FLUIDOTERAPIA/CONCEITO
Introdução de grandequantidade de líquidos
na veia.
Podem ser: soluções isotônicas, sangue,
nutrientes e medicação.
As soluções são armazenadas em sacos/tubos
plásticos de 500, 1000, 250, 100 e 50 ml.
3.
ANTES DE PREPARARA
SOLUCÃO IV, OBSERVAR
– Se o tipo de solução é correta – de acordo com
prescrição (atentar para mudanças repentinas
na prescrição pois elas devem acompanhar o
evolução clínica do paciente);
– Avaliar as condições de uso da solução
características da solução, condições
de acondicionamento;
– Data de validade;
– Vazamentos.
4.
Eletrólitos:
Os principaiseletrólitos que atuam na
manutenção do equilíbrio químico são:
Cálcio, cloro, fósforo, magnésio, potássio e sódio.
As concentrações de eletrólitos são expressas em
miliequivalentes por litro (mEq/l) e em miligramas
por decilitro (mg/dl).
5.
Sinais de déficitde volume
de líquido:
Alteração do estado mental.
Fissuras na língua.
Fraqueza.
Perda de peso.
Sede, salivação diminuída.
Diminuição do débito urinário.
Aumento dos níveis sanguíneos de
eletrólitos, dentre outros.
6.
Indicações de excessode
líquido:
Dispnéia.
Edema de partes pendentes.
Nível de eletrólitos no soro diminuídos
Pressão arterial aumentada.
Retorno venoso lentificado, dentre
outros..
Soluções isotônicas
Osmolaridade(expressão da pressão osmótica em moles) próxima
à do soro.
Expandem o compartimento intravascular.
Exemplos: Solução de Ringer-lactato, Ringer,
Glicose a 5%, Albumina a 5%, Soro fisiológico
0,9%.
A expressão 5% significa que temos 5g de soluto em 100ml de
solvente,
ou ainda 5g de glicose a cada 100ml de soro.
Soluto então é o componente da solução.
Solução de Ringer Simples: composta por Nacl, potássio e cálcio,
Solução de Ringer Lactado, acrescenta-se o lactato,
Soluções Hipotônicas:
Osmolaridademenor que a do soro.
Uma célula numa solução hipotônica ganha água do meio (túrgida).
Desviam líquido para fora do
compartimento intravascular.
Hidratam as células e os
compartimentos intersticiais.
Exemplos: Cloreto de sódio a 0.45%, glicose
a 2,5%
Considerações:
Podem provocarcolapso cardiovascular, por depleção de
líquido intravascular, e aumento da pressão intracraniana,
por desvio de líquido para as células cerebrais;
administrar com cautela.
Contra-indicadas em clientes com risco de aumento
da pressão intracraniana secundário a acidente
vascular encefálico, traumatismo craniano ou
neurocirurgia.
Contra-indicadas em clientes em risco de desvio de
líquido para o terceiro espaço, tais como aqueles com
queimaduras, traumatismos ou níveis séricos de proteínas
baixos, por desnutrição ou doença hepática.
14.
Soluções Hipertônicas:
Osmolaridademaior que a do soro.
Uma célula numa solução hipertônica perde água para o meio
Atraem líquido das células e dos
compartimentos intersticiais para o
compartimento intravascular.
Exemplos: glicose a 5% em cloreto de sódio
0.45%, glicose 5% em soro fisiológico, albumina
a 25%, dentre outros..
Considerações:
Contra-indicadas em clientesem condições
que provocam desidratação celular, como
cetoacidose diabética.
Contra-indicadas em clientes com função
cardíaca ou renal prejudicada, por causa da
possibilidade de sobrecarga hídrica.
17.
FLUIDOTERAPIA/MATE
RIAL
– Luvas deprocedimento
– Cateter para punção
– Solução IV (cfe prescrição)
– Suporte de soro
– Equipo de soro
– Polifix/ torneirinha
– Toalha ou protetor de roupa de
cama
– Tala de braço (atadura)
– Material para a punção venosa
(garrote, fita adesiva, algodão
umidecido com álcool, algodão
seco)
ANTES DE PUNCIONARA
VEIA, OBSERVAR:
– As condições da pele nas mãos e braços
– A presença de pêlos ou lesões
– Aplicação anterior de IV
– A capacidade do paciente de imobilizar
o membro durante o procedimento
23.
