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Colônia Liberdade IV – Casa ___ - Área 50 – Núcleo 23 – Zona Norte
IBADAM – Instituto Bíblico das Assembleias de Deus no Amazonas
XII Módulo: Introdução ao Fenômeno Religioso Brasileiro
Professora: Narciso da Silva Rebouças
Irisney Nascimento
Micheli Souza
Elby Karla Barbosa
Thiago Soares
Antonio Saldanha
Maria Ló
Irisney Nascimento
Diácono e Superintendente da Escola Bíblica Dominical
Contatos: (92) 99132 6655 WhathsApp
Email: irisney.hinode@gmail.com
4. As Quatro Verdades Nobres
3. Os Ensinamentos de Buda
• A Lei do Carma
• Visão da Humanidade
1. O Budismo
1.1 História do Budismo e a Vida do príncipe
Sidhartha Gautama
1.2 A Iluminação
1.3 Buda e Seus Discípulos
5. O Caminho das Oito Vias
6. Nirvana
2. Os Símbolos do Budismo
• Símbolos Auspiciosos
• Símbolos de Buda
7. A Ética e os Cinco Mandamentos
8. A Vida Religiosa
• Monges, Monjas e Leigos
• O Culto
• Feriados Religiosos
• Os deuses
9. A Difusão do Budismo
10. Diversidade Religiosa
10.1 Budismo Tibetano
10.2 Zen-budismo
11. O Budismo na Atualidade
O Budismo nasceu ao Norte da Índia por volta do Século VI a.C.. É a quarta religião
mundial. Podemos dizer que o budismo na verdade não é propriamente uma religião e
sim uma filosofia de vida, visto que o homem está no centro de sua mensagem e Deus
fica numa enigmática penumbra1
. Um dos princípios fundamentais do budismo é o
desenvolvimento de uma atitude de compaixão ou benevolência, de amor e de
comunidade com todos os seres vivos, sem ferir, ofender ou depreciar nenhum deles.
O Objetivo do Budismo – não é a fusão em Brama ( o Absoluto ), nem a união com
Deus, mas chegar ao Nirvana que significa apagar os fogos da saudade e do apego
(este pode ser atingido nesta vida). Ensina a via para fugir ao sofrimento e à dor.
“Há uma esfera que não é certa, nem água, nem fogo, nem ar: a esfera do nada. É só
aí o fim do sofrimento”. (Buda)
O fundador do budismo foi o príncipe Siddhartha Gautama (560 – 480 a.C.). Ele era filho
do rei Suddhodana e da rainha Maya, nasceu no jardim Lumbini, dias após seu
nascimento sua mãe faleceu e ele foi criado por sua tia Maha Pajapati.
1. O Budismo
1. Penumbra: ponto de transição da luz para a sombra.
1.1 A Vida do Príncipe Siddhartha
2. Sudário: espécie de lençol com que se envolve o cadáver; mortalha.
3. Sadhu: um praticante de ioga ou um monge andarilho.
Seu pai, o rajá ouvira uma profecia de que seu filho se tornaria um poderoso governante
ou seguiria o caminho oposto e abandonaria o mundo por completo, caso testemunhasse
as carências e sofrimentos do mundo. Por esta razão o rei proibia a saída de seu filho do
palácio e o cercava de bens e prazeres, aos 16 anos seu pai arranjou-lhe um casamento
com uma prima da mesma idade chamada Yashodhara, com quem Siddhartha teve um
filho, chamado Rahula. Porém apesar de ter tudo que queria, o príncipe sentia que riqueza
e poder não era tudo e aos 29 anos de idade, apesar da proibição de seu pai, foge além
dos portões do palácio, onde o jovem viu três cenas que iriam mudar sua vida: um idoso
que encurvado; um homem muito doente e um cadáver envolto em um sudário2 branco.
Essas três cenas o puseram a pensar na velhice, na doença e na morte, conhecidas como
“as três marcas da impermanência”; que o deixaram abalado e comovido por uma
grande compaixão pela humanidade. Ao voltar ao palácio, vê um Sadhu3, cujo rosto
irradiava paz profunda e dignidade. Imerso em seus pensamentos, naquela mesma noite o
jovem Gautama resolve renunciar sua vida de príncipe e sem ao menos despedir-se foge
do palácio abandonando sua esposa e seu filho e parte para uma vida de andarilho.
1.2 A Iluminação
Após abandonar o palácio, Gautama seguiu de início a prática dos
exercícios ascéticos, obrigando-se cada vez comer menos, até que segundo
a lenda, conseguia sobreviver com um único grão de arroz por dia, pois
dessa maneira esperava dominar o sofrimento, mas apesar de seu esforço,
não teve êxito, e continuou sua busca. Durante 7 anos esteve estudando
com os filósofos da região e continuava insatisfeito até que se convenceu
da inutilidade destas práticas. Assim Siddharta Gautama, em uma de suas
viagens, chegou a Bodh Gaya, onde encontrou uma enorme figueira as
margens de um afluente do rio Ganges. Ele permaneceu sentado à sombra
da figueira, em profunda meditação, transcendendo todos os estágios da
mente até atingir a “Iluminação” (bodhi). Tendo a atingido, Siddhartha,
agora transformara-se num buda, ou seja, um “iluminado”; ele percebeu
que todo sofrimento é causado pelo desejo, e só assim, suprimindo o
desejo é que podemos escapar da reencarnação.
1.3 Buda e Seus Discípulos
Buda seguiu para o centro religioso de Benares, onde deu a sua primeira palestra, conhecida como
o famoso “Sermão de Benares”, que contém os elementos mais importantes de seus
ensinamentos.
“Talvez alguns de vós estejam pensando: as palavras do mestre pertencem ao passado, não temos
mais mestre! Mas não é assim que deveis ver as coisas. O dharma que vos dei deve ser o vosso
mestre depois que eu partir”. (Buda)
Os símbolos budistas representam a iluminação da mente e a infinidade de suas manifestações.
