HISTOPLASMOS
E
Marcela de Faria Ferreira
2025
Histoplasmose
• Micose sistêmica, endêmica, potencialmente fatal
• Aquisição via respiratória de microconídeos do meio
ambiente
• Agente etiológico presente em solos ricos em nitrogênio,
associado a presença de excretas de aves e morcegos
Histórico
Histórico
• Samuel Taylor Darling
(1872-1925)
• Identificação do
parasitismo em 1905,
durante a construção do
Canal do Panamá. Ancon
Hospital.
• Samuel Taylor Darling
(1872-1925)
• Identificação de
corpúsculos
intracelulares, no interior
de alvéolos pulmonares,
macrófagos e histiócitos
(histo), plasmodium-like
(plasma), encapsulado
(capsulatum), em material
de necrópsia (baço,
fíagdo, medula óssea e
linfonodos) de um
homem proveniente da
Martininca com febre e
hepatoesplenomegalia.
J.A.M.A. 1906; 46: 1284.
Histoplasmose – alguns marcos
históricos
1905
Samuel Taylor Darling,
Panamá
Identifica corpúsculos
intracelulares, no interior
de alvéolos pulmonares,
macrófagos e histiócitos
(histo), plasmodium-like
(plasma), encapsulado
(capsulatum), em
material de necrópsia
Rocha
Lima, Brasil
caracteriza
Histoplasma
capsulatum
como
fungo e
não como
parasita.
1933
DeMonbreaun,
EUA
Primeiro
isolamento em
cultivo e
caracterização
do dimorfismo
Almeida e Lacaz,
Brasil
Primeiro
isolamento no
Brasil em 1939
em lesão
sugestiva de
cromomicose
Emmons,E
UA
Primeiro
isolamento
ambiental
Doença
definidora
de aids
1912 1948
1939 1987
Classificação
• Variedades
Histoplasma
capsulatum var
capsulatum
Hc var duboisii
Hc var
farciminosum
• Linhagens
filogenéticas distintas
geograficamente de
acordo com 4 genes
(ola, arf, tub1 e H-
anti)
Nam1
Nam2
LamA
LamB
Australian
Netherlands
Eurasian
African
• Reclassificação de
acordo com
sequenciamento de
genoma completo
 Histoplasma
mississipiense
(NAm1)
 Histoplasma ohiense
(formerly NAm2)
 Histoplasma
suramericanum
(LAmA)
 H. capsulatum senso
strictu (Panama)
Epidemiologia
• Áreas endêmicas: parte central da América do norte, América
Latina, África, Austrália e partes da Ásia Ocidental
• Estudo de vigilância no Brasil (prevalência / histoplasmina): 2,6%
(Salvador, BA) a 93,2% (Ilha Grande, RJ)
• Adenis et al, 2018: prevalência no Brasil aproximadamente 20-
30%
Distribuição mundial da histoplasmose
Lancet Infect Dis. 2018 Oct; 18(10): 1150–1159
2143 patients (56.66%, 95% CI 55.02–58.28%)
com imunossupressão, dentre estes, 97,20%
infecção pelo HIV
Nichos
Patogênese
Inalação de
microconídeos
Alvéolos pulmonares
Fagocitose dos
microconídeos pelas
células
mononucleares Dimorfismo
fase
leveduriforme
Doença restrita aos pulmões;
disseminação linfática para
linfonodos regionais.
Disseminação hematogênica
para órgãos à distância
Morfologia
Forma leveduriforme
(Gomori-Grocott, 400 x)
Fase leveduriforme:
aspecto macroscópico / T
35°C
Fase filamentosa: aspecto
macroscópico/T 25°C
Hifas, macroconídeos
tuberculados e
microconídeos. (Azul de
lactofenol 40 x)
Patogênese
J. Fungi 2023, 9, 236.
https://doi.org/10.3390/jof9020236
Imunologia
• Histoplasma capsulatum  microrganismo intracelular
• Macrófagos são capazes de migrar para outras áreas do corpo  H.
capsulatum os utiliza como
cavalo de Troia para se disseminar para outros tecidos.