IMPLEMENTAÇÃO DA
TÉCNICA
1)Preparo da Solução IV
– Elaborar a etiqueta/ rótulo da solução de acordo com a instituição e
prescrição;
– Lavar as mãos;
– Limpar a parte superior com álcool (caso não seja lacrado);
– Abrir o frasco de solução;
– Abrir o equipo, verificando se não há rachaduras ou imperfeições;
– Introduzir o equipo;
– Retirar o ar do equipo cuidando para não deixar o câmara
gotejadora
“copinho” cheio de líquidos;
– Fechar o clamp;
- Proteger a ponta do equipo e etiquetar com data, hora e rúbrica.
- Injetar a medicação (se houver);
24.
IMPLEMENTAÇÃO DA
TÉCNICA
2)Método de aplicação
– Lavar as mãos;
– Atentar aos princípios de biossegurança;
– Preparar e organizar o material;
– Explicar o procedimento e pedir a colaboração;
– Solicitar que faça a sua higiene e eliminações, antes;
– Verificar qual a mão dominante;
– Pendurar o frasco no suporte de soro;
– Amarrar o garrote no braço;
– Solicitar que abra e feche a mão (repetir) e coloque ao lado da
cama;
– Colocar a toalha em baixo do braço;
25.
IMPLEMENTAÇÃO DA
TÉCNICA
– Escolhero melhor acesso venoso;
– Aplicar a técnica de punção venosa;
– Tendo retorno venoso, desgarrotear;
– Ligar o intermediário do equipo ao cateter venoso;
– Abrir o clamp da solução IV
– Fixar o cateter com fita ou esparadrapo antialérgico,
em alguns casos utilizar curativo transparente;
– Instalar a tala s/n;
– Anotar a data, hora, número do insumo utilizado (abbocath ou
scalp), possíveis intercorrências e assinatura de quem realizou
a punção;
26.
IMPLEMENTAÇÃO DA
TÉCNICA
– Controlaro gotejamento, conforme a quantidade X tempo de
infusão;
– Deixar o paciente confortável no leito (ou fora dele), deixar
a campainha ao seu alcance;
– Manter o ambiente em ordem;
– Verificar novamente as condições da punção, antes de sair
do
quarto;
– Descartar e/ou guardar o material;
– Anotar no prontuário: tolerância do paciente ao procedimento
realizado,
tamanho e tipo do cateter/ agulha, gotejamento e orientações;
– Ficar atento as complicações e queixas do paciente.
FLUIDOTERAPIA
BOMBA DEINFUSÃO
– Seguir os mesmos passos de uma infusão comum;
– Inserir o equipo (especial) na bomba;
– Fechar a porta da bomba/ controlar e abrir todos os
clamps do equipo e rodízio/pinça reguladora;
– Ajustar os reguladores para um volume adequado de
horas ou por gotas/min. (depende do aparelho);
– Pressionar o botão INÍCIO (ON) ou START;
– Checar a taxa de gotejamento durante 15s;
– Ajustar o alarme de volume de infusão;
– Anotar no prontuário.
31.
FLUIDOTERAPIA
BURETA
– Seguiros mesmos passos de uma infusão comum
– Providenciar a bureta;
– Fechar o regulador 1 (acima da câmara) e o regulador 2 (abaixo da
câmara);
– Inserir o frasco com a solução IV;
– Abrir o regulador 1 e encher a câmara com 10ml de solução, comprimir
a
câmara de gotejamento e fechar o regulador 1;
– Abrir o regulador 2 e tirar o ar do equipo;
– Preencher a câmara com o volume a ser infundido e fechar o regulador
1;
– Abrir o respiro de ar;
– Abrir o regulador 2 e controlar as gotas/min.
Prof: Michele
Thiesen
REFERÊNCIAS
ATKINSON, L.D., MURRAY, M. E., Fundamentos de enfermagem:
introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1995.
POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem:
conceitos, processos e prática, Vol 1 e 2. Rio de Janeiro:Guanabara
Koogan, 1997.
UTYAMA, I. K. A., OHNISHI, M., MUSSI, N. M., SATO, H.;
Matemática Aplicada à Enfermagem: cálculo de dosagens, Rio de
Janeiro: Atheneu, 2006;