2. Os Símbolos do Budismo
• Símbolos Auspiciosos
Os oito símbolos auspiciosos representam cada qual um ensinamento budista.
1. Roda do Dharma:
A roda com oito raios simboliza os oito
ensinamento de Buda: entendimento
correto, pensamento correto, linguagem
correta, ação correta, modo de vida
correto, esforço correto, atenção plena
correta e concentração correta.
2. Nó Infinito:
Simboliza a interligação, a causa e o
efeito. É também símbolo do
conhecimento infinito de Buda, ao qual se
soma a sua compaixão. Ambos estão
intimamente ligados.
3. Flor de Lótus:
Simboliza a pureza e o esclarecimento.
Seu caule representa o cordão umbilical
que une as pessoas às suas raízes,
enquanto a flor representa a possibilidade
humana de alcançar a iluminação.
4. Bandeira da Vitória:
Simboliza a vitória da mente sobre os
pensamentos negativos. A bandeira
representa o triunfo de Buda sobre o
demônio Mara, que é a personificação das
tentações no caminho para a iluminação.
* Auspiciosos: Que dá esperança de bons efeitos; em que há boas consequências ou bons resultados;
próspero; de bom presságio; que tende a ser promissor
• Símbolos Auspiciosos
5. Concha:
Simboliza o poder que as autoridades no
Budismo têm para ensinar. Para os
seguidores do budismo o som da concha
é, também, o som da verdade.
6. Guarda-Sol:
Simboliza o poder espiritual. Por esse
motivo, ele é usado para proteger
dignamente os deuses em rituais budistas.
8. Vaso:
O vaso é símbolo da abundância. Nesse
sentido, mais uma vez, representa o
conhecimento espiritual de Buda que é
infinito, abundante.
7. Peixes Dourados:
Simboliza a capacidade de ser livre. Além
disso, representa os rios Ganges e
Yamuna, os quais são sagrados na Índia.
• Símbolos de Buda
Além dos símbolos auspiciosos, existem ainda outros. Esses símbolos identificam o Budismo na
medida que fazem parte do percurso percorrido por Buda.
1. Árvore Bodhi:
A árvore bodhi é uma árvore sagrada, pois foi debaixo dela (uma figueira) que Buda alcançou finalmente
a iluminação após uma jornada de 6 anos. Por esse motivo, figueiras são plantadas em centros
budistas.
2. Roda da Vida:
Esse símbolo compreende o ciclo do nascimento, morte e renascimento. Através dessa roda, os
budistas buscam se libertar de um ciclo vicioso de desejos que os impedem de atingir o nirvana, a
iluminação. No centro da roda, um porco (a ganância), uma cobra (o ódio) e um galo (a
ignorância) representam todos esses impedimentos. No anel interior uma parte tem um fundo
branco e outra tem um fundo negro. O fundo branco representa as pessoas que conseguem evoluir,
ao passo que o fundo negro representa as pessoas que não conseguem. O anel médio (as seis
partes grandes da roda) representam os seis reinos da existência dos deuses, semideuses,
humanos, animais, fantasmas famintos e demônios. No aro exterior, por sua vez, estão
representados os 12 elos de dependência humana.
O “livro sagrado do budismo é o Tripitaka”. Ele é dividido em três partes: os
princípios budistas, os sermões de Buda e sua filosofia.
3. Os Ensinamentos de Buda
• A Lei do Carma
Para Buda, o ser humano é escravizado por uma série de renascimentos. O tipo de
vida que o homem vai renascer depende de suas ações em vidas anteriores. O
homem colhe aquilo que plantou.
• Visão da Humanidade
Buda nega que o homem tenha alma e ao rejeitar a existência de um espírito universal, ele vê a vida
humana como uma série ininterrupta de processos mentais e físicos que alteram o homem de
momento a momento. Para ele não existe um “eu”, um ego. Tudo é transitório.
As quatro verdades nobres sobre o sofrimento, demonstram que tudo é sofrimento; que a causa do sofrimento é
o desejo; que o sofrimento cessa quando o desejo cessa; e que isso se consegue seguindo o caminho das oito
vias, por esta razão os textos budistas o chamam de “o grande médico”.
4. As Quatro Verdades Nobres
• Primeira Verdade Nobre
Essa primeira verdade determina que tudo no mundo é
sofrimento e em termos budistas o sofrimento implica algo
mais do que mero desconforto físico e psicológico.
Ex.: nascimento, doença, morte, tristeza, saudade, dor, etc.
• Segunda Verdade Nobre
Buda afirma que o sofrimento é causado pelo desejo do ser
humano. O desejo implica sobretudo desejar com os
sentidos, a sede de prazeres físicos. Como essa ânsia
nunca pode ser plenamente saciada, ela sempre irá
acarretar um sentimento de desprazer;
• Terceira Verdade Nobre
Essa terceira verdade afirma que o sofrimento pode ser
levado ao fim. Isso acontece quando o desejo cessa, então
começa o nirvana. Aqui se descreve um círculo vicioso, e
para que esse círculo vicioso seja rompido, o homem deve
atacar a raíz do problema: sua própria ignorância.
• Quarta Verdade Nobre
Essa verdade, afirma que o homem pode ser libertado do
sofrimento e do renascimento, seguindo o caminho das oito
vias.
É o método em oito etapas criado por Buda para conduzir o praticante até a sua iluminação espiritual. É
simbolizado pela roda de oito raios, o “dharmachakra”. O caminho para dar fim ao sofrimento é o “Caminho do
Meio” e Buda o descreveu em oito passos:
5. O Caminho das Oito Vias
1.
2.
3.
4.
5.
6
7.
8.
.