Imunidade
inata
• Fagócitos e sistema complemento
• Macrófagos e neutrófilos detectam moléculas
fúngicas por receptores de reconhecimento de
padrões tipo Toll (Toll like receptors/TLR),
receptores de manose e lectinas  liberam
susbtâncias fungicidas (enzimas lisossomais e
espécies reativas de oxigênio/ROS) e fazem
fagocitose
• Fungos ativam a via alternativa do completo e a
via lectina  opsonização para fagocitose. Não
resultam em morte por MAC (complexo de ataque
à membrana) pela parede celular espessa
Imunidade
adaptativa
• Th1  papel importante na resposta imune contra
fungos intracelulares (ex: Histoplasma capsulatum,
C. neoformans, Pneumocystis jirovecii). Mesmo
mecanismo de bactérias intracelulares
TCD4  polarização Th1 pela influência de IL12
liberada por macrófagos e células dendríticas
ativa fagócitos via ligante CD40 e IFN-gama
TCD8 citotóxico  mata a célula infectada
Escape dos mecanismos de
defesa
• α-glucanasGene AGS1. Escape do reconhecimento da levedura pelo
sistema imune.
• Proteína Yps3  Proteína da parece celular implicada na
disseminação da doença
• Hsp60 Media a ligação da levedura com receptores de
complemento dos macrófagos (CR3)
Imunologia
Células
dendríticas
Ativação de
linfócitos T
CD4+ e
CD8+
Polarização Th1 Polarização Th2
Produção de IFN-
gama e TNF-alfa
Controle da infecção
Progressão de
doença
Histoplasmo
se e HIV
Doença disseminada
definidora de aids desde
1987.
É a primeira doença
oportunista em 50-75% dos
pacientes.
Ocorre em 2-25% das PVHIV
de áreas endêmicas.
Mortalidade entre 10 e 40%.
Histoplasmose:
formas clínicas
• Forma pulmonar aguda ou crônica
Imunocompetente
Nódulos únicos ou múltiplos
Linfonodomegalias mediastinais ou hilares
Reações reumatológicas
Lesões cutâneas
• Forma disseminada
 Imunossuprimido
Acometimento de medula óssea e órgãos do
sistema hemofagocítico: citopenias,
hepatomegalia e esplenomegalia,
linfonodomegalia disseminada, infiltrado
pulmonar miliar, lesões cutâneas. Marcante
elevação de LDH.
Manifestações clínicas
Lesões cutâneas na histoplasmose
aguda no imunocompetente
Lesões causadas por resposta
inflamatória sistêmica à
infecção
Reações de hipersensibilidade
tardia
Lesões são estéreis
Eritema multiforme
Eritema nodoso
Lesões Sweet-like
Artralgias/artrite
• Manifestações
reumatológicas e
cutâneas em
paciente
masculino, 39
anos, com
Histoplasmose
pulmonar aguda
*Imagem de acervo pessoal
*Imagem de acervo pessoal
Lesões cutâneas em pacientes
com Histoplasmose disseminada
• Lesões causadas por disseminação
hematogênica de Histoplasma capsulatum
• Lesões podem ter o agente infeccioso
isolado em cultivo ou visualizado no
histopatológico
•Pápulas polimórficas
•Placas com ou sem crostas
•Pústulas
•Nódulos
•Úlceras mucosas
•Erosões
•Úlceras perfuradas
•Molusco contagioso
•Erupções acneiformes
•Lesões purpúricas
•Formas vegetantes
•Eritema polimorfo
•Pioderma gangrenoso
•Abscessos
•Celulite
Lesões cutâneas em pacientes
com Histoplasmose disseminada
• Lesões cutâneas
ulcerocrostosas em
paciente HIV positivo
com histoplasmose
disseminada associada à
tuberculose pulmonar
*Imagem cedida gentilmente pela Drª Marcela Ramiro
Histoplasmose disseminada
*Imagem cedida gentilmente pela Drª Marcela Ramiro
Histoplasmose disseminada
• Lesões papulo-eritematosas em paciente
masculino, HIV positivo, com Histoplasmose
disseminada
• Diagnóstico diferencial de SK
*Imagem cedida gentilmente pelo Dr° Dayvison Freitas
Diagnóstico
laboratorial da
histoplasmose
• Exame micológico direto (KOH 10%, tinta
Parker ou calcoflúor ) – secreções, escarro,
LBA, aspirado de medula óssea e esfregaço
de sangue periférico.
