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O BUDISMO Adaptado de Marian Calvo García por Núcleo de Estudo do Dharma de Leiria
SIDDHARTA GAUTAMA  BUDA SHAKYAMUNI ‘ O Desperto’ (563 a. C. – 483 d.c.) O bodhisattva.  (o homem em busca) O buddha.  (o despertar) O parinirvana.
1. O BODHISATTVA O seu nome de família era Gautama. Nasceu no ano de 563 a. C. em Lumbini, próximo de Kapilavastu, que no presente pertence ao Nepal. O seu pai Shuddhôdana era rajá da tribo dos Shâkia e a sua mãe, Mâyâ, era filha do rajá da vizinha tribo dos Koliyanos. Ambos pertenciam à casta hindú dos Kshatriya (casta aristocrática, real, guerreira). Ruínas do palácio onde nasceu, em Lumbini
1. O BODHISATTVA Quando completou 16 anos casou com a sua prima Yashodharâ. Teve uma vida feliz com a sua esposa no meio de um luxo principesco, sem conhecer preocupações nem  necessidades . Ao fim de 10 anos de matrimónio tiveram um filho, a que puseram o nome de Râhula. O pai de Siddharta ordenou que cada vez que este fosse à cidade, não visse o sofrimento humano ( nem doentes, nem funerais, nem idosos...) mas apenas pessoas jovens e belas.
1. O BODHISATTVA Quando tinha 29 anos encontrou-se cara a cara com o sofrimento. O próprio Deus Indra apareceu à frente do seu carro 4 vezes nas formas de um idoso, um doente, um morto – que lhe revelam a natureza do mundo-  e um monge – que lhe revela uma possível solução.
1. O BODHISATTVA Preocupado com o sofrimento humano, voltou ao seu palácio e nessa mesma noite, abandonou a sua mulher e o seu filho enquanto dormiam. Apenas levou consigo o seu cocheiro e o seu cavalo.
Quando já estava longe da  cidade, vestiu-se com hábito de monge e ordenou a Channa que devolvesse o seu cavalo e os seus ricos vestidos ao palácio. Rapou o cabelo e converteu-se num mendicante errante. 1. O BODHISATTVA Durante 6 anos procurou uma solução, recorreu aos ascetas Arada Kâlâma e Udraka Râmaputra, que o instruíram na meditação, mas mais tarde decidiu deixá-los e seguir o seu caminho.
1. O BODHISATTVA Iniciou um largo período de mortificação solitária num bosque. Adquiriu reputação de santo e 5 eremitas brahmanes juntaram-se a ele. No entanto não tinha ainda alcançado a iluminação. Estabeleceu o chamado  CAMINHO DO MEIO.
2. O BUDA Caminhou ao largo do rio Nairanjara e, num lugar próximo da cidade de Gaya, sentou-se debaixo  de uma  Ficus sagrada  (a sagrada árvore bodhi ou da Iluminação). Fez o voto de não saír dali até ter alcançado a iluminação. Ali permaneceu várias semanas; recebeu comida de Sujâtâ, filha de um fazendeiro dos  arredores.
2. O BUDA Foi visitado por Mâra, com flechas e as suas filhas tentando enganá-lo com os desejos, os prazeres da vida... Foi tentado pelos medos e pela tentação do ego. Rejeita-os a todos e tocando a terra como sua única testemunha, vence Mâra. Encheu-se de uma grande paz, o significado de todas as coisas ficou claro e atingiu o conhecimento perfeito. Converteu-se num Buddha. Corria o ano  de 531 a.c., tinha 34 anos e aconteceu em Bodh-Gayâ.
