Diseño Título
Subtítulo
DISCENTE: ROGERIO FERNANDO DA SILVA LIMA
O nome
O nome mais freqüente para as religiões de origem africana
no Brasil até o século XVIII parece ter sido calundu, termo de
origem banto que ao lado de outros como batuque ou
batucajé designava toda sorte de dança coletiva.
O termo candomblé, de origem banto (de Kamdombile, que
quer dizer culto, oração), designa um modelo ritual-
religioso fortemente influenciado pelas religiões daometana
e iorubá.
Nações
• Nagô ou yorubá:
• Ketu ou Queto (Bahia) e quase todos os estados - Língua yorubá (Iorubá ou Nagô em português).
• Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo
• Ijexá principalmente na Bahia.
• Nagô Egbá ou Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo
• Mina-nagô ou tambor de mina no Maranhão
• Xambá em Alagoas e Pernambuco (quase extinto).
• Banta, Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São
Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul)
• Candomblé de caboclo (entidades nativas indígenas)
• Jeje: a palavra "jeje" vem do ioruba adjeje, que significa "estrangeiro,
forasteiro".
• Jeje Mina: de língua mina, de São Luís (Maranhão)
• Babaçuê: Belém (Pará)
O Terreiro
Os templos de candomblé são chamados de casas, roças ou
terreiros. As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou
mista: casas pequenas, que são independentes, possuídas e
administradas pelo babalorixá ou iyalorixá dono da casa e pelo
Orixá principal respectivamente.
A mãe/ O pai de Santo
A responsabilidade do
culto fica a cargo da mãe-
de-santo (iaolorixá) ou do
pai-de santo (babalorixá).
Nos candomblés congo-angola, as
mães-de santo são chamadas de
nêngua-de Inquice, e os pais-de-
santo de tata de Inquice.
Crenças
O candomblé cultua, entre todas as nações, umas cinquenta das
centenas deidades ainda cultuadas na África. Mas, na maioria dos
terreiros das grandes cidades, são doze as mais cultuadas.
O que acontece é que algumas divindades têm "qualidades" que
podem ser cultuadas como um diferente orixá/inquice/vodun em um
ou outro terreiro. Então, a lista de divindades das diferentes nações é
grande, e muitos orixás do queto podem ser "identificados" com os
voduns do jeje e inquices dos bantos em suas características, mas na
realidade não são os mesmos; seus cultos, rituais e toques são
totalmente diferentes.
Orixás
Exu (queto)- Bombojira (congo-angola)
Dualidade do bem e do mal, do certo e do
errado, do equilibrio e do desequilibrio.
Antes do xirê, realiza-se o padê, no qual Exu é
saudado e mandado de volta ao além para
não perturbar a cerimônia.
Segunda-feira é o dia da semana que lhe é
consagrado. Suas cores são preto e
vermelho.
Sua comida preferida é o galo, farofa de
dendê, pimenta e cachaça.
Obá
Divindade que, quando manifestada num
de seus receptores, amarra um turbante na
cabeça ou dança com uma mão no rosto a
fim de esconder que uma de suas orelhas,
segundo a lenda, ela própria tenha
decepado, enganhada por Oxum, uma das
três mulheres de Xangô.
Seu dia da semana é a quarta-feira,
podendo também ser o sábado o seu dia.
Suas oferendas consistem em cabras, patos
e galinhas d´Angola.
Ogum (queto)- Incossimucumbi (congo-angola)
É o orixá da guerra e do fogo. Conhecido
também como ferreiro.
É representado por sete instrumentos de
ferro, pendurados numa haste, também de
ferro, e por franjas de folhas de dendezeiro,
desfiadas.
Terça-feira é o dia da semana que lhé é
consagrado, e suas cores são o azul-escuro
e, algunas vezes, o verde.
Oxossi (queto)- Mutalambô (congo-angola)
É o orixá da mata, da caça, das florestas.
Seus símbolos são um arco e uma flecha,
suas danças imitam a caça e o atirar das
flechas.
Quinta-feira é o dia da semana que lhe é
consagrado, sua cor é verde, se lhe
sacrificam porcos e lhe são oferecidos
pratos de “axoxô” (milho cozido).
Nos xirês, segura com uma mão o arco e a
flecha, e com a outra, um “eruquerê”
(espantamosca), símbolo de dignidade do
reis africanos.
Oxum
É a deusa iorubana da agua doce,
dos lag0s, das fontes e das
cachoeiras.
Sua dança lembra a de uma mulher
vaidosa, que se enfeita com colares,
agita os braços para o tilintar dos
braceletes e se olha com satisfação
no espelho.
Sábado é o dia da semana que lhe é
consagrado.
Iemanjá (queto)- Caiala (congo-angola)
É a deusa das aguas, tida como
mãe dos outros orixás.
Lhe são feitas oferendas de
carneiro, pato, assim como
comidas preparadas à base de
milho branco, azeite, sal e cebola.
A festa de Iemanjá, quando é
costume dos devotos levar flores,
perfumes e outros presentes ao
mar, tem reunido milhares de
pessoas e vem sendo praticada
desde o século XIX.