• Isolamento em cultivo
• Testes sorológicos (Imunodifusão dupla,
Western Blot)
• Detecção de antígeno urinário -
galactomanana
• Técnicas moleculares – Hc100
Histopatológico
• Granulomas com ou sem necrose
• Gomori-Grocott (prata metenamina )
• Acido periódico de Wright-Schiffer (PAS)
• Visualização de leveduras ovoides com base estreita em
brotamento, intracelulares (macrófagos), mas ocasionalmente
podem ser vistas livres no tecido.
Histopatológico
Lesão ulcerada de pele.
Ácido periódico de Shiffer
(PAS)
Lancet Infect Dis 2008; 8: 734
H. capsulatum intracelular e extracelular na derme
Gomori-Grocott
Front. Cell. Infect. Microbiol. 10:591974
Tratament
o
Imunocompetente, forma pulmonar
aguda: seguimento clínico/radiológico
até 4, 6 semanas
Formas leves a moderadas: itraconazol
200 mg 8/8hs por 3 dias, depois 200 mg
12/12 hs por 6 a 12 semanas.
Formas graves e disseminadas:
anfotericina B lipossomal 3-5 mg/kg/dia
por 14 dias, seguido de itraconazol 400
mg/dia por pelo menos 12 meses.
Acometimento do SNC: prolongar a
indução por 4 a 6 semanas
DIAGNOSING AND MANAGING DISSEMINATED HISTOPLASMOSIS AMONG PEOPLE
LIVING WITH HIV
April 2020
DIAGNOSING AND MANAGING DISSEMINATED HISTOPLASMOSIS AMONG PEOPLE LIVING WITH
HIV
April 2020
DIAGNOSING AND MANAGING DISSEMINATED HISTOPLASMOSIS AMONG PEOPLE
LIVING WITH HIV
April 2020

Aula residência_histoffffffffffffffffffffffff.pptx

  • 1.
  • 2.
    Histoplasmose • Micose sistêmica,endêmica, potencialmente fatal • Aquisição via respiratória de microconídeos do meio ambiente • Agente etiológico presente em solos ricos em nitrogênio, associado a presença de excretas de aves e morcegos
  • 3.
    Histórico Histórico • Samuel TaylorDarling (1872-1925) • Identificação do parasitismo em 1905, durante a construção do Canal do Panamá. Ancon Hospital.
  • 4.
    • Samuel TaylorDarling (1872-1925) • Identificação de corpúsculos intracelulares, no interior de alvéolos pulmonares, macrófagos e histiócitos (histo), plasmodium-like (plasma), encapsulado (capsulatum), em material de necrópsia (baço, fíagdo, medula óssea e linfonodos) de um homem proveniente da Martininca com febre e hepatoesplenomegalia. J.A.M.A. 1906; 46: 1284.
  • 5.
    Histoplasmose – algunsmarcos históricos 1905 Samuel Taylor Darling, Panamá Identifica corpúsculos intracelulares, no interior de alvéolos pulmonares, macrófagos e histiócitos (histo), plasmodium-like (plasma), encapsulado (capsulatum), em material de necrópsia Rocha Lima, Brasil caracteriza Histoplasma capsulatum como fungo e não como parasita. 1933 DeMonbreaun, EUA Primeiro isolamento em cultivo e caracterização do dimorfismo Almeida e Lacaz, Brasil Primeiro isolamento no Brasil em 1939 em lesão sugestiva de cromomicose Emmons,E UA Primeiro isolamento ambiental Doença definidora de aids 1912 1948 1939 1987
  • 6.
    Classificação • Variedades Histoplasma capsulatum var capsulatum Hcvar duboisii Hc var farciminosum • Linhagens filogenéticas distintas geograficamente de acordo com 4 genes (ola, arf, tub1 e H- anti) Nam1 Nam2 LamA LamB Australian Netherlands Eurasian African • Reclassificação de acordo com sequenciamento de genoma completo  Histoplasma mississipiense (NAm1)  Histoplasma ohiense (formerly NAm2)  Histoplasma suramericanum (LAmA)  H. capsulatum senso strictu (Panama)
  • 8.
    Epidemiologia • Áreas endêmicas:parte central da América do norte, América Latina, África, Austrália e partes da Ásia Ocidental • Estudo de vigilância no Brasil (prevalência / histoplasmina): 2,6% (Salvador, BA) a 93,2% (Ilha Grande, RJ) • Adenis et al, 2018: prevalência no Brasil aproximadamente 20- 30%
  • 9.
  • 10.
    Lancet Infect Dis.2018 Oct; 18(10): 1150–1159
  • 11.
