa que mata e a família da vitima ainda agradece,
Obakoso não deixe me Ter tristeza,
Favor não me bata com seu Oxé,
Não me deixe ficar doente,
Marido de Agbegbe (Òsun), me ajude a derrotar meus inimigos,
Meus inimigos nunca vão Ter paz,
Sòngó não me mate e não me provoca a matar outras pessoas,
Pessoa que causa confusões na cidade, não fique com raiva comigo,
Não me deixe ver a sua briga,
Não me deixe fazer qualquer coisa contra a lei,
Me poupa de casos de justiça,
Me proteja de afogamento,
Me proteja da morte de fogo,
Não me deixe morrer de raio,
Me proteja das pessoas mas.
Me ajuda a derrotar os meus inimigos,
Me ajuda a proteger meus filhos,
Seja o guia dos meus passos,
Não me deixa cometer as ofensas através das palavras da minha boca.
Obakoso, dê muito dinheiro para mim, seu filho,
Dono da trovoada no céu, favor fique no meu lado sempre.
Axé do Senhor Supremo.
Benção do Senhor Supremo.
ISURE ÒRÌSÀ ÒSUN
IBA ÒSUN
ORE YEYE O
ÒSUN IWO WE OMO YE,
OMI, ARIN-MA-SUN,
YEYE WEMO YE GBOMO FUN MI JO,
AYILA, GBA MI O, ENI
A NI NII GBA NI,
MO PE O SOWO, MO PE O SOMO,
MO PE O SI AIKU, EMI, FE IYE, ATI ORO,
ENITI NWA OMO KO FUN LOMO,
OMO DARADARA NI KI O FUN WON,
ÒSUN, TO MI SI ONA ORO ATI ALAFIA,
ÀSE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE
Òsun eu te saúdo
Òsun, você é cheio de idéias,
Pessoa que nada consegue destruir,
Pessoa que faz as coisas sem que seja questionada,
Você que não cansa de usar bronze ornamentais,
Mulher forte que nunca seja atacada,
Pessoa que sentou em cima da cesta na profundeza do rio,
Ore yeye (mãe graciosa)
Ore yeye imole (mão graciosa òrìsà),
Você que acalma as crianças com o seu bronze ornamental,
Você que tem trono calmo,
Mãe graciosa, a rainha do rio,
Mãe graciosa,
Òsun me proteja e meu filho com o banho,
Você que dá vidas às crianças, me dê filhos para mim cuidar,
Ayila (Òsun) me proteja, eu espero salvação de você,
Eu te chamo para Ter dinheiro e filho,
Eu te chamo para não morrer, mas para Ter a vida e prosperidade.
Dá filhos para quem precisa Ter,
Dá eles filhos saudáveis,
Òsun, me caminhe para o caminho da prosperidade e a paz.
Axé do Senhor Supremo.
Benção do Senhor Supremo.
ISURE ÒRÌSÀ OYA
IBA OYA
AYABA OBAKOSO,
ODO KUN KO KUN, KO SI
ENITI OYA KO LE GBE LO,
MAA JEKI ODO GBE MI LO,
MAA JEKI NKU IKU INA,
IYA MI BOROKINNI,
JOWO EMI NFE ORO LATI
ODO RE,
EMI NFE ALAFIA,
EMI NFE ILERA,
EMI NFE ILOSIWAÚU,
IYAWO ONIBON-ORUN, JOWO SOMI DI OLORO.
ÀSE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE.
Oya eu te saúdo.
Esposa do Obakoso (Sòngó).
O rio enche ou não, não há ninguém que Oya não leve,
Não deixe o rio me levar.
Não me deixe morrer afogado,
Não me deixe morrer no fogo,
Minha mãe é bonita,
Eu quero prosperidade de você,
Eu quero paz,
Eu quero saúde,
Eu quero progresso,
Esposa de dono da trovoada no céu (Sòngó),
Favor, faça-me rico.
Axé do Senhor Supremo.
Benção do Senhor Supremo.
ISURE ÒRÌSÀ YEMONJÁ
IBA YEYE OMO EJA
YEMONJA OOO,
WA GBO EBE MI,
IWO TI NFUN ENITI NWA OMO NI OMO,
JOWO MO PE O, FUN MI NI OMO,
SO MI DI OLORO,
YOMONJÁ, YEYE AWON EJA,
FI ABO RE BO MI,
KI IKU ATI ARUN MA WOLE
TO MI WA.
IYA MI, JOWO SO EKUN MI DAYO
ÀSE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE.
Yemonjá eu te saúdo
Ouça meu clamor,
Você quem dará filhos para quem quer,
Por favor me dê filhos,
Me torna próspero,
Yemonjá, mãe dos peixes me proteja com a sua proteção,
Para que a morte e doenças não entre na minha casa.
Minha mãe, favor torne os meus choros e sofrimentos em alegrias.
Axé do Senhor Supremo
Benção do Senhor Supremo.
ISURE ÒRÌSÀ IBEJÌ
IBA ÒRÌSÀ
ÒRÌSÀ IBEJÌ
DAKUN DABO, MA JEKI A RI IKU OMODE,
MA JEKI A RI IKU AGBA,
ENITI O BI, MAA JEKI O SOKUN,
MAA JEKI A KU IKU AIROTELE,
FUN MI LOWO LATI SE NKAN GBOGBO,
IWO TI O SO ALAKISA DI ALASO, JOWO SO AKISA MI DI ASO,
IWO TO TI ESSE MEJEJI BE SILE ALAKISA, JOWO BE SILE MI,
ÒRÌSÀ IBEJÌ, PELE O,
EJIRE ARA ISOKUN,
JOWO SO MI DI OLORO.
ÀSE ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE.
Òrìsà de Ibejì eu te saúdo.
Favor, não deixe acontecer as mortes das crianças,
Não deixe acontecer a morte dos adultos,
Quem tem para não chorar.
Não deixe acontecer a morte imprevista,
Me dê dinheiro para minhas necessidades.
Você que torna pobre o rico favor me torne rico.
Você que entrou na casa do pobre, favor entre na minha casa,
Òrìsà Ibejì, eu te saúdo,
Ejire de Isokun,
Favor tornar-me próspero.
Axé do Senhor Supremo.
Benção do Senhor Supremo.
ISURE EGUNGUN
IBA EGUNGUN ILE
ILE MOPE O O,
AKISALE MO PE O O,
ETIGBURE MO PE O O,
ASA MO PE O O,
ETI WERE NI TI EKUTE ILE,
ASUNMAPARADA NI TIGI AJA
EMI OMO RE NI MO PE O,
JEKI NWA LAAYE,
MAA JEKI NKU,
MAA JEKI NRI IJA IGBONA,
MAA JEKI NRI IJA ÒGÚN,
JOWO WA JEMI LONI,
KI O FIRE FUN MI
ÀSE TI ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE.
Egungun eu te saúdo.
Terra te chamo,
Akisale eu te chamo,
Etigbure eu te chamo,
Asa eu te chamo,
Rato de casa sempre alerta,
Asunmaparada (uma espécie de animal) nunca seu lugar,
Eu seu filho, esta chamando,
Deixa me viver,
Não me deixa morrer,
Me proteja da fúria de Ògún,
Ouça meu clamor
Para você me dar bondade.
Axé do Senhor Supremo.
Benção do Senhor Supremo.
ISURE ÒRÌSÀ ÒRUNMILA
IBA ORUNMILA
ÒRUNMILA IBA O O,
ORUNMILA, ELERI IPIN, AJEJU OOGUN,
ADUNDUN LAWO,
IFÁ MO PE, ELA MO PE,
IFÁ, SOWO DEERE GBOBI RE,
IYEROSUN NI ORUNMILA NJE,
EKU MEKI, EJA MEJI NINU OBE RE,
IFÁ FUN WA LOMO SI,
JEKI A LÓWÓ LÓWÓ, KI A BIMO O,
KI ILE WA YIÍ, KI ATUN KI DAADAA,
ORUN LO MO ENITI YIO LA,
A SE AIYE, SE ORUN,
ELEERIN IIPIN, AJE-JU-OOGUN,
IWO LALAWOYE O,
BAMI WO OMO TEMI YE,
AJE, WOLE MI, OLA JOKO TIMI,
ORUNMILA O WA TO GEE,
KI O MOWO IWARA MI KO MI,
ORUNMILA IFÁ OLOKUN, ASORAN DAYO,
OLOORE AIKU JE JOOGUN,
IREE MI GBOGBO NI WARA,
NI WARA.
ÀSE ELEDUNMARE
ELEDUNMARE ÀSE.
Òrúnmìlà eu te saúdo.
Òrúnmìlà, testemunho do destino, que tem mais eficácia do que medicina,
Pessoa de pele limpa,
Ifá eu te chamo, Ela eu te chamo,
Ifá abre as suas mãos para aceitar meu obí de oferenda.
Òrúnmìlà, você como Iyerosun, Dois ratos, dois peixes na sua sopa,
Ifá deixa prosperarmos mais filhos,
Deixa reconstruirmos nossas casas da melhor maneira.
Só o céu quem sabe quem será salvo,
Pessoa que vive no universo e no Céu,
Pessoa que é testemunha do destino e Pessoa que é mais eficácia do que a medicina,
Só você quem pode dar a vida para as pessoas;
Dê vida aos meus filhos,
Prosperidade entra na minha casa, honra senta comigo,
Òrúnmìlà, é hora de você me dar riqueza,
Òrúnmìlà Ifá, o dono do mar, que desvia fortuna para a alegria,
Traga todas as minhas fortunas depressa.
Axé do Senhor Supremo
Benção do Senhor Supremo.
ISURE ÒRÌSÀNLA
IBA ÒRÌSÀ-NLÁ OSEREMAGBO
ÒRÌSÀ-NLA, ÒRÌSÀ-NIA, OBA PATAPATA
TU BA WON GBE NI ODE IRANJE,
ÒRÌSÀ-NLA, OGIRIGBANIGBO, ALAYE TI WON
OBOMO-BORO-KALE,
AYINMO-NIKIE, ADA-WON-LARO,
ÒRÌSÀ-NLA, ÒRÌSÀ-NLA,
ÒRÌSÀ ALASE,
IGAN BABA OYIN,
ORERE YELU AGAN WO,
ATU-WON-JÁ-NIBITI-WON-LARO
JAGUNJAGUN, OFIWA-IJA-WODO,
O JAGUNJAGUN FIGBON WODO,
ABOJU-BONIGBESE-LERU,
ABISOKOTO-GBOSU-MEFA-NILE ALARO,
ARO-GBAJAGBAJA-KO-LONA,
ABUDI OLUKANBE,
ÒRÌSÀ-NLA JOKO GBA MI,
ÒRÌSÀ-NLA ENI A NI NI GBA NI, EMI KO MO NKAN,
ÒRÌSÀN-LA, JOWO SO MI DI ENI IYI,
ÒRÌSÀ-NLA, MA FI OWO PON MI,
ÒRÌSÀ-NLA, NA FI OMO PON MI LOJU,
JOWO MA FI AISAN SE MI.
MAA FI OWO PON MI LOJU,
ÒRÌSÀ-NLA, MA FI IRE GBOGBO PON MI LOJU,
GBO IGBE MI.
ÀSE TI ELEDUNMARE.
ELEDUNMARE ÀSE.
Oxalá eu te saúdo
Oxalá, Oxalá, um rei feroz aos; Òrìsàs, Oxalá que mora com os outros na cidade de Ode
Iranje,
Oxalá, o maior e que tem o mundo e todos universos sob Ele,
Senhor que tira pele das pessoas,
Senhor que criou as pessoas corcundas e os paralíticos,
Oxalá, Oxalá, Òrìsà com autoridade,
Você é precioso como mel puro,
Òrìsà que dá filhos aos que não tem,
Senhor dispersa as pessoas onde eles estão tramando as maldades,
O senhor dócil,
Pessoa que quebra os braços das pessoas e cria os paralíticos,
Òrìsà Ogiyan, um guerreiro de respeito.
Você que brigou na guerra e entrou no rio para lançar os bastões nos inimigos,
Você que é Deus com a força inesgotável,
Você que arrasta seus inimigos com a corda para dentro do rio,
Você que seu rosto aterroriza um devedor,
Pessoa que é o maciço como um elefante,
Oxalá, pôr favor me salva,
Oxalá, pois não sei como eu posso me salvar,
Oxalá, por favor me faz um ser honrado,
Oxalá, não me faça sofrer com dinheiro,
Oxalá, não me faça sofrer com filhos,
Favor, não me faça sofrer com doenças,
Não me faça sofrer com a prosperidade,
Oxalá, não me faça sofrer com todas as coisas boas,
Ouça meu clamor.
Axé do Senhor Supremo.
Benção do Senhor supremo.
DIFERENÇAS ENTRE CANDOMBLÉ E UMBANDA
O brasileiro é um povo pacífico e crédulo, tem muita fé, é um povo religioso, não é
difícil enganar pessoas tão ingênuas...(Este é meu ponto de vista).
A visão que tenho é bem clara...:
Existe uma barafunda geral, na cabeça das pessoas com relação a religião, cada um faz
a sua como bem quer ou como bem entende que deva fazer (a tal da verdade
absoluta) o que o guia do babá ou da babá de terreiro disser, é que é o certo e pronto.
(???)
Se em cada esquina tiver um centro de umbanda, e formos perguntar como funciona,
vamos verificar que cada um funciona de acordo com a cabeça do dono da casa, e não
de acordo com o que dita as regras gerais do que deva ser um centro de umbanda.
A primeira diferença entre candomblé e umbanda:
O candomblé é uma religião iniciática, que apesar de bem deturpada, tem seus
fundamentos nas religiões tribais africanas (milenares) trazidas pelos escravos para o
Brasil. E com eles vieram os orixás africanos, todos negros, sem mistura de credo, pois
não conheciam as religiões católica e espírita nem de longe (os escravos).
A umbanda foi criada por volta de 1900, não se sabe exatamente a data, no Rio de
Janeiro, onde o primeiro babá de terreiro criou as regras, ou foram ditas por seus
guias, assim foi criada a umbanda, que hoje, já não se sabe mais o que é realidade ou
fruto de imaginação.
A mistura é tão grande, e a imaginação de cada um vai tão longe, que foram criando
falanges e mais falanges que não se entende mais nada, nem os próprios umbandistas
sabem dar certas explicações. A umbanda começou com os caboclos (espíritos de
índios brasileiros) e pretos velhos (espíritos dos escravos), depois foram aparecendo
novas entidades como ciganos, indianos, já tem gente incorporando Cleópatra,
Messalina, Afrodite, Lampião, etc... dá prá acreditar? :-)
E os que dizem incorporar Lúcifer, Belzebu e outros, não que eu queira ser a dona da
verdade, que não sou mesmo... mas haja imaginação hein? :-)
Freqüentei umbanda durante 9 anos, respeito a umbanda séria e acredito nos guias de
umbanda, (pois os que conheci mereciam respeito), mas aprendi a separar
mistificação, de entidades de verdade, pois acredito que o maior problema da
umbanda seja esse, as pessoas não saberem distinguir um do outro.
Na minha opinião, toda religião é boa, desde que não seja usada para ludibriar as
pessoas ingênuas e crédulas. Toda pessoa precisa acreditar em alguma coisa, ter fé,
mas também precisa ter o bom senso de desconfiar de vez em quando, nem tudo o
que vemos e ouvimos é o que parece ser.
Independente das religiões, o ser humano é dotado, uns mais outros menos, de
poderes paranormais ou seja vidência, audiência, telepatia, telecinese e outros, até
poder de cura através das mãos, (que a pessoa já nasce com eles sem fazer parte de
nenhuma religião, muitos morreram nas fogueiras por terem tais poderes, eram
chamados de bruxos, na idade média), que infelizmente são usados através de
religiões, com finalidades nem sempre honestas.
Segunda diferença entre candomblé e umbanda:
Antigamente na religião africana, existia uma separação entre o culto de Egun e o culto
de orixá, era bem definido e os locais de culto eram independentes e separados.
Exemplo disso, podemos ver nas casas de candomblé da Bahia (casas de Ketu
tradicional), onde se cultua orixá, (tem apenas um quarto onde são homenageados os
eguns dos filhos da casa que já morreram), os Eguns dos pais de santo, são cultuados
em outras casas, as mais conhecidas estão na Ilha de Itaparica.
Também acho uma discriminação, mulher quando morre não é egun, é alma, sendo
cultuadas em outras casas.
Nessas casas onde são cultuados os babá Egun, também é feita uma separação bem
definida, quando um babá Egun está dançando no barracão e vira um orixá de alguém
que esteja assistindo, em respeito ao orixá, esse babá Egun se retira da sala e só volta
quando o orixá tiver ido embora. No candomblé, o único motivo de se usar contra-
egun, é para que um egun não incorpore em uma pessoa iniciada para o orixá.
A coisa tá tão complicada de se entender, que a maioria das babás de terreiro usam
como símbolo de cargo um mocan no pescoço, isso quando não usam senzala de
búzios e contra-egun também, feitos de palha da costa, usado no candomblé
exatamente para que eguns não se apoderem das pessoas.
A conclusão que eu cheguei é a seguinte:
A umbanda não é iniciática, portanto não tem feitura de orixá.
As entidades que incorporam na umbanda não são orixás, são guias.
Nem tudo que vemos incorporado na umbanda são guias, pode ser fruto da
imaginação muito fértil de algumas pessoas (com exceções).
No candomblé tem gente feita de santo que continua virando com guias de umbanda,
isso não é novidade, é até muito freqüente de se ver. (vide texto anexo do Prof.
Reginaldo Prandi).
Mas dizer que foi feito de um orixá na umbanda, prá mim é novidade... a não ser que o
pai de santo tenha sido feito, mas aí a casa deixa de ser umbanda e passa a ser de
candomblé e que também toca umbanda.
Peço desculpas, aos umbandistas, não quis com isso ofender ninguém, apenas tentei
colocar como vejo a situação da umbanda e do candomblé nos dias de hoje, e peço
que as pessoas leiam mais e procurem se orientar melhor, não estou querendo dizer
com isso, que o candomblé seja a religião perfeita, porque não é mesmo, tem muitas
falhas principalmente por deturpação de muitos pais e mães de santo.
Nos candomblés bantus tradicionalmente sempre existiu a presença do caboclo, mas é
um caboclo diferente do que incorpora na umbanda, não dá prá confundir são
totalmente diferentes.
Com isso quero dizer que existem umbandas sérias e candomblés sérios, mas que
precisam ser distinguidos.
Explicação referentes a banhos
Em qualquer época, nos Centros e Terreiros de Umbanda, os banhos tem sido de grande
importância na fase de iniciação espiritual, por isso, torna-se necessário um grande
conhecimento do uso das ervas, raízes, cascas, frutos e plantas naturais. E como já
sabemos, os banhos de ervas devem ser preparados por pessoas especializadas dentro
dos terreiros ou por você mesmo (a), com a orientação de seu Pai-de-Santo.
Se forem preparados por outra pessoa, ela tem que estar com o seu corpo físico e seu
corpo astral purificado, pelo menos pelo banho de uma erva e livres de excitações
sexuais, perturbações mentais e nem por mulheres na fase de menstruação (corpo
liberto).
A orientação e o uso das ervas são atribuições dos guias espirituais, das entidades e dos
Orixás, através dos Chefes de Terreiros (Pais e Mães-de-Santo). Os banhos de ervas são
classificados, normalmente, em três tipos: Banho de Descarga, Banho de Ritual e o
Banho de Iniciados.
BANHOS DE DESCARGA
paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814
O mais conhecido, e, como o próprio nome diz, o Banho de Descarga (ou descarrego),
serve para descarregar e limpar o corpo astral, eliminando a precipitação de fluídos
negativos (inveja, ódio, olho grande, irritação, nervosismo, etc). Suprime os males
físicos, externamente adquiridos de outrem ou de locais onde estiverem os médiuns.
Este banho pode ser utilizado por qualquer adepto da Umbanda, desde que seguindo as
recomendações das Entidades/Guias Espirituais, e recomendados pelo seu Pai ou Mãe-
de-Santo, com as ervas colhidas nas horas e dias certos.
BANHOS DE RITUAL
É o banho de incorporantes (médiuns de incorporação). Esse banho tem a função de
estimular os fluídos da mediunidade, ativando e revitalizando as funções psíquicas para
uma excelente trabalho de ritualização dos Guias Espirituais e é também recomendado
para activar e afinizar as forças dos Orixás, Protetores de Cabeça e do Anjo-da-Guarda.
BANHOS DE INICIADOS
Este tipo de banho deve ser utilizado nos centros e terreiros de Umbanda, por seus
aparelhos, médiuns, iniciantes ou não dentro da Lei da Umbanda. Ele propicia o
equilíbrio entre a aura do corpo mental e a aura do corpo astral. Equilibra, de maneira
satisfatória, a incorporação das Entidades em seus aparelhos mediúnicos (filhos-de-
santo).
É um banho para ser usado com muito critério e cautela, pois para cada tipo de Entidade
Espiritual é destinada uma ou várias plantas, num conjunto ritualístico.
Um exemplo de banho de iniciados é o BANHO DE AMACI, aqui especialmente
tratado.
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BANHO DE AMACI
Todos os anos o Templo Sagrado de Umbanda, realiza, o banho de Amací, para todos
os médiuns filiados à mesma. O Babalorixá e os Médiuns confirmados, fazem o banho
na cabeça dos filhos e filhas , tudo isto para abrir o ano com muita energia dos Orixás.
Este banho somente deve ser preparado por uma Entidade Espiritual ou pelo Guia Chefe
do Terreiro, Pai/Mãe-de-Santo, Zelador (a) do Terreiro, Babalaô ou Chefe de Culto. É o
banho que pode ser preparado da cabeça aos pés ou simplesmente da cabeça, porque é
preparado de acordo com o Santo, Orixá protetor do filho, iniciante na Umbanda. O
banho de Amací é próprio para a cabeça, onde reside o nosso Santo Protetor, nosso Guia
Espiritual.
Só podem tomar o banho de Amací aqueles que forem freqüentar e desenvolver-se na
gira de Umbanda, no Centro ou Terreiro. O próprio adepto não deve nunca prepará-lo e
nem tomá-lo em casa; existe todo um ritual para que seja feito o Amací da Umbanda,
isto é, ervas selecionadas de acordo com o Santo do Iniciante, bem como dia e hora
apropriados, e demais requisitos que o banho exige.
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Normalmente, quando o filho esta em dúvida de quem seja seu Pai ou Mãe de Cabeça,
recomendo um Amací de Oxalá, o qual rege a cabeça de todos nós, pois queiramos ou
não, todos nós somos filhos de Oxalá.
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Todos os banhos de descarga devem ser tomados do pescoço pra baixo; só se deve jogar
o banho na cabeça quando for indicado pelo Orixá Chefe do Terreiro.
As folhas que caem dos banhos de ervas devem ser recolhidas e despachadas (jogadas)
nos locais apropriados, em geral, vasos grandes de plantas, jardins, num rio ou mata,
mas nunca no lixo e nem nas ruas.
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Há banhos para todos os Orixás e Entidades e sempre que tiver dúvida consulte-os ou
consulte um Pai ou Mãe-de-Santo sobre o banho a ser tomado.
Muitos banhos têm dia e hora certos para tomar, portanto, consulte um Pai ou Mãe-de-
Santo se tiver dúvidas.
Explicação Ipeté de Oxum
Ipeté de Oxum
Ipeté de Oxum ou Peté de Oxum é o nome da comida de Oxum, e foi adotado o
mesmo nome para a festa que se faz à Oxum anualmente em muitas casas
de candomblé, em todo Brasil.
No Opó Afonjá, Mestre Didi conta que esta festa marca o encerramento das festas do
ano. Nesse dia não há sacrifício, que já foram feitos nos dias anteriores. Há
muita comida, galinha, pernil de porco, além de outras iguarias, que são distribuídas a
todos que comparecem.
Além daquelas que são feitas para as obrigações dos Orixás e que serão também
divididas entre os presentes, que são o adun (fubá de milho com azeite de dendê e
açucar), o ekó (milho branco ralado e cozido, uma espécie de canjica, mais conhecido
pelo nome de acaçá), o ixu (inhame), o aluá e o próprio peté.
Todos trabalham com afinco, cada um com seu trabalho: quem é de cozinhar, cozinha;
quem é de fazer bandeiras, faz bandeiras; quem é de fazer surpresas, faz surpresas.
O Assobá, acompanhado dos Ogans da casa, organiza a arrumação do barracão,
colocando bandeirinhas, Mariwôs, e folhas que servem de ornamentação, se enfeita o
barracão sempre que há festa. Arruma mariôs também em todas as portas de todas as
casas para livrar a todos de aproximação e irradiação de maléficos. Arruma também
duas mesas, uma grande para a vasilha do peté e uma menor, para as surpresas.
Como não há sacrifício de animais nesse dia, também não há padê. A festa começa às
cinco horas da tarde, com a procissão do peté. Saem todas as filhas de Orixá da casa de
Oxum, cada uma com seu balainho, uns contendo o peté, com pratos e talhes, outro
contendo adun e ekó. Outras ainda carregam cestas de flores ou bandejas com diversas
surpresas. Cantam e dançam em Ijexá, enquanto os foguetes explodem.
Essa procissão é dentro da roça, vai até o Cruzeiro passando em frente à casa dos
mortos (Ilê Ibó), fazendo-lhe uma certa reverênci, saudando a antiga Iyalaxé (Aninha).
Rumando para o barracão passam pela casa de Xangô, Iyá, Oxalá.
Quando chegam, todas as filhas que conduzem o carrego já estão manifestadas. São as
pessoas mais velhas que recolhem e distribuem o peté e as surpresas nos devidos
lugares. Nesse momento a Oxumda Iyalaxé senta-se no seu trono e as outras sentam-se
em cadeiras comuns, metade de um lado e metade do outro, enquanto a comida é
dividida.
Depois começa o xirê, com a dança da Oxum mais velha. Só quando ela volta a sentar-
se é que todas as outras começam a dançar. E assim a festa se prolonga até a meia-noite,
quando é encerrada com a roda de praxe, saudando Oduduá, pedindo paz, saúde e
tranquilidade de espírito a todos do Axé, adeptos e convidados para que no próximo ano
estejam todos novamente reunidos para as homenagens aos Orixás.
Qualidades dos Orixás e Odús
Qualidades do Orixá Esu
Exu Oro
Exu Oro é o responsável pela transmissão do poder através da (ala. Ele é quem d á para
os sacerdotes e sacerdotisas o poder de acionar as força espirituais através das
evocações sagradas: preces , encantações , cânticos . Existem algumas palavras de
grande axé usadas nos rituais sagrados que muitas vezes não se conhece a tradução. Elas
funcionam como códigos para abrir certos portais do mundo Invisível (ORUN),
acionando o poder para transformar nossas vidas. Somente Exu Oro conhece estes
segredos, e somente ele pode dar a autorização necessária para entrarmos nestes
mistérios.
Oriki : Exu Oro ma ni ko. Ex u Oro ma ja ko. Exu Oro Tohun tire site. Exu Oro Ohun
Otohun ni ima wa kiri. Axé .
Tradução; O Divino Mensageiro do Poder da Palavra causa confronto. Divino
Mensageiro do Poder da Palavra n ã o me cause confronto. O Divino Mensageiro do
Poder da Palavra tem a voz do poder. O Divino Mensageiro do Poder da Palavra tem
uma voz que ressoa por todo o Universo.
Que assim seja (axé).
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Exu Opin
É o Exu que deve ser evocado sempre que queremos estabelecer um local como
sagrado. É ele quem faz a demarca çã o dos limites que separam o espaço sacratizado do
espaço comum. Fazem-se uma construção qualquer e nela queremos instalar os nossos
assentamentos de Orix á s, al é m de evocar o exu do nosso caminho pessoal ser á
necessário pedir a Exu Opin que aceite uma oferenda para consagrar o lugar. A partir
daquele local deve passar a ser usado exclusivamente para fins rel i g i oso, e deve haver
uma separação bem n í tida entre este espaço e o espa ç o livre para a circula çã o. No
caso de se colocar, por exemplo, um assentamento dentro de casa, é aconselhável
colocá-lo sobre uma esteira e, se poss í vel cercar com vota com uma outra esteira.
Sempre pedindo a exu Opin para sacratizar o ambiente, n ã o importa a localiza ção ou
tamanho. Isto é válido, também, para os ambientes ritualísticos estabelecidos ao ar Iivre.
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Exú GOGO
Este caminho de Exu quatro o *Divino Executor*. É conhecido tamb é m como o Ex u
respons á vel peta recompensa divina a todos os atos dos seres humanos (e tamb é m dos
seres espirituais). Exu Gog ó conhece todas as nossas reencarna çõ es • estende sua a çã
o atrav é s destes diversos ciclos encarnat ó rios. Aquilo que costumamos chamar lei do
retomo é exatamente a função do exú Gogó fazer este retorno acontecer: O bem
recompensado com o bem; o mal recompensado com o mal. Dentro destas atribui çõ es
de cobran ç a espiritual e material encontra-se sempre a chance de todos se
arrependerem, pagarem por seus erros e tomarem um outro ritmo de vida. Quando Isto
não acontece numa vida, poder á ser resgatado numa próxima encarnação.
Oriki
EXÚ GOG Ó O, ORI MI MA JE NKO O. EX Ú GOGO O, OR Í MA JE NKO O. EB
LOWO RE GOGO? O OKAN LOWO EX Ú GOG Ó BABA AWO. AXÉ.
Tradução
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Divino Mensageiro do Pleno Pagamento, guie minha cabe ç a para o pelo caminho.
Divino Mensageiro do Pleno Pagamento guie minha cabe ç a para o reto caminho.
Quanto tu estas pedindo para o Divino Mensageiro do Pleno Pagamento? O Divino
Mensageiro do Pleno Pagamento, o Pai do Mistério, está pedindo por um centavo. Que
assim seja.
Exú
Ele é o exú que controla os relacionamentos Interpessoais. Ou seja: amizade, sociedade
de negados, casamento, companheirismo de trabalho, vinculo familiar, fraternidade
religiosa... Enfim, todos os tipos de relacionamentos s ó possuem um estado de plena
compreensão, harmonia e verdadeira colabora çã o quando aprovados por EXÚ WARA.
Sempre que se planeja estabelecer um novo vinculo é aconselhável consular Exú Wara
e, de preferência, fazer-l he uma oferenda de apaziguamento, para que tudo possa
ocorrer sempre na mais perfeita ordem, sem possibilidades de atrito, confusão, mal-
entendidos, etc...
Oriki de Exu
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EXÚ WARA NA WA O. EXÚ WARA O. EXÚ WARA NA WA KO MI O, EXÚ
WARA O. BA MI WA IYAWO O, EXÚ WARA O. MA JE ORI MI O BAJE O, EX Ú
WARA O. ME JE ILE MI O DARU. EXÚ WARA O, AXÉ.
Tradução: Divino Mensageiro dos Relacionamentos Pessoais traga a boa fortuna.
Divino Mensageiro dos relacionamentos pessoais. Divino Mensageiro dos
Relacionamentos Pessoais.
AS QUALIDADES MAIS CONHECIDAS SÃO
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Exú Elegbára = senhor do poder
Exú Yangi = pedra vermelha de laterita, primeira protoforma existente - água + terra -
Exú Àgbá = pai-ancestre (representação coletiva de todos os exús individuais)
Exú Obá - rei-de-todos
Exú Alakétu = título dado a exú pelos kétu da Bahia - rei do povo Kétu -
Exú Elebo = senhor-das-oferendas
Exú Ojìse-ebo = encarregado-e-transportador de oferendas
Exú Elérú = senhor do erú (carrego)
Exú Olòbe = proprietário e senhor da faca
Exú Enú-gbárijo = explicitador de mensagens
Exú Bara = o rei do corpo (obá + ara) (princípio de vida individual)
Exú Odara = aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente)
EXU
(o mensageiro dos Orixás)
(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
O PERFIL DO ORIXÁ
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Exu é a figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais
conhecida. Há, antes de mais nada, a discussão se Exu é um Orixá ou apenas uma
Entidade diferente, que ficaria entre a classificação de Orixá e Ser Humano. Sem
dúvida, ele trafega tanto pelo mundo material ( ayé ), onde habitam os seres humanos e
todas as figuras vivas que conhecemos, como pela região do sobrenatural ( orum ), onde
trafegam Orixás, Entidades afins e as Almas dos mortos (eguns ).
Esse Orixá (ou Entidade) não deve ser confundido com os eguns , apesar de transitar na
mesma Linha das Almas (uma das três linhas independentes) sendo o seu dia a segunda-
feira; ficando sob o seu controle e comando, os Kiumbas (espíritos atrasadíssimos na
evolução). Exu é figura de status entre os Orixás, que apesar de ser subordinado ao
poder deles, constitui uma figura tão poderosa que freqüentemente desafia as próprias
divindades. Sua função e condição de figura-limite entre o astral e a matéria, se revelam
em suas cores, o negro e o vermelho, sendo esta última a vibração de menor freqüência
no espectro do olho humano, abaixo do qual tudo é negro, há ausência de luz.
Seus aspectos contraditórios também podem ser analisados sob outro ponto de vista: o
negro significa em quase todas as teologias o desconhecido; o vermelho é a cor mais
quente, a forte iluminação em oposição à escuridão do negro. Até em suas cores, Exu é
o símbolo das grandes contradições, do amplo terreno de atuação.
Os Exus são considerados entidades poderosas, mas nem sempre conscientes dessa
força, desconhecendo seus limites e suas conseqüências ao envolver os seres humanos
vivos. Assim ao utilizar-se de suas vibrações, um iniciado precisa tomar cuidado para
não permitir que Exu, mesmo com o propósito de ajudá-lo, provoque um descontrole
energético que possa ser prejudicial ao ser humano.
Sua função mítica é a de mensageiro - é o que leva os pedidos e oferendas do homens
aos Orixás, já que o único contato direto entre essas diferentes categorias só acontece no
momento da incorporação, quando o corpo do ser humano é tomado pela energia e pela
consciência do seu Orixá pessoal (quando a consciência de quem carrega o Orixá
desaparece). É Exu quem traduz as linguagens humanas para a das divindades. Por isso,
é imprescindível para a realização de qualquer ritual, porque é o único que efetivamente
assegura em uma dimensão ( ayé ou orum ) o que está acontecendo na outra, abrindo os
caminhos para os Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados.
O poder de comunicar e ligar, confere à ele também o oposto; a possibilidade de
desligar e comprometer qualquer comunicação. Se possibilita a construção, também
permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu habitar
as encruzilhadas, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas,
e ser o senhor das porteiras, portas entradas e saídas. Isso não entra em contradição com
o fato de Ogum, o Orixá da guerra, ser considerado o senhor dos caminhos. Além da
grande afinidade entre as duas figuras míticas (que são irmãos, de acordo com as
lendas), Ogum é responsável pelo desbravamento, pelo desmatar e o criar de novos
caminhos, pela expansão do reino, enquanto Exu é o senhor da força que percorre esses
caminhos.
Como, então, essa imagem de menino brincalhão, mesmo que imprudente, se coaduna
com a imagem popular que associa Exu ao Diabo? Mesmo em cultos de Umbanda
(alguns) Exu é freqüentemente considerado um representante do mal, das forças
perigosas e não totalmente recomendáveis.
Qual a visão está correta?
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A rigor, ambas ou nenhuma delas. Exu realmente brinca e se diverte, possibilitando
brincadeiras e prazeres aos seres humanos. Também mexe com forças terríveis, provoca
acontecimentos dramáticos, causando o mal.
Em termos históricos, as culturas africanas que cultuam os Orixás - muito
diversificadas, conseqüência evidente de uma sociedade dividida em raças, tribos, muito
pouco centralizada para os parâmetros ocidentais - são muito mais antigas que as que
conhecemos. Há lendas de Orixás que se explicam como respostas socialmente criativas
a acontecimentos perdidos num longínquo passado, como a substituição do matriarcado
pelo patriarcado, o surgimento do primeiro conceito de sociedade agrária, em oposição a
uma cultura nômade e caçadora.
Assim, como encontrar uma figura que representa o mal numa cultura onde não existe a
dicotomia bem-mal? A moralidade ou imoralidade portanto, não está nas figuras dos
Orixás, nem principalmente em Exu, mas sim nas interpretações que nós, ocidentais,
fazemos a respeito de seus desígnios.
Para a cultura africana, politeísta, onde os deuses brigam entre si, cada um tomando
atitudes radicalmente opostas às dos outros, não existe um certo e um errado, mas
vários. Cada ser humano é filho de dois Orixás e, para ele, suas atitudes serão as mais
corretas, enquanto um filho de outro Orixá deverá manter postura diferente, mas
adaptada ao arquétipo de comportamento associado ao seu próprio Orixá.
Outra razão de confusão vem do fato de os negros terem chegado ao Brasil na condição
de escravos, tratados como subumanos e sem os mínimos direitos.
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Nenhuma hipótese havia, portanto, para que Exu e outras figuras míticas do Candomblé
e da Umbanda, fossem aceitas como independentes: os negros tinham de ser convertidos
ao Deus Único , aos mitos cristãos.
Uma divindade africana ao ser capturada pelas explicações católicas, teria no máximo o
status de santo, divindade menor, praticamente humana, na teologia cristã.
Como precisavam de um Diabo, os jesuítas encontraram na figura de Exu, o Orixá que
poderia, meio forçadamente, vestir a sua roupa, provavelmente porque sendo o mais
humano dos Orixás, à ele se pede interferência nas questões mais mundanas e práticas, o
que resulta que a maior parte das oferendas do culto vá, para ele.
Exatamente por isso, Exu era a divindade que protegia, na medida do possível, os
negros dos repressivos senhores. Era para Exu que pediam desgraças para seus
senhores.
Dois outros fatores associam Exu ao Demônio; o fogo - elemento do Diabo e também
freqüente nos cultos e oferendas para o mensageiro dos Orixás africanos - e o sexo,
território considerado tabu pelos católicos, e o prazer - em geral, as atividades favoritas
de Exu. A sensualidade desenfreada costuma ser atribuída à influência de Exu, que
significa a paixão pelo gozo, sendo freqüentemente representado em estatuetas, como
figura humana sorridente, debochada.
Para completar os tabus que marcavam Exu como uma figura que subvertia o conceito
de faça o bem e será recompensado, faça o mal e será punido - já que ele podia fazer
qualquer coisa e alterar qualquer resultado - mas um fator fez com que fosse não só
usado como o Diabo mas reconhecido como sua própria encarnação por parte dos
jesuítas: Exu gosta de sangue.
É costume que, em oferendas, o sangue de animais seja o último ingrediente.
Como, porém, essa base filosófica africana foi esquecida na prática pelos brasileiros,
existe certo temor e preconceito com relação a Exu. Isso se revela no temor que os
babalorixás (sacerdotes que dirigem a Umbanda ou um Candomblé) têm em identificar
alguém como filho de Exu, ou seja, como pessoas cuja energia básica é a mesma do
mensageiro dos deuses. Reforçam-se assim, os mitos de desgraça que ronda a figura de
Exu.
A Pomba-gira, figura comum nos cultos de Umbanda e presente em diversos
Candomblés, dada a grande intercomunicação entre as duas vertentes, não passa, de um
Exu Feminino, onde estão em destaque o senso de humor debochado, a voluptuosidade
e sensibilidade desenfreada, usando cabelos soltos, saias rodadas e vaidosas flores na
cabeça. Sua dança é uma gira frenética, desenfreada, violenta até, com quase nenhum
controle - sem compostura , de acordo com a visão ocidental.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE EXU
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São muitas as pessoas que têm Exu, como fonte energética principal, mas são poucas as
que o sabem. É comum um certo temor do pai-de-santo em comunicar ao iniciado que é
um filho de Exu (englobado na Linha das Almas ), após a confirmação do jogo de
búzios. Acontece que os mitos ocidentais e orientais de perigo e desgraça que andam
junto de Exu, fazem com que a pessoa que está sob a égide desse Orixá seja considerada
uma perseguida da sorte, marcada pelo destino, e são comumente apontados como
sofredores, como se ligados ao mal ou ao padecimento.
O arquétipo psicológico associado aos filhos de um Orixá é a síntese das características
comportamentais que fazem parte de cada Orixá e que são atribuídas aos seus filhos.
Não deve ser encarado como camisa de força que limite os seres humanos, mas guias de
comportamento. Essas guias de comportamento ou matrizes , são os Orixás.
No caso dos filhos de Exu, suas características principais seriam a ambivalência e o
relativismo, a falta de posturas morais rígidas e inabaláveis, preferindo certo apego à
maleabilidade e ao pragmatismo que faz cada situação ser encarada como totalmente
independente de outra, cada uma, portanto, merecendo uma saída diferente
OGUM
(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
O PERFIL DO ORIXÁ
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Divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas
da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil,
especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de
Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do
candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito
popular. Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros
dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.
A relação de Ogum com os militares (é considerado o protetor de todos os guerreiros)
tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas,
como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em
meio a uma batalha, repetir determinadas palavras ( que são do conhecimento apenas
dos iniciados ), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém,
elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a
fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não
encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente
contra quem o chamou.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do
reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem
conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com
seus namorados.
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a
independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta.
Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em
descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a
capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais
paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a
cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
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Segundo as pesquisas de Monique Augras, na África, Ogum é o deus do ferro, a
divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta.
Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os
que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, tatuadores, e, hoje em dia, mecânicos,
motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos
conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra
para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade
ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas
armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo
civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da
aviação.
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos
inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de
ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de
um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o
desconhecido.
É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da
produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer
força que se oponha à sua própria expansão.
Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual. Tal como Exu,
Ogum também gosta de vir à frente. A força de Ogum está tanto na coragem de se
lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos (e o abandona nos
momentos de prazer e gozo).
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É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro
reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém
para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam:Exu (a magia) e
Ogum (a guerra); segundo Pierre Verger. Em segundo lugar, além da ajuda que pode
prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do
conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-
prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de
qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta
contra as matérias inertes a serem modificadas .
Ogum gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar
diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada
pessoa.
Ogum gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com
a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir
ou que exijam muito espaço na mochila. Não tem compromisso com ninguém, nem com
seus próprios objetos.
A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero,
embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável,
apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se
contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito
aberto, como o clássico guerreiro.
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Existem sete tipos diferentes de Ogum, mas Ogum Xoroquê merece um destaque
específico, pois é um Orixá masculino duplo, ou seja possui duas formas diferentes de
manifestação. É associado à irmandade e afinidade estreita de Ogum com Exu, pois
passa seis meses do ano como Ogum e os outros como Exu, sendo considerado
guerreiro feroz, irascível e imbatível.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OGUM paitandy contato celular
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Não é difícil reconhecer um filho de Ogum. Tem um comportamento extremamente
coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo
avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto.
Os homens e mulheres que têm Ogum como seu Orixá de cabeça, vão ter
comportamentos diferentes, de acordo com os segundos e terceiros Orixás que os
influencia ajuntós (adjutores). De qualquer forma , terão alguns traços comuns: são
conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos
novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade.
Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São
apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande
capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande, a
franqueza absoluta, chegando mesmo à falta de tato.
OXÓSSI
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(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
O PERFIL DO ORIXÁ
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Numa visão antropológica, os Orixás são vibrações de energia, cada uma numa faixa
própria, com as quais os seres humanos se identificam, o que justifica a existência
de filhos de diferentes Orixás. Assim os filhos de Oxóssi, são aqueles cujo metabolismo
básico e características de personalidade herdadas geneticamente mais se identificam
com uma matriz, o próprio Oxóssi, que se manifesta em ambientes como florestas
cerradas, parques onde animais são preservados, espaços enfim, de contato entre o
homem e os animais.
Numa visão teológica, os Orixás são divindades a serem respeitadas e cultuadas por
seus filhos, que com eles entrariam em contato através de diferentes rituais
disseminados na cultura tribal africana e que no Brasil estão agrupados sob o rótulo de
uma religião, a Umbanda e o Candomblé. Cada divindade possui lendas que justificam
seu destino e principalmente o arquétipo de comportamento à ela associado.
A Umbanda cultuada no Brasil é uma síntese de diversas manifestações diferentes da
África, unindo preceitos e práticas que no continente negro se manifestam em povos
isolados.
Há porém, uma corrente predominante, a dos iorubas ou nagôs. Sua visão do mundo
material e sobrenatural foi a que mais se espalhou, tanto no centro-sul da África, como
no Brasil, e os Orixás mais populares são dela originados. Os rituais Jeje , do Daomé
(atual República do Benin), também encontraram espaço, principalmente porque
tiveram de lutar contra mitos antagônicos dos iorubas; na verdade, o Daomé foi, há
muitos séculos, dominado politicamente por um povo de civilização mais recente, os
iorubas. Assim como Roma se comportou em relação aos mitos gregos, assimilando-os
gradativamente e adaptando-os as suas próprias necessidades, os iorubas assimilaram
usos, costumes e Orixás daomeanos, como Nanã, Iroco, Omolu e outros. Uma
diferença, porém, sempre existiu para quem se propusesse a analisá-los.
Os mitos iorubas manifestavam grande vitalidade, envolvendo personalidades
extrovertidas como Exu. Já os Orixás daomeanos são mais frios, vindos de uma cultura
mais hierarquizada, onde os deuses são vistos de maneira um pouco ameaçadora e
coercitiva; não costumam ter o senso de humor dos iorubas, sua flexibilidade, onde
contendas difíceis às vezes são resolvidas por palavras hábeis. O mundo dos daomeanos
é mais soturno, discreto, perigoso.
Nesse sentido, dois Orixás iorubas fogem da tradição básica: o mago Oçanhe, o solitário
senhor das folhas, e Oxóssi, o caçador. Ambos são irmãos de Ogum na maior parte das
lendas e possuem em comum o gosto pelo individualismo e o ambiente que habitam; a
floresta virgem, as terras verdes não cultivadas.
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A floresta é a terra do perigo, o mundo desconhecido além do limite estabelecido pela
civilização iorubana, é o que está além do fim da aldeia. Os caminhos não são traçados
pelas cabanas, mas sim pelas árvores, o mato invade as trilhas não utilizadas, os animais
estão soltos e podem atacar livremente. É o território do medo.
Oxóssi é o Orixá masculino ioruba responsável pela fundamental atividade da caça. Por
isso na África é também cultuado como Ode , que significa caçador. É tradicionalmente
associado à lua e, por conseguinte, à noite, melhor momento para a caça. Oxóssi e
Oçanhe têm na floresta o próprio fim, nela se escondem. O primeiro para capturar os
animais, o segundo para poder estudar sozinho e recolher as folhas sagradas.
Oxóssi e Oçanhe representam as formas mais arcaicas de sobrevivência, a apologia da
caça em detrimento da agricultura, a apologia da magia e do ocultismo em detrimento
da ciência.
Ao mesmo tempo, Oxóssi está mitologicamente muito próximo de Ogum, como
conciliando o novo e o velho, as novas atividades com as tradicionais. Na Umbanda,
recebe o título de Rei das Matas, sendo à ele consagrada a cor verde. Já no Candomblé,
a cor verde é consagrada a Oçanhe por sua proximidade com as folhas, ficando o azul
para Oxóssi, um azul pouco mais vivo e claro que o de Ogum, numa transição
cromática.
Outro dado que identifica e aproxima Oxóssi de Ogum, é o fato de ambos representarem
atividades e possuírem temperamentos próprios de uma mesma faixa etária, a juventude
( mas não a adolescência, pois são mitos adultos, viris ), onde a energia se expressa
fisicamente.
Assim como o irmão ligado à guerra, Oxóssi é um Orixá que vive ao ar livre e está
sempre longe de um lar organizado e estável. Seu combate cotidiano, entretanto, está
nas matas, caçando os animais que vão garantir a alimentação da tribo, sendo por isso
consagrado como protetor dos caçadores e eterno provedor da subsistência do gênero
humano. Protege tanto o que mata o animal como o próprio animal, já que é um fim
nobre a morte de um ser para servir de alimento para outro. Protege os antagonistas, o
caçador, e a caça, pois são seres do mesmo espaço, a floresta. Por isso Oxóssi nunca
aprova a matança pura e simples, para ele a morte dos animais deve garantir a comida
para os humanos ou os rituais para os deuses, sendo símbolo de resistência à caça
predatória. O conceito de liberdade e independência para Oxóssi é muito claro. Sua
responsabilidade principal com relação ao mundo é garantir a vida dos animais para que
possam ser caçados. Em alguns cultos de Umbanda, também se atribui à ele o poder
sobre as colheitas, já que agricultura foi introduzida historicamente depois da caça como
meio de subsistência.
Segundo Pierre Verger, o culto a Oxóssi é bastante difundido no Brasil mas
praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxóssi foi
cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém
foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. Já no
Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de
filhos. Seus símbolos são ligados à caça: no Candomblé, possui um ou dois chifres de
búfalo dependurados na cintura. Na mão, usa o eruquerê (eiru) , que são pelos de rabo
de boi presos numa bainha de couro enfeitada com búzios.
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O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com
diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada
por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos
Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios
brasileiros, comuns no Norte do País.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos
tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxóssi o identifiquem não com um negro,
como manda a tradição, mas com um Índio. Seu objeto básico é o arco e a flecha,
o ofá e o damatá .
Oxóssi é o que basta a si mesmo. A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas
o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável,
bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como
para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a
ostentação, ele é a austeridade e o despojamento.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXÓSSI
O filho de Oxóssi apresenta arquetipicamente as características atribuídas do Orixá.
Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para
sobreviver, mas sem alterá-lo. Oxóssi desconhece a agricultura, não muda o solo para
ele plantar, apenas recolhe o que pode ser imediatamente consumido, a caça.
No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte
independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para
embrenhar-se na mata, afim de caçar. Seus filhos, portanto são aqueles em que a vida
apresenta forte necessidade de independência e de rompimento de laços. Nada pior do
que um ruído para afastar a caça, alertar os animais da proximidade do caçador. Assim
os filhos de Oxóssi trazem em seu inconsciente o gosto pelo ficar calado, a necessidade
do silêncio e desenvolver a observação tão importantes para seu Orixá.
Geralmente Oxóssi é associado às pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como
fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à
firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento
correto para agir. Sua luta é baseada na necessidade de sobrevivência e não no desejo de
expansão e conquista. Busca a alimentação, o que pode ser entendido como sua luta do
dia-a-dia. Esse Orixá é o guia dos que não sonham muito, mas sua violência é
canalizada e represada para o movimento certo no momento exato. É basicamente
reservado, guardando quase que exclusivamente para si seus comentários e sensações,
sendo muito discreto quanto ao seu próprio humor e disposição.
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Os filhos de Oxóssi, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros,
respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam preferencialmente
trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda
nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo
tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de
responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.
Os filhos de Oxóssi tendem a assumir responsabilidades e a organizar facilmente o
sustento do seu grupo ou família. Podem ser paternais, mas sua ajuda se realizará
preferencialmente distante do lar, trazendo as provisões ou trabalhando para que elas
possam ser compradas, e não no contato íntimo com cada membro da família. Não é
estranho que, quem tem Oxóssi como Orixá de cabeça, relute em manter casamentos ou
mesmo relacionamentos emocionais muito estáveis. Quando isso acontece, dão
preferência a pessoas igualmente independentes, já que o conceito de casal para ele é o
da soma temporária de duas individualidades que nunca se misturam. Os filhos de
Oxóssi, compartilham o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais,
pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser modificado
radicalmente pelo segundo Orixá ( ajuntó ). São pessoas tipicamente extrovertidas,
gostando de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos. É portanto,
o tipo coerente com as pessoas que lidam bem com a realidade material, sonham pouco,
têm os pés ligados à terra.
OÇANHE
(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
O PERFIL DO ORIXÁ
OÇANHE* é o Orixá masculino de origem nagô (ioruba) que como Oxóssi, habita a
floresta. É bastante cultuado no Brasil, sendo conhecido por diversos nomes, Oçãe,
Oçãim, Oçanha, Oçânim e Oçonhe, a forma mais popular. Por causa do som final da
palavra, é freqüentemente confundido com uma figura feminina. Não é um dos Orixás
que possuem mais filhos-de-santo: pelo contrário, seus filhos são do tipo raro, bem
menos numerosos em qualquer sociedade.
* Embora mais usuais, evitar as variações com dois SS.
É o Orixá da cor verde, do contato mais íntimo e misterioso com a natureza. Seu
domínio estende-se ao reino vegetal, às plantas, mais especificamente às folhas, onde
corre o sumo. Por tradição, não são consideradas adequadas pelo Candomblé mais
conservador, as folhas cultivadas em jardins ou estufas, mas as das plantas selvagens,
que crescem livremente sem a intervenção do homem. Não é um Orixá da civilização no
sentido do desenvolvimento da agricultura, sendo como Oxóssi, uma figura que
encontra suas origens na pré-história.
As áreas consagradas a Oçanhe nos grandes Candomblés, não são jardins cultivados de
maneira tradicional, mas sim os pequenos recantos, onde só os sacerdotes (mão de ofá)
podem entrar, nos quais as plantas crescem da maneira mais selvagem possível. Graças
a esse domínio, Oçanhe é figura de extrema significação, pois praticamente todos os
rituais importantes utilizam, de uma maneira ou de outra, o sangue escuro que vem dos
vegetais, seja em forma de folhas ou infusões para uso externo ou de bebida ritualística.
Segundo algumas lendas, Oçanhe era dono de todos os vegetais. Esse poder
concentrador, porém, fazia os outros Orixás dependerem dele em quase todos os litígios.
Como os orgulhosos deuses do panteão africano raramente se submetem a qualquer tipo
de autoridade, a rebelião era latente, até Iansã, a senhora dos ventos, libertar uma forte
corrente de ar ( ou mesmo um furacão, conforme a versão ), fazendo as folhas voarem.
Com isso, elas foram divididas entre todos os Orixás, de acordo com a esfera da
atividade humana que controlassem. Algumas plantas, entretanto, continuaram sob o
domínio de Oçanhe, justamente as mais secretas, utilizadas tanto nos processos de cura,
como nos de adivinhação.
Seja filho de Oxalá ou de Nanã, ou de qualquer outro Orixá, uma pessoa sempre tem de
invocar a participação de Oçanhe ao utilizar uma planta para fins ritualísticos, pois, se
os vegetais foram para o domínio de outras divindades, a capacidade de retirar delas sua
força energética básica, continua sendo segredo de Oçanhe .Por isso não basta possuir a
planta exigida como ingrediente de um prato a ser oferecido ao Orixá, ou de qualquer
outra forma de trabalho mágico no Candomblé. A Colheita das folhas já é
completamente ritualizada, não se admitindo uma folha colhida de maneira aleatória.
Antes de tocá-la, o sacerdote (mão de ofá) tem de colocar no chão, dinheiro ou outros
objetos secretos de culto como oferenda para a divindade, que assim assegura que a
vibração básica da folha permaneça, mesmo depois de ela ter sido afastada da planta e,
portanto do solo que a vitalizava.
Se cada ser humano é individualizado pela soma das características e presenças
energéticas de seus próprios Orixás (ELEDÁ = PAI, MÃE, 1 o e 2 o Juntós ) também
troca energia com as outras fontes que regularizam e ditam normas de seu
relacionamento com as outras áreas do conhecimento.
Oçanhe tem uma aura de mistério em torno de si e a sua especialidade, apesar de muito
importante, não faz parte das atividades cotidianas, constituindo-se mais numa técnica,
um ramo do conhecimento que é empregado quando necessário o uso ritualístico das
plantas para qualquer cerimônia litúrgica, como forma condutora da busca do equilíbrio
energético, de contato do homem com a divindade. Essa é a justificativa para o pequeno
número de filhos de Oçanhe.
AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OÇANHE
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A pessoa cujo Orixá de cabeça seja Oçanhe é considerada pelo culto um filho do Orixá,
ou seja, alguém que carrega manifestações de temperamento e uma visão de mundo
coerente com as de energia-base, que é o próprio Orixá.
Segundo o pesquisador francês Pierre Verger, um apaixonado pelo Candomblé, que é
inclusive um iniciado, o arquétipo psicológico associado a Oçanhe é o das pessoas de
caráter equilibrado, capazes de controlar seus sentimentos e emoções.
Os filhos de Oçanhe são aqueles que não permitem que suas simpatias e antipatias
subjetivas e individuais intervenham em suas decisões ou influenciem as suas opiniões
sobre pessoas e acontecimentos.
Essa capacidade de discernimento frio e racional, porém, é o responsável pela sua falta
de interesse. O tipo de Oçanhe é o mais reservado, pouco intervindo em questões que
não lhe digam respeito. Não é introvertido, mas não se faz notar pela atividade social.
Certa aura de mistério ou pelo menos uma reserva sobre o próprio passado, podem estar
presentes, sem chamar a atenção e evitando que alguém conheça detalhes sobre sua vida
pregressa, a qual geralmente esconde alguma falta importante do passado,
possivelmente já esquecida.
O filho de Oçanhe, tem certa atração pela religiosidade e pelos aspectos ritualísticos da
realidade em geral. A ordem, os costumes, as tradições e os gestos marcados e
repetitivos, o fascinam, não no sentido especificamente reacionário das pessoas que
querem a repetição das mesmas e imutáveis relações sociais ad eternum , mas nos que
elas tem de místico, de teatral. É, conseqüentemente, meticuloso, nunca se deixando
levar pela pressa ou pela ansiedade, pois é, caprichoso.
OMOLU / OBALUAÊ
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(o senhor das doenças)
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(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
PERFIL DO ORIXÁ
Esta pesquisa se dedica ao Orixá da Doença ou Orixá da Varíola. Ambos os nomes
surgem quando nos referimos à esta figura, seja Omolu seja Obaluaê. Para a maior parte
dos devotos do Candomblé e da Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis,
referentes a um mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade. Já
para alguns babalorixás, porém, há de se manter certa distância entre os dois termos,
uma vez que representam tipos diferentes do mesmo Orixá.
São também comuns as variações gráficas Obaluaê , Abalaú, Obaluaiê e Abaluaê .
Em termos mais estritos, Obaluaê é a forma jovem do Orixá Xapanã , enquanto Omolu
é sua forma velha. Como porém, Xapanã é um nome proibido tanto no Candomblé
como na Umbanda, não devendo ser mencionado pois pode atrair a doença
inesperadamente, a forma Omolu é a que mais se popularizou e acabou sendo
confundida não apenas com a forma mais velha do Orixá, mas com sua essência
genérica em si. Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básica de
Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha.
A figura de Omolu-Obaluaê, assim como seus mitos, é completamente cercada de
mistérios e dogmas indevassáveis. Em termos gerais, a essa figura é atribuído o controle
sobre todas as doenças, especialmente as epidêmicas. Faria parte da essência básica
vibratória do Orixá tanto o poder de causar a doença como o de possibilitar a cura do
mesmo mal que criou.
Em algumas narrativas mais tradicionalistas tentam apontar-se que o conceito original
da divindade se referia ao deus da varíola , tal visão porém, nos parece uma evidente
limitação. A varíola não seria a única doença sob seu controle, simplesmente pôr ser a
epidemia mais devastadora e perigosa que conheciam os habitantes da comunidade
original africana, onde surgiu Omolu-Obaluaê, o Daomé.
Assim, sombrio e grave como Iroco, Oxumarê (seus irmãos) e Nanã (sua Mãe), Omolu-
Obaluaê é uma criatura da cultura jeje, posteriormente assimilada pelos iorubas.
Enquanto os Orixás iorubanos são extrovertidos, de têmpera passional, alegres,
humanos e cheios de pequenas falhas que os identificam com os seres humanas, a
figuras daomeanas estão mais associadas a uma visão religiosa em que distanciamento
entre deuses e seres humanos é bem maior. Quando há aproximação, há de se temer,
pois alguma tragédia está para acontecer, pois os Orixás do Daomé são austeros no
comportamento mitológico, graves e conseqüentes em suas ameaças.
A visão de Omolu-Obaluaê é a do castigo. Se um ser humano falta com ele ou um filho-
de-santo seu é ameaçado, o Orixá castiga com violência e determinação, sendo difícil
uma negociação ou um aplacar , mais prováveis nos Orixás iorubas.
Pierre Verger, nesse sentido, sustenta que a cultura do Daomé é muito mais antiga que a
ioruba, o que pode ser sentido em seus mitos: A antiguidade dos cultos de Omolu-
Obaluaê e Nanã (Orixá feminino), freqüentemente confundidos em certas partes da
África, é indicada por um detalhe do ritual dos sacrifícios de animais que lhe são feitos.
Este ritual é realizado sem o emprego de instrumentos de ferro, indicando que essas
duas divindades faziam parte de uma civilização anterior à Idade do Ferro e à chegada
de Ogum .
Como parte do temor dos iorubas, eles passaram a enxergar a divindade (Omolu-
Obaluaê) mais sombria dos dominados como fonte de perigo e terror, entrando num
processo que podemos chamar de malignidade de um Orixá do povo subjugado, que
não encontrava correspondente completo e exato (apesar da existência similar apenas de
Oçanhe). Omolu-Obaluaê seria o registro da passagem de doenças epidêmicas, castigos
sociais , já que atacariam toda uma comunidade de cada vez.
Existe uma grande variedade de tipos de Omolu-Obaluaê, como acontece praticamente
com todos os Orixás. Existem formas guerreiras e não guerreiras, de idades diferentes,
etc., mas resumidos pelas duas configurações básicas do velho e do moço. A
diversidade de nomes pode também nos levar a raciocinar que existem mitos
semelhantes em diferentes grupos tribais da mesma região, justificando que o Orixá é
também conhecido como Skapatá, Omolu Jagun, Quicongo, Sapatoi, Iximbó, Igui.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OMOLU-OBALUAÊ
Ao senhor da doença é relacionado um arquétipo psicológico derivado de sua postura na
dança: se nela Omolu-Obaluaê esconde dos espectadores suas chagas, não deixa de
mostrar, pelos sofrimentos implícitos em sua postura, a desgraça que o abate. No
comportamento do dia-a-dia, tal tendência se revela através de um caráter tipicamente
masoquista.
Pierre Verger define os filhos de Omolu como pessoas que são incapazes de se sentirem
satisfeitas quando a vida corre tranqüila para elas. Podem até atingir situações
materiais e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos
imaginários. São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de se consagrar ao
bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e
necessidades vitais.
No Candomblé, como na Umbanda, tal interpretação pode ser demais restritiva. A
marca mais forte de Omolu-Obaluaê não é a exibição de seu sofrimento, mas o convívio
com ele. Ele se manifesta numa tendência autopunitiva muito forte, que tanto pode
revelar-se como uma grande capacidade de somação de problemas psicológicos (isto é,
a transformação de traumas emocionais em doenças físicas reais), como numa
elaboração de rígidos conceitos morais que afastam seus filhos-de-santo do cotidiano,
das outras pessoas em geral e principalmente os prazeres. Sua insatisfação básica,
portanto, não se reservaria contra a vida, mas sim contra si próprio, uma vez que ele foi
estigmatizado pela marca da doença, já em si uma punição.
Em outra forma de extravasar seu arquétipo, um filho do Orixá , menos negativista,
pode apegar-se ao mundo material de forma sôfrega, como se todos estivessem
perigosamente contra ele, como se todas as riquezas lhe fossem negadas, gerando um
comportamento obsessivo em torno da necessidade de enriquecer e ascender
socialmente.
Mesmo assim, um certo toque do recolhimento e da autopunição de Omolu-Obaluaê
serão visíveis em seus casamentos: não raro se apaixonam por figuras extrovertidas e
sensuais (como a indomável Iansã, a envolvente Oxum, o atirado Ogum) que ocupam
naturalmente o centro do palco, reservando ao cônjuge de Omolu-Obaluaê um papel
mais discreto. Gostam de ver seu amado brilhar, mas o invejam, e ficam vivendo com
muita insegurança, pois julgam o outro, fonte de paixão e interesse de todos.