6. Nirvana
Buda não via esperança para o homem enquanto este
estivesse preso em um ciclo vicioso de morte e
renascimento, contudo procurava libertar-se, acreditando
que existe algo eterno, algo além do sofrimento, que só
pode ser alcançado através da iluminação, o budista chama
isso de nirvana. Essa palavra significa na verdade,
“apagar”, uma referência ao fato de que o desejo “se
estingue” quando se atinge o nirvana. As boas obras por si
só não bastam para o nirvana. Porém um estilo de vida
irrepreensível pode levar um budista a bons renascimentos,
que mais tarde poderão possibilitar o encontro da
iluminação. O nirvana final que a pessoa alcança quando
morre é irreversível, no budismo ele é designado por um
termo especial, “parinir-vana”, isto é, “extinção absoluta” ou
“extinção última”.
Buda ao alcançar a iluminação através de sua meditação foi orientado pelo deus Brahma
que levasse seus ensinamentos para outras pessoas. Então decidiu tornar-se um guia
da humanidade. Essa atitude serve de exemplo para outros budistas, pois a vida de
Buda é um ideal que os exorta a comportar-se de forma ética, onde a compaixão e o
amor são as verdades centrais de seus ensinamentos. O budismo não reconhece nem
um ser superior capaz de dar ordens à humanidade sobre como viver. Estas regras,
chamadas de mandamentos, no budismo são formuladas da seguinte maneira: “tentarei
ensinar a mim mesmo a não fazer mal a nenhuma criatura viva”.
7. A Ética e os Cinco Mandamentos
1. Não fazer mal a nenhuma criatura viva;
2. Não tomar aquilo que não lhe foi dado;
3. Não se comportar de maneira irresponsável nos
prazeres sensuais;
4. Não falar falsidades;
5. Não se entorpecer com álcool ou drogas.
Buda criou uma nova ordem, a sociedade monástica,
independente do sistema de castas. Para seguir à risca os
ensinamentos do Buda, era necessário deixar para trás os
cuidados e as preocupações relativas à família e à vida
social.
8. A Vida Religiosa
• Monges, Monjas e Leigos
Monges
Monjas
Leigos
Antigamente o culto religioso do budismo, consistia inteiramente em
venerar as relíquias do Buda ou de outros homens santos. A partir do
século I a.C.; tornou-se comum produzir imagens e estátuas do
Buda, as quais podem ser vistas em vários lugares hoje. Outra
característica, é que seja onde for, o budista devoto fará a sua
confissão. A fórmula tripla do refúgio é chamada de: “As Três Jóias”.
Procuro refúgio no Buda;
Procuro refúgio nos ensinamentos;
Procuro refúgio na comunidade monástica.
Apesar de os budistas queimar incenso e colocar flores e outras
oferendas diante das estátuas do Buda, isso não passa de uma
adoração formal. Ele foi apenas o guia da humanidade. As imagens
estão ali apenas para lembrar os ensinamentos do Buda e auxiliar o
budista em sua meditação e em sua vida religiosa, elas não devem
ser adoradas.
• O Culto
A festa religiosa mais importante para os budistas é o aniversário do nascimento do Buda,
comemorado em abril ou maio, na lua cheia. Também se acredita que foi esse o dia da iluminação
do Buda e de sua entrada no nirvana.
• Os Feriados Religiosos
• Os deuses
Buda não negou a existência dos deuses. Todavia, ele acreditava que a existência dos deuses era
transitória, assim como a existência humana. É comum encontrarmos estátuas de deuses como
Vishnu, Indra e Ganesha, em templos budistas, porém sempre dispostas de maneira subserviente a
Buda.
9. A Difusão do Budismo
Após a morte do Buda, ocorreu uma divergência entre seus discípulos acerca da maneira como seus
ensinamentos deveriam ser interpretados. Um século mais tarde (por volta de 380 a.C.) foi realizado
um concilio. terminou numa divisão entre uma facção conservadora e outra mais liberal. Na época
moderna é costume distinguir entre duas tendências principais: Theravada ("a escola dos antigos"),
predominante no Sul da Ásia (Birmânia, Tailândia, Sri Lanka, Laos e Camboja), e Mahayana ("o
grande veículo"), predominante no Norte da Ásia (China, Japão, Mongólia, Tibet, Coréia e Vietnã).
• Theravada – O Caminho da Auto-Redenção
O Buda é visto como um mestre e guia dos seres humanos, ele não é adorado como um deus e nem pode salvar
as pessoas, apenas indicou o caminho para a salvação, que pode ser seguido pelo indivíduo. Um monge que
pertença a esse grupo é chamado arhat.
• Mahayana – O Caminho da Mútua
Mahayana significa "o grande veículo", ou "a grande nave", e seu nome reflete a crença, predominante no budismo do
Norte da Ásia, de que é possível levar todas as pessoas à redenção. O Mahayana acredita no Buda como o salvador, isso
é importante porque implica que os monges não são os únicos que podem ser salvos. Os leigos podem igualmente se
devotar ao Buda e, por sua graça, alcançar a redenção.
• Os Bodhisattvas
Em consequência, o ideal religioso do budismo Mahayana é o bodhisattva, o qual, depois de alcançar a iluminação
(bodhi), abdica do nirvana a fim de ajudar outras pessoas a alcançar a salvação. Aqui muitas vezes se ressalta que o
próprio Buda abdicou do nirvana imediato por causa da compaixão por seus semelhantes. As características típicas de um
bodhisattva são a compreensão e a compaixão.
• A Doutrina do Carma e a Ilusão do Eu
A ideia de que uma pessoa pode ser salva de seu carma pelos méritos alheios é impensável no budismo do Sul. Porém, o
Mahayana tem um conceito próprio de carma: uma vez que há uma relação de dependência recíproca entre todos os seres
vivos, não é o carma do indivíduo que é importante. Um bodhisattva pode transferir algo de seu bom carma para os que
procuram a ajuda dele na luta para atingir o nirvana. No interior da roda da vida jazem as seis esferas de existência onde
os seres podem ser obrigados a renascer:
• O Reino dos deuses;
• O dos Asuras ou deuses rebeldes e ciumentos;
• A dos famintos (pretas);
• O dos infernos;
• O dos animais;
• O dos seres humanos, caracterizado pelo ciclo da vida.