Bodh-Gayâ Marian Calvo 2007
2. O BUDA Permaneceu debaixo da árvore bodhi durante mais 49 dias, temendo que o conteúdo da sua Iluminação não pudesse ser expresso com palavras, mas o deus Brahmâ ordenou-lhe que pregasse aos que desejassem salvar-se. Dirigiu-se a Isipatana, ao Parque das Gazelas de Sarnath, a 12 kms de Benarés, encontrou-se com os 5 ascetas que o tinham acompanhado e pregou para eles pela primeira vez: Colocando em movimento a  Roda da Lei ou Dharma (As quatro nobres verdades e o Nobre Caminho Óctuplo).
Os 5 eremitas converteram-se. Buda fez uma visita a Kapilavastu, tendo convertido o seu pai, a sua esposa e o seu filho e ainda a muitos membros da corte. Durante 45 anos, Buddha pregou por todo o reino de Mâgadha (que hoje é Bihar - Índia). Instituiu uma ordem de monges e outra de monjas, que formaram a SANGHA (comunidade budista), que junto com o BUDDHA e o DHARMA são as “Três Jóias” do budismo. Marian Calvo 2007
No ano 483 a. C., com a idade de 80 anos, Buda morreu em Kushinagara (a actual Kasia em Uttar Pradesh). Esta foi a sua expiação final (Parinirvana).
PARINIRVANA
DOUTRINA DE BUDA SERMÃO DE BENARÉS
SERMÃO DE BENARÉS AS QUATRO NOBRES VERDADES   (Cattari Ariyasaccani) Nobre verdade do  sofrimento  (Dukkha Ariyasacca) Nobre verdade da  origem do sofrimento  (Samudaya ariyasacca) Nobre verdade da  cessação do sofrimento  (Nirodha ariyasacca) Nobre verdade do  caminho que conduz à cessação do sofrimento  (Magga ariyasacca)
Compreensão  correcta (das quatro nobres verdades) Pensamento  correcto Discurso  correcto Acção  correcta Modo de vida  correcto  Esforço  correcto Atenção Plena  correcta Concentração  correcta SERMÃO DE BENARÉS O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO  (Ariya Atthangika Magga) SABEDORIA (prajña) MORALIDADE (sila) MEDITAÇÃO (samadhi)
AS QUATRO NOBRES VERDADES   (Cattari Ariyasaccani)
AS QUATRO NOBRES VERDADES (Cattari Ariyasaccani) 1. NOBRE VERDADE DO SOFRIMENTO   “ Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre  dukkha .  Nascimento é  dukkha , envelhecimento é dukkha, enfermidade é dukkha, morte é dukkha; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são dukkha; a união com aquilo que é desprazeroso é dukkha; a separação daquilo que é prazeroso é dukkha; não obter o que se deseja é dukkha; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são dukkha. ”
AS QUATRO NOBRES VERDADES (Cattari Ariyasaccani) 2. NOBRE VERDADE DA ORIGEM DO SOFRIMENTO “ Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre a causa de dukkha. É esta  “sede” (desejo, tanha)   que produz a re-existência e o re-devir, que está ligada a uma avidez apaixonada e que encontra uma nova fruição ora aqui, ora ali; isto é, a sede dos prazeres dos sentidos, a sede da existência e do devir e a sede da não-existência (auto-aniquilação).”