Assim como Oçanhe, as pessoas desse tipo são basicamente solitárias. Mesmo tendo um
grande círculo de amizades, freqüentando o mundo social, seu comportamento seria
superficialmente aberto e intimamente fechado, mantendo um relacionamento
superficial com o mundo e guardando sua intimidade ara si própria. Não raro são
pessoas que julgam. Ter características detestáveis, que vivem criticando, motivo de
vergonha. O filho do Orixá oculta sua individualidade com uma máscara de austeridade,
mantendo até uma aura de respeito e de imposição, de certo medo aos outros. Pela
experiência inerente a um Orixá velho, são pessoas irônicas. Seus comentários porém
não são prolixos e superficiais, mas secos e diretos, o que colabora para a imagem de
terrível que forma de si próprio.
Um último, mas importante detalhe; em diversas de suas lendas, o Orixá da varíola é
apresentado como uma divindade que perdeu uma perna. Isso se refletiria em seus filhos
como um defeito congênito em uma das pernas ou a tendência a sofrer, durante sua
vida, por um problema de relativa gravidade em seus membros inferiores, a partir de
quedas ou desastres que podem ou não ser curados e ultrapassados.
NANÃ
(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
O PERFIL DO ORIXÁ
Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora
praticamente desprovida de seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo
e sofrido, principalmente ressentido, Nanã possui não dois lados, como tantos Orixás,
mas sim um Orixá dentro do outro, um conceito que foi sendo gradativamente
substituído por outro, dando margem a muita confusão e contestação no jeito de se
defini-la.
Nanã, é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado há séculos pela
mitologia ioruba, quando o povo nagô conquistou o povo do Daomé (atual República do
Benin) , assimilando sua cultura e incorporando alguns Orixás dos dominados à sua
mitologia já estabelecida.
Resumindo esse processo cultural, Oxalá (mito ioruba ou nagô) continua sendo o pai e
quase todos os Orixás. Iemanjá (mito igualmente ioruba) é a mãe de seus filhos (nagô) e
Nanã (mito jeje) assume a figura de mãe dos filhos daomeanos, nunca se questionando a
paternidade de Oxalá sobre estes também, paternidade essa que não é original da criação
das primeiras lendas do Daomé, onde Oxalá obviamente não existia. Os mitos
daomeanos eram mais antigos que os nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se
mostra anterior à descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a
colocação de Nanã e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de
Oxalá e Iemanjá.
Muitas pesquisas apontam ainda que os iorubas começaram a ter um conceito de Deus
Supremo antes inexistente, e que esse conceito pode (fato não comprovado) ser
conseqüência da influência dos maometanos do norte da África sobre a população negra
mais próxima. Assim Nanã assume, como outros Orixás femininos, o conceito de
maternidade como função principal.
É neste contexto, a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou
Tempo), Omolu (ou Obaluaê) e Oxumarê.
Pierre Verger aponta que Nanã, no culto daomeano, teria um posto hierárquico
semelhante ao de Oxalá ou até mesmo do Deus Supremo Olorum . Neste contexto, era
uma figura feminina mas às vezes também alguém acima das distinções macho e fêmea,
pois constituía, num par completo, pai e mãe unificados de todas as coisas, fossem os
seres humanos, fossem os Orixás.
Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do
astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua
guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido.
A senhora do reino da morte é, como elemento , a terra fofa, que recebe os cadáveres, os
acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada
de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé,
com menos familiaridade que os Orixás mais extrovertidos como Ogum e Xangô, por
exemplo.
Muitos são portanto os mistérios que Nanã-terra esconde, pois nela entram os mortos e
através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é
que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a
vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã. Ela
é considerada pelas comunidades da Umbanda e do Candomblé, como uma figura
austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma brincadeira ou então de alguma
forma de explosão emocional. Por isso está sempre presente como testemunha fidedigna
das lendas. Jurar por Nanã, por parte de alguém do culto, implica um compromisso
muito sério e inquebrantável, pois o Orixá exige de seus filhos-de-santo e de quem o
invoca em geral a mesma e sempre relação austera que mantém com o mundo.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ
Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça (mãe no Eledá), pode levar em conta
principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em excesso, levando o conceito
de mãe ao exagero, mas também ranzinza, preocupada com detalhes, com forte
tendência a sair censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz
valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes
dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do ser humano,
como se fosse muito mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o
perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma habilidade natural.
Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando
realizar as vontades e necessidades dos outros.
Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não obtido dos que a
cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem certos enganos triviais, como
optam por certas saídas que para um filho de Nanã são evidentemente inadequadas. É o
tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias, nem aceitar
que nem todos pensem da mesma forma que ela.
Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, as mantém sempre no
caminho da sabedoria e da justiça.
Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais
conservadores que o restante da sociedade, desejarem a volta de situações do passado,
modos de vida que já se foram. Querem um mundo previsível, estável ou até voltando
para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos novos costumes, da nova
moralidade, etc.
Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais
idade do que realmente têm.
OXUMARÊ
(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
PERFIL DO ORIXÁ
Oxumarê é um Orixá bastante cultuado no Brasil, apesar de existirem muitas confusões
a respeito dele, principalmente nos sincretismos e nos cultos mais afastados do
Candomblé tradicional africano como a Umbanda. A confusão começa a partir do
próprio nome, já que parte dele também é igual ao nome do Orixá feminino Oxum , a
senhora da água doce. Algumas correntes da Umbanda, inclusive, costumam dizer que
Oxumarê é uma das diferentes formas e tipos de Oxum, mas no Candomblé tradicional
tal associação é absolutamente rejeitada. São divindades distintas, inclusive quanto aos
cultos e à origem.
Em relação a Oxumarê, qualquer definição mais rígida é difícil e arriscada. Não se pode
nem dizer que seja um Orixá masculino ou feminino, pois ele é as duas coisas ao
mesmo tempo; metade do ano é macho, a outra metade é fêmea. Por isso mesmo a
dualidade é o conceito básico associado a seus mitos e a seu arquétipo.
Essa dualidade onipresente faz com que Oxumarê carregue todos os opostos e todos os
antônimos básicos dentro de si: bem e mal, dia e noite, macho e fêmea, doce e amargo,
etc.
Nos seis meses em que é uma divindade masculina, é representado pelo arco-íris que,
segundo algumas lendas é a ponte que possibilita que as águas de Oxum sejam levadas
ao castelo no céu de Xangô. Por essa lenda, é atribuído a Oxumarê o poder de regular as
chuvas e as secas, já que, enquanto o arco-íris brilha, não pode chover. Ao mesmo
tempo, a própria existência do arco-íris é a prova de que a água está sendo levada para
os céus em forma de vapor, onde então se aglutinará em forma de nuvem, passará por
nova transformação química recuperando o estado líquido e voltará à terra sob essa
forma, recomeçando tudo de novo: a evaporação da água, novas nuvens, novas chuvas,
etc.
Nos seis meses subseqüentes, o Orixá assume forma feminina e se aproxima de todos os
opostos do que representou no semestre anterior. É então, uma cobra, obrigado a se
arrastar agilmente tanto na terra como na água, deixando as alturas para viver sempre
junto ao chão, perdendo em transcendência e ganhando em materialismo. Sob essa
forma, segundo alguns mitos, Oxumarê encarna sua figura mais negativa, provocando
tudo que é mau e perigoso.
Uma interpretação antropológica mais cuidadosa, porém, pode questionar a validade
dessas lendas. Não podemos nos esquecer de que tanto na África, como especialmente
no Brasil, a população negra, que trazia consigo todos esses mitos, foi continuamente
assediada pela colonização branca. Uma das formas mais utilizadas por jesuítas para
convencer os negros, era a repressão física, mas para alguns, não bastava o medo de
apanhar. Eles queriam a crença verdadeira e, para isso, tentaram explicar e codificar a
religião do Orixás segundo pontos de vista cristãos, adaptando divindades, introduzindo
a noção de que os Orixás, seriam santos como os da Igreja Católica, etc. Essa busca
objetiva do sincretismo sem dúvida foi esbarrar em Oxumarê e na cobra - e não há
animal mais peçonhento, perigoso e pecador do que ela na mitologia católica ( recordar
os mitos de Adão e Eva, a maçã, a concepção de pecado original, etc. ). Por isso, não
seria difícil para um jesuíta que acreditasse sinceramente nos símbolos de sua visão
teológica. Reconhecer na cobra mais um sinal da presença dos símbolos católicos na
religião do Orixás e nele reconhecer uma figura que só poderia trazer o mal. Essa, pelo
menos, é uma das interpretações feitas por pesquisadores que compararam diferentes
versões dos mesmos mitos que não encontraram uma divisão absoluta entre bem / arco-
íris (ou masculino) e mal / cobra (ou feminino). Na verdade, o que se pode abstrair de
contradições como as que apresenta Oxumarê é que este é o Orixá do movimento, da
ação, da eterna transformação, do contínuo oscilar entre um caminho e outro que norteia
a vida humana. É o Orixá da tese e da antítese. Por isso, seu domínio se estende a todos
os movimentos regulares, que não podem parar, como a alternância entre chuva e bom
tempo, dia e noite, positivo e negativo.
Conta-se sobre ele que, como cobra, pode ser bastante agressivo e violento, o que o leva
a morder a própria cauda. Isso gera um movimento moto-contínuo pois, enquanto não
largar o próprio rabo, não parará de girar, sem controle. Esse movimento representa a
rotação da Terra, seu translado em torno do Sol, sempre repetitivo- todos os
movimentos dos planetas e astros do universo, regulados pela força da gravidade e por
princípios que fazem esses processos parecerem imutáveis, eternos, ou pelo menos
muito duradouros se comparados com o tempo de vida médio da criatura humana sobre
a terra, não só em termos de espécie, mas principalmente em termos da existência de
uma só pessoa. Se essa ação terminasse de repente, o universo como o entendemos
deixaria de existir, sendo substituído imediatamente pelo caos. Esse mesmo conceito
justifica um preceito tradicional do Candomblé que diz que é necessário alimentar e
cuidar de Oxumarê muito bem pois, se ele perder suas forças e morrer, a conseqüência
será nada menos que o fim da vida no mundo.
Enquanto o arco-íris traz a boa notícia do fim da tempestade, da volta do sol, da
possibilidade de movimentação livre e confortável, a cobra é particularmente perigosa
para uma civilização das selvas, já que ela está em seu hábitatcaracterístico, podendo
realizar rápidas incertas.paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814
Outra fonte de indefinição a respeito do Orixá vem das contradições existentes em suas
lendas no Brasil e na própria África. Oxumarê é uma divindade originária da cultura do
Daomé, região centro-norte da África. Há séculos tal civilização foi dominada pelos
iorubas, povo mais primitivo no sentido de organização social e visão religiosa, mas, em
compensação, mais poderoso em termos de organização militar. Como aconteceu com
Roma e Grécia, a dominação de uma sociedade menos rica em produções culturais ou
no terreno da superestrutura em geral fizeram com que os mitos dos daomeanos não
fossem apenas reprimidos, pelo contrário, os iorubas não tentaram impor sua cultura ao
povo dominado. Ficaram na verdade impressionados com sua cosmologia e tentaram
assimilá-la, principalmente nas figuras que não fossem formas semelhantes a divindades
que também possuíssem. Oxumarê foi um desses casos. O princípio da dualidade dos
iorubas fazia parte dos Orixás-crianças ( Ibeji ) - A dualidade que eles representam,
porém, é mais próxima do comportamento contraditório e irresponsável em termos ético
das crianças, ainda não reprimidas pela codificação social. Já a dualidade de Oxumarê é
mais abrangente e até mesmo metafísica, pois representa os ciclos que não estão ao
alcance do ser humano.
Oxumarê, Iroco, Omolu, Obaluaê e Nanã, os Orixás do Daomé mais conhecidos e
cultuados, castigam quando dispostos ou provocados, mas raramente se arrependem e
não possuem as falhas humanas, visíveis e humanizadas das figura do panteão
ioruba.paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUMARÊ
Como é comum a todas as divindades originárias do Daomé (cultura jeje) é
relativamente difícil estabelecer um arquétipo específico de comportamento associado
ao Orixá, já que ele é misterioso e cheio de sombras e mitos. Os filhos de Oxumarê são
bem mais difíceis de serem reconhecidos dos os guerreiros filhos de Iansã, os calmos e
sábios filhos de Oxalá e os maternais e familiares filhos de Iemanjá, por exemplo.
Mesmo assim, algumas características básicas podem ser listadas. Há, porém,
divergências em relação às suas características ao consultarmos autores diferente. Para o
renomado pesquisador Pierre Verger, por exemplo, Oxumarê pode ser associado à
riqueza: Oxumarê é o arquétipo das pessoas que desejam ser ricas; das pessoas
pacientes e perseverantes nos seus empreendimentos e que não medem sacrifícios para
atingir seus objetivos .
Já Monique Augras, segundo sua visão a respeito dos filhos de Oxumarê, eles
costumam possuir o dom da vidência . Quando vivia na terra, Oxumarê previa tudo,
adivinhava o que ia acontecer, a tal ponto que não era mais possível viver. Os deuses
então decidiram mantê-lo afastado dos homens, pois a clarividência total acaba
transformando-se em maldição. A Seu pedido, Oxumarê obteve a autorização de descer
na terra de três em três anos.
Verger acrescenta que Oxumarê está associado ao misterioso, a tudo que implica o
conceito de determinação além dos poderes dos homens, do destino, enfim: É o senhor
de tudo o que é alongado. O cordão umbilical, que está sob seu controle, é enterrado
geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém-
nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore .
Assim, ao arquétipo de comportamento associado à figura desse Orixá complexo está a
tendência à renovação, a compulsividade à mudança. Seus filhos estão entre aquelas
pessoas que, de tempos em tempos, mudam tudo em sua vida: mudam de casa, de
amigos, de emprego, como se ciclos se sucedessem sempre, obrigatoriamente, exigindo
e provocando rompimento com o passado e iniciando diuturnamente a busca de um
novo equilíbrio que deverá persistir até num novo momento de ruptura, desintegração e
substituição. Mutabilidade, reinício é seu princípio básico, aproximando-o dos mitos
ocidentais referentes ao planeta Plutão, o astro da morte, da destruição, da revolução
como forma de renascimento e ressurreição.paitandy contato celular operadora vivo
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Também são apontados nos filhos de Oxumarê certos traços de orgulho e de ostentação,
algo que os aproxima do clichê do novo-rico, exibicionista, quando surge um grave
problema para alguém de sua amizade, e que precisa efetivamente da sua ajuda.
A androginia do Orixá, por vezes é estendida a seus filhos. Estes, segundo algumas
correntes, seriam bissexuais em potencial, mas essa interpretação não é aceita
universalmente.
Fisicamente, os filhos de Oxumarê tendem a se movimentar extremamente leve, pouco
levantando os pés do chão. Têm em comum com a cobra a facilidade em serem
silenciosos, armarem seus botes na vida sem que as pessoas em torno se apercebam
disso e só atacando seus inimigos quando têm plena certeza da vitória, que a vítima está
encurralada num território que não é o seu.
XANGÔ
(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
O PERFIL DO ORIXÁ
Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um Orixá
com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos. Essa confusão
acontece por dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que
cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça - representa a autoridade
constituída no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no Norte do Brasil diversos
cultos que atendem pelo nome de Xangô. No Nordeste, mais especificamente em
Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô,
talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os negros que
vieram trazidos de África. Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a
expressão Xangô de caboclo , que se refere obviamente a um culto sincretizando
influências do culto original (candomblé ou umbanda) com cerimônias e mitos dos
indígenas da região, também chamado de candomblé de caboclo .
Na mitologia, é atribuído a Xangô (enquanto homem, ser histórico) o reinado sobre a
cidade-estado de Oyó, posto que conseguiu após destronar o próprio meio-irmão Dada-
Ajaká com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de
autoridade quando alguém se refere a Xangô.
Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que um
certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e
desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando
inquiridos.
Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o
Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão. Miticamente, o
raio é uma de suas armas, que ele envia como castigo. Ninguém, porém, deve temer sua
cólera como uma manifestação irracional.paitandy contato celular operadora vivo
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Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em contendas pessoais
suas, presentes nas lendas referentes a seus envolvimentos amorosos e congêneres). Seu
raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os
prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente - a famosa balança da
Justiça. Seu Axé, portanto está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos
terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas pedras são inteiras,
duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá.
Numa visão litúrgica um pouco mais restrita e mais apegada às lendas de origem dos
Orixás, um filho de Xangô não se pode contentar apenas com uma pedra vinda de uma
pedreira ou de uma montanha para guardar numa vasilha o seu assentamento.
Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de
comum entre ele e Zeus, o deusprincipal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de
Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, que indica o poder de
Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar
apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de vista sempre. Numa
disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a
marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada.
Segundo Pierre Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus
encontrado em Creta.
Outra informação de Pierre Verger especifica que esse oxé parece ser a estilização de
um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o
duplo machado, e lembra, de certa forma a cerimônia chamada ajerê , na qual os
iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual
queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é simulado .
Xangô então, é o administrador que se curva à experiência e sabedoria do velho Oxalá,
o símbolo do poder em toda sua plenitude, mas que deve ser acatado por Xangô quando
em suas decisões intervir.
Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos
destemperos, mas vital e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor.
Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com a
morte. Se Nanã é como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os
espíritos de seres humanos mortos, Eguns , Xangô é que mais os detesta ou os teme. Há
quem diga que, quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixá o abandona,
retirando-se de sua cabeça e de sua essência.
Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas
praticamente todos aceitam como preceito que um filho que seja um iniciado com o
Orixá na cabeça, não deve entrar em cemitérios nem acompanhar a enterros.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE XANGÔ paitandy contato celular
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Para a descrição dos arquétipos psicológico e físico das pessoas que correspondem a
Xangô, deve-se ter em mente uma palavra básica: Pedra . É da rocha que eles mais se
aproximam no mundo natural e todas as suas características são balizadas pela
habilidade em verem os dois lados de uma questão, com isenção e firmeza granítica que
apresentam em todos os sentidos.
Atribui-se ao tipo Xangô um físico forte, mas com certa quantidade de gordura e uma
discreta tendência para a obesidade, que se ode manifestar menos ou mais claramente de
acordo com os Ajuntós (segundo e terceiro Orixá de uma pessoa). Por outro lado, essa
tendência é acompanhada quase que certamente por uma estrutura óssea bem-
desenvolvida e firme como uma rocha .
Tenderá a ser um tipo atarracado, com tronco forte e largo, ombros bem desenvolvidos e
claramente marcados em oposição à pequena estatura;
Por essas qualidades, é relativamente fácil para os iniciados descobrirem que tal
pessoa é de Xangô , pela aparência e modo de andar, o que é mais difícil para tipos
pouco mais sutis e mistos como Oxum, Oçanhe e Omolu.
A mulher que é filha de Xangô, pode ter forte tendência à falta de elegância. Não que
não saiba reconhecer roupas bonitas - tem, graças à vaidade intrínseca do tipo, especial
fascínio por indumentárias requintadas e caras, sabendo muito bem distinguir o que é
melhor em cada caso. Mas sua melhor qualidade consiste em saber escolher as roupas
numa vitrina e não em usá-las. Não se deve estranhar seu jeito meio masculino de andar
e de se portar e tal fato não deve nunca ser entendido como indicador de preferências
sexuais, mas, numa filha de Xangô é um processo de comportamento a ser
cuidadosamente estabelecido, já que seu corpo pode aproximar-se mais dos arquétipos
culturais masculinos do que femininos; ombros largos, ossatura desenvolvida, porte
decidido e passos pesados, sempre lembrando sua consistênciade pedra .
Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo. Seus filhos, portanto,
costumam trazer essa marca, sejam homens, sejam mulheres (que estão entre as mais
ardentes do mundo). Os filhos de Xangô, não costumam ser conhecidos socialmente
como um tipo dado a aventuras. Não são os mitos sexuais de sua sociedade e é para
muito poucos amigos que confessam suas conquistas, pois não faz parte de suas
necessidades se auto-afirmar através desse expediente. São honestos e sinceros em seus
relacionamentos mais duradouros, porque para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas
o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito
desejo.paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814
Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de energia e uma
enorme auto-estima, uma clara consciência de que são importantes, dignos de respeito e
atenção, principalmente, que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos -
consciência essa um pouco egocêntrica e nada relacionada com seu real papel social. Os
filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certas ocasiões por gente mais importante que
eles e até mesmo quando não são considerados especialistas num assunto ou de fato
capacitados para emitir opinião. A postura pouco nobre dos filhos de Xangô e seu
cultivo de hábitos considerados aristocráticos ou pouco burgueses, é resultado dessa
configuração psicológica.
Porém, o senhor de engenho que habita dentro deles faz com que não aceitem o
questionamento de suas atitudes pelos outros, especialmente se já tiverem considerado o
assunto em discussão encerrado por uma determinação sua. Gostam portanto, de dar a
última palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando contrariados porém, se
tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse momento, resolvem tudo de
maneira demolidora e rápida mas, feita a lei , retornam a seu comportamento mais
usual.
Em síntese, o arquétipo associado a Xangô está próximo do déspota esclarecido, aquele
que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não admite dúvidas em relação a seu direito
de detê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido de valores claros e
pouco discutíveis. É variável no humor, mas incapaz de conscientemente cometer uma
injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses ou amizades.
Xangô é o Orixá julgador, destruidor, inteligente, impulsivo, violento. Representa o
poder transformador do fogo, é o padroeiro dos intelectuais e artistas. Seu número
simbólico é o doze, assim como doze são os ministros, Obas , de Xangô.
Apesar de discordarmos da visão privilegiada do fogo como elemento de Xangô,
insistimos que a pedra é seu símbolo básico, mais redutor e mais abrangente ao mesmo
tempo.
IANSÃ
(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
O PERFIL DO ORIXÁ
Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares
entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e também na África, onde é
predominantemente cultuada sob o nome de Oyá . É um dos Orixás do Candomblé que
mais penetrou no sincretismo da Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona,, na
liturgia mais tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm
participação ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco cultuados no
Candomblé. Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura católica de Santa
Bárbara, talvez por causa do raio, já que a santa é sempre invocada para proteger um fiel
de uma tempestade. O mesmo acontece com Oyá, que deve ser saudada após os trovões,
não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas
principalmente porque tem sido Iansã uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, o
senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo
tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade.
Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a
seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, ameaçando os outros,
prometendo a guerra, sempre guerreira e, ao mesmo tempo, feliz. Ela sabe amar, e gosta
de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma que desmedida com que
exterioriza sua cólera.
Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente pelos nagôs (ou
iorubas, outro nome para a mesma cultura) é a divindade de um rio conhecido
internacionalmente como rio Niger, ou Oyá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser
confundido com um domínio sobre a água.
A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens femininas
centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos terrenos consagrados
tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se
resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura - enfim,
está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.
É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é
uma constante na sua ação, raramente ao mesmo tempo, já que Iansã costuma ser
íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são
terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer
tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. É o
Orixá do arrebatamento, da paixão.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE IANSÃ
Arquetipicamente, Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra.
São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes e dramáticas ao
cotidiano repetitivo.
Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a
ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa estratégia militar, que faz
parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, que enfrentam a guerra do dia-a-dia, os
filhos de Iansã costumam ser mais individualistas, achando que com a coragem e a
disposição para a batalha, vencerão todos os problemas, sendo menos sistemáticos,
portanto, que os filhos de Ogum.
São quase que invariavelmente de Iansã, os personagens que transformam a vida num
buscar desenfreado tanto de prazer como dos riscos. São fortemente influenciados pelo
arquétipo da deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida
por um amor ou por um ideal. Faz parte dos filhos de Iansã a maior arte dos militantes
políticos não cerebrais por excelência. Ao mesmo tempo, quando rompem com uma
ideologia e abraçam outra, vão mergulhar de cabeça no novo território, repudiando a
experiência anterior de forma dramática e exagerada, mal reconhecendo em si mesmos,
as pessoas que lutavam por idéias tão diferentes. Talvez uma súbita conversão religiosa,
fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de
eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua
vida.
Da mesma forma que o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de pernas para o ar,
poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado e, algum tempo depois,
fazer mais uma alteração - tão ou mais radical ainda que a anterior.
O temperamento dos que têm Oyá como Orixá de cabeça, costuma ser instável,
exagerado, dramático em questões que, para outras pessoas não mereceriam tanta
atenção e, principalmente, tão grande dispêndio de energia.
São do tipo Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no
meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo - e, o que é mais
desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questão de
mostrar, à todos, aspectos particulares de sua vida.
Como esse arquétipo que gera muitos fatos, é comum que pessoas de Iansã surjam
freqüentemente nos noticiários. Ao mesmo tempo, é um caráter cheio de variações, de
atitudes súbitas e imprevisíveis que costumam fascinar ( senão aterrorizar ) os que os
cercam e os grandes interessados no comportamento humano.
Os Filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam
ser maquiavélicos ou sutis, mas só detidamente. A longo prazo, um filho de Iansã
sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões. Eles têm uma
tendência a desenvolver vida sexual muito irregular, pontilhada por súbitas paixões, que
começam de repente e podem terminar mais inesperadamente ainda. São muito
ciumentos, possessivo, muitas vezes se mostrando incapazes de perdoar qualquer traição
- que não a que ele mesmo faz contra o ser amado. Ao mesmo tempo, costumam ser
amigos fiéis para os poucos escolhidos ara seu círculo mais íntimo.
Um problema, porém, pode atrapalhar tudo: a inconstância com que vê sua vida
amorosa; outros detalhes podem também contaminar os aspectos profissionais.
Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos
duradouros com os filhos de Iansã. Se por um lado são alegres e expansivos, por outro,
podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e
para o estilo direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores
provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de
Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador.
OBÁ
(Texto extraído do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
O PERFIL DO ORIXÁ
Orixá ioruba semelhante à Oya. Orixá do rio Obá, foi a terceira das esposas de Xangô, e
também mulher de Ogum. Segundo uma lenda de Ifá, Obá era muito enérgica e forte,
mais que alguns orixás masculinos, vencendo na luta, Oxalá, Xangô e Orunmilá. A
rivalidade surgiu entre ela e Oxum. Esta jovem e elegante. Obá mais velha e sem muita
vaidade, mas com pretensão ao amor de Xangô. Sabendo o quanto este era guloso,
procurava sempre surpreender os segredos da receitas de cozinha utilizada por Oxum,
que irritada decidiu-se pregar-lhe uma peça, quando um dia pediu-lhe que viesse assistir
a preparação de determinado prato, que, segundo Oxum, Xangô, o esposo comum,
adorava. Quando Obá chegou, Oxum, estava com a cabeça coberta com um pano que
lhe escondia as orelhas, e, cozinha uma sopa na qual boiavam dois cogumelos. Oxum
mostrou dizendo que havia cortado as próprias orelhas, colocando na sopa, para
preparar o prato predileto de Xangô. Quando lhe foi servido, tomou com apetite e
satisfação, retirando-se, todo gentil na companhia de Oxum. Na semana seguinte que
era a vez de Obá cuidar de Xangô, decidiu fazer a receita predileta de Xangô, cortou
uma de suas orelhas e cozinhou com a sopa. Xangô ficou repugnado e furioso com a
cena. Neste momento apareceu Oxum, retirou seu lenço, onde Obá viu que as orelhas de
Oxum nunca haviam sido cortadas, sendo por esta caçoada, seguiu-se violenta luta
corporal, Xangô mostrou toda sua irritação e furor. Oxum e Obá, fugiram apavoradas e
transformaram-se nos rios que levam seus nomes.
Motivo pelo qual, quando Obá se manifesta em alguma das suas iniciadas, leva a mão
para cobrir a orelha esquerda, ou ata-se um torço (turbante), a fim de esconder uma das
orelhas. Sua cor é vermelha. Sua saudação: Oba sire (Obá xirê).
QUALIDADES
1. Obá Gideo : Xangô, Oyá, Oxum = Iemanjá
2. Obá Rewá : Oyá e Xangô
ARQUÉTIPO
São pessoas valorosas e incompreendidas. Suas tendências são um pouco viril. As suas
atitudes militantes e agressivas são conseqüências de experiências infelizes ou amargas
por elas vividas. Os seus insucessos devem-se, freqüentemente, a um ciúme um tanto
mórbido. Entretanto, encontram compensação para as frustrações sofridas em sucessos
materiais, onde a sua avidez de ganho e o cuidado de nada perder dos seus bens tornam-
se garantia de sucesso.
PARTICULARIDADES
DIA: quarta-feira
DATA: 30 e 31 de maio
METAL: cobre
COR: marrom rajado
PARTES DO CORPO: audição, orelha e junto com EWA, protege o consciente.
SÍMBOLO: ofangi (espada) e um escudo de cobre.
SACRIFÍCIO: = (Oyá)
ELEMENTO: fogo
FOLHAS: Candeia, negamina, folha de amendoeira.
OXUM
(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
"Ai Ei Eiô, Mamãe Oxum"
Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele considerado a morada
mítica da Orixá. Apesar de ser comum a associação entre rios e Orixás femininos da
mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão, de
todos os rios. Portanto seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água
semi-parada das lagoas não pantanosas, pois as predominantemente lodosas são
destinadas à Nanã e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde costumam ser-lhe
entregues as comidas rituais votivas e presentes de seus filhos-de-santo.
Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres
que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em
gestação como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.
Dentro desta perspectiva, Iemanjá e Oxum dividem a maternidade. Mas há também
outro forma de análise; a por faixas etárias, correspondentes a cada arquétipo básico.
Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu,
sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua
plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de
não ter a idade de Oxalá ( sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é
a idosa Nanã), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças
entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo
de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica.
Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo
de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo que é cheia de paixão e busca
objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e
bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu
desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a
atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras
físicas mais belas do panteão mítico iorubano.
Oxum é ambiciosa; sua cor é azul-claro com raias de ouro. Segundo a tradição ioruba,
seu metal é o cobre – mas a correlação com o ouro não está basicamente errada, pois, de
acordo com os historiadores, o cobre era o metal mais caro conhecido naquela região.
Oxum portanto, gosta das riquezas materiais, mas não numa perspectiva de usura nem
uma mesquinhez de quem quer ter riquezas para escondê-las.
A iniciação (na Umbanda ou no Candomblé) é um nascimento e o poder da fecundidade
tem de estar presente, pois Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir
motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a
realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos.
Existem 16 tipos diferentes de Oxum, das quase adolescentes até as mais velhas, sendo
portanto 16 o número sagrado da mãe da água doce. Diz a lenda que as mais
velhas moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos
mais superficiais. Entre essas 16, três são marcadas como guerreiras (Apara, a mais
violenta, Iê Iê Kerê, que usa arco e flecha, e Ié Ié Iponda, que usa espada), mas a maior
parte delas é mais pacífica, não gostando de lutas e guerras, desde Oxum Obotó, muito
suave e feminina, até a versão mais velha, a não menos vaidosa Oxum Abalo.
Além disso, o fluir nada fixo da água doce pelos diversos caminhos, a maneabilidade do
elemento se manifestam no comportamento de Oxum. Sua busca de prazer implica sexo
e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás iorubas que
absolutamente não gosta da guerra.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUM
O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um
rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes,
buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em
termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente
um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que
buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente
teimosos e obstinados.
A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante
marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da
vida social, das festas e dos prazeres em geral.
O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa
e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum.
Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social,
temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos,
bondosos, que constroem cautelosamente.
Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém
que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode
fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.
Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e,
na aparência, apenas inconseqüente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das
mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras .
Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é
compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros,
mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a
única maneira de terem informações em troca.
IEMANJÁ
(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
O PERFIL DO ORIXÁ
Comparada com as outras divindades do panteão africano, o Orixá feminino ioruba
Iemanjá é uma figura extremamente simples. Ela é uma das figuras mais conhecidas nos
cultos brasileiros, com o nome sempre bem divulgado pela imprensa, pois suas festas
anuais sempre movimentam um grande número de iniciados e simpatizantes, tanto da
Umbanda como do Candomblé.
Pelo sincretismo, porém, muita água rolou. Os jesuítas portugueses, tentando forçar a
aculturação dos africanos e a aceitação, por parte deles, dos rituais e mitos católicos,
procuraram fazer casamentos entre santos cristãos e Orixás africanos, buscando pontos
em comum nos mitos.
Para Iemanjá foi reservado o lugar de Nossa Senhora, sendo, então, artificialmente mais
importante que as outras divindades femininas, o que foi assimilado em arte por muitos
ramos da Umbanda.
Mesmo assim,não se nega o fato de sua popularidade ser imensa, não só por tudo isso,
mas pelo caráter, de tolerância, aceitação e carinho.É uma das rainhas das águas, sendo
as duas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus
filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; e o mar,
sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos.
São extremamente concorridas suas festas. É tradicional no Rio de Janeiro, em Santos
(litoral de São Paulo) e nas praias de Porto Alegre a oferta ao mar de presentes a este
Orixá, atirados à morada da deusa, tanto na data específica de suas festas, como na
passagem do ano. São comuns no reveillon as tendas de Umbanda na praia, onde
acontecem rituais e iniciados incorporam caboclos e pretos-velhos, atendendo a
qualquer pessoa que se interesse.
Na África, a origem de Iemanjá também é um rio que vai desembocar no mar. De tanto
chorar com o rompimento com seu filho Oxóssi, que a abandonou e foi viver escondido
na mata junto com o irmão renegado Oçãnhim (Oçanhe). Iemanjá se derreteu,
transformando-se num rio que foi desembocar no mar. É a mãe de quase todos os
Orixás de origem ioruba ( com exceção de Logunnedê ), enquanto a maternidade dos
Orixás Daomeanos é atribuída a Nanã.
É portanto semelhante às outras mães da água, o que é compreensível, já que as
diferentes tribos e nações acabaram por desenvolver o culto a um Orixá feminino
específico, que relacionavam com um rio da região. No caso de Iemanjá, as lendas
africanas já a identificavam com o mar, como podemos perceber pela narrativa
recolhida por Pierre Verger:
Iemanjá seria a filha de Olokum, deus ( no Daomé, atual Benin ) ou deusa ( em Ifé )
do mar. Em uma história de Ifé ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá ,
senhor das adivinhações, depois com Olofin , rei do Ifé, com o qual teve supostamente
dez (10) filhos. Iemanjá, cansada de sua permanência em Ifé, foge mais tarde em
direção ao oeste. Outrora, Olokum lhe havia dado, por medida de precaução, uma
garrafa contendo um preparado (...) com a recomendação de quebrá-la no chão em
caso de extremo perigo. E assim Iemanjá foi instalar-se no Entardecer da Terra, o
Oeste .
A lenda diz que Olofin, rei de Ifé, lançou o exercito à sua procura, o que fez Iemanjá, no
esconderijo, quebrar a garrafa. Teria, então, na mesma hora, se formado um rio que a
tragou, levando-a para Okum, o oceano - morada de seu pai Olokum.
Apesar dos preceitos tradicionais relacionarem tanto Oxum como Iemanjá à função da
maternidade, pôde estabelecer-se uma boa distinção entre esse conceitos. As duas
Orixás não rivalizam ( Iemanjá praticamente na rivaliza com ninguém, enquanto Oxum
é famosa por suas pendências amorosas que a colocaram contra Iansã e Oba ). Cada
uma domina a maternidade num momento diferente.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE IEMANJÁ
No arquétipo psicológico, expandem-se as características insinuadas pela descrição dos
mitos e lendas de Iemanjá. Também fica fácil entender os conceitos principais se
mantivermos a comparação com o Orixá Oxum. Como os filhos da mãe da água doce,
os de Iemanjá, também gostam de luxo, das jóias caras e dos tecidos vistosos. Gostam
de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa
sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem
parte.
Enquanto os filhos de Oxum são diplomatas e sinuosos, os de Iemanjá se mostram mais
diretos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a
determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade
e do companheirismo.
Como são pessoas presas ao arquétipo da mãe, a família e os filhos têm grande
importância na vida dos filhos de Iemanjá. A relação com eles pode ser carinhosa, mas
nunca esquecendo conceitos tradicionais como respeito e principalmente hierarquia.
São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente
ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens,
detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e
os quase ritos que fazem do cotidiano.
Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas obcecadas pela própria carreira, sem
grandes planos para atividades a longo prazo, a não ser quando se trata do futuro de
filhos e entes próximos.
Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças,
apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso,
sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e
sentimentos dos outros. Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum
Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar
a vida dos que o cercam - o destino de todos estariam sob sua responsabilidade . Os
filhos de Iemanjá demoram muito para confiar em alguém, bons conhecedores que são
da natureza humana. Quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro
e íntimo círculo de amigos, porém, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente
e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as
pequenas falhas humanas.
Um filho de Iemanjá pode tornar-se rancoroso, remoendo questões antigas por anos e
anos sem esquecê-las jamais.
OXALÁ
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(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três )
O PERFIL DO ORIXÁ
Orixá masculino, de origem Ioruba (nagô) bastante cultuado no Brasil, onde costuma
ser considerado a divindade mais importante do panteão africano. Na África é cultuado
com o nome de Obatalá . Quando porém os negros vieram para cá, como mão-de-obra
escrava na agricultura, trouxeram consigo, além do nome do Orixá, uma outra forma de
a ele se referirem, Orixalá , que significa, orixá dos orixás. Numa versão contraída, o
nome que se acabou popularizando, é OXALÁ.
Esta relação de importância advém de a organização de divindades africanas ser uma
maneira simbólica de se codificar as regras do comportamento. Nos preceitos, estão
todas as matrizes básicas da organização familiar e tribal, das atitudes possíveis, dos
diversos caminhos para uma mesma questão. Para um mesmo problema, orixás
diferentes propõem respostas diferentes - e raramente há um acordo social no sentido de
estabelecer uma das saídas como correta e a outra não. A jurisprudência africana nesse
sentido prefere conviver com os opostos, estabelecendo, no máximo, que, perante um
impasse, Ogum faz isso, Iansã faz aquilo , por exemplo.
Assim, Oxalá não tem mais poderes que os outros nem é hierarquicamente superior,
mas merece o respeito de todos por representar o patriarca, o chefe da família. Cada
membro da família tem suas funções e o direito de se inter-relacionar de igual para igual
com todos os outros membros, o que as lendas dos Orixás confirmam através da
independência que cada um mantém em relação aos outros. Oxalá, porém, é o que traz
consigo a memória de outros tempos, as soluções já encontradas no passado para casos
semelhantes, merecendo, portanto, o respeito de todos numa sociedade que cultuava
ativamente seus ancestrais. Ele representa o conhecimento empírico, neste caso
colocado acima do conhecimento especializado que cada Orixá pode apresentar:
Oçanhe, a liturgia; Oxóssi, a caça; Ogum, a metalurgia; Oxum, a maternidade; Iemanjá,
a educação; Omolu, a medicina - e assim por diante.
Se por este lado, Oxalá merece mais destaque, o considerá-lo superior aos outros ( o que
não está implícito como poder, mas sim merecimento de respeito ao título de Orixalá )
veio da colonização européia. Os jesuítas tentavam introduzir os negros nos cultos
católicos, passo considerado decisivo para os mentores e ideólogos que tentavam
adaptá-los à sociedade onde eram obrigados a viver, baseada em códigos a eles
completamente estranhos. A repressão pura e simples era muito eficiente nestes casos,
mas não bastava. Eram constantes as revoltas. Em alguns casos, perceberam que o
sincretismo era a melhor saída, e tentaram convencer os negros que seus Orixás também
tinham espaço na cultura branca, que as entidades eram praticamente as mesmas, apenas
com outros nomes.
Alguns escravos neles acreditaram. Outros se aproveitaram da quase obrigatoriedade da
prática dos cultos católicos, para, ao realizá-los, efetivarem verdadeiros cultos de
Umbanda, apenas mascarados pela religião oficial do colonizador. Esclarecida esta
questão, não negamos as funções únicas e importantíssimas de Oxalá perante a
mitologia ioruba. É o princípio gerador em potencial, o responsável pela existência de
todos os seres do céu e da terra. É o que permite a concepção no sentido masculino do
termo. Sua cor é o branco, porque ela é a soma de todas as cores.
Por causa de Oxalá a cor branca esta associada ao candomblé e aos cultos afro-
brasileiros em geral, e não importa qual o santo cultuado num terreiro, nem o Orixá de
cabeça de cada filho de santo, é comum que se vistam de branco, prestando homenagem
ao Pai de todos os Orixás e dos seres humanos. Se essa mesma, gostar e quiser usar
roupas com as cores do seu ELEDÁ (primeiro Orixá de cabeça) e dos
seus AJUNTÓS (adjutores auxiliares do Orixá de cabeça) não terá problema algum,
apenas dependendo da orientação da cúpula espiritual dirigente do terreiro.
Segundo as lendas, Oxalá é o pai de todos os Orixás, excetuando-se Logunedé , que é
filho de Oxóssi e Oxum, e Iemanjá que tem uma filiação controvertida, sendo mais
citados Odudua e Olokum como seus pais, mas efetivamente Oxalá nunca foi apontado
como seu pai.
AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXALÁ
As características tão bem sintetizadas por Monique Augras ao descrever a dança de
Oxalá (no ritual de nação) definem bem o arquétipo psicológico a ele associado. São
caracteres encontrados nos arquétipos ocidentais também em relação à figura paterna.
Oxalá é o pai dos Orixás e, por extensão, de toda a humanidade. Estabelece, pois, entre
si e os outros, uma aura não de temeridade (já que não é nada inseguro), mas sim de
respeito e carinho. Os filhos de Oxalá, portanto, são pessoas tranqüilas, com tendência à
calma, até nos momentos mais difíceis; conseguem o respeito mesmo sem que se
esforcem objetivamente para obtê-lo. São amáveis e pensativos, mas nunca de maneira
subserviente. Às vezes chegam a ser autoritários, mas isso acontece com os que têm
Orixás guerreiros ou autoritários como adjutores ( ajuntós ).
Sabem argumentar bem, tendo uma queda para trabalhos que impliquem em
organização. Gostam de centralizar tudo em torno de si mesmos. São reservados, mas
raramente orgulhosos.
Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas
convicções; será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros
caminhos para a resolução de um problema.
No Oxalá mais velho (OXALUFÃ) a tendência se traduz em ranzinzice e intolerância,
enquanto no Oxalá novo (OXAGUIÃ) tem um certo furor pelo debate e pela
argumentação.
Para Oxalá, a idéia e o verbo são sempre mais importantes que a ação, não sendo raro
encontrá-los em carreiras onde a linguagem (escrita ou falada) seja o ponto
fundamental.
Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso ou no mínimo
digno, principalmente na maneira de andar e não na constituição física; não é alto e
magro como o filho de Ogum nem tão compacto e forte como os filhos de Xangô. Às
vezes, porém, essa maneira de caminhar e se postar dá lugar a alguém com tendência a
ficar curvado, como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo
em se tratando de alguém muito jovem.
As Folhas dos Orixáspaitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814
Do mesmo modo como no oráculo de Ifá, os signos geomânticos (Odù)são organizados
dentro de um sistema classificatório; no culto a Osanyin, os vegetais, também, estão
inseridos nesse sistema.
A relação folha/orixá se evidencia com a existência de quatro compartimentos
estruturados a partir de uma concepção de categorias lógicas e ordenadas segundo a
visão de mundo dos jêje - nagôs. Sendo os Òrìsàs representações vivas das forças que
regem a natureza, as folhas a eles atribuídas, no contexto litúrgico, associam-se,
conseqüentemente, a esses elementos. Barros (1993:60), estudando essas classificações,
verificou que: "Os vegetais estão dispostos em quatro compartimentos-base
diretamente relacionados aos quatro elementos; as ewé af éé f é - folhas de ar ( vento);
as ewé in ó n as ewé omi, - folha de água; e as Il é ou ewé igbó - folhas da terra ou
floresta.
"Nestes quatro compartimentos-base, concentram-se o panteão jêje - nagô .
Genericamente, vamos encontrar Exu e Xangô participando do compartimento Fogo;
Ogun, Oxossi, Ossain e Obaluaye ligados ao elemento Terra; Iemanjá, Oxum, Obá,
Nanã e Yewá associadas as Águas, e Oxalá e Oyá ao Ar. Todavia, ao particularizarmos
veremos que alguns Òrìsàs como Logunede e Oxumare, considerados "Meta-Meta",
estarão vinculados a mais de um desses compartimentos.
Exu está ligado com predominância ao elemento Fogo, porém, como "cada Òrìsà possui
seu Exu, com o qual ele constitui uma unidade" ( Santos, 1976:131), este compartilhará
do mesmo elemento ao qual o Òrìsà está associado. Assim, os Exus das Iabás estarão
ligados também , ao elemento Água, os de Ogun e Oxossi ao compartimento Terra, e
assim ocorrendo com os demais Exus.
Ogun atua predominantemente com no compartimento Terra. Todavia, na qualidade
Warin, encontramos um Ogun que habita nas águas , pois segundos os mitos ele vive no
Rio com Oxum; conseqüentemente, estará, também, ligado ao compartimento Água. Já
Ogun Àgbèdè Òrun, ( Ferreiro do céu), se liga, também, ao elemento Ar,
juntamente com Oxalá.
Oxossi é ligado à Terra; mas, nas suas variáveis, encontramos Inlè, modalidade deste
Òrìsà que, como Logunede, está associado tanto ao compartimento Água quanto ao
Terra; entretanto, para maioria das outras qualidades de Oxossi predominam o elemento
Terra.
Obaluaye, sendo um Òrìsà da Terra ( Oba = Rei, Aye = Terra ), mas que se relaciona
com a febre e o sol do meio-dia, está ligado, igualmente, os compartimentos Terra e
Fogo. Em algumas ocasiões ele recebe o título de : "Baba Igbonan = Pai da quentura" (
Santos 1976:78). Título que é dado também a uma qualidade de Xangô Airá,
considerado dono do fogo e cultuado numa fogueira.
Ossaim, por ser patrono dos vegetais, automaticamente, está ligado a todos os elementos
da natureza; todavia, seu compartimento principal é o Terra, representado pelas florestas
onde nasceu todos os vegetais.
Oxumare é representado pelo arco-íris que se projeta nas águas em direção ao céu. Liga-
se, simultaneamente, aos compartimentos água e ar. Pode ser irmão de Obaluaye,
algumas vezes se relaciona, também , com o elemento Terra.
Nana, a iaba que é representada pela chuva fertilizando a terra (lama), tem como
compartimento base a Água, mas, também, a Terra.
Oiá, em um de seus diversos aspectos, é cultuada no rio Níger, na África, o que realça
suas características de "deusa da fertilidade" ligada ao compartimento Água, bem como
á responsável pelos coriscos, tempestades e ventanias, fato que a associa tanto ao
elemento Ar quanto ao elemento Fogo. Sob a denominação de "Oya Igbale, Orisá
patrono dos mortos e dos ancestrais"(Santos 1976:58), participa, também do elemento
Terra.
Xango está associado, predominantemente, ao elemento Fogo, enquanto que Iroko,
entidade fitomórfica cultuada em uma árvore, embora possua muita afinidade com o
primeiro, está ligado ao elemento Terra.
Oxum, Iemanjá e Oba são iabas ligadas, especificamente, ao elemento Água; porém,
alguns de seus aspectos poderão ligá-las aos demais compartimentos base.
Oxalá esta ligado, com predominância, ao compartimento Ar. Todavia, Santos
(1976:59) diz que "Oxalá está associado à Água e ao Ár, Odudua está associado à Água
e a Terra". Assim como Odudua, Orixá Okó também é um Orixá funfun (original) e,
segundo os mitos, é considerado o patrono da agricultura, possuindo estreita ligação
com a Terra.
Nesta visão do mundo Jeje-nago, direito/masculino/positivo são opostos a
esquerdo/feminino/negativo, ou seja, o masculino é positivo e se posiciona do lado
direito, enquanto o feminino é negativo e se posiciona do lado esquerdo. Neste contexto
os compartimentos que contêm as ewé inón (folhas do fogo) e ewé afééfé (folhas do ar)
estão associadas ao masculino, elementos fecundantes, enquanto que as ewé omi (folhas
da água) e as ewé ilè (folhas da terra) se ligam ao feminino, elementos fecundáveis.
Ao determinar que as folhas são separadas por pares opostos: gún (de excitação) x èrò
(de calma), ewé apa otun (folhas da direita) x ewé apa osi (folhas da esquerda), os Jeje-
nago tomam como modelo um sistema da classificação baseada em posições binárias.
Todavia, essa não é uma condição sine qua non quando analisamos mais
detalhadamente a utilização dos vegetais, pois percebemos que algumas folhas positivas
se relacionam com o lado esquerdo ou feminino e vice-versa, daí encontrarmos folhas
femininas usadas com fins positivos, e folhas masculinas consideradas negativas.
Verger (1995:25) cita, por exemplo, "que entre as folhas há quatro conhecidas como (...)
as quatro folhas masculinas ( por seu trabalho maléfico) ...; e quatro tidas como
antídotos..."Entre estas últimas ele inclui o òdúndún (Kalanchoe crenata), que é uma
folha feminina, porém positiva, o que nos faz crer que as diversas condições binárias
não interagem de modo rígido entre si, pois, como vimos, uma folha masculina pode
estar situada junto aos elementos da esquerda por ser considerada negativa.
No sistema de classificação dos vegetais, a condição para que uma folha seja masculina
ou feminina é o seu formato, pois, na concepção Jeje-nago, a forma fálica (alongada)
caracteriza o elemento masculino, em contrapartida, a forma uterina (arredondada)
determina o elemento feminino. Essa convenção é adotada, tanto com relação as folhas,
quanto aos jogos divinatórios que tiveram origem a partir do oráculo de Ifá, onde, dos
dezesseis cauris usados, oito são de forma alongada e considerados masculinos, e os
femininos são os oito restantes que possuem forma arredondada. "Por conseguinte,
Macho/Fêmea formam um par de oposição básico no que se refere às espécies vegetais,
e está diretamente relacionado ao Òrìsà" (Barros 1993:63). As folhas consideradas
masculinas estão associadas aos oborós ( orixás masculinos), bem como as femininas
pertencem às Iabas (orixás femininos); todavia, eventualmente encontraremos algumas
folhas femininas associadas aos oborós e algumas masculinas atribuídas às iabas, o que
parece refletir uma bipolaridade característica de alguns orixás.
Quando utilizamos nos rituais de iniciação ou nos trabalhos litúrgicos, os vegetais
classificados como èrò tem a função de abrandar o transe, apaziguar o orixá ou acalmar
o iniciado; contrariamente, os considerados gún servem para facilitar a possessão e
excitar o orixá.
Dentro de sua complexidade, o sistema de classificação dos vegetais é coerente com a
visão de ordenação do mundo; desse modo, os vegetais vão além de suas utilidades
práticas, pois "estão diretamente relacionados a uma cosmovisão específica e são
constituintes de um modelo que ordena a classifica o universo, definindo a posição do
indivíduo na ordem cosmológica" Barros 1993:93).
Aqui vou postar algumas folhas de alguns Orixás:
Folhas Litúrgicas no Candomblé
Èsù
Odun-dun - Folha-da-costa
Teté - Bredo sem espinhos
Orim-rim - Alfavaquinha
Pepé - Malmequer bravo
Labre - Tiririca
Kanan-kanan - Folha de bobó
Kan-kan - Cansanção de porco
Inã - Cansanção branco de leite
Aberê - Picão-da-praia, carrapicho-de-agulha
Ògún
Mariwô Folha de palmeira de dendê
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Ìróko Folha-de-loko
Pepé Malmequer bravo
Teterégún Canela-de-macaco
Monam Parietária
Aferê Mutamba
Piperégún Nativo
Obô Rama de leite
Eregê Erva-tostão, graminha
Ibin Folha-de-bicho
Afoman Erva-de-passarinho
Omun Bredo
Orin-rin Alfavaquinha
Odun-dun Folha-da-costa (saião)
Teté Bredo sem espinhos
Já Capeba
Anó-peipa Cipó-chumbo
Odé
Teté - Bredo sem espinhos
Orin-rin - Alfavaquinha
Odun-dun - Folha-da-costa
Jacomijé - Jarrinha
Irekê-omin - Dandá do brejo
Piperégún - Nativo
Junçá - Espada de Ògún
Ìróko - Folha de loko
Mariwô - Folha de dendezêiro
Irum-perlêmin - Capim cabeludo
Akoko
Fitiba - Cana-fita
Monam - Parietária
Òsányín
Ganucô - Língua de galinha
Obô - Rama de leite
Aferé - Mutamba
Tolu-tolu - Papinho-de-peru
Monam - Parietária
Jamin - Cajá
Bala - Taioba
Teterégún - Canela-de-macaco
Timim - Folha de neve branca, cana-do-brejo
Pepé - Malmequer bravo
Mariwô - Folha de dendezeiro
Awô-pupa - Cipó-chumbo
Junçá - Espada de Ògún
Piperégún - Nativo
Arê-agê - Tostão
Simim-simim - Vassourinha
Afoman - Erva-de-passarinho
Omim - Alfavaquinha
Teté - Bredo sem espinho
Odum-dum - Folha-da-Costa
Òsùmàrè
Ìróko - Folha de Ìróko
Monan - Parietária, brotozinho
Bala - Taioba
Jamin - Cajá
Aberê-ejó - Pente de Òsúmarè
Aferê - Mutamba
Obô - Rama de leite
Exibatá - Golfo redondo do monam
Jacomijé - Jarrinha
Tinim - Folha da neve branca, cana-de-brejo
Peculé - Mariazinha
Tolu-tolu - Papinho-de-peru
Sòngó
Teté - Bredo sem espinhos
Orin-rin - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha da costa
Jacomijé - Jarrinha
Bamba - Folha de mibamba
Alapá - Folha de capitão
Pepê - Folha de loko
Oicô - Folha de caruru
Xerê-obá - Chocalho de xangô
Oxé-obá - Birreiro
Monan - Parietária
Aferé - Mutamba
Obô - Rama de Leite
Odidí - Bico-de-papagaio
Obaya - Beti-cheiroso - macho ou fêmea
Oyá
Teté - Bredo sem espinho
Orim-rim - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha-da-costa
Jacomijé - Jarrinha
Afomam - Erva-de-passarinho
Abauba - Folha de imbaúba
Tepola - Pega pinto
Eregê - Erva-tostão
Já - Capeba
Obayá - Beti-cheiroso
Piperégún - Nativo
Ìróko - Folha de loko
Pepé - Malmequer
Teterégún - Canela-de-macaco
Junça - Espada de Ògún
Adimum-ade-run - Folha de fogo
Obe-cemi-oia - Espada de Oyámésèèsán rosa
Monan - Parietária
Bala - Taioba
Jamim - Cajá
Aferé - Mutamba
Gunoco - Língua-de-galinha
Obô - Rama de leite
Òsún
Teté - Bredo sem espinhos
Orim-rim - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha da costa
Efim - Malva branca
Omim - Beldroega
Já - Capeba
Ìróko - Folha de loko
Pepe - Malmequer branco
Teterégún - Canela de macaco
Monan - Parietária
Jamin - Cajá
Tolu-tolu - Papinho de peru
Aferé - Mutamba
Eim-dum-dum - Folha da fortuna
Obô - Rama de leite
Omin-ojú - Golfo branco
Ilerin - Folha de vintém
Yemonjà
Teté - Bredo sem espinhos
Orim-rim - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha da costa
Efim - Malva branca
Omin-ojú - Golfo branco
Jacomijé - Jarrinha
Ibin - Folha de bicho
Já - Capeba
Obaya - Beti-cheiroso
Ìróko - Folha de loko
Tinin - Folha de neve branca, cana-do-brejo
Ereximominpala - Golfo de baronesa
Teterégún - Canela de macaco
Monam - Parietária
Jamim - Cajá
Obô - Rama de leite
Obàlúwàiyé
Monam Parietária - brotozinho
Bala - Taioba
Jamim - Cajá
Aferé - Mutamba
Obó - Rama de leite
Exibatá - Ovo redondo de monãn
Jakomijé - Jarrinha
Afoxian - Erva de passarinho
Já - Capeba
Turin - Folha de neve branca
Pekulé - Mariazinha
Tolu-tolu - Papinho de peru
Nàná
Teté - Bredo sem espinhos
Orim-rim - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha da costa
Exibatá - Golfo redondo de manam
Jacomijé - Jarrinha
Afoman - Erva de passarinho
Já - Capeba
Timim - Folha de neve branca, cana-do-brejo
Peculé - Parioba
Bala - Taioba
Jamim - Cajá
Aferé - Mutamba
Obô - Rama de leite
Òòsààlà
Teté - Bredo sem espinhos
Orim-rim - Alfavaquinha
Odum-dum - Folha-da-costa
Ibim - Folha de bicho
Efim - Malva branca
Ilerim - Folha de vintém
Omim - Beldroega
Omim-ojú - Golfo branco
Jacomijé - Jarrinha
Tinin - Folha de neve branca, cana-do-brejo
Pachorô - Folha da costa branca
Monam - Parietária
Peculé - Parioba
Bala - Taioba
Jamim - Cajá
Ori-dum-dum - Folha da fortuna
Aferê - Mutamba
Obô - Rama de leite
Omim-ibá-ojú - Folha de leite
RELAÇÃO DOS EBÓS
A forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos mensageiros dos recados, fala-se:
OÉ-TURA-WAGBATÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OGUN - DAGBE -DE WÀ GBA TÈTÈ - CHEGUE PARA RECEBER
WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OWORUN
SERE - O GBA - TÈTÈ - RECEBA DEPRESSA OTURÁ –
AYKÓ WA GBA TÉTÉ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OTURUPON - OKARAN - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OKARAN - OIERU - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
" OMO ODUS DE EJIONILÊ " "OSOGUIA
1. OLAFIN
2. ODOLUÁ
3. KUDIRÉ
4. SAGRIN
5. EBUIM
6. AKANJI
7. YALANTE
8. EKIO
9. SILIN
10. KOKONISSE
11. IRO
12. SAKONAN
13. SOÍA DA
14. MOROSSE
15. GEA
16. DEJANISSÉ
Observações Importantes:
OSOGUIA foi o único Orixá que driblou a morte por isso ele é sempre chamado em caso de muita
aflição.
Os odús vieram primeiro que os Orixás, o n.° 06 se ele não quer presente faz a pessoa perder tudo.
Todos comem com ele e ele come com todos, ao afastar ou tirar qualquer outro odú. também deve
imediatamente lhe agradar para que o que esteja respondendo de forma negativa faça parir o bom.
Para agradar Obara nunca se deve fazê-lo para uma só pessoa, sempre coletivo, o Tesmo para
assentar, nunca para uma só pessoa.
EBÓ OYA ONIRA
1 Abóbora moranga
4 búzios aberto
4 nós moscada
4 moedas 4 acarajés
4 metros de fita vermelha
4 metros de fita branca
1 saco de morim
Fazer um buraco na ab ó bora, depois de passar no corpo da pessoa coloca-se dentro com as fitas,
por num saco de morim. Entregar a Oya Onira, no alto do morro 18 horas ou 24 horas, acender
velas e fazer os pedidos.
EBÓ ENCANTAMENTO (AMARRAÇÃO)
1 mamão
Fita rosa e branca
Cravo
Vela de 3 dias
Partir o mamão no meio colocar os nomes regado a mel, em cima de um prato branco, amarrar com
as fitas e enfeitar com os cravos após por num campo ou rio.
EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO)
2 ilés (pombo) casal
1 punha
1 prato branco
2 metros de morim
Mel
Os nomes da pessoa
por os nomes no prato, atravessar o punhal no pescoço do casal de pombo, ao mesmo tempo
deixando o ej é (sangue) cair em cima dos nomes misturado ao mel, enrolar tudo no morim e
pendurar numa árvore bem frondosa.
EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO)
1 Obi
Mel
1 vaso de planta sem espinho
Fita branca e amarela
3 vezes o nome um por cima do outro
Açúcar
Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, açúcar, amarrar com as fitas por dentro do vaso e
plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o nome de fulano(a), quando conseguir a
pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum.
PARA OGUM TRAZER UMA PESSOA DE VOLTA
1 oberó
Farofa de mel
Canjica por cima do padê
1 acará aberto no meio (em cada banda colocar 3 vezes o nome da pessoa)
1 miolo de boi (colocar por cima do acará)
regar com azeite doce e a çúcar
3 velas
1 garrafa de vinho doce
Oferecer a Ogun para que traga Fulano(a) de volta
EBO UNIÃO
1 panela de barro
2 quilos de canjica
Dendê
Me!
Azeite doce
1/2 It de leite de coco
Camarão seco
9 velas
Moedas correntes
Pedidos a Yemonj á , Ogum, união , amor, saúde e paz.
EB Ó AMARRAÇÃO
1 obi
Mel
1 vaso de planta sem espinho
Fita branca e amarela
3 vezes o nome um por cima do outro
Açúcar
Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, a çú car, amarrar com as fitas por dentro do vaso e
plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o norne de fulano(a), quando conseguir a
pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum.
EBÓ DE SEPARAÇÃO (2)
2 alguidás
Pólvora
1 casal de bruxo
21 vezes o nome escrito (dos dois)
Jogar a pólvora no alguidar com o casal no meio, tampar com outro
alguidar, põe fogo e deixa queimar, põe e no bale (cemit é rio) ou
encruzilhada.
EBÓ DE SEPARAÇÃO (3)
O nome da pessoa no coité, soca junto com pimenta malagueta, põe
cachaça, após joga-se café fervendo por trás de uma porta onde tenha
bastante sujeira, só despache após ver o resultado.
EBÓ DE SEPARAÇÃO (4)
1 garrafa de cachaça, 7 vezes o nome dentro , tampa-se, leva em uma
encruzilhada ou num mato que não tenha bananeira. Ofereça a Exu
Mularnbo e diz: " COMO ESSA GARRAFA ROLAR, QUE ROLE
COM FULANO(A) DA VIDA DE .........(NOME), ROLAR DE
MANEIRA
QUEBRE A GARRAFA, E VIRE-SE DE COSTA E VAI EMBORA."
EBÓ PARA TOMAR NOJO OU RAIVA DA PESSOA E SE
AFASTAR
1 miolo de boi inteiro
1 ovo
1 boneco de pano ( com alguma coisa pessoal da pessoa )
1 vela
Procurar uma á rvore seca, fazer um buraco no p é da á rvore, por o
boneco por cima do miolo ( o boneco sentado) e colocar o ovo e
enterrar, acender uma vela e dizer assim: " COMO ESTA Á RVORE N
à O GERMINA, ESTE MIOLO VAI APODRECER E ESTE OVO
VAI GORAR ASSIM QUE O FULANO(A) SENTE POR MIM VAI
SECAR."
EBÓ DE SAÚDE
8 conchas de ostra
9 peixinhos de aquário
8 eJo (indés de prata pequeno)
8 Moedas
Ebó para o Amor
Material:
07 Maçãs vermelhas
07 Botões de Rosas vermelhas
07 Velas Vermelha e Branca
04 galhos de pitangueira
Mel
07 Papéis com os nomes escritos
Coloque os nomes em cada maçã.
Forme um círculo de maçãs numa bandeja.
Ponha as velas e os galhos de pitangueira por fora do círculo de maçãs.
Despeje mel por cima
Despache no mato acendendo as velas e fazendo seus pedidos e oferecendo á Yansã.
Ebó de Oxum para Prosperidade
Numa tigela de vidro coloque os ingredientes, obedecendo a ordem a seguir:
08 Moedas;
01 Punhado de Farinha de Milho;
Mel;
Água até a proximidade da borda da tigela;
Perfume;
Pétalas de Flores Amarelas.
Deixe em sua casa ou no local de trabalho durante 07 dias. Despache num verde, reaproveite as
moedas e a tigela de vidro.
Peça á Oxum properidade e fartura.
Para Afastar Pessoas Indesejáveis
Torre numa panela velha os seguintes ingredientes:
07 Grãos de Milho;
07 Grãos de Feijão;
07 Grãos de Amendoim:
03 Pimentas;
Os nomes das pessoas indesejáveis escritos num papel.
Chame pelas pessoas enquanto mexe na panela.
Depois de torrado, triture até se transformar em pó.
Assopre numa encruzilhada mandando as pessoas para longe de sua vida.
Para Conseguir seus Objetivos
Pegue uma tigela de vidro e coloque no fundo um papel com seus objetivos escritos. Coloque mel
por cima. Encha a tigela com água e 08 flores brancas. Guarde por 08 dias. Despache no verde. Faça
todos os seus pedido á Oxalá.