10. Diversidade Religiosa
O objetivo de todos os budistas é se redimir do ciclo dos renascimentos. A questão consiste em saber que métodos ou
recursos devem ser procurados para se atingir esse objetivo. Entre os muitos movimentos dentro do Mahayana, dois
atraíram mais interesse nas últimas décadas. São a tendência tibetana Vajra-yana (o veículo de diamante) e o zen-budismo
japonês. Esses movimentos se destacam do budismo Mahayana de várias maneiras.
O budismo tibetano, também chamado de budismo vajrayana ou lamaísmo, emprega práticas de meditação na forma de
elaborados rituais, com leitura de Saddhanas (textos litúrgicos), visualizações e instrumentos musicais. Possui uma forte
tradição nas artes, com elaboradas pinturas e esculturas, e também em ordens monásticas. Ele caracteriza pela crença em
deuses e espíritos, que eram cultuados com sacrifícios sangrentos, encenações de mistérios e danças rituais. Outras
características externas do budismo tibetano, são: as rodas de oração e as bandeiras de oração. Apesar de não se organizar
como uma instituição, tem sua representação maior na figura do Dalai Lama, que é o líder religioso e político do país.
Acredita-se que ele seja a reencarnação de um famoso bodhisattva.
• Budismo Tibetano
• Zen-budismo
Surgiu na China uma escola especial de meditação que, mais do que qualquer outro movimento, ressalta a iluminação como
o verdadeiro núcleo do budismo. O Zen ensina que a iluminação deve vir de dentro, deve ter sua origem no coração do
indivíduo. O importante no zen é romper com a lógica do discípulo e com seus processos conceituais de pensamento.
Desde a era chinesa do zen, a mais antiga, isso sempre foi feito pelos mestres ao apresentar a seus discípulos perguntas e
respostas totalmente surpreendentes
11. O Budismo na Atualidade
Atualmente, e em especial após a última guerra mundial, o budismo passou por um reavivamento. Sobretudo entre os
budistas com mais treino filosófico e os aspectos importantes desse reavivamento são: o trabalho pela unidade do budismo,
maior empenho missionário e maior atividade social.
Em busca da unanimidade da doutrina das várias seitas budistas, houve diversos concílios mundiais budistas, afim de tentar
iniciar uma cooperação budista internacional e estabelecer as regras de forma universal. Assim, os concílios passam a
desempenhar um papel semelhante ao do Conselho Mundial de Igrejas dentro da religião cristã.
• Maior Unidade
• Empenho Missionário
Outro aspecto desse reavivamento budista é a atividade missionária, que começou também no Ocidente. Hoje há milhares
de budistas nas Américas e na Europa Ocidental, e várias capitais têm centros missionários. Por outro lado, o budismo
perdeu terreno em países da Ásia depois da Segunda Guerra Mundial, sobretudo em razão da ascensão do comunismo.
• Atividade Social
Apesar do budismo ensinar a trabalhar por sua própria salvação valendo-se da meditação. Ele realça a abnegação de si e a
caridade, o que o leva a uma participação ativa nas questões sociais e políticas contemporâneas
Conclusão
Após estudarmos esse assunto concluímos que apesar de tantas divergências e contradições às
nossas crenças e costumes, pudemos aprender que para o budista, seu maior sonho é chegar a
iluminação, através de uma profunda meditação até ao ponto de suprimir o desejo, pois para ele
tudo é sofrimento, e todo sofrimento é causado pelo desejo e a única forma de libertar-se é através
do domínio sobre sua mente e seu corpo o que só ocorre ao ponto da meditação profunda, onde ele
perde a noção de tempo e de espaço, ao que ele chama de nirvana, que significa libertar-se de seu
carma, ou seja, libertar-se de seu ciclo vicioso de vida, de: nascimento, morte, renascimento.
Também pudemos aprender que nós como cristãos precisamos aprender a ser mais tolerantes e ter
uma visão mais ampla e aberta a respeito de outras religiões mundiais, conhecer um pouco de cada
uma delas, respeitando de forma ética e moral o direito religioso, a liberdade de culto e a liberdade
de expressão de cada indivíduo, muito embora tenhamos opiniões e convicções contraditórias a
algumas práticas. Portanto devemos nos espelhar no modo como Jesus olhava para cada indivíduo
sem julgar ou condenar a nenhum, mesmo no momento de sua morte, embora tivesse sido
açoitado, cuspido, escarnecido, humilhado. Ele olhou para aqueles que o crucificaram com amor e
misericórdia, os perdoou e olhou ao pai e orou pedindo que o pai os perdoasse, esse é o amor que
o Senhor nos ensinou.
Bibliografia
 O Livro das Religiões
Jostein Gaarder, Victor Hellern,
Henry Notaker ; tradução Isa Mara Lando ;
revisão técnica e apêndice Antônio Flavio Pierucci.
São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
 https://www.dicionariodesimbolos.com.br/simbolos-budistas/
 http://www.brazilsite.com.br/religiao/budismo/bud02.htm
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo
Deus abençoe poderosamente sua vida, sua família e seu ministério, espero ter
colaborado de forma satisfatória no sua formação acadêmica em transmitir um
pouco do que pude aprender a respeito das religiões mundiais. Eu e minha
esposa e filhos servimos ao Senhor Jesus como diáconos na Igreja Assembleia
de Deus no Amazonas – IEADAM, somos lavados, remidos e centrifugados no
sangue de Jesus Cristo, o Mentor da vida, Autor da Vida, Criador da vida, Senhor
da vida e Sustentador da vida a Ele toda honra, a Ele toda a Glória e a Ele todo o
louvor para todo o sempre. Amém!