    2143 patients (56.66%,95% CI 55.02–58.28%) com imunossupressão, dentre estes, 97,20% infecção pelo HIV
  • 12.
  • 13.
    Patogênese Inalação de microconídeos Alvéolos pulmonares Fagocitosedos microconídeos pelas células mononucleares Dimorfismo fase leveduriforme Doença restrita aos pulmões; disseminação linfática para linfonodos regionais. Disseminação hematogênica para órgãos à distância
  • 14.
    Morfologia Forma leveduriforme (Gomori-Grocott, 400x) Fase leveduriforme: aspecto macroscópico / T 35°C Fase filamentosa: aspecto macroscópico/T 25°C Hifas, macroconídeos tuberculados e microconídeos. (Azul de lactofenol 40 x)
  • 15.
    Patogênese J. Fungi 2023,9, 236. https://doi.org/10.3390/jof9020236
  • 16.
    Imunologia • Histoplasma capsulatum microrganismo intracelular • Macrófagos são capazes de migrar para outras áreas do corpo  H. capsulatum os utiliza como cavalo de Troia para se disseminar para outros tecidos.
  • 17.
    Imunidade inata • Fagócitos esistema complemento • Macrófagos e neutrófilos detectam moléculas fúngicas por receptores de reconhecimento de padrões tipo Toll (Toll like receptors/TLR), receptores de manose e lectinas  liberam susbtâncias fungicidas (enzimas lisossomais e espécies reativas de oxigênio/ROS) e fazem fagocitose • Fungos ativam a via alternativa do completo e a via lectina  opsonização para fagocitose. Não resultam em morte por MAC (complexo de ataque à membrana) pela parede celular espessa
  • 18.
    Imunidade adaptativa • Th1 papel importante na resposta imune contra fungos intracelulares (ex: Histoplasma capsulatum, C. neoformans, Pneumocystis jirovecii). Mesmo mecanismo de bactérias intracelulares TCD4  polarização Th1 pela influência de IL12 liberada por macrófagos e células dendríticas ativa fagócitos via ligante CD40 e IFN-gama TCD8 citotóxico  mata a célula infectada
  • 19.
    Escape dos mecanismosde defesa • α-glucanasGene AGS1. Escape do reconhecimento da levedura pelo sistema imune. • Proteína Yps3  Proteína da parece celular implicada na disseminação da doença • Hsp60 Media a ligação da levedura com receptores de complemento dos macrófagos (CR3)
  • 20.
    Imunologia Células dendríticas Ativação de linfócitos T CD4+e CD8+ Polarização Th1 Polarização Th2 Produção de IFN- gama e TNF-alfa Controle da infecção Progressão de doença
  • 21.
    Histoplasmo se e HIV Doençadisseminada definidora de aids desde 1987. É a primeira doença oportunista em 50-75% dos pacientes. Ocorre em 2-25% das PVHIV de áreas endêmicas. Mortalidade entre 10 e 40%.
  • 22.
    Histoplasmose: formas clínicas • Formapulmonar aguda ou crônica Imunocompetente Nódulos únicos ou múltiplos Linfonodomegalias mediastinais ou hilares Reações reumatológicas Lesões cutâneas • Forma disseminada  Imunossuprimido Acometimento de medula óssea e órgãos do sistema hemofagocítico: citopenias, hepatomegalia e esplenomegalia, linfonodomegalia disseminada, infiltrado pulmonar miliar, lesões cutâneas. Marcante elevação de LDH.
  • 23.
  • 24.
    Lesões cutâneas nahistoplasmose aguda no imunocompetente Lesões causadas por resposta inflamatória sistêmica à infecção Reações de hipersensibilidade tardia Lesões são estéreis Eritema multiforme Eritema nodoso Lesões Sweet-like Artralgias/artrite
  • 25.
    • Manifestações reumatológicas e cutâneasem paciente masculino, 39 anos, com Histoplasmose pulmonar aguda *Imagem de acervo pessoal
  • 26.
  • 27.
    Lesões cutâneas empacientes com Histoplasmose disseminada • Lesões causadas por disseminação hematogênica de Histoplasma capsulatum • Lesões podem ter o agente infeccioso isolado em cultivo ou visualizado no histopatológico •Pápulas polimórficas •Placas com ou sem crostas •Pústulas •Nódulos •Úlceras mucosas •Erosões •Úlceras perfuradas •Molusco contagioso •Erupções acneiformes •Lesões purpúricas •Formas vegetantes •Eritema polimorfo •Pioderma gangrenoso •Abscessos •Celulite
  • 28.