Ossaim
Considerado o deus das folhas, das ervas
e dos medicamentos feitos a partir delas.
Tido muitas vezes como divindade que
possui apenas uma perna.
Segunda-feira é o dia que lhe é
consagrado, as oferendas que lhe são
feitas: galo, pombo e bode.
Omolu ou Obaluaê
É o temível orixá das epidemias, da varíola
e demais doenças contagiosas e de pele.
Ele tras no próprio corpo as marcas das
doenças que carrega, por este motivo
veste- se com um chapéu em forma de
manto feito de palha-da-costa para que
ninguém veja seu corpo.
Sua festa anual, com oferendas de
comida, chama-se “Olubajé”, e consta de
pratos de “aberem” (milho cozido enrolado
en folha de bananeira), carne de bode,
galo e pipoca.
Iansã (queto)- Bamburucema (congo-angola)
É a deusa dos ventos, dos raios e das
tempestades, dominio que divide com seu
marido Xangô.
Quando se manifesta, está enfeitada com
uma coroa, semelhante aos reis africanos,
com franjas que lhe escondem o rosto.
Seus símbolos são chifres de búfalo e um
alfanje. Recebe sacrificios de cabras e
oferendas de acarajés.
Quarta-feira é o dia que lhe é consagrado.
Xangô (queto)- Zazi (congo-angola)
Senhor dos raios e do trovão, que solta
fogo pela boca.
Seu símbolo é um machado de duas faces.
A quarta-feira é o dia que lhe é
consagrado.
No decorrer de certas danças, aparece
trazendo na cabeça um ajerê contendo
fogo e engola mechas de algodão
inflamadas.
Oxalá (queto)
Lembá ou Lembarenganga (congo-angola)
É o orixá da criação. Foi ele quem
modelou com o barro o corpo dos
homens sobre o qual Olodumarê (o
Ser Supremo) soprou para dar vida.
Seus adeptos usam colares de contas
de vidrio branco e vestem-se
geralmente de branco.
Instrumentos
https://www.youtube.com/watch?v=VqeSkYL
6ezE
Bibliografia e recursos gráficos
 Candomblé e Umbanda. Caminhos da devoção brasileira. Vagner
Gonçalves da Silva. 5ª. Ed. Selo Negro Edições.
 Raízes musicais da Bahia. Emília Biancardi. Secretaria da Cultura
e Turismo Bahia.
 Wikipedia
 Google
 Youtube
 Fotos de Professor Gugu Quilombola por Bathista Lima
(https://www.facebook.com/bathista.lima/media_set?
set=a.10153415323604021&type=3)

ocandomble_trabalhoescolar-1604081543440

  • 1.
  • 2.
    O nome O nomemais freqüente para as religiões de origem africana no Brasil até o século XVIII parece ter sido calundu, termo de origem banto que ao lado de outros como batuque ou batucajé designava toda sorte de dança coletiva. O termo candomblé, de origem banto (de Kamdombile, que quer dizer culto, oração), designa um modelo ritual- religioso fortemente influenciado pelas religiões daometana e iorubá.
  • 3.
    Nações • Nagô ouyorubá: • Ketu ou Queto (Bahia) e quase todos os estados - Língua yorubá (Iorubá ou Nagô em português). • Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo • Ijexá principalmente na Bahia. • Nagô Egbá ou Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo • Mina-nagô ou tambor de mina no Maranhão • Xambá em Alagoas e Pernambuco (quase extinto). • Banta, Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul) • Candomblé de caboclo (entidades nativas indígenas) • Jeje: a palavra "jeje" vem do ioruba adjeje, que significa "estrangeiro, forasteiro". • Jeje Mina: de língua mina, de São Luís (Maranhão) • Babaçuê: Belém (Pará)
  • 4.
    O Terreiro Os templosde candomblé são chamados de casas, roças ou terreiros. As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista: casas pequenas, que são independentes, possuídas e administradas pelo babalorixá ou iyalorixá dono da casa e pelo Orixá principal respectivamente.
  • 5.
    A mãe/ Opai de Santo A responsabilidade do culto fica a cargo da mãe- de-santo (iaolorixá) ou do pai-de santo (babalorixá). Nos candomblés congo-angola, as mães-de santo são chamadas de nêngua-de Inquice, e os pais-de- santo de tata de Inquice.
  • 6.
    Crenças O candomblé cultua,entre todas as nações, umas cinquenta das centenas deidades ainda cultuadas na África. Mas, na maioria dos terreiros das grandes cidades, são doze as mais cultuadas. O que acontece é que algumas divindades têm "qualidades" que podem ser cultuadas como um diferente orixá/inquice/vodun em um ou outro terreiro. Então, a lista de divindades das diferentes nações é grande, e muitos orixás do queto podem ser "identificados" com os voduns do jeje e inquices dos bantos em suas características, mas na realidade não são os mesmos; seus cultos, rituais e toques são totalmente diferentes.
  • 7.
  • 8.