Agradecimentos Finais
Irisney Nascimento
Diácono e Superintendente da Escola Bíblica Dominical
Contatos: (92) 99132 6655 WhathsApp
Email: irisney.hinode@gmail.com

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O Budismo seminário de religiões mundiais

  • 1. Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas Colônia Liberdade IV – Casa ___ - Área 50 – Núcleo 23 – Zona Norte IBADAM – Instituto Bíblico das Assembleias de Deus no Amazonas XII Módulo: Introdução ao Fenômeno Religioso Brasileiro Professora: Narciso da Silva Rebouças Irisney Nascimento Micheli Souza Elby Karla Barbosa Thiago Soares Antonio Saldanha Maria Ló Irisney Nascimento Diácono e Superintendente da Escola Bíblica Dominical Contatos: (92) 99132 6655 WhathsApp Email: irisney.hinode@gmail.com
  • 2. 4. As Quatro Verdades Nobres 3. Os Ensinamentos de Buda • A Lei do Carma • Visão da Humanidade 1. O Budismo 1.1 História do Budismo e a Vida do príncipe Sidhartha Gautama 1.2 A Iluminação 1.3 Buda e Seus Discípulos 5. O Caminho das Oito Vias 6. Nirvana 2. Os Símbolos do Budismo • Símbolos Auspiciosos • Símbolos de Buda 7. A Ética e os Cinco Mandamentos 8. A Vida Religiosa • Monges, Monjas e Leigos • O Culto • Feriados Religiosos • Os deuses 9. A Difusão do Budismo 10. Diversidade Religiosa 10.1 Budismo Tibetano 10.2 Zen-budismo 11. O Budismo na Atualidade
  • 3. O Budismo nasceu ao Norte da Índia por volta do Século VI a.C.. É a quarta religião mundial. Podemos dizer que o budismo na verdade não é propriamente uma religião e sim uma filosofia de vida, visto que o homem está no centro de sua mensagem e Deus fica numa enigmática penumbra1 . Um dos princípios fundamentais do budismo é o desenvolvimento de uma atitude de compaixão ou benevolência, de amor e de comunidade com todos os seres vivos, sem ferir, ofender ou depreciar nenhum deles. O Objetivo do Budismo – não é a fusão em Brama ( o Absoluto ), nem a união com Deus, mas chegar ao Nirvana que significa apagar os fogos da saudade e do apego (este pode ser atingido nesta vida). Ensina a via para fugir ao sofrimento e à dor. “Há uma esfera que não é certa, nem água, nem fogo, nem ar: a esfera do nada. É só aí o fim do sofrimento”. (Buda) O fundador do budismo foi o príncipe Siddhartha Gautama (560 – 480 a.C.). Ele era filho do rei Suddhodana e da rainha Maya, nasceu no jardim Lumbini, dias após seu nascimento sua mãe faleceu e ele foi criado por sua tia Maha Pajapati. 1. O Budismo 1. Penumbra: ponto de transição da luz para a sombra.
  • 4. 1.1 A Vida do Príncipe Siddhartha 2. Sudário: espécie de lençol com que se envolve o cadáver; mortalha. 3. Sadhu: um praticante de ioga ou um monge andarilho. Seu pai, o rajá ouvira uma profecia de que seu filho se tornaria um poderoso governante ou seguiria o caminho oposto e abandonaria o mundo por completo, caso testemunhasse as carências e sofrimentos do mundo. Por esta razão o rei proibia a saída de seu filho do palácio e o cercava de bens e prazeres, aos 16 anos seu pai arranjou-lhe um casamento com uma prima da mesma idade chamada Yashodhara, com quem Siddhartha teve um filho, chamado Rahula. Porém apesar de ter tudo que queria, o príncipe sentia que riqueza e poder não era tudo e aos 29 anos de idade, apesar da proibição de seu pai, foge além dos portões do palácio, onde o jovem viu três cenas que iriam mudar sua vida: um idoso que encurvado; um homem muito doente e um cadáver envolto em um sudário2 branco. Essas três cenas o puseram a pensar na velhice, na doença e na morte, conhecidas como “as três marcas da impermanência”; que o deixaram abalado e comovido por uma grande compaixão pela humanidade. Ao voltar ao palácio, vê um Sadhu3, cujo rosto irradiava paz profunda e dignidade. Imerso em seus pensamentos, naquela mesma noite o jovem Gautama resolve renunciar sua vida de príncipe e sem ao menos despedir-se foge do palácio abandonando sua esposa e seu filho e parte para uma vida de andarilho.
  • 5. 1.2 A Iluminação Após abandonar o palácio, Gautama seguiu de início a prática dos exercícios ascéticos, obrigando-se cada vez comer menos, até que segundo a lenda, conseguia sobreviver com um único grão de arroz por dia, pois dessa maneira esperava dominar o sofrimento, mas apesar de seu esforço, não teve êxito, e continuou sua busca. Durante 7 anos esteve estudando com os filósofos da região e continuava insatisfeito até que se convenceu da inutilidade destas práticas. Assim Siddharta Gautama, em uma de suas viagens, chegou a Bodh Gaya, onde encontrou uma enorme figueira as margens de um afluente do rio Ganges. Ele permaneceu sentado à sombra da figueira, em profunda meditação, transcendendo todos os estágios da mente até atingir a “Iluminação” (bodhi). Tendo a atingido, Siddhartha, agora transformara-se num buda, ou seja, um “iluminado”; ele percebeu que todo sofrimento é causado pelo desejo, e só assim, suprimindo o desejo é que podemos escapar da reencarnação.