Para Estreitar Laços de Amizade e Melhorar o Relacionamento Familiar
Material
Camjica Amarela cozida;
04 Quindins;
08 Balas de Mel;
Os nomes escreitos num papel.
Arrume tudo numa bandeja e despache na praia fazendo seus pedidos á Oxum.
Banho para Yemanjá Ajudar a Conquistar as Coisas que Deseja
Material
Água morna
FOlhas de Pata de Vaca;
Folhas de Tapete de Oxalá (boldo);
Mel
Flores Brancas
Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água e de frente para a bacia macere as
folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente em seu objetivos. Acrescente 08 gotas de
perfume. Tome o bnaho do pescoço para baixo.
Neutralizar Pessoas Fofoqueiras
Escreva o nome da fofoqueira num papel, enrole-o e coloque dentro de uma pimenta dedo-de-moça.
Numa quarta-feira, deixe a pimenta fora de casa (no sereno, mas onde ninguém veja).
Na sexta-feira, torre a pimenta, e transforme-a em pó. Jogue um pouco de pó nas costas da
fofoqueira.
Separar a Rival de Seu Amado
01 Maçã vermelha;
01 Lâmina de barbear;
01 Pedaço de papel;
01 Vidro de boca larga e com tampa;
Azeite de dendê.
Faça na Lua Minguante. Crave a lâmina no lato da maçã. Em um dos lados do papel escreva o nome
da rival e no outro do seu amado. Coloque o papel com os nomes na lâmina.
Ponha a maçã dentro do vidro e encha-o com dendê.
Feche o vidro, despache no verde ou quebre-o num cruzeiro. Saia sem olhar para trás.
ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE )
7 velas
7 folhas de mamona padé de dendê e de mel
akaçá
Feijão fradinho torrado Milho Torrado Deburu
Dar um frango ao exú da casa, só o ejé , por um pouco de pàdé de dendê , feijã o
fradinho, milho vermelho, deburú , akaçá em cada folha e por uma parle do frango em
cada folha; cabeça, 1 pé , outra um rabo, a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na
rua da casa virada para a rua principal e o resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na
volta vir jogando pàdéde mel na rua até a porta de cassa chamando cliente, dinheiro e
etc. Por no Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato de milho vermelho
EBÓ CLIENTE
7 folhas de mamona com; p à d é de mel, dend ê ,
7 akaçás vermelho
7 akaçás branco
7 moedas
1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo abertura de caminho.
ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE )
7 velas
7 folhas de mamona Padê de dendê e de mel akaçá
Feijão fradinho torrado Milho Torrado Deburu
Dar um frango ao exú da casa, só o ejé, por um pouco de padê de dendê, feijão fradinho, milho
vermelho, deburú, akaçá em cada folha e por uma parte do frango em cada folha; cabeça, 1 pé, outra
um rabo, a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na rua da casa virada para a rua principal e o
resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na volta vir jogando padê de mel na ma até a porta de
cassa chamando cliente, dinheiro e etc.. Por no Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato de milho
vermelho
EBO CLIENTE
7 folhas de mamona com; padê de mel, dendê,
7 akaçás vermelho
7 akaçás branco
7 moedas
1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo abertura de caminho.
EBÓ OKARÃ ESU
7 padès diferente
3 akaçás
7 acarajés
7 punhados de deburú
7 velas
Vá metro branco, preto e vermelho
1 frango
EBÓ DE ESÚ NA RUA
cartucho de pólvora
garrafa de cachaça ou champanhe
CHARUTOS, CIGARROS.
adúrà orí
BÍ MO JÍ LÒWÚRÒ
MÁÀ FI OWQ KANRI
N'JÉORÍÀJIRÉ?
ORÍ MI AJIKE
A BA NÍ WÁYÉ
MÁSÉ GBÀGBÉ LÀÍWA
IGBÁ, AJÈ KÁRÍ
SÈSÈ LÉNUN EIYE
SÈSÈ LÉNUN ÈGÀ
Ò WÒ IRÁ WÒ TÍTÍ KÔ DÊ ILÉ
K'Ó WÀ RÍ OMO PÓNLE
LÒJÓ JÚMÓN SÉ OHUN RERE
ORÍ WÒ ÒNÒN IBI RERE FÚN MI
GBÈÈMI IRE
ÒRÍSÁ WÒ IBIRE SÍ MI BÉÈ IHÒ ASE
Tradução
Pergunto ao meu Eléèdá
Minha cabeça, como está você hoje?
Minha cabeça eu trato como o Àjiké
Aquela que veio conosco para este mundo,
E que nunca se esquece de nós
Conteúdo de riquezas é o Òrisà que toco nele pela manhã e peço orientação para
resolver meus problemas.
O bico do pássaro comprido é ligado à cabeça
O bico do Ègá é comprido
Ele olha e vê as estrelas até onde nunca estive
Aquele que está olhando os filhos que o elogiam
Todas as manhãs fazendo com eles tenham sorte
Cabeça olhe meus caminhos para que sejam bons pra mim
Guie-me e dê-me sorte
Òrïsà olhe meus passos para que sejam bons pra mim, mesmo que seja num buraco.
Assim seja!
O JOGO DE BÚZIOS
"O jogo de búzios tem por finalidade identificar nosso Orixá (Ori=Cabeça (física e astral) +
Ixá=guardião); ou seja , problemas de plano astral, espiritual, material e suas soluções". O jogo de
búzios é uma leitura divinatória e esotérica por excelência, utilizado como consulta, quer seja; para
identificar nosso orixá (ori= cabeça + ixá=guardião), que é a mesma figura do anjo de guarda; a
situação material, astral e espiritual, principalmente com relação a problemas e dificuldades.
Portanto de uma forma definitiva - ninguém "fala" ao nosso ouvido, nem Exú e tampouco Oxum, os
quais tem forte influência sobre o jogo, mas não desta forma, se assim fosse, não seria necessário
jogá-los.
A leitura esotérica divinatória está diretamente ligada à Òrúnmìlà, cujos babalorixás, são seus porta-
vozes, outras lendas africanas, mostram a ligação do jogo de búzios com Exú, Oxum e Oxalá. No
capítulo destinado à Ifá e Odù, consta essa estreita relação entre Exú e Ifá.
O jogo de búzios é exclusivo dos candomblecistas praticantes e reconhecidamente iniciados, fora
isso É FARSA, É MENTIRA, É ENGODO.
Os búzios são jogados em número de dezesseis, que correspondem aos dezesseis odús principais,
quer sejam: okaran (exú), ejioko (ogum, ibeji), etaogunda (obaluayiê, ogun), iorosun (yemanjá, oya),
oxê (oxum), obara (Oxossi, logunedé e xangô), odí (omolu oxosse e oxalá), egionile (oxaguian), ossá
(oyá, yewa e yemanjá), ofum (oxalufan), owarim (oyá, oguy e exu), egilexebora (xangô, oba, iroko),
egioligibam (nanã), iká (ossain e oxumare), obeogundá (ogun, ewá e obá) e alafia (orixalá, isto é,
todos os outros Orixás funfun). Duas formas são as mais utilizadas, sobre a urupema (peneira
(totalmente aboolido em ketou)), ou sobre erindilogun (fio de contas), que em alguns casos, nele
constam os dezesseis orixás cultuados atualmente no Brasil; igualmente constam desta parafernália:
uma otá, uma vela branca, um adjá (espécie de sineta) usado para saudar os orixás, abrir o jogo e
convocar o eledá do consulente para que permita uma boa leitura; água; indispensável os fios de
Oxalá e Oxum; um côco de ifá; moedas; favas; obi; orobô; um imã; uma fava (semente) especial que
represente no jogo o eledá consultado, aforante a isso um preparo do babalorixá, e os orôs (rezas)
necessários.
Para uma boa leitura de búzios, três situações são fundamentais:
1) Conhecimento e aprendizado.
2) Autorização, através de ritual próprio, o qual é ministrado por sacerdote responsável, tendo o
iniciado passado por completo, com seriedade e merecimento, seu período de iniciação, que são no
mínimo 7 anos.
3) Seriedade do consultor e do consulente.
Esses são pré-requisitos básicos para uma leitura honesta e imparcial.
Muito importante, quem "responde" no jogo de búzios é o orixá do consulente, ele é quem determina
a formação dos búzios para serem analisados, é uma espécie de permissão, do orixá, para que a
situação do seu filho seja exposta.
A forma de jogo mais usual, é a da leitura por odú, feita pela quantidade de búzios "abertos" ou
"fechados", em que o babalorixá, deverá efetuar várias jogadas para uma leitura mais completa, em
alguns jogos, cada queda corresponde a um único odú-orixá.
O porque e para que se consultam os búzios ? Pelo mesmo princípio que se vai ao médico, só vai
quem está doente ou para uma avaliação de rotina, da mesma forma, que só toma remédio quem está
doente, só se deve fazer algo, se houver alguma necessidade.
O futuro - é grande questão dos consulentes, no jogo de búzios, pode-se fazer "perguntas", cujas
respostas não são detalhadas, mas de uma maneira geral é sim ou não, provável e se não fosse assim
não haveria babalorixá pobre neste mundo, o futuro a Deus pertence, esta é uma frase sábia que
alguém com muita propriedade disse um dia. O futuro depende muito dos nossos atos presentes, o
exercício do nosso livre arbítrio é constante, nada está definitivamente marcado ou decidido, a partir
do instante que exercemos nossa vontade, podemos modificar a todo instante nosso futuro; exemplos
simples: se alguém fica doente e acha que é o destino, vai morrer, mas, se procurar um médico, vai
se curar; o futuro foi alterado; assim alguém que perca seu emprego, se ficar em casa, vai passar
fome, se sair e procurar um emprego, terá grande chance de conseguir e novamente alterar seu
futuro; e assim com tudo na vida; uma grande questão é que muitas pessoas acham que seu orixá,
anjo da guarda ou Deus, tem saber de tudo, das suas necessidades, dos seus problemas e
simplesmente resolvê-los, antes assim fosse, porém, mais uma vez é necessário que o nosso livre
arbítrio e o nosso querer, tem que ser constante em nosso dia a dia. Não podemos esperar que as
pessoas "adivinhem" ou saibam o que estamos querendo ou precisando, se não falarmos, se não nos
comunicarmos, é evidente que se tem uma forma de fazê-lo, sempre podemos dizer o que pensamos
e precisamos, mas de uma forma correta, não agressiva, coerente. Sempre temos duas chances em
cada situação que nos apresenta, o de sim e o de não, se tentarmos, porém se não tentarmos, só resta
o não. O jogo de búzios, costumo dizer que é uma ciência exata, sabe-se ou não, não cabe meio
termo, quem sabe, talvez, ou a leitura é a expressão de uma realidade presente ou não, a forma de
checar se um jogo está correto, começa pela identificação do orixá, a cada orixá corresponde um
estereotipo de caráter e personalidade ao seu "filho", que ao lhe relatar não pode errar ou fugir das
suas principais características, que o babalorixá checa com o consulente, se tudo corresponde, as
demais situações do jogo também estarão corretas. Porém se observe, que um leitor de jogo de
búzios necessariamente tem que conhecer sobre as características que os orixás imprimem aos seus
"filhos" características estas, que em alguns casos para o mesmo orixá, tem variantes, pela sua
qualidade apresentada, ou ainda, difere determinadas características, se o "filho" for do sexo
masculino ou feminino, há que se reconhecer uma situação um pouco complexa, e não poderia ser de
outra forma, com todas essas variantes é um jogo prostituído, isto é, usado de forma inescrupulosa,
leviana, por pessoas totalmente estranhas ao processo, pelos ignorantes que se julgam conhecê-lo.
Com relação ainda à esta situação, é muito comum alguns iniciados ou até mesmo sacerdotes, que
não se preocuparam muito com o aperfeiçoamento, estudo mais detalhado, prática exaustiva,
incorrem num erro, de conhecer uma pessoa de determinado orixá, e classificar suas características
como definitivas para aquele orixá, e sempre que ver alguém com aquelas características, achar que
aquela pessoa, também será daquele orixá, generalizando para sempre todos estes casos e situações;
o erro: esta pessoa que conheceram, pode estar com o orixá errado, pois quem lhe atribuiu este orixá,
não era competente, este é um fato muitíssimo comum.
É uma forma de leitura divinatória, que não massifica, isto é, uma situação vale para muitos, como
no caso do horóscopo, mas usada de forma individual, como exemplo, o caso de gêmeos, dois ou
mais, nascem no mesmo dia, e no entanto, caráter e personalidade em muitos casos, totalmente
diversos.
FAÇA SUA CABALA E CONHEÇA SUA PERSONALIDADE E O ORIXÁ QUE
TE REGE
Ao começar escrever este artigo, eu, Babalorixá Sérgio Cigano, me dei conta do quanto
resisti a crença da cabala, porém com o tempo eu entendi que ao usarmos esse método
não para tentarmos idenficar nosso eleda, não estariamos substuindo a prática do jogo
de búzios, pois somente o jogo poderá identificar seu eleda, esclarer dúvidas e caminhos
que deverão ser seguidos em um determinado momentos das nossas vidas. A cabala
serve para identificar o signo, ou pré destino, do qual viemos para o Aye (Planeta
Terra), deixando aqui uma observação que na nossa crença jeje-nago, não acreditamos
num destino e sim em vários caminhos, podendo este tomar outros cursos e mudar a
qualquer hora, porisso temos a precisão de consultar o jogo de búzios, não para prever
futuros, como acreditam muitos leigos, mas para saber qual o melhor caminho a ser
tomado em determinada hora da nossa vida.
Durante muito tempo resisti a crença da cabala, fiz Cursos para provar que não seria
possível esta previsão, porém ao longo do tempo, percebi que em 99%, isso pra não
arriscar 100% a consulta aos números batiam exatamente com a personalidade da
pessoa.
A cabala:
Para fazer a Cabala do destino, não confundir com a cabala judaica, que é um assunto
muito mais complexo e não tendo nada a ver com a que vamos falar aqui, precisaremos
apenas da data de nascimento da pessoa a ser consultada e teremos que tomar o seguinte
procedimento:
A data do nascimeto de uma pessoa que nasceu em 24/08/1972
Pegamos os número do dia, do mes e do ano e somamos os seus valores brutos.
Por exemplo: 24/08/1972
Pegamos os número do dia, do mes e do ano e somamos os seus valores brutos.
Por exemplo: Dia mês ano
2 + 4 + 0 + 8 + 1 + 9 + 7 + 2= 33
pegamos o número 33 e continuamos a operação, pois é um número maior que 16.
3 + 3 = 6
6 = ODU OBARA
teremos a seguinte interpretação para a personalidade desta pessoa
essa pessoa é regida por Xangô Logun-Edé Osossi
Personalidade: pessoas com temperamento um tanto estourado, são de extrema
sinceridade; são um pouco tagarelas com habito de contar tudo o que irá ser feito,
evitando assim a concretização dos planos. Despertam antipatia e inveja das pessoas.
São justas e tendem a possuir bens .
A data do nascimeto de uma pessoa que nasceu em 20/12/1960
Pegamos os número do dia, do mes e do ano e somamos os seus valores brutos.
Por exemplo: 20/10/1960
dia mês ano 2 + 0 + 1 +2 + 1 + 9 + 6 + 0 = 21
neste caso dando um número maior que dezesseis que é o número máximo dos odus,
continuamos a operação pegando o “ 21 “ e somando, também seus valores brutos.
21 = 2 + 1 = 3 - onde 3= ao odu etaogunda
interpretação:
Essa pessoa é regida pelo orixá Ogun
A personalidade dos filhos deste odu
Seus filhos são pessoas conscientes que sua forca de vontade é importante para o
sucesso, persistência e coragem para tirar melhor proveito das situações, pessoas que
usam muito a razão; em seu lado negativo, traz a mentira, falsidade, fingimento, avareza
e falsa .
Conferindo o seu resultado confira a tabala para que possa saber sua personlaidade e
regência do seu Orixá:
Número 1 como resultado:
Odu okaran - 1 búzio aberto
Exu é o orixá que rege
A Personalidade dos filhos deste odu
Seus filhos são criativos, persistentes e de excelente memória. Possuem forte intuição,
são maus gostam de ficar sós, possuem aparência descuidada, são egoístas e medrosos.
Tendem ao egoísmo e ao individualismo.
Sua lenda
Era um pobre peregrino que vivia migrando. Permanecia em diversos lugares, mas,
depois de fazer as plantações, mandavam embora, ficando os donos das terras com tudo
o que ele tinha feito.
Por conselho de alguém, esse homem foi um dia a casa de um oluô, que lhe indicou um
ebó (oferenda). tendo tudo preparado, partiu o homem para a grande mata fronteiriça e,
lá chegando deu início ao serviço.
Mais tarde, ouvindo um barulho naquele lugar tão impenetrável, assustou-se. Era ogum,
o dono dessa mata misteriosa. Chegando perto, ficou ogum espreitando o estranho, até
que este, muito amedrontado, implorou misericórdia, perguntando a ogum se queria se
servir de alguma coisa servida no ebó. Que falasse sem cerimônia, pois estava tudo a
sua disposição.
Ogum aceitou tudo o que havia ali e ficou satisfeito. Perguntou, então, quem era tão
perverso a ponto de mandar o peregrino para aquela paisagem impenetrável. O homem
contou todos os percalços de sua vida.
Então, ogum, transfigurado, aterrorizante, bradou que ele pegasse o mariô e fosse
marcar as casas dos seus amigos, pois ele, ogum, iria aquela cidade à noite destruir tudo
o que lá se achasse. Iria arrasar todos os haveres lá existentes, até o solo. Dito e feito...
Ogum acabou com tudo, exceto as casas e os lugares que tenha sido demarcados pelo
homem com a colocação de mariô em cima das portas. Tudo o que havia de riqueza ali
ogum deu para ele, tudo mesmo, conforme tinha prometido.
Número 2 como resultado:
Odu megioko – dois buzios abertos
Obaluaê é o orixá regente
A personalidade dos filhos deste odu
Seus filhos são geniosos e exigentes. Impõem a sua vontade, por isso também adquirem
muitos inimigos. São alegres e felizes porém quando nada lhes sai a contento, tornam-se
sofredores. Possuem muito bom coração. São corajosos, briguentos, possuem iniciativa
própria, são ambiciosos.
Sua lenda
Dizem as histórias que havia diversos príncipes que disputavam o poder. Também havia
outros fidalgos oriundos de diversas cidades. Entre estes, havia tela-okô, que era
desprovido de todos os meios de subsistência.
E lá um dia, enquanto roçava, bem no lugar onde havia colocado o ebó que ele tinha
feito conforme a maneira decretada, tela-okô bateu com a enxada num forno enorme,
que se abriu, causando-lhe grande espanto. Chamou os companheiros que estavam mais
afastados, dizendo que tinha afundado no buraco da riqueza.
Mas, em seguida, tendo ele reconhecido ser deveras um verdadeiro tesouro da fortuna o
que encontrara, mudou repentinamente, dizendo que o que tinha encontrado era apenas
um buraco cheio de orobôs, e que estes eram tão alvos que pareciam tratar-se de
moedas.
Claro que através deste caminho de odú, entende-se que jamais devemos revelar de
onde provem nossas riquezas e não o tanto o que temos, afim de evitar invejosos,
perseguidores e ladrões.
Número 3 como resultado
Odu Etaogunda
Ogun é quem rege esta pessoa
A personalidade dos filhos deste odu
Seus filhos são pessoas conscientes que sua forca de vontade é importante para o
sucesso, persistência e coragem para tirar melhor proveito das situações, pessoas que
usam muito a razão; em seu lado negativo, traz a mentira, falsidade, fingimento, avareza
e falsa .
Uma lenda deste odu
Dizem ter existido um senhor que, depois de ter estado muito bem, ficara num estado
tão precário que, devido à extrema miséria em que se achava, viu-se forçado a procurar
todos os meios para não pôs termo à própria existência. Mas, tendo feito o que lhe
determinaram fazer e tendo esperado a melhoria das suas coisas da vida sem ter algum
resultado benéfico, foi-se para o mato com uma corda, afim de se enforcar, Foi quando,
de súbito, viu um pobre leproso que estava pelejando para botar a água de um igbin
(caramujo) na cabeça. O homem que estava prestes a cometer a ação de suicidar-se, com
grande admiração e louvor, levantou as mãos para o céu, agradecendo a olorum (deus).
Ele, que se julgava muito melhor do que aquele indigente leproso em semelhante estado
de saúde, voltou para casa bastante satisfeito e confortado com o que vira.Em pouco
tempo, foi chamado para ocupar o trono de seu pai, que falecera. Nessa ocasião, não se
esqueceu daquele leproso que estava ali abandonado. Assim que foi levado ao trono,
mandou buscar o seu companheiro de infortúnio naquele mau dia. Assim, ficar
amambos bem...
Número 4 como resultado
Yorossum quatro búzios
A pessoa que tem este Odu é regida pelo Orixá Yemanjá
Personalidade dos filhos deste odu
As pessoas deste odú pecam e sofrem por não guardarem segredo, exceto quando lhes é
conveniente- são faladoras generosas e francas; orgulhosas e exaltadas. Gostam de
ajudar o próximo, inclinam-se ao ocultismo e aos mistérios.
Lenda deste odu
Em um certo tempo um homem que se achava em situação tão precária e em tal aperto,
que não via de lado algum qualquer milagre que pudesse salvá-lo.
Ele resolveu ir até a casa de um oluô fazer o ebó (oferenda) indicado.
Feito tudo...lá se foi ele para um lugar reservado, acendeu o fogo, em seguida colocou
as pimentas maduras no lume e pôs-se a receber fumaça nos olhos.
Em um dado momento, ia passando um príncipe reinante e herdeiro do trono.
Observando aquela cena de sofrimento espontâneo, admirou-se do tal sujeito,que, no
dizer dele, estava procurando o meio mais curto possível para pôr termo à existência. O
príncipe, condoído com aquilo, o fez chegar aos seus pés e indagou dele o que havia ou
o que queria dizer aquilo. Sem demora, o homem historiou a razão daquele ato de
castigar a si próprio. Tratava-se de compromissos Em um certo tempo um homem que
se achava em situação tão precária e em tal aperto, que não via de lado algum qualquer
milagre que pudesse salvá-lo.
Ele resolveu ir até a casa de um oluô fazer o ebó (oferenda) indicado.
Feito tudo...lá se foi ele para um lugar reservado, acendeu o fogo, em seguida colocou
as pimentas maduras no lume e pôs-se a receber fumaça nos olhos.
Em um dado momento, ia passando um príncipe reinante e herdeiro do trono.
Observando aquela cena de sofrimento espontâneo, admirou-se do tal sujeito,que, no
dizer dele, estava procurando o meio mais curto possível para pôr termo à existência. O
príncipe, condoído com aquilo, o fez chegar aos seus pés e indagou dele o que havia ou
o que queria dizer aquilo. Sem demora, o homem historiou a razão daquele ato de
castigar a si próprio. Tratava-se de compromissos inadiáveis, que ele não podia cumprir.
Disse o príncipe que, tendo pena dele, não consentiria tal cena. Também sem hesitação,
o príncipe mandou-lhe uma verdadeira fortuna, com o qual o homem poderia viver toda
a sua vida, sem o menor vexame.
Número 5 como resultado
OSE 5 BÚZIOS ABERTOS
A pessoa que tem este Odu como o de nascença é regida pelo Orixá Oxum
Personalidade desses filhos são pessoas deste odú gostam de muito prazer; são pessoas
bem influentes, charmosas, ambiciosas e perigosas, principalmente no amor. Só pensam
em lucro, são precipitadas no agir; perdem grandes oportunidades por existirem
inimigos ocultos que impedem as vitórias. Tem o dom da feitiçaria. São aplicados no
trabalho. Sentimentais, amantes das descobertas e de experiências místicas e científica.
São choronas e um pouco fanáticas.
Lenda deste Odu
Conta-se que um filho de orixalá que se chamava dinheiro, que se dizia ser tão poderoso
que poderia dominar até mesmo a morte.
Este, fez uma oferenda indicada pelo babalaô e saiu maquinando como poderia trazer
preza a morte, conforme prometera diante de todos. Deitou-se na encruzilhada e as
pessoas que passavam na estrada deparavam com um homem espichado no meio do
caminho. Diziam uns:
-xi ! Está este homem esticado com a cabeça para a casa da morte, e os pés para a banda
da moléstia e os lados do corpo para o lugar da desavença.
Ouvindo tais palavras dos transeuntes, levantou-se o homem e disse, então, com ironia:
-já sei tudo o que era preciso conhecer. Estou com os meus planos já feitos.
E lá de foi ele direto para a fazenda da morte. Chegando no local, começou a bater os
tambores fúnebres de que a dona da casa(sra. Morte) fazia uso quando queria matar as
pessoas indicadas para morrer. Ela tinha uma rede preparada e, quando a morte
aproximou-se, apressada , afim de saber quem estava tocando os seus tambores, o
homem envolveu-se na rede e levou logo ao maioral orixalá. Dizendo-lhe estas
palavras:
Aqui está a morte que eu lhe prometi trazer em pessoa à vossa presença.
Orixalá, então lhe disse essas palavras:
-vai-te embora com a morte e tudo de melhor e de pior que possa haver no mundo, pois
tu és o causador de tudo o que há de bem e de mal. Some-te daqui e a leva embora e,
então, poderás possuir tudo e conquistar o universo inteiro.
Número 6 como resultado
Odu Obara – seis búzios abertos
As pessoa nascida sob este Odu são regidas pelos Orixás Xango e Logun Edé
A personalidade das pessoas nascida sob a regência deste Odu: São pessoas com temperamento um
tanto estourado, são de extrema sinceridade; são um pouco tagarelas com habito de contar tudo o que
irá ser feito, evitando assim a concretização dos planos. Despertam antipatia e inveja das pessoas.
São justas e tendem a possuir bens.
Lenda deste Odu
Dizem que no principio do mundo, 15 dos 16 odus seguiram todos à casa do oluô, afim
de procurar os meios que os fizessem mudar de sorte, mas nenhum deles fez o que foi
determinado pelo oluô. Obará um dos dezesseis odus existentes,não se encontrava no
grupo na ocasião em que os demais foram consultar o oluô. Sendo ele, porém, sabedor
do ocorrido, apressou-se em fazer o que o oluô determinara. E que os demais odús não
fizeram por simples capricho da sorte. Obará com afinco fez o máximo que pode para
conseguir seu desejo, dada a sua condição precária (de pobreza). Como era de costume,
os 15 odús de cinco em cinco dias iam à casa de olofim, e nunca convidavam obará , por
ser ele muito pobre, tanto que olhavam para ele sempre com menosprezo. Pois, então,
foram a casa de olofim, jogaram e até altas horas do dia não acertaram o que queriam
que olofim adivinhasse e, com isso, acabou que todos eles se retiraram sem ter sido
satisfeita sua curiosidade. Olofim, com desprezo, ofereceu uma abóbora a cada um
deles, e eles, para não serem indelicados levaram consigo as abóboras ofertadas.
No caminho, porém, alguém se lembrou apontando para a casa de obará, de fazer ali
uma parada, embora alguns fossem contra, dizendo que não adiantaria dar semelhante
honra a obará, pois ele era um homem simples que nunca influía em nada.
Mas um deles, mais liberal, atreveu-se a cumprimentar obara-meji com estas palavras:
-- obará, bom dia ! Como vais de saúde? Será que hás de comer com estes
companheiros de viajem?
Imediatamente respondeu ele que entrassem e se servissem da comida que quisessem.
Dito isso, foram entrando todos, eles que já vinham com muita fome, pois estavam
desde a manhã sem comer nada na casa de olofim.
A dona da casa foi ao mercado comprar carne para reforçar a comida que tinha em casa
e, em poucas horas, todos almoçaram à vontade. Depois, obará convidou todos para que
se deitassem para uma madorna, pois estavam todos cansados e o sol estava ardente.
Mais tarde, eles se despediram do colega e lhe disseram:
-fica com estas abóboras para ti ---e lá se foram satisfeitos com a gentileza e a
delicadeza do colega pobre e, até então, sem valia.
Mais tarde, quando obará procurou por comida, sua mulher o censurou por sua fraqueza
e liberalidade, dizendo que ele tinha querido mostrar ter o que não tinha, agradando a
eles que nunca olharam para ele, e nunca ligaram nem deram importância ao colega.
Porém as palavras de obará eram simples e decisivas.
-eu não faço mais do que ser delicado aos meus pares, estou cumprindo ordens e sei que
fazendo estes obséquios, virá à nossa casa prosperidade instantânea.
Finda explicação, obará pegou uma faca e cortou uma abóbora, surpreendendo-se com a
quantidade de ouro e pedras preciosas que haviam dentro dela. Surpreso, e com muita
felicidade, viu que em uma abóbora havia lhe dado o título de odú mais rico, porém
logo percebeu que haviam mais outras 14 abóboras a serem abertas e em cada uma delas
haviam outras riquezas em igual quantidade.
Obará comprou tudo que precisava, palácio e até cavalos de várias cores.
Daí que estava marcado o dia para todos os odús irem novamente à conferencia no
palácio de olófim, como era de costume, já muito cedo, achavam-se todos no palácio,
cada um no seu posto junto a olofim.
Quando obará veio vindo de sua casa com uma multidão que o acompanhava, até
mesmo os músicos de uma enorme charanga. Enfim, todos numa alegria sem par. De
vez em quando, obará mudava de um cavalo para outro em sinal à nobreza.
Os invejosos começaram a tremer e esbravejar, chamando a atenção de olofim que
indagou o que era aquilo. Foi então que lhe informaram que era obará. Então perguntou
olofim aos demais odús o que tinham feito com as abóboras que presenteara a eles.
Responderam todos que haviam jogado no quintal de obará. Disse então olofim que a
sorte estava destinada a ser do rico e próspero obará. O mais rico de todos os odús.
Número 7 como resultado
Odikassan – 7 búzios abertos
As pessoas nascidas sob a regência deste odu são regida pelos Orixás Obaluaê,
oxalufon e Exu
A personalidade das pessoas nascidas
São pessoas comunicativas e fácil amizade, são sempre traídos por amigos, são
sentimentais, tem forte poder intuitivo e psíquico. Quando espiritualizadas atingem
posição de destaque na vida. Fora isso levam a vida em duras penas, tendo dificuldade
de conviver com os impulsos. São desconfiados e ciumentos, possuem sorte para o jogo.
Gostam de adivinhar ...
Lenda deste Odu
Conta-se a história de um homem que era escravo e um dia se viu abraçado em um
eminente perigo. Este homem foi amarrado por dele terem dito que cometera um crime.
Segundo as leis daquela terra, botaram o homem num caixão grande todo pregado e
deitaram a caixa rio abaixo. Por uma dessas coincidências que sempre acontecem no
destino* das criaturas, a correnteza lançou o caixão na praia duma cidade cujo o rei
estava morto e enterrado, e onde os súditos ainda estavam guardando luto.
Acontece que ali haviam muitos príncipes com direito a sucessão imediata, mas sobre
todos pesava alguma grave acusação, de forma que não se sabia como haviam de decidir
o complicadíssimo problema da sucessão do rei morto, como nunca jamais acontecera
na história do dito povo. Depois de muito cogitar do assunto, foi decidido que
marcassem um prazo para surgisse uma pessoa estranha àquela nação que assumiria o
governo e seria o rei daquela terra daí em diante.
Dito e feito, esse homem, que tinha antes do cativeiro feito uma oferenda que o babalaô
determinara, veio ele se esbarrar, dentro do caixão, na praia de ibim, onde o acolheram e
imediatamente o elegeram rei daquele povo. Assim ficou ele sendo o venturoso rei de
uma nação . Onde só o destino (odú) poderia dar tamanha sorte.
Número 8 como resultado
Ejioline – 8 búzios abertos
As pessoas nascidas sob este Odu são regidas pelos Orixás Oxaguiã e
Xango
Personalidade: são pessoas trabalhadoras, gostam de tudo rápido, exige anseio, limpeza;
pessoas impulsivas; pessoas de espírito livre; enjoam de tudo facilmente; paixões
violentas, são curiosos, adoram viajar.
A lenda de ejionile
Naquele tempo, mandaram todas as árvores fazerem oferendas a olorum (deus) mas
nenhuma deu importância ao conselho. Somente a cajazeira fez a oferenda. Daí por
diante, todas as árvores morreram sem delongas quando estavam deitadas, exceto a
cajazeira, que mesmo deitada, caída ao chão, sempre grela e renasce.
Número 9 como resultado
Ossa – 9 búzios abertos
Quem nasce sob este Odu é regido pelos Orixás Yasâ e yemanjá
Personalidade: são pessoas autoritárias, teimosas, brigonas; tendem a ter discórdias e
rancores, possuem boas intuições e são voltados a grandes projetos de realização
pessoal. São daquelas pessoas que só acreditam vendo, porém quando acreditam
possuem forte tendência a lidar com o espiritual, são muito críticos metódicos e
individualistas.
Oxalá protege muito os seus filhos.
Lenda deste Odu
Conta-se que no princípio mandaram orumilá fazer uma oferenda citada, porém, ele não
o fez. Orixalá, sim, fez tudo conforme havia sido determinado. Num certo dia, veio
muita gente que fugia apavorada, mas o chefe e maioral do lugar, como deveria ser,
recebeu todos e os salvou das perseguições e eles, em gratidão, entregaram-lhe tudo de
valor que cada um trazia consigo, assim orixalá ficou muito próspero no devido tempo.
Ou quando chegara sua vez de ter tal fortuna.
Número 10 como resultado
Ofun – 10 búzios abertos
Orixas que regem as pessoas deste sígno são todos os Oxalás
Uma obeservação importante que deixo aqui é que não se deve pronunciar o nome deste
Odu na frente de uma pessoa que não é feita no santo e quando um olhador de búzios
estiver jogando e cair este Odu deve-se levantar e sentar-se 3 vezes em respeito, na 3ª
vez que sentar-se, soprar um pó, imaginário , em direção a rua.
As pessoas nascidas sob a regência deste Odu, geralmente são rancorosas,teimosas,
vingativas, com senso de justiça muito imparcial, tendem obter sucesso após meia
idade, são envelhecidos internamente, aparentam possuir muita calma e paciência.
Osucesso material depende do sucesso espiritual.
Lenda deste odu
Um dia foi marcado uma reunião entre todos os orixás, cada um tratou de realizar as
oferendas especificas afim que tudo transcorresse muito bem, orixalá tratou logo de
preparar a sua. Findando a feitura da oferenda, entregaram a orixalá panos brancos para
ele fazer um vestuário e penas de papagaio da costa para ele colocar em sua cabeça.
Assim feito tudo, chegou o dia da grande reunião em que todos os orixás se
apresentaram.
Orixalá apareceu de uma forma tão maravilhosa em suas vestes novas, como se fosse
iluminado pelos raios do sol. Assim, todos foram se curvando diante de tamanho brilho
da aurora nascente, juraram fidelidade e lhe deram tudo o que possuíam, com a palavra
de o adorarem para sempre...
Número 11 como resultado
Owonrin – 11 búzios abertos
São pessoa regidas por Yasã e Exu
Personalidade: são pessoas de certa forma 'perigosas", obstinados por sucesso, felizes
quando buscam profissões liberais que atuam junto ao público. Possuem muita energia,
disposição; estão em constante movimento, agito. São muito nervosos. Possuem sorte
na vida, porém são extremamente vingativos e defendem-se atacando.
Lenda deste odu
Em certo dia, uma mulher muito fiel aos orixás fora numa fonte lavar roupa levando
consigo sua criancinha. Lá havia outra mulher invejosa que, vendo que ela estava
distraída com a sua ocupação, tentou lançar a criancinha da outra numa bacia d'água.
Mas outra mulher ainda, ouvindo o chorinho da criança, correu para ali e a tirou de
dentro d"água, salvando-a do perigo, antes mesmo de sua mãe se der conta. Do horror
que acontecia.
Assim se vê o ponto onde uma pessoa má pode chegar... E também o quanto podemos
contar com a ajuda e proteção através de oferendas específicas.
Número 12 como resultado
EJÍLÀSEGBORA – 12 búzios abertos
As pessoas nascidas sob este Odu são regidas pelo Orixá Xango
Personalidade: são pessoas barulhentas, intrigantes, gostam de intrigas, orgulhosas,
vaidosas ao extremo, prepotentes, autoritários, volúveis e sovinas. Gostam de manipular
as pessoas e as situações. Possuem forte tendência a obter altas posições na sociedade,
possuem tendências a vícios, difícil de se arrepender de suas atitudes, a vitória faz parte
de sua vida, venha como vier. Porém também não estão livres do fracasso, pois assim
como se sobe, também pode-se descer.
Número 13 como resultado
EJÍOLOGBÓN – 13 búzios abertos
Quem nasce de EJÍOLOGBÓN é regido pelo Orixá Nana
São pessoas rancorosas. Teimosas, humildes, dóceis, zelosas, impacientes,
conservadoras, porém possuem difícil trato, são bastante introspectivas, em geral são
são pessoas com tempeamento e aparênica de pessoas de mais idade. Têm pavor da
morte. Sempre aparentam ter uma felicidade que na verdade não existe.
Número 14 como resultado
ÌKA – 14 búzios abertos
Quem nasce sob este Odu é regido pelos orixás Oxumare e Ossãe
As pessoas que nasceram sob a regência deste Odu fazem Boas Amizades, São
Desconfiados, Traiçoeiros, Possuem Muita Sorte Relacionado Ao Dinheiro; São Muito
Ativas, Estão Sempre Em Movimento(Ação); São Pessoas Equilibradas, Preocupam-Se
Com O Bem Estar De Outrem, Possuem Muita Liderança E Facilidade De Aprendizado,
Portanto Adoram Aprender E A Ler (Inteligentes)
Número 15 como resultado
Ogbèògùndá – 15 búzios abertos
São pessoas regidas por Obá, Ogun e Osun
São pessoas com grandes dificuldades em relacionamentos amorosos, levam vida
agitada, são batalhadoras; possuem personalidade forte e exigente. São muitas vezes
incompreendidas e vingativas. Também são muito trabalhadoras e portanto são
favorecidas nos negócios, (com pouco lucro, sucesso) mas com muita luta tendem a
vencer.
Número 16 como resultado
Aláfia – 16 búzios abertos
Orixás regente, não tem um especificamente para quem nasce com a regênica deste
Odu, pois nesta configuração responde todos os orixás.
SÃO PESSOAS QUE ALCANÇAM TRIUNFO EM TUDO, LUCROS, HERANÇAS,
VIAGENS, FELICIDADE, BOAS PROPOSTAS..
SÃO PESSOAS QUE SEMPRE PRECISAM DE ORIENTAÇÃO ESPIRITUAL, POIS
A AFLIÇÃO LHE É APARENTE.
Observação importante:
Eu aconselho a não tentar ver seu orixá por este método, pois acredito que só numa
mesa de jogo somos capazes de identificá-lo. Estou tocando neste assunto devido ao que
tenho visto por muitos tentando identificar seu eleda com este método, provocando com
isso muita polêmica no candomblé, volto a repetir que a cabala serve para identificar
nossa personalide tornando possível a busca de um auto conhecimeto levando-nos a ter
uma relação maior com todos a nossa volta e identicar quais os orixás que nos regem.
Conhecendo nossas virtudes e defeitos estamos a um passo de nos relacionarmos
melhor com o nosso meio trazendo grandes benefícios aos que nos cercam,
transformando-nos em uma nova pessoa também estaremos buscando a nossa própria
felicidade, pois na maioria das vezes, a felicidade está a todo tempo ao nosso alcance e
não conseguimos enxergá-la.
Outras definições referente ao Oriki de Exu (Em português) segunda vesão.
Com a licença dos guerreiros protetores e tomando emprestado um título de Reginaldo
Prandi, lanço aqui algumas opiniões, ilustrações, citações, rimas, provérbios,
depoimentos, cantigas, poemas, transas, transes, e tranças sobre espiritualidade e as suas
inúmeras manifestações na cultura pop.
Exu. Nas palavras de Jorge Amado: “Exu come tudo que a boca come, bebe cachaça, é
um cavaleiro andante e um menino reinador. Gosta de balbúrdia, senhor dos caminhos,
mensageiro dos deuses, correio dos orixás, um capeta. Por isso, sincretizaram-no com o
Diabo; em verdade ele é apenas o orixá em movimento, amigo de um bafafá, de uma
confusão mas no fundo, excelente pessoa. De certa maneira é o não onde existe o sim; o
contra em meio ao favor; o intrépido e invencível.”
Sem Exu, os Orixás não podem ajudar seus fiéis. Exu transforma o conflito em
harmonia. Tudo sabe, ouve e transmite. Garante a eternidade do povo e a continuidade
do homem.
ORIKI
Escreveu certa vez Antônio Risério: “Tudo o que existe, aqui ou no outro mundo, pode
ser premiado com a composição de um oriki. Orikis são emitidos para ninar crianças,
celebrar deuses, receber visitas, batizados, noivados e funerais. Em suma, pontuam
todos os momentos da existência social na Iorubalândia. Oriki. Música verbal.
Melopéia. É bom enfatizar que ninguém emite um oriki de orixá em vão. Recitar ou
cantar um oriki de Oxossi, por exemplo, é o mesmo que recitar um poema de Blake, ou
cantar um blues de Billie Holiday.”
ORIKI de EXU:
Laroiê!
Rei da Astúcia.
Senhor dos Ardis.
Margem, Zona de Fronteira.
Ruas, Esquinas, Estradas.
Interstícios.
Personalidade Liminóide.
Inocência de criança e licença de ancião.
Protetor do Terreiro.
Porteiro e guardião.
Sempre invocado para o bom desenrolar da festa.
Madeira que cupim não rói.
Braço direito de Orunmilá.
Anda pelos campos, anda entre os ebós.
Atirando uma pedra hoje,
Mata um pássaro ontem.
MUSIFIN VULGO EXU DA CAPA PRETA
Musifin ou Exu da Capa Preta, se trata de uma entidade que quando vida teve
viveu com o titulo de Conde em uma época remota, mais antiga do que a própria
antiguidade, algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da
biografia desta entidade em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia.
Foi um Bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia negra,
da Alquimia, da quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos
através da magologia.
Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da
prática da Magia e hoje incorpora em um médio para dar consultas e resolver
problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu
poder de Exu.
Quem recorre a esta poderosa entidade, para solucionar os seus problemas, seja
ele de ordem física ou espiritual, jamais vivera em vão.
Exú Capa Preta esta na hierarquia cabalística como Décimo sétimo comandado de
exu calunga. Seu poder esta nas encruzilhadas e também no cemitérios, alem de
realizar trabalhos dentro de seu circulo cabalístico nos terreiros de kimbanda nos
quais ele predomina, tem como curiador o marafó e todas as bebidas destiladas.
Recebe também oferendas de pade(Farofas), carne de porco, ejé, Pimenta e etc...
Ao realizar seus trabalhos se transforma num bruxo poderoso em volta da sua
capa, fazendo evocações não à problemas que ele não possa solucionar.
SEJA BEM VINDO! AO REINO DE EXÚ CAPA PRETA (MUSIFIN)
Atenção:Esse Exú é chamado de faca de dois gume (Pratica o bem e o mal,
conforme for solicitado), se você não tem um problema, não solicite seus serviços.
Assentamento de Orixá, Igba orixá, assentamentos de
todos orixás no candomblé. Assentamentos dos orixás
mais importantes.
Publicado em 21 de abril de 2009por toluaye
14 Votes
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Igba orixa, ibá orixa ou simplesmente ibá é o nome dos
assentamentos sagrados dos orixás na cultura nago vodun, onde são
colocados apetrechos e fetiches inerente a cada um deles na feitura
de santo. Ao lado de cada um dos igbas encontramos talhas,
quartinhas e quartiões, que devem conter o líquido mais precioso da
vida chamado pelo povo do santo de omin (água).
Cada igba orixa é uma representação material e pessoal,
simbolizando a captação de energia oriundo da natureza, ligado aos
orixás correspondentes e sempre emanando energias para seus
adeptos e crentes.
Assentamentos (igba orixá) mais importantes num terreiro de
candomblé
Igba exu
Igba ogun
Igba oxosse
Igba ossaim
Igba obaluaye
Igba omolu
Igba xango
Igba oxumare
Igba iywa
Igba oxun
Igba yemanja
Igba oya
Igba oba
Igba nanã
Igba logunede
Igba oxaguian
Igba oxalufan
Igba Ori
Igba exu ou assentamento de exu como é chamado
comumente pelo povo de santo, são confeccionados de várias formas, muitos
são vistos em panela de ferro, alguidá, panela de barro, muitas vezes modelado
com tabatinga, em forma humana completa, ou apenas busto, com olhos e boca
feito de búzios. Igba exu também pode ser representado por uma pedra,
preferencialmente de laterita ou um montículo de terra, contendo vários
elementos do reino animal, vegetal e mineral.
Uma mistura especial é feita pelo babalorixá ou iyalorixá, em conjuto com a
Iyamorô, contendo azeite-de-dendê, mel, vinho, diversos tipos de bebida
alcoolica e sal. As folhas sagradas de exu são maceradas com enxofre, mercúrio,
carvão vegetal, inúmeros tipos de pimentas, não pode faltar (atarê, lelecun,
begerecum, aridan e aberê).
Pelo menos sete tipos de metais são colocados: Ouro, prata, cobre, zinco, ferro,
níquel e estanho, depois de ser banhado em água sagrada. Juntando-se tudo a
terra de sete encruzilhadas e de alguns estabelecimentos comerciais e coloca no
respectivo recipiente, ornando com os tridentes e lanças, moedas antigas e
atuais, e muitos búzios. Deve conter no assentamento pelo menos uma
quartinha com quatro búzios dentro, para fazer a consulta em momento
oportuno.
Nota: Todos assentamentos (igba orixá), devem ser preparados e sacralizados
em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.
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Igba ogun ou assentamento de ogum como é chamado
popularmente pelo povo de santo, são construídos de várias formas,
seguindo o mesmo princípio. As vezes são vistos em panela de ferro,
alguidá, panela de barro, ou recipientes de metal como
cobre,alumínio e bronze, todavia sempre com artefatos do metal
ferro,(martelo, foice, espada, torquês, pá, picareta, facão), no
mínimo de sete ferramentas e no máximo de vinte e uma. Justificado
a mitologia Yoruba como o orixá ferreiro, senhor dos metais,
caminhos e da agricultura.
Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
Determinados assentamentos de ogum são preparados da mesma
forma do Igba exu, embora o ato de sacralização seja diferente.
Nota: Todos assentamentos igba orixá , devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.
Igba oxosse ou assentamento de oxosse como é
chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos de duas
formas, todavia as duas formas são semelhantes no que se refere a
um artefato de ferro em forma de arco e flecha denominado de ofá e
um otá de cor escura.
Diferença
O ofá é fixado numa haste do mesmo metal, com base arredondada
para que o conjunto possa ficar em pé dentro de uma alguidá ou
qualquer outro recipiente de barro. A grande diferença é que alguns
assentamentos são confeccionados com uma mistura especial de
argamassa, contendo vários elementos do reino animal, vegetal e
mineral como folha sagrada, oguê, iruexin, rabo de tatu, chifre de
veado e o ofá fixado nesta mistura sagrada.
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
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funcionamento e torná-la mais útil para
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Igba ossaim, assentamento de osain ou agué,
como é chamado popularmente pela cultura Jeje-Nago, são
construídos com recipientes de barro como alguidá, quartinha, talha
etc.
Confecção
Sobreposto em um alguidá um vasso de barro ou talha de duas ou
três alças, são dispostos vários apetrechos, são encontrados vários
tipos de búzios, moedas antigas de prata, cobre e níquel, vários tipos
de sementes como aridan olho de boi, lelecun, bejerecum, aribé, obi,
atarê orobô, miniatura de cachimbo em quantidade de quatorze (14)
confirmando sua ligação com os odus iká e uma argamassa com
variado tipo de folha sagrada, em especial sete plantas chamadas
gervão,akoko, Irokò, Kunkundukunku, Ewê lará, peregun, Iji opé.
Nesta mistura perfeita fixa um Oposayin "ferramenta de ossaim"
(uma haste central com um pássaro na ponta construído de ferro, do
meio dessa haste saem sete pontas, onde são colocados os
cachimbos, em baixo o sagrado apetrecho mais importante de todos
os orixas, o otá.
Geralmente uma talha ou um pote bem grande contendo no mínimo
quatorze (14) tipos de folha sagrada e uma pequena cabaça cheia de
fumo de corda, serve de suporte para este precioso igba orixa.
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
Igba obaluaye ou assentamento de
obaluaye como é chamado popularmente pelo povo de santo,
são construídos com dois recipientes de barros de formas
arredondadas, na parte inferior um alguidá e na parte superior um
cuscuzeiro, simbolizando o planeta terra, em alusão ao seu nome,
Oba (rei), Olu (senhor), Aye (mundo ou Planeta terra), "Beniste
Orum Aye".
Confecção
Dentro do alguidá são dispostos vários apetrechos, dependendo da
qualidade deste misterioso e complexo orixá. São encontrados
vários tipos de búzios, pérola de agua doce e salgada, moedas antigas
de prata, vários tipos de sementes como aridan e olho de boi,
miniatura de xaxará e uma argamassa com variado tipo de folha
sagrada, em especial uma planta chamada gervão, onde é fixado uma
pena de ekodidé e o sagrado apetrcho mais importate de todos os
orixas, o otá.
A parte superior é um cuscuzeiro de barro com sete orificios, onde
são depositadas cuidadosamente as sete lanças chamadas de Ichã,
ornado com grande quantidade de búzio (religião) e marfim. Não
necessáriamente das presas do elefante, sabendo-se que toda a parte
compacta e branca que constitui a maior parte dos dentes dos
mamíferos são marfins.
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
Igba xango ou assentamento de xango como é
chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com
recipientes de madeira denominado de gamela, podendo ser de
formato arredondadas ou ovaladas. São utilizadas três tipos de
árvores diferentes em sua construção, conhecida no Brasil como
jenipapeiro, jaqueira e umbaúba.
Confecção
Dentro da gamela principal tem dispostos vários apetrechos,
podemos encontrar várias moedas de cobre, pulseiras e pequenos
machados do mesmo metal, três tipos de sementes são
indispensáveis, são elas aribés, orobôs e aridans em quantidade de 6
em acordo com o odu obara ou 12 ejilaxebora. Um apetrecho
especial, bem peculiar a este grande orixá é o meteorito, podendo
ser aerólito, astrólito, meteorólito, uranólito, pedra-de-raio.
Todavia, muitas pedras (itá) consagrada ao orixá xango tem formato
de machado, em particular uma pedras do período neolítico,
utilizadas como utensílios pelos humanos na pré-história fazem
parte do igba orixá, também chamada de Aráodu.
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
Igba oxumare, assentamento de
oxumare, dan, dangbe, e becem como é chamado popularmente
pela cultura Jeje-Nago, são construídos com recipientes de barro
como alguidá, cuscuzeiro, quartinha, talha etc.
Confecção
Dentro de um alguidá ou cuscuzeiro "de pé", são dispostos vários
apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo
orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e
salgada, moedas antigas de prata, vários tipos de sementes como
aridan olho de boi, orobô, miniatura de serpente em quantidade de
quatorze (14) confirmando sua ligação com os odus iká e uma
argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial duas
plantas chamadas gervão e Kunkundukunku, onde é fixado um
caduceu e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o
otá.
Geralmente uma talha ou um pote bem grande é ornada com grande
quantidade de conchas e búzios, contendo o líquido mais precioso do
universo denominado de Omim preferencialmente de chuva, serve
de suporte para este precioso igba orixa.
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
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funcionamento e torná-la mais útil para
você. http://www.toluaye.com/doacao.htm
Igba oxun ou assentamento de oxum como é
chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com
materiais de porcelana ou louça de cores variada, mas sempre com
detalhes na cor amarela e dourada, simbolizando sua ligação e
domínio com a gema do ovo. Geralmente no centro da terrina sai
uma haste com um abebé ou um peixe dourado na ponta, construído
de metal amarelo, chamado de ferramenta de oxum.
Confecção
Dentro de uma terrina de porcelana ou louça são dispostos vários
apetrechos, são encontrados uma média de oito (8) ou dezeseis (16)
búzios, cinco (5) pequenas bolas de ouro e cobre, obis, moedas de
cobre e ouro, confirmando sua ligação com o odu Ôxê, e o sagrado
apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso
conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa,
azeite doce em algus tipos de oxum azeite de dendê e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana,
sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente
equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais,
ornados com búzios de praia, colares de ouro, colheres douradas e
muitas jóias a depender da posse do iniciado. Tudo colocado
cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de
água, geralmente com muito perfume, chamada pelo povo de santo
de água de cheiro .
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são iIgba yemanja ou
assentamento de yemanja como é chamado popularmente pelo povo
de santo, são construídos com materiais de porcelana, louça ou
cristal, geralmente na cor branca, mas podendo ser de cores
variadas dependendo da qualidade.
Confecção
Dentro de uma terrina de porcelana, louça ou cristal são dispostos
vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou
dezeseis (16): búzio, pérola de agua doce e salgada, obis, fava de
yemanja aridan moedas de prata, confirmando sua ligação com o
odu ossá, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas,
o otá, tudo isso conservado com azeite doce, manteiga de karité
chamado de ori ou limo da costa e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana,
sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente
equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais,
ornados com conchas e vários cristais que termina em pirâmides de
seis lados e conservados em água dentro do vaso do mesmo material.
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
Igba Oya ou assentamento de iansan como é chamado popularmente
pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou
louça de cores variada, mas sempre com detalhes na cor vermelha
ou marron, simbolizando sua ligação com o fogo. Geralmente no
centro da terrina sai uma haste com uma espada na ponta,
construído de metal acobriado, chamado de ferramenta de Oya.
Confecção
Dentro de uma terrina de porcelana ou louça são dispostos vários
apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezesseis
(16) búzios, nove (9) ou sete (7) pequenas bolas de ouro e cobre,
obis, moedas de cobre e ouro, confirmando sua ligação com o odu
ossá e odi, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas,
o otá, tudo isso conservado com azeite de dendê, mel de abelha e
azeite doce.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana,
sobre um (1) prato que servirá de apoio e mais oito devidamente
equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais,
ornados com dois (2) ogues, dois (2) erukeres e nove (9) idés de
cobre ou de ouro a depender da posse do iniciado. Tudo colocado
cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de
água, geralmente de chuva ou de rio.
Peculiaridade no igba de oya
igbale
Assentos de Oya ygbale no Candomblé.Dentro de uma terrina de
porcelana ou louça exclusivamente na cor branca ou branca e
prateada são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma
média de nove (9) a onze (11) búzios, nove (9) ou onze (11) pequenas
bolas de ouro branco e prata, obis, moedas de prata e ouro branco,
confirmando sua ligação com o odu ossá e owarin, e o sagrado
apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso
conservado com mel de abelha, azeite doce e manteiga de karité
chamado de ori ou limo da costa.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana,
sobre um (2) prato que servirá de apoio e mais oito devidamente
equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais,
ornados com dois (2) ogues, dois (2) erukeres, onze (11) idés de
prata ou de ouro branco, nove (9) ichãs e uma grande cabaça, que
será utilizada nos rituais fúnebres denominado de axexe. Tudo
colocado cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana
cheia de areia ou terra, simbolizando sua ligação com mensan orum
e os ancestrais (eguns).
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
.
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Igba yemanja ou assentamento de
yemanja como é chamado popularmente pelo povo de santo, são
construídos com materiais de porcelana, louça ou cristal,
geralmente na cor branca, mas podendo ser de cores variadas
dependendo da qualidade.
Confecção
Dentro de uma terrina de porcelana, louça ou cristal são dispostos
vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou
dezeseis (16): búzio, pérola de agua doce e salgada, obis, fava de
yemanja aridan moedas de prata, confirmando sua ligação com o
odu ossá, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas,
o otá, tudo isso conservado com azeite doce, manteiga de karité
chamado de ori ou limo da costa e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana,
sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente
equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais,
ornados com conchas e vários cristais que termina em pirâmides de
seis lados e conservados em água dentro do vaso do mesmo material.
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
Igba nanã ou assentamento de nanã como é
chamado popularmente pelo povo de santo na cultura Nagô-Vodun,
são construídos com dois recipientes diferentes, barros e porcelana.
Confecção
Dentro de terrina de porcelana ou de barro, são dispostos vários
apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo
orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e
salgada, pulseiras de marfim, (sabendo-se que nenhum objeto de
metal pode compor este sagrado Igba orixa, pois é considerado ewo),
búzio, vários tipos de sementes como aridan, orobô, obi e olho de
boi, miniatura de ibiri e uma argamassa com variado tipo de folha
sagrada, em especial uma planta chamada gervão, onde é fixado uma
pena de ekodidé, juntamente com um montículo de efun e o sagrado
apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana,
sobre cinco (5) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente
equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais,
(confirmando sua ligação com o odu ejilobon, ornados com cascos
de Igbin utilizados nos sacrifícios, conchas e objetos de marfim.
A parte superior é coberta com um cuscuzeiro de barro com sete
orifícios, onde são depositadas cuidadosamente as sete colheres de
pau, simbolizando o ibiri, ornado com grande quantidade de búzio e
marfim. Não necessáriamente das presas do elefante, sabendo-se
que toda a parte compacta e branca que constitui a maior parte dos
dentes dos mamíferos são marfins.
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
Igba oxaguian ou assentamento de
oxaguiancomo é chamado popularmente pelo povo de santo, são
construídos com materiais de porcelana ou louça na cor branca, bem
parecido com o Igba oxalufan, diferenciando-se por determinados
apetrechos. Geralmente com um agadá "espada", escudo, mão de
pilão e pombos, todos contruidos de prata, chumbo ou estanho preso
na tampa que cobre uma terrina onde são guardados os objetos mais
valiosos deste orixá.
Confecção
Dentro de uma terrina de porcelana ou louça branca são dispostos
vários apetrechos, são encontrados uma média de oito (8) ou
dezeseis (16): búzios, pequenas bolas de chumbo, obis, moedas de
prata, confirmando sua ligação com os odus ejionile, e o sagrado
apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso
conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa,
azeite doce e mel de abelha.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana,
sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente
equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais,
ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios e objetos de
marfim, colocada cuidadosamente sobre um Pilão.
Igba oxalufan, assentamento de
oxalufan ou oxalá como é chamado popularmente pelo povo de
santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça na cor
branca, geralmente com um opaxoro preso na tampa que cobre uma
terrina onde são guardados os objetos mais valiosos.
Confecção
Dentro de uma terrina de porcelana ou louça branca são dispostos
vários apetrechos, são encontrados uma média de dez (10) ou
dezeseis (16): búzios, pequenas bolas de chumbo, obis, moedas de
prata, confirmando sua ligação com os odus ôfun e êjibé, e o sagrado
apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso
conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa.
A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana,
sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente
equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais,
ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios e objetos de
marfim.
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na
preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da
sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
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Igba ori, ou ibá ori o é o nome do assentamento sagrado
da cabeça de um individuo na cultura nago vodun, identificado no
jogo do merindilogun pelos odu ossá.
Cada igba ori é uma representação material e imaterial de um
individuo, captando constantemente energias oriundo da natureza
para equilibrar a mente do seu adeptos e crentes. É considerado o
primeiro orixá da existência (a essência real do ser). Deve ser
assentado e louvado antes de qualquer outro Orixá depois de exu no
ritual de Bori, pois só ori permite a compreensão e o transe.
O assentamentos de ori são sempre visto em recipientes de:
Porcelana (Variedade de cerâmica dura, branca e translúcida),
usado principalmente por iniciantes na feitura de santo. Vaso de
cristal (Vidro muito límpido e puro), usado por Babalorixás,
Iyalorixás e pessoas de cargo.
Dentro dos recipientes são colocados apetrechos e fetiches inerente
a cada Ori (Yoruba), geralmente uma pedra de cristal de rocha com
limpidez e transparência, e dezesseis búzios, tudo conservado em
água de chuva ou mineral. Na preparação de qualquer assentamento
de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são
imprescindíveis.
Nota: Todos assentamentos (igba orixá), devem ser preparados e
sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.
O BORI é o ritual que harmoniza o ORI, dando assim a possibilidade
de
transformar um " ORI BURUKU" em "ORI RERE".
È através do Jogo de Búzios que o Babaloorisá recebe as instruções
para
realizar este ato (BORI) ritualístico que possibilitará não só a
mudança da
sorte como também a manutenção da mesma, para que não se a
perca.
É o BORI que diminui a ansiedade, o medo, a dor e a tristeza
trazendo a
esperança, alegria e a harmonia.
Desta forma, o BORI é uma das oferendas mais importantes que visa
o bem
estar individual no Candomblé.
O Ritual de Bori é muito sério, complexo e profundo. Por isso, o
sacerdote
deve ter grande conhecimento e respeito em relação à questão do Ori
e da
evolução humana. Ori é o Orisá mais importante na vida de um
homem, uma vez
que, sem ele, o homem simplesmente não existiria. Ori significa,
literalmente, cabeça e é, misticamente, o primeiro Orisá a ser
cultuado. É
ele o portador do destino humano.
O Ritual de Bori independe de qualquer processo iniciático e
independe do
culto aos outros Orisás.(variando assim de casa para casa,mas,sem
fuigir da
finalidade em si) Seu objetivo é o de alimentar o Ori, seja qual for o
sexo,
raça, profissão, idade, nível social da pessoa. Com este ritual busca-
se o
equilíbrio através da ação do Ori, condutor do destino pessoal.
Muitas vezes
se realiza um Ritual de Bori com o objetivo de afastar o mal do
caminho da
pessoa, o que não significa que, retirada esta ameaça nenhum outro
mal possa
ocorrer. Assim sendo, o Ritual de Bori não tem "prazo de validade",
não tem
freqüência determinada (anual, semestral, mensal, etc.), devendo
ser
repetido sempre que se mostre necessário.
O Odu manifestado através do" jogo" é que determina a necessidade
de
realização do Bori e indica quais materiais devem ser usados. Há
dois tipos
de Bori:
Aquele que é considerado pré-requisito para uma iniciação, ou seja,
primeiramente se alimenta o Ori, divindade pessoal, para a seguir
alimentar
outros Orixás.
2) Aquele realizado a fim de buscar a solução de um problema que
aflige a
pessoa através do alimento oferecido ao seu Ori, sem que haja
necessidade de
iniciação.
O local mais apropriado para realização deste Ritual é a casa do
sacerdote.
Este deve Ter bom senso quanto a necessidade de recolhimento. Se o
Bori for
acompanhado de Eje, é recomendável o recolhimento como meio de
repouso e
proteção, pois o Ori que está sendo venerado não deve receber
energia do sol
nem do sereno. O recolhimento evita, ainda, que a "sombra daquele
que passou
pelo Bori seja pisada."
O sacerdote deve saber que durante este Ritual a pessoa somente
poderá
entrar em transe no momento que seu Orisá for louvado. Deve
conhecer a
finalidade e o significado de cada material que usa. Omi e Obi, por
exemplo,
são elementos indispensáveis no BORI. Omi, a água, representa paz,
abundância e fertilidade enquanto o Obi é usado para aplacar a fúria
das
adversidades, alimentar e agradar as divindades.
O jogo DE Búzios determinará, através de Odu, que material deve ser
usado no
Bori e este material poderá ser desde apenas um copo d’água e um
Obi até uma
oferenda bem grande.
ORI RERE = ORI de sorte = Cabeça de sorte, cabeça iluminada
ORI BURUKU = ORI sem sorte = Cabeça sem sorte, confusa,
insegura…
ORI INU = "Cabeça Interna"
É o ORI NU que gerencia a cabeça física do homem.
É o oriSá mais importante do ser humano, pois ele é ÚNICO, cada
pessoa tem o
seu.
É Ele quem conhece e está ligado ao destino de cada indivíduo,
conhece e
sabe das suas restrições, das suas fragilidades , das suas
potencialidades.
É no ORI que se encontra a ferramenta para a solução dos nossos
problemas…
Quando estamos em harmonia com ele, superamos os obstáculos
mais facilmente
e assim, certamente conectados à positividade interna e à dinâmica
perfeita
da natureza, encontramos a vitória e o sucesso na consecução dos
nossos
objetivos pessoais….