    Lesões cutâneas empacientes com Histoplasmose disseminada • Lesões cutâneas ulcerocrostosas em paciente HIV positivo com histoplasmose disseminada associada à tuberculose pulmonar *Imagem cedida gentilmente pela Drª Marcela Ramiro
  • 29.
    Histoplasmose disseminada *Imagem cedidagentilmente pela Drª Marcela Ramiro
  • 30.
    Histoplasmose disseminada • Lesõespapulo-eritematosas em paciente masculino, HIV positivo, com Histoplasmose disseminada • Diagnóstico diferencial de SK *Imagem cedida gentilmente pelo Dr° Dayvison Freitas
  • 31.
    Diagnóstico laboratorial da histoplasmose • Examemicológico direto (KOH 10%, tinta Parker ou calcoflúor ) – secreções, escarro, LBA, aspirado de medula óssea e esfregaço de sangue periférico. • Isolamento em cultivo • Testes sorológicos (Imunodifusão dupla, Western Blot) • Detecção de antígeno urinário - galactomanana • Técnicas moleculares – Hc100
  • 32.
    Histopatológico • Granulomas comou sem necrose • Gomori-Grocott (prata metenamina ) • Acido periódico de Wright-Schiffer (PAS) • Visualização de leveduras ovoides com base estreita em brotamento, intracelulares (macrófagos), mas ocasionalmente podem ser vistas livres no tecido.
  • 33.
    Histopatológico Lesão ulcerada depele. Ácido periódico de Shiffer (PAS) Lancet Infect Dis 2008; 8: 734 H. capsulatum intracelular e extracelular na derme Gomori-Grocott Front. Cell. Infect. Microbiol. 10:591974
  • 35.
    Tratament o Imunocompetente, forma pulmonar aguda:seguimento clínico/radiológico até 4, 6 semanas Formas leves a moderadas: itraconazol 200 mg 8/8hs por 3 dias, depois 200 mg 12/12 hs por 6 a 12 semanas. Formas graves e disseminadas: anfotericina B lipossomal 3-5 mg/kg/dia por 14 dias, seguido de itraconazol 400 mg/dia por pelo menos 12 meses. Acometimento do SNC: prolongar a indução por 4 a 6 semanas
  • 38.
    DIAGNOSING AND MANAGINGDISSEMINATED HISTOPLASMOSIS AMONG PEOPLE LIVING WITH HIV April 2020
  • 39.
    DIAGNOSING AND MANAGINGDISSEMINATED HISTOPLASMOSIS AMONG PEOPLE LIVING WITH HIV April 2020
  • 40.
    DIAGNOSING AND MANAGINGDISSEMINATED HISTOPLASMOSIS AMONG PEOPLE LIVING WITH HIV April 2020

Notas do Editor

  • #4 Samuel Taylor Darling – médico formado na universidade da cidade de Baltimore e foi enviado para tratar as doenças tropicais da época – febre amarela e malária
  • #7 Dados de genoma completo de isolados clínicos do RJ. Foi gerada reconstrução filogenética e genética populacional para entender a diversidade genética dos isolados e comparar o perfil genético com o de linhagens colombianas previmente caracterizadas como Suramericanum. Foram usadas 50 cepas clínicas e ambientais – 5 genótipos distintos. DAs 18 cepas sequenciadas de amostras clinicas, 14 isolados do RJ eram filogeneticamente divergentes do Suramericanum
  • #19 Yps3 gene específico da fase leveduriforme. Alfa 1-3 glucano a produção desta camada impede a ativação do sistema imune e permite permanecia dentro dos fagolissossomos
  • #35 O itraconazol é metabolizado principalmente através da enzima2 citocromo CYP3A4. Foram realizados estudos de interação com fármacos indutores enzimáticos potentes do CYP3A4, tais como: rifampicina, rifabutina e fenitoína e observou-se que a biodisponibilidade do itraconazol e hidroxi-itraconazol estava diminuída nestes estudos comprometendo amplamente a eficácia do produto. Ritonavir, indinavir, claritromicina e eritromicina podem aumentar a biodisponibilidade do itraconazol por serem inibidores potentes do citrocromo CYP3A4.