  • 6. 1.3 Buda e Seus Discípulos Buda seguiu para o centro religioso de Benares, onde deu a sua primeira palestra, conhecida como o famoso “Sermão de Benares”, que contém os elementos mais importantes de seus ensinamentos. “Talvez alguns de vós estejam pensando: as palavras do mestre pertencem ao passado, não temos mais mestre! Mas não é assim que deveis ver as coisas. O dharma que vos dei deve ser o vosso mestre depois que eu partir”. (Buda)
  • 7. Os símbolos budistas representam a iluminação da mente e a infinidade de suas manifestações. 2. Os Símbolos do Budismo • Símbolos Auspiciosos Os oito símbolos auspiciosos representam cada qual um ensinamento budista. 1. Roda do Dharma: A roda com oito raios simboliza os oito ensinamento de Buda: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta e concentração correta. 2. Nó Infinito: Simboliza a interligação, a causa e o efeito. É também símbolo do conhecimento infinito de Buda, ao qual se soma a sua compaixão. Ambos estão intimamente ligados. 3. Flor de Lótus: Simboliza a pureza e o esclarecimento. Seu caule representa o cordão umbilical que une as pessoas às suas raízes, enquanto a flor representa a possibilidade humana de alcançar a iluminação. 4. Bandeira da Vitória: Simboliza a vitória da mente sobre os pensamentos negativos. A bandeira representa o triunfo de Buda sobre o demônio Mara, que é a personificação das tentações no caminho para a iluminação. * Auspiciosos: Que dá esperança de bons efeitos; em que há boas consequências ou bons resultados; próspero; de bom presságio; que tende a ser promissor
  • 8. • Símbolos Auspiciosos 5. Concha: Simboliza o poder que as autoridades no Budismo têm para ensinar. Para os seguidores do budismo o som da concha é, também, o som da verdade. 6. Guarda-Sol: Simboliza o poder espiritual. Por esse motivo, ele é usado para proteger dignamente os deuses em rituais budistas. 8. Vaso: O vaso é símbolo da abundância. Nesse sentido, mais uma vez, representa o conhecimento espiritual de Buda que é infinito, abundante. 7. Peixes Dourados: Simboliza a capacidade de ser livre. Além disso, representa os rios Ganges e Yamuna, os quais são sagrados na Índia.
  • 9. • Símbolos de Buda Além dos símbolos auspiciosos, existem ainda outros. Esses símbolos identificam o Budismo na medida que fazem parte do percurso percorrido por Buda. 1. Árvore Bodhi: A árvore bodhi é uma árvore sagrada, pois foi debaixo dela (uma figueira) que Buda alcançou finalmente a iluminação após uma jornada de 6 anos. Por esse motivo, figueiras são plantadas em centros budistas. 2. Roda da Vida: Esse símbolo compreende o ciclo do nascimento, morte e renascimento. Através dessa roda, os budistas buscam se libertar de um ciclo vicioso de desejos que os impedem de atingir o nirvana, a iluminação. No centro da roda, um porco (a ganância), uma cobra (o ódio) e um galo (a ignorância) representam todos esses impedimentos. No anel interior uma parte tem um fundo branco e outra tem um fundo negro. O fundo branco representa as pessoas que conseguem evoluir, ao passo que o fundo negro representa as pessoas que não conseguem. O anel médio (as seis partes grandes da roda) representam os seis reinos da existência dos deuses, semideuses, humanos, animais, fantasmas famintos e demônios. No aro exterior, por sua vez, estão representados os 12 elos de dependência humana.
  • 10. O “livro sagrado do budismo é o Tripitaka”. Ele é dividido em três partes: os princípios budistas, os sermões de Buda e sua filosofia. 3. Os Ensinamentos de Buda • A Lei do Carma Para Buda, o ser humano é escravizado por uma série de renascimentos. O tipo de vida que o homem vai renascer depende de suas ações em vidas anteriores. O homem colhe aquilo que plantou. • Visão da Humanidade Buda nega que o homem tenha alma e ao rejeitar a existência de um espírito universal, ele vê a vida humana como uma série ininterrupta de processos mentais e físicos que alteram o homem de momento a momento. Para ele não existe um “eu”, um ego. Tudo é transitório.
  • 11. As quatro verdades nobres sobre o sofrimento, demonstram que tudo é sofrimento; que a causa do sofrimento é o desejo; que o sofrimento cessa quando o desejo cessa; e que isso se consegue seguindo o caminho das oito vias, por esta razão os textos budistas o chamam de “o grande médico”. 4. As Quatro Verdades Nobres • Primeira Verdade Nobre Essa primeira verdade determina que tudo no mundo é sofrimento e em termos budistas o sofrimento implica algo mais do que mero desconforto físico e psicológico. Ex.: nascimento, doença, morte, tristeza, saudade, dor, etc. • Segunda Verdade Nobre Buda afirma que o sofrimento é causado pelo desejo do ser humano. O desejo implica sobretudo desejar com os sentidos, a sede de prazeres físicos. Como essa ânsia nunca pode ser plenamente saciada, ela sempre irá acarretar um sentimento de desprazer; • Terceira Verdade Nobre Essa terceira verdade afirma que o sofrimento pode ser levado ao fim. Isso acontece quando o desejo cessa, então começa o nirvana. Aqui se descreve um círculo vicioso, e para que esse círculo vicioso seja rompido, o homem deve atacar a raíz do problema: sua própria ignorância. • Quarta Verdade Nobre Essa verdade, afirma que o homem pode ser libertado do sofrimento e do renascimento, seguindo o caminho das oito vias.
  • 12. É o método em oito etapas criado por Buda para conduzir o praticante até a sua iluminação espiritual. É simbolizado pela roda de oito raios, o “dharmachakra”. O caminho para dar fim ao sofrimento é o “Caminho do Meio” e Buda o descreveu em oito passos: 5. O Caminho das Oito Vias 1. 2. 3. 4. 5. 6 7. 8. .
