Fluidoterapia:
Professora: Raísa Couto
FLUIDOTERAPIA/CONCEITO
Introdução de grande quantidade de líquidos
na veia.
Podem ser: soluções isotônicas, sangue,
nutrientes e medicação.
As soluções são armazenadas em sacos/tubos
plásticos de 500, 1000, 250, 100 e 50 ml.
ANTES DE PREPARAR A
SOLUCÃO IV, OBSERVAR
– Se o tipo de solução é correta – de acordo com
prescrição (atentar para mudanças repentinas
na prescrição pois elas devem acompanhar o
evolução clínica do paciente);
– Avaliar as condições de uso da solução
características da solução, condições
de acondicionamento;
– Data de validade;
– Vazamentos.
Eletrólitos:
 Os principais eletrólitos que atuam na
manutenção do equilíbrio químico são:
Cálcio, cloro, fósforo, magnésio, potássio e sódio.
 As concentrações de eletrólitos são expressas em
miliequivalentes por litro (mEq/l) e em miligramas
por decilitro (mg/dl).
Sinais de déficit de volume
de líquido:
 Alteração do estado mental.
 Fissuras na língua.
 Fraqueza.
 Perda de peso.
 Sede, salivação diminuída.
 Diminuição do débito urinário.
 Aumento dos níveis sanguíneos de
eletrólitos, dentre outros.
Indicações de excesso de
líquido:
 Dispnéia.
 Edema de partes pendentes.
 Nível de eletrólitos no soro diminuídos
 Pressão arterial aumentada.
 Retorno venoso lentificado, dentre
outros..
Soluções IV.
https://www.youtube.com/watch?
v=Nezk9LMCttk
Soluções isotônicas
 Osmolaridade (expressão da pressão osmótica em moles) próxima
à do soro.
Expandem o compartimento intravascular.
 Exemplos: Solução de Ringer-lactato, Ringer,
Glicose a 5%, Albumina a 5%, Soro fisiológico
0,9%.
A expressão 5% significa que temos 5g de soluto em 100ml de
solvente,
ou ainda 5g de glicose a cada 100ml de soro.
Soluto então é o componente da solução.
Solução de Ringer Simples: composta por Nacl, potássio e cálcio,
Solução de Ringer Lactado, acrescenta-se o lactato,
Isotônica:
Soluções Hipotônicas:
 Osmolaridade menor que a do soro.
Uma célula numa solução hipotônica ganha água do meio (túrgida).
 Desviam líquido para fora do
compartimento intravascular.
 Hidratam as células e os
compartimentos intersticiais.
 Exemplos: Cloreto de sódio a 0.45%, glicose
a 2,5%
Hipotônica:
Considerações:
 Podem provocar colapso cardiovascular, por depleção de
líquido intravascular, e aumento da pressão intracraniana,
por desvio de líquido para as células cerebrais;
administrar com cautela.
 Contra-indicadas em clientes com risco de aumento
da pressão intracraniana secundário a acidente
vascular encefálico, traumatismo craniano ou
neurocirurgia.
 Contra-indicadas em clientes em risco de desvio de
líquido para o terceiro espaço, tais como aqueles com
queimaduras, traumatismos ou níveis séricos de proteínas
baixos, por desnutrição ou doença hepática.
Soluções Hipertônicas:
 Osmolaridade maior que a do soro.
Uma célula numa solução hipertônica perde água para o meio
Atraem líquido das células e dos
compartimentos intersticiais para o
compartimento intravascular.
 Exemplos: glicose a 5% em cloreto de sódio
0.45%, glicose 5% em soro fisiológico, albumina
a 25%, dentre outros..
Hipertônica:
Considerações:
Contra-indicadas em clientes em condições
que provocam desidratação celular, como
cetoacidose diabética.
Contra-indicadas em clientes com função
cardíaca ou renal prejudicada, por causa da
possibilidade de sobrecarga hídrica.
FLUIDOTERAPIA/MATE
RIAL
– Luvas de procedimento
– Cateter para punção
– Solução IV (cfe prescrição)
– Suporte de soro
– Equipo de soro
– Polifix/ torneirinha
– Toalha ou protetor de roupa de
cama
– Tala de braço (atadura)
– Material para a punção venosa
(garrote, fita adesiva, algodão
umidecido com álcool, algodão
seco)
Procedimentos para punção
venosa.