Como preparar banhos de ervas
Geralmente para banhos preferimos as ervas frescas, e este deve ser preparado
dentro de um ritual, o qual consiste em:
1. Nunca ferver as folhas junto com a água.
2. As folhas devem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de
louça, ágata ou potes de barro.
3. Em alguns casos, quando não houver necessidade de água quente, as
ervas devem ser quinadas diretamente sobre a água.
4. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como pôr exemplo:
água de mina, de poço ou água mineral.
COMO PREPARAR BANHOS DE ERVAS....
A tradição afro-brasileira utiliza os banhos de ervas com fins de limpeza, proteção,
harmonização ou celebração. No spa holístico Ponto de Luz, esses banhos fazem parte dos
programas de revitalização. Saiba como preparar os banhos e comece o próximo ano cheia
de energia.
Como preparar
Para o banho, são utilizadas três tipos de ervas e três galhos ou folhas de cada. O fim da
tarde ou o anoitecer são os melhores momentos para o ritual. Já na preparação, enquanto
pica as ervas em um recipiente, mantenha a consciência de seus objetivos e intenções.
Coloque um pouco de água e deixe descansar por cerca de 2 horas.
Depois do banho de higiene, complete o recipiente com ervas com água morna, feche o
chuveiro e jogue a água com as ervas sobre o corpo do pescoço para baixo. Não as esfregue
pelo corpo e não se exponha ao sol após o banho. Não é necessário se enxaguar. Recolha as
ervas do seu corpo e do chão e as devolva para a terra.
O sal grosso é muito utilizado nos banhos de limpeza por sua eficácia na mobilização
energética. No entanto, precisa ser usado em pouca quantidade e com cuidado. " Todos os
banhos são feitos do chacra laríngeo, a garganta, para baixo. Não jogamos os banhos de
ervas no chacra coronário, que fica na cabeça. Quando o banho leva sal grosso, é ainda mais
importante respeitar o coronário. O sal não deve ser jogado na cabeça em nenhuma
situação", explica Ma Deva Suvalia, gerente de terapias do Ponto de Luz.
Escolha as ervas
Limpeza:
Alecrim, arruda, guiné, lavanda (alfazema), manjericão, casca de alho, cânfora, folhas de
fumo, eucalipto, louro, mil em ramas, mirra, sálvia.
Sal grosso.
Proteção:
Canela em pau, cravo, arruda, espada de São Jorge, alecrim, artemísia, cáscara sagrada,
erva-doce, losna, lavanda, louro, poejo, tanchagem, calêndula.
Harmonização:
Folha de laranja com mel ou o suco da laranja com água morna.
Celebração:
Flores disponíveis no local e na estação do ano.
OS 16 MANDAMENTOS DE IFÁ
Os 16 Mandamentos de Ifá
1-Òkànràn=Não
fazer nada de mal a seu irmão.
2-Oyèkù=Não odiar nem reclinar os
irmãos.
3-Ògùndà=Não guardar vingança nem ferir seu irmão.
4-Ìròsùn=Não
fazer armadilhas nem caluniar os irmãos.
5-Òsé=Não invejar seu
irmão.
6-Òbàrà=Não mentir ao seu irmão.
7-Òdí=Não corromper e nem
fazer fofocas sobre seu irmão.
8-Èjìonilé=Usar bem a cabeça neste
mundo,respeitar seus Awo.
9-Òsá=Não seja falso com seu irmão.
10-Òfún=Não
furtar,não jurar em falso nem amaldiçoar.
11-Òwòrin=Não matar,não
arruinar e agradecer o bem que as pessoas façam por você.
12-Ìwóri=Evite
os escândalos e tragédias com seu irmão.
13-Ìká=Não transmitir
doenças nem corrupção por maldade.
14-Òtúrúpòn=Respeitar todos os
ancestrais.
15-Òtúrà=Respeitar seus mais velhos e todas a vida na
terra.
16-Ìrètè=Ouvindo todos esses conselhos será um pai perante
Deus.
Observação:Esses são os dezesseis mandamentos,a primeira coisa
que se ensina a um Yawo quando iniciado.Pena que nem todos iniciados
sabem ou respeita esses mandamentos pois os erros ja vem dos mais velhos
por falta de instruções religiosa.
Cargo dentro do Abassá (Terreiro ou
barracão)
O candomblé é uma seita de origem africana na qual se presta culto aos Orixás. Chegou ao
Brasil através dos negros africanos, que para cá vieram como escravos, mas trouxeram
consigo o AXÈ dos ORIXÀS e a forma de cultuá-los, o que foi o princípio do que até hoje é
praticado.
A hierarquia no Egbé (barracão) é fundamentada no tempo de iniciação no culto, obrigações
realizadas (“tempo de santo”), qualidade do Orixá, sexo do filho-de-santo e, especialmente,
pela indicação do Babalorixá, que o fará segundo a determinação dos Orixás.
A seguir relacionam-se alguns cargos no culto:
ATÔ-AXOGUN: Sacrificador de animais de dois pés.
AXOGUN: Sacrificador de todo tipo de animais.
ABAXÉ: Pessoa que ajuda na cozinha, ou cuida das crianças enquanto as mães estão
ocupadas.
IYÁ-BASSU: Pessoa responsável pela cozinha.
EBÂMI ou EBÔMI: Após sete anos como Iaô, ofertadas as obrigações devidas, o iniciado é
levantado EBÔMI. A situação do Iaô que passa à ebômi é modificada, pois ao receber o DEKÀ
(cuia do axé), poderá iniciar outras pessoas, assumindo a direção de outro barracão. Caso
não assuma tais responsabilidades e continue na mesma casa, assumirá funções específicas
como Mãe-Pequena ou Pai-Pequeno, organizador de rituais, etc…
IYÁ-KEKERÊ: Substituta da YALORIXÁ, também conhecida como Mãe-Pequena
EKEDE: Cuida dos assentamentos e quartinhas do Babá, ajuda a Mãe-Criadeira, transmite
ensinamentos soa Abiãs e zela pelos Orixás durante os rituais.
DAGÃ e OSSIDAGÃ: Despacham o padê e determinadas oferendas a Exu.
IYÁ-TEBEXÉ: Dirige o canto, obedecendo às normas do ritual.
MÃO-DE-OFÁ: Conhece e colhe as ervas do culto aos Orixás.
IABÁ (IYÁBÁ): Cozinheira do culto aos Orixás.
TIBONÃ: Fiscal das cerimônias.
OGÃ: Significa padrinho.
ALABÊ: Tocador de atabaques.
OGÃNILÛ: Chefe dos alabês, os quais dirige sob ordem direta do Babalorixá.
TÁTA: Quando o Babalorixá atinge 21 anos de atividade no seu Egbé é proclamado TÁTA
(Grande Pai). Nesse caso, ele pode escolher um filho para substituí-lo, este passará à ser
Babalorixá, dando ao Táta oportunidade de elevar-se.
VODUNCES: Poucos conseguem atingir esse grau, devido às exigências, especialmente de
tempo que é de 50 anos de culto ou Chefia.
DENOMINAÇÕES DE ZELADORES:
BABALAWÔ: Pai de Segredo
BABALORIXÁ: Pai de Orixá
BABALAXÉ: Pai da Força
BABALADÊ: Pai da Coroa
BABAOXÉ: Pai do Axé
BABAEWÉ: Pai da Folha
BABAODÊ: Pai da Navalha
BABAKEKERÊ: Pai Pequeno
BABAEFUM: Pai da Pintura do Iaô.
RITUAL DO AMACI E ABÓ INEDITO 'NOVO'
Ritual do Amaci e Abô
Todos os meses tem algo de especial nas obrigações de nosso
Terreiro, importantes na prática de nossa religião, da nossa fé. Mas o
AMACI/ABÔ, para mim é realmente muito importante por acreditar que
tem tudo a ver com a Umbanda, desde o preparo, o uso das ervas,
seus significados, a energia que emana por todos os lados, a tradição,
o ritual, e por fim seus efeitos.
É tradição do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde, o
banho de AMACI/ABÔ que realizamos uma vez ao ano, no mês de
junho, consiste basicamente na infusão das ervas, para a firmeza da
Casa e a limpeza do Espírito.
A sensação que fica quando somos banhados com o som dos
atabaques chamando por nosso Pai ou mãe de Cabeça, é de
fortalecimento, é uma vibração mais intensa provocando uma
sensação de proteção, segurança e conforto físico e mental.
São 28 ervas que banham a cabeça, este preparo, além das ervas e
feito também com água do mar, cachoeira e de chuva, mel e pétalas
de rosas brancas, ele é complementado com as 21 ervas que banham
os pés, o ABÔ, ao qual acrescentamos para maior firmeza, um pouco
de aguardente e champanhe, por se tratar de uma limpeza das bases.
Ao preparar a infusão, vou depositando na água já fervida cada erva,
dizendo seu significado e pedindo aos Orixás, que use de seus
princípios energéticos para trabalharem na limpeza, fortalecimento,
revitalização do corpo e da mente, e na evolução espiritual de cada
Filho ao lavar as extremidades, cabeças e seus pés.
Todos os Filhos que recebem e assimilam a energia e a vibração de
cada componente do AMACI e do ABÔ, que são partes da Mãe
Natureza, penetrando em seu corpo e na sua alma, terá afastado as
negatividades, abrindo seus caminhos, e alcançando um maior
equilíbrio interno, tornando-se um canal mais limpo para a
espiritualidade.
Este ano me foi pedido para divulgar o nome e o significado das ervas,
por isso reservei o meu espaço para escrever um pouco mais sobre
este ritual tão importante e significativo e transformador a serviço do
desenvolvimento espiritual tanto individual como coletivo além do
crescimento e fortalecimento de energia de nosso Templo. São eles:
AMACI:
Banho da Cabeça
Erva de Santa Maria - Atrai sentimentos de amor, amizade e limpa e
torna mais harmonioso o ambiente;
Arruda – Cria defesas contra a inveja, quebra e cria barreiras contra
demandas;
Guiné – Limpeza, descarrego das energias e influências ruins, serve
na defesa (problemas mais difíceis), encaminha e abre espaços para
bons negócios;
Alecrim - Estimulante espiritual, realça a auto estima e um astral
positivo, propicia limpeza da energia envolvente;
Manjericão – Abranda o stress, calmante natural do corpo e da mente;
Louro - Aumentar a concentração a capacidade de raciocínio e de
trabalho;
Hortelã – Faz fluir e desenrolar problemas leves, corriqueiros;
Espada de São Jorge – Limpeza e descarrego do canal de ligação
com as Entidades (Masculinas);
Espada de Iansã – Limpeza e descarrego do canal de ligação com as
Entidades (Femininas);
Levante – Encaminhar e abrir caminhos para grandes negócios com
visão e maturidade;
Tapete de Oxalá – Limpa e abre caminhos, afasta negatividades e
más influências externas e internas, vindas do íntimo, como
ansiedades, amarguras, angústias, descrença, impaciência e
intolerância;
Espinheira Santa – Combate o stress, acalma e harmoniza o intimo,
equilibra, abranda, sentimentos de ciúmes, possessividade, avareza,
inveja, rancores;
Folha da casca de Jurema – Limpeza e descarrego mais forte, mais
pesado, para cargas e influências maiores de longo tempo, vindas de
sentimentos de maldade;
Abritua – Estimula e aumenta a capacidade de concentração e
atenção, desperta o comando do mente e do corpo, desperta a "Mãe"
do corpo;
Cascara Sagrada (raiz) - Firmeza no caminho (Chão), segurança,
confiança, iniciativa, tomada de decisões importantes, objetividade;
Alfazema – Combate do stress, limpa e calmante, traz serenidade
equilíbrio de pensamentos, das reações e das atitudes;
Casca de Romã - Aumenta e reforça a defesa espiritual, traz
equilíbrio, faz reassumir o controle do espírito sobre a mente e o
emocional, ajustando os desequilíbrios;
Aniz Estrelado – Combate a insônia, relaxante, apaziguador e
relaxante do Espírito;
Folha de Goiaba – Desenrola e encaminha solução para os problemas
mais difíceis;
Folha de Pitanga - Desembaraça caminhos conturbados, definidor de
caminhos atrapalhados, enrolados, limpeza do raciocínio e da visão;
Folha de Manga – Trata de problemas acumulados e difíceis, vários e
diferentes problemas que ocorrem ao mesmo tempo, encaminha cada
um deles;
Asa-peixe – Propicia a limpeza das impurezas do espírito e de
influências espirituais;
Cavalinha – Estimula para uma sexualidade sadia e plena;
Cidreira – Combatente do estresse, a ansiedade, acalma os ânimos,
descanso e alivio de corpo e mente;
Mel e cravo – Realça a sexualidade (atrativo);
Samambaia – Fortalece as defesas contra males e influências
negativas;
Sene – Melhora a auto estima, aguça a vaidade moderada.
Sálvia – Estimula a capacidade mental e raciocínio;
ABÔ:
Banho dos pés.
O ritual do AMACI contempla também o banho dos pés, chamado de
ABÔ, feito da mesma forma tendo como base principal as ervas
abaixo descriminadas, porém de composição diferente do AMACI,
destinado à firmeza da outra extremidade do corpo, fixando as
vibrações e energias positivas da terra, com a finalidade de
descarregá-lo e protegê-lo de ações impuras e negativas.
Valeriana – Refaz as defesas, combate o stress, calmante, relaxador;
7 Sangrias – Fortalece as defesas contra o mal olhado, inveja;
Urucum – Limpa e descarrega os canais de defesa, cria um escudo
protetor;
Pimenta de macaco – Realça e estimula a sexualidade, desperta o
atrativo;
Pata de vaca – Fortalece e equilibra o espírito;
Dandá – Combatente do desânimo, cansaço, renova as forças e o
poder de reação;
Quina-quina – Equilibra as defesas, limpa e descarrega as energias
ruins;
Urtiga – Propicia o equilíbrio das funções orgânicas e emocionais;
Barba de Velho – Lava as impurezas, favorece a limpeza íntima, da
equilíbrio ao emocional, fortalece os bons sentimentos e o
pensamento;
Alfavaca – Reforça as defesas e o combate contra a inveja, ciúmes,
pensamentos contrários; 11- Cabeça-de- negro – Cria defesas no
combate a doenças de fundo mental (mente fraca e vulnerável que se
sugestiona por qualquer coisa), medos exagerados, síndromes de
pânico e outras, descarrega mente e o pensamento dos efeitos destas
influências;
Quebra-demanda – Combate e quebra quebrar demandas, feitiços,
sentimentos de maldade, pensamentos negativos que buscam atingir
e prejudicar;
Picão preto – Combate a indisposição física e emocional, o desânimo,
realça e estimula a reação positiva e equilibrada do físico e da mente;
Picão branco – Combate e quebra a demanda e feitiço, devolvendo os
mesmos para sua origem, para quem os mandou;
Pau-tenente - Controlador do equilíbrio físico, fortalece as defesas
contra doenças físicas, orgânicas;
Parapiroba – Quebra, limpa os efeitos e bloqueia contra novas
demandas;
Nó de cachorro - Estimula e aguça com naturalidade e controle a
sexualidade, permitindo uma vida saudável e equilibrada;
Catuaba – Favorece a concentração, estimula revitaliza as funções
orgânicas, capacidade mental e física;
Chapéu de Napoleão - Energético, renovador de forças, do animo, da
reação, da iniciativa e competência no estimulo a buscar e conquistar
objetivos de vida;
Unha de gato – Revigorador das fragilidades impostas por grandes e
pesadas demandas, reforço mental e físico, reabilitando na reação e
combate por suas próprias forças;
Comigo ninguém pode – Transformador da reação de combate, força,
destemor, decisão positiva, visão clara e corajosa dos problemas que
deve combater, persistência e perseverança;
ANATOMIA DO OBI
ANATOMIA DO OBI
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Conforme mencionamos, a cor do Obi Abata fresco pode variar de branco a vermelho
escuro. O Obi de 4 gomos, chamado também de Obi Mãe, é usado porque dois de seus
gomos são identificados como masculinos e os outros dois como femininos.
O número 4 representa estabilidade e a distribuição igual de masculino e feminino mostra o
perfeito equilíbrio encontrado no Obi Abata.
O culto de Ifa dá grande importância ao equilíbrio e a unificação das energias feminina e
masculina no ser.
A diferença dos gomos masculinos e femininos pode ser vista assim que o obi fresco é
aberto. Veja abaixo os métodos adequados de abrir o Obi.
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Os gomos masculinos, conhecidos como AKO OBI, ou simplesmente AKO, podem ser
reconhecidos pela linha que atravessa o meio do gomo; ela termina num ponto único na
base do gomo.
Os gomos femininos, também conhecidos como ABO OBI, ou simplesmente ABO, podem ser
reconhecidos pela linha que atravessa o centro do gomo, mas que termina num Y em vez de
num ponto só, como os gomos masculinos.
Além da natureza masculina ou feminina do gomo, cada um tem uma “cabeça” (lado maior)
que pode apontar para cima ou para baixo, esquerda ou direita durante a adivinhação. Isto é
usado em nível mais avançado da adivinhação com Obi, e não discutiremos aqui
FAÇA VOCÊ MESMO SEU BANHO DE AMACI
Aprenderemos como preparar um banho, podendo ser de:
Ervas –Descarrego Purificação – Energização.
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Preparação dos banhos ou Modo de preparar.
Os banhos de ervas devem ser preparados por pessoas
especializadas dentro dos terreiros ou por você mesmo(a), com a
orientação de seu Zelador de Santo (Pai de Santo, Ebomi).
Nos candomblés quem colhe as ervas é o Mão-de-Ofã, ou Olossain,
que antes de entrar na mata saúda Ossãe ou Ossain(orixá das ervas
e folhas) e oferece-lhe um cachimbo de barro, mel, aguardente e
moedas. Esse sacerdote que se dedica às folhas, nos cultos de
Nação, é oBabalossaim, e ele usa seus dotes a cura, para a
preparação de amacis e feitura de Santo no candomblé.
Na Umbanda, os Pais e Mães de Santo (Padrinho ou madrinha) tem o
conhecimento do uso das ervas e no preparo delas.
Vejamos a seguir:
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. Ponha água (de preferência mineral) dentro da bacia
juntamente com a erva, e macere-a até extrair o sumo.
Deixe descansar a mistura, dependendo da "dureza",
por algumas horas (flores, brotos e folhas), até por dias
(caules, cipós e raízes). Durante este processo, é
importante que o filho de fé, ou cante algum ponto
correspondente, ou ao menos esteja concentrado e
vibrando positivamente. Acenda uma vela
branca e ofereça ao seu anjo de guarda
; tome seu banho de asseio normal;
depois o de descarrego, se indicado;e,
depois tome o banho com o amaci,
lavando bem a cabeça, a nuca, o frontal e
os demais chacras, (o banho deverá
permanecer no corpo), vista uma roupa
branca. Procure se recolher por uns trinta
(30) minutos, mentalizando seu orixá. Retire
o excesso das folhas da bacia
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Em todos os , onde se usam as ervas, devemos nos
preocupar com alguns detalhes : banhos
Ao adentrar numa mata para colher ervas ou mesmo
num jardim, saudamos sempre Ossaim que é
responsável pelas folhas;
Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que
descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo;
Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê
preferência em usar as próprias mãos, já que o metal
faz com que diminua o poder energético das ervas;
Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos
caules, cascas, sementes e raízes para os banhos,
embora dificilmente usemos as raízes de uma planta,
pois estaríamos matando-a;
Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são
elementos isolantes, pois até chegarmos em casa,
estaremos passando por vários ambientes;
Lavar as ervas em água limpa e corrente;
Os banhos ritualísticos devem ser feitos com ervas
frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois
o Prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o
efeito do banho;
A quantidade de ervas, que irão compor o banho, são 1
ou 3 ou 5 ou 7 ervas diferentes e afins com o tipo de
banho.
Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em
casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas
já estão secas, não se sabe a procedência nem a
qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi
colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas
sugestivo o efeito.
Banhos feitos com água quente devem ser feitos por
meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto
é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo,
deposite as ervas e abafe com uma tampa,mantenha esta
imersão por uns 10 minutos antes de usar.
Os banhos não devem ser feitos nas horas abertas do
dia (06 horas, 12 horas ou meio-dia, 18 horas e 24
horas ou meia-noite), pois as horas abertas são horas
“livres” onde todo o tipo de energia “corre”. Só
realizamos banhos nestas horas, normalmente os
descarregos com ervas, quando uma entidade
prescrever (normalmente um Exú).
Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas,
retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria
cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou
todo o banho.
Após o banho, é importante saber desfazer-se dos
restos das ervas. Retiramos os restos das ervas que
ficaram sobre o nosso corpo, juntamos com o que ficou
no chão. E despachamos em algum local de vibração da
natureza como, por exemplo, num Rio (rio abaixo), no
mar, numa mata, etc.; Ou até mesmo em água
corrente.
APRENDA PASSO A PASSO TIRAR EBÓ
RELAÇÃO DOS EBÓS
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A forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos
mensageiros dos recados, fala-se:
OÉ-TURA-WAGBATÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OGUN - DAGBE -DE WÀ GBA TÈTÈ - CHEGUE PARA RECEBER
WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OWORUN
SERE - O GBA - TÈTÈ - RECEBA DEPRESSA OTURÁ –
AYKÓ WA GBA TÉTÉ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OTURUPON - OKARAN - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER
DEPRESSA
OKARAN - OIERU - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
" OMO ODUS DE EJIONILÊ " "OSOGUIA
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1. OLAFIN
2. ODOLUÁ
3. KUDIRÉ
4. SAGRIN
5. EBUIM
6. AKANJI
7. YALANTE
8. EKIO
9. SILIN
10. KOKONISSE
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11. IRO
12. SAKONAN
13. SOÍA DA
14. MOROSSE
15. GEA
16. DEJANISSÉ
Observações Importantes:
OSOGUIA foi o único Orixá que driblou a morte por isso ele é sempre
chamado em caso de muita aflição.
Os odús vieram primeiro que os Orixás, o n.° 06 se ele não quer
presente faz a pessoa perder tudo. Todos comem com ele e ele come
com todos, ao afastar ou tirar qualquer outro odú. também deve
imediatamente lhe agradar para que o que esteja respondendo de
forma negativa faça parir o bom.
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Ebó para o Amor
Material:
07 Maçãs vermelhas
07 Botões de Rosas vermelhas
07 Velas Vermelha e Branca
04 galhos de pitangueira
Mel
07 Papéis com os nomes escritos
Coloque os nomes em cada maçã.
Forme um círculo de maçãs numa bandeja.
Ponha as velas e os galhos de pitangueira por fora do
círculo de maçãs.
Despeje mel por cima
Despache no mato acendendo as velas e fazendo seus
pedidos e oferecendo á Yansã.
Ebó de Oxum para Prosperidade
Numa tigela de vidro coloque os ingredientes,
obedecendo a ordem a seguir:
08 Moedas;
01 Punhado de Farinha de Milho;
Mel;
Água até a proximidade da borda da tigela;
Perfume;
Pétalas de Flores Amarelas.
Deixe em sua casa ou no local de trabalho durante 07
dias. Despache num verde, reaproveite as moedas e a
tigela de vidro.
Peça á Oxum properidade e fartura.
Para Afastar Pessoas Indesejáveis
Torre numa panela velha os seguintes ingredientes:
07 Grãos de Milho;
07 Grãos de Feijão;
07 Grãos de Amendoim:
03 Pimentas;
Os nomes das pessoas indesejáveis escritos num papel.
Chame pelas pessoas enquanto mexe na panela.
Depois de torrado, triture até se transformar em pó.
Assopre numa encruzilhada mandando as pessoas para
longe de sua vida.
Para Conseguir seus Objetivos
Pegue uma tigela de vidro e coloque no fundo um papel
com seus objetivos escritos. Coloque mel por cima.
Encha a tigela com água e 08 flores brancas. Guarde por
08 dias. Despache no verde. Faça todos os seus pedido
á Oxalá.
Para Estreitar Laços de Amizade e Melhorar o
Relacionamento Familiar
Material
Camjica Amarela cozida;
04 Quindins;
08 Balas de Mel;
Os nomes escreitos num papel.
Arrume tudo numa bandeja e despache na praia fazendo
seus pedidos á Oxum.
Banho para Yemanjá Ajudar a Conquistar as Coisas que
Deseja
Material
Água morna
FOlhas de Pata de Vaca;
Folhas de Tapete de Oxalá (boldo);
Mel
Flores Brancas
Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com
água e de frente para a bacia macere as folhas
esfregando uma na outra, pensando positivamente em
seu objetivos. Acrescente 08 gotas de perfume. Tome o
bnaho do pescoço para baixo.
Neutralizar Pessoas Fofoqueiras
Escreva o nome da fofoqueira num papel, enrole-o e
coloque dentro de uma pimenta dedo-de-moça.
Numa quarta-feira, deixe a pimenta fora de casa (no
sereno, mas onde ninguém veja).
Na sexta-feira, torre a pimenta, e transforme-a em pó.
Jogue um pouco de pó nas costas da fofoqueira.
Separar a Rival de Seu Amado
01 Maçã vermelha;
01 Lâmina de barbear;
01 Pedaço de papel;
01 Vidro de boca larga e com tampa;
Azeite de dendê.
Faça na Lua Minguante. Crave a lâmina no lato da maçã.
Em um dos lados do papel escreva o nome da rival e no
outro do seu amado. Coloque o papel com os nomes na
lâmina.
Ponha a maçã dentro do vidro e encha-o com dendê.
Feche o vidro, despache no verde ou quebre-o num
cruzeiro. Saia sem olhar para trás.
EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO)
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1 Obi
Mel
1 vaso de planta sem espinho
Fita branca e amarela
3 vezes o nome um por cima do outro
Açúcar
Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, açúcar, amarrar com
as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta
e ir chamando o nome de fulano(a), quando conseguir a pessoa levar
num rio ou na praia, entregar a Ogum.
PARA OGUM TRAZER UMA PESSOA DE VOLTA
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1 oberó
Farofa de mel
Canjica por cima do padê
1 acará aberto no meio (em cada banda colocar 3 vezes o nome da
pessoa)
1 miolo de boi (colocar por cima do acará)
regar com azeite doce e a çúcar
3 velas
1 garrafa de vinho doce
Oferecer a Ogun para que traga Fulano(a) de volta
EBO UNIÃO
1 panela de barro
2 quilos de canjica
Dendê
Me!
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Azeite doce
1/2 It de leite de coco
Camarão seco
9 velas
Moedas correntes
Pedidos a Yemonj á , Ogum, união , amor, saúde e paz.
EB Ó AMARRAÇÃO
1 obi
Mel
1 vaso de planta sem espinho
Fita branca e amarela
3 vezes o nome um por cima do outro
Açúcar
Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, a çú car, amarrar com
as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta
e ir chamando o norne de fulano(a), quando conseguir a pessoa levar
num rio ou na praia, entregar a Ogum.
ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE )
7 velas
7 folhas de mamona padé de dendê e de mel
akaçá
Feijão fradinho torrado Milho Torrado Deburu
Dar um frango ao exú da casa, só o ejé , por um pouco de pàdé de
dendê , feijã o fradinho, milho vermelho, deburú , akaçá em cada folha
e por uma parle do frango em cada folha; cabeça, 1 pé , outra um rabo,
a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na rua da casa virada
para a rua principal e o resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na
volta vir jogando pàdé de mel na rua até a porta de cassa chamando
cliente, dinheiro e etc. Por no Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato
de milho vermelho
EBÓ CLIENTE
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7 folhas de mamona com; p à d é de mel, dend ê ,
7 akaçás vermelho
7 akaçás branco
7 moedas
1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo abertura
de caminho.
Ebó Para Fins Amorosos
Tendo um coração de boi, parta-o em quatro pedaços. Regue-o
generosamente com mel de abelha, tendo o nome da pessoa visada
dentro. Coloque o coração assim preparado dentro de um alguidar e
ofereça a Ogum, em um Terça-feira.
Ebó Para Atrair Clientes
Fumo de rolo e açúcar. Defume o local dentro para fora e de fora para
dentro. Repita este processo e não tarda seus efeitos
surpreendentes.
Ebó Para Solucionar Problemas
Torre feijão fradinho no azeite de dendê. Coloque-o na folha de
mamona.
Ebó Para Se Livrar De Pessoa Indesejável
Cave um buraco, coloque o nome da pessoa ali dentro, e jogue sete
punhados de terra por cima.
Ebó Para Problemas Renais e Hérnia
Coloque em uma quartinha, perfume, mel de abelha, e ao lado acenda
uma vela branca. Toda Quinta-feira renove.
Amalá de Oxalá
Cabras, galinhas e pombos brancos. Canjica e acaçá de arroz com
mel. Há também o "boi de Oxalá", espécie de caracol comestível.
Suas bebidas: água, leite, mel e sumos de ervas.
Amalá de Ogum
Galos vermelhos, inhame assado acompanhado de feijão fradinho ou
acarajé, ou ainda feijoada acompanhada de cerveja branca.
Amalá de Oxóssi
Porcos, galos e outros animais, de caça preferencialmente. Espigas
de milho cozidas com mel, feijão preto, inhame, feijão fradinho torrado
e milho cozido com coco raspado. Bebida: mel, aluá, garapa, vinho
doce, licores de frutas, além de outras bebidas fermentadas.
Amalá de Xangô
Galos vermelhos e carneiros. Caruru de quiabo, acarajé comprido e
feijão preto acompanhado de farofa e arroz. Aluá e cerveja preta.
Amalá de Omulu
Bode, galo e porco. Aberém, o doburu e latipá. Bebida: sumo extraído
de suas próprias ervas, vinho tinto, azeite de dendê e mel
Amalá de Ibêji
Frango(a) de leite. Caruru de quiabos, doces diversos, pirulitos, bolos,
tortas doces, tudo isso enfeitado com fitas de cetim de cores bem
vivas e diversificadas. Bebidas: refrigerantes, sucos, aluá, garapa e
similares. Juntamente a tudo isso é bom que se coloque
adequadamente, artigos de festas infantis, como: apito, chapéu de
aniversário, brinquedinhos e outros.
Amalá de Yemanjá
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Patas, galinhas e cabras brancas. Milho branco com mel, angu,
manjares brancos, arroz e comidas brancas de um modo geral.
Bebida: Sumo extraído de suas próprias ervas, champanha clara e a
também a água mineral puríssima.

Candomblé

  • 1.
    Principais toques deatabaques É a percussão dos tambores ou Atabaque que varia de acordo com a nação do Candomblé. Essa percussão pode ser feita com as mãos ou com duas varetas de nome aguidavi, ou por vezes com uma mão e um aquidavi, dependendo do ritmo (toque) e do atabaque que está sendo tocado. Dobrar os couros - é um repique lento sequencial e cadenciado que é feito para homenagear visitasilustres que estão chegando no terreiro, praticamente é o convite para a pessoa entrar. Durante a festa, quando chegam os convidados ou sacerdotes e ogans de outras casas, interrompe-se o toque que está sendo executado para os orixás e dobra-se os couros, após a entrada dos convidados o toque é retomado normalmente. Algumas casas de candomblé não usam dobrar os couros para as visitas, mas a maioria considera isso uma honra. Dobra-se os couros também em outras ocasiões, mas sempre para homenagear. Nas casas de candomblé bantu Angola e Congo são tocados só com as mãos, não se faz uso dosaguidavi. A palavra também pode ser usada como toque de candomblé referindo-se as festas públicas, ou toque de orixá alguns exemplos: Hamunha ou Avamunha : Toque que servem para saída e recolhimento de filhos e orixás. Adarrum ou Adahun : Toque que serve para chamar orixás Opanijé : Toque para o Orixá Obaluayê Alujá : Toque para o Orixá Xangô [1]
  • 2.
    Ijexá : Toquepara o Orixá Oxum Ilú ou Ylú : Toque para o Orixá Oyá Agueré : Toque para o Orixá Oxóssi Igbi : Toque para o Orixá Oxalá Batá : Toque para o Orixá Oxalá Bravun : Toque para o Orixá Oxumarê Sató : Toque para o Orixá Nanã Barlavento ou Barravento[2] : Toque de Angola e Congo Congo de Ouro : Toque de Angola e Congo Muzenza : Toque de Angola e Congo Cabula : Toque de Angola e Congo Faça oferenda (passo a passo) ao seu Orixás Comidas rituais são as comidas específicas de cada Orixá, que para serem preparadas são submetidas a um verdadeiro ritual. Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas, durante a festa ou no final, em grande parte são distribuídas para todos os presentes, são chamadas comida de axé pois acredita-se que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé as mesmas. Eis então algumas das principais comidas: Acarajé – é a comida ritual do Orixá Iansã. O acarajé é feito com feijão-frade, que deve ser partido num moinho em pedaços grandes e colocado de molho em água para soltar a casca, após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal. O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa estiver no ponto ela fica com a aparência de espuma, para fritar use uma panela funda com bastante azeite de dendê. Ado – é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente ao Orixá Oxum.
  • 3.
    Amalá – écomida ritual do Orixá Xangô. É feito com quiabo cortado, cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce, pode ser feito de várias maneiras. É oferecido numa gamela forrada com massa de acaçá. Axoxô – é comida ritual do Orixá Oxóssi, milho vermelho cozido refogado com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê, enfeitado com fatias de coco sem casca. Deburu – é a comida ritual do Orixá Obaluaiyê , é o milho de pipoca estourado numa panela com areia . Depois de peneirar a areia essa pipoca é colocada num alguidar ou tigela (de barro) e enfeitado com pedacinhos de coco. Ekuru – é uma comida ritual, a massa é preparada da mesma forma que a massa do acarajé , feijão-frade sem casca triturado, envolta em folhas de bananeira como o acaçá e cozido no vapor. Omolocum – comida ritual da Orixá Oxum , é feito com feijão-frade cozido, refogado com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce. Enfeitado com camarões inteiros e ovos cozidos inteiros sem casca, normalmente são colocados 5 ovos ou 8 ovos, mas essa quantidade pode mudar de acordo com a obrigação do candomblé. Abará – é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé . A preparação da massa é idêntica à do acarajé. Quando comida ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão e quando da culinária baiana coloca-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que pode ser moído junto com o feijão e depois colocar alguns inteiros. Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços de folha de bananeira semelhante ao processo usado para fazer o acaçá e deve ser cozido no vapor em banho-maria; é servido na própria folha. Acaçá - é uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana . Feito com milho branco ou milho vermelho, que após ficar de molho em água de um dia para o outro, deve ser moído num moinho formando uma massa que deverá ser cozida numa panela com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto. O ponto de cozedura pode ser visto quando a massa não dissolve se pingada num copo com água. Ainda quente essa massa deve ser embrulhada em pequenas porções, em folha de bananeira previamente limpa, passada no fogo e cortada em tamanho igual para que todos fiquem do mesmo tamanho. Coloca-se a folha na palma da mão esquerda e coloca-se a massa, com o dedo polegar dobra-se a primeira ponta da folha sobre a massa, dobra- se a outra ponta cruzando por cima e virando para baixo, faz o mesmo do outro lado. O formato que vai ficar é de uma pirâmide rectangular. Caruru – É uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana. É preparado com quiabo cortado em quatro de comprido e depois em rodelas, cebola ralada ou batida no processador, pó de camarão, sal, azeite de dendê, castanha-de-caju torrada e moída, amendoim torrado sem casca e moído.
  • 4.
    Preparação: Numa panelacoloque azeite de dendê, a cebola e o sal refogue um pouco em seguida coloque o quiabo cortado, colocar um pouco de água e deixar cozinhar, quando estiver cozido colocar aos poucos a castanha e o amendoim acrescentando um pouco mais de dendê, depois de pronto é colocado numa gamela. Efó - é uma comida ritual e da culinária baiana , pode ser feita com a folha chamada língua de vaca ou com folha de mostarda. Preparação: Meio quilo de camarão seco, descascado. Pimenta-malagueta em pó. Meio dente de alho. Uma cebola. Uma pitada de coentro. Um maço de língua-de-vaca (ou taioba, ou bertalha, ou espinafre, ou mostarda). Primeiro, ferve-se a língua-de- vaca, escorre-se numa peneira, estende-se na tábua e bate-se bem com a faca, até ficar uniforme. Enxuga-se e estende-se na peneira para secar toda a água. Cozinha-se no azeite-de-dendê puro, temperado com tudo o resto. A panela fica tapada, para suar. Come-se com arroz. Nanã, rainha das águas doces, quando escolhe, pede um bom efó de língua-de-vaca. Xangô Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras. Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um Orixá com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos. Essa confusão acontece por dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça - representa a autoridade constituída no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no norte do Brasil diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô. No Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô, talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os negros que vieram trazidos de África. Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão Xangô de Caboclo, que se refere obviamente ao que chamamos de Candomblé de Caboclo. Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos. Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão. Na África, se uma casa é atingida por um raio, o seu proprietário paga altas multas aos sacerdotes de Xangô, pois se considera que ele incorreu na cólera do Deus. Logo depois os sacerdotes vão revirar os escombros e cavar o solo em busca das pedras-de- raio formadas pelo relâmpago. Pois seu axé está concentrado genericamente nas
  • 5.
    pedras, mas, principalmentenaquelas resultantes da destruição provocada pelos raios, sendo o Meteorito é seu axé máximo. Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em contendas pessoais suas, presentes nas lendas referentes a seus envolvimentos amorosos e congêneres). Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. Seu Axé, portanto está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas pedras são inteiras, duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá. Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e Zeus, o deus principal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada. Segundo Pierre Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta. Assim como Zeus, é uma divindade ligada à força e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas lendas a seu respeito, uma intensa atividade amorosa. Outra informação de Pierre Verger especifica que esse Oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o duplo machado, e lembra, de certa forma a cerimônia chamada ajerê, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é simulado. Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos destemperos, mas vital e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor. Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com a morte. Se Nanã é como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos de seres humanos mortos, Eguns, Xangô é que mais os detesta ou os teme. Há quem diga que, quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixá o abandona, retirando-se de sua cabeça e de sua essência, entregando a cabeça de seus filhos a Obaluaiê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal o grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas. Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas praticamente todos aceitam como preceito que um filho que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, não deve entrar em cemitérios nem acompanhar a enterros. Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô. Xangô teria como seu ponto fraco, a sensualidade devastadora e o prazer, sendo apontado como uma figura vaidosa e de intensa atividade sexual em muitas lendas e cantigas, tendo três esposas: Obá, a mais velha e menos amada; Oxum, que era casada com Oxossi e por quem Xangô se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi; e Iansã, que vivia com Ogum e que Xangô raptou.
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    No aspecto históricoXangô teria sido o terceiro Aláàfin Oyó, filho de Oranian e Torosi, e teria reinado sobre a cidade de Oyó (Nigéria), posto que conseguiu após destronar o próprio meio-irmão Dada-Ajaká com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô. Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se na floresta, sempre acompanhado da fiel Iansã, enforcou-se e ela também. Seu corpo desapareceu debaixo da terra num profundo buraco, do qual saiu uma corrente de ferro - a cadeia das gerações humanas. E ele se transformou num Orixá. No seu aspecto divino, é filho de Oxalá, tendo Yemanjá como mãe. Xangô também gera o poder da política. É monarca por natureza e chamado pelo termo obá, que significa Rei. No dia-a-dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças sindicais, associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral. Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa. É a rigidez, organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo. Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalá com Yemanjá. Diz a lenda que ele foi rei de Oyó. Rei poderoso e orgulhoso e teve que enfrentar rivalidades e até brigar com seus irmãos para manter-se no poder. Características Cor Marrom (branco e vermelho) Fio de Contas Marrom leitosa Ervas Erva de São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega Mina, Elevante, Cordão de Frade, Jarrinha, Erva de Bicho, Erva Tostão, Caruru, Para raio, Umbaúba. (Em algumas casas: Xequelê) Símbolo
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    Machado Pontos da Natureza Pedreira Flores CravosVermelhos e brancos Essências Cravo (flor) Pedras Meteorito, pirita, jaspe. Metal estanho Saúde fígado e vesícula Planeta Júpiter Dia da Semana Quarta-Feira Elemento
  • 8.
    Fogo Chacra cardíaco Saudação Kaô Cabecile (Opanixéô Kaô) Bebida Cerveja Preta Animais Tartaruga, Carneiro Comidas Agebô, Amalá Numero 12 Data Comemorativa 30 de Setembro Sincretismo: São José, Santo Antônio, São Pedro, Moisés, São João Batista, São Gerônimo. Incompatibilidades:
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    Caranguejo, Doenças Qualidades: Dadá, Afonjá,Lubé, Agodô, Koso, Jakuta, Aganju, Baru, Oloroke, Airá Intile, Airá Igbonam, Airá Mofe, Afonjá, Agogo, Alafim Atribuições Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 As Características Dos Filhos De Xangô Para a descrição dos arquétipos psicológico e físico das pessoas que correspondem a Xangô, deve-se ter em mente uma palavra básica: Pedra. É da rocha que eles mais se aproximam no mundo natural e todas as suas características são balizadas pela habilidade em verem os dois lados de uma questão, com isenção e firmeza granítica que apresentam em todos os sentidos. Atribui-se ao tipo Xangô um físico forte, mas com certa quantidade de gordura e uma discreta tendência para a obesidade, que se ode manifestar menos ou mais claramente de acordo com os Ajuntós (segundo e terceiro Orixá de uma pessoa). Por outro lado, essa tendência é acompanhada quase que certamente por uma estrutura óssea bem- desenvolvida e firme como uma rocha. Tenderá a ser um tipo atarracado, com tronco forte e largo, ombros bem desenvolvidos e claramente marcados em oposição à pequena estatura; A mulher que é filha de Xangô, pode ter forte tendência à falta de elegância. Não que não saiba reconhecer roupas bonitas - tem, graças à vaidade intrínseca do tipo, especial fascínio por indumentárias requintadas e caras, sabendo muito bem distinguir o que é melhor em cada caso. Mas sua melhor qualidade consiste em saber escolher as roupas numa vitrina e não em usá-las. Não se deve estranhar seu jeito meio masculino de andar e de se portar e tal fato não deve nunca ser entendido como indicador de preferências sexuais, mas, numa filha de Xangô é um processo de comportamento a ser cuidadosamente estabelecido, já que seu corpo pode aproximar-se mais dos arquétipos culturais masculinos do que femininos; ombros largos, ossatura desenvolvida, porte decidido e passos pesados, sempre lembrando sua consistência de pedra. Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo. Seus filhos, portanto, costumam trazer essa marca, sejam homens, sejam mulheres (que estão
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    entre as maisardentes do mundo). Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua vida. São honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, porque para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito desejo. Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de energia e uma enorme auto-estima, uma clara consciência de que são importantes, dignos de respeito e atenção, principalmente, que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos - consciência essa um pouco egocêntrica e nada relacionada com seu real papel social. Os filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certas ocasiões por gente mais importante que eles e até mesmo quando não são considerados especialistas num assunto ou de fato capacitados para emitir opinião. Porém, o senhor de engenho que habita dentro deles faz com que não aceitem o questionamento de suas atitudes pelos outros, especialmente se já tiverem considerado o assunto em discussão encerrado por uma determinação sua. Gostam portanto, de dar a última palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando contrariados porém, se tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse momento, resolvem tudo de maneira demolidora e rápida mas, feita a lei, retornam a seu comportamento mais usual. Em síntese, o arquétipo associado a Xangô está próximo do déspota esclarecido, aquele que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não admite dúvidas em relação a seu direito de detê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido de valores claros e pouco discutíveis. É variável no humor, mas incapaz de conscientemente cometer uma injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses ou amizades. Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável. Cozinha ritualística Caruru Afervente o camarão seco, descasque-o e passe na máquina de moer. Descasque o amendoim torrado, o alho e a cebola e passe também na máquina de moer. Misture todos esses ingredientes moídos e refogue-os no dendê, até que comecem a dourar. Junte os quiabos lavados, secos e cortados em rodelinhas bem finas. Misture com uma colher de pau e junte um pouco de água e de dendê em quantidade bastante para cozinhar o quiabo. Se precisar, ponha mais água e dendê enquanto cozinha. Prove e tempere com sal a gosto. Mexa o caruru com colher de pau durante todo o tempo que cozinha. Quando o quiabo estiver cozido, junte os camarões frescos cozidos e o peixe frito (este em lascas grandes), dê mais uma fervura e sirva, bem quente. Ajebô Corte os quiabos em rodelas bem fininhas em uma Gamela, e vá batendo eles como se
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    estivesse ajuntando elescom as mãos, até que crie uma liga bem Homogênea. Rabada Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas, junte a rabada cozida. Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo. Lendas de Xangô A Justiça de Xangô Certa vez, viu-se Xangô acompanhado de seus exércitos frente a frente com um inimigo que tinha ordens de seus superiores de não fazer prisioneiros, as ordens era aniquilar o exército de Xangô, e assim foi feito, aqueles que caiam prisioneiros eram barbaramente aniquilados, destroçados, mutilados e seus pedaços jogados ao pé da montanha onde Xangô estava. Isso provocou a ira de Xangô que num movimento rápido, bate com o seu machado na pedra provocando faíscas que mais pareciam raios. E quanto mais batia mais os raios ganhavam forças e mais inimigos com eles abatia. Tantos foram os raios que todos os inimigos foram vencidos. Pela força do seu machado, mais uma vez Xangô saíra vencedor. Aos prisioneiros, os ministros de Xangô pediam os mesmo tratamento dado aos seus guerreiros, mutilação, atrocidades, destruição total. Com isso não concordou com Xangô. - Não! O meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça, eram guerreiros cumprindo ordens, seus líderes é quem devem pagar! E levantando novamente seu machado em direção ao céu, gerou uma série de raios, dirigindo-os todos, contra os líderes, destruindo-os completamente e em seguida libertou a todos os prisioneiros que fascinados pela maneira de agir de Xangô, passaram a segui-lo e fazer parte de seus exércitos. A Lenda da Riqueza de Obará Eram dezesseis irmãos, Okaram, Megioko, Etaogunda, Yorossum, Oxé, Odí, Edjioenile, Ossá, Ofum, Owarin, Edjilaxebora, Ogilaban, Iká, Obetagunda, Alafia e Obará. Entre todos Obará era o mais pobre, vivendo em uma casinha de palha no meio da floresta, com sua vida humilde e simples. Um dia os irmãos foram fazer a visita anual ao babalaô para fazer suas consultas, e prontamente o babalaô perguntou: Onde está o irmão mais pobre? Os outros irmão disseram-lhe que avia se adoentado e não poderia comparecer, mas na verdade eles tinham vergonha do irmão pobre. Como era de costume o babalaô presenteou a cada irmão com uma lembrança, simples, mas de coração e após a consulta foram todos a caminho de casa. Enquanto caminhavam, maldiziam o presente dado pelo babalaô, Morangas? Isso é presente que se dê? Abóboras? . A noite se aproximava e a casa de Obará estava perto, resolveram então passar a noite lá. Chegando a casa do irmão, todos entraram e foram muito bem recebidos, Obará
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    pediu a esposaque preparasse comida e bebida a todos, e acabaram com tudo o que havia para comer na casa. O dia raiando os irmãos foram embora sem agradecer, mas antes lhe deixaram as abóboras como presente, pois se negavam a come-las. Na hora do almoço, a esposa de Obará lhe disse que não havia mais nada o que comer, apenas as abóboras que não estavam boas, mas Obará pediu-lhe que as fizesse assim mesmo. Quando abriram as abóboras, dentro delas haviam várias riquezas em ouro e pedras preciosas e Obará prosperou. Tempos depois, os irmãos de Obará passavam por tempos de miséria, e foram ao Babalaô para tentar resolver a situação, ao chegar lá escutaram a multidão saldando um príncipe em seu cavalo branco e muitos servos em sua comitiva entrando na cidade, quando olharam para o príncipe perceberam que era seu irmão Obará e perguntaram ao Babalaô como poderia ser possível e ele respondeu: Lembram-se das abóboras que vos dei, dentro haviam riquezas em pedras e ouro mas a vaidade e orgulho não vos deixaram ver e hoje quem era o mais pobre tornou-se o mais rico. Foram então os irmãos ao palácio de Obará para tentar recuperar as abóboras e lá chegando, disseram a Obará que lhes devolvessem as Abóboras e Obará assim o fez, mas antes esvaziou todas e disse: Eis aqui meus irmãos, as abóboras que me deram para comer, agora são vocês que as comerão. E quando o babalaô em visita ao palácio de Obará lhe disse: Enquanto não revelares o que tens, tu sempre terás. E foi assim que se explica o motivo que quem carrega este Odú não pode revelar o que tem pois corre o risco de perder tudo, como os irmãos de Obará! paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Xangô cumpre a promessa feita a Oxum Quando Xangô pediu Oxum em casamento, ela disse que aceitaria com a condição de que ele levasse o pai dela, Oxalá, nas costas para que ele, já muito velho, pudesse assistir ao casamento. Xangô, muito esperto, prometeu que depois do casamento carregaria o pai dela no pescoço pelo resto da vida; e os dois se casaram. Então, Xangô arranjou uma porção de contas vermelhas e outra de contas brancas, e fez um colar com as duas misturadas. Colocando-o no pescoço, foi dizer a Oxum: “- Veja, eu já cumpri minha promessa. As contas vermelhas são minhas e as brancas, de seu pai; agora eu o carrego no pescoço para sempre.” (2) Xangô torna-se Orixá Xangô vivia em seu reino com suas 3 mulheres ( Iansã, Oxum e Obá ), muitos servos, exércitos, gado e riquezas. Certo dia, ele subiu num morro próximo, junto com Iansã; ele queria testar um feitiço que inventara para lançar raios muito fortes. Quando recitou a fórmula, ouviu-se uma série de estrondos e muitos raios riscaram o céu. Quando tudo se acalmou, Xangô olhou em direcção à cidade e viu que seu palácio fora atingido. Ele e Iansã correram para lá e viram que não havia sobrado nada nem ninguém. Desesperado, Xangô bateu com os pés no chão e afundou pela terra; Iansã o imitou. Oxum e Obá viraram rios e os 4 se tornaram Orixás.
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    (3) Xangô é condenadopor Oxalá comer como os escravos Airá, aquele que se veste de branco, foi um dia às terras do velho Oxalá para levá-lo à festa que faziam em sua cidade. Oxalá era velho e lento, Por isso Airá o levava nas costas. Quando se aproximavam do destino, vira a grande pedreira de Xangô, bem perto de seu grande palácio. Xangô levou Oxalufã ao cume, para dali mostrar ao velho amigo todo o seu império e poderio. E foi lá de cima que Xangô avistou uma belíssima mulher mexendo sua panela. Era Oiá! Era o amalá do rei que ela preparava! Xangô não resistiu à tamanha tentação. Oiá e amalá! Era demais para a sua gulodice, depois de tanto tempo pela estrada. Xangô perdeu a cabeça e disparou caminho abaixo, largando Oxalufã em meio às pedras, rolando na poeira, caindo pelas valas. Oxalufã se enfureceu com tamanho desrespeito e mandou muitos castigos, que atingiram diretamente o povo de Xangô. Xangô, muito arrependido, mandou todo o povo trazer água fresca e panos limpos. Ordenou que banhassem e vestissem Oxalá. Oxalufã aceitou todas as desculpas e apreciou o banquete de caracóis e inhames, que por dias o povo lhe ofereceu. Mas Oxalá impôs um castigo eterno a Xangô. Ele que tanto gosta de fartar-se de boa comida. Nunca mais pode Xangô comer em prato de louça ou porcelana. Nunca mais pode Xangô comer em alguidar de cerâmica. Xangô só pode comer em gamela de pau, como comem os bichos da casa e o gado e como comem os escravos. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Xangô Xangô traz nas mãos o Oxé, machado de dois lados representando o peso igual nos julgamentos. Traz também o xerém, espécie de chocalho usado para dispertar a ira dos raios e das trovoadas. Página Inicial XANGÔ – O Rei do Trovão Orixá de grande valia e importância nos Cultos Afro-Brasileiros, tem alguns cultos que levam o seu próprio nome, tamanha a popularidade deste Orixá. Divide com Ogum a popularidade e o respeito dos fiéis, tanto nos Candomblés (diversas nações) como na Umbanda. Xangô foi o grande Obá (rei) da cidade de Oyó, representando, na linha de sucessão, seu quarto alafin (segundo fontes fidedignas). Ele fez sua passagem pela Terra por volta de 1450 a. C., filho de Oranian e Torossi. Governou com mãos de ferro,
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    sendo, ao mesmotempo, temido e adorado pelo povo. Muitas vezes comportou-se como tirano, na sua ânsia pelo poder. Alguns relatos afirmam que Xangô destronou seu próprio irmão, Dadá-Ajanká, para tomar o seu lugar. É o orixá das pedreiras, das terras áridas e das rochas. Seu elemento é o fogo, dominando também o raio e o trovão. O metal a que pertence é o cobre. Possui, como símbolo da natureza, a pedra de raio, que se cria quando um raio cai na terra. Sua ferramenta principal é o Oxé, ou machado duplo, simbolizando a imparcialidade na hora da justiça. Carrega também o Xerém, espécie de cabaça que é usada por certas qualidades deste Orixá. Xangô detém um profundo conhecimento e ligação com as árvores, de onde provêm muitos de seus objetos de culto, como a gamela e o pilão. É muito violento, mas nunca gratuitamente. Quando provocado, castiga seus inimigos sem piedade, sendo implacável nas guerras de conquista, atividade que exerce com maestria. Se for necessário, Xangô usa seus poderes de feitiçaria para destruir o inimigo. Como grande amante da justiça, é imparcial em suas ações, usando toda sua autoridade para resolver as mais difíceis questões, tarefa que ninguém gosta de fazer. Sempre podemos recorrer a ele quando nos defrontarmos com questões litigiosas ou problemas jurídicos. Segundo a mitologia africana, um traço marcante desse orixá é o fato de se fazer notar, sendo muito atraente e vaidoso. Ele teve várias uniões com outros orixás, como Oxum, Obá e Iansã, que era sua prima e esposa predileta. Diz a tradição de lendas que Xangô tem medo da morte, pelo fato de abandonar a cabeça (ou ori) de seus filhos de santo. Orixá poderoso que não teme nada, não suportanto o frio que emana de um corpo sem vida. Xangô possui a energia do fogo, que irradia calor e possibilita a existência da vida. A morte e o frio são contrários à sua essência. Nos meses de junho, mantém-se uma tradição festiva, que são as famosas fogueiras de Xangô, feitas em sua homenagem. Xangô é um orixá que teve vontade de experimentar a criação divina, ou seja, ele quis nascer e viver aqui na Terra. Como foi dito no início, existiu um rei, na cidade de Oyó, que era muito poderoso, sendo identificado como a energia Xangô. São Gerônimo (Agodô) é o sincretismo mais conhecido deste Orixá. São Pedro (Alafim), São João Batista (Xangô do Ouro ou Xangô menino) e São José (Agaju) também são qualidades de Xangô. Embora alguns estudiosos dão também como sincretismo São Miguel e São Gabriel. Orixá presente em todas as feituras de casas de santo, tem no axé da casa a sua Pedra Sagrada conhecida como “Okanixé”. Outras qualidades de Xangô são: Abomi, Alufam, Airá, Echê e Ibaru. Esta sentado no meio de 12 ministros chamados (obagues) que seriam seus ministros. Os ministros da direita absolvem enquento os da esquerda condenam. Para o contexto Umbandista, Xangô mora no alto de uma pedreira, e carrega o livro sagrado (as escrituras) e as Sete Chaves da Sabedoria. Xangô controla todas as forças naturais por intermédio dos astros, é conhecido como o Rei dos Astros. Vive no seu castelo, além do seu criado Oxumarê (quando o arco-irís aparece, significa que Oxumarê veio a Terra e está levando água ao Reino de Xangô), tem como servos Biri (as trevas) e Afefe (o vento). Nos candomblé dança com suas cores rituais que são o vermelho, branco e marrom. Algumas qualidades trazem na cabeça um gorro na cor vermelha. Conta uma lenda que explica o fato de Xangô e Iansã deterem ao mesmo tempo o poder do fogo. Vivia Xangô no reino de Oió e ouviu dizer de um certo mago que vivia num reino distante que tinha uma poção capaz de fazer com que aquele que a tomasse, pudesse cuspir fogo e Ter o domínio sobre os
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    raios e astempestadades. Xangô muito ocupado, manda Iansã até o Reino viziho para pegar a tal poção. Lá chegando Iansã pega a tal poção e é avisada pelo mago para que não ousasse beber tal composto. No caminho, Iansã sente uma sede muito grande e não resistindo toma parte da poção. Chegando ao Reino de Oió, é perguntada por Xangô sobre o sucesso da viagem. Sem esperar, no ato da resposta Iansã fala com labaredas de fogo saindo pela boca. Xangô irado, manda Iansã embora, mas sabendo que a partir daquele dia teria Iansã como companheira dos raios e trovões. O Arquétipo dos seus filhos paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Assim como o orixá, seus filhos são amantes da justiça, agindo com muita imparcialidade, podendo ser excelentes profissionais ligados à área jurídica. Podem também exercer cargos dentro do exército ou do governo, devido às suas qualidades de autoridade e comando. Sabem, como ninguém, administrar seu patrimônio, não deixando que nada escape ao seu controle. Embora não admitam, também gostam de controlar as despesas dos membros de sua família, mas não deixa que nada lhes falte. Fisicamente são fortes, com discreta tendência à obesidade. Geralmente, são de média ou baixa estatura, com estrutura óssea bem desenvolvida e, quase sempre, desprovidos de nádegas. Seus filhos podem ser identificados pelo forte timbre de voz, assemelhando-se ao barulho do trovão. São honestos e sinceros em seus relacionamentos, mas dificilmente fiéis. Têm a fama de mulherengos. Apresentam alta dose de energia, auto-estima e egocentrismo. Possuem uma postura nobre e hábitos aristocráticos, gostando de dar a última palavra em tudo. Seu humor é variável, sendo incapazes de cometer injustiças. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 O Culto ao Orixá Para se entender o culto aos Orixás, é necessário conhecer o significado da palavra: o orixá é a força da natureza divinizada. De acordo com as lendas Yorubás, os orixá vieram do Orum para o Ayé (do céu para a terra). Tiveram corpo físico na Terra por algum tempo, com vida semelhante à dos homens. Depois voltaram em definitivo para o Orum, deixando para os homens as instruções de como seriam cultuados futuramente. Xangô é cultuado as quartas-feiras com Iansã e com Oxumarê. No Brasil é Orixá de alta patente, tendo em Alagoas e em Sergipe significado de Casa de Santo ou terreiro. Seu cardápio sagrado é constituído de Abô (carneiro), Akukó (galo), Etu (galinha). Seu animal sagrado é o Ajapá (cágado). Uma das comidas mais conhecidas deste Orixá é o Amalá, espécie de pirão de farinha com carne misturado com quiabos,
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    colocado na gameleirae enfeitado com certo numero de quiabos (em geral 12) mais pode variar de acordo com o intuito e com a qualidade. Sua filiação seria Oxalá e Yemanjá. Sua área de atuação seria a justiça e todas as causas que dependem de certa atenção. Está presente também na proteção de catátrofes e tragédias. Sua bebida é o aluá ou a cerveja preta. Suas contas são de cor marrom. Sua saudação é Kaô Kabecile!!! * (35 Avaliações) * Visitas : 1568 * Palavras:300 * Comentários : 1 Xangô era rei de Oió, o mais temido e respeitado de todos os reis. Mesmo assim, um dia seu reino foi atacado por uma grande quantidade de guerreiros que invadiram a cidade violentamente, destruindo tudo e matando soldados e moradores numa tremenda fúria assassina. Xangô reagiu e lutou bravamente durante semanas. Um dia, porém, percebeu que a guerra tornara-se um caminho sem volta. Já havia perdido muitos soldados e a única saída seria entregar sua coroa aos inimigos. Resolveu então procurar por Orunmilá e pedir-lhe um conselho para evitar a derrota quase certa. O adivinho mandou que ele subisse uma pedreira e lá aguardasse, pois receberia do céu a iluminação do que deveria ser feito. Xangô subiu e quando estava no ponto mais alto do terreno foi tomado de extrema fúria. Pegando seu oxê, machado de duas lâminas, começou a quebrar as pedras com grande violência. Estas ao serem quebradas, lançavam raios tão fortes que em instantes transformaram-se em enormes línguas de fogo que, espalhando-se pela cidade, mataram uma grande quantidade de guerreiros inimigos. Os que restaram, apavorados, procuraram os soldados de Xangô e renderam-se imediatamente pedindo clemência. Levados até ao rei, os presos elegeram um emissário para servir-lhes de porta voz. O homem escolhido foi logo se atirando aos pés de Xangô. Desculpou-se pedindo perdão. Humilhando-se, explicou que lutavam, não por vontade própria, e sim forçados por um monarca, vizinho de Oió, que tinha um grande ódio de Xangô e os martirizava impiedosamente. Xangô, altamente perspicaz, enxergou nos olhos do guerreiro que ele falava a verdade e perdoou a todos, aceitando-os como súditos de seu reino. Assim tornou-se conhecido como o orixá justiceiro que perdoa quando defrontado com a verdade, mas que queima com seus raios os mentirosos e delinqüentes. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Oiá sopra a forja de Ogum e cria o vento e a tempestade Oxaguiã estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente. Oxaguiã pediu a seu amigo Ogum
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    urgência, Mas oferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Osaguiã que Oyá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar a fabricação. Oyá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado de calor derretia o ferro mais rapidamente. Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiã venceu a guerra. Oxaguiã veio então agradecer Ogum . E na casa de Ogum enamorou-se de Oyá. Um dia fugiram Oxaguiã e Oyá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Oxaguiã voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Oyá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Osaguiã, onde vivia, Oyá soprava em direção à forja de Ogum . E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiã da de Ogum . E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor atiçava. E o povo se acostumou com o sopro de Oyá cruzando os ares e logo o chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oyá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oyá e o povo chamava a isso tempestade. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 "Em julho de 1993 o Candomblé lamentou a morte de José Bispo dos Santos, um dos maiores responsáveis pela introdução da religião dos Orixás no Sudeste, especialmente em São paulo. tornou-se famoso com o apelido de bobó de Iansã e em 1948 era citadi por Edson Carneiro no livro Candomblés da Bahia entre os babalorixás que vinham adquirindo sucesso na cidade de Salvador. Iniciado aos quatro anos de idade pela eminente ialorixá Cotinha de Ewá, Pai Bobó honrou até os últimos dias a Casa de Oxumaré, não obstante suas estreitas ligações com o Gantois, pois Zezinho - como o chamava Mãe Menininha - não se furtava dos conselhos da grande mãe-de-santo, que ele adorava tanto, que no dia 13 de agosto de 1986, quando Mãe Menininha faleceu, entre lágrimas, fez o solene juramento de jamais voltar à Bahia. E cumpriu. A Bahia, contudo, vinha até Pai Bobó: tantos ogans e matronas do Gantois, Mãe Nilzete de Iemanjá, então ialorixá do Axé oxumaré, não perdiam as festas de Iansã, que levavam milhares de pessoas ao litoral paulista, mais especificamente à cidade do Guarujá, onde Pai Bobó plantou seu axé,. Pai Bobó deixou Salvador em 1950. Veio primeiramente para o Rio de janeiro e por
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    alguns anos esteveao lado de Joãozinho da Goméia, auxiliando-o nas funções sacerdotais. Já em São paulo, em 1957, fundou o Ilê Oyá Mesan Orun, na cidade de Santos, comprrovadamente o primeiro Candomblé do Estado. Os atabaques que bateram o primeiro Candomblé de São paulo foram presentes de Pai Baiano (Waldemiro de Xangô) e até hoje ecoam nas noites do litoral. iniciou milhares de filhos-de-santo em São Paulo, sem contar os que o acompanharam da Bahia. Não se furtava a subir a serra e ajudar seus inúmeros filhos com casa aberta a fazer seus Candomlés. Pai Bobó era um homem bom, que sabia respeitar o espaço do outro e tinha sempre uma palavra de carinho e conforto para seus filhos e para todos os que o procuravam. No dia de seu enterro, uma multidão vestida de branco invadiu as ruas da cidade e lamentou a falta de um dos grandes nomes da religião, que para sempre será lembrado, pois foi amado e respeitado por todos. Oiá é o vento que espanta a morte, a ventania que balança as folhas, que enverga a palmeira real e faz seu topo tocar o chão. Quando da morte de seus filhos, ela se manifesta. Quem não viu Iansã no enterro de pai Bobó? Todos, naquela triste manhã de um dia triste, viram Oiá abrindo os caminhos para o féretro. A cada caminho que cruzava - três passos adiante, três passos para trás - um vento forte zunia na boca do dia. Oya Gueré a unló, cantavam tristes seus irmãos, seus filhos e os filhos de seus filhos, mas cantavam. As árvores, as mesmas que o apoiaram em seus passos lentos, curvavam-se numa última saudação; suas folhas formavam um tapete para o cortejo, e a cada encruzilhada - três passos adiante, três passos para trás - erguiam-se e voavam em círculo. A multidão de branco, pano-da-costa nos ombros, pêlos erguidos pelo corpo, lamentava - mas cantava: adola, Oyá Gueré a unló. Caminhando contra ventania, a multidão é lenta e parece não querer chegar, mas chega - três passos adiante, três passos para trás - e preenche o vácuo da terra, e cada um naquela alva multidão se esvazia um pouco: adola, Oyá Gueré a unló. Na história do Candomblé de São Paulo, Pai bobó escreveu um capítulo inteiro. Hoje existem os que maldizem Pai Bobó, os mesmos que muitas vezes comeram de sua comida e lhe pediram ensinamentos e explicações. Mas Iansã também sabe ser justa, e este ano promete ser o ano da retomada do crescimento do Ilê Oiá Mesan Orum, pois seus filhos e filhas estão dispostos a trabalhar para que a casa assuma o seu papel de referência e reconquiste o respeito de todos os adeptos do Candomblé. A festa de iansã deste ano promete ser um marco, o início de uma nova etapa loriosa para este Candomblé que é o pioneiro em São paulo e, portanto, merece ser preservado. Pai bobó, orgulhoso, verá seu nome honrado por seus filhos e filhas, que retornarão ao Axpe e provarão a todos que jamais se esquecerão do grande homem que ele foi, de seu amor e de sua bondade. Nenhum homem poderá destruir o que Iansã construiu, pai bobó viverá para sempre na memória de seus filhos e em cada canto de seu
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    glorioso Axé ena casa de seus filhos, que o amam e respeitam pelo grande pai que foi e continua sendo." paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 ORÍKÌ FÚN ÒRISÀS Oríkì fún Èsù Èsù òta Òrìsà. Osétùrá ni oruko bàbá mò ó. Alágogo Ìjà ni orúko ìyá npè é, Èsù Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin, O lé sónsó sí orí esè elésè Kò je, kò jé kí eni nje gbé mì, A kìì lówó láì mú ti Èsù kúrò, A kìì lóyò láì mú ti Èsù kúrò, Asòntún se òsì láì ní ítijú, Èsù àpáta sómo olómo lénu, O fi okúta dípò iyò. Lóògemo òrun, a nla kálù, Pàápa-wàrá, a túká máse sà, Èsù máse mí, omo elòmíràn ni o se. Oríkì para Exú Èsù, o inimigo dos orixás. Osétùrá é o nome pelo qual você é chamado por seu pai. Alágogo Ìjà é o nome pelo qual você é chamado por sua mãe. Èsù Òdàrà, o homem forte de ìdólófin, Èsù, que senta no pé dos outros. Que não come e não permite a quem está comendo que engula o alimento. Quem tem dinheiro, reserva para Èsù a sua parte, Quem tem felicidade, reserva para a Èsù sua parte. Èsù, que joga nos dois times sem constrangimento. Èsù, que faz uma pessoa falar coisas que não deseja. Èsù, que usa pedra em vez de sal. Èsù, o indulgente filho de Deus, cuja grandeza se manifesta em toda parte. Èsù, apressado, inesperado, que quebra em fragmentos que não se poderá juntar novamente,
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    Èsù, não memanipule, manipule outra pessoa. Oríkì fún Èsù Èsù pèlé o, okanamaho, ayanrabata awo he oja oyinsese, seguri alabaja, olofin apekayu, amonise gun mapo Nko o Èsù, ba nse ki imo Èsù, keru o ba onimimi Èsù, fun mi ofo ase mo pele Òrìsà Èsù, alayiki a juba Àse Oríkì para Exú Elogiado é o espírito do mensageiro divino Mensageiro Divino, eu chamo a você por seus nomes de elogio Mensageiro Divino guia minha cabeça para minha rota com destino Mensageiro Divino, eu honro a sabedoria infinita Mensageiro Divino, ache lugar onde submergir meus sofrimentos Mensageiro Divino, dê força para minhas palavras de forma que evoque as forças da natureza fortemente Mensageiro Divino, nós pagamos nossos cumprimentos dançando em círculo Axé Oríkì fún Ògún Ògún pèlé o ! Ògún alákáyé, Osìn ímolè. Ògún alada méjì. O fi òkan sán oko. O fi òkan ye ona. Ojó Ògún ntòkè bò. Aso iná ló mu bora, Ewu ejè lówò. Ògún edun olú irin. Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn.