  • 13. 6. Nirvana Buda não via esperança para o homem enquanto este estivesse preso em um ciclo vicioso de morte e renascimento, contudo procurava libertar-se, acreditando que existe algo eterno, algo além do sofrimento, que só pode ser alcançado através da iluminação, o budista chama isso de nirvana. Essa palavra significa na verdade, “apagar”, uma referência ao fato de que o desejo “se estingue” quando se atinge o nirvana. As boas obras por si só não bastam para o nirvana. Porém um estilo de vida irrepreensível pode levar um budista a bons renascimentos, que mais tarde poderão possibilitar o encontro da iluminação. O nirvana final que a pessoa alcança quando morre é irreversível, no budismo ele é designado por um termo especial, “parinir-vana”, isto é, “extinção absoluta” ou “extinção última”.
  • 14. Buda ao alcançar a iluminação através de sua meditação foi orientado pelo deus Brahma que levasse seus ensinamentos para outras pessoas. Então decidiu tornar-se um guia da humanidade. Essa atitude serve de exemplo para outros budistas, pois a vida de Buda é um ideal que os exorta a comportar-se de forma ética, onde a compaixão e o amor são as verdades centrais de seus ensinamentos. O budismo não reconhece nem um ser superior capaz de dar ordens à humanidade sobre como viver. Estas regras, chamadas de mandamentos, no budismo são formuladas da seguinte maneira: “tentarei ensinar a mim mesmo a não fazer mal a nenhuma criatura viva”. 7. A Ética e os Cinco Mandamentos 1. Não fazer mal a nenhuma criatura viva; 2. Não tomar aquilo que não lhe foi dado; 3. Não se comportar de maneira irresponsável nos prazeres sensuais; 4. Não falar falsidades; 5. Não se entorpecer com álcool ou drogas.
  • 15. Buda criou uma nova ordem, a sociedade monástica, independente do sistema de castas. Para seguir à risca os ensinamentos do Buda, era necessário deixar para trás os cuidados e as preocupações relativas à família e à vida social. 8. A Vida Religiosa • Monges, Monjas e Leigos Monges Monjas Leigos
  • 16. Antigamente o culto religioso do budismo, consistia inteiramente em venerar as relíquias do Buda ou de outros homens santos. A partir do século I a.C.; tornou-se comum produzir imagens e estátuas do Buda, as quais podem ser vistas em vários lugares hoje. Outra característica, é que seja onde for, o budista devoto fará a sua confissão. A fórmula tripla do refúgio é chamada de: “As Três Jóias”. Procuro refúgio no Buda; Procuro refúgio nos ensinamentos; Procuro refúgio na comunidade monástica. Apesar de os budistas queimar incenso e colocar flores e outras oferendas diante das estátuas do Buda, isso não passa de uma adoração formal. Ele foi apenas o guia da humanidade. As imagens estão ali apenas para lembrar os ensinamentos do Buda e auxiliar o budista em sua meditação e em sua vida religiosa, elas não devem ser adoradas. • O Culto
  • 17. A festa religiosa mais importante para os budistas é o aniversário do nascimento do Buda, comemorado em abril ou maio, na lua cheia. Também se acredita que foi esse o dia da iluminação do Buda e de sua entrada no nirvana. • Os Feriados Religiosos • Os deuses Buda não negou a existência dos deuses. Todavia, ele acreditava que a existência dos deuses era transitória, assim como a existência humana. É comum encontrarmos estátuas de deuses como Vishnu, Indra e Ganesha, em templos budistas, porém sempre dispostas de maneira subserviente a Buda.
  • 18. 9. A Difusão do Budismo Após a morte do Buda, ocorreu uma divergência entre seus discípulos acerca da maneira como seus ensinamentos deveriam ser interpretados. Um século mais tarde (por volta de 380 a.C.) foi realizado um concilio. terminou numa divisão entre uma facção conservadora e outra mais liberal. Na época moderna é costume distinguir entre duas tendências principais: Theravada ("a escola dos antigos"), predominante no Sul da Ásia (Birmânia, Tailândia, Sri Lanka, Laos e Camboja), e Mahayana ("o grande veículo"), predominante no Norte da Ásia (China, Japão, Mongólia, Tibet, Coréia e Vietnã). • Theravada – O Caminho da Auto-Redenção O Buda é visto como um mestre e guia dos seres humanos, ele não é adorado como um deus e nem pode salvar as pessoas, apenas indicou o caminho para a salvação, que pode ser seguido pelo indivíduo. Um monge que pertença a esse grupo é chamado arhat.
  • 19. • Mahayana – O Caminho da Mútua Mahayana significa "o grande veículo", ou "a grande nave", e seu nome reflete a crença, predominante no budismo do Norte da Ásia, de que é possível levar todas as pessoas à redenção. O Mahayana acredita no Buda como o salvador, isso é importante porque implica que os monges não são os únicos que podem ser salvos. Os leigos podem igualmente se devotar ao Buda e, por sua graça, alcançar a redenção. • Os Bodhisattvas Em consequência, o ideal religioso do budismo Mahayana é o bodhisattva, o qual, depois de alcançar a iluminação (bodhi), abdica do nirvana a fim de ajudar outras pessoas a alcançar a salvação. Aqui muitas vezes se ressalta que o próprio Buda abdicou do nirvana imediato por causa da compaixão por seus semelhantes. As características típicas de um bodhisattva são a compreensão e a compaixão. • A Doutrina do Carma e a Ilusão do Eu A ideia de que uma pessoa pode ser salva de seu carma pelos méritos alheios é impensável no budismo do Sul. Porém, o Mahayana tem um conceito próprio de carma: uma vez que há uma relação de dependência recíproca entre todos os seres vivos, não é o carma do indivíduo que é importante. Um bodhisattva pode transferir algo de seu bom carma para os que procuram a ajuda dele na luta para atingir o nirvana. No interior da roda da vida jazem as seis esferas de existência onde os seres podem ser obrigados a renascer: • O Reino dos deuses; • O dos Asuras ou deuses rebeldes e ciumentos; • A dos famintos (pretas); • O dos infernos; • O dos animais; • O dos seres humanos, caracterizado pelo ciclo da vida.