ANTES DE PUNCIONAR A
VEIA, OBSERVAR:
– As condições da pele nas mãos e braços
– A presença de pêlos ou lesões
– Aplicação anterior de IV
– A capacidade do paciente de imobilizar
o membro durante o procedimento
IMPLEMENTAÇÃO DA
TÉCNICA
 1) Preparo da Solução IV
– Elaborar a etiqueta/ rótulo da solução de acordo com a instituição e
prescrição;
– Lavar as mãos;
– Limpar a parte superior com álcool (caso não seja lacrado);
– Abrir o frasco de solução;
– Abrir o equipo, verificando se não há rachaduras ou imperfeições;
– Introduzir o equipo;
– Retirar o ar do equipo cuidando para não deixar o câmara
gotejadora
“copinho” cheio de líquidos;
– Fechar o clamp;
- Proteger a ponta do equipo e etiquetar com data, hora e rúbrica.
- Injetar a medicação (se houver);
IMPLEMENTAÇÃO DA
TÉCNICA
 2) Método de aplicação
– Lavar as mãos;
– Atentar aos princípios de biossegurança;
– Preparar e organizar o material;
– Explicar o procedimento e pedir a colaboração;
– Solicitar que faça a sua higiene e eliminações, antes;
– Verificar qual a mão dominante;
– Pendurar o frasco no suporte de soro;
– Amarrar o garrote no braço;
– Solicitar que abra e feche a mão (repetir) e coloque ao lado da
cama;
– Colocar a toalha em baixo do braço;
IMPLEMENTAÇÃO DA
TÉCNICA
– Escolher o melhor acesso venoso;
– Aplicar a técnica de punção venosa;
– Tendo retorno venoso, desgarrotear;
– Ligar o intermediário do equipo ao cateter venoso;
– Abrir o clamp da solução IV
– Fixar o cateter com fita ou esparadrapo antialérgico,
em alguns casos utilizar curativo transparente;
– Instalar a tala s/n;
– Anotar a data, hora, número do insumo utilizado (abbocath ou
scalp), possíveis intercorrências e assinatura de quem realizou
a punção;
IMPLEMENTAÇÃO DA
TÉCNICA
– Controlar o gotejamento, conforme a quantidade X tempo de
infusão;
– Deixar o paciente confortável no leito (ou fora dele), deixar
a campainha ao seu alcance;
– Manter o ambiente em ordem;
– Verificar novamente as condições da punção, antes de sair
do
quarto;
– Descartar e/ou guardar o material;
– Anotar no prontuário: tolerância do paciente ao procedimento
realizado,
tamanho e tipo do cateter/ agulha, gotejamento e orientações;
– Ficar atento as complicações e queixas do paciente.
Ilustrando: equipo
CATETER
INTERMITENTE/
PERMEABILIZADO
– Lavar com solução salina (ter o cuidado para que não
reflua sangue).
– Anotar no prontuário a sua aplicação.
FLUIDOTERAPIA
 BOMBA DE INFUSÃO
– Seguir os mesmos passos de uma infusão comum;
– Inserir o equipo (especial) na bomba;
– Fechar a porta da bomba/ controlar e abrir todos os
clamps do equipo e rodízio/pinça reguladora;
– Ajustar os reguladores para um volume adequado de
horas ou por gotas/min. (depende do aparelho);
– Pressionar o botão INÍCIO (ON) ou START;
– Checar a taxa de gotejamento durante 15s;
– Ajustar o alarme de volume de infusão;
– Anotar no prontuário.
FLUIDOTERAPIA
 BURETA
– Seguir os mesmos passos de uma infusão comum
– Providenciar a bureta;
– Fechar o regulador 1 (acima da câmara) e o regulador 2 (abaixo da
câmara);
– Inserir o frasco com a solução IV;
– Abrir o regulador 1 e encher a câmara com 10ml de solução, comprimir
a
câmara de gotejamento e fechar o regulador 1;
– Abrir o regulador 2 e tirar o ar do equipo;
– Preencher a câmara com o volume a ser infundido e fechar o regulador
1;
– Abrir o respiro de ar;
– Abrir o regulador 2 e controlar as gotas/min.
Prof: Michele
Thiesen
Ilustrando: Bureta
Bombas de infusão
REFERÊNCIAS
 ATKINSON, L. D., MURRAY, M. E., Fundamentos de enfermagem:
introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1995.
 POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem:
conceitos, processos e prática, Vol 1 e 2. Rio de Janeiro:Guanabara
Koogan, 1997.
 UTYAMA, I. K. A., OHNISHI, M., MUSSI, N. M., SATO, H.;
Matemática Aplicada à Enfermagem: cálculo de dosagens, Rio de
Janeiro: Atheneu, 2006;

Aula - Fluidoterapia.pptx farmacologia enf

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    FLUIDOTERAPIA/CONCEITO Introdução de grandequantidade de líquidos na veia. Podem ser: soluções isotônicas, sangue, nutrientes e medicação. As soluções são armazenadas em sacos/tubos plásticos de 500, 1000, 250, 100 e 50 ml.
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    ANTES DE PREPARARA SOLUCÃO IV, OBSERVAR – Se o tipo de solução é correta – de acordo com prescrição (atentar para mudanças repentinas na prescrição pois elas devem acompanhar o evolução clínica do paciente); – Avaliar as condições de uso da solução características da solução, condições de acondicionamento; – Data de validade; – Vazamentos.
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    Eletrólitos:  Os principaiseletrólitos que atuam na manutenção do equilíbrio químico são: Cálcio, cloro, fósforo, magnésio, potássio e sódio.  As concentrações de eletrólitos são expressas em miliequivalentes por litro (mEq/l) e em miligramas por decilitro (mg/dl).
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    Sinais de déficitde volume de líquido:  Alteração do estado mental.  Fissuras na língua.  Fraqueza.  Perda de peso.  Sede, salivação diminuída.  Diminuição do débito urinário.  Aumento dos níveis sanguíneos de eletrólitos, dentre outros.
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    Indicações de excessode líquido:  Dispnéia.  Edema de partes pendentes.  Nível de eletrólitos no soro diminuídos  Pressão arterial aumentada.  Retorno venoso lentificado, dentre outros..
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    Soluções isotônicas  Osmolaridade(expressão da pressão osmótica em moles) próxima à do soro. Expandem o compartimento intravascular.  Exemplos: Solução de Ringer-lactato, Ringer, Glicose a 5%, Albumina a 5%, Soro fisiológico 0,9%. A expressão 5% significa que temos 5g de soluto em 100ml de solvente, ou ainda 5g de glicose a cada 100ml de soro. Soluto então é o componente da solução. Solução de Ringer Simples: composta por Nacl, potássio e cálcio, Solução de Ringer Lactado, acrescenta-se o lactato,
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    Soluções Hipotônicas:  Osmolaridademenor que a do soro. Uma célula numa solução hipotônica ganha água do meio (túrgida).  Desviam líquido para fora do compartimento intravascular.  Hidratam as células e os compartimentos intersticiais.  Exemplos: Cloreto de sódio a 0.45%, glicose a 2,5%
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    Considerações:  Podem provocarcolapso cardiovascular, por depleção de líquido intravascular, e aumento da pressão intracraniana, por desvio de líquido para as células cerebrais; administrar com cautela.  Contra-indicadas em clientes com risco de aumento da pressão intracraniana secundário a acidente vascular encefálico, traumatismo craniano ou neurocirurgia.  Contra-indicadas em clientes em risco de desvio de líquido para o terceiro espaço, tais como aqueles com queimaduras, traumatismos ou níveis séricos de proteínas baixos, por desnutrição ou doença hepática.
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    Soluções Hipertônicas:  Osmolaridademaior que a do soro. Uma célula numa solução hipertônica perde água para o meio Atraem líquido das células e dos compartimentos intersticiais para o compartimento intravascular.  Exemplos: glicose a 5% em cloreto de sódio 0.45%, glicose 5% em soro fisiológico, albumina a 25%, dentre outros..
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    Considerações: Contra-indicadas em clientesem condições que provocam desidratação celular, como cetoacidose diabética. Contra-indicadas em clientes com função cardíaca ou renal prejudicada, por causa da possibilidade de sobrecarga hídrica.