    Exu (queto)- Bombojira(congo-angola) Dualidade do bem e do mal, do certo e do errado, do equilibrio e do desequilibrio. Antes do xirê, realiza-se o padê, no qual Exu é saudado e mandado de volta ao além para não perturbar a cerimônia. Segunda-feira é o dia da semana que lhe é consagrado. Suas cores são preto e vermelho. Sua comida preferida é o galo, farofa de dendê, pimenta e cachaça.
  • 9.
    Obá Divindade que, quandomanifestada num de seus receptores, amarra um turbante na cabeça ou dança com uma mão no rosto a fim de esconder que uma de suas orelhas, segundo a lenda, ela própria tenha decepado, enganhada por Oxum, uma das três mulheres de Xangô. Seu dia da semana é a quarta-feira, podendo também ser o sábado o seu dia. Suas oferendas consistem em cabras, patos e galinhas d´Angola.
  • 10.
    Ogum (queto)- Incossimucumbi(congo-angola) É o orixá da guerra e do fogo. Conhecido também como ferreiro. É representado por sete instrumentos de ferro, pendurados numa haste, também de ferro, e por franjas de folhas de dendezeiro, desfiadas. Terça-feira é o dia da semana que lhé é consagrado, e suas cores são o azul-escuro e, algunas vezes, o verde.
  • 11.
    Oxossi (queto)- Mutalambô(congo-angola) É o orixá da mata, da caça, das florestas. Seus símbolos são um arco e uma flecha, suas danças imitam a caça e o atirar das flechas. Quinta-feira é o dia da semana que lhe é consagrado, sua cor é verde, se lhe sacrificam porcos e lhe são oferecidos pratos de “axoxô” (milho cozido). Nos xirês, segura com uma mão o arco e a flecha, e com a outra, um “eruquerê” (espantamosca), símbolo de dignidade do reis africanos.
  • 12.
    Oxum É a deusaiorubana da agua doce, dos lag0s, das fontes e das cachoeiras. Sua dança lembra a de uma mulher vaidosa, que se enfeita com colares, agita os braços para o tilintar dos braceletes e se olha com satisfação no espelho. Sábado é o dia da semana que lhe é consagrado.
  • 13.
    Iemanjá (queto)- Caiala(congo-angola) É a deusa das aguas, tida como mãe dos outros orixás. Lhe são feitas oferendas de carneiro, pato, assim como comidas preparadas à base de milho branco, azeite, sal e cebola. A festa de Iemanjá, quando é costume dos devotos levar flores, perfumes e outros presentes ao mar, tem reunido milhares de pessoas e vem sendo praticada desde o século XIX.
  • 14.
    Ossaim Considerado o deusdas folhas, das ervas e dos medicamentos feitos a partir delas. Tido muitas vezes como divindade que possui apenas uma perna. Segunda-feira é o dia que lhe é consagrado, as oferendas que lhe são feitas: galo, pombo e bode.
  • 15.
    Omolu ou Obaluaê Éo temível orixá das epidemias, da varíola e demais doenças contagiosas e de pele. Ele tras no próprio corpo as marcas das doenças que carrega, por este motivo veste- se com um chapéu em forma de manto feito de palha-da-costa para que ninguém veja seu corpo. Sua festa anual, com oferendas de comida, chama-se “Olubajé”, e consta de pratos de “aberem” (milho cozido enrolado en folha de bananeira), carne de bode, galo e pipoca.
  • 16.
    Iansã (queto)- Bamburucema(congo-angola) É a deusa dos ventos, dos raios e das tempestades, dominio que divide com seu marido Xangô. Quando se manifesta, está enfeitada com uma coroa, semelhante aos reis africanos, com franjas que lhe escondem o rosto. Seus símbolos são chifres de búfalo e um alfanje. Recebe sacrificios de cabras e oferendas de acarajés. Quarta-feira é o dia que lhe é consagrado.
  • 17.
    Xangô (queto)- Zazi(congo-angola) Senhor dos raios e do trovão, que solta fogo pela boca. Seu símbolo é um machado de duas faces. A quarta-feira é o dia que lhe é consagrado. No decorrer de certas danças, aparece trazendo na cabeça um ajerê contendo fogo e engola mechas de algodão inflamadas.
  • 18.
    Oxalá (queto) Lembá ouLembarenganga (congo-angola) É o orixá da criação. Foi ele quem modelou com o barro o corpo dos homens sobre o qual Olodumarê (o Ser Supremo) soprou para dar vida. Seus adeptos usam colares de contas de vidrio branco e vestem-se geralmente de branco.
  • 20.
  • 22.
    Bibliografia e recursosgráficos  Candomblé e Umbanda. Caminhos da devoção brasileira. Vagner Gonçalves da Silva. 5ª. Ed. Selo Negro Edições.  Raízes musicais da Bahia. Emília Biancardi. Secretaria da Cultura e Turismo Bahia.  Wikipedia  Google  Youtube  Fotos de Professor Gugu Quilombola por Bathista Lima (https://www.facebook.com/bathista.lima/media_set? set=a.10153415323604021&type=3)