  • 20. 10. Diversidade Religiosa O objetivo de todos os budistas é se redimir do ciclo dos renascimentos. A questão consiste em saber que métodos ou recursos devem ser procurados para se atingir esse objetivo. Entre os muitos movimentos dentro do Mahayana, dois atraíram mais interesse nas últimas décadas. São a tendência tibetana Vajra-yana (o veículo de diamante) e o zen-budismo japonês. Esses movimentos se destacam do budismo Mahayana de várias maneiras. O budismo tibetano, também chamado de budismo vajrayana ou lamaísmo, emprega práticas de meditação na forma de elaborados rituais, com leitura de Saddhanas (textos litúrgicos), visualizações e instrumentos musicais. Possui uma forte tradição nas artes, com elaboradas pinturas e esculturas, e também em ordens monásticas. Ele caracteriza pela crença em deuses e espíritos, que eram cultuados com sacrifícios sangrentos, encenações de mistérios e danças rituais. Outras características externas do budismo tibetano, são: as rodas de oração e as bandeiras de oração. Apesar de não se organizar como uma instituição, tem sua representação maior na figura do Dalai Lama, que é o líder religioso e político do país. Acredita-se que ele seja a reencarnação de um famoso bodhisattva. • Budismo Tibetano • Zen-budismo Surgiu na China uma escola especial de meditação que, mais do que qualquer outro movimento, ressalta a iluminação como o verdadeiro núcleo do budismo. O Zen ensina que a iluminação deve vir de dentro, deve ter sua origem no coração do indivíduo. O importante no zen é romper com a lógica do discípulo e com seus processos conceituais de pensamento. Desde a era chinesa do zen, a mais antiga, isso sempre foi feito pelos mestres ao apresentar a seus discípulos perguntas e respostas totalmente surpreendentes
  • 21. 11. O Budismo na Atualidade Atualmente, e em especial após a última guerra mundial, o budismo passou por um reavivamento. Sobretudo entre os budistas com mais treino filosófico e os aspectos importantes desse reavivamento são: o trabalho pela unidade do budismo, maior empenho missionário e maior atividade social. Em busca da unanimidade da doutrina das várias seitas budistas, houve diversos concílios mundiais budistas, afim de tentar iniciar uma cooperação budista internacional e estabelecer as regras de forma universal. Assim, os concílios passam a desempenhar um papel semelhante ao do Conselho Mundial de Igrejas dentro da religião cristã. • Maior Unidade • Empenho Missionário Outro aspecto desse reavivamento budista é a atividade missionária, que começou também no Ocidente. Hoje há milhares de budistas nas Américas e na Europa Ocidental, e várias capitais têm centros missionários. Por outro lado, o budismo perdeu terreno em países da Ásia depois da Segunda Guerra Mundial, sobretudo em razão da ascensão do comunismo. • Atividade Social Apesar do budismo ensinar a trabalhar por sua própria salvação valendo-se da meditação. Ele realça a abnegação de si e a caridade, o que o leva a uma participação ativa nas questões sociais e políticas contemporâneas
  • 22. Conclusão Após estudarmos esse assunto concluímos que apesar de tantas divergências e contradições às nossas crenças e costumes, pudemos aprender que para o budista, seu maior sonho é chegar a iluminação, através de uma profunda meditação até ao ponto de suprimir o desejo, pois para ele tudo é sofrimento, e todo sofrimento é causado pelo desejo e a única forma de libertar-se é através do domínio sobre sua mente e seu corpo o que só ocorre ao ponto da meditação profunda, onde ele perde a noção de tempo e de espaço, ao que ele chama de nirvana, que significa libertar-se de seu carma, ou seja, libertar-se de seu ciclo vicioso de vida, de: nascimento, morte, renascimento. Também pudemos aprender que nós como cristãos precisamos aprender a ser mais tolerantes e ter uma visão mais ampla e aberta a respeito de outras religiões mundiais, conhecer um pouco de cada uma delas, respeitando de forma ética e moral o direito religioso, a liberdade de culto e a liberdade de expressão de cada indivíduo, muito embora tenhamos opiniões e convicções contraditórias a algumas práticas. Portanto devemos nos espelhar no modo como Jesus olhava para cada indivíduo sem julgar ou condenar a nenhum, mesmo no momento de sua morte, embora tivesse sido açoitado, cuspido, escarnecido, humilhado. Ele olhou para aqueles que o crucificaram com amor e misericórdia, os perdoou e olhou ao pai e orou pedindo que o pai os perdoasse, esse é o amor que o Senhor nos ensinou.
  • 23. Bibliografia  O Livro das Religiões Jostein Gaarder, Victor Hellern, Henry Notaker ; tradução Isa Mara Lando ; revisão técnica e apêndice Antônio Flavio Pierucci. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.  https://www.dicionariodesimbolos.com.br/simbolos-budistas/  http://www.brazilsite.com.br/religiao/budismo/bud02.htm  https://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo
  • 24. Deus abençoe poderosamente sua vida, sua família e seu ministério, espero ter colaborado de forma satisfatória no sua formação acadêmica em transmitir um pouco do que pude aprender a respeito das religiões mundiais. Eu e minha esposa e filhos servimos ao Senhor Jesus como diáconos na Igreja Assembleia de Deus no Amazonas – IEADAM, somos lavados, remidos e centrifugados no sangue de Jesus Cristo, o Mentor da vida, Autor da Vida, Criador da vida, Senhor da vida e Sustentador da vida a Ele toda honra, a Ele toda a Glória e a Ele todo o louvor para todo o sempre. Amém! Agradecimentos Finais Irisney Nascimento Diácono e Superintendente da Escola Bíblica Dominical Contatos: (92) 99132 6655 WhathsApp Email: irisney.hinode@gmail.com