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    Ògún onire alagbara. Amu wodò, Ògún si la omi Logboogba. Ògún lo ni aja oun ni a pa aja fun. Onílí ikú, Olódèdè màríwò. Ògún olónà ola. Ògún a gbeni ju oko riro lo, Ògún gbemi o. Bi o se gbe Akinoro. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Oríkì para Ògún paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Ògún, eu te saúdo ! Ògún, senhor do universo, líder dos orixás. Ògún, dono de dois facões, Usou um deles para preparar a horta e o outro para abrir caminho. No dia em que Ògún vinha da montanha ao invés de roupa usou fogo para se cobrir. E vestiu roupa de sangue. Ògún, a divindade do ferro Òrìsà poderoso, que se morde inúmeras vezes. Ògún Onire, o poderoso. O levamos para dentro do rio e ele, com seu facão, partiu as águas em duas partes iguais. Ògún é o dono dos cães e para ele sacrificamos. Ògún, senhor da morada da morte. o interior de sua casa é enfeitado com màrìwò. Ògún, senhor do caminho da prosperidade. Ògún, é mais proveitoso ao homem cultuá-lo do que sair para plantar Ògún, apoie-me do mesmo modo que apoiou Akinoro. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Oríkì fún Ògún Ògún laka aye Osinmole Olomi nile fi eje we Olaso ni le
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    Fi imo bora Laka aye Ma je ki nri ija re Iba Ògún Iba re Olomi ni le fi eje we Feje we. Eje ta sile. Ki ilero Ase Oríkì para Ògún Ògún poderoso do mundo O próximo a Deus Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue Aquele que tem roupa em casa Mas prefere se cobrir de màrìwò Poderoso do mundo Eu o saúdo Que eu não depare com sua ira Eu saúdo Ògún Eu o saúdo, aquele que tem água em casa, mas prefere banho de sangue Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranqüilidade Axé Oríkì fún Ògún Ògún awo, olumaki, alase to juba Ògún ni jo ti ma lana talí ode Ògún onire, onile kangun dangun ode Orún egbé iehin
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    Pá san bapon ao lana to Imo kimobora egbé lehin a nle a benge ologbe Àse Oríkì para Ògún Elogiado é o espírito do aço Espírito de mistério do aço, chefe da força, dono do poder, eu o elogio Espírito do aço, abra os caminhos Espírito do aço, dono da fortuna boa, dono de muitas coisas no céu, ajude em nossa viagem Remove a obstrução de nossa estrada Sabedoria do espírito em guerra, nos guie por nossa viagem espiritual com força Axé Oríkì fún Òsónyìn Agbénigi, òròmodìe abìdi sónsó Esinsin abedo kínníkínni; Kòògo egbòrò irín Aképè nigbà òràn kò sunwòn Tíotio tin, ó gbà aso òkùnrùn ta gìègìè. Elésè kan jù elésè méjì lo. Ewé gbogbo kíki oògùn Àgbénigi, èsìsì kosùn Agogo nla se erpe agbára Ó gbà wón là tán, wón dúpé téniténi Aròni já si kòtò di oògùn máyà Elésè kan ti ó lé elése méjì sáré Oríkì para Òsónyìn Aquele que vive nas árvores e que tem um rabo pontudo como estaca. Aquele que tem o fígado transparente como o da mosca. Aquele que é tão forte quanto uma barra de ferro. Aquele que é invocado quando as coisas não estão bem. O esbelto que quando recebe a roupa da doença se move como se fosse cair. O que tem uma só perna e é mais poderoso que os que têm duas. Todas as folhas têm viscosidade que se tornam remédio. Àgbénigi, o deus que usa palha.
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    O grande sinode ferro que soa poderosamente. A quem as pessoas agradecem sem reservas depois que ele humilha as doenças. Àròni que pula no poço com amuletos em seu peito. O homem de uma perna que exita os de duas pernas para correr. Oríkì fún Òsónyìn Ìba Òsónyìn Ìba oni èwé kó si arun Kó si akoba Àse Oríkì para Òsónyìn Elogio para o espírito do medicamento das folhas Eu elogio o dono do medicamento das folhas Me livre de se adoecer Me livre da coisa negativa Eu dou graças ao dono do medicamento Axé Oríkì fún Òsòósì Òsoosì. Awo òde ìjà pìtìpà. Omo ìyá ògún oníré. Òsoosì gbà mí o. Òrìsà a dínà má yà. Ode tí nje orí eran. Eléwà òsòòsò. Òrìsà tí ngbélé imò, gbe ilé ewé. A bi àwò lóló. Òsoosì kì nwo igbó, Kí igbo má mì tìtì. Ofà ni mógàfí ìbon, O ta ofà sí iná,
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    Iná kú pirá. Otá ofà sí Oòrùn, Oòrùn rè wèsè. Ogbàgbà tí ngba omo rè. Oní màríwò pákó. Ode bàbá ò. O dé ojú ogun, O fi ofà kan soso pa igba ènìyàn. O dé nú igbó, O fi ofà kan soso pa igba eranko. A wo eran pa sí ojúbo ògún lákayé, Má wo mí pa o. má sì fi ofà owo re dá mi lóró. Odè ò, Odè ò, Odè ò, Òsoosì ni nbá ode inú igbo jà, Wípé kí ó de igbó re. Òsoosì oloró tí nbá oba ségun, O bá Ajé jà, O ségun. Òsoosì o ! Má bà mi jà o. Ògún ni o bá mi se o. Bí o bá nbò láti oko. kí o ká ilá fún mi wá. Kí o re ìréré ìdí rè. Má gbàgbé mi o, Ode ò, bàbá omo kí ngbàgbé omo. Oríkì para Oxóssi Òsóòsì ! Ó Òrìsà da luta, irmão de Ògún Onírè. Òsóòsì, me proteja ! Òrìsà que tendo bloqueado o caminho, não o desimpede. Caçador que come a cabeça dos animais. Òrìsà que come ewa osooso. Òrìsà que vive tanto em casa de barro como em casa de folhas. Que possui a pele fresca. Òsóòsì não entra na mata
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    sem que elase agite. Ofà é a arma poderosa que o pai usa em lugar de espingarda. Ele atirou a sua flecha contra o fogo, o fogo se apagou de imediato. Atirou sua flecha contra o sol, O sol se pôs. Ó salvador, que salva seus filhos ! Ó senhor do màrìwó pákó ! Meu pai caçador chegou na guerra, matou duzentas pessoas com uma única flecha. Chegou dentro da mata, usou uma única flecha para matar duzentos animais selvagens. Arrasta um animal vivo até que ele morra e o entrega no ojubo de Ògún. Não me arraste até a morte. Não atire sofrimentos em minha vida, com seu Ofà. Ó Odè! Ó Odè! Ó Odè! Dentro da mata, é Òsóòsì que luta ao lado do caçador para que ele possa caçar direito. Òsóòsì, o poderoso, que vence a guerra para o rei. Lutou com a feiticeira e venceu. Ó Òsóòsì, não brigue comigo. Vence as guerras para mim Quando voltar da mata, Colhe quiabos para mim. e, ao colhê-los, tire seus talos. Não se esqueça de mim. Ó Odè, um pai não se esquece do filho. Oríkì fún Òsòósì Ìba Òsòósì Ìba Òsòósì Ìba ologarare Ìba onibebe Ìba osolikere Ode ata matase Agbani nijo to buru Oni Ode gan fidija Mo jùbá
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    Àse Oríkì fún Òsòósì Elogiopara o espírito do Caçador Eu elogio ao espírito do Caçador Eu elogio ao espírito do Caçador Eu elogio o que tem domínio nele mesmo Eu elogio o dono do banco do rio Eu elogio o mágico da floresta Caçador que nunca falhou Espírito sábio que oferece muitas bênçãos Dono do papagaio guia ele para conquistar ao medo Eu o cumprimento Àse Oríkì fún Lògún Ede Ganagana bi ninu elomi ninu A se okùn soro èsinsin Tima li ehin yeye re Okansoso gudugu Oda di ohùn O ko ele pé li aiya Ala aiya rere fi owó kan Ajoji de órun idi agban Ajongolo Okunrin Apari o kilo òkò tímotímo O ri gbá té sùn li egan O tó bi won ti ji re re A ri gbamu ojiji Okansoso Orunmila a wa kan mà dahun O je oruko bi Soponna Soro pe on Soponna e nià hun Odulugbese gun ogi órun Odolugbese arin here here Olori buruku o fi ori já igi odiolodi O fi igbegbe lù igi Ijebu O fi igbegbe lú gbegbe meje
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    Orogun olu gbegbeo fun oya li o Odelesirin ni ki o wá on sila kerepa Agbopa sùn kakaka Oda bi odundun Jojo bi agbo Elewa ejela O gbewo li ogun o da ara nu bi ole O gbewo li ogun o kan omo aje niku A li bilibi ilebe O ti igi soro soro o fibu oju adiju Koro bi eni ló o gba ehin oko mà se ole O já ile onile bó ti re lehin A li oju tiri tiri O rí saka aje o dì lebe O je owú baludi O kó koriko lehin O kó araman lehin O se hupa hupa li ode olode lo Òjo pá gbodogi ró woro woro O pà oruru si ile odikeji O kó ara si ile ibi ati nyimusi Ole yo li ero O dara de eyin oju Okunrin sembeluju Ogbe gururu si obè olori A mò ona oko ko n ló A mo ona runsun rdenreden O duro ti olobi kò rà je Rere gbe adie ti on ti iye O bá enia jà o rerin sún O se adibo o rin ngoro yo Ogola okun kò ka olugege li òrùn Olugege jeun si okurú ofun O já gebe si orún eni li oni O dahun agan li ohun kankan O kun nukuwa ninu rere Ale rese owuro rese / Ere meji be rese Koro bi eni lo Arieri ewo ala Ala opa fari Oko Ahotomi Oko Fegbejoloro Oko Onikunoro Oko Adapatila Soso li owuro o ji gini mu òrún
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    Rederede fe oja kùnle ki agbo Oko Ameri èru jeje oko Ameri Ekùn o bi awo fini Ogbon iyanu li ara eni iya ti n je O wi be se be Sakoto abi ara fini Oríkì para Lògún Ede Um orgulhoso fica infeliz que um outro esteja contente É difícil fazer um corda com as folhas espinhosas da urtiga Montado de cavalinho sobre as costas de sua mãe Ele é sozinho, ele é muito bonito Até a voz dele é agradável Não se coloca as mãos sobre o seu peito Ele tem um peito que atrai as mãos das pessoas O estrangeiro vai dormir sobre o coqueiro Homem esbelto O careca presta atenção à pedra atirada certeiramente Ele acha duzentas esteiras para dormir na floresta Acordá-lo bem é o suficiente Nós somente o vemos e o abraçamos como se ele fosse uma sombra Somente em Orunmila nós tocamos, mas ele não responde Ele tem um nome como Soponna / É difícil alguém mau chamar-se Soponna Devedor que faz pouco caso Devedor que anda rebolando displiscentemente Ele é um louco que quebra a cerca com a cabeça Ele bate com seu papo numa árvore Ijebu Ele quebrou sete papos com o seu papo A segunda mulher diz ao papo para usar um pente (para desinchar o papo) Um louco que diz que o procurem lá fora na encruzilhada Aquele que tem orquite ( inflamação dos testículos) e dorme profundamente Ele é fresco como a folha de odundun Altivo como o carneiro Pessoa amável anteontem Ele carrega um talismã que ele espalha sobre o seu corpo como um preguiçoso
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    Ele carrega umtalismã e briga com o filho do feiticeiro dando socos Ele veste boas roupas Com um pedaço de madeira muito pontudo ele fere o olho de um outro Rápido como aquele que passa atrás de um campo sem agir como um ladrão Ele destroi a casa de um outro e com o material cobre a sua Ele tem olhos muito aguçados Ele acha uma pena de coruja e a prende em sua roupa Ele é ciumento e anda "rebolando" displicentemente Ele recolhe as ervas atrás Ele recolhe as ervas atrás Ele anda "rebolando" desengonçado para ir ao pátio interior de um outro A chuva bate na folha de cobrir telhados e faz ruído Ele mata o malfeitor na casa de um outro Ele recolhe o corpo na casa e empina o nariz O preguiçoso está satisfeito entre os passantes Ele é belo até nos olhos Homem muito belo Ele coloca um grande pedaço de carne no molho do chefe Ele conhece o caminho do campo e não vai lá Ele conhece o caminho runsun redenreden Ele está ao lado do dono dos obi e não os compra para comer O gavião pega o frango com as penas Ele briga com qualquer um e ri estranhamente Ele tem o hábito de andar como a um bêbado que bebeu Sessenta contas não podem rodear o pescoço de um papudo O papudo come no inchaço de sua garganta Ele quebra o papo do pescoço daquele que o possui Ele dá rapidamente crianças às mulheres estéreis Ele guarda seus talismãs numa pequena cabaça A noite coisa sagrada, de manhã coisa sagrada / Duas vezes assim coisa sagrada Rápido como alguém que parte A proibição do pássaro branco é o pano branco Ele mexe os braços fantasiosamente Marido de Ahotomi Marido de Fegbejoloro Marido de Onikunoro Marido de Adapatila Bem desperto, ele acorda de manhã já com o arco e flecha no pescoço Como um louco ele se debate para colocar os joelhos no chão, como o carneiro Marido de Ameri que dá mêdo Leopardo de pele bonita Ele expulsa a infelicidade do corpo de alguém que tem infelicidade Assim ele diz e assim ele faz Orgulhoso que possui um corpo muito belo
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    Orìkí fún Oya Ajalaiyé,ajalorin, fún mi ire Ìba Oya AJALAIYE AJALORUN, FUN MI GBOGBO IRE IBA Yansan Ajalaiye, ajalorun wi wini Bem ma yansan Àse Orìkí para Oya Os ventos da terra e o céu me dão fortuna boa Eu elogio o filho da mãe dos nove Os ventos da terra e o céu me dão fortuna boa Eu elogio o espírito do vento Os ventos da terra e o céu são maravilhosos Sempre haverá a mãe dos nove Axé Orìkí fún Sóngò KA'WO KA'BIYESILE ETALA MO JUBA GADAGBA MI JUBA OLUOYO ETALA MO JUBA GADAGBA MO JUBA OVA KO SO ETALA MO JUBA GADAGBA MO JUBA Àse Orìkí para Sóngò
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    Eu cumprimento orei 13 vezes eu o cumprimento a você Chefe do buraco (vulcão) 13 vezes eu o cumprimento a você O chefe que não morreu 13 vezes eu o cumprimento a você Axé Orìkí fún Òsun Ìba Òsun sekese Ìba Òsun olodi Latojoki awede we’mo Ìba Òsun ibu kole Yeye kari Latokoko awede we’mo Yeye opo O san rere o Àse Orìkí para Òsun Eu elogio a deusa do mistério, espírito que limpa de dentro para fora, Eu elogio a deusa do rio Espírito que limpa de dentro para fora Eu elogio a deusa da sedução Mãe do espelho Espírito que limpa de dentro para fora Mãe da abundância Nós cantamos seus elogios Axé Orìkí fún Òsun
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    Obìnrin bí okùnrinní Òsun A jí sèrí bí ègà. Yèyé olomi tútú. Opàrà òjò bíri kalee. Agbà obìnrin tí gbogbo ayé n'pe sìn. Ó bá Sònpònná jé pétékí. O bá alágbára ranyanga dìde. Orìkí para Òsun Òsun é uma mulher com força masculina. Sua voz é afinada como o canto do ega. Graciosa mãe, senhora das águas frescas. Opàrà, que ao dançar rodopia como o vento, sem que possamos vê-la. Senhora plena de sabedoria, que todos veneramos juntos. Que como pétékí com Xapanã. Que enfrenta pessoas poderosas e com sabedoria as acalma. Oríkì fún Oba Obà, Obà, Obà. Ojòwú Òrìsà, Eketà aya Sàngó. O torí owú, O kolà sí gbogbo ara. Olókìkí oko. A rìn lógànjó pèlú àwon ajé. Obà anísùru, ají jewure. Obà kò b'óko dé kòso, O dúró, ó bá Òsun rojó obe. Obà fiyì fún apá oko rè. Oní ó wun òun ju gbogbo ará yókù lo. Obà tó mo ohùn tó dára. Oríkì fún Obà Obá, Obá, Obá. Orixá ciumento, terceira esposa de Xangô.
  • 34.
    Ela, que porciúmes, fez incisões em todo corpo. Que fala muito de seu marido, que anda nas madrugadas com as ajé. Obá paciente, que come cabrito logo pela manhã. Obá não foi com o marido a Koso, ficou para discutir com Oxum sobre comida. Obá valoriza os braços do marido, diz que é a parte de seu corpo que ela prefere. Obá sabe o que é bom. Orìkí fún Olódùmarè Ìba Olódùmarè Ìba Òrúnmìlà Ìba Ògún Òrìsà Ilé Ìba Irúnmalè Ìba Ile Ogeere afoko yeri Ìba atiyo Ojo Ìba atiwo Òrun Ìba F'olojo oni Ìba Éégun Ilé Ìba Agba Ìba Bàbálòrìsà Ìba Omo Òrìsà Ìba Omode Awa Egbe Odo Òrúnmìlà juba O, Ki iba wa se T'omode ba juba baba re, agbe'le aye pe Ada se nii hun omo Ìba kii hun omo eniyan Akoogba kii hum oloko Atipa kii hun oku Aso funfun kii hun olorisa Kaye o-ye wa o Ka riba ti se Ka, ma r'ija Omo araye O Ka'ma r'ija eleye O Ajuba O! A juba O!! A juba O!!! Àse Orìkí para Olódùmarè Eu saúdo Olódùmarè, Deus maior
  • 35.
    Eu saúdo Òrúnmìlà Eusaúdo Ògún, o dono da casa Saúdo os Irúnmalè, os Òrìsàs Saúdo a terra Saúdo o dia que amanhece Saúdo a noite que vem Saúdo o dono do dia E saúdo o Égún da casa, nosso ancestral Saúdo os velhos sábios Saúdo o pai-de-santo Saúdo os filhos-de-santo Saúdo as crianças Nós, que cremos em Òrúnmìlà, saudamos e esperamos que Orúnmìlà ouça nossa saudação O filho que reverencia seu pai tenha longa vida e por nada sofrerá Que a nossa saudação a nós poupe sofrimentos Que as plantas boas não falhem ao agricultor Que aos mortos não falte sepultura Que a Òrìsàlá não falte o pano branco Para que o mundo nos seja bom Que nossos caminhos se abram Que não vejamos a discórdia dos povos sobre a terra Nem a obra das feiticeiras Nós saudamos, saudamos, saudamos Axé Oríkì fún Obàlúàiyé ÒRÌSÀ Jìngbìnì Abàtà, Arú Bí Ewé Ajó. ÒRÌSÀ Tí Nmú Omo Mú Ìyá Bí Obàlúàiyé Bá Mú Won Tán O Tún Lè Sáré Lo Mú Bàbá ÒRÌSÀ Bí Àjé Obàlúàiyé Mo Ilé Osó, O Mo Ilé Àjé
  • 36.
    O Gbá OsóL’ójú Osó Kún Fínrínfínrín. O Pa Àjé Ku Ìkan Soso ÒRÌSÀ Jìngbìnì Obàlúàiyé A Mú Ni Toùn Toùn Obàlúàiyé Sí Odù Re Hàn Mí Kí Ndi Olówó Kí Ndi Olomo. Àse Oríkì para Obàlúàiyé Òrìsà forte Abàtà que floresce como as folhas de ajó. Òrìsà que pune a mãe junto com o filho Depois que Obàlúàiyé acabar de pegá-los Poderá ir pegar o Pai. Òrìsà igual ao feitiço. Obàlúàiyé conhece tanto a casa do feiticeiro, quanto a casa da bruxa Desafiou o feiticeiro O feiticeiro correu desesperado.
  • 37.
    Matou todas asbruxas e só permitiu que uma sobrevivesse Òrìsà forte Obàlúàiyé que faz as pessoas perderem a voz Obàlúàiyé abra seu odù para mim para que eu tenha prosperidade para que eu tenha muitos filhos. Assim seja, assim seja, assim seja. Oríkì fún Òòsààlà Obanla o rin n'eru ojikutu s'eru. Obà n'ille Ifon alabalase oba patapata n'ille iranje. O yo kelekele o ta mi l'ore. O gba a giri l'owo osika. O fi l'emi asoto l'owo. Oba igbo oluwaiye re e o ke bi owu la. O yi ala. Osun l'ala o fi koko ala rumo. Obà igbo. Kí Òrìsà-nlá Olú àtélesé, a gbénon dídùn là. Ní Ibodè Yìí, Kò Sí Òsán, Bèéni Kò Sí Òru. Kò Sí Òtútù, Bèéni Kò Sí Ooru. Ohun Àsírií Kan Kò Sí Ní Ibodè Yìí. Ohun Gbogbo Dúró Kedere Nínu Ìmólè Olóòrun. Àyànmó Kò Gbó Oògùn. Àkúnlèyàn Òun Ní Àdáyébá. Àdáyébá Ni Àdáyé Se. Oríkì para Òòsààlà Rei das roupas brancas que nunca teme a aproximação da morte. Pai do Paraíso eterno dirigente das gerações. Gentilmente alivia o fardo de meus amigos. Dê-me o poder de manifestar a abundância. Revela o mistério da abundância. Pai do bosque sagrado, dono de todas as benções que aumentam minha sabedoria. Eu me faço como as Roupas Brancas. Protetor das roupas brancas eu o saúdo. Pai do Bosque Sagrado. Que o Grande Òrìsà, Senhor da sola dos pés, guie-nos aos benefícios da riqueza! Aqui é a porta do Céu, nela pode-se entrar de dia e de noite. Nela não há frio, e também não há calor. Aqui, na porta do Céu, nada é segredo. E nela todas as coisas permanecerão claras diante da luz de Deus. Que o destino não nos faça usar remédios. Que as
  • 38.
    pessoas adorem dejoelhos as coisas do Céu, para encontrar coisas boas na Terra. Que as coisas boas sejam sempre encontradas na Terra. Oríkì fún Òrúnmìlà Òrúnmìlà Ajana Ifa Olokun A Soro Dayo Eleri Ipin Ibikeji Eledunmare Òrúnmìlà Akere Finu Sogban A Gbaye Gborun Olore Mi Ajiki Okitibiri Ti Npa Ojo Iku Da Opitan Ife Òrúnmìlà O Jire Loni Tide Tide Òrúnmìlà O Jire Loni Bi Olota Ti Ni Nile Aro Ka Mo E Ka La Ka Mo E Ka Ma Tete Ku Okunrin Dudu Oke Igbeti Òrúnmìlà O Jire O Ifa Iwo Ni Ara Iwaju Ifa Iwo Ni Ero Ikehin Ara Iwaju Naa Lo Ko Ero Ikehin L'ogbon Ifa Pele O Okunrin Agbonmiregun Oluwo Agbaye Ifa A Mo Oni Mo Ola A Ri Ihin Ri Ohun Bi Oba Edumare Òrúnmìlà Tii Mo Oyun Inu Igbin Ifa Pele O, Erigi A Bo La Ifa Pele O, Okunrin Dudu Oke Igbeti Ifa Pele O, Meretelu Nibi Ti Ojumo Rere Ti Nmo Wa Ifa Pele O, Omo Enire Iwo Ni Eni Nla Mi Olooto Aye Ifa Pele O, Omo Enire Ti Nmu Ara Ogidan Le Oyin Tori Omo Ro O Sa Wo Inu Koko Igi Ede Firifiri Tori Omo Re O Sa Gun Oke Aja Òrúnmìlà Ti Ori Mi Fo Ire Òrúnmìlà Ta Mi Lore A Gbeni Bi Ori Eni A Je Ju Oogun Lo Ifa O Jire Loni O Ojumo Rere Ni O Mo Ojo Ifá Ojumo Ti O Mo Yi Je Ki O San Mi S'owo Je Ki O San Mi S'omo Ojumo Ti O Mo Yii Je O San Mi Si Aiku Òrúnmìlà Iba O O Oríkì para Òrúnmìlà O Testemunho Do Destino O Vice Do Pré-Existente Òrúnmìlà, Homem Pequeno, Que Usa O Próprio Interior Como Fonte De Sabedoria Que Vive No Mundo Visível E No Invisível O Meu Benfeitor, A Ser Louvado Pela Manhã O Poderoso Que Protela O Dia Da Morte O Historiador Da Cidade De Ife Òrúnmìlà, Você Acordou Bem Hoje? Com Ide Òrúnmìlà, Você Acordou Bem Hoje? Da Mesma Forma Que Olota Acorda Na Casa De Aro Assim Louvo Suas Origens Em Ado Quem O Conhece Está Salvo Quem O Conhece Não Sofrerá Morte Prematura O Homem Baixo Do Morro Igbeti Òrúnmìlà, Você Acordou Bem? Ifa, Você É A Pessoa De Frente Ifá, Você É A Pessoa De Trás É Quem Vai Na Frente Que Ensina A Sabedoria Aos Que Vem Atrás Ifá, Saudações O Homem Chamado Agbonmiregun Oluwo Do Universo Ifá, Que Sabe Sobre O Hoje E O Amanhã Que Ve Tudo, Que Está Aqui E Acolá Como Rei Imortal (Edunmaree) Òrúnmìlà, Graças A Seus Muitos Conhecimentos, É Você Quem Sabe A Respeito Da Gestação Do Igbin Ifa, Saudações! Erigi A Bo La, Que Ao Ser Venerado, Traz A Sorte Saudações A Ti, Homem Baixo Do Morro Igbeti Ifa, Saudações A Ti, Meretelu De Onde Vem O Sol. De Onde Vem O Melhor Dia Para A Humanidade Ifá, Saudações! Você É O Meu Grande Protetor Aquele Que Diz Aos Homens A Verdade Ifá, Saudações A Ti, Enire! Que Faz Forte O Corpo A Abelha, Por Seu Filho, Correu Para Dentro Da Colmeia O Esperto Rato Ede, Por Seu Filhote, Subiu Ao Forro Da Casa Òrúnmìlà, Fale Bem Através Do Meu Orí Òrúnmìlà, Me Abençoe Você, Que Como O Ori De Uma Pessoa, Assim A Apoia Cuja Fala É Mais Eficiente Do Que A Magia Você, Que Sabe O Que Acontecerá Hoje E Amanhã Oh
  • 39.
    Ifá, Você AcordouBem Hoje? Vem O Dia Com Bom Sol Ifá, Neste Dia Que Surgiu Favoreça-me Com Prosperidade Favoreça-me Com Fertilidade Que Este Dia Me Seja Favorável Em Saúde E Bem Estar Que Este Dia Me Seja Favorável Em Longevidade Orìkí fún Ibeji B'eji B'eji're B'eji B'eji'la B'eji B'ejiwo Ìba omo ire Àse Orìkí para Ibeji Dar a luz aos gêmeos traz fortuna boa Dar a luz aos gêmeos traz abundância Dar a luz aos gêmeos traz dinheiro Elogiar as crianças das coisas boas Axé Oríkì fún Yemonjá Igberi de Ogun Asaba Ogun yakun ela esan Olimo Ogun iya kere Oniro Asesu Ogun onyon de Ayifo Opeki de Ofiki Ibu gba nyanri Alaro de Ibu
  • 40.
    Olosun Ogaga Yeye Oríkì paraYemonjá Ogun Asaba (rio) Rio de Ogun em nove partes Dono da folha de palma Rio de Ogun, mãe pequena de Oniro, Asesu (Um caminho de Yemoja) Ogun Ayifo Rio que tem peitos Fluxo que leva areia Fluxo índigo Barcos fluem Mãe Ogaga Oríkì fún Yemonjá Yemoja atara magba (Elogie nome) Ayaba ti gbe ibu omi Rainha que vive nas profundidades da água
  • 41.
    Yemoja igbe dioju ona Yemoja alisa arbusto em caminho-superfícies Yemoja em je oti pagogo oju akagba Yemoja se inclina em na beira-mar, enquanto tomando um gole de efervescência Um gbo ni se oba ma kase Ela espera sentado, até mesmo na presença de um rei. Yemoja um wo'lu de iji de lobi Elevações de Yemoja, remoinho quando tornado entra no país; Um pekoro yi ilu kaa Ela muda a cidade Awoyo, Awoyo je'le je l'odo, Awoyo, Yemoja come na casa como também no rio Iya olo oyon oruba Mãe de peitos chorões Ela cultivou uma moita sobre o negócio privado dela Obo de Abi ni orun bi egbe isu divertido E está apertado como um inhame secado Onilaiye de Okun um bi de enia de san Rainha fundo-inchando do mundo, ela cura como medicamento; Olokun de Arugbo Dono de mulher mais velho do mar Fere obirin aji fon ni lara oba
  • 42.
    Flauta-menina que tocapara o despertar de reis Obirin pepe li gba eni gbe ilekile Mulher que suavemente agüenta o nadador para descansar em algum lugar Ko je dahun ni ile Ela não deseja responder em terra Oju omi ni je ni koro Ela fez isto depressa à superfície da água ISURE ÒRÌSÀ ÈSÙ IBA ÈSÙ LA ALU ÈSÙ, ÒGÁ ONIILU ATÓBÁJAÍYE, ELESO ÒGÚN OTÍLÍ LÓÒGÚN, ALÁGADA ÉYÉ, OROKO-NI-OJO-EBO-LE, ÈSÙ TÁBIRÍGBONGBON, ABÓNIJÀWÁ-KUMO, ÈSÙ, OLAFE, ASENI-BÁNI DÁRÒ, ÈSÙ, IWO LO SE BABALAWO, OJÓ MÉTÀDÍNLÓGÚN LÓ GBÉ ÓDÒ OYA, ÈSÙ, MA SE MI, OMO ÉLÈMIRÀN NI O SE, ÈSÙ, MA SE MI LU ENÌA, MA SE ENIA LUMI,
  • 43.
    ÈSÙ, KI NKANMA SE OMO MI, ÈSÙ, KI NKAN MA SE AWON ARA ILE MI, MA JEKI A RI ÌJÀ RE, ÌWO LO SE OBA TÌ WON TI YO LÓYE, ÌWO LO SE IYAWO, TI O FI KO OKO RE SILE, ÈSÙ MA SE MI, OMO ÉLÒMÍRÀN NI O SE. ÌWO LO SE ENIA TO FI BINU SOKU, ÌWO LO SE ENIA TO DI KO SÓDÒ, ÈSÙ MA SE MI, OMO ÉLÒMÍRÀN NI O SE. ÌBÙKÚN PUPO NI EMI FE LODO RE. ÈSÙ, ÌWO NI ILERA, ABO, IGBEGA, IRE, ÒRÒ BEM LÓWO RE, JÒWÓ KI O WA FUN MI NI NKAN WONYI. ÈSÙ ELEGBARA, GBO MI KÌÁKÌA. ÈSÙ MA SE MI, OMO ÉLÒMÍRÀN NI KI O SE. ASE TI ELEDUNMARE ELEDUNMARE ASE. Èsù eu te saúdo. Èsú homem forte na cidade, pessoa suficiente para ficar no lado em toda a vida. Pessoa que tem frutas medicinais. Você que monta cavalo de banheiro para entrar no quarto, você que tem medicina forte. Você é uma pessoa que vai embora quando o sacrifício ficou estragado.
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    Você que achaum bastão para aquele que briga. Èsù, o apitador que dá danos na gente, ainda simpatiza conosco. Èsù, você quem provocou Babaláwo e fez ele ficar na casa de Oya por dezessete dias. Èsù, não me faça mal no filho do outro. Èsù, não me provoca contra qualquer pessoa e não provoca as pessoas contra mim. Èsù, para nada acontecer para os meus filhos. Èsù, para nada acontecer para minha família. Não deixa ver a sua raiva, você quem provocou o rei para sair do trono. Você quem provocou a esposa a deixar seu marido. Èsù não faça mal, faça mal no filho do outro. Eu quero prosperidade de você, Èsù, você que é o dono de saúde, proteção, Promoção, bondade e prosperidade, por favor, me dê tudo isto. Èsù Elegbara (Senhor do poder), me ouve depressa, Èsù, não me faça mal, faz mal nos filhos dos outros. Axé do Senhor Supremo. Benção do Senhor Supremo. ISURE ÒRÌSÀ ÒGÚN IBO ÒGÚN LAKAYE OSIMOLE ÒGÚN PELO O, EDUN OLÓ IRÌN, ÒGÚN OKUNRIN ÒGÚN.
  • 45.
    ENII TI SOMOENÌA DOLÓLÁ, GBÍGBÉ NI O GBE MI BI O TI GBE AKINORO TI O LI KOLE OLA FUN, ÒGÚN A WOO ALAKAIYE, OSIN IMOLE, EGBE LEHIN ENI ANDA LORO. ÒGÚN GBE MI O, ÒGÚN MA PAMI, OMO ÉLÒMÍRÀN NI K O PA. ÒGÚN, EMI BERU RE ÒGÚN SO MI DI OLOWO, SOMI DI OLORO, LA ONA IRE FUN MI, ONA ANU ATI ONA ORO, IWO NI OLONA OLA, TORIBE KI O WA LA ONA OLA FUN MI. KI O SI MAA DA ABO RE BOMI TITI LAI. ÀSE TI ELEDUNMARE ELEDUNMARE ÀSE Ògún, eu te saúdo. Dono da matéria de ferro, Ògún da guerra, Você que torna as pessoas sejam ricas, Ògún me enriqueça como você enriqueceu Akinoro e fez ele um homem eminente, Ògún, o homem forte do mundo, o maior no mundo, Você que é protetor daqueles que são feridos. Ògún, eu tenho medo de você,
  • 46.
    Ògún me tornarico, me torna próspero, Favor Ògún, abre o caminho de bondade, ajuda e da prosperidade, Você é o dono das riquezas, Assim, me abre o caminho da prosperidade. Para que você me proteja para sempre. Axé do Senhor Supremo. Benção do Senhor Supremo. ISURE ÒRÌSÀ ÒSÓÒSÌ IBA ODELADE ÒSÓÒSÌ ODE AMOJI ELERE, OTITI, AMI-ILU-WO-BI OJO, ARI-SOKOTO-PENPE-GBON-ENI OLA IKIRE. BO BA GBO, MA DA MIRAN SI. ALAJA, AMU OWEMU-OBO, BABA MI FIKIFIKI EKUN, AKO ORU, ONILE IKU, MAA JE KI NRI O, ASINDELE LAA SINMO ENI, JOWO DABO BO MI, MAA JEKI OMO WON MI MAA JEKI OMO WON MI WA FUN MI NI ALAFIA, EMI BE O, WA SO IBANUJE MI DAYO,
  • 47.
    FUN MI NIABO RE TO NI WA SOMI DI OLORO. ÀSE TI ELEDUNMARE ELEDUNMARE ÀSE Òsóòsì eu te saúdo. Ode Amoji Elere, Pessoa forte que sacode a cidade, Pessoa que veste bermuda nas estradas molhadas da cidade do Ikire, Se forem rasgadas, ele tem outras, Odé que tem cachorros que matam owe (um animal) e os macacos, Meu pai, o forte leopardo, que não tem medo de madrugada, Você que guarda morte em casa, favor não me deixe ver você de mau humor, Você que proteja seus filhos, Favor me proteja, Não deixa faltar filhos, Me dê a paz, Eu te peço, torna minha tristeza em alegria, Me dê a sua forte proteção e que torne próspero. Axé do Deus Supremo Benção do Deus Supremo. ISURE ÒRÌSÀ OSONYIN
  • 48.
    IBA OSONYIN ESINSIN ABEDOKINNIKINNI, AKEPE NIGBA ORAN, ELESE KAN JU ELESE MEJI, EWE GBOGBO KIKI OOGUN, EWE A JE, OOGUN A JE FUN MI LONI EMI FE IRE RE, OSONYIN JOWO FUN MI NIRE, FUN MI NI OLA, WA WO MI SAN, KI O SI FUN MI NI AABO. ORO ATI ALAFIA. ÀSE TI ELEDUNMARE ELEDUNMARE ÀSE. Òsónyìn eu te saúdo. Pessoa que tem fígado e come cristal, Pessoa que a gente chama nas dificuldades, Pessoa de uma só perna, e que é mais forte do que aqueles com duas pernas, Para você todas as folhas são medicinais, As folhas vão funcionar para mim, Hoje eu quero a sua bondade, Me dê a honra, Venha me curar,
  • 49.
    Para que vocême dê proteção, prosperidade e paz. Axé do Senhor Supremo Benção do Senhor Supremo. ISURE ÒRÌSÀ ÒBÁLUÀIYÉ IBA OBA OLUWAIYE FARÌORO, ONI-WOWO-ADO, ARUNMOLOOFUN DANU, AJE-IGBA-OOGUN MAKUU, OBA EMITOTO, OBA EMILARE, OBA EMITOTO LAAPE IFÁ OBA EMILARE LAAPE ODU, IWO OBALUWAIYE, IWO LO FI AWON ORISA MOKANLENIRUNGBA TI BEM LODE ISALAYE JE OYE WA FI EMI NAA JOYE LODE AIYE ISALAYE, KI NRI JE, KI NRI UM IDAKUDA NI KOO MA LO DA AWON OTA MI, MAA JEKI NRI IKU, MA JEKI NRI ARUN, MAA JEKI NRIKI OMO, IKU AYA, IKU OKO, AGAN TI O RI BI FUN LOMO KI ABOYUN BI TIBI TIRE, KI OPO ILE KIRI MOLE, OBALUWAIYE, JEKI MBIMO, KI O TO DI ODUN TO MBO,
  • 50.
    TO BA FUNMI LOMO ATI OWO, EMI O FUN O NI EWURE. OBALUWAIYE, FUN MI NI ALAFIA, FUN MI NI ILOSIWAJU ATI IRE RE, ALUJOGUN GBA MI JOWO WO MI SAN, MA JEKI NRI IJA RE, KI NKAN MA SE MI. ÀSE TI ELEDUNMARE ELEDUNMARE ÀSE. Eu te saúdo Obálùaiyé. Farìoro, você que tem muitas cabaças pequenas cheias de medicinas e pessoa quem faz medicina das pessoas ineficaz Você que come veneno que não tem efeito sobre você, O deus de Emitoto, deus de Emilare, O deus de Emitoto é o nome dado ao Ifá, O deus de Emilare é o nome dado ao Odù, Você, Obálùaiyé quem coroa todos os duzentos e um òrìsàs que residem no mundo, Favor, me coroa também neste mundo, Forneça-me todos os materiais de bem-estar, Cria confusões com os meus inimigos, Me proteja da morte e doenças, Proteja meus filhos,esposa, marido da morte Dá filhos para àquelas que ainda não tem
  • 51.
    Faz que aquelasgrávidas Ter seus partos sem problemas, Não deixe o espírito do mau entrar na minha casa Obàlúaiyé, faz que eu tenha filho antes do final do próximo ano, Se você me der filho e dinheiro, matarei a cabra para agradar. Obàlúaiyé, me dê a paz, Me dê progresso e bondade. Alujogun, me salva, Favor me curar de qualquer que pode me afligir, Não deixe me ver sua raiva, e que nada aconteça comigo. Axé do Senhor Supremo. Benção do Senhor Supremo. ISURE ÒRÌSÀ SÒNGÓ IBA OLUKOSO LALU ALAAFIN, KINÍUN BU, A AS, ELEYÍNJU OGUNNA, OLUKOSO LALU A RI IGBA OTA, SEGUN, EYITI O FI ALAPA SEGUN OTA RE, KABIYESU, ASANGUN DEYINJUM ONIGBEE A NSURE FUN,
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    ALEDUN-LABAJA, ASA-NLANLA-ORI-PAMO, ABA-WON-JÁ-MÁ-JEBI A LAPA-DUPE OBAKOSO, MAJEKI NRI IBANUJE, JOWO MA LU MI PELU OSE RE, MA JEKI NRI AISAN, OKO ABEGBE (OSUN), BA MI SEGUN OTA MI, AWON OTA MI KO NI ROJU SOJU, SÒNGÓ, MA PAMI, MA PA ENIA SI MI LORUN, AKOGBONNA KALU, MAA BA MI JÁ, MA JEKI NRI IJA RE, MA JEKI NDARAN IJOBA, MA JEKI NRI EJO, MA JEKI ODO O GBE MI LO, MA JEKI NKU IKU INA, MA JEKI ÀRÁ PA MI, MA JEKI OWO ÍKA O TE MI. BAMA SEGUN OTA MI, BAMI SEGUN OTA MI, MA JEKI NRIN FE SE SI,
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    MA JEKI NSOROFENU KO. OBAKOSO PESE OWO PUPO FUN EMI OMO RE, ONIBON ORUN, JOWO PUPO FUN EMI OMO RE, ONIBON ORUN, JOWO MAA WA PELU MI TITI TI. ÀSE TI ELEDUNMARE ELEDUNMARE ÀSE. Sòngó eu te saúdo. Alaafin que ruge como leão e as pessoas fogem, Pessoa cujos olhos brilham como tigrem Olukoso, da cidade. Você que usa centelhas de cartuchos para vencer seus inimigos na guerra, Você usou pedaços de parede para destruir seus inimigos, Kabiyesi (eu honro você) Pessoa que é forte até nos olhos, Dono de matagal de quem as pessoas tem que fugir, Pessoa que suas marcas faciais são nítidas como trovão, Você que tem controle sobre as cabeças das pessoas importantes, Pessoa que briga com as pessoas e ainda fica inocente, Pessoa que mata e a família da vitima ainda agradece, Obakoso não deixe me Ter tristeza, Favor não me bata com seu Oxé, Não me deixe ficar doente, Marido de Agbegbe (Òsun), me ajude a derrotar meus inimigos,
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    Meus inimigos nuncavão Ter paz, Sòngó não me mate e não me provoca a matar outras pessoas, Pessoa que causa confusões na cidade, não fique com raiva comigo, Não me deixe ver a sua briga, Não me deixe fazer qualquer coisa contra a lei, Me poupa de casos de justiça, Me proteja de afogamento, Me proteja da morte de fogo, Não me deixe morrer de raio, Me proteja das pessoas mas. Me ajuda a derrotar os meus inimigos, Me ajuda a proteger meus filhos, Seja o guia dos meus passos, Não me deixa cometer as ofensas através das palavras da minha boca. Obakoso, dê muito dinheiro para mim, seu filho, Dono da trovoada no céu, favor fique no meu lado sempre. Axé do Senhor Supremo. Benção do Senhor Supremo. ISURE ÒRÌSÀ ÒSUN IBA ÒSUN ORE YEYE O
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    ÒSUN IWO WEOMO YE, OMI, ARIN-MA-SUN, YEYE WEMO YE GBOMO FUN MI JO, AYILA, GBA MI O, ENI A NI NII GBA NI, MO PE O SOWO, MO PE O SOMO, MO PE O SI AIKU, EMI, FE IYE, ATI ORO, ENITI NWA OMO KO FUN LOMO, OMO DARADARA NI KI O FUN WON, ÒSUN, TO MI SI ONA ORO ATI ALAFIA, ÀSE TI ELEDUNMARE ELEDUNMARE ÀSE Òsun eu te saúdo Òsun, você é cheio de idéias, Pessoa que nada consegue destruir, Pessoa que faz as coisas sem que seja questionada, Você que não cansa de usar bronze ornamentais, Mulher forte que nunca seja atacada, Pessoa que sentou em cima da cesta na profundeza do rio, Ore yeye (mãe graciosa) Ore yeye imole (mão graciosa òrìsà), Você que acalma as crianças com o seu bronze ornamental, Você que tem trono calmo,
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    Mãe graciosa, arainha do rio, Mãe graciosa, Òsun me proteja e meu filho com o banho, Você que dá vidas às crianças, me dê filhos para mim cuidar, Ayila (Òsun) me proteja, eu espero salvação de você, Eu te chamo para Ter dinheiro e filho, Eu te chamo para não morrer, mas para Ter a vida e prosperidade. Dá filhos para quem precisa Ter, Dá eles filhos saudáveis, Òsun, me caminhe para o caminho da prosperidade e a paz. Axé do Senhor Supremo. Benção do Senhor Supremo. ISURE ÒRÌSÀ OYA IBA OYA AYABA OBAKOSO, ODO KUN KO KUN, KO SI ENITI OYA KO LE GBE LO, MAA JEKI ODO GBE MI LO, MAA JEKI NKU IKU INA, IYA MI BOROKINNI, JOWO EMI NFE ORO LATI
  • 57.
    ODO RE, EMI NFEALAFIA, EMI NFE ILERA, EMI NFE ILOSIWAÚU, IYAWO ONIBON-ORUN, JOWO SOMI DI OLORO. ÀSE TI ELEDUNMARE ELEDUNMARE ÀSE. Oya eu te saúdo. Esposa do Obakoso (Sòngó). O rio enche ou não, não há ninguém que Oya não leve, Não deixe o rio me levar. Não me deixe morrer afogado, Não me deixe morrer no fogo, Minha mãe é bonita, Eu quero prosperidade de você, Eu quero paz, Eu quero saúde, Eu quero progresso, Esposa de dono da trovoada no céu (Sòngó), Favor, faça-me rico. Axé do Senhor Supremo. Benção do Senhor Supremo.
  • 58.
    ISURE ÒRÌSÀ YEMONJÁ IBAYEYE OMO EJA YEMONJA OOO, WA GBO EBE MI, IWO TI NFUN ENITI NWA OMO NI OMO, JOWO MO PE O, FUN MI NI OMO, SO MI DI OLORO, YOMONJÁ, YEYE AWON EJA, FI ABO RE BO MI, KI IKU ATI ARUN MA WOLE TO MI WA. IYA MI, JOWO SO EKUN MI DAYO ÀSE TI ELEDUNMARE ELEDUNMARE ÀSE. Yemonjá eu te saúdo Ouça meu clamor, Você quem dará filhos para quem quer, Por favor me dê filhos, Me torna próspero, Yemonjá, mãe dos peixes me proteja com a sua proteção, Para que a morte e doenças não entre na minha casa. Minha mãe, favor torne os meus choros e sofrimentos em alegrias.
  • 59.
    Axé do SenhorSupremo Benção do Senhor Supremo. ISURE ÒRÌSÀ IBEJÌ IBA ÒRÌSÀ ÒRÌSÀ IBEJÌ DAKUN DABO, MA JEKI A RI IKU OMODE, MA JEKI A RI IKU AGBA, ENITI O BI, MAA JEKI O SOKUN, MAA JEKI A KU IKU AIROTELE, FUN MI LOWO LATI SE NKAN GBOGBO, IWO TI O SO ALAKISA DI ALASO, JOWO SO AKISA MI DI ASO, IWO TO TI ESSE MEJEJI BE SILE ALAKISA, JOWO BE SILE MI, ÒRÌSÀ IBEJÌ, PELE O, EJIRE ARA ISOKUN, JOWO SO MI DI OLORO. ÀSE ELEDUNMARE ELEDUNMARE ÀSE. Òrìsà de Ibejì eu te saúdo. Favor, não deixe acontecer as mortes das crianças, Não deixe acontecer a morte dos adultos, Quem tem para não chorar. Não deixe acontecer a morte imprevista,
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    Me dê dinheiropara minhas necessidades. Você que torna pobre o rico favor me torne rico. Você que entrou na casa do pobre, favor entre na minha casa, Òrìsà Ibejì, eu te saúdo, Ejire de Isokun, Favor tornar-me próspero. Axé do Senhor Supremo. Benção do Senhor Supremo. ISURE EGUNGUN IBA EGUNGUN ILE ILE MOPE O O, AKISALE MO PE O O, ETIGBURE MO PE O O, ASA MO PE O O, ETI WERE NI TI EKUTE ILE, ASUNMAPARADA NI TIGI AJA EMI OMO RE NI MO PE O, JEKI NWA LAAYE, MAA JEKI NKU, MAA JEKI NRI IJA IGBONA, MAA JEKI NRI IJA ÒGÚN,
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    JOWO WA JEMILONI, KI O FIRE FUN MI ÀSE TI ELEDUNMARE ELEDUNMARE ÀSE. Egungun eu te saúdo. Terra te chamo, Akisale eu te chamo, Etigbure eu te chamo, Asa eu te chamo, Rato de casa sempre alerta, Asunmaparada (uma espécie de animal) nunca seu lugar, Eu seu filho, esta chamando, Deixa me viver, Não me deixa morrer, Me proteja da fúria de Ògún, Ouça meu clamor Para você me dar bondade. Axé do Senhor Supremo. Benção do Senhor Supremo. ISURE ÒRÌSÀ ÒRUNMILA IBA ORUNMILA ÒRUNMILA IBA O O,
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    ORUNMILA, ELERI IPIN,AJEJU OOGUN, ADUNDUN LAWO, IFÁ MO PE, ELA MO PE, IFÁ, SOWO DEERE GBOBI RE, IYEROSUN NI ORUNMILA NJE, EKU MEKI, EJA MEJI NINU OBE RE, IFÁ FUN WA LOMO SI, JEKI A LÓWÓ LÓWÓ, KI A BIMO O, KI ILE WA YIÍ, KI ATUN KI DAADAA, ORUN LO MO ENITI YIO LA, A SE AIYE, SE ORUN, ELEERIN IIPIN, AJE-JU-OOGUN, IWO LALAWOYE O, BAMI WO OMO TEMI YE, AJE, WOLE MI, OLA JOKO TIMI, ORUNMILA O WA TO GEE, KI O MOWO IWARA MI KO MI, ORUNMILA IFÁ OLOKUN, ASORAN DAYO, OLOORE AIKU JE JOOGUN, IREE MI GBOGBO NI WARA, NI WARA. ÀSE ELEDUNMARE
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    ELEDUNMARE ÀSE. Òrúnmìlà eute saúdo. Òrúnmìlà, testemunho do destino, que tem mais eficácia do que medicina, Pessoa de pele limpa, Ifá eu te chamo, Ela eu te chamo, Ifá abre as suas mãos para aceitar meu obí de oferenda. Òrúnmìlà, você como Iyerosun, Dois ratos, dois peixes na sua sopa, Ifá deixa prosperarmos mais filhos, Deixa reconstruirmos nossas casas da melhor maneira. Só o céu quem sabe quem será salvo, Pessoa que vive no universo e no Céu, Pessoa que é testemunha do destino e Pessoa que é mais eficácia do que a medicina, Só você quem pode dar a vida para as pessoas; Dê vida aos meus filhos, Prosperidade entra na minha casa, honra senta comigo, Òrúnmìlà, é hora de você me dar riqueza, Òrúnmìlà Ifá, o dono do mar, que desvia fortuna para a alegria, Traga todas as minhas fortunas depressa. Axé do Senhor Supremo Benção do Senhor Supremo. ISURE ÒRÌSÀNLA
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    IBA ÒRÌSÀ-NLÁ OSEREMAGBO ÒRÌSÀ-NLA,ÒRÌSÀ-NIA, OBA PATAPATA TU BA WON GBE NI ODE IRANJE, ÒRÌSÀ-NLA, OGIRIGBANIGBO, ALAYE TI WON OBOMO-BORO-KALE, AYINMO-NIKIE, ADA-WON-LARO, ÒRÌSÀ-NLA, ÒRÌSÀ-NLA, ÒRÌSÀ ALASE, IGAN BABA OYIN, ORERE YELU AGAN WO, ATU-WON-JÁ-NIBITI-WON-LARO JAGUNJAGUN, OFIWA-IJA-WODO, O JAGUNJAGUN FIGBON WODO, ABOJU-BONIGBESE-LERU, ABISOKOTO-GBOSU-MEFA-NILE ALARO, ARO-GBAJAGBAJA-KO-LONA, ABUDI OLUKANBE, ÒRÌSÀ-NLA JOKO GBA MI, ÒRÌSÀ-NLA ENI A NI NI GBA NI, EMI KO MO NKAN, ÒRÌSÀN-LA, JOWO SO MI DI ENI IYI, ÒRÌSÀ-NLA, MA FI OWO PON MI, ÒRÌSÀ-NLA, NA FI OMO PON MI LOJU,
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    JOWO MA FIAISAN SE MI. MAA FI OWO PON MI LOJU, ÒRÌSÀ-NLA, MA FI IRE GBOGBO PON MI LOJU, GBO IGBE MI. ÀSE TI ELEDUNMARE. ELEDUNMARE ÀSE. Oxalá eu te saúdo Oxalá, Oxalá, um rei feroz aos; Òrìsàs, Oxalá que mora com os outros na cidade de Ode Iranje, Oxalá, o maior e que tem o mundo e todos universos sob Ele, Senhor que tira pele das pessoas, Senhor que criou as pessoas corcundas e os paralíticos, Oxalá, Oxalá, Òrìsà com autoridade, Você é precioso como mel puro, Òrìsà que dá filhos aos que não tem, Senhor dispersa as pessoas onde eles estão tramando as maldades, O senhor dócil, Pessoa que quebra os braços das pessoas e cria os paralíticos, Òrìsà Ogiyan, um guerreiro de respeito. Você que brigou na guerra e entrou no rio para lançar os bastões nos inimigos, Você que é Deus com a força inesgotável, Você que arrasta seus inimigos com a corda para dentro do rio, Você que seu rosto aterroriza um devedor,
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    Pessoa que éo maciço como um elefante, Oxalá, pôr favor me salva, Oxalá, pois não sei como eu posso me salvar, Oxalá, por favor me faz um ser honrado, Oxalá, não me faça sofrer com dinheiro, Oxalá, não me faça sofrer com filhos, Favor, não me faça sofrer com doenças, Não me faça sofrer com a prosperidade, Oxalá, não me faça sofrer com todas as coisas boas, Ouça meu clamor. Axé do Senhor Supremo. Benção do Senhor supremo. DIFERENÇAS ENTRE CANDOMBLÉ E UMBANDA O brasileiro é um povo pacífico e crédulo, tem muita fé, é um povo religioso, não é difícil enganar pessoas tão ingênuas...(Este é meu ponto de vista). A visão que tenho é bem clara...: Existe uma barafunda geral, na cabeça das pessoas com relação a religião, cada um faz a sua como bem quer ou como bem entende que deva fazer (a tal da verdade absoluta) o que o guia do babá ou da babá de terreiro disser, é que é o certo e pronto. (???) Se em cada esquina tiver um centro de umbanda, e formos perguntar como funciona, vamos verificar que cada um funciona de acordo com a cabeça do dono da casa, e não de acordo com o que dita as regras gerais do que deva ser um centro de umbanda. A primeira diferença entre candomblé e umbanda: O candomblé é uma religião iniciática, que apesar de bem deturpada, tem seus fundamentos nas religiões tribais africanas (milenares) trazidas pelos escravos para o Brasil. E com eles vieram os orixás africanos, todos negros, sem mistura de credo, pois
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    não conheciam asreligiões católica e espírita nem de longe (os escravos). A umbanda foi criada por volta de 1900, não se sabe exatamente a data, no Rio de Janeiro, onde o primeiro babá de terreiro criou as regras, ou foram ditas por seus guias, assim foi criada a umbanda, que hoje, já não se sabe mais o que é realidade ou fruto de imaginação. A mistura é tão grande, e a imaginação de cada um vai tão longe, que foram criando falanges e mais falanges que não se entende mais nada, nem os próprios umbandistas sabem dar certas explicações. A umbanda começou com os caboclos (espíritos de índios brasileiros) e pretos velhos (espíritos dos escravos), depois foram aparecendo novas entidades como ciganos, indianos, já tem gente incorporando Cleópatra, Messalina, Afrodite, Lampião, etc... dá prá acreditar? :-) E os que dizem incorporar Lúcifer, Belzebu e outros, não que eu queira ser a dona da verdade, que não sou mesmo... mas haja imaginação hein? :-) Freqüentei umbanda durante 9 anos, respeito a umbanda séria e acredito nos guias de umbanda, (pois os que conheci mereciam respeito), mas aprendi a separar mistificação, de entidades de verdade, pois acredito que o maior problema da umbanda seja esse, as pessoas não saberem distinguir um do outro. Na minha opinião, toda religião é boa, desde que não seja usada para ludibriar as pessoas ingênuas e crédulas. Toda pessoa precisa acreditar em alguma coisa, ter fé, mas também precisa ter o bom senso de desconfiar de vez em quando, nem tudo o que vemos e ouvimos é o que parece ser. Independente das religiões, o ser humano é dotado, uns mais outros menos, de poderes paranormais ou seja vidência, audiência, telepatia, telecinese e outros, até poder de cura através das mãos, (que a pessoa já nasce com eles sem fazer parte de nenhuma religião, muitos morreram nas fogueiras por terem tais poderes, eram chamados de bruxos, na idade média), que infelizmente são usados através de religiões, com finalidades nem sempre honestas. Segunda diferença entre candomblé e umbanda: Antigamente na religião africana, existia uma separação entre o culto de Egun e o culto de orixá, era bem definido e os locais de culto eram independentes e separados. Exemplo disso, podemos ver nas casas de candomblé da Bahia (casas de Ketu tradicional), onde se cultua orixá, (tem apenas um quarto onde são homenageados os eguns dos filhos da casa que já morreram), os Eguns dos pais de santo, são cultuados em outras casas, as mais conhecidas estão na Ilha de Itaparica. Também acho uma discriminação, mulher quando morre não é egun, é alma, sendo cultuadas em outras casas.
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    Nessas casas ondesão cultuados os babá Egun, também é feita uma separação bem definida, quando um babá Egun está dançando no barracão e vira um orixá de alguém que esteja assistindo, em respeito ao orixá, esse babá Egun se retira da sala e só volta quando o orixá tiver ido embora. No candomblé, o único motivo de se usar contra- egun, é para que um egun não incorpore em uma pessoa iniciada para o orixá. A coisa tá tão complicada de se entender, que a maioria das babás de terreiro usam como símbolo de cargo um mocan no pescoço, isso quando não usam senzala de búzios e contra-egun também, feitos de palha da costa, usado no candomblé exatamente para que eguns não se apoderem das pessoas. A conclusão que eu cheguei é a seguinte: A umbanda não é iniciática, portanto não tem feitura de orixá. As entidades que incorporam na umbanda não são orixás, são guias. Nem tudo que vemos incorporado na umbanda são guias, pode ser fruto da imaginação muito fértil de algumas pessoas (com exceções). No candomblé tem gente feita de santo que continua virando com guias de umbanda, isso não é novidade, é até muito freqüente de se ver. (vide texto anexo do Prof. Reginaldo Prandi). Mas dizer que foi feito de um orixá na umbanda, prá mim é novidade... a não ser que o pai de santo tenha sido feito, mas aí a casa deixa de ser umbanda e passa a ser de candomblé e que também toca umbanda. Peço desculpas, aos umbandistas, não quis com isso ofender ninguém, apenas tentei colocar como vejo a situação da umbanda e do candomblé nos dias de hoje, e peço que as pessoas leiam mais e procurem se orientar melhor, não estou querendo dizer com isso, que o candomblé seja a religião perfeita, porque não é mesmo, tem muitas falhas principalmente por deturpação de muitos pais e mães de santo. Nos candomblés bantus tradicionalmente sempre existiu a presença do caboclo, mas é um caboclo diferente do que incorpora na umbanda, não dá prá confundir são totalmente diferentes. Com isso quero dizer que existem umbandas sérias e candomblés sérios, mas que precisam ser distinguidos.