AS QUATRO NOBRES VERDADES (Cattari Ariyasaccani) 3. NOBRE VERDADE DA CESSAÇÃO DO  SOFRIMENTO   “ Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre a cessação de dukkha .  É a completa  cessação dessa mesmíssima “sede”;   é desistir, renunciar, emancipar-se e desapegar-se dela”
AS QUATRO NOBRES VERDADES (Cattari Ariyasaccani) 4. NOBRE VERDADE DO CAMINHO QUE CONDUZ À CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO  “ Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre o caminho que conduz à cessação de dukkha.   É o Nobre Caminho Óctuplo,   a saber: entendimento correcto, pensamento correcto, discurso correcto, acção correcta, modo de vida correcto, esforço correcto, atenção plena correcta e concentração correcta”
O NOBRE  CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) É o caminho do meio, descoberto pelo  Tathagata  (‘o que encontrou a verdade’, título de Buda) Conduz à Iluminação e à libertação
O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) I. COMPREENSÃO CORRECTA (samma ditthi)  Compreensão correcta mundana:   compreensão correcta da lei do Kamma (a eficácia moral da acção) Compreensão correcta superior:   a compreensão das quatro nobres  verdades (compreensão do sofrimento, da origem do sofrimento,  da cessação do sofrimento e do caminho que conduz à  cessação do sofrimento) “ Tal como a madrugada é precursora e primeira indicação do nascer do Sol, da mesma forma, o entendimento correcto é o precursor e a primeira indicação de estados benéficos.” Buda (AN 10.121)
O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) II. PENSAMENTO CORRECTO (sammasankappa)  Pensamento de renúncia:  a prática do desapego, o desprendimento. Pensamento de não má vontade:  amor benevolente. Desejar o bem a todos os seres. Pensamento de não crueldade:  compaixão.   Desejo de não causar dano e de colocar-se no lugar do outro para o compreender.
O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) III. DISCURSO CORRECTO (samma vaca)  Abster-se da linguagem mentirosa:  dizer a verdade. Abster-se da linguagem maliciosa:  fomentar a paz e a harmonia entre pessoas e grupos. Falar de outros fazendo juízos de valor já é causar dano. Abster-se da linguagem grosseira. Abster-se da linguagem frívola:  conversa insubstancial que não acresenta nada de valor. Cinco elementos para o discurso correcto (AN 5.198) “ É falado no momento apropriado. É falado com verdade. É falado com afeição. É falado para trazer benefício. É falado com uma mente de boa vontade.”
O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) IV. ACÇÃO CORRECTA (samma kammanta)  Abster-se de matar:  não tirar deliberadamente a vida a um ser senciente (a si próprio, a outros seres humanos e animais). Abster-se de roubar:  tomar o que não tenha sido oferecido: roubar, assaltar, usurpar, burlar... Abster-se de conduta sexual imprópria.
O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) V. MODO DE VIDA CORRECTO (sammaajiva)  Ganhar a vida de uma forma justa: por meios legais, obtidos em paz, sem coacção nem violência, com honestidade, sem fraude nem burla, com meios que não impliquem prejuízo de terceiros.
O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) VI. ESFORÇO CORRECTO (samma vayama)  O esforço  para que não surjam estados ruins e prejudiciais que ainda não surgiram. O esforço  em abandonar estados ruins e prejudiciais que já surgiram . O esforço  para que surjam estados benéficos que ainda não surgiram . O esforço  para a continuidade, o não desaparecimento, o fortalecimento, o incremento e a realização através do desenvolvimento de estados benéficos que já surgiram.
O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) VII. ATENÇÃO PLENA CORRECTA (sammasati)  Presença da mente, tomar consciência. Atenção pura:  observar o que sucede dentro de nós e ao nosso redor, no momento presente. Treinar a mente a permanecer no presente, livre de juízos. Os quatro fundamentos da atenção: O corpo: respiração, posturas, conhecimento. As sensações: agradáveis, desagradáveis e neutras. A mente: os estados da mente. Os fenómenos: os cinco obstáculos, os  cinco agregados, as seis bases sensíveis,  os sete factores da Iluminação e as  quatro nobres verdades.
O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) VIII. CONCENTRAÇÃO CORRECTA  (sammasamadhi) N a primeira etapa   abandonam-se os desejos e pensamentos   apaixonados e impuros . N a segunda,   já desaparecidas as actividades mentais, desenvolve-se a tranquilidade e a  “ fixação unificadora da mente ”. N a terceira   surge a equanimidade consciente . N a quarta   desaparecem todas as sensações, tanto de felicidade como de infelicidade, de alegria e de pesar, permanecendo num estado de equanimidade e lucidez mental. É  a disciplina que nos conduz às quatro etapas de jhana, ou absorção :
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Budismo (síntese)

  • 1. O BUDISMO Adaptado de Marian Calvo García por Núcleo de Estudo do Dharma de Leiria
  • 2. SIDDHARTA GAUTAMA BUDA SHAKYAMUNI ‘ O Desperto’ (563 a. C. – 483 d.c.) O bodhisattva. (o homem em busca) O buddha. (o despertar) O parinirvana.