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    FLUIDOTERAPIA/MATE RIAL – Luvas deprocedimento – Cateter para punção – Solução IV (cfe prescrição) – Suporte de soro – Equipo de soro – Polifix/ torneirinha – Toalha ou protetor de roupa de cama – Tala de braço (atadura) – Material para a punção venosa (garrote, fita adesiva, algodão umidecido com álcool, algodão seco)
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    ANTES DE PUNCIONARA VEIA, OBSERVAR: – As condições da pele nas mãos e braços – A presença de pêlos ou lesões – Aplicação anterior de IV – A capacidade do paciente de imobilizar o membro durante o procedimento
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    IMPLEMENTAÇÃO DA TÉCNICA  1)Preparo da Solução IV – Elaborar a etiqueta/ rótulo da solução de acordo com a instituição e prescrição; – Lavar as mãos; – Limpar a parte superior com álcool (caso não seja lacrado); – Abrir o frasco de solução; – Abrir o equipo, verificando se não há rachaduras ou imperfeições; – Introduzir o equipo; – Retirar o ar do equipo cuidando para não deixar o câmara gotejadora “copinho” cheio de líquidos; – Fechar o clamp; - Proteger a ponta do equipo e etiquetar com data, hora e rúbrica. - Injetar a medicação (se houver);
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    IMPLEMENTAÇÃO DA TÉCNICA  2)Método de aplicação – Lavar as mãos; – Atentar aos princípios de biossegurança; – Preparar e organizar o material; – Explicar o procedimento e pedir a colaboração; – Solicitar que faça a sua higiene e eliminações, antes; – Verificar qual a mão dominante; – Pendurar o frasco no suporte de soro; – Amarrar o garrote no braço; – Solicitar que abra e feche a mão (repetir) e coloque ao lado da cama; – Colocar a toalha em baixo do braço;
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    IMPLEMENTAÇÃO DA TÉCNICA – Escolhero melhor acesso venoso; – Aplicar a técnica de punção venosa; – Tendo retorno venoso, desgarrotear; – Ligar o intermediário do equipo ao cateter venoso; – Abrir o clamp da solução IV – Fixar o cateter com fita ou esparadrapo antialérgico, em alguns casos utilizar curativo transparente; – Instalar a tala s/n; – Anotar a data, hora, número do insumo utilizado (abbocath ou scalp), possíveis intercorrências e assinatura de quem realizou a punção;
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    IMPLEMENTAÇÃO DA TÉCNICA – Controlaro gotejamento, conforme a quantidade X tempo de infusão; – Deixar o paciente confortável no leito (ou fora dele), deixar a campainha ao seu alcance; – Manter o ambiente em ordem; – Verificar novamente as condições da punção, antes de sair do quarto; – Descartar e/ou guardar o material; – Anotar no prontuário: tolerância do paciente ao procedimento realizado, tamanho e tipo do cateter/ agulha, gotejamento e orientações; – Ficar atento as complicações e queixas do paciente.
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    CATETER INTERMITENTE/ PERMEABILIZADO – Lavar comsolução salina (ter o cuidado para que não reflua sangue). – Anotar no prontuário a sua aplicação.
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    FLUIDOTERAPIA  BOMBA DEINFUSÃO – Seguir os mesmos passos de uma infusão comum; – Inserir o equipo (especial) na bomba; – Fechar a porta da bomba/ controlar e abrir todos os clamps do equipo e rodízio/pinça reguladora; – Ajustar os reguladores para um volume adequado de horas ou por gotas/min. (depende do aparelho); – Pressionar o botão INÍCIO (ON) ou START; – Checar a taxa de gotejamento durante 15s; – Ajustar o alarme de volume de infusão; – Anotar no prontuário.
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    FLUIDOTERAPIA  BURETA – Seguiros mesmos passos de uma infusão comum – Providenciar a bureta; – Fechar o regulador 1 (acima da câmara) e o regulador 2 (abaixo da câmara); – Inserir o frasco com a solução IV; – Abrir o regulador 1 e encher a câmara com 10ml de solução, comprimir a câmara de gotejamento e fechar o regulador 1; – Abrir o regulador 2 e tirar o ar do equipo; – Preencher a câmara com o volume a ser infundido e fechar o regulador 1; – Abrir o respiro de ar; – Abrir o regulador 2 e controlar as gotas/min. Prof: Michele Thiesen
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    REFERÊNCIAS  ATKINSON, L.D., MURRAY, M. E., Fundamentos de enfermagem: introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995.  POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem: conceitos, processos e prática, Vol 1 e 2. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 1997.  UTYAMA, I. K. A., OHNISHI, M., MUSSI, N. M., SATO, H.; Matemática Aplicada à Enfermagem: cálculo de dosagens, Rio de Janeiro: Atheneu, 2006;