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    Explicação referentes abanhos Em qualquer época, nos Centros e Terreiros de Umbanda, os banhos tem sido de grande importância na fase de iniciação espiritual, por isso, torna-se necessário um grande conhecimento do uso das ervas, raízes, cascas, frutos e plantas naturais. E como já sabemos, os banhos de ervas devem ser preparados por pessoas especializadas dentro dos terreiros ou por você mesmo (a), com a orientação de seu Pai-de-Santo. Se forem preparados por outra pessoa, ela tem que estar com o seu corpo físico e seu corpo astral purificado, pelo menos pelo banho de uma erva e livres de excitações sexuais, perturbações mentais e nem por mulheres na fase de menstruação (corpo liberto). A orientação e o uso das ervas são atribuições dos guias espirituais, das entidades e dos Orixás, através dos Chefes de Terreiros (Pais e Mães-de-Santo). Os banhos de ervas são classificados, normalmente, em três tipos: Banho de Descarga, Banho de Ritual e o Banho de Iniciados. BANHOS DE DESCARGA paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 O mais conhecido, e, como o próprio nome diz, o Banho de Descarga (ou descarrego), serve para descarregar e limpar o corpo astral, eliminando a precipitação de fluídos negativos (inveja, ódio, olho grande, irritação, nervosismo, etc). Suprime os males físicos, externamente adquiridos de outrem ou de locais onde estiverem os médiuns. Este banho pode ser utilizado por qualquer adepto da Umbanda, desde que seguindo as recomendações das Entidades/Guias Espirituais, e recomendados pelo seu Pai ou Mãe- de-Santo, com as ervas colhidas nas horas e dias certos. BANHOS DE RITUAL É o banho de incorporantes (médiuns de incorporação). Esse banho tem a função de estimular os fluídos da mediunidade, ativando e revitalizando as funções psíquicas para uma excelente trabalho de ritualização dos Guias Espirituais e é também recomendado para activar e afinizar as forças dos Orixás, Protetores de Cabeça e do Anjo-da-Guarda. BANHOS DE INICIADOS Este tipo de banho deve ser utilizado nos centros e terreiros de Umbanda, por seus aparelhos, médiuns, iniciantes ou não dentro da Lei da Umbanda. Ele propicia o equilíbrio entre a aura do corpo mental e a aura do corpo astral. Equilibra, de maneira satisfatória, a incorporação das Entidades em seus aparelhos mediúnicos (filhos-de- santo).
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    É um banhopara ser usado com muito critério e cautela, pois para cada tipo de Entidade Espiritual é destinada uma ou várias plantas, num conjunto ritualístico. Um exemplo de banho de iniciados é o BANHO DE AMACI, aqui especialmente tratado. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 BANHO DE AMACI Todos os anos o Templo Sagrado de Umbanda, realiza, o banho de Amací, para todos os médiuns filiados à mesma. O Babalorixá e os Médiuns confirmados, fazem o banho na cabeça dos filhos e filhas , tudo isto para abrir o ano com muita energia dos Orixás. Este banho somente deve ser preparado por uma Entidade Espiritual ou pelo Guia Chefe do Terreiro, Pai/Mãe-de-Santo, Zelador (a) do Terreiro, Babalaô ou Chefe de Culto. É o banho que pode ser preparado da cabeça aos pés ou simplesmente da cabeça, porque é preparado de acordo com o Santo, Orixá protetor do filho, iniciante na Umbanda. O banho de Amací é próprio para a cabeça, onde reside o nosso Santo Protetor, nosso Guia Espiritual. Só podem tomar o banho de Amací aqueles que forem freqüentar e desenvolver-se na gira de Umbanda, no Centro ou Terreiro. O próprio adepto não deve nunca prepará-lo e nem tomá-lo em casa; existe todo um ritual para que seja feito o Amací da Umbanda, isto é, ervas selecionadas de acordo com o Santo do Iniciante, bem como dia e hora apropriados, e demais requisitos que o banho exige. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Normalmente, quando o filho esta em dúvida de quem seja seu Pai ou Mãe de Cabeça, recomendo um Amací de Oxalá, o qual rege a cabeça de todos nós, pois queiramos ou não, todos nós somos filhos de Oxalá. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Todos os banhos de descarga devem ser tomados do pescoço pra baixo; só se deve jogar o banho na cabeça quando for indicado pelo Orixá Chefe do Terreiro. As folhas que caem dos banhos de ervas devem ser recolhidas e despachadas (jogadas) nos locais apropriados, em geral, vasos grandes de plantas, jardins, num rio ou mata, mas nunca no lixo e nem nas ruas. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Há banhos para todos os Orixás e Entidades e sempre que tiver dúvida consulte-os ou consulte um Pai ou Mãe-de-Santo sobre o banho a ser tomado. Muitos banhos têm dia e hora certos para tomar, portanto, consulte um Pai ou Mãe-de- Santo se tiver dúvidas. Explicação Ipeté de Oxum
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    Ipeté de Oxum Ipetéde Oxum ou Peté de Oxum é o nome da comida de Oxum, e foi adotado o mesmo nome para a festa que se faz à Oxum anualmente em muitas casas de candomblé, em todo Brasil. No Opó Afonjá, Mestre Didi conta que esta festa marca o encerramento das festas do ano. Nesse dia não há sacrifício, que já foram feitos nos dias anteriores. Há muita comida, galinha, pernil de porco, além de outras iguarias, que são distribuídas a todos que comparecem. Além daquelas que são feitas para as obrigações dos Orixás e que serão também divididas entre os presentes, que são o adun (fubá de milho com azeite de dendê e açucar), o ekó (milho branco ralado e cozido, uma espécie de canjica, mais conhecido pelo nome de acaçá), o ixu (inhame), o aluá e o próprio peté. Todos trabalham com afinco, cada um com seu trabalho: quem é de cozinhar, cozinha; quem é de fazer bandeiras, faz bandeiras; quem é de fazer surpresas, faz surpresas. O Assobá, acompanhado dos Ogans da casa, organiza a arrumação do barracão, colocando bandeirinhas, Mariwôs, e folhas que servem de ornamentação, se enfeita o barracão sempre que há festa. Arruma mariôs também em todas as portas de todas as casas para livrar a todos de aproximação e irradiação de maléficos. Arruma também duas mesas, uma grande para a vasilha do peté e uma menor, para as surpresas. Como não há sacrifício de animais nesse dia, também não há padê. A festa começa às cinco horas da tarde, com a procissão do peté. Saem todas as filhas de Orixá da casa de Oxum, cada uma com seu balainho, uns contendo o peté, com pratos e talhes, outro contendo adun e ekó. Outras ainda carregam cestas de flores ou bandejas com diversas surpresas. Cantam e dançam em Ijexá, enquanto os foguetes explodem. Essa procissão é dentro da roça, vai até o Cruzeiro passando em frente à casa dos mortos (Ilê Ibó), fazendo-lhe uma certa reverênci, saudando a antiga Iyalaxé (Aninha). Rumando para o barracão passam pela casa de Xangô, Iyá, Oxalá. Quando chegam, todas as filhas que conduzem o carrego já estão manifestadas. São as pessoas mais velhas que recolhem e distribuem o peté e as surpresas nos devidos lugares. Nesse momento a Oxumda Iyalaxé senta-se no seu trono e as outras sentam-se em cadeiras comuns, metade de um lado e metade do outro, enquanto a comida é dividida. Depois começa o xirê, com a dança da Oxum mais velha. Só quando ela volta a sentar- se é que todas as outras começam a dançar. E assim a festa se prolonga até a meia-noite, quando é encerrada com a roda de praxe, saudando Oduduá, pedindo paz, saúde e tranquilidade de espírito a todos do Axé, adeptos e convidados para que no próximo ano estejam todos novamente reunidos para as homenagens aos Orixás.
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    Qualidades dos Orixáse Odús Qualidades do Orixá Esu Exu Oro Exu Oro é o responsável pela transmissão do poder através da (ala. Ele é quem d á para os sacerdotes e sacerdotisas o poder de acionar as força espirituais através das evocações sagradas: preces , encantações , cânticos . Existem algumas palavras de grande axé usadas nos rituais sagrados que muitas vezes não se conhece a tradução. Elas funcionam como códigos para abrir certos portais do mundo Invisível (ORUN), acionando o poder para transformar nossas vidas. Somente Exu Oro conhece estes segredos, e somente ele pode dar a autorização necessária para entrarmos nestes mistérios. Oriki : Exu Oro ma ni ko. Ex u Oro ma ja ko. Exu Oro Tohun tire site. Exu Oro Ohun Otohun ni ima wa kiri. Axé . Tradução; O Divino Mensageiro do Poder da Palavra causa confronto. Divino Mensageiro do Poder da Palavra n ã o me cause confronto. O Divino Mensageiro do Poder da Palavra tem a voz do poder. O Divino Mensageiro do Poder da Palavra tem uma voz que ressoa por todo o Universo. Que assim seja (axé). paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Exu Opin É o Exu que deve ser evocado sempre que queremos estabelecer um local como sagrado. É ele quem faz a demarca çã o dos limites que separam o espaço sacratizado do espaço comum. Fazem-se uma construção qualquer e nela queremos instalar os nossos assentamentos de Orix á s, al é m de evocar o exu do nosso caminho pessoal ser á necessário pedir a Exu Opin que aceite uma oferenda para consagrar o lugar. A partir daquele local deve passar a ser usado exclusivamente para fins rel i g i oso, e deve haver uma separação bem n í tida entre este espaço e o espa ç o livre para a circula çã o. No caso de se colocar, por exemplo, um assentamento dentro de casa, é aconselhável colocá-lo sobre uma esteira e, se poss í vel cercar com vota com uma outra esteira. Sempre pedindo a exu Opin para sacratizar o ambiente, n ã o importa a localiza ção ou tamanho. Isto é válido, também, para os ambientes ritualísticos estabelecidos ao ar Iivre. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Exú GOGO
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    Este caminho deExu quatro o *Divino Executor*. É conhecido tamb é m como o Ex u respons á vel peta recompensa divina a todos os atos dos seres humanos (e tamb é m dos seres espirituais). Exu Gog ó conhece todas as nossas reencarna çõ es • estende sua a çã o atrav é s destes diversos ciclos encarnat ó rios. Aquilo que costumamos chamar lei do retomo é exatamente a função do exú Gogó fazer este retorno acontecer: O bem recompensado com o bem; o mal recompensado com o mal. Dentro destas atribui çõ es de cobran ç a espiritual e material encontra-se sempre a chance de todos se arrependerem, pagarem por seus erros e tomarem um outro ritmo de vida. Quando Isto não acontece numa vida, poder á ser resgatado numa próxima encarnação. Oriki EXÚ GOG Ó O, ORI MI MA JE NKO O. EX Ú GOGO O, OR Í MA JE NKO O. EB LOWO RE GOGO? O OKAN LOWO EX Ú GOG Ó BABA AWO. AXÉ. Tradução paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Divino Mensageiro do Pleno Pagamento, guie minha cabe ç a para o pelo caminho. Divino Mensageiro do Pleno Pagamento guie minha cabe ç a para o reto caminho. Quanto tu estas pedindo para o Divino Mensageiro do Pleno Pagamento? O Divino Mensageiro do Pleno Pagamento, o Pai do Mistério, está pedindo por um centavo. Que assim seja. Exú Ele é o exú que controla os relacionamentos Interpessoais. Ou seja: amizade, sociedade de negados, casamento, companheirismo de trabalho, vinculo familiar, fraternidade religiosa... Enfim, todos os tipos de relacionamentos s ó possuem um estado de plena compreensão, harmonia e verdadeira colabora çã o quando aprovados por EXÚ WARA. Sempre que se planeja estabelecer um novo vinculo é aconselhável consular Exú Wara e, de preferência, fazer-l he uma oferenda de apaziguamento, para que tudo possa ocorrer sempre na mais perfeita ordem, sem possibilidades de atrito, confusão, mal- entendidos, etc... Oriki de Exu paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 EXÚ WARA NA WA O. EXÚ WARA O. EXÚ WARA NA WA KO MI O, EXÚ WARA O. BA MI WA IYAWO O, EXÚ WARA O. MA JE ORI MI O BAJE O, EX Ú WARA O. ME JE ILE MI O DARU. EXÚ WARA O, AXÉ.
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    Tradução: Divino Mensageirodos Relacionamentos Pessoais traga a boa fortuna. Divino Mensageiro dos relacionamentos pessoais. Divino Mensageiro dos Relacionamentos Pessoais. AS QUALIDADES MAIS CONHECIDAS SÃO paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Exú Elegbára = senhor do poder Exú Yangi = pedra vermelha de laterita, primeira protoforma existente - água + terra - Exú Àgbá = pai-ancestre (representação coletiva de todos os exús individuais) Exú Obá - rei-de-todos Exú Alakétu = título dado a exú pelos kétu da Bahia - rei do povo Kétu - Exú Elebo = senhor-das-oferendas Exú Ojìse-ebo = encarregado-e-transportador de oferendas Exú Elérú = senhor do erú (carrego) Exú Olòbe = proprietário e senhor da faca Exú Enú-gbárijo = explicitador de mensagens Exú Bara = o rei do corpo (obá + ara) (princípio de vida individual) Exú Odara = aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente) EXU (o mensageiro dos Orixás) (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) O PERFIL DO ORIXÁ paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Exu é a figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais conhecida. Há, antes de mais nada, a discussão se Exu é um Orixá ou apenas uma Entidade diferente, que ficaria entre a classificação de Orixá e Ser Humano. Sem dúvida, ele trafega tanto pelo mundo material ( ayé ), onde habitam os seres humanos e todas as figuras vivas que conhecemos, como pela região do sobrenatural ( orum ), onde trafegam Orixás, Entidades afins e as Almas dos mortos (eguns ). Esse Orixá (ou Entidade) não deve ser confundido com os eguns , apesar de transitar na mesma Linha das Almas (uma das três linhas independentes) sendo o seu dia a segunda- feira; ficando sob o seu controle e comando, os Kiumbas (espíritos atrasadíssimos na evolução). Exu é figura de status entre os Orixás, que apesar de ser subordinado ao poder deles, constitui uma figura tão poderosa que freqüentemente desafia as próprias divindades. Sua função e condição de figura-limite entre o astral e a matéria, se revelam
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    em suas cores,o negro e o vermelho, sendo esta última a vibração de menor freqüência no espectro do olho humano, abaixo do qual tudo é negro, há ausência de luz. Seus aspectos contraditórios também podem ser analisados sob outro ponto de vista: o negro significa em quase todas as teologias o desconhecido; o vermelho é a cor mais quente, a forte iluminação em oposição à escuridão do negro. Até em suas cores, Exu é o símbolo das grandes contradições, do amplo terreno de atuação. Os Exus são considerados entidades poderosas, mas nem sempre conscientes dessa força, desconhecendo seus limites e suas conseqüências ao envolver os seres humanos vivos. Assim ao utilizar-se de suas vibrações, um iniciado precisa tomar cuidado para não permitir que Exu, mesmo com o propósito de ajudá-lo, provoque um descontrole energético que possa ser prejudicial ao ser humano. Sua função mítica é a de mensageiro - é o que leva os pedidos e oferendas do homens aos Orixás, já que o único contato direto entre essas diferentes categorias só acontece no momento da incorporação, quando o corpo do ser humano é tomado pela energia e pela consciência do seu Orixá pessoal (quando a consciência de quem carrega o Orixá desaparece). É Exu quem traduz as linguagens humanas para a das divindades. Por isso, é imprescindível para a realização de qualquer ritual, porque é o único que efetivamente assegura em uma dimensão ( ayé ou orum ) o que está acontecendo na outra, abrindo os caminhos para os Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados. O poder de comunicar e ligar, confere à ele também o oposto; a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Se possibilita a construção, também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu habitar as encruzilhadas, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras, portas entradas e saídas. Isso não entra em contradição com o fato de Ogum, o Orixá da guerra, ser considerado o senhor dos caminhos. Além da grande afinidade entre as duas figuras míticas (que são irmãos, de acordo com as lendas), Ogum é responsável pelo desbravamento, pelo desmatar e o criar de novos caminhos, pela expansão do reino, enquanto Exu é o senhor da força que percorre esses caminhos. Como, então, essa imagem de menino brincalhão, mesmo que imprudente, se coaduna com a imagem popular que associa Exu ao Diabo? Mesmo em cultos de Umbanda (alguns) Exu é freqüentemente considerado um representante do mal, das forças perigosas e não totalmente recomendáveis. Qual a visão está correta? paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 A rigor, ambas ou nenhuma delas. Exu realmente brinca e se diverte, possibilitando brincadeiras e prazeres aos seres humanos. Também mexe com forças terríveis, provoca acontecimentos dramáticos, causando o mal.
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    Em termos históricos,as culturas africanas que cultuam os Orixás - muito diversificadas, conseqüência evidente de uma sociedade dividida em raças, tribos, muito pouco centralizada para os parâmetros ocidentais - são muito mais antigas que as que conhecemos. Há lendas de Orixás que se explicam como respostas socialmente criativas a acontecimentos perdidos num longínquo passado, como a substituição do matriarcado pelo patriarcado, o surgimento do primeiro conceito de sociedade agrária, em oposição a uma cultura nômade e caçadora. Assim, como encontrar uma figura que representa o mal numa cultura onde não existe a dicotomia bem-mal? A moralidade ou imoralidade portanto, não está nas figuras dos Orixás, nem principalmente em Exu, mas sim nas interpretações que nós, ocidentais, fazemos a respeito de seus desígnios. Para a cultura africana, politeísta, onde os deuses brigam entre si, cada um tomando atitudes radicalmente opostas às dos outros, não existe um certo e um errado, mas vários. Cada ser humano é filho de dois Orixás e, para ele, suas atitudes serão as mais corretas, enquanto um filho de outro Orixá deverá manter postura diferente, mas adaptada ao arquétipo de comportamento associado ao seu próprio Orixá. Outra razão de confusão vem do fato de os negros terem chegado ao Brasil na condição de escravos, tratados como subumanos e sem os mínimos direitos. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Nenhuma hipótese havia, portanto, para que Exu e outras figuras míticas do Candomblé e da Umbanda, fossem aceitas como independentes: os negros tinham de ser convertidos ao Deus Único , aos mitos cristãos. Uma divindade africana ao ser capturada pelas explicações católicas, teria no máximo o status de santo, divindade menor, praticamente humana, na teologia cristã. Como precisavam de um Diabo, os jesuítas encontraram na figura de Exu, o Orixá que poderia, meio forçadamente, vestir a sua roupa, provavelmente porque sendo o mais humano dos Orixás, à ele se pede interferência nas questões mais mundanas e práticas, o que resulta que a maior parte das oferendas do culto vá, para ele. Exatamente por isso, Exu era a divindade que protegia, na medida do possível, os negros dos repressivos senhores. Era para Exu que pediam desgraças para seus senhores. Dois outros fatores associam Exu ao Demônio; o fogo - elemento do Diabo e também freqüente nos cultos e oferendas para o mensageiro dos Orixás africanos - e o sexo, território considerado tabu pelos católicos, e o prazer - em geral, as atividades favoritas de Exu. A sensualidade desenfreada costuma ser atribuída à influência de Exu, que significa a paixão pelo gozo, sendo freqüentemente representado em estatuetas, como figura humana sorridente, debochada.
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    Para completar ostabus que marcavam Exu como uma figura que subvertia o conceito de faça o bem e será recompensado, faça o mal e será punido - já que ele podia fazer qualquer coisa e alterar qualquer resultado - mas um fator fez com que fosse não só usado como o Diabo mas reconhecido como sua própria encarnação por parte dos jesuítas: Exu gosta de sangue. É costume que, em oferendas, o sangue de animais seja o último ingrediente. Como, porém, essa base filosófica africana foi esquecida na prática pelos brasileiros, existe certo temor e preconceito com relação a Exu. Isso se revela no temor que os babalorixás (sacerdotes que dirigem a Umbanda ou um Candomblé) têm em identificar alguém como filho de Exu, ou seja, como pessoas cuja energia básica é a mesma do mensageiro dos deuses. Reforçam-se assim, os mitos de desgraça que ronda a figura de Exu. A Pomba-gira, figura comum nos cultos de Umbanda e presente em diversos Candomblés, dada a grande intercomunicação entre as duas vertentes, não passa, de um Exu Feminino, onde estão em destaque o senso de humor debochado, a voluptuosidade e sensibilidade desenfreada, usando cabelos soltos, saias rodadas e vaidosas flores na cabeça. Sua dança é uma gira frenética, desenfreada, violenta até, com quase nenhum controle - sem compostura , de acordo com a visão ocidental. CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE EXU paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 São muitas as pessoas que têm Exu, como fonte energética principal, mas são poucas as que o sabem. É comum um certo temor do pai-de-santo em comunicar ao iniciado que é um filho de Exu (englobado na Linha das Almas ), após a confirmação do jogo de búzios. Acontece que os mitos ocidentais e orientais de perigo e desgraça que andam junto de Exu, fazem com que a pessoa que está sob a égide desse Orixá seja considerada uma perseguida da sorte, marcada pelo destino, e são comumente apontados como sofredores, como se ligados ao mal ou ao padecimento. O arquétipo psicológico associado aos filhos de um Orixá é a síntese das características comportamentais que fazem parte de cada Orixá e que são atribuídas aos seus filhos. Não deve ser encarado como camisa de força que limite os seres humanos, mas guias de comportamento. Essas guias de comportamento ou matrizes , são os Orixás. No caso dos filhos de Exu, suas características principais seriam a ambivalência e o relativismo, a falta de posturas morais rígidas e inabaláveis, preferindo certo apego à maleabilidade e ao pragmatismo que faz cada situação ser encarada como totalmente independente de outra, cada uma, portanto, merecendo uma saída diferente OGUM
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    (Texto e ilustraçãoextraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) O PERFIL DO ORIXÁ paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular. Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa. A relação de Ogum com os militares (é considerado o protetor de todos os guerreiros) tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras ( que são do conhecimento apenas dos iniciados ), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou. Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados. Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Segundo as pesquisas de Monique Augras, na África, Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta.
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    Assim seu podervai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, tatuadores, e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação. Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido. É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão. Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual. Tal como Exu, Ogum também gosta de vir à frente. A força de Ogum está tanto na coragem de se lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos (e o abandona nos momentos de prazer e gozo). paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam:Exu (a magia) e Ogum (a guerra); segundo Pierre Verger. Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria- prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas . Ogum gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada pessoa. Ogum gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila. Não tem compromisso com ninguém, nem com seus próprios objetos.
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    A violência ea energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Existem sete tipos diferentes de Ogum, mas Ogum Xoroquê merece um destaque específico, pois é um Orixá masculino duplo, ou seja possui duas formas diferentes de manifestação. É associado à irmandade e afinidade estreita de Ogum com Exu, pois passa seis meses do ano como Ogum e os outros como Exu, sendo considerado guerreiro feroz, irascível e imbatível. CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OGUM paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Não é difícil reconhecer um filho de Ogum. Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto. Os homens e mulheres que têm Ogum como seu Orixá de cabeça, vão ter comportamentos diferentes, de acordo com os segundos e terceiros Orixás que os influencia ajuntós (adjutores). De qualquer forma , terão alguns traços comuns: são conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande, a franqueza absoluta, chegando mesmo à falta de tato. OXÓSSI paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) O PERFIL DO ORIXÁ paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Numa visão antropológica, os Orixás são vibrações de energia, cada uma numa faixa própria, com as quais os seres humanos se identificam, o que justifica a existência de filhos de diferentes Orixás. Assim os filhos de Oxóssi, são aqueles cujo metabolismo
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    básico e característicasde personalidade herdadas geneticamente mais se identificam com uma matriz, o próprio Oxóssi, que se manifesta em ambientes como florestas cerradas, parques onde animais são preservados, espaços enfim, de contato entre o homem e os animais. Numa visão teológica, os Orixás são divindades a serem respeitadas e cultuadas por seus filhos, que com eles entrariam em contato através de diferentes rituais disseminados na cultura tribal africana e que no Brasil estão agrupados sob o rótulo de uma religião, a Umbanda e o Candomblé. Cada divindade possui lendas que justificam seu destino e principalmente o arquétipo de comportamento à ela associado. A Umbanda cultuada no Brasil é uma síntese de diversas manifestações diferentes da África, unindo preceitos e práticas que no continente negro se manifestam em povos isolados. Há porém, uma corrente predominante, a dos iorubas ou nagôs. Sua visão do mundo material e sobrenatural foi a que mais se espalhou, tanto no centro-sul da África, como no Brasil, e os Orixás mais populares são dela originados. Os rituais Jeje , do Daomé (atual República do Benin), também encontraram espaço, principalmente porque tiveram de lutar contra mitos antagônicos dos iorubas; na verdade, o Daomé foi, há muitos séculos, dominado politicamente por um povo de civilização mais recente, os iorubas. Assim como Roma se comportou em relação aos mitos gregos, assimilando-os gradativamente e adaptando-os as suas próprias necessidades, os iorubas assimilaram usos, costumes e Orixás daomeanos, como Nanã, Iroco, Omolu e outros. Uma diferença, porém, sempre existiu para quem se propusesse a analisá-los. Os mitos iorubas manifestavam grande vitalidade, envolvendo personalidades extrovertidas como Exu. Já os Orixás daomeanos são mais frios, vindos de uma cultura mais hierarquizada, onde os deuses são vistos de maneira um pouco ameaçadora e coercitiva; não costumam ter o senso de humor dos iorubas, sua flexibilidade, onde contendas difíceis às vezes são resolvidas por palavras hábeis. O mundo dos daomeanos é mais soturno, discreto, perigoso. Nesse sentido, dois Orixás iorubas fogem da tradição básica: o mago Oçanhe, o solitário senhor das folhas, e Oxóssi, o caçador. Ambos são irmãos de Ogum na maior parte das lendas e possuem em comum o gosto pelo individualismo e o ambiente que habitam; a floresta virgem, as terras verdes não cultivadas. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 A floresta é a terra do perigo, o mundo desconhecido além do limite estabelecido pela civilização iorubana, é o que está além do fim da aldeia. Os caminhos não são traçados pelas cabanas, mas sim pelas árvores, o mato invade as trilhas não utilizadas, os animais estão soltos e podem atacar livremente. É o território do medo.
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    Oxóssi é oOrixá masculino ioruba responsável pela fundamental atividade da caça. Por isso na África é também cultuado como Ode , que significa caçador. É tradicionalmente associado à lua e, por conseguinte, à noite, melhor momento para a caça. Oxóssi e Oçanhe têm na floresta o próprio fim, nela se escondem. O primeiro para capturar os animais, o segundo para poder estudar sozinho e recolher as folhas sagradas. Oxóssi e Oçanhe representam as formas mais arcaicas de sobrevivência, a apologia da caça em detrimento da agricultura, a apologia da magia e do ocultismo em detrimento da ciência. Ao mesmo tempo, Oxóssi está mitologicamente muito próximo de Ogum, como conciliando o novo e o velho, as novas atividades com as tradicionais. Na Umbanda, recebe o título de Rei das Matas, sendo à ele consagrada a cor verde. Já no Candomblé, a cor verde é consagrada a Oçanhe por sua proximidade com as folhas, ficando o azul para Oxóssi, um azul pouco mais vivo e claro que o de Ogum, numa transição cromática. Outro dado que identifica e aproxima Oxóssi de Ogum, é o fato de ambos representarem atividades e possuírem temperamentos próprios de uma mesma faixa etária, a juventude ( mas não a adolescência, pois são mitos adultos, viris ), onde a energia se expressa fisicamente. Assim como o irmão ligado à guerra, Oxóssi é um Orixá que vive ao ar livre e está sempre longe de um lar organizado e estável. Seu combate cotidiano, entretanto, está nas matas, caçando os animais que vão garantir a alimentação da tribo, sendo por isso consagrado como protetor dos caçadores e eterno provedor da subsistência do gênero humano. Protege tanto o que mata o animal como o próprio animal, já que é um fim nobre a morte de um ser para servir de alimento para outro. Protege os antagonistas, o caçador, e a caça, pois são seres do mesmo espaço, a floresta. Por isso Oxóssi nunca aprova a matança pura e simples, para ele a morte dos animais deve garantir a comida para os humanos ou os rituais para os deuses, sendo símbolo de resistência à caça predatória. O conceito de liberdade e independência para Oxóssi é muito claro. Sua responsabilidade principal com relação ao mundo é garantir a vida dos animais para que possam ser caçados. Em alguns cultos de Umbanda, também se atribui à ele o poder sobre as colheitas, já que agricultura foi introduzida historicamente depois da caça como meio de subsistência. Segundo Pierre Verger, o culto a Oxóssi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxóssi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos. Seus símbolos são ligados à caça: no Candomblé, possui um ou dois chifres de búfalo dependurados na cintura. Na mão, usa o eruquerê (eiru) , que são pelos de rabo de boi presos numa bainha de couro enfeitada com búzios.
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    paitandy contato celularoperadora vivo (11) 998173814 O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País. Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxóssi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio. Seu objeto básico é o arco e a flecha, o ofá e o damatá . Oxóssi é o que basta a si mesmo. A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável, bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a ostentação, ele é a austeridade e o despojamento. CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXÓSSI O filho de Oxóssi apresenta arquetipicamente as características atribuídas do Orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo. Oxóssi desconhece a agricultura, não muda o solo para ele plantar, apenas recolhe o que pode ser imediatamente consumido, a caça. No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, afim de caçar. Seus filhos, portanto são aqueles em que a vida apresenta forte necessidade de independência e de rompimento de laços. Nada pior do que um ruído para afastar a caça, alertar os animais da proximidade do caçador. Assim os filhos de Oxóssi trazem em seu inconsciente o gosto pelo ficar calado, a necessidade do silêncio e desenvolver a observação tão importantes para seu Orixá. Geralmente Oxóssi é associado às pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir. Sua luta é baseada na necessidade de sobrevivência e não no desejo de expansão e conquista. Busca a alimentação, o que pode ser entendido como sua luta do dia-a-dia. Esse Orixá é o guia dos que não sonham muito, mas sua violência é canalizada e represada para o movimento certo no momento exato. É basicamente reservado, guardando quase que exclusivamente para si seus comentários e sensações, sendo muito discreto quanto ao seu próprio humor e disposição. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814
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    Os filhos deOxóssi, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros, respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo. Os filhos de Oxóssi tendem a assumir responsabilidades e a organizar facilmente o sustento do seu grupo ou família. Podem ser paternais, mas sua ajuda se realizará preferencialmente distante do lar, trazendo as provisões ou trabalhando para que elas possam ser compradas, e não no contato íntimo com cada membro da família. Não é estranho que, quem tem Oxóssi como Orixá de cabeça, relute em manter casamentos ou mesmo relacionamentos emocionais muito estáveis. Quando isso acontece, dão preferência a pessoas igualmente independentes, já que o conceito de casal para ele é o da soma temporária de duas individualidades que nunca se misturam. Os filhos de Oxóssi, compartilham o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais, pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser modificado radicalmente pelo segundo Orixá ( ajuntó ). São pessoas tipicamente extrovertidas, gostando de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos. É portanto, o tipo coerente com as pessoas que lidam bem com a realidade material, sonham pouco, têm os pés ligados à terra. OÇANHE (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) O PERFIL DO ORIXÁ OÇANHE* é o Orixá masculino de origem nagô (ioruba) que como Oxóssi, habita a floresta. É bastante cultuado no Brasil, sendo conhecido por diversos nomes, Oçãe, Oçãim, Oçanha, Oçânim e Oçonhe, a forma mais popular. Por causa do som final da palavra, é freqüentemente confundido com uma figura feminina. Não é um dos Orixás que possuem mais filhos-de-santo: pelo contrário, seus filhos são do tipo raro, bem menos numerosos em qualquer sociedade. * Embora mais usuais, evitar as variações com dois SS. É o Orixá da cor verde, do contato mais íntimo e misterioso com a natureza. Seu domínio estende-se ao reino vegetal, às plantas, mais especificamente às folhas, onde corre o sumo. Por tradição, não são consideradas adequadas pelo Candomblé mais conservador, as folhas cultivadas em jardins ou estufas, mas as das plantas selvagens, que crescem livremente sem a intervenção do homem. Não é um Orixá da civilização no sentido do desenvolvimento da agricultura, sendo como Oxóssi, uma figura que encontra suas origens na pré-história.
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    As áreas consagradasa Oçanhe nos grandes Candomblés, não são jardins cultivados de maneira tradicional, mas sim os pequenos recantos, onde só os sacerdotes (mão de ofá) podem entrar, nos quais as plantas crescem da maneira mais selvagem possível. Graças a esse domínio, Oçanhe é figura de extrema significação, pois praticamente todos os rituais importantes utilizam, de uma maneira ou de outra, o sangue escuro que vem dos vegetais, seja em forma de folhas ou infusões para uso externo ou de bebida ritualística. Segundo algumas lendas, Oçanhe era dono de todos os vegetais. Esse poder concentrador, porém, fazia os outros Orixás dependerem dele em quase todos os litígios. Como os orgulhosos deuses do panteão africano raramente se submetem a qualquer tipo de autoridade, a rebelião era latente, até Iansã, a senhora dos ventos, libertar uma forte corrente de ar ( ou mesmo um furacão, conforme a versão ), fazendo as folhas voarem. Com isso, elas foram divididas entre todos os Orixás, de acordo com a esfera da atividade humana que controlassem. Algumas plantas, entretanto, continuaram sob o domínio de Oçanhe, justamente as mais secretas, utilizadas tanto nos processos de cura, como nos de adivinhação. Seja filho de Oxalá ou de Nanã, ou de qualquer outro Orixá, uma pessoa sempre tem de invocar a participação de Oçanhe ao utilizar uma planta para fins ritualísticos, pois, se os vegetais foram para o domínio de outras divindades, a capacidade de retirar delas sua força energética básica, continua sendo segredo de Oçanhe .Por isso não basta possuir a planta exigida como ingrediente de um prato a ser oferecido ao Orixá, ou de qualquer outra forma de trabalho mágico no Candomblé. A Colheita das folhas já é completamente ritualizada, não se admitindo uma folha colhida de maneira aleatória. Antes de tocá-la, o sacerdote (mão de ofá) tem de colocar no chão, dinheiro ou outros objetos secretos de culto como oferenda para a divindade, que assim assegura que a vibração básica da folha permaneça, mesmo depois de ela ter sido afastada da planta e, portanto do solo que a vitalizava. Se cada ser humano é individualizado pela soma das características e presenças energéticas de seus próprios Orixás (ELEDÁ = PAI, MÃE, 1 o e 2 o Juntós ) também troca energia com as outras fontes que regularizam e ditam normas de seu relacionamento com as outras áreas do conhecimento. Oçanhe tem uma aura de mistério em torno de si e a sua especialidade, apesar de muito importante, não faz parte das atividades cotidianas, constituindo-se mais numa técnica, um ramo do conhecimento que é empregado quando necessário o uso ritualístico das plantas para qualquer cerimônia litúrgica, como forma condutora da busca do equilíbrio energético, de contato do homem com a divindade. Essa é a justificativa para o pequeno número de filhos de Oçanhe. AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OÇANHE paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814
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    A pessoa cujoOrixá de cabeça seja Oçanhe é considerada pelo culto um filho do Orixá, ou seja, alguém que carrega manifestações de temperamento e uma visão de mundo coerente com as de energia-base, que é o próprio Orixá. Segundo o pesquisador francês Pierre Verger, um apaixonado pelo Candomblé, que é inclusive um iniciado, o arquétipo psicológico associado a Oçanhe é o das pessoas de caráter equilibrado, capazes de controlar seus sentimentos e emoções. Os filhos de Oçanhe são aqueles que não permitem que suas simpatias e antipatias subjetivas e individuais intervenham em suas decisões ou influenciem as suas opiniões sobre pessoas e acontecimentos. Essa capacidade de discernimento frio e racional, porém, é o responsável pela sua falta de interesse. O tipo de Oçanhe é o mais reservado, pouco intervindo em questões que não lhe digam respeito. Não é introvertido, mas não se faz notar pela atividade social. Certa aura de mistério ou pelo menos uma reserva sobre o próprio passado, podem estar presentes, sem chamar a atenção e evitando que alguém conheça detalhes sobre sua vida pregressa, a qual geralmente esconde alguma falta importante do passado, possivelmente já esquecida. O filho de Oçanhe, tem certa atração pela religiosidade e pelos aspectos ritualísticos da realidade em geral. A ordem, os costumes, as tradições e os gestos marcados e repetitivos, o fascinam, não no sentido especificamente reacionário das pessoas que querem a repetição das mesmas e imutáveis relações sociais ad eternum , mas nos que elas tem de místico, de teatral. É, conseqüentemente, meticuloso, nunca se deixando levar pela pressa ou pela ansiedade, pois é, caprichoso. OMOLU / OBALUAÊ paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 (o senhor das doenças) paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) PERFIL DO ORIXÁ Esta pesquisa se dedica ao Orixá da Doença ou Orixá da Varíola. Ambos os nomes surgem quando nos referimos à esta figura, seja Omolu seja Obaluaê. Para a maior parte dos devotos do Candomblé e da Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis, referentes a um mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade. Já
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    para alguns babalorixás,porém, há de se manter certa distância entre os dois termos, uma vez que representam tipos diferentes do mesmo Orixá. São também comuns as variações gráficas Obaluaê , Abalaú, Obaluaiê e Abaluaê . Em termos mais estritos, Obaluaê é a forma jovem do Orixá Xapanã , enquanto Omolu é sua forma velha. Como porém, Xapanã é um nome proibido tanto no Candomblé como na Umbanda, não devendo ser mencionado pois pode atrair a doença inesperadamente, a forma Omolu é a que mais se popularizou e acabou sendo confundida não apenas com a forma mais velha do Orixá, mas com sua essência genérica em si. Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básica de Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha. A figura de Omolu-Obaluaê, assim como seus mitos, é completamente cercada de mistérios e dogmas indevassáveis. Em termos gerais, a essa figura é atribuído o controle sobre todas as doenças, especialmente as epidêmicas. Faria parte da essência básica vibratória do Orixá tanto o poder de causar a doença como o de possibilitar a cura do mesmo mal que criou. Em algumas narrativas mais tradicionalistas tentam apontar-se que o conceito original da divindade se referia ao deus da varíola , tal visão porém, nos parece uma evidente limitação. A varíola não seria a única doença sob seu controle, simplesmente pôr ser a epidemia mais devastadora e perigosa que conheciam os habitantes da comunidade original africana, onde surgiu Omolu-Obaluaê, o Daomé. Assim, sombrio e grave como Iroco, Oxumarê (seus irmãos) e Nanã (sua Mãe), Omolu- Obaluaê é uma criatura da cultura jeje, posteriormente assimilada pelos iorubas. Enquanto os Orixás iorubanos são extrovertidos, de têmpera passional, alegres, humanos e cheios de pequenas falhas que os identificam com os seres humanas, a figuras daomeanas estão mais associadas a uma visão religiosa em que distanciamento entre deuses e seres humanos é bem maior. Quando há aproximação, há de se temer, pois alguma tragédia está para acontecer, pois os Orixás do Daomé são austeros no comportamento mitológico, graves e conseqüentes em suas ameaças. A visão de Omolu-Obaluaê é a do castigo. Se um ser humano falta com ele ou um filho- de-santo seu é ameaçado, o Orixá castiga com violência e determinação, sendo difícil uma negociação ou um aplacar , mais prováveis nos Orixás iorubas. Pierre Verger, nesse sentido, sustenta que a cultura do Daomé é muito mais antiga que a ioruba, o que pode ser sentido em seus mitos: A antiguidade dos cultos de Omolu- Obaluaê e Nanã (Orixá feminino), freqüentemente confundidos em certas partes da África, é indicada por um detalhe do ritual dos sacrifícios de animais que lhe são feitos. Este ritual é realizado sem o emprego de instrumentos de ferro, indicando que essas duas divindades faziam parte de uma civilização anterior à Idade do Ferro e à chegada de Ogum .
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    Como parte dotemor dos iorubas, eles passaram a enxergar a divindade (Omolu- Obaluaê) mais sombria dos dominados como fonte de perigo e terror, entrando num processo que podemos chamar de malignidade de um Orixá do povo subjugado, que não encontrava correspondente completo e exato (apesar da existência similar apenas de Oçanhe). Omolu-Obaluaê seria o registro da passagem de doenças epidêmicas, castigos sociais , já que atacariam toda uma comunidade de cada vez. Existe uma grande variedade de tipos de Omolu-Obaluaê, como acontece praticamente com todos os Orixás. Existem formas guerreiras e não guerreiras, de idades diferentes, etc., mas resumidos pelas duas configurações básicas do velho e do moço. A diversidade de nomes pode também nos levar a raciocinar que existem mitos semelhantes em diferentes grupos tribais da mesma região, justificando que o Orixá é também conhecido como Skapatá, Omolu Jagun, Quicongo, Sapatoi, Iximbó, Igui. CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OMOLU-OBALUAÊ Ao senhor da doença é relacionado um arquétipo psicológico derivado de sua postura na dança: se nela Omolu-Obaluaê esconde dos espectadores suas chagas, não deixa de mostrar, pelos sofrimentos implícitos em sua postura, a desgraça que o abate. No comportamento do dia-a-dia, tal tendência se revela através de um caráter tipicamente masoquista. Pierre Verger define os filhos de Omolu como pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre tranqüila para elas. Podem até atingir situações materiais e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários. São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais. No Candomblé, como na Umbanda, tal interpretação pode ser demais restritiva. A marca mais forte de Omolu-Obaluaê não é a exibição de seu sofrimento, mas o convívio com ele. Ele se manifesta numa tendência autopunitiva muito forte, que tanto pode revelar-se como uma grande capacidade de somação de problemas psicológicos (isto é, a transformação de traumas emocionais em doenças físicas reais), como numa elaboração de rígidos conceitos morais que afastam seus filhos-de-santo do cotidiano, das outras pessoas em geral e principalmente os prazeres. Sua insatisfação básica, portanto, não se reservaria contra a vida, mas sim contra si próprio, uma vez que ele foi estigmatizado pela marca da doença, já em si uma punição. Em outra forma de extravasar seu arquétipo, um filho do Orixá , menos negativista, pode apegar-se ao mundo material de forma sôfrega, como se todos estivessem perigosamente contra ele, como se todas as riquezas lhe fossem negadas, gerando um comportamento obsessivo em torno da necessidade de enriquecer e ascender socialmente.
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    Mesmo assim, umcerto toque do recolhimento e da autopunição de Omolu-Obaluaê serão visíveis em seus casamentos: não raro se apaixonam por figuras extrovertidas e sensuais (como a indomável Iansã, a envolvente Oxum, o atirado Ogum) que ocupam naturalmente o centro do palco, reservando ao cônjuge de Omolu-Obaluaê um papel mais discreto. Gostam de ver seu amado brilhar, mas o invejam, e ficam vivendo com muita insegurança, pois julgam o outro, fonte de paixão e interesse de todos. Assim como Oçanhe, as pessoas desse tipo são basicamente solitárias. Mesmo tendo um grande círculo de amizades, freqüentando o mundo social, seu comportamento seria superficialmente aberto e intimamente fechado, mantendo um relacionamento superficial com o mundo e guardando sua intimidade ara si própria. Não raro são pessoas que julgam. Ter características detestáveis, que vivem criticando, motivo de vergonha. O filho do Orixá oculta sua individualidade com uma máscara de austeridade, mantendo até uma aura de respeito e de imposição, de certo medo aos outros. Pela experiência inerente a um Orixá velho, são pessoas irônicas. Seus comentários porém não são prolixos e superficiais, mas secos e diretos, o que colabora para a imagem de terrível que forma de si próprio. Um último, mas importante detalhe; em diversas de suas lendas, o Orixá da varíola é apresentado como uma divindade que perdeu uma perna. Isso se refletiria em seus filhos como um defeito congênito em uma das pernas ou a tendência a sofrer, durante sua vida, por um problema de relativa gravidade em seus membros inferiores, a partir de quedas ou desastres que podem ou não ser curados e ultrapassados. NANÃ (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) O PERFIL DO ORIXÁ Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente ressentido, Nanã possui não dois lados, como tantos Orixás, mas sim um Orixá dentro do outro, um conceito que foi sendo gradativamente substituído por outro, dando margem a muita confusão e contestação no jeito de se defini-la. Nanã, é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado há séculos pela mitologia ioruba, quando o povo nagô conquistou o povo do Daomé (atual República do Benin) , assimilando sua cultura e incorporando alguns Orixás dos dominados à sua mitologia já estabelecida. Resumindo esse processo cultural, Oxalá (mito ioruba ou nagô) continua sendo o pai e quase todos os Orixás. Iemanjá (mito igualmente ioruba) é a mãe de seus filhos (nagô) e
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    Nanã (mito jeje)assume a figura de mãe dos filhos daomeanos, nunca se questionando a paternidade de Oxalá sobre estes também, paternidade essa que não é original da criação das primeiras lendas do Daomé, onde Oxalá obviamente não existia. Os mitos daomeanos eram mais antigos que os nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a colocação de Nanã e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Iemanjá. Muitas pesquisas apontam ainda que os iorubas começaram a ter um conceito de Deus Supremo antes inexistente, e que esse conceito pode (fato não comprovado) ser conseqüência da influência dos maometanos do norte da África sobre a população negra mais próxima. Assim Nanã assume, como outros Orixás femininos, o conceito de maternidade como função principal. É neste contexto, a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluaê) e Oxumarê. Pierre Verger aponta que Nanã, no culto daomeano, teria um posto hierárquico semelhante ao de Oxalá ou até mesmo do Deus Supremo Olorum . Neste contexto, era uma figura feminina mas às vezes também alguém acima das distinções macho e fêmea, pois constituía, num par completo, pai e mãe unificados de todas as coisas, fossem os seres humanos, fossem os Orixás. Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido. A senhora do reino da morte é, como elemento , a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade que os Orixás mais extrovertidos como Ogum e Xangô, por exemplo. Muitos são portanto os mistérios que Nanã-terra esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã. Ela é considerada pelas comunidades da Umbanda e do Candomblé, como uma figura austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma brincadeira ou então de alguma forma de explosão emocional. Por isso está sempre presente como testemunha fidedigna das lendas. Jurar por Nanã, por parte de alguém do culto, implica um compromisso muito sério e inquebrantável, pois o Orixá exige de seus filhos-de-santo e de quem o invoca em geral a mesma e sempre relação austera que mantém com o mundo. CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ
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    Uma pessoa quetenha Nanã como Orixá de cabeça (mãe no Eledá), pode levar em conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma habilidade natural. Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e necessidades dos outros. Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias, nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela. Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, as mantém sempre no caminho da sabedoria e da justiça. Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais conservadores que o restante da sociedade, desejarem a volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem um mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos novos costumes, da nova moralidade, etc. Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais idade do que realmente têm. OXUMARÊ (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) PERFIL DO ORIXÁ Oxumarê é um Orixá bastante cultuado no Brasil, apesar de existirem muitas confusões a respeito dele, principalmente nos sincretismos e nos cultos mais afastados do Candomblé tradicional africano como a Umbanda. A confusão começa a partir do próprio nome, já que parte dele também é igual ao nome do Orixá feminino Oxum , a senhora da água doce. Algumas correntes da Umbanda, inclusive, costumam dizer que Oxumarê é uma das diferentes formas e tipos de Oxum, mas no Candomblé tradicional tal associação é absolutamente rejeitada. São divindades distintas, inclusive quanto aos cultos e à origem.
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    Em relação aOxumarê, qualquer definição mais rígida é difícil e arriscada. Não se pode nem dizer que seja um Orixá masculino ou feminino, pois ele é as duas coisas ao mesmo tempo; metade do ano é macho, a outra metade é fêmea. Por isso mesmo a dualidade é o conceito básico associado a seus mitos e a seu arquétipo. Essa dualidade onipresente faz com que Oxumarê carregue todos os opostos e todos os antônimos básicos dentro de si: bem e mal, dia e noite, macho e fêmea, doce e amargo, etc. Nos seis meses em que é uma divindade masculina, é representado pelo arco-íris que, segundo algumas lendas é a ponte que possibilita que as águas de Oxum sejam levadas ao castelo no céu de Xangô. Por essa lenda, é atribuído a Oxumarê o poder de regular as chuvas e as secas, já que, enquanto o arco-íris brilha, não pode chover. Ao mesmo tempo, a própria existência do arco-íris é a prova de que a água está sendo levada para os céus em forma de vapor, onde então se aglutinará em forma de nuvem, passará por nova transformação química recuperando o estado líquido e voltará à terra sob essa forma, recomeçando tudo de novo: a evaporação da água, novas nuvens, novas chuvas, etc. Nos seis meses subseqüentes, o Orixá assume forma feminina e se aproxima de todos os opostos do que representou no semestre anterior. É então, uma cobra, obrigado a se arrastar agilmente tanto na terra como na água, deixando as alturas para viver sempre junto ao chão, perdendo em transcendência e ganhando em materialismo. Sob essa forma, segundo alguns mitos, Oxumarê encarna sua figura mais negativa, provocando tudo que é mau e perigoso. Uma interpretação antropológica mais cuidadosa, porém, pode questionar a validade dessas lendas. Não podemos nos esquecer de que tanto na África, como especialmente no Brasil, a população negra, que trazia consigo todos esses mitos, foi continuamente assediada pela colonização branca. Uma das formas mais utilizadas por jesuítas para convencer os negros, era a repressão física, mas para alguns, não bastava o medo de apanhar. Eles queriam a crença verdadeira e, para isso, tentaram explicar e codificar a religião do Orixás segundo pontos de vista cristãos, adaptando divindades, introduzindo a noção de que os Orixás, seriam santos como os da Igreja Católica, etc. Essa busca objetiva do sincretismo sem dúvida foi esbarrar em Oxumarê e na cobra - e não há animal mais peçonhento, perigoso e pecador do que ela na mitologia católica ( recordar os mitos de Adão e Eva, a maçã, a concepção de pecado original, etc. ). Por isso, não seria difícil para um jesuíta que acreditasse sinceramente nos símbolos de sua visão teológica. Reconhecer na cobra mais um sinal da presença dos símbolos católicos na religião do Orixás e nele reconhecer uma figura que só poderia trazer o mal. Essa, pelo menos, é uma das interpretações feitas por pesquisadores que compararam diferentes versões dos mesmos mitos que não encontraram uma divisão absoluta entre bem / arco- íris (ou masculino) e mal / cobra (ou feminino). Na verdade, o que se pode abstrair de contradições como as que apresenta Oxumarê é que este é o Orixá do movimento, da ação, da eterna transformação, do contínuo oscilar entre um caminho e outro que norteia a vida humana. É o Orixá da tese e da antítese. Por isso, seu domínio se estende a todos
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    os movimentos regulares,que não podem parar, como a alternância entre chuva e bom tempo, dia e noite, positivo e negativo. Conta-se sobre ele que, como cobra, pode ser bastante agressivo e violento, o que o leva a morder a própria cauda. Isso gera um movimento moto-contínuo pois, enquanto não largar o próprio rabo, não parará de girar, sem controle. Esse movimento representa a rotação da Terra, seu translado em torno do Sol, sempre repetitivo- todos os movimentos dos planetas e astros do universo, regulados pela força da gravidade e por princípios que fazem esses processos parecerem imutáveis, eternos, ou pelo menos muito duradouros se comparados com o tempo de vida médio da criatura humana sobre a terra, não só em termos de espécie, mas principalmente em termos da existência de uma só pessoa. Se essa ação terminasse de repente, o universo como o entendemos deixaria de existir, sendo substituído imediatamente pelo caos. Esse mesmo conceito justifica um preceito tradicional do Candomblé que diz que é necessário alimentar e cuidar de Oxumarê muito bem pois, se ele perder suas forças e morrer, a conseqüência será nada menos que o fim da vida no mundo. Enquanto o arco-íris traz a boa notícia do fim da tempestade, da volta do sol, da possibilidade de movimentação livre e confortável, a cobra é particularmente perigosa para uma civilização das selvas, já que ela está em seu hábitatcaracterístico, podendo realizar rápidas incertas.paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Outra fonte de indefinição a respeito do Orixá vem das contradições existentes em suas lendas no Brasil e na própria África. Oxumarê é uma divindade originária da cultura do Daomé, região centro-norte da África. Há séculos tal civilização foi dominada pelos iorubas, povo mais primitivo no sentido de organização social e visão religiosa, mas, em compensação, mais poderoso em termos de organização militar. Como aconteceu com Roma e Grécia, a dominação de uma sociedade menos rica em produções culturais ou no terreno da superestrutura em geral fizeram com que os mitos dos daomeanos não fossem apenas reprimidos, pelo contrário, os iorubas não tentaram impor sua cultura ao povo dominado. Ficaram na verdade impressionados com sua cosmologia e tentaram assimilá-la, principalmente nas figuras que não fossem formas semelhantes a divindades que também possuíssem. Oxumarê foi um desses casos. O princípio da dualidade dos iorubas fazia parte dos Orixás-crianças ( Ibeji ) - A dualidade que eles representam, porém, é mais próxima do comportamento contraditório e irresponsável em termos ético das crianças, ainda não reprimidas pela codificação social. Já a dualidade de Oxumarê é mais abrangente e até mesmo metafísica, pois representa os ciclos que não estão ao alcance do ser humano. Oxumarê, Iroco, Omolu, Obaluaê e Nanã, os Orixás do Daomé mais conhecidos e cultuados, castigam quando dispostos ou provocados, mas raramente se arrependem e não possuem as falhas humanas, visíveis e humanizadas das figura do panteão ioruba.paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUMARÊ
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    Como é comuma todas as divindades originárias do Daomé (cultura jeje) é relativamente difícil estabelecer um arquétipo específico de comportamento associado ao Orixá, já que ele é misterioso e cheio de sombras e mitos. Os filhos de Oxumarê são bem mais difíceis de serem reconhecidos dos os guerreiros filhos de Iansã, os calmos e sábios filhos de Oxalá e os maternais e familiares filhos de Iemanjá, por exemplo. Mesmo assim, algumas características básicas podem ser listadas. Há, porém, divergências em relação às suas características ao consultarmos autores diferente. Para o renomado pesquisador Pierre Verger, por exemplo, Oxumarê pode ser associado à riqueza: Oxumarê é o arquétipo das pessoas que desejam ser ricas; das pessoas pacientes e perseverantes nos seus empreendimentos e que não medem sacrifícios para atingir seus objetivos . Já Monique Augras, segundo sua visão a respeito dos filhos de Oxumarê, eles costumam possuir o dom da vidência . Quando vivia na terra, Oxumarê previa tudo, adivinhava o que ia acontecer, a tal ponto que não era mais possível viver. Os deuses então decidiram mantê-lo afastado dos homens, pois a clarividência total acaba transformando-se em maldição. A Seu pedido, Oxumarê obteve a autorização de descer na terra de três em três anos. Verger acrescenta que Oxumarê está associado ao misterioso, a tudo que implica o conceito de determinação além dos poderes dos homens, do destino, enfim: É o senhor de tudo o que é alongado. O cordão umbilical, que está sob seu controle, é enterrado geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém- nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore . Assim, ao arquétipo de comportamento associado à figura desse Orixá complexo está a tendência à renovação, a compulsividade à mudança. Seus filhos estão entre aquelas pessoas que, de tempos em tempos, mudam tudo em sua vida: mudam de casa, de amigos, de emprego, como se ciclos se sucedessem sempre, obrigatoriamente, exigindo e provocando rompimento com o passado e iniciando diuturnamente a busca de um novo equilíbrio que deverá persistir até num novo momento de ruptura, desintegração e substituição. Mutabilidade, reinício é seu princípio básico, aproximando-o dos mitos ocidentais referentes ao planeta Plutão, o astro da morte, da destruição, da revolução como forma de renascimento e ressurreição.paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Também são apontados nos filhos de Oxumarê certos traços de orgulho e de ostentação, algo que os aproxima do clichê do novo-rico, exibicionista, quando surge um grave problema para alguém de sua amizade, e que precisa efetivamente da sua ajuda. A androginia do Orixá, por vezes é estendida a seus filhos. Estes, segundo algumas correntes, seriam bissexuais em potencial, mas essa interpretação não é aceita universalmente. Fisicamente, os filhos de Oxumarê tendem a se movimentar extremamente leve, pouco levantando os pés do chão. Têm em comum com a cobra a facilidade em serem
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    silenciosos, armarem seusbotes na vida sem que as pessoas em torno se apercebam disso e só atacando seus inimigos quando têm plena certeza da vitória, que a vítima está encurralada num território que não é o seu. XANGÔ (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) O PERFIL DO ORIXÁ Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um Orixá com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos. Essa confusão acontece por dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça - representa a autoridade constituída no panteão africano. Ao mesmo tempo, há no Norte do Brasil diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô. No Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô, talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os negros que vieram trazidos de África. Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão Xangô de caboclo , que se refere obviamente a um culto sincretizando influências do culto original (candomblé ou umbanda) com cerimônias e mitos dos indígenas da região, também chamado de candomblé de caboclo . Na mitologia, é atribuído a Xangô (enquanto homem, ser histórico) o reinado sobre a cidade-estado de Oyó, posto que conseguiu após destronar o próprio meio-irmão Dada- Ajaká com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô. Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos. Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão. Miticamente, o raio é uma de suas armas, que ele envia como castigo. Ninguém, porém, deve temer sua cólera como uma manifestação irracional.paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em contendas pessoais suas, presentes nas lendas referentes a seus envolvimentos amorosos e congêneres). Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente - a famosa balança da Justiça. Seu Axé, portanto está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos
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    terrenos rochosos àflor da terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas pedras são inteiras, duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá. Numa visão litúrgica um pouco mais restrita e mais apegada às lendas de origem dos Orixás, um filho de Xangô não se pode contentar apenas com uma pedra vinda de uma pedreira ou de uma montanha para guardar numa vasilha o seu assentamento. Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e Zeus, o deusprincipal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada. Segundo Pierre Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta. Outra informação de Pierre Verger especifica que esse oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o duplo machado, e lembra, de certa forma a cerimônia chamada ajerê , na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é simulado . Xangô então, é o administrador que se curva à experiência e sabedoria do velho Oxalá, o símbolo do poder em toda sua plenitude, mas que deve ser acatado por Xangô quando em suas decisões intervir. Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos destemperos, mas vital e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor. Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com a morte. Se Nanã é como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos de seres humanos mortos, Eguns , Xangô é que mais os detesta ou os teme. Há quem diga que, quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixá o abandona, retirando-se de sua cabeça e de sua essência. Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas praticamente todos aceitam como preceito que um filho que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, não deve entrar em cemitérios nem acompanhar a enterros. CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE XANGÔ paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Para a descrição dos arquétipos psicológico e físico das pessoas que correspondem a Xangô, deve-se ter em mente uma palavra básica: Pedra . É da rocha que eles mais se aproximam no mundo natural e todas as suas características são balizadas pela
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    habilidade em veremos dois lados de uma questão, com isenção e firmeza granítica que apresentam em todos os sentidos. Atribui-se ao tipo Xangô um físico forte, mas com certa quantidade de gordura e uma discreta tendência para a obesidade, que se ode manifestar menos ou mais claramente de acordo com os Ajuntós (segundo e terceiro Orixá de uma pessoa). Por outro lado, essa tendência é acompanhada quase que certamente por uma estrutura óssea bem- desenvolvida e firme como uma rocha . Tenderá a ser um tipo atarracado, com tronco forte e largo, ombros bem desenvolvidos e claramente marcados em oposição à pequena estatura; Por essas qualidades, é relativamente fácil para os iniciados descobrirem que tal pessoa é de Xangô , pela aparência e modo de andar, o que é mais difícil para tipos pouco mais sutis e mistos como Oxum, Oçanhe e Omolu. A mulher que é filha de Xangô, pode ter forte tendência à falta de elegância. Não que não saiba reconhecer roupas bonitas - tem, graças à vaidade intrínseca do tipo, especial fascínio por indumentárias requintadas e caras, sabendo muito bem distinguir o que é melhor em cada caso. Mas sua melhor qualidade consiste em saber escolher as roupas numa vitrina e não em usá-las. Não se deve estranhar seu jeito meio masculino de andar e de se portar e tal fato não deve nunca ser entendido como indicador de preferências sexuais, mas, numa filha de Xangô é um processo de comportamento a ser cuidadosamente estabelecido, já que seu corpo pode aproximar-se mais dos arquétipos culturais masculinos do que femininos; ombros largos, ossatura desenvolvida, porte decidido e passos pesados, sempre lembrando sua consistênciade pedra . Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo. Seus filhos, portanto, costumam trazer essa marca, sejam homens, sejam mulheres (que estão entre as mais ardentes do mundo). Os filhos de Xangô, não costumam ser conhecidos socialmente como um tipo dado a aventuras. Não são os mitos sexuais de sua sociedade e é para muito poucos amigos que confessam suas conquistas, pois não faz parte de suas necessidades se auto-afirmar através desse expediente. São honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, porque para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito desejo.paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de energia e uma enorme auto-estima, uma clara consciência de que são importantes, dignos de respeito e atenção, principalmente, que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos - consciência essa um pouco egocêntrica e nada relacionada com seu real papel social. Os filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certas ocasiões por gente mais importante que eles e até mesmo quando não são considerados especialistas num assunto ou de fato capacitados para emitir opinião. A postura pouco nobre dos filhos de Xangô e seu cultivo de hábitos considerados aristocráticos ou pouco burgueses, é resultado dessa configuração psicológica.
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    Porém, o senhorde engenho que habita dentro deles faz com que não aceitem o questionamento de suas atitudes pelos outros, especialmente se já tiverem considerado o assunto em discussão encerrado por uma determinação sua. Gostam portanto, de dar a última palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando contrariados porém, se tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse momento, resolvem tudo de maneira demolidora e rápida mas, feita a lei , retornam a seu comportamento mais usual. Em síntese, o arquétipo associado a Xangô está próximo do déspota esclarecido, aquele que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não admite dúvidas em relação a seu direito de detê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido de valores claros e pouco discutíveis. É variável no humor, mas incapaz de conscientemente cometer uma injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses ou amizades. Xangô é o Orixá julgador, destruidor, inteligente, impulsivo, violento. Representa o poder transformador do fogo, é o padroeiro dos intelectuais e artistas. Seu número simbólico é o doze, assim como doze são os ministros, Obas , de Xangô. Apesar de discordarmos da visão privilegiada do fogo como elemento de Xangô, insistimos que a pedra é seu símbolo básico, mais redutor e mais abrangente ao mesmo tempo. IANSÃ (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) O PERFIL DO ORIXÁ Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oyá . É um dos Orixás do Candomblé que mais penetrou no sincretismo da Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona,, na liturgia mais tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm participação ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco cultuados no Candomblé. Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura católica de Santa Bárbara, talvez por causa do raio, já que a santa é sempre invocada para proteger um fiel de uma tempestade. O mesmo acontece com Oyá, que deve ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas principalmente porque tem sido Iansã uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade. Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, ameaçando os outros,
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    prometendo a guerra,sempre guerreira e, ao mesmo tempo, feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma que desmedida com que exterioriza sua cólera. Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente pelos nagôs (ou iorubas, outro nome para a mesma cultura) é a divindade de um rio conhecido internacionalmente como rio Niger, ou Oyá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser confundido com um domínio sobre a água. A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura - enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos. É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é uma constante na sua ação, raramente ao mesmo tempo, já que Iansã costuma ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. É o Orixá do arrebatamento, da paixão. CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE IANSÃ Arquetipicamente, Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo. Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, que enfrentam a guerra do dia-a-dia, os filhos de Iansã costumam ser mais individualistas, achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas, sendo menos sistemáticos, portanto, que os filhos de Ogum. São quase que invariavelmente de Iansã, os personagens que transformam a vida num buscar desenfreado tanto de prazer como dos riscos. São fortemente influenciados pelo arquétipo da deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor ou por um ideal. Faz parte dos filhos de Iansã a maior arte dos militantes políticos não cerebrais por excelência. Ao mesmo tempo, quando rompem com uma ideologia e abraçam outra, vão mergulhar de cabeça no novo território, repudiando a experiência anterior de forma dramática e exagerada, mal reconhecendo em si mesmos, as pessoas que lutavam por idéias tão diferentes. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua vida.
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    Da mesma formaque o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração - tão ou mais radical ainda que a anterior. O temperamento dos que têm Oyá como Orixá de cabeça, costuma ser instável, exagerado, dramático em questões que, para outras pessoas não mereceriam tanta atenção e, principalmente, tão grande dispêndio de energia. São do tipo Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo - e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questão de mostrar, à todos, aspectos particulares de sua vida. Como esse arquétipo que gera muitos fatos, é comum que pessoas de Iansã surjam freqüentemente nos noticiários. Ao mesmo tempo, é um caráter cheio de variações, de atitudes súbitas e imprevisíveis que costumam fascinar ( senão aterrorizar ) os que os cercam e os grandes interessados no comportamento humano. Os Filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas só detidamente. A longo prazo, um filho de Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões. Eles têm uma tendência a desenvolver vida sexual muito irregular, pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem terminar mais inesperadamente ainda. São muito ciumentos, possessivo, muitas vezes se mostrando incapazes de perdoar qualquer traição - que não a que ele mesmo faz contra o ser amado. Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos ara seu círculo mais íntimo. Um problema, porém, pode atrapalhar tudo: a inconstância com que vê sua vida amorosa; outros detalhes podem também contaminar os aspectos profissionais. Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Iansã. Se por um lado são alegres e expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador. OBÁ (Texto extraído do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) O PERFIL DO ORIXÁ
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    Orixá ioruba semelhanteà Oya. Orixá do rio Obá, foi a terceira das esposas de Xangô, e também mulher de Ogum. Segundo uma lenda de Ifá, Obá era muito enérgica e forte, mais que alguns orixás masculinos, vencendo na luta, Oxalá, Xangô e Orunmilá. A rivalidade surgiu entre ela e Oxum. Esta jovem e elegante. Obá mais velha e sem muita vaidade, mas com pretensão ao amor de Xangô. Sabendo o quanto este era guloso, procurava sempre surpreender os segredos da receitas de cozinha utilizada por Oxum, que irritada decidiu-se pregar-lhe uma peça, quando um dia pediu-lhe que viesse assistir a preparação de determinado prato, que, segundo Oxum, Xangô, o esposo comum, adorava. Quando Obá chegou, Oxum, estava com a cabeça coberta com um pano que lhe escondia as orelhas, e, cozinha uma sopa na qual boiavam dois cogumelos. Oxum mostrou dizendo que havia cortado as próprias orelhas, colocando na sopa, para preparar o prato predileto de Xangô. Quando lhe foi servido, tomou com apetite e satisfação, retirando-se, todo gentil na companhia de Oxum. Na semana seguinte que era a vez de Obá cuidar de Xangô, decidiu fazer a receita predileta de Xangô, cortou uma de suas orelhas e cozinhou com a sopa. Xangô ficou repugnado e furioso com a cena. Neste momento apareceu Oxum, retirou seu lenço, onde Obá viu que as orelhas de Oxum nunca haviam sido cortadas, sendo por esta caçoada, seguiu-se violenta luta corporal, Xangô mostrou toda sua irritação e furor. Oxum e Obá, fugiram apavoradas e transformaram-se nos rios que levam seus nomes. Motivo pelo qual, quando Obá se manifesta em alguma das suas iniciadas, leva a mão para cobrir a orelha esquerda, ou ata-se um torço (turbante), a fim de esconder uma das orelhas. Sua cor é vermelha. Sua saudação: Oba sire (Obá xirê). QUALIDADES 1. Obá Gideo : Xangô, Oyá, Oxum = Iemanjá 2. Obá Rewá : Oyá e Xangô ARQUÉTIPO São pessoas valorosas e incompreendidas. Suas tendências são um pouco viril. As suas atitudes militantes e agressivas são conseqüências de experiências infelizes ou amargas por elas vividas. Os seus insucessos devem-se, freqüentemente, a um ciúme um tanto mórbido. Entretanto, encontram compensação para as frustrações sofridas em sucessos materiais, onde a sua avidez de ganho e o cuidado de nada perder dos seus bens tornam- se garantia de sucesso. PARTICULARIDADES DIA: quarta-feira DATA: 30 e 31 de maio METAL: cobre COR: marrom rajado PARTES DO CORPO: audição, orelha e junto com EWA, protege o consciente. SÍMBOLO: ofangi (espada) e um escudo de cobre.
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    SACRIFÍCIO: = (Oyá) ELEMENTO:fogo FOLHAS: Candeia, negamina, folha de amendoeira. OXUM (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) "Ai Ei Eiô, Mamãe Oxum" Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele considerado a morada mítica da Orixá. Apesar de ser comum a associação entre rios e Orixás femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão, de todos os rios. Portanto seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semi-parada das lagoas não pantanosas, pois as predominantemente lodosas são destinadas à Nanã e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde costumam ser-lhe entregues as comidas rituais votivas e presentes de seus filhos-de-santo. Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar. Dentro desta perspectiva, Iemanjá e Oxum dividem a maternidade. Mas há também outro forma de análise; a por faixas etárias, correspondentes a cada arquétipo básico. Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá ( sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é a idosa Nanã), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica. Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano. Oxum é ambiciosa; sua cor é azul-claro com raias de ouro. Segundo a tradição ioruba, seu metal é o cobre – mas a correlação com o ouro não está basicamente errada, pois, de acordo com os historiadores, o cobre era o metal mais caro conhecido naquela região.
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    Oxum portanto, gostadas riquezas materiais, mas não numa perspectiva de usura nem uma mesquinhez de quem quer ter riquezas para escondê-las. A iniciação (na Umbanda ou no Candomblé) é um nascimento e o poder da fecundidade tem de estar presente, pois Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos. Existem 16 tipos diferentes de Oxum, das quase adolescentes até as mais velhas, sendo portanto 16 o número sagrado da mãe da água doce. Diz a lenda que as mais velhas moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos mais superficiais. Entre essas 16, três são marcadas como guerreiras (Apara, a mais violenta, Iê Iê Kerê, que usa arco e flecha, e Ié Ié Iponda, que usa espada), mas a maior parte delas é mais pacífica, não gostando de lutas e guerras, desde Oxum Obotó, muito suave e feminina, até a versão mais velha, a não menos vaidosa Oxum Abalo. Além disso, o fluir nada fixo da água doce pelos diversos caminhos, a maneabilidade do elemento se manifestam no comportamento de Oxum. Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás iorubas que absolutamente não gosta da guerra. CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUM O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados. A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral. O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum. Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente. Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.
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    Faz parte dotipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras . Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca. IEMANJÁ (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) O PERFIL DO ORIXÁ Comparada com as outras divindades do panteão africano, o Orixá feminino ioruba Iemanjá é uma figura extremamente simples. Ela é uma das figuras mais conhecidas nos cultos brasileiros, com o nome sempre bem divulgado pela imprensa, pois suas festas anuais sempre movimentam um grande número de iniciados e simpatizantes, tanto da Umbanda como do Candomblé. Pelo sincretismo, porém, muita água rolou. Os jesuítas portugueses, tentando forçar a aculturação dos africanos e a aceitação, por parte deles, dos rituais e mitos católicos, procuraram fazer casamentos entre santos cristãos e Orixás africanos, buscando pontos em comum nos mitos. Para Iemanjá foi reservado o lugar de Nossa Senhora, sendo, então, artificialmente mais importante que as outras divindades femininas, o que foi assimilado em arte por muitos ramos da Umbanda. Mesmo assim,não se nega o fato de sua popularidade ser imensa, não só por tudo isso, mas pelo caráter, de tolerância, aceitação e carinho.É uma das rainhas das águas, sendo as duas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; e o mar, sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos. São extremamente concorridas suas festas. É tradicional no Rio de Janeiro, em Santos (litoral de São Paulo) e nas praias de Porto Alegre a oferta ao mar de presentes a este Orixá, atirados à morada da deusa, tanto na data específica de suas festas, como na passagem do ano. São comuns no reveillon as tendas de Umbanda na praia, onde acontecem rituais e iniciados incorporam caboclos e pretos-velhos, atendendo a qualquer pessoa que se interesse.
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    Na África, aorigem de Iemanjá também é um rio que vai desembocar no mar. De tanto chorar com o rompimento com seu filho Oxóssi, que a abandonou e foi viver escondido na mata junto com o irmão renegado Oçãnhim (Oçanhe). Iemanjá se derreteu, transformando-se num rio que foi desembocar no mar. É a mãe de quase todos os Orixás de origem ioruba ( com exceção de Logunnedê ), enquanto a maternidade dos Orixás Daomeanos é atribuída a Nanã. É portanto semelhante às outras mães da água, o que é compreensível, já que as diferentes tribos e nações acabaram por desenvolver o culto a um Orixá feminino específico, que relacionavam com um rio da região. No caso de Iemanjá, as lendas africanas já a identificavam com o mar, como podemos perceber pela narrativa recolhida por Pierre Verger: Iemanjá seria a filha de Olokum, deus ( no Daomé, atual Benin ) ou deusa ( em Ifé ) do mar. Em uma história de Ifé ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá , senhor das adivinhações, depois com Olofin , rei do Ifé, com o qual teve supostamente dez (10) filhos. Iemanjá, cansada de sua permanência em Ifé, foge mais tarde em direção ao oeste. Outrora, Olokum lhe havia dado, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparado (...) com a recomendação de quebrá-la no chão em caso de extremo perigo. E assim Iemanjá foi instalar-se no Entardecer da Terra, o Oeste . A lenda diz que Olofin, rei de Ifé, lançou o exercito à sua procura, o que fez Iemanjá, no esconderijo, quebrar a garrafa. Teria, então, na mesma hora, se formado um rio que a tragou, levando-a para Okum, o oceano - morada de seu pai Olokum. Apesar dos preceitos tradicionais relacionarem tanto Oxum como Iemanjá à função da maternidade, pôde estabelecer-se uma boa distinção entre esse conceitos. As duas Orixás não rivalizam ( Iemanjá praticamente na rivaliza com ninguém, enquanto Oxum é famosa por suas pendências amorosas que a colocaram contra Iansã e Oba ). Cada uma domina a maternidade num momento diferente. CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE IEMANJÁ No arquétipo psicológico, expandem-se as características insinuadas pela descrição dos mitos e lendas de Iemanjá. Também fica fácil entender os conceitos principais se mantivermos a comparação com o Orixá Oxum. Como os filhos da mãe da água doce, os de Iemanjá, também gostam de luxo, das jóias caras e dos tecidos vistosos. Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem parte. Enquanto os filhos de Oxum são diplomatas e sinuosos, os de Iemanjá se mostram mais diretos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo.
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    Como são pessoaspresas ao arquétipo da mãe, a família e os filhos têm grande importância na vida dos filhos de Iemanjá. A relação com eles pode ser carinhosa, mas nunca esquecendo conceitos tradicionais como respeito e principalmente hierarquia. São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas obcecadas pela própria carreira, sem grandes planos para atividades a longo prazo, a não ser quando se trata do futuro de filhos e entes próximos. Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças, apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso, sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam - o destino de todos estariam sob sua responsabilidade . Os filhos de Iemanjá demoram muito para confiar em alguém, bons conhecedores que são da natureza humana. Quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro e íntimo círculo de amigos, porém, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas. Um filho de Iemanjá pode tornar-se rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos sem esquecê-las jamais. OXALÁ paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 (Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás , publicado pela Editora Três ) O PERFIL DO ORIXÁ Orixá masculino, de origem Ioruba (nagô) bastante cultuado no Brasil, onde costuma ser considerado a divindade mais importante do panteão africano. Na África é cultuado com o nome de Obatalá . Quando porém os negros vieram para cá, como mão-de-obra escrava na agricultura, trouxeram consigo, além do nome do Orixá, uma outra forma de a ele se referirem, Orixalá , que significa, orixá dos orixás. Numa versão contraída, o nome que se acabou popularizando, é OXALÁ.
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    Esta relação deimportância advém de a organização de divindades africanas ser uma maneira simbólica de se codificar as regras do comportamento. Nos preceitos, estão todas as matrizes básicas da organização familiar e tribal, das atitudes possíveis, dos diversos caminhos para uma mesma questão. Para um mesmo problema, orixás diferentes propõem respostas diferentes - e raramente há um acordo social no sentido de estabelecer uma das saídas como correta e a outra não. A jurisprudência africana nesse sentido prefere conviver com os opostos, estabelecendo, no máximo, que, perante um impasse, Ogum faz isso, Iansã faz aquilo , por exemplo. Assim, Oxalá não tem mais poderes que os outros nem é hierarquicamente superior, mas merece o respeito de todos por representar o patriarca, o chefe da família. Cada membro da família tem suas funções e o direito de se inter-relacionar de igual para igual com todos os outros membros, o que as lendas dos Orixás confirmam através da independência que cada um mantém em relação aos outros. Oxalá, porém, é o que traz consigo a memória de outros tempos, as soluções já encontradas no passado para casos semelhantes, merecendo, portanto, o respeito de todos numa sociedade que cultuava ativamente seus ancestrais. Ele representa o conhecimento empírico, neste caso colocado acima do conhecimento especializado que cada Orixá pode apresentar: Oçanhe, a liturgia; Oxóssi, a caça; Ogum, a metalurgia; Oxum, a maternidade; Iemanjá, a educação; Omolu, a medicina - e assim por diante. Se por este lado, Oxalá merece mais destaque, o considerá-lo superior aos outros ( o que não está implícito como poder, mas sim merecimento de respeito ao título de Orixalá ) veio da colonização européia. Os jesuítas tentavam introduzir os negros nos cultos católicos, passo considerado decisivo para os mentores e ideólogos que tentavam adaptá-los à sociedade onde eram obrigados a viver, baseada em códigos a eles completamente estranhos. A repressão pura e simples era muito eficiente nestes casos, mas não bastava. Eram constantes as revoltas. Em alguns casos, perceberam que o sincretismo era a melhor saída, e tentaram convencer os negros que seus Orixás também tinham espaço na cultura branca, que as entidades eram praticamente as mesmas, apenas com outros nomes. Alguns escravos neles acreditaram. Outros se aproveitaram da quase obrigatoriedade da prática dos cultos católicos, para, ao realizá-los, efetivarem verdadeiros cultos de Umbanda, apenas mascarados pela religião oficial do colonizador. Esclarecida esta questão, não negamos as funções únicas e importantíssimas de Oxalá perante a mitologia ioruba. É o princípio gerador em potencial, o responsável pela existência de todos os seres do céu e da terra. É o que permite a concepção no sentido masculino do termo. Sua cor é o branco, porque ela é a soma de todas as cores. Por causa de Oxalá a cor branca esta associada ao candomblé e aos cultos afro- brasileiros em geral, e não importa qual o santo cultuado num terreiro, nem o Orixá de cabeça de cada filho de santo, é comum que se vistam de branco, prestando homenagem ao Pai de todos os Orixás e dos seres humanos. Se essa mesma, gostar e quiser usar roupas com as cores do seu ELEDÁ (primeiro Orixá de cabeça) e dos
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    seus AJUNTÓS (adjutoresauxiliares do Orixá de cabeça) não terá problema algum, apenas dependendo da orientação da cúpula espiritual dirigente do terreiro. Segundo as lendas, Oxalá é o pai de todos os Orixás, excetuando-se Logunedé , que é filho de Oxóssi e Oxum, e Iemanjá que tem uma filiação controvertida, sendo mais citados Odudua e Olokum como seus pais, mas efetivamente Oxalá nunca foi apontado como seu pai. AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXALÁ As características tão bem sintetizadas por Monique Augras ao descrever a dança de Oxalá (no ritual de nação) definem bem o arquétipo psicológico a ele associado. São caracteres encontrados nos arquétipos ocidentais também em relação à figura paterna. Oxalá é o pai dos Orixás e, por extensão, de toda a humanidade. Estabelece, pois, entre si e os outros, uma aura não de temeridade (já que não é nada inseguro), mas sim de respeito e carinho. Os filhos de Oxalá, portanto, são pessoas tranqüilas, com tendência à calma, até nos momentos mais difíceis; conseguem o respeito mesmo sem que se esforcem objetivamente para obtê-lo. São amáveis e pensativos, mas nunca de maneira subserviente. Às vezes chegam a ser autoritários, mas isso acontece com os que têm Orixás guerreiros ou autoritários como adjutores ( ajuntós ). Sabem argumentar bem, tendo uma queda para trabalhos que impliquem em organização. Gostam de centralizar tudo em torno de si mesmos. São reservados, mas raramente orgulhosos. Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas convicções; será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema. No Oxalá mais velho (OXALUFÃ) a tendência se traduz em ranzinzice e intolerância, enquanto no Oxalá novo (OXAGUIÃ) tem um certo furor pelo debate e pela argumentação. Para Oxalá, a idéia e o verbo são sempre mais importantes que a ação, não sendo raro encontrá-los em carreiras onde a linguagem (escrita ou falada) seja o ponto fundamental. Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso ou no mínimo digno, principalmente na maneira de andar e não na constituição física; não é alto e magro como o filho de Ogum nem tão compacto e forte como os filhos de Xangô. Às vezes, porém, essa maneira de caminhar e se postar dá lugar a alguém com tendência a ficar curvado, como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo em se tratando de alguém muito jovem. As Folhas dos Orixáspaitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814
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    Do mesmo modocomo no oráculo de Ifá, os signos geomânticos (Odù)são organizados dentro de um sistema classificatório; no culto a Osanyin, os vegetais, também, estão inseridos nesse sistema. A relação folha/orixá se evidencia com a existência de quatro compartimentos estruturados a partir de uma concepção de categorias lógicas e ordenadas segundo a visão de mundo dos jêje - nagôs. Sendo os Òrìsàs representações vivas das forças que regem a natureza, as folhas a eles atribuídas, no contexto litúrgico, associam-se, conseqüentemente, a esses elementos. Barros (1993:60), estudando essas classificações, verificou que: "Os vegetais estão dispostos em quatro compartimentos-base diretamente relacionados aos quatro elementos; as ewé af éé f é - folhas de ar ( vento); as ewé in ó n as ewé omi, - folha de água; e as Il é ou ewé igbó - folhas da terra ou floresta. "Nestes quatro compartimentos-base, concentram-se o panteão jêje - nagô . Genericamente, vamos encontrar Exu e Xangô participando do compartimento Fogo; Ogun, Oxossi, Ossain e Obaluaye ligados ao elemento Terra; Iemanjá, Oxum, Obá, Nanã e Yewá associadas as Águas, e Oxalá e Oyá ao Ar. Todavia, ao particularizarmos veremos que alguns Òrìsàs como Logunede e Oxumare, considerados "Meta-Meta", estarão vinculados a mais de um desses compartimentos. Exu está ligado com predominância ao elemento Fogo, porém, como "cada Òrìsà possui seu Exu, com o qual ele constitui uma unidade" ( Santos, 1976:131), este compartilhará do mesmo elemento ao qual o Òrìsà está associado. Assim, os Exus das Iabás estarão ligados também , ao elemento Água, os de Ogun e Oxossi ao compartimento Terra, e assim ocorrendo com os demais Exus. Ogun atua predominantemente com no compartimento Terra. Todavia, na qualidade Warin, encontramos um Ogun que habita nas águas , pois segundos os mitos ele vive no Rio com Oxum; conseqüentemente, estará, também, ligado ao compartimento Água. Já Ogun Àgbèdè Òrun, ( Ferreiro do céu), se liga, também, ao elemento Ar, juntamente com Oxalá. Oxossi é ligado à Terra; mas, nas suas variáveis, encontramos Inlè, modalidade deste Òrìsà que, como Logunede, está associado tanto ao compartimento Água quanto ao Terra; entretanto, para maioria das outras qualidades de Oxossi predominam o elemento Terra. Obaluaye, sendo um Òrìsà da Terra ( Oba = Rei, Aye = Terra ), mas que se relaciona com a febre e o sol do meio-dia, está ligado, igualmente, os compartimentos Terra e Fogo. Em algumas ocasiões ele recebe o título de : "Baba Igbonan = Pai da quentura" ( Santos 1976:78). Título que é dado também a uma qualidade de Xangô Airá, considerado dono do fogo e cultuado numa fogueira.
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    Ossaim, por serpatrono dos vegetais, automaticamente, está ligado a todos os elementos da natureza; todavia, seu compartimento principal é o Terra, representado pelas florestas onde nasceu todos os vegetais. Oxumare é representado pelo arco-íris que se projeta nas águas em direção ao céu. Liga- se, simultaneamente, aos compartimentos água e ar. Pode ser irmão de Obaluaye, algumas vezes se relaciona, também , com o elemento Terra. Nana, a iaba que é representada pela chuva fertilizando a terra (lama), tem como compartimento base a Água, mas, também, a Terra. Oiá, em um de seus diversos aspectos, é cultuada no rio Níger, na África, o que realça suas características de "deusa da fertilidade" ligada ao compartimento Água, bem como á responsável pelos coriscos, tempestades e ventanias, fato que a associa tanto ao elemento Ar quanto ao elemento Fogo. Sob a denominação de "Oya Igbale, Orisá patrono dos mortos e dos ancestrais"(Santos 1976:58), participa, também do elemento Terra. Xango está associado, predominantemente, ao elemento Fogo, enquanto que Iroko, entidade fitomórfica cultuada em uma árvore, embora possua muita afinidade com o primeiro, está ligado ao elemento Terra. Oxum, Iemanjá e Oba são iabas ligadas, especificamente, ao elemento Água; porém, alguns de seus aspectos poderão ligá-las aos demais compartimentos base. Oxalá esta ligado, com predominância, ao compartimento Ar. Todavia, Santos (1976:59) diz que "Oxalá está associado à Água e ao Ár, Odudua está associado à Água e a Terra". Assim como Odudua, Orixá Okó também é um Orixá funfun (original) e, segundo os mitos, é considerado o patrono da agricultura, possuindo estreita ligação com a Terra. Nesta visão do mundo Jeje-nago, direito/masculino/positivo são opostos a esquerdo/feminino/negativo, ou seja, o masculino é positivo e se posiciona do lado direito, enquanto o feminino é negativo e se posiciona do lado esquerdo. Neste contexto os compartimentos que contêm as ewé inón (folhas do fogo) e ewé afééfé (folhas do ar) estão associadas ao masculino, elementos fecundantes, enquanto que as ewé omi (folhas da água) e as ewé ilè (folhas da terra) se ligam ao feminino, elementos fecundáveis. Ao determinar que as folhas são separadas por pares opostos: gún (de excitação) x èrò (de calma), ewé apa otun (folhas da direita) x ewé apa osi (folhas da esquerda), os Jeje- nago tomam como modelo um sistema da classificação baseada em posições binárias. Todavia, essa não é uma condição sine qua non quando analisamos mais detalhadamente a utilização dos vegetais, pois percebemos que algumas folhas positivas se relacionam com o lado esquerdo ou feminino e vice-versa, daí encontrarmos folhas femininas usadas com fins positivos, e folhas masculinas consideradas negativas. Verger (1995:25) cita, por exemplo, "que entre as folhas há quatro conhecidas como (...)
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    as quatro folhasmasculinas ( por seu trabalho maléfico) ...; e quatro tidas como antídotos..."Entre estas últimas ele inclui o òdúndún (Kalanchoe crenata), que é uma folha feminina, porém positiva, o que nos faz crer que as diversas condições binárias não interagem de modo rígido entre si, pois, como vimos, uma folha masculina pode estar situada junto aos elementos da esquerda por ser considerada negativa. No sistema de classificação dos vegetais, a condição para que uma folha seja masculina ou feminina é o seu formato, pois, na concepção Jeje-nago, a forma fálica (alongada) caracteriza o elemento masculino, em contrapartida, a forma uterina (arredondada) determina o elemento feminino. Essa convenção é adotada, tanto com relação as folhas, quanto aos jogos divinatórios que tiveram origem a partir do oráculo de Ifá, onde, dos dezesseis cauris usados, oito são de forma alongada e considerados masculinos, e os femininos são os oito restantes que possuem forma arredondada. "Por conseguinte, Macho/Fêmea formam um par de oposição básico no que se refere às espécies vegetais, e está diretamente relacionado ao Òrìsà" (Barros 1993:63). As folhas consideradas masculinas estão associadas aos oborós ( orixás masculinos), bem como as femininas pertencem às Iabas (orixás femininos); todavia, eventualmente encontraremos algumas folhas femininas associadas aos oborós e algumas masculinas atribuídas às iabas, o que parece refletir uma bipolaridade característica de alguns orixás. Quando utilizamos nos rituais de iniciação ou nos trabalhos litúrgicos, os vegetais classificados como èrò tem a função de abrandar o transe, apaziguar o orixá ou acalmar o iniciado; contrariamente, os considerados gún servem para facilitar a possessão e excitar o orixá. Dentro de sua complexidade, o sistema de classificação dos vegetais é coerente com a visão de ordenação do mundo; desse modo, os vegetais vão além de suas utilidades práticas, pois "estão diretamente relacionados a uma cosmovisão específica e são constituintes de um modelo que ordena a classifica o universo, definindo a posição do indivíduo na ordem cosmológica" Barros 1993:93). Aqui vou postar algumas folhas de alguns Orixás: Folhas Litúrgicas no Candomblé Èsù Odun-dun - Folha-da-costa Teté - Bredo sem espinhos Orim-rim - Alfavaquinha Pepé - Malmequer bravo Labre - Tiririca Kanan-kanan - Folha de bobó Kan-kan - Cansanção de porco
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    Inã - Cansançãobranco de leite Aberê - Picão-da-praia, carrapicho-de-agulha Ògún Mariwô Folha de palmeira de dendê paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Ìróko Folha-de-loko Pepé Malmequer bravo Teterégún Canela-de-macaco Monam Parietária Aferê Mutamba Piperégún Nativo Obô Rama de leite Eregê Erva-tostão, graminha Ibin Folha-de-bicho Afoman Erva-de-passarinho Omun Bredo Orin-rin Alfavaquinha Odun-dun Folha-da-costa (saião) Teté Bredo sem espinhos Já Capeba Anó-peipa Cipó-chumbo Odé Teté - Bredo sem espinhos Orin-rin - Alfavaquinha Odun-dun - Folha-da-costa Jacomijé - Jarrinha Irekê-omin - Dandá do brejo Piperégún - Nativo Junçá - Espada de Ògún Ìróko - Folha de loko Mariwô - Folha de dendezêiro Irum-perlêmin - Capim cabeludo Akoko Fitiba - Cana-fita Monam - Parietária Òsányín Ganucô - Língua de galinha Obô - Rama de leite Aferé - Mutamba Tolu-tolu - Papinho-de-peru Monam - Parietária Jamin - Cajá
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    Bala - Taioba Teterégún- Canela-de-macaco Timim - Folha de neve branca, cana-do-brejo Pepé - Malmequer bravo Mariwô - Folha de dendezeiro Awô-pupa - Cipó-chumbo Junçá - Espada de Ògún Piperégún - Nativo Arê-agê - Tostão Simim-simim - Vassourinha Afoman - Erva-de-passarinho Omim - Alfavaquinha Teté - Bredo sem espinho Odum-dum - Folha-da-Costa Òsùmàrè Ìróko - Folha de Ìróko Monan - Parietária, brotozinho Bala - Taioba Jamin - Cajá Aberê-ejó - Pente de Òsúmarè Aferê - Mutamba Obô - Rama de leite Exibatá - Golfo redondo do monam Jacomijé - Jarrinha Tinim - Folha da neve branca, cana-de-brejo Peculé - Mariazinha Tolu-tolu - Papinho-de-peru Sòngó Teté - Bredo sem espinhos Orin-rin - Alfavaquinha Odum-dum - Folha da costa Jacomijé - Jarrinha Bamba - Folha de mibamba Alapá - Folha de capitão Pepê - Folha de loko Oicô - Folha de caruru Xerê-obá - Chocalho de xangô Oxé-obá - Birreiro Monan - Parietária Aferé - Mutamba Obô - Rama de Leite Odidí - Bico-de-papagaio Obaya - Beti-cheiroso - macho ou fêmea
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    Oyá Teté - Bredosem espinho Orim-rim - Alfavaquinha Odum-dum - Folha-da-costa Jacomijé - Jarrinha Afomam - Erva-de-passarinho Abauba - Folha de imbaúba Tepola - Pega pinto Eregê - Erva-tostão Já - Capeba Obayá - Beti-cheiroso Piperégún - Nativo Ìróko - Folha de loko Pepé - Malmequer Teterégún - Canela-de-macaco Junça - Espada de Ògún Adimum-ade-run - Folha de fogo Obe-cemi-oia - Espada de Oyámésèèsán rosa Monan - Parietária Bala - Taioba Jamim - Cajá Aferé - Mutamba Gunoco - Língua-de-galinha Obô - Rama de leite Òsún Teté - Bredo sem espinhos Orim-rim - Alfavaquinha Odum-dum - Folha da costa Efim - Malva branca Omim - Beldroega Já - Capeba Ìróko - Folha de loko Pepe - Malmequer branco Teterégún - Canela de macaco Monan - Parietária Jamin - Cajá Tolu-tolu - Papinho de peru Aferé - Mutamba Eim-dum-dum - Folha da fortuna Obô - Rama de leite Omin-ojú - Golfo branco Ilerin - Folha de vintém
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    Yemonjà Teté - Bredosem espinhos Orim-rim - Alfavaquinha Odum-dum - Folha da costa Efim - Malva branca Omin-ojú - Golfo branco Jacomijé - Jarrinha Ibin - Folha de bicho Já - Capeba Obaya - Beti-cheiroso Ìróko - Folha de loko Tinin - Folha de neve branca, cana-do-brejo Ereximominpala - Golfo de baronesa Teterégún - Canela de macaco Monam - Parietária Jamim - Cajá Obô - Rama de leite Obàlúwàiyé Monam Parietária - brotozinho Bala - Taioba Jamim - Cajá Aferé - Mutamba Obó - Rama de leite Exibatá - Ovo redondo de monãn Jakomijé - Jarrinha Afoxian - Erva de passarinho Já - Capeba Turin - Folha de neve branca Pekulé - Mariazinha Tolu-tolu - Papinho de peru Nàná Teté - Bredo sem espinhos Orim-rim - Alfavaquinha Odum-dum - Folha da costa Exibatá - Golfo redondo de manam Jacomijé - Jarrinha Afoman - Erva de passarinho Já - Capeba Timim - Folha de neve branca, cana-do-brejo Peculé - Parioba Bala - Taioba Jamim - Cajá
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    Aferé - Mutamba Obô- Rama de leite Òòsààlà Teté - Bredo sem espinhos Orim-rim - Alfavaquinha Odum-dum - Folha-da-costa Ibim - Folha de bicho Efim - Malva branca Ilerim - Folha de vintém Omim - Beldroega Omim-ojú - Golfo branco Jacomijé - Jarrinha Tinin - Folha de neve branca, cana-do-brejo Pachorô - Folha da costa branca Monam - Parietária Peculé - Parioba Bala - Taioba Jamim - Cajá Ori-dum-dum - Folha da fortuna Aferê - Mutamba Obô - Rama de leite Omim-ibá-ojú - Folha de leite RELAÇÃO DOS EBÓS A forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos mensageiros dos recados, fala-se: OÉ-TURA-WAGBATÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OGUN - DAGBE -DE WÀ GBA TÈTÈ - CHEGUE PARA RECEBER WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OWORUN SERE - O GBA - TÈTÈ - RECEBA DEPRESSA OTURÁ – AYKÓ WA GBA TÉTÉ - VENHA RECEBER DEPRESSA OTURUPON - OKARAN - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OKARAN - OIERU - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA " OMO ODUS DE EJIONILÊ " "OSOGUIA 1. OLAFIN 2. ODOLUÁ 3. KUDIRÉ 4. SAGRIN 5. EBUIM 6. AKANJI 7. YALANTE 8. EKIO 9. SILIN 10. KOKONISSE 11. IRO
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    12. SAKONAN 13. SOÍADA 14. MOROSSE 15. GEA 16. DEJANISSÉ Observações Importantes: OSOGUIA foi o único Orixá que driblou a morte por isso ele é sempre chamado em caso de muita aflição. Os odús vieram primeiro que os Orixás, o n.° 06 se ele não quer presente faz a pessoa perder tudo. Todos comem com ele e ele come com todos, ao afastar ou tirar qualquer outro odú. também deve imediatamente lhe agradar para que o que esteja respondendo de forma negativa faça parir o bom. Para agradar Obara nunca se deve fazê-lo para uma só pessoa, sempre coletivo, o Tesmo para assentar, nunca para uma só pessoa. EBÓ OYA ONIRA 1 Abóbora moranga 4 búzios aberto 4 nós moscada 4 moedas 4 acarajés 4 metros de fita vermelha 4 metros de fita branca 1 saco de morim Fazer um buraco na ab ó bora, depois de passar no corpo da pessoa coloca-se dentro com as fitas, por num saco de morim. Entregar a Oya Onira, no alto do morro 18 horas ou 24 horas, acender velas e fazer os pedidos. EBÓ ENCANTAMENTO (AMARRAÇÃO) 1 mamão Fita rosa e branca Cravo Vela de 3 dias Partir o mamão no meio colocar os nomes regado a mel, em cima de um prato branco, amarrar com as fitas e enfeitar com os cravos após por num campo ou rio. EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO) 2 ilés (pombo) casal 1 punha 1 prato branco 2 metros de morim Mel Os nomes da pessoa por os nomes no prato, atravessar o punhal no pescoço do casal de pombo, ao mesmo tempo deixando o ej é (sangue) cair em cima dos nomes misturado ao mel, enrolar tudo no morim e pendurar numa árvore bem frondosa.
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    EBÓ ENCANTAMENTO (AMARRAÇÃO) 1 Obi Mel 1 vaso de planta sem espinho Fita branca e amarela 3 vezes o nome um por cima do outro Açúcar Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, açúcar, amarrar com as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o nome de fulano(a), quando conseguir a pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum. PARA OGUM TRAZER UMA PESSOA DE VOLTA 1 oberó Farofa de mel Canjica por cima do padê 1 acará aberto no meio (em cada banda colocar 3 vezes o nome da pessoa) 1 miolo de boi (colocar por cima do acará) regar com azeite doce e a çúcar 3 velas 1 garrafa de vinho doce Oferecer a Ogun para que traga Fulano(a) de volta EBO UNIÃO 1 panela de barro 2 quilos de canjica Dendê Me! Azeite doce 1/2 It de leite de coco Camarão seco 9 velas Moedas correntes Pedidos a Yemonj á , Ogum, união , amor, saúde e paz. EB Ó AMARRAÇÃO 1 obi Mel 1 vaso de planta sem espinho Fita branca e amarela 3 vezes o nome um por cima do outro Açúcar Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, a çú car, amarrar com as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o norne de fulano(a), quando conseguir a pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum. EBÓ DE SEPARAÇÃO (2) 2 alguidás
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    Pólvora 1 casal debruxo 21 vezes o nome escrito (dos dois) Jogar a pólvora no alguidar com o casal no meio, tampar com outro alguidar, põe fogo e deixa queimar, põe e no bale (cemit é rio) ou encruzilhada. EBÓ DE SEPARAÇÃO (3) O nome da pessoa no coité, soca junto com pimenta malagueta, põe cachaça, após joga-se café fervendo por trás de uma porta onde tenha bastante sujeira, só despache após ver o resultado. EBÓ DE SEPARAÇÃO (4) 1 garrafa de cachaça, 7 vezes o nome dentro , tampa-se, leva em uma encruzilhada ou num mato que não tenha bananeira. Ofereça a Exu Mularnbo e diz: " COMO ESSA GARRAFA ROLAR, QUE ROLE COM FULANO(A) DA VIDA DE .........(NOME), ROLAR DE MANEIRA QUEBRE A GARRAFA, E VIRE-SE DE COSTA E VAI EMBORA." EBÓ PARA TOMAR NOJO OU RAIVA DA PESSOA E SE AFASTAR 1 miolo de boi inteiro 1 ovo 1 boneco de pano ( com alguma coisa pessoal da pessoa ) 1 vela Procurar uma á rvore seca, fazer um buraco no p é da á rvore, por o boneco por cima do miolo ( o boneco sentado) e colocar o ovo e enterrar, acender uma vela e dizer assim: " COMO ESTA Á RVORE N Ã O GERMINA, ESTE MIOLO VAI APODRECER E ESTE OVO VAI GORAR ASSIM QUE O FULANO(A) SENTE POR MIM VAI SECAR." EBÓ DE SAÚDE 8 conchas de ostra
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    9 peixinhos deaquário 8 eJo (indés de prata pequeno) 8 Moedas Ebó para o Amor Material: 07 Maçãs vermelhas 07 Botões de Rosas vermelhas 07 Velas Vermelha e Branca 04 galhos de pitangueira Mel 07 Papéis com os nomes escritos Coloque os nomes em cada maçã. Forme um círculo de maçãs numa bandeja. Ponha as velas e os galhos de pitangueira por fora do círculo de maçãs. Despeje mel por cima Despache no mato acendendo as velas e fazendo seus pedidos e oferecendo á Yansã. Ebó de Oxum para Prosperidade Numa tigela de vidro coloque os ingredientes, obedecendo a ordem a seguir: 08 Moedas; 01 Punhado de Farinha de Milho; Mel; Água até a proximidade da borda da tigela; Perfume; Pétalas de Flores Amarelas. Deixe em sua casa ou no local de trabalho durante 07 dias. Despache num verde, reaproveite as moedas e a tigela de vidro. Peça á Oxum properidade e fartura. Para Afastar Pessoas Indesejáveis Torre numa panela velha os seguintes ingredientes: 07 Grãos de Milho; 07 Grãos de Feijão; 07 Grãos de Amendoim: 03 Pimentas; Os nomes das pessoas indesejáveis escritos num papel. Chame pelas pessoas enquanto mexe na panela.
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    Depois de torrado,triture até se transformar em pó. Assopre numa encruzilhada mandando as pessoas para longe de sua vida. Para Conseguir seus Objetivos Pegue uma tigela de vidro e coloque no fundo um papel com seus objetivos escritos. Coloque mel por cima. Encha a tigela com água e 08 flores brancas. Guarde por 08 dias. Despache no verde. Faça todos os seus pedido á Oxalá. Para Estreitar Laços de Amizade e Melhorar o Relacionamento Familiar Material Camjica Amarela cozida; 04 Quindins; 08 Balas de Mel; Os nomes escreitos num papel. Arrume tudo numa bandeja e despache na praia fazendo seus pedidos á Oxum. Banho para Yemanjá Ajudar a Conquistar as Coisas que Deseja Material Água morna FOlhas de Pata de Vaca; Folhas de Tapete de Oxalá (boldo); Mel Flores Brancas Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente em seu objetivos. Acrescente 08 gotas de perfume. Tome o bnaho do pescoço para baixo. Neutralizar Pessoas Fofoqueiras Escreva o nome da fofoqueira num papel, enrole-o e coloque dentro de uma pimenta dedo-de-moça. Numa quarta-feira, deixe a pimenta fora de casa (no sereno, mas onde ninguém veja). Na sexta-feira, torre a pimenta, e transforme-a em pó. Jogue um pouco de pó nas costas da fofoqueira. Separar a Rival de Seu Amado 01 Maçã vermelha; 01 Lâmina de barbear; 01 Pedaço de papel; 01 Vidro de boca larga e com tampa; Azeite de dendê. Faça na Lua Minguante. Crave a lâmina no lato da maçã. Em um dos lados do papel escreva o nome da rival e no outro do seu amado. Coloque o papel com os nomes na lâmina. Ponha a maçã dentro do vidro e encha-o com dendê. Feche o vidro, despache no verde ou quebre-o num cruzeiro. Saia sem olhar para trás. ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE )
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    7 velas 7 folhasde mamona padé de dendê e de mel akaçá Feijão fradinho torrado Milho Torrado Deburu Dar um frango ao exú da casa, só o ejé , por um pouco de pàdé de dendê , feijã o fradinho, milho vermelho, deburú , akaçá em cada folha e por uma parle do frango em cada folha; cabeça, 1 pé , outra um rabo, a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na rua da casa virada para a rua principal e o resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na volta vir jogando pàdéde mel na rua até a porta de cassa chamando cliente, dinheiro e etc. Por no Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato de milho vermelho EBÓ CLIENTE 7 folhas de mamona com; p à d é de mel, dend ê , 7 akaçás vermelho 7 akaçás branco 7 moedas 1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo abertura de caminho. ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE ) 7 velas 7 folhas de mamona Padê de dendê e de mel akaçá Feijão fradinho torrado Milho Torrado Deburu Dar um frango ao exú da casa, só o ejé, por um pouco de padê de dendê, feijão fradinho, milho vermelho, deburú, akaçá em cada folha e por uma parte do frango em cada folha; cabeça, 1 pé, outra um rabo, a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na rua da casa virada para a rua principal e o resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na volta vir jogando padê de mel na ma até a porta de cassa chamando cliente, dinheiro e etc.. Por no Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato de milho vermelho EBO CLIENTE 7 folhas de mamona com; padê de mel, dendê, 7 akaçás vermelho 7 akaçás branco 7 moedas 1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo abertura de caminho. EBÓ OKARÃ ESU 7 padès diferente 3 akaçás
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    7 acarajés 7 punhadosde deburú 7 velas Vá metro branco, preto e vermelho 1 frango EBÓ DE ESÚ NA RUA cartucho de pólvora garrafa de cachaça ou champanhe CHARUTOS, CIGARROS. adúrà orí BÍ MO JÍ LÒWÚRÒ MÁÀ FI OWQ KANRI N'JÉORÍÀJIRÉ? ORÍ MI AJIKE A BA NÍ WÁYÉ MÁSÉ GBÀGBÉ LÀÍWA IGBÁ, AJÈ KÁRÍ SÈSÈ LÉNUN EIYE SÈSÈ LÉNUN ÈGÀ Ò WÒ IRÁ WÒ TÍTÍ KÔ DÊ ILÉ K'Ó WÀ RÍ OMO PÓNLE LÒJÓ JÚMÓN SÉ OHUN RERE ORÍ WÒ ÒNÒN IBI RERE FÚN MI GBÈÈMI IRE ÒRÍSÁ WÒ IBIRE SÍ MI BÉÈ IHÒ ASE Tradução Pergunto ao meu Eléèdá Minha cabeça, como está você hoje?
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    Minha cabeça eutrato como o Àjiké Aquela que veio conosco para este mundo, E que nunca se esquece de nós Conteúdo de riquezas é o Òrisà que toco nele pela manhã e peço orientação para resolver meus problemas. O bico do pássaro comprido é ligado à cabeça O bico do Ègá é comprido Ele olha e vê as estrelas até onde nunca estive Aquele que está olhando os filhos que o elogiam Todas as manhãs fazendo com eles tenham sorte Cabeça olhe meus caminhos para que sejam bons pra mim Guie-me e dê-me sorte Òrïsà olhe meus passos para que sejam bons pra mim, mesmo que seja num buraco. Assim seja! O JOGO DE BÚZIOS "O jogo de búzios tem por finalidade identificar nosso Orixá (Ori=Cabeça (física e astral) + Ixá=guardião); ou seja , problemas de plano astral, espiritual, material e suas soluções". O jogo de búzios é uma leitura divinatória e esotérica por excelência, utilizado como consulta, quer seja; para identificar nosso orixá (ori= cabeça + ixá=guardião), que é a mesma figura do anjo de guarda; a situação material, astral e espiritual, principalmente com relação a problemas e dificuldades. Portanto de uma forma definitiva - ninguém "fala" ao nosso ouvido, nem Exú e tampouco Oxum, os quais tem forte influência sobre o jogo, mas não desta forma, se assim fosse, não seria necessário jogá-los. A leitura esotérica divinatória está diretamente ligada à Òrúnmìlà, cujos babalorixás, são seus porta- vozes, outras lendas africanas, mostram a ligação do jogo de búzios com Exú, Oxum e Oxalá. No capítulo destinado à Ifá e Odù, consta essa estreita relação entre Exú e Ifá. O jogo de búzios é exclusivo dos candomblecistas praticantes e reconhecidamente iniciados, fora isso É FARSA, É MENTIRA, É ENGODO. Os búzios são jogados em número de dezesseis, que correspondem aos dezesseis odús principais, quer sejam: okaran (exú), ejioko (ogum, ibeji), etaogunda (obaluayiê, ogun), iorosun (yemanjá, oya), oxê (oxum), obara (Oxossi, logunedé e xangô), odí (omolu oxosse e oxalá), egionile (oxaguian), ossá (oyá, yewa e yemanjá), ofum (oxalufan), owarim (oyá, oguy e exu), egilexebora (xangô, oba, iroko),
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    egioligibam (nanã), iká(ossain e oxumare), obeogundá (ogun, ewá e obá) e alafia (orixalá, isto é, todos os outros Orixás funfun). Duas formas são as mais utilizadas, sobre a urupema (peneira (totalmente aboolido em ketou)), ou sobre erindilogun (fio de contas), que em alguns casos, nele constam os dezesseis orixás cultuados atualmente no Brasil; igualmente constam desta parafernália: uma otá, uma vela branca, um adjá (espécie de sineta) usado para saudar os orixás, abrir o jogo e convocar o eledá do consulente para que permita uma boa leitura; água; indispensável os fios de Oxalá e Oxum; um côco de ifá; moedas; favas; obi; orobô; um imã; uma fava (semente) especial que represente no jogo o eledá consultado, aforante a isso um preparo do babalorixá, e os orôs (rezas) necessários. Para uma boa leitura de búzios, três situações são fundamentais: 1) Conhecimento e aprendizado. 2) Autorização, através de ritual próprio, o qual é ministrado por sacerdote responsável, tendo o iniciado passado por completo, com seriedade e merecimento, seu período de iniciação, que são no mínimo 7 anos. 3) Seriedade do consultor e do consulente. Esses são pré-requisitos básicos para uma leitura honesta e imparcial. Muito importante, quem "responde" no jogo de búzios é o orixá do consulente, ele é quem determina a formação dos búzios para serem analisados, é uma espécie de permissão, do orixá, para que a situação do seu filho seja exposta. A forma de jogo mais usual, é a da leitura por odú, feita pela quantidade de búzios "abertos" ou "fechados", em que o babalorixá, deverá efetuar várias jogadas para uma leitura mais completa, em alguns jogos, cada queda corresponde a um único odú-orixá. O porque e para que se consultam os búzios ? Pelo mesmo princípio que se vai ao médico, só vai quem está doente ou para uma avaliação de rotina, da mesma forma, que só toma remédio quem está doente, só se deve fazer algo, se houver alguma necessidade. O futuro - é grande questão dos consulentes, no jogo de búzios, pode-se fazer "perguntas", cujas respostas não são detalhadas, mas de uma maneira geral é sim ou não, provável e se não fosse assim não haveria babalorixá pobre neste mundo, o futuro a Deus pertence, esta é uma frase sábia que alguém com muita propriedade disse um dia. O futuro depende muito dos nossos atos presentes, o exercício do nosso livre arbítrio é constante, nada está definitivamente marcado ou decidido, a partir do instante que exercemos nossa vontade, podemos modificar a todo instante nosso futuro; exemplos simples: se alguém fica doente e acha que é o destino, vai morrer, mas, se procurar um médico, vai se curar; o futuro foi alterado; assim alguém que perca seu emprego, se ficar em casa, vai passar fome, se sair e procurar um emprego, terá grande chance de conseguir e novamente alterar seu futuro; e assim com tudo na vida; uma grande questão é que muitas pessoas acham que seu orixá, anjo da guarda ou Deus, tem saber de tudo, das suas necessidades, dos seus problemas e simplesmente resolvê-los, antes assim fosse, porém, mais uma vez é necessário que o nosso livre arbítrio e o nosso querer, tem que ser constante em nosso dia a dia. Não podemos esperar que as pessoas "adivinhem" ou saibam o que estamos querendo ou precisando, se não falarmos, se não nos comunicarmos, é evidente que se tem uma forma de fazê-lo, sempre podemos dizer o que pensamos e precisamos, mas de uma forma correta, não agressiva, coerente. Sempre temos duas chances em cada situação que nos apresenta, o de sim e o de não, se tentarmos, porém se não tentarmos, só resta o não. O jogo de búzios, costumo dizer que é uma ciência exata, sabe-se ou não, não cabe meio termo, quem sabe, talvez, ou a leitura é a expressão de uma realidade presente ou não, a forma de checar se um jogo está correto, começa pela identificação do orixá, a cada orixá corresponde um
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    estereotipo de carátere personalidade ao seu "filho", que ao lhe relatar não pode errar ou fugir das suas principais características, que o babalorixá checa com o consulente, se tudo corresponde, as demais situações do jogo também estarão corretas. Porém se observe, que um leitor de jogo de búzios necessariamente tem que conhecer sobre as características que os orixás imprimem aos seus "filhos" características estas, que em alguns casos para o mesmo orixá, tem variantes, pela sua qualidade apresentada, ou ainda, difere determinadas características, se o "filho" for do sexo masculino ou feminino, há que se reconhecer uma situação um pouco complexa, e não poderia ser de outra forma, com todas essas variantes é um jogo prostituído, isto é, usado de forma inescrupulosa, leviana, por pessoas totalmente estranhas ao processo, pelos ignorantes que se julgam conhecê-lo. Com relação ainda à esta situação, é muito comum alguns iniciados ou até mesmo sacerdotes, que não se preocuparam muito com o aperfeiçoamento, estudo mais detalhado, prática exaustiva, incorrem num erro, de conhecer uma pessoa de determinado orixá, e classificar suas características como definitivas para aquele orixá, e sempre que ver alguém com aquelas características, achar que aquela pessoa, também será daquele orixá, generalizando para sempre todos estes casos e situações; o erro: esta pessoa que conheceram, pode estar com o orixá errado, pois quem lhe atribuiu este orixá, não era competente, este é um fato muitíssimo comum. É uma forma de leitura divinatória, que não massifica, isto é, uma situação vale para muitos, como no caso do horóscopo, mas usada de forma individual, como exemplo, o caso de gêmeos, dois ou mais, nascem no mesmo dia, e no entanto, caráter e personalidade em muitos casos, totalmente diversos. FAÇA SUA CABALA E CONHEÇA SUA PERSONALIDADE E O ORIXÁ QUE TE REGE Ao começar escrever este artigo, eu, Babalorixá Sérgio Cigano, me dei conta do quanto resisti a crença da cabala, porém com o tempo eu entendi que ao usarmos esse método não para tentarmos idenficar nosso eleda, não estariamos substuindo a prática do jogo de búzios, pois somente o jogo poderá identificar seu eleda, esclarer dúvidas e caminhos que deverão ser seguidos em um determinado momentos das nossas vidas. A cabala serve para identificar o signo, ou pré destino, do qual viemos para o Aye (Planeta Terra), deixando aqui uma observação que na nossa crença jeje-nago, não acreditamos num destino e sim em vários caminhos, podendo este tomar outros cursos e mudar a qualquer hora, porisso temos a precisão de consultar o jogo de búzios, não para prever futuros, como acreditam muitos leigos, mas para saber qual o melhor caminho a ser tomado em determinada hora da nossa vida. Durante muito tempo resisti a crença da cabala, fiz Cursos para provar que não seria possível esta previsão, porém ao longo do tempo, percebi que em 99%, isso pra não arriscar 100% a consulta aos números batiam exatamente com a personalidade da pessoa. A cabala: Para fazer a Cabala do destino, não confundir com a cabala judaica, que é um assunto muito mais complexo e não tendo nada a ver com a que vamos falar aqui, precisaremos
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    apenas da datade nascimento da pessoa a ser consultada e teremos que tomar o seguinte procedimento: A data do nascimeto de uma pessoa que nasceu em 24/08/1972 Pegamos os número do dia, do mes e do ano e somamos os seus valores brutos. Por exemplo: 24/08/1972 Pegamos os número do dia, do mes e do ano e somamos os seus valores brutos. Por exemplo: Dia mês ano 2 + 4 + 0 + 8 + 1 + 9 + 7 + 2= 33 pegamos o número 33 e continuamos a operação, pois é um número maior que 16. 3 + 3 = 6 6 = ODU OBARA teremos a seguinte interpretação para a personalidade desta pessoa essa pessoa é regida por Xangô Logun-Edé Osossi Personalidade: pessoas com temperamento um tanto estourado, são de extrema sinceridade; são um pouco tagarelas com habito de contar tudo o que irá ser feito, evitando assim a concretização dos planos. Despertam antipatia e inveja das pessoas. São justas e tendem a possuir bens . A data do nascimeto de uma pessoa que nasceu em 20/12/1960 Pegamos os número do dia, do mes e do ano e somamos os seus valores brutos. Por exemplo: 20/10/1960 dia mês ano 2 + 0 + 1 +2 + 1 + 9 + 6 + 0 = 21 neste caso dando um número maior que dezesseis que é o número máximo dos odus, continuamos a operação pegando o “ 21 “ e somando, também seus valores brutos. 21 = 2 + 1 = 3 - onde 3= ao odu etaogunda interpretação: Essa pessoa é regida pelo orixá Ogun
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    A personalidade dosfilhos deste odu Seus filhos são pessoas conscientes que sua forca de vontade é importante para o sucesso, persistência e coragem para tirar melhor proveito das situações, pessoas que usam muito a razão; em seu lado negativo, traz a mentira, falsidade, fingimento, avareza e falsa . Conferindo o seu resultado confira a tabala para que possa saber sua personlaidade e regência do seu Orixá: Número 1 como resultado: Odu okaran - 1 búzio aberto Exu é o orixá que rege A Personalidade dos filhos deste odu Seus filhos são criativos, persistentes e de excelente memória. Possuem forte intuição, são maus gostam de ficar sós, possuem aparência descuidada, são egoístas e medrosos. Tendem ao egoísmo e ao individualismo. Sua lenda Era um pobre peregrino que vivia migrando. Permanecia em diversos lugares, mas, depois de fazer as plantações, mandavam embora, ficando os donos das terras com tudo o que ele tinha feito. Por conselho de alguém, esse homem foi um dia a casa de um oluô, que lhe indicou um ebó (oferenda). tendo tudo preparado, partiu o homem para a grande mata fronteiriça e, lá chegando deu início ao serviço. Mais tarde, ouvindo um barulho naquele lugar tão impenetrável, assustou-se. Era ogum, o dono dessa mata misteriosa. Chegando perto, ficou ogum espreitando o estranho, até que este, muito amedrontado, implorou misericórdia, perguntando a ogum se queria se servir de alguma coisa servida no ebó. Que falasse sem cerimônia, pois estava tudo a sua disposição. Ogum aceitou tudo o que havia ali e ficou satisfeito. Perguntou, então, quem era tão perverso a ponto de mandar o peregrino para aquela paisagem impenetrável. O homem contou todos os percalços de sua vida. Então, ogum, transfigurado, aterrorizante, bradou que ele pegasse o mariô e fosse marcar as casas dos seus amigos, pois ele, ogum, iria aquela cidade à noite destruir tudo o que lá se achasse. Iria arrasar todos os haveres lá existentes, até o solo. Dito e feito...
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    Ogum acabou comtudo, exceto as casas e os lugares que tenha sido demarcados pelo homem com a colocação de mariô em cima das portas. Tudo o que havia de riqueza ali ogum deu para ele, tudo mesmo, conforme tinha prometido. Número 2 como resultado: Odu megioko – dois buzios abertos Obaluaê é o orixá regente A personalidade dos filhos deste odu Seus filhos são geniosos e exigentes. Impõem a sua vontade, por isso também adquirem muitos inimigos. São alegres e felizes porém quando nada lhes sai a contento, tornam-se sofredores. Possuem muito bom coração. São corajosos, briguentos, possuem iniciativa própria, são ambiciosos. Sua lenda Dizem as histórias que havia diversos príncipes que disputavam o poder. Também havia outros fidalgos oriundos de diversas cidades. Entre estes, havia tela-okô, que era desprovido de todos os meios de subsistência. E lá um dia, enquanto roçava, bem no lugar onde havia colocado o ebó que ele tinha feito conforme a maneira decretada, tela-okô bateu com a enxada num forno enorme, que se abriu, causando-lhe grande espanto. Chamou os companheiros que estavam mais afastados, dizendo que tinha afundado no buraco da riqueza. Mas, em seguida, tendo ele reconhecido ser deveras um verdadeiro tesouro da fortuna o que encontrara, mudou repentinamente, dizendo que o que tinha encontrado era apenas um buraco cheio de orobôs, e que estes eram tão alvos que pareciam tratar-se de moedas. Claro que através deste caminho de odú, entende-se que jamais devemos revelar de onde provem nossas riquezas e não o tanto o que temos, afim de evitar invejosos, perseguidores e ladrões. Número 3 como resultado Odu Etaogunda Ogun é quem rege esta pessoa A personalidade dos filhos deste odu Seus filhos são pessoas conscientes que sua forca de vontade é importante para o sucesso, persistência e coragem para tirar melhor proveito das situações, pessoas que
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    usam muito arazão; em seu lado negativo, traz a mentira, falsidade, fingimento, avareza e falsa . Uma lenda deste odu Dizem ter existido um senhor que, depois de ter estado muito bem, ficara num estado tão precário que, devido à extrema miséria em que se achava, viu-se forçado a procurar todos os meios para não pôs termo à própria existência. Mas, tendo feito o que lhe determinaram fazer e tendo esperado a melhoria das suas coisas da vida sem ter algum resultado benéfico, foi-se para o mato com uma corda, afim de se enforcar, Foi quando, de súbito, viu um pobre leproso que estava pelejando para botar a água de um igbin (caramujo) na cabeça. O homem que estava prestes a cometer a ação de suicidar-se, com grande admiração e louvor, levantou as mãos para o céu, agradecendo a olorum (deus). Ele, que se julgava muito melhor do que aquele indigente leproso em semelhante estado de saúde, voltou para casa bastante satisfeito e confortado com o que vira.Em pouco tempo, foi chamado para ocupar o trono de seu pai, que falecera. Nessa ocasião, não se esqueceu daquele leproso que estava ali abandonado. Assim que foi levado ao trono, mandou buscar o seu companheiro de infortúnio naquele mau dia. Assim, ficar amambos bem... Número 4 como resultado Yorossum quatro búzios A pessoa que tem este Odu é regida pelo Orixá Yemanjá Personalidade dos filhos deste odu As pessoas deste odú pecam e sofrem por não guardarem segredo, exceto quando lhes é conveniente- são faladoras generosas e francas; orgulhosas e exaltadas. Gostam de ajudar o próximo, inclinam-se ao ocultismo e aos mistérios. Lenda deste odu Em um certo tempo um homem que se achava em situação tão precária e em tal aperto, que não via de lado algum qualquer milagre que pudesse salvá-lo. Ele resolveu ir até a casa de um oluô fazer o ebó (oferenda) indicado. Feito tudo...lá se foi ele para um lugar reservado, acendeu o fogo, em seguida colocou as pimentas maduras no lume e pôs-se a receber fumaça nos olhos. Em um dado momento, ia passando um príncipe reinante e herdeiro do trono. Observando aquela cena de sofrimento espontâneo, admirou-se do tal sujeito,que, no dizer dele, estava procurando o meio mais curto possível para pôr termo à existência. O príncipe, condoído com aquilo, o fez chegar aos seus pés e indagou dele o que havia ou o que queria dizer aquilo. Sem demora, o homem historiou a razão daquele ato de
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    castigar a sipróprio. Tratava-se de compromissos Em um certo tempo um homem que se achava em situação tão precária e em tal aperto, que não via de lado algum qualquer milagre que pudesse salvá-lo. Ele resolveu ir até a casa de um oluô fazer o ebó (oferenda) indicado. Feito tudo...lá se foi ele para um lugar reservado, acendeu o fogo, em seguida colocou as pimentas maduras no lume e pôs-se a receber fumaça nos olhos. Em um dado momento, ia passando um príncipe reinante e herdeiro do trono. Observando aquela cena de sofrimento espontâneo, admirou-se do tal sujeito,que, no dizer dele, estava procurando o meio mais curto possível para pôr termo à existência. O príncipe, condoído com aquilo, o fez chegar aos seus pés e indagou dele o que havia ou o que queria dizer aquilo. Sem demora, o homem historiou a razão daquele ato de castigar a si próprio. Tratava-se de compromissos inadiáveis, que ele não podia cumprir. Disse o príncipe que, tendo pena dele, não consentiria tal cena. Também sem hesitação, o príncipe mandou-lhe uma verdadeira fortuna, com o qual o homem poderia viver toda a sua vida, sem o menor vexame. Número 5 como resultado OSE 5 BÚZIOS ABERTOS A pessoa que tem este Odu como o de nascença é regida pelo Orixá Oxum Personalidade desses filhos são pessoas deste odú gostam de muito prazer; são pessoas bem influentes, charmosas, ambiciosas e perigosas, principalmente no amor. Só pensam em lucro, são precipitadas no agir; perdem grandes oportunidades por existirem inimigos ocultos que impedem as vitórias. Tem o dom da feitiçaria. São aplicados no trabalho. Sentimentais, amantes das descobertas e de experiências místicas e científica. São choronas e um pouco fanáticas. Lenda deste Odu Conta-se que um filho de orixalá que se chamava dinheiro, que se dizia ser tão poderoso que poderia dominar até mesmo a morte. Este, fez uma oferenda indicada pelo babalaô e saiu maquinando como poderia trazer preza a morte, conforme prometera diante de todos. Deitou-se na encruzilhada e as pessoas que passavam na estrada deparavam com um homem espichado no meio do caminho. Diziam uns: -xi ! Está este homem esticado com a cabeça para a casa da morte, e os pés para a banda da moléstia e os lados do corpo para o lugar da desavença. Ouvindo tais palavras dos transeuntes, levantou-se o homem e disse, então, com ironia: -já sei tudo o que era preciso conhecer. Estou com os meus planos já feitos.
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    E lá defoi ele direto para a fazenda da morte. Chegando no local, começou a bater os tambores fúnebres de que a dona da casa(sra. Morte) fazia uso quando queria matar as pessoas indicadas para morrer. Ela tinha uma rede preparada e, quando a morte aproximou-se, apressada , afim de saber quem estava tocando os seus tambores, o homem envolveu-se na rede e levou logo ao maioral orixalá. Dizendo-lhe estas palavras: Aqui está a morte que eu lhe prometi trazer em pessoa à vossa presença. Orixalá, então lhe disse essas palavras: -vai-te embora com a morte e tudo de melhor e de pior que possa haver no mundo, pois tu és o causador de tudo o que há de bem e de mal. Some-te daqui e a leva embora e, então, poderás possuir tudo e conquistar o universo inteiro. Número 6 como resultado Odu Obara – seis búzios abertos As pessoa nascida sob este Odu são regidas pelos Orixás Xango e Logun Edé A personalidade das pessoas nascida sob a regência deste Odu: São pessoas com temperamento um tanto estourado, são de extrema sinceridade; são um pouco tagarelas com habito de contar tudo o que irá ser feito, evitando assim a concretização dos planos. Despertam antipatia e inveja das pessoas. São justas e tendem a possuir bens. Lenda deste Odu Dizem que no principio do mundo, 15 dos 16 odus seguiram todos à casa do oluô, afim de procurar os meios que os fizessem mudar de sorte, mas nenhum deles fez o que foi determinado pelo oluô. Obará um dos dezesseis odus existentes,não se encontrava no grupo na ocasião em que os demais foram consultar o oluô. Sendo ele, porém, sabedor do ocorrido, apressou-se em fazer o que o oluô determinara. E que os demais odús não fizeram por simples capricho da sorte. Obará com afinco fez o máximo que pode para conseguir seu desejo, dada a sua condição precária (de pobreza). Como era de costume, os 15 odús de cinco em cinco dias iam à casa de olofim, e nunca convidavam obará , por ser ele muito pobre, tanto que olhavam para ele sempre com menosprezo. Pois, então, foram a casa de olofim, jogaram e até altas horas do dia não acertaram o que queriam que olofim adivinhasse e, com isso, acabou que todos eles se retiraram sem ter sido satisfeita sua curiosidade. Olofim, com desprezo, ofereceu uma abóbora a cada um deles, e eles, para não serem indelicados levaram consigo as abóboras ofertadas. No caminho, porém, alguém se lembrou apontando para a casa de obará, de fazer ali uma parada, embora alguns fossem contra, dizendo que não adiantaria dar semelhante honra a obará, pois ele era um homem simples que nunca influía em nada.