  • 3. 1. O BODHISATTVA O seu nome de família era Gautama. Nasceu no ano de 563 a. C. em Lumbini, próximo de Kapilavastu, que no presente pertence ao Nepal. O seu pai Shuddhôdana era rajá da tribo dos Shâkia e a sua mãe, Mâyâ, era filha do rajá da vizinha tribo dos Koliyanos. Ambos pertenciam à casta hindú dos Kshatriya (casta aristocrática, real, guerreira). Ruínas do palácio onde nasceu, em Lumbini
  • 4. 1. O BODHISATTVA Quando completou 16 anos casou com a sua prima Yashodharâ. Teve uma vida feliz com a sua esposa no meio de um luxo principesco, sem conhecer preocupações nem necessidades . Ao fim de 10 anos de matrimónio tiveram um filho, a que puseram o nome de Râhula. O pai de Siddharta ordenou que cada vez que este fosse à cidade, não visse o sofrimento humano ( nem doentes, nem funerais, nem idosos...) mas apenas pessoas jovens e belas.
  • 5. 1. O BODHISATTVA Quando tinha 29 anos encontrou-se cara a cara com o sofrimento. O próprio Deus Indra apareceu à frente do seu carro 4 vezes nas formas de um idoso, um doente, um morto – que lhe revelam a natureza do mundo- e um monge – que lhe revela uma possível solução.
  • 6. 1. O BODHISATTVA Preocupado com o sofrimento humano, voltou ao seu palácio e nessa mesma noite, abandonou a sua mulher e o seu filho enquanto dormiam. Apenas levou consigo o seu cocheiro e o seu cavalo.
  • 7. Quando já estava longe da cidade, vestiu-se com hábito de monge e ordenou a Channa que devolvesse o seu cavalo e os seus ricos vestidos ao palácio. Rapou o cabelo e converteu-se num mendicante errante. 1. O BODHISATTVA Durante 6 anos procurou uma solução, recorreu aos ascetas Arada Kâlâma e Udraka Râmaputra, que o instruíram na meditação, mas mais tarde decidiu deixá-los e seguir o seu caminho.
  • 8. 1. O BODHISATTVA Iniciou um largo período de mortificação solitária num bosque. Adquiriu reputação de santo e 5 eremitas brahmanes juntaram-se a ele. No entanto não tinha ainda alcançado a iluminação. Estabeleceu o chamado CAMINHO DO MEIO.
  • 9. 2. O BUDA Caminhou ao largo do rio Nairanjara e, num lugar próximo da cidade de Gaya, sentou-se debaixo de uma Ficus sagrada (a sagrada árvore bodhi ou da Iluminação). Fez o voto de não saír dali até ter alcançado a iluminação. Ali permaneceu várias semanas; recebeu comida de Sujâtâ, filha de um fazendeiro dos arredores.
  • 10. 2. O BUDA Foi visitado por Mâra, com flechas e as suas filhas tentando enganá-lo com os desejos, os prazeres da vida... Foi tentado pelos medos e pela tentação do ego. Rejeita-os a todos e tocando a terra como sua única testemunha, vence Mâra. Encheu-se de uma grande paz, o significado de todas as coisas ficou claro e atingiu o conhecimento perfeito. Converteu-se num Buddha. Corria o ano de 531 a.c., tinha 34 anos e aconteceu em Bodh-Gayâ.
  • 12. 2. O BUDA Permaneceu debaixo da árvore bodhi durante mais 49 dias, temendo que o conteúdo da sua Iluminação não pudesse ser expresso com palavras, mas o deus Brahmâ ordenou-lhe que pregasse aos que desejassem salvar-se. Dirigiu-se a Isipatana, ao Parque das Gazelas de Sarnath, a 12 kms de Benarés, encontrou-se com os 5 ascetas que o tinham acompanhado e pregou para eles pela primeira vez: Colocando em movimento a Roda da Lei ou Dharma (As quatro nobres verdades e o Nobre Caminho Óctuplo).
  • 13. Os 5 eremitas converteram-se. Buda fez uma visita a Kapilavastu, tendo convertido o seu pai, a sua esposa e o seu filho e ainda a muitos membros da corte. Durante 45 anos, Buddha pregou por todo o reino de Mâgadha (que hoje é Bihar - Índia). Instituiu uma ordem de monges e outra de monjas, que formaram a SANGHA (comunidade budista), que junto com o BUDDHA e o DHARMA são as “Três Jóias” do budismo. Marian Calvo 2007
  • 14. No ano 483 a. C., com a idade de 80 anos, Buda morreu em Kushinagara (a actual Kasia em Uttar Pradesh). Esta foi a sua expiação final (Parinirvana).
  • 16. DOUTRINA DE BUDA SERMÃO DE BENARÉS
  • 17. SERMÃO DE BENARÉS AS QUATRO NOBRES VERDADES (Cattari Ariyasaccani) Nobre verdade do sofrimento (Dukkha Ariyasacca) Nobre verdade da origem do sofrimento (Samudaya ariyasacca) Nobre verdade da cessação do sofrimento (Nirodha ariyasacca) Nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento (Magga ariyasacca)
  • 18. Compreensão correcta (das quatro nobres verdades) Pensamento correcto Discurso correcto Acção correcta Modo de vida correcto Esforço correcto Atenção Plena correcta Concentração correcta SERMÃO DE BENARÉS O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) SABEDORIA (prajña) MORALIDADE (sila) MEDITAÇÃO (samadhi)
  • 19. AS QUATRO NOBRES VERDADES (Cattari Ariyasaccani)
  • 20. AS QUATRO NOBRES VERDADES (Cattari Ariyasaccani) 1. NOBRE VERDADE DO SOFRIMENTO “ Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre dukkha . Nascimento é dukkha , envelhecimento é dukkha, enfermidade é dukkha, morte é dukkha; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são dukkha; a união com aquilo que é desprazeroso é dukkha; a separação daquilo que é prazeroso é dukkha; não obter o que se deseja é dukkha; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são dukkha. ”
  • 21. AS QUATRO NOBRES VERDADES (Cattari Ariyasaccani) 2. NOBRE VERDADE DA ORIGEM DO SOFRIMENTO “ Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre a causa de dukkha. É esta “sede” (desejo, tanha) que produz a re-existência e o re-devir, que está ligada a uma avidez apaixonada e que encontra uma nova fruição ora aqui, ora ali; isto é, a sede dos prazeres dos sentidos, a sede da existência e do devir e a sede da não-existência (auto-aniquilação).”