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    Mas um deles,mais liberal, atreveu-se a cumprimentar obara-meji com estas palavras: -- obará, bom dia ! Como vais de saúde? Será que hás de comer com estes companheiros de viajem? Imediatamente respondeu ele que entrassem e se servissem da comida que quisessem. Dito isso, foram entrando todos, eles que já vinham com muita fome, pois estavam desde a manhã sem comer nada na casa de olofim. A dona da casa foi ao mercado comprar carne para reforçar a comida que tinha em casa e, em poucas horas, todos almoçaram à vontade. Depois, obará convidou todos para que se deitassem para uma madorna, pois estavam todos cansados e o sol estava ardente. Mais tarde, eles se despediram do colega e lhe disseram: -fica com estas abóboras para ti ---e lá se foram satisfeitos com a gentileza e a delicadeza do colega pobre e, até então, sem valia. Mais tarde, quando obará procurou por comida, sua mulher o censurou por sua fraqueza e liberalidade, dizendo que ele tinha querido mostrar ter o que não tinha, agradando a eles que nunca olharam para ele, e nunca ligaram nem deram importância ao colega. Porém as palavras de obará eram simples e decisivas. -eu não faço mais do que ser delicado aos meus pares, estou cumprindo ordens e sei que fazendo estes obséquios, virá à nossa casa prosperidade instantânea. Finda explicação, obará pegou uma faca e cortou uma abóbora, surpreendendo-se com a quantidade de ouro e pedras preciosas que haviam dentro dela. Surpreso, e com muita felicidade, viu que em uma abóbora havia lhe dado o título de odú mais rico, porém logo percebeu que haviam mais outras 14 abóboras a serem abertas e em cada uma delas haviam outras riquezas em igual quantidade. Obará comprou tudo que precisava, palácio e até cavalos de várias cores. Daí que estava marcado o dia para todos os odús irem novamente à conferencia no palácio de olófim, como era de costume, já muito cedo, achavam-se todos no palácio, cada um no seu posto junto a olofim. Quando obará veio vindo de sua casa com uma multidão que o acompanhava, até mesmo os músicos de uma enorme charanga. Enfim, todos numa alegria sem par. De vez em quando, obará mudava de um cavalo para outro em sinal à nobreza. Os invejosos começaram a tremer e esbravejar, chamando a atenção de olofim que indagou o que era aquilo. Foi então que lhe informaram que era obará. Então perguntou olofim aos demais odús o que tinham feito com as abóboras que presenteara a eles. Responderam todos que haviam jogado no quintal de obará. Disse então olofim que a sorte estava destinada a ser do rico e próspero obará. O mais rico de todos os odús.
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    Número 7 comoresultado Odikassan – 7 búzios abertos As pessoas nascidas sob a regência deste odu são regida pelos Orixás Obaluaê, oxalufon e Exu A personalidade das pessoas nascidas São pessoas comunicativas e fácil amizade, são sempre traídos por amigos, são sentimentais, tem forte poder intuitivo e psíquico. Quando espiritualizadas atingem posição de destaque na vida. Fora isso levam a vida em duras penas, tendo dificuldade de conviver com os impulsos. São desconfiados e ciumentos, possuem sorte para o jogo. Gostam de adivinhar ... Lenda deste Odu Conta-se a história de um homem que era escravo e um dia se viu abraçado em um eminente perigo. Este homem foi amarrado por dele terem dito que cometera um crime. Segundo as leis daquela terra, botaram o homem num caixão grande todo pregado e deitaram a caixa rio abaixo. Por uma dessas coincidências que sempre acontecem no destino* das criaturas, a correnteza lançou o caixão na praia duma cidade cujo o rei estava morto e enterrado, e onde os súditos ainda estavam guardando luto. Acontece que ali haviam muitos príncipes com direito a sucessão imediata, mas sobre todos pesava alguma grave acusação, de forma que não se sabia como haviam de decidir o complicadíssimo problema da sucessão do rei morto, como nunca jamais acontecera na história do dito povo. Depois de muito cogitar do assunto, foi decidido que marcassem um prazo para surgisse uma pessoa estranha àquela nação que assumiria o governo e seria o rei daquela terra daí em diante. Dito e feito, esse homem, que tinha antes do cativeiro feito uma oferenda que o babalaô determinara, veio ele se esbarrar, dentro do caixão, na praia de ibim, onde o acolheram e imediatamente o elegeram rei daquele povo. Assim ficou ele sendo o venturoso rei de uma nação . Onde só o destino (odú) poderia dar tamanha sorte. Número 8 como resultado Ejioline – 8 búzios abertos As pessoas nascidas sob este Odu são regidas pelos Orixás Oxaguiã e Xango Personalidade: são pessoas trabalhadoras, gostam de tudo rápido, exige anseio, limpeza; pessoas impulsivas; pessoas de espírito livre; enjoam de tudo facilmente; paixões violentas, são curiosos, adoram viajar.
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    A lenda deejionile Naquele tempo, mandaram todas as árvores fazerem oferendas a olorum (deus) mas nenhuma deu importância ao conselho. Somente a cajazeira fez a oferenda. Daí por diante, todas as árvores morreram sem delongas quando estavam deitadas, exceto a cajazeira, que mesmo deitada, caída ao chão, sempre grela e renasce. Número 9 como resultado Ossa – 9 búzios abertos Quem nasce sob este Odu é regido pelos Orixás Yasâ e yemanjá Personalidade: são pessoas autoritárias, teimosas, brigonas; tendem a ter discórdias e rancores, possuem boas intuições e são voltados a grandes projetos de realização pessoal. São daquelas pessoas que só acreditam vendo, porém quando acreditam possuem forte tendência a lidar com o espiritual, são muito críticos metódicos e individualistas. Oxalá protege muito os seus filhos. Lenda deste Odu Conta-se que no princípio mandaram orumilá fazer uma oferenda citada, porém, ele não o fez. Orixalá, sim, fez tudo conforme havia sido determinado. Num certo dia, veio muita gente que fugia apavorada, mas o chefe e maioral do lugar, como deveria ser, recebeu todos e os salvou das perseguições e eles, em gratidão, entregaram-lhe tudo de valor que cada um trazia consigo, assim orixalá ficou muito próspero no devido tempo. Ou quando chegara sua vez de ter tal fortuna. Número 10 como resultado Ofun – 10 búzios abertos Orixas que regem as pessoas deste sígno são todos os Oxalás Uma obeservação importante que deixo aqui é que não se deve pronunciar o nome deste Odu na frente de uma pessoa que não é feita no santo e quando um olhador de búzios estiver jogando e cair este Odu deve-se levantar e sentar-se 3 vezes em respeito, na 3ª vez que sentar-se, soprar um pó, imaginário , em direção a rua. As pessoas nascidas sob a regência deste Odu, geralmente são rancorosas,teimosas, vingativas, com senso de justiça muito imparcial, tendem obter sucesso após meia idade, são envelhecidos internamente, aparentam possuir muita calma e paciência. Osucesso material depende do sucesso espiritual. Lenda deste odu
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    Um dia foimarcado uma reunião entre todos os orixás, cada um tratou de realizar as oferendas especificas afim que tudo transcorresse muito bem, orixalá tratou logo de preparar a sua. Findando a feitura da oferenda, entregaram a orixalá panos brancos para ele fazer um vestuário e penas de papagaio da costa para ele colocar em sua cabeça. Assim feito tudo, chegou o dia da grande reunião em que todos os orixás se apresentaram. Orixalá apareceu de uma forma tão maravilhosa em suas vestes novas, como se fosse iluminado pelos raios do sol. Assim, todos foram se curvando diante de tamanho brilho da aurora nascente, juraram fidelidade e lhe deram tudo o que possuíam, com a palavra de o adorarem para sempre... Número 11 como resultado Owonrin – 11 búzios abertos São pessoa regidas por Yasã e Exu Personalidade: são pessoas de certa forma 'perigosas", obstinados por sucesso, felizes quando buscam profissões liberais que atuam junto ao público. Possuem muita energia, disposição; estão em constante movimento, agito. São muito nervosos. Possuem sorte na vida, porém são extremamente vingativos e defendem-se atacando. Lenda deste odu Em certo dia, uma mulher muito fiel aos orixás fora numa fonte lavar roupa levando consigo sua criancinha. Lá havia outra mulher invejosa que, vendo que ela estava distraída com a sua ocupação, tentou lançar a criancinha da outra numa bacia d'água. Mas outra mulher ainda, ouvindo o chorinho da criança, correu para ali e a tirou de dentro d"água, salvando-a do perigo, antes mesmo de sua mãe se der conta. Do horror que acontecia. Assim se vê o ponto onde uma pessoa má pode chegar... E também o quanto podemos contar com a ajuda e proteção através de oferendas específicas. Número 12 como resultado EJÍLÀSEGBORA – 12 búzios abertos As pessoas nascidas sob este Odu são regidas pelo Orixá Xango Personalidade: são pessoas barulhentas, intrigantes, gostam de intrigas, orgulhosas, vaidosas ao extremo, prepotentes, autoritários, volúveis e sovinas. Gostam de manipular as pessoas e as situações. Possuem forte tendência a obter altas posições na sociedade, possuem tendências a vícios, difícil de se arrepender de suas atitudes, a vitória faz parte
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    de sua vida,venha como vier. Porém também não estão livres do fracasso, pois assim como se sobe, também pode-se descer. Número 13 como resultado EJÍOLOGBÓN – 13 búzios abertos Quem nasce de EJÍOLOGBÓN é regido pelo Orixá Nana São pessoas rancorosas. Teimosas, humildes, dóceis, zelosas, impacientes, conservadoras, porém possuem difícil trato, são bastante introspectivas, em geral são são pessoas com tempeamento e aparênica de pessoas de mais idade. Têm pavor da morte. Sempre aparentam ter uma felicidade que na verdade não existe. Número 14 como resultado ÌKA – 14 búzios abertos Quem nasce sob este Odu é regido pelos orixás Oxumare e Ossãe As pessoas que nasceram sob a regência deste Odu fazem Boas Amizades, São Desconfiados, Traiçoeiros, Possuem Muita Sorte Relacionado Ao Dinheiro; São Muito Ativas, Estão Sempre Em Movimento(Ação); São Pessoas Equilibradas, Preocupam-Se Com O Bem Estar De Outrem, Possuem Muita Liderança E Facilidade De Aprendizado, Portanto Adoram Aprender E A Ler (Inteligentes) Número 15 como resultado Ogbèògùndá – 15 búzios abertos São pessoas regidas por Obá, Ogun e Osun São pessoas com grandes dificuldades em relacionamentos amorosos, levam vida agitada, são batalhadoras; possuem personalidade forte e exigente. São muitas vezes incompreendidas e vingativas. Também são muito trabalhadoras e portanto são favorecidas nos negócios, (com pouco lucro, sucesso) mas com muita luta tendem a vencer. Número 16 como resultado Aláfia – 16 búzios abertos Orixás regente, não tem um especificamente para quem nasce com a regênica deste Odu, pois nesta configuração responde todos os orixás. SÃO PESSOAS QUE ALCANÇAM TRIUNFO EM TUDO, LUCROS, HERANÇAS, VIAGENS, FELICIDADE, BOAS PROPOSTAS..
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    SÃO PESSOAS QUESEMPRE PRECISAM DE ORIENTAÇÃO ESPIRITUAL, POIS A AFLIÇÃO LHE É APARENTE. Observação importante: Eu aconselho a não tentar ver seu orixá por este método, pois acredito que só numa mesa de jogo somos capazes de identificá-lo. Estou tocando neste assunto devido ao que tenho visto por muitos tentando identificar seu eleda com este método, provocando com isso muita polêmica no candomblé, volto a repetir que a cabala serve para identificar nossa personalide tornando possível a busca de um auto conhecimeto levando-nos a ter uma relação maior com todos a nossa volta e identicar quais os orixás que nos regem. Conhecendo nossas virtudes e defeitos estamos a um passo de nos relacionarmos melhor com o nosso meio trazendo grandes benefícios aos que nos cercam, transformando-nos em uma nova pessoa também estaremos buscando a nossa própria felicidade, pois na maioria das vezes, a felicidade está a todo tempo ao nosso alcance e não conseguimos enxergá-la. Outras definições referente ao Oriki de Exu (Em português) segunda vesão. Com a licença dos guerreiros protetores e tomando emprestado um título de Reginaldo Prandi, lanço aqui algumas opiniões, ilustrações, citações, rimas, provérbios, depoimentos, cantigas, poemas, transas, transes, e tranças sobre espiritualidade e as suas inúmeras manifestações na cultura pop. Exu. Nas palavras de Jorge Amado: “Exu come tudo que a boca come, bebe cachaça, é um cavaleiro andante e um menino reinador. Gosta de balbúrdia, senhor dos caminhos, mensageiro dos deuses, correio dos orixás, um capeta. Por isso, sincretizaram-no com o Diabo; em verdade ele é apenas o orixá em movimento, amigo de um bafafá, de uma confusão mas no fundo, excelente pessoa. De certa maneira é o não onde existe o sim; o contra em meio ao favor; o intrépido e invencível.” Sem Exu, os Orixás não podem ajudar seus fiéis. Exu transforma o conflito em harmonia. Tudo sabe, ouve e transmite. Garante a eternidade do povo e a continuidade do homem. ORIKI Escreveu certa vez Antônio Risério: “Tudo o que existe, aqui ou no outro mundo, pode ser premiado com a composição de um oriki. Orikis são emitidos para ninar crianças, celebrar deuses, receber visitas, batizados, noivados e funerais. Em suma, pontuam todos os momentos da existência social na Iorubalândia. Oriki. Música verbal. Melopéia. É bom enfatizar que ninguém emite um oriki de orixá em vão. Recitar ou cantar um oriki de Oxossi, por exemplo, é o mesmo que recitar um poema de Blake, ou cantar um blues de Billie Holiday.” ORIKI de EXU:
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    Laroiê! Rei da Astúcia. Senhordos Ardis. Margem, Zona de Fronteira. Ruas, Esquinas, Estradas. Interstícios. Personalidade Liminóide. Inocência de criança e licença de ancião. Protetor do Terreiro. Porteiro e guardião. Sempre invocado para o bom desenrolar da festa. Madeira que cupim não rói. Braço direito de Orunmilá. Anda pelos campos, anda entre os ebós. Atirando uma pedra hoje, Mata um pássaro ontem. MUSIFIN VULGO EXU DA CAPA PRETA Musifin ou Exu da Capa Preta, se trata de uma entidade que quando vida teve viveu com o titulo de Conde em uma época remota, mais antiga do que a própria antiguidade, algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da biografia desta entidade em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia. Foi um Bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia negra, da Alquimia, da quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos através da magologia. Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médio para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exu. Quem recorre a esta poderosa entidade, para solucionar os seus problemas, seja ele de ordem física ou espiritual, jamais vivera em vão. Exú Capa Preta esta na hierarquia cabalística como Décimo sétimo comandado de exu calunga. Seu poder esta nas encruzilhadas e também no cemitérios, alem de realizar trabalhos dentro de seu circulo cabalístico nos terreiros de kimbanda nos quais ele predomina, tem como curiador o marafó e todas as bebidas destiladas. Recebe também oferendas de pade(Farofas), carne de porco, ejé, Pimenta e etc... Ao realizar seus trabalhos se transforma num bruxo poderoso em volta da sua capa, fazendo evocações não à problemas que ele não possa solucionar. SEJA BEM VINDO! AO REINO DE EXÚ CAPA PRETA (MUSIFIN) Atenção:Esse Exú é chamado de faca de dois gume (Pratica o bem e o mal, conforme for solicitado), se você não tem um problema, não solicite seus serviços.
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    Assentamento de Orixá,Igba orixá, assentamentos de todos orixás no candomblé. Assentamentos dos orixás mais importantes. Publicado em 21 de abril de 2009por toluaye 14 Votes Sua doação irá nos ajudar a manter nosso espaço Orossi em funcionamento e torná-la mais útil para você. http://www.toluaye.com/doacao.htm Igba orixa, ibá orixa ou simplesmente ibá é o nome dos assentamentos sagrados dos orixás na cultura nago vodun, onde são colocados apetrechos e fetiches inerente a cada um deles na feitura de santo. Ao lado de cada um dos igbas encontramos talhas, quartinhas e quartiões, que devem conter o líquido mais precioso da vida chamado pelo povo do santo de omin (água). Cada igba orixa é uma representação material e pessoal, simbolizando a captação de energia oriundo da natureza, ligado aos orixás correspondentes e sempre emanando energias para seus adeptos e crentes. Assentamentos (igba orixá) mais importantes num terreiro de candomblé Igba exu Igba ogun Igba oxosse Igba ossaim
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    Igba obaluaye Igba omolu Igbaxango Igba oxumare Igba iywa Igba oxun Igba yemanja Igba oya Igba oba Igba nanã Igba logunede Igba oxaguian Igba oxalufan Igba Ori Igba exu ou assentamento de exu como é chamado comumente pelo povo de santo, são confeccionados de várias formas, muitos são vistos em panela de ferro, alguidá, panela de barro, muitas vezes modelado
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    com tabatinga, emforma humana completa, ou apenas busto, com olhos e boca feito de búzios. Igba exu também pode ser representado por uma pedra, preferencialmente de laterita ou um montículo de terra, contendo vários elementos do reino animal, vegetal e mineral. Uma mistura especial é feita pelo babalorixá ou iyalorixá, em conjuto com a Iyamorô, contendo azeite-de-dendê, mel, vinho, diversos tipos de bebida alcoolica e sal. As folhas sagradas de exu são maceradas com enxofre, mercúrio, carvão vegetal, inúmeros tipos de pimentas, não pode faltar (atarê, lelecun, begerecum, aridan e aberê). Pelo menos sete tipos de metais são colocados: Ouro, prata, cobre, zinco, ferro, níquel e estanho, depois de ser banhado em água sagrada. Juntando-se tudo a terra de sete encruzilhadas e de alguns estabelecimentos comerciais e coloca no respectivo recipiente, ornando com os tridentes e lanças, moedas antigas e atuais, e muitos búzios. Deve conter no assentamento pelo menos uma quartinha com quatro búzios dentro, para fazer a consulta em momento oportuno. Nota: Todos assentamentos (igba orixá), devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Sua doação irá nos ajudar a manter nosso espaço Orossi em funcionamento e torná-la mais útil para você. http://www.toluaye.com/doacao.htm Igba ogun ou assentamento de ogum como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos de várias formas, seguindo o mesmo princípio. As vezes são vistos em panela de ferro, alguidá, panela de barro, ou recipientes de metal como cobre,alumínio e bronze, todavia sempre com artefatos do metal ferro,(martelo, foice, espada, torquês, pá, picareta, facão), no mínimo de sete ferramentas e no máximo de vinte e uma. Justificado a mitologia Yoruba como o orixá ferreiro, senhor dos metais, caminhos e da agricultura.
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    Na preparação dequalquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Determinados assentamentos de ogum são preparados da mesma forma do Igba exu, embora o ato de sacralização seja diferente. Nota: Todos assentamentos igba orixá , devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Igba oxosse ou assentamento de oxosse como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos de duas formas, todavia as duas formas são semelhantes no que se refere a um artefato de ferro em forma de arco e flecha denominado de ofá e um otá de cor escura. Diferença O ofá é fixado numa haste do mesmo metal, com base arredondada para que o conjunto possa ficar em pé dentro de uma alguidá ou qualquer outro recipiente de barro. A grande diferença é que alguns assentamentos são confeccionados com uma mistura especial de argamassa, contendo vários elementos do reino animal, vegetal e mineral como folha sagrada, oguê, iruexin, rabo de tatu, chifre de veado e o ofá fixado nesta mistura sagrada.
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    Nota: Todos assentamentos"igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Sua doação irá nos ajudar a manter nosso espaço Orossi em funcionamento e torná-la mais útil para você. http://www.toluaye.com/doacao.htm Igba ossaim, assentamento de osain ou agué, como é chamado popularmente pela cultura Jeje-Nago, são construídos com recipientes de barro como alguidá, quartinha, talha etc. Confecção Sobreposto em um alguidá um vasso de barro ou talha de duas ou três alças, são dispostos vários apetrechos, são encontrados vários tipos de búzios, moedas antigas de prata, cobre e níquel, vários tipos de sementes como aridan olho de boi, lelecun, bejerecum, aribé, obi, atarê orobô, miniatura de cachimbo em quantidade de quatorze (14) confirmando sua ligação com os odus iká e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial sete plantas chamadas gervão,akoko, Irokò, Kunkundukunku, Ewê lará, peregun, Iji opé. Nesta mistura perfeita fixa um Oposayin "ferramenta de ossaim" (uma haste central com um pássaro na ponta construído de ferro, do meio dessa haste saem sete pontas, onde são colocados os
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    cachimbos, em baixoo sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá. Geralmente uma talha ou um pote bem grande contendo no mínimo quatorze (14) tipos de folha sagrada e uma pequena cabaça cheia de fumo de corda, serve de suporte para este precioso igba orixa. Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Igba obaluaye ou assentamento de obaluaye como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com dois recipientes de barros de formas arredondadas, na parte inferior um alguidá e na parte superior um cuscuzeiro, simbolizando o planeta terra, em alusão ao seu nome, Oba (rei), Olu (senhor), Aye (mundo ou Planeta terra), "Beniste Orum Aye".
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    Confecção Dentro do alguidásão dispostos vários apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e salgada, moedas antigas de prata, vários tipos de sementes como aridan e olho de boi, miniatura de xaxará e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial uma planta chamada gervão, onde é fixado uma pena de ekodidé e o sagrado apetrcho mais importate de todos os orixas, o otá. A parte superior é um cuscuzeiro de barro com sete orificios, onde são depositadas cuidadosamente as sete lanças chamadas de Ichã, ornado com grande quantidade de búzio (religião) e marfim. Não necessáriamente das presas do elefante, sabendo-se que toda a parte compacta e branca que constitui a maior parte dos dentes dos mamíferos são marfins. Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Igba xango ou assentamento de xango como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com recipientes de madeira denominado de gamela, podendo ser de
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    formato arredondadas ouovaladas. São utilizadas três tipos de árvores diferentes em sua construção, conhecida no Brasil como jenipapeiro, jaqueira e umbaúba. Confecção Dentro da gamela principal tem dispostos vários apetrechos, podemos encontrar várias moedas de cobre, pulseiras e pequenos machados do mesmo metal, três tipos de sementes são indispensáveis, são elas aribés, orobôs e aridans em quantidade de 6 em acordo com o odu obara ou 12 ejilaxebora. Um apetrecho especial, bem peculiar a este grande orixá é o meteorito, podendo ser aerólito, astrólito, meteorólito, uranólito, pedra-de-raio. Todavia, muitas pedras (itá) consagrada ao orixá xango tem formato de machado, em particular uma pedras do período neolítico, utilizadas como utensílios pelos humanos na pré-história fazem parte do igba orixá, também chamada de Aráodu. Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Igba oxumare, assentamento de oxumare, dan, dangbe, e becem como é chamado popularmente pela cultura Jeje-Nago, são construídos com recipientes de barro como alguidá, cuscuzeiro, quartinha, talha etc.
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    Confecção Dentro de umalguidá ou cuscuzeiro "de pé", são dispostos vários apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e salgada, moedas antigas de prata, vários tipos de sementes como aridan olho de boi, orobô, miniatura de serpente em quantidade de quatorze (14) confirmando sua ligação com os odus iká e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial duas plantas chamadas gervão e Kunkundukunku, onde é fixado um caduceu e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá. Geralmente uma talha ou um pote bem grande é ornada com grande quantidade de conchas e búzios, contendo o líquido mais precioso do universo denominado de Omim preferencialmente de chuva, serve de suporte para este precioso igba orixa. Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Sua doação irá nos ajudar a manter nosso espaço Orossi em funcionamento e torná-la mais útil para você. http://www.toluaye.com/doacao.htm
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    Igba oxun ouassentamento de oxum como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça de cores variada, mas sempre com detalhes na cor amarela e dourada, simbolizando sua ligação e domínio com a gema do ovo. Geralmente no centro da terrina sai uma haste com um abebé ou um peixe dourado na ponta, construído de metal amarelo, chamado de ferramenta de oxum. Confecção Dentro de uma terrina de porcelana ou louça são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de oito (8) ou dezeseis (16) búzios, cinco (5) pequenas bolas de ouro e cobre, obis, moedas de cobre e ouro, confirmando sua ligação com o odu Ôxê, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa, azeite doce em algus tipos de oxum azeite de dendê e mel de abelha. A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com búzios de praia, colares de ouro, colheres douradas e muitas jóias a depender da posse do iniciado. Tudo colocado cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de água, geralmente com muito perfume, chamada pelo povo de santo de água de cheiro . Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são iIgba yemanja ou assentamento de yemanja como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana, louça ou cristal, geralmente na cor branca, mas podendo ser de cores variadas dependendo da qualidade. Confecção Dentro de uma terrina de porcelana, louça ou cristal são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezeseis (16): búzio, pérola de agua doce e salgada, obis, fava de
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    yemanja aridan moedasde prata, confirmando sua ligação com o odu ossá, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com azeite doce, manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa e mel de abelha. A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com conchas e vários cristais que termina em pirâmides de seis lados e conservados em água dentro do vaso do mesmo material. Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Igba Oya ou assentamento de iansan como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça de cores variada, mas sempre com detalhes na cor vermelha ou marron, simbolizando sua ligação com o fogo. Geralmente no centro da terrina sai uma haste com uma espada na ponta, construído de metal acobriado, chamado de ferramenta de Oya. Confecção Dentro de uma terrina de porcelana ou louça são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezesseis (16) búzios, nove (9) ou sete (7) pequenas bolas de ouro e cobre, obis, moedas de cobre e ouro, confirmando sua ligação com o odu ossá e odi, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com azeite de dendê, mel de abelha e azeite doce. A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre um (1) prato que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com dois (2) ogues, dois (2) erukeres e nove (9) idés de cobre ou de ouro a depender da posse do iniciado. Tudo colocado cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de água, geralmente de chuva ou de rio.
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    Peculiaridade no igbade oya igbale Assentos de Oya ygbale no Candomblé.Dentro de uma terrina de porcelana ou louça exclusivamente na cor branca ou branca e prateada são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) a onze (11) búzios, nove (9) ou onze (11) pequenas bolas de ouro branco e prata, obis, moedas de prata e ouro branco, confirmando sua ligação com o odu ossá e owarin, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com mel de abelha, azeite doce e manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa. A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre um (2) prato que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com dois (2) ogues, dois (2) erukeres, onze (11) idés de prata ou de ouro branco, nove (9) ichãs e uma grande cabaça, que será utilizada nos rituais fúnebres denominado de axexe. Tudo colocado cuidadosamente sobre uma talha de barro ou porcelana cheia de areia ou terra, simbolizando sua ligação com mensan orum e os ancestrais (eguns). Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
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    . Sua doação irános ajudar a manter nosso espaço Orossi em funcionamento e torná-la mais útil para você. http://www.toluaye.com/doacao.htm Igba yemanja ou assentamento de yemanja como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana, louça ou cristal, geralmente na cor branca, mas podendo ser de cores variadas dependendo da qualidade. Confecção Dentro de uma terrina de porcelana, louça ou cristal são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de nove (9) ou dezeseis (16): búzio, pérola de agua doce e salgada, obis, fava de yemanja aridan moedas de prata, confirmando sua ligação com o odu ossá, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com azeite doce, manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa e mel de abelha. A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com conchas e vários cristais que termina em pirâmides de seis lados e conservados em água dentro do vaso do mesmo material. Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
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    Igba nanã ouassentamento de nanã como é chamado popularmente pelo povo de santo na cultura Nagô-Vodun, são construídos com dois recipientes diferentes, barros e porcelana. Confecção Dentro de terrina de porcelana ou de barro, são dispostos vários apetrechos, dependendo da qualidade deste misterioso e complexo orixá. São encontrados vários tipos de búzios, pérola de agua doce e salgada, pulseiras de marfim, (sabendo-se que nenhum objeto de metal pode compor este sagrado Igba orixa, pois é considerado ewo), búzio, vários tipos de sementes como aridan, orobô, obi e olho de boi, miniatura de ibiri e uma argamassa com variado tipo de folha sagrada, em especial uma planta chamada gervão, onde é fixado uma pena de ekodidé, juntamente com um montículo de efun e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá. A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre cinco (5) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente
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    equilibrados simbolizando ospontos cardeais e pontos colaterais, (confirmando sua ligação com o odu ejilobon, ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios, conchas e objetos de marfim. A parte superior é coberta com um cuscuzeiro de barro com sete orifícios, onde são depositadas cuidadosamente as sete colheres de pau, simbolizando o ibiri, ornado com grande quantidade de búzio e marfim. Não necessáriamente das presas do elefante, sabendo-se que toda a parte compacta e branca que constitui a maior parte dos dentes dos mamíferos são marfins. Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Igba oxaguian ou assentamento de oxaguiancomo é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça na cor branca, bem parecido com o Igba oxalufan, diferenciando-se por determinados apetrechos. Geralmente com um agadá "espada", escudo, mão de pilão e pombos, todos contruidos de prata, chumbo ou estanho preso na tampa que cobre uma terrina onde são guardados os objetos mais valiosos deste orixá. Confecção Dentro de uma terrina de porcelana ou louça branca são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de oito (8) ou dezeseis (16): búzios, pequenas bolas de chumbo, obis, moedas de prata, confirmando sua ligação com os odus ejionile, e o sagrado
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    apetrecho mais importantede todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa, azeite doce e mel de abelha. A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios e objetos de marfim, colocada cuidadosamente sobre um Pilão. Igba oxalufan, assentamento de oxalufan ou oxalá como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos com materiais de porcelana ou louça na cor branca, geralmente com um opaxoro preso na tampa que cobre uma terrina onde são guardados os objetos mais valiosos. Confecção Dentro de uma terrina de porcelana ou louça branca são dispostos vários apetrechos, são encontrados uma média de dez (10) ou dezeseis (16): búzios, pequenas bolas de chumbo, obis, moedas de prata, confirmando sua ligação com os odus ôfun e êjibé, e o sagrado apetrecho mais importante de todos os orixas, o otá, tudo isso conservado com manteiga de karité chamado de ori ou limo da costa. A terrina é colocada no centro de uma bacia, também de porcelana, sobre dois (2) pratos que servirá de apoio e mais oito devidamente equilibrados simbolizando os pontos cardeais e pontos colaterais, ornados com cascos de Igbin utilizados nos sacrifícios e objetos de marfim. Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.
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    Sua doação irános ajudar a manter nosso espaço Orossi em funcionamento e torná-la mais útil para você. http://www.toluaye.com/doacao.htm Igba ori, ou ibá ori o é o nome do assentamento sagrado da cabeça de um individuo na cultura nago vodun, identificado no jogo do merindilogun pelos odu ossá. Cada igba ori é uma representação material e imaterial de um individuo, captando constantemente energias oriundo da natureza para equilibrar a mente do seu adeptos e crentes. É considerado o primeiro orixá da existência (a essência real do ser). Deve ser assentado e louvado antes de qualquer outro Orixá depois de exu no ritual de Bori, pois só ori permite a compreensão e o transe. O assentamentos de ori são sempre visto em recipientes de: Porcelana (Variedade de cerâmica dura, branca e translúcida), usado principalmente por iniciantes na feitura de santo. Vaso de cristal (Vidro muito límpido e puro), usado por Babalorixás, Iyalorixás e pessoas de cargo. Dentro dos recipientes são colocados apetrechos e fetiches inerente a cada Ori (Yoruba), geralmente uma pedra de cristal de rocha com limpidez e transparência, e dezesseis búzios, tudo conservado em água de chuva ou mineral. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Nota: Todos assentamentos (igba orixá), devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. O BORI é o ritual que harmoniza o ORI, dando assim a possibilidade de
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    transformar um "ORI BURUKU" em "ORI RERE". È através do Jogo de Búzios que o Babaloorisá recebe as instruções para realizar este ato (BORI) ritualístico que possibilitará não só a mudança da sorte como também a manutenção da mesma, para que não se a perca. É o BORI que diminui a ansiedade, o medo, a dor e a tristeza trazendo a esperança, alegria e a harmonia. Desta forma, o BORI é uma das oferendas mais importantes que visa o bem estar individual no Candomblé. O Ritual de Bori é muito sério, complexo e profundo. Por isso, o sacerdote deve ter grande conhecimento e respeito em relação à questão do Ori e da evolução humana. Ori é o Orisá mais importante na vida de um homem, uma vez que, sem ele, o homem simplesmente não existiria. Ori significa, literalmente, cabeça e é, misticamente, o primeiro Orisá a ser cultuado. É ele o portador do destino humano. O Ritual de Bori independe de qualquer processo iniciático e independe do culto aos outros Orisás.(variando assim de casa para casa,mas,sem fuigir da finalidade em si) Seu objetivo é o de alimentar o Ori, seja qual for o sexo, raça, profissão, idade, nível social da pessoa. Com este ritual busca- se o equilíbrio através da ação do Ori, condutor do destino pessoal. Muitas vezes se realiza um Ritual de Bori com o objetivo de afastar o mal do caminho da pessoa, o que não significa que, retirada esta ameaça nenhum outro mal possa ocorrer. Assim sendo, o Ritual de Bori não tem "prazo de validade",
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    não tem freqüência determinada(anual, semestral, mensal, etc.), devendo ser repetido sempre que se mostre necessário. O Odu manifestado através do" jogo" é que determina a necessidade de realização do Bori e indica quais materiais devem ser usados. Há dois tipos de Bori: Aquele que é considerado pré-requisito para uma iniciação, ou seja, primeiramente se alimenta o Ori, divindade pessoal, para a seguir alimentar outros Orixás. 2) Aquele realizado a fim de buscar a solução de um problema que aflige a pessoa através do alimento oferecido ao seu Ori, sem que haja necessidade de iniciação. O local mais apropriado para realização deste Ritual é a casa do sacerdote. Este deve Ter bom senso quanto a necessidade de recolhimento. Se o Bori for acompanhado de Eje, é recomendável o recolhimento como meio de repouso e proteção, pois o Ori que está sendo venerado não deve receber energia do sol nem do sereno. O recolhimento evita, ainda, que a "sombra daquele que passou pelo Bori seja pisada." O sacerdote deve saber que durante este Ritual a pessoa somente poderá entrar em transe no momento que seu Orisá for louvado. Deve conhecer a finalidade e o significado de cada material que usa. Omi e Obi, por exemplo, são elementos indispensáveis no BORI. Omi, a água, representa paz, abundância e fertilidade enquanto o Obi é usado para aplacar a fúria das
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    adversidades, alimentar eagradar as divindades. O jogo DE Búzios determinará, através de Odu, que material deve ser usado no Bori e este material poderá ser desde apenas um copo d’água e um Obi até uma oferenda bem grande. ORI RERE = ORI de sorte = Cabeça de sorte, cabeça iluminada ORI BURUKU = ORI sem sorte = Cabeça sem sorte, confusa, insegura… ORI INU = "Cabeça Interna" É o ORI NU que gerencia a cabeça física do homem. É o oriSá mais importante do ser humano, pois ele é ÚNICO, cada pessoa tem o seu. É Ele quem conhece e está ligado ao destino de cada indivíduo, conhece e sabe das suas restrições, das suas fragilidades , das suas potencialidades. É no ORI que se encontra a ferramenta para a solução dos nossos problemas… Quando estamos em harmonia com ele, superamos os obstáculos mais facilmente e assim, certamente conectados à positividade interna e à dinâmica perfeita da natureza, encontramos a vitória e o sucesso na consecução dos nossos objetivos pessoais…. Como preparar banhos de ervas Geralmente para banhos preferimos as ervas frescas, e este deve ser preparado dentro de um ritual, o qual consiste em: 1. Nunca ferver as folhas junto com a água.
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    2. As folhasdevem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de louça, ágata ou potes de barro. 3. Em alguns casos, quando não houver necessidade de água quente, as ervas devem ser quinadas diretamente sobre a água. 4. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como pôr exemplo: água de mina, de poço ou água mineral. COMO PREPARAR BANHOS DE ERVAS.... A tradição afro-brasileira utiliza os banhos de ervas com fins de limpeza, proteção, harmonização ou celebração. No spa holístico Ponto de Luz, esses banhos fazem parte dos programas de revitalização. Saiba como preparar os banhos e comece o próximo ano cheia de energia. Como preparar Para o banho, são utilizadas três tipos de ervas e três galhos ou folhas de cada. O fim da tarde ou o anoitecer são os melhores momentos para o ritual. Já na preparação, enquanto pica as ervas em um recipiente, mantenha a consciência de seus objetivos e intenções. Coloque um pouco de água e deixe descansar por cerca de 2 horas. Depois do banho de higiene, complete o recipiente com ervas com água morna, feche o chuveiro e jogue a água com as ervas sobre o corpo do pescoço para baixo. Não as esfregue pelo corpo e não se exponha ao sol após o banho. Não é necessário se enxaguar. Recolha as ervas do seu corpo e do chão e as devolva para a terra. O sal grosso é muito utilizado nos banhos de limpeza por sua eficácia na mobilização energética. No entanto, precisa ser usado em pouca quantidade e com cuidado. " Todos os banhos são feitos do chacra laríngeo, a garganta, para baixo. Não jogamos os banhos de ervas no chacra coronário, que fica na cabeça. Quando o banho leva sal grosso, é ainda mais importante respeitar o coronário. O sal não deve ser jogado na cabeça em nenhuma situação", explica Ma Deva Suvalia, gerente de terapias do Ponto de Luz. Escolha as ervas Limpeza:
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    Alecrim, arruda, guiné,lavanda (alfazema), manjericão, casca de alho, cânfora, folhas de fumo, eucalipto, louro, mil em ramas, mirra, sálvia. Sal grosso. Proteção: Canela em pau, cravo, arruda, espada de São Jorge, alecrim, artemísia, cáscara sagrada, erva-doce, losna, lavanda, louro, poejo, tanchagem, calêndula. Harmonização: Folha de laranja com mel ou o suco da laranja com água morna. Celebração: Flores disponíveis no local e na estação do ano. OS 16 MANDAMENTOS DE IFÁ Os 16 Mandamentos de Ifá 1-Òkànràn=Não fazer nada de mal a seu irmão. 2-Oyèkù=Não odiar nem reclinar os irmãos. 3-Ògùndà=Não guardar vingança nem ferir seu irmão. 4-Ìròsùn=Não fazer armadilhas nem caluniar os irmãos. 5-Òsé=Não invejar seu irmão. 6-Òbàrà=Não mentir ao seu irmão. 7-Òdí=Não corromper e nem fazer fofocas sobre seu irmão. 8-Èjìonilé=Usar bem a cabeça neste mundo,respeitar seus Awo. 9-Òsá=Não seja falso com seu irmão. 10-Òfún=Não furtar,não jurar em falso nem amaldiçoar. 11-Òwòrin=Não matar,não arruinar e agradecer o bem que as pessoas façam por você. 12-Ìwóri=Evite os escândalos e tragédias com seu irmão. 13-Ìká=Não transmitir doenças nem corrupção por maldade.
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    14-Òtúrúpòn=Respeitar todos os ancestrais. 15-Òtúrà=Respeitarseus mais velhos e todas a vida na terra. 16-Ìrètè=Ouvindo todos esses conselhos será um pai perante Deus. Observação:Esses são os dezesseis mandamentos,a primeira coisa que se ensina a um Yawo quando iniciado.Pena que nem todos iniciados sabem ou respeita esses mandamentos pois os erros ja vem dos mais velhos por falta de instruções religiosa. Cargo dentro do Abassá (Terreiro ou barracão) O candomblé é uma seita de origem africana na qual se presta culto aos Orixás. Chegou ao Brasil através dos negros africanos, que para cá vieram como escravos, mas trouxeram consigo o AXÈ dos ORIXÀS e a forma de cultuá-los, o que foi o princípio do que até hoje é praticado. A hierarquia no Egbé (barracão) é fundamentada no tempo de iniciação no culto, obrigações realizadas (“tempo de santo”), qualidade do Orixá, sexo do filho-de-santo e, especialmente, pela indicação do Babalorixá, que o fará segundo a determinação dos Orixás. A seguir relacionam-se alguns cargos no culto: ATÔ-AXOGUN: Sacrificador de animais de dois pés. AXOGUN: Sacrificador de todo tipo de animais. ABAXÉ: Pessoa que ajuda na cozinha, ou cuida das crianças enquanto as mães estão ocupadas. IYÁ-BASSU: Pessoa responsável pela cozinha. EBÂMI ou EBÔMI: Após sete anos como Iaô, ofertadas as obrigações devidas, o iniciado é levantado EBÔMI. A situação do Iaô que passa à ebômi é modificada, pois ao receber o DEKÀ (cuia do axé), poderá iniciar outras pessoas, assumindo a direção de outro barracão. Caso não assuma tais responsabilidades e continue na mesma casa, assumirá funções específicas como Mãe-Pequena ou Pai-Pequeno, organizador de rituais, etc… IYÁ-KEKERÊ: Substituta da YALORIXÁ, também conhecida como Mãe-Pequena EKEDE: Cuida dos assentamentos e quartinhas do Babá, ajuda a Mãe-Criadeira, transmite ensinamentos soa Abiãs e zela pelos Orixás durante os rituais. DAGÃ e OSSIDAGÃ: Despacham o padê e determinadas oferendas a Exu. IYÁ-TEBEXÉ: Dirige o canto, obedecendo às normas do ritual. MÃO-DE-OFÁ: Conhece e colhe as ervas do culto aos Orixás.
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    IABÁ (IYÁBÁ): Cozinheirado culto aos Orixás. TIBONÃ: Fiscal das cerimônias. OGÃ: Significa padrinho. ALABÊ: Tocador de atabaques. OGÃNILÛ: Chefe dos alabês, os quais dirige sob ordem direta do Babalorixá. TÁTA: Quando o Babalorixá atinge 21 anos de atividade no seu Egbé é proclamado TÁTA (Grande Pai). Nesse caso, ele pode escolher um filho para substituí-lo, este passará à ser Babalorixá, dando ao Táta oportunidade de elevar-se. VODUNCES: Poucos conseguem atingir esse grau, devido às exigências, especialmente de tempo que é de 50 anos de culto ou Chefia. DENOMINAÇÕES DE ZELADORES: BABALAWÔ: Pai de Segredo BABALORIXÁ: Pai de Orixá BABALAXÉ: Pai da Força BABALADÊ: Pai da Coroa BABAOXÉ: Pai do Axé BABAEWÉ: Pai da Folha BABAODÊ: Pai da Navalha BABAKEKERÊ: Pai Pequeno BABAEFUM: Pai da Pintura do Iaô. RITUAL DO AMACI E ABÓ INEDITO 'NOVO' Ritual do Amaci e Abô Todos os meses tem algo de especial nas obrigações de nosso Terreiro, importantes na prática de nossa religião, da nossa fé. Mas o AMACI/ABÔ, para mim é realmente muito importante por acreditar que tem tudo a ver com a Umbanda, desde o preparo, o uso das ervas, seus significados, a energia que emana por todos os lados, a tradição, o ritual, e por fim seus efeitos. É tradição do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde, o banho de AMACI/ABÔ que realizamos uma vez ao ano, no mês de junho, consiste basicamente na infusão das ervas, para a firmeza da Casa e a limpeza do Espírito. A sensação que fica quando somos banhados com o som dos atabaques chamando por nosso Pai ou mãe de Cabeça, é de fortalecimento, é uma vibração mais intensa provocando uma sensação de proteção, segurança e conforto físico e mental.
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    São 28 ervasque banham a cabeça, este preparo, além das ervas e feito também com água do mar, cachoeira e de chuva, mel e pétalas de rosas brancas, ele é complementado com as 21 ervas que banham os pés, o ABÔ, ao qual acrescentamos para maior firmeza, um pouco de aguardente e champanhe, por se tratar de uma limpeza das bases. Ao preparar a infusão, vou depositando na água já fervida cada erva, dizendo seu significado e pedindo aos Orixás, que use de seus princípios energéticos para trabalharem na limpeza, fortalecimento, revitalização do corpo e da mente, e na evolução espiritual de cada Filho ao lavar as extremidades, cabeças e seus pés. Todos os Filhos que recebem e assimilam a energia e a vibração de cada componente do AMACI e do ABÔ, que são partes da Mãe Natureza, penetrando em seu corpo e na sua alma, terá afastado as negatividades, abrindo seus caminhos, e alcançando um maior equilíbrio interno, tornando-se um canal mais limpo para a espiritualidade. Este ano me foi pedido para divulgar o nome e o significado das ervas, por isso reservei o meu espaço para escrever um pouco mais sobre este ritual tão importante e significativo e transformador a serviço do desenvolvimento espiritual tanto individual como coletivo além do crescimento e fortalecimento de energia de nosso Templo. São eles: AMACI: Banho da Cabeça Erva de Santa Maria - Atrai sentimentos de amor, amizade e limpa e torna mais harmonioso o ambiente; Arruda – Cria defesas contra a inveja, quebra e cria barreiras contra demandas; Guiné – Limpeza, descarrego das energias e influências ruins, serve na defesa (problemas mais difíceis), encaminha e abre espaços para bons negócios; Alecrim - Estimulante espiritual, realça a auto estima e um astral positivo, propicia limpeza da energia envolvente; Manjericão – Abranda o stress, calmante natural do corpo e da mente; Louro - Aumentar a concentração a capacidade de raciocínio e de trabalho; Hortelã – Faz fluir e desenrolar problemas leves, corriqueiros;
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    Espada de SãoJorge – Limpeza e descarrego do canal de ligação com as Entidades (Masculinas); Espada de Iansã – Limpeza e descarrego do canal de ligação com as Entidades (Femininas); Levante – Encaminhar e abrir caminhos para grandes negócios com visão e maturidade; Tapete de Oxalá – Limpa e abre caminhos, afasta negatividades e más influências externas e internas, vindas do íntimo, como ansiedades, amarguras, angústias, descrença, impaciência e intolerância; Espinheira Santa – Combate o stress, acalma e harmoniza o intimo, equilibra, abranda, sentimentos de ciúmes, possessividade, avareza, inveja, rancores; Folha da casca de Jurema – Limpeza e descarrego mais forte, mais pesado, para cargas e influências maiores de longo tempo, vindas de sentimentos de maldade; Abritua – Estimula e aumenta a capacidade de concentração e atenção, desperta o comando do mente e do corpo, desperta a "Mãe" do corpo; Cascara Sagrada (raiz) - Firmeza no caminho (Chão), segurança, confiança, iniciativa, tomada de decisões importantes, objetividade; Alfazema – Combate do stress, limpa e calmante, traz serenidade equilíbrio de pensamentos, das reações e das atitudes; Casca de Romã - Aumenta e reforça a defesa espiritual, traz equilíbrio, faz reassumir o controle do espírito sobre a mente e o emocional, ajustando os desequilíbrios; Aniz Estrelado – Combate a insônia, relaxante, apaziguador e relaxante do Espírito; Folha de Goiaba – Desenrola e encaminha solução para os problemas mais difíceis; Folha de Pitanga - Desembaraça caminhos conturbados, definidor de caminhos atrapalhados, enrolados, limpeza do raciocínio e da visão; Folha de Manga – Trata de problemas acumulados e difíceis, vários e diferentes problemas que ocorrem ao mesmo tempo, encaminha cada um deles; Asa-peixe – Propicia a limpeza das impurezas do espírito e de influências espirituais; Cavalinha – Estimula para uma sexualidade sadia e plena; Cidreira – Combatente do estresse, a ansiedade, acalma os ânimos, descanso e alivio de corpo e mente; Mel e cravo – Realça a sexualidade (atrativo); Samambaia – Fortalece as defesas contra males e influências negativas; Sene – Melhora a auto estima, aguça a vaidade moderada. Sálvia – Estimula a capacidade mental e raciocínio;
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    ABÔ: Banho dos pés. Oritual do AMACI contempla também o banho dos pés, chamado de ABÔ, feito da mesma forma tendo como base principal as ervas abaixo descriminadas, porém de composição diferente do AMACI, destinado à firmeza da outra extremidade do corpo, fixando as vibrações e energias positivas da terra, com a finalidade de descarregá-lo e protegê-lo de ações impuras e negativas. Valeriana – Refaz as defesas, combate o stress, calmante, relaxador; 7 Sangrias – Fortalece as defesas contra o mal olhado, inveja; Urucum – Limpa e descarrega os canais de defesa, cria um escudo protetor; Pimenta de macaco – Realça e estimula a sexualidade, desperta o atrativo; Pata de vaca – Fortalece e equilibra o espírito; Dandá – Combatente do desânimo, cansaço, renova as forças e o poder de reação; Quina-quina – Equilibra as defesas, limpa e descarrega as energias ruins; Urtiga – Propicia o equilíbrio das funções orgânicas e emocionais; Barba de Velho – Lava as impurezas, favorece a limpeza íntima, da equilíbrio ao emocional, fortalece os bons sentimentos e o pensamento; Alfavaca – Reforça as defesas e o combate contra a inveja, ciúmes, pensamentos contrários; 11- Cabeça-de- negro – Cria defesas no combate a doenças de fundo mental (mente fraca e vulnerável que se sugestiona por qualquer coisa), medos exagerados, síndromes de pânico e outras, descarrega mente e o pensamento dos efeitos destas influências; Quebra-demanda – Combate e quebra quebrar demandas, feitiços, sentimentos de maldade, pensamentos negativos que buscam atingir e prejudicar; Picão preto – Combate a indisposição física e emocional, o desânimo, realça e estimula a reação positiva e equilibrada do físico e da mente; Picão branco – Combate e quebra a demanda e feitiço, devolvendo os mesmos para sua origem, para quem os mandou; Pau-tenente - Controlador do equilíbrio físico, fortalece as defesas contra doenças físicas, orgânicas; Parapiroba – Quebra, limpa os efeitos e bloqueia contra novas demandas; Nó de cachorro - Estimula e aguça com naturalidade e controle a sexualidade, permitindo uma vida saudável e equilibrada;
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    Catuaba – Favorecea concentração, estimula revitaliza as funções orgânicas, capacidade mental e física; Chapéu de Napoleão - Energético, renovador de forças, do animo, da reação, da iniciativa e competência no estimulo a buscar e conquistar objetivos de vida; Unha de gato – Revigorador das fragilidades impostas por grandes e pesadas demandas, reforço mental e físico, reabilitando na reação e combate por suas próprias forças; Comigo ninguém pode – Transformador da reação de combate, força, destemor, decisão positiva, visão clara e corajosa dos problemas que deve combater, persistência e perseverança; ANATOMIA DO OBI ANATOMIA DO OBI Pai Tandy contato pelo celular operadora vivo (11) 998173814 Conforme mencionamos, a cor do Obi Abata fresco pode variar de branco a vermelho escuro. O Obi de 4 gomos, chamado também de Obi Mãe, é usado porque dois de seus gomos são identificados como masculinos e os outros dois como femininos. O número 4 representa estabilidade e a distribuição igual de masculino e feminino mostra o perfeito equilíbrio encontrado no Obi Abata. O culto de Ifa dá grande importância ao equilíbrio e a unificação das energias feminina e masculina no ser. A diferença dos gomos masculinos e femininos pode ser vista assim que o obi fresco é aberto. Veja abaixo os métodos adequados de abrir o Obi. Pai Tandy contato pelo celular operadora vivo (11) 998173814 Os gomos masculinos, conhecidos como AKO OBI, ou simplesmente AKO, podem ser reconhecidos pela linha que atravessa o meio do gomo; ela termina num ponto único na base do gomo. Os gomos femininos, também conhecidos como ABO OBI, ou simplesmente ABO, podem ser reconhecidos pela linha que atravessa o centro do gomo, mas que termina num Y em vez de num ponto só, como os gomos masculinos. Além da natureza masculina ou feminina do gomo, cada um tem uma “cabeça” (lado maior) que pode apontar para cima ou para baixo, esquerda ou direita durante a adivinhação. Isto é usado em nível mais avançado da adivinhação com Obi, e não discutiremos aqui FAÇA VOCÊ MESMO SEU BANHO DE AMACI
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    Aprenderemos como prepararum banho, podendo ser de: Ervas –Descarrego Purificação – Energização. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Preparação dos banhos ou Modo de preparar. Os banhos de ervas devem ser preparados por pessoas especializadas dentro dos terreiros ou por você mesmo(a), com a orientação de seu Zelador de Santo (Pai de Santo, Ebomi). Nos candomblés quem colhe as ervas é o Mão-de-Ofã, ou Olossain, que antes de entrar na mata saúda Ossãe ou Ossain(orixá das ervas e folhas) e oferece-lhe um cachimbo de barro, mel, aguardente e moedas. Esse sacerdote que se dedica às folhas, nos cultos de Nação, é oBabalossaim, e ele usa seus dotes a cura, para a preparação de amacis e feitura de Santo no candomblé. Na Umbanda, os Pais e Mães de Santo (Padrinho ou madrinha) tem o conhecimento do uso das ervas e no preparo delas. Vejamos a seguir: paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 . Ponha água (de preferência mineral) dentro da bacia juntamente com a erva, e macere-a até extrair o sumo. Deixe descansar a mistura, dependendo da "dureza", por algumas horas (flores, brotos e folhas), até por dias (caules, cipós e raízes). Durante este processo, é importante que o filho de fé, ou cante algum ponto correspondente, ou ao menos esteja concentrado e vibrando positivamente. Acenda uma vela branca e ofereça ao seu anjo de guarda ; tome seu banho de asseio normal; depois o de descarrego, se indicado;e, depois tome o banho com o amaci, lavando bem a cabeça, a nuca, o frontal e os demais chacras, (o banho deverá permanecer no corpo), vista uma roupa branca. Procure se recolher por uns trinta (30) minutos, mentalizando seu orixá. Retire o excesso das folhas da bacia paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814
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    Em todos os, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes : banhos Ao adentrar numa mata para colher ervas ou mesmo num jardim, saudamos sempre Ossaim que é responsável pelas folhas; Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo; Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que o metal faz com que diminua o poder energético das ervas; Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os banhos, embora dificilmente usemos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a; Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientes; Lavar as ervas em água limpa e corrente; Os banhos ritualísticos devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois o Prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho; A quantidade de ervas, que irão compor o banho, são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas diferentes e afins com o tipo de banho. Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o efeito. Banhos feitos com água quente devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa,mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Os banhos não devem ser feitos nas horas abertas do dia (06 horas, 12 horas ou meio-dia, 18 horas e 24 horas ou meia-noite), pois as horas abertas são horas “livres” onde todo o tipo de energia “corre”. Só realizamos banhos nestas horas, normalmente os
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    descarregos com ervas,quando uma entidade prescrever (normalmente um Exú). Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho. Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas. Retiramos os restos das ervas que ficaram sobre o nosso corpo, juntamos com o que ficou no chão. E despachamos em algum local de vibração da natureza como, por exemplo, num Rio (rio abaixo), no mar, numa mata, etc.; Ou até mesmo em água corrente. APRENDA PASSO A PASSO TIRAR EBÓ RELAÇÃO DOS EBÓS paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 A forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos mensageiros dos recados, fala-se: OÉ-TURA-WAGBATÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OGUN - DAGBE -DE WÀ GBA TÈTÈ - CHEGUE PARA RECEBER WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OWORUN SERE - O GBA - TÈTÈ - RECEBA DEPRESSA OTURÁ – AYKÓ WA GBA TÉTÉ - VENHA RECEBER DEPRESSA OTURUPON - OKARAN - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OKARAN - OIERU - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA " OMO ODUS DE EJIONILÊ " "OSOGUIA paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 1. OLAFIN 2. ODOLUÁ 3. KUDIRÉ 4. SAGRIN 5. EBUIM 6. AKANJI
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    7. YALANTE 8. EKIO 9.SILIN 10. KOKONISSE paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 11. IRO 12. SAKONAN 13. SOÍA DA 14. MOROSSE 15. GEA 16. DEJANISSÉ Observações Importantes: OSOGUIA foi o único Orixá que driblou a morte por isso ele é sempre chamado em caso de muita aflição. Os odús vieram primeiro que os Orixás, o n.° 06 se ele não quer presente faz a pessoa perder tudo. Todos comem com ele e ele come com todos, ao afastar ou tirar qualquer outro odú. também deve imediatamente lhe agradar para que o que esteja respondendo de forma negativa faça parir o bom. paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Ebó para o Amor Material: 07 Maçãs vermelhas 07 Botões de Rosas vermelhas 07 Velas Vermelha e Branca 04 galhos de pitangueira Mel 07 Papéis com os nomes escritos Coloque os nomes em cada maçã. Forme um círculo de maçãs numa bandeja. Ponha as velas e os galhos de pitangueira por fora do círculo de maçãs. Despeje mel por cima Despache no mato acendendo as velas e fazendo seus pedidos e oferecendo á Yansã. Ebó de Oxum para Prosperidade Numa tigela de vidro coloque os ingredientes, obedecendo a ordem a seguir: 08 Moedas; 01 Punhado de Farinha de Milho; Mel; Água até a proximidade da borda da tigela; Perfume; Pétalas de Flores Amarelas.
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    Deixe em suacasa ou no local de trabalho durante 07 dias. Despache num verde, reaproveite as moedas e a tigela de vidro. Peça á Oxum properidade e fartura. Para Afastar Pessoas Indesejáveis Torre numa panela velha os seguintes ingredientes: 07 Grãos de Milho; 07 Grãos de Feijão; 07 Grãos de Amendoim: 03 Pimentas; Os nomes das pessoas indesejáveis escritos num papel. Chame pelas pessoas enquanto mexe na panela. Depois de torrado, triture até se transformar em pó. Assopre numa encruzilhada mandando as pessoas para longe de sua vida. Para Conseguir seus Objetivos Pegue uma tigela de vidro e coloque no fundo um papel com seus objetivos escritos. Coloque mel por cima. Encha a tigela com água e 08 flores brancas. Guarde por 08 dias. Despache no verde. Faça todos os seus pedido á Oxalá. Para Estreitar Laços de Amizade e Melhorar o Relacionamento Familiar Material Camjica Amarela cozida; 04 Quindins; 08 Balas de Mel; Os nomes escreitos num papel. Arrume tudo numa bandeja e despache na praia fazendo seus pedidos á Oxum. Banho para Yemanjá Ajudar a Conquistar as Coisas que Deseja Material Água morna FOlhas de Pata de Vaca; Folhas de Tapete de Oxalá (boldo); Mel Flores Brancas Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente em seu objetivos. Acrescente 08 gotas de perfume. Tome o
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    bnaho do pescoçopara baixo. Neutralizar Pessoas Fofoqueiras Escreva o nome da fofoqueira num papel, enrole-o e coloque dentro de uma pimenta dedo-de-moça. Numa quarta-feira, deixe a pimenta fora de casa (no sereno, mas onde ninguém veja). Na sexta-feira, torre a pimenta, e transforme-a em pó. Jogue um pouco de pó nas costas da fofoqueira. Separar a Rival de Seu Amado 01 Maçã vermelha; 01 Lâmina de barbear; 01 Pedaço de papel; 01 Vidro de boca larga e com tampa; Azeite de dendê. Faça na Lua Minguante. Crave a lâmina no lato da maçã. Em um dos lados do papel escreva o nome da rival e no outro do seu amado. Coloque o papel com os nomes na lâmina. Ponha a maçã dentro do vidro e encha-o com dendê. Feche o vidro, despache no verde ou quebre-o num cruzeiro. Saia sem olhar para trás. EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO) paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 1 Obi Mel 1 vaso de planta sem espinho Fita branca e amarela 3 vezes o nome um por cima do outro Açúcar Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, açúcar, amarrar com as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o nome de fulano(a), quando conseguir a pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum. PARA OGUM TRAZER UMA PESSOA DE VOLTA paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 1 oberó Farofa de mel Canjica por cima do padê 1 acará aberto no meio (em cada banda colocar 3 vezes o nome da pessoa) 1 miolo de boi (colocar por cima do acará)
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    regar com azeitedoce e a çúcar 3 velas 1 garrafa de vinho doce Oferecer a Ogun para que traga Fulano(a) de volta EBO UNIÃO 1 panela de barro 2 quilos de canjica Dendê Me! paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Azeite doce 1/2 It de leite de coco Camarão seco 9 velas Moedas correntes Pedidos a Yemonj á , Ogum, união , amor, saúde e paz. EB Ó AMARRAÇÃO 1 obi Mel 1 vaso de planta sem espinho Fita branca e amarela 3 vezes o nome um por cima do outro Açúcar Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, a çú car, amarrar com as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o norne de fulano(a), quando conseguir a pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum. ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE ) 7 velas 7 folhas de mamona padé de dendê e de mel akaçá Feijão fradinho torrado Milho Torrado Deburu Dar um frango ao exú da casa, só o ejé , por um pouco de pàdé de dendê , feijã o fradinho, milho vermelho, deburú , akaçá em cada folha e por uma parle do frango em cada folha; cabeça, 1 pé , outra um rabo, a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na rua da casa virada para a rua principal e o resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na volta vir jogando pàdé de mel na rua até a porta de cassa chamando cliente, dinheiro e etc. Por no Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato de milho vermelho EBÓ CLIENTE paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 7 folhas de mamona com; p à d é de mel, dend ê , 7 akaçás vermelho
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    7 akaçás branco 7moedas 1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo abertura de caminho. Ebó Para Fins Amorosos Tendo um coração de boi, parta-o em quatro pedaços. Regue-o generosamente com mel de abelha, tendo o nome da pessoa visada dentro. Coloque o coração assim preparado dentro de um alguidar e ofereça a Ogum, em um Terça-feira. Ebó Para Atrair Clientes Fumo de rolo e açúcar. Defume o local dentro para fora e de fora para dentro. Repita este processo e não tarda seus efeitos surpreendentes. Ebó Para Solucionar Problemas Torre feijão fradinho no azeite de dendê. Coloque-o na folha de mamona. Ebó Para Se Livrar De Pessoa Indesejável Cave um buraco, coloque o nome da pessoa ali dentro, e jogue sete punhados de terra por cima. Ebó Para Problemas Renais e Hérnia Coloque em uma quartinha, perfume, mel de abelha, e ao lado acenda uma vela branca. Toda Quinta-feira renove. Amalá de Oxalá Cabras, galinhas e pombos brancos. Canjica e acaçá de arroz com mel. Há também o "boi de Oxalá", espécie de caracol comestível. Suas bebidas: água, leite, mel e sumos de ervas. Amalá de Ogum Galos vermelhos, inhame assado acompanhado de feijão fradinho ou acarajé, ou ainda feijoada acompanhada de cerveja branca. Amalá de Oxóssi Porcos, galos e outros animais, de caça preferencialmente. Espigas de milho cozidas com mel, feijão preto, inhame, feijão fradinho torrado e milho cozido com coco raspado. Bebida: mel, aluá, garapa, vinho doce, licores de frutas, além de outras bebidas fermentadas. Amalá de Xangô Galos vermelhos e carneiros. Caruru de quiabo, acarajé comprido e
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    feijão preto acompanhadode farofa e arroz. Aluá e cerveja preta. Amalá de Omulu Bode, galo e porco. Aberém, o doburu e latipá. Bebida: sumo extraído de suas próprias ervas, vinho tinto, azeite de dendê e mel Amalá de Ibêji Frango(a) de leite. Caruru de quiabos, doces diversos, pirulitos, bolos, tortas doces, tudo isso enfeitado com fitas de cetim de cores bem vivas e diversificadas. Bebidas: refrigerantes, sucos, aluá, garapa e similares. Juntamente a tudo isso é bom que se coloque adequadamente, artigos de festas infantis, como: apito, chapéu de aniversário, brinquedinhos e outros. Amalá de Yemanjá paitandy contato celular operadora vivo (11) 998173814 Patas, galinhas e cabras brancas. Milho branco com mel, angu, manjares brancos, arroz e comidas brancas de um modo geral. Bebida: Sumo extraído de suas próprias ervas, champanha clara e a também a água mineral puríssima.