  • 22. AS QUATRO NOBRES VERDADES (Cattari Ariyasaccani) 3. NOBRE VERDADE DA CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO “ Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre a cessação de dukkha . É a completa cessação dessa mesmíssima “sede”; é desistir, renunciar, emancipar-se e desapegar-se dela”
  • 23. AS QUATRO NOBRES VERDADES (Cattari Ariyasaccani) 4. NOBRE VERDADE DO CAMINHO QUE CONDUZ À CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO “ Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre o caminho que conduz à cessação de dukkha. É o Nobre Caminho Óctuplo, a saber: entendimento correcto, pensamento correcto, discurso correcto, acção correcta, modo de vida correcto, esforço correcto, atenção plena correcta e concentração correcta”
  • 24. O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) É o caminho do meio, descoberto pelo Tathagata (‘o que encontrou a verdade’, título de Buda) Conduz à Iluminação e à libertação
  • 25. O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) I. COMPREENSÃO CORRECTA (samma ditthi) Compreensão correcta mundana: compreensão correcta da lei do Kamma (a eficácia moral da acção) Compreensão correcta superior: a compreensão das quatro nobres verdades (compreensão do sofrimento, da origem do sofrimento, da cessação do sofrimento e do caminho que conduz à cessação do sofrimento) “ Tal como a madrugada é precursora e primeira indicação do nascer do Sol, da mesma forma, o entendimento correcto é o precursor e a primeira indicação de estados benéficos.” Buda (AN 10.121)
  • 26. O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) II. PENSAMENTO CORRECTO (sammasankappa) Pensamento de renúncia: a prática do desapego, o desprendimento. Pensamento de não má vontade: amor benevolente. Desejar o bem a todos os seres. Pensamento de não crueldade: compaixão. Desejo de não causar dano e de colocar-se no lugar do outro para o compreender.
  • 27. O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) III. DISCURSO CORRECTO (samma vaca) Abster-se da linguagem mentirosa: dizer a verdade. Abster-se da linguagem maliciosa: fomentar a paz e a harmonia entre pessoas e grupos. Falar de outros fazendo juízos de valor já é causar dano. Abster-se da linguagem grosseira. Abster-se da linguagem frívola: conversa insubstancial que não acresenta nada de valor. Cinco elementos para o discurso correcto (AN 5.198) “ É falado no momento apropriado. É falado com verdade. É falado com afeição. É falado para trazer benefício. É falado com uma mente de boa vontade.”
  • 28. O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) IV. ACÇÃO CORRECTA (samma kammanta) Abster-se de matar: não tirar deliberadamente a vida a um ser senciente (a si próprio, a outros seres humanos e animais). Abster-se de roubar: tomar o que não tenha sido oferecido: roubar, assaltar, usurpar, burlar... Abster-se de conduta sexual imprópria.
  • 29. O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) V. MODO DE VIDA CORRECTO (sammaajiva) Ganhar a vida de uma forma justa: por meios legais, obtidos em paz, sem coacção nem violência, com honestidade, sem fraude nem burla, com meios que não impliquem prejuízo de terceiros.
  • 30. O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) VI. ESFORÇO CORRECTO (samma vayama) O esforço para que não surjam estados ruins e prejudiciais que ainda não surgiram. O esforço em abandonar estados ruins e prejudiciais que já surgiram . O esforço para que surjam estados benéficos que ainda não surgiram . O esforço para a continuidade, o não desaparecimento, o fortalecimento, o incremento e a realização através do desenvolvimento de estados benéficos que já surgiram.
  • 31. O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) VII. ATENÇÃO PLENA CORRECTA (sammasati) Presença da mente, tomar consciência. Atenção pura: observar o que sucede dentro de nós e ao nosso redor, no momento presente. Treinar a mente a permanecer no presente, livre de juízos. Os quatro fundamentos da atenção: O corpo: respiração, posturas, conhecimento. As sensações: agradáveis, desagradáveis e neutras. A mente: os estados da mente. Os fenómenos: os cinco obstáculos, os cinco agregados, as seis bases sensíveis, os sete factores da Iluminação e as quatro nobres verdades.
  • 32. O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO (Ariya Atthangika Magga) VIII. CONCENTRAÇÃO CORRECTA (sammasamadhi) N a primeira etapa abandonam-se os desejos e pensamentos apaixonados e impuros . N a segunda, já desaparecidas as actividades mentais, desenvolve-se a tranquilidade e a “ fixação unificadora da mente ”. N a terceira surge a equanimidade consciente . N a quarta desaparecem todas as sensações, tanto de felicidade como de infelicidade, de alegria e de pesar, permanecendo num estado de equanimidade e lucidez mental. É a disciplina que nos conduz às quatro etapas de jhana, ou absorção :

Notas do Editor

  1. VIDA